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Notícias Mundo

22 de agosto de 2017

Afeganistão se tornará cemitério para EUA se tropas não saírem, diz Taleban

Declaração veio após o presidente norte americano Donald Trump anunciar nova estratégia para o Afeganistão.

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar nova estratégia para o Afeganistão, o grupo radical islâmico Taleban afirmou que o país vai se tornar um "novo cemitério" caso os norte-americanos não retirem suas tropas rapidamente.
Nesta segunda (21), Trump não especificou quantos militares enviará ao Afeganistão ou quando os EUA vão retirar as suas tropas. Antes contrário da presença americana no território afegão, o presidente diz agora considerar que uma retirada apressada dos militares pode fortalecer grupos extremistas.
"Se os EUA não retirarem suas tropas, o Afeganistão se tornará em breve um cemitério para esta superpotência do século XXI", afirmou em comunicado o porta-voz dos Taleban no Afeganistão, Zabiullah Mujahid (foto ao lado).
Um comandante do Taleban disse à agência de notícias France Presse que Trump se limita a perpetuar a "conduta arrogante" dos ex-presidentes americanos, como George W. Bush. 
"Simplesmente estão desperdiçando soldados americanos. Sabemos como defender o nosso país", disse o militar. Segundo ele, a nova estratégia "não vai mudar nada" em relação à situação da região.
Atualmente, há 8.400 militares americanos no Afeganistão. O envio de novas tropas é uma demanda do Pentágono, que considera uma piora da situação de segurança e o avanço de grupos terroristas no país.
Reações
Nesta terça (22), a OTAN (aliança militar ocidental) elogiou o discurso de Trump e afirmou que não permitirá o fortalecimento de grupos terroristas.
"Nosso objetivo é garantir que o Afeganistão não se transforme novamente em um refúgio para terroristas que atacariam nossos próprios países", afirmou o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, em comunicado.

21 de agosto de 2017

EUA e Coreia do Sul fazem exercícios militares após alerta da Coreia do Norte

Os exercícios conjuntos são realizados todos os anos e, em grande parte, são baseados por simulações de computador. Apesar disso, Pyongyang considera que as manobras são provocações e um teste para invasão de seu território.

Após a Coreia do Norte afirmar que os exercícios propostos pelos Estados Unidos e Coreia do Sul podem resultar em "verdadeiros combates", forças norte-americanas e sul-coreanas iniciaram nesta segunda (21) as atividades militares.
Os exercícios conjuntos são realizados todos os anos e, em grande parte, são baseados por simulações de computador. Apesar disso, Pyongyang considera que as manobras são provocações e um teste para invasão de seu território.
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que os exercícios são puramente defensivos e não almejam elevar a tensão na península coreana.
"Não existe intenção alguma de intensificar a tensão militar, já que estes exercícios são realizados anualmente e são de natureza defensiva", disse Moon. "A Coreia do Norte não deveria exagerar nossos esforços para manter a paz, nem deveria fazer provocações que agravariam a situação, usando [os exercícios] como desculpa".


Foto: Bundesregierung/Gottschalk

Realizadas na Coreia do Sul, as manobras contam com milhares de soldados e vão até 31 de agosto. As simulações de computador são projetadas para preparar EUA e Coreia do Sul para uma guerra contra a Coreia do Norte, que é dotada de poderio nuclear.
Os EUA também as descrevem as atividades como de "natureza defensiva", um termo que a mídia estatal norte-coreana rejeitou por vê-lo como uma "máscara enganadora".
"É para nos preparar se algo grande ocorrer e precisarmos proteger a Coreia do Sul", disse o porta-voz dos militares norte-americanos, Michelle Thomas.
O progresso norte-coreano rápido no desenvolvimento de armas nucleares e mísseis capazes de atingir o território continental dos EUA alavancou a tensão entre os países. As sanções lideradas pela ONU (Organização das Nações Unidas) parecem não ter sido capazes de abalar o regime norte-coreano o suficiente para alterar seu comportamento.
Em julho, a Coreia do Norte realizou testes de mísseis intercontinentais. Dias depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país vai responder com "fogo e fúria" caso Pyongyang faça novas ameaças.
A China, maior aliada e parceira comercial de Pyongyang, exortou Washington e Seul a descartarem os exercícios, e a Rússia também pediu que as manobras não aconteçam, mas os EUA não recuaram.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, disse que as duas Coreias e os EUA precisam se esforçar para amenizar a tensão.

Atentado: Barcelona em estado de alerta e suspeito é procurado

Segundo o representante interior do Governo, Joaquim Forn, a polícia conseguiu identificar o motorista da caminhonete que causou a morte de 13 pessoas em Barcelona

A polícia de Barcelona foi chamada para investigar um pacote suspeito deixado dentro de um ônibus nesta segunda-feira (21), informaram as autoridades. O episódio ocorre apenas há apenas quatro dias dos atentados terroristas cometidos pelo Estado Islâmico na Espanha.

Procurado

A polícia autônoma catalã identificou o autor dos atentados de Barcelona e tudo indica que o motorista da caminhonete é o foragido Younes Abouyaaqoub, disse nesta segunda-feira (21) o representante de Interior do governo da Catalunha, Joaquim Forn, em sua conta no Twitter. 

Segundo Forn, a Polícia autônoma identificou o motorista da caminhonete que na quinta-feira passada (17) cometeu o atentado terrorista com um atropelamento em massa em Barcelona, no qual morreram 13 pessoas e mais de 100 ficaram feridas.

Em declarações à Catalunha Rádio, Joaquim Forn disse que tudo indica que o atentado de Barcelona e o incidente que ocorreu pouco depois, quando um carro furou uma barreira policial e apareceu a poucos quilômetros com o seu motorista apunhalado, "estão relacionados".

O político catalão, que convocou uma entrevista coletiva, acrescentou que "o ímã de Ripoll (Abdelbaki es Satty) não tinha nenhum antecedente. A comunidade muçulmana não pensava que fosse uma pessoa radical".

Diversas informações apontam que o ímã pode ser o autor intelectual dos atentados, tanto o de Barcelona quanto o que ocorreu horas depois, na localidade costeira de Cambrils, na província catalã de Tarragona.

Também se trabalha com a possibilidade de que o seu corpo esteja entre os restos encontrados após a explosão que ocorreu no dia 16 em uma casa de Alcanar (Tarragona), onde os supostos terroristas acumulavam grande quantidade de material explosivo.

Além disso, Joaquim Forn afirmou que "neste momento, se descarta um ataque iminente, e por isso a segurança não foi elevada para o nível 5". "Conversamos com o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, e somos do mesmo parecer de que não se tem que aumentar [o alerta terrorista] para o nível 5", acrescentou Forn.

20 de agosto de 2017

Manobra dos EUA pode resultar em combates, diz Coreia do Norte

Apesar das ameaças norte-coreanas, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que a operação acontecerá como previsto.

A Coreia do Norte afirmou neste domingo (20) que as manobras militares planejadas pelos Estados Unidos e Coreia do Sul, que devem começar nesta segunda (21), "jogarão gasolina na fogueira" em um momento de tensão entre Pyongyang e Washington.

"Estas manobras são a expressão mais explícita da hostilidade em relação a nós. Ninguém pode garantir que os exercícios não resultem em verdadeiros combates", afirma um editorial do jornal "Rodong Sinmun", do regime norte-coreano.

Em julho, a Coreia do Norte realizou testes de mísseis intercontinentais e alavancou a tensão com os EUA. Dias depois, o presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a dizer que o país vai responder com "fogo e fúria"caso Pyongyang faça novas ameaças.

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, sorri após teste com míssil balístico (Foto: KCNA)

O regime norte-coreano, então, ameaçou lançar mísseis na direção da ilha americana de Guam, no Pacífico. Pouco depois, o ditador do país, Kim Jong-Un, suspendeu o projeto, mas advertiu que a execução dependeria do comportamento de Washington.

