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Notícias Polivox

16 de agosto de 2017

STF nega indenização a Mato Grosso por desapropriação de terras indígenas

Rosa Weber criticou a tese do Mato Grosso sobre a Constituição de 1891 e o entendimento de que as terras pertenceriam ao Estado.

Por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta quarta (16) pedido de indenização do governo do Mato Grosso por desapropriação de terras incluídas no Parque Nacional do Xingu e em reservas indígenas Nambikwára e Parecis.

Povos indígenas têm feito uma série de manifestações em Brasília contra medidas retrogradas que têm sido propostas no Congresso Nacional (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Basicamente os ministros entenderam que os índios já ocupavam o território, que é da União, e, portanto, não cabe ao Mato Grosso pleitear indenização.

O Mato Grosso cobrava da União e da Funai (Fundação Nacional do Índio) uma indenização por desapropriação indireta de terras que, no seu entender, teriam sido indevidamente incluídas nos limites do Xingu.

O autor da ação alega que os índios não habitavam a região quando ocorreu a demarcação. A Funai afirma que eram terras "imemorialmente indígenas" e a União afirmou que o governo estadual não conseguiu comprovar o domínio sobre as terras.

Decisão do STF, favorável à luta indígena, foi unânime (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Constituição

De acordo com o governo do Mato Grosso, as áreas pertenciam ao Estado desde a Constituição de 1891 e foram incluídas em áreas indígenas sem que a União pagasse por isso.

Já a União defendeu que os índios ocupavam o território e isso foi reconhecido na Constituição de 1988.

Relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello julgou improcedente a ação e condenou o Mato Grosso a pagar R$ 50 mil de indenização aos advogados da AGU (Advocacia-Geral da União) -R$ 100 mil no total.

Além dele, participaram da sessão os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Rosa Weber e Cármen Lúcia.

Dias Toffoli, Luiz Fux e Celso de Mello não compareceram.

Julgamento

Marco Aurélio afirmou que não pode ser esquecido "todo o histórico de problemas (...) na venda de terras públicas em Mato Grosso, inclusive daquelas que vieram a constituir o Parque Indígena do Xingu". Ele destacou que a Funai classificou a situação como "verdadeiro descalabro".

Para o magistrado, "não se pode caracterizar as terras ocupadas pelos indígenas como devolutas" -terras públicas que não tiveram destinação pelo poder público e tampouco integraram patrimônio de um ente particular.

Em seu voto, Alexandre de Moraes foi na mesma linha.

"Não existe terra devoluta de ocupação indígena. Não há como se negar essa ocupação tradicional dos indígenas. A propriedade, o domínio não passou para o Estado em momento algum. A União não precisa indenizar o Estado pela utilização das suas próprias terras", disse Moraes.

Além disso, o relator Marco Aurélio entendeu que as provas no processo são fartas "no sentido de que não apenas a totalidade das terras integrantes do Parque Indígena do Xingu é de tradicional ocupação indígena como também muitas das áreas adjacentes".

Os colegas concordaram que o material probatório é farto.

De acordo com Barroso, a prova nos autos do processo demonstra que "a ocupação tradicional dos povos indígenas na região estava suficientemente caracterizada" desde antes da Constituição de 1988.

Para Lewandowski, três laudos "alentadíssimos" anexados ao processo comprovam de forma sem deixar dúvidas que as terras ocupadas pelos indígenas "e assim foi reconhecido por decreto presidencial que garantia esse direito".

Segundo Alexandre de Moraes, "os autos comprovam todo o estudo antropológico de todas as áreas, que a ocupação tradicional indígena existiu, existe e é lícita, diferentemente do alegado" pelo Mato Grosso.

"Não há comprovação, pelo contrário, de que não havia ocupação indígena e, além disso, o Estado tampouco apontou especificamente as áreas que pretendia. Colocou de uma forma geral essas questões", afirmou.

