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Notícias Economia

22 de agosto de 2017

Governo não incluirá Itaipu e Eletronuclear à desestatização da Eletrobras

Informação foi dada pelo Ministro de Minas e Energia durante entrevista coletiva.

O governo descartou incluir a Eletronuclear e a Usina Hidrelétrica de Itaipu no processo de desestatização da Eletrobras. No caso da empresa responsável pelas usinas nucleares brasileiras, o motivo é uma questão constitucional e, no caso de Itaipu, por se tratar de usina binacional, depende de acerto com o Paraguai. As informações são da Agência Brasil.

A informação é do Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, em entrevista coletiva nesta terça (22), no Ministério do Meio Ambiente. "Está escrito na Constituição que quem tem de ser o controlador [das usinas nucleares] é a União. A ideia não é ferir a Constituição. Já Itaipu será analisada em função dos acordos bilaterais com o Paraguai", explicou o ministro.

A expectativa é de que, controlada pela iniciativa privada, a Eletrobras favoreça, a médio prazo, uma tarifa tarifária mais barata. "Com a eficiência e redução do custo, nossa estimativa é de que no médio prazo tenhamos uma conta de energia mais barata", afirmou.

A decisão de desestatizar a empresa será submetida amanhã ao Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

A União tem 51% das ações ordinárias, que são aquelas com direito a voto.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que ainda não foi definido o percentual de ações que será repassado à iniciativa privada.

"Isso não será definido, por enquanto, porque temos de seguir os ritos de desestatização previsto na lei", disse Guardia. "E não há previsão de valores, porque a modelagem desse processo ainda não foi definida. Isso será feito posteriormente", acrescentou, ao enfatizar que o impacto dessa desestatização não gerará receita primária, não tendo portanto relação com a questão da meta fiscal.

Segundo o secretário, há duas possibilidades em estudo, para modelagem da empresa. "A desestatização pode ser feita a partir da venda do controle ou por meio do aporte de capital acompanhado de diluição." Caso seja adotada a segunda alternativa, o processo seria feito a partir da emissão de novas ações no mercado.

Ciência não terá recursos reduzidos em relação a 2016, garante Kassab

Ministro garantiu que os recursos destinados à ciência em 2017 serão os mesmos do ano passado.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, garantiu nesta terça (22) que os recursos destinados à ciência no ano de 2017 serão os mesmos do ano passado. "A lei do teto impede receitas adicionais. Estamos muito confiantes na sensibilidade da equipe econômica para que entenda esta área como prioridade no crescimento do país e na superação da difícil conjuntura econômica que vivemos." As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o ministro, no ano de 2016, a ciência brasileira recebeu grande atenção. "Nós não tivemos recursos contingenciados [em 2016], muito pelo contrário. Tivemos o melhor ano da história do ministério." Kassab participou do evento Ferramentas de Apoio para Inovar nas Indústrias, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), na capital paulista.

INTERVENÇÃO NA OI

O ministro informou que não descarta uma intervenção no Grupo Oi ao final do prazo da recuperação judicial. "Não descarto, como ministro, como cidadão. Mas não vou fazer uma afirmação categórica, porque isso pode causar uma inquietação no mercado, na sociedade brasileira."

"É evidente que não queremos a intervenção, todos sabem disso. Queremos que a Oi consiga superar e solucionar os seus problemas. Estamos atentos, preparados para uma intervenção. Caso seja necessário, acontecerá, mas até o momento não tivemos indicativos que demonstrassem a necessidade", disse Kassab.

O Grupo Oi requereu a recuperação judicial em 20 de junho de 2016, com base na Lei de Recuperação Judicial e Falências. O pedido foi deferido em 29 de junho de 2016 pelo juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

FGTS registra lucro recorde de mais de R$ 14 bilhões em 2016

Os números constam do Relatório de Gestão do FGTS, apresentado nesta terça-feira (22) na reunião do Conselho Curador, em Brasília.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) registrou, no ano passado, lucro de R$ 14,55 bilhões, o melhor resultado da sua história. Com isso, o patrimônio líquido do fundo chegou a R$ 98,17 bilhões. Os números constam do Relatório de Gestão do FGTS, apresentado nesta terça-feira (22) na reunião do Conselho Curador, em Brasília.

O documento mostra também dados da repartição do lucro de 2016, que designou R$ 7,27 bilhões, que corresponde à metade do rendimento, para quem tinha contas com saldo em 31 de dezembro. A medida é resultado da Lei nº 13.446, de 25 de maio deste ano, que fez com que a remuneração dos trabalhadores ficasse acima da inflação anual pela primeira vez em nove anos. A última vez que isso ocorreu foi em 2007.

Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que preside o Conselho Curador, o resultado é consequência da “gestão responsável” do conselho e dos demais órgãos e entidades que gerem o fundo. “O resultado de 2016 mostra que estamos administrando com seriedade os recursos do FGTS, o que permite remunerar devidamente os trabalhadores e também disponibilizar crédito para habitação, saneamento e infraestrutura do nosso país”, disse.

“O Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) também bateu recorde em 2016, com lucro de R$ 2,63 bilhões. O dinheiro aplicado no FI, que financia grandes obras de infraestrutura como geração de energia, saneamento, ferrovias, rodovias e portos, cresceu 8,3% no ano. Foi o maior rendimento desde a criação da operação, em 2007”, diz a nota do Ministério do Trabalho.

O FGTS é a maior fonte de financiamento em saneamento, habitação e infraestrutura do país. Em 2016, foram contratados R$ 81,48 bilhões, sendo R$ 80,86 bilhões para habitação, principalmente para habitação popular. Em saneamento foram contratados R$ 226,64 milhões e em infraestrutura R$ 386,32 milhões.

Governo avalia nova devolução de recursos do BNDES ao Tesouro

Em dezembro de 2016 o BNDES devolveu R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional.

O governo avalia uma nova devolução de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro Nacional, disse hoje (22) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após participar da abertura 3º Seminário Carf de Direito Tributário e Aduaneiro, em Brasília.

Henrique Meirelles disse que o leilão das quatro usinas hidrelétricas da Cemig está mantido para setembro (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Em dezembro de 2016 o BNDES devolveu R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional. A quantia faz parte dos R$ 532 bilhões que o banco deve à União referente aos empréstimos que recebeu de 2008 a 2014. A medida ajuda a reduzir a dívida pública.

“É um dos pontos em discussão, em andamento. Estamos analisando com o BNDES o fluxo de caixa, vendo as demandas de crédito para este ano e o próximo, demanda de investimento para saber até que ponto esses recursos justificam ficar no BNDES ou se seria de melhor uso serem devolvidos para o Tesouro com amortização da dívida pública”, disse o ministro.

Sobre a proposta de redução da participação da União no capital da Eletrobras, anunciada ontem (21) pelo Ministério de Minas e Energia, Meirelles disse que o impacto fiscal da medida ainda está sendo analisado. Ele afirmou que fará uma análise das avaliações de mercado e de modelagem para anunciar os números.

Cemig

O ministro da Fazenda também afirmou que o leilão das quatro usinas hidrelétricas da Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) está mantido para setembro. A Cemig está negociando permanecer com as concessões.

“A princípio, o leilão está marcado. A Cemig primeiro terá direito a participar do leilão. Segundo, para a Cemig conseguir trazer uma proposta que possa justificar a não existência do leilão, falta muito ainda. A Cemig tem um caminho grande para andar ainda para tentar fazer isso. Em último caso, pode também participar do leilão”, disse Meirelles.

Acrescentou que a empresa está tentando levantar recursos com o BNDES e outros bancos. “Do nosso ponto de vista, o importante é que a proposta seja financeiramente viável e atenda os interesses da União”, disse. A outorga das quatro usinas é de, no mínimo, R$ 11 bilhões e o governo conta com o leilão para ajudar a atingir a meta fiscal.

Refis

O ministro da Fazenda também comentou que continua em negociação com o Congresso Nacional sobre o novo Refis (Programa de Recuperação Fiscal). “Estamos avançando dentro desse processo negocial. Vamos procurar concluir o mais rápido possível. Haverá de novo uma negociação entre hoje e amanhã. Vamos ver se chegamos a um projeto adequado que permita a arrecadação de uma série de grandes empresas que entraram nessa recessão e tiveram dificuldades”, afirmou.

Meirelles acrescentou que o Refis tem que garantir não só a regularidade fiscal das empresas com a possibilidade de elas poderem voltar a ter acesso a crédito, mas também permitir arrecadação de tributos. “É importante ficar claro que a empresa faz uma boa administração do seu próprio negócio pagando os impostos em dia”, destacou.

Fim da recessão

Na abertura do 3º Seminário Carf de Direito Tributário e Aduaneiro, Henrique Meirelles disse que muitos ainda questionam, mas o Brasil já saiu da maior recessão da sua história.

“O Brasil está vivendo uma mudança muito grande. Saímos da maior recessão da história. Ainda não está claro, muitos ainda questionam”, disse. Ele argumentou que o país registrou vários meses seguidos de criação de emprego, “depois de termos visto a destruição de emprego enorme”.

Ele citou ainda o crescimento do varejo e do setor de serviços e a expansão do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), no segundo trimestre deste ano.

“Temos previsão cada vez mais consolidada de um crescimento ao longo do ano”, acrescentou. Dentro deste contexto, destacou que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) tem que ter independência, garantir segurança jurídica e previsibilidade.

Desemprego após recessão custa a cair, indica estudo feito por banco

A história das últimas décadas mostra que a taxa de desemprego só volta aos níveis pré-recessão depois que o crescimento do PIB retoma seu vigor anterior.

Se a economia brasileira se comportar como a de outras 37 nações que passaram por recessão nas últimas décadas, o desemprego deve voltar ao nível pré-crise (6,5%, em 2014) apenas em 2022.

Histórico de recessões pelo mundo apontam quem desemprego só cai depois que o PIB se recupera (Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília)

Além disso, a taxa natural de desemprego (aquela que não acelera a inflação) subirá dois pontos percentuais, para perto de 10%.

O estudo sobre o impacto da crise no emprego foi feito com 123 episódios recessivos de 1961 a 2017 e publicado pelo banco Credit Suisse.

Os 34 trimestres de prazo para retomar a taxa anterior de desemprego têm por hipótese um crescimento da economia de 2% a partir de 2018.

Num cenário otimista, de 4% ao ano, o recuo levaria 26 trimestres, se a economia brasileira seguir o padrão dos episódios estudados.

PIB primeiro

A história das últimas décadas mostra que a taxa de desemprego só volta aos níveis pré-recessão depois que o crescimento do PIB retoma seu vigor anterior.

Foi o que ocorreu nos 50 casos, dos 123 analisados, em que tanto atividade econômica quanto taxa de desemprego já haviam se recuperado.

Em outros 59, o PIB já havia voltado à velocidade pré-crise, mas a taxa de desemprego não. Há outros 12 episódios em que nenhum dos indicadores se recuperou.

O estudo do Credit Suisse avaliou o tempo de retomada de PIB e emprego nos 50 casos de recuperação total.

Na média, a retomada do PIB levou 7 trimestres, e a da taxa de desemprego, 9.

Quando se avaliam, porém, os países cuja profundidade da recessão foi semelhante à do Brasil –em que a economia já encolheu sete pontos percentuais desde 2014–, os prazos crescem.

Nesses casos, a mediana da recuperação do PIB foi de 15 trimestres, e a da taxa de desemprego, de 17 trimestres.

Novo patamar

Numa amostra de 53 países cujas recessões se encerraram antes da crise global de 2008, a taxa natural de desemprego não voltou aos níveis que tinha antes. Na mediana, ficou 1,5 ponto acima.

Já nas crises mais profundas, como a do Brasil, a alta foi de 1,9 ponto percentual. Essa mudança estrutural ocorre porque a recessão da economia desequilibra o mercado de trabalho.

As estimativas para o Brasil podem ser consideradas "patamares mínimos", afirma o economista Leonardo Fonseca, do Credit Suisse.

Ele observa que a recuperação do mercado de trabalho está relacionada com o crescimento da economia, no que a teoria chama de lei de Okun. "Há casos em que a velocidade de crescimento do PIB não é suficiente para reduzir a taxa de desemprego."

No caso do Brasil, a estimativa é que a economia precise crescer acima de 1,7% ao ano para que a taxa de desemprego possa se reduzir.

A reforma trabalhista e investimento em educação poderiam mitigar o impacto sobre o desemprego. "Mas, com a crise fiscal, fica difícil implantar esse tipo de política."

21 de agosto de 2017

Em vídeo, ministro do Planejamento desmente que salário mínimo foi reduzido

Governo baixou em R$ 10, de R$ 979 para R$ 969, a previsão para o salário mínimo em 2018; correção do mínimo levará em conta somente a variação do INPC de 2017, que será menor que a estimada.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, gravou um vídeo para esclarecer que são falsas as notícias que circulam na internet nas redes sociais a respeito do salário mínimo.

Segundo ele, não é verdade que o governo reduziu o salário mínimo. "O que está valendo hoje para 2017 é o salário mínimo de R$ 937 e para 2018 vale o que está na lei, ou seja, o salário mínimo será reajustado pela inflação. Mas o valor definitivo só será conhecido em dezembro, quando teremos um número mais preciso sobre a inflação de 2017", afirmou.

O vídeo foi postado nos perfis do Ministério do Planejamento no Twitter e Facebook nesta segunda-feira (21).

O reajuste do salário mínimo é feito por meio de uma fórmula que soma a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, calculado pelo IBGE; e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

A previsão de que o salário mínimo no ano que vem seria de R$ 979 está na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, enviada pelo governo ao Congresso em abril e sancionada pelo presidente Michel Temer no início de agosto.

Como o PIB teve forte retração em 2016, a correção do mínimo no ano que vem levará em conta somente a variação do INPC de 2017. Entretanto, o governo está prevendo agora que a variação do INPC será menor que a estimada antes. Por isso a correção do do salário mínimo em 2018 também deve ser menor.

Assim, o governo baixou em R$ 10, de R$ 979 para R$ 969, a previsão para o salário mínimo em 2018. A redução, se confirmada, deve gerar uma economia de R$ 3 bilhões ao governo no ano que vem.

O valor do salário mínimo proposto para o próximo ano ainda está distante do valor considerado como "necessário", segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o órgão, o salário mínimo "necessário" para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ R$ 3.810,36 em julho deste ano.

Petrobras voltará fazer concursos públicos com regularidade

Desde 2014 a estatal não realizava processos seletivos. No dia 14 de agosto, divulgou um edital para 954 vagas, sendo 159 para contratação imediata e 795 para cadastro de reserva.

A Petrobras pretende voltar a realizar concursos públicos para contratação de pessoal com regularidade, possivelmente todos os anos. Foi o que afirmou nesta segunda-feira (21) o diretor executivo de Assuntos Corporativos da Companhia, Hugo Repsold Júnior.

Desde 2014 a estatal não realizava processos seletivos. No dia 14 de agosto, divulgou um edital para 954 vagas, sendo 159 para contratação imediata e 795 para cadastro de reserva.

“Agora a empresa volta à sua dinâmica normal. Nós vamos fazer vários processos seletivos públicos”, afirmou Repsold após a cerimônia de abertura da O&G TechWeek, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) ao longo desta semana no Museu do Amanhã, no Rio.

Questionado se há previsão de abertura de novo edital ainda em 2017, o diretor disse que não sabe se “ainda dá tempo”, mas reiterou “isso vai ser uma rotina na Petrobras".

Repsold Júnior afirmou que não foi concluído o planejamento sobre a abertura de novas vagas. “O que eu posso dizer é que isso vai deixar de ser um evento. Agora vai voltar a ser regular. A gente espera fazer isso todos os anos para todas as disciplinas”, disse.

Repsold lembrou que a companhia passou recentemente por um Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), no qual certa de 17 mil funcionários foram desligados. Ele enfatizou que o programa teve como objetivo “adequar a força de trabalho da Petrobras aos desafios que ela tem”. Ele afirmou ainda que “novos PIDVs não vão acontecer”.

Segundo o diretor, atualmente a companhia trabalha na conclusão de um planejamento da força de trabalho. “Ele concluído, vai estar todo mundo bem quantificado e qualificado e a empresa vai voltar a contratar”.

Um dos focos do planejamento é investir em qualificação dos empregados, principalmente os que vierem a ser contratados nos próximos concursos públicos. “A gente vai reforçar o treinamento dessas pessoas, principalmente nesse mundo novo, digital, com muita tecnologia, com ensino a distância”, destacou Repsold.

Atualmente, segundo o diretor, a Petrobras tem cerca de 50 mil funcionários contratados pela controladora, outros 17 mil em empresas do grupo e um contingente de terceirizados estimado em 110 mil.

Revisão do auxílio-doença deve ser agendada até dia 21

Os 55.152 convocados não foram localizados pelo INSS por inconsistências no endereço. Quem não entrar em contato terá pagamento é bloqueado; após bloqueio prazo para marca perícia é de 60 dias.

Os beneficiários do auxílio-doença convocados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no dia 1º de agosto têm até esta segunda-feira (21) para agendar uma perícia médica. Se o beneficiário não entrar em contato, o benefício é bloqueado.

Os 55.152 convocados não foram localizados pelo INSS por terem inconsistências no endereço informado. A lista foi publicada no Diário Oficial da União em 1º de agosto.

O agendamento da perícia é obrigatório e deve ser feito exclusivamente pelo telefone - o número é 135. Não é preciso ir até uma agência do INSS para fazer a marcação da perícia. Os beneficiários podem fazer a atualização de endereço também pelo 135.

O INSS vai bloquear automaticamente o benefício de quem não entrar em contato com o órgão. A partir do bloqueio, o beneficiário tem mais 60 dias para marcar a perícia. Com o agendamento dentro do prazo, o benefício é liberado até a realização da perícia. Se passarem 60 dias sem que o beneficiário se manifeste, o benefício será cancelado.

Pente-fino

Ao todo, 530.191 benefícios de auxílio-doença que há mais de dois anos não passavam por avaliação médica serão revisados.

Até 14 de julho, foram realizadas 199.981 perícias com 159.964 benefícios cancelados. Veja o que aconteceu com os convocados até agora:

Veja o que aconteceu com os 199.981 convocados para revisão de auxílio-doença no INSS:

- Convocados: 199.981

- Benefício cancelado: 159.964

- Cancelamento de outros benefícios: 20.304

- Benefício convertido em aposentadoria por invalidez: 31.863

- Benefício convertido em auxílio-acidente: 1.802

- Aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% no valor: 1.058

- Encaminhados para reabilitação profissional: 5.294

A próxima etapa da operação será chamar os aposentados por invalidez que há mais de dois anos estão sem perícia. Serão convocados 1,005 milhão de aposentados por invalidez, começando pelos mais jovens. Os que têm mais de 60 anos ficam de fora.

O pente-fino nos benefícios por auxílio-doença do INSS já gerou uma economia de R$ 2,6 bilhões para os cofres públicos, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social.

Apenas 30% dos municípios têm planos de saneamento

Existência do plano será requisito para que cidade tenha acesso a recursos federais a partir de 2018; segundo especialistas, falta de interesse político no setor está entre motivos para baixo percentual.

Apenas 30,4% das cidades brasileiras têm planos municipais de saneamento básico. É o que aponta um estudo do Instituto Trata Brasil divulgado nesta segunda-feira (21) com exclusividade pelo G1, feito com base em dados do governo federal.

Segundo o levantamento da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, ligada ao Ministério das Cidades, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 1.692 (30,4%) declararam ter feito seus planos municipais. Outras 37,5% das cidades estão com os planos em andamento. Além disso, 2% das cidades apresentaram inconsistências nos dados, e não há informações sobre 29,9%.

Os planos estão previstos na Lei 11.445 de 2007, conhecida como a Lei do Saneamento Básico. A legislação prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água e de tratamento da rede de esgoto no país, sendo que um dos principais pilares é a elaboração de um plano municipal do setor para cada cidade.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados em janeiro deste ano e referentes a 2015, mostram que cerca de 34 milhões de brasileiros não possuem acesso a água potável. Além disso, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso a coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos – seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios.

Além da importância de estabelecer metas e diretrizes para o saneamento local, o plano municipal é importante porque a sua existência será condição para o acesso da cidade a recursos federais na área de saneamento.

Por conta das dificuldades, os prazos estabelecidos para as prefeituras elaborarem os planos foram prorrogados, passando de 2013 para 2015 e, posteriormente, para 31 de dezembro de 2017. Isso quer dizer que, caso este prazo não seja prorrogado novamente, ter o plano será condição de acesso aos recursos federais de saneamento a partir de 2018.

"As postergações que ocorreram foram muito prejudiciais, pois não privilegiaram quem tinha feito o plano e não puniram quem não fez. Passou uma imagem muito ruim de pouca seriedade nesses prazos e de que, perto da data, ele vai ser prorrogado novamente", afirma Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.

"A gente devia estar cobrando a revisão dos planos, mas estamos cobrando a elaboração. Estamos bem atrasados."

Dificuldades e falta de estímulo

Segundo Édison Carlos, essa falta de seriedade é um dos motivos por trás do baixo percentual de cidades com planos, mas não o único. "Um plano de saneamento é um estudo de engenharia, que exige profissionais capacitados. As cidades, principalmente as pequenas e as médias, argumentam que não têm esses profissionais e não conseguem contratar serviços de assessorias e consultorias, pois não têm recursos", afirma.

"Também há muita falta de vontade. Estamos há 10 anos da lei, então já era possível a cidade achar algum caminho para elaborar o plano, seja pedindo ajuda ao governo do estado, seja pedindo ajuda federal. Houve baixo interesse, e as postergações dos prazos passaram a imagem de que aquilo poderia ser deixado mais para a frente."

Dos 30,4% dos municípios que declararam ter um plano, 85,5% têm população inferior a 50 mil habitantes, algo que, segundo o presidente do Trata Brasil, mostra que "mesmo cidades pequenas têm encontrado apoio" quando há interesse.

Diferenças regionais

Os únicos três estados onde mais de 50% dos municípios fizeram seus planos foram Santa Catarina (86%), São Paulo (64%) e Rio Grande do Sul (54%). Em número de cidades, São Paulo foi o estado que mais avançou, com 411 dos 645 municípios com planos.

Em 15 estados, menos de 20% dos municípios fizeram os planos, o que mostra as dificuldades para atingir a obrigatoriedade da lei. Os maiores gargalos estão nos estados do Norte, especialmente nos estados de Amapá (0%), Pará (15%) e Rondônia (10%).

"O Norte, assim como o Nordeste, está muito abaixo dos indicadores médios do Brasil. Muitos estados também estão em situação financeira tão ruim que não conseguem dar apoio aos municípios", diz Édison.

A região Norte tem os piores índices de saneamento do país: 56,9% para cobertura de água, 8,7% para esgoto e 16,4% para esgoto tratado, segundo dados do SNIS 2015.

Já o Sudeste, cuja proporção de cidades com planos é mais alta que a média nacional, é a região com a melhor situação de saneamento no país: 91,2% (água), 77,2% (esgoto) e 47,4% (tratamento de esgoto).

Apoio técnico e eventos

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental informou que considera os planos municipais como fundamentais para o desenvolvimento das políticas públicas de saneamento. Em nota, informou que "vem apoiando os municípios no processo de elaboração de seus planos municipais por meio de disponibilização de materiais técnicos de apoio e de diversos eventos de capacitação, bem como apoia diretamente diversos municípios e consórcios na elaboração de planos de saneamento básico, que foram contratados após seleção pública do PAC".

Quanto ao percentual de municípios que declararam possuir o plano, a secretaria destacou que "além destes (1.692 Municípios, cerca de 30%), o 'Panorama dos Planos Municipais de Saneamento Básico' aponta que outros 2.092 municípios (cerca de 40%) informaram estar elaborando-os". "Assim, aproximadamente 70% dos municípios brasileiros possuem ou estão elaborando seus planos municipais."

Questionada sobre o prazo de 31 de dezembro para a elaboração dos planos, a secretaria informou que "não tem conhecimento de qualquer movimentação para alteração deste prazo".

Mercado financeiro eleva estimativa para inflação pela quinta vez seguida

Para alcançar meta, Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano.

O mercado financeiro aumentou pela quinta semana seguida a projeção para a inflação este ano. Desta vez, o cálculo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,50% para 3,51%. A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.
Para alcançar meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

Para 2018, o IPCA foi mantido em 4,20% há cinco semanas consecutivas. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,50%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7,50% ao ano. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi mantida em 0,34% este ano e em 2%, em 2018.

Termina hoje prazo para beneficiários de auxílio-doença agendarem perícia

Os beneficiários convocados no dia 1º de agosto são aqueles com quem o INSS não conseguiu entrar em contato por meio de cartas.

Termina nesta segunda-feira (21) o prazo para que beneficiários do auxílio-doença convocados pelo Diário Oficial da União procurem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para agendar nova perícia médica.

Os beneficiários convocados no dia 1º de agosto são aqueles com quem o INSS não conseguiu entrar em contato por meio de cartas, que, devido a informações insuficientes ou erradas, foram devolvidas pelos Correios.

Inicialmente, o prazo de cinco dias a partir da publicação da convocação terminaria no dia 5 de agosto. No entanto, horas antes do fim do prazo, o Ministério do Desenvolvimento Social anunciou, em nota enviada à imprensa, que a data limite estava sendo prorrogada para 21 de agosto.

A prorrogação foi divulgada um dia após a 20ª Vara Federal de Porto Alegre (RS) conceder liminar favorável à Defensoria Pública da União (DPU), que pedia que o INSS restabelecesse o pagamento de benefícios por incapacidade cancelados antes que os segurados tivessem passado por nova perícia.

19 de agosto de 2017

Metalúrgicos fazem acordo com Ford para retorno de 80 demitidos

Ao restante dos trabalhadores que não voltarão a trabalhar na fábrica será oferecido um programa de demissão voluntária (PDV) que pagará 83% do salário por ano trabalhado, com acréscimo de R$ 30 mil àqueles que têm até 10 anos no emprego

Assembleia dos trabalhadores da Ford, em São Bernardo do Campo (SP), aprovou na última sexta-feira (18) o acordo firmado entre o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a montadora para a readmissão de 80 dos 364 empregados demitidos na última semana.

Segundo o sindicato, ao restante dos trabalhadores que não voltarão a trabalhar na fábrica será oferecido um programa de demissão voluntária (PDV) que pagará 83% do salário por ano trabalhado, com acréscimo de R$ 30 mil àqueles que têm até 10 anos no emprego. Aos funcionários com restrições médicas, o valor pago será de 140% do salário por ano trabalhado, mais R$ 7,5 mil. Àqueles que não aderirem ao PDV, a montadora deverá pagar o valor de cinco salários.

“Foi um processo muito difícil e o resultado que não atende a tudo, mas entendemos que foi o possível de construir. Com muito esforço conseguimos o retorno dos 80 trabalhadores. A empresa foi irredutível, alegando que haverá mais um corte no volume de produção em setembro”, disse coordenador do Comitê Sindical na Ford, José Quixabeira de Anchieta.

Em nota, a Ford confirmou o desligamento dos 284 metalúrgicos e destacou que eles já estavam em  Lay Off – com o contrato de trabalho suspenso. A montadora informou que, a pedido do sindicato, voltou a abrir o PDV para o grupo que será desligado.

“Foi acordado que 80 empregados do grupo em Lay Off serão reintegrados ao trabalho na fábrica a partir da semana que vem. O efetivo restante será desligado para cumprir o objetivo de administrar o excesso de empregados decorrente da redução do volume de produção em São Bernardo do Campo”.

Tecnologia puxa reação da indústria

Um estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) obtido pelo Estadão/Broadcast revela que esses setores cresceram acima da média no primeiro semestre deste ano.

As indústrias que usam mais tecnologia em suas linhas de montagem, como as fabricantes de eletroeletrônicos, automóveis e máquinas, têm puxado a reação da produção industrial este ano. Um estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) obtido  pelo Estadão/Broadcast revela que esses setores cresceram acima da média no primeiro semestre deste ano.

O movimento foi puxado pela produção de telefones celulares, computadores, televisores, automóveis e máquinas para o setor agrícola. Uma demanda impulsionada pela liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) inativo, pelas exportações e pela supersafra de grãos.

O estudo do Iedi divide a indústria em quatro categorias de intensidade tecnológica: alta, média-alta, média-baixa e baixa. No primeiro semestre, as duas primeiras categorias cresceram acima da produção industrial total, que avançou 0,5% ante 2016, o primeiro crescimento após seis semestres de queda. A produção da indústria de alta intensidade avançou 1,4%, enquanto a de média-alta cresceu 2,7%. Já as indústrias de média-baixa e baixa intensidade ficaram com desempenho abaixo da média, com quedas de 3,1% e 0,2%, respectivamente.

O cenário mais positivo já surgiu, por exemplo, no balanço da Weg do segundo trimestre, divulgado há um mês. A fabricante de equipamentos eletroeletrônicos para automação registrou lucro líquido de R$ 272 milhões, crescimento de 6,7% sobre o mesmo período de 2016, embora a receita líquida tenha caído 2,3%, para R$ 2,3 bilhões.

Nos comunicados ao mercado sobre os resultados, a Weg citou que “o cenário doméstico é de relativa melhora”. Além disso, houve recuperação de vendas nos principais mercados da companhia no exterior, embora a receita com exportações tenha sido atrapalhada pelo câmbio, disse o diretor André Luís Rodrigues, a analistas no mês passado.

Segundo o Iedi, o crescimento na produção das indústrias mais tecnológicas também foi marcado por uma base de comparação ruim – no início de 2016, a atividade industrial foi fraca. Ainda assim, a safra de grãos recorde esperada para este ano estimulou a demanda no campo por bens de capital, o setor externo absorveu a fabricação de automóveis, enquanto a liberação de contas inativas do FGTS impulsionou as vendas de eletrodomésticos da linha marrom, como televisores.

Juros

Parte desses fatores perderá força no resto do ano, mas a queda nos juros pode ajudar esses setores, segundo Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi. “Os recursos do FGTS não terão a mesma força, mas outros fatores podem compensar, como a melhora no quadro de crédito, com quedas nas taxas de juros. A renda dos trabalhadores voltou a crescer, e a inflação mais baixa também está liberando a renda das famílias para outros consumos, para itens que não sejam essenciais.”

No primeiro semestre, a produção de equipamentos de TV e comunicação saltou 24,3%; equipamentos de informática cresceram 6,0%; veículos automotores aumentaram 11,7%; e máquinas e equipamentos mecânicos tiveram alta de 2,4%.

Fim das Fraudes pode render uma economia de R$ 17 bi, segundo o Governo

Pente-fino nos benefícios, iniciado no ano passado, já resultou na economia de R$ 3 bilhões em pagamentos de auxílio-doença feitos irregularmente

O governo prevê economizar R$ 17 bilhões até o fim de 2018 com o cancelamento de auxílios-doença que estão sendo pagos de forma irregular e com a restrição de novas concessões. O balanço parcial da revisão no programa, iniciada em agosto do ano passado, já registra uma economia de R$ 3 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) até o mês passado antecipados ao ‘Estadão/Broadcast’.

O auxílio doença é um benefício pago a trabalhadores que, por conta de uma doença ou um acidente, fiquem temporariamente incapazes para o trabalho. Mas os peritos do INSS detectaram fraudes que fazem com que o pagamento seja efetuado por anos a fio. Os casos incluem uma mulher que obteve o auxílio por gravidez de risco e que ainda recebia o benefício cinco anos depois, ou de uma pessoa que quebrou a perna e recebia o benefício havia 12 anos, mesmo depois de a fratura ter sido corrigida.

O pente-fino deve ser concluído até dezembro de 2018. Do que já foi cancelado até agora, o governo concluiu que cinco doenças são as mais recorrentes entre os auxílios irregulares: transtorno de disco da coluna, dor lombar, depressão leve, alterações no nervo ciático e paniculite (inflamação na pele).

Com as medidas, o número de benefícios pagos mensalmente já caiu de 1,8 milhão para 1,4 milhão, e a projeção do MDS é que o “ponto de equilíbrio” futuro seja o pagamento de 1 milhão de auxílios-doença. Quando isso acontecer, a economia será de R$ 12 bilhões a R$ 13 bilhões ao ano em relação ao valor gasto antes das revisões, que era de R$ 30 bilhões.

Ajuste

A revisão dos auxílios-doença é uma frente de atuação da área econômica que corre em paralelo às medidas de corte de despesas e aumento de receitas que estão sendo adotadas para garantir a melhoria das contas públicas no curto prazo. As iniciativas para restringir a concessão de auxílios-doença têm a vantagem de proporcionar um ajuste duradouro.

O secretário executivo do MDS, Alberto Beltrame, disse ao Estadão/Broadcast que os números ainda serão apresentados à equipe econômica e poderão contribuir para minimizar o crescimento do déficit da Previdência nos próximos anos. “Por um tempo, o País gastou R$ 30 bilhões ao ano, e metade disso era indevido”, afirmou. “Agora, será menos dinheiro que o Tesouro terá de colocar para cobrir o déficit na Previdência.”

Segundo o secretário, boa parte dos benefícios não era reavaliada há mais de dois anos, o que contribuiu para a formação de um passivo enorme de auxílios irregulares. “É a prova de que a governança adequada ajuda a melhorar as contas do governo”, disse Beltrame. “Quando alguém recebe o benefício indevidamente, quem paga são os demais contribuintes. Isso lesa duas vezes, porque o beneficiário, além de receber, deixa de contribuir.”

O governo já realizou 210 mil perícias desde agosto do ano passado, e a taxa de reversão tem ficado em 80%, superando e muito a estimativa inicial de que 40% dos auxílios fossem cancelados. A maior evidência de que muitos desses benefícios eram pagos indevidamente é que o número de ações judiciais movidas por segurados para tentar reaver o auxílio é inferior a 200, o que é considerado “irrisório”.

Além do pente-fino, o MDS adotou outras duas medidas restritivas: instituiu o prazo de 120 dias para benefícios concedidos judicialmente mas que não tiveram prazo de duração fixado, e ampliou o tempo de carência para a obtenção de novo auxílio-doença de quatro para seis meses. Todas elas contribuirão para a economia projetada até o fim de 2018.

Juíza federal suspende aumento dos impostos de combustíveis em todo o país

Decisão é da juíza Adverci de Abreu, da 20ª Vara Federal; pedido foi feito por deputado do Paraná. Cabe recurso; G1 aguarda posicionamento da AGU.

A Justiça Federal no Distrito Federal determinou, na tarde desta sexta-feira (18), a suspensão do decreto que elevou as alíquotas de PIS/Cofins sobre gasolina, etanol e diesel. A decisão é assinada pela juíza Adverci Abreu, da 20ª Vara Federal, e determina o retorno imediato aos preços antigos. Cabe recurso.

Para que a decisão entre em vigor, é preciso que o governo federal seja notificado oficialmente. Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que não tinha sido intimada até as 20h desta sexta, e que "avalia os efeitos da liminar" para, então, "definir que medidas serão adotadas".

Na sentença, a magistrada afirma que "não se ignora o grave momento porque passa a economia do país, mas não parece razoável que, necessitando corrigir desmandos de gestões anteriores, o governo venha se valer da solução mais fácil – aumentar tributos".

Adverci também critica a carga tributária do país, e diz que esse tipo de aumento "penaliza o cidadão".

A decisão liminar (provisória) atende a um pedido do deputado federal Aliel Machado (Rede-PR). P parlamentar afirmou que o aumento dos impostos "fere gravemente a Constituição".


Foto: Arquivo O Dia

"A Constituição é muito clara, quando determina que qualquer aumento de tributo tem que ser feito por lei. Esse aumento por decreto é proibido. Também fere o Código Tributário, porque não respeitou a noventena [período de 'carência' antes de entrar em vigor]. Não é uma questão política", diz o deputado.

Série de contestações

O aumento da tributação sobre os combustíveis foi anunciado em 20 de julho e, desde então, sofreu uma série de contestações na Justiça. No dia 25, o juiz substituto da 20ª Vara Federal Renato Borelli sustou o decreto – também com validade em todo o país.

A sentença foi revogada um dia depois pelo presidente do Tribunal Regional Federal (TRF-1), desembargador Hilton Queiroz. Ele atendeu aos argumentos da AGU, que apontou perda de R$ 78 milhões por dia para a União, sem o decreto.

Em 1º de agosto, a Justiça Federal da Paraíba tentou suspender o aumento de PIS/Cofins nos combustíveis dentro do estado. A medida foi revogada no dia seguinte, e os empresários foram autorizados a praticar o preço reajustado.

Em 3 de agosto, a Justiça Federal em Macaé, no interior do Rio, também suspendeu o decreto em todo o território nacional. A decisão, mais uma vez, foi cancelada no dia seguinte pela instância superior – no caso, o TRF da 2ª Região.

A tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro; a tributação sobre o diesel, R$ 0,21 por litro; e o imposto sobre o etanol, R$ 0,20 por litro

18 de agosto de 2017

Dólar cai monitorando exterior e articulação doméstica para reformas

Na véspera, a moeda norte-americana subiu 1,02%, vendida a R$ 3,1785, maior alta desde 20 de junho, quando a moeda subiu 1,40%.

Após subir 1% na véspera, o dólar recua ante o real nesta sexta-feira (18), num movimento parcial de correção com os investidores ainda cautelosos diante do movimento que terá de se feito pelo governo em busca de apoio para as reformas no Congresso Nacional, de acordo com a Reuters.

Às 13h19, a moeda norte-americana recuava 0,72%, vendida a R$ 3,1555. 

O cenário externo também estava no radar, com preocupações com a capacidade do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar sua política econômica.

"Seguem no radar as negociações para a aprovação das novas metas fiscais anunciadas pelo governo, que podem servir de teste para avaliar como será o apoio a reforma da Previdência", afirmou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, em relatório.

Na véspera, chegou ao Congresso a mensagem presidencial contendo projeto que modifica as metas de resultado primário para 2017 e 2018 para déficit de R$ 159 bilhões.

A mudança da meta foi acompanhada de medidas, como a elevação da contribuição previdenciária de servidores, que também precisam de aprovação do Congresso. Além disso, o governo também quer garantir no Legislativo a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e o Refis, renegociação de dívidas tributárias. Isso sem contar a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.

"O ambiente político continua tumultuado com dúvidas em relação à aprovação da TLP, que está com prazo bastante apertado", afirmou à Reuters o chefe da mesa de derivativos da Mirae Asset, Olavo Souza.

Para impedir que denúncia por crime de corrupção passiva contra ele avançasse no Congresso, o presidente Michel Temer gastou bastante de seu capital político e agora tem que aprofundar as negociações para a aprovação de reformas.

Cenário externo

Os investidores monitoravam também o exterior nesta sessão, onde crescem as preocupações sobre a capacidade de Trump de implementar medidas de estímulo. Nesta sessão, o dólar perdia força ante o iene, para onde os investidores se refugiam em tempos de turbulência.

O atentado terrorista em Barcelona na véspera, que deixou ao menos 14 mortos, também ajudava a fortalecer o iene. O dólar recuava ante uma cesta de moedas e também ante divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano.

Na véspera, a moeda norte-americana subiu 1,02%, vendida a R$ 3,1785, maior alta desde 20 de junho, quando a moeda subiu 1,40%.

EUA pede que Brasil corte relações com a Coreia do Norte

Vice-presidente dos EUA pediu que vários países, entre eles o Brasil, rompam relações com a Coreia do Norte. Para especialista, fazer isso 'não seria uma atitude inteligente nem útil'.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, pediu na quarta-feira (16) que vários países latinos rompam laços diplomáticos e econômicos com a Coreia do Norte. O Brasil, que é um dos poucos a manter uma embaixada no país asiático, foi um dos citados. As relações comerciais entre os dois países, no entanto, são praticamente irrelevantes. De janeiro a julho deste ano, as importações e exportações da Coreia do Norte representaram 0,1% do total transacionado pelo Brasil.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que a participação da Coreia do Norte na balança comercial brasileira é, historicamente, muito pequena. Desde 2001, quando os dois países estabeleceram uma relação diplomática, as importações e exportações poucas vezes representaram mais que 1% do total comercializado pelo Brasil.

“Eu não vejo que ganho que o Brasil possa ter ao cortar relações com a Coreia do Norte neste momento. Não creio que o Itamaraty esteja considerando”, diz Carlos Gustavo Poggio, professor de Relações Internacionais da FAAP. “Os custos para a Coreia do Norte seriam baixíssimos, simbolicamente não teria importância. Para o Brasil, não seria uma atitude inteligente nem útil.”

Questionado pelo G1, o Itamaraty não diz se está considerando atender ao pedido do vice-presidente dos Estados Unidos.

Trocas comerciais irrelevantes

De janeiro a julho, Brasil exportou US$ 302 mil em produtos para a Coreia do Norte, e importou US$ 2,3 milhões. Os valores representam uma proporção muito pequena da balança comercial brasileira: o fluxo comercial com o país no período representou apenas 0,1% do total transacionado.

Já considerando 2016 inteiro, apenas 0,24% de tudo que o Brasil comprou e vendeu para outros países foi para a Coreia do Norte. Os dados são do MDIC.

O principal produto importado pelo Brasil da Coreia do Norte em 2017 é um composto químico que não é mais fabricado no Brasil, e é usado na produção de espuma para esponjas e semelhantes, explica a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM).

Cleiton Schenkel, encarregado de negócios da embaixada brasileira em Pyongyang, reconhece que "comercialmente, nossas relações bilaterais são pouco expressivas no momento", mas afirma que, "entre as atividades do posto, está também contribuir nessa área, caso as circunstâncias sejam mais propícias à criação de oportunidades de negócios para empresas brasileiras."

Poggio diz que as relações comerciais dos Estados Unidos com a Coreia do Norte também são praticamente irrelevantes, motivo pelo qual os norte-americanos passaram a direcionais os apelos aos parceiros comerciais do país asiático como forma de pressioná-lo. A China, por exemplo, também já recebeu pedidos de sanções à Coreia do Norte em discursos dos EUA. “O principal parceiro comercial da Coreia do Norte é a China”, diz Poggio.

Relações diplomáticas

O Brasil é o único latino-americano com embaixadas residentes nas duas Coreias, segundo o Itamaraty. Segundo o site da embaixada brasileira na Coreia do Norte, o Brasil é um dos 11 países do mundo que mantêm relações diplomáticas com todos os países da ONU.

A relação diplomática com a Coreia do Norte teve início em 2001. A embaixada brasileira foi inaugurada em 2009 na capital do país, Pyongyang. Quatro anos antes, a Coreia do Norte havia inaugurado sua embaixada em Brasília.

Segundo o Itamaraty, “o Brasil presta cooperação técnica à Coreia do Norte em agricultura, especialmente no cultivo da soja”. Além disso, o país realizou ainda três ações de ajuda humanitária à Coreia do Norte, entre 2010 e 2012, com doação de dinheiro e alimentos.

Schenkel diz que entre as principais atividades da embaixada brasileira na Coreia do Norte está a observação das questões que envolvem o país, "ação que, em vista da sensibilidade das questões políticas na região, tem bastante relevo aqui, nos permitindo formar nossa própria visão e posição sobre os fatos".

Poggio aponta que o início das relações entre os dois países aconteceu em uma época em que “o Brasil estava passando por um momento de tentar se abrir para o mundo, tentar abrir embaixada em lugares diversos”, acrescentando que na época “a Coreia do Norte não representava essa ameaça que representa hoje”.

Apesar disso, Carlos Gustavo Poggio afirma que a relação entre o Brasil e a Coreia do Norte pode ser apontada como “muito frágil”. “O fato de ter uma embaixada não significa uma relação forte, não dá ao Brasil uma importância política.”

O professor afirma que “até os Estados Unidos chegaram a ter relações diplomáticas normais com a Coreia do Norte". "Parecia que o país ia abrir mão de seu programa nuclear. Só que eles estavam enganando os Estados Unidos para manter as relações e conseguir benefícios em troca.”

“A Coreia do Norte está ensinando para o [presidente Donald] Trump que os Estados Unidos não têm a capacidade de resolver todos os problemas sozinho. Vai precisar do auxílio de aliados”, conclui Poggio.

Operação da PF investiga desvios de R$ 810 mil no Ministério do Esporte

Grupo teria usado dados de atletas 'fantasmas' para desviar dinheiro do programa Bolsa Atleta.

 A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (18) a Operação Havana, que investiga uma suposta organização criminosa que atuou no Ministério do Esporte desviando recursos do programa Bolsa Atleta. Segundo nota da PF, o grupo inseriu dados de atletas "fantasmas" nos sistemas da pasta com o objetivo de desviar dinheiro do programa.

As fraudes teriam ocorrido em 2012 e, segundo dados do Ministério do Esporte, pode ter chegado a R$ 810 mil, ou mais de R$ 1 milhão em valores atualizados,

A PF informou que no período de um ano, a suposta quadrilha conseguiu criar 25 atletas fantasmas, inclusive de alto rendimento e nível olímpico.

Estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva, todos em Brasília. Eles foram autorizados pela 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.

Uma das pessoas responsáveis pelo desvios dos recursos era um servidor terceirizado do Ministério do Esporte.

O nome da operação se deve ao fato de que o líder e alguns membros da suposta quadrilha são brasileiros nascidos em Cuba.

Em nota, o Ministério do Esporte afirmou que a denúncia partiu de si mesmo.

"Em 2012, a coordenação do Bolsa Atleta à época identificou possível fraude no programa e instaurou uma apuração interna. Após a conclusão do processo administrativo, a denúncia foi encaminhada à Polícia Federal e resultou na operação 'Havana', deflagrada nesta sexta-feira (18/08)", afirmou a pasta, por meio de nota.

Em seguida, o ministério defendeu a realização do programa, que existe desde 2005 e neste ínterim já apoiou 20,7 mil competidores. Ao longo desse tempo, o ministério já despendeu R$ 890 milhões no projeto -as bolsas são para cinco categorias: Base e Estudantil (R$ 370), Nacional (R$ 925), Internacional (R$ 1.850) e Olímpica/Paraolímpica (R$ 3.100).

"O Ministério do Esporte reitera a importância do programa Bolsa Atleta, que desde 2005 apoiou 23 mil atletas, com resultados expressivos como os obtidos nos Jogos Rio 2016, quando 77% da delegação olímpica e 90,9% da paralímpica eram integradas por bolsistas. Dezoito das 19 medalhas olímpicas e todas as 72 paralímpicas foram conquistadas por atletas bolsistas."

Alto custo e falta de política pública limitam uso de veículos elétricos

Segundo a professora do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade de Campinas (Unicamp), Flávia Consoni, há um consenso de que o segmento só avançará se houver políticas públicas de estímulo.

Os carros elétricos licenciados no Brasil em 2016 correspondem a 0,18% do total, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Foram 3.818 nesta modalidade, contra 2 milhões de veículos novos no total, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O país ainda não produz carros elétricos e cerca de 80% dos que são importados e comercializados em território nacional utilizam tenologia híbrida, ou seja, combinam motor a combustão com baterias elétricas. Dos seis modelos importados, apenas um não é híbrido --- um carro de marca Alemã com aparência de popular e preço de carro de luxo, a partir de R$ 170 mil.

Segundo a professora do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade de Campinas (Unicamp), Flávia Consoni, há um consenso de que o segmento só avançará se houver políticas públicas de estímulo.

“As políticas públicas são essenciais para que tecnologias que são de ruptura e que encontram resistências iniciais possam ser fortalecidas e apoiadas. O caso dos veículos elétricos é um exemplo. Eles estão disputando mercado com os veículos a combustão interna, que são majoritariamente dominantes”, afirmou.

Ela considera que faltam estímulos, embora o país tenha algumas iniciativas pontuais, como a Resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) 97/2015, que reduziu a alíquota do imposto de importação desse tipo de veículo.

Em outros países, foram criadas linhas de financiamento exclusivas para aquisição de carros elétricos com juros diferenciados, os carros receberam isenção de taxas de estacionamentos e pedágios, ou ainda permissão para trafegarem em áreas restritas para veículos coletivos, segundo Flávia.

“No caso brasileiro, não há uma clara sinalização de política pública que estimule este mercado, com a quase completa ausência de instrumentos de promoção e de estímulo à P&D [pesquisa e desenvolvimento] e à produção e comercialização dos veículos elétricos no país”, diz a professora.

Fomento à mobilidade elétrica

O governo federal trabalha com a perspectiva de o Brasil chegar à convivência de diferentes trajetórias de motorização automotiva, dentre elas a elétrica. Em janeiro deste ano, teve início o Programa Brasil Alemanha de Fomento à Mobilidade Elétrica, em que os dois países pretendem criar, em 4 anos, um plano para incentivar e normatizar a mobilidade elétrica no país.

“O foco de atuação será o transporte coletivo urbano e o transporte de cargas ponto-a-ponto, porque nesses grandes centros urbanos onde circulam esses veículos é onde você tem um alto potencial de redução das externalidades negativas relacionadas tanto a emissões quanto a poluição sonora”, explica a diretora do Departamento das Indústrias para a Mobilidade e Logística do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Margarete Gandini.

O ambiente institucional favorável e com menos incertezas favorece que a eletrificação dos ônibus ocorra antes dos demais veículos, no entendimento da professora da Unicamp.

Entre os desafios para a implantação do veículo elétrico no país, a professora Flávia Consoni destaca, além do custo, a questão da sua autonomia  da sua autonomia, que ficou conhecido como range anxiety, ou o temor do motorista de, na ausência de eletropostos, ficar impedido de concluir sua viagem por falta de bateria. Também precisariam ser analisados os impactos ambientais e financeiros do descarte ou reciclagem da bateria dos carros elétricos.

O aposentado Elifas do Amaral transformou um veículo normal em carro elétrico e o abastece com a energia de sua rede doméstica (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

Transformação de carros

Para conseguir um automóvel mais sustentável sem pagar muito mais por isso, o coronel do Exército aposentado Elifas do Amaral apostou na ideia de transformar um carro popular com motor a combustão em um carro totalmente elétrico. Engenheiro de formação, ele fez a escolha que considerou mais rápida e com menor custo e investiu cerca de R$60 mil, além do veículo, para viabilizar o projeto.

“Eu pesquisei nos sites internacionais e observei que poderia se fazer uma transformação a partir de uma plataforma existente”, declarou.

O carro foi transformado em 2008 precisou de poucas manutenções desde então. Elifas adaptou sua garagem e usa a rede doméstica de energia elétrica para abastecer o carro, com um acréscimo de R$30 na sua conta de luz. Entre manutenção e abastecimento, o militar calcula uma economia de cerca de 70% comparada ao carro com motor a combustão.

O carro transformado tem uma autonomia de cerca de 150 quilômetros (Km) e atinge uma velocidade máxima de 130 Km/h. Sem emissão de gases de efeito estufa, o veículo também faz menos barulho.

Elifas ainda ressalta outras vantagens do carro transformado. “Esse carro tem um torque praticamente duas vezes maior ao motor original. o torque é aquela sensação que nós temos de potência do carro, quando nós estamos largando, por exemplo, quando um sinal abre, então o veículo tem uma boa aceleração e um resultado bastante satisfatório.”

Atualmente, a legislação já permite a transformação de carros como a que foi feita por Elifas, mas na época em que ele fez as modificações, foi necessário desbravar os caminhos legais para conseguir a homologação que permitiria o uso do veículo em via pública.

Segundo o militar, muitas das conversas e reuniões que manteve com os órgãos fiscalizadores acabaram servindo como subsídio para que a normatização sobre o assunto viesse a existir. “Uma vez modificada essa legislação eu me enquadrei, de forma tal, que hoje consta no documento 'veículo movido a bateria' e [o carro] tem uma fonte interna. É um veículo 100% elétrico”, orgulha-se.

Ex-presidente da Uber diz que processo é 'ataque pessoal e público'

Empresa que diz ter 13% da Uber e controlar 20% do poder de voto entrou com um processo na semana passada contra o ex-presidente-executivo da empresa Travis Kalanick para forçá-lo a deixar o conselho de administração.

O ex-presidente da Uber Technologies rejeitou um processo judicial apresentado contra ele por um dos principais investidores da empresa como um "ataque pessoal e público" sem mérito, de acordo com documentos apresentados ao tribunal na noite desta quinta-feira (17).

A empresa de capital de risco Benchmark Capital, que diz ter 13% da Uber e controlar 20% do poder de voto, entrou com um processo na semana passada contra o ex-presidente-executivo da empresa Travis Kalanick para forçá-lo a deixar o conselho de administração, onde ele ainda tem um assento e revogar o poder que ele ainda detém.

Travis Kalanick, ex-presidente-executivo da Uber (Foto: Arquivo Pessoal)

Kalanick, no primeiro documento judicial em resposta ao processo, disse que a ação legal da Benchmark faz parte de um esquema maior para expulsá-lo da empresa que ele ajudou a fundar e tira o poder que é legitimamente seu. Ele também argumentou que a disputa legal deveria ser conduzida em meio a um processo de arbitragem e que a Corte de Chancelaria de Delaware, onde o processo foi apresentado, não tem jurisdição.

Está em questão uma mudança na estrutura do conselho realizada em 2016, que ampliou em três o número de diretores com direito a voto e garantiu a Kalanick o direito exclusivo de preencher esses assentos.

No processo, a Benchmark disse que Kalanick escondeu do conselho uma série de crimes, incluindo alegações de roubo de segredos comerciais envolvendo tecnologia de veículos autônomos. Além disso, alega má conduta de Kalanick e outros executivos em lidar com um estupro cometido por um motorista da Uber na Índia, quando pediu que o conselho da empresa lhe desse os assentos extra.

17 de agosto de 2017

Brasil registra 26,3 milhões de brasileiros desempregados no 2º semestre

Apesar do desemprego ter caído um pouco nos últimos meses, ainda há muita gente em busca de um trabalho no Brasil.

O Brasil registrou 26,3 milhões de trabalhadores desempregados e subocupados no segundo trimestre, informou nesta quinta-feira (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do desemprego ter caído um pouco nos últimos meses, ainda há muita gente em busca de um trabalho no Brasil.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho agrega os trabalhadores desempregados, aqueles que estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego).

Em tempos de concorrência alta, o que o profissional pode fazer para ser escolhido para uma vaga de trabalho?

Segundo especialistas em carreira e recursos humanos ouvidos pelo G1, o primeiro passo é mostrar que está disponível para o mercado de trabalho, ou seja, não ter vergonha de falar sobre o desemprego.

“A melhor forma é ser transparente. O profissional deve deixar claro a amigos, colegas, ex-parceiros de trabalho e familiares que está disponível para novas oportunidades. Profissionais de todos os níveis estão sujeitos à demissão e as razões não se limitam à baixa performance. Bons profissionais também podem ser dispensados devido a necessidades de ajustes na companhia e a algum momento desafiador do mercado”, afirma Fernando Mantovani, gerente geral da Robert Half.

Lucas Oggiam, gerente da Page Personnel, consultoria de recrutamento para cargos de nível técnico e suporte à gerência, indica que o profissional converse primeiramente com as pessoas mais próximas. “Ninguém é responsável por nossa recolocação, somos os principais interessados. Com isso, mostrar-se disponível e grato a ajuda de outros é muito importante”, diz.

Veja abaixo 10 dicas para conseguir emprego:

1) Networking e amigos

“O primeiro passo é comunicar a rede de contatos de que está disponível para novos desafios no mercado de trabalho. Depois, é hora de fazer um mapeamento para alinhar as expectativas pessoais à realidade”, indica Mantovani.

2) Não “atirar” para todo lado

Mandar currículo para todas as oportunidades que aparecem não é uma boa opção para quem está em busca de um emprego. “Os principais erros ao procurar emprego podem ser resumidos a enviar o mesmo currículo para uma série de vagas sem tomar o cuidado de verificar se possui as qualificações técnicas e comportamentais desejadas pelo empregador ou sem personalizar com palavras-chave que tenham relação com o anúncio”, diz Mantovani.

3) Currículo atualizado

É comum esquecer de atualizar o currículo ou não colocar a informação de um curso logo após a conclusão. Mas na hora em que se começa uma busca efetiva por um emprego, o profissional precisa deixar o documento atualizado com suas informações profissionais e, principalmente, de contato.

4) Autoconhecimento

“É preciso fazer uma análise sobre a oportunidade como um todo, incluindo afinidade com a vaga e a empresa em questão, além de chances de aprendizado e crescimento profissional”, diz Mantovani. Segundo ele, o salário não deve ser o principal fator na hora de procurar emprego.

5) Explicando a demissão

Segundo os especialistas, o profissional não precisa explicar os motivos de sua demissão no currículo, mas terá que falar sobre o assunto na entrevista. “A transparência sempre é o melhor caminho, seja honesto e verdadeiro. Porém, é importante ficar atento para não demonstrar em seu discurso tons de reclamação ou fofoca. Isso não é bem visto por recrutadores”, indica Oggiam.

6) Salário

De acordo com Oggiam, o profissional que está desempregado acaba perdendo uma parte do seu poder de negociação para uma nova oportunidade. “Com isso, mantenha-se aberto para oportunidades que em casos sejam cargos ou remuneração abaixo do que possuía anteriormente”, afirma.

“Outra dica é não mencionar o salário no currículo, porque se por um lado a informação te direciona para oportunidades desejadas, por outro pode te excluir de vagas interessantes”, diz Mantovani.

7) Flexibilidade para novos projetos e desafios

Segundo Oggiam, o profissional deve estar aberto a avaliar o que o mercado pode oferecer. “Existem ótimas oportunidades em projetos especializados com tempo de duração determinado. Elas podem se transformar em um emprego permanente ou preparar o profissional para outros trabalhos”, afirma.

8) Prepara-se para a entrevista

Pesquisar sobre a empresa é essencial para ter um bom desempenho na entrevista. O profissional deve conhecer a companhia e demonstrar interesse nela também, e não somente no cargo.

O profissional deve “vender” suas realizações e resultados obtidos durante a carreira. “É importante, nesse momento da entrevista, destacar quais ações proativas contribuíram para que não se tornasse um profissional desatualizado, seja por meio de cursos on-line, palestras, workshops ou outras atividades”, diz Mantovani.

9) Ansiedade

Quem está procurando emprego fica aflito esperando respostas positivas ou negativas, mas o profissional não deve transferir isso para a pessoa que deveria dar o feedback. “Ficar desempregado nunca é fácil, e todos temos responsabilidades com as quais arcar. Porém, transferir nossa ansiedade em relação a uma recolocação para o recrutador ou indicação, não é uma atitude bem vista”, diz Oggiam.

10) Não desistir

Mesmo quando você receber um não, persista na busca pelo emprego. “Nunca é fácil falar sobre o assunto desemprego, é uma realidade que nos incomoda; porém, é algo que a vasta maioria já passou em algum momento da carreira – ou ainda irá passar. Portanto, não há motivo para vergonha”, ressalta Oggiam.

TCU rejeita parecer interno e vai mediar acordo de dívida da Oi

Área técnica orientou o tribunal a se retirar da mediação entre a Oi e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

O TCU (Tribunal de Contas da União) rechaçou nesta quarta-feira (16) uma recomendação da área técnica, que orientou o tribunal a se retirar da mediação entre a Oi e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Na prática, isso impediria a agência de fechar qualquer acordo aumentando as chances de falência da operadora.

Edifício-sede do TCU (Foto: Divulgação)

A Oi é a maior concessionária de telefonia do país, está em recuperação judicial com dívida de R$ 64,5 bilhões e seu maior credor é a Anatel, que aplicou multas bilionárias - questionadas na Justiça.

Por determinação judicial, foi instituída uma mediação para que se decida se a Anatel poderá dar algum desconto nos R$ 11 bilhões devidos, convertê-los em investimentos ou simplesmente parcelar essa dívida.

Diante do impasse, a Justiça do Rio, onde tramita o processo da Oi, determinou que o TCU também participasse para dar garantia de que a decisão não seria questionada depois pelo tribunal.

O ministro do caso no TCU, Bruno Dantas, acatou a decisão e foram nomeados representantes do tribunal para acompanhar a mediação.

Em novo parecer, a Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Hídrica, de Comunicações e de Mineração do TCU afirmou, no entanto, que a legislação não permite ao tribunal participar do procedimento. Segundo Dantas, a secretaria tinha se posicionado favoravelmente antes disso.

De acordo com o novo parecer, o TCU só poderia tomar alguma decisão sobre atos praticados pelos representantes da Anatel depois que a mediação fosse concluída.

A ideia da mediação também daria respaldo para que a Anatel firmasse acordos sem risco de que seus dirigentes pudessem, depois, ser responsabilizados pelo tribunal.

As multas da Anatel se transformaram no principal ponto de controvérsia entre credores. Todos aceitam dar descontos, menos a agência. Sem isso, dificilmente haverá acordo e Oi corre o risco de ir á falência mesmo sendo operacionalmente viável.

A Procuradoria Especializada da Anatel, braço da AGU (Advocacia Geral da União) na agência, é contra os descontos. Para ela, seria possível fechar um acordo para que todas as pendências da Oi -tributos, contribuições e multas- fossem renegociadas na AGU. Mas não seria possível que a empresa tivesse descontos. A AGU diz que a Anatel nem sequer poderia participar das reuniões de credores.

16 de agosto de 2017

S&P tira Brasil de observação e mantém nota do país

Para agência, a economia dá sinais de estabilização e governo permanece comprometido com o controle do gasto público.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) anunciou que retirou a nota de risco soberano do Brasil do status de observação negativa (CreditWatch negativo), mantendo a nota de crédito do Brasil em moeda estrangeira e local em “BB” - dois patamares abaixo do grau de investimento (selo de bom pagador).

Apesar do afastamento do risco de um rebaixamento no curto prazo, a S&P manteve a perspectiva negativa para o rating do Brasil por conta dos desafios políticos ainda existentes.

A observação negativa foi anunciada em maio após as delações dos irmãos Batista envolvendo o presidente Michel Temer e parte do mercado via um risco de rebaixamento diante do já aguardado afrouxamento da meta de teto para o rombo das contas públicas em 2017 e 2018.

Apesar da piora da meta fiscal, agência avaliou em comunicado que a economia brasileira dá sinais de estabilização, "apesar da política fluida".


Foto: Divulgação

"O Congresso aprovou uma reforma trabalhista em julho, e o governo permanece comprometido a promover uma reforma da previdência que contenha o crescimento da despesa", destacou a S&P.

A decisão da S&P foi anunciada no mesmo em que o governo anunciava a elevação da meta fiscal de 2017 e 2018 para déficit de R$ 159 bilhões. A meta que está hoje em vigor é de déficit de até R$ 139 bilhões, para 2017, e de até R$ 129 bilhões, para 2018.

Na avaliação da agência, os desafios fiscais continuam significativos e a dívida pública deve continuar a subir até 2020. Em contrapartida, a situação das contas externas e a perspectiva de queda dos juros acontribuem para a saída da recessão.

Segundo a S&P, a perspectiva negativa para a nota reflete os desafios políticos e o risco de um rebaixamento nos próximos 6 a 9 meses caso o Congresso não consiga aprovar leis que reduzam a rigidez fiscal, que dificultam o controle do crescimento da dívida pública.

Perda do grau de investimento

Atualmente, a nota do Brasil está na mesma posição nas escalas das 3 principais agências de classificação de risco: dois degraus abaixo do grau de investimento. Desde 2015, o Brasil perdeu o selo de bom pagador.

O Brasil conquistou o grau de investimento pelas agências internacionais Fitch Ratings e Standard & Poor’s pela primeira vez em 2008. Em 2009, conseguiu a classificação pela Moody’s.

A S&P foi primeira a tirar o selo de bom pagador do Brasil, em setembro de 2015, ação que foi seguida pelas outras duas grandes agências internacionais: Fitch e Moody´s.

Segundo analistas de mercado, historicamente, países costumam levar cerca de 5 a 10 anos para recuperar o selo de país bom pagador.

Setor de serviços tem maior alta para junho em 5 anos, diz IBGE

Dados de maio foram revisados para alta de 0,5% frente ao mês anterior.

O volume do setor de serviços do país avançou 1,3% em junho frente a maio na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior variação mensal para o mês de junho desde 2012, quando foi iniciada a série histórica da pesquisa.

Este foi o terceiro resultado positivo na variação mensal (mês contra mês anterior). Porém, conforme ponderou o analista da coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, ainda não é possível apontar uma recuperação do setor.

“Apesar de ter tido um crescimento de 1,3% na margem, não foi suficiente para reverter o resultado negativo do acumulado no ano. O setor começou a cair em junho de 2015, começou a estacionar em junho de 2016 e ainda não houve reversão. Então, ainda não podemos afirmar que há recuperação”, afirmou.

“O setor de serviços é o último a entrar na crise e o último a sair”, acrescentou Saldanha. Segundo o pesquisador, a recuperação do setor só será possível após a recuperação da indústria no país. “O setor industrial é o maior demandante de serviços no país”, explicou.

Embora afirme que ainda não é possível falar em recuperação do setor de serviços, o economista apontou que o pior já passou. “Os piores resultados já passaram. Se observarmos uma trajetória desde outubro do ano passado, ali foram os piores resultados”, acrescentou Saldanha.

O IBGE revisou os dados do setor de serviços de maio. Ao contrário do avanço de 0,1%, que o deixou praticamente estável na passagem de abril para maio, a alta foi de 0,5%, uma diferença de 0,4 pontos percentuais.

No acumulado do ano, o índice recuou 4,1%, o segundo pior desempenho da série. Em junho do ano passado, a retração nesta base de comparação havia sido de 4,9%. Em 2012, o primeiro semestre encerrou com alta de 4,4%.

Situação parecida ocorreu com o resultado acumulado em 12 meses – o recuo de 4,7% foi menor que em junho do ano passado (-4,9%), mas distante do melhor resultado nesta base de comparação, registrado em junho de 2013, quando apresentou alta de 4,1%.

Receita do setor

A receita de maio para junho subiu 1%, a segunda maior alta da série e o melhor resultado havia sido registrado em junho de 2013, quando teve alta de 1,4%. No semestre, porém, a receita do setor teve o segundo pior resultado da série (1,6%). O pior resultado nesta base de comparação foi observado no ano passado (0,2%) e o melhor em junho de 2012 (10,8%).

Nos 12 meses terminados em junho, o indicador também teve o segundo pior resultado da série, com queda de 0,6%. A variação mais baixa foi registrada no ano passado (0,3%), e a melhor em junho de 2013 (8,9%).

Nos seis primeiros meses do ano, o setor de serviços caiu 1,3% frente ao 2º semestre de 2016, na série livre de influências sazonais, a menor queda desde o 1º semestre de 2015.

Atividades em destaque

Por atividade, se destacaram na comparação mensal os serviços prestados às famílias e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, ambos com crescimento de 1,0%. Serviços profissionais, administrativos e complementares subiram 0,8%. O único recuo foi nos segmentos de serviços de informação e comunicação, com variação negativa de 0,2%.

O resultado de junho na comparação com maio sofreu influência positiva das atividades de turismo. De acordo com o analista responsável pela pesquisa, o desempenho deste ramo de serviços foi alavancado pelo chamado turismo de negócios.

“As atividades de alojamento e transporte aéreo cresceram no mês, devido ao turismo de negócios, que costuma beneficiar especialmente São Paulo e o Distrito Federal”, explicou Saldanha.

Comparado com junho do ano passado, o segmento de serviços prestados às famílias teve alta de 4,1%. “A gente identifica aí uma melhora no rendimento das famílias e uma certa estabilização dos preços”, apontou Saldanha.

Já no ramo dos transportes, serviços auxiliares de transportes e correios, a segunda atividade que apresentou alta na comparação com junho do ano anterior, com avanço de 2,1%. Segundo o analista do IBGE, este resultado poderia ter sido melhor se a base de comparação não estivesse alta. “No ano passado, esta atividade esteve beneficiada pelas olimpíadas”, disse.

Primeiro trimestre positivo após 9 quedas

No 2º trimestre de 2017, o setor de serviços registrou variação positiva de 0,3% frente ao 1º trimestre (sem influências sazonais), interrompendo uma sequência de nove trimestres de queda. Os crescimentos em serviços profissionais, administrativos e complementares (1,4%) e nos transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,7%) contribuíram para o resultado positivo.

Bradesco terá prédio para reunir start-ups em São Paulo

O espaço, que deve ter 10 andares com 1.000 metros quadrados, será em São Paulo, próximo à avenida Paulista e à rua da Consolação.

O Bradesco pretende lançar até o final deste ano um prédio para reunir start-ups e departamentos de inovação de grandes empresas.
O espaço, que deve ter 10 andares com 1.000 metros quadrados, será em São Paulo, próximo à avenida Paulista e à rua da Consolação.
O anúncio foi feito por Luca Cavalcanti, diretor executivo de canais digitais e inovação do Bradesco, durante o evento Fintouch, promovido pela ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) e pela StartSe (plataforma de conexão entre empresas, investidores e empreendedores).
O executivo diz que o objetivo é que o espaço permita a coinovação, ou seja, o desenvolvimento de novas tecnologias a partir de parcerias entre Bradesco e as empresas alocadas ali.
Ele explica que as empresas serão divididas em andares de acordo com tecnologia com a qual trabalham. Os principais eixos de desenvolvimento serão blockchain (tecnologia de registro compartilhado que é base do bitcoin, por exemplo), big data, internet das coisas, inteligência artificial e APIs (conexão entre aplicações).


Foto: Divulgação

Ainda não há definição sobre número de empresas que ficarão no local.
O espaço é desenvolvido em parceria com a WeWork, rede de escritórios colaborativos.
Projetos que despertarem interesse do banco podem ser levados para outra unidade em desenvolvimento, em Alphaville (Grande SP), para realização de provas de conceito.
O Bradesco realiza seleções anuais do programa InovaBRA, que aproxima start-ups selecionadas de executivos do banco para mentorias e busca de oportunidades em conjunto. Até agora, o banco avaliou cerca de 1.500 empresas em três edições do programa, diz Cavalcanti.
Em setembro, o Cubo, espaço para start-ups mantido pelo Itaú e pelo fundo de venture capital (capital de risco) Redpoint eVentures, completa dois anos. O espaço abriga eventos e cerca de 50 start-ups.

Ministério da Fazenda reduz para R$ 969 estimativa para salário mínimo

Segundo as novas projeções, o ritmo de crescimento nominal da massa salarial, por sua vez, passou de 8,5% para 5,7%

Com uma perspectiva de crescimento menor do país e avanço mais lento da massa salarial, o governo revisou a previsão para o salário mínimo em 2018. O valor previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem era de R$ 979,00, mas agora passou a R$ 969,00, segundo os novos cálculos do governo.

O ritmo de crescimento nominal da massa salarial, por sua vez, passou de 8,5% para 5,7%. A evolução da massa salarial é um dos principais indicadores sobre o mercado de trabalho no país.

A área econômica passou a prever um crescimento menor em 2018, o que teve impacto sobre a projeção de receita do ano que vem. A previsão de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,5% para 2,0%, segundo os números apresentados hoje pelo governo.

Houve mudanças ainda nas expectativas para o IPCA, índice oficial de inflação, cuja estimativa para 2018 caiu de 4,5% para 4,2%. Esses dois parâmetros afetam diretamente a estimativa de receitas do governo. Se o país cresce menos e os preços da economia avançam em ritmo menor, a arrecadação também tem evolução mais lenta.

Cemig

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o leilão de quatro usinas hidrelétricas da Cemig continua nas projeções do governo para 2017, mas não descartou que a empresa possa oferecer uma proposta ao governo. “Parlamentares ainda buscam acordo da União com a Cemig, mas não se pode ignorar decisão da Justiça que determinou a devolução ao governo federal. Mas o leilão está mantido”, enfatizou.

Ele confirmou que para 2018 também haveria um número substancial de leilões de hidrelétricas que podem ocorrer. “Pretendemos e temos o dever de buscar as fontes de receita a que a União tem direito”, alegou.

Congresso

Meirelles disse ainda que as dificuldades de debate da equipe econômica com parlamentares sobre as medidas propostas são normais e fazem parte da democracia. “Contamos com a aprovação do Congresso para a revisão da meta no menor patamar possível. Sem a aprovação das medidas pelo Congresso, o aumento do déficit pode ser ainda maior. Mas o Congresso é soberano e respeitamos as decisões”, completou.

15 de agosto de 2017

Volkswagen investirá R$ 2,6 bilhões para modernizar fábrica no Brasil

Valor faz parte de um total de R$ 7 bilhões a serem investidos no Brasil até 2020 e tem como objetivo produzir novos modelos, como Polo e Virtus.

A Volkswagen investirá R$ 2,6 bilhões até 2020 em sua primeira fábrica propriamente dita no Brasil, localizada em São Bernardo do Campo (SP), que montou a primeira Kombi com peças nacionais há 60 anos.

O valor faz parte dos R$ 7 bilhões anunciados em 2016 e será usado no desenvolvimento, na modernização da manufatura, testes de certificação, desenvolvimento local de peças, qualificação de pessoal e em ações para o lançamento dos novos modelos no Brasil.

O primeiro deles é a sexta geração do Polo, que ainda está envolta em alguns segredos, mas deve estar disponível aos consumidores em outubro deste ano.

Em seguida, aparece a versão sedã, chamada de Virtus, programada para o primeiro trimestre de 2018.

Sobre a mesma plataforma do Polo e do Virtus também serão produzidos um novo SUV e uma nova picape, que aparecerão até 2020.

Com estas novidades, a fabricante alemã quer "virar a página" no Brasil e pretende não ser mais reconhecida apenas por modelos "básicos" como Kombi, Fusca e Gol.

Entre as modernizações na fábrica de São Bernardo do Campo estão 373 robôs mais precisos e eficientes em relação aos que já eram utilizados, além de 214 novas ferramentas e equipamentos de solda a laser.

Antes da produção na unidade Anchieta, a Volkswagen montava Fuscas e Kombis em um armazém no bairro do Ipiranga, em São Paulo, com peças importadas da Alemanha.

BNDES quer abrir processo de responsabilidade contra irmãos Batista

Processo decorre das delações em maio, que forçaram a gigante do setor de carnes a iniciar um programa de venda de ativos para levantar R$ 6 bilhões.

BNDES divulgou no final desta segunda-feira (15) que vai defender em assembleia de acionistas da JBS, marcada para 1 de setembro, que a empresa abra processo de responsabilidade contra os irmãos Wesley e Joesley Batista e outros ex-executivos da empresa por prejuízos causados à companhia.

O processo defendido pelo BNDES é decorrente das delações premiadas dos Batista e de ex-executivos da JBS e da holding J&F acertadas em maio e que forçaram a gigante do processamento de carne a iniciar um programa de venda de ativos para levantar R$ 6 bilhões.

O banco de fomento, um dos principais acionistas da JBS, também afirmou que vai defender a saída de Wesley Batista da presidência executiva da companhia. Em junho, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, defendeu o afastamento da família do comendo da JBS.

O BNDES quer que o processo seja aberto em até 90 dias da realização da assembleia e a contratação de auditoria externa independente para apuração dos danos causados pelos crimes confessados pelos executivos e "identificação de eventuais outros responsáveis pelos danos".

O BNDES é o segundo maior acionista da JBS, atrás apenas da família Batista. Eles são donos de 21,3% da empresa, por meio da BNDESpar, seu braço de participações. A FB Participações, empresa que reúne os negócios da família Batista, detém 42,5% da JBS. As demais ações estão nas mãos de minoritários.

Meirelles promete anunciar revisão de meta fiscal nesta quarta

Meirelles rejeitou a ideia de alterar a meta para R$ 170 bilhões e creditou o não cumprimento à inflação menor do que a esperada

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o anúncio da revisão da meta fiscal deve ficar para esta quarta-feira (16), porque o governo ainda busca receitas extraordinárias na área de energia.

Meirelles rejeitou a ideia de alterar a meta para R$ 170 bilhões e creditou o não cumprimento à inflação menor do que a esperada. "[A revisão] não é por um aumento de despesa, é por uma queda de arrecadação, produto de uma situação que tem um lado muito positivo para o país, que é uma inflação abaixo da meta", afirmou. "Ela é boa para o país, ajuda a estabilizar, mas é ruim para a arrecadação."

O ministro afirmou que "não descarta qualquer número", mas que a nova meta não deve ficar em R$ 170 bilhões, como havia sido aventado por integrantes da classe política.

Meirelles participou de mais uma reunião para discutir a questão da meta, com parlamentares na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta terça (15).

Desde o fim da semana passada, o presidente Michel Temer tenta definir com sua equipe os números de revisão para as metas deste e do próximo ano, além de medidas de redução dos gastos e aumento da arrecadação necessárias para fechar as contas públicas.

O anúncio das novas previsões, que devem ficar em torno de um deficit de R$ 159 bilhões para os dois anos, já foi adiado duas vezes e tem provocado divergências entre os auxiliares de Temer.

Meirelles afirmou que o governo deve enviar nova proposta do Refis para a análise da Câmara entre esta terça (15) e quarta-feira (16). "Estamos apresentando uma proposta que seja viável e que atenda às possibilidades do Tesouro Nacional", afirmou.

A equipe econômica esperava angariar R$ 13,8 bilhões com o programa neste ano, mas deputados e senadores -que estão entre os grandes devedores- querem mais vantagens para os devedores em troca de apoio ao presidente Michel Temer (PMDB) e à reforma da Previdência.

Ele também defendeu a reoneração da folha de pagamento, a aprovação da TLP (Taxa de Longo Prazo) e a reforma da Previdência.

AUMENTO DE IMPOSTOS

Em evento no Palácio do Planalto, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) negou que tenha havido debate para uma meta fiscal superior a R$ 159 bilhões. Ele também ressaltou que o presidente não pretende elevar ainda mais a carga tributária para equilibrar as contas públicas.

"Nós estamos assistindo à equipe econômica projetar números que nunca passaram do que foi a meta do ano passado, que foi R$ 159 bilhões", disse. "Aumento de impostos já fizemos, algo que o presidente não gostaria de ter feito e já fez", acrescentou.

Na mesma cerimônia, o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) refutou que haja uma discordância entre a equipe econômica e a base aliada. Segundo ele, todos concordam que não deve haver aumento da carga tributária e que a solução deve vir da redução de despesas.

"A hipótese de elevação de novos tributos deve ser afastada, que é exatamente o mesmo esforço da equipe econômica. Então, há uma convergência e não uma divergência de que o político quer uma coisa e a equipe econômica quer outra", afirmou.

Comércio varejista tem alta de 1,2% no volume de vendas em junho, aponta IBGE

Na comparação com junho de 2016, as vendas tiveram alta de 3% no volume e 2,4% na receita.

O volume de vendas no comércio varejista cresceu 1,2% na passagem de maio para junho. Já a receita nominal teve expansão de 0,8%. Em ambos indicadores, o setor apresentou a terceira alta consecutiva neste tipo de comparação temporal. Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com junho de 2016, as vendas tiveram alta de 3% no volume e 2,4% na receita. No acumulado do ano, apesar de registrar queda de 0,1% no volume, houve alta de 1,9% na receita. No acumulado de 12 meses, o mesmo comportamento, queda de 3% no volume e alta de 3,2% na receita.

Na comparação com junho de 2016, vendas do comércio registraram alta de 3% no volume e 2,4% na receita (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

Na passagem de maio para junho, seis das oito atividades do comércio varejista tiveram alta no volume de vendas, com destaque para os setores de tecidos, vestuário e calçados (5,4%) e de livros, jornais, revistas e papelaria (4,5%).

Também anotaram alta os setores de combustíveis e lubrificantes (1,2%), móveis e eletrodomésticos (2,2%), artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (1,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%).

Por outro lado, duas atividades tiveram queda no volume: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,6%) e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%).

Varejo ampliado

No chamado varejo ampliado, que considera oito atividades varejistas, além de veículos e peças e materiais de construção, o volume de vendas teve alta de 2,5% em junho, depois de uma queda de 0,2% em maio. Os veículos, motos e peças registraram alta de 3,8%, enquanto os materiais de construção cresceram 1%.

Na comparação com junho de 2016, o varejo ampliado teve alta de 4,4%. No acumulado do ano, a alta é de 0,3%. Já no acumulado de 12 meses, o volume de vendas acumula queda de 4,1%.

Volume de exportações cresce 12,5% em julho, aponta a FGV

O setor agropecuário exportou 26% a mais em volume no período. Já a indústria da transformação teve a alta mais modesta entre os três setores: 3,1%.

O volume de exportações brasileiras aumentou 12,5% entre julho de 2016 e julho deste ano, segundo dados dos Indicadores de Comércio Exterior, divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em junho, a alta havia sido de 15,6%. No entanto, os preços dos produtos exportados só cresceram 0,7% no período.

O volume das commodities (mercadorias com preços fixados em dólar) teve expansão de 19,6%, enquanto as não commodities acusaram uma alta de apenas 5,7%. Entre as atividades econômicas, o principal destaque ficou com a indústria extrativa, com crescimento de 49,7% no volume exportado.

Produtos exportados movimentaram portos de todo o país (Foto: Agência Brasil)

O setor agropecuário exportou 26% a mais em volume no período. Já a indústria da transformação teve a alta mais modesta entre os três setores: 3,1%.

Já entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis tiveram aumento de 52,5% e os bens intermediários (insumos para o setor produtivo) de 5,3%. Os bens de consumo semiduráveis tiveram uma variação quase nula (0,1%), enquanto os bens de consumo não duráveis ficaram estáveis. Já os bens de capital (máquinas e equipamentos) registraram queda de 7%.

Importações

O volume das importações cresceu 10,8%, enquanto os preços caíram 1,5%. Em relação ao volume das atividades econômicas, a indústria extrativa importou 40,6% mais, seguida pela indústria da transformação (0,5%). Já a agropecuária teve uma queda de 24,8%.

Entre as categorias de uso, a importação de bens de consumo semiduráveis foi a que mais se destacou, com alta de 34,9%. Os bens intermediários anotaram um aumento de 10,2%, enquanto os bens de consumo duráveis variaram 0,5%. Por outro lado, caíram as importações de bens de consumo não duráveis (-9,4%) e de bens de capital (-31,1%).

Em crise, JBS propõe aumentar salário de administradores em R$ 10 milhões

O aumento seria dado apenas para os conselheiros de administração: a cifra destinada a eles subiria de R$ 2,59 milhões para um total de R$ 14,6 milhões no ano - ou cerca de R$ 1,6 milhão por conselheiro.

Apesar da crise gerada pela delação de seus controladores, a JBS propôs a seus acionistas um aumento de R$ 10 milhões na verba destinada à remuneração de seus administradores em 2017, que foi definida em R$ 17 milhões em assembleia realizada no dia 30 de abril.

Empresa quer aumentar salários dos conselheiros de administração, que receberam um montante de R$ 290 mil no ano de 2016 (Foto: Divulgação / JBS)

A proposta foi incluída entre as matérias que serão votadas em assembleia que será realizada no próximo dia 1º de setembro. O encontro foi pedido pelo BNDESPar, braço de participações do BNDES, para pedir investigação sobre os controladores da companhia.

O aumento seria dado apenas para os conselheiros de administração: a cifra destinada a eles subiria de R$ 2,59 milhões para um total de R$ 14,6 milhões no ano - ou cerca de R$ 1,6 milhão por conselheiro. No ano passado, a remuneração global dos conselheiros foi de R$ 2,040 milhões, ou cerca de R$ 290 mil para cada.

O conselho de administração da JBS é formado hoje por nove membros, entre eles Wesley Batista e José Batista Sobrinho, da família fundadora da companhia.

É presidido por Tarek Mohamed Farah, que também participa da administração de outras empresas do grupo J&F.

A JBS justifica a proposta de aumento com "as substanciais transformações ocorridas na realidade empresarial da companhia no presente exercício de 2017".

"Nesse sentido, a companhia vem implementando uma série de mudanças em sua administração", diz, em texto entregue à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), citando novas atribuições que os conselheiros terão, como "liderar o processo de transformação e aprimoramento dos níveis de governança".

"Ao mesmo tempo em que serão reforçadas as medidas de governança corporativa e compliance, haverá um aumento na frequência de reuniões", continua o texto, concluindo que a remuneração atual não condiz com "o cenário desafiador ao qual a companhia está atualmente exposta".

14 de agosto de 2017

Vale avalia maneiras de acelerar listagem no Novo Mercado da B3

A empresa informou que 84,4% dos seus acionistas concordaram em trocar suas ações preferenciais por ordinár

m suporte maior do que o esperado de acionistas da Vale ao plano de conversão de ações está motivando a maior produtora global de minério de ferro a acelerar a listagem de ações ordinárias no segmento Novo Mercado disseram executivos da empresa nesta segunda-feira (14).

O Novo Mercado é o segmento da B3 (antiga BM&FBovespa, a bolsa brasileira) que exige o maior nível de governança coporativa. As empresas listadas nele só podem emitir ações ordinárias (com direito a voto).

O presidente executivo da Vale, Fabio Schvartsman, disse em teleconferência com investidores que a companhia não considera usar dinheiro para comprar as ações de investidores que não converteram seus papéis preferenciais (sem direito a voto) em ordinários.

A empresa informou na noite de sexta-feira que 84,4% dos seus acionistas concordaram em fazer a troca, o que garantiu o sucesso da maior reorganização corporativa do país, envolvendo US$ 21 bilhões.

A mineradora também comunicou que um total de 1,66 bilhão de ações preferenciais (negociadas no Brasil e nos Estados Unidos) foi entregue para conversão ou permuta. A empresa estabeleceu limite mínimo de 54,09% para aprovar a conversão de ações.

"Estamos muito satisfeitos com o resultado, que superou as nossas melhores expectativas. Foi dado um importante passo para que possamos transformar esta companhia na corporation que todos queremos que ela seja, uma empresa com os mais altos padrões de governança", afirmou Schvartsman por meio de nota.

Governança corporativa

A reorganização coloca um limite para a interferência política na Vale, aspecto que pesava sobre suas ações durante os cinco anos de mandato do ex-presidente Dilma Rousseff. Ainda assim, o governo manterá uma parcela de "golden share" (classe especial detida pelo poder público), permitindo que ele tome decisões estratégicas.

Ao fundir as diferentes classes de ações da Vale em uma única, a mineradora pode atrair mais investidores asiáticos e fundos especializados de mineração e metais como acionistas, disse o diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores da mineradora, Luciano Siani, ao Reuters Latin American Investment Summit, nesta segunda-feira (14).

Dólar sobe ante real com cautela antes de anúncio de meta fiscal maior

a sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,05%, fechando a R$ 3,1741 na venda.

dólar opera em alta em relação ao real nesta segunda-feira (14), chegando a bater R$ 3,20 durante a sessão, com os investidores assumindo posições mais defensivas antes de o governo brasileiro anunciar novas e maiores metas fiscais para 2017 e 2018, segundo a Reuters.

Às 14h00, a moeda norte-americana avançava 0,31%, vendida a R$ 3,1842, depois de ir a R$ 3,2065 na máxima desta sessão, segundo a Reuters.

Posições mais defensivas podem englobar tanto queda na oferta quanto aumento da demanda pela moeda, o que faz com que o valor do dólar suba, já que investidores acabam procurando a moeda norte-americana por segurança em meio às incertezas no cenário local.

"Esse aumento do déficit (primário) tira um pouco da credibilidade da equipe econômica", afirmou à Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.


Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

O governo anunciará nova meta de déficit primário de R$ 159 bilhões para 2017 e 2018 nesta segunda-feira, sem aumento de impostos, disse mais cedo à Reuters uma importante fonte palaciana. Esse é praticamente o mesmo rombo obtido em 2016, buscando sinalizar que pelo menos a trajetória das contas públicas não vai piorar.

No mercado, havia temores de que o Brasil possa ser rebaixado mais uma vez pelas agências de classificação de risco por conta da situação fiscal, o que tenderia a espantar investidores estrangeiros.

Por isso a queda-de-braço foi intensa dentro do governo para tentar fechar as contas, com parte do Planalto alinhada com o Ministério do Planejamento no intuito de promover a mudança das metas, em meio ao cenário político mais delicado, com o presidente Michel Temer tendo de buscar apoio no Congresso Nacional para dar andamento às reformas, como a da Previdência.

Mas o Ministério da Fazenda ainda preferia esperar mais para manter a mensagem de maior austeridade. Temer terá outra reunião nesta segunda-feira com sua equipe econômica e política antes de anunciar as alterações.

Os investidores também trabalhavam de olho no cenário externo nesta sessão, onde o dólar subia ante uma cesta de moedas, com expectativas de alta dos juros nos Estados Unidos recuando após dados de inflação fracos.

Última sessão

Na sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,05%, fechando a R$ 3,1741 na venda. Na semana, a alta foi de 1,56%.

Consumidor pode adotar medidas para melhorar 'nota' e conseguir crédito

O score é basicamente um raio-x do consumidor, com informações sobre pagamentos em dia, quanto da renda é comprometida com dívidas se usa o cheque especial ou paga o mínimo do cartão de crédito, por exemplo.

Ao tentar alugar um apartamento no Rio, o representante comercial Alberto Lopes, 56, descobriu ter alto risco de dar calote. Sem dívidas e com nome limpo, tentou entender por que sua nota de crédito era tão baixa -272, em uma escala que vai até 1.000.
"Tenho nome limpo, sem dívida pendente, mas não consigo comprar a prazo por causa da nota. Disseram que não dá para fazer nada, que a pontuação sobe com o tempo", afirma. "O critério é tão falho que minha filha, que não tem nem uma bicicleta ou renda, tem pontuação três vezes melhor", critica.
A única mancha no histórico dele foi há 10 anos, quando foi negativado por não pagar uma dívida. Isso, porém, basta para que bancos, lojas e birôs de crédito considerem que ele ofereça mais risco do que outros consumidores.
O score é basicamente um raio-x do consumidor, com informações sobre pagamentos em dia, quanto da renda é comprometida com dívidas se usa o cheque especial ou paga o mínimo do cartão de crédito, por exemplo.
"Quem fica negativado, mesmo que limpe o nome, é considerado de médio risco. Isso impede que seu score [pontuação] melhore. A lógica é que ele pode voltar a ficar negativado", explica Pablo Nemirovsky, superintendente de serviços ao consumidor da Boa Vista SCPC.
Para calcular a nota, birôs usam variáveis como estado civil, idade e renda presumida, que ajudam a determinar a probabilidade de pagamento, diz a economista Marcela Kawauti, do SPC Brasil.

Cadastro atualizado
Ter score elevado aumenta as chances de se obter crédito e pode reduzir os juros cobrados pelo banco. E melhorar a pontuação, às vezes, demanda pouco esforço.
Até atualizar o cadastro junto a credores e birôs de crédito, por exemplo, ajuda a aumentar a credibilidade.
"Quanto mais atualizada for a informação, melhor dá para prever o comportamento do consumidor. A tendência de inadimplemento é maior entre aqueles que não atualizam o cadastro", diz Nemirovsky, da da Boa Vista SCPC,
Pagar contas em dia é importante, assim como organizar o orçamento para não entrar no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito.
Em relação aos empréstimos, a dica é não ultrapassar o limite de comprometimento de renda considerado saudável, que é em torno de 30%.
Até ter um emprego formal ajuda, pela ideia de previsibilidade de renda.
Por outro lado, ter o nome consultado muitas vezes nos birôs de crédito acende a luz amarela. "A procura por bancos ou financeiras num curto período pode indicar que a pessoa está com algum descontrole e pode vir a ficar inadimplente", diz Nemirovsky.
E para quem já teve nota baixa, um alerta: elevar o score pode levar tempo. O resultado pode aparecer após um ano, afirma Vander Nagata, da Serasa Experian.
Segundo a Serasa, 54% dos inadimplentes que regularizaram sua situação voltaram a ter o nome sujo no ano seguinte. Hoje o país tem 61 milhões de inadimplentes, segundo o birô de crédito

Petrobras anuncia início de fase de venda de ativos no Paraguai

No país, a Petrobras conta com uma rede de cerca de 200 estações de serviços e de mais de 110 lojas de conveniências. Com a venda dos ativos naquele país, a empresa objetiva a redução do seu endividamento.

A Petrobras iniciou a fase não vinculante do processo de venda de seus ativos no Paraguai. Segundo nota da estatal, encaminhada nesta segunda (14) ao mercado, "nesta etapa do projeto serão enviados aos interessados habilitados na fase anterior o memorando descritivo com informações sobre os ativos e as instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes". As informações são da Agência Brasil.
A estatal informa, ainda, que a iniciativa está em sintonia com a sistemática para desinvestimentos da Petrobras e alinhada às orientações do TCU (Tribunal de Contas da União). As atividades da companhia no Paraguai incluem ativos nos mercados de distribuição e comercialização de combustíveis, de lubrificantes e de gás liquefeito de petróleo (GLP).
No país, a Petrobras conta com uma rede de cerca de 200 estações de serviços e de mais de 110 lojas de conveniências. Com a venda dos ativos naquele país, a empresa objetiva a redução do seu endividamento.


Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Participações
A princípio, a fase não vinculante da venda de ativos no Paraguai envolve a comercialização integral das participações da estatal brasileira na Petrobras Paraguay Gas, Petrobras Paraguay Distribución e Petrobras Paraguay Operaciones y Logística.
A venda dos ativos da Petrobras no exterior faz parte do programa de desinvestimento em que ela pretende levantar de US$ 20 bilhões até o final do próximo ano e já envolveram algumas outras operações na América Latina, inclusive a totalidade das participações da estatal na Petrobras Argentina e também na Petrobras Chile.
No final do mês passado a empresa divulgou Comunicados e Fatos Relevantes ao mercado, onde apresentava algumas das oportunidades de negócios que estavam sendo ofertados com o objetivo de dar continuidade ao seu plano de desinvestimento.
Nele, constava oportunidades de desinvestimentos (Teasers) referentes à cessão da totalidade de direitos de exploração, desenvolvimento e produção em sete conjuntos de campos em águas rasas (totalizando 30 concessões), localizados no Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo.

Petrobras anuncia início de fase de venda de ativos no Paraguai

No país, a Petrobras conta com uma rede de cerca de 200 estações de serviços e de mais de 110 lojas de conveniências.

A Petrobras iniciou a fase não vinculante do processo de venda de seus ativos no Paraguai. Segundo nota da estatal, encaminhada hoje (14) ao mercado, “nesta etapa do projeto serão enviados aos interessados habilitados na fase anterior o memorando descritivo com informações sobre os ativos e as instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”.
Edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro (Foto: Felipe Lange Borges)

A estatal informa, ainda, que a iniciativa está em sintonia com a sistemática para desinvestimentos da Petrobras e alinhada às orientações do Tribunal de Contas da União (TCU). As atividades da companhia no Paraguai incluem ativos nos mercados de distribuição e comercialização de combustíveis, de lubrificantes e de gás liquefeito de petróleo (GLP).

No país, a Petrobras conta com uma rede de cerca de 200 estações de serviços e de mais de 110 lojas de conveniências. Com a venda dos ativos naquele país, a empresa objetiva a redução do seu endividamento.

Venda de participações

A princípio, a fase não vinculante da venda de ativos no Paraguai envolve a comercialização integral das participações da estatal brasileira na Petrobras Paraguay Gas, Petrobras Paraguay Distribución e Petrobras Paraguay Operaciones y Logística.

A venda dos ativos da Petrobras no exterior faz parte do programa de desinvestimento onde ela pretende levantar de US$ 20 bilhões até o final do próximo ano e já envolveram algumas outras operações na América Latina, inclusive a totalidade das participações da estatal na Petrobras Argentina e também na Petrobras Chile.

No final do mês passado a empresa divulgou Comunicados e Fatos Relevantes ao mercado, onde apresentava algumas das oportunidades de negócios que estavam sendo ofertados com o objetivo de dar continuidade ao seu plano de desinvestimento.

Nele, constava oportunidades de desinvestimentos (Teasers) referentes à cessão da totalidade de direitos de exploração, desenvolvimento e produção em sete conjuntos de campos em águas rasas (totalizando 30 concessões), localizados no Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo, conforme tabela constante do link.

Para sobreviver, sindicato terá de se reinventar, dizem pesquisadores

Promulgada em julho, lei nº 13.467 passa a valer em novembro com pelo menos quatro efeitos diretos no mundo sindical.

O fim do financiamento obrigatório (que entidades tentam reverter) é só um dos efeitos da reforma trabalhista sobre os sindicatos - e, se bem usado, pode fortalecê-los, defendem cinco economistas que estudam o tema.

"A reforma abre opções de escolhas estratégicas", diz Hélio Zylberstajn, professor da USP e coordenador do Projeto Salariômetro da Fipe.

"Se as escolhas forem tacanhas, nada muda. Mas, se entenderem que é um momento de mudança de paradigma, tudo pode melhorar."

Promulgada em julho, a lei nº 13.467 passa a valer em novembro com pelo menos quatro efeitos diretos no mundo sindical.

O primeiro é o fim do desconto de um dia de trabalho de todo empregado.

Conhecido como imposto sindical, o recurso somou R$ 2,6 bilhões em 2016 (60% do descontado), fonte fundamental de manutenção das entidades mais fracas.

Estima-se que metade dos 7.000 sindicatos de trabalhadores urbanos do setor privado tenha surgido só para receber o imposto, sem atuar por seus representados.

Agora, o desconto será feito apenas dos trabalhadores que o autorizarem. Com a perspectiva de perder essa verba, entidades tentam emplacar outra contribuição, decidida na assembleia que aprova a convenção coletiva.

Se 10% da categoria participar da votação e metade deles mais um aprovarem o desconto, ele valerá para todos.

"Se forem atrás dessa migalha, não vamos avançar nada", afirma Zylberstajn.

Para Sergio Firpo, professor do Insper, não contar com receita obrigatória levaria os sindicatos a atuar melhor: "Uma coisa é viver de mesada, outra é ter que trabalhar para se sustentar".

Uma das dificuldades para os sindicatos, porém, é que suas conquistas valem mesmo para os não sindicalizados -que são o que os economistas chamam de "free riders", ou "caroneiros".

"As conquistas valem para todos, mas só haverá conquistas se os sindicatos conseguirem se manter", ressalta Firpo. "É como em um jogo: se cada um achar que o outro vai contribuir, ninguém contribui, e todos perdem", diz Naercio Menezes Filho, também do Insper.

Menezes Filho lembra que sindicatos como o dos bancários paulistanos, considerado forte, defendem o fim do imposto sindical e devolvem o desconto a seus membros.

"Eles entendem que a adesão voluntária fortalece a entidade. Não lutariam por algo que os prejudica."

João Guilherme Vargas Netto, consultor de entidades de trabalhadores, discorda: "Ninguém defende a sério o fim do imposto".

Vargas Netto, que chama a nova lei de "deforma trabalhista", diz que cortar as fontes de financiamento não é a melhor forma de combater sindicatos "de fachada".

"A solução correta seria apertar a fiscalização."

Mantidas as regras da nova lei, grande parte dos sindicatos deve perecer e dar lugar a entidades mais verticais e mais representativas, dizem os cinco economistas.

Não haverá impacto com o desaparecimento de vários sindicatos, afirma José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio, porque eles já não funcionam na prática.

Na avaliação do professor da UnB Jorge Arbache, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, o atual sistema sindical brasileiro não faz bem nem para os sindicatos nem para as relações de trabalho.

No Brasil, cada categoria é representada por apenas um sindicato por município -a chamada unicidade sindical. A falta de competição, o financiamento garantido e a possibilidade de o trabalhador pegar carona desestimulam a associação. Em 2015, eram 18,4 milhões os trabalhadores com 16 anos ou mais sindicalizados, 19,5% de um total de 94,4 milhões de empregados, segundo o IBGE.

Como comparação, as taxas variam de 50% a 80% nos países escandinavos e ficam perto de 30% na Itália, no Canadá e no Reino Unido.

Outros impactos

Há impactos mais graves para os sindicatos que o fim da contribuição obrigatória, diz o consultor sindical José Guilherme Vargas Netto.

Segundo ele, mudanças como a que permite acordos individuais de aspectos como jornada de trabalho e banco de horas (para trabalhadores mais qualificados) e a que cria comissões de trabalhadores com poder de negociação direta com o empregador ferem a capacidade de representação sindical.

Vargas Netto diz que entidades de metalúrgicos de várias tendências discutem estratégia comum para as negociações deste semestre. "Os próprios sindicatos vão descobrir condições de resistência", afirma.

Os acordos diretos são fortalecidos por outra mudança na lei, que dá ao que for negociado prevalência sobre o que está na legislação.

Tal regra favorece também os sindicatos, aponta Sergio Firpo, do Insper: "Antes, todo o esforço de negociação ia por água abaixo, porque a Justiça determinava que as concessões contrariavam a legislação. A nova regra legitima a ação dos sindicatos".

Jorge Arbache, da UnB, diz que a reforma pode levar as relações de trabalho a um outro patamar. "É preciso favorecer o compartilhamento de interesses. A economia global exige respostas mais sofisticadas, é preciso olhar para fora da porta da fábrica."

Robôs rivais

Ele considera fundamental que os sindicatos passem a se preocupar com interesses de médio e longo prazo.

"Robôs muito baratos, softwares gratuitos, inteligência artificial e muitas outras inovações tecnológicas vão transformar ainda mais a forma como se produzem bens e serviços."

Segundo Arbache, se não se preparar para esse futuro, o país perderá competitividade e demandas trabalhistas ficarão inviáveis tanto para empresas quanto para governos (que não conseguirão manter benefícios como seguro-desemprego).

O professor da UnB diz que a saída é sindicatos e empresas agirem juntos para levar seus setores à liderança, com a criação de tecnologias e novas formas de emprego.

"A mudança pode doer agora, mas os sindicatos podem voltar com uma agenda muito mais forte que a atual."

Hélio Zylberstajn, da USP, concorda que o país precisa se preparar para as mudanças na forma de produção, mas considera que o impacto ainda é remoto no Brasil.

"Há muito a ser construído, muito espaço até exaurir o mercado de trabalho."

Mudanças grandes no mercado de trabalho, como terceirização, pejotização e trabalho compartilhado, também devem levar a novas revisões do sistema.

Mercado financeiro eleva para 3,5% projeção de inflação este ano

Para 2018, a projeção para o IPCA é mantida de 4,2% há quatro semanas consecutivas.

O mercado financeiro aumentou pela quarta semana seguida a projeção para a inflação este ano, após o aumento da tributação sobre os combustíveis. Desta vez, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 3,45% para 3,5%. A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos. As informações são da Agência Brasil.
Projeção para o IPCA subiu 0,05% (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Para 2018, a projeção para o IPCA é mantida de 4,2% há quatro semanas consecutivas. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Selic

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7,50% ao ano. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto), foi mantida em 0,34%, este ano, e em 2%, em 2018.

Forças Armadas sofrem corte de 44% dos recursos

Contingenciamento de gastos piora ainda mais situação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que correm o risco de ficar sem dinheiro em setembro

Em meio à discussão da mudança da meta fiscal e de corte de gastos, as Forças Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que nos últimos cinco anos sofreu redução de 44,5%. De 2012 para cá, os chamados recursos “discricionários” caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os valores não incluem gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.

Segundo o comando das Forças, neste ano, houve um contingenciamento de 40%, e o recurso só é suficiente para cobrir os gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”.

A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército, responsável por monitorar o uso de explosivos, está sendo atingida. Perdeu parte da capacidade operacional para impedir o acesso a dinamites por facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho, que roubam bancos e caixas eletrônicos. 


O porta-aviões São Paulo, que está no arsenal da Marinha, no Rio Foto: Wilton Junior/Estadão

O Comando do Exército confirmou ao Estado que o contingenciamento reduz “drasticamente” a fiscalização do uso de explosivos, abrindo caminho para o aumento de explosões de caixas. A DFPC é um dos órgãos das Forças Armadas de apoio ao sistema de segurança pública atingidos pela falta de recursos.

A diretoria está tendo dificuldades de manter operações e combater desvios de explosivos para o crime organizado. No mês passado, a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) esteve na Comissão de Segurança Pública da Câmara para pedir maior combate ao crime organizado. Há 23 mil agências e 170 mil terminais de autoatendimentos no País. Só neste mês, quadrilhas destruíram com dinamites agências em Lindoia (SP), em Indaiatuba (SP) e em Capelinha (MG). Em junho, os bandidos agiram em Brasília – são 22 ações desde 2016 no Distrito Federal.

Em entrevista ao Estado, o presidente Michel Temer disse estar tomando medidas em relação ao contingenciamento. “Nós queremos devolver dinheiro, digamos assim, para os vários setores da administração e, em particular, às Forças Armadas”, afirmou.

Procurado pela reportagem para comentar as reclamações das Forças, o Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria, disse que se “esforça” para resolver os problemas mais “graves”. “Entretanto, qualquer ampliação de limites, sem que haja redução em outros ministérios, depende do aumento do espaço fiscal.”

Limites. Nas Forças Armadas, a falta de recursos afetou a vigilância da fronteira, os pelotões do Exército na Amazônia, a fiscalização da Marinha nos rios da região e na costa brasileira. Por medida de economia, a Aeronáutica paralisou atividades, reduziu efetivos e acabou com esquadrões permanentes nas bases dos Afonsos, no Rio, de Fortaleza, de Santos e de Florianópolis.

O corte se deu, em especial, nos projetos inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contingenciamento pode antecipar a dispensa de recrutas, assim como atrapalhar o treinamento de soldados para agir no Rio e impedir a realização de voos para interceptar aeronaves clandestinas.

Para reduzir gastos, as Forças também estão trocando o quadro efetivo por temporário e reduzindo a tropa. De acordo com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, os cortes “foram muito elevados, fora dos padrões”. Ele usou uma rede social no início do mês para se queixar.

Mar e Ar. Com 40% do orçamento contingenciado, a Aeronáutica cogita suspender expediente às sextas-feiras. Ela centralizou atividades em Anápolis e Natal para se adaptar. “A FAB já voou 200 mil horas por ano no passado. Este ano havia um planejamento para voarmos 122 mil horas”, disse o brigadeiro Nivaldo Rossato, comandante da Aeronáutica. “As restrições orçamentárias de toda ordem devem reduzir esse montante de 110 mil horas em 2017.”

Com navios de 35 anos de idade média, a Marinha coleciona no mar e nas águas da Bacia Amazônica embarcações consideradas ultrapassadas para suas funções. A lista inclui o Almirante Sabóia, uma embarcação de desembarque de carros de combate comprado pelo governo Costa e Silva, em 1967, o Marajó, navio-tanque, adquirido pelo governo Garrastazu Médici, em 1969, e a fragata Niterói, do tempo do governo Ernesto Geisel, de 1976. O navio porta-aviões São Paulo, com 54 anos, o mais velho da relação, da época do presidente João Goulart, está em processo de desmobilização.

O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse que é preciso pelo menos R$ 800 milhões a mais por ano para manter a esquadra. “Isso precisa ser acertado ou a nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo”, afirmou.

O quadro orçamentário para 2018 preocupa o comandante. “Antevemos o risco para programas estratégicos e também para o funcionamento pleno das nossas atividades diárias, com reflexos em serviços que atingem diretamente a população, como aqueles relacionados à segurança da navegação.”

13 de agosto de 2017

Eletrobras quer economizar R$ 1,5 bi com Plano de Aposentadoria Extraordinária

Com o primeiro plano, já em fase de conclusão, a empresa conseguiu a adesão de 2097 empregados, diante da meta de 2437

 Eletrobras - Centrais Elétricas Brasileiras S.A. estima que fará uma economia de R$ 1,5 bilhão com a aplicação de um Plano de Aposentadoria Extraordinária (PAE) e um Plano de Incentivo ao Desligamento (PID). Com o primeiro, já em fase de conclusão, a empresa conseguiu a adesão de 2097 empregados, diante da meta de 2437, que tinha uma previsão de economia de R$ 920 milhões e alcançou R$ 874,8 milhões, representando 95% do esperado.

“Essa é a redução que teremos ao longo do ano de 2018 e, para sempre, decorrente desse plano”, disse o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, em entrevista nesta sexta-feira (11) na sede da empresa no centro do Rio.

Ferreira Junior disse que esse valor pode aumentar quando puder adicionar a aplicação do PAE na Amazonas Geração e Transmissão de Energia S/A – Amazonas GT, a mais nova empresa do Sistema Eletrobras.. Com isso serão acrescentados R$ 20 milhões, caso 50% dos empregados elegíveis à adesão se inscreverem.

O investimento da companhia no PAE, inicialmente, previa a aplicação de R$ 1,6 bilhão, mas houve uma redução com as mudanças realizadas no pacote de ofertas aos empregados para R$ 809,8 milhões. “Nós vamos ter um retorno desse investimento em menos de um ano. Era 1,7 ano e agora está em menos de um ano”, disse Ferreira Junior, acrescentando, que o PAE já está fechado, mas nada impede que mais a frente a empresa faça algum outro semelhante.


Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Na visão do executivo, a adesão foi facilitada pelas discussões da Reforma da Previdência no país. “Ajudou muito o fato de termos uma discussão muito grande sobre o tema da aposentadoria. Não foi proposital e não se pensou nisso, mas na verdade pegou o período da grande discussão e as pessoas, obviamente, têm interesse em garantir direitos. E garantiram”.

PID

Quanto ao Plano de Incentivo ao Desligamento  (PID), que será lançado entre outubro e novembro, a expectativa é atingir pelo menos 50% de 4.832 empregados, sendo a metade disso até junho de 2018, com uma economia de R$ 600 milhões por ano.

O presidente acrescentou que a empresa precisa reduzir o nível de endividamento e para isso conta com a venda de ativos. Ele afirmou que o banco BTG, contratado para fazer a modelagem da venda, vai concluir o trabalho ainda este mês e espera que a privatização ocorra ainda este ano. A intenção da Eletrobras é vender a sua participação em 79 sociedades de propósito específico (SPE), com as funções de transmissão e geração de energia eólica. Embora os cálculos sejam em torno de R$ 5,7 bilhões, o executivo estima que o ganho será maior.

Segundo ele, o esforço da empresa atualmente é para quitar os empréstimos que foram tomados para, principalmente, utilização em capital de giro. “Caros e curtos. Isso polui um pouco a nossa situação”, contou, destacando, que neste aspecto, mais do que alongar o perfil da dívida, é preciso pagar os empréstimos.  Em 2017, a previsão para a quitação de dívida é de R$ 4,9 bilhões e para o ano que vem de R$ 3,2 bilhões.

Sobre os resultados de 2017, Ferreira Junior disse que o lucro líquido de R$ 306 milhões na holding e de R$ 344 milhões no consolidado do grupo, no segundo trimestre, e de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre foram muito positivos.

Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 7 milhões no sorteio de quarta-feira

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília), do dia do concurso, nas mais de 13 mil casas lotéricas do país.

A Mega-Sena sorteou neste sábado (12) prêmio de R$ 2,5 milhões, no concurso 1.958. Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas, e o prêmio acumulou. A estimativa da Caixa para o próximo concurso (1.959), na quarta-feira (16), é de R$ 7 milhões. A quina teve 32 apostas premiadas e cada uma pagará R$ 52,45 mil.  O prêmio para os 2.670 acertadores é de R$ 898,06.

Confira aqui as dezenas sorteadas: 15, 20, 22, 24, 34 e 55.

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília), do dia do concurso, nas mais de 13 mil casas lotéricas do país.

Saiba como é calculado o prêmio:

O valor arrecadado com o concurso da Mega-Sena não é totalmente revertido em prêmio para o ganhador. Parte do montante é repassada ao governo federal para investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança, cultura e esporte.

Além disso, há despesas de custeio do concurso, Imposto de Renda e outras, que fazem com que o prêmio bruto corresponda a 46% da arrecadação.

Dessa porcentagem, 35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (sena); 19% entre os acertadores de 5 números (quina); 19% entre os acertadores de 4 números (quadra); 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5; 5% ficam acumulado para a primeira faixa - sena - do último concurso do ano de final zero ou 5.

Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

12 de agosto de 2017

Pesquisa de preço de combustíveis já sofre com cortes de gastos

Houve corte de 8,4% no número de municípios pesquisados —de 501 para 459— e, a partir de agora, apenas as capitais terão coleta semanal de preços.

Restrições orçamentárias levaram a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a enxugar a pesquisa de preços dos combustíveis em postos brasileiros.

As mudanças na pesquisa de preços começaram a vigorar no dia 30 de julho. Houve corte de 8,4% no número de municípios pesquisados —de 501 para 459— e, a partir de agora, apenas as capitais terão coleta semanal de preços.

As outras 432 cidades foram divididas em dois grupos, que terão coleta quinzenal. A mudança prejudica a análise da evolução semanal dos preços no país..

Em comunicado, a ANP diz que "a redução da periodicidade da coleta de dados dos municípios teve como objetivo permitir que um número maior de localidades fosse mantido na pesquisa".

Segundo o texto, foram excluídos os municípios que têm menos de 12 postos. A agência reguladora defende que a alteração não muda os objetivos da pesquisa.

Foto: Alexandre Carvalho/A2img/Fotos Públicas

A pesquisa consiste na coleta de informações em postos nas cidades escolhidas, para divulgação semanal no site da ANP, com detalhamento sobre o preço cobrado pelas distribuidoras e as margens de lucro da revenda.

É um instrumento para acompanhar a evolução dos preços no país e das margens e é usada também para investigar a possibilidade de fraudes concorrenciais nos municípios, como combinação de preços entre os postos.

Por meio da pesquisa, por exemplo, é possível saber qual o tamanho do repasse, por distribuidoras e postos, dos reajustes promovidos pela Petrobras.

A ANP confirmou que a renegociação do contrato com a empresa prestadora do serviço, a Análise & Síntese Pesquisa e Marketing, foi motivada por corte no orçamento.

Não foi informado o tamanho do corte. O orçamento aprovado para a ANP em 2017 é de R$ 356,5 milhões, ou 19% menor do que o aprovado em 2016 —que também passou por contingenciamento.

Até o fim do primeiro semestre, a agência gastou 44% do total previsto para o ano.

Com os bloqueios orçamentários adotados pelo governo Michel Temer para obter a meta fiscal, diversos serviços foram afetados nas últimas semanas —trabalhos de Funai, Incra e emissão de passaportes, por exemplo, já vêm sendo afetados.

QUALIDADE

Folha apurou que a ANP avalia também reduzir o escopo do programa de monitoramento da qualidade dos combustíveis, que coleta amostras de produtos para investigar adulteração ou outras não conformidades.

O programa já havia sofrido com cortes em 2016 e chegou a ficar um período sem equipes de coletas em 19 estados e no Distrito Federal.

Agora, os contratos devem ser renegociados. A ANP nega que vá mudar os contratos.

Bancos reduzem otimismo e cortam previsão para empréstimo

Com isso, em vez de expansão projetada de 1% a 4% da carteira de crédito ampliada neste ano, o banco passou a prever recuo entre 1% e 4%.

A lenta retomada da economia brasileira arrefeceu o otimismo dos bancos no segundo trimestre e fez com que as instituições financeiras cortassem a projeção para o crédito neste ano. Em vez de aumento de empréstimos, a previsão agora é de queda ou estagnação nas carteiras.

O último a piorar sua projeção foi o Banco do Brasil, que divulgou seu resultado para o período de abril a junho nesta quinta (10). Apesar do aumento de 47,1% no lucro, para R$ 2,7 bilhões, a carteira de crédito recuou 7,6%, para R$ 696,1 bilhões.

Com isso, em vez de expansão projetada de 1% a 4% da carteira de crédito ampliada neste ano, o banco passou a prever recuo entre 1% e 4%.

A revisão é maior ainda quando se considera o crédito para empresas. O BB, que já projetava retração de 1% a 4% na carteira de pessoas jurídicas, ampliou a contração para o intervalo de 8% a 11%.

"Todos os bancos tiveram que rever seu 'guidance' [projeção] com relação a isso, porque realmente, por mais que nós esperássemos uma reação, ela não aconteceu da maneira como a gente esperava", afirmou o presidente do BB, Paulo Caffarelli.

Antes do Banco do Brasil, o Bradesco já havia reduzido suas perspectivas para o crédito neste ano. O banco estima retração de 1% a 5% na carteira, enquanto antes apostava em crescimento de 1% a 5% –para uma inflação projetada de 3,45% em 2017. O Itaú Unibanco manteve a projeção de 0% a 4%. O Santander Brasil não divulga suas perspectivas.

Para João Augusto Salles, economista da consultoria Lopes Filho, os bancos deveriam ter sido mais cautelosos no início do ano. Mas ele diz que o efeito da delação da JBS, que mergulhou o país em caos político a partir de maio, não pode ser descartado.

"Houve quebra de expectativa em relação aos fundamentos macroeconômicos do país. A crise da JBS adiou a aprovação das reformas, que poderia destravar a economia", diz o especialista.

O cenário anterior, de inflação baixa e taxa de juros Selic em um dígito, justificava a projeção otimista para recuperação do crédito. "Mas ainda assim o quadro no início do ano era muito obscuro para se trabalhar com a premissa de que apenas a taxa de juros de um dígito favoreceria a retomada de crédito."

MELHORA

Caffarelli vê o segundo semestre "bem melhor" do que o primeiro no que diz respeito a crédito. Para pessoas jurídicas, porém, a retomada deve demorar mais.

"É importante que a gente possa tratar o segmento de MPE [micro e pequenas empresas] sabendo separar o joio do trigo. Sabendo separar aquelas empresas que hoje continuam em atividade e têm capacidade de pagamento para tomar crédito", diz.

Quem tinha R$ 1.000 no FGTS ganhará R$ 19,37 de bônus; saiba calcular o seu

O bônus veio porque o FGTS conseguiu lucro de R$ 14,55 bilhões em 2016. Pela nova regra, os trabalhadores recebem metade desse lucro (R$ 7,28 bilhões).

Quem tinha dinheiro nas contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 31 de dezembro de 2016 ganhará um bônus, que será depositado até 31 de agosto. O valor que cada um irá receber depende do saldo que havia nessa conta do FGTS no fim do ano passado.

Veja os exemplos dados pela Caixa Econômica Federal:

Quem tinha R$ 100 na conta receberá R$ 1,93;

Quem tinha R$ 1.000 na conta receberá R$ 19,37;

Quem tinha R$ 10.000 receberá R$ 193,78;

Quem tinha R$ 100.000 receberá R$ 1.937,84.

Para quem quiser fazer a conta:

Bônus = saldo do seu FGTS em 31/12/16 X 0,0193784.

FGTS terá R$ 7,28 bi a mais

Ao todo, serão R$ 7,28 bilhões distribuídos entre 88 milhões de pessoas.

O bônus veio porque o FGTS conseguiu lucro de R$ 14,55 bilhões em 2016. Pela nova regra, os trabalhadores recebem metade desse lucro (R$ 7,28 bilhões).

Com isso, a rentabilidade do fundo de garantia no ano passado aumentou: originalmente era de 5,11% ao ano (3% ao ano + Taxa Referencial) e, agora, passou para 7,14% ao ano. 

No ano que vem, serão feitos outros cálculos. Se o FGTS tiver bom desempenho de novo, mais um bônus será depositado na conta dos trabalhadores.

De onde vem esse bônus?

Os recursos do FGTS de todos os trabalhadores, juntos, são usados para financiar programas de desenvolvimento urbano do governo, como casas populares, saneamento básico e obras de infraestrutura. Em troca desses financiamentos, são cobrados juros. Com a administração desse "bolo" de recursos, é possível obter lucro. Agora, metade desse lucro terá de ser repartido com os trabalhadores. A outra metade é incorporada ao patrimônio líquido do FGTS (uma espécie de reserva do fundo).

Quem tem direito a esse bônus?

Tem direito a esse bônus todo trabalhador que tinha dinheiro em contas do FGTS, ativas ou inativas, em 31 de dezembro do ano passado. O valor que cada um vai receber varia de acordo com o saldo que tinha disponível no FGTS.

Quem sacou o dinheiro do FGTS também tem direito?

Sim, quem sacou os recursos de uma ou mais contas do FGTS em 2017 também terá direito aos rendimentos extras referentes a 2016. 

Como será feito o pagamento?

Esse dinheiro deve ser depositado automaticamente em cada conta do FGTS. Mesmo se o trabalhador sacou todo o dinheiro de uma conta inativa, por exemplo, essa conta continua existindo e é lá que será feito o pagamento.

Quando é possível sacar o bônus?

Esse bônus só poderá ser retirado nas condições normais de saque do FGTS previstas em lei. Por exemplo, no caso de demissão sem justa causa, na hora da aposentadoria ou para comprar a casa própria.

Como consultar o valor depositado

Segundo a Caixa, o banco disponibilizará em breve, em seu site, a consulta aos valores depositados. Os trabalhadores também poderão consultar o saldo pelo telefone 0800 726 2017. Para saber os valores, será preciso informar o nome completo, CPF ou número do PIS. A consulta ainda não está disponível.

O bônus será pago todos os anos?

Não, o bônus só será pago quando o FGTS tiver lucro. Por exemplo, no ano que vem, serão feitos outros cálculos e, se o FGTS tiver registrado um bom desempenho de novo, mais um bônus será depositado na conta dos trabalhadores.

11 de agosto de 2017

79% das empresas criadas até maio foram MEIs, diz Serasa Experian

O aumento mostra que os brasileiros estão apostando no empreendedorismo para driblar a falta de vagas no mercado de trabalho, de acordo com a entidade.

Nos cinco primeiros meses deste ano, os microempreendimentos individuais (MEIs) foram responsáveis por 79% do total de novos negócios. Foram 753.344 empreendimentos dessa natureza jurídica frente a um total de 955.368 novas empresas. Ambos os números são recordes para o período. As informações são da Serasa Experian.

O aumento mostra que os brasileiros estão apostando no empreendedorismo para driblar a falta de vagas no mercado de trabalho, de acordo com a entidade.

O número de novas MEIs é recorde para o mês de maio desde 2010, quando o indicador passou a ser feito pela Serasa Experian. Foram 166.831 contra 143.007 nascimentos registrados em maio de 2016 - alta de 16,7%. Desde maio de 2010, o crescimento dos MEIs é praticamente constante e impulsiona o aumento geral no número de empresas no país, segundo a Serasa.

“O desemprego catalisa a criação de novas empresas”, diz o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa Experian, Victor Loyola. “A tendência é que, com a retomada da economia e o surgimento de novas vagas no mercado formal, o número de nascimentos de MEIs sofra um decréscimo”, prevê.

Em maio, as Sociedades Limitadas registraram a criação de 16.073 unidades ou 7,7% do total de novos negócios.

Por setores e regiões

Das 209.150 novas empresas surgidas em maio, 132.234 era de serviços, o equivalente a 63,2% do total. Em seguida, 59.552 empresas comerciais (28,5% do total) e, no setor industrial, foram abertas 16.846 empresas (8,1% do total) no mês.

Nos últimos sete anos houve um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no país, passando de 52,5% (maio de 2010) para 63,2% (maio de 2017).

Por outro lado, a participação do setor comercial de empresas que surgem no país tem recuado (de 35,6%, em maio de 2010, para 28,5% no mesmo período de 2017). Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

O Sudeste segue liderando o ranking de nascimento de empresas, com 107.134 novos negócios abertos em maio ou 51,2% do total. A Região Sul ocupou a segunda posição, com 17,4% (36.401 empresas). O Nordeste ficou em terceiro lugar, com participação de 16,9% e 35.298 novas empresas.

A região Norte foi a que registrou maior alta no número de nascimentos (24%) na comparação entre maio/2017 e maio/2016. A região Centro-Oeste teve crescimento de 22,1% no período, seguido pela região Sul, que apresentou alta de 20,6%.

Entre os estados, em maio, São Paulo foi responsável por 27,6% dos novos empreendimentos, totalizando 57.644. Em seguida, o estado com maior número de novas empresas é Minas Gerais, com 22.871 nascimentos, 10,9% do total. A terceira posição no ranking nacional de nascimentos em ficou com o Rio de Janeiro, com 21.568 novos empreendimentos, 10,3% do total.

Carrefour espera atingir 100 lojas de conveniência até setembro

Grupo inaugurou 17 lojas da bandeira Carrefour Express no 1º semestre e já soma 87 unidades. Companhia lançará e-commerce de alimentos.

presidente do Carrefour Brasil, Charles Desmartis, afirmou nesta sexta-feira (11) que o grupo pretende inaugurar neste 3º trimestre a 100ª loja no formato conveniência. No balanço do 2º trimestre, a companhia informou ter aberto 17 lojas da bandeira Carrefour Express no 1º semestre, encerrando junho com um total de 87 unidades.

"As aberturas de lojas serão principalmente concentradas na bandeira Atacadão, com número de novas operações em linha com os anos anterireos, e na bandeira Express, com aceleração das inaugurações no 2º semestre", disse o executivo ao comentar os resultados do 1º semestre.

Em sua primeira apresentação de resultados após a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) feita em julho, a companhia reportou um crescimento de 10,4% nas vendas brutas na comparação anual, excluindo o segmento gasolina, impulsionado sobretudo pelos investimentos em expansão de lojas. No conceito mesmas lojas, o aumento das vendas foi de 4,5%. Já o lucro líquido caiu 3,4% no 2º trimestre, para R$ 299 milhões.

O grupo terminou junho com 588 lojas no Brasil, incluindo atacado, hipermercados, supermercados, lojas de conveniência, drogarias e postos de gasolina. Em 12 meses, foram inauguradas 65 novas lojas.

O Carrefour informou que os investimentos no 2º semestre no Brasil somaram R$ 507 milhões, uma alta de 20,5% sobre o mesmo período do ano anterior, dos quais 42% foi gasto em abertura de novas lojas e 29% em reformas.

Apesar da forte expansão no segmento de lojas de conveniência, a bandeira Atacadão continua sendo a principal operação do grupo no Brasil, representando mais de 65% da receita bruta.

Comércio eletrônico

O Carrefour anunciou também que planeja lançar no 3º trimestre uma operação de comércio eletrônico de alimentos, "operada inicialmente em São Paulo", além de um programa de ofertas e descontos personalizados para clientes, seguindo movimento já em execção pelo grupo rival Pão de Açúcar.

Segundo a companhia, a abertura de capital na bolsa brasileira permitiu uma redução em R$ 3 bilhões da dívida financeira do Carrefour Brasil, para R$ 3,1 bilhões. Com a ofetra de ações, o grupo levantou R$ 5,1 bilhões, no maior IPO do Brasil desde 2013.

Petrobras eleva previsão de captações para R$ 13 bilhões

As previsões para captações de recursos no ano foram elevadas de US$ 4 bilhões para US$ 13 bilhões.

A Petrobras aumentou a previsão de captação de recursos neste ano com o objetivo de reduzir os volumes de vencimentos de dívidas em 2018, 2019 e 2020, ao observar oportunidades no mercado doméstico e considerando que o ambiente no próximo ano pode não ser favorável, devido às eleições presidenciais.

As previsões para captações de recursos em 2017 foram elevadas para US$ 13 bilhões, ante previsão anterior publicada em maio de 4 bilhões de dólares, informou a companhia nesta sexta-feira, durante teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.

Em conversa com analistas, o diretor-executivo da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro, afirmou que todas as próximas captações deste ano devem ser realizadas no Brasil e que a estratégia de amortização da dívida deve permanecer como a adotada nas últimas operações.

A ideia é obter recursos para realizar pré-pagamentos de vencimentos mais curtos e alongando a dívida para períodos entre cinco e sete anos, segundo explicou Monteiro.

"A gente está com um nível de amortização (da dívida) bastante confortável para 2018..., mas a gente acha que deve (realizar amortizações) dado que 2018 é um ano eleitoral; e a gente acha que existem oportunidades e você deve esperar anúncios da companhia nas próximas semanas", afirmou Monteiro.

Na noite de quinta-feira (11), Monteiro afirmou em uma coletiva de imprensa sobre os resultados que há vencimentos de US$ 9,3 bilhões para 2018 e que a empresa vai trabalhar para uma redução entre US$ 1,5 bilhões e US$ 2 bilhões.

Os vencimentos atuais para 2019 somam US$ 16,7 bilhões, enquanto que os de 2020 somam US$ 12,6 bilhões, segundo dados da Petrobras.

O endividamento líquido da empresa caiu de R$ 314,120 bilhões ao final do ano passado para R$ 295,3 bilhões ao final do primeiro semestre. O indicador de dívida líquida/Ebtida ajustado ficou em 3,23 vezes, praticamente estável ante o primeiro trimestre (3,24 vezes).

Uma das fontes de financiamento neste ano será com um retorno ao BNDES, que irá somar R$ 2 bilhões, segundo Monteiro afirmou na quinta-feira. Desse volume, até R$ 1 bilhão será com a linha Finame, voltada para máquinas e equipamentos, e os demais para outras finalidades, disse o diretor.

"A gente não tem nenhum planejamento de captação no mercado internacional de capitais neste ano, neste momento, estamos em um processo de realização de... renda fixa no mercado nacional, o que muito nos alegra", afirmou Monteiro.

Em julho, a empresa informou que seu Conselho de Administração aprovou a emissão de até R$ 5 bilhões em debêntures simples, não conversíveis em ações.

Desinvestimento

Sobre os resultados, Monteiro frisou que a empresa permanecerá em busca de redução da dívida e que, para isso, irá acelerar o programa de desinvestimentos no segundo semestre. Ele disse que a empresa mantém a meta de obter US$ 21 bilhões com o programa de venda de ativos entre 2017 e 2018.

A empresa também permanecerá em busca de redução de custos e aumento da eficiência, principalmente na área de exploração e produção.

A Petrobras teve queda no lucro líquido do segundo trimestre, a R$ 316 milhões, em resultado abaixo do consenso do mercado devido a despesas bilionárias com a adesão a programas de regularização tributária, preços do petróleo ainda fracos, queda nas exportações e menores vendas domésticas.

O lucro líquido recuou 14,6% sobre os segundo trimestre de 2016 e 93% ante os três primeiros meses deste ano, com efeitos negativos de R$ 6,234 bilhões da adesão aos programas tributários conhecidos como PRT e Pert.

Temer diz que vai recuperar grau de investimento no país em breve

Em 2008, o Brasil tinha sido elevado à categoria de grau de investimento. A primeira agência a incluir o país nesse patamar foi a Standard & Poor's, em abril daquele ano.

Ao participar hoje (11) de cerimônia do setor de agronegócio, o presidente Michel Temer falou sobre a situação econômica do país e disse que “logo” o Brasil vai recuperar o grau de investimento perdido no passado. O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública.

No Mato Grosso, Temer participou do evento de abertura da colheita do algodão e da inauguração da primeira usina de etanol feito exclusivamente de milho do Brasil (Foto: Foto: Alan Santos / PR)

“Quando vejo o Risco Brasil, que estava em mais de 470 pontos negativos quando assumi o governo, hoje está em 195 pontos. Portanto, caiu sensivelmente e logo, logo, vamos reassumir o grau de investimento que perdemos no passado”, disse na inauguração da primeira usina de etanol feito exclusivamente de milho do Brasil, em Lucas do Rio Verde (MT). A usina é da empresa privada FS Bioenergia.

Em 2008, o Brasil tinha sido elevado à categoria de grau de investimento. A primeira agência a incluir o país nesse patamar foi a Standard & Poor's, em abril daquele ano. A decisão foi seguida pela Fitch, em maio do mesmo ano, e pela Moody's, em setembro de 2009.

No entanto, em setembro de 2015, a Standard & Poor's retirou o grau de investimento do país e concedeu perspectiva negativa, abrindo caminho para que a nota fosse reduzida novamente em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2015, a Fitch reduziu a nota do Brasil para um nível abaixo da categoria de bom pagador. A Moody's retirou o grau de investimento do Brasil em fevereiro de 2016. Na ocasião, a Moody’s reduziu a nota do país para dois níveis abaixo do grau de investimento.

Temer ressaltou a importância das reformas feitas por seu governo como a trabalhista e a do ensino médio e citou os índices positivos de criação de empregos dos últimos meses o que, segundo ele “indica a tendência crescente para combate ao desemprego no país”. Lembrou também a aprovação do teto para os gastos públicos. “Estas matérias todas, assim como o teto dos gatos públicos, foi fundamental para as nossas finanças. Apanhamos o país numa das piores recessões dos últimos tempos. O primeiro passo foi combater a recessão e, debelada a recessão, caminhar para o desenvolvimento” disse.

Durante discurso na cerimônia, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, também falou sobre economia. Segundo ele, quando Temer assumiu a presidência o Brasil estava em “queda livre”, mas agora já demonstra os sinais de melhora. “Nesse momento todos percebemos, ainda estamos em crise, mas o Brasil começa a sair do buraco em que se encontrava. Os empregos começam voltar”, disse.

Mais cedo, Temer participou da abertura da colheita de algodão, também em Lucas do Rio Verde. O Brasil está entre os cinco maiores produtores e exportadores mundiais de algodão em pluma e o Mato Grosso responde por cerca de 67% da produção nacional. Essa é a primeira viagem do presidente ao Mato Grosso desde que assumiu o mandato.

Sistema financeiro está pronto para financiar retomada, diz chefe do BC

Ilan Goldfajn garantiu ainda que "não há novidades" com relação à política monetária.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta sexta (11) que a recessão ficou para trás e que o sistema financeiro está pronto para voltar a atender a demanda por crédito e financiar a retomada da atividade econômica.

Ilan garantiu ainda que "não há novidades" com relação à política monetária, com as expectativas de inflação ao redor da meta de 4,5%, inflação em queda e perspectivas do mercado de quedas adicionais de juro.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

O presidente do BC voltou a destacar a importância de reformas fiscais e creditícias para a sustentabilidade da desinflação.

Em evento do Banco Central, ele disse que as taxas de juros no Brasil caminham para ser estruturalmente menores e que a nova TLP, a nova taxa desenhada para atrelar os empréstimos do BNDES a uma taxa de mercado, é fundamental nesse processo.

"Se a gente consegue uma redução dos subsídios, teremos uma dinâmica da dívida pública menor, portanto a taxa de juro estrutural vai ser menor e vamos democratizar o juro baixo no Brasil", disse.

Ilan ressaltou que o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que financia o seguro-desemprego e o abono salarial, por exemplo, tem um deficit de R$ 18 bilhões por ano. Em suas contas, a criação da TLP cobriria R$ 15 bilhões disso.

Ele afirmou ainda que a TLP aproxima os empréstimos do BNDES ao custo do Tesouro que, por sua vez, fica um pouco acima da taxa Selic.

Troca de diretores

O presidente do BC qualificou como "normal", após tantos anos de serviços prestados, a troca de dois diretores, anunciada hoje em comunicado do banco.

Os diretores Anthero de Moraes Meirelles e Luiz Edson Feltrin deixarão o banco. Maurício Costa de Moura e de Paulo Sérgio Neves de Souza, servidores de carreira do Banco Central, ocuparão os cargos de diretor de Administração e de diretor de Fiscalização, respectivamente.

Sem ganho real: teresinenses criticam novo salário mínimo

Francisco diz que o salário mínimo só teria um reajuste melhor se houvesse uma mudança na política de correção; população critica aumento.

Na última quarta-feira (9), o presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018, estabelecendo as metas e prioridades do Governo para o ano seguinte. Dentre as definições está o aumento de 4,5% no salário mínio, que passará de R$ 937 para R$ 979 no próximo ano. 

Apesar do reajuste, a população não aprova o valor anunciado, destacando que o percentual fica abaixo do apresentado em anos anteriores. Quem sustenta sua família apenas com um salário mínimo, como o auxiliar de serviços gerais, João de Deus Silva, o valor é irrisório e não representa um ganho real para os trabalhadores.

Aumento de R$ 42 em relação ao valor do ano passado não anima trabalhadores (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)

“Esse aumento não foi bom, porque é muito aquém do que deveríamos mesmo receber, e os preços estão muito altos; então, não dá para fazer muita coisa. Com um reajuste de R$ 42 não conseguimos comprar quase nada, a cesta básica fica prejudicada porque enquanto o salário aumenta um valor irrisório, os demais itens sobem mais que o reajuste. Não dá para fazer compras para um almoço e janta com R$ 40, comprar arroz, feijão”, disse. 

João de Deus ainda acrescenta que o aumento da inflação e o valor dos produtos e serviços é muito elevado, porém, o repasse aos trabalhadores está defasado e não acompanha esse crescimento. 

É o que também diz a vendedora Viviane Sousa. Ela explica que o valor do novo salá- rio mínimo é inferior ao que o trabalhador deveria receber e que a classe trabalhadora tem sido prejudicada a cada ano, sobretudo após a aprovação da reforma trabalhista. “Foi muito pouco esse reajuste, ainda mais com tanto esforço e horas trabalhadas. Não dá para manter nossos gastos mensais, arcar com as despesas da família, alimentação”, fala. 

Segundo ela, o reajuste deveria ter sido, pelo menos, de R$ 100 para que o valor pudesse compensar o aumento dos diversos setores. “A gente já tem os descontos de INSS e outros; e se for descontar dos R$ 42, acaba como se não tivesse tido aumento nenhum”, frisa.

Trabalhador não terá ganho real, diz economista

De acordo com o economista Francisco Sousa, esse reajuste do salário mínimo, abaixo dos anos anteriores, é em decorrência da política atual no Brasil, que leva em consideração a inflação e o PIB (Produto Interno Bruto). 

“Como a projeção desse ano é fechar abaixo da meta, considerando que a projeção é de não haver crescimento do PIB e está sendo negativo, não temos ganho real, apenas a correção da inflação. Porque quando há um crescimento do PIB, há um ganho real na correção do salário”, explica, destacando que a inflação, independentemente de estar alta ou baixa, é a correção dos valores e atualização. Os ganhos estariam relacionados ao PIB, que não tem crescimento, e resulta no valor final do salário. 

O economista ainda pontua que o salário mínimo só teria um reajuste melhor se houvesse uma mudança na política de correção do salário. No caso dos anos que não houvesse crescimento do PIB, aplicar um ganho real mínimo. “Não dando esse ganho, temos apenas a correção da inflação, considerando que historicamente o salário já vem sendo reajustado insuficiente para a manutenção da família”, enfatiza. 

Francisco Sousa acrescenta que a área econômica é bastante instável e que não é possível prever as mudanças que sofrerá no decorrer do ano, vez que é preciso levar em consideração a política como um todo, bem como a aprovação de reformas, projetos, entre outros fatores. 

“Para que tenham essa mudança, é preciso que haja o aumento na confiança da população nesses gestores, para que possa voltar a um cenário de estabilidade. Além do controle de inflação, taxas de juros e outros fatores que estão relacionados diretamente com o crescimento da economia”, conclui. 

LDO 

O presidente Michel Temer sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018. A lei, aprovada pelo Congresso Nacional em julho, foi publicada com 40 vetos nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração da lei orçamentária anual. Uma das definições foi o aumento de 4,5% no salário mínimo, dos R$ 937 deste ano para R$ 979 em 2018, um reajuste de R$ 42. 


10 de agosto de 2017

Situação fiscal é 'crítica' ou 'difícil' em 86% das prefeituras do país

Queda na arrecadação e alto gasto com pessoal são os principais problemas das contas municipais; panorama só não foi pior porque prefeituras receberam recursos da lei de repatriação.

A gestão fiscal na grande maioria dos municípios brasileiros beira à insolvência. É o que aponta um levantamento divulgado nesta quinta-feira (10) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). De acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), 86% das prefeituras do país têm situação fiscal considerada crítica ou difícil.

A entidade analisou as contas de 2016 de 4.544 prefeituras, o equivalente a 81,6% das cidades do país. O levantamento tem como base os dados divulgados pelos próprios municípios para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

De acordo com a Firjan, 2016 foi o ano com o maior percentual de prefeituras em situação difícil e com o menor número em situação excelente de toda a série histórica do IFGF, iniciada em 2006. O nível de investimento dos municípios atingiu o menor patamar em 10 anos.

O resultado do IFGF mostrou que “a crise fiscal se estende e é bastante abrangente nos municípios”, conforme afirmou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês. Foram 3.905 prefeituras com avaliação negativa no índice. A Região Nordeste concentrou o maior percentual de municípios nesta situação (94,9%). Já as cidades com boa situação fiscal se concentraram nas regiões Centro-Oeste (26,1%) e Sul (24,7%).

Veja a situação fiscal dos municípios brasileiros

 

(Foto: G1 )

Nenhuma capital do país atingiu o conceito A (gestão excelente) do índice. Das 13 cidades que alcançaram este resultado, seis são do Sudeste,, quatro do Sul, duas do Centro-Oeste e uma do Nordeste.

“A realidade que estamos vivendo hoje vai se estender pelos próximos anos. Não é fácil ajustar as contas fiscais”, afirmou o economista da Firjan Guilherme Mercês.

Repatriação de recursos evitou o pior

A Firjan destacou que os recursos provenientes da Lei de Repatriação impactaram de maneira positiva as contas públicas brasileiras em 2016. O volume total arrecadado no país com a repatriação de recursos foi de R$ 46,8 bilhões. Deste montante, R$ 7,5 bilhões foram destinados aos municípios que deram transparência às suas contas. Isso representou um aumento médio de 3,8% nas receitas municipais.

"Os resultados do IFGF poderiam ter sido muito pior, não fosse a repatriação de recursos. Sem estes recursos, aumentaria em 34% o número de municípios com situação fiscal crítica", afirmou Mercês.

Problema estrutural

Segundo a Firjan, o problema fiscal brasileiro é estrutural e comum aos três níveis de governo. Ele está diretamente relacionado ao elevado comprometimento dos orçamentos com gastos obrigatórios, principalmente as despesas de pessoal.

"Estamos falando de um problema estrutural que enseja, até mesmo, mudanças na nossa Constituição", avaliou o economista Guilherme Mercês.

Em um contexto econômico como o atual, em que a queda de receita é crescente e generalizada, “há pouca margem de manobra para adequar as despesas à capacidade de arrecadação, deixando as contas públicas extremamente expostas à conjuntura econômica”, conforme destacou a Firjan.

Segundo a entidade, no governo municipal esse quadro é agravado pela dependência crônica por transferências de recursos dos estados e da União. Além disso, devido às restrições de acesso a crédito, as prefeituras usam cada vez mais a postergação de despesas via restos a pagar como fonte de financiamento de suas despesas.

O IFGF apontou que, em 2016, 82% dos municípios brasileiros não conseguiram gerar nem 20% de suas receitas. As regiões Nordeste e Norte foram as que apresentaram maior percentual de prefeituras nesta situação – respectivamente 93,2% e 90,7%.

A Firjan destacou que na região Sudeste, que concentra 55,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, 75,3% dos municípios não conseguiram arrecadar mais de 20% da receita. Nas regiões Centro-Oeste e Sul o percentual de municípios com o mesmo quadro de arrecadação foi de 73,1% e 76,8%, respectivamente.

Apenas 136 municípios (2,4%) do país conseguiram arrecadar com recursos próprios mais de 40% de suas receitas. A maior parte destes municípios (70) estão concentrados na Região Sudeste.

Gastos com pessoal

O IFGF apontou ainda que mais da metade das prefeituras brasileiras (55,1%) finalizou o último ano de mandato comprometendo mais de 50% de seus orçamentos com a folha de pagamento do funcionalismo público. Destas, 16,2% atingiram o limite prudencial de 57% da Receita Corrente Líquida (RCL), definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), enquanto outros 23% delas ultrapassaram o limite legal de 60% da RCL com gastos de pessoal. Macapá foi a única capital nesta situação.

Apenas 144 municípios (3,2% do total do país) conseguiram gastar menos de 40% de seu orçamento com pessoal. São Paulo foi a única capital com este resultado. A Firjan destacou que, “apesar do cenário de alerta”, 30% do total de prefeituras do país apresentou boa gestão com gastos de pessoal.

“Estamos falando de um problema que vai se manter por alguns anos à frente”, afirmou o economista da Firjan Guilherme Mercês ao apontar que o gasto com pessoal é o principal elemento do orçamento das prefeituras. Por seu caráter rígido, o comprometimento excessivo das receitas municipais com essa despesa deve ser evitado.

Reino Unido tem 700 mil ovos suspeitos de contaminação por pesticida

Algumas varejistas estão retirando produtos à base do alimento de circulação.

Aproximadamente, 700 mil ovos de fazendas holandesas envolvidas no caso de contaminação com fipronil, um pesticida tóxico, foram distribuídos no Reino Unido, informou a Agência de Regulamentação Alimentar (FSA) nesta quinta-feira (10).

Na segunda-feira (10), o organismo britânico tinha dito que seriam 21 mil os ovos suspeitos. Apesar de o número ter aumentado, a Agência mantém que é "muito improvável" que a situação represente um risco para a saúde pública.

A FSA permanece afirmando que muitos ovos que poderiam estar contaminados se misturaram a outros procedentes de fazendas não suspeitas e, por isso, os eventuais resíduos de fipronil estariam muito diluídos.

Grande parte dos produtos afetados nos supermercados do país é alimento processado com ovo na composição, como sanduíches e comida congelada. Alguns desses produtos, com data de validade muito curta, já teriam sido consumidos, enquanto os demais estão sendo retirados das prateleiras.

As redes varejistas Sainsbury's, Morrison's, Waitrose e Asda são algumas das que já tiraram produtos de circulação.

"Agir com celeridade é o correto neste momento. A quantidade de ovos afetada é pequena, se comparada ao número de ovos que comemos. É muito improvável que represente um risco para a saúde pública. Com base nas evidências disponíveis não há necessidade de as pessoas mudarem o modo como preparam ou consumem os ovos", afirmou a presidente da FSA, Heather Hancock.

Segundo o organismo, a retirada de produtos dos mercados se deve a motivos legais - devido ao fato de o pesticida em questão não ser autorizado para uso em produtos de origem animal -, mais do que a preocupações com a segurança alimentar.

Portaria regulamenta procedimentos para socorro do governo a estados

Lei, sancionada em maio, prevê suspensão do pagamento das dívidas dos estados com a União por até seis anos, mas exige contrapartidas.

A portaria publicada nesta quinta-feira (10) no "Diário Oficial da União" regulamenta alguns dos procedimentos que devem ser adotados por estados interessados em aderir ao Regime de Recuperação Fiscal para obter socorro financeiro do governo federal.

A lei que trata do assunto já havia sido sancionada pelo presidente Michel Temer em maio deste ano. Ela prevê a suspensão do pagamento da dívida dos estados com a União por três anos, prorrogáveis por mais três. Os estados, porém, terão que adotar, como contrapartida, medidas de ajuste fiscal.

Os principais interessados na lei são estados em situação financeira grave, entre eles o Rio de Janeiro, que passa por sérias dificuldades em suas contas e vem, inclusive, atrasando o salário dos servidores estaduais.

Recentemente, o estado ingressou com pedido no Ministério da Fazenda para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Nesta semana, o secretário de Fazenda do Rio de Janeiro disse esperar que a homologação do acordo de recuperação fiscal do estado do Rio de Janeiro com o governo aconteça ainda no mês de agosto, e que os salários dos servidores possam ser regularizados em setembro.

Com a homologação do acordo com o governo, o estado do Rio de Janeiro, além de poder suspender o pagamento de sua dívida com a União por até 36 meses, também ficará liberado para buscar um empréstimo no mercado financeiro, com a garantia da União (contragarantia dos recursos de privatização da Cedae) para saldar suas dívidas com os servidores.

Regras

Para ter direito de participar do programa de recuperação fiscal, o estado deverá, entre outros pontos:

Autorizar a privatização de empresas estatais de qualquer setor, desde que com aval do Ministério da Fazenda;

Reduzir incentivos ou benefícios tributários em, no mínimo, 10% ao ano;

Rever o regime jurídico dos servidores estaduais para suprimir benefícios ou vantagens não previstos no regime jurídico único dos servidores da União; o estado que já dispuser de uma Lei de Responsabilidade Fiscal estadual não precisará atender a essa contrapartida;

Autorizar a realização de leilões de pagamento, nos quais será adotado o critério de julgamento por maior desconto, para dar prioridade na quitação de débitos.

Durante a validade do regime de recuperação, o projeto ainda estabelece que os estados ficarão proibidos de:

Conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de salários a servidores;

Criar cargos ou funções que impliquem em aumento de despesa;

Alterar a estrutura de carreira que gere aumento de gastos;

Contratar pessoal, exceto as reposições de cargos de chefia e de direção que não gerem aumento de despesa e as decorrentes de vacância de cargo efetivo ou vitalício;

Realizar concurso público, ressalvadas as hipóteses de reposição de cargos vagos;

Criar ou aumentar auxílios, vantagens, bônus, abonos ou benefícios de qualquer natureza;

Criar despesa obrigatória de caráter continuado;

Conceder ou ampliar incentivo ou benefício de natureza tributária do qual decorra renúncia de receita.

Requisitos

O texto sancionado também prevê alguns critérios para que a unidade da federação possa aderir ao programa. Neste caso, é preciso comprovar comprometimento na situação fiscal.

Três requisitos serão considerados para essa avaliação:

Receita corrente líquida anual (receita após as transferências devidas aos municípios) menor que a dívida consolidada;

Despesas com pessoal, com juros e com amortizações, equivalentes a pelo menos 70% da receita corrente líquida;

Valor total de obrigações financeiras contraídas maior que as disponibilidades de caixa.

Sobe para R$ 154 bilhões previsão de rombo nas contas públicas em 2017

No mês passado estimativa era de déficit de R$ 145 bilhões. Com dificuldade para cumprir a meta, que é de déficit de R$ 139 bilhões, governo deve anunciar revisão.

Os analistas das instituições financeiras ouvidos pelo Ministério da Fazenda subiram de R$ 145,26 bilhões para R$ 154,84 bilhões a previsão para o déficit primário do governo federal neste ano, ampliando a diferença em relação à meta fiscal fixada para este ano, que é de um resultado negativo de até R$ 139 bilhões.

A estimativa está no mais recente levantamento feito pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado nesta quinta-feira (10) dentro do chamado "Prisma Fiscal".

O resultado significa que o mercado financeiro acredita que o governo não vai conseguir cumprir a sua meta fiscal e que o rombo nas contas públicas em 2017 ficará bem maior que o estimado.

Recentemente, para tentar cumprir a meta fiscal, o governo anunciou o aumento da tributação sobre os combustíveis e o bloqueio adicional de R$ 5,9 bilhões em gastos no orçamento deste ano.

Com a forte contenção de gastos discricionários (passíveis de corte), os serviços públicos já estão sendo afetados. No total, o governo já contingenciou cerca de R$ 45 bilhões do orçamento. Esse esforço, porém, não deve ser suficiente para cumprir a meta e o governo já avalia altera-la.

A dificuldade em atingir a meta fiscal está relacionada com o baixo nível de atividade da economia, que ainda se recupera de um cenário recessivo. Essa situação se reflete na arrecadação do governo, que vem ficando abaixo da esperada neste ano.

Apesar disso, o governo confirmou o aumento de servidores públicos, com impacto de R$ 3,7 bilhões em 2017 e de R$ 10,91 bilhões até 2019.

Para o ano de 2018, o mercado financeiro subiu sua estimativa para o déficit primário de R$ 129 bilhões para R$ 130,5 bilhões. A previsão, com o aumento, também ficou acima da meta fiscal que do governo para o período - que é de até R$ 129 bilhões no ano que vem.

Medidas para reequilibrar as contas

Para a retomada da confiança na economia brasileira e a melhora do nível de atividade econômica, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que é importante reequilibrar as contas públicas.

O governo já conseguiu aprovar no Congresso uma proposta de emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos por um período de 20 anos. A medida pode ser revista a partir do décimo ano de vigência.

Com o teto, as despesas de um ano não podem crescer acima da inflação do ano anterior, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa limitação envolve a União, o Legislativo, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União.

Para os gastos com saúde e educação, a correção pela inflação começará a partir de 2018.

Outra medida de ajuste já proposta pelo governo é a da reforma da Previdência Social. Ela institui idade mínima de 65 anos para homens e mulheres terem direito à aposentadoria pelo INSS.

Seis anos de contas no vermelho

Se o cenário para as contas públicas previsto pelo governo e pelo mercado se concretizar, serão pelo menos seis anos consecutivos com as contas públicas no vermelho.

O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo, de R$ 114,9 bilhões, foi recorde e gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

Para 2016, 2017 e também 2018, a meta é de rombos bilionários nas contas públicas. A previsão da equipe econômica é que as contas voltem ao azul somente em 2020.

Banco do Brasil tem lucro de R$ 5,2 bi no 1º semestre; expansão é de 67%

O banco fechou junho com uma carteira de crédito de R$ 696,1 milhões, crescimento de 1,1% em relação ao primeiro trimestre.

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo o balanço divulgado nesta quinta (10) em São Paulo. Em comparação com o mesmo período de 2016, houve um crescimento de 67,3%. No segundo trimestre (abril, maio e junho) o lucro ficou em R$ 2,62 bilhões, um aumento de 7,2% em comparação com os primeiros três meses do ano. As informações são da Agência Brasil.

O banco fechou junho com uma carteira de crédito de R$ 696,1 milhões, crescimento de 1,1% em relação ao primeiro trimestre. Porém, em relação os primeiros seis meses de 2016, a carteira é 8,5% menor que os R$ 753 milhões registrados à época. Apesar da retração, o ligeiro crescimento no segundo trimestre foi a primeira expansão da carteira desde dezembro de 2015.

A taxa de inadimplência aumentou dos 3,89% verificados no final de março para 4,11%, acima da média do sistema financeiro nacional, que caiu de 3,9% para 3,7% no período. O Banco do Brasil atribuiu parte desta situação ao pedido de recuperação judicial de um grande cliente feito no ano passado. Desconsiderando essa situação, o percentual de não pagamento estaria em 3,7%.

Crédito

A carteira de crédito para pessoas físicas teve um ligeiro aumento (1,1%) na comparação com junho do ano passado, chegando a R$ 174 bilhões no fim do primeiro semestre. Desse montante, 36,9% foram emprestados via crédito consignado e 24,7% por financiamento imobiliário. Com R$ 43 bilhões, os financiamentos para aquisição de imóveis tiveram crescimento de 8,4% em 12 meses.

Os empréstimos para pessoas jurídicas somam R$ 277,2 bilhões, uma retração de 15,4% em relação ao primeiro semestre de 2016. Nessa parte da carteira de crédito, 41,4% dos empréstimos são para capital de giro de empresas e 20,4% para investimentos.

A carteira de crédito para o agronegócio fechou junho em R$ 188,2 bilhões, uma expansão de 2% em relação ao mesmo período de 2016.

Em julho, IBGE prevê safra de grãos 31,1% maior que em 2016

Frente a junho, produção aumentou 1,8 milhão de toneladas (0,7%) e área cresceu 74,5 mil hectares (0,1%).

A estimativa de julho de 2017 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou a 242,1 milhões de toneladas, com alta de 31,1% em relação a 2016 (184,7 milhões de toneladas), um aumento de 57,4 milhões de toneladas. A estimativa da área a ser colhida (61,1 milhões de hectares) subiu 7,1% frente à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares). Em relação às estimativas de junho, a produção cresceu 1,8 milhão de toneladas (0,7%) e a área cresceu 74,5 mil hectares (0,1%). São esperados recordes na produção da soja (115,0 milhões de toneladas) e do milho (99,4 milhões de toneladas).

O arroz, o milho e a soja, principais produtos deste grupo, representaram, juntos, 93,6% da estimativa da produção e 87,9% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve acréscimos de 2,3% na área a ser colhida da soja, de 18,4% na do milho e 4,0% na de arroz. Já a produção subiu 19,7% para a soja, 16,3% para o arroz e 56,1% para o milho.

Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola.

Iniciada em 1972, a pesquisa tem periodicidade mensal e possui informações sobre a previsão e o acompanhamento das safras agrícolas, com estimativas de produção, rendimento médio e áreas plantadas e colhidas, tendo como unidade de coleta os municípios.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Na presente avaliação para 2017, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 25,7%, seguido pelo Paraná (17,5%) e Rio Grande do Sul (15,1%), que, somados, representaram 58,3% do total nacional previsto. Outros estados importantes na produção de grãos foram Goiás (9,8%), Mato Grosso do Sul (7,9%), Minas Gerais (5,9%), São Paulo (3,8%), Bahia (3,3%), Santa Catarina (2,9%) e Maranhão (1,9%) que integram também o grupo dos dez maiores produtores do País.

Estimativa de julho para a safra 2017 é 0,7% maior que a de junho

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção, em relação a junho: laranja (16,0%), feijão 3ª safra (5,3%), milho 2ª safra (2,1%), algodão herbáceo (2,0%), café canephora (1,6%), feijão 1ª safra (1,6%), café arábica (1,5%), arroz (1,2%), cana-de-açúcar (1,2%), milho 1ª safra (1,0%), feijão 2ª safra (-0,9%) e trigo (-6,5%).

Algodão herbáceo (em caroço) - A estimativa da produção do algodão alcançou 3,7 milhões de toneladas, aumento de 2,0% em relação ao mês anterior, com o rendimento médio crescendo 1,6%. Os dados foram influenciados pelo Mato Grosso, com uma estimativa de produção de 2,5 milhões de toneladas, aumento de 2,8% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida foram revistas com aumento de 0,4%, e o rendimento médio aumentou 2,4%, refletindo o clima mais chuvoso que tem beneficiado as lavouras.

Arroz (em casca) - produção de arroz alcançou 12,3 milhões de toneladas, aumento de 1,2% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida aumentaram 0,3% e o rendimento médio aumentou 0,9%. Os dados foram influenciados principalmente pelo Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro, com participação de 70,8% na atual safra, que teve sua estimativa da produção elevada em 1,4%, em função da constatação de um maior rendimento médio das lavouras, devendo alcançar 8,7 milhões de toneladas. A atual safra contou com um clima que beneficiou as lavouras do Estado e que garantiu boas quantidades de água nos reservatórios que são utilizados na irrigação dos tabuleiros. 

No Nordeste, o clima mais chuvoso também beneficiou a produção do arroz de sequeiro. A estimativa da produção alcançou 474,6 mil toneladas, aumento de 3,4% em relação ao mês anterior, com o rendimento médio aumentado 3,2%. Destaques para a produção do Maranhão, 258,8 mil toneladas, aumento de 0,4%, e Sergipe, 54,1 mil toneladas, aumento de 30,7%.

Café (em grão) - A estimativa da produção de café alcançou 2,8 milhões de toneladas, ou 47,2 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,5% em relação ao mês anterior. Em julho, houve aumentos das estimativas da produção no Espírito Santo e em São Paulo. Para o café arábica, a estimativa da produção alcançou 2,2 milhões de toneladas, ou 37,2 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,5% em relação ao mês anterior. São Paulo teve sua estimativa de produção atualizada em julho, alcançando 265,9 mil toneladas, aumento de 14,9%. A área plantada e a área a ser colhida foram revistas com aumento de 20,0% e 20,3%, respectivamente, enquanto que o rendimento médio decresceu 4,5%. 

Com relação ao café canephora (conillon), a estimativa da produção alcançou 599,4 mil toneladas, aumento de 1,6% em relação ao mês anterior. Esse aumento se deve ao rendimento médio que cresceu nesse mesmo percentual. Os dados foram influenciados pelo Espírito Santo, cuja produção foi revisada positivamente em 2,9% em decorrência do aumento do rendimento médio que aumentou nesse mesmo valor. O clima beneficiou as lavouras nos principais municípios produtores, propiciando a colheita de grãos maiores e mais pesados.

Cana-de-açúcar - A estimativa para a produção nacional de cana-de-açúcar em julho foi de 712,1 milhões de toneladas, um crescimento de 1,2% quando comparado com o mês anterior. Este resultado reflete a reavaliação da produção nos Estados de São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Tocantins que aumentaram suas estimativas em 1,4%, 10,9%, 13,1% e 12,7%, respectivamente. Com o avanço da colheita, as estimativas sofrem alguns ajustes. Em São Paulo, maior produtor nacional, responsável por 54,4% da produção, aumentou a área plantada em 5,1% e reduziu o rendimento médio em 3,4%. Em Goiás também ocorreu aumento da área plantada em 10,2%. 

No Espírito Santo e em Tocantins, o aumento da produção está ligado diretamente ao aumento da produtividade, já que este ano está sendo mais chuvoso, o que propiciou o bom desenvolvimento dos canaviais. No Paraná houve reduções de 2,8% na produção, de 1,2% na área e de 1,7% no rendimento médio. Devido à renovação aquém do ideal, a produtividade dos canaviais está mais baixa neste ano.

Feijão (em grão) - A estimativa da produção de feijão alcançou 3,3 milhões de toneladas. Comparada ao mês de junho, a estimativa para a área plantada com feijão total aumentou 0,8%. Neste levantamento, os maiores produtores são Paraná com 21,4%, Minas Gerais com 16,3% e Goiás com 9,7% de participação na produção nacional. A 1ª safra de feijão está estimada em 1,6 milhão de toneladas, um aumento de 1,6% na produção, frente à estimativa de junho, devendo-se, principalmente, à reavaliação das estimativas da Região Nordeste, onde houve um aumento de 22,1 mil toneladas e que representou 5,2% a mais que em junho, estando relacionado ao clima que este ano beneficiou as lavouras.

A 2ª safra de feijão apresentou uma redução de 0,9% frente à estimativa de junho, acompanhando a queda no rendimento médio que foi de 3,9%. A redução na expectativa de produção da 2ª safra de feijão deve-se, principalmente, aos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. No Paraná, a redução de 4,6% acompanhou o rendimento médio que diminuiu 8,2% em relação a junho. No Rio Grande do Sul, a redução de 34,3% na expectativa do rendimento médio e de 6,6% na área colhida resultou em uma redução de 38,7% na estimativa de produção em relação ao mês anterior. O excesso de chuvas durante a fase final do ciclo das lavouras prejudicou a realização dos tratos culturais, aumentou a incidência de doenças e dificultou a colheita no campo.

Em relação à 3ª safra de feijão, a previsão é de aumento de 5,3% na estimativa da produção em relação à estimativa passada. São Paulo é o estado com maior influência nesse resultado, pois as estimativas indicam aumentos de 30,9% na área plantada, de 21,7% no rendimento médio e de 59,3% na produção. Os maiores produtores desta safra são Minas Gerais (37,0%), Goiás (30,0%) e Mato Grosso (13,6%).

Laranja - A estimativa da produção alcançou 17,0 milhões de toneladas, aumento de 16,0% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida aumentaram 4,6% e 5,1%, respectivamente, enquanto que o rendimento médio aumentou 10,4%. Os dados foram influenciados por São Paulo, maior produtor do país e responsável por 74,5% do total nacional, que informou uma estimativa de produção de 12,7 milhões de toneladas, aumento de 23,1% em relação ao mês anterior; uma estimativa de área plantada de 491,6 mil hectares, aumento de 7,5%; uma estimativa de área a ser colhida de 431,5 mil hectares, aumento de 8,3% e uma estimativa de rendimento médio de 29.384 kg/ha, aumento de 13,7%. Os aumentos de preço do suco de laranja no mercado internacional a partir do segundo semestre de 2016 incentivaram os produtores a renovarem pomares e a investirem em tecnologia, resultando em ganhos de produtividade nos pomares.

Milho (em grão) - A estimativa da produção do milho continuou a crescer em julho. No total, o país deve colher uma safra de 99,4 milhões de toneladas, aumento de 1,7% em relação ao mês anterior. A produção do milho 1ª safra alcançou 31,2 milhões de toneladas, aumento de 1,0%. Esse aumento reflete as reavaliações positivas nas produções de vários estados: Mato Grosso (7,1%), Rio Grande do Sul (0,4%), Paraná (2,6%), São Paulo (2,5%), Pará (2,2%), Tocantins (1,7%), Ceará (12,9%), Rio Grande do Norte (4,8%) e Alagoas (4,4%), associadas aos reajustes mediante a constatação de uma produtividade maior e de um produto de maior qualidade.

Para o milho 2ª safra, plantado após a colheita da safra verão, a estimativa da produção alcançou 68,2 milhões de toneladas, aumento de 2,1% em relação ao mês anterior. Os dados foram influenciados principalmente pelas estimativas de São Paulo e do Mato Grosso. Em São Paulo, a estimativa de produção de 2,1 milhões de toneladas aumentou 31,2% em relação ao mês anterior, com o rendimento médio crescendo 26,6%. Já para o Mato Grosso, houve aumento de 3,9% na estimativa da produção, com elevação de 1,8% na área plantada e na área a ser colhida e aumento de 2,0% no rendimento médio. O Estado deve colher uma safra recorde de 28,2 milhões de toneladas de milho nessa época. Esses aumentos estão associados à verificação de uma melhor “granação” das espigas constatada por ocasião do início da colheita nesses estados.

Trigo (em grão) - Em julho, a estimativa da produção de trigo caiu 6,5% em relação ao mês anterior. Ao todo, o Brasil deve colher 5,7 milhões de toneladas do cereal. Quedas de 3,8% na área a ser plantada e na área a ser colhida e redução de 2,8% no rendimento médio são reflexos das reavaliações dos dados do Paraná e do Rio Grande do Sul. O Paraná, maior produtor do país com participação de 49,7% no total nacional, aguarda colher uma safra de 2,8 milhões de toneladas de trigo, redução de 8,1% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida apresentam redução de 2,2% e o rendimento médio foi revisto com redução de 6,0%. 

A cultura do trigo vem sofrendo com as adversidades climáticas desde o início do plantio: até o mês de junho, por excesso de chuvas, e depois pela falta das chuvas que ainda persiste, além da ocorrência de fortes geadas meados de julho. O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor com participação de 36,8% no total nacional, aguarda uma safra de 2,1 milhões de toneladas, redução de 4,8% em relação ao mês anterior, com redução de 4,4% na área plantada e na área a ser colhida e redução de 0,5% no rendimento médio. Preços pouco compensadores e dificuldades de comercialização do produto pesaram na decisão dos produtores, que reduziram os investimentos em suas lavouras; alguns deles preferiram investir em alternativas de lavouras de cultivo durante o inverno como a aveia e a cevada.

Estimativa de julho em relação à produção de 2016

No quadro a seguir, estão representadas as variações percentuais e absolutas das principais culturas levantadas, em comparação com a safra anterior. Os destaques em 2017 cabem à produção da soja, que alcança 115,0 milhões de toneladas, e à produção do milho, que alcança 99,4 milhões de toneladas, ambas recordes para o país.

* Com informações do IBGE

Governo deve rever meta fiscal de 2017 e 2018 até a próxima semana

Pelos cálculos que estão na mesa, será preciso ampliar a meta de deficit deste ano de R$ 139 bilhões para R$ 158 bilhões.

Projeções da equipe econômica apontam para um deficit nas contas do governo federal em 2018 superior ao verificado nos dois anos anteriores.

Diante das sucessivas frustrações de receitas, o governo deve rever as metas de deficit deste ano e de 2018 na próxima semana.

Palácio do Planalto (Foto: ValterCampanato / Agência Brasil)

Pelos cálculos que estão na mesa, será preciso ampliar a meta de deficit deste ano de R$ 139 bilhões para R$ 158 bilhões.

A meta de deficit de 2018, que foi definida em R$ 129 bilhões, pode passar para cerca de R$ 170 bilhões, mas o governo ainda tenta reduzir esse número.

A necessidade de revisão das metas foi discutida pelo presidente Michel Temer com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, nesta quarta-feira (9). Diante da reação negativa do Congresso e de líderes da base aliada à ideia de aumento de Imposto de Renda -e de qualquer tipo de tributo- neste momento, não restaram alternativas para que as contas da União fechem dentro do previsto.

Para não passar a mensagem de que a revisão das metas será feita para garantir aumento de gastos, Temer foi aconselhado a investir na redução de despesas.

O problema é que um novo corte de gastos poderia paralisar a máquina pública. Até as estruturas criadas para a cobrança de dívidas com a União, como tributos, foram atingidas pela mais recente revisão orçamentária.

Se houver novo corte de gastos, haverá revisão na previsão de receitas com as cobranças de dívida com o Fisco. A estimativa, que já constava do Orçamento deste ano, poderá sofrer uma redução de R$ 20 bilhões, serão somente R$ 14 bilhões.

Aplausos

Um dia após admitir estudos para aumentar a alíquota do IR, o presidente Michel Temer pediu aplausos ao afirmar, em evento no Rio, que o tributo não será aumentado.

Disse ainda que o governo trabalha pela aprovação até o fim do ano de três reformas: a da Previdência, a política e a "simplificação tributária".

Para isso, fechou acordo com o Congresso para que os textos entrem na pauta no segundo semestre. "Se chegarmos ao final do ano e tivermos completado o ciclo das reformas, teremos um 2018 mais próspero", disse Temer.

Reunião sobre Refis

Outras medidas acertadas pelo governo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), enfrentam dificuldades. O Refis é uma delas.

Maia se reuniu com Eunício, Meirelles e parlamentares para discutir o texto do Refis. O programa de renegociação de dívidas com o fisco é a principal arma do governo para levantar cerca de R$ 14 bilhões neste ano e diminuir o rombo no Orçamento.

A comissão que analisou a medida provisória enviada pelo governo desfigurou o texto original, inclusive com aumento do desconto nos juros e multas para até 99%.

Agora, a intenção é construir um acordo dos parlamentares com a equipe econômica antes de colocar o texto em votação no plenário da Câmara. Para isso, foi criado um grupo de senadores e deputados para negociar com o Ministério da Fazenda.

Para a reforma da Previdência, que permitirá reduzir os gastos com aposentadorias, o desafio é maior. Temer ainda não tem os 308 votos necessários para aprová-la.

"O cenário não é fácil [para a aprovação da reforma da Previdência]", disse Maia. Para ele, é "legítimo" que parlamentares declarem que não há condições de tocar a reforma. "É melhor que eles falem do que a gente fique com expectativa que não é verdadeira."

Empresa de ex-cliente de Henrique Meirelles tem contratos com governo

Gerida pelo fundo de investimentos americano KKR, a Aceco recebeu R$ 635 milhões de órgãos federais de 2007 a 2017, em valores não atualizados, por serviços de armazenagem de dados e salas-cofre de computadores.

Um ex-cliente da empresa de consultoria que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, manteve até assumir o cargo controla uma companhia que tem negócios milionários com o governo federal.

Gerida pelo fundo de investimentos americano KKR, a Aceco recebeu R$ 635 milhões de órgãos federais de 2007 a 2017, em valores não atualizados, por serviços de armazenagem de dados e salas-cofre de computadores.

A Aceco presta serviços para o Exército, agências reguladoras e hospitais, além de órgãos do Legislativo. Foi o primeiro e até agora é o único investimento feito no Brasil pelo KKR, que tem ativos avaliados em US$ 39 bilhões.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

Há duas semanas, o site BuzzFeed revelou que Meirelles recebeu R$ 217 milhões como lucros de sua consultoria, a HM&A, por serviços prestados nos quatro anos anteriores à sua chegada ao governo.

Além do KKR, foram clientes da HM&A, segundo o ministro, o grupo financeiro Lazard e a J&F, empresa que controla a JBS e outros negócios dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que dizem ter pago propina a aliados do presidente Michel Temer e políticos em troca de favores no governo.

O KKR contratou Meirelles como consultor dois anos antes da aquisição da Aceco, que foi concluída em 2014. As partes não revelam o valor do contrato com a consultoria.

Em 2012, ao anunciar a contratação de Meirelles como "conselheiro sênior", os fundadores do KKR Henry Kravis e George Roberts o apontaram como "um parceiro tremendamente valioso para a empresa e o portfolio de nossa companhia ao redor do globo".

Um executivo do fundo, Alex Navab, disse que o KKR confiava nos "conselhos e percepções de Meirelles no mundo da governança, finanças e investimentos conforme expandimos nossos negócios no Brasil e na América Latina".

De janeiro de 2007 a dezembro de 2012, a Aceco recebeu R$ 173,5 milhões em contratos com órgãos da administração direta federal, conforme levantamento feito pela reportagem.

Em 2013, foram R$ 174 milhões, mais do que tudo que havia recebido anteriormente. No ano seguinte, 2014, quando o KKR adquiriu o controle da Aceco, a empresa recebeu R$ 104 milhões. A empresa faturou com o governo mais R$ 90 milhões em 2015 e R$ 74 milhões em 2016.

A reportagem não obteve informação de que Meirelles tenha participado de negociações sobre esses contratos. Em nota, o ministro negou ter participado de atividades operacionais do KKR e da Aceco.

Como a Folha de S.Paulo mostrou no ano passado, o investimento virou objeto de controvérsia por causa de uma disputa entre o KKR e os antigos controladores. Os americanos acusaram os sócios de corrupção e fraudes contábeis. No ano passado, o empresário Jorge Nitzan, que nega ter praticado irregularidades, vendeu sua parte na Aceco para uma empresa especializada na gestão de ativos problemáticos.

Os americanos querem sair da Aceco, mas não querem se desfazer do negócio sem recuperar pelo menos parte dos prejuízos que sofreram. O fundo investiu R$ 1,2 bilhão na aquisição da empresa.

Em nota, a assessoria de Meirelles no Ministério da Fazenda afirmou que o ministro "não foi executivo da empresa [Aceco] e, portanto, não participou de nenhuma atividade operacional". Segundo o ministério, a HM&A tinha contrato para "organizar a implantação do KKR no Brasil, com análise do mercado local, evolução do mercado de private equity no país e plano estratégico". O ministro não esclareceu quanto recebeu do fundo, alegando sigilo fiscal.

Lojas do Centro ficam abertas até as 18h na véspera do Dia dos Pais

Os lojistas estão confiantes e acreditam que o período registrará aumento de 3% em relação às vendas de 2016

A proximidade do Dia dos Pais, que será comemorado neste domingo (13), aumenta a movimentação nas lojas em busca do presente ideal. E para impulsionar as vendas e atender a população que não tem tempo durante a semana, neste sábado (12), as lojas do Centro de Teresina ficarão abertas até às 18 horas, é o que afirma Tertulino Passos, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Piauí (Sindilojas). 
A estudante Tatielle Lima iniciou a busca pelos presentes logo cedo, porque precisa presentear seu pai, marido e também o sogro. Por conta do grande número de pessoas que precisa presentar, a pesquisa é mais intensa e, para Tatielle, os preços ainda não estão acessíveis. Além disso, a estudante também reclama da falta de variedades de produtos, principalmente com a proximidade da data comemorativa. 

Tatielle Lima já está buscando os presentes para homenagear seu pai, marido e sogro (Foto: Elias Fontenele/ O Dia)

“Estou procurando sapato e carteira, porque é muito difícil encontrar coisa para homem. Além disso, a gente vê muita diferença entre os preços, entra numa loja é um preço, vê o mesmo modelo em outra loja já é outro”, aponta. 
Na loja onde Francisco Farias é gerente de vendas, a aposta para a data são os telefones celulares e, por isso, o estabelecimento está investindo na divulgação das diversas promoções desses produtos. Segundo o gerente, a procura pelo produto já está intensa e as facilidades, como a possibilidade de parcelamento e descontos à vista, atraem a clientela. 
Apesar da preocupação com a crise, Francisco Farias acredita no sucesso das vendas por conta das datas comemorativas impulsionarem o comércio. “A gente está com desafio de crescer em relação ao ano passado. Nós temos perspectiva positiva e, para o Dia dos Pais, acreditamos que vamos ter aumento de 2 a 3%, no máximo, já que vendemos produtos mais caros, como os celulares, e que as pessoas precisam se programar para comprar”, finaliza. 
Já Gilmar Martins, gerente de uma loja de sapatos de Teresina, acredita que o período irá impulsionar as vendas em até 40%. “As pessoas começaram a procurar [presentes] desde a semana passada e vai intensificar mais na véspera. Em relação aos dias normais, deve aumentar de 30 a 40%”, aposta o gerente. 
Expectativa 
Segundo Tertulino Passos, em 2017, os lojistas estão confiantes e acreditam que o período registrará aumento de 3% em relação às vendas do ano passado. “A expectativa é de fazer bons negócios, porque a atividade econômica está começando a dar uma reagida. Nossa aposta para o Dia dos Pais é na parte de calçados e cintos e depois vêm camisas e eletrônicos”, fala o presidente do Sindilojas.

09 de agosto de 2017

Pesquisa lista os setores que mais contrataram no 1º semestre de 2017

Gerente comercial, cientista de dados, gerente geral estão entre os cargos mais demandados.

Vendas, TI, marketing, farma/saúde e finanças estão entre os setores que mais contrataram profissionais no 1º semestre de 2017, segundo levantamento realizado pela Michael Page, parte do Page Group.

Em junho deste ano, o Brasil registrou 13,5 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi um pouco melhor do que os 13,8 milhões registrados em maio.

“Verificamos que alguns segmentos já começam a reagir. Mesmo com o cenário político conturbado, algumas empresas procuraram buscar profissionais de olho numa possível melhora da economia”, afirma Ricardo Basaglia, diretor executivo da Michael Page.

Veja abaixo os cargos mais demandados no 1º semestre:

Vendas

Cargo: Head of sales – Gerente comercial

Área de atuação: Tecnologia - cybersecurity

O que faz e perfil: Desenvolve relacionamento com os principais canais de distribuição e integradores de soluções. Experiência dentro do segmento de tecnologia, vendas indiretas (por meio de canais) e com sólido relacionamento com alto escalão

Salário: R$ 16 mil a R$ 22 mil

Percentual de aumento: 21%

Motivo: Mercado em franca expansão devido a carência no Brasil desse tipo de segurança.

Cargo: Gerente comercial/ gerente de novos negócios/ business development manager

Área de atuação: Indústria química

O que faz e perfil: Busca novas frentes de negócio e aplicações, principalmente nos mercados que começam a reagir positivamente à crise ou não sofreram impacto. Atuação consultiva, background técnico essencial e foco em desenvolvimento de mercado

Salário: R$ 12 mil a R$ 18 mil

Percentual de aumento: 20%

Motivo: Retomada da indústria e investimento das empresas nas áreas de negócios/frente comercial.

Marketing

Cargo: Gerente de marketing de performance

Área de atuação: Tecnologia e serviços em geral

O que faz e perfil: Responsável pela análise da viabilidade dos canais de comunicação da empresa, atuando com ferramentas de marketing digital. Experiência em SEM (e todas as variáveis digitais)

Salário: R$ 14 mil a R$ 18 mil

Percentual de aumento: 19%

Motivo: Mercado de digital em crescimento com abandono do modelo tradicional de marketing.

TI

Cargo: Head de BI e Big Data

O que faz e perfil: gestão e análise de dados com o objetivo de garantir mais eficiência e rentabilidade, e também obter insights que contribuam com a expansão do negócio. É uma posição relativamente nova no mercado, os clientes priorizam candidatos com experiência em liderança de projetos de BI e BIG Data.

Salário: R$ 20 mil a R$ 30 mil

Percentual de aumento: posição nova

Motivo: Cada vez mais serão imprescindíveis para a competitividade das empresas, e já são requisitados em tomadas de decisões, sobretudo para encontrar informações qualitativas, métricas, indicadores e as variáveis de risco ao negócio.

Cargo: Cientista de dados

O que faz e perfil: É dedicado a soluções complexas que envolvem garimpar, analisar e enxergar tendências em dados e tem a curiosidade de explorar quais são os problemas que precisam ser resolvidos. Formação em grande parte ligada à área de exatas: matemática, ciências da computação, análise de sistemas, estatística, física.

Salário: R$12 mil a R$ 15 mil

Percentual de aumento: posição nova

Motivo: As empresas estão desenvolvendo suas áreas de inteligência de mercado, CRM / DBM, análise de dados estruturados e não estruturados. Isso mostra a consolidação da área digital e tecnologia atuando diretamente no negócio das empresas.

Farma/ Saúde

Cargo: Gerente comercial – promoção a saúde

O que faz e perfil: Realiza o relacionamento com empresas para promoção a saúde de seus funcionários, com foco em redução de sinistro e absenteísmo. Além de promover melhora significativa na qualidade de vida do colaborador. Consequentemente, impactando nos resultados operacionais da empresa. Conhecimento sobre projetos de promoção a saúde e gerenciamento de crônicos, importante ter experiência em análise de risco, formação técnica em saúde é solicitado.

Salário: R$ 12 mil a R$ 25 mil

Percentual de aumento: 20%

Motivo: Mercado de saúde em fase de profissionalização, com a entrada de investimento no setor, fundos de investimentos se interessando cada vez mais pelo segmento, e abertura de capital para investimento ou venda possibilita estas mudanças. E a busca de qualidade de vida e redução de custos corporativos, são fatores importantes para esta tomada de decisão.

Cargo: Diretor/gerente geral – hospital e clínicas

O que faz e perfil: Realiza a gestão geral da unidade de negócios (seja hospital ou clinicas), realizando desde a prospecção de novos clientes posicionamento no mercado até a gestão da operação (revisão de processos assistenciais, segurança do paciente, qualidade de atendimento, certificação e acreditação). Responsável pela parte estratégica do negócio (expansão, perfil de mercado, novos negócios). Conhecimento sobre o mercado de serviços em saúde em geral, especialização em administração hospitalar e formação técnica em saúde tem sido um dos grandes diferenciais. Apresentando um bom perfil analítico e de processos.

Salário: R$ 17 mil a R$ 28 mil

Percentual de aumento: 30%

Motivo: Oxigenação pós crise e melhoria de qualidade, são os principais motivos. O aumento da profissionalização no setor e da redução de custos no mercado possibilitou aumento de concorrência. O cliente está mais exigente em relação a qualidade.

Cargo: Gerente de acesso

Área de atuação: Indústria farmacêutica e dispositivos médicos

O que faz e perfil: Desenvolve e implementa estratégias de acesso com aos gestores de saúde dos mercados público e privado, com o objetivo de minimizar as barreiras de acesso dos pacientes aos produtos da empresa. Inclusão e padronização de medicamentos nas esferas governamentais; processos licitatórios, pregões diretos e indiretos, pregões presenciais e eletrônicos; padronização e vendas dos produtos no mercado hospitalar e Incorporação de produtos estratégicos nas Operadoras de saúde. Conhecimento técnico sobre os produtos, domínio de políticas públicas e privadas. Ter um perfil com boa habilidade de relacionamento é fundamental para o perfil.

Salário: R$ 18 mil a R$ 28 mil

Percentual de aumento: 17%

Motivo: Interesse das indústrias de penetração e estabelecimento no mercado (tanto o público como também o privado).

Cargo: MSL (Medical Science Liaison)

Área de atuação: Indústria farmacêutica e dispositivos médicos

O que faz e perfil: Mapeia e dá suporte aos médicos líderes de opinião. Promove o conhecimento científico e viabiliza o elo entre médicos e indústria. Desenvolve e ministra treinamentos, além de apoiar a área vendas. Profissional com formação na área da saúde e um conhecimento cientifico muito alto.

Salário: R$ 12 mil a R$ 15,5 mil

Percentual de aumento: 25%

Motivo: O profissional tem uma participação grande no desenvolvimento e introdução de novos produtos ao mercado.

Serviços Financeiros

Cargo: Gestor de marketing digital

O que faz e perfil: Elabora, executa, acompanha e apura resultados de plano geral de marketing para plataformas digitais, como internet e mobile. Conhecimento sobre técnicas de marketing através de mecanismos de buscas, redes sociais, campanhas e branding através das plataformas digitais.

Salário: R$10 mil a R$ 15 mil

Percentual de aumento: 50%

Motivo: Mercado de serviços financeiros está se “digitalizando”, o que justifica o crescimento das “Fintechs”. O consumidor está cada vez mais habituado com as ferramentas de tecnologia e com uma experiência de consumo mais inovadora.

Governo cogita subir impostos, mas não Imposto de Renda

Temer encontra dificuldades para cumprir a meta estabelecida para este ano, que prevê um rombo de R$ 139 bilhões.

O presidente Michel Temer admitiu que o governo estuda aumentos de impostos para conter o rombo no Orçamento, mas descartou a possibilidade de aumentar o Imposto de Renda (IR) dos contribuintes mais ricos —uma das ideias que sua equipe econômica está avaliando.

Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto no início da noite desta terça (8), Temer se comprometeu a não enviar proposta de aumento do IR ao Congresso. Horas antes, em entrevista após evento em São Paulo, ele admitira que sua equipe estuda o assunto.

O governo tem que apresentar até o fim do mês ao Congresso a proposta de Orçamento-Geral da União para o próximo ano, quando pretende reduzir o deficit federal para R$ 129 bilhões.

(Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil)

Com a lenta recuperação da economia e das receitas do governo, Temer encontra dificuldades para cumprir a meta estabelecida para este ano, que prevê um rombo de R$ 139 bilhões, e aumentou recentemente os tributos sobre os combustíveis para tentar equilibrar suas contas.

Para evitar novos aumentos de impostos, o governo ainda conta com a aprovação da reforma da Previdência, do Refis, um programa de negociação de dívidas com o fisco que está em discussão no Congresso, e de uma nova proposta para reoneração da folha de pagamento das empresas, que será enviada nesta semana em regime de urgência.

Se essas iniciativas não forem aprovadas, o governo poderá usar uma ou várias das ideias em estudo na Receita Federal e no Ministério da Fazenda. A que está mais madura é a que prevê aumento da tributação de profissionais liberais que hoje recebem por meio de empresas e contribuem como pessoas jurídicas.

Também está em análise a tributação de aplicações financeiras hoje isentas de IR. São elas as LCA (Letras de Crédito Agrícola) e LCI (Letras de Crédito Imobiliário). Juntas, essas medidas podem gerar cerca de R$ 30 bilhões.

A criação de uma alíquota de 35% de IR para contribuintes com ganhos mensais superiores a R$ 23 mil poderia gerar mais R$ 10 bilhões. Hoje a alíquota máxima do IR é de 27,5%, sobre a parcela do salário que supera R$ 4.664,68.

A Receita estuda esse aumento desde o fim do ano passado, mas sempre enfrentou resistência, mesmo com medidas que atingiriam apenas profissionais de alta renda. Os estudos mostram que esse grupo é um dos que pagam menos imposto em relação à sua renda, cerca de 17%.

Temer descartou levar essa discussão adiante. Mas poderá acionar outras das medidas em estudo como alternativa para evitar uma revisão drástica da meta estabelecida para o deficit de 2018.

Aliados do governo no Congresso reagiram contra o aumento do IR. "Se tiver que passar pela Câmara, não passa", disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A ideia desagradou até o líder do governo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR). "Sou contra o aumento de imposto [de IR]", disse à Folha.

Em reunião no Palácio do Planalto, domingo (6), Temer discutiu com seus ministros uma estratégia para dar impulso a reformas e medidas para geração de receitas no Congresso, mas ninguém falou do IR. Líderes do Congresso indicaram que não querem arcar com o custo político de uma decisão como essa às vésperas das eleições.

Para 2017, no entanto, estão praticamente esgotadas as tentativas de reforço do caixa e o governo deve rever a meta de deficit de R$ 139 bilhões para cerca de R$ 158 bilhões nos próximos dias.

Putin é o homem mais rico do mundo? Investidor diz que russo tem US$ 200 bi

Nesta terça-feira (8), segundo o ranking da revista atualizado em tempo real, Gates tinha fortuna estimada em US$ 90 bilhões.

Ex-agente da polícia secreta comunista da era soviética, a KGB, Vladimir Putin é o homem mais rico do mundo? A dúvida sobre o tamanho da fortuna do presidente russo circula há alguns anos e ressurgiu recentemente, após o presidente-executivo de um fundo de investimentos americano garantir que o mandatário tem US$ 200 bilhões (cerca de R$ 625 bilhões).

Bill Browder fez a afirmação em depoimento ao Comitê de Justiça do Senado dos EUA, que investiga uma possível influência estrangeira na eleição presidencial do ano passado, com a vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton.

Caso ele esteja certo, Putin não apenas seria o homem mais rico do mundo, como sua fortuna seria mais do que o dobro da de Bill Gates, fundador da Microsoft e o detentor oficial do posto, segundo a revista "Forbes".

Nesta terça-feira (8), segundo o ranking da revista atualizado em tempo real, Gates tinha fortuna estimada em US$ 90 bilhões.

O russo não aparece na lista de ricaços porque não seria possível verificar com certeza se ele possui mais do que US$ 1 bilhão, de acordo com declaração de uma porta-voz da publicação à revista "Newsweek", em 2015.

Longe de ser (oficialmente) um bilionário

Tanto a fortuna oficial quanto o salário de Putin como presidente o deixariam muito longe de entrar na seleta lista de bilionários da publicação americana. Pelo menos, segundo o que o próprio mandatário já declarou no passado.

Em 2015, a declaração de renda do presidente russo incluía 7,65 milhões de rublos (US$ 119 mil ou R$ 451 mil, em valores daquela época). Ele afirmava ter dois apartamentos modestos e uma sociedade em um estacionamento.

Sua filha mais nova, porém, teria junto com seu marido uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões, de acordo com investigação da agência de notícias Reuters.

Naquele ano, diante de uma grave crise econômica, Putin cortou 10% de seu salário como presidente, passando a receber US$ 136 mil ao ano, segundo a rede de TV CNN.

Mas o estilo de vida do presidente e rumores sobre um suntuoso patrimônio muito maior do que o declarado fazem com que especialistas duvidem que o dinheiro de Putin seja, de fato, tão "modesto".

US$ 60 bi ou US$ 200 bi?

Bill Browder conta que sua companhia foi uma das maiores investidoras em ações no mercado russo entre 1996 e 2005 -- ano em que ele foi expulso do país, acusado de ser uma ameaça à segurança nacional. Ele diz que isso aconteceu porque lutava contra a corrupção no mercado da Rússia.

"Ele (Putin) é um dos homens mais ricos do mundo. Eu estimo que ele tenha acumulado US$ 200 bilhões [...] ao longo de 17 anos no poder", afirmou em seu depoimento.

Não é a primeira vez que Browder cita essa cifra astronômica. Em uma entrevista à CNN, em 2015, ele fez a mesma afirmação. Na época, estava lançando um livro sobre a morte do advogado de sua empresa, Sergei Magnitsky, em uma prisão na Rússia.

Saber com precisão se esse número está certo (ou qual seria o real valor) é uma tarefa praticamente impossível.

Uma reportagem da revista "Time" sobre a fortuna de Putin, publicada no começo deste ano, afirma que Browder não é uma fonte muito confiável.

Segundo reportagem da agência de notícias sem fins lucrativos "The Bureau of Investigative Journalism" de 2012, o analista político Stanislav Belkovsky, que também é crítico do presidente, estimou uma fortuna bem menor, entre US$ 60 bilhões e US$ 70 bilhões, mas que já poderia colocá-lo como o homem mais rico do mundo, naquela época.

A quantia foi baseada na participação que Putin teria em três grandes companhias de óleo e gás. Essas participações, porém, nunca foram comprovadas.

Na entrevista, Belkovsky disse que as informações foram passadas por fontes ligadas às companhias, mas não deu outros detalhes.

Faltam provas concretas para todas as estimativas de riqueza citadas. Mas, como o jornalista Adam Taylor citou em artigo no "The Washington Post", em 2015, o real tamanho da fortuna de Putin pode não ser tão crucial, porque ele "tem mais poder do que o dinheiro pode comprar".

Se o presidente não aparece na lista de bilionários da "Forbes", ele é o primeiro colocado na de pessoas mais poderosas do mundo nos últimos quatro anos seguidos, segundo ranking da mesma revista.

Inflação fica abaixo do piso da meta pela 1ª vez em dez anos

Mesmo com alta na energia elétrica e nos combustíveis, IPCA dos últimos doze meses ficou em 2,71%, menor índice acumulado neste intervalo desde fevereiro de 1999 (2,24%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de julho ficou em 0,24%, após variação de -0,23% em junho. Com isto, o acumulado no ano foi de 1,43%, bem menos do que os 4,96% registrados em igual período do ano passado.

Em relação aos últimos doze meses, o índice foi para 2,71%, menor acumulado em doze meses desde fevereiro de 1999 (2,24%). Em julho de 2016, o índice havia registrado variação de 0,52%. Clique aqui para acessar a publicação completa.

 O litro do etanol ficou, em média, 0,73% mais caro. Já a gasolina apresentou variação de 1,06%

Em julho, mesmo com o grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 25% das despesas das famílias, apresentando queda pelo terceiro mês consecutivo (-0,47%), os grupos Habitação (1,64%) e Transportes (0,34%) pressionaram para cima o resultado do mês, conforme mostra a tabela a seguir.

Com o maior impacto individual, 0,20 ponto percentual (p.p.), a energia elétrica (6,00%), do grupo Habitação (1,64%), foi o item que mais contribuiu para o resultado de julho. Isso ocorreu devido à entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, a partir de 01 de julho, representando uma cobrança adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos. Acrescente-se, ainda, além do aumento na parcela do PIS/COFINS, ocorrido na maioria das regiões pesquisadas, o reajuste de 7,09% em Curitiba, a partir de 24 de junho, e de 5,15% em uma das concessionárias de São Paulo, em vigor desde 04 de julho. A tabela a seguir apresenta as variações da energia elétrica por região pesquisada.

Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto (1,21%) teve seu resultado influenciado pelas regiões metropolitanas de Fortaleza (11,27%) e de Porto Alegre (1,90%) onde ocorreram reajustes de 12,90%, em 26 de junho, e de 4,50%, em 1º de julho, respectivamente, além de Goiânia (5,89%), cujo reajuste de 6,29% está em vigor desde o dia 1º de julho.

No grupo Transportes (0,34%), o destaque são os combustíveis (0,92%). O litro do etanol ficou, em média, 0,73% mais caro. Já a gasolina apresentou variação de 1,06%. Isso pois, durante o mês de julho, foram anunciados diversos reajustes (aumentos e reduções) nos preços da gasolina na refinaria e, em 20 de julho, o aumento na alíquota do PIS/COFINS. Em 25 de julho, esse aumento foi suspenso por liminar, derrubada em 26 de julho. Nova liminar, em 03 de agosto, derrubada no dia seguinte, suspendia o efeito do decreto que reajustou as alíquotas do PIS/COFINS dos combustíveis.

Cabe mencionar, ainda nos Transportes (0,34%), as tarifas dos ônibus interestaduais, que passaram a custar 2,15% a mais em razão do reajuste médio de 1,45% no valor das passagens a partir do dia primeiro de julho. As variações ficaram entre o -1,27% da região metropolitana de Salvador e os 6,56% da região metropolitana de Recife.

No lado das quedas, o destaque ficou com o grupo Alimentação e Bebidas (-0,47%) e -0,12p.p. de impacto puxada pelos alimentos para consumo em casa, mais baratos em 0,81%, indo de -1,80% em Goiânia até 0,06% em Brasília. Já a alimentação fora subiu 0,15%, no intervalo de -0,32% registrados na região metropolitana do Rio de Janeiro, até 1,71% em Goiânia.

Apesar de a maioria dos alimentos passarem a custar menos de junho para julho, a exemplo da batata-inglesa (-22,73%), do leite longa vida (-3,22%), das frutas (-2,35%) e das carnes (-1,06%), o tomate (16,90%) e a cebola (11,70%) apresentaram variações positivas frente às quedas registradas em junho.

Na ótica dos índices regionais, os resultados ficaram entre os -0,24% registrados em Campo Grande e os 0,49% da região metropolitana de Curitiba. A tabela a seguir apresenta os resultados por região pesquisada. Na região metropolitana de Curitiba, o aumento foi impulsionado pelas contas de energia elétrica, que ficaram 9,33% mais caras em razão do reajuste de 7,09%, em vigor a partir de 24 de junho. Em Campo Grande, as carnes registraram redução de 2,02%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 31 de julho de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de junho de 2017 (base).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,17% em julho, ficando acima da taxa de -0,30% de junho. No acumulado dos últimos doze meses, o índice desceu para 2,08%, ficando abaixo dos 2,56% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2016, o INPC registrou 0,64%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,45% em julho. Em junho, o resultado havia sido de -0,52%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,45%, acima da taxa de -0,20% de junho.

Quanto aos índices regionais, as variações ficaram entre -0,30% registrado em Campo Grande e 0,42% na região metropolitana de Curitiba. Em Campo Grande, as carnes registraram redução de 2,15%. Na região metropolitana de Curitiba, o aumento foi impulsionado pelas contas de energia elétrica que ficaram 9,71% mais caras em razão do reajuste de 7,09%, em vigor a partir de 24 de junho.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado. Abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 31 de julho de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de junho de 2017 (base).

08 de agosto de 2017

Brasileiros já pagaram R$ 1,3 trilhão em impostos em 2017

No ano passado, o mesmo montante foi registrado em 30 de agosto.

O valor pago pelos brasileiros em impostos neste ano alcançou R$ 1,3 trilhão por volta de 13h30 desta terça-feira (8), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o mesmo montante foi registrado somente em 30 de agosto, o que revela crescimento da arrecadação tributária.

A marca de R$ 1,3 trilhão equivale ao montante pago em impostos, taxas e contribuições no país desde o primeiro dia do ano. O dinheiro é destinado à União, aos estados e aos municípios.

Na avaliação do presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, esse avanço já reflete, possivelmente, a elevação do PIS e da Cofins sobre os combustíveis, além da inflação do período. “Conclusão: o rombo no bolso dos consumidores está cada vez maior”.

Por outro lado, ele destaca o lado bom do crescimento do bolo tributário: ele também resulta da reação de setores como o comércio atacadista e o automotivo, que têm apresentado expansão nos últimos 12 meses. “O comportamento da arrecadação sinaliza que, embora lentamente, a economia brasileira está no caminho da recuperação”, diz.

O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.

O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro (www.impostometro.com.br). Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

Governo vai distribuir R$ 7 bilhões do lucro do FGTS aos trabalhadores

Esse valor corresponde a metade do lucro do FGTS obtido em 2016, de R$ 14 bilhões, segundo o presidente.

O presidente Michel Temer anunciou nesta terça-feira (8) que o governo vai distribuir R$ 7 bilhões na divisão do lucro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Esse valor corresponde a metade do lucro do FGTS obtido em 2016, de R$ 14 bilhões, segundo Temer.

Temer citou a distribuição como uma das ações do governo para estimlar a economia, ao lado da liberação dos saques das contas inativas do FGTS, que, segundo ele. "Satisfaz o trabalhador, e por outro lado injetamos R$ 44 bilhões na economia".

O trabalhador que sacou o dinheiro de sua conta inativa do FGTS este ano também receberá sua parte do lucro obtido no fundo. Anteriormente, todo o lucro do FGTS ficava com o governo.

O dinheiro vai ser depositado até o dia 31 de agosto. Mas ele não poderá ser sacado sem justificativa. Ele só poderá ser retirado em situações específicas, informou ao G1 o Ministério do Trabalho.

Cerca de 240 milhões de contas do FGTS – ativas e inativas – com saldo em 31 de dezembro de 2016 receberão um valor proporcional à metade do lucro que o fundo obteve com investimentos no ano passado.

A distribuição deste lucro será proporcional ao saldo em cada conta do FGTS naquela data, disse o governo. Ou seja, mesmo que o dinheiro já tenha sido sacado, o valor será creditado nesta mesma conta.

A distribuição do lucro do fundo com o trabalhador foi anunciada no fim do ano passado pela medida provisória 763, a mesma que permitiu que os trabalhadores sacarem suas contas inativas do FGTS até 31 de julho.

Anúncio antecipado

A divulgação do valor que será distribuído aos trabalhadores seria feita apenas na quinta-feira (10). Ao se dar conta de que havia antecipado a informação, o presidente recomentou, em tom de brincadeira, que todos "fizessem de conta" que não tinham ouvido.

"Então eu prenunciei aqui", disse Temer, rindo. "Mas faz de conta que ninguém ouviu, ninguém conta para a imprensa, que na quinta-feira nós vamos anunciar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia para os trabalhadores."

Após Temer ter adiantado a divulgação do valor da ser pago, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou a jornalistas que Temer ainda vai anunciar os detalhes do pagamento da divisão dos lucros na quinta-feira. “Ainda vamos fechar o balanço do Fundo de Garantia, ele será fechado esta semana e a Caixa vai preparar toda esta distribuição dos dividendos ao trabalhador”.

O balanço dos resultados do FGTS em 2016 ainda não foram divulgados oficialmente.

“O que muda de importante é que pela primeira vez na vida há uma distribuição dos lucros do FGTS", diz Occhi. “Vamos pagar àqueles que tiverem direito de fazer o saque, aquele que já está aposentado, aquele que já tem uma conta inativa dentro da lei anterior à medida provisória que se encerrou em 31 de julho de 2017. Aqueles trabalhadores que quiserem acessar seu financiamento imobiliário poderão usar seu Fundo de Garantia”, acrescentou o presidente da Caixa.

Reformas

A declaração do presidente foi feita durante anúncio da Caixa de uma linha de crédito voltada para financiar obras em loteamentos urbanos.

O presidente falou ainda sobre as reformas já aprovadas em seu governo, como a limitação do crescimento dos gastos públicos à inflação. "O teto dos gastos foi fruto dessa concepção de que você precisa primeiro cortar gastos públicos para depois produzir outros gestos administrativos."

Presidente Temer fala sobre o teto dos gastos públicos

Temer citou ainda as mudanças do ensino médio e na legislação trabalhista, e comentou as críticas que os projetos receberam. "Quando você lança um projeto qualquer, uma reforma qualquer, você verifica que as pessoas não combatem o conteúdo, o mérito, fazem um combate político. Dizem: 'foi o seu governo que fez? Então eu sou contra'".

Temer fala sobre o risco Brasil

O presidente Michel Temer afirma que a crise política não paralisa o país, e afirmou ainda que logo o Brasil irá recuperar o grau de investimento pelas agências internacionais de risco. "Nesses 40 dias dessa suposta crise política o país não parou. A reforma trabalhista foi aprovada nesse período."

Em maio, foram divulgadas as primeiras notícias sobre as delações da JBS envolvendo Temer, agravando a crise política em torno do governo. Na última quarta-feira (2), a Câmara aprovou a rejeição da denúncia da Procuradoria Geral da República por crime de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

Impostos

Mais cedo, em outro evento, Temer afirmou que há estudos sendo feitos para o aumento do Imposto de Renda (IR). “Há estudos, há dos mais variados estudos. São estudos que se fazem rotineiramente. A todo momento estão fazendo planejamento nos setores da economia, eles fazem esses estudos. São estudos que estão sendo feitos, mas nada decidido”, disse o presidente após cerimônia de abertura da Fenabrave em São Paulo.

Aneel aprova edital para leilão de usinas da Cemig em setembro

O governo pretende arrecadar até R$ 11 bilhões com a cobrança de bônus de outorga na licitação.

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (8) o edital de um leilão para concessão de quatro hidrelétricas da Cemig, a estatal de energia de Minas Gerais.

O governo pretende arrecadar até R$ 11 bilhões com a cobrança de bônus de outorga na licitação. O leilão está previsto para setembro.

A realização do leilão é questionada pela Cemig. As usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande representam 50% da geração de energia da estatal mineira. "É uma parcela importantíssima, significa a sobrevivência saudável da empresa", afirmou à reportagem o presidente da estatal, Bernardo Alvarenga.

No entendimento da Cemig, o contrato de concessão das usinas dá direito a uma renovação automática por 20 anos, o que se aplicaria às três primeiras hidrelétricas -Volta Grande já foi renovada e venceu novamente neste ano.

A AGU (Advocacia-Geral da União) argumenta, porém, que o governo tem a palavra final sobre a manutenção do contrato. A questão deve ser decidida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no próximo dia 22.

A análise do edital, marcada anteriormente para julho, foi adiada para atender a recomendações do TCU (Tribunal de Contas da União).

A Cemig pretende negociar com o governo federal para manter a concessão das usinas. A proposta prevê um consórcio com duração de 30 ou 50 anos, com pagamento de R$ 6,5 bilhões ou R$ 9,5 bilhões respectivamente.

O governo, no entanto, não se mostrou disposto a aceitar a proposta e conta com a receita do leilão para abater o deficit previsto de R$ 139 bilhões para 2017.

Das hidrelétricas oferecidas na licitação, a usina São Simão, com 1,7 gigawatt em capacidade, tem outorga de R$ 6,74 bilhões; a usina de Jaguara, com 424 megawatts, de R$ 1,9 bilhão. Na usina Miranda, a outorga será de R$ 1,1 bilhão, enquanto em Volta Grande o valor é de R$ 1,29 bilhão.

Produção industrial cresce em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE

As principais altas foram observadas no Rio de Janeiro (3,1%), Amazonas (2,8%), Pernambuco (1,7%) e Minas Gerais (1,6%).

Mesmo com a variação nula (0,0%) da atividade industrial nacional, na passagem de maio para junho de 2017, série com ajuste sazonal, nove dos 14 locais pesquisados mostraram expansão na produção, com destaque para Rio de Janeiro (3,1%), Amazonas (2,8%), Pernambuco (1,7%) e Minas Gerais (1,6%). Com esses resultados, o primeiro local reverteu parte da queda de 3,6% acumulada nos meses de abril e maio; o segundo retomou o crescimento após recuar 3,4% no mês anterior; o terceiro apontou a quarta taxa positiva consecutiva, registrando nesse período ganhos de 4,8%; e o último eliminou o recuo de 0,2% verificado em maio passado. São Paulo (0,8%), Paraná (0,5%), Espírito Santo (0,1%), Ceará (0,1%) e Goiás (0,1%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em junho de 2017. Os locais que obtiveram resultados negativos mais acentuados nesse mês foram a Bahia (-10,0%) e a Região Nordeste (-4,0%), com o primeiro eliminando o avanço de 5,1% registrado no mês anterior; e o último voltando a recuar após acumular expansão de 2,8% nos meses de abril e maio. As demais taxas negativas foram observadas no Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-0,4%) e Santa Catarina (-0,1%). Clique aqui para acessar a publicação completa da pesquisa.

Crescimento da indústria foi maior no Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco e Minas Gerais (Foto: Agência Brasil)

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou acréscimo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2017 frente ao nível do mês anterior e intensificou o ritmo de crescimento frente ao verificado em maio (0,2%). Em termos regionais, ainda em relação ao movimento desse índice na margem, 10 locais mostraram taxas positivas, com destaque para Ceará (2,6%), São Paulo (1,5%), Pernambuco (0,8%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,7%) e Pará (0,7%). A perda mais elevada em junho de 2017 aconteceu na Bahia (-2,0%).

Em relação a junho de 2016, a indústria cresceu em 8 dos 15 locais pesquisados

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou crescimento de 0,5% em junho de 2017, com oito dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Vale citar que junho de 2017 (21 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (22). Nesse mês, Espírito Santo (10,0%) assinalou a expansão mais intensa, impulsionado, principalmente, pelos avanços registrados por indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados) e produtos alimentícios (bombons e chocolates em barras, açúcar cristal, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e massas alimentícias secas). Ceará (4,3%), São Paulo (3,0%), Minas Gerais (2,9%) e Rio Grande do Sul (2,1%) também assinalaram taxas positivas mais acentuadas do que a média nacional (0,5%). Paraná (0,5%), Goiás (0,4%) e Amazonas (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção nesse mês. A Bahia (-10,9%) apontou o recuo mais elevado em junho de 2017, pressionada, em grande parte, pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e óleos combustíveis) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). Os demais resultados negativos foram observados na Região Nordeste (-5,1%), Pernambuco (-2,9%), Pará (-2,1%), Santa Catarina (-0,9%) e Rio de Janeiro (-0,1%). Mato Grosso (0,0%) repetiu o patamar registrado em junho de 2016.

Em bases trimestrais, o setor industrial, ao avançar 0,2% no segundo trimestre de 2017, manteve o comportamento positivo registrado nos três primeiros meses do ano (1,0%), quando interrompeu 11 trimestres consecutivos de taxas negativas nesse tipo de confronto. A diminuição no ritmo de produção verificada no total da indústria na passagem do primeiro (1,0%) para o segundo trimestre (0,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, foi observada em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pernambuco (de 5,4% para -4,6%), Goiás (de 6,3% para -1,5%), Santa Catarina (de 5,4% para 1,3%), Rio de Janeiro (de 5,6% para 1,8%), Paraná (de 4,3% para 0,8%) e Mato Grosso (de 0,3% para -2,8%). Os principais ganhos entre os dois períodos foram registrados por Ceará (de -0,9% para 2,1%) e Bahia (de -8,3% para -6,5%).

No indicador acumulado para o período janeiro-junho de 2017, frente a igual período do ano anterior, o acréscimo observado na produção nacional alcançou 10 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (4,5%), Rio de Janeiro (3,6%), Santa Catarina (3,3%), Paraná (2,5%) e Minas Gerais (2,3%). Rio Grande do Sul (1,9%), Amazonas (1,7%), Goiás (1,6%), Ceará (0,6%) e Pernambuco (0,6%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos. Nesses locais, o maior dinamismo foi particularmente influenciado por aspectos relacionados à expansão na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor agrícola e para a construção); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha marrom”); e de bens de consumo semi e não duráveis (calçados, produtos têxteis e vestuário). Sobre os resultados negativos, a Bahia (-7,4%) foi o local que apontou o recuo mais elevado no índice acumulado no ano, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e gasolina automotiva) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). Os demais resultados negativos foram registrados por Região Nordeste (-2,3%), Mato Grosso (-1,4%), Pará (-0,2%) e São Paulo (-0,1%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 1,9% em junho de 2017 no total da indústria nacional, permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em junho de 2017, mas oito apontaram maior dinamismo frente aos índices de maio último. Os principais ganhos de ritmo entre maio e junho de 2017 foram registrados por Espírito Santo (de -9,3% para -6,1%), Minas Gerais (de -1,6% para -0,8%), Amazonas (de -2,5% para -1,8%), Ceará (de -2,0% para -1,3%), Paraná (de 0,2% para 0,8%) e São Paulo (de -1,8% para -1,2%), enquanto Pará (de 5,5% para 4,1%) e Bahia (de -8,3% para -8,7%) mostraram as maiores perdas entre os dois períodos.

07 de agosto de 2017

Teresinense teve que trabalhar quase 90 h para pagar a cesta básica em julho

Segundo levantamento do Dieese, valor da cesta básica teve redução de 1,74% na Capital, mas mesmo assim, consumiu 44% do salário mínimo.

O teresinense teve que trabalhar 89h50min para conseguir pagar a cesta básica na Capital durante o mês de julho, é o que aponta o levantamento mensal apresentado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos). Apesar de ter tido uma redução de 1,74%, a cesta básica em Teresina custou R$ 382,39 no mês passado e seu valor consumiu 44,39% do salário mínimo líquido do trabalhador.

A cesta básica em Teresina é a 15ª mais cara do Brasil. Dos 13 produtos que a compõem, apenas o tomate e a manteiga tiveram alta nos preços em relação a junho. O primeiro, com uma variação de R$ 0,70 e o segundo com uma variação de R$ 0,64.


Foto: Marcelo Camargo/ Fotos Públicas)

O açúcar se manteve com o preço estável, mas a carne, o leite, o arroz, o feijão a farinha, a batata doce, o pão, o café, a banana e o óleo apresentaram redução de preço. A maior diminuição se verificou no preço da banana (- 5,96).

Já na variação acumulada ao longo do ano, foi o arroz que teve a maior redução de preço (- 49,28%) seguido do leite (- 14,95%). Já produtos como o café e o tomate registraram altas consideráveis de preço ao longo dos primeiros sete meses de 2017: 20,64% e 18,13%.

O estudo do Dieese é feito pegando-se a cesta básica mais cara que, em julho, foi a de Porto Alegre, em consideração à determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em julho, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.815,36 ou quatro vezes o mínimo de R$ 937,00.

53% dos brasileiros pretendem cortar gastos em agosto, diz SPC

Produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo do mês de agosto são em sua maioria remédios (24%), roupas, calçados e acessórios (19%), recarga para celular pré-pago (19%) e perfumes e cosméticos (14%).

Pesquisa da SPC Brasil e da CNDL revela que 53% dos brasileiros pretendem cortas gastos em agosto. Os efeitos da crise se destacam entre as justificativas: 19% mencionam os altos preços, 18% dizem que reduzirão as despesas por estarem desempregados, 14% por conta do endividamento e da situação financeira difícil e 9% a redução da renda. Outros motivos citados são o esforço constante de economizar (24%) e a intenção de fazer reserva financeira (11%).

Excluindo os itens de supermercado, os produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo do mês de agosto são em sua maioria remédios (24%), roupas, calçados e acessórios (19%), recarga para celular pré-pago (19%) e perfumes e cosméticos (14%).

O indicador revela que apenas 17% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul, ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (38%) admite estar no zero a zero, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 37,6% encontram-se no vermelho e não conseguiram pagar todas as contas em julho, com a renda que possuem.

Crédito em junho

Em junho, 56% dos consumidores brasileiros não utilizaram crédito, como empréstimos, linhas de financiamento, crediários e cartões de crédito. O restante (44%), porém, mencionou ao menos uma modalidade a qual tenham recorrido no período. Os cartões de crédito (37%) e os cartões de loja e crediário (16%) foram as modalidades mais usadas. O cheque especial foi citado por 6% da amostra. Há ainda, 4% de consumidores que recorreram à empréstimos e 2% que buscaram financiamentos.

O Indicador de Uso do Crédito marcou 28,5 pontos, estável em relação aos 27,5 pontos observados em maio. O indicador considera a proporção de consumidores que recorreram ao crédito, e a variedade de modalidades a que cada um recorreu. A escala varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior a disposição do consumidor em tomar crédito.

Entre os brasileiros que se utilizaram do cartão de crédito (36%) em junho, a minoria (23%) diminuiu o valor da fatura. Para 30% ela se manteve em patamar estável na comparação com o mês anterior, ao passo que 42% observaram aumento no valor utilizado. O valor médio foi de R$ 977.

As compras de supermercados lideraram entre os itens mais adquiridos via cartão de crédito, com 66% de menções. Em seguida surgem os gastos com remédios e farmácia (56%), roupas, calçados e acessórios (36%), combustível (35%) e gastos com bares e restaurantes (31%).

Caixa lançará linha de crédito de R$ 1,5 bilhão para setor imobiliário

A linha de crédito será para financiar as empresas do setor imobiliário interessadas na construção de lotes urbanizados.

O presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, afirmou que o banco anuncia nesta terça-feira (8), em evento com o presidente Michel Temer em São Paulo, uma linha de R$ 1,5 bilhão para financiar empresas do setor imobiliário interessadas na construção de lotes urbanizados.

"Estamos trabalhando isso. O presidente anuncia essa medida amanhã [terça] em São Paulo, e espero demanda grande. Ajuda no crescimento da economia e na geração de novos empregos", afirmou durante a divulgação do balanço dos saques das contas inativas do FGTS. "A ideia é financiar a produção, a construção dos lotes, incluindo infraestrutura, como água e pavimentação", explicou.

Segundo Occhi, a liberação dos saques do Fundo permitiu um crescimento de 27% no financiamento imobiliário do banco entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado.

CAIXA SEGURIDADE

O presidente da Caixa negou a possibilidade levantada recentemente pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de privatização da Caixa Seguridade ainda no segundo semestre deste ano, o que levantaria recursos para ajudar no cumprimento da meta fiscal deste ano, de um deficit de R$ 139 bilhões.

"Não há nenhuma expectativa de IPO [oferta pública inicial de ações] da Caixa Seguridade neste ano", disse o executivo.

Sobre a privatização da Lotex, plano que também poderia ajudar nas contas públicas, Occhi declarou que há dois projetos já prontos, um de concessão plena e outro de privatização. "Os projetos foram enviados ao Ministério da Fazenda, que tomará a decisão", disse.

8 em cada 10 trabalhadores sacaram dinheiro do FGTS inativo

O número superou a expectativa inicial do banco, que previa injetar 40 bilhões na economia do país.

A Caixa Econômica Federal informou nesta segunda-feira (7), durante divulgação do balanço final das contas inativas do FGTS, que as retiradas somaram R$ 44 bilhões entre 10 de março e o prazo final, 31 de julho.

O número superou a expectativa inicial do banco -em fevereiro, a projeção era que a medida permitiria injetar R$ 40 bilhões na economia.

Ou seja, 88% do montante passível de saque foi retirado pelos trabalhadores.

De acordo com o banco, 25,9 milhões de trabalhadores foram beneficiados pela medida, ou 79% do universo de 32,7 milhões de pessoas com recursos em contas inativas.

ATUALIZAÇÃO

Em um primeiro momento, a Caixa informava que o total de recursos passíveis de saque era de R$ 43,6 bilhões, mas a própria possibilidade de retirada fez os trabalhadores atualizarem suas contas, o que elevou esse montante para R$ 49,8 bilhões.

O mesmo ocorreu com o total de trabalhadores com recursos que podiam ser sacados: o número subiu de 30,2 milhões de pessoas para 32,7 milhões.

QUEM AINDA PODER SACAR

Presos e pessoas com doenças graves que não conseguiram comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal têm mais tempo para sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS.

Quem se enquadrar nas condições terá até 31 de dezembro de 2018 para resgatar os valores, desde que apresente comprovante que justifique a impossibilidade de comparecer a uma agência no período de 10 de julho a 31 de julho para solicitar o saque.

No caso da pessoa com doença grave, a Caixa exige um atestado médico que comprove a impossibilidade de comparecimento a uma agência.

Já o preso deve apresentar uma certidão obtida junto à Vara de Execução Penal, Vara de Execução Criminal ou juízo responsável que decretou a prisão. O documento também pode ser expedido pela autoridade da unidade prisional que custodiou o titular da conta.

Se houve algum problema na Caixa, o trabalhador poderá receber depois do prazo se tiver feito o pedido até o fim do prazo. Depois, a Caixa terá mais um mês para solucionar o problema.

Os outros trabalhadores que perderem o prazo não poderão sacar o dinheiro após o prazo. Segundo a Caixa, os créditos que não forem retirados permanecem nas contas do FGTS dos titulares. O dinheiro só poderá ser resgatado caso sejam atendidas algumas regras -como em casos de doenças graves ou demissão sem justa causa.

Receita abre nesta terça consulta ao 3º lote de restituição do IR

Mais de 2 milhões de contribuintes serão contemplados, totalizando cerca de R$ 2,8 bilhões em restituição.

A Receita Federal abre nesta terça-feira (8) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2017. Serão contemplados mais de 2,012 milhões de contribuintes, totalizando cerca de R$ 2,8 bilhões em restituição. O lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física abrange também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016. As informações são da Agência Brasil.

O crédito bancário para os contribuintes será realizado no dia 15 de agosto. Neste lote, R$ 210,5 milhões serão destinados a contribuintes com preferência para receber a restituição: 45.576 idosos e 6.555 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (http://idg.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento.

DECLARAÇÃO RETIFICADORA

Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones, o que facilita consulta às declarações do contribuinte e situação cadastral no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se a pessoas não fizer o resgate neste prazo, deverá fazer requerimento por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Os valores de restituição para cada exercício são corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic.

Mais de 200 vagas de empregos ofertadas pelo Sine-PI

Os interessados devem procurar à um dos postos para efetuar o cadastro no sistema de dados.

Nesta segunda-feira (7), o Sistema Nacional de Emprego no Piauí (Sine-PI), através da Setre, oferece 217 novas vagas de empregos em diversas áreas para a Capital. Os interessados devem procurar à um dos postos para efetuar o cadastro no sistema de dados.

São necessárias para efetivar o cadastro, documentação como: carteira de trabalho, RG, CPF, PIS, comprovante de escolaridade, comprovante de residência, CNH (se possuir) e certificados de cursos de qualificação profissional (se possuir). Após realizado o cadastro e caso for de seu interesse, o candidato poderá retirar no SINE uma carta de encaminhamento para a vaga na empresa destinada. Onde, se preencher os requisitos poderá ser contratado.

Todos os serviços do SINE são gratuitos, os postos de atendimento estão localizados no Centro, Parque Piauí, Dirceu e Espaço Cidadania (Shopping Rio Poty), em funcionamento das 07h:30 às 13h:30. Para mais informações os candidatos devem entrar em contato com o número (86) 3221-2940/2941 ou pela Linha do Trabalhador: 0800 0866060.

Abaixo a lista de vagas disponibilizadas pelo SINE-PI no momento:

Alinhador de pneus 1 vaga

Analista de Suporte Técnico 2 vagas

Auxiliar Administrativo 1 vaga

Balanceador 1 vaga

Chefe de Cozinha 1 vagas

Churrasqueiro 1 vaga

Confeiteiro 5 vagas

Costureira em geral 5 vagas

Eletricista de Instalações de veículos automotores 1 vagas

Instalador de Som 1 vaga

Instrutor de Informática 3 vagas

Manicure 3 vagas

Marceneiro 2 vagas

Mecânico 2 vagas

Mecânico de Auto em Geral 1 vaga

Mecânico de Automóvel 1 vaga

Mestre de Obras 1 vaga

Motorista de Carro Forte 7 vagas

Operador de Máquina de Bordar 1 vaga

Operador de máquina de engarrafamento 1 vaga

Operador de máquina de rotular 1 vaga

Operador Eletromecânico 10 vagas

Padeiro 3 vagas

Passadeira de peças confeccionadas 1 vagas

Pedicure 1 vagas

Podólogo 2 vaga

Preparador de peças para bordar 1 vaga

Professor de Inglês 2 vagas

Supervisor de confecção de artefatos de tecido, couro e afins 1 vaga

Supervisor de Segurança (Vigilância) 6 vagas

Supervisor de Vendas comerciais 1 vaga

Técnico de Alimentos 1 vaga

Técnico de Impressora (Matricial) 10 vagas

Técnico em manutenção de equipamentos de informática 1 vaga

Vendedor Pracista 132 vagas 

Mulheres se destacam na criação de novos negócios, mas enfrentam obstáculos

Informações estão na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).

As mulheres brasileiras estão à frente dos homens na criação de novos negócios. Mas, quando se trata de negócios já estabelecidos, elas mostram presença menor que a do sexo masculino. As informações estão na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).

Segundo o estudo, em 2016 a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens. A taxa de empreendedores estabelecidos, ou seja, que tocam um negócio há mais de três anos e meio, ficou em 19,6% entre os homens e 14,3% entre as mulheres.

A turismóloga Mariana Alves Carvalho David decidiu arriscar-se no mundo dos negócios (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A pesquisa revelou também que as mulheres empreendem por necessidade mais frequentemente do que os homens. No grupo feminino, 48% delas afirmaram ter buscado o empreendedorismo porque precisaram. No masculino, esse percentual cai para 37%.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirma que em tempos de crise o empreendedorismo é uma alternativa para vários brasileiros que perderam o emprego ou buscam uma renda extra. No caso das mulheres, ele destaca que a solução pode ser mais viável que um emprego com horário rígido, já que muitas delas têm de fazer a chamada jornada dupla.

“O dilema da mulher é entre a necessidade de trabalho e de cuidar da criança, da casa. O empreendedorismo tem se mostrado um grande caminho de conciliação. Quem quer fazer carreira em uma empresa tem que lidar com a disciplina dos horários, o que não facilita”, comenta.

Ele lembra que um número grande de brasileiras é responsável, sozinho, pelo sustento da família e pela organização do lar. “Há a mulher como arrimo de família. Elas são a única fonte de renda e ainda têm que cuidar da atividade doméstica. Então, a atividade de empreendedora em casa facilita muito. A maioria caminhou para isso por necessidade. Essa pesquisa trata do mercado formal, mas você tem um monte de mulheres por conta própria na informalidade”, destaca.

Mais suporte

Marcelo Minutti, professor de empreendedorismo e inovação da Faculdade de Economia e Finanças Ibmec, vê como positiva a maior presença feminina nos negócios novos. Ele acredita que isso é resultado do empoderamento das mulheres e avalia que, com o tempo, crescerá também o número das que estão à frente de negócios estabelecidos há mais tempo.

“A gente percebe, nos últimos anos, uma tendência forte para a mulher empreender. Inclusive, esses percentuais de crescimento atual resultam de uma defasagem muito grande [da presença delas nos negócios anteriormente]. Isso estava represado. Como esse empoderamento tem ganhado força apenas nos últimos anos, isso reflete, porque os negócios são mais novos também”, afirma.

Minutti destaca, contudo, que ainda há dificuldades a enfrentar para garantir equidade no mundo dos negócios. “Por mais que seja uma notícia positiva o fato de as mulheres ocuparem espaço maior, a gente tem algumas dificuldades. O preconceito dificulta muito as relações, ainda mais em ambientes majoritariamente masculinos. Por isso, só pedir para as mulheres se esforçarem não é suficiente. Precisa de política pública, que as empresas se adaptem à rotina das mulheres”.

No estudo do Sebrae e do IBPQ, técnicos também enumeram obstáculos apontados por mulheres empreendedoras e recomendam maior suporte. “[As mulheres] conseguem criar novos negócios, porém enfrentam dificuldades para fazer seus empreendimentos prosperarem. Tal fenômeno pode estar associado às condições relatadas, como preconceito de gênero, menor credibilidade pelo fato de o mundo dos negócios ser mais tradicionalmente associado a homens, maior dificuldade de financiamento e dificuldade para conciliar demandas da família e do empreendimento. Essa situação aponta para a necessidade de maiores investimentos para dar suporte”, ressalta a pesquisa.

Ajuda da família

Em março do ano passado, a turismóloga Mariana Alves Carvalho David, 32 anos, decidiu arriscar-se no mundo dos negócios. Desempregada, ela juntou a necessidade ao desejo antigo de ter o próprio negócio e abriu o restaurante Piccolo Emporium, na Asa Sul, zona central de Brasília.

“Na verdade, foram duas coisas. Meu pai vem desse ramo [de restaurantes] há muitos anos e eu tinha vontade de abrir alguma coisa. Aí, fiquei desempregada. Eu tinha um dinheiro e meu pai entrou comigo”, explica. Casada e mãe de dois filhos, ela tem a sorte de poder contar com a ajuda da família para conciliar a vida doméstica com a rotina de empresária.

“Eu não tive tanta dificuldade, pois meu marido já sabia como ia funcionar. Nós tínhamos conversado antes. E o fato de o meu pai estar junto comigo e a gente conseguir dividir [as tarefas do restaurante] facilitou muito. Se não fosse isso, realmente seria um pouco mais difícil”, diz.

Áreas de atuação

Além de enfrentar mais obstáculos para manter o negócio funcionando, as mulheres que decidem empreender atuam em menos áreas que os homens. Segundo a pesquisa do Sebrae e do IBPQ, em 2016, enquanto 49% das empreendedoras iniciais concentravam-se em quatro atividades, 50% dos homens começando a empreender estavam em nove segmentos.

Elas distribuíam-se nos setores de serviços domésticos (13,5 %) , cabeleireiros ou tratamento de beleza (12,6 %) , comércio varejista de vestuário e acessórios (12,3 %) e catering e bufê (10,3%).

Por sua vez, os homens estavam em todas as áreas ocupadas pelas mulheres, com exceção do serviço doméstico, e ainda na construção (14,8 %), restaurantes (7,7 %), manutenção de veículos (7,4 %), comércio varejista de hortifrutigranjeiros (3,2 %), atividades de serviços pessoais (2,8 %) e comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (2,4 %) .

Para Marcelo Minutti, as barreiras do mundo corporativo e a própria formação cultural podem explicar a concentração das mulheres empreendedoras em áreas associadas ao universo feminino. “Ela pode se concentrar no espaço onde há mais facilidade para ela. Há uma carga cultural também, referente a como o homem é criado e a como a mulher é criada. Tem que começar um trabalho de base, desde que as meninas estão lá na escola até chegar à idade de empreender”, defende.

Receita abre amanhã consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda

O crédito bancário para os contribuintes será realizado no dia 15 de agosto. Neste lote, R$ 210,5 milhões serão destinados a contribuintes com preferência para receber a restituição.

A Receita Federal abre amanhã (8) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2017. Serão contemplados mais de 2,012 milhões de contribuintes, totalizando cerca de R$ 2,8 bilhões em restituição. O lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física abrange também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016.

Consulta pode ser feita pelo site da Receita Federal (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O crédito bancário para os contribuintes será realizado no dia 15 de agosto. Neste lote, R$ 210,5 milhões serão destinados a contribuintes com preferência para receber a restituição: 45.576 idosos e 6.555 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (http://idg.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento.

Declaração retificadora

Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones, o que facilita consulta às declarações do contribuinte e situação cadastral no CPF – Cadastro de Pessoa Física.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se a pessoas não fizer o resgate neste prazo, deverá fazer requerimento por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Os montantes de restituição para cada exercício são corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic.

Lote de Restituição Multiexercício do IRPF – AGO/2017

Mercado eleva de 3,40% para 3,45% projeção da inflação para este ano

Mesmo com o aumento na projeção para este ano e a manutenção para 2018, as estimativas para a inflação permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%.

O mercado financeiro ajustou pela terceira semana seguida a projeção para a inflação este ano, após o aumento da tributação sobre combustíveis. Desta vez, a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 3,40% para 3,45%. O percentual consta do boletim Focus, uma publicação divulgada pelo BC (Banco Central) todas as semanas, com números dos principais indicadores econômicos. As informações são da Agência Brasil.

Para 2018, a projeção para o IPCA é mantida em 4,20% há três semanas consecutivas. Mesmo com o aumento na projeção para este ano e a manutenção para 2018, as estimativas para a inflação permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A nova previsão do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 passou de 8% para 7,50% ao ano. Para o fim de 2018, a expectativa também caiu, ao passar de 7,75% para 7,50% ao ano.

A estimativa do mercado financeiro para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto), foi mantida em 0,34% para este ano. Para 2018, a projeção segue em 2%.