No atual contexto, Coreia do Sul e EUA iniciarão nesta segunda os exercícios conjuntos anuais, durante os quais milhares de soldados treinarão para proteger o território sul-coreano de um eventual ataque norte-coreano.

A cada ano, Pyongyang –que considera estas manobras uma provocação e um teste para a invasão de seu território– ameaça com represálias militares.

"Se os EUA se perderem na fantasia de que uma guerra na península aconteceria na porta de outro [país], longe deles, estão mais equivocados do que nunca", diz outro trecho do editorial.

'MAIS GRAVE DO QUE NUNCA'

Apesar das ameaças norte-coreanas, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que a operação acontecerá como previsto.

Washington se negou a informar se o Exercício será menor para não exacerbar as tensões, mas o ministério sul-coreano da Defesa anunciou a participação de 17.500 soldados, uma redução significativa na comparação com 25.000 envolvidos nas manobras do ano passado.

Ao mesmo tempo, o general Jeong Kyeong-Doo, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas sul-coreanas, considerou que a situação atual é "mais grave do que nunca".

"Em caso de provocação do inimigo, [nosso Exército] tomará medidas de represália fortes e determinadas para fazê-lo lamentar amargamente", disse.

Quando Kim Jong-Un adiou o plano Guam, ele exigiu que Washington interrompesse as "arrogantes provocações" na região.

Suspeitos de ataques podem ter deixado a Espanha, dizem autoridades

A Espanha não é um dos alvos preferenciais dos militantes, o que ajuda a explicar os 13 anos durante os quais o país esteve a salvo desses ataques.

Três dias depois dos atentados que deixaram 14 mortos na Espanha, a polícia ainda buscava três suspeitos durante este domingo (20), incluindo o motorista que atropelou dezenas de pessoas na zona turística de Barcelona.

As autoridades catalãs -responsáveis pela região nordeste do país- disseram a jornalistas ser possível que os três terroristas tenham cruzado as fronteiras Europa adentro, apesar dos reforços em estradas e aeroportos.

A essa informação se soma a revelação, feita também no domingo, de que ao menos um dos suspeitos esteve recentemente na Suíça, um país próximo que não faz parte da União Europeia.

O jornal local "El País" diz que tanto Yousseff Aallaa, 19, quanto Mohamed Hicham, 24, viajaram a Zurich no ano passado. A polícia suíça está a par e conclui suas próprias investigações, em coordenação com Madri e Barcelona.

Segundo as autoridades espanholas, Aallaa e Hicham faziam parte de uma célula terrorista de 12 membros que planejou durante meses ataques de grande magnitude.

Eles foram radicalizados pelo líder religioso Abdelbaki Es Satty, 45, na cidade de Ripoll. Guiados por ele, ao que apontam as investigações, os 12 invadiram uma casa abandonada em Alcanar -a poucos minutos da praia - e montaram um arsenal de bombas, com dezenas de cilindros de gás butano e TATP, material volátil conhecido como "mãe de Satã".

O plano foi frustrado por uma explosão acidental, em que possivelmente três deles morreram. Assustado, o grupo antecipou seu ataque.

Eles atropelaram pedestres em Barcelona e Cambrils, onde planejavam também um massacre a facadas. No total, 14 pessoas foram mortas e 132 ficaram feridas, das quais 53 seguem hospitalizadas. Não há informações sobre brasileiros afetados.

Cinco dos militantes foram mortos pela polícia em Cambrils e quatro já estão detidos. Não se sabe a identidade exata dos três suspeitos em fuga, mas pode se tratar do imã Satty e de Younes Aboyaaqoub, 22, o possível motorista de Barcelona.

Retorno à Europa

O fato de que a célula era composta por migrantes marroquinos redirecionou o foco das autoridades para o fluxo de militantes por meio das fronteiras. Segundo o jornal britânico "Guardian", até mil terroristas voltaram ao Marrocos e à Tunísia depois de lutar no território da facção radical Estado Islâmico, na Síria e no Iraque.

O temor -presente há anos, mas agora intensificado- é de que esses regressos planejem e executem atentados contra seus países de origem ou tentem cruzar à Espanha, de onde podem ir ao restante do continente.

A Espanha em si não é um dos alvos preferenciais dos militantes, o que ajuda a explicar os 13 anos durante os quais o país esteve a salvo desses ataques. Em 2004 um grande atentado deixara 192 mortos e centenas de feridos.

O governo espanhol é também conhecido pela eficiência e coordenação de seus serviços de segurança, o que desestimula as atividades terroristas em seu solo.

A facção Estado Islâmico reivindicou os ataques, justificados como atentados contra "cruzados e judeus".

Missa

Em uma demonstração de solidariedade, centenas de pessoas participaram neste domingo de uma missa na basílica Sagrada Família, em Barcelona, em homenagem às vítimas dos atentados.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, participou da cerimônia ao lado do rei Felipe. A missa foi celebrada pelo arcebispo de Barcelona, Joan Josep Omella.

"Nossa presença neste lugar sagrado é sinal de repulsa ao ataque", disse Omella.

Dezenas de pessoas se manifestaram também em Madri em solidariedade. O evento havia sido convocado por comunidades muçulmanas, em uma forte mensagem: não há relação direta entre a religião e o atentado.

Cartazes incluíam recados como "Não no meu nome" e "O islã não tem culpa".

19 de agosto de 2017

Polícia prende mil pessoas por pedir prostitutas online

Pena vai até seis meses de prisão e 6.280 reais em multas

Cerca de mil pessoas foram detidas nos Estados Unidos em uma operação em 17 estados contra pessoas que pedem serviços de prostitutas pela internet. Com 249 casos, Houston, no Texas, foi a cidade que teve o maior número de  presos.

“Foi uma operação simples, na qual os agentes publicaram anúncios em páginas frequentadas por pessoas que solicitam serviços sexuais“, disse Ed González, da chefe polícia do condado de Harris, sob jurisdição de Houston.


Xerife  anuncia o sucesso de operação que prendeu cerca de mil pessoas em 17 estados. Foto:Houston Police/Twitter

A ação no Texas começou no dia 28 de junho e terminou em 31 de julho. “A única coisa que os agentes fizeram foi esperar que o telefone tocasse para marcar um encontro com a pessoa interessada em pagar para ter relações sexuais”, acrescentou González. As detenções aconteceram em diferentes hotéis e motéis que serviram como isca para efetuar os flagrantes.

No Texas, solicitar sexo em troca de dinheiro é considerado crime pelo código penal, com pena de até seis meses de prisão e 6.280 reais em multas. A polícia acredita que a ação de publicar anúncios na internet serve para diminuir o alto índice de tráfico de pessoas registrado no estado, especialmente de jovens que são obrigadas a se prostituir.

“Trabalhamos em conjunto com organizações civis e sem fins lucrativos que cuidam da saúde das vítimas de tráfico humano para que estas mulheres e adolescentes possam levar uma vida normal”, contou.

O Texas registra anualmente mais de 300 mil vítimas de casos de tráfico de pessoas, entre as quais 79 mil são menores de idade”, segundo um estudo do Instituto de Violência Doméstica e Assédio Sexual da Universidade do Texas, em Austin.

Em comunicado, EI diz que ataques na Espanha foram contra 'cruzados' e judeus

Grupo extremista afirma que atentados foram realizados simultaneamente em 'dois grupos' separados. Governo espanhol diz que célula por trás das ações já foi desarticulada.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) disse em um comunicado neste sábado (19) que os ataques em Barcelona e Cambrils, na Espanha, foram contra "cruzados" e judeus. A declaração foi divulgada pela organização de monitoramento de extremistas Site Intel Group (veja abaixo). Quatorze pessoas morreram e 130 ficaram feridas nos atentados desta quinta-feira (17).

O texto foi enviado pelo aplicativo de mensagens Telegram, segundo a Site Intel Group. A organização extremista cita ainda que os ataques mataram ou feriram 120 pessoas e que "vários jihadistas" realizaram as ações simultaneamente em "dois grupos" separados. O Estado Islâmico já havia reinvindicado a autoria do ataque na quinta.

