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Notícias Mochileiros do Piauí

13 de maio de 2016

Bem Vindos ao Jalapão

Os encantos dessa terra onde nasce o Rio Parnaíba

As águas claras da Cachoeira da Formiga. Foto / Divulgação

Destino já conhecido pelos apaixonados pelo ecoturismo e turismo de aventura. Localizada no Estado do Tocantins, a região encanta por suas águas abundantes, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, rios encachoeirados, nascentes e impressionantes formações rochosas. 

A cada ano, cresce o número de brasileiros e estrangeiros que se aventuram rumo ao Norte do Brasil em busca desse, que já é um dos principais destinos do ecoturismo do país. A maioria dos atrativos está localizada nas cidades de  Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

Fervedouro do Ceiça. Foto / Divulgação.

 Rafting no Rio Sono. Foto / Divulgação.

Os atrativos garantem diversão o ano inteiro, seja no período chuvoso ou de estiagem, de acordo com o perfil e interesse do turista. Para os mais aventureiros, a região é ideal para prática  de esportes, entre eles o rafting, a canoagem, o rapel e as trilhas a pé e de bicicleta. 

Cachoeira da Velha. Foto / Divulgação.

Entre os atrativos mais procurados estão a Cachoeira da Velha, uma enorme queda d’água em forma de ferradura de aproximadamente 100 metros de largura e 15 metros de altura; as Dunas, cartão postal do Jalapão, composto por areias finas e alaranjadas que chegam a 40 metros de altura; os Povoados do Mumbuca e Prata, comunidades remanescentes de quilombos, cuja visitação possibilita ao turista vivenciar a cultura local; a Serra do Espirito Santo, formação rochosa onde é possível apreciar a flora da região; a Cachoeira do Formiga, um encantadora nascente de água verde-esmeralda; e os Fervedouros, com suas águas transparentes, nas quais é impossível afundar. 

Cânion Sussuapara. Foto / Divulgação.

Dunas do Jalapão. Foto / Divulgação.

Artesanato em Capim Dourado. Foto / Divulgação.

Artesanato típico da região do Jalapão. Feito em capim dourado que é a haste de uma flor branca da família das sempre-vivas, cientificamente conhecido de Syngonanthus niten. São mais de cinquenta produtos feitos a partir do capim dourado, e entre as principais peças estão bolsas, pulseiras, potes, brincos, chapéus, mandalas e enfeites de todos os tipos. 

A preocupação em manter preservada essa incrível riqueza natural é representada pela presença de vários instrumentos de conservação,  como o Parque Estadual do Jalapão, o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba; a Estação Ecológica da Serra Geral do Tocantins; a Área de Preservação Ambiental  (APA) Serra da Tabatinga; e a Área de Proteção Ambiental (APA) Jalapão. 

Mirante da Serra do Espírito Santo. Foto / Divulgação.


Fonte: http://turismo.to.gov.br/regioes-turisticas/encantos-do-jalapao/#sthash.dgqDbXd5.dpuf

02 de maio de 2016

Bem Vindos à Chapada Diamantina na Bahia

Conheça os encantos desse parque e suas inumeras belezas naturais

Cachoeira da Fumacinha. Foto : Alex Uchoa

Localizada no coração da Bahia, a Chapada Diamantina é considerada um oásis em pleno sertão nordestino, com temperaturas amenas e reduto para diversas nascentes. Formada por dezenas de municípios, com quase 40 mil km², a região foi desenhada ao longo de bilhões de anos, quando as chuvas, os ventos e o rios esculpiram as rochas, criando vales e montanhas.

Morro do Pai Inácio. Foto: Renato Grimm

Da exploração de minérios às mais diferentes formas de turismo, a Chapada ficou conhecida em todo o mundo pela sua beleza cênica. A cultura garimpeira deixou o seu legado e, junto com tantas outras, deu sentimento, sabor e identidade à Chapada. Com uma rica arquitetura, em grande parte, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o lugar é um reduto para o intercâmbio cultural entre nativos e turistas.

Ponte, em Lençóis/BA. Foto: Jeilson Barreto Andrade

Cachoeira do Buracão. Foto: Tom Alves

Sede do segundo maior parque nacional do Brasil e berço para espécies de plantas e animais exclusivas, o destino recebe milhares de visitantes a cada ano, ávidos por experimentar os diferentes atrativos das localidades que compõem a região, com direito a uma boa dose de adrenalina, afinal, não é à toa que a Chapada Diamantina é referência no turismo de aventura no Brasil.

É hora de transformar o sonho em realidade e viajar por esta terra de encantos e singularidades!

Confira agora algumas das inúmeras atrações da Chapada Diamantina :

Cachoeira das Andorinhas, Mucugê/BA. Foto: Caiã Pires | www.be.net/caiapires

Cachoeira da Califórnia, Igatu – Andaraí/BA. Foto: Dmitri de Igatu

Cachoeira da Fumaça, Vale do Capão – Palmeiras/BA. Foto: Açony Santos

Cachoeira da Invernada, Itaetê/BA. Foto: Tom Alves

Cachoeira do Fraga, Rio de Contas/BA. Foto: Caiã Pires

Cachoeira do Mosquito, Lençóis/BA. Foto: Caiã Pires

Cachoeira do Ferro Doido, Morro do Chapéu/BA. Foto: Rodrigo Galvão

Gruta dos Brejões, Morro do Chapéu/BA. Foto: Rodrigo Galvão

Mucugezinho, Lençóis/BA. Foto: Branco Pires

Cachoeira da Roncadeira, Itaetê/BA. Foto: Tom Alves

Poço Encantado, Itaetê/BA. Foto: Alex Uchôa 


Essas são algumas das atrações turísticas do Parque Nacional da Chapada Diamantina. 

Para conferir mais, você pode visitar os sites:

http://www.guiachapadadiamantina.com.br/conheca-os-atrativos-mais-visitados-e-as-belezas-de-cada-cidade/

http://www.chapadadiamantina.com.br/



13 de abril de 2015

Cartagena é tudo o que você viu no Google e muito mais!

Cartagena é uma cidade linda e merece estar na sua lista de destinos com certeza

Antes de passar pra vocês algumas dicas, preciso primeiro expressar o quanto estou feliz com essa nova parceira. Poder escrever para O Dia é uma realização pessoal minha por diversos motivos: admiro demais a Eliz Carvalho, que comanda a galera do O Dia, muita gente boa e que eu adoro faz parte dessa família e claro, O Dia tem uma história linda no Jornalismo piauiense. Para mim não existe oportunidade melhor do que escrever para o portal e poder relatar todos os lugares lindos que existem na Colômbia.

Cartagena é uma cidade linda e merece estar na sua lista de destinos com certeza. Existem bons motivos para conhecer essa agradável cidade colombiana cercada pelo Mar das Caraíbas. Primeiro: não me pareceu ser uma cidade cara para comer. Passei quatro dias por lá e o valor mais caro que paguei nas refeições foi 20 mil pesos colombianos, que equivalem a aproximadamente 20 reais. Aconselho caminhar pelas ruas porque existem muitas opções, comida para todos os gostos e preços.



No quesito culinária indico três lugares que valem muito a pena conhecer, pelo ambiente e pelos preços acessíveis. Indico o restaurante Nativo Bistrô Caribe , que tem uma carta variada de pratos saudáveis com sopas, saladas e frango grelhado. É aberto de segunda à sábado para almoços e jantares. É bem pequeno e aconchegante e a decoração é um atrativo à parte. Além do preço, o atendimento é maravilhoso e a comida demorou só uns quinze minutos para chegar. Experimente os picolés da La Paletteria , uma tentação à parte, são feitos artesanalmente com produtos naturais com frutas dentro dos picolés. Existem sedes em Bogotá, Medellín, Igagué, Barranquilla e em Cartagena. Indico também a Ábaco Libros y Café , uma livraria super bacana, localizada no Centro Histórico. A dona do estabelecimento prepara os cafés e é possível encontrar outras bebidas, como refrigerantes e vinhos.


