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Notícias Brasil

16 de dezembro de 2017

Três são presos suspeitos de executar prefeito a tiros em Colniza

Prefeito Esvandir Antônio Mendes foi assassinado na sexta-feira (15); suspeitos foram presos neste sábado (16), quando chegavam a Castanheira.

Três homens foram presos suspeitos de executar o prefeito de Colniza, a cerca de 1 mil quilômetros de Cuiabá, e de tentarem matar o secretário de Finanças do município. O prefeito Esvandir Antônio Mendes (PSB), de 61 anos, foi morto a tiros na sexta-feira (15). O secretário Admilson Ferreira dos Santos, de 41 anos, também foi atingido por disparos. As prisões foram efetuadas pelo Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Polícia Civil.

Os suspeitos, identificados como Zenilton Xavier de Almeida, Antônio Pereira Rodrigues Neto e Welisson Brito Silva, foram presos em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira, a 893 km e 780 km de Cuiabá, respectivamente. O G1 não localizou a defesa dos suspeitos. O motivo do crime ainda não foi esclarecido.

Antônio é morador de Colniza e apontado como o suposto mandante do crime, tendo também participado da execução do prefeito, segundo a polícia. Ele teria contratado os dois comparsas no Pará para participarem da ação. Eles foram encaminhados para serem interrogados por Edison Pick, titular de Colniza, e Caio Álvares de Albuquerque, da força-tarefa de Cuiabá.

Suspeitos foram levados para a Delegacia da Polícia Civil de Colniza (Foto: Harlis Barbosa/Arquivo pessoal)

De acordo com a polícia, o trio estava em um Uno cinza no momento em que foram abordados pelos policiais do Garra, a cerca de 20 km de Castanheira, já tendo abandonado o carro que foi utilizado para perseguirem o prefeito e cometerem o crime, apontado como um SUV de cor preta. Esse último veículo foi localizado e está sendo analisado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em dinheiro, que seria o pagamento pela execução do prefeito. As armas usadas no crime foram encontradas jogadas em um rio. O Corpo de Bombeiros foi acionado para retirá-las.

Prefeito de Colniza, Esvandir Mendes, conhecido como Vando Colnizatur, tinha 61 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

O crime

As investigações apontam que o prefeito conduzia uma caminhonete preta e estava acompanhado do secretário de Finanças, sendo interceptado pelos suspeitos a cerca de 7 km da entrada da cidade.

Os executores efetuaram vários disparos contra o prefeito, que ainda conseguiu dirigir, mas morreu já no perímetro urbano da BR-174. Dois disparos feriram a perna esquerda e as costas do secretário, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. O quadro de saúde do secretário é estável.

Suspeitos foram presos por policiais do Garra e foram encaminhados para interrogatório (Foto: Harlis Barbosa/Arquivo pessoal)

O corpo do prefeito foi velado em um ginásio, na região central da cidade, neste sábado. O velório foi encerrado por volta das 14h [horário de Mato Grosso]. O corpo será transladado para Ji-Paraná (RO), onde deve ser enterrado no domingo (17).

Município mais violento

Colniza já foi considerado o município mais violento do país, em 2007, segundo levantamento do Mapa da Violência. De acordo com o estudo, a taxa de homicídios em Colniza foi de 165,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Em março deste ano, o ex-vereador Élpido da Silva Meira (PR), de 53 anos, também foi assassinado a tiros dentro de casa, em Colniza. Ele foi atingido por disparos no tórax, segundo a Polícia Militar, quando chegava na residência. Nada foi levado da casa pelos suspeitos.

A região de Colniza é conhecida como uma área de conflitos agrários. Em abril deste ano, nove trabalhadores rurais foram assassinados na gleba Taquaruçu do Norte, naquele município. A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área.

Prefeitos assassinados

Em 2017, outros três prefeitos foram mortos em circunstâncias semelhantes no Brasil. No Pará, em maio deste ano, Diego Kolling (PSDB), prefeito de Breu Branco, morreu depois de ser atingido por disparos enquanto andava de bicicleta. O caso foi encerrado e seis pessoas foram presas por envolvimento no assassinato.

Em julho, o prefeito de Tucuruí, Jones Willian (PMDB), também no Pará, foi baleado e morreu. Ele vistoriava uma operação tapa-buraco, quando dois homens em uma moto o abordaram e atiraram várias vezes. A mãe da vítima chegou a ser presa por envolvimento no crime.

Já no estado de Rondônia, o prefeito de Candeias do Jamari, foi assassinado ao chegar em casa. Conforme a polícia, o prefeito estava dentro do próprio carro que levou os tiros de pistola. Seis envolvidos no crime foram presos e devem ser julgados em 2018.

15 de dezembro de 2017

Relatório da Volks confirma apoio à ditadura no Brasil

Documentou traçou o relacionamento da montadora com o governo

Relatório encomendado pela Volkswagen concluiu que houve cooperação entre a equipe de segurança industrial de sua filial brasileira e a ditadura militar no país. O texto afirma, porém, que não foram encontradas evidências claras de colaboração institucionalizada da empresa. O estudo foi apresentado nesta quinta (14) na unidade da multinacional alemã em São Bernardo do Campo (SP). É assinado pelo professor alemão Christopher Kopper, contratado pela montadora após ex-funcionários relatarem à Comissão Nacional da Verdade casos de perseguição.


Logomarca da montadora de carros alemã. Foto: Reprodução
"A VW do Brasil foi irrestritamente leal ao governo militar brasileiro e compartilhou os seus objetivos econômicos e de política interna. A correspondência com a diretoria em Wolfsburg [cidade alemã] evidenciou até 1979 um apoio irrestrito que não se limitava a declarações de lealdades pessoais", informa o texto.

A pesquisa apontou que em 1969 teve início uma colaboração com os militares, sobretudo por meio da atuação do então chefe do departamento de segurança Ademar Rudge, ex-oficial das Forças Armadas.

"Ele agia por iniciativa própria, mas com o conhecimento tácito da diretoria. Uma vez que não havia obrigação legal de informar sobre manifestações de opinião da oposição, agia em responsabilidade própria e com lealdade ao governo militar", escreveu o historiador.

O setor de segurança teria monitorado as atividades dos funcionários e facilitado a prisão de no mínimo sete deles. "Não achei prova de que a diretoria tenha dado ordens para que a segurança industrial agisse dessa forma", disse Kopper à imprensa.

Segundo ele, a matriz alemã não estava interessada no que ocorria no Brasil. Isso teria mudado em 1979, com as greves do setor lideradas pelo então dirigente sindical Luiz Inácio Lula da Silva. A partir daí, diz, a montadora iniciou nova gestão de valores democráticos e orientou a filial a instituir comissão para dialogar com empregados.

CEO da Volkswagen na América do Sul e no Brasil, Pablo Di Si declarou que uma nova fase será inaugurada . "Reconhecemos que pessoas da empresa colaboravam com os militares. Mas isso não configura uma atitude institucionalizada por parte da empresa. Lamentamos o que aconteceu e trabalharemos para que isso não se repita", afirma. 

Após os discursos, uma placa em memória das vítimas da ditadura foi descerrada na fábrica. Também anunciou-se um plano de parceria da Volkswagen com associações civis e de direitos humanos.

Antes da cerimônia, ex-funcionários protestaram na porta da fábrica. Fazia parte do grupo Lúcio Bellentani, que em 1972 foi abordado na linha de produção por agentes da ditadura. Ele alega ter sido torturado dentro da fábrica.

Hoje com 72 anos, ele e outros funcionários denunciaram a montadora ao Ministério Público. "Queremos que eles se responsabilizem. Pedimos uma reparação coletiva, como a construção de um museu, e reparações individuais financeiras."



13 de dezembro de 2017

Fóssil do maior dinossauro do Brasil é retirado de montanha em Uberaba

Estudantes de geologia encontraram ossada de espécie na última segunda-feira (11). Primeiros fósseis foram localizados na região em 2008.

Mais um fóssil da espécie Uberabatitan ribeiroi, o maior dinossauro já identificado em solo brasileiro, foi encontrado em Uberaba. A ossada foi retirada nesta quarta-feira (13) do alto de uma montanha, às margens da BR-153, por um grupo de geólogos do Museu dos Dinossauros da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).

O Uberabatitan ribeiroi pertence à família do titanossauro, grupo de dinossauros herbívoros. Segundo especialistas, o bicho pode ter passado dos 15 m de comprimento e as camadas de rocha nas quais foi achado têm entre 70 milhões e 65 milhões de anos – o finalzinho da Era dos Dinossauros.

Primeiras descobertas em Uberaba começaram em 2014 (Foto: Luís Adolfo/UFTM)

Gigante geológico

O fóssil com cerca de 1 metro foi localizado na última segunda-feira (11) por cerca de 30 estudantes de geologia da Faculdade do Rio de Janeiro, que faziam um estudo específico na estrutura da montanha. Durante a pesquisa, eles fizeram a descoberta arqueológica.

O geólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro foi quem liderou a equipes de escavações do museu. "É quase certo que seja um fêmur atribuído ao que nada mais é que o maior dinossauro brasileiro", explicou. "Seria um indivíduo de porte pequeno, médio. Pelo tamanho do fêmur, que chegaria a 1,05 metro no máximo, um animal de 12 a 13 metros."

Réplica

Os primeiros fósseis do Uberabatitan ribeiroi foram encontrados em 2008 em uma área próxima de Uberaba, por isso o nome é uma homenagem à cidade. Uma réplica de 20 metros de altura da espécie que viveu há 70 milhões de anos na região pode foi montada e pode ser conferida no Museu dos Dinossauros.

"Ajuda a montar o quebra-cabeça não só das formas que viveram no passado geológico, como também ter uma perspectiva de como era a paisagem", observa o geólogo.

12 de dezembro de 2017

Parentes ajudam nas buscas por avião desaparecido com família em MT

Piloto, a mulher dele e o filho fizeram contato pela última vez no sábado (9). Polícia Civil abriu investigação e acompanha situação das buscas.

Familiares, amigos e voluntários criaram um grupo de busca pela aeronave desaparecida com três pessoas, entre os municípios de Juruena e Juara, a 893 km e 690 km de Cuiabá, respectivamente. O avião está desaparecido desde sábado (9) e é procurado pela Força Aérea Brasileira (FAB) desde domingo (10). As buscas devem entrar no terceiro dia nesta terça-feira (12).

A aeronave, prefixo PU-MMT, modelo Paradise P1, levava o piloto Leandro Ferreira Pascoal, de 28 anos, a mulher dele, Francieli Reseto Pascoal, e o filho do casal, Felipe Pascoal, de 1 ano e 7 meses.

Piloto Leandro Ferreira Pascoal, a mulher e o filho estavam na aeronave que desapareceu entre Juruena e Juara (Foto: Facebook/Reprodução)

O irmão de Leandro, Fábio Ferreira Pascoal, disse ao G1 que a família ainda não foi encontrada, nem fez contato com familiares.

“Estamos em um grupo de 25 a 30 pessoas, entre familiares e moradores que se ofereceram para ajudar, e entramos na mata”, comentou o irmão.

Leandro, a mulher e o filho decolaram do Distrito Nova União, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, com destino ao município de Juara. Leandro é pecuarista e visitaria familiares na cidade, onde ficaria por três semanas.

Avião desaparecido em Mato Grosso (Foto: G1 MT)

A Polícia Civil de Juara abriu uma investigação sobre o desaparecimento do piloto, da mulher e da criança. O caso é acompanhado pelo delegado regional de Juara, José Carlos de Almeida Junior.

Conforme a Polícia Civil, alguns amigos, no dia do desaparecimento, fizeram buscas por conta própria usando aeronaves particulares. Os amigos fizeram sobrevoos entre Juruena e Juara, mas o avião não foi localizado.

“As buscas estão sendo feitas na mata. Alguns moradores relataram que viram um avião sobrevoando baixo e retornando”, relatou o irmão de Leandro.

Segundo o irmão do piloto, os pais de Leandro estão abalados com o desaparecimento da família.

Desaparecimento

Leandro fez o último contato às 10h30 no sábado, onde disse que estava sobrevoando Juruena e que estava a 40 minutos de Juara. No contato, ele pediu para que a família os buscasse no aeroporto de Juara.

Os celulares de Leandro e Francieli estão fora da área de cobertura. Conforme a família, Leandro tinha costume de fazer esse trajeto há quatro anos e nunca teve problemas. A aeronave pertence ao piloto.

A FAB fez sobrevoos e tenta localizar a aeronave e a família. Os militares usam a aeronave SC-105 Amazonas e o helicóptero H-1H nas buscas.

Ex-funcionários da Varig ainda tentam receber dinheiro 11 anos após falência

Eles pedirão ao desembargador Alexandre Mesquita, juiz da 1ª Vara Empresarial do Rio, que conduz o processo, para autorizar mais um rateio do dinheiro da massa falida.

Onze anos depois de a Varig decretar falência, dois mil ex-funcionários ainda tentam receber o dinheiro referente a salários e direitos trabalhistas. Na semana que vem, eles entregarão ao desembargador Alexandre Mesquita, juiz da 1ª Vara Empresarial do Rio, que conduz o processo, um abaixo assinado com pedido de autorização para realizar um segundo rateio de cerca de R$ 60 milhões, valor correspondente à metade do saldo da massa falida da companhia aérea.

O grupo de ex-funcionários será acompanhado por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para investigar possíveis irregularidades na falência da Varig. Em 2015, parte do dinheiro foi transferido aos credores após uma ordem judicial. No entanto, apenas 8% do total da dívida (limitada a 150 salários para cada um) foram pagos. Originalmente, a Varig tinha um total de 13,5 mil funcionários.

"Há pessoas que conseguiram se realocar no mercado, mas são menos de 10%. Outras tiveram de mudar de país em busca de emprego. Em situações mais graves, algumas estão vivendo de favor com familiares. Mais de 2,2 mil faleceram sem ver seus direitos", lamentou Luiz Motta, ex-comissário de bordo da Varig, de 1979 a 2006, ano em que recebeu o telegrama avisando sobre a demissão.

O avião pertence ao antigo Museu Varig, que funcionou até 2005 (Foto: Roberto Furtado/Divulgação)

Leilões

No mês passado, a massa falida da Varig realizou dois leilões de bens da empresa, incluindo 30 imóveis espalhados pelo Brasil. No total, foram arrecadados R$ 41,9 milhões.

Atualmente, o Centro de Treinamento da Varig, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, é administrado pela massa falida e recebe pilotos e comissários de companhias nacionais e internacionais para treinamento e revalidação de licença.

Ação bilionária

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão que obrigou a União a indenizar a Varig pelo congelamento de tarifas durante o Plano Cruzado, entre outubro de 1985 e janeiro de 1992.

A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) estabelece que a Varig tinha direito a uma indenização de R$ 2,3 bilhões (em valores de 2002). O valor atualizado corrigido pode ultrapassar os R$ 6 bilhões.

Em novembro, a ação seguiu para execução. O pagamento, no entanto, pode levar anos, já que será necessária uma perícia contábil.

O dinheiro deve ser usado para o pagamento de dívidas trabalhistas individuais e com o fundo de previdência Aerus, que reúne ex-funcionários e aposentados pela Varig. A falência foi decretada em 2010.

Nascida em 1927 em Porto Alegre (RS), a Varig teve a falência decretada em 2006. No ano seguinte, foi vendida para a Gol. Na primeira metade dos anos 2000, a companhia transportava uma média de 28 milhões de passageios por ano para 37 cidades do país e para 28 destinos internacionais.

11 de dezembro de 2017

10 de dezembro de 2017

Exército decide trocar general que pediu intervenção militar

Hamilton Mourão disse que governo Temer se transformou em "balcão de negócio

Após afirmar pela segunda vez em menos de três meses a possibilidade de que as Forças Armadas pudessem realizar uma intervenção militar na crise política do país, o general Antonio Hamilton Mourão foi retirado do posto de secretário de Economia e Finanças do Exército. O comunicado foi feito pela instituição neste sábado (9), segundo a Folha de S.Paulo.

Na última quinta-feira (7), durante no Clube do Exército, em Brasília, organizada pelo grupo "Terrorismo Nunca Mais", Mourão reiterou o discurso de três meses atrás, de que os militares poderiam agir "dentro da legalidade" se o "caos" se instalasse no país e que, neste caso, as Forças Armadas teriam papel "moderador e pacificador".


Foto: Reprodução

Mourão, que não poupou críticas aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e ainda acrescentou que o governo de Michel Temer se tornou um "balcão de negócios", defendeu, diante do público, a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro, que é militar da reserva do Exército, como "um homem que não tem telhado de vidro". "Olhamos com muito bons olhos a candidatura do deputado Bolsonaro".

Segundo o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que na primeira ocasião havia amenizado as críticas políticas de Mourão, a instituição vai apresentar o pedido de movimentação de Mourão para o cargo de adido na Secretaria-Geral do Exército ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, "para encaminhamento" ao presidente Temer.

Em 2015, após críticas à ex-presidente Dilma Rousseff, Mourão foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, para o atual posto na Secretaria de Economia e Finanças, em Brasília. 

Ministério Público vê risco de genocídio de índios em Rondônia

MPF apontou que até maio a Funai mantinha ações de fiscalização e monitoramento na região, mas elas "foram abruptamente interrompidas em razão de contingenciamento de recursos por determinação" da Diretoria de Proteção Territorial da Funai.

O Ministério Público Federal de Rondônia advertiu a Funai (Fundação Nacional do Índio) sobre o risco de genocídio de índios no Estado a partir de uma invasão de madeireiros e criadores de gado sobre a Terra Indígena Karipuna, nos municípios de Porto Velho e Nova Mamoré.

O MPF apontou que até maio a Funai mantinha ações de fiscalização e monitoramento na região, mas elas "foram abruptamente interrompidas em razão de contingenciamento de recursos por determinação" da Diretoria de Proteção Territorial da Funai, em Brasília.

"Estamos com medo de massacre mesmo", disse o cacique Adriano Karipuna, que afirma ter sofrido ameaças de morte, há um ano, em ligações anônimas para seu celular.

Segundo ele, os 48 índios karipuna não têm equipamentos para fiscalizar a terra indígena por conta própria.

O cacique disse que tentou mas não conseguiu medidas protetivas do governo de Rondônia. "Toda madrugada saem da nossa terra dez caminhões carregados de tora."

A partir de imagens de satélite do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), o MPF apontou que, na terra karipuna, com 153 mil hectares, foram identificados 88 focos de desmatamento em 2017, em uma área estimada de mil hectares de derrubada ilegal.

"A terra indígena está sendo loteada. Há um trabalho conjunto de madeireiras na região. Parece ser um movimento articulado de ocupação", afirmou o procurador da República Joel Bogo.

O MPF diz que essa foi a segunda terra indígena mais desmatada e degradada na Amazônia Legal no primeiro semestre deste ano. As invasões ocorrem na forma de derrubada de árvores, fixação de marcos e plantio inicial de pasto e outras culturas, "objetivando a ocupação paulatina da terra pública, processo que vem se aprofundando desde 2016."

Dados analisados pelo Ibama confirmam que a região de União Bandeirantes (RO), município próximo da terra karipuna, registra "a maior concentração de polígonos de desmatamento e, por consequência, a maior concentração de autos de infração e embargos" emitidos pelo órgão em todo o país.

Em 2015, nove policiais do Batalhão Ambiental da PM de Rondônia e três fiscais do Ibama foram alvos de um grupo armado em emboscada em União Bandeirantes. Cerca de 60 pessoas cercaram a equipe para impedir a retirada de máquinas e toras apreendidas.

Ao longo das fiscalizações, o Ibama constatou que madeireiras da região que funcionam com planos de manejo florestal autorizados pelo governo de Rondônia na verdade estão fraudando documentos para dar origem legal à madeira roubada dos karipuna.

Ao menos 50% da madeira que circula na região, segundo concluiu o Ibama, não tem origem em planos de manejo.

Coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do órgão, Renê Luiz de Oliveira aponta a necessidade de um trabalho conjunto entre Ibama, Polícia Federal, governo de Rondônia e outros órgãos públicos para o combate às quadrilhas que roubam a madeira da terra karipuna, porque autos de infração já não são suficientes para impedir a depredação.

Para o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), trata-se de "um risco iminente de genocídio". O MPF apontou que a terra karipuna "passa por um processo de invasão em larga escala, em típicos atos de 'grilagem' e de extração irregular de madeiras, que afetam diretamente o modo de vida e a própria existência do povo indígena".

O MPF pediu à Funai um plano emergencial de ação e um plano continuado com participação da PM de Rondônia, Força Nacional, Exército e Ibama.

Em resposta, a Funai informou que a fiscalização na terra indígena ocorreu "em 2015 em três períodos distintos" e também em 2016. O órgão confirmou aos procuradores porém que, em maio, as ações foram "finalizadas em decorrência da grave restrição orçamentária da Funai.

Procuradas pela Folha, a Funai em Brasília e a Secretaria do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia não se manifestaram.

09 de dezembro de 2017

Doméstica é denunciada por morte de estudante após aborto clandestino

Ela responderá por homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e emprego de meio cruel, e crime de aborto com consentimento da gestante.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, na quinta-feira, Lucilene do Nascimento Lourença, acusada de fazer abortos ilegais e de ter causado a morte da estudante Glaice Kelly Sobral, de 20 anos, após um procedimento.

Glaice morreu no dia 28 de julho, dois dias após ser submetida ao procedimento, vítima de um grave quadro infeccioso. Segundo as investigações, Lucilene Lourenço era empregada doméstica e não possuía nenhum tipo de qualificação profissional, instrumentos curúrgicos ou local adequado para qualquer intervenção. Ela responderá por homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e emprego de meio cruel, e crime de aborto com consentimento da gestante.

Lucilene Nascimento Lourenço, empregada doméstica que realizava abortos Foto: Reprodução

Os procedimentos eram realizados na própria residência de Lucilene. Ainda de acordo com a denúncia, a empregada doméstica cobrava R$1.200 por aborto e chegava a realizar mais de um procedimento por dia.

O MPRJ também requereu a decretação da prisão preventiva de Lucilene, já que solta, conforme ressaltou a 35ª DP (Campo Grande), “ela voltaria a realizar procedimentos abortivos, colocando mais vítimas em risco, tendo em vista que agia com total irresponsabilidade e descaso”.

A denúncia destaca a naturalidade com que a empregada doméstica recebeu a informação de que Glaice estaria indo para o hospital, afirmando que outra menina que teria se submetido ao procedimento também precisou ser hospitalizada. Para a Promotoria de Justiça, o tom de normalidade demonstrava que ela continuava a realizar os abortos, sem se preocupar com o risco de morte ao qual submetia as mulheres.

A denúncia aponta, ainda, que a acusada ordenou a destruição de provas durante a investigação, ao determinar que uma testemunha conhecida dela destruísse o chip do telefone pelo qual se comunicavam e dissesse à Polícia que não se conheciam.

Vítima estava grávida de cinco meses quando fez aborto

Policiais civis prenderam Lucilene em outubro deste ano. Ela foi encontrada em casa por agentes da 35°DP (Campo Grande). Segundo as investigações, a vítima Glaice Kelly Sobral estava grávida de aproximadamente cinco meses quando foi submetida ao procedimento.

De acordo com depoimentos de testemunhas, Glaice foi atendida na casa de Lucilene. O procedimento ocorreu em 27 de julho deste ano. Um dia depois, no entanto, a jovem não resistiu. Segundo as investigações, Lucilene não tem nenhuma formação técnica.

08 de dezembro de 2017

ANS suspende a comercialização de 31 planos de saúde a partir desta sexta

Determinação tem por base reclamações relativas à cobertura essencial recebidas no terceiro trimestre de 2017.

Começa a vigorar nesta sexta-feira (8) a suspensão da comercialização de 31 planos de saúde de dez operadoras. A determinação é da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), tendo por base reclamações relativas à cobertura assistencial recebidas no terceiro trimestre de 2017. Entre as principais queixas apresentadas pelos usuários estão a demora no atendimento e as negativas apresentadas pelas empresas. As informações são da Agência Brasil.
A ANS informou que os 167,7 mil beneficiários desses planos suspensos estão protegidos e continuarão sendo assistidos regularmente. De acordo com a agência, os planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes caso seja comprovada a melhoria do atendimento. 


Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A ANS recebeu 15.912 reclamações de natureza assistencial entre o dia 1° de julho e 30 de setembro. Desse total, 14.138 queixas foram encaminhadas para análise. No período, 92% das reclamações foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar, uma solução que é mais rápida para superar o problema. Os casos não resolvidos viram processos contra as operadoras, podendo ser contabilizados para a suspensão da comercialização.
A suspensão está prevista pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, com o objetivo de garantir atendimento de qualidade aos beneficiários. A ANS monitora as reclamações feitas pelos usuários e a cada três meses identifica as operadoras e planos com maior número de reclamações assistenciais, levando em conta também o número de beneficiários e a segmentação assistencial.
As informações sobre o programa de monitoramento por operadora são públicas. O consumidor pode conferir o histórico das empresas antes da compra e saber se ela teve planos suspensos ou reativados. Além disso, é disponibilizado um panorama geral com a classificação de todas as operadoras
Quem busca informações sobre planos ou precisa entrar em contato com a ANS pode acessar os canais de atendimento da agência na internet ou ligar para 0800 7019656.

Moro sugere que Petrobras pague por denúncias internas de corrupção

"Talvez um incentivo financeiro possa servir como estímulo", disse Moro, enquanto citava algumas sugestões para que a estatal evite a repetição dos crimes investigados pela Operação Lava Jato.

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, sugeriu nesta sexta (8) que a Petrobras dê "incentivos financeiros" para empregados que denunciarem atos ilícitos na empresa.
Moro participou ao lado do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, de evento sobre governança corporativa na estatal, que figura em processos julgados pelos dois.
"Talvez um incentivo financeiro possa servir como estímulo", disse Moro, enquanto citava algumas sugestões para que a estatal evite a repetição dos crimes investigados pela Operação Lava Jato.
Ele comentou que, durante o "período de corrupção sistêmica na estatal", havia sinais visíveis de superfaturamento em obras que depois viraram alvo da Lava Jato, mas não houve denúncias.
O presidente da estatal, Pedro Parente, afirmou após o evento que vai estudar o assunto.


Foto: Lula Marques / AGPT

Moro sugeriu ainda que os executivos da empresa seja submetidos a avaliações periódicas de evolução patrimonial -não só com relação aos bens declarados, mas também com investigações sobre como vivem e que bens costumam ostentar.
Parente disse que a Petrobras passará a processos as declarações de imposto de renda que são entregues por executivos e conselheiros e vai passar também a fiscalizar em tempo real e-mails da companhia, com base em palavras chave.
Loteamento
Moro voltou a afirmar que o loteamento político foi a principal causa para o esquema de corrupção na Petrobras e defendeu que a empresa trabalhe para evitar que volte a ocorrer no futuro.
"Chega de nomeações políticas", afirmou, frisando não ver relação entre "a grande maioria" o corpo técnico da estatal e esquema de corrupção composto "empresários e políticos inescrupulosos".
"Tenho muito claro para mim que a Petrobras não é sinônimo de corrupção", afirmou. "Esse processo envergonhou a todos nós, brasileiros, não só à Petrobras".
Na quinta (7), em Curitiba, a Petrobras recebeu o ressarcimento R$ 664 milhões desviados da companhia. Ao todo, R$ 1,47 bilhão já foi devolvido à companhia.

Discurso de Alckmin como chefe do PSDB deverá incluir críticas ao PT

Fala pregará a unidade partidária. Alckmin topou presidir o PSDB num movimento para evitar que o partido rachasse entre a ala mais jovem.

O primeiro discurso do governador Geraldo Alckmin (SP) como presidente do PSDB e presidenciável tucano para 2018 pregará a unidade partidária e deverá conter elementos de antipetismo, responsabilizando as gestões da sigla de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff por mazelas econômicas e casos de corrupção.

O tom exato da fala, que deverá ocorrer ao fim da convenção nacional do PSDB em Brasília neste sábado (9), ainda está sendo modulado. Segundo a reportagem apurou junto à cúpula tucana, a tendência é a manutenção do antipetismo, ainda que haja acenos a um eleitorado mais à esquerda.

Isso sugere que Alckmin mira a fatia do eleitorado que apoia o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por antipetismo, embora seja improvável que com isso atinja aqueles que dizem votar no pré-candidato por suas posições mais extremadas e antiestablishment. O governador, afinal, é uma figura tradicional da política.


 Foto: Luis Blanco/ A2IMG

Alckmin topou presidir o PSDB num movimento para evitar que o partido rachasse entre a ala mais jovem, liderada pelo senador Tasso Jereissati (CE), e o grupo do governador Marconi Perillo (GO). Além de ganharem cargos na divisão do butim de poder, ambos serão alvo de deferências do tucano em seu discurso.

O partido ainda tenta demover Aécio Neves, seu presidente licenciado desde que foi atingido pela delação da JBS em maio e fonte de grande desgaste junto à opinião pública, de participar da convenção. Tucanos temem o dano à imagem de Alckmin na primeira grande fotografia da campanha.

Há ainda a questão da vontade do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, de disputar prévias e provocar Alckmin a aceitá-las. Líderes da sigla estão conversando sobre como lidar com o assunto.

Ainda sobre a parte "presidencial" do discurso, o tucano deverá seguir a abordagem híbrida sugerida em documento coordenado pelo ex-senador José Aníbal e endossada em entrevista à Folha de S.Paulo nesta sexta (8) pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defendendo crescimento econômico, responsabilidade fiscal, temas cotidianos como segurança pública e acenando à esquerda com promessa de maior inclusão social.

FHC foi defensor do movimento para colocar Alckmin na chefia do partido, que além de ajudar a unificar a legenda lhe garante palanque de mídia e estrutura para viagens políticas após sua desincompatibilização, que deve ocorrer em abril.

07 de dezembro de 2017

Com medo de invasão, facção escolhe sucessor de Rogério 157

Rogério foi preso na manhã dessa quarta-feira, durante operação na favela Parque Arará, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Ele estava escondido numa casa e não resistiu à prisão

Segundo informações da Polícia Civil, ele deve ficar no posto até que a cúpula da facção dê a ordem para que outro chefe assuma. Assim como Rogério, Gênio fazia parte da facção Amigos dos Amigos (ADA) e passou a integrar o CV quando teve início a guerra com Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, antigo chefe do tráfico local.

O traficante foi encaminhado para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho (zona norte).Foto: Fabio Teixeira/Folhapress

Apesar da ADA ser a facção que controlava a Rocinha até a guerra em setembro deste ano, a quadrilha está enfraquecida desde que perdeu a favela. Por isso, os criminosos do CV temem que haja uma invasão de outro rival, o Terceiro Comando Puro (TCP).

Gênio foi indiciado num inquérito da 11ª DP (Rocinha) sobre a guerra pelo controle da comunidade. Sua prisão provisória foi decretada pela Justiça. Ainda de acordo com informações da polícia, um dos criminosos que poderia assumir definitivamente o controle da Rocinha é Alberto Ribeiro Sant´anna, o Cachorrão, braço-direito de Rogério 157, mas o criminoso foi preso no mês passado. Ele é apontado como um dos articuladores da guerra na favela.

Rogério 157 foi o pivô de uma guerra que tomou conta da Rocinha no dia 17 de setembro deste ano. Na madrugada daquele dia, um bando de cerca de 60 homens invadiu a comunidade a mando de Nem da Rocinha. O objetivo de Nem — que está preso — era tomar o controle do tráfico da favela de Rogério, seu ex-aliado. Homens das Forças Armadas chegaram a ocupar a favela. Rogério, que integrava a ADA, passou para o CV.

Rogério foi preso na manhã dessa quarta-feira, durante operação na favela Parque Arará, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Ele estava escondido numa casa e não resistiu à prisão.

05 de dezembro de 2017

Motorista é preso com mais de R$ 1,4 milhão em fundo falso de micro-ônibus

Condutor foi abordado pela Polícia Militar Rodoviária, em Rosana (SP), e confessou que levaria o dinheiro para Dourados (MS).

A Polícia Militar Rodoviária apreendeu na noite desta segunda-feira (4), em Rosana (SP), mais de R$ 1,4 milhão dentro de um micro-ônibus abordado na Rodovia Arlindo Béttio (SP-613). Um homem de 51 anos foi preso por evasão de divisas.

Dinheiro estava em um fundo falso no veículo abordado em Rosana (SP) (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Segundo a corporação, o veículo, com placas de Dourados (MS) e conduzido pelo homem de 51 anos, foi parado por volta das 21h30. Durante a vistoria, o condutor apresentou “nervosismo exacerbado” e respostas contraditórias sobre a motivação da viagem, o que provocou a fiscalização minuciosa no micro-ônibus.

Dinheiro estava em um fundo falso no veículo abordado em Rosana (SP) (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Em um fundo falso, na segunda fileira de bancos, foi encontrada grande quantidade de dinheiro em espécie – R$ 1.435.825,00 – em cédulas aparentemente verdadeiras.

Questionado, o condutor disse que foi contratado por uma pessoa de nacionalidade paraguaia para fazer o transporte de Maringá (PR) para Dourados (MS), e que receberia 3% do valor total transportado.

Dinheiro estava em um fundo falso no veículo abordado em Rosana (SP) (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Foi dada voz de prisão em flagrante delito ao condutor pelo crime de evasão de divisas.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal, em Presidente Prudente, que ratificou a voz de prisão em flagrante delito para o autor, bem como elaborou o auto de apreensão do dinheiro e do veículo utilizado.

O motorista permaneceu preso para ser apresentado à audiência de custódia na Justiça.


Massacre em Janaúba completa 2 meses: mulher e 4 crianças estão internadas

A auxiliar de professora Jéssica Santos não resiste aos ferimentos e se torna a 12ª vítima do massacre. Famílias começarão a receber a indenização em janeiro

O massacre na creche Gente Inocente, em Janaúba (MG) completa dois meses nesta terça-feira (5/12). Nessa segunda-feira (4/12), o número de mortos subiu para 13, com a morte da auxiliar de professora Jéssica Morgana Silva Santos, de 23 anos, que estava internada em estado grave na Santa Casa de Montes Claros. O óbito foi confirmado pela Prefeitura de Janaúba. O incêndio criminoso provocado pelo vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos matou ainda nove crianças e a professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, que perdeu a vida tentando salvar os alunos.


Dois meses após a tragédia em Janaúba: famílias devem receber indenizações. Foto: Reprodução/Luiz Ribeiro/EM

Em 6 de novembro, a auxiliar de professora Geni Oliveira Lopes Martins, de 63, que também trabalhava na instituição, morreu após ficar 31 dias internada. Mais de 40 pessoas ficaram feridas no incêndio que comoveu o país. Cinco vítimas seguem internadas em estado grave: quatro crianças e uma mulher.

Indenizações serão pagas

Ontem, a Prefeitura de Janaúba anunciou a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Publico de Minas Gerais (MPMG) sobre indenizações. O município vai pagar R$ 12 mil, divididos em 12 parcelas, de janeiro a dezembro de 2018, para as famílias das crianças mortas na barbárie. As pessoas que sofreram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus e que tiveram “incapacidade laboral por mais 30 dias ou outra forma de lesão corporal de natureza grave ou gravíssima”, também vão receber montante igual.

O mesmo valor será pago às famílias da professora Heley Abreu Batista e da auxiliar Geni Oliveira. Quem teve algum tipo de ferimento terá direito a R$ 6 mil, também divididos em 12 parcelas. A assinatura do termo de conduta não impede que as famílias entrem com ações indenizatórias contra a prefeitura.

04 de dezembro de 2017

Bombeiro queria explodir viatura roubada no Congresso Nacional

Sargento estava à paisana quando, sem autorização, retirou veículo de quartel. Áudios mostram que ele desobedeceu ordens de parada; PMs atiraram em pneus para interceptá-lo. Juiz manteve homem preso alegando risco de caso se repetir.

Peritos da Polícia Civil encontraram duas latas de cerveja no caminhão de bombeiros furtado no Distrito Federal na madrugada deste domingo (3) por um militar da corporação. O homem, identificado como Fábricio Marcos de Araújo, estava à paisana quando retirou sem autorização o veículo do quartel, em Ceilândia, e dirigiu até o Congresso Nacional – quase 30 quilômetros.

A motivação do crime não foi revelada. Em ocorrência registrada no Corpo de Bombeiros após prendê-lo, uma testemunha afirmou que o sargento disse em áudio em rede social ter "intenção de explodir a viatura no prédio do Congresso Nacional". A defesa dele disse que vai aguardar mais dados para se pronunciar.

Ocorrência registrada no Corpo de Bombeiros do DF contra militar que furtou caminhão da corporação (Foto: Reprodução)

"O militar se mostrava muito indignado com a situação do país em geral e bastante perturbado emocionalmente. O militar não se encontrava em suas plenas faculdades mentais, mas com o decorrer do tempo demonstrou que aparentemente estava ciente de suas atitudes."

A testemunha também afirmou que o homem estava com "forte odor etílico". Araújo passou por audiência de custódia ainda neste domingo, e a Justiça decidiu mantê-lo detido. A prisão dele foi convertida em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.

O advogado dele, Rodrigo Veiga, disse acreditar que terrorismo, religião e política não seriam as motivações para a ação do militar, mas não soube apontar qual seria a razão. O segundo sargento deve passar por nova avaliação psiquiátrica.

O homem é réu primário e tem bons antecedentes. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele não tem histórico negativo na corporação. Araújo, que tem pelo menos dez anos na corporação e é segundo sargento, está no Núcleo de Custódia do Corpo de Bombeiros.

Trajeto feito por bombeiro que furtou caminhão da corporação no DF e dirigiu na direção do Congresso Nacional (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Perseguição

O segundo sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Marcos de Araújo, de 44 anos, saiu do 8º Grupamento de Bombeiro Militar (Ceilândia) por volta de 1h deste domingo (3). Ele não estava de serviço e, por isso, estava à paisana. O homem não tinha autorização para retirar o caminhão do local.

Bombeiro que roubou caminhão e seguiu em direção ao Congresso ficará preso

O veículo é um ABT 108 – abreviação de auto-bomba-tanque, modelo que leva 3.750 litros de água e 250 litros de espuma, destinado a combater incêndios em locais com risco de choque elétrico. Araújo partiu do quartel, na Avenida Hélio Prates, divisa com Taguatinga, rumo à Estrutural.

Quase metade dos municípios decretou emergência ou calamidade de 2003 a 2016

No mesmo período, de acordo com o relatório, 48 milhões de pessoas foram afetadas por secas (duradouras) ou estiagens (passageiras) no Brasil.

Entre os anos de 2003 e 2016, praticamente metade dos 5.570 municípios do país foi obrigada a decretar, pelo menos uma vez em sete anos diferentes, situação de emergência ou estado de calamidade pública em virtude de secas e estiagens. De acordo com o relatório pleno de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2017, divulgado hoje (4) pela Agência Nacional de Águas (ANA), do total de cidades afetadas por longos períodos sem chuva, 1.794 são da região Nordeste.

No mesmo período, de acordo com o relatório, 48 milhões de pessoas foram afetadas por secas (duradouras) ou estiagens (passageiras) no Brasil. Ao todo, foram registrados 4.824 eventos de seca com danos humanos. Somente no ano passado, 18 milhões de habitantes do país foram afetados por fenômenos climáticos que provocaram escassez hídrica. Desse total, 84% viviam na região Nordeste.

Ainda conforme o relatório, o Nordeste registrou 83% dos 5.154 eventos de secas registrados no país entre os anos de 2003 e 2016, que prejudicam a oferta de água para abastecimento público, geração hidrelétrica, irrigação, produção industrial e navegação.

Região Nordeste é a mais afetada por secas e estiagens, mas não é a única (Foto: Agência Brasil)

Em sua terceira edição, o relatório pleno de Conjuntura dos Recursos Hídricos é composto por dados de mais de 50 instituições parceiras da ANA e faz uma radiografia da situação das águas do país.

Conforme o levantamento, secas e cheias representaram 84% dos quase 39 mil desastres naturais entre 1991 e 2012, afetando cerca de 127 milhões de brasileiros. No período de 1995 a 2014, as perdas decorrentes desses problemas chegaram a R$ 182,7 bilhões. Em media, os prejuízos são de R$ 9 bilhões por ano ou aproximadamente R$ 800 milhões por mês.

Enxurradas

Se a seca causou impacto nas cidades nordestinas, o relatório mostra que as fortes chuvas e as cheias atingiram especialmente municípios do Sul do país. Entre 2003 e 2016, 47,5% dos municípios do país declararam situação de emergência ou estado de calamidade pelo menos uma vez por causa de cheias. Desses, 55% (1.435) ficam no Sudeste ou no Sul.

“Ao contabilizar eventos de cheia, o Conjuntura informa que entre 2013 e 2016 um total de 7,7 milhões de brasileiros sofreram com os impactos dos diferentes tipos de cheias: alagamentos, enxurradas e inundações. Apenas em 2016, cerca de 1,3 milhão de habitantes sofreram com a água em excesso” diz trecho do relatório.

No período, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul tiveram 44% dos registros de eventos de cheias associados a danos para pessoas no país.

Consumo

De acordo com o relatório, em média, por ano, do total de água retirada dos rios, córregos, lagoas, lagos e reservatórios no país, 46,2% vão para irrigação, 23,3% para abastecimento urbano, 10,3% para termoelétricas, 9,2% para a indústria, 7,9% para abastecimento animal, 1,6% para abastecimento rural e o mesmo percentual para mineração.

Do total de água consumida no país, 67,2% são utilizadas para irrigação, 11,1% no abastecimento animal, 9,5% na indústria, 8,8% no abastecimento urbano, 2,4% no abastecimento rural, 0,8% na mineração e 0,3% nas termoelétricas.

Segundo o estudo, a demanda por uso de água no Brasil é crescente, com aumento estimado de aproximadamente 80% no total retirado de água nas últimas duas décadas. “Até 2030, a previsão é de que a retirada aumente em 30%”, mostra o relatório. De acordo com a ANA, a evolução do uso da água está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e ao processo de urbanização do país.

Maia espera ter ideia de apoio à reforma da Previdência até 5ª

Maia, que havia afirmado que o apoio à reforma ainda estava "muito longe" dos 308 votos necessários, adotou um tom mais otimista após reunião com líderes

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na noite de domingo esperar ter uma ideia até a próxima quinta-feira de quantos votos favoráveis à reforma da Previdência existem na Casa. Maia se reuniu na noite de domingo com o presidente Michel Temer, líderes e presidentes de partidos da base aliada e ministros e afirmou que as lideranças das siglas que dão sustentação a Temer manifestaram apoio à reforma.

“Fizemos uma reunião com os partidos da base. Todos se manifestaram e acho que a gente sai da reunião de hoje com uma expectativa muito grande de conseguir reunir os votos desses partidos, que somam mais de 320 votos. Acho que a gente passa, de forma organizada, a ter condições de trabalhar a votação da reforma da Previdência”, disse Maia a jornalistas após o encontro.

“O compromisso de todos os partidos de trabalhar em suas bancadas, alguns fechando questão, outros mais no convencimento, mas com a certeza que todos os partidos vão trabalhar de hoje até quarta ou quinta-feira para que a gente possa, na quarta à noite ou na quinta de manhã, ter uma análise melhor de quantos votos a gente tem.”

Maia, que na semana passada havia afirmado que o apoio à reforma ainda estava “muito longe” dos 308 votos necessários para ser aprovada na Câmara, adotou um tom mais otimista após a reunião da noite de domingo e voltou a falar em aprovar a proposta na Casa ainda em 2017.

“Há um compromisso dos presidentes de partidos, dos líderes, com a reforma, ficou claro isso hoje. Vamos trabalhar. Eu espero que a gente consiga votar a reforma ainda este ano”, disse.

Para que a reforma seja aprovada na Câmara e avance para o Senado, são necessários os votos de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação no plenário da Casa.

Bombeiro furta viatura e tenta invadir Esplanada dos Ministérios

Polícia Civil começa a investigar nesta segunda-feira o episódio em que um bombeiro roubou uma viatura e só parou depois de a PM atirar nas rodas do veículo, já na Esplanada dos Ministérios

O episódio em que o 2º sargento Fabrício Marcos de Araújo, 44 anos, furtou, na madrugada de domingo (3/12), um caminhão do Corpo de Bombeiros em Ceilândia e dirigiu mais de 31km até ser detido, a tiros, na Esplanada dos Ministérios, resultou em quatro acusações contra o militar e sua prisão preventiva decretada. No entanto, uma série de perguntas continuam à espera de respostas, que caberá à Polícia Civil tentar responder a partir desta segunda-feira.

Ainda não foi esclarecida a real intenção do motorista. Em um áudio enviado pelo celular a colegas, o militar disse que não queria pretendia machucar ninguém e que, quando chegasse ao Congresso Nacional, pararia. No entanto, em depoimentos aos quais o Correio teve acesso, testemunhas citaram a existência de outras mensagens em que Fabrício manifestaria o desejo de "causar danos" à sede do Legislativo e "explodir a viatura" no prédio.

Também ainda não foi esclarecido como o bombeiro conseguiu entrar na unidade, pegar a chave e sair do local com uma das maiores viaturas, destinada ao combate de grandes incêndios. Nenhum integrante do comando do Corpo de Bombeiros se pronunciou sobre esses fatos.

Ao fim da perseguição, a viatura parou na contramão na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional. Foto: Divulgação/PMDF

As poucas explicações vieram por meio de nota oficial da Secretaria de Segurança Pública, no meio da tarde de domingo. O texto, assinado também pelo Corpo de Bombeiros Militar e pelas polícias Civil e Militar, fala que, a princípio, não há elementos que indicam a intenção de atentado terrorista, mesmo que as investigações por parte da Polícia Civil ainda não tenham sido iniciadas antes mesmo do início das investigações por parte da Polícia Civil. A equipe responsável pelo caso começa a trabalhar hoje. Ontem, foi realizada apenas a perícia no local em que o caminhão parou.

Perseguição na madrugada

O que se sabia até o fim da noite é que o 2° sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Marcos de Araújo, 44 anos, saiu do 8º Grupamento de Bombeiro Militar, em Ceilândia, na Avenida Hélio Prates, divisa com Taguatinga, pouco depois da 1h de domingo. Ao volante do caminhão ABT 108, onde ele trabalha, o militar seguiu pela Hélio Prates em direção à Estrutural.

ABT é a abreviação de Auto-bomba-tanque. O modelo do Corpo de Bombeiros do DF tem capacidade para levar 3.750 litros de água e 250 litros de espuma — destinada principalmente a incêndio onde há risco de choque elétrico. O Correio apurou que o caminhão furtado estava com água, pronto para o combate ao fogo, o que não impediu o militar de circular acima dos limites da via.

A perseguição de equipes da Polícia Militar teve início na pista que liga as duas mais populosas cidades do Distrito Federal ao Plano Piloto, onde a velocidade permitida é de 80km/h. Quando o caminhão do Corpo de Bombeiros entrou no Eixo Monumental, o cerco incluiu 15 viaturas da PM e dos Bombeiros. Os policiais disseram ter feito de tudo para conter o bombeiro, naquela altura, menos atirar.

Foi ao passarem pela Rodoviária do Plano Piloto, na S1, em direção à Praça dos Três Poderes, que os militares partiram para o último recurso. Pouco depois da Catedral Metropolitana de Brasília, por volta de 1h50, um deles fez ao menos 10 disparos. Após o motorista perder o controle da direção, o veículo rodou, quase tombou e ficou parado na contramão, ao lado do canteiro central.

Tensão filmada

O cerco e a perseguição foram filmados e narrados por alguns dos envolvidos. Os vídeos, aos quais o Correio teve acesso, mostram a tensão. Os PMs da Rotam e da Patamo, que iniciaram a perseguição na via Estrutural, demonstraram a preocupação de haver um refém no caminhão do Corpo de Bombeiros. Eles só decidiram atirar após constatar que não havia ninguém além do motorista.

Enquanto um policial se assegurava da ausência de civis ou militares na linha de fogo, o outro fazia a mira, com o carro da PM em alta velocidade. Depois de alguns minutos, finalmente, o atirador comemorou o sucesso dos disparos. Tiros acertaram primeiro pneus dianteiros do caminhão. Em seguida, atingiram traseiros. Sem estabilidade, a viatura derrapou e os policiais militares conseguiram deter o bombeiro.

Logo todos os PMs participantes da perseguição cercaram o caminhão. Ileso, o bombeiro não esboçou qualquer reação. Os PMs o levaram ao 1º Grupamento de de Bombeiro Militar, ao lado do Palácio do Planalto. Um major, oficial de plantão na unidade, deu a voz de prisão ao 2º sargento. No momento do crime, a Esplanada estava fechada parcialmente ao trânsito de veículos devido a um evento esportivo marcado para a manhã de domingo.

03 de dezembro de 2017

Brasileiros vão até o Paraguai para abastecer em forma de protesto

Comboio formado por mais de mil carros começou a ser organizado em novembro. Intenção, segundo organizadores, é mostrar indignação com carga tributária do Brasil.

Um comboio de brasileiros com mais de mil carros, segundo os organizadores, atravessou a fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, no começo da tarde deste domingo (3), para abastecer no país vizinho em forma de protesto aos altos preços dos combustíveis praticados no Brasil.

O grupo formado por moradores de cerca de 12 cidades da região sul do estado escolheu um posto da avenida Brasil, a principal de Pedro Juan Caballero, para realizar o manifesto. No local eles encontraram gasolina a R$ 2,65 o litro, álcool a R$ 2,47 e diesel a R$ 2,68. No Brasil, a gasolina, por exemplo, passa dos R$ 4,20.

De acordo com os idealizadores do Movimento Combustível Justo, a intenção, além de protestar, é mostrar indignação pelo fato de o combustível vendido no Paraguai ter saído do Brasil e, mesmo assim, ser comercializado a um preço menor no país vizinho. A polícia não acompanhou o protesto, que contou ainda com panfletagem.

"Queremos mostrar a realidade de um poaís onde existe um imposto único. No Brasil nós estamos sendo assaltados pela alta carga tributária. Não dá para pagarmos uma conta que é da corrupção. Nossa luta é uma luta do povo, sem patrocínio parlamentar", explicou o advogado Sindoley Luiz Souza, que está à frente do protesto.

Enquanto aguardava a fila para abastecer, Sindoley fez uma conta para o G1. O advogado afirmou que no Brasil paga R$ 191 para completar o tanque do carro dele. Já do lado de lá da fronteira vai abastecer por R$ 119. Uma economia de R$ 72.

Depois de completar o tanque, parte dos manifestantes pretende voltar para casa. A outra deve permanecer no país vizinho para fazer compras, já que Pedro Juan Caballero é conhecida como uma cidade de vários comércios, onde os preços, mais uma vez, costumam atrair brasileiros.

Mega-Sena acumula e prêmio pode chegar a mais de R$ 6 milhões

Os números do concurso 1993 foram: 06, 17, 33, 48, 50, 57.

Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas neste sábado (2), em Cardoso Moreira, no RJ. Os números do concurso 1993 foram: 06, 17, 33, 48, 50, 57. Segundo informações da Caixa Econômica Federal, o prêmio para o próximo concurso será de R$ 6,7 milhões.

Confira o rateio:
Sena - 6 números acertados - Não houve acertador
Quina - 5 números acertados - 39 apostas ganhadoras, R$ 42.108,85
Quadra - 4 números acertados - 3.063 apostas ganhadoras, R$ 765,93

Quina
O concurso 4.546 da Quina deste sábado (2) também não teve ganhador. De acordo com a Caixa Econômica Federal, o prêmio para o próximo concurso deverá ser de R$ 5,7 milhões. Os números sorteados foram: 08, 39, 60, 62, 71.
Confira o rateio:
Quina - 5 números acertados - Não houve acertador
Quadra - 4 números acertados - 61 apostas ganhadoras, R$ 8.568,61
Terno - 3 números acertados - 4.477 apostas ganhadoras, R$ 175,56
Duque - 2 números acertados - 130.141 apostas ganhadoras, R$ 3,32

Timemania
O concurso 1.114 da Timemania realizado neste sábado (2) não teve ganhador. As dezenas sorteadas foram: 08, 31, 33, 41, 45, 67, 73.
O time do coração foi a XV Piracicaba/SP. O prêmio para o próximo concurso deve ser de R$ 32,2 milhões. Veja o rateio:
7 números acertados - Não houve acertador
6 números acertados - 5 apostas ganhadoras, R$ 76.745,56
5 números acertados - 591 apostas ganhadoras, R$ 927,55
4 números acertados - 11.354 apostas ganhadoras, R$ 6,00
3 números acertados - 113.234 apostas ganhadoras, R$ 2,00
Time do Coração: XV Piracicaba/SP - 22.313 apostas ganhadoras, R$ 5,00

Dupla-sena
Ninguém acertou os dois sorteios do concurso 1.725 da Dupla Sena realizado neste sábado (2). A Caixa Econômica Federal prevê um prêmio de R$ 4,6 milhões para o próximo o concurso.
Os números do 1º sorteio foram: 02, 14, 23, 26, 32, 43. Já as dezenas do 2ª sorteio são: 04, 21, 29, 36, 38, 42.
Confira o rateio:
Premiação - 1º Sorteio
Sena - 6 números acertados - Não houve acertador
Quina - 5 números acertados - 31 apostas ganhadoras, R$ 2.716,18
Quadra - 4 números acertados - 1.463 apostas ganhadoras, R$ 65,77
Terno - 3 números acertados - 24.658 apostas ganhadoras, R$ 1,95
Premiação - 2º Sorteio
Sena - 6 números acertados - Não houve acertador
Quina - 5 números acertados - 24 apostas ganhadoras, R$ 3.157,56
Quadra - 4 números acertados - 1.242 apostas ganhadoras, R$ 77,48
Terno - 3 números acertados - 22.772 apostas ganhadoras, R$ 2,11

Federal
O concurso 05235 da Federal ocorreu neste sábado (2). Confira os bilhetes sorteados e o rateio:
1º bilhete: 18846 - R$ 700.000,00
2º bilhete: 18967 - R$ 36.000,00
3º bilhete: 25586 - R$ 30.000,00
4º bilhete: 83574 - R$ 24.700,00
5º bilhete: 17089 - R$ 20.146,00

01 de dezembro de 2017

TSE lança título de eleitor digital que pode substituir documento impresso

E-título foi apresentado nesta sexta (1º) pelo presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes. Documento virtual exibe a foto dos eleitores que já passaram pelo cadastro biométrico.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, lançou nesta sexta-feira (1º) o E-título, documento digital que pode substituir no dia da eleição o título de eleitor. A novidade já valerá na eleição do ano que vem para qualquer eleitor.

Os eleitores podem acessar o E-título diretamente em um aplicativo que pode ser baixado gratuitamente por smartphone ou tablet por meio da App Store (sistema IOS) e do Google Play (sistema Android).

Por enquanto, somente os celulares ou tablets que rodam o sistema Android podem baixar o aplicativo do TSE. Nos casos de equipamentos com IOS, informou a assessoria do tribunal, o aplicativo estará disponível para download em dez dias, na loja da App Store.

E-título poderá ser exibido pelos eleitores em celulares ou tablets (Foto: Reprodução, TSE)

A versão digital do título de eleitor apresenta novidades em relação ao documento tradicional. O E-título exibe informações sobre quitação eleitoral, dados sobre cadastramento biométrico e endereço do local de votação, disponibilizando, inclusive, um mapa com geolocalização.

Além disso, para quem já passou pelo cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral, o E-título exibirá a foto do eleitor, que é tirada na mesma ocasião em que é coletada a biometria. Para quem não fez cadastramento biométrico, a foto não aparece.

O documento digital de identificação dos eleitores também terá um QR Code para a validação na zona eleitoral. Ao inserir no aplicativo o número do título eleitoral, o nome do eleitor, a filiação e a data de nascimento, o E-título será validado e liberado.

Segundo a assessoria do TSE, o novo documento digital foi desenvolvido integralmente pela Justiça Eleitoral, uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) adotada por Gilmar Mendes para distribuição nacional.

A implementação do E-título foi feita em conjunto pelos servidores da área de TI do Tribunal Superior Eleitoral e do TRE do Acre. Conforme a assessoria do TSE, a iniciativa não gerou custos extras para os cofres públicos.

Título de eleitor impresso

Apesar de os eleitores passarem a ter a possibilidade de apresentar na hora da votação apenas o celular ou o tablet com o E-título, o documento tradicional, impresso, continuará valendo.

No caso de o eleitor optar pelo título de eleitor, ele terá que apresentar, como já é exigido atualmente pela Justiça Eleitoral, um documento com foto, como carteira de identidade ou de habilitação.

A versão impressa do título continuará sem foto, mesmo para os eleitores que já tenham feito o cadastro biométrico.

Os eleitores que comparecerem à seção eleitoral com o E-título só precisarão apresentar o documento digital.

Polícia Federal investiga ataque de madeireiros contra indígenas em Rondônia

Imagens e vídeos feitos com celular pelos próprios indígenas mostram ao menos dois caminhões carregados de toras.

A Polícia Federal em Rondônia investiga uma tentativa de assassinato contra um dos indígenas paiter-suruís que haviam confrontado e expulsado madeireiros da Terra Indígena Sete de Setembro, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.

Narayni Suruí, 34, relatou que um madeireiro disparou três vezes contra ele por volta das 19h30 desta quarta-feira (29), na estrada que liga Cacoal (480 km de Porto Velho) à terra indígena. Ele voltava para a sua aldeia em uma moto, com a mulher na garupa. Ninguém foi atingido.

Narayni identificou o autor dos disparos pelo apelido de Rael. Ele faria parte de um grupo de madeireiros flagrados com quatro caminhões carregados com toras de castanheira dentro da Sete de Setembro, na quinta-feira da semana passada (23).

Imagens e vídeos feitos com celular pelos próprios indígenas mostram ao menos dois caminhões carregados de toras, um deles supostamente dirigido por Rael. Segundo Narayni, os paiter-suruís quebraram o vidro de um dos veículos.

Madeireiros em área indígena

A PF confirmou o confronto com madeireiros na semana passada e coletou os depoimentos sobre o suposto atentando nesta quinta-feira (30). O caso está sendo investigado pela delegacia de Ji-Paraná, a 105 km de Cacoal.

"Os madeireiros acham que têm o direito da terra indígena como se fosse terra de ninguém para explorar os recursos naturais. Para eles, não temos o direito de defender o nosso território", afirma Julio Suruí, irmão de Narayni e uma das principais lideranças da Sete de Setembo.

A retirada de madeira de terras indígenas é ilegal. Além disso, a legislação proíbe a derrubada da castanheira, uma das principais fontes de renda para populações tradicionais da Amazônia.

Cercada por cidades e pastagens, a Sete de Setembro é uma das terras indígenas mais pressionadas da Amazônia. Além dos madeireiros, um problema antigo, os paiter-suruís sofrem com uma invasão recente de garimpeiros de ouro e diamante.

Por causa das constantes ameaças de madeireiros, o cacique Almir Suruí, uma das principais lideranças indígenas do país, ficou sob a proteção da Força Nacional entre 2012 e 2013.

30 de novembro de 2017

Polícia ocupa favela no Rio após criminosos destruírem posto da PM

A ação visa prender o traficante Wagner Barreto de Alencar, o Cachulé, e sua quadrilha.

Com apoio das Forças Armadas, as forças de segurança do Rio de Janeiro ocupam, desde o fim da madrugada desta quinta-feira (30), os principais acessos à Vila Joaniza, na favela do Barbante, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Cerca de 1.500 homens da Marinha, do Exército e da Aeronáutica são responsáveis pelo cerco, que tem o objetivo de combater o crime organizado na região. As equipes estão posicionadas em pontos estratégicos. A Polícia Federal também participa do cerco. As informações são da Agência Brasil.
A ação visa prender o traficante Wagner Barreto de Alencar, o Cachulé, e sua quadrilha. Um grupo de 40 traficantes destruiu, no sábado passado (25), o Posto de Policiamento Comunitário da Polícia Militar da Vila Joaniza, em represália à proibição, ordenada pela comunidade, de um baile funk.


Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Cachulé é o principal suspeito de ordenar a destruição do posto policial e acuar os dois militares de serviço no local. Com reforço do Batalhão de Choque e auxílio de um helicóptero da corporação, os policiais foram resgatados. Ele é acusado de liderar o tráfico de drogas na comunidade e de ser ligado à facção criminosa Comando Vermelho. Cachulé responde por vários crimes e é considerado foragido da Justiça.
A operação conta com carros blindados, que estão posicionados na entrada das duas favelas. O espaço aéreo na região foi fechado para movimentação dos helicópteros das forças de segurança estaduais, o que não atrapalha a chegada e a partida dos voos no aeroporto do Galeão, que fica no mesmo bairro, mas distante da região da ação policial.

Desemprego recua para 12,2% no trimestre encerrado em outubro

O país fechou o trimestre encerrado em outubro com 12,7 milhões de pessoas desocupadas, que são desempregados na fila por emprego.

O desemprego no país recuou para 12,2% no trimestre encerrado em outubro, divulgou o IBGE na manhã desta quinta-feira (30). A taxa no trimestre imediatamente anterior, encerrado em julho, a taxa havia sido de 12,8%.

Os dados constam da Pnad Contínua, pesquisa oficial de emprego do instituto, cuja abrangência é nacional e engloba trabalhos formais e informais.

O país fechou o trimestre encerrado em outubro com 12,7 milhões de pessoas desocupadas, que são desempregados na fila por emprego. O montante representa queda de 4,4% em relação as 13,3 milhões do trimestre findo em julho. A diferença, de 586 mil pessoas, é referente à quantidade de cidadãos que deixaram a fila do emprego.

Depois de bater sucessivos recordes a partir de meados de 2015, o desemprego vem em trajetória de queda no país desde janeiro deste ano.

Há aumento, no entanto, de vagas informais em detrimento de postos com carteira. Tem aumentado o contingente de trabalhadores por conta própria (pequenos empresários sem funcionários ou pessoas jurídicas que prestam serviços para empresas) e empregados sem carteira assinada.

Esse modelo de trabalho é considerado de menor qualidade em relação aos postos com carteira assinada, protegidos pelas leis trabalhistas. De todo modo, em razão da crise e a redução de vagas formais, são os empregos de menor qualidade que sustentam a melhora da taxa de emprego.

O contingente de ocupados no país -pessoas que estão de fato trabalhando, independentemente do modelo de contratação- atingiu 91,5 milhões no trimestre encerrado em outubro. O montante representa alta de 1% frente ao trimestre findo em julho.


Foto: Fotos Públicas

As mudanças provenientes da reforma trabalhista ainda não estão contempladas na pesquisa de emprego do IBGE. O instituto está estudando a forma de quantificar a taxa de desemprego do país que atenda às novas regras.

Houve no período aumento de 1,4% de trabalhadores sem carteira assinada, por conta própria, que somaram 23 milhões de pessoas no período. O número de empregados com carteira assinada permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, com 33,3 milhões de registrados.

A carteira assinada havia parado de cair na divulgação anterior, referente ao trimestre encerrado em julho, frente ao período imediatamente anterior.

Ainda assim, no trimestre encerrado em outubro, houve queda de 2,2% dos trabalhadores com carteira em relação ao mesmo período do ano anterior, com menos 738 mil empregados.

Há um ano

Apesar de estar em queda, o desemprego neste ano continua mais alto que o verificado no ano passado. No trimestre encerrado em outubro de 2016, a taxa estava em 11,8%, o que é 1 ponto percentual a menos que o verificado em período equivalente este ano.

Houve um aumento de 698 mil pessoas desocupadas no país, ou 5,8%, nessa mesma comparação.

27 de novembro de 2017

Corpo de atleta desaparecido durante o Ironman é encontrado em Fortaleza

Genilson Lima, de 48 anos, desapareceu durante a primeira etapa de prova ocorrida neste fim de semana em Fortaleza.

O Corpo de Bombeiros localizou na tarde desta segunda-feira (27) o corpo do triatleta Genilson Lima, 48 anos, que estava desaparecido desde a manhã de domingo (26), quando ele havia se perdido na primeira etapa do Ironman Fortaleza 2017.

O corpo foi encontrado na praia da Leste-Oeste, no Bairro Moura Brasil, a poucos metros do local da largada da prova, na Praia Formosa. O resgate do cadáver ocorreu depois de mais de 24 horas de buscas de vários bombeiros e policiais. A filha de Genilson, Gabriela Lima, identificou o cadáver do pai no local, às 17h10 (horário local) desta segunda-feira.

Genilson Lima, 48 anos, desapareceu durante a prova de natação do Ironman (Foto: Reprodução/ Facebook Gabriela Lima)

"Ele [o cadáver] emergiu, aparentemente ele estava preso às pedras onde a gente suspeitava mesmo, no Espigão. A motoaquática dos bombeiros estava próxima e viu quando o corpo emergiu", afirmou o coronel Marcos Costa, da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).

Sem completar a prova

Ainda conforme a filha do atleta, ele desapareceu antes de concluir a primeira etapa da prova, 1,9 quilômetro na água. Gabriela conta ainda que outras pessoas que estavam na prova também contaram ter visto o cearense na parte final da natação do Ironman.

"Um amigo do meu pai, que também estava competindo, chegou a falar com ele durante a prova. Perguntou se estava tudo bem e ele [pai] disse que estava 'tudo ok'. Ele não falou isso antes porque só viu que meu pai tinha sumido quando passou a notícia na televisão. Ele veio aqui hoje para ajudar também nas buscas", disse ao G1, antes da localização do corpo.

Gabriela contou que seu pai treinava diariamente, não apresentava problemas de saúde e já estava acostumado com essa área. Era a quarta vez que Genilson participava do Ironman.