Rosa Weber criticou a tese do Mato Grosso sobre a Constituição de 1891 e o entendimento de que as terras pertenceriam ao Estado: "De forma alguma retiro a conclusão, que é a premissa básica da tese defendida".

"Não endosso de forma alguma essa tese", afirmou.

Marco temporal

A PGR (Procuradoria-Geral da República) era contrária às duas iniciativas do Mato Grosso por temer que os julgamentos pudessem ser usados para referendar a tese do "marco temporal", apoiada pelo presidente Michel Temer e pela bancada ruralista.

Segundo essa tese, os indígenas só podem reivindicar terras desde que nelas estivessem na data da promulgação da Constituição, em outubro de 1988. Essa interpretação jurídica é apoiada pela atual gestão da AGU (Advocacia-Geral da União), pois traria "segurança jurídica" ao tema. Em 2012, durante o governo Dilma Rousseff, a tese também foi apoiada pela AGU, mas logo depois suspensa, devido à repercussão negativa.

Em nota técnica divulgada na terça-feira (15), a PGR afirmou: "Embora a Constituição de 1988 tenha sido a mais avançada e garantista no reconhecimento dos direitos originários dos índios sobre suas terras, desde 1934 a proteção dessas áreas é albergada em sede constitucional", diz o texto.

"Desse modo, quaisquer atos (...) relativos a essas terras são, pelo menos desde 1934, nulos e extintos".

Ao ser questionado sobre o resultado ao fim do julgamento, o procurador-geral, Rodrigo Janot, sorriu e fez sinal de "positivo".

27 de janeiro de 2017

Artistas comemoram o Dia do Quadrinho Nacional neste sábado (28)

O Dia Nacional dos Quadrinhos, 30 de janeiro, será comemorado por artistas e leitores

Um grupo de artistas de Teresina vai comemorar o Dia Nacional dos Quadrinhos neste sábado (28), a partir das 14h, fazendo justamente o que eles mais gostam: desenhando. A data oficial, na verdade, é dia 30 deste mês, mas a antecipação foi para possibilitar a participação de um maior número de pessoas. O local será na livraria Quinta Capa, localizada na Rua Dirce Oliveira, 3047, Ininga, na zona Leste de Teresina.

De acordo com o organizador do evento, o quadrinhista Bernardo Aurélio, a ideia principal é reunir quem produz ou simplesmente gosta de histórias em quadrinhos para participar de uma tarde que contará com lançamentos de revistas, artistas desenhando, sorteios de sketch (desenhos originais), entre outras coisas.

“O objetivo é todos tenham uma tarde bem agradável, conversando sobre quadrinhos, se alguém quiser tirar alguma dúvida sobre o assunto, ou mesmo trocar informações, terá todas as condições. Quem gosta de desenhar pode participar, basta levar seu material”, lembra Bernardo.

Já estão com presença confirmada os artistas Joniel Santos e Antônio Cardoso, que estiveram recentemente participando da CCXP – Comic Con Experience, considerado o maior evento do segmento realizado hoje no Brasil. Também marcará presença o desenhista Leno Carvalho, que desenha para o mercado norte-americano, inclusive com participação na DC Comics. Além de Bernardo Aurélio, Caio Oliveira e Rogério Narciso que também possuem materiais publicados e elogiados em vários cantos do país e no exterior.

Os Quadrinhos nacionais vivem hoje uma das fases mais ricas, com publicações de extrema qualidade surgindo a todo instante nas livrarias. Além disso, algo que muitos tinham como improvável no passado, que era ter artistas nacionais ocupando o mercado nos Estados Unidos, hoje se tornou algo muito bom comum. A lista de desenhistas brasileiros que fazem sucesso por lá é extensa. “Justamente por isso não podemos deixar mais essa data ‘passar em branco’. Vamos comemorar”, concluiu Bernardo.

10 de setembro de 2016

Governo quer abafar a Lava Jato, diz Advogado-geral da União demitido

Fábio Medina Osório afirma ter sido demitido do governo depois de tentar ter acesso aos autos da investigação.

