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Notícias Mundo

25 de junho de 2017

Harry diz que cogitou deixar família real e esteve à beira do colapso

Príncipe contou a jornal que desejava viver como um cidadão comum.

O príncipe Harry, quinto na linha de sucessão ao trono do Reino Unido, confessou que no passado planejou "sair" da família real para viver como um cidadão comum, em uma entrevista publicada neste domingo (25) no jornal "Mail on Sunday".

Harry, de 32 anos, explicou que finalmente decidiu ficar na "Firma" -- como se conhece a monarquia britânica -- por respeito à sua avó, a rainha Elizabeth II, e para tentar encontrar "um papel" por si mesmo.

O príncipe fez estas declarações a Angela Levin, a mesma jornalista que na passada semana publicou uma entrevista com ele na revista americana "Newsweek", na qual o jovem assegurou que nenhum membro da família real "deseja ser rei ou rainha", mas que faz isso pelo bem geral do Reino Unido.

Nessa entrevista, que surpreendeu pela sua sinceridade, Harry confessou também que durante anos esteve perto do colapso emocional devido em boa medida por não ter processado a morte da sua mãe, em um acidente de trânsito em Paris em 1997, quando ele tinha 12 anos.

Já nas declarações publicadas pelo jornal, Harry admitiu que a melhor época da sua vida foi a sua década "de fuga" no exército, quando se misturou "com gente de todas as procedências" e foi "parte de uma equipe".

O filho mais novo do príncipe Charles e da falecida princesa Diana revelou também que sentiu "ressentimento" quando em 2007 teve que abandonar uma missão no Afeganistão por motivos de segurança depois que sua presença ali foi revelada.

Harry, que há algumas semanas confessou que pediu ajuda psicológica para superar a morte de Diana relativamente há pouco tempo, disse ainda estar satisfeito com o seu trabalho para organizações beneficentes no qual segue a esteira da sua mãe.

O príncipe, vinculado a entidades de ajuda a soldados feridos em combate e de saúde mental, explicou que os membros da família real, incluindo o seu irmão, William - segundo na linha de sucessão -, não querem ser sem mais "um punhado de famosos".

"Sentimos paixão pelas nossas organizações de caridade e foram escolhidas porque estão no caminho que me foi mostrado pela nossa mãe", afirmou.

Na entrevista, Harry indicou também que, após anos de imaturidade e lutas internas, está aceitando sua posição, e, ao final, a entrevistadora lhe descreve "não como um chorão, senão como um soldado ferido".

24 de junho de 2017

Política de Trump produz menos deportações e mais prisões de imigrantes

Em cinco meses de gestão governo de Trump realiza maior número de prisões de imigrantes indocumentados não criminosos – 150% a mais que mesmo período do governo anterior.

Um balanço dos cinco primeiros meses de governo Donald Trump mostra que, em comparação com a administração de Barack Obama, houve uma queda na quantidade de deportações porém um maior número de prisões de imigrantes indocumentados não criminosos – 150% a mais que mesmo período do governo anterior. Além disso, foram retiradas medidas de proteção, como a proibição da deportação de pais de crianças nascidas nos Estados Unidos.

Na semana passada, o governo Trump anunciou o cancelamento da chamada Ação Diferida para os Pais de Americanos e Residentes Permanentes (Deferred Action for Parents of Americans and Lawful Permanent Residents – DAPA), um instrumento criado em 2014 pela gestão de Obama. Antes, imigrantes sem documentos, com filhos americanos, tinham acesso à ação diferida que podia ser usada para impedir a deportação. A ação não era um status legal completo, mas permitia que o portador do DAPA trabalhasse no país.

Nos primeiros três meses de governo Trump foram deportadas quase 26 mil pessoas, muito menos que o último trimestre do governo Obama, que deportou entre outubro de 2016 e 20 de janeiro deste ano, mais de 70 mil pessoas. Ao todo, a gestão Obama foi a que mais deportou imigrantes desde 1986: mais de 2, 8 milhões de pessoas em oito anos.

A característica mais marcante até agora da política migratória da gestão Trump é o aumento das prisões de imigrantes. O aumento global foi de 40% o que inclui todas as detenções entre janeiro e abril, de imigrantes indocumentados que cometeram crimes comuns e hediondos e também para aqueles que não praticaram ações criminosas, exceto pelo fato de estarem irregulares nos EUA.  A  quantidade de pessoas presas somente por não terem permissão legal para estar no país triplicou é o que mais chama a atenção até agora.

Entre janeiro e abril foram quase 11 mil prisões não criminais, em comparação com 4.200 em 2016, número três vezes maior.  O diretor da Agência de Imigração dos EUA (U.S. Immigration and Customs Enforcement – ICE), Thomas Homan, atribuiu o aumento de prisões à direção clara dada pela administração Trump para coibir ameaças à segurança pública nacional.

Chama atenção o fato de que, na quantidade geral de prisões, somente 20% dos imigrantes indocumentados presos entre janeiro e abril deste ano têm histórico de crimes violentos.

Isso porque a nova política migratória deu mais poder aos agentes de imigração para deportar de maneira sumária – sem necessidade de audiência judicial – imigrantes com até dois anos no país. Crimes antes considerados simples, foram reclassificados como graves – como usar documento falso, mentir ou dirigir sem carteira de motorista – o que ampliou a quantidade de detenções.

Em uma entrevista coletiva, Homan ponderou que a prioridade é a segurança, mas que o ICE vai “continuar a perseguir todos os imigrantes ilegais que  receberam uma ordem final de remoção por um juiz de imigração, inclusive aqueles que não possuem antecedentes criminais”.

O advogado George Handersman, especializado em imigração, disse que a tendência é que aumente ainda mais a quantidade de prisões. Segundo ele, o processo de deportação não é tão rápido como se pensa. “Há um processo legal e um custo para o governo. Mas se há mais detenções, Trump passa uma mensagem que está cumprindo sua promessa de uma política anti-imigração ilegal massiva”, destacou.

Menos vistos

Logo no início de sua gestão, Trump tentou limitar a entrada nos EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Iraque, Iêmen, Irã, Síria, Líbia, Somália e Sudão). Com o bloqueio da medida pela Justiça, a Casa Branca reescreveu a ordem executiva, deixando de fora o Irã, mas manteve os demais países.

A nova ordem não chegou a entrar em vigor, mas direta ou indiretamente o reflexo aparece na quantidade de vistos concedidos para os seis países da lista, que caiu 21% em março deste ano na comparação ao mesmo período do ano passado. A redução global na quantidade de vistos de entrada para os Estados Unidos foi de 15%.

A queda para o Brasil até agora foi de 4%. A imprensa latina no país ouviu analistas que afirmam que ainda não é possível dizer se a redução global é reflexo de uma queda na procura dos vistos por cidadãos estrangeiros ou ocorreu porque os consulados e embaixadas americanas estão sendo mais criteriosos para liberar novos vistos.

Medo constante

Entre os imigrantes que já vivem nos Estados Unidos, o clima é de maior temor agora que nos anos anteriores.  A artesã e artista brasileira Neide Silva vive entre o Canadá e os Estados unidos há trinta anos. Ela já tem cidadania canadense, por isso pode entrar e sair facilmente dos EUA, mas não tem permissão para trabalhar no país.

Neide vive de seu artesanato, de peças trabalhadas em madeira, mas quando a situação econômica aperta ela diz que faz faxinzas em casas. No ano passado, ela comprou um trailer e realizou o sonho de poder viver viajando pelo país.

Ela contou à Agência Brasil que o ambiente piorou muito para os imigrantes sem documentação. “Eu nunca vivi uma época tão delicada quanto agora aqui. O governo Trump está espalhando o medo e o terror para os imigrantes”, afirmou.

Na comparação entre os dois governos, ela disse que a política de deportação era mais constante e houve, de fato, muitas deportações. “Agora, as pessoas têm mais medo de dirigir sem carteira e ir para a prisão. A sensação de que algo vai acontecer e a incerteza aumentaram muito”, opinou.

O aumento da “pressão” do governo sobre imigrantes se reflete no cotidiano das famílias. José Silva (nome fictício) vive nos Estados Unidos há 14 anos, sem documentação. Ele havia entrado com um pedido para a DAPA, a ação diferida para pais de pessoas nascidas nos Estados Unidos, e que foiextinta na semana passada. Agora, não tem mais acesso à proteção.

Casado com uma brasileira e com três filhos menores de 10 anos, José trabalha na construção civil e diz que vive atemorizado. “Em 2010, eu estava dirigindo em alta velocidade e fui multado. Havia tomado duas cervejas e aqui é muito sério dirigir depois de beber”, disse. Por conta disso, ele respondeu a um processo e teve a infração de trânsito registrada.