Uma sugestão pessoal sobre hospedagem que dou é o hostel onde fiquei hospedada com as outras brasileiras que vivem comigo aqui na Colômbia. O nome é The Chill House Backpackers, um lugar muito amável. O preço é super acessível, a diária foi vinte e seis mil pesos colombianos (pertinho de vinte seis reais) e você só precisa pagar doze porcento do valor no momento da reserva. Vale ressaltar o quanto os funcionários são atenciosos. Por ser hostel existe uma rotatividade muito grande de pessoas entre os quartos, com pessoas de vários lugares do mundo. Tem quartos para seis e dez lugares, uma sala ampla com tv, internet e canais fechados e também uma cozinha equipada com geladeira e fogão para quem quer fazer comida “em casa”. Não tive do que reclamar, amei conhecer as pessoas, os funcionários são bastante simpáticos e o lugar é super acessível, fica dentro do centro histórico e de lá dá para passear por tudo à pé, ou seja, não há gastos com transportes.

Quanto aos passeios, aconselho que você tire uma noite para caminhar nas ruas do Centro Histórico. Não tivemos problemas em andar nas ruas até tarde da noite, inclusive, existem seguranças em todas as ruas e a polícia é bem equipada para resolver qualquer problema que possa surgir. A cidade é linda em qualquer horário. Para assistir ao pôr-do-sol indico a Mulhara no Centro Histórico, para beber cerveja aconselho um barzinho que fica em frente ao teatro Heredia, vale a pena dar uma caminhada em frente a praia (que fica próximo ao hostel) e também, à noite, conhecer os bares que ficam na Plaza San Diego.

Quanto a parte histórica conheça a Catedral, o Palácio da Inquisição, a Igreja de San Pedro Claver, o Parque Bolívar e a Torre do Relógio - construída como entrada principal da muralha e que fica perto do Portal dos Doces, que conta com uma variedade de doces típicos colombianos, inclusive é possível encontrar alguns dos doces que existem no Brasil como a cocada. Abro um parêntese para contar que comprei um brigadeiro, para experimentar e comparar com os brasileiros, e não são parecidos em nada com os nossos. São feitos de uma massa, como as de bolo e não tem o mesmo sabor. Os nossos são melhores, pelo menos para mim e para as outras brasileiras.




Essas são minhas dicas em Cartagena! Com certeza, você vai descobrir muita coisa legal também… Não tem como não encontrar, tudo é um encanto. Vou na cidade no final de abril para conhecer os centros históricos e as praias e terei o maior prazer em contar tudo tudo tudo pra você.

Até a próxima ;)

p.s ¹: se alguém precisar de mais ajuda, é só falar comigo no face (Amanda Nolêto) ou me enviar email (amandalaispnoleto@hotmail.com). Estou à disposição de quem quiser conhecer essa cidade dos sonhos.

p.s ²: todos os lugares que indiquei estarão com os links, sites e fanpages disponíveis. 

25 de março de 2015

Bem Vindos à Bolívia

Os mochileiros do Piauí visitam o lago Titicaca, a capital La paz e a Cordilheira dos Andes

Texto e Fotos: Samuel Brandão e Clébert Clark

Essa é toda a vista da Cordilheira dos Andes

Depois de desbravar parte da América do Sul cruzando as estradas e os horizontes peruanos, os mochileiros do Piauí agora adentram um novo cenário, uma nova cultura, e ,sagrados pela boa ventura, o Piauí reverencia a Bolívia através de seus viajantes.

Nossa viagem pela Bolívia já começa com um fato inesperado, o nosso ônibus quase nos deixa para trás, quando, ao sairmos para tirar uma foto da placa, na fronteira Peru/Bolívia, fomos surpreendidos com sua partida repentina, sorte nossa que conseguimos alcançá-lo depois de muita correria, mas essa foi só um dos primeiros  “perrengues” da grande viagem. A primeira cidade a ser visitada nesse novo país é Copacabana com suas ilhas do Sol e da Lua que ficam na parte leste do lago Titicaca, uma verdadeira imensidão azul.

Copacabana

Copacabana é uma cidade simples e acolhedora porém sua maior atração turística é sem dúvida a Ilha do Sol, considerada sagrada pelos Incas, pois segundo a lenda, foi lá que nasceu essa civilização. Para chegar até a parte setentrional da ilha, o visitante tem que pegar um barco e atravessar parte do Titicaca, levando cerca de duas horas. Ao chegar lá, existe um caminho que liga o norte ao sul da ilha que é rota para um trekking de 3:30h (três horas e meia). O percurso é longo, às vezes cansativo, mas a possibilidade de fazer um bom exercício com uma brisa agradável, observando as aves imergindo no silêncio, além do azul celeste que afaga o azul do lago é um deleite para todos os sentidos.

Ao sair de Copacabana em direção a capital da Bolívia, La Paz, novamente aconteceu um imprevisto, primeiro, a frota de ônibus que nos levaria, não era da melhor qualidade em comparação à frota peruana e as bagagens eram colocadas amarradas em cima dos ônibus com uma rede. A gerente da empresa nos disse que o ônibus faria uma breve parada na cidade de San Paulo, mas quando chegamos lá para usar o banheiro, o motorista já partia com o veículo fazendo menção que iria parar logo adiante, gritando “La barca, La barca”. Ficamos sem entender e quando percebemos, o ônibus subia numa velha balsa de madeira e partia navegando, estávamos novamente às margens do lago Titicaca, à noite, vendo nossas mochilas se distanciarem. Consternados, a única coisa que avistávamos eram as luzes do ônibus balançando em meio à escuridão. Tivemos então que pagar a lotação inteira de um barco menor para poder alcançar o ônibus com nossas bagagens. Chegando do outro lado, na cidade de San Pedro, num frio extremo, o veículo já se despedia novamente e lá estavamos em outra correria. Mas enfim, alcançamos.

La Paz

Apesar dos percalços, enfim, encontramos a Paz. As luzes da capital boliviana brilhavam diante de nossos olhos. La Paz é a capital mais alta da América do Sul tem 3.640 m de altitude e sua paisagem é marcada por altas montanhas pertencentes à Cordilheira dos Andes.

Alguns dos principais pontos turísticos de La Paz são: o mercado das Bruxas, onde pode-se encontrar uma variedade de artesanato e roupas com preços muito baratos, as ruínas da cidade de Tiwanaku, um importante sítio arqueológico de origem pré-colombiana, o Valle de La Luna com suas formações rochosas peculiares  e Chacaltaya, uma estação de esqui desativada onde é possível subir seus 5.400 m e avistar quase todas as montanhas que formam a Cordilheira.

Pra quem gosta de consumir cultura com os olhos e se possível com o bolso, o mercado das Bruxas é um importante centro comercial da capital boliviana. Lá se vende muito artesanato Inca, especiarias, toda uma sorte de tecidos feitos com lã de lhama, instrumentos musicais, ervas e remédios naturais. Vielas com ruas de paralelepípedos e muitas cores é o que você vai encontrar.

Tiwanaku foi um importante centro administrativo, ritualístico e cosmológico, que teve seu apogeu no ano de 300 a.c e influenciou a civilização Inca. Em suas ruínas, podem ser encontrados diversos monólitos de mais de 3m de altura talhados em rocha, além de templos que reverenciam as divindades e as autoridades, como no templo de Kalasasaya, onde foram talhados os rostos de vários sacerdotes. No museu, encontra-se muita da arte produzida no período, principalmente relíquias em cerâmica. Hoje Tiwanaku é considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO.