Demitido por telefone pelo presidente Michel Temer na sexta-feira passada, o advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, resolveu quebrar o protocolo. Em vez de anunciar a saída com elogios a quem fica e sumir do mapa, ele decidiu pôr a boca no trombone. Em entrevista a VEJA no mesmo dia da demissão, Medina disse que sai do posto porque o governo não quer fazer avançar as investigações da Lava-Jato que envolvam aliados. Diz: “O governo quer abafar a Lava-­Jato”. Medina entrou em rota de colisão com seu padrinho, o poderoso ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Gaúchos, os dois se conhecem do Rio Grande do Sul, onde Medina foi promotor de Justiça, especializado em leis de combate à corrupção, e Padilha fez sua carreira política.

Foto: Ivaldo Cavalcante (27/05/2009)

Medina conta que a divergência começou há cerca de três meses, quando pediu às empreiteiras do petrolão que ressarcissem o Erário pelo dinheiro desviado da Petrobras. Depois disso, Medina solicitou acesso aos inquéritos que fisgaram aliados graúdos do governo. Seu objetivo era mover ações de improbidade administrativa contra eles. A Polícia Federal enviou-lhe uma lista com o nome de catorze congressistas e ex-congressistas. São oito do PP (Arthur Lira, Benedito Lira, Dudu da Fonte, João Alberto Piz­zolatti Junior, José Otávio Germano, Luiz Fernando Faria, Nelson Meurer e Roberto Teixeira), três do PT (Gleisi Hoff­mann, Vander Loubet e Cândido Vaccarezza) e três do PMDB (Renan Calheiros, presidente do Congresso, Valdir Raupp e Aníbal Gomes). Com a lista em mãos, Medina pediu ao Supremo Tribunal Federal para conhecer os inquéritos. Recebida a autorização, a Advocacia-­Geral da União precisava copiar os inquéritos em um HD. Passou um tempo, e nada. Medina conta que Padilha estava evitando que os inquéritos chegassem à AGU, e a secretária encarregada da cópia, Grace Fernandes Mendonça, justificou a demora dizendo que não conseguia encontrar um HD externo, aparelho que custa em média 200 reais. “Me parece que o ministro Padilha fez uma intervenção junto a Grace Mendonça, que, de algum modo, compactuou com essa manobra de impedir o acesso ao material da Lava-Jato”, conta Medina. O ex-advogado-geral diz que teve uma discussão com o ministro Padilha na quinta-feira, na qual foi avisado da demissão. No dia seguinte, recebeu um telefonema protocolar do presidente Temer. Grace Mendonça, assessora do HD, vai suceder a ele.

O ministro Padilha, que se limitou a divulgar um tuíte agradecendo o trabalho de Medina, manteve distância da polêmica e não deu entrevistas. Exibindo mensagens em seu celular trocadas com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, e com o juiz Sergio Moro, Medina afirma que a sua demissão tem significado maior — o de que o combate à corrupção não está nas prioridades do governo Temer. “Se não houver compromisso com o combate à corrupção, esse governo vai derreter”, afirma ele. Ainda assim, Medina faz questão de dizer que nada conhece que desabone a conduta do presidente.

04 de setembro de 2016

O Universo Marvel como nunca foi visto antes

Depois da saga Guerras Secretas o Universo Marvel terá mudanças radicais

Já estão “invadindo” as bancas de todo o país as “Guerras Secretas”, considerada a maior mais importante super saga da Marvel. Para falar sobre o assunto, entrevistamos com exclusividade Rodrigo Guerrino, o editor das publicações Marvel da editora Panini Brasil. Guerrino contou como essas transformações devem afetar o Universo Marvel. Segundo ele, o “evento marca um fim, mas também um recomeço”. Personagens como o Homem de Ferro, Hulk e o Homem Aranha serão apresentados de uma forma nunca vista antes. E essas mudanças serão definitivas? O editor lembra que, em se tratando de quadrinhos, “nunca é possível apostar todas as fichas dizendo que as mudanças são para sempre”. Mas de qualquer forma, no mínimo, esses acontecimentos trarão consequência ao Universo Marvel. Fechando esse agradável bate-papo, Rodrigo Guerrino adiantou algumas edições especiais que estarão chegando muito em breve. Confira!


