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Notícias Mundo

17 de outubro de 2017

Cerca de 70 pessoas seguem desaparecidas após ataque na Somália

Governo pede doações de sangue. Atentado deixou mais de 300 mortos e 400 feridos.

Famílias angustiadas vasculham nesta terça-feira (17) Mogadíscio, a capital da Somália, em busca de parentes desaparecidos após o ataque desta segunda, que foi um dos piores já cometidos no país. Autoridades disseram que tem as marcas do grupo Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, mas este não assumiu a responsabilidade.

O total de 302 mortos deve aumentar, segundo informa a agência Associated Press. Além disso, cerca de 400 pessoas ficaram feridas. Algumas delas têm queimaduras que as deixaram irreconhecíveis. Cerca de 70 pessoas estão desaparecidas, com base em relatos de parentes, de acordo com o policial Mohamed Hussein.

Sentada do lado de fora do hospital, Hodan Ali espera encontrar seu irmão que está desaparecido. Ela mostra às pessoas sua foto em uma tela de celular. Abdiqadir Ali, um motorista de taxi de 50 anos, foi visto pela última vez no sábado quando ia a um hotel para pegar um cliente, antes da grande explosão ocorrer.

“Estou quase desistindo”, diz chorando à agência Associated Press. “Nada é mais doloroso do que não saber de seus entes queridos, seja vivo de morto”.

Abdulkadir Mohamud também está à procura de seu filho, que está desaparecido desde o dia do ataque. “Eu teria muita sorte se tivesse uma parte de seu corpo”, disse em lágrimas. “Não tenho nem seu corpo. Por favor, tragam de volta meu filho”.

Doações de sangue

Nos hospitais, a falta de um banco de sangue está prejudicando o atendimento médico aos feridos. O governo pede por doações.

O ministro da Informação, Abdirahman Omar Osman, disse que o país não tem um banco de sangue e que as limitações de seu sistema de saúde estão prejudicando o atendimento. "Estamos pedindo sangue, estamos pedindo assistência para verificar os mortos para que seus familiares tomem conhecimento", disse Osman à Reuters por telefone de Mogadíscio.

Osman disse que os corpos de mais de 100 pessoas enterradas na segunda-feira "estavam irreconhecíveis depois da explosão", e que espera que outros corpos ainda possam ser identificados.

Países como a Turquia, os Estados Unidos e o Catar estão oferecendo assistência médica. Médicos turcos --principalmente cirurgiões e especialistas em ferimentos na coluna-- chegaram juntamente com o ministro da Saúde da Turquia nesta segunda-feira e estão tratando feridos em hospitais de Mogadíscio.

Um avião militar dos EUA também aterrissou na capital com ajuda médica e humanitária. O Quênia, vizinho da Somália, disse que iria retirar 31 pessoas feridas para tratamento e que forneceria 11 toneladas de suprimentos médicos.

Terceiro filho de Kate e William deve nascer em abril

Sexo da criança ainda não foi revelado. Irmão de George, de 4 anos, e Charlotte, de 2, será o sexto bisneto da rainha Elizabeth II.

O príncipe William, segundo na linha de sucessão à Coroa britânica, e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, aguardam o nascimento do terceiro filho em abril de 2018, informou nesta terça-feira (17) o Palácio de Kensington. O sexo da criança ainda não foi revelado.

O irmão de George, de 4 anos, e Charlotte, de 2, será o sexto bisneto da rainha Elizabeth II.

O anúncio da gravidez de Kate aconteceu em setembro. Na época, não foram divulgados mais detalhes. O palácio apenas declarou que, como nas suas duas primeiras gestações, a duquesa estava sofrendo de hiperêmese gravídica, que provoca fortes náuseas e vômitos.


Kate e William com seus filhos Charlotte em cerimônia de aniversário de Elizabeth II (Foto: Chris J Ratcliffe / AFP)

Sucessão

Menino ou menina, o novo herdeiro será o quinto na linha de sucessão a Elizabeth II, que, aos 91 anos, não demonstra sinais de cansaço. O bebê vai ocupar o posto que pertence atualmente a seu tio, o príncipe Harry, o popular irmão de William.

O primeiro lugar na linha de sucessão pertence a Charles, príncipe de Gales (filho da rainha, nascido em 1948); seguido de William, de 35, George e, então, Charlotte.

A longevidade de Elizabeth II, que está há 65 anos no trono, faz que quatro gerações convivam na Casa Real. A monarca tem quatro filhos, oito netos e cinco bisnetos - seis com o próximo.

16 de outubro de 2017

Presidente catalão não esclarece independência e agrava crise

Madri esperava uma resposta definitiva até as 10h (6h em Brasília). Puigdemont, em vez disso, pediu um diálogo de dois meses entre catalães, espanhóis e a comunidade internacional.

O presidente catalão, Carles Puigdemont, se esquivou do prazo dado pelo governo espanhol e não respondeu nesta segunda-feira (16) se proclamou ou não a independência no último dia 10. O gesto agrava o atrito político e pode levar à suspensão da autonomia catalã.
Madri esperava uma resposta definitiva até as 10h (6h em Brasília). Puigdemont, em vez disso, pediu um diálogo de dois meses entre catalães, espanhóis e a comunidade internacional para resolver esta crise territorial -a mais grave na Espanha desde o fim da ditadura de Francisco Franco (1939-1975).
O presidente catalão convocou uma reunião com o premiê espanhol, o conservador Mariano Rajoy, "o mais rápido possível", algo que dificilmente acontecerá. "Nossa proposta de diálogo é sincera e honesta", disse, criticando o uso da força policial para impedir o plebiscito separatista de 1° de outubro. Naquela consulta, 90% votaram "sim", mas apenas 43% do eleitorado participou. Quase 900 foram feridoa em embates com as forças de segurança.


Carles Puigdemont (Foto: Getty Images)

A resposta de Puigdemont não convenceu Madri, que exigia uma negativa clara quanto à proclamação de independência catalã. Isso significa que se torna cada vez mais provável o uso do Artigo 155 da Constituição espanhola, com o qual Rajoy pode suspender temporariamente a autonomia catalã e antecipar as eleições regionais, passando por cima de um governo que tem desobedecido suas ordens.
O próprio pedido feito por Rajoy a Puigdemont de que esclarecesse a situação já faz parte do mecanismo do Artigo 155, que textualmente prevê esse ritual antes do início das medidas mais drásticas. Para suspender a autonomia catalã, o premiê precisa da maioria absoluta do Senado (metade mais um), o que seu Partido Popular já tem.
A Catalunha, uma região espanhol, já tem uma autonomia parcial e conta com seu proprio Parlamento e uma polícia, os Mossos d'Esquadra. Mas tem se fortalecido nos últimos anos o projeto de um Estado independente. Um dos argumentos é econômico: essa região contribui com 20% do PIB espanhol, hoje de US$ 1,2 trilhão. Catalães têm também sua própria língua, o catalão, aparentada ao francês.

Justiça pede à campanha de Trump documentos sobre denúncias de assédio

Trump se atirou agressivamente sobre ela durante o encontro e apalpou seus seios, gesto rejeitado por ela – conforme o relato

A equipe de campanha de Donald Trump deverá entregar à Justiça documentos relacionados a uma denúncia de agressão sexual apresentada quando ele era candidato – informou o portal BuzzFeed News no domingo (15). A ação apresentada por Summer Zervos, que foi candidata no reality show de Trump, “O Aprendiz”, diz que ele deu “várias declarações falsas e difamatórias” depois que ela o acusou de tê-la tentado beijar e tocá-la sem seu consentimento.

Emitida em março, a notificação judicial exige que a equipe de campanha eleitoral de Trump e seus membros entreguem os documentos sobre Zervos e seus associados, assim como sobre “qualquer mulher que tenha afirmado que Donald J. Trump a tocou de forma inadequada”.

Também pede os documentos sobre “qualquer acusação” feita durante a campanha eleitoral de que ele “submeteu qualquer mulher a toques sexuais não desejados e/ou a comportamento sexualmente inadequado”, assim como sobre as respostas do presidente às denúncias contra ele. A notificação, que não foi divulgada oficialmente, foi revelada pelo portal BuzzFeed News.

No ano passado, Zervos denunciou que Trump havia tido iniciativas sexuais inconvenientes, quando ambos se reuniram no Hotel Beverly Hills, em Los Angeles, em 2007, para discutir suas oportunidades profissionais. Trump se atirou agressivamente sobre ela durante o encontro e apalpou seus seios, gesto rejeitado por ela – conforme seu relato.

Zervos e outras mulheres fizeram denúncias parecidas depois que um vídeo de 2005 veio à tona, em outubro de 2016. Na gravação, Trump se gabava de assediar mulheres.

Em sua defesa, o magnata nova-iorquino afirmou que seus comentários no vídeo foram apenas uma “conversa de vestiário”, alegando que as denúncias de assédio sexual contra ele eram falsas e fabricadas.

15 de outubro de 2017

Dono de revista oferece US$ 10 milhões por informação contra Trump

Larry Flynt oferta quantia em anúncio de página inteira no 'Washington Post' deste domingo. 'Antes de apocalipse climático, Trump pode desencadear guerra mundial nuclear', diz empresário.

O proprietário da revista pornográfica americana "Hustler", Larry Flynt, ofereceu neste domingo (15), em um anúncio de página inteira no jornal "The Washington Post", US$ 10 milhões por qualquer informação que permita destituir Donald Trump como presidente.

"Não espero que os amigos multimilionários de Trump o delatem, mas acredito que há muita gente que sabe coisas e a quem US$ 10 milhões parecerá muito dinheiro", explica na propaganda.

Flynt reconhece que, no passado, já usou este método para acabar com a carreira de políticos republicanos. "Diante da crise atual, aumentei a recompensa para US$ 10 milhões", assinala. "Tenho a intenção de pagar toda a quantia".

A propaganda leva o título, com letras em caixa alta: "US$ 10 milhões por informação que permita o impeachment e destituição de Donald J. Trump da presidência".

O dono da revista coloca em dúvida a legitimidade da vitória de Trump e resume as polêmicas que envolvem o seu mandato, desde a suposta ingerência da Rússia nas eleições até a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

"Mas o mais preocupante é que, muito antes de acontecer um apocalipse climático, Trump pode desencadear uma guerra mundial nuclear", assinala. "Um impeachment pode ser um tema desagradável e que leve à disputa, mas a alternativa - mais três anos de disfunção desestabilizadora - é pior", assegura.

Sobe para 40 número de mortos em incêndios na Califórnia

Cerca 865 km² foram arrasados pelo fogo desde o último domingo (8). Vento complica o trabalho dos bombeiros no local.

Bombeiros ainda tentam controlar os incêndios florestais que atingem o norte da Califórnia (EUA) há uma semana. O balanço de mortos subiu para 40 neste domingo (15), segundo a Associated Press. A última estimativa indica que 100 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas.

Cerca de 865 quilômetros quadrados de áreas residenciais, florestas e outras propriedades foram arrasados pelo fogo desde o último domingo (8) na chamada região do vinho. "Os incêndios foram extremamente destrutivos, com uma estimativa de 5.700 estruturas arrasadas", informou o Corpo de Bombeiros em comunicado.

Várias igrejas foram usadas como abrigos para alojar os que perderam suas casas e também como local de descanso para os 10 mil bombeiros que tentam combater as chamas, indicou o jornal "Sacramento Bee".


Bombeiro tenta combater fogo em Santa Rosa, na Califórnia (EUA) (Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez)

Vento complica combate ao fogo

Os incêndios florestais são comuns no oeste dos Estados Unidos durante a estação de seca nos meses mais quentes. Mas os desta semana foram os mais fatais na história da Califórnia, segundo as autoridades. A intensidade do vento no local complica o trabalho dos bombeiros.

Uma das áreas mais afetadas é o condado de Sonoma, onde ao menos 20 pessoas morreram e 200 estão desaparecidas. Na cidade de Santa Rosa, bairros inteiros foram reduzidos a cinzas, escombros e carros queimados.

Até agora nenhuma causa foi determinada para os incêndios. De acordo com a Associated Press, linhas de energia derrubadas pelos ventos são vistas como uma possibilidade.

13 de outubro de 2017

Secretário de Segurança afasta delegado de operação na casa de filho de Lula

A Polícia Civil realizou uma busca na casa do filho do ex-presidente, após receber uma denúncia anônima por telefone, que indicava uma suposta presença de drogas no local

O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, determinou na quarta-feira (11) a instauração de procedimento administrativo para apurar em que condições ocorreu a diligência de busca e apreensão realizada no dia anterior na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. O delegado responsável pela diligência foi afastado do caso.

A Polícia Civil realizou uma busca na casa do filho do ex-presidente, após receber uma denúncia anônima por telefone, que indicava uma suposta presença de drogas no local. De acordo com a defesa do ex-presidente, a polícia não encontrou substâncias ilícitas durante a vistoria na na casa que fica em Paulínia, interior do estado de São Paulo.

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, com internautas e figuras públicas questionando a competência da instituição para tal ação, e lembrando outros casos, como do helicóptero de cocaína, que não mereceram tanta atenção quanto a recebida por um suposto telefonema anônimo. 

De acordo com o pedido da Polícia Civil para a autorização da busca e apreensão, uma denúncia anônima apontou que o endereço estava sendo utilizado para armazenamento de grande quantidade de drogas e armas. O pedido dizia ainda que investigadores permaneceram em campana no endereço, percebendo grande movimentação de pessoas.

“Nada relacionado ao tráfico de drogas foi encontrado. A autoridade policial deliberou por apreender documentos e computadores, sob o argumento de possível relação com o crime investigado. Na data de hoje, após pedido formalizado pelo advogado constituído pelo Sr. Marcos, foi deferida a restituição de todos os objetos apreendidos, dada a ausência de relação com o objeto do processo”, disse a juíza em nota.

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, criticou a ação da polícia e a classificou como abusiva. “A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida”.

O Partido dos Trabalhadores (PT), também por meio de nota, criticou a ação. "A operação policial na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, a partir de uma suposta e falsa denúncia anônima, foi uma violência que tem de ser explicada por todas as autoridades envolvidas", escreveu a senadora Gleisi Hoffmann, presidenta do partido.

Marcos Lula foi diretor de Turismo e Eventos na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) entre 2009 e 2012, quando se elegeu vereador, posto que ocupou até o ano passado.

Governo Trump retira Estados Unidos da Unesco

Washington acusou a entidade de adotar um viés "anti-Israel".

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (12) sua saída da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por acreditar que a entidade tenha um viés "anti-Israel".

"Lamento profundamente pela decisão dos Estados Unidos de se retirar da Unesco, que foi notificada oficialmente por meio de uma carta do secretário de Estado Rex Tillerson", diz um comunicado da diretora-geral da organização, Irina Bokova.

Segundo ela, a saída dos EUA representa uma "perda" para a "família das Nações Unidas e para o multilateralismo". "O trabalho da Unesco não terminou, e continuaremos a seguir em frente para construir um século 21 mais justo, pacífico e igualitário, por isso a Unesco precisa do compromisso de todos os Estados", acrescenta a nota.

A decisão de Washington foi motivada pelas recentes resoluções da Unesco contra Israel, como aquela que retira do país a soberania sobre Jerusalém e outra que se refere a locais sagrados para judeus e muçulmanos apenas pelo nome islâmico.

Além disso, a entidade já condenou os assentamentos israelenses em Hebron, na Cisjordânia, declarada como "patrimônio histórico palestino". No entanto, a revista "Foreign Policy" especula que também tenha pesado para a decisão a dívida de US$ 500 milhões dos EUA com a Unesco.

A quantia se acumula desde 2011, quando o país suspendeu suas contribuições por causa do reconhecimento da Palestina como Estado-membro. As resoluções da Unesco também foram duramente criticadas por Israel e por alguns países europeus, inclusive a Itália, nos últimos meses, mas nenhuma dessas nações se retirou da entidade. 

12 de outubro de 2017

Deus vai desaparecer, diz Dan Brown, que lança novo livro

O novo livro de Brown, "Origem" (Sextante), que acaba de ser lançado no mundo todo, também traz críticas à religião.

Pelo visto, o best-seller americano Dan Brown está pronto para comprar mais uma briga com o Vaticano - como seu livro mais famoso, "O Código Da Vinci", já havia provocado ao sugerir que Jesus teve uma família com Maria Madalena. Antes, em "Anjos e Demônios", já questionava o conflito entre ciência e religião na sede da Igreja Católica.

O autor americano Dan Brown (Foto: Divulgação)

"Historicamente, nenhum deus sobreviveu à ciência. Com os avanços da tecnologia, a necessidade de um Deus exterior, que nos julga, vai desaparecer", disse o escritor em um encontro com jornalistas, na manhã desta quinta-feira (12), na Feira do Livro de Frankfurt.

Não é só a declaração - bem típica do autor - que traz a crítica. O novo livro de Brown, "Origem" (Sextante), que acaba de ser lançado no mundo todo, também traz críticas à religião.

Robert Langdon está de volta como protagonista. No novo romance, um amigo do personagem descobre a origem do homem -e promete revelá-la ao mundo, destruindo as grandes religiões. Caberá a Langdon expor o segredo, mas não sem antes resolver um enigma.

"Lembro quando meu primeiro livro saiu. Vendemos 98 cópias. E isso graças à ajuda da minha mãe", riu Brown, que teve a ideia do livro depois de ouvir uma música "gospel" composta por seu irmão, mas exaltando Charles Darwin em vez de Deus.

Questionado se costumava se irritar com os críticos que acham seu estilo muito rasteiro, o autor disse que ao escrever tenta agradar somente a seu próprio gosto.

"Há uma série de críticos literários que claramente não tem o mesmo gosto que eu. Adoraria dizer que não me abalo com as críticas ruins, mas levo a vida adiante."

Para aliviar a declaração contundente sobre as religiões, o autor disse que seu problema não é com a crença em Deus -o problema, afirma, é quando instituições tentam codificar experiências transcendentes com uma suposta dimensão divina.

Brown foi questionado ainda se, caso o novo romance vá virar filme, ele ainda gostaria de ter Tom Hanks no papel de Langdon.

"Eu amo o Tom Hanks. Sempre me perguntam se eu imaginava o ator quando escrevia as cenas com Langdon. Não, eu só pensava em vender exemplares o suficiente para não perder meu adiantamento."

Seu protagonista, brincou, é a pessoa que ele queria ser -o autor o considera mais inteligente que si mesmo.

"Uma vez me disseram: claro que ele não é mais inteligente, tudo que ele diz saiu da sua cabeça, o autor. É, mas o que ele diz em poucos segundos eu demorei três dias para escrever", riu Brown.

11 de outubro de 2017

Rebelião em prisão no México deixa 16 mortos e 26 feridos

16 pessoas morreram e 26 ficaram feridas. Governo local investiga o envolvimento de 54 presidiários na rebelião, que incluiu sequestro de guardas e incêndios.

O número de mortos de uma rebelião registrada na terça-feira em uma prisão do estado mexicano de Nuevo León (norte) aumentou para 16 nesta quarta (11), informou o governo local, que investiga o envolvimento de 54 presidiários nos fatos, que incluíram o sequestro de guardas e incêndios.

Os confrontos começaram na madrugada de terça-feira e, embora tenham sido controlados, recomeçaram pela manhã, quando um grupo de ao menos 20 detentos incendiou objetos, provocando uma coluna de fumaça negra visível a vários quilômetros de distância.

"Há 16 pessoas que perderam a vida, a maioria estava sendo processada por crimes de alto impacto" na penitenciária de Cadereyta, disse em coletiva de imprensa Bernardo González, procurador de Nuevo León.

Na terça-feira, as autoridades haviam reportado 13 mortos e justificaram o uso de força letal para neutralizar a rebelião. Espera-se que esta tarde estejam prontas as necropsias e os exames de balística.

"Os corpos apresentam diversas lesões, não se pode determinar se (sua morte) foi a bala" sem antes ter estes resultados, disse Aldo Fasci, porta-voz de segurança de Nuevo León. Segundo ele, o uso de força letal foi para impedir que as pessoas tirassem a vida de outras.

"Estavam não em uma briga, mas em um ataque, e eram de facções rivais. É provável que independentemente de impactos de bala, haja outras lesões", acrescentou.

A rebelião deixou, ainda, 26 feridos, entre eles dois policiais e três carcereiros de Cadereyta, situada na periferia da cidade industrial de Monterrey, a terceira do México - onde em março passado outra rebelião deixou quatro mortos.

As prisões mexicanas, principalmente as sob o controle dos governos estaduais, são frequentemente sacudidas por rebeliões, assassinatos e fugas, e a maioria apresenta sérios problemas de superlotação. No ano passado, uma briga entre facções deixou 49 mortos em Topo Chico, outra prisão do estado de Nuevo León.

10 de outubro de 2017

Google admite ter vendido espaço a 'fake news' russas

Funcionários do Google afirmam que a presença russa em suas plataformas foi descoberta apenas ao obter dados do Twitter

O Google admitiu pela primeira vez que operadores russos exploraram as plataformas da empresa para interferir na eleição presidencial dos EUA de 2016, informou nesta segunda (9) o jornal "The Washington Post". Segundo funcionários da empresa consultados pela publicação, os agentes de Moscou gastaram milhares de dólares em anúncios cujo objetivo era difundir notícias falsas e fomentar a polarização da sociedade americana por meio de serviços como o YouTube, o Gmail, a rede de publicidade DoubleClick.

A investigação interna feita pela empresa após pressão de congressistas e da imprensa também mostra que parte dos anúncios não veio da mesma organização afiliada ao Kremlin usada para comprar espaço no Facebook -sinal de que a rede de "fake news" pode ter sido maior.

Os primeiros resultados mostram que os anúncios custaram ao menos US$ 100 mil, mas ainda não foi determinado se todos eles vieram de trolls ou se são originados de contas russas legítimas.

Funcionários do Google afirmam que a presença russa em suas plataformas foi descoberta apenas ao obter dados do Twitter. A partir daí, pôde vincular os perfis no microblog a outras contas de serviços da empresa.

A sindicância foi aberta após o Congresso dos EUA pressionar as empresas de tecnologia a determinarem de que maneira agentes russos usaram seus sistemas para influenciar a eleição que levou Trump à Casa Branca.

Inicialmente o Google havia minimizado o problema da interferência russa. No mês passado, a porta-voz da empresa, Andrea Faville, disse ao jornal americano que não vira "indicações de que esse tipo de campanha publicitária tenha sido veiculado nas plataformas" dos Google.

Disseminação

O conglomerado da internet também buscava evitar o escrutínio a que o Facebook foi submetido. Em setembro, a rede social revelou que mais de 3.000 anúncios foram adquiridos pelos agentes russos, ao custo de US$ 100 mil.

Alguns deles promoviam o republicano Donald Trump, o democrata Bernie Sanders e Jill Stein, a candidata presidencial do Partido Verde. Outros instigavam a divisão nos EUA, promovendo sentimentos de hostilidade a imigrantes e de animosidade racial.

O Facebook informou que esses anúncios atingiram apenas 10 milhões dos 210 milhões de usuários norte-americanos (dois terços da população) que usam seus serviços a cada mês.

O Twitter, por sua vez, informou ter fechado 201 contas associadas à Internet Research Agency. Também revelou que a conta do site noticioso RT, que a empresa vê como ligado ao Kremlin, gastou US$ 274,1 mil em sua plataforma em 2016.

O Twitter não informou os índices de compartilhamento das notícias falsas. A empresa também tenta mapear a relação entre as contas russas e influenciadores ligados às campanhas de Trump.

Executivos do Facebook e do Twitter deporão ao Congresso americano em 1º de novembro. O Google ainda não informou se aceitará o convite para fazer o mesmo.

Embora os serviços de inteligência dos EUA tenham revelado a interferência russa na eleição em janeiro, as três empresas não receberam atenção dos agentes do governo em suas investigações.

Nesta segunda (9), a Microsoft informou que investiga a ação russa em suas plataformas, como o Bing.

08 de outubro de 2017

Durante homenagem a Che Guevara, Cuba reage às declarações de Trump

Trump declarou que não retiraria "sanções contra o regime cubano até que haja uma liberdade política completa para o povo cubano".

Cuba criticou o "imperialismo" e as exigências feitas pelos EUA durante homenagem neste domingo (8) pelos 50 anos da morte de Ernesto Che Guevara.

No meio de uma multidão de cerca de 70 mil pessoas reunidas em Santa Clara, o presidente Raúl Castro deixou o discurso principal do evento para o vice-presidente Miguel Díaz-Canel.

O presidente de Cuba, Raúl Castro (Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

"Reafirmamos que Cuba não vai fazer concessões inerente à sua soberania e independência e não irá negociar seus princípios ou aceitar condicionalidades", disse Diaz-Canel, 57, provável sucessor de Castro como presidente de Cuba em fevereiro.

O vice-presidente também lembrou um aviso de Guevara: "Você não pode confiar no imperialismo... Nem um pouquinho! Nada!", disse ele.

As considerações cubanas foram uma resposta ao presidente dos EUA, Donald Trump, que na sexta-feira declarou que não retiraria "sanções contra o regime cubano até que haja uma liberdade política completa para o povo cubano", o que elevou a tensões entre Havana e Washington.

"As mudanças necessárias em Cuba estão sendo decididas pelo povo cubano", respondeu Díaz-Canel.

A homenagem a Che Guevera foi realizada em Santa Clara, a 300 km a leste de Havana. A cidade abrigou o guerrilheiro argentino depois da batalha capitaneada em dezembro de 1958, que começou a decretar o fim da tirania de Fulgencio Batista e o triunfo do Fidel Castro em 1º de janeiro de 1959.

No evento, com uma hora de duração, artistas recitaram poemas e cantaram músicas.

Foi a primeira homenagem a Che em Cuba sem Fidel Castro, seu chefe e amigo, que morreu em novembro passado e em 1967 instituiu em 8 de outubro como o dia do "Guerrilheiro Heróico" e fez Che em um símbolo do "homem novo", que ambos tentaram forjar.

Uma delegação oficial cubana também partiu no sábado para a Bolívia, onde será realizada uma série de eventos comemorativos, com o apoio e a participação do presidente Evo Morales.

"Fique vivo"

"Agora também estamos diante das intenções do presidente dos EUA... e Che nos deu o ensino desde o início deste processo revolucionário no México: para o imperialismo, dizemos que não é um pouco assim", disse Felix Rodriguez à AFP. , uma ex-guerrilha da Sierra Maestra.

Entre os participantes também havia Luis Monteagudo, um mestiço magro de 79 anos que lutou sob as ordens de Guevara no Congo.

Com uma camiseta branca e uma imagem de Che em vermelho, um animado Monteagudo assegurou que para ele "Che vive por sua vida, seu trabalho e seu exemplo".

David Metral, professor de história argentino em Córdoba, expressou sua emoção na conclusão do evento e disse: "Quando tomamos consciência do valor de sua luta (Che) e do senso de sua luta, seu exemplo é multiplicar e seu legado em todo o mundo ".

Vários turistas participaram da cerimônia, em um momento em que a ilha é questionada como um destino seguro, devido às denúncias de Washington de que 22 pessoas da embaixada em Havana sofreram "ataques" à saúde -diplomatas, servidores da embaixada e familiares apresentaram, em período de sete meses, sintomas como perda de audição permanente, lesão cerebral leve, problemas de visão, fortes dores de cabeça, tontura e dificuldade de dormir.

"Alguns porta-vozes e a mídia se prestam a propagação de fraudes incomuns, sem evidências, com o propósito perverso de desacreditar o desempenho impecável de nosso país, universalmente considerado um destino seguro para visitantes estrangeiros, incluindo americanos", disse Díaz-Canel.

Nascido em 14 de junho de 1928 em Rosario (Argentina), Che Guevara era um rapaz incansável de uma família burguesa que estudava medicina e estrelou uma histórica viagem de motocicleta pela América do Sul com seu amigo Alberto Granados.

Ele trabalhava como fotógrafo itinerante no México quando conheceu Fidel Castro em 1956.

Ministro das Indústrias e presidente do Banco Nacional após o triunfo de Fidel, Guevara casou-se com Aleida March e teve quatro filhos.

Meio século depois de sua morte, Cuba ressalta o símbolo, imortalizado em uma imagem de Alberto Korda, uma das mais publicadas na história da fotografia mundial.

Espanhóis vão às ruas em Barcelona contra a independência da Catalunha

Eles respondem ao chamado de um coletivo anti-independência, cujo slogan é "Chega! Recobremos a sabedoria"

Milhares de espanhóis da Catalunha e de outras partes do país invadiram, neste domingo (8), as ruas de Barcelona para manifestar sua oposição à independência da região, uma semana após o referendo de autodeterminação que desencadeou uma crise política sem precedentes em 40 anos.
Eles respondem ao chamado de um coletivo anti-independência, cujo slogan é "Chega! Recobremos a sabedoria", e se vê como a "maioria silenciosa" que não teve voz desde quando as autoridades separatistas organizaram a votação.

Os separatistas ameaçam declarar a independência de forma unilateral nos próximos dias, alegando ter recebido o apoio de 90,18% dos eleitores no referendo.
"Nós não queremos a independência. Mantivemos silêncio por muito tempo", disse Alejandro Marcos, um trabalhador da construção civil de 44 anos de Badalona, subúrbio de Barcelona.


Foto: AFP

De acordo com pesquisas, apesar de a maioria dos catalães defender a realização de um referendo formal, pouco mais da metade se opõe à independência de sua região.
Por enquanto, o impasse é total entre o chefe do governo conservador espanhol, Mariano Rajoy, e as autoridades separatistas.
O líder catalão Carles Puigdemont pede uma "mediação internacional", mas Mariano Rajoy se nega a dialogar até que os separatistas abandonem a ameaça de ruptura.
"O que eu quero é que a ameaça de declaração de independência seja retirada o mais rápido possível", porque "nada pode ser construído se a ameaça à unidade nacional não desaparecer", disse ele neste domingo ao jornal "El Pais".
Em Barcelona, um grande número de pessoas chegava de outras partes da Espanha, incluindo Madri, onde duas manifestações já haviam reunido milhares de espanhóis neste sábado (7) -uma pela "unidade" da Espanha e outra pelo "diálogo".
A concentração em Barcelona é apoiada pelo Partido Conservador de Mariano Rajoy, pelo Partido Socialista catalão e pelo Ciudadanos, a principal força de oposição ao movimento de independência na Catalunha.
Mario Vargas Llosa, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, de nacionalidade peruana e espanhola, fará um discurso.
"Uma declaração unilateral (de independência) faria o país em pedaços", explicou ao jornal "ABC" Mariano Gomà, presidente da Societat Civil Catalana, uma organização anti-independência que organizou o evento.
"Não descarto nada"
Mariano Rajoy, por sua vez, ameaçou suspender a autonomia da região, uma medida nunca aplicada nesta monarquia parlamentar extremamente descentralizada, o que poderia provocar distúrbios na Catalunha.
"Não descarto nada", declarou, a respeito da aplicação do artigo 155 da Constituição que permite essa suspensão.
Ele lançou um apelo aos nacionalistas catalães mais moderados para que se afastem dos "radicais" da CUP (Candidatura da Unidade Popular, extrema esquerda), com os quais se aliaram para ter uma maioria no Parlamento catalão.
A chamada coincide com a partida de várias grandes empresas catalãs, o que também pode semear dúvidas entre alguns nacionalistas conservadores.

Foto: AFP

Cerca de 15 empresas, incluindo o CaixaBank e o Banco de Sabadell, decidiram desde quinta-feira (5) transferir suas matrizes para fora da Catalunha, que representa 19% do PIB espanhol.
Empresas com sede na Catalunha "estão muito preocupadas, terrivelmente preocupadas. Nunca pensei que chegaríamos a este ponto", declarou ao jornal conservador "ABC" Juan Rosell, presidente da CEOE, organização dos principais empregadores espanhóis.
A independência tem conquistado terreno na Catalunha desde 2010, alimentada pela crise econômica e pelo cancelamento parcial de um status de autonomia que dava à região maiores poderes.
Mas, neste momento atual, ganhou uma intensidade sem precedentes, uma vez que os líderes separatistas da Catalunha organizaram esta consulta, que foi proibida pela Justiça, marcada pela violência policial, cujas imagens rodaram o mundo.
De acordo com o Executivo catalão, 2,04 milhões de pessoas votaram "sim" à independência em 1º de outubro, com participação de 43%, em resultado não verificável, na ausência de uma comissão eleitoral neutra.

06 de outubro de 2017

Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares vence Nobel da Paz

O completo desarmamento nuclear do mundo, porém, é um objetivo distante. Há hoje cerca de 15 mil dessas armas, segundo estimativas

A Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares recebeu nesta sexta-feira (6) o Nobel da Paz. Respondendo pela sigla Ican, essa coalizão da sociedade civil promove a implementação do tratado internacional que proíbe esses armamentos. Há 468 organizações envolvidas em 101 países diferentes.

O prêmio coincide com a crescente preocupação em relação ao programa nuclear da Coreia do Norte, ao qual o governo americano tem respondido com ameaças belicosas. O anúncio também se emaranha nas discussões sobre o acordo nuclear com o Irã, que os Estados Unidos têm criticado durante a Presidência de Donald Trump.

Berit Reiss-Andersen, que lidera o comitê do Nobel, afirmou durante o anúncio que o prêmio foi decidido como reconhecimento de "seu trabalho em atrair atenção às consequências humanitárias catastróficas do uso de qualquer arma nuclear".

O Nobel da Paz é acompanhado de uma recompensa equivalente a US$ 1,1 milhão (R$ 3,4 milhões).

Em 2016, o vencedor do prêmio foi o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelas negociações de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), na tentativa de encerrar os 52 anos de um conflito que já deixou mais de 250 mil vítimas.

Houve para este ano 318 nomeações, entre elas 215 indivíduos e 103 organizações. O nome desses nomeados, no entanto, é mantido em segredo durante 50 anos.

Os favoritos deste ano incluíam os voluntários sírios da organização Defesa Civil, a ACNUR (Agência das Nações Unidas para os Refugiados), o papa Francisco e o jornalista turco Can Dündar.

IRÃ

Os esforços internacionais contra armamentos nucleares eram favoritos ao Nobel da Paz. Mas se esperava que o prêmio fosse entregue ao chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, e à chefe de política externa europeia, Federica Mogherini. Eles estiveram por trás do acordo nuclear internacional com o Irã -hoje criticado por Trump.

Mas o comitê anunciou o prêmio, em um gesto inesperado, à campanha do Ican, que foi em parte responsável por criar o Tratado para a Proibição de Armas Nucleares. O site do Ican estava aparentemente sobrecarregado nos minutos após o anúncio.

O Ican foi criado em 2007, na Austrália, e hoje tem sede na Suíça. Essa campanha é liderada por Beatrice Fihn. Uma de suas inspirações foi a campanha que levou à proibição do uso das minas terrestres em 1997. O orçamento anual é de cerca de US$ 1 milhão, quase o equivalente ao próprio valor dado pelo Nobel da Paz.

O completo desarmamento nuclear do mundo, porém, é um objetivo distante. Há hoje cerca de 15 mil dessas armas, segundo estimativas.

 Armas nucleares

O Tratado para a Proibição de Armas Nucleares foi estabelecido em julho deste ano nas Nações Unidas, com o boicote das nove potências nucleares do mundo —incluindo a China, a França, os Estados Unidos e a Rússia.

O texto foi apoiado por 122 países após meses de negociações. O acordo foi assinado em 20 de setembro por líderes internacionais, incluindo o presidente do Brasil, Michel Temer. Ao menos 53 nações já assinaram o texto e três delas o ratificaram: Guiana, Tailândia e o Vaticano.

05 de outubro de 2017

Grande nuvem de borboletas é detectada por radar dos EUA

Serviço meteorológico achou inicialmente que se tratava de um grupo de pássaros.

Uma nuvem de 110 quilômetros de largura foi detectada pelo radar do Serviço Nacional de Meteorologia em Denver (National Weather Service, em inglês), nos Estados Unidos. Os cientistas descobriram que, no final, se tratava de um bando de borboletas que sobrevoava o local.

Paul Schlatter, do NWS, disse que acreditava que o padrão visto pelos radares mostrava um grupo de pássaros, mas a nuvem estava se movimentando para o noroeste junto com o vento, enquanto as aves migratórias vão para o sul no mês de outubro.


Grande nuvem de borboletas nublou radar meteorológico de Denver (Foto: National Weather Service/AP)

Schlatter escreveu nas redes sociais e na quarta-feira (4) recebeu uma resposta: as pessoas relataram ter visto um bando de borboletas à deriva com o vento. As cores mostradas no radar são resultado da forma e da direção dos insetos, não são a tonalidade oficial das asas.

Um inusitado grande número de borboletas Damas Pintadas, que às vezes se confunde com a borboleta-monarca, tem visitado as montanhas do Colorado nas últimas semanas, se alimentando de flores e às vezes formando nuvens.


Borboleta encontrada em Denver durante nevoeiro (Foto: AP/David Zalubowski)

Sarah Garrett, uma especialistas em lepidópteros, ordem de insetos que inclui as borboletas, da Organização Butterfly Pavilion em Westminster, no Colorado, disse que pessoas de lugares distantes da região têm ligado para dizer que viram as nuvens. A população das borboletas cresce tipicamente com a abundância das flores.

As pesquisas científicas sobre as populações de Damas Pintadas na América do Norte é limitada, mas estudos mostram que elas migram do sudoeste dos Estados Unidos para o noroeste do México durante o outono.

04 de outubro de 2017

Catalunha pode declarar independência da Espanha neste fim de semana

Puigdemont deve fazer um pronunciamento ainda nesta quarta-feira.

A Catalunha pode declarar independência da Espanha já no fim de semana, disse o líder da região, Carles Puigdemont, deixando o país europeu mais próximo de uma ruptura que ameaça as fundações de sua democracia.

A crise constitucional abalou o euro e as ações e títulos espanhóis, e a SEAT, unidade da Volkswagen na Espanha, relatou uma interrupção em suas atividades na terça-feira devido a protestos. O Caixabank, da Catalunha, e o ministro da Economia espanhol procuraram tranquilizar os clientes dos bancos garantindo que seus depósitos estão seguros.

Puigdemont disse à rede BBC em comentários publicados nesta quarta-feira que seu governo pedirá ao Parlamento regional para declarar independência depois de contar os votos do referendo de domingo, que Madri considerou ilegal.

Os comentários vieram a público depois que o rei espanhol Felipe 5º acusou líderes separatistas na terça-feira de destruírem os princípios democráticos e de dividirem a sociedade catalã. Enquanto isso, dezenas de milhares de pessoas protestaram contra a repressão violenta da polícia espanhola na votação de domingo.

"Devemos declarar independência 48 horas depois que todos os resultados oficiais forem contados", disse Puigdemont, segundo comentários publicados no site da BBC.

"Isto provavelmente terminará assim que recebermos todos os votos do exterior, no final de semana, e por isso provavelmente agiremos durante o final de semana ou no começo da próxima semana".

A Espanha estremeceu com o referendo catalão e com a reação da polícia espanhola, que usou cassetetes e balas de borracha para impedir as pessoas de votarem. Centenas de pessoas ficaram feridas, gerando cenas que provocaram repúdio em todo o mundo.

Os catalães foram às ruas na terça-feira para condenar a ação policial, interrompendo o tráfego das ruas, o transporte público e os negócios e despertando o temor de uma intensificação dos tumultos em uma região que representa um quinto da economia da nação.

A pior crise espanhola em décadas afetou o euro e elevou acentuadamente os custos dos empréstimos para Madri, e os bancos lideraram uma queda nas ações espanholas nesta quarta-feira.

O titular da Economia, Luis de Guindos, tentou apaziguar os receios de investidores e consumidores. "Os bancos catalães são bancos espanhóis, e os bancos europeus são sólidos e seus clientes não têm o que temer".

03 de outubro de 2017

Gaga, Ariana Grande e mais famosos pedem controle de armas após ataque

Artistas usaram redes sociais para pedir leis mais rigorosas no país após um homem atirar contra multidão que participava de festival de música country.