Quatro pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento nos atentados, três marroquinos e um espanhol. Nenhum deles, porém, era o motorista da van que atropelou uma multidão em La Rambla, em Barcelona. Nesta sexta (18), os investigadores disseram que o suspeito é o marroquino Younes Abouyaaqoub. A polícia acredita que ele ainda está foragido.


Polícia remove pessoas da área do atentado em região turística de Barcelona, na Espanha (Foto: Lluis Gene/AFP)

Célula desarticulada

A Espanha decidiu manter seu alerta de ameaça terrorista no nível 4, um ponto abaixo do nível máximo, declarando que nenhum novo ataque era iminente. O ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, disse que o país, no entanto, reforçará a segurança em locais turísticos e eventos que atraem muitas pessoas. Zoido afirmou ainda que o governo já considera "totalmente desarticulada" a célula de 12 pessoas por trás dos ataques.


Polícia da Catalunha divulga fotos dos suspeitos dos ataques em Barcelona e em Cambrils (Foto: MOSSOS D'ESQUADRA / AFP)

Neste sábado, foram realizadas buscas por suspeitos em Girona e Garrigas, no noroeste da Catalunha, mas nada foi encontrado, de acordo com a agência Associated Press. A polícia também anunciou uma série de explosões controladas em Alcanar, ao sul de Barcelona - os investigadores trabalham com a hipótese de que os ataques foram preparados a partir de um imóvel na cidade.

Ataques em Barcelona e Cambrils

O atropelamento em Barcelona começou nas imediações da praça Catalunha e percorreu 600 metros da Rambla atingindo as vítimas (veja mapa abaixo). A polícia investiga o uso de duas vans. Uma delas foi usada de fato no atropelamento em La Rambla, enquanto um segundo veículo do tipo foi localizado na cidade de Vic, a cerca de 60 km ao norte de Barcelona.


Flores e velas lembram vítimas do ataque de Barcelona (Foto: Josep Lago/AFP)

Menos de 10 horas depois do atropelamento em Barcelona, um Audi A3 foi usado para atropelar pedestres, em Cambrils, cidade a 117 km de Barcelona. A polícia reagiu, matando cinco suspeitos.

Em Alcanar, uma explosão, que foi atribuída a um vazamento de gás, deixou um morto e outros sete feridos na noite de quarta (16), véspera dos ataques, e teria prejudicado a organização dos atentados. No local, estavam estocados mais de 20 cilindros de gases butano e propano.

18 de agosto de 2017

Líder da Ku Klux Klan ameaça queimar jornalista negra em entrevista

Ilia Calderón, que nasceu na Colômbia e trabalha nos EUA no canal Univision, foi alvo de insultos: 'Mongoloide'. Emissora vai exibir o vídeo do encontro neste domingo (20).

Um líder da Ku Klux Klan (KKK) ameaçou queimar uma jornalista negra durante uma entrevista nos Estados Unidos, informou na segunda-feira (14) a emissora Univision. A emissora de TV americana, que transmite sua programação em castelhano, vai exibir a gravação na noite deste domingo (20).

O episódio envolveu Chris Barker, descrito como "grande mago" do grupo supremacista Loyal White Knights (LWK), um braço da KKK, e a jornalista colombiana Ilia Calderón, apresentadora do canal.

De acordo com a Univision, a entrevista foi gravada em 24 de julho, ou seja, antes do confronto entre supremacistas brancos e antiextremistas em Charlottesville. Lá, no último final de semana, um homem atropelou manifestantes contrários aos supremacistas, matando uma mulher e deixando pelo menos 19 feridos.

A entrevista aconteceu na casa de Barker, que fica na Carolina do Norte. Embora a emissora tenha informado anteriormente o entrevistado de que se tratava de uma jornalista hispânica e "de cor", ele estava esperando na verdade uma mulher de pele clara.

O encontro é descrito, então, como "um tenso cara a cara, marcado por momentos de extrema violência verbal por parte de Barker". Ele teria xingado a jornalista e depois ameçado queimá-la.

"Ódio, raiva, um pouco de desconforto também, não imaginavam quem eu era, como eu era, a primeira coisa que me disseram foi que eu era a primeira pessoa negra que pisava na propriedade", afirmou posteriormente Calderón.

"Eu sabia que iriam me insultar. Eu sabia que iriam me tratar mal, mas nunca imaginei que fosse ser naquele nível."

Dirigindo-se à jornalista, Barker disse: "Me enoja ter visto você, e a todos de seu tipo que vejo a cada dia... Para mim, você é mongoloide".

Durante a entrevista, Barker e outros supremacistas colocaram fogo em uma cruz, ritual comum nas reuniões da KKK.

"Senti muito medo pela minha segurança e pela segurança de toda a minha equipe", afirmou Calderón.

O líder da Ku Klux Klan Chris Barker e sua mulher, Amanda, durante entrevista à jornalista colombiana Ilia Calderón (Foto: Reprodução/Univision)

Membros da Ku Klux Klan queimam cruz em reunião ocorrida em 24 de julho na propriedade do líder supremacista Chris Barker; na ocasião, ele ameaçou queimar uma jornalista negra que o entrevistava (Foto: Reprodução/Univision)

Cinco suspeitos de terrorismo são mortos perto de Barcelona

As autoridades da Catalunha conduziram operação contra um ataque terrorista em Cambrils. Sete pessoas ficaram feridas, entre elas um policial

Cerca de nove horas após o atentado que matou 13 pessoas em Barcelona, a polícia catalã informou que suas equipes de emergência conduziram uma operação na cidade de Cambrils contra um ataque terrorista. Os cinco suspeitos foram mortos.


Algumas pessoas estavam andando na rua na hora do tiroteio e se esconderam atrás de uma parada de ônibus. Foto: Reprodução/Youtube

Os policiais trocaram tiros com os terroristas antes de abatê-los. O atendimento emergencial espanhol confirmou que sete pessoas ficaram feridas no enfrentamento, entre elas um policial. Um dos feridos se encontra em estado grave.

Segundo a imprensa local, os terroristas carregavam explosivos. Também especula-se que os suspeitos teriam atropelado algumas pessoas com o carro, em uma repetição do ataque de Barcelona, antes de serem abatidos. A informação, no entanto, não foi confirmada.

O incidente aconteceu por volta da 1h30 da manhã de sexta-feira no horário local (20h30 de quinta em Brasília) na zona portuária de Cambrils, localizada a cerca de cem quilômetros de Barcelona.

De acordo com o jornal La Vanguardia, os suspeitos foram identificados durante a operação. Depois de uma perseguição, deixaram o veículo em que estavam, quando começou o tiroteio. O Ministério do Interior da Catalunha confirmou que o condutor do carro tem ligação com a célula jihadista que agiu na noite de quarta-feira em Alcanar, causando a explosão de uma casa residencial. As autoridades agora investigam uma possível relação entre o atentado de Barcelona e os terroristas abatidos.

Por volta das 3h30 do horário local (22h30 de quinta-feira em Brasília), a polícia realizou uma série de explosões controladas no mesmo lugar onde os suspeitos foram abatidos. As autoridades ainda não confirmaram a origem das detonações, mas provavelmente têm alguma relação com os explosivos que os terroristas carregavam.

No momento do incidente, as pessoas nas ruas procuravam se refugiar em hotéis e outros estabelecimentos. A polícia cercou toda a região do incidente e não permite o acesso ao porto.

17 de agosto de 2017

Atentado em Barcelona foi o sexto com atropelamento em 2017

Londres foi alvo de ataques semelhantes três vezes e Estocolmo e Paris também registraram casos do tipo. Em 2016, terroristas atropelaram pessoas em Berlim e Nice.