Guerras Secretas está sendo apontada como a maior saga da Marvel dos últimos anos, dizem que nada mais será como antes. Podemos esperar tudo isso mesmo? E como será a publicação aqui no Brasil, teremos quantos números?

Não é exagero, não. A Marvel já vinha trabalhando com a ideia de fundir seus universos há algum tempo, com personagens de uma realidade se encontrando com os de outra. O evento marca um fim, mas também um recomeço. Leitores observadores perceberão que no fundo a coisa toda tem a ver com o confronto eterno de dois homens e seus ideais antagônicos, Reed Richards e Victor von Doom, que estiveram presentes nos primórdios da Marvel e que agora também merecidamente protagonizam o encerramento/recomeço da editora envolvendo todas as suas criações. No Brasil a minissérie principal terá nove edições, publicadas de julho a novembro, com edições especiais saindo simultaneamente.  


Existe algum personagem que será mais afetado nestas transformações?

Na verdade, todos. As transformações estão sendo mostradas lá fora e ainda não pararam, ou seja, ninguém sabe ao certo quando e se vão parar! Primeiramente, é importante falar sobre o Universo Marvel. Pelo que foi mostrado até agora, o Multiverso ainda existe, mas o Universo Ultimate (Terra 1.610), de onde vieram o Homem-Aranha Miles Morales e os Supremos, não. Assim, muitos heróis de lá, que sobreviveram às Guerras Secretas, estão abrigados no principal, a Terra 616 tradicional. Outro ponto: as primeiras revistas lançadas após Guerras Secretas mostram eventos que aconteceram oito meses depois, sendo que muita coisa que houve antes disso não foi explicada ainda. Algumas mudanças que acho que valem a pena serem destacadas: Destino está retornando de uma forma completamente diferente do que estamos acostumados, sem armadura e bastante envolvido com as ações de Tony Stark. Este, por sua vez, não está mais atrás da armadura de Homem de Ferro, que agora é ocupada por outra pessoa. Miles Morales, o Homem-Aranha do Universo Ultimate, vai ter um destaque ainda maior do que estava tendo, sendo que ele é o Aranha a integrar a nova formação dos Vingadores junto com vários personagens que “deram muito certo” antes da saga, como a Thor e a nova Miss Marvel, Kamala Khan. Peter Parker surge ocupando uma função muito semelhante à de Tony Stark, com sua própria empresa, um avanço das Indústrias Parker que já vimos em histórias anteriores, trabalhando com invenções para a SHIELD. Bruce Banner não é mais o Hulk... agora o Golias Esmeralda é o gênio Amadeus Cho, que curou o cientista (algo que está sendo revelado bem lentamente por meio de flashbacks). O monstro controla a personalidade do personagem em 85%. Após a liberação da Nuvem Terrígena na Terra, por Raio Negro, na minissérie Infinito, a atmosfera terrestre se tornou nociva aos X-Men, que tiveram que ir para o espaço. X-23 virou o Wolverine. O Quarteto Fantástico está desaparecido, mas alguns de seus membros se viraram como foi possível, com Johnny Storm indo para os Inumanos e Ben Grimm, o Coisa, integrando os Guardiões da Galáxia ao lado de Kitty Pryde, que virou a líder dos Guardiões depois que o Senhor das Estrelas assumiu o trono do planeta Spartax. E tem muito mais mudanças pra Marvel mostrar ainda: a Capitã Marvel se transformou numa super-heroína primordial, possui um satélite, e assumiu a organização ESPADA e a Tropa Alfa. Ela agora quer controlar TUDO junto com os Supremos, que assumiram uma postura bem próxima à dos Illuminati – as autoridades máximas dos rumos que o Universo Marvel costuma tomar, sempre agindo nos bastidores. Ufa, é muita, muita coisa e não descrevi nem a metade!        