A uns 10 Km do centro da cidade, existe um lugar com uma aparência geográfica bem estranha, é o Valle de La Luna, o passeio de 45 minutos pelas suas trilhas e cânions revelam um vale de formações arenosas que mais parecem a superfície da lua.

O Chacaltaya é um dos menores picos da Cordilheira dos Andes, tem 5.421 m de altura, mesmo assim foi considerada a mais alta estação de esqui do mundo. Hoje em dia, se encontra desativada por conta do derretimento da neve provocada principalmente pelo aquecimento global. Segundo estudiosos, em 50 anos toda a neve da Cordilheira já não existirá mais. Para chegar em Chacaltaya é muito barato, foram apenas R$ 8,00 reais para ver toda a Cordilheira dos Andes, para esse passeio existem diversas empresas turísticas com vãs que levam os visitantes até uns 5.200m de altura, os outros 300 metros são percorridos a pé. A pressão atmosférica é muito forte nessa altitude, mesmo para nós que já estávamos acostumados, a cada 5 passos que dávamos havia um descanso de 5 minutos, em compensação o visual é incrível, de lá pode-se avistar quase toda a Cordilheira dos Andes, contemplar o silêncio da neve que cobre as montanhas, as nuvens que passeiam com suas sombras pela terra e montar, literalmente, na coluna vertebral da América do Sul.

Próximo destino dos Mochileiros do Piauí: O Deserto de Sal de Uyuni e o Deserto do Atacama no Chile.

samucapta@gmail.com

06 de fevereiro de 2015

Mochilando pela América do Sul

Bem vindos ao Cânion del colca e às ilhas flutuantes de Uros no Peru

Texto e Fotos : Samuel Brandão e Clébert Clark

Nosso destino seguia pelas estradas peruanas, cabeça fora da janela do ônibus, um brisa, um contentamento, depois de contemplar a capital Lima, a batalha indelével de muralhas em Cuzco e a magnífica cidade encravada nas montanhas, Machu Picchu, estávamos preparados para nossa próxima aventura, as cidades de Arequipa e seu famoso Cânyon del Colca e Puno com as ilhas flutuantes de Uros, no Lago Titicaca, sendo esta, a última parada antes da fronteira com a Bolívia.

Arequipa é conhecida popularmente como a Cidade Branca ou a Roma Peruana, tem esse título por quê suas construções, além da riqueza de detalhes ornamentais e arquitetônicos, são feitas com uma pedra vulcânica de cor branca chamada Sillar. Essa cidade tem uma das culinárias mais conceituadas do país e  possui um comércio têxtil bastante desenvolvido com diversas tecelagens que usam a lã de Alpaca, uma espécie de Lhama, que é conhecida pelo hábito ofensivo, porém cômico, de cuspir quando se sente ameaçada.

Dentre todas as peculiaridades, o símbolo mais marcante de Arequipa é sem dúvida os vulcões desativados com picos nevados que se encontram nos arredores da cidade. Onde quer que você vá, o El Misti (5.821 m), o Chachani( 6.075m) e o Pichu-Pichu(5.425m) irão ser presença marcante em suas fotografias.

Um pouco distante de Arequipa, a cerca de 160 Km, encontra-se uma das belezas geológicas mais incríveis do Peru e do Mundo, o fenomenal Canyon Del Colca. Ao todo, sua profundidade chega a 3.400m, sendo o maior do mundo nesse quesito, enquanto o Grand Canyon, nos Estados Unidos, é considerado o mais largo. A exuberância desse lugar se evidencia nos vários terraços dentro do vale usados para a agricultura, nos rebanhos de Alpaca, nas cidadelas, na riqueza cultural de seus camponeses caracterizados com roupas de uma vivacidade ímpar de cores, nos lagos termais, na imensidão de seus precipícios e seu ponto máximo, é sem dúvida, o mirante da Cruz Del Condor, onde se pode presenciar bem de perto o vôo dos Condores, animais que tem 3 metros de envergadura das asas. Os condores aproveitam a corrente de ar para subir e se mostrar aos visitantes e são um dos principais símbolos da cultura Inca.

Puno

Depois de nos despedirmos de Arequipa, nosso próximo destino é Puno e suas Ilhas Flutuantes de Uros, no lado peruano do Titicaca. O lago Titicaca é uma imensidão de água azul que fica a 3.821 m de altitude em relação ao nível do mar, é o maior lago navegável do mundo em altitude, tem 8.300 Km2 de extensão, e fica na fronteira do Peru com a Bolívia.

No lado peruano do lago podemos encontrar as famosas Ilhas Flutuantes de Uros, que impressionam por serem construções artificiais feitas com uma vegetação local chamada Totora. Desse vegetal, os moradores constroem a ilha, as casas, seus barcos, seu artesanato e até se alimentam desse vegetal. Diversas famílias vivem em Uros e em determinadas partes do ano, por conta de condições climáticas, mudam-se de local levando a casa toda e o chão.

Adios Peru, bien vindo a La Bolívia

Pra quem nunca havia saído do Brasil, a primeira experiência de desbravar terras distantes e ser bem recepcionado por um país cheio de encantos e cores em que tudo respira cultura e história, de pessoas simples e gentis em meio à gigantescas belezas naturais, merece a gratidão de nós do Mochileiros do Piauí, Viva La Pacha Mama!!!. De mochila pronta e coração firme, nos despedimos do Peru e seguimos viagem. Próximo destino, a Bolívia.

26 de dezembro de 2014

Mochilando pelo Piauí

Caravana Piauí do Meu Querer percorre municípios e mostra a cultura, as belezas naturais e a história de nossa gente

Texto e fotos: Samuel Brandão

O primeiro que luta é o Piauí - Monumento aos Heróis do Jenipapo em Campo Maior

Um baú de histórias e imagens se abre entre a imensidão do céu e a linha do horizonte, revela a expressão de vida de um povo forte e trabalhador, cordial e cheio de prosa. Uma terra vasta, cheia de campos marcados por ipês, rios, morros e santos, em cada lugar do Piauí se encontra um recanto, uma história esmaecida pelas tardes, esquecida muitas vezes do registro formal porém eloqüente se contada pela via da oralidade. Em comemoração aos 192 anos do Piauí, o jornal O Dia realiza a caravana Piauí do Meu Querer que percorreu ao todo vinte municípios do estado revelando parte de nossa cultura, as belezas naturais, a cordialidade do povo e a riqueza dessa terra sob o sol.

Campo Maior

Nossa viagem começa pela "Terra dos Carnaubais", a cidade de Campo Maior, uma terra que tem sua história marcada a sangue e glória pois foi lá que aconteceu a única batalha sangrenta pela independência do Brasil, a âBatalha do Jenipapoâ, apesar do derramamento de sangue e da influência desse conflito, esse episódio ficou muito tempo esquecido da historiografia nacional. Quem quiser conhecer mais dessa história deve visitar o monumento aos heróis do Jenipapo, um museu que contém muito da artilharia e instrumentos usados nessa batalha, além das indumentárias.

No Monumento do Jenipapo jazem os que lutaram pela nossa liberdade

Quando chegamos no município, em uma breve visita ao centro da cidade e ao mercado central, conhecemos o Sr Antônio Gomes da Silva que é deficiente visual de ânascençaâ e diz ter 5 empregos. Além de tocar vários instrumentos musicais, inclusive a rabeca, ele diz ser consertador de rádio e televisão, mecânico, pintor e por incrível que pareça, eletricista.

Senhor Antônio Gomes é rabequeiro, consertador, mecânico, pintor e eletricista.