Embora tenha pago e respondido pela infração e não tenha voltado a dirigir sob o efeito do álcool, ele conta que o fato o colocou em uma lista de prioridades para deportação. “Se eu conseguisse a DAPA teria uma ajuda para estar mais seguro sobre estar aqui com minha família. Agora, a gente tem que esperar e estar muito cuidadoso”, comentou.

23 de junho de 2017

Pobreza pode cair pela metade se adultos completarem ensino secundário, diz ONU

Apesar dessa constatação, novos dados do Instituto de Estatística da agência da ONU mostram altas taxas de jovens fora da escola em muitos países.

A pobreza mundial pode cair pela metade se todos os adultos terminarem o ensino secundário, afirma a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), com base no recém-lançado estudo Reduzindo a pobreza global através das educações primária e secundária.

Apesar dessa constatação, novos dados do Instituto de Estatística da agência da ONU mostram altas taxas de jovens fora da escola em muitos países. Isso significa que os níveis de graduação secundária continuarão abaixo das metas para as próximas gerações. A informação é da ONU News.

No próximo mês o Conselho Econômico e Social da ONU realiza na sede das Nações Unidas, em Nova York. um Fórum Político de Alto Nível que terá como foco a erradicação da pobreza. Nesse sentido, o documento da Unesco demonstra a importância de se reconhecer a educação como "a alavanca central" para acabar com a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares.


Foto: Emanuella Galvão Jucurutu/RN

Boa notícia

A chefe da Unesco, Irina Bokova, disse que a nova análise divulgada pela agência deve ser vista como uma boa notícia para os que trabalham para erradicar a pobreza até 2030, seguindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas.

Ela afirmou que a comunidade internacional tem agora um plano concreto para garantir que as pessoas não tenham que viver com apenas alguns dólares por dia. Segundo ela, esse plano privilegia a educação em primeiro lugar.

A Unesco afirma que 60 milhões de pessoas podem escapar da pobreza se todos os adultos tiverem dois anos de ensino secundário e, no caso de uma graduação, esse número sobre para 420 milhões fora da pobreza.

O documento revela ainda que 9% das crianças no mundo não têm acesso ao ensino primário e esse índice aumenta nos níveis educacionais mais altos. No total, 267 milhões de crianças, adolescentes e jovens estavam fora das escolas em 2015.

Dos 61 milhões de crianças que não frequentam uma sala de aula no ensino primário, a agência da ONU alerta que quase 30% nunca pisarão numa escola. As meninas são as que mais sofrem com essa situação nos países pobres. Nas nações de baixa renda, mais de 11 milhões de meninas em idade escolar primária estão fora dos colégios em comparação a 9 milhões de meninos.

A boa notícia é que as meninas que conseguem começar a estudar tendem a finalizar o ensino primário e a buscar o ensino secundário.

22 de junho de 2017

Brasileira é eleita para Comissão de Direitos Humanos da OEA

Flávia Piovesan ocupará uma das sete cadeiras da comissão, que atua no monitoramento da situação dos direitos humanos dos 34 países da organização

A jurista brasileira Flávia Piovesan foi escolhida nesta quarta-feira (21) para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para um mandato de quatro anos como conselheira. Ela e mais dois juristas, um mexicano e um chileno, foram eleitos durante a 47ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Cancún, no México.

A candidatura da brasileira, que é secretária especial de Direitos Humanos do ministério que tem o mesmo nome, foi anunciada pelo governo brasileiro em março deste ano. Na época, a secretaria era vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Flávia Piovesan ocupará uma das sete cadeiras da comissão, que atua no monitoramento da situação dos direitos humanos dos 34 países-membros da OEA. Os latino-americanos Joel Hernandez e Antonia Urrejola foram eleitos para o mesmo período, em uma eleição que contou com candidatos de seis países (Brasil, Argentina, Chile, EUA, México e Uruguai).

Por meio de nota à imprensa, o ministério das Relações Exteriores comemorou a eleição e a classificou como a confirmação do “continuado compromisso” do governo brasileiro com a promoção e a proteção dos direitos humanos.

“[O resultado] reflete o reconhecimento internacional da contribuição positiva e constante do Brasil para os trabalhos da OEA e, em particular, da CIDH, desde sua criação em 1960”, afirmou o Itamaraty, agradecendo aos países que apoiaram a eleição de Piovesan.

Procuradora do Estado de São Paulo, Flávia Piovesan é doutora em Direito Constitucional, especialista na temática de direitos humanos e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

21 de junho de 2017

ob pressão de investidores, fundador da Uber deixa a presidência da empresa

Companhia enfrenta crise após denúncias de assédio sexual e debandada de executivos. Em comunicado, executivo afirma que resolveu se afastar após pedido de investidores.

O presidente-executivo e cofundador da Uber, Travis Kalanick, renunciou ao cargo nesta terça-feira (20), pouco mais de uma semana após anunciar seu afastamento temporário. A empresa enfrenta uma crise em várias frentes, o que causou uma pressão de investidores sobre a liderança do executiva.

A Uber enfrenta uma turbulência devido a:

  • denúncias de assédio sexual;
  • fuga e demissão de executivos;
  • roubo de propriedade intelectual;
  • uso de tecnologias para driblar autoridades;
  • reclamações de motoristas por baixo pagamento e por direitos trabalhistas.

"Eu amo a Uber mais do que qualquer coisa no mundo e, nesse momento difícil da minha vida pessoal, eu aceitei o pedido dos investidores para me afastar da empresa, de forma que a Uber possa voltar ao eixo, em vez de ser prejudicada por outras questões", afirmou Travis Kalanick, CEO da Uber

Na semana passada, Kalanick havia anunciado que se afastaria por tempo indeterminado das suas atividades na companhia por causa do luto pela morte de sua mãe em um acidente de barco. “Perder de forma trágica um ente querido tem sido difícil para mim, e eu preciso me despedir apropriadamente”, afirmou Kalanick.


Travis Kalanick, presidente-executivo e fundador da Uber, durante Fórum Econômico Mundial, em Tianjin, na China. (Foto: Reuters/Shu Zhang)

Kalanick fundou em 2009 o serviço de transporte alternativo urbano. Desde então, conduziu a empresa rumo a uma expansão para mais de 500 cidades ao redor do mundo. Por onde passou, a empresa promoveu uma onda de descontentamento na indústria de táxi e incentivou mudanças nas regras de serviços de transporte. No Brasil, por exemplo, a companhia está no cerne de uma regulamentação em São Paulo e de um projeto de lei na Câmara dos Deputados que pode vetar a operação de serviços similares.

Em um comunicado divulgado inicialmente pelo jornal "New York Times", o conselho de administração da empresa elogiou a postura do executivo. "Travis sempre colocou a Uber em primeiro lugar", afirmou o grupo. "É uma decisão corajosa e um sinal de sua devoção e amor pela Uber", completou. O conselho informou anida que, apesar de deixar o posto de presidente-executivo, Kalanick permanecerá como integrante do conselho de administração.

Estupro e assédio sexual

A saída de Kalanick agrava ainda mais a situação da empresa, que já sofre com uma debandada de executivos da Uber e está sem líderes para as áreas de marketing, de operações, de finanças e para sua divisão de corridas compartilhadas.

Antes de Kalanick se afastar, a mais recente defecção havia sido a de Emil Michael, vice-presidente sênior e aliado próximo do ex-CEO. A saída dele ocorreu após o conselho se reunir para avaliar recomendações de uma investigação sobre assédio sexual e questões de governança corporativa que era conduzida pelo escritório de advocacia do ex-procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder.

Michael é acusado de ser responsável pela cultura agressiva e machista imposta na empresa e denunciada por funcionários. Ele está no centro do escândalo mais recente da Uber. Após um motorista da empresa em Nova Délhi, na Índia, estuprar uma mulher em 2014, um funcionário da Uber obteve um parecer médico da vítima e o entregou a Kalanick e a Michael. A finalidade, segundo a imprensa norte-americana, era desacreditar o relato da vítima. O estuprador foi condenado à prisão perpétua no ano seguinte.

Na terça-feira da semana passada, a companhia informou a demissão de 20 funcionários, depois de 215 queixas na empresa sobre abuso sexual e discriminação. Só que Eric Alexander, o funcionário que coletou o atestado da mulher, não estava na lista. Ele só foi demitido na quinta-feira passada, após veículos da imprensa apontarem sua ausência entre os dispensados.

O diretor técnico do grupo, Amit Singhal, foi forçado a renunciar após ocultar a queixa por abuso sexual que lhe foi dirigida pela Google. Outro funcionário, Jeff Jones, deixou a empresa em março, seis meses depois de ter sido contratado, por discordar da estratégia do grupo.