 

E falando em transformações, normalmente toda mudança entre os super-heróis certamente é desfeita no futuro. Teremos mudanças definitivas desta vez ou não?

É difícil dizer se as mudanças serão definitivas ou não, mesmo porque, como eu disse, o Universo Marvel está em transformação – mais do que nunca agora. Em se tratando de quadrinhos, nunca é possível apostar todas as fichas dizendo que as mudanças são para sempre, pois estamos acostumados a ver personagens que morreram ressuscitar, né? De qualquer forma, a Marvel tem uma linha cronológica estabelecida, e normalmente as mudanças que ocorrem hoje têm impacto na vida de seus personagens amanhã. Não é como se o editorial dissesse: “Ah, vamos remover esse histórico de fulano e dizer que nunca aconteceu”. Na verdade, aconteceu, sim. O que ocorre muitas vezes é aquela informação ser evitada a todo custo dependendo de como foi recebida pelos leitores. “Aconteceu, mas não vamos falar sobre isso, ok? “, creio que essa frase se aplique mais à situação.


A crítica mais comum as super sagas é “buscar um aumento nas vendas”. O que Guerras Secretas tem de diferente para fugir deste tipo de crítica?

Guerras Secretas não foi planejada simplesmente para ser um megaevento que reúne seus principais personagens numa grande luta desenfreada. Foi estabelecida para mudar o status quo de um universo que tem mais de cinquenta anos de história, por isso é tão importante. É algo com que seu autor, Jonathan Hickman, já vinha trabalhando há muito tempo nas séries Os Vingadores e Novos Vingadores. Pelo que estamos vendo sair nos EUA, a afirmação “depois dela, nada mais será o mesmo” é bem real. Ao término de Guerras Secretas, todos os personagens envolvidos poderiam ter voltado para suas vidas normais, mas a fase atual que suas revistas vivem lá fora está aí para mostrar que não é bem assim que a coisa segue.  


Mudando um pouco de assunto! Quais os critérios que vocês levam mais em consideração na hora de decidir republicar alguma obra? Comentários de leitores nas rede sociais é um deles?

Para os primeiros lançamentos, quando a revista ou livro vai ser impresso pela primeira vez, creio que a coisa mais importante seja a relevância da obra, o que ela vai representar na cronologia daquele personagem e se é importante para seu desenvolvimento no futuro. Não tem como deixar de lançar O Cavaleiro das Trevas III e Guerras Secretas por motivos óbvios. Se estamos falando de relançamentos, a Panini já tem alguns títulos que não podem faltar em seu catálogo, como os clássicos Guerra Civil, Batman: O Cavaleiro das Trevas, Watchmen, A Piada Mortal, Sandman e Os Supremos, por exemplo, que frequentemente ganham reimpressões. Importante destacar também que as expectativas de vendas e os pedidos dos leitores têm forte impacto nessa decisão.  


Como a Panini está trabalhando a questão da distribuição. É verdade que algumas coisas demoram mais a chegar por aqui (Nordeste)? Deixamos de receber alguma coisa?

Neste caso, não é que demoram mais. É que o Brasil é um país continental e como a Panini é sediada em São Paulo, as publicações mensais costumam chegar mais rápido por aqui e levam alguns dias a mais para chegar em todos os outros estados – incluindo o interior de São Paulo. Mas nada deixa de ser enviado. Todas as publicações são distribuídas em todos os estados.


Agora para deixar nossos leitores bem animados, cite alguns grandes lançamentos que estão chegando em breve!

Vem por aí: Dr Estranho (TPB), X-Men A Batalha do Átomo (capa dura), Super Crooks (capa dura), Novissimos X-Men Deslocados (capa dura), Fabuloso Vingadores Ragnarok (capa dura) e Indestrutível Hulk Agente da SHIELD (capa dura).