O atentado em Barcelona, nesta quinta (17) foi o sexto em que os autores usaram um atropelamento como forma de atingir as vítimas em 2017. Segundo a polícia espanhola, 13 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas depois que um motorista com uma van atropelou pessoas em La Rambla, uma das vias mais movimentadas da cidade.

Atentado em Barcelona. (Foto: G1)

Antes, ainda este ano, pessoas foram atropeladas em ataques em Paris, Estocolmo e Londres. Apenas na capital inglesa foram três ataques do mesmo tipo. Em 2016, atentados semelhantes tinham acontecido em Berlim, na Alemanha, e Nice, na França.

Em 20 de abril deste ano, em um ataque na avenida Champs Elysée, em Paris, o autor também usou um carro para se aproximar de suas vítimas, mas não chegou a atropelar ninguém. Segundo policiais, um homem num veículo atirou contra uma viatura que estava parada num sinal vermelho. Ele depois saiu do carro e continou atirando, até que foi baleado e morto.

Veja a seguir os casos de atentados por atropelamentos registrados na Europa desde o ano passado.

Barcelona - 17 de agosto

Uma van atropelou várias pessoas em La Rambla, via que fica em uma das regiões mais turísticas de Barcelona, na Espanha, nesta quinta-feira (17). As autoridades dizem que 13 pessoas morreram e 80 ficaram feridas, algumas em estado grave. O caso é tratado como um ataque terrorista. Dois suspeitos foram presos. Segundo a imprensa local, outro suspeito morreu em uma troca de tiros. A agência do Estado Islâmico afirma que o grupo reivindicou a autoria do ataque.

Paris - 9 de agosto

Um carro atropelou uma patrulha antiterrorista, deixando seis feridos, em 9 de agosto, em Levallois Perret, perto de Paris, na França. As equipes que buscam combater ataques extremistas passaram a atuar no país depois dos atentados de 2015. Um homem foi preso na região norte de Paris, suspeito de ser o atropelador, e hospitalizado com ferimentos de balas. De acordo com autoridades, ele dirigia o mesmo veículo BMW usado no ataque e foi baleado durante sua captura. Não está claro qual era a motivação do motorista, mas autoridades disseram que ele acelerou deliberadamente pare atingir os soldados. O caso é investigado como um potencial ataque terrorista.

Londres - 19 de junho

Uma pessoa morreu e dez ficaram feridas após o motorista de uma van atropelar pessoas perto de uma mesquita na madrugada de 19 de junho em Finsbury Park, no norte de Londres. O homem foi contido pela população e preso pela polícia, e posteriormente identificado como Darren Osborne, de 47 anos, morador da região de Cardiff, no País de Gales. Ele foi acusado formalmente de crimes relacionados com a execução, preparação e instigação de atos terroristas.

Londres - 3 de junho de 2017

Também usando uma van, um motorista atropelou pedestres na London Bridge, cartão-postal da cidade, e pessoas foram esfaqueadas no Borough Market, mercado próximo à ponte. Tratado como um atentado terrorista, o ataque deixou 10 mortos, entre eles 7 vítimas e 3 suspeitos, e 48 feridos na noite de 3 de junho. Pelo menos 12 pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no caso e o Estado Islâmico assumiu a autoria.

Estocolmo - 7 de abril de 2017

Em 7 de abril, usando um caminhão de carga roubado, um homem atropelou um grupo em uma movimentada rua do centro de Estocolmo. Quatro pessoas morreram e 15 ficaram feridas. O motorista, Rajmat Akilov, de 39 anos e origem uzbeque, reconheceu ter cometido um ato terrorista e expressou simpatia pelo Estado Islâmico. Ele morava irregularmente na Suécia, pois tinha tido seu pedido de residência permanente negado. Após ser preso, Akilov disse estar "satisfeito com o que havia feito" e que "conseguiu o que queria", segundo o jornal sueco “Expressen”.

Londres - 22 de março de 2017

Em 22 de março, um ataque fora do Parlamento britânico deixou 4 mortos, incluindo uma mulher e um policial, além do agressor. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas. Neste caso, o atropelamento foi a primeira parte do ataque: tudo começou quando um carro que passava pela Ponte de Westminster avançou sobre um grupo de pessoas. O suspeito então deixou o veículo preto e correu em direção ao Parlamento, atingindo fatalmente um policial com uma faca. Pouco depois, foram ouvidos disparos. O agressor foi baleado pela polícia e morreu também.

Berlim - 19 de dezembro de 2016

Em 19 de dezembro de 2016, um caminhão invadiu uma feira de Natal em Berlim, matando 12 pessoas e deixando 48 feridas. O caminhão saiu da avenida em que estava e entrou na área da feira, que acontecia na praça Breitscheid, perto da avenida Kurfürstendamm, na parte Ocidental de Berlim. Um suspeito de ser o motorista foi preso perto do local e um passageiro do veículo, que era polonês, morreu no local. O suspeito preso foi um paquistanês de 23 anos, que havia entrado na Alemanha em fevereiro e negou a autoria. O caso foi classificado como um atentado terrorista pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel.

Nice - 14 de julho de 2016

O primeiro ataque do tipo aconteceu durante as comemorações do 14 de Julho, Dia da Bastilha, em Nice. Um motorista avançou com um caminhão sobre uma multidão que estava reunida para assistir à queima de fogos na cidade, matando 84 e deixando 18 feridos em estado muito grave. O ataque aconteceu no Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), uma avenida à beira-mar, por volta das 22h30 (17h30 em Brasília). O procurador de Nice, Jean-Michel Prêtre, diz que o veículo percorreu 2 km entre a multidão. Autoridades afirmaram que o caminhão estava cheio de armas e granadas. O motorista, morto por policiais, era um tunisiano de 31 anos, Mohamed Lahouaiej Bouhlel.

Trump nega ter igualado moralmente supremacistas e antirracistas

Na terça-feira (15) declaração do presidente norte americano de que há "culpa dos dois lados" pelo episódio de violência em Charlottesville, na Virgínia, teve grande repercussão e foi alvo de críticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (17) ter feito "equivalência moral" entre os supremacistas brancos e manifestantes antirracistas.
Na terça-feira (15) declaração de Trump de que há "culpa dos dois lados" pelo episódio de violência em Charlottesville, na Virgínia, teve grande repercussão e foi alvo de críticas.
Pelo Twitter, o presidente norte-americano disse que teve afirmação deturpada e atacou o senador republicado Lindsey Graham, crítico a Trump.
"Em busca de publicidade, Lindsey Graham falsamente afirmou que eu disse que existe uma equivalência moral entre KKK [Ku Klux Klan], neonazistas e supremacistas brancos e pessoas como a sra. [Heather] Heyer. Que mentira tão nojenta", disse Trump, se referindo a grupos de ódio e à ativista que morreu após ter sido atropelada por um carro que atingiu manifestantes antirracismo.


Foto: Fotos Públicas

Nesta quarta-feira (16), Graham disse que Trump "deu um passo para trás" ao sugerir que havia uma "equivalência moral" entre supremacistas e grupos contrários ao extremismo.
O confronto em Charlottesville e a morte de Heather intensificaram o debate sobre símbolos confederados nos EUA. Durante a Guerra Civil do país (1861-1865), os Estados Confederados, do sul americano, defendiam a manutenção da escravidão.
Em meio a pressão, cidades dos EUA têm acelerado a retirada de estátuas de generais confederados. Nesta quarta, a estátua dupla dos militares Robert E. Lee e Thomas "Stonewall" foi retirada e substituída por uma escultura de uma mulher negra grávida, que carrega outro filho nas costas.
"Triste ver a história do nosso grande país ser destruída com a remoção de nossas belas estátuas e monumentos", afirmou Trump também no Twitter. "A beleza que está sendo retirada de nossa cidade e parques será sentida e nunca poderá ser substituída", disse.

16 de agosto de 2017

Ex-senador boliviano asilado no Brasil morre após acidente de avião

O ex-senador pilotava o próprio avião, de pequeno porte, quando caiu em Luziânia (GO). De acordo com o Corpo de Bombeiros de Goiás, a queda aconteceu após a decolagem no aeroclube da cidade.

O ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, 58 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (16) em Brasília. Ele estava em estado grave no Hospital de Base desde sábado (12), após sofrer um acidente de avião em Goiás.
Roger Pinto Molina estava recebeu asilo político no Brasil (Foto: Arquivo pessoal)

Segundo a Secretaria de Saúde, Molina teve uma parada cardiorrespiratória e morreu às 4h43. Por se tratar de um acidente aéreo, o corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal).

O ex-senador pilotava o próprio avião, de pequeno porte, quando caiu em Luziânia (GO). De acordo com o Corpo de Bombeiros de Goiás, a queda aconteceu após a decolagem no aeroclube da cidade, no entorno de Brasília.

Único ocupante da aeronave, Molina ficou preso nas ferragens. Após ser estabilizado pelos bombeiros, ele foi levado para a UTI do Hospital de Base.

Asilo

Molina pediu asilo ao Brasil em maio de 2012, afirmando ser alvo de perseguição política do governo Evo Morales, que o acusava de vender terras em Pando, departamento que governava, e de ser o mandante de uma ação em que 20 índios foram mortos.

O pedido foi aceito, mas a Bolívia não deu o salvo-conduto para que ele saísse do país. Ele ficou 454 dias na embaixada brasileira em La Paz, até sair de lá com ajuda de Eduardo Saboia, encarregado de negócios, que o levou de carro até Corumbá.

De lá, o boliviano partiu para Brasília, onde morava. A operação provocou uma crise diplomática entre Evo Morales e a então presidente Dilma Rousseff, que terminou com uma suspensão a Saboia no Itamaraty.

Em 2013, Molina afirmou que voltar à Bolívia seria "sentença de morte".

"Retornar à Bolívia é pouco menos que um suicídio para mim. Se você escuta Morales, como ele fala, o pouco respeito que tem pelas pessoas, tenha a plena segurança de que voltar à Bolívia [para mim] é uma sentença de morte", disse Molina à época.

O ex-senador também foi citado na época do acidente com o avião que levava o time da Chapecoense a Medellín, na Colômbia, que deixou 71 mortos. Ele era sogro de Miguel Quiroga, piloto e dono da empresa LaMia.

Nos últimos anos, Molina tentava se reerguer financeiramente e revalidou sua habilitação para pilotar no Brasil, relata seu advogado, Fernando Tibúrcio. "Ele estava começando a fazer alguns voos privados", afirma. No sábado (12), estava em uma aeronave que usava para treinamento.

Segundo Tibúrcio, o desejo do senador era passar os últimos dias de vida na Bolívia. A possibilidade de tentar levar o corpo ao país será discutida com a família. "Sabemos que, se for essa opção, a família vai ter dificuldades políticas para fazer isso", afirma.

15 de agosto de 2017

Queda de árvore em festa religiosa na ilha da Madeira mata 11 pessoas

Um carvalho de quase 200 anos caiu sobre fiéis que acendiam velas perto de uma fonte.

Pelo menos 11 pessoas morreram e 35 ficaram feridas nesta terça-feira (15) após a queda de uma árvore durante uma festa religiosa em Funchal, na ilha da Madeira, informou a rede portuguesa "RTP".
O Serviço de Proteção Civil da região deve anunciar o primeiro balanço oficial nas próximas horas, de acordo com a emissora.
Um carvalho de quase 200 anos caiu sobre fiéis que acendiam velas perto de uma fonte, diante de uma imagem da Nossa Senhora do Monte. A fonte é rodeada por árvores centenárias e atrai a cada ano muitos habitantes da Madeira durante a festa do Monte.
As autoridades isolaram a área da tragédia. Consternados, os fiéis tentavam obter informações sobre as vítimas e ajudar os serviços de emergência.

14 de agosto de 2017

Supremacista branco que atropelou e matou manifestante adorava Hitler

Professor diz que James Alex Fields é um admirador de Hitler. Ele jogou o carro que dirigia contra grupo que protestava contra a supremacia branca.

James Alex Fields, que atropelou diversas pessoas que protestavam contra a marcha da extrema-direita em Charlottesville (EUA), tinha “'convicções estranhas e muito radicais”, segundo afirmou à rede CNN um ex-professor. A mãe, porém, disse ter ficado surpresa de ver o filho envolvido no violento confronto.

Neste fim de semana, a cidade Charlottesville foi palco de manifestações da supremacia branca – ala da extrema-direita dos EUA que é contra negros, imigrantes, gays e judeus. No sábado (12), houve confrontos com grupos antiextremistas. Fields jogou o carro que dirigia contra o grupo, matando uma mulher e deixando pelo menos 19 feridos.

James Alex Fields Jr. jogou um carro contra uma multidão em Charlottesville, na Virgínia, nos Estados Unidos, no sábado (12) (Foto: Albemarle-Charlottesville Regional Jail via AP)

O professor Derek Weimer, que ensina estudos sociais no Randall K. Cooper High School (Kentucky), afirmou que era bastante claro que seu ex-aluno tinha “algumas visões realmente extremistas e talvez um pouco de raiva por atrás delas". Para o professor, ele se sentia “oprimido ou perseguido”. “Ele realmente comprou essa coisa da supremacia branca. Ele era defensor do nazismo. Ele realmente admirava Adolf Hitler", declarou.

Carro atropela diversas pessoas em Virgínia (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)

A mãe dele, porém, disse ter ficado surpresa de saber o filho, de 20 anos, tinha ido para Virgínia para participar de um evento com supremacistas brancos – grupo de extrema-direita dos EUA contrário a negros, imigrantes, gays e judeus. Ela contou à CNN que não discutia política com o filho.

Segundo informações do jornal “The New York times”, Fields nasceu no Condado de Kenton e morava com a mãe até se mudar para Ohio há cerca de seis meses. A mudança de endereço aconteceu em virtude do trabalho de James. O pai de James morreu antes de ele nascer, informou Pam Fields, uma tia dele. Segundo ela, os dois não se viam há tempos, mas se recorda do sobrinho como um “garoto bastante tranquilo”.

Fields dirigia uma Dodge Challenger em alta velocidade. Ele foi detido logo depois do atropelamento e está em uma prisão de Virgínia.

A vítima do atropelamento foi Heather Heyer, que trabalhava em um escritório de advocacia na Virgínia e era uma defensora de direitos civis nas redes sociais.

Segundo o jornal “The Guardian”, Heyer costumava chamar a atenção para casos de negligência policial e racismo. Heather, que apoiou a candidatura de Bernie Sanders, tinha como foto de apresentação no Facebook a mensagem "Se você não está indignado, você não está prestando atenção".

Heather Heyer foi morta durante um confronto entre supremacistas brancos e grupos antiextremistas em Charlottesville, na Virgínia, nos EUA (Foto: Heather Heyer via Facebook/ Reuters )

Polêmica

O presidente americano, Donald Trump, foi criticado por não ter nomeado os grupos extremistas logo após os confrontos em Charlottesville. No sábado, Trump em sua conta oficial no Twitter ele afirmou: "Nós todos devemos estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Vamos continuar unidos", declarou.

No domingo (13), a Casa Branca divulgou nota dizendo que o chefe de estado estava condenando todas as formas de "violência, intolerância e ódio" quando falou sobre os confrontos em Charlottesville, incluindo "supremacistas brancos, Ku Klux Klan, neonazistas e todos os grupos extremistas".

EUA querem “solução pacífica” para crise na Venezuela, diz Pence

'Vamos conseguir uma solução pacífica para a crise enfrentada pelo povo venezuelano”, disse o vice-presidente

Os Estados Unidos esperam encontrar uma “solução pacífica” e concertada com seus aliados na América Latina para a crise na Venezuela, afirmou neste domingo o vice-presidente Mike Pence após reunir-se com o mandatário colombiano, Juan Manuel Santos.