Roubo de propriedade intelectual

Em fevereiro, a Waymo, a filial da Alphabet (dona do Google) que desenvolve carros autônomos, acusou um dos ex-diretores da Uber, Anthony Levandowski, de ter roubado informação técnica. Levandowski trabalhava na Waymo, de onde saiu para fundar sua própria companhia, Otto, que foi posteriormente vendida à Uber.

A Uber anunciou no fim de maio a demissão de Levandowski, acusando-o de não querer cooperar com a investigação que foi aberta como resultado desse litígio.

Tecnologia para driblar autoridades

A Uber também é questionada sobre o uso de programas de evasão de regulações e por táticas voltadas a desestabilizar seus rivais.

Ainda neste âmbito legal, o governo dos Estados Unidos abriu uma investigação contra a empresa, suspeita de ter usado um software para ajudar seus motoristas a driblar as autoridades em áreas onde não podia atuar.

A companhia enfrenta frequentemente problemas legais com seus motoristas (por falta de pagamento em Nova York; por processos trabalhistas no Brasil e nos EUA), com os táxis (na Argentina, na França, na Polônia, na Espanha, no Brasil entre outros países) e com as autoridades.

Temer e Putin assinam acordos para incentivar comércio bilateral

Em discurso, Temer assumiu o compromisso de aproximar Mercosul e União Econômica Euro-Asiática.

Os governos brasileiro e russo assinaram hoje (21) uma série de acordos para desburocratizar e incentivar as relações comerciais entre os dois países, bem como favorecer a cooperação econômica, os investimentos e os diálogos bilaterais. Em discurso, Temer assumiu o compromisso de aproximar Mercosul e União Econômica Euro-Asiática, quando o Brasil assumir a presidência do bloco sul-americano, no próximo semestre.

Durante cerimônia de assinatura dos atos, no Palácio do Kremilin, os presidentes Michel Temer, do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússsia, assinaram uma declaração conjunta na qual os dois países manifestam posições e agendas de interesse comum relativas à política internacional. Referindo-se a um dos memorandos assinados, sobre o diálogo estratégico na área de política externa, o presidente Putin disse que o documento prevê “um nível mais alto da coordenação de nossos esforços no que diz respeito ao combate a novos desafios, tais como terrorismo”, ao destacar pontos favoráveis “à paz internacional” e contrários à proliferação de armamentos.

Em seu discurso, o presidente Temer disse que Brasil e Rússia são países conscientes de seu papel na cena internacional, motivo pelo qual têm parcerias tanto no âmbito do G20, grupo que abrange as 20 maiores economias mundiais, quanto no Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. “O presidente Putin e eu mantivemos diálogo sobre questões globais. Compartilhamos o entendimento de que as instituições internacionais devem ser mais representativas e eficazes; intercambiamos visões sobre alguns dos temas mais prementes das agendas de paz e segurança mundiais”, disse Michel Temer.


Foto: Beto Barata/PR

O presidente brasileiro disse que os acordos assinados hoje facilitarão o comércio e os reinvestimentos, além de aprofundar o diálogo político. Ele lembrou que nos primeiros cinco meses desse ano, as trocas comerciais entre Brasil e Rússia aumentaram em 40%, na comparação com o mesmo período do ano passado. “Mas ainda há espaço para mais e mais investimentos”, acrescentou.

“Assegurei ao presidente Putin que no próximo semestre, quando o Brasil terá a presidência do Mercosul, trabalharemos por uma maior aproximação com a União Econômica Euro-asiática”, disse Temer.

O presidente Michel Temer viaja ainda hoje para a Noruega, onde o foco será o meio ambiente. O país já repassou ao Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 2,8 bilhões e mantém-se como o maior financiador da iniciativa. Atualmente, são 89 projetos em áreas como combate ao desmatamento, regularização fundiária e gestão territorial e ambiental de terras indígenas. Além disso, a Noruega é o oitavo maior investidor estrangeiro no Brasil, com presença no setor de energia.

Estão agendadas reuniões com o Rei Harald V, com a primeira-ministra, Erna Solberg, e com o presidente do Parlamento, Olemic Thommessen.

No Parlamento, Elizabeth 2ª fala em Brexit suave e ordenado

O discurso é o segundo que Elizabeth faz em pouco mais de um ano. Isso porque a premier decidiu dissolver o Parlamento para ganhar mais força nas negociações do "Brexit",

O discurso da Rainha Elizabeth 2ª na abertura dos trabalhos do novo Parlamento britânico nesta quarta-feira (21) teve como foco a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit. Oito dos 24 pontos abordados pela soberana tratavam sobre o tema e apontaram para uma negociação "suave e ordenada".

Com isso, a rainha confirmou os rumores de que a premier Theresa May mudará sua postura "dura" nos debates por conta da perda de maioria nas últimas eleições do país, que foram um grande revés para a primeira-ministra.

Durante sua fala, Elizabeth 2ª afirmou que o governo implantará o Great Repeal Act, uma lei que cancelará toda a legislação europeia na Grã-Bretaha, mas que o país pretende manter "relações fortes" com o bloco econômico após o Brexit.

Além da saída do Reino Unido da UE, Elizabeth 2ª confirmou o compromisso do país com o Acordo sobre as Mudanças Climáticas de Paris, informando que o governo implantará as medidas acordadas durante as negociações.

Outro ponto destacado por ela é a criação de uma lei para a proteção as informações dos cidadãos na internet, que incluirá um projeto sobre "o direito de ser esquecido" na web.

Também foi ressaltado que, por conta dos atentados terroristas de Londres e Manchester, os serviços de segurança do país "terão os recursos necessários" para proteger a população de atos do tipo.

Durante o tempo que foi ministra e premier, May cortou parte do orçamento da polícia e reduziu em cerca de 20 mil o número de agentes no país, o que foi duramente criticado na campanha eleitoral.

O discurso é o segundo que Elizabeth faz em pouco mais de um ano. Isso porque a premier decidiu dissolver o Parlamento para ganhar mais força nas negociações do "Brexit", fato que não se consumou nas urnas. Até este momento, May ainda não conseguiu fechar a maioria de seu novo governo.

Trump

O discurso, que é uma tradição de séculos no país, também aponta quais serão os compromissos com os líderes internacionais. Ela mencionou a visita dos reis da Espanha, mas não falou sobre a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estava agendada para o segundo semestre.

Durante as últimas semanas, a mídia britânica afirmou que o encontro teria sido cancelado, mas a informação não foi confirmada oficialmente

20 de junho de 2017

Incêndio em Portugal atinge mais uma cidade; feridos passam de 150

Número de mortos avançou para 64. Sete pessoas em estado grave, incluindo uma criança.

As elevadas temperaturas e os fortes ventos fizeram que o incêndio que começou em Pedrógão Grande, em Portugal, no sábado (17), avançasse nesta terça-feira (20) na direção da cidade de Góis, onde a situação é considerada preocupante.

O número de mortos avançou para 64 e o de feridos foi revisado para a 157. Sete pessoas em estado grave, incluindo uma criança.

As aldeias Velha, de Candosa e de Carvalhal do Sapo precisaram ser esvaziadas por precaução, mas alguns moradores se recusaram a deixar suas casas, de acordo com o “Diário de Notícias”. As autoridades também retiraram 56 pessoas de um lar de idosos em Cabreira.

Nesta manhã, colunas de fumaça são observadas nas colinas próximas de Pedrógão Grande e alguns focos de incêndio ainda estavam ativos. O Diário de Notícias diz que 70% do fogo já está dominado, mas os 30% restante ainda preocupam as autoridades.


Avião joga água para combater incêndio que atinge a floresta de Cadafaz, perto de Góis, nesta terça-feira (20) (Foto: Rafael Marchante/ Reuters)

Em todo o país, quase 2 mil bombeiros estão mobilizados em 80 frentes para combater o fogo. Quase 400 veículos e 11 aviões enviados por países vizinhos são utilizados pelas equipes.

As chamas já consumiram quase 26 mil hectares de floresta, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais.

Nos vilarejos das zonas rurais, a luta contra as chamas prossegue, mas as críticas começaram a surgir de todos os lados.

O padre José Gomes, de Figueiró dos Vinhos, disse à AFP que os moradores não receberam apoio dos bombeiros, "às vezes nem água". "Há um ambiente de revolta contra os serviços de socorro", afirmou.

Gestão de florestas

Existe dúvidas sobre a rapidez com que as autoridades bloquearam as estradas no sábado. Um total de 47 vítimas morreram na estrada nacional 236, sendo que 30 delas ficaram cercadas pelo fogo.

O incêndio devastador provoca dúvidas sobre a gestão das florestas e estradas do país, de acordo com a France Presse.