12 de julho de 2016

Eron Nicodemus

Um livro de poesia que explora um lado mais brutal do amor

Ser poeta no século XXI é um grande desafio. É mais que decretar a poesia viva, é descobrir a sua vitalidade sem renunciar à história e à cultura. O jovem músico e escritor Guilherme Vazquez quebra esse paradigma de que não existem novos grandes poetas, especialmente no mercado brasileiro. Depois de um trabalho que durou mais de dois anos, ele publicou seu primeiro livro de poesia, intitulado “Eron Nicodemus”.

O autor explora outro lado do amor, mais brutal, que faz sofrer e até mesmo o que não é correspondido ou se quer compreendido. “A ideia de fazer o livro surgiu quando compreendi que a minha poesia já podia ser mostrada a todos, e não somente aos amigos, que ela já tinha certas qualidades estéticas que a possibilitariam atingir o ‘outro’ como arte”, explica Guilherme Vazquez.

Com apresentação de Regina Machado e prefácio de Mario Conte, Eron Nicodemus ainda conta com belíssimas ilustrações do artista plástico João Pirolla. Ele dá vida aos personagens e às cenas narradas no livro, o que possibilita ao leitor, imergir cada vez mais nessa obra tocante e única.

O autor

Guilherme Vazquez é paulista, formado em física pelo Instituto de Física da USP (IFUSP) e atualmente estuda Música/Canto Popular na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Desde muito jovem atuou intensamente no campo das artes, principalmente na música e no teatro, tendo trabalhado com grandes nomes como Deto Montenegro. Eron Nicodemus é sua primeira obra publicada.

27 de maio de 2016

Editora lança "A Dimensão Estética do Brinquedo"

O autor aborda as diversas maneiras da utilização de brinquedos instituídos pela cultura do mundo adulto e suas interações no universo infantil

A Marsupial Editora traz para as livrarias a obra “A Dimensão Estética do Brinquedo”, de Alexandre Silva dos Santos Filho. O livro tem 112 páginas e traz uma reflexão crítica sobre a dimensão estética do brinquedo, mediante as qualidades fundamentais que o artefato lúdico assume sob o domínio da forma estética.

Indispensáveis e participando da vida das crianças cotidianamente há muito tempo, os brinquedos se distinguem por suas propriedades em poder indicar habilidades, destrezas físicas e motoras,  ilustram histórias, desenvolvem o comportamento social e, para grande parte da população, ajuda a estabelecer diferenciação sexual entre gêneros mediante as qualidades fundamentais que o artefato lúdico assume sob o domínio da forma estética. O livro é um estudo teórico que tem fundamentos  losó  cós em Kant e na Teoria Crítica, e traz uma reflexão crítica sobre a dimensão estética do brinquedo, mediante as qualidades fundamentais que o artefato lúdico assume sob o domínio da forma estética.

“Pensa-se que o brinquedo é uma experiência radical com a forma estética no mundo da criança. Tal experiência é mediada pelas contradições da sociedade, convertendo a relação da criança com a forma estética em uma aproximação entre arte, estética e artefatos lúdicos, promovendo a autonomia de criação infantil em meio às condições heterônomas dadas pela capacidade de esquematização da própria criança. A pesquisa mostra que existe um modo de as crianças usarem o brinquedo instituído pela cultura do mundo adulto, subvertendo o esquematismo, ampliando a dimensão estética no brinquedo o que proporcionará um caráter emancipatório no ato com o/e no brinquedo” comenta o autor.

O livro é  indicado para professores, educadores, pais, psicólogos, recreadores e atua como um elemento coadjuvante para reflexão e discussões sobre o assunto. Pode ser encontrado nas livrarias  Amazon, Cultura e Travessa ou pela loja On-Line da Editora http://www.lojamarsupial.com.br/

02 de maio de 2016

Uma Guerra Civil muito divertida!