Quem vai pela BR- 343 não tem como não se maravilhar com as planícies alagadiças tendo ao fundo a floresta de Carnaubais, esse é um dos principais símbolos do município, logo no começo da cidade somos recebidos pela imponente Serra de Santo Antônio uma formação rochosa que singulariza o horizonte campomaiorense e que no período chuvoso forma diversas quedas dâágua e cachoeiras tornando-se o principal destino de ecoaventureiros. Pra quem quer conhecer mais, a cidade ainda possui o Açude Grande, a Barragem dos Corredores e a Catedral de Santo Antônio.

Pedro II

Jóias feitas com Opala em Pedro II

A cidade de Pedro II é terra de tesouros, se destaca pela produção de jóias feitas a partir da Opala, uma pedra preciosa presente em poucos lugares do mundo, a cidade também é cheia de grandes artistas como o casal Mestre Araújo e Verônica Amorim, os dois são artesãos, ele mestre santeiro, ela escultora, enquanto ele faz o sagrado, ela faz o profano. Mestre Araújo é dos principais nomes da arte santeira do Piauí e do Nordeste, é sobrinho de Mestre Expedito e muito de suas obras ganharam o mundo, inclusive, segundo ele, a  casa do Papa, o Vaticano. Dona Verônica aprendeu vendo o marido trabalhar, mas diferente dele suas temáticas são mais profanas, carnais, cotidianas como cenas de sexo, mulheres buchudas ou parindo, vendedoras de coco babaçu e pessoas trabalhando.

A simplicidade e beleza da obra de Mestre Araújo em Pedro II 

O mestre Araújo tem obras até no Vaticano

Pedro II é um verdadeiro exemplo para todas as outras cidades do Piauí, pois fez da cultura e da preservação dos seus casarios históricos, um meio de renda e de incentivo à apropriação histórico-cultural por parte dos seus cidadãos. Além da arquitetura bem preservada, a cidade é abençoada pela natureza pois no seu entorno existe um circuito ecoturístico de encher os olhos representado pelo Morro do Gritador, a Cachoeira do Salto Liso, o Olho d'água Buritizinho e a cachoeira do Urubu Rei, a mais alta do estado com cerca de 75 metros e esse nome não foi dado à toa, lá é local de descanso para inúmeros aves dessa espécie, o nosso condor piauiense.

Piripiri

Praça da Matriz de Nossa Senhora dos Remédios em Piripiri

Nossa próxima cidade é Perypery, ou mais facilmente chamada de Piripiri, terra de Chico dos Romances, poeta popular e cordelista. Pra encontrar ele é fácil, basta perguntar no mercado central onde fica sua barraca. Chegando lá, ele lhe recebe com toda cordialidade e âdá-lheâ verso, com seu microfone a pilha ajustado ao pescoço, que mais parece um rádio, ele abre o baú de sua vida e muito versa sobre o Piauí.

Com um microfone a pilha seu Chico dos Romances poetiza Piripiri

O Piauí de Hoje - Autor: Francisco Peres de Souza (Chico dos Romances)

"Oh! Deus, autor das ciências

Me proteja de per sí

Pra eu fazer um folheto

Sobre o nosso Piauí

A terra da carnaúba

Onde canta o bem-te-vi

à um folheto que eu

Há tempos tinha vontade

De apresentar ao público

Essa grande novidade

Sobre o nosso Piauí

Para toda a humanidade

à uma grande riqueza

Que o nosso Piauí tem

Aqui os homens trabalham

E as mulheres também

Pelo pão de cada dia

Pra não pedir a ninguém

Pois o Piauí é rico

Digo com toda certeza

Bonitos canaviais

Desta terra de grandeza

E garimpo de opala

Assim quis a natureza".

Piauí era Piauy e Piripiri era Perypery

Piripiri é uma cidade muito graciosa, quem for lá precisa conhecer o açude Caldeirão, a cachoeira de Bota Fora e a igreja de Nossa Senhora dos Remédios. O museu de Perypery também é uma boa pedida mas está passando por reformas e seu acervo está guardado em outra residência improvisada, em visita à essa residência conhecemos muito da história dessa cidade e de suas famílias, porém parte do acervo, principalmente alguns documentos antigos escritos à mão, estavam sendo guardados dentro de um banheiro em más condições, reflexo do descaso para com sua história e memória.

Esperantina

Praça da Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança em Esperantina 

Em Esperantina conhecemos Chico Museu ou só âMuseuâ, ele guarda tudo, toda sobra de história da cidade contada através de utilitários domésticos e outras quinquilharias tem seu lugar especial: ferro de passar à carvão, televisões e rádios, lampião, ex-votos, pele de cobra e uma ârumaâ de tralhas necessárias à memória da cidade. Outra figura muito interessante de Esperantina é o seu âZé Potinâ que herdou a mesma profissão do pai, o Zé do Pote. Ele passa o dia sentado no seu barracão erguendo jarro, travessa e pote de barro. Depois de feita a peça, ele ainda usa uma argila especial de cor vermelha para dar o acabamento final. Quando perguntado se seus filhos seguirão sua profissão, ele diz que os meninos de hoje só querem saber é de videogame.

Filho de Zé do Pote nasceu o Zé Potin herdando a profissão

Ferro de passar à carvão, pele de cobra, rádio velho, aliás, tudo de velho. Qualquer sobra de história Chico Museu coleciona em Esperantina.

A cidade de Esperantina também foi agraciada pela natureza, é terra de várias cachoeiras entre elas a do Urubú, a maior do Piauí em volume de água. Formada pelo rio Longá, ela é divisa entre os municípios de Batalha e Esperantina e com evidência é uma das principais maravilhas das terras piauienses.

Cachoeira do Urubu 

Parnaíba

Porto das Barcas

Sossego é o sinônimo das cidades de Parnaíba, Luís Correia e todo nosso litoral, principalmente na época de baixa temporada. Depois de visitar algumas cidades bem calorosas do nosso Piauí, chegar em Luís Correia e sentir aquele vento incessante, além de banhar em praias límpidas pra tirar o famosoâcaéâ é mais que satisfatório. Diferente de outras grandes cidades do nordeste, o litoral piauiense não é tão explorado turisticamente nesse período, exemplo disso são os poucos visitantes na orla de Luís Correia e as avenidas soterradas de areia da praia, mesmo assim, inúmeras são as possibilidades de turismo na região entre elas, o Delta do Parnaíba que entra na coleção de principais belezas do nosso estado.

Delta do Parnaíba, lugar onde o rio encontra o mar

O delta do Parnaíba é o único das Américas e se origina das ramificações do rio Parnaíba ao se encontrar com o mar formando diversas ilhas, mangues, lagoas naturais, igarapés e sendo o habitat de uma fauna silvestre bem diversa como macacos, caranguejos, peixes de quatro olhos e cavalo marinho. Uma visita ao Porto das Barcas em Parnaíba também está no roteiro, o lugar é cheio de bares, lojas de artesanato e um belíssimo centro histórico.

Castelo do Piauí

A magnifica e misteriosa Pedra do Castelo

Depois de vivenciar essa variedade de biomas e pontos turísticos de nosso estado com a visita ao litoral, novamente, descemos para o sul seguindo para Castelo do Piauí, conhecida como a Terra da Cachaça, da Pedra do Castelo, do Cânion do rio Poti e da cachoeira das Arraias, além de inúmeras outras belezas. Lá visitamos a casa de seu Antônio Cabôco que faz um trabalho muito interessante, a arte em couro. Tudo que é vestimenta de couro, ele faz: gibão, celas, chapéus para os vaqueiros da região e até capa de celular.

