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Pelo Piauí

Emater realiza curso para qualificar técnicos do Viva o Semiárido

Emater realiza curso para qualificar técnicos do Viva o Semiárido

28/04/2017 08:28h

O Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí (Emater), em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), realiza, nessa quarta (26) e nesta quinta-feira (27), em Picos, curso de procedimentos e metodologia de Assistência Técnica Sistemática (ATS) aos planos de negócios do Programa Viva o Semiárido (PVSA). O curso tem como objetivo apresentar os processos metodológicos, instrumentos de acompanhamento e assessoria técnica aos projetos contratados pelo programa.

De acordo com o coordenador do Projeto de Cooperação Técnica do IICA, Evandro Cardoso, o evento é de grande importância para o Governo do Estado, Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR) e, por consequência, IICA, pois vai discutir um segmento da execução do projeto Viva o Semiárido, que é a assistência técnica aos agricultores que são apoiados pelo projeto.

O coordenador relata que a ação de um Estado em apoiar um projeto não é apenas investir o recurso para a atividade produtiva, mas apoiar à promoção da assistência técnica qualificada as famílias, que é onde o Emater está inserido.

“Um evento dessa natureza, onde reunimos técnicos de todos os territórios de abrangência do projeto, nos dá oportunidade de ver os problemas e com eles buscar as soluções para a assistência técnica às famílias e, consequentemente, qualificar as ações do programa”, explicou Evandro.

Dentro do planejamento realizado pelo Emater, foram pensados em cursos para 2017, que fossem estratégicos para o Viva o Semiárido.  No que está sendo realizado hoje, pretende-se aprimorar o processo de elaboração dos planos de negócios.

Capacitação

O coordenador do PVSA/Emater, André Rocha, explica que a meta e a demanda dos projetos têm crescido bastante no estado, na região do Semiárido, e que há necessidade de se qualificar. “Nós precisamos melhorar as técnicas de abordagem das comunidades que estão pleiteando os planos de negócios, e, para isso, essa capacitação visa melhorar os processos metodológicos e as ferramentas que devem ser utilizadas nos diagnósticos das comunidades na construção dos planos de negócios e na construção dos planos de assistência técnica”, disse o coordenador.

A assessoria técnica às famílias beneficiadas será realizada durante 12 meses. Na linha da metodologia de assistência técnica, a previsão é de realização de mais dois cursos para qualificar ainda mais os técnicos, a exemplo, destaca-se o que foi promovido recentemente, voltado para o manejo da piscicultura. No mês de maio, será realizado um curso de fruticultura de sequeiro, no Centro de Pesquisa da Embrapa de Petrolina, e um curso para técnicos na cadeia de ovinocaprinocultura, em Paulistana.

Cerca de trinta técnicos participam dessa capacitação.  De acordo com o diretor-geral do Emater, Marcos Vinicius, já se pode colher bons frutos do planejamento da equipe, montada em 2015. O órgão executa 1/3 dos planos de negócio, algo em torno de 140 projetos.

“Nós participamos do projeto em dois momentos, um como co-executor, e também como executor, por meio da assistência técnica. Planejamos aprovar cerca de 70 planos de negócios, desses planos, 37 já estão em andamento, e 11 já estão com os recursos liberados”, disse Marcos.  

O diretor-geral coloca que o Governo do Piauí e o Emater, que é o órgão oficial de prestação de assistência técnica do Estado, têm o direcionamento de que com assistência técnica de qualidade os agricultores podem desenvolver as habilidades. “Portanto, queremos levar para as famílias e associações beneficiadas uma assistência técnica cada vez melhor e que possa permitir às famílias uma geração de renda” finalizou Marcos Vinicius.

Projetos

Atualmente, o Programa Viva o Semiárido já tem aprovado, nos cinco territórios de abrangência, cerca de 100 projetos, sendo 37 de responsabilidade do Emater.  Cinquenta por cento desses já está em fase de implantação.  Grande parte dos planos está voltada para as cadeias da ovinocaprinocultura, apicultura, piscicultura e avicultura caipira.

Já foram atendidos cerca de mil agricultores e cerca de R$ 7 milhões já foram contratados, que serão disponibilizados para as associações que já estão com planos de negócios aprovados pelo comitê gestor.

Fonte: Ascom

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