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Notícias Boas e novas

26 de setembro de 2017

Em Defesa de Cristo

Ateu convicto, Lee Strobel decidiu entrevistar grandes fontes para provar a “farsa do Cristianismo”

O bom jornalista sabe que, para ter boas histórias – aquelas que mostram os fatos e a realidade deles – é preciso, em primeiro lugar, ter excelentes fontes; e em segundo, saber fazer as perguntas corretas. O jornalista Lee Strobel entendia disso. Ateu convicto, decidiu entrevistar grandes fontes para provar a “farsa do Cristianismo”. Começou pelo ponto central – a ressurreição de Jesus. Afinal, se Cristo não ressuscitou, seria vã a fé dos cristãos.

Nesta grande matéria, Strobel consultou historiadores, médicos, psicólogos e outros estudiosos renomados, e fez as perguntas certas nas respectivas áreas de cada um:

- As biografias de Jesus, escritas por seguidores possivelmente “fanáticos”, são confiáveis?

- Estas biografias resistem a uma investigação minuciosa?

- Elas foram preservadas de maneira confiável?

- Além das biografias, existem outras evidências confiáveis?

- A Arqueologia confirma ou contradiz as biografias?

- O Jesus da História é o mesmo Jesus da Fé?

- Jesus estava louco quando afirmou ser Filho de Deus?

- Somente Jesus se enquadra no perfil do Messias prometido?

- A morte de Jesus foi uma fraude e a ressurreição, um logro?

- Ele ressuscitou ou seu corpo simplesmente desapareceu?

- Jesus foi visto vivo depois da morte?

Para sua surpresa (sim, jornalistas muitas vezes vão a campo achando que já sabem as respostas), Lee Strobel não conseguiu provar que o Cristianismo é uma farsa. A cada entrevista, ele entendia os motivos de Cristo dividir a História em “antes” e “depois”, e, por fim, acabou se tornando um Lee antes de Cristo (ateu) e um Lee depois de Cristo (defensor e pastor).

Pois é, perdoem-me se contei o final do filme “Em Defesa de Cristo”, que está nos Cinemas. Mas não se preocupe, o melhor não foi dito. Vale a pena conferir cada descoberta e, como não dá tempo anotar tudo, vale também ler o livro (mesmo título) e conhecer mais profundamente a história deste ex-ateu que passou a usar diversos argumentos históricos e científicos para explicar Cristo, sem abrir mão de algo que continua sendo imprescindível: a fé. 

08 de setembro de 2017

Por que falar de Jesus e por que ouvir sobre Ele?

É importante falar de Jesus porque muita gente não conhece o Jesus real, quem Ele é e como Ele é de fato.

Neste sábado (09), muitas igrejas do Nordeste estarão de portas fechadas. Os cristãos estarão nas ruas – praças, hospitais, cruzamentos, casas, pontos turísticos – levando uma mesma mensagem: Jesus Cristo é o Senhor. A iniciativa faz parte do projeto “Nordeste para Cristo”, que consiste em 31 dias de jejum e oração (que se encerram hoje) e um dia de evangelização.

Mas, afinal, por que falar de Jesus? Por que esse povo que gosta de andar com uma Bíblia debaixo do braço (ou no celular, ou simplesmente gravada no coração) insiste tanto em falar desse Cristo? E mais, por que alguém deve ouvir a respeito dEle? Abaixo, vão algumas das respostas, que servem para as duas perguntas:

- É importante falar de Jesus porque muita gente não conhece o Jesus real, quem Ele é e como Ele é de fato. Há muita gente construindo um Jesus a sua própria maneira, que sirva aos seus próprios interesses, um Jesus “gente boa”, “bacaninha”, que ensina valores interessantes: faça o bem, não pague o mal com o mal, respeite pai e mãe, cuide dos órfãos e viúvas, enfim. Há uma multidão acreditando que pode simplesmente escolher algumas “frases de efeito” ditas por Ele, sem se comprometer verdadeiramente com TUDO que há nEle. Há quem pense que Ele é apenas um “grande profeta” ou um “espírito evoluído”. Quem pensa assim precisa ouvir sobre Ele.

- É importante falar de Jesus porque há muita gente procurando experiências desse mundo para se satisfazer, para se sentir pleno e completo. Mas somente em Cristo encontramos sentido para nossas vidas, somente Ele tem as respostas para todas as grandes perguntas da humanidade (quem sou, de onde venho, para onde vou, qual o propósito da minha vida?). Não é dinheiro, fama, sucesso ou qualquer outra coisa desta terra que pode fazer do homem um ser completo e feliz. É Cristo. Ainda que falte tudo, é possível ser feliz com Ele. O apóstolo Paulo entendeu bem o que é isso: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade” (Fp. 4.12).

- É necessário falar de Jesus porque tudo existe por causa dEle, inclusive nós, seres humanos. João falou sobre isso: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (João 1.3). É por isso que nada fora da vontade dEle é suficiente para fazer o homem um ser completo.

- O ex-ateu, que se tornou um grande apologista, C.S. Lewis, disse que “se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo”. É urgente falar de Cristo porque fomos feito para sermos embaixadores nesse mundo, ou seja, estamos só de passagem. Nossa morada é eterna, é celestial. E irá para o céu quem crer em Jesus como Único e Suficiente Salvador de sua vida.

- É importante e urgente falar de Jesus porque quem não o conhecer como Ele é de verdade; quem não o receber como o Salvador que Ele é; quem escolher viver longe dEle nesta vida, viverá longe dEle na vida Eterna. Jesus é o Filho de Deus. É o próprio Deus. É quem se fez homem, experimentou sofrimento e dores, morreu como um Cordeiro mudo por amor aos pecadores (todos nós) e ressuscitou. Se Cristo fosse apenas um grande mestre da moralidade, Ele não precisaria ter morrido, bastava deixar seus ensinamentos. Mas Ele é Deus! Ele é o Salvador. Charles Spurgeon disse: “A moralidade pode manter o homem afastado da cadeia, mas somente a cruz e o precioso sangue de Cristo podem livrá-lo do inferno”.

- É preciso falar de Jesus e ouvir sobre Ele porque os séculos são divididos em “antes” e “depois” de Cristo, e a vida do homem também precisa ser dividida desta forma – quem você era antes de conhecê-lo de verdade, e quem você se torna quando o conhece e o aceita.

- Por fim, é necessário falar dEle porque Ele mesmo ordenou: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt. 28.19,20).

Neste sábado, fale de Jesus para alguém. Neste sábado, se alguém vier falar dEle para você, não perca a oportunidade de ouvir!

01 de setembro de 2017

O Senhor é o meu pastor, de nada terei falta

Mesmo tendo sido rei, Davi inspirou-se na sua primeira profissão para escrever este Salmo

Dia desses li novamente um trecho da Bíblia que, sem dúvida, está entre os mais conhecidos deste livro que há tempos é o mais vendido do mundo. Falo do Salmo 23, escrito por Davi, homem que tem em sua bibliografia uma lista imensa de títulos: pastor de ovelhas, guerreiro de Israel (que matou o temível gigante Golias), sogro do rei, amigo do rei (e depois inimigo), rei de Israel, filho caçula, esposo, pai, homem segundo o coração de Deus.

Mesmo tendo sido rei, inspirou-se na sua primeira profissão para escrever este Salmo. Foi como pastor que Davi teve suas primeiras experiências com Deus. Cuidando de ovelhas - animais dependentes de proteção e de orientação - Davi entendeu sua condição de servo, e nos deixou de presente estes versos tão profundos:

“O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta.

Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas;

Restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.

Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.

Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice.

Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver”.

São muitas as lições que tiramos deste texto, mas faço questão de destacar algumas que têm falado fortemente ao meu coração:

- Se o Senhor é o meu pastor, eu não tenho falta de nada, porque Ele conhece bem as minhas necessidades e as minhas fraquezas. Se o Senhor é o meu pastor, ainda que me falte algo, eu tenho o mais importante – a presença dEle.

- Se Ele é o meu pastor, vou repousar em pastos verdes e beber em águas tranquilas. Mesmo que o mundo esteja de cabeça pra baixo, terei paz na presença dEle.

- Se o Senhor é o meu pastor, minhas forças serão renovadas a cada dia, e andarei em caminhos retos, por amor do nome dEle.

- Mesmo que eu ande pertinho da morte, não preciso ter medo, porque o meu pastor cuida de mim. Os lobos temem a vara e o cajado do bom pastor.

- Eu nem sou merecedor, mas meu pastor é bom e fiel, e será assim por toda a minha vida.

Que as verdades deste texto sejam refrigério para sua alma, caro leitor, como têm sido para a minha. Não importa a sua condição – se você ocupa uma posição de servo ou de rei – que na presença dEle você escolha ser ovelha, para receber o cuidado e a proteção do Bom Pastor. 

24 de abril de 2017

O que eles fariam diante da Baleia Azul?

Ainda hoje, Deus tem planos para crianças, adolescentes e jovens que desejam conhecer o propósito de suas vidas, e cumprir os desafios mais prazerosos que se pode receber

Conheço boas histórias de homens e mulheres que aceitaram grandes desafios. Mas eles não pararam para contar se eram 50 ou mais, o importante era dizer SIM e realizar com sucesso cada tarefa proposta. Davi é um deles. Ainda menino, aceitou a missão dada por seu pai, de cuidar das ovelhas da família. Parece simples? Em um dia tranquilo, ele enfrentou nada menos que um leão; no outro, teve que matar um urso que apareceu de repente para tragar o rebanho. Estes desafios o fortaleceram, preparando-o para enfrentar outro grande gigante: Golias.

Para Davi, missão dada era missão cumprida, desde que obedecesse a um critério inegociável: honrar o nome do Senhor. Foi por isso que ele se tornou um homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13.14). Sabendo deste histórico, não tenho dúvida de que ele não teria tempo para a Baleia Azul. Ao contrário, a destruiria, como fez às demais ameaças que surgiram em seu caminho.

Samuel também foi um jovem exemplar. Não sem razão, já que sua mãe o consagrou ao Senhor antes mesmo que ele nascesse. Quando criança, ouviu a voz de Deus o chamando, e foi O Próprio quem deu desafios a este jovem, para que fosse um profeta em sua geração. Tenho certeza de que Samuel também não daria ouvidos à voz da Baleia Azul, porque ele conhecia a voz mais doce e perfeita.

Há outros tantos que merecem ser citados, que ainda na infância ou adolescência aceitaram grandes desafios, cientes de que suas vidas só teriam sentido se cumprissem a missão para a qual foram criados. Mas, quero destacar Moisés. Seu primeiro grande desafio foi crescer longe de sua família. Depois, já adulto, foi surpreendido com uma missão dada por Deus – a de libertar o seu povo do jugo da escravidão. Na sua lista de desafios, estavam ainda: Faraó, Mar Vermelho, uma multidão que adorava reclamar, deserto, nações inimigas... Ele, porém, venceu todos, com a ajuda de Deus.

Sua intimidade com o Senhor era tanta que Deus contou pra ele que estava chegando o dia de morrer: “O dia de sua morte se aproxima” (Deuteronômio 31.14). Após cumprir todos os desafios, chegava a hora de encerrar a carreira, aos 120 anos de idade. Moisés morreu, e o próprio Deus o sepultou (Dt. 34.5).