Os jornais portugueses têm manchetes como "O plano de combate a incêndios não foi revisado nos últimos quatro anos", "Falha na comunicação para combater o incêndio" e "A floresta na armadilha dos eucaliptos".


Bombeiros espanhóis ajudam no combate a incêndio na região portuguesa de Serta, nesta terça-feira (20) (Foto: Patricia de Melo Moreira / AFP)

O jornal “Público” recorda que o plano de luta contra as chamas deve ser atualizado a cada dois anos, mas que recentemente a questão dos incêndios florestais "não foi considerada urgente" pelo Parlamento.

O “Jornal de Notícias” destaca o problema das antenas de comunicação dos serviços de emergência, que parecem ter sido danificadas pelo calor do incêndio, o que teria atrasado o trabalho dos bombeiros.

Também aparece no debate a questão dos eucaliptos, altamente inflamáveis. Para João Camargo, especialista em mudanças climáticas citado pelo “Público”, as plantações industriais não regulamentadas são, em grande parte, responsáveis pelo problema.

"Nas últimas décadas observamos um aumento na frequência dos incêndios florestais em Portugal, mais que em outros países do sul da Europa", afirma.

E com o esvaziamento do campo, há menos pessoas para limpar os matagais, terreno ideal para os incêndios florestais.

19 de junho de 2017

Ministro classifica incidente em Paris como tentativa de atentado terrorista

'Mais uma vez, as forças de segurança na França foram alvos', disse o ministro do Interior.

A imprensa francesa afirmou, nesta segunda-feira (19), que o homem morto após lançar um carro contra uma van da polícia em Paris já era conhecido dos serviços de segurança.

Segundo o "Le Monde", sua identidade ainda não foi revelada, mas sabe-se que ele nasceu em 1985 em Argenteuil, na região de Paris.

O incidente foi responsável por fechar a Champs-Élysées, importante ponto turístico parisiense, na tarde desta segunda. A zona, que foi cercada pela polícia, fica próxima ao Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.

Tentativa de atentado

De acordo com a polícia, o homem carregava, dentro do veículo, pistolas, um fuzil do tipo Kalashnikov e botijões de gás. O ministro do Interior, Gérard Collomb, falou em uma "tentativa de atentado".

"Mais uma vez, as forças de segurança na França foram alvos", declarou, indicando que foram encontrados no veículo utilizado no ataque "algumas armas e explosivos que poderiam fazer este carro explodir".

Desde janeiro de 2015, a França tem sido alvo da violência extremista, com uma onda de atentados que fizeram 239 mortos. Os últimos ataques a atingir a França tiveram como alvo as forças de segurança.

O incidente desta segunda-feira acontece menos de duas semanas após o ataque a um policial na frente da catedral de Notre-Dame de Paris por um homem armado com um martelo que, ferido e preso, afirmou ser um "soldado" do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Em 20 de abril, um policial foi morto na avenida Champs-Elysées, pouco antes do primeiro turno da eleição presidencial francesa. O autor do ataque, Karim Cheurfi, foi morto depois de ferir outros dois agentes. O ataque ambém foi reivindicado pelo EI.

Carro bate em van da polícia e pega fogo na Avenida Champs Élysées, em Paris

De acordo com a polícia, situação está sob controle. Somente o motorista morreu. Estações de metrô na região foram fechadas por motivos de segurança.

Um carro colidiu com uma van da polícia antes de pegar fogo na Avenida Champs Élysées, um dos principais cartões postais de Paris, na tarde desta segunda-feira (19) no horário local.

A polícia afirma que a situação está sob controle, mas pede que a população evite a área. De acordo com o ministro do Interior da França, Gérard Collomb, o motorista do veículo está morto.

O esquadrão antibomba está no local, e investiga o incidente, que também vai ser alvo de uma investigação do departamento antiterrorista do país.


Carro que bateu em van da polícia na avenida Champs Elysees, em Paris (Foto: Reuters/Charles Platiau)

Fontes da France Presse afirmaram que o condutor carregava, dentro do veículo, pistolas, um fuzil do tipo Kalashnikov e butijões de gás. A CNN afirma que a quantidade de explosivos era suficiente para explodir o carro.

As estações Champs-Élysées Clemenceau e Concorde foram fechadas por motivos de segurança, de acordo com a polícia.

A zona do incidente, que foi cercada pela polícia, fica próxima ao Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, que se prepara para receber dentro de algumas horas o rei Abdullah II da Jordânia.

Em abril, um policial foi morto na tradicional avenida por um atirador, que foi morto pelas forças de segurança. O Estado Islâmico reivindicou a ação.

18 de junho de 2017

7 marinheiros são achados mortos em destróier dos EUA que bateu em cargueiro

USS Fitzgerald se chocou com o navio ACX Crystal, de 223 m de comprimento e 29 t, segundo a 'NHK'. Destróier lança-mísseis é da classe Arleigh Burke, de maior tamanho e poder de fogo dos EUA.

Os corpos dos sete marinheiros do navio militar USS Fitzgerald, que se chocou ontem com um cargueiro filipino em águas japonesas, foram encontrados em compartimentos inundados do destróier, que ficou bastante danificado, informou a Marina americana neste domingo (17).

"Com as equipes de busca e salvamento ganhando acesso aos espaços que foram danificados durante o acidente, os marinheiros desaparecidos foram localizados", segundo comunicado da Sétima Frota dos EUA.

Os corpos dos marinheiros estão sendo levados ao Hospital Naval de Yokosuka, a sudoeste de Tóquio, para que a identificação seja feita e as identidades sejam divulgadas, segundo o comunicado.

Todos foram encontrados já sem vida, segundo a imprensa japonesa.


Dano causado ao USS Fitzgerald após o destróier colidir com um navio mercante com bandeira das Filipinas neste sábado (17) (Foto: Iori Sagisawa/Kyodo News via AP)

Outros dois tripulantes ficaram feridos na colisão - entre eles o comandante do navio militar, Bryce Benson -, que ocorreu às 2h30 de sábado (horário local, 14h30 de sexta em Brasília), a cerca de 100 km de Yokosuka e a 20 km do litoral da província de Shizuoka.

Imagens mostram danos consideráveis no lado direito do navio militar americano, que precisou ser rebocado. O USS Fitzgerald quase afundou e os danos foram significativos, segundo a Marinha americana. O cargueiro aparentemente sofreu menor avaria e seguiu viagem.

A Marinha americana e a Guarda Costeira japonesa informaram que o cargueiro envolvido na colisão é o filipino ACX Crystal. O navio tem 223 metros de comprimento e 29 toneladas, segundo a rede de televisão "NHK".

O USS Fitzgerald tem uma tripulação de cerca de 330 marinheiros e pertence à classe Arleigh Burke, de destróieres lança-mísseis. São os de maior tamanho e poder de fogo construídos pelos americanos.

Incêndio florestal deixa 57 mortos e 59 feridos em Portugal

Mais da metade das pessoas morreram carbonizadas dentro de seus carros em uma estrada tomada pelo fogo. 18 feridos foram levados para hospitais, e 4 bombeiros e 1 criança estão em estado grave.

Um incêndio florestal de grandes proporções matou 57 pessoas e deixou 59 feridos em Pedrógão Grande, na região de Leiria, no centro de Portugal, segundo balanço oficial do governo divulgado às 10h05 deste domingo (6h05 em Brasília).

Mais da metade das vítimas (30) morreu carbonizada dentro de seus carros em uma estrada tomada pelo fogo. Entre os feridos, 18 foram levados para hospitais. Quatro bombeiros e uma criança estão feridos com gravidade.

O número de vítimas tem sido atualizado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Autoridades já afastaram a hipótese de incêndio criminoso. "Tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais", afirmou Almeida Rodrigues, diretor nacional da Polícia Judiciária do país.

São quatro frente de fogo ativas na região, que fica próxima a Coimbra e entre as duas maiores cidades portuguesas: Lisboa e Porto.


Bombeiros tentam combater o incêndio florestal perto de Bouca, na região central de Portugal, na madrugada deste domingo (18) (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

Lisboa, Santarém, Setúbal e Bragança estão sob aviso vermelho até às 21h, segundo o o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O resto do país está sob aviso laranja, exceto o distrito de Faro.

O aviso vermelho indica situação meteorológica de risco extremo, segundo o jornal Público, enquanto o laranja, o segundo mais grave em uma escala de quatro, aponta para um risco entre moderado a elevado.

Inicialmente, as autoridades disseram que 19 pessoas tinham morrido: 3 pessoas por inalação de fumaça e 16 carbonizadas dentro de seus carros, quando o fogo invadiu a estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, segundo o secretário do Interior.

O incêndio começou por volta das 15h de sábado (horário local, 11h em Brasília). Quase 700 bombeiros e mais de 200 veículos trabalham no combate ao fogo, que ainda não foi controlado. Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas.