A indumentária do vaqueiro, Antônio Cabôco sabe fazer em Castelo do Piauí

O cânion do Rio Poti é uma carta na manga das belezas naturais do Piauí, pois se trata de uma fenda geológica formada pelas correntezas desse rio durante milhões de anos que deu origem à inúmeros paredões rochosos com formatos e texturas bem peculiares alguns chegando a 60 metros de altura. O Cânion é uma carta na manga para o turismo piauiense por que tem um difícil acesso e quase nenhuma infra-estrutura para receber o turista, porém, é indiscutível a sua magnitude natural em meio ao cerrado piauiense.

Cânion do rio Poti 

Quem quiser conhecer um pouco da história de Castelo tem que visitar o museu do Tito, Francisco Nilo Cardoso Filho, um âfiguraçaâ que por iniciativa própria reuniu um grande acervo de instrumentos e materiais que informalmente contam parte da história do município, sua grande reclamação é não ter um bom lugar para guardar tanto objeto. No momento, o museu se encontra em uma casa alugada e o seu Tito pede encarecidamente ao novo governador ou outra entidade, um terreno para que possa construir a sede do museu de Castelo do Piauí. Em visita à alguns municípios piauienses percebemos que muitos museus são criados por iniciativa particular e são benefício para toda a comunidade, porém não é dado o devido valor à preservação da história e memória dessas cidades e não existe um incentivo de apropriação disso por parte da sociedade, e parafraseando Paulo Machado, poeta piauiense,  âo crescimento de uma cidade é como um estilingue, quanto mais se volta ao passado, mais a cidade se projeta ao futuroâ.

Oeiras

Igreja de Nossa Senhora da Vitória em Oeiras 

Saindo de Castelo, nosso destino agora é a primeira capital do Piauí, Oeiras, nela encontramos dona Antonieta, a âNietaâ do grupo Bandolins de Oeiras que nos recebeu muito bem em sua casa e falou das conquistas que o grupo teve durante suas apresentações, entre elas as inúmeras viagens pelo Brasil, a visita ao ex-presidente Lula e a entrevista no programa do apresentador Jô Soares. Hoje devido à idade avançada das âbandoleirasâ o grupo já não se apresenta mais e outros músicos na cidade tentam seguir o caminho trilhado por elas, para reavivar a tradição.

Dona Maria Antonieta do Grupo Bandolins de Oeiras

Oeiras é uma cidade que respira história, foi tombada pelo IPHAN no ano de 2012 e hoje é patrimônio cultural nacional. Um passeio por suas ruas, igrejas, museus e casarões nos reporta ao período de desenvolvimento econômico da cidade enquanto capital do estado e das famílias oeirenses, hoje essa história faz parte da memória saudosista e silenciosa das tardes do Piauí. Quem quiser conhecer mais sobre o seu apogeu enquanto capital deve visitar o Solar das Doze Janelas, o museu de Arte Sacra, a Casa da Pólvora e a Igreja Barroca de Nossa Senhora da Vitória.

Picos

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios em Picos

Uma das igrejas mais lindas e majestosas do Piauí, senão a mais bonita, se encontra na cidade de Picos, é a catedral de Nossa Senhora dos Remédios que foi construída seguindo um estilo neogótico, uma raridade aqui no Piauí. Ela foi eleita uma das grandes maravilhas do estado e impressiona pelo tamanho e pelo seu conjunto de vitrais.

Em Picos conhecemos um entusiasta da religiosidade e da história do município, o seu Albano Silva, diretor do museu Ozildo Albano, que conhece e cuida de cada pedacinho do acervo do museu de sua família e que, diferente de outros do Piauí possui uma ótima estrutura física, com um acervo bem organizado e salas climatizadas. Entre as peças principais do acervo estão imagens sacras do período Colonial, do Império e da República, utensílios rupestres e documentos que revelam não só a história do município mais a de todo o estado.

Imagens sacras do período do Império no museu Ozildo Albano 

Floriano

Inspiração árabe na arquitetura de Floriano

A princesa do sul, como é conhecida carinhosamente Floriano é uma das cidades mais prósperas do estado, tem uma arquitetura muito peculiar com uma forte influência da cultura árabe, exemplo disso são os vários casarões no centro da cidade com o arco das portas e janelas com esse formato. Outra grande peculiaridade da região é a cerâmica branca, lá em Floriano conhecemos o senhor Manoel Pereira que é ceramista e nos mostrou o impressionante estado da argila que ele extrai na cor preta e que durante o processo de queima fica incrivelmente límpida e ganha a cor branca, seu Manoel ao explicar diz que é âcoisa de Deusâ.

A argila negra que vira cerâmica branca em Floriano

Quem vai a Floriano também não pode deixar de visitar o cais do Rio Parnaíba com seu flutuante, o Espaço Cultural Maria Bonita e o Terminal Turístico Beira-Rio.

Amarante

A vista imponente do Morro de Santa Cruz em Amarante

Depois de longos e bem calorosos oito dias de viagem chegamos a nosso último destino, Amarante, a cidade que tem o mais belo cais do rio Parnaíba com vista para o imponente morro de Santa Cruz no lado do Maranhão. Por conta do relevo acidentado, da perspectiva do Morro de Santa Cruz e do rio Parnaíba passando pelo município, a vista da cidade cativa o viajante como quem pudesse abraçá-la com todo o olhar. Amarante tem uma arquitetura de encher os olhos, vários são os seus casarios históricos com forte influência portuguesa, com seus azulejos e janelas, e que remontam à história do desenvolvimento econômico da região que era um dos principais entrepostos comerciais no século passado.

O museu Odilon Nunes conta muito da história das famílias amarantinas e tem esse nome em homenagem a um dos mais representativos historiadores do Piauí, nessa casa podem ser encontrados diversos objetos, móveis e instrumentos, além de fotografias e livros do poeta Da Costa e Silva, que escreveu a letra do hino do Piauí.

Piauí é chão, terra, natureza, gente e história, é sina, há muito ainda o que revelar nosso estado, o que plantar e o que colher, o que preservar e o que escrever, o que lutar e o que unir, o que trabalhar e o que produzir, nosso povo é forte para isso, desejamos que os novos gestores vejam com cuidado e responsabilidade a sua gente, pois potencial temos, gente trabalhadora também e uma história marcada a ferro, a fogo, a sangue e glória, parabéns pelos seus 192 anos Piauí.

10 de outubro de 2014

Piauí do Meu Querer faz registros em Oeiras e Campo Maior

Fotografias retratam personalidades e monumentos do Piauí.

O Sistema O Dia de Comunicação continua a sua caravana pelo Piauí. Dessa vez, os destaques são os municípios de Oeiras e Campo Maior, onde o Mochileiro Samuel Brandão fotografou personalidades como Dona Nieta, do Grupo Bandolins. Também registrou igrejas e o monumento da Batalha do Jenipapo.

A bandeira do projeto "Piauí do Meu Querer" já está bastante preenchida com os desejos e anseios dos piauienses para os próximos anos. O resultado da excursão pelo Estado será apresentado em um caderno especial, a ser publicado no Dia do Piauí, em 19 de outubro.

Fotos: Samuel Brandão/ODIA


Dona Maria Antonieta, a Nieta do grupo Bandolim de Oeiras


Igreja de Nossa Senhora da VitoÌria em Oeiras


Igreja de Santo AntoÌnio em Campo Maior


Monumento do Jenipapo, em Campo Maior, onde jazem os que lutaram pela liberdade

03 de outubro de 2014

Caravana do O DIA passa por Castelo do Piauí. Veja os registros

Equipe leva bandeira do projeto "Piauí do meu Querer".

O Sistema O DIA de Comunicação, através do projeto âPiauí do meu Quererâ, levou a bandeira na qual os piauienses poderão registrar alguns dos principais anseios. A missão do ârepórter mochileiroâ é interagir com os piauienses e fotografá-los, além de produzir um conteúdo direto das cidades escolhidas, trazendo o que há de mais rico e precioso de nosso povo.

Confira os registros da Caravana "Piauí do Meu Querer", que passou pelo municípios de Castelo do Piauí, Pedro II e Parnaíba. 


A indumentaÌria do vaqueiro, AntoÌnio CaboÌco sabe fazer em Castelo do PiauiÌ


A magnifica Pedra de Castelo


Barco abandonado no Porto das Barcas em ParnaiÌba


Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro em Castelo do PiauiÌ


Opalas de Pedro II


Rafael MaceÌdo, ourives em Pedro II, faz joÌia que eÌ uma beleza


Seu Tito e o museu particular, que deveria ser puÌblico

29 de setembro de 2014

Piauí do Meu Querer passa por Pedro II, Piripiri, Esperantina e Parnaíba

Sistema O Dia quer descobrir o que os piauienses desejam para o Estado

O Mochileiro do Sistema O Dia, Samuel Brandão, passou pelos municípios da região do Estado, levando consigo a bandeira do projeto Piauí do Meu Querer. Em Pedro II, Piripiri, Esperantina e Parnaíba ele conheceu o que os piauienses querem para o futuro do Estado. Veja os registros das cidades e das pessoas:


Praça da Matriz de Nossa Senhora dos Remédios em Piripiri


Chico do Romance, morador de Piripiri


Silvana Maria, de Piripiri, quer mais cidadania para os piauienses


A Simplicidade e beleza da obra de Mestre Araújo em Pedro II 


Praça da Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança em Esperantina


Ferro de Passar, pele de cobra, rádio velho... Qualquer sobra de história, Chico Museu coleciona em Esperantina


Panorâmica do Porto das Barcas em Parnaíba

20 de setembro de 2014

Bem vindos a Machu Picchu

A cidade perdida dos Incas, encravada nas montanhas do Peru e próxima do céu

Texto e Fotos: Samuel Brandão e Clébert Clark

A cidade perdida dos Incas, Machu Picchu, ou na língua Quíchua âVelha Montanhaâ é o que podemos chamar de um templo erguido em meio aos céus. Essa cidade de pedra está encravada nas montanhas peruanas, no vale do rio Urubamba, a 2400 metros de altitude e literalmente, se encontra no meio das nuvens.

Para chegar a Machu Picchu existem diversas formas, a mais usual é pegar um trem em Cuzco, próximo à magnífica cidade de pedra Ollantaytambo e se hospedar em Ãguas Calientes, uma povoado que possui alguns banhos térmicos e uma estrutura turística bem desenvolvida, depois é esperar o amanhecer para subir a essa cidade fantástica.

Machu Picchu foi encontrada em 1911 por um explorador norte-americano chamado Hiram Bingham. Depois da devastação do império Inca pelos espanhóis, a cidade passou quase 400 anos esquecida no meio das montanhas, ficando nesse tempo coberta pela vegetação local e infestada de víboras, dizem que o explorador quase desmaiou quando viu o que havia encontrado. Hoje Machu Picchu possui uma infra-estrutura turística exemplar e é considerada patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO,  recebendo todos os dias 2.500 turistas de todas as partes do mundo.

Ao chegarmos na cidade perdida dos Incas eram por volta de 7:30 da manhã. A entrada do parque já estava cheia de europeus, orientais, judeus, americanos e pessoas de todas as idades. Nesse momento, o lugar apresentava uma atmosfera translúcida quase que onírica, onde as nuvens perpassavam nosso olhar e deixavam aparente somente alguns lances de ruínas, lhamas e pessoas que cortavam a névoa. Quando finalmente o sol apareceu e soprou a densa névoa, o espetáculo se mostrou diante de nossas retinas. Pedras devidamente organizadas em grandes corredores, terraços e salas, rochas de peso descomunal erguidas acima da montanha e sobrepostas formando um reino colossal que se projeta aos céus. O vale se abria com uma beleza majestosa, protegida pelas gigantescas montanhas.

Dentro do parque ainda existe a possibilidade de subir às montanhas que estão no seu entorno, sendo Huayna Picchu ( âjovem montanhaâ na língua quinchua), a mais visitada, mas para conseguir subir até ela é preciso comprar um ticket com antecedência pois somente 400 pessoas podem visitá-la diariamente. A vista de Huayna Picchu é ainda mais maravilhosa, a subida é meio desgastante, pois leva uma hora e meia, andando por escadarias de pedras e algumas cavernas, mas nada que a boa vontade e o espírito aventureiro não consigam driblar. Chegando ao topo da montanha, encontramos uma francesa de uns 80 anos de idade, juntamente com suas filhas e netas recebendo o troféu pelo esforço, o visual do vale do rio Urubamba.

O parque fica aberto aos turistas até um pouco depois das cinco horas da tarde, e nesse horário ainda é possível ver o espetáculo de cores que antecede o pôr do sol, no Vale Urubamba. Em meio a algumas lhamas, num momento de contemplação é possível , através da imaginação, até se reportar ao período do império inca e imaginar os ritos, as festas, as cores, as músicas daqueles antigos povos que ali viveram, reverenciando ao deus sol, aos elementos da natureza e orgulhosos pela força demonstrada em erguer seus templos em vértice, em uma glória que sempre ecoa.




13 de julho de 2014

Bem Vindos a Cuzco, o umbigo do mundo

Os mochileiros do Piauí visitam essa cidade que foi a capital do Império Inca

Texto e Fotos: Samuel Brandão e Clébert Clark

Ao sair de Lima, capital peruana, sabíamos que além do frio estávamos partindo para um novo desafio, a altitude. Cuzco fica a 3500 metros acima do nível do mar e a essa altura, o corpo reage de maneira diferente, dependendo de pessoa para pessoa, o que aqui pode causar o chamado Soroche ou Mal da Altitude. Esse mal estar é facilmente superado com uma boa adaptação ao ambiente procurando não fazer muito esforço nos primeiros dias. No nosso caso, não sentimos nada.

Cuzco foi fundada, segundo relatos históricos, no século XI ou XII D.C. pelo imperador Inca Manco Capac. Essa civilização teve seu inicio e apogeu em apenas 200 anos de história, chegando a um nível de organização social que possibilitou a construção de obras monumentais como: templos, palácios, fortalezas, muralhas, canais de drenagem de água, terraços para plantio diversificado e uma série de construções grandiosas que impressionam pela destreza de suas edificações em regiões de difícil acesso, principalmente nas montanhas, além disso utilizavam pedras colossais, algumas chegando a 12 toneladas que eram geometricamente encaixadas umas nas outras. Eles também inovaram em construções funcionais que serviam para armazenar alimentos, controle de desabamentos, plantação diversificada e a sua arte era impregnada de símbolos de adoração à natureza e aos elementos. O mais impressionante é que o nível de organização social e desenvolvimento de suas construções se compara com outros grandes impérios da humanidade como os Egípcios, os Maias, Astecas e os Mesopotâmios, porém não havia qualquer contato entre os Incas e esses outras civilizações.

Em 1532, Francisco Pizarro, um conquistador espanhol, impressionado com os ornamentos do imperador inca e de sua comitiva, que eram banhados em ouro, conseguiu através da diplomacia adentrar as muralhas do império inca e lá, invadiu e saqueou toda a cidade, submetendo os povos que ali viviam, o que culminou na derrocada deste magnífico império.

Um passeio pelas ruas de Cuzco, por suas vielas, escadarias, prédios seculares e muralhas, o reportará à história da cultura Inca e da dominação espanhola, atraindo o olhar para uma guerra silenciosa que se remonta entre tijolos sobrepostos a rochas como uma vitrine indelével do tempo.

O que visitar em Cuzco

Em Cuzco, é quase que obrigatório fazer um City Tour pelas agências de turismo da cidade. Essas empresas disponibilizam o transporte e um guia para a visita aos principais monumentos históricos que são: Qoricancha (Templo do Sol), Saqsayhuamán (Lugar da Divindade), Tambomachay (Banho Inca), Pukapukara e a caverna de Qâuenqo. Além desse pacote turístico, o boleto ainda dá a possibilidade de visitar outros pontos mais distantes da cidade e esses, sem dúvida, são os mais emocionantes. São eles: Pisac (Cemitério Inca), Moray, Chinchero e, depois de se deslumbrar com a paisagem fascinante do Vale Sagrado, chega-se até Ollantaytambo, que é o ultimo ponto antes de chegar a Machu Picchu. Uma dica importante é não visitar Machu Picchu antes desses outros monumentos, pois os mesmos perdem toda a graça diante dessa cidade encravada nas montanhas. Próximo destino: Ãguas Calientes e o Vale Sagrado de Machu Picchu.

  

16 de junho de 2014

Mochilando pela Ámerica do Sul

Nossa aventura começa pela cidade de Lima, capital do Peru

Textos e Fotos : Samuel Brandão e Clébert Clark

Mochilando pela América do Sul

Viajar é desvendar a vida; Lugares, pessoas, paisagens, horizontes, paraísos - você. Viajar é sempre um bom modo de conhecer o mundo, não só o externo que se remonta diante dos nossos olhos, mas também conhecer aquele que fica dentro de nossa fronteira ocular, pois no momento que experienciamos essas emoções, elas se agregam, de alguma forma, ao nosso espírito, renovando o nosso modo de olhar. Viajar é saber que tudo que cabe na mochila é o necessário e que o coração, é onde mais coisas vai guardar. à andar por lugares no horizonte onde o sol já descansou. Viajar é não pensar na vida e sim viver já, viajar! 

Com exatos dois anos planejando e arquitetando todos os detalhes para uma viagem espetacular pelas planícies mais misteriosas e incríveis da América Latina, o grupo do Mochileiros do Piauí, mostra verdadeiros relatos e belas imagens desses lugares que atraem a atenção de pessoas de todo o mundo pelos seus encantos. Inserindo-se nesse contexto global, o Piauí também se torna presente, através desses aventureiros de primeira viagem, que irão compartilhar suas vivências e relatar passo a passo suas aventuras.

Primeiro Destino, Lima â Peru

Piauí - Peru, Teresina â Lima. Nossa viagem ou â Tripâ, segundo o dicionário mochileiro, começa por essa cidade que é a capital do Peru e que possui diversos contrastes naturais com o estado do Piauí. O primeiro deles, e mais evidente, é o clima, quando aqui chegamos nossa primeira impressão era a de que a cidade estava passando por um tempo nublado, mas logo percebemos que não veríamos o sol pelos próximos três dias, período que ficamos por lá. Lima está localizada às margens do Oceano Pacífico e possui uma temperatura média anual de 18°C. O sol não aparece na maior parte do ano.

O outro contraste que existe em relação ao nosso estado, é que, por conta do tempo nublado, as cores da cidade entram em um jogo monocromático que revela sempre o cinza, diferentemente das cores vivas de Teresina.

A capital do Peru é uma cidade que mescla, quase que organicamente, em sua arquitetura, o moderno com a tradição inca e colonial espanhola. Por toda a cidade podemos ver prédios com um estilo sofisticado,além de casas, igrejas, prédios públicos e monumentos com influência espanhola. A tradição Inca também é muito evidente, podendo ser presenciada em diversos símbolos, desenhos, grafites, na publicidade e em obras de arte de uma maneira geral. Apesar da dominação espanhola, a cultura inca conseguiu se perpetuar ao longo do tempo e Lima é o reflexo fascinante dessa amálgama cultural.

Com essa boa recepção que Lima nos ofereceu, vimos que o Peru tem uma cultura e história exuberantes e o melhor é que, o país possui uma ótima estrutura para receber turistas de todo o mundo sendo sua capital o ponto de partida para as outras maravilhas que o país tem a ofertar. 

O que visitar

Bairro de Miraflores:

Se você não está hospedado em Miraflores, uma boa dica é visitar esse bairro que possui  inúmeras opções de diversão como bares, restaurantes, comércios e pubs. Uma simples caminhada pelo bairro já é um belo programa, podendo esticar até o centro comercial Larcomar que fica em frente ao oceano Pacífico. Outra dica é que nesse bairro se encontra o Museu Arqueológico Huaca Pucllana, que contém muralhas do período inca.

Centro Histórico

Uma peculiaridade marcante em Lima é a frota de ônibus velhos que, apesar do desenvolvimento da cidade, cruzam suas avenidas com cobradores pendurados em suas portas gritando o destino para os transeuntes. Dependendo da escolha de como ir ao centro, essa é bem interessante.

Ao visitar o centro histórico, existe um circuito já programado, que pode ser encontrado em qualquer guichê turístico, começando pela Plaza de Armas que possui alguns dos principais prédios do governo.  Dentro desse circuito está a igreja de São Francisco que possui um grande acervo de obras de arte produzidas por monges franciscanos e o que é mais fascinante, são as suas catacumbas subterrâneas, que guardam milhares de ossos, cerca de 25 mil esqueletos, de pessoas que acreditavam que enterrados ali conseguiriam a salvação.  Outro prédio interessante é o da inquisição que guarda parte da história de Lima e alguns materiais de tortura.

A praça das Fontes

No centro da capital Peruana encontra-se um verdadeiro espetáculo das águas, a famosa praça das fontes. O que antes era um reduto de viciados e criminalidade, foi restaurada pelo governo e se tornou um dos principais pontos turísticos da cidade.

Próxima parada dos Mochileiros do Piauí: Cuzco, o umbigo do mundo.

Relatos de quem já foi

http://www.mochileiros.com/lima-e-huaraz-7-dias-dez-13-t92823.html 

http://www.mochileiros.com/10-dias-por-lima-cuzco-e-mp-t97138.html 

04 de maio de 2014

Bem vindos ao Cânion do rio Poti, um paraíso genuinamente piauiense

Paredões e gargantas escondem inscrições rupestres e diversos desenhos na pedra

Texto e fotos: Samuel Brandão

O Piauí é mesmo uma terra repleta de belezas naturais, algumas ainda intocáveis, acessíveis somente aos aventureiros mais dispostos e pessoas que fazem da contemplação da natureza o seu encantamento, a sua completude. Nossa aventura de hoje nos leva ao Cânion do Rio Poti, uma fenda geológica, localizada na região da serra da Ibiapaba, entre o Piauí e o Ceará, e de uma beleza única com suas diversas cavernas e grandes paredões moldados pela ação da água.

Já era noite quando chegamos ao município de Castelo do Piauí, a 184 Km da capital Teresina, sendo essa a principal entrada para o Cânion do rio Poti. De lá percorremos mais 50 Km, mata adentro, até a fazenda do Enjeitado onde seria o nosso ponto de acampamento, no meio do caminho por conta das condições da estrada uma das caminhonetes ficou na lama e só conseguimos tirá-la do atoleiro quando já era manhã, nada que alguns âespartanosâ sem medo de lama não resolvessem.

O ponto de apoio no Cânion é a fazenda do Enjeitado.(Eduardo Marchão)

Já no Enjeitado, um belo café da manhã nos esperava e mesmo sem um descanso para alguns, partimos para o nosso destino principal com o grupo Piauí Trilhas de Aventura e Ecoturismo. Nossa dia seria cheio, com direito a trilhas, rapel e remada em meio a um dos lugares mais paradisíacos do Piauí.

O Rio Poti nasce na serra da Joaninha no município de Quiterianópolis (CE), a aproximadamente 600 metros de altitude. Quando entra no estado do Piauí, encontra uma falha geológica formada pela erosão mecânica de sedimentos resultado da força das águas, aproveitando assim uma falha tectônica conhecida como Lineamento Transbrasiliano, esse processo ocorreu a cerca de 400 milhões de anos, na era Paleozóica. Essa erosão rendeu formações bem peculiares e de uma beleza inestimável para o solo piauiense. São cavernas, gargantas, paredões com quase 60 metros de altura e com as mais diferentes formas e texturas desenhadas pelo água na própria pedra, há lugares em que os paredões chegam a quase encostar de uma margem para outra como no Pulo da Onça.

Aqui a erosão foi mais forte. Chegamos ao fim do Cânion, logo após essas rochas fica a cachoeira da Lembrada.(Samuel Brandão)

No decorrer dos paredões também podem ser encontradas inscrições rupestres o que rende ainda mais importância histórica e turística a esse lugar.

Toda essa beleza natural aliada a um céu magnífico são o palco perfeito para esportes de aventura como o rapel, o trekking, o slackline ,o caiaquismo e o melhor a ressaltar, é que aqui, a água do rio Poti é límpida e transparente diferentemente de quando percorre a capital, onde a poluição desenfreada e os esgotos jogados in natura transformam esse gigante gentil em um grande esgoto.

O Piauí possui inúmeras belezas naturais ainda inexploradas, o Cânion do Rio Poti é uma delas, mas em vez de sua viabilização turística existe um projeto de construção de um barragem bem próxima, o que segundo especialistas pode acarretar na degradação desse bem natural de valor imensurável.  à preciso que as autoridades repensem a utilização desses pontenciais, aliando preservação ambiental com geração de renda e é preciso que o piauiense se aproprie de suas riquezas naturais assim como nossos vizinhos de estado. 

28 de março de 2014

Bem vindos a Novo Santo Antônio, o paraíso das cachoeiras no Piauí

A 112 Km de Teresina se encontra essa cidade repleta de belezas naturais

Texto e Fotos: Samuel Brandão

Cachoeira das Corujas em época de cheia.

Quando o céu está visitado de nuvens e a chuva abençoa a terra, as águas seguem seu caminho natural, revelando córregos entre lajedos, riachos, enseadas, açudes e toda uma sorte. Felicidade se evidencia nos inúmeros silvos, no verde lisonjeado e no grito dos meninos, felicidade sem signo, significado, porém bastante significante, causando tagalerice no olhar.

O município de Novo Santo Antônio no Piauí, a 112 Km de Teresina, é um desses lugares que foi abençoado pela natureza. Seguindo pela BR-343 em direção a Altos, passando pela PI -221, depois de Alto Longá, chegamos a essa cidade que é o paraíso das cachoeiras no Piauí.

Segundo alguns relatos não oficiais, a cidade apresenta 13 cachoeiras, porém somente cinco delas tem acesso facilitado. Na região se encontram dois dos principais afluentes do Rio Poti, o Canudos e o Caiçara, aliando isso à suas formações geológicas bem peculiares, contribuiu para a formação desse conjunto de quedas d`àgua majestoso.

Cachoeira do Rosário e Passagem da Pigoita. 

A cachoeira do Rosário é a mais visitada de todas, é lá que se encontra a passagem da Pigoita, uma ponte de metal que atravessa toda a cachoeira. Tem esse nome por que vista de cima forma um grande rosário. O local é bem receptivo, pois contém diversos lajedos e espaços onde o visitante pode ficar e olhar os moradores do lugar se aventurando em pulos dentro da cachoeira.

Cachoeira da Roça Velha.

A cachoeira da Roça Velha tem um difícil acesso pois a estrada não fora revitalizada, não existem indicações no lugar e demora-se um pouco até chegar nela, porém pra quem realmente se satisfaz com uma beleza natural essa é uma boa pedida. A cachoeira fica em um pequeno cânion e sua piscina revela as várias plaquetas que formam a rocha de uma forma bem regular e geométrica, parecendo que foi cortada maquinalmente.

Cachoeira das Corujas.

A cachoeira das Corujas é a com certeza a maior e mais majestosa dentre as de Novo Santo Antônio, fica a 13 Km da PI-221, antes da entrada do município. Bem no começo, fica a casa do seu Cristovão Colombo, um figuraça que nos acolheu muito bem, tocando seu violão e tomando sua cachaça no sossego dos âpulo de bodeâ. A entrada das Corujas é muito bela, cheia de campos verdejantes, alguns sem o traçado do caminho e paisagens inundadas. Quando lá chegamos o volume de água era muito grande e um pouco inacessível para o banho, mas ficou registrado a sua grandeza em meio à tarde.

Quem gosta de aventura em meio à natureza deve aproveitar o período das chuvas no Piauí pois é onde se revelam suas inúmeras belezas naturais, como as cachoeiras que só se mostram cheias nesse período. Pegue seu carro, sua moto, sua bike e venha conhecer o potencial turístico do nosso Piauí.  

17 de março de 2014

Bem vindos ao fim do mundo, a Patagônia

Um lugar de belezas contrastantes

Foto: Divulgação

No extremo sul das Américas está localizado um dos lugares mais selvagens e  exuberantes do planeta, a Patagônia.  Estende-se do encontro com os oceanos Atlântico e Pacífico e vai até à Cordilheira dos Andes abrangendo quase um terço dos territórios da Argentina e do Chile. São quase 800.000 quilômetros quadrados de belezas naturais como parques, praias, campos,  lagos, florestas e geleiras fazendo da região o mais completo destino turístico.

A Patagônia começa perto do paralelo 37 e estende-se até a ilha da Terra do Fogo, cuja capital é Ushuaia mais conhecida como o Fim do Mundo. Seus limites se caracterizam por paisagens bem contrastantes: para oeste está o mar do pacífico, de norte a sul é cortada pela Cordilheira dos Andes, no centro da região, a Patagônia extra-andina, desértica, formando pedregosas mesetas e grandes extensões de campo, para o leste encontra-se a Costa Atlântica e para o sul, chega-se até a Ilha Grande mais conhecida como a Terra do Fogo.

Foto: Divulgação

Uma paisagem quase intocada, repleta de belezas naturais como lagoas de cor turquesa e verde, cachoeiras, vales, montanhas, praias, geleiras com mais de 70 metros de altura e ainda, de lá pode-se avistar a Aurora Austral, um verdadeiro espetáculo no céu . Além da paisagem diferenciada, a região é quase desabitada por homens, porém repleta de fauna diversificada como os guanacos, pingüins, condores, lobos-marinhos e baleias que podem ser facilmente avistados nos parques e praias.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A porção sul da Patagônia contempla um dos melhores pontos para os turistas que desejam muita aventura, mas com pouco deslocamento. Entre a cidade de Puerto Natales e o Parque Nacional Torres del Paine, é possível realizar escalada, trekking, caiaque, caminhadas, observação de pássaros, cavalgadas, visita às geleiras, passeios na cidade e aos museus. Sem contar a excelente experiência gastronômica que a região oferece.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A paisagem radical, à primeira vista, pode parecer pouco convidativa aos que não estão acostumados com o turismo de aventura. Mas a Patagônia é tão diversificada que absorve todos os tipos de viajantes. Os passeios terão o grau de dificuldade que desejarem. O importante é ter em mente que qualquer um deles deixará lembranças para toda a vida.

Confira agora o relato de quem já foi lá:

http://www.mochileiros.com/torres-del-paine-circuito-w-dez-2013-t90460.html 

http://www.mochileiros.com/dicas-para-torres-del-paine-t86252.html 

http://gooutside.uol.com.br/1267 

Agora, um vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=pPWoktyyjhU