Lady Gaga, John Mayer, Ariana Grande e outros famosos usaram suas redes sociais para pedir leis mais rigorosas para o controle de armas nos Estados Unidos. As manifestações aconteceram após o ataque em Las Vegas, que deixou 59 mortos e mais de 500 feridos. Stephen Paddock atirou do 32º andar do resort Mandalay Bay contra multidão que participava de festival de música country.

Famosos usaram suas páginas pessoais nas redes sociais para pedir que as pessoas contribuíssem com doação de sangue ou recursos para vítimas e familiares de pessoas que foram afetados na tragédia. Além disso, compartilharam mensagens pedindo leis mais rigorosas para o controle de armas.

“Isso é terrorismo, puro e simplesmente. Democratas e republicanos, por favor, se unam”, pediu Gaga, usando a hashtag “controle de armas”.

Ariana Grande também fez o pedido para o controle de armas. “Meu coração está partido por Las Vegas. Precisamos de amor, união, paz, controle de armas”.

John Mayer fez uma série de posts sobre o assunto, questionando as ações das autoridades. "Vou manifestar meus pensamentos sem as palavras 'controle de armas', 'fuzis' e outras que provoquem um debate reflexivo. Sou um homem lógico e racional. Gosto de tirar a emoção (impossível hoje) e olhar para a questão em um teórico vácuo para que isso faça sentido. Legisladores e influenciadores: Se vocês não estão fazendo nada com seus poderes para ao menos reavaliar a ameaça dos ataques em massa, porque vocês não podem sair e nos dizer que esta é a vida que vamos ter que aceitar?".

Madonna destacou em seu post que “é muito fácil comprar uma pistola nos Estados Unidos ou ter acesso a armas automáticas, e isso precisa parar”.

A dupla de DJs The Chainsmokers fez um longo texto e pediu: “Esperamos dos líderes de nosso país uma real reflexão sobre nossas leis e segurança e que possamos juntos encontrar um caminho para que isso nunca mais aconteça”.

Julianne Moore: “Hoje nós choramos por Las Vegas, amanhã lutamos por eles. Junte-se ao movimento para parar a violência com armas”.

Moscou diz que EUA invadiram residências de consulado russo

O Ministério da Relações Exteriores da Rússia ameaçou retaliações à "invasão".

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia afirmou nesta terça-feira (3) que autoridades americanas invadiram residências do Consulado da Rússia em San Francisco.
Moscou ameaçou retaliações à "invasão" que caracterizou como hostil e ilegal.
No fim de agosto, o Departamento de Estado americano requisitou à Rússia que fechasse o consulado de San Francisco até o dia 2 de setembro. Washington disse à época que a decisão foi tomada "no espírito de paridade" com as medidas de redução da equipe diplomática americana na Rússia impostas pelo Kremlin.
Funcionários russos deixaram o complexo onde funcionava o consulado em cumprimento à ordem americana, mas deixaram as áreas que eram usadas como residência trancadas.
Após a saída da missão diplomática russa, autoridades americanas ocuparam os setores administrativos do complexo, mas, segundo Moscou, entraram na área residencial na segunda-feira (2).


Rússia e Estados Unidos estão tendo impasses em sua relação diplomática (Foto Kremlin)

"Reservamo-nos o direito de responder. O princípio de reciprocidade sempre foi e continua sendo o pilar da diplomacia" disse a chancelaria em um comunicado.
Filmagens veiculadas na televisão estatal russa mostram o que seriam autoridades americanas rompendo cadeados em partes isoladas do complexo e entrando nas residências.
O Ministério de Relações Exteriores da Rússia afirmou que os "invasores" tomaram todas as instalações onde funcionava o consulado, incluindo a residência do cônsul-geral.
"Assim sendo, entendemos que os americanos, ao invadir nossos edifícios diplomáticos, concordaram de fato que suas missões na Rússia podem ser tratadas de forma semelhante", declarou a chancelaria.
A acusação russa ocorre um dia após o jornal americano "The Washington Post" divulgar que um advogado de Trump foi convidado para encontros na Rússia já numa fase avançada de campanha presidencial.
Nos últimos meses, Rússia e Estados Unidos têm trocado medidas retaliatórias de redução de pessoal diplomático.

Catalunha promove greve geral contra repressão de Madri

A Catalunha acusa o governo espanhol de intimidar os eleitores e evitar que eles votassem por meio de repressão policial que deixou mais de 800 pessoas feridas

A região da Catalunha, que tenta proclamar sua independência da Espanha, amanheceu nesta terça-feira (3) em greve geral, em protesto pela repressão policial de Madri contra o plebiscito separatista votado no último domingo. Ao menos 52 estradas foram bloqueadas na Catalunha, o que gerou filas quilométricas de veículos. Os serviços de transporte público, como metrô, ônibus e trens, também registraram lentidão e redução de operações. Praticamente todas as escolas estão fechadas devido à falta de alunos e ao caos no transporte. Os portos de Barcelona e Tarragona também paralisaram suas atividades. 


Todos os moradores da região aderiram a Greve Geral. Foto: Reprodução/Twitter

A greve foi convocada pelos sindicatos UGT e CC OO, enquanto o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu que a população “não se deixe levar por provocações” e participe de um “protesto cívico” contra a repressão de Madri. No último domingo, a Catalunha realizou mais uma consulta popular sobre sua independência da Espanha, apesar de todas as ameaças do governo de Madri de Mariano Rajoy de impedir a separação da região. De acordo com a administração da Catalunha, o “sim” venceu com cerca de 90% dos votos, mas menos da metade dos eleitores compareceu às úrnas, o que abriu um debate sobre a validade e representatividade do plebiscito.   

A Catalunha acusa o governo espanhol de intimidar os eleitores e evitar que eles votassem por meio de repressão policial que deixou mais de 800 pessoas feridas. No sábado, centros de votação e de contagem de votos foram interditados. Metade das 2.315 escolas que funcionariam como seções eleitorais foi fechada pela polícia.