Carro incendiado abandonado em rodovia após incêndio florestal perto de Pedrógão Grande, na região central de Portugal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

O sábado foi de forte calor no país, com temperaturas que superaram os 40 graus em várias regiões. Após ter registrado poucos incêndios florestais em 2014 e 2015, Portugal foi duramente atingido no ano passado, com mais de 100 mil hectares de florestas devastadas em seu território continental.

"Enfrentamos uma terrível tragédia. Até o momento, há 24 mortes confirmadas e o número de óbitos ainda pode aumentar", afirmou ontem o primeiro-ministro português, Antônio Costa, antes de o número de mortes subir. "Lamentavelmente, é sem dúvida a maior tragédia dos últimos anos em relação a incêndios florestais".


Fumaça é vista na autoestrada IC8 na manhã deste domingo (18) devido ao incêndio florestal que atinge a região central de Portugal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

O primeiro-ministro disse que, no momento, "a prioridade é combater o incêndio que permanece e entender o que ocorreu". Segundo o secretário de Estado de Administração Interna do Governo, João Gomes, "as chamas se propagaram de um jeito sem explicação".

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, viajou à zona atingida para prestar suas condolências às famílias das vítimas e "compartilha sua dor, em nome de todos os portugueses", segundo o governo.


Policial guarda corpo de uma das vítimas do incêndio florestal na autoestrada IC8, perto de Pedrógão Grande, na região central de Portugal (Foto: Rafael Marchante)

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, expressou neste domingo pesar pela morte de pessoas em Pedrógão Grande e anunciou a ativação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil. A Comissão Europeia afirmou que "A União Europeia está pronta para ajudar" e "tudo será feito para ajudar as autoridades portuguesas, caso seja necessário”.

17 de junho de 2017

Família real britânica se reúne para celebrar aniversário da rainha; Fotos

Príncipe William, Kate Midleton e os filhos George e Charlotte apareceram em sacada do palácio. Rainha fez 91 anos em 21 de abril, mas aniversário é comemorado oficialmente neste sábado.

Membros da família real britânica se reuniram, neste sábado (17), no Palácio de Buckingham, para a cerimônia oficial de comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth II. O aniversário real de Elizabeth foi no dia 21 de abril, quando ela completou 91 anos. Mas convencionou-se que a celebração oficial do aniversário do soberano do Reino Unido ocorreria em junho, junto com a cerimônia "Trooping the Colour".

Participaram do desfile mais de 600 guardas e cavaleiros. O evento também foi marcado por uma apresentação de aviões das Força Aérea Real britânica.

Mais cedo, Elizabeth pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas do incêndio em um edifício residencial de Londres na quarta-feira passada e divulgou um comunicado oficial no qual afirmou que era difícil evitar o clima sombrio em que vive o Reino Unido.

Rainha Elizabeth II, Príncipe Philip, Harry, William, Kate Midleton, Charlotte e George participam de celebração de aniversário da rainha (Foto: REUTERS/Toby Melville)

Apresentação da Força Aérea Real durante comemoração de aniversário da rainha (Foto: REUTERS/Toby Melville)

Príncipe George participa de evento da comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth II (Foto: Yui Mok/PA via AP)

Kate e William com seus filhos Charlotte em cerimônia de aniversário de Elizabeth II (Foto: Chris J Ratcliffe / AFP)

  

Rainha Elizabeth II e Príncipe Philip participam, neste sábado (17) de cerimônia 'Trooping the Colour', que faz parte das comemorações oficiais do aniversário da rainha (Foto: REUTERS/Peter Nicholls)


Justiça do Egito manda executar 31 pessoas por morte de procurador-geral

Procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, foi assassinado em junho de 2015. Dos 31 réus, 15 estão foragidos; ao todo 67, tinham sido acusados.

Um tribunal penal do Cairo condenou, neste sábado (17), 31 pessoas à morte, supostamente envolvidas no assassinato do procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, em junho de 2015, de acordo com informações passadas à Agência Efe por fontes judiciais.

As sentenças serão remetidas ao mufti egípcio que deverá se pronunciar sobre as condenações.

A Justiça vai definir na próxima sessão, no dia 22 de julho, quando anunciará a sentença definitiva dos 31 réus, 15 dos quais estão foragidos, segundo a agência oficial "Mena". Ao todo, 67 foram acusados de envolvimento na morte de Barakat.

Os condenados são acusados de assassinato premeditado e sabotagem, de pertencer a um grupo terrorista, em uma clara alusão à Irmandade Muçulmana, de se unir a uma organização terrorista estrangeira e de espionagem para o movimento palestino Hamas. Além de posse e fabricação de explosivos, porte ilegal de armas automáticas e brancas, bem como cruzar ilegalmente a fronteira.

Foto de arquivo mostra quipes de emergência inspecionando local de explosão que atingiu o comboio do procurador-geral do Egito no Cairo (Foto: Ahmed Hatem/AP)

Segundo as investigações lideradas pelo atual procurador-geral, Nabil Ahmed Sadeq, substituto de Barakat, os envolvidos pertencem ao grupo "terrorista da Irmandade Muçulmana".

De acordo com Sadeq, eles colaboraram com o movimento islâmico palestino Hamas e líderes da Irmandade Muçulmana, que estão foragidos no exterior, com o objetivo de planejar ataques contra autoridades para gerar caos e derrubar o governo egípcio.

Além disso, acrescenta, receberam instruções em acampamentos do Hamas na preparação de explosivos e monitoramento de personalidades, entre elas Barakat, que morreu em um atentado com um veículo cheio de explosivos no Cairo.

O ministro do Interior do Egito, Magdy Abdel Ghaffar, acusou a Irmandade Muçulmana e o Hamas de planejar e executar o ataque, mas os dois grupos negaram a participação no crime.

O atentado, considerado o mais grave contra o Judiciário no Egito, deixou Barakat gravemente ferido, e ele morreu pouco tempo depois em um hospital, além de vários dos seus guarda-costas e alguns civis.

Barakat, que tinha 65 anos, foi nomeado para o posto em julho de 2013, após a derrocada militar do presidente Mohamed Morsi.

16 de junho de 2017

Homem é preso com uma faca perto do Palácio de Westminster

Em março, o local foi palco de um ataque terrorista que matou quatro pessoas, além do autor do atentado.

Mais uma vez, o Parlamento britânico entrou em alerta com um episódio de violência. Um homem com uma faca foi preso nesta sexta-feira (16) perto do Palácio de Westminster, informou a Scotland Yard, descartando, porém, que seja um ato de terrorismo. 

Em março, o Palácio de Westminster foi palco de um ataque terrorista que matou quatro pessoas, além do autor do atentado. 


O Palácio de Westminster é onde fica a sede do Parlamento Inglês

O agressor atropelou dezenas de pedestres e esfaqueou um policial. A segurança no Palácio de Westminster foi reforçada hoje devido à manifestação agendada para esta noite contra o governo da primeira-ministra, Theresa May, e contra o incêndio no prédio Grenfell Tower, que deixou 17 mortos e mais de 70 feridos há dois dias em Londres. Nos últimos meses, o Reino Unido foi alvo de vários atentados terroristas. O último ocorreu em 3 de junho na London Bridge e no Borough Market, matando oito civis e três terroristas. Jo Cox – O incidente ocorreu também no dia em que o Reino Unido relembra o aniversário de um ano da morte da deputada trabalhista Jo Cox, defensora dos direitos humanos e assassinada em Birstall durante as campanhas pela votação do Brexit em 16 de junho de 2016. 

A parlamentar foi baleada e esfaqueada pelo britânico Thomas Mair, simpatizante da extrema-direita e paciente com histórico de problemas psquiátricos. Vários eventos pelo Reino Unidos estão agendados para ocorrer hoje e durante todo o fim de semana, em memória à deputada.  

14 de junho de 2017

Sobe para 12 o número de mortos em incêndio em prédio em Londres

78 ficaram pessoas ficaram feridas no incêndio que atingiu a torre Grenfell, no oeste da cidade. Bombeiros descartaram risco de desabamento no prédio que passou por reforma em 2016.

O grande incêndio que atingiu e destruiu um prédio de 24 andares e 120 apartamentos, na zona oeste de Londres, na Inglaterra, na madrugada desta quarta-feira (14), deixou ao menos 12  mortos e 78 feridos. Não há informações sobre o que teria provocado as chamas na Grenfell Tower, que passou por uma reforma em 2016.

A Polícia confirmou pelo menos seis mortes e disse que esse número deve aumentar. Embora tenham cogitado mais cedo, os bombeiros descartaram o risco de desabamento. O edifício, construído em 1974, em North Kensigton, fica a 2,7 km da residência do príncipe Willian e da sua mulher, Kate Middleton.

Setenta e quatro feridos estão internados, sendo que 20 estão em estado grave. O incêndio é um dos maiores registrados em Londres. "Nunca vi nada parecido com esse incêndio em 29 anos de trabalho", declarou o chefe da Brigada de Incêndio de Londres, Dany Cotton.

Imagem do incêndio feito por um morador da região (Foto: Giulio Thuburn / via AFP Photo)

Os bombeiros devem ficar pelo menos mais 24 horas no local, até que o fogo seja extinto. O chefe da Brigada de Incêndio afirmou ainda que alguns bombeiros tiveram feriamentos leves durante o resgate.

Testemunhas relataram que crianças foram jogadas das janelas da Grenfell Tower e várias pessoas se atiraram do edifício, em uma tentativa desesperada de fugir das chamas. "Há muitos corpos de crianças e adultos no chão, há muita gente que não conseguiu escapar", contou uma delas à emissora americana CNN.

Outras gritavam pedindo ajuda para que seus filhos fossem resgatados. Os bombeiros também buscam sobreviventes. Um morador do 7º andar disse à BBC que o alarme de incêndio não tocou.

Cerca de 200 bombeiros, a polícia e os serviços de ambulâncias foram mobilizados. Por volta de 5h, as chamas foram controladas, mas ainda era possível ver focos de incêndio em alguns andares mais altos.

Os bombeiros foram chamados por volta da 1h15 local (21h15 de terça, em Brasília) para apagar o incêndio no edifício. Dezenas de pessoas, moradores ou não do edifício, saíram às ruas, muitos apenas de pijama.

Como parte da estrutura foi consumida pelo fogo e os bombeiros chegaram a cogitar o risco de colapso, a polícia esvaziou residências vizinhas.

Fogo em prédio durante o amenhcer em Londres (Foto: Natalie Oxford / AFP Photo)

Alertas antes da tragédia

David Collins, um dos integrantes do conselho de moradores do prédio, disse à rede "BBC" que os residentes tinham comunicado aos administradores e à Prefeitura preocupação com a segurança. Ele contou que os moradores estavam preocupados, por exemplo, com "a situação dos aquecedores, das rotas de fuga e com a iluminação das saídas de incêndio", segundo a Efe.

De acordo com o jornal "The Guardian", já havia preocupação a respeito de um incêndio no prédio em 2012, quando um vistoria constatou que o equipamento contra incêndios não era revisado havia anos. Em 2016, um grupo de residentes também tinha alertado sobre a única saída de emergência, advertindo que, se ela fosse bloqueada, as pessoas não poderiam deixar o imóvel.

Os responsáveis pela obra divulgaram um comunicado que afirmam que todos os padrões de segurança foram seguidos rigidamente.

Cinzas se espalharam em um raio de 100 metros do prédio e uma coluna de fumaça tomou conta da região e podia ser vista a quilômetros de distância. Vários quarteirões estão interditados, inclusive uma estação de metrô.

Policiais isolam área próxima ao prédio em chamas durante o amanhecer em Londres (Foto: Daniel Leal-Olivas/AFP)

"Bombeiros equipados com aparelhos de respiração trabalharam em condições extremas, realmente muito difíceis, para combater as chamas”, disse o comandante Dan Daly, da London Fire Brigade.

O escritor e ator britânico Tim Downie, que mora na região, relatou cenas de horror à France Presse (AFP). "O prédio foi tomado inteiro pelas chamas. É uma questão de tempo até que desabe", disse.

'Não Pule!'

Paul Munakr, que vive no 7º andar, conseguiu escapar. "Quando estava descendo as escadas, havia bombeiros, realmente incríveis que estavam subindo, para o fogo, tentando tirar o maior número possível de pessoas do prédio", disse à BBC.

Ele foi alertado do incêndio não pelo alarme, mas por pessoas que gritavam da rua: "não pule, não pule!".

"Não sei ao certo se pessoas pularam do prédio para escapar do fogo, mas a principal coisa com este incidente é o fato de os alarmes de incêndio não terem tocado", contou à BBC.

Investigação

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que questões precisarão ser respondidas sobre a segurança de prédios residenciais da capital britânica.

Alguns moradores disseram ter sido orientados a continuar em seus apartamentos em caso de incêndio, enquanto a associação de moradores do prédio havia dito anteriormente estar preocupada com o risco de um grave incêndio.

"Essas perguntas são perguntas muito importantes que precisam ser respondidas", disse Khan à rádio BBC.

"Em Londres nós temos muitas, muitas torres de apartamentos e o que nós não podemos ter é uma situação em que a segurança das pessoas seja colocada em risco devido a má orientação ou se for o caso, como foi alegado, de torres de apartamentos não serem adequadamente mantidas ou conservadas".

Sobreviventes de incêndio em Londres relatam momentos de desespero

Os bombeiros afirmaram que várias pessoas morreram no incêndio, mas sem divulgar um número exato. Ao menos 50 pessoas ficaram feridas, de acordo com os serviços de emergência

"A última vez que os vi, eles agitavam os braços na janela". Hanan Wahabi, sobrevivente do terrível incêndio que destruiu um prédio de apartamentos de 27 andares nesta quarta-feira em Londres, continua sem notícias do irmão, da cunhada e dos sobrinhos.

A mulher de 39 anos, moradora do nono andar, foi acordada 1H00 pela fumaça. "Vi cinzas entrando pela janela da sala, que ficara aberta. Olhei e vi as chamas perto da janela. Fechei rapidamente e saí", conta à AFP. Ela deixou o apartamento com o marido, o filho de 16 anos e a filha de oito. 

Quase 200 bombeiros lutavam contra as chamas na manhã desta quarta-feira. Ainda não há um número confirmado de mortos. Foto: Natalie Oxford/AFP 

De pijama, com seu véu e enrolada em um cobertor, Hanan conseguiu salvar a família e encontrou refúgio em uma sala disponibilizada pelas autoridades para abrigar os sobreviventes. Mas ela não consegue parar de pensar no irmão, Abdelaziz El-Wahabi, a esposa dele, Faouzia, e seus filhos, que moram há quase 16 anos no 21º andar da torre construída em 1974. "Liguei para meu irmão quando saí para saber se estava bem. O fogo ainda não havia alcançado o topo do prédio. Ele disse que iriam descer. Depois ligamos novamente e disse que havia muita fumaça", explica Hanan.

"A última vez que o vi, agitava os braços na janela com a mulher e os filhos. Depois voltei a falar com sua mulher por telefone, enquanto ele falava com os bombeiros. Isto foi às 2h00. Desde então estou sem notícias, o telefone foi cortado", conta, desolada.

Os bombeiros afirmaram que várias pessoas morreram no incêndio, mas sem divulgar um número exato. Ao menos 50 pessoas ficaram feridas, de acordo com os serviços de emergência. A Grenfell Tower foi construída em 1974 na área norte de Kensignton, perto do famoso bairro de Notting Hill.

Desespero

Hanan Wahabi contou que a torre passou por uma reforma no ano passado, especialmente nas janelas e sistema de calefação. "Temo que o material utilizado tenha piorado as coisas", disse, antes de apertar a garganta. "A fumaça afeta muito, ainda dói", disse.

Salah Chebiouni, 45 anos, que conseguiu sair do prédio, disse à AFP que o local cheirava a "plástico queimado". Ao falar sobre as obras recentes de reforma, afirmou: "Parecia metal, e eu pensei que haviam feito algo sólido. Na verdade era plástico". Também viu um menino pulando pela janela.

Eddie, 55 anos, estava no 16º andar quando o alarme de incêndio dos vizinhos foi acionado.  "Pensei que estavam cozinhando", conta. Mas depois ele ouviu as pessoas gritando "fogo, fogo!', abriu a porta e "muita fumaça entrou no apartamento".  "Um vizinho do quinto andar ligou e disse: 'Rápido, saia daí'. Coloquei uma toalha na cabeça, desci as escadas e procurei a saída de emergência". "Não a encontrei, mas um bombeiro me levou para a saída. Mais cinco segundos e estaria morto. Não se via nada".

Assassinato em massa

Eddie ficou feliz de ter escapado, mas ao mesmo tempo estava indignado. Há algum tempo escreveu em um blog que "seria necessário um incêndio catastrófico para que estas pessoas sejam consideradas responsáveis", em referência aos que alugam apartamentos. Uma sobrecarga da rede de energia elétrica quase nos matou em 2013", indicava em seu blog, no qual mencionou um "assassinato em massa" em gestação.

Outro morador da torre, Abdul Hamid, de 50 anos, contou à AFP que deveria viajar nesta quarta-feira a Arábia Saudita para a peregrinação à cidade sagrada de Meca. Estou bem, mas não me restou nada, nem passaporte, nem casa".