Belas cenas de ação em uma trama bem construída

Teoricamente, todo último filme de uma série deveria ser o melhor, afinal de contas o que se espera é que as pessoas aprendam com os erros e busquem corrigir suas falhas. Na prática, no entanto, sabemos que não é bem assim que acontece. Mas foi justamente isso que percebemos em Capitão América: Guerra Civil. Não que os outros filme da Marvel sejam ruins, mas em Guerra Civil é muito visível a questão do aprimoramento, em todos os aspectos. 

Desde a atenção aos pequenos detalhes no roteiro a construção das cenas de ação. Os diretores Anthony e Joe Russo deixaram tudo ainda mais perto do real, a movimentação nas cenas de luta está incrível, e não existe nenhum subterfúgio para disfarçar, como o uso de pouca luz ou velocidade extrema. 

O roteiro também foi muito bem construído. Um dos destaques é que com uma grande quantidade de heróis superpoderosos não foi necessário acontecer nenhuma grande catástrofe desta vez. Mesmo as motivações inicias sendo as destruições de países, mas o que se apresenta desta vez é verdadeiramente uma guerra civil, tudo é centrado em questões políticas ou bem pessoais, como a vingança.

E para completar, os heróis que somaram forças ao filme, como o Homem-Aranha e o Pantera Negra estão perfeitamente encaixados e dão um show a parte.

Ou seja, Capitão América: Guerra Civil, cumpre seu papel com maestria: diverte muito sem precisar apelar, a partir de um roteiro bem equilibrado. As cenas de ação são muitas, mas estão no peso certo para o filme, e bem intercaladas aos diálogos. 

E, claro, para os fãs de história em quadrinhos, Guerra Civil tem um gosto ainda mais especial. Finalmente podemos ver um Homem-Aranha verdadeiramente divertido, um Pantera Negra bem caracterizado, um verdadeiro guerreiro, como de fato é, entre outras coisas.

29 de fevereiro de 2016

Oscar 2016: poucas surpresas

Poucos apostas não se concretizaram no resultado da entrega do Oscar deste ano

Como havíamos adiantado, “O Regresso” não levou o Oscar de Melhor Filme, não por ser um filme ruim, mas pelo fato de que a Academia avalia o “conjunto da obra” na hora de fazer essa escolha, mas o peso da pontuação do roteiro é maior. E como havia destacado também, “O Regresso” é um belíssimo filme, com ótima fotografia e direção, mas com roteiro não tão espetacular. Comprovando isso, tivemos Alejandro G. Iñarritu eleito o melhor diretor. O filme também conquistou o prêmio de Melhor Fotografia, e o ator Leonardo DiCaprio, merecidamente, desta vez levou a estatueta pra casa.

Na maioria das categorias os resultados não fugiram muito as expectativas. As exceções foram para a escolha de Melhor Filme, já que a maior parte da crítica especializada não apostava em Spotlight; e para Ator Coadjuvante, mais por conta de um “desejo” de homenagear Stallone e o seu saudoso “Rocky”. Na prática, essas mesmas pessoas, no fundo, sabiam que ele não tinha chance. Mark Rylance e a frieza de seu personagem em “Ponte de Espiões” estavam realmente espetaculares.

Outros dois resultados bem previsíveis foram a escolha de “Divertidamente” como Melhor Animação, e “Writing's On The Wall", de "007 contra Spectre" como “Canção Original”. O interessante é que as canções compostas para os 007 são sempre muito bonitas (a da Adele é um ótimo exemplo), mas todas seguem sempre uma mesma base, afinal de contas é a marca de um personagem, o que só eleva o crédito para os criadores.

Para finalizar, gostaria de destacar os seis prêmios conquistados por “Mad Max – Estrada da Fúria”, sem dúvida um espetáculo cinematográfico: Montagem, Figurino, Design de Produção, Maquiagem e Cabelo, Edição de Som e Mixagem de Som. Todos incontestáveis.