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Notícias Polícia

17 de outubro de 2017

Jovem é assassinado enquanto chegava em casa do trabalho

Funcionário de empresa de telemarketing, de 25 anos, foi vítima de latrocínio; jovem sofreu tiro no peito e teve seu carro roubado.

O jovem Lucas Pontes, de 25 anos, foi assassinado durante a madrugada de hoje (17) ao ser alvejado com um tiro na porta de casa. O crime aconteceu na porta da casa de Lucas. Uma ambulância chegou a ser acionada, mas o rapaz faleceu no local.

De acordo com informações do Major Flávio Pessoa, comandante do 5º BPM, Lucas estava chegando em casa do trabalho quando foi abordado. A vítima fazia parte de uma empresa que faz serviços de telemarketing, e trabalhava no período noturno. Por volta de 1h10 da madrugada, Lucas chegava em sua casa, no bairro Vale do Gavião, zona Leste de Teresina.

(Foto: Reprodução/ Facebook)

A vítima dirigia um automóvel modelo Fiat Uno. “Ele vinha chegando em casa, colocando o carro na garagem, quando foi abordado pelos indivíduos”, conta o major Pessoa. A Polícia ainda não sabe quantas pessoas participaram do crime, nem se estava a pé ou em algum outro veículo.

“O que se sabe é que ele foi alvejado com um tiro no tórax, e que o carro foi levado”, disse o major Pessoa. Segundo o major, uma ambulância do SAMU chegou a ser acionada, mas quando a equipe médica chegou ao local, Lucas já havia falecido.

Ainda segundo o major Pessoa, a Polícia busca o carro que foi roubado para chegar aos responsáveis pelo crime. Imagens das câmeras de segurança de imóveis em todo o entorno do local do crime poderão ajudar a polícia a encontrar os criminosos. O caso passa para a investigação da Delegacia de Homicídios.

16 de outubro de 2017

Oito homens são presos em operação que fechou festa rave

Festival de música eletrônica foi invadido pela Polícia durante o fim de semana; segundo delegado, foi a maior apreensão de droga sintética do estado.

Oito homens foram presos, durante uma operação conjunta das forças policiais do estado, em um festival de música eletrônica realizado em Teresina, no último final de semana. A ação da Polícia Civil, Militar e Rodoviária Federal visou combater o tráfico de drogas dentro da festa. Segundo o delegado Menandro Pedro, coordenador da Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (Depre), a apreensão de drogas sintéticas foi a maior já feita no Piauí. 

Entre os presos estão dois organizadores do evento e três músicos contratados para tocar no festival. 

A festa estava marcada para acontecer dos dias 12 a 15 de outubro, mas foi cancelada no dia 14, devido à ação policial. Os policiais cercaram o sítio onde a festa acontecia e revistaram todas as pessoas.

Foram apreendidas drogas identificadas como LSD, LSD em gel, haxixe, mdma, mdxx, ecstasy, N-BOMe, skank, cocaína e cristal. Segundo o delegado Thales Gomes, da Depre, a Polícia Federal foi chamada para identificar algumas das substâncias. “A PF fez análise, provando que eram drogas sintéticas. Uma parte delas vai ser enviada para Brasília, por que aqui não tem o reagente para determinar que tipo de droga é”, disse o delegado.

Além das substâncias, os policiais apreenderam também diversos materiais usados para o consumo de drogas, como cachimbos, e outros usados para fazer a venda, como balanças de precisão. Nenhuma arma de fogo foi apreendida.


15 de outubro de 2017

13 de outubro de 2017

"Ele tinha certeza que me repassou dinheiro" , diz Funaro sobre Yunes

Segundo Funaro, era "lógico" que Yunes tinha ciência de que se tratava de recursos. De acordo ele, o ex-assessor de Temer entregou uma caixa com R$ 1 milhão da Odebrecht

O operador financeiro Lucio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o advogado José Yunes, ex-assessor especial do presidente Michel Temer, "tinha certeza" de que entregou a ele uma caixa com dinheiro em setembro de 2014, às vésperas da eleição. Segundo Funaro, era "lógico" que Yunes tinha ciência de que se tratava de recursos. De acordo ele, o ex-assessor de Temer entregou uma caixa com R$ 1 milhão da Odebrecht.