Jovem disfarça cachorro de bebê para levar animal até a avó em hospital

Jovem conta que a avó tem uma ligação muito forte com a cadela, adotada há cerca de 13 anos, quando tinha poucas semanas de vida.

A jovem Shelby Hennick, 21, tomou uma atitude polêmica para alegrar sua avó, que estava internada: disfarçou Patsy como um bebê e levou a cadela ao hospital, nos Estados Unidos.

Apesar da permissão para cães de serviço, muitas unidades de saúde não aceitam a presença de animais de estimação devido a riscos de infecções aos pacientes.

Shelby, que é técnica veterinária, não teve dúvidas: embrulhou a cadelinha em uma manta e, simulando segurar uma criança, entrou com Patsy. Como os funcionários do hospital já se lembravam da família, não foi difícil acessar o quarto onde estava a avó, em tratamento após sofrer reação devido a um medicamento.

A jovem afirmou que a cadela ficou quietinha no trajeto. Segundo ela, a avó tem uma ligação muito forte com Patsy, adotada há cerca de 13 anos, quando tinha poucas semanas de vida.

 
A Jovem e a cadela que foi disfarçada ao hospital. Foto: Reprodução/twitter

As fotos de Patsy em seu colo como um bebê e na cama com a tutora foram publicadas por Shelby em rede social e dividiram opiniões.


A vó de Shelby com a cadela no colo. Foto: Reprodução/Twitter

Uma internauta escreveu já ter feito o mesmo, mas contado  com a ajuda de uma enfermeira para esconder o animal; outro disse que gostaria de ter feito o mesmo pela avó, que morreu.

Teve também quem discordou da atitude.  Alguns internautas  afirmaram que a presença de animais pode agravar o quadro de pacientes alérgicos ou com o sistema imunológico debilitado, por isso as regras devem ser seguidas.

13 de junho de 2017

O consumo de heroína chega a níveis de epidemia nos Estados Unidos

Em 2016, cerca de 60 mil pessoas morreram pelo consumo de drogas nos EUA, maior quantidade da história

Luis González era viciado em crack e cocaína, foi preso, se recuperou, trabalhou como guarda-costas de um cantor dos Bee Gees e tornou-se monitor de viciados em um centro de desintoxicação. Mas esse homem tarimbado de 59 anos não tinha visto nada parecido com o que está acontecendo agora. “Eles estão indo todos para o cemitério”, diz. A epidemia de opiáceos queima as veias dos EUA. Segundo o The New York Times, em 2016 as drogas mataram mais gente do que nunca, pelo menos 59.700 (uma projeção a partir de dados oficiais do primeiro semestre e que continua subindo desde os 47.000 de 2014 e os 52.400 de 2015). No ano passado, morreram mais norte-americanos do que nos 19 anos da Guerra do Vietnã.

Desse total de mortes, cerca de 35.000 foram devidas ao consumo de heroína pura ou misturada com opiáceos sintéticos ilegais que têm como principal origem a China e que até pequenos traficantes conseguem receber pelo correio depois de fazerem o pedido em sites ocultos da Internet. O composto mais comum de cinco anos para cá, 50 vezes mais forte do que a heroína, é o fentanil –que matou Prince em 2016–, outro mais recente, mas pouco usual, é o carfentanil, 100 vezes mais potente que o fentanil e capaz sedar com uma pitada um elefante de seis toneladas.

Mas nenhum perigo por desmesurado que seja parece espantar um viciado em heroína. “Eu não tenho medo”, afirma Edward [os nomes dos viciados entrevistados são fictícios, a pedido deles], um branco de 31 anos, em Overtown, o mais antigo gueto negro de Miami. “É uma loucura o que estou te dizendo, não? Pois eu não tenho medo. Chega um momento em que você não se preocupa com mais nada. Esta manhã eu me levantei doente, vomitando, e acabei comprando uma heroína de merda, sem nenhuma força. Um lixo”. Dez minutos depois, Edward estava no chão, caído junto a um semáforo, vendo passar os carros.

“A informação disponível sugere que o problema continuará a piorar durante 2017”, diz por e-mail Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (NIDA, na sigla em inglês). “Essa tendência é resultado de uma crise de saúde pública alarmante. A overdose de drogas é a causa de morte mais comum entre os norte-americanos com menos de 50 anos”, acrescenta.

O consumo da heroína subiu nesta década e é consequência da facilidade de acesso que existiu na década anterior ao uso médico de fortíssimos analgésicos legais. Na esteira da batalha dos anos noventa contra as fábricas de cigarro, vários Estados processaram empresas farmacêuticas por terem supostamente incentivado o consumo de medicamentos que causam dependência, influenciando inúmeros médicos que os prescreveram sem restrição. A Flórida se tornou a capital das clínicas que dispensam comprimidos, chamadas pill mil (moinhos de comprimidos).

“Comecei com a oxicodona”, lembra Dylan, um rapaz loiro de série de televisão para adolescentes de 23 anos viciado em heroína. “Odeio estar assim. Eu era um cara muito popular quando era garoto. Mas estraguei tudo”. Ana, de 25 anos e origem porto-riquenha, começou com a heroína de uma maneira chocante: “Meu avô era viciado e injetou-me heroína para me estuprar quando eu tinha 14 anos. Fiquei grávida e abortei”. Agora ela anda sobre a corda-bamba dos coquetéis selvagens que consome: “Desde janeiro eu morri cinco vezes. Cada dia colocam coisas mais fortes na mistura e morro mais do que antes”.

Ana, Edward e Dylan recebem cuidados do Miami Needle Exchange, uma ONG de financiamento privado que lhes dá seringas novas e faz testes de HIV –Miami é a segunda cidade em novas infecções depois de Baton Rouge (Louisiana). Os agentes do programa estacionam o furgão e a briosa coordenadora Emelina Martínez, de 49 anos, sai para caminhar por Overtown para cumprimentar as pessoas, para que saibam que chegaram. Em cada esquina são percebidos movimentos fugidios entre as mãos que distribuem a droga discretamente. Uma branca gaiata e magra como um fio cumprimenta em meio segundo um negro de bicicleta e esconde suas doses sob as calças. “É La Flaca”, diz Emelina. Um rapaz branco, na faixa dos trinta anos, que usa uma camiseta com uma caveira passa de patinete ao lado dela e faz um gesto mal-humorado. “Ele é um dos mais ariscos”, comenta.

Na Flórida, um dos Estados mais atingidos pela praga, mais de 4.000 pessoas morreram em 2016 de overdoses relacionadas com opiáceos, de acordo com cálculos preliminares não oficiais. As estatísticas públicas registraram um aumento de mais de 100% no número de mortes por heroína e fentanil entre 2014 e 2015. Os casos compilados pela imprensa são cada vez mais brutais. No último sábado foi divulgada a autópsia de um casal encontrado morto na madrugada do Ano Novo em Daytona Beach (Flórida) com seus três filhos pequenos na parte de trás do carro. Overdose de fentanil.

Depois de vários anos resistindo, o governador Rick Scott, um republicano muito conservador, declarou estado de emergência de saúde em maio e concedeu 54 milhões de dólares (cerca de 179 milhões de reais) para o próximo biênio que serão investidos em prevenção, tratamento e reabilitação. Os viciados, admitiu Scott, “são filhos, filhas, mães, pais, irmãs, irmãos e amigos e suas tragédias deixam seus entes queridos em busca de respostas e elevando orações para que alguém os ajude”.

Tomando café com Luis González, seu amigo de origem cubana, Danny Tricoche, de origem porto-riquenha, ex-heroinômano de 63 anos e membro de outro centro de reabilitação, diz com amargura: “Antes a droga era coisa dos latinos e dos negros pobres das grandes cidades; agora que foi para os subúrbios dos brancos, ah!, agora sim temos um grande problema”. Os registros de usuários da organização Miami Needle Exchange refletem a nova característica racial da epidemia: 152 são brancos, 117 são latinos e apenas 12 são afro-americanos. Ermelina Martínez diz: “Os jovens negros gostam de maconha, mas não costumamos vê-los consumindo heroína. Eu acho que como cresceram vendo esses viciados em drogas em suas ruas e sabem o que aconteceu com seus pais com o crack na década de noventa, não se metem nisso”. Ela conta que se ao seu furgão chegam profissionais dos bairros acomodados dirigindo seus carros de gama superior, trocam suas seringas sem dizer uma palavra e se retiram.

“Eu não entendo esse massacre” lamenta González, e conta com familiaridade exemplos do novo pesadelo americano que, por causa do trabalho que faz, sabe em primeira mão, como “uma cheerleader da Carolina do Norte que não sai de Overtown”, ou uma dançarina de striptease chamada Strawberry [morango] por seu cabelo ruivo: “Algum tempo atrás ela veio me pedir dinheiro e pedi que tivesse cuidado porque estão jogando fentanil em tudo. Mas ela já estava tão ruinzinha que disse: “O fentanil me cura”. Bom, há um mês foi encontrada morta debaixo de uma ponte. Assim perdemos a Strawberry. Pobre branquinha”.

12 de junho de 2017

Presidente peruano pede que se evite “mar de sangue” na Venezuela

A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e política, com escassez de alimentos e alta inflação, agravada por manifestações opositoras diárias

O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, advertiu nesta segunda-feira que se não pararem a agitada situação na Venezuela, o país acabará “com um mar cheio de sangue”, ao insistir na criação de um grupo internacional de julgamento, que Lima propõe ser comandado por Justin Trudeau.

“Se não fizermos nada, vamos acabar com um mar cheio de sangue, vamos ter uma invasão [migratória] em Cúcuta, na fronteira com a Colômbia, vamos ter pessoas que chegam a Curaçau em botes”, disse o presidente peruano em um fórum organizado pelo El País em Madri.

“Temos que evitar isso”, afirmou Kuczynski, um firme crítico do governo de Nicolás Maduro, a quem acusa de não respeitar a democracia, o que valeu atritos diplomáticos com Caracas.

“É uma interferência” em assuntos internos venezuelanos, declarou, mas “para preservar algo em que a América acredita, a democracia”.

A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e política, com escassez de alimentos e alta inflação, agravada por manifestações opositoras diárias convocadas desde 1º de abril, com um balanço até agora de 66 mortos e mais de mil feridos.

Após afirmar que as discussões sobre a Venezuela em organizações multilaterais não levaram “a nada”, Kuczynski reiterou a ideia de uma comissão internacional conformada por “dois ou três países democráticos” e outros dois ou três aliados da Venezuela.

Este grupo designaria um mediador, que “poderia ser uma pessoa como “Trudeau”, o primeiro-ministro do Canadá, assinalou o chanceler peruano, Ricardo Luna.

“É um mecanismo arbitral, nada mais”, disse Kuczynski, ao assinalar que a prioridade na Venezuela é conseguir a libertação “dos presos políticos” e “que deixem entrar a ajuda humanitária”.

Em um encontro na manhã desta segunda-feira, Kuczynski e o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, concordaram com “sua preocupação pela grave situação que a Venezuela atravessa”, segundo uma nota de Moncloa.

11 de junho de 2017

Acusado de matar filha de Whitney Houston é preso por agressão à namorada

Nick Gordon foi levado pela polícia acusado de sequestrar e agredir Laura Leal, sua parceira.

Nick Gordon, que foi acusado de ser o responsável pela morte de Bobby Kristina Brown, filha de Whitney Houston, foi preso por agressão à nova namorada. Ele foi levado pela polícia da Flórida no último sábado, acusado de sequestrar e agredir Laura Leal, sua parceira. A notícia é do Daily Mail. 

Gordon, de 28 anos, está sob a custódia da polícia após acusação da garota, que alegou ter sofrido “socos de punho fechado nas regiões da face, cabeça e coluna”. Laura afirma que a agressão aconteceu na madrugada de sexta-feira.

Gordon se envolveu em acusações envolvendo as namoradas Laura Leal e Bobbi Cristina (Foto: Reprodução e Getty Images)
Ela contou às autoridades que os dois saíram para assistir às finais da NBA na noite de sexta. Depois de retornarem para casa, começaram a discutir. “A discussão ficou física e durou a noite inteira”, diz o depoimento da polícia.

Laura disse aos investigadores que tudo começou porque Gordon achou que sua namorada estava dando em cima de um de seus amigos. Ela disse à polícia que o namorado a estava pressionando para saber se ela queria “ficar com outro homem” e que o ambiente do relacionamento estava ficando “tóxico”.

Não é a primeira vez que Gordon sofre esse tipo de acusação. Ele também está envolvido no caso da morte de Bobbi Kristina Brown, filha única da cantora Whitney Houston. Bobbi morreu em 2015, aos 22 anos de idade. Ela foi encontrada desmaiada em uma banheira da casa que dividia com Gordon. Após o incidente, enfrentou alguns meses de coma e faleceu.

No processo, Gordon é acusado de causar a sua morte por oferecer a jovem uma “mistura tóxica” e roubar dinheiro de sua conta bancária enquanto ela estava em coma. O caso ainda está em andamento.

10 de junho de 2017

Imprensa internacional repercute decisão do TSE de rejeitar cassação

Dilma Rousseff e Michel Temer foram absolvidos da acusação de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014 por 4 votos a 3.

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral em rejeitar a cassação da chapa Dilma-Temer repercutiu nesta sexta-feira (9) na imprensa internacional. A ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer foram absolvidos da acusação de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014 por 4 votos a 3.

O jornal americano "Washington Post" classificou a vitória como uma "grande vitória" do presidente Michel Temer, já que ele foi absolvido das acusações de violação nas finanças da campanha que, em caso de decisão contrária, poderiam tirá-lo do poder. O jornal observa que o julgamento ocorre em meio a "um crescente escândalo de corrupção" no país e no momento em que o presidente tem "popularidade de um único dígito".

 
'Washington Post' repercute a não cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE: 'Temer leva grande vitória em decisão de corte eleitoral' (Foto: Reprodução/ Washington Post)


O argentino "La Nación", que noticia a decisão na manchete de seu site, destaca que Temer "se esquivou de um de seus maiores desafios de seu governo encurralado". Ao noticiar o julgamento, o jornal afirma que o tribunal deu "um respiro extra a Temer, cada vez mais delibidado pelo recentos escândalo de subornos do frigorífico JBS".


 
'La Nación' noticia decisão desta sexta pelo TSE na manchete de seu site (Foto: Reprodução/ La Nacion)

Outro jornal que noticiou a não cassação da chapa Dilma-Temer foi o espanhol "El Mundo", que diz que "apesar de o juiz Herman Benjamin, relator do processo no TSE, ter considerado 'comprovado' que a campanha foi financiada com dinheiro de corrupção, só dois dos outros seis membros da corte o apoiaram e os quatro restantes formaram a maioria que acabou absolvendo Rousseff e Temer".

 
Jornal espanhol 'El Mundo' repercute decisão desta sexta-feira (9) do TSE (Foto: Reprodução/ El mundo)

A rede britânica BBC também dá a notícia sobre a não cassação da chapa e diz que a cassação poderia custar a saída de Temer do cargo de presidente. Na reportagem publicada em seu site, a rede diz que é difícil dizer o que acontecerá agora. "A política brasileira está em um estado de crise por algum tempo, em parte alimentada pela maior investigação de corrupção no país", diz. O texto lembra que a operação Lava Jato comprometeu "alguns dos maiores nomes" no Brasil e "um terço do gabinete está sob investigação". 


 
Rede britânica BBC noticia decisão favorável ao presidente Michel Temer tomada pelo TSE nesta sexta-feira (9) (Foto: Reprodução/ BBC)

Tabloide britânico diz que princesa Diana sofria de bulimia

Sua batalha contra a bulimia começou dias antes do pedido formal de casamento pelo príncipe, em fevereiro de 1981, quando tinha 19 anos

 A princesa Diana sofreu bulimia e ansiedade pela tensão que lhe provocava a sua relação com o príncipe Charles, de acordo com a transcrição de algumas gravações feitas por Lady Di, em 1991, e que foi revelada neste sábado pelo tabloide britânico “The Daily Mail”.

Sua batalha contra a bulimia começou dias antes do pedido formal de casamento pelo príncipe, em fevereiro de 1981, quando ela tinha 19 anos.

“Lembro-me da primeira vez que eu provoquei (bulimia). Estava emocionada e pensava que era um modo de aliviar a tensão”, relata Diana em uma das fitas que gravou quando o seu casamento com o herdeiro ao trono britânico já estava chegando ao fim.

A princesa descreve como se sentia “encolhida a nada” nos meses que antecederam seu casamento, realizado em julho de 1981.

“A bulimia começou uma semana antes do compromisso. O meu marido pôs uma mão na minha cintura e disse: ‘Está um pouco gordinha aqui, certo?’. Isso disparou algo em mim”, diz Diana.

“A primeira vez que foram tirar a medida meu vestido de noiva , tinha 73 centímetros de cintura. No dia em que me casei, media 60 centímetros”, afirma a princesa nas gravações.

O príncipe Harry, filho mais novo de Diana, revelou neste ano que necessitou fazer terapia para enfrentar a morte da sua mãe em um acidente de trânsito, em Paris, em 1997, enquanto que William, o mais velho, admitiu que demorou “quase 20 anos” falar sobre Diana “de forma mais honesta”.