“O presidente (Donald Trump) tem confiança que, ao trabalhar com nossos aliados na América Latina, vamos poder conseguir uma solução pacífica para a crise enfrentada pelo povo venezuelano”, disse Pence através de um intérprete, na cidade de Cartagena, onde chegou neste domingo.

Segundo o vice-presidente, Washington continuará empregando seu “poder político e econômico” contra o governo de Maduro até que a democracia na Venezuela seja restabelecida.

“A Venezuela está a caminho da ditadura e como disse o presidente Trump, os Estados Unidos não vão ficar quietos. Vamos continuar trabalhando com as nações do hemisfério até que se restaure a democracia para o povo venezuelano”, enfatizou.

Pence acrescentou que sua viagem a Colômbia, Argentina, Chile e Panamá busca precisamente reunir esforços para “conseguir a restauração da democracia da Venezuela por meios pacíficos”.

Durante a reunião, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu a Pence, que desconsidere uma eventual “intervenção militar” na Venezuela, após a advertência lançada nesse sentido pelo presidente Donald Trump.

“Expressei ao vice-presidente Pence que a possibilidade de uma intervenção militar não deve ser contemplada. Nem a Colômbia nem a América Latina –do sul do Rio Grande até a Patagônia, poderiam estar de acordo”, disse Santos em uma declaração à imprensa com o líder americano.

12 de agosto de 2017

China pede para EUA e Coreia do Norte conter o tom de declarações

Presidente da China, Xi Jinping, conversou por telefone com Donald Trump neste sábado.

O presidente da China, Xi Jinping, pediu ao chefe de Estado dos Estados Unidos, Donald Trump, contenha o tom das declarações e ações para evitar a escalada na tensão na Península Coreana, após vários dias com trocas de ameaças entre Washington e Pyongyang.

"As partes implicadas [em alusão a EUA e Coreia do Norte] devem evitar declarações e ações que aumentem a tensão", disse Xi, que manteve uma conversa telefônica com Trump, segundo a Efe.

O presidente chinês também assegurou que seu país "está disposto a trabalhar com o governo americano para resolver a questão", informou a agência oficial "Xinhua".

"China e EUA compartilham o interesse por desnuclearização e paz na Península Coreana", acrescentou Xi na conversa com Trump, que aconteceu em pleno momento de escalada de tensão com a Coreia do Norte, que ameaçou bombardear a ilha de Guam, um território controlado pelos EUA no Pacífico.

Horas antes da conversa entre Trump e Xi, o Ministério das Relações Exteriores da China também pediu aos Estados Unidos e à Coreia do Norte que "abandonem o velho método de demonstração de poder" e "controlem suas palavras e ações".

Pouco antes, um jornal ligado ao Partido Comunista da China, o "Global Times", analisou a situação de um hipotético conflito armado entre EUA e Coreia do Norte e enfatizou que Pequim, em nenhum caso, deveria apoiar Washington.

Segundo o editorial do citado jornal, a China deve ser neutra se a Coreia do Norte atacar primeiro, mas, por outro lado, se os EUA decidirem dar esse passo, o regime chinês deveria fazer o possível para impedi-lo.

Trump criticou em várias ocasiões a China, o principal aliado da Coreia do Norte, por "não fazer nada" para resolver esse conflito, e Pyongyang também manifestou seu descontentamento com Pequim depois que o governo chinês decidiu apoiar as sanções econômicas contra o regime no Conselho de Segurança da ONU.

A China, por outro lado, se opõe à instalação do escudo antimíssil americano THAAD em território sul-coreano, que, em teoria, foi desenvolvido como defesa contra possíveis projéteis lançados pela Coreia do Norte, mas Pequim considera que este equipamento também representa uma ameaça a sua segurança, já que seu raio de alcance inclui partes do território chinês.

Fim do tom provocador

A relação entre deteriorou após a divulgação da intenção norte-coreana de atacar a ilha americana de Guam, no Pacífico.

Na madrugada deste sábado (12), a Casa Branca divulgou um comunicado a Coreia do Norte "deve acabar com seu comportamento provocador". A Casa Branca lembrou que as forças militares americanas "estão prontas" para proteger Guam, após a ameaça feita pelos norte-coreanos de disparar mísseis balísticos nas imediações da ilha americana no Pacífico.

Fogo e fúria

Trump usou a expressão "fogo e fúria" na terça-feira (8), ao comentar ameaças norte-coreanas, quando declarou: "É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu".

No dia seguinte, ao detalhar seu plano para atacar Guam, o general norte-coreano Kim Rak Gyom afirmou que a declaração do presidente americano era "um monte de bobagem". "Parece que ele não entendeu o recado. Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele", disse o general.

Como o tom bélico não caiu após a forte declaração de Trump, o presidente avaliou que sua declaração não tinha sido “forte o suficiente”.

A Coreia do Norte contra-atacou afirmando que os Estados Unidos irão "sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final" caso "persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas".

Confronto entre supremacistas brancos e antifascistas deixa feridos nos EUA

Ao menos duas pessoas ficaram feridas no confronto na Virgínia. Cidade declarou estado de emergência após conflito.

Ao menos duas pessoas ficaram feridas durante um confronto entre supremacistas brancos e antifascistas na cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia, segundo a CNN. O ato violento aconteceu neste sábado (12) após protesto da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

Durante confronto, a prefeitura da cidade declarou estado de emergência e, através de um comunicado no Twitter, citou o ato como uma "iminente guerra civil". Segundo a polícia de Virgínia, alguns manifestantes foram detidos durante o confronto.

A cidade Charlottesville, que tem pouco mais de 50 mil habitantes, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar que pretende retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal, segundo a BBC.

Por precaução, mais de mil agentes de segurança tinham sido mobilizados, segundo a Efe, e o governador do estado, o democrata Terry McAuliffe, tinha pedido aos cidadãos que se mantenham afastados do protesto.

Na noite desta sexta-feira (11), centenas de homens e mulheres carregavam tochas, fizeram saudações nazistas e gritavam palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

O protesto foi descrito pelos participantes como um aquecimento para o evento "Unir a Direita", previsto para este sábado na cidade e que prometia reunir mais de mil pessoas, incluindo os principais líderes de grupos associados à extrema direita no país.

Grupo de supremacistas brancos entram em confronto com antifascistas (Foto: Joshua Roberts/ Reuters)

Protesto de sexta-feira

De acordo com a BBC, os participantes do protesto de sexta-feira carregavam bandeiras e gritavam palavras de ordem como: "Vocês não vão nos substituir", em referência a imigrantes; "Vidas Brancas Importam", em contraposição ao movimento negro Black Lives Matter; e "Morte aos Antifas", abreviação de "antifascistas", como são conhecidos grupos que se opõem a protestos neonazistas.

Estudantes negros do campus da universidade da Virginia e jovens que se apresentavam como antifascistas tentaram fazer uma "parede-humana" para impedir a chegada dos manifestantes à parada final do marcha, uma estátua do terceiro presidente americano, Thomas Jefferson.

Reações

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, condenou o confronto no Twitter. “Nosso país incentiva a liberdade de expressão, mas vamos nos comunicar sem ódio em nossos corações. Nada de bom vem da violência”, afirmou.

Grupo de supremacistas brancos entram em confronto com antifascistas (Foto: Joshua Roberts/ Reuters)

Supremacistas brancos carregam tochas na Universidade da Virgínia, no sábado (11), na véspera de uma reunião planejada ‘Unite The Right’, em Charlottesville, nos Estados Unidos (Foto: Alejandro Alvarez/News2Share via Reuters )

Xingamento e indiretas marcam guerra verbal entre EUA e Coreia do Norte

Trump ameaçou Coreia do Norte com "fogo e fúria"; Os americanos foram chamados de "bastardos" pelo regime de Kim Jong-un.

Donald Trump tinha menos de um mês como presidente dos EUA quando a Coreia do Norte fez seu primeiro teste de míssil. Na época, Trump parecia não se envolver muito. Disse que estava "100% apoiando o Japão", país ameaçado pelo disparo, e que "a Coreia do Norte está se portando muito mal. "Eles vêm 'brincando' com os EUA durante anos e a China fez muito pouco para ajudar".

Em certo momento, Trump até sugeriu se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong-un. O tom é muito diferente das últimas declarações, em que Trump fala em "fogo e fúria" e "arsenal nuclear".

Enquanto isso, a Coreia do Norte provocava os EUA não só com teste de míssil, mas também com comunicados duros divulgados pela sua agência de notícias oficial, a KCNA. Os americanos, por exemplo, foram chamados de "bastardos" pelo regime de Kim Jong-un. "Os bastardos americanos não vão ficar muito contentes com esse presente enviado pelo aniversário de 4 de Julho", disse o regime. Foi na data que os EUA comemoram sua independência que a Coreia do Norte realizou um bem sucedido teste de míssil balístico intercontinental.

Na última semana, a troca de ameaças atingiu o seu ponto mais tenso.

O presidente americano Donald Trump disse na terça-feira (8) que a Coreia do Norte "vai se deparar com fúria e fogo jamais vistos no mundo" se não deixar de ameaçar o seu país, após as últimas sanções impostas pela ONU ao regime norte-coreano como punição pelos lançamentos de mísseis.

O regime de Kim Jong-un respondeu dando detalhes de um plano para bombardear a ilha de Guam, em cujas bases americanas estão estacionados os bombardeiros estratégicos que o Pentágono envia regularmente à Península Coreana e que na última terça-feira voltaram a voar próximo da Coreia do Norte.

Na sequência, Trump disse na quarta-feira (9) que, se Kim Jong-un ordenasse um ataque contra a ilha de Guam, teria como resposta "uma ação jamais vista por alguém na Coreia do Norte".

Os testes contínuos de armas realizados pela Coreia do Norte desde o início do ano aumentaram enormemente a tensão na península e Washington endureceu sua retórica, com o governo Trump insinuando em várias ocasiões a possibilidade de realizar um ataque preventivo contra o regime comunista.

Esta última possibilidade preocupa muito a Coreia do Sul e o Japão, onde uma resposta de Pyongyang a um ataque poderia custar muitas vidas.

O regime de Pyongyang disse na quinta-feira (10) que prepara um plano para disparar em meados de agosto mísseis de médio alcance perto das águas territoriais de Guam, ilha americana no Pacífico Ocidental e sede de uma base naval estratégica.

Na sexta-feira (11), Trump deu mais um aviso à Coreia do Norte afirmando que as armas norte-americanas estão prontas e carregadas. "Com sorte, Kim Jong-un encontrará outro caminho", acrescentou o presidente dos EUA.

11 de agosto de 2017

Acidente de trem no Egito deixa 36 mortos e mais de cem feridos

Colisão frontal entre duas locomotivas aconteceu em Alexandria - uma vinha da capital Cairo, ao sul de Alexandria, e a outra da cidade de Port Said, localizada na ponta norte do Canal de Suez.

Um acidente de trem na cidade de Alexandria, no Egito, deixou mortos e feridos nesta sexta-feira (11).

Pelo menos 36 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas, segundo os serviços de emergência do país.

Entre os feridos há vários casos graves, de acordo com a imprensa do Egito. Pelo menos 30 ambulâncias foram deslocadas para o local.

O acidente foi causado pela colisão frontal entre duas locomotivas - uma vinha da capital Cairo, ao sul de Alexandria, e a outra vinha da cidade de Port Said, localizada na ponta norte do Canal de Suez.

A colisão, que aconteceu às 14h15 (9h15 no horário de Brasília) perto da estação Khorshid, provocou o descarrilamento do motor de um trem e de dois vagões de outro, informou a Autoridade Ferroviária Egípcia.

Um erro na mudança de ferrovia é a causa mais provável da colisão, disse uma fonte da área de segurança, sem dar detalhes adicionais. O promotor público Nabil Sadek ordenou uma investigação urgente sobre o caso.

Colisão entre trens no Egito deixa mortos (Foto: AFP)

"O trem em que eu estava viajando estava indo muito rápido", disse o passageiro Moumen Youssef. "Eu me vi no chão. Quando nós saímos, nós encontramos quatro vagões de trem destruídos e muitas pessoas no chão".

Em 2012, 50 pessoas -- na maioria crianças -- morreram quando um trem colidiu com um ônibus escolar ao sul do Cairo.

O sistema ferroviário do Egito tem um extenso registro de acidentes, principalmente por conta de falhas na manutenção e no gerenciamento da rede.

09 de agosto de 2017

Jogos Olímpicos Paris-2024 podem ter jogos de videogame

Tony Estanguet, copresidente da candidatura da capital francesa, afirmou que o programa olímpico pode ter novidades

O mundo dos games pode estar a caminho dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Em entrevista à agência Associated Press, Tony Estanguet, copresidente da candidatura da capital francesa, afirmou que novidades podem surgir no programa olímpico de 2024. Uma delas seria os e-Sports (jogos de videogame).

 Os jovens estão interessados em e-Sports e este tipo de coisa. Vamos dar uma olhada nisso, vamos conversar com eles. Vamos ver se conseguimos estabelecer algumas pontes [entre os e-Sports e a Olimpíada] - revelou Estanguet, que visa aproveitar o momento favorável desta modalidade para ganhar o público jovem. 


Paris será oficializada como sede dos Jogos Olímpicos em setembro. Foto: AFP

Nos últimos anos, os torneios mundiais de videogames tomaram arenas e estádios em diversos países, incluindo o Brasil. O e-Sports já estará nos Jogos Asiáticos de 2022. Os formados e jogos ainda não foram definidos. 

Para o dirigente francês, se o movimento olímpico visa manter relevância com as novas gerações, os games devem ser reconhecidos como esporte.

"Não quero dizer 'não' desde o começo. Acho que será interessante interagir com o Comitê Olímpico Internacional (COI), com eles, e a família do e-sports, para entender melhor o processo de disputa e por que tem feito tanto sucesso" , afirmou o dirigente. 

Paris será oficializada como sede dos Jogos de 2024 no Congresso do COI em setembro, na cidade de Lima, no Peru.

08 de agosto de 2017

Popularidade de Trump cai e é a menor já registrada por pesquisa

De acordo com a pesquisa, 56% dos americanos desaprovam a conduta de Trump na Presidência.

Uma pesquisa da CNN mostra que a popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o índice mais baixo já registrado pela rede. Enquanto apenas 38% dos americanos aprovam seu governo, três em cada quatro pessoas dizem não confiar na maioria das informações divulgadas pela Casa Branca.
De acordo com a pesquisa, 56% dos americanos desaprovam a conduta de Trump na Presidência. Apenas o ex-presidente Bill Clinton manteve índice de aprovação abaixo dos 50% após seis meses de mandato, cuja avaliação ficou em 44% em 1993.
Em relação à veracidade de informações, menos de um quarto (24%) dizem confiar em tudo ou na maioria do que a Casa Branca diz, enquanto 30% afirmam que não acreditam em nada do que é divulgado por Trump ou algum de seus porta-vozes.
A aprovação do governo Trump caiu mesmo entre os republicanos, o partido do presidente, de 73% em fevereiro para 59% agora. Entre os democratas, a desaprovação manteve-se em torno de 80%.


Foto: Juan David Tena

Apenas 43% dizem que Trump pode "trazer o tipo de mudança que o país precisa", abaixo dos 48% registrados em abril. Só 39% acreditam que ele tem condições de ​"gerenciar o governo efetivamente", ante 44% em abril.
As maiores desaprovações para Trump aparecem na saúde (62%), assuntos estrangeiros (61%), imigração (55%) e ajuda à classe média (54%). Quase metade (48%) desaprova seu tratamento em relação a impostos. A maioria dos americanos (59%) diz que Trump não presta atenção aos problemas mais importantes do país.
Os ex-presidentes Barack Obama e George W. Bush foram vistos como bem sucedidos após seis meses na Presidência (56% de aprovação para Bush e 51% para Obama).
Nos últimos dias, Trump tem sido questionado por seu tempo de lazer. O presidente anunciou que ficaria 17 dias fora de Washington. Na semana passada, o presidente usou o Twitter para negar que esteja de férias.
Além disso, Trump e membros de sua equipe são investigados por suposto conluio com o governo russo durante a eleição presidencial de 2016.
A pesquisa da CNN entrevistou 1.018 adultos e a margem de erro é de 3,6 pontos percentuais para mais ou para menos.

ONU denuncia uso de força excessiva e tortura na Venezuela

Durante os protestos na Venezuela, e acusou as forças de segurança e as milícias pró-governo de responsabilidade pela morte de, pelo menos, 73 manifestantes

A ONU denunciou nesta terça-feira (8) o “uso generalizado e sistemático de força excessiva”, assim como de tortura, durante os protestos na Venezuela, e acusou as forças de segurança e as milícias pró-governo de responsabilidade pela morte de, pelo menos, 73 manifestantes.

“As entrevistas realizadas a distância (…) sugerem que tem acontecido na Venezuela um uso generalizado e sistemático de força excessiva e detenções arbitrárias contra os manifestantes”, declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, em um comunicado.


O alto comissário Zeid Ra'ad Al-Hussein - AFP/Arquivos

“Milhares de pessoas foram detidas arbitrariamente. Muitas delas foram vítimas de maus-tratos e inclusive de torturas”, completa o texto.

Como as autoridades da Venezuela vetaram o acesso dos investigadores da ONU ao país, Zeid solicitou a uma equipe de especialistas em direitos humanos que realizasse 135 entrevistas a distância com vítimas e familiares, além de testemunhas, jornalistas, advogados, médicos e um funcionário da Procuradoria Geral.

“Até 31 de julho, o gabinete da Procuradoria Geral havia investigado 124 mortes no contexto das manifestações. De acordo com a análise da equipe de direitos humanos da ONU, as forças de segurança são responsáveis por pelo menos 46 mortes, enquanto os grupos armados pró-governo, denominados ‘coletivos armados’, seriam responsáveis por outros 27 falecimentos”, afirma o comunicado.

A equipe da ONU não conseguiu determinar a responsabilidade pelos outros óbitos.

“As forças de segurança infligiram tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes aos detidos, e em algumas ocasiões recorreram à tortura”, alerta o alto comissário, que denuncia o uso de “choques elétricos, a prática de suspender os réus pelos pulsos durante períodos prolongados, asfixiá-los com gases e ameaças de morte – e, em alguns casos, com violência sexual – a eles e a seus familiares”.

A respeito do número de pessoas detidas, nenhum dado oficial foi publicado, mas “os cálculos mais fidedignos indicam que, de 1º de abril – quando começaram as manifestações – até 31 de julho, mais de 5.051 pessoas sofreram detenções arbitrárias”, completa o texto, acrescentando que mais de mil pessoas permaneceriam detidas.

“As violações acontecem em plena ruptura do Estado de Direito na Venezuela, com ataques constantes do governo à Assembleia Nacional e à Procuradoria Geral”, completou Zeid.

“A responsabilidade pelas violações dos direitos humanos que estamos registrando corresponde aos mais elevados níveis do governo”, concluiu.

O alto comissário pediu às autoridades venezuelanas “o fim imediato do uso excessivo da força contra os manifestantes, que cessem as detenções arbitrárias e libertem todas as pessoas que foram detidas arbitrariamente”.

07 de agosto de 2017

Coreia do Norte ameaça se vingar 'mil vezes' dos EUA após sanções

Regime disse que as sanções são uma "violação violenta da nossa soberania" e parte de um "complô hediondo para isolar e sufocar" o país.

A Coreia do Norte ameaçou se vingar "mil vezes" dos Estados Unidos após as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) no sábado (5) em resposta aos recentes testes com mísseis intercontinentais realizados por Pyongyang.

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana, KCNA, o regime disse que as sanções são uma "violação violenta da nossa soberania" e parte de um "complô hediondo para isolar e sufocar" o país.

As medidas aprovadas pelo Conselho de Segurança poderão reduzir em até um terço a receita de exportação anual do país, que é de US$ 3 bilhões, e afetar o comércio com a China, seu principal parceiro.

"Não colocaremos nosso [programa] de dissuasão nuclear na mesa de negociações" enquanto durarem as ameaças dos Estados Unidos, diz o comunicado. "Nunca daremos uma passo atrás no fortalecimentos de nosso poder nuclear".

Em acréscimo, Pyongyang ameaçou fazer os Estados Unidos "pagarem mil vezes o preço de seu crime".

A declaração foi divulgada no momento em que o chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong-Ho, encontra-se em Manila, onde acontece um fórum sobre a segurança regional com representes de Estados Unidos, China, Rússia e outros países da Ásia-Pacífico.

Tillerson

Em declarações à imprensa durante o fórum em Manila, na Filipinas, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, descartou qualquer possibilidade de diálogo com Pyongyang, ao menos de modo imediato, e afirmou que as novas sanções demonstram que o mundo perdeu a paciência com as ambições nucleares do regime de Kim Jong-Un.

O chefe da diplomacia americana ressaltou que Washington aceitaria negociar com Pyongyang apenas no caso de uma suspensão de seu programa balístico.

"O melhor sinal que a Coreia do Norte pode enviar para dizer que está disposta a dialogar seria parar de lançar mísseis", disse.

Tillerson deu a entender, porém, que existe a perspectiva de que enviados americanos possam um dia se reunir com representantes do regime norte-coreano para evitar uma escalada. Não informou quando um encontro desse tipo poderia acontecer.

"Não vou dizer a ninguém um número específico de dias, ou semanas. É uma questão de estado de ânimo na negociação", desconversou.

Tillerson deu essas declarações um dia depois de um encontro incomum entre os chefes da diplomacia das duas Coreias.

Há unidade mundial contra armas nucleares da Coreia, diz Rex Tillerson

Durante o fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático, os ministros de Relações Exteriores da Coreia do Sul e do Norte se reuniram brevemente.

A adoção pela ONU de sanções contra a Coreia do Norte demonstrou que "existe unidade entre as potências mundiais para exigir uma península coreana desnuclearizada", disse, nesta segunda-feira (7), o secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson.

Rex Tillerson, secretário de Estado norte-americano (Foto: Divulgação)

Em declarações à imprensa durante o fórum em Manila, na Filipinas, o chefe da diplomacia americana acrescentou que o regime de Kim Jong-Un deve cessar as provas de mísseis balísticos se quiser dialogar com os Estados Unidos e pôr fim à crise.

Durante o fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático, os ministros de Relações Exteriores da Coreia do Sul e do Norte se reuniram brevemente, informou a agência sul-coreana Yonhap, citando uma fonte diplomática de Seul.

Antes de um jantar, o ministro sul-coreano de Relações Exteriores pediu ao norte-coreano que aceite a proposta de diálogo, mas ele respondeu que "falta sinceridade" nas ofertas de Seul, já que "o Sul coopera com os Estados Unidos para pressionar o Norte", disse a fonte anônima.

O encontro aconteceu um dia depois do Conselho de Segurança da ONU aprovar novas sanções contra a Coreia do Norte, por conta de seus testes balísticos.

A crescente ameaça do país comunista, dotado de armas nucleares, foi tema dominante no fórum regional.

Trump

Os presidentes Donald Trump (EUA) e Moon Jae-In (Coreia do Sul) concordaram, neste domingo (6), que a Coreia do Norte é uma ameaça direta, grave e crescente para seus países e o Japão. Em uma conversa telefônica, realizada depois das sanções aprovadas na ONU, eles se comprometeram a implementar, em sua totalidade, todas as resoluções relevantes e convocar a comunidade internacional a fazer o mesmo.