Ele também não teria tempo para as tarefas da Baleia Azul, porque os desafios dados pelo Pai são coisa séria e merecem toda a dedicação, durante todos os dias da vida.

Ainda hoje, Deus tem planos para crianças, adolescentes e jovens que desejam conhecer o propósito de suas vidas, e cumprir os desafios mais prazerosos que se pode receber. A vida é um presente precioso, que não pode ser jogado fora. Que a sua vida, caro leitor, só se encerre na hora determinada por Ele, e que cada dia da sua história valha a pena. Que a sua lista de desafios inclua: fazer a diferença na vida de outras pessoas, ter comunhão com o Criador, preservar valores grandiosos e eternos, cumprir o chamado da Pessoa mais importante.

"Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção". (Salmo 139.13,14).

12 de abril de 2017

Jesus realmente ressuscitou dos mortos?

Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (1 Co 5.7)

É impossível falar de Páscoa sem falar de Cristo. Os chocolates podem até aparecer no meio da festa, mas Ele não pode ficar de fora, porque a Bíblia diz que Cristo é a nossa páscoa!

Mas, e se a história acabasse aí? Se Ele tivesse apenas morrido? Teria sido um somente um grande líder religioso? Teria sido apenas um grande influenciador ou um grande homem? Não, na verdade ele teria sido um grande mentiroso, porque Ele mesmo afirmou várias vezes que ressuscitaria, e que seu Reino não é terreno.

Mas, há evidências de que Cristo ressuscitou?

Sim, na própria Bíblia há evidências, de testemunhas oculares que conviveram com Jesus depois da ressurreição. Estas testemunhas tiveram suas vidas transformadas, e até morreram por suas convicções.

Mas não é somente a bíblia quem diz isso. Um número incontável de historiadores e estudiosos pesquisaram sobre o tema. Gary Habermas completou a mais ampla investigação já feita até o momento sobre o que os estudiosos acreditam a respeito da ressurreição de Jesus. Habermas reuniu mais de 1.400 obras dos eruditos mais críticos que falam sobre a ressurreição de Jesus, escritas de 1975 a 2003.

Habermas expõe que todos os estudiosos, independentemente do espectro ideológico – desde ultraliberais, até os conservadores defensores da Bíblia – concordam que os pontos a seguir relacionados a Jesus a ao Cristianismo, são fatos históricos reais:

1.  A morte de Jesus deu-se por meio da crucificação romana

2.  Ele foi sepultado, muito provavelmente, num túmulo particular

3.  Pouco tempo depois, os discípulos ficaram desanimados, tendo perdido a esperança

4.  O túmulo de Jesus foi encontrado vazio pouco tempo depois de seu sepultamento

5.  Os discípulos tiveram experiências que acreditaram ser aparições reais do Jesus ressurreto

6.  Devido a essas experiências, a vida dos discípulos foi totalmente transformada. Depois disso, até mesmo se dispuseram a morrer por sua crença

7.  A proclamação da ressurreição aconteceu logo de início, desde o começo da história da igreja

8.  O testemunho público e a pregação dos discípulos sobre a ressurreição de Jesus aconteceram na cidade de Jerusalém, onde Jesus fora crucificado e sepultado pouco tempo antes

9.  A mensagem do evangelho concentrava-se na pregação da morte e da ressurreição de Jesus

10.  O domingo passou a ser o principal dia de reunião e adoração.

11.  Tiago, irmão de Jesus e cético antes desse evento, converteu-se quando acreditou que também vira o Jesus ressurreto.

12.  Poucos anos depois, Saulo de Tarso (Paulo), que perseguia e matava cristãos, tornou-se cristão devido a uma experiência que ele também acreditou ter sido uma aparição de Jesus ressurreto.

Portanto, o Novo Testamento é verdadeiro. Se a maioria dos estudiosos concorda com os 12 fatos relacionados acima porque as evidências mostram que a história do NT não é uma lenda, uma mentira ou um embelezamento, então sabemos, acima do que se considera dúvida justificável, que os autores do NT registraram com precisão aquilo que viram.

Jesus morreu. Mas não acabou aí! Ele ressuscitou e está vivo!

Paulo, aquele que antes perseguia, disse: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
(
1 Coríntios 15:17-21). 


Feliz Páscoa para todos! 


Com trechos do livro: "Não tenho fé suficiente para ser ateu" (Norman Geisler e Frank Turek). 

20 de fevereiro de 2017

Orar faz bem!

Quando nossas mãos não podem mais fazer nada, nossos joelhos podem.

Conheço muitas pessoas que poderiam contar um montão de histórias sobre a eficácia da oração. Eu também tenho as minhas. E hoje quero contar uma especial. O começo dela aconteceu em dezembro de 2016, quando viajei para minha cidade natal, para visitar a família, junto com meu esposo, André, e nosso filho, Emanuel (1 ano e 5 meses na época). Pela manhã bem cedo, meu avô chegou à casa dos meus pais, para matar a saudade, principalmente do bisneto dele.

Minutos depois de levar o Emanuel para um passeio pela casa, ouço um barulho e o choro do meu filho. Meu vozinho tinha caído da escada com o bebê no colo. Para proteger o Emanuel, ele não poupou esforços, e caiu totalmente desprotegido, batendo a cabeça e as costas no chão. Aos 83 anos de idade, todos sabem, uma queda pode ser fatal.

Resumindo tudo o que aconteceu desde este episódio, meu avô precisou ser levado de ambulância para São Luís (MA), para ser atendido por um especialista. Foram dias e dias de internações, liberações, e novas internações, graças à mobilização de toda a família, para que ele tivesse o melhor atendimento possível.

Enquanto isso, eu descobria mais uma vez que quando nossas mãos não podem mais fazer nada, nossos joelhos podem. Pessoas de diferentes estados – Maranhão, Piauí, Ceará – se reuniam para orar pelo meu avô. Alguém pedia oração por ele num grupo de WhatsApp ou por telefone, e instantes depois um exército já estava de joelhos dobrados. Nem sabemos quais e quantas pessoas se compadeceram desta causa e levantaram suas vozes aos céus.

O resultado é que depois de muitos dias – com parada cardíaca, fratura em uma costela, cirurgia na cabeça e outras circunstâncias difíceis – meu avô saiu do hospital totalmente recuperado, pronto para brincar de novo com seus bisnetos.

Deus ouviu as orações e moveu suas mãos para dar mais tempo de vida ao meu avô. Mas a ênfase que quero dar neste relato é que a oração faz muito bem. Nesta ocasião, fez um grande bem para o meu avô, que está novamente no cantinho mais aconchegante do mundo pra ele: sua casa. Mas, a oração faz muito bem para todos os demais envolvidos: fez bem pra mim e pra todos os familiares, que foram fortalecidos por Deus durantes estes dias tão árduos. E por fim, fez bem para quem orou, e mais uma vez viu que a oração de um justo é poderosa e eficaz (Tiago 5.16).

“Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta”. Mateus 7.7-8.

“E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão”. Mateus 21.22.

“Da mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus”. Romanos 8.26-27.

24 de setembro de 2016

A oração de uma avó

Minha avó já havia partido, mas as suas orações estavam bem anotadas no “caderninho de Deus"

Talvez eu já tenha falado dela aqui, mas sem dúvida vale a pena dedicar mais tempo contando um pouco da sua história, através da minha. Quando eu era criança, lembro que uma vez ou outra, ela me levava para igrejinha dela. Eu adorava brincar com as crianças de lá. Minha memória não é tão boa, mas recordo de uma vez em que participei de uma apresentação teatral naquela pequena congregação da Assembleia de Deus, no interior do Maranhão, em Bacabal.

Além destes dias especiais, lembro ainda das tardes de estudo bíblico, que ela ministrava em sua humilde casa, para as crianças e adolescentes da vizinhança. Eu tive a alegria de participar de alguns destes momentos também. Por não ter recursos para oferecer um lanche após o estudo, ela deixava as goiabeiras do seu quintal à disposição para quem quisesse matar a fome física, depois de ter saciado a espiritual.

Muito cedo, porém, ela partiu. Tinha 62 anos de idade, em março de 2000. Quanta saudade deixou em tantos corações. Mas seu exemplo de fé, humildade e sabedoria ainda inspira.

Sim, mas voltando à minha história: aos 14 anos, meses depois da morte da vovó, voltei a visitar aquela pequena igreja. E dessa vez foi ainda melhor do que quando ia brincar com a criançada. Nessa ocasião, eu ouvi a ministração da Palavra com atenção, e, pelo agir do Espírito Santo, me convenci do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8).

Quando passei a fazer parte da igreja, tive ainda mais certeza de que minha avó era uma mulher muito especial para Deus e para todos que a conheciam. Os irmãos se alegravam ao me ver ali, “a neta da irmã Antuninha”. Ali estava eu, conhecendo mais sobre o Deus da minha avó, aprendendo sobre a Palavra que guiava a vida dela, e que fazia dela a pessoa linda que ela era.

Eu só ficava triste por não ter tido a oportunidade de servir a Jesus junto com ela. Mas a tristeza passou num dia em que uma irmã daquela igreja me cumprimentou muito feliz, dizendo: “Você é resposta das orações de sua avó”.

Ah, que palavras especiais! Naquele dia eu entendi que a oração de um justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5.16). Minha avó já havia partido, mas as suas orações estavam bem anotadas no “caderninho de Deus”.

Abraão não viu sua descendência se multiplicar como a as estrelas do céu e como a areia da praia (Gênesis 22.17), mas cada uma de suas orações foi ouvida por Deus. E cada uma das promessas feitas pelo Senhor se cumpriu.

Minha avó não me viu caminhando até o púlpito para afirmar diante de todos que eu cria, de todo o meu coração, em Jesus como único e suficiente salvador da minha vida (Romanos 10. 8,9), mas o importante é que Deus ouviu a sua oração, quando ela orava por mim, para que um dia eu conhecesse de perto o amor do Pai.

Por isso, não deixemos de crer no poder da oração. Porque Deus não despreza um coração quebrantado e contrito (Salmo 51.17). 

14 de setembro de 2016

Nordeste para Cristo

O Nordeste carece de muita coisa, mas a maior necessidade do povo é a comunhão com Cristo, e esta pode ser suprida hoje!

Há quase um mês, milhares de cristãos estão juntos em oração e jejum pelo nordeste brasileiro. Não faltam motivos para orar: esta é a região mais carente do país, que sofre com a seca, com o desemprego, com a prostituição, com a falta de acesso a tantas coisas básicas. Temos orado por tudo isso, para que Deus mude a situação dos nove estados; mas estamos orando principalmente pela maior necessidade dos nordestinos: um verdadeiro encontro com o Deus verdadeiro. 

Um cristão sozinho não pode fazer muita coisa, mas juntos podemos muito, e por meio do agir de Deus, podemos o impossível! Nesta sexta-feira, encerraremos este período de jejum e oração, e sairemos fortalecidos para cumprir a missão da igreja: ir e pregar o evangelho a toda a criatura (Mc 16.15).

Se de repente algum viajante passar por alguns destes estados neste sábado, pode ser que encontre pessoas reunidas divulgando uma mesma mensagem. Uma mensagem simples e verdadeira, sobre o amor de Jesus por todos os homens.

Uma mensagem simples, lembrando que Deus criou o mundo e em seguida criou homem e mulher. O seu plano para eles era de paz, alegria e comunhão. Eles, porém, fizeram uma escolha diferente, e desobedeceram a Deus, escolhendo viver longe de tudo de maravilhoso que havia sido criado para deleite do ser humano.

E, depois disso, todos os filhos de Adão também pecaram: “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram”. Rm 5.12

Mas Deus faz novos planos para o ser humano. Planos de nova vida, por meio de Cristo: “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores”. Rm 5.8

Quem aceita esta verdade, torna-se de novo filho de Deus, recupera a comunhão com Ele, e volta a desfrutar da paz que ninguém consegue explicar: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. Jo 1.12

É esta mensagem simples, que tem transformado a vida de milhões de pessoas, que será ministrada nas ruas, cruzamentos de avenidas, praças, hospitais, aeroportos dos nove estados do Nordeste. E é esta mensagem simples que vai gerar muitos frutos neste sábado e a partir deste sábado! O Nordeste carece de muita coisa, mas a maior carência é a comunhão com Cristo, e esta pode ser suprida agora mesmo!

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê!”. Rm 1.16. 


Quer saber mais sobre o Nordeste para Cristo? Acesse aqui.  

05 de setembro de 2016

Nem tudo que reluz é ouro

Vigiemos, pois, para que não sejamos enganados pelas aparências

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 se encerraram no dia 21 de agosto, em fulgurante cerimônia que foi destaque pelo mundo. E, como é usual nas competições, alguns conquistaram as tão cobiçadas medalhas enquanto outros não conseguiram subir ao pódio.

A pedido do comitê organizador, 2.488 medalhas foram produzidas pela Casa da Moeda, para serem distribuídas aos atletas em 306 competições. O número de medalhas é bem superior ao de provas porque para cada uma destas há três lugares no pódio e muitas dizem respeito a esportes coletivos.

O campeão absoluto foi os Estados Unidos, que alcançaram ao todo 121 medalhas, sendo 46 de ouro. Já o Brasil ficou em 13º lugar com 19 premiações, sendo 7 de ouro, e conseguiu assim a sua melhor campanha em Olimpíadas.

Vale advertir, entretanto, que quando o assunto é medalha olímpica, nem tudo que reluz é ouro. Isto porque a composição atual das de ouro é de 92,5% de prata; 6,16% de cobre e apenas 1,34% de ouro.

E, se no caso das honrarias olímpicas a discrepância entre a aparência externa e a substância interior não é segredo e não causa problemas, quando isto ocorre na vida do ser humano pode ser difícil de constatar e ocasionar graves complicações.

Jesus Cristo reprovou veementemente a hipocrisia dos fariseus que se apresentavam à sociedade judaica como exemplo de decência, mas longe dos olhares do povo tinham um comportamento reprovável. Em Mateus 23:5-7, Cristo disse o seguinte sobre os fariseus:

Fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes; e amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas; e as saudações nas praças; e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi”.

Contudo, Jesus conclui sua posição sobre os fariseus de forma dura, chamando-os de “sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia”.

Outra ocasião bíblica em que as aparências divergiam da essência está descrita no capítulo 5 do livro de Atos, quando um homem chamado Ananias e sua esposa Safira venderam uma propriedade e levaram uma parte aos apóstolos. A questão é que eles retiveram parte do preço enquanto se passaram por quem doava o valor integral. Porém, foram desmascarados por Deus e morreram.

Jesus nos alertou, também, acerca dos falsos profetas que, conforme está escrito em Mateus 7, aparecem vestidos de ovelhas, mas interiormente são como lobos devoradores. Ainda que em nome do Senhor profetizem, que expulsem demônios e façam muitas maravilhas, Cristo dirá a eles: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

Vigiemos, pois, para que não sejamos enganados pelas aparências. E que não tenhamos apenas semblante de santidade, mas possamos adorar a Deus em espírito e em verdade.


Autor: André Falcão - Contador, Analista do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará, Escritor do Blog "André Falcão" - http://afalcao7.blogspot.com.br/

28 de junho de 2016

No colo do Pai

Que meu filho e eu sejamos, sempre, totalmente dependentes daquele que nos conhece como ninguém

Já ouvi muitas mães falarem abismadas sobre como seus bebês se desenvolvem rapidamente. Em um dia, mal se mexem; no outro, já engatinham rapidamente pela casa e balbuciam as primeiras sílabas. Agora sou eu que me encontro neste estado de “constante boca aberta”. Meu bebezinho, aos 11 meses, está a todo vapor, aprendendo coisas novas o tempo inteiro.

Como muitas mães, vivo também aquela sensação de ansiedade pela próxima fase, junto com aquela outra, de saudade da fase que acaba de passar.

Quando ele nasceu, eu era tudo pra ele. Meu colo e meu cheiro faziam com que ele se sentisse protegido. Agora, ele já se aventura e pode até ficar sozinho, brincando e fazendo descobertas. Até que, para minha alegria, sente de novo minha falta e sai em busca da minha presença.

Sim, meu desejo é que ele dê passos largos, que aprenda, e que seja “independente”, lembrando sempre que pode voltar para meu colo quando quiser, e de novo se sentir protegido ao sentir meu cheiro.

É assim que ainda me sinto no colinho da minha mãe (que agora só quer saber de dar colo ao neto, mas tudo bem). E sentindo e pensando neste grande amor que as mães guardam dentro de si, lembro-me de um amor ainda maior, o de Deus. Ele entende bem o que é cuidar, carregar no colo, proteger. Ele entende bem o que é ver um filho crescendo e descobrindo o mundo. E Ele, mais do que eu, quer que seus “bebezinhos” cresçam e aprendam, mas que se lembrem de voltar sempre ao colo do Pai, onde há segurança, graça e proteção.

Eu conheço bem o meu filho. Sei quando seu choro representa dor, medo ou apenas manha. Mas Deus, ah, Ele me conhece muito bem. Ele entende profundamente o que meu choro significa. Ele entende até quando “engulo o choro”. É por isso que, como criaturas, não podemos ser plenos sem a comunhão com o Criador, aquele que pode responder todas as perguntas sobre nós, aquele que nos faz sentir seguros com sua presença e seu perfume.

Assumo, não quero que meu filho seja totalmente independente de mim. Quero que, mesmo adulto, ele tenha vontade de me ligar para ouvir um conselho, como eu faço com minha mãe. Mas, principalmente, quero que meu filho e eu sejamos, sempre, totalmente dependentes dAquele que nos conhece como ninguém.

Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.
Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.

(Provérbios 3:1,2).

Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam. (Salmos 9:10).

31 de março de 2016

A maior expressão de amor às mulheres

Muito longe de ser machista ou feminista, a Palavra de Deus expressa mais honra e respeito às mulheres do que qualquer ser humano já conseguiu fazer

Todo dia é dia da mulher, mas no dia 08 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher em vários países. No Brasil, o mês de março inteiro é dedicado a elas.

O desejo do homem de agradar e reconhecer a importância da mulher é tão antigo quanto a sua própria história. Incontáveis eventos, músicas, livros e filmes já foram feitos com a intenção de homenageá-las.

No século XVII, o imperador da Índia, Shah Jahan, construiu um suntuoso mausoléu em homenagem à sua amada esposa que faleceu após dar à luz o seu 14º filho. O monumento recebeu o nome de Taj Mahal e atualmente é considerado uma das “maravilhas do mundo”. A obra levou 20 anos para ser construída e utilizou a força de cerca de 20 mil homens. Nela foram feitos jardins que somam mais de 320 metros de cumprimento. A sua cúpula é costurada com fios de ouro e algumas paredes são incrustadas com pedras semipreciosas.

Muito longe de ser machista ou feminista, a Palavra de Deus expressa mais honra e respeito às mulheres do que qualquer ser humano já conseguiu fazer.

Foi Eva quem primeiro comeu do fruto proibido cometendo pecado contra Deus. Entretanto, todas as vezes em que as Sagradas Escrituras se referem ao pecado original, a culpa é integralmente tributada a Adão. Isso não significa que Eva seja isenta do pecado, mas mostra, dentre outras coisas, o cuidado de Deus em protegê-la, ao cobrar a responsabilidade do líder Adão. Se a Bíblia inferiorizasse a mulher, como alguns reverberam por aí, a mulher seria execrada por isso.

Em nenhum momento a Bíblia mostra algum dos servos de Deus agredindo a sua própria mulher. Antes, vemos os maridos respeitando; seguindo os conselhos da esposa, como no caso de Abraão, que tomou Agar por mulher depois do conselho de sua esposa Sara. Vemos exemplos de esposos sendo carinhosos, como no caso de Isaque e Receba em Gênesis 26:8; e observamos homenagens por escrito, como fez Salomão à sua amada no livro de Cantares.

É ainda mais interessante o fato de que foi à mulher a quem Deus reservou o privilégio de conceber, carregar no ventre e dar à luz ao salvador da humanidade. Maria, igual a todos os homens, é pecadora e carente da salvação como ela mesmo declara em Lucas 1:46-47, porém teve uma oportunidade incomparável.

No capítulo 5 do livro de Efésios é estabelecida a mais perfeita forma tratamento do marido para com a mulher. Nos versículos 22 a 25 é dito que a mulher deve se sujeitar ao seu marido. Contudo, também é feita uma ressalva de que essa sujeição deve ser igual à sujeição da Igreja a Cristo. E logo em seguida vem algo ainda mais profundo: a Bíblia ordena ao marido que ame a sua mulher como Cristo amou a igreja. Nenhum livro, música ou filme foi capaz de expressar uma forma tão perfeita de amor. O amor de Cristo para com a Igreja é a maior expressão de amor que já existiu. Cristo entregou a sua vida por ela. E a Bíblia diz aos homens que amem suas esposas do mesmo modo.

Há ainda tantos outros aspectos que poderiam ser destacados sobre o perfeito tratamento que Bíblia dá às mulheres, como o perdão que Jesus concedeu à mulher adúltera e a aparição do Cristo ressurreto primeiramente às mulheres. Para Deus, o homem e a mulher têm a mesma importância, mas papéis diferentes. Jesus morreu na Cruz pelos dois. Cabe aos homens (e até mesmo às mulheres) valorizar essa joia tão preciosa cujo coração tem a nobre capacidade de preferir uma simples rosa dada em sinceridade do que suntuosos monumentos.


Autor: André Falcão. Contador. Analista do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará. Escritor do Blog "André Falcão" - http://afalcao7.blogspot.com.br/

04 de março de 2016

Todo misericordioso. Todo justo

Isto é misericórdia: quando não somos castigados como merecemos

Imagine o mais cruel dos homens. Ele pode ser regenerado. Não importa a lista de pecados e males que ele possa ter causado, há chance de perdão para ele. Eu e você temos o direito de achar isso absurdo e injusto, mas existe sim possibilidade de mudança para este terrível ser, como há também para mim e para você, que nos achamos até certo ponto corretinhos e bonzinhos. Até podemos ser bons sob o nosso ponto de vista, mas sob a ótica de quem é Perfeito, somos tão miseráveis quanto qualquer homem cruel que você tenha imaginado no início deste texto.

Pensando nisso, quero falar hoje sobre misericórdia e justiça. O que eu, você e aquele homem cruel merecemos é o mesmo: a separação eterna de Deus, que é Perfeito e Santo. Mas este Deus teve a ideia de nos levar de volta para perto dEle por meio de Cristo: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Isto é misericórdia: quando não somos castigados como merecemos, por conta de nossos pecados.

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo”. (Efésios 2.4,5).

Mas a misericórdia só alcança aquele que decide aceitá-la. E por incrível que pareça, há quem rejeite presentes maravilhosos como este. Há poucos dias li um versículo que me deixou um tanto chocada, que está escrito em Apocalipse, capítulo 9, versículo 21: “E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces”.

Deus tem se revelado ao homem de diversas formas: pela natureza, pelo sacrifício de Cristo, pela sua Palavra. E muitos e muitos homens têm dito não ao seu amor, preferindo permanecer em seus homicídios, em suas feitiçarias, em sua prostituição... Um dia, porém, Ele revelará plenamente a sua Justiça, e também dirá não àqueles que o rejeitaram. Isto é justiça: a virtude que consiste em dar ou deixar a cada um o que, por direito, lhe pertence.

“Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar”.(Isaías 56:1).

Por isso, bom é escolher viver a misericórdia de Deus a partir de agora, para viver a justiça de Deus com a tranquilidade de ter feito a melhor escolha, a de viver ao lado dEle para sempre.

“Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto”.(Salmos 89:14).

02 de novembro de 2015

O cristão e a morte

A primeira vez que senti de verdade a presença de Deus foi em um velório...

A primeira vez que senti de verdade a presença de Deus foi em um velório. Olha que situação mais inusitada. Era o velório da minha avó materna, e estava acontecendo na igreja onde ela congregava, na Assembleia de Deus, em uma cidade no interior do Maranhão. Era um momento triste para mim e para toda a minha família, mas foi impressionante como consegui sentir alegria em meio a tanta dor. O coral de jovens cantou um hino que tocou meu coração profundamente. Eu nem entendia direito o que era a morte de um cristão, mas podia sentir uma paz inexplicável. Menos de um ano depois disso eu entreguei minha vida a Jesus.

Hoje eu compreendo que é possível sentir a presença de Deus mesmo diante da morte. E quando se trata da morte de um cristão, mais ainda, por sabermos que este descansa no Senhor. Paulo falou sobre a morte com os irmãos de Tessalônica. Na primeira carta aos tessalonicenses, capítulo 4, versículos 13 e 14, ele disse: “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram”.

Vejamos que Paulo compara a morte com o sono. Na verdade aquele que morre com Cristo, apenas dorme, aguardando a ressurreição. Aí está um texto que nos conforta, e que nos ensina uma lição preciosa neste dia, feriado de Finados, quando as pessoas vão ao cemitério visitar seus mortos e lhes prestar homenagens. Nós cristãos, que temos a Palavra de Deus como nosso manual de vida, sabemos, em primeiro lugar, que aqueles que morreram em Cristo, em Cristo ressuscitarão. E em segundo lugar, sabemos que não há comunicação entre vivos e mortos. Assim, a morte já nos tem separado dos nossos entes queridos.

Se observarmos a Palavra de Deus, veremos o exemplo de Cristo. Ele só visitou mortos com um propósito, o de ressuscitá-los. Foi assim com a filha de Jairo, quando ele declarou que a menina não estava morta, mas apenas dormia. Em Marcos 5.40 a 42, está escrito: “E entrou onde a menina estava deitada. E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido é: Menina, a ti te digo, levanta-te. E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombravam-se com grande espanto”.

Jesus também foi ao túmulo de Lázaro, não para acender velas ou deixar flores, mas com o mesmo propósito de dar-lhe vida novamente. Já havia se passado quatro dias desde a sua morte, mas não era impedimento nenhum para o dono da vida. A bíblia relata ainda outros exemplos, e sabemos que ainda hoje o nosso Deus continua poderoso para ressuscitar mortos. Mas mesmo o que ressuscita volta a morrer. Somente Jesus morreu e ressuscitou e continua vivo, como está escrito em ICo 15.20: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias do que dormem”. Eis a nossa esperança, um dia todos os que morreram em Cristo, ressuscitação e terão vida eterna, sem choro, sem dor, sem pranto, sem morte.

Quando nos lembramos desta promessa, fica mais fácil lidar com a partida física daqueles que amamos. Está escrito em Jo 11.25-26: “Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”.

Se nossos entes queridos partiram com Cristo, é certo que nos encontraremos um dia no céu. Mas se porventura alguém partiu sem o Senhor, infelizmente não há mais nada que possamos fazer, a não ser pregar o Evangelho a tantos quantos pudermos, para que estes, os vivos, tenham a oportunidade de decidir seguir a Cristo, de viver para Ele, e de morrer com Ele.

Salomão diz no livro de Eclesiastes, capítulo 7, versículo 2: “Melhor é ir à casa onde há luto, do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”.

A vida nesta terra é breve. Davi pediu a Deus que lhe fizesse saber quantos seriam os seus dias na terra, para que ele soubesse o quanto é frágil. Todos nós somos frágeis, e não sabemos qual a medida dos nossos dias. Não sabemos se estaremos vivos ao fim deste dia. Mas de uma coisa precisamos saber, que é onde passaremos a eternidade. Precisamos viver com a certeza de que iremos morar no céu, neste lugar perfeito criado por Deus para os seus filhos, para aqueles que confessam que Jesus é o único e suficiente salvador de suas vidas. 

30 de outubro de 2015

O que é a verdade?

Pilatos fez esta pergunta a Jesus. Que ironia, a resposta estava viva em sua frente.

A verdade. Todos desejam conhecê-la. Mesmo aqueles que ousam negar que ela exista de fato, afirmando que tudo é relativo. Na verdade, que confusão seria se não existisse verdade. Vejamos: A afirmação “a verdade não existe” é verdadeira? Se sim, então é porque a verdade existe. Se não, então é porque a verdade existe!

Ela é real e há tempos é desejada pelos homens como um tesouro. Quem a “descobre” percebe que era um prisioneiro antes disso. Imagino que foi assim que Martinho Lutero se sentiu quando descobriu que sua vida estava alicerçada em farsas, em mentiras. Indulgências, penitências, nada disso o faria chegar mais perto de Deus, somente a fé genuína em Jesus Cristo poderia libertar o homem do pecado (sim, o pecado também é uma verdade).

Lutero se tornou livre, vivenciando o que está escrito em João 8.32 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. E a partir da reforma que ele iniciou em 1517, tantos outros puderam ser livres também, tendo acesso às escrituras, e conhecendo o plano de Deus para a vida de todo homem.

Mas, o que é mesmo a verdade? Pilatos fez esta pergunta a Jesus (João 18.38). Que ironia, a resposta estava viva em sua frente, mas ele nem mesmo esperou por ela, talvez por ter vivido tantos anos nessa angústia de tentar descobri-la, que já não acreditava mais nela; talvez pelo medo de saber que aquilo em que cria até então não era real. Jesus também não se esforçou para responder, afinal ele já tinha falado sobre isso há bem pouco tempo com seus discípulos, quando declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).

Ele disse também: “A tua palavra (de Deus) é a verdade. (João 17.17). E esta Palavra está acessível a todos os homens. Ninguém precisa comprar a Bíblia, ela ainda é distribuída em escolas, hospitais, e está disponível na internet e nos aplicativos de celulares. Ela é o maior tesouro que o homem pode possuir, embora seja um tesouro desprezado por tantos que não conhecem seu valor.

Lutero ficaria estarrecido se vivesse nesse tempo, em que se exige tão pouco para se viver a reforma. Ele ficaria assustado se soubesse que a Palavra tão pregada em diferentes línguas parece não ser ouvida. Pobre Lutero, ficaria pasmo de ver que algo tão precioso quanto a verdade tem sido relativizada e desprezada.

Apesar de tudo, quase 500 anos depois da Reforma Protestante, a verdade não muda. Jesus Cristo é a verdade. Tudo o que ele pregou é a verdade. “O homem nasce pecador” é a verdade. “Cristo morreu pelos pecadores” é a verdade; “Todo aquele que recebe Jesus como seu único e suficiente salvador se torna filho de Deus” é a verdade. “Um dia Jesus voltará para buscar seus filhos” é a verdade.

Receba este tesouro! Creia na verdade!

Feliz dia da Reforma Protestante!

“Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”. João 18:37


Leia mais sobre a Reforma Protestante aqui. 

23 de setembro de 2015

Você fala a linguagem de amor do seu filho?

Contato físico, Palavras de afirmação, Qualidade de tempo, Presentes, Atitudes de Serviço. O que faz seu filho se sentir mais amado?

Já falei duas vezes (aqui  aqui também ) sobre as diferenças entre os homens e as mulheres, e sobre as linguagens do amor. Cada pessoa tem uma linguagem principal – aquela que a faz sentir mais amada – e espera, mesmo que institivamente, que seu cônjuge fale esta linguagem diariamente. Recentemente, porém, fiz uma nova descoberta, lendo o livro “As cinco linguagens do amor das crianças”, dos autores Gary Chapman e Ross Campbell. Isso mesmo, os filhos também podem se sentir mais ou menos amados de acordo com a linguagem que utilizamos.

As expressões de amor são as mesmas: Contato físico, Palavras de afirmação, Qualidade de tempo, Presentes, Atitudes de Serviço. O que muda, lógico, é a aplicação.

O primeiro passo é descobrir qual a linguagem de amor principal de seu filho, e isso deve ser feito da melhor maneira possível: utilizando todas as formas de amor com os pequeninos (não importa que idade ou estatura eles tenham). Abraços, beijos, cafunés, apertos de mão (contato físico); elogios e reconhecimento (palavras de afirmação); passeios sem pressa pelo parquinho (qualidade de tempo); um presentinho inesperado em um dia qualquer (presentes); ajudar a consertar um brinquedo (atitudes de serviço). Tudo isso deve ser praticado pelos pais, com o intuito de demonstrar amor pelos filhos.

Com o exercício dessas expressões no dia a dia, será possível perceber o que deixa a criança mais satisfeita. Ela pula de alegria quando você chega em casa com um presentinho, por mais simples que seja? Ela demonstra imenso contentamento quando você para tudo para sentar-se em seu tapetinho educativo, oferecendo tempo de qualidade? Ou os olhos dela brilham quando você elogia (palavras de afirmação) seu desempenho na escola?

Outra dica importante para reconhecer a linguagem de amor principal dos filhos é observar a linguagem que eles falam. Geralmente os pequenos expressam amor da maneira que gostariam de recebê-lo. Seu filho vive lhe cercando, agarrando-lhe pelas pernas e acariciando seus cabelos? Ele deve amar as diferentes formas de contato físico. Ele faz inúmeras cartinhas e sempre lhe traz uma flor quando chega da escola? Pode ser que ele adore presentes também. Ele insiste para que você dedique parte do seu tempo exclusivamente com ele? Talvez seja um sinal de que seu pequenino quer qualidade de tempo.

Certamente as crianças precisam e se sentirão felizes com todas as demonstrações de amor, mas a partir do momento em que os pais descobrem e utilizam a principal linguagem delas, seus “tanques emocionais” estarão sempre cheios.

Vale ainda um alerta: Cuidado para não castigar os filhos usando exatamente a linguagem do amor principal deles. Exemplo: se seu filho se sente muito amado com as “palavras de afirmação”, evite usar palavras que poderão magoá-lo profundamente!

No mais, ressalto a importância de utilizar, das formas mais criativas possíveis, todas as linguagens do amor com as crianças. Afinal, quem não ama se sentir amado?