A Folha de S.Paulo teve acesso à gravação em vídeo do depoimento prestado por Funaro à PGR no dia 23 de agosto deste ano. O acordo de colaboração foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A revelação do episódio, também delatado pela Odebrecht, levou à saída de Yunes do Planalto em dezembro do ano passado. O relato de Funaro diverge do de Yunes, que afirmou ter sido "mula" do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para receber do delator um pacote com dinheiro. O delator afirma que essa versão do advogado "é impossível".

"Ele [Yunes] tinha certeza que era dinheiro, ele sabia que era dinheiro, tanto que ele perguntou se meu carro estava na garagem, porque ele não queria que eu corresse risco de sair com a caixa para a rua. E até pelo próprio peso da caixa, para um volume de R$ 1 milhão, é uma caixa bem pesada", afirmou Funaro.

No relato, Funaro detalha que foi pegar R$ 1 milhão a pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

"E ele [Yunes] afirmar que foi feito de mula pelo ministro Padilha, que ele não sabia que dentro da caixa tinha dinheiro, é impossível, porque nenhum doleiro vai entregar R$ 1 milhão no escritório de ninguém sem segurança", disse Funaro à PGR.

"Ninguém vai mandar entregar um dinheiro, R$ 1 milhão, sem avisar que está mandando entregar valores, porque senão a pessoa pode pegar a caixa e deixar jogada em algum lugar, ter um assalto", ressaltou.

"Dá para saber que a caixa tinha dinheiro?", questionou a Procuradoria. "Todo mundo sabe que a caixa tem dinheiro. Isso aí está óbvio que a caixa tinha dinheiro", respondeu Funaro.

A PGR então perguntou: "O José Yunes sabia que existia dinheiro na caixa?"? "Lógico, lógico. Ele sabia que eu iria lá retirar dinheiro. [...] Eu fui receber dinheiro que ele [Yunes] tinha recebido da Odebrecht, a parte que era destinada a financiar a campanha do Geddel", afirmou.

No vídeo, Funaro relatou a visita que fez ao escritório do ex-assessor de Temer: "Me dirigi até o escritório do José Yunes, me apresentei a ele porque não conhecia ele. Ele me levou até a sala dele. Eu fui no escritório dele. Ficava no Itaim [em São Paulo], perto do meu escritório".

E continuou: "Parei o carro na garagem e a secretária dele me levou até a sala dele, que ficava no primeiro andar. É uma casa que tem até um elevador dentro. Subi nesse elevador e fui até a sala dele. Na sala dele tinha até um diploma de faculdade dele, formado em Direito pela USP e um diploma dele de quando ele foi eleito deputado pela Constituinte".

"Ele me perguntou como estava indo a campanha do Eduardo [Cunha]. Falei que estava bem, que a gente estava investindo pesado para o Eduardo ter maioria na Câmara para depois conseguir se eleger presidente. E aí desci, quando desci junto com ele e aí ele falou: o seu carro está aí dentro? Eu falei 'tá'. Aí ele pegou e solicitou que a secretária entregasse uma caixa pra ele e ele pegou essa caixa, me entregou e eu pus essa caixa não sei se foi no banco de trás do carro ou no porta-mala de trás do carro", disse.

"E nessa caixa tinha 1 milhão de reais, que era o valor que o Geddel tinha solicitado que eu fosse retirar lá com ele", contou Funaro.

"Agora, se ele recebeu só a parte do Geddel ou se ele recebeu mais dinheiro, não posso afirmar, mas ele recebeu esse 1 milhão de reais e depois repassou esse dinheiro para mim", afirmou o operador.

Geddel

Funaro narrou que guardou a caixa de dinheiro em uma sala em seu escritório. Em seguida, entrou em contato com um doleiro sediado no Uruguai que prestava serviço para ele, chamado Tony - ele disse não se lembrar do nome completo do doleiro.

Segundo Funaro, Tony fez para ele o trabalho de "logística" - receber o dinheiro em São Paulo e entregá-lo em Salvador. "Ele [um funcionário do doleiro Tony] entregou no comitê do PMDB da Bahia para o próprio Geddel", disse Funaro.

Outro lado

O advogado de Yunes, José Luis Oliveira Lima, disse, em nota, que "Lucio Funaro já faltou com a verdade em inúmeras oportunidades".

"José Yunes, ao contrário de Funaro, goza de credibilidade. Tão logo esses fatos ficaram públicos procurou a PGR e prestou todos os esclarecimentos devidos", afirmou o defensor.

"Yunes teve seus argumentos acolhidos pelo Ministério Público tanto que jamais foi denunciado, mas sim arrolado como testemunha de acusação. É importante registrar que Funaro será processado por denunciação caluniosa pelo meu cliente", disse Lima.

Aniversário termina com uma morte e casa incendiada no Deus Quer

Aniversariante e um convidado teriam se desentendido e uma pessoa acabou sendo esfaqueada. Bombeiros foram acionados para controlar fogo.

O que era para ser um momento de comemoração terminou em tragédia no bairro Deus Quer, zona Sudeste de Teresina. Isso porque durante uma festa de aniversário, o anfitrião e um convidado teriam se desentendido e durante a discussão o primeiro teria desferido golpes de faca neste segundo, que veio a óbito.

Segundo a polícia, a briga, que começou envolvendo duas pessoas, acabou se transformando em uma confusão generalizada. Populares informaram que o corpo da vítima que foi esfaqueada chegou a ser arrastado para fora da casa. As marcas de sangue ficaram na calçada e no meio da rua.

“Ainda chegaram a socorrer, mas parece que quando chegaram no hospital, ele já não estava mais com vida”, afirma um vizinho da casa onde o fato ocorreu, e que não quis se identificar. A vítima foi levada para a Unidade Pronto Atendimento (UPA) do Renascença.

Fogo consumiu quarto

Na confusão generalizada, alguns convidados chegaram a atear fogo na residência. O Corpo de Bombeiros teve que ser acionado porque as chamas estavam fugindo de controle e ao chegarem ao local, se depararam com um quarto quase todo destruído. “Parte do forro e das paredes, que eram de gesso, estava em chamas, mas conseguimos controlar a tempo de evitar que se alastrasse para o restante da casa”, afirma o tenente Miguel, dos Bombeiros.

A Delegacia de Homicídios foi acionada e enviou uma equipe até o local. Segundo o agente Maradona, haviam pelo menos 15 pessoas na casa no momento da confusão, mas a polícia ainda não informou o que teria motivado a discussão. O caso segue sob investigação.

11 de outubro de 2017

Ceará deve indenizar homem que ficou paraplégico ao fugir de delegacia

A incapacidade física agravou o estado psíquico, segundo a mãe, razão pela qual requereu indenização por danos morais.

O Estado do Ceará deve indenizar, em R$ 30 mil, um homem que ficou paraplégico após pular de uma janela do primeiro andar de uma dependência policial. O homem, que é mentalmente incapaz, foi representado por sua mãe e conseguiu na Justiça o direito de receber indenização por danos morais do Estado. A decisão é da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

De acordo com o processo, em 25 de abril de 2006, o homem, que tem problemas mentais, foi conduzido para a delegacia do município de Morada Nova pois estava causando tumulto em um restaurante da cidade. Para fugir do local, pulou do primeiro andar do prédio e ficou paraplégico.

No processo, a mãe alegou que o filho ficou paraplégico quando estava sob custódia do ente público, que foi omisso. A incapacidade física agravou o seu estado psíquico, segundo argumentou a mãe, razão pela qual ela ajuizou uma ação na Justiça requerendo indenização por danos morais.

'Culpa exclusiva da vítima'

Na primeira instância, o juiz da 10ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza determinou o pagamento de R$ 30 mil a título de danos morais. Na contestação, o Estado argumentou não ter responsabilidade no ocorrido em virtude de culpa exclusiva da vítima, que estava sob efeito de álcool na ocasião. O Estado também defendeu não ter sido omisso, motivo pelo qual inexistiria dano a ser reparado.

A fim de reformar a decisão, o Estado apelou no TJCE e reiterou os argumentos apresentados na contestação. Ao julgar o caso na segunda-feira (9), a 1ª Câmara de Direito Público negou o pedido.

“A jurisprudência dos tribunais superiores é uníssona no sentido de reconhecer a responsabilidade objetiva do ente público na hipótese de danos causados a preso custodiado em delegacia, presídio ou cadeia pública, sendo despicienda a análise de culpa ou dolo estatal no caso concreto, pois é dever do estado prestar vigilância e segurança aos detentos”, disse o relator.

321 detentos são beneficiados com saída temporária no Dia das Crianças

Os presos foram liberados no dia 2 de outubro e só retornarão ao sistema prisional na próxima segunda-feira (15).

De acordo com dados divulgados pela Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), na tarde desta quarta-feira (11), 321 detentos foram beneficiados com a saída temporária no feriado do dia 12 de outubro, data em que é comemorado o Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida. Os detentos, de oito unidades prisionais, saíram do sistema prisional no dia 2 de outubro e só retornarão na próxima segunda-feira, dia 15.

A Colônia Agrícola Major César Oliveira, localizada na zona Rural de Altos, é a unidade prisional com maior número de detentos beneficiados. Ao todo, 240 internos tiveram o direito à liberdade provisória. Já a Penitenciária de Esperantina, unidade em situação de emergência após a fuga de 85 presos, nenhum detento receberá o benefício. Dos fugitivos, 44 ainda estão em liberdade.

O benefício da saída temporária é concedido ao detento que preencher determinados requisitos, como: bom comportamento; cumprimento mínimo de um sexto da pena; se o condenado for primário, e um quarto, se reincidente; e compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

Veja a lista divulgada pela Sejus:

Colônia Agrícola Penal Major César Oliveira – 240 internos

Unidade de Apoio ao Semiaberto – 46 internos

Penitenciária Feminina de Teresina – 22 internas

Penitenciária Irmão Guido – 6 internos

Penitenciária de Oeiras – 3 internos

Penitenciária Mista de Parnaíba – 2 internos

Casa de Custódia de Teresina – 1 internos

Unidade de Apoio Prisional – 1 interno

Mãe luta com bandido para salvar a vida do filho no Renascença II

A mulher acabou sendo alvejada com dois disparos e o filho veio a óbito no hospital.

Depois de 11 dias sem nenhuma morte na Capital, a Polícia Militar registrou, na madrugada desta quarta-feira (11) um homicídio no bairro Renascença II, zona Sudeste. A vítima, identificada apenas como Cosme Damião, foi alvejada com um disparo de arma no abdômen.

Segundo a polícia, a mãe de Cosme, que ainda não teve o nome divulgado, presenciou o filho sendo abordado pelo suspeito em uma motocicleta e reagiu investindo contra ele. “Ela travou uma luta corporal com o bandido e acabou tirando da mão dele a chave da motocicleta que ele pilotava. Nisso, ele disparou aleatoriamente e acabou atingindo a mulher com dois disparos de raspão e o filho com um tiro que foi fatal”, relata o agente Melo, da Delegacia de Homicídios.

O suspeito teria fugido em direção ao Grande Dirceu e a PM fez diligências na região, mas ninguém foi preso até o momento. Com relação às vítimas, o filho foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Renascença enquanto a mãe deu entrada no HUT. Pouco depois de ser atendido, Cosme não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. A mãe, segundo a polícia, sobreviveu, mas teve que passar por procedimento cirúrgico.

Para a Polícia Militar, não é possível saber se o suspeito teria tentado assaltar a vítima ou executá-la, uma vez que a mãe chegou antes e tentou impedir a ação. O caso já foi encaminhado para o delegado Francisco Baretta, coordenador da Homicídios, que vai designar um delegado para iniciar as investigações. De acordo com a Polícia Civil, o depoimento da mãe será fundamental, porque ela chegou a ver o suspeito e poderá passar as descrições físicas dele.

10 de outubro de 2017

Milicianos executando homens que vendiam gás no Rio de Janeiro

Vítimas eram dois pedreiros que faziam um favor para entregar os botijões em uma loja da região. Polícia e MP fazem operação nesta terça para cumprir 11 mandados de prisão na Baixada.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) fazem uma operação para cumprir 11 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão contra um grupo de milicianos que atua na Vila Urussaí, em Saracuruna, na Baixada Fluminense. Até as 8h20, uma pessoa tinha sido presa na ação.

Entre os alvos dos mandados de prisão estão milicianos que participaram de um duplo homicídio cometido em plena luz do dia contra Inácio Fonseca de Fontes e Bruno da Silva Braz. O crime ocorreu depois que pelo menos três criminosos saíram de um Meriva branco no dia 11 de setembro, na Rua Coronel Silva Barros.

Nas imagens das câmeras de segurança, um dos suspeitos sai do carro primeiro, seguido por outros dois que foram apontados pela polícia como participantes do assassinato.

Entregadores foram executados por milicianos. (Foto: Reprodução/G1)

Inácio e Bruno, segundo as investigações, eram dois pedreiros que faziam um favor para entregar os botijões de gás em uma loja da região.

A milícia que atuava no local vendia os botijões por R$ 65. Os três suspeitos que aparecem nas imagens vão em direção ao carro que as duas vítimas usavam para entregar os botijões. Primeiro, um deles é morto dentro do veículo. Em seguida, o outro é morto ao ser alvejado por tiros dentro da loja onde faria a entrega.

Eles são suspeitos de atuar na venda ilegal de gás, explorar uma central clandestina de distribuição de TV a cabo, fazer empréstimos de dinheiro a juros abusivos e de furto de combustível, cujo desvio seria feito diretamente na tubulação de óleo da Petrobras.

Segundo o delegado titular da Divisão de Homicidios, Giniton Lages, a polícia não tem dúvidas de que a guerra entre grupos de milicianos de Duque De Caxias pelo controle da venda de gás na região já deixou mais de 10 vítimas. "É possível que esse número tenda a aumentar na medida que os inquéritos avancem", explicou

O assassinato seria um ataque de retaliação à morte de um miliciano chamado Gustavo Silva Figueiredo, morto no dia 9 de setembro com o enteado em seu carro. Os autores do duplo homicídio no dia 11 usavam camisas com o rosto de Gustavo estampado, em sua homenagem.

"Há na morte do dia 11 de setembro o elemento de vingança. Essa morte do Gustavo com o enteado causou enorme comoção dentro das próprias organizações criminosas e fez com que uma organização contribuísse para atingir a sua rival", detalhou Giniton.

A operação ocorreu em conjunto com a Draco e o Grupo de Atuação e Combate Especializado do Ministério Público, e as investigações não se encerram no homicídio. Apenas um dos 11 mandados de prisão foi cumprido nesta terça-feira. "Queremos atingir as duas organizações e temos imagens que mostram outros crimes que não os homicídios", finalizou.

Unfair Play: Juiz decreta prisão de Nuzman por tempo indeterminado

A defesa de Nuzman não se pronunciou até a publicação desta nota

O juiz Marcelo Bretas converteu nesta segunda-feira (9) a prisão temporária do presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Carlos Arthur Nuzman, em preventiva, o que torna sua saída da cadeia sem prazo definido. Na mesma decisão, o magistrado renovou a prisão temporária de Leonardo Gryner.

Bretas entendeu que ambos ainda podem interferir nas investigações sobre a suposta compra de votos na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) que escolheu o Rio como sede da Olimpíada de 2016.

O caso de Nuzman foi considerado mais grave em razão do e-mail em que o dirigente determina o pagamento R$ 5,5 milhões com recursos do comitê organizador da Rio-16 a um escritório de advocacia para sua defesa criminal.

"O investigado ocupa a presidência do COB há mais de 20 anos, exercendo grande poder e influência sobre seus integrantes, provavelmente, a maioria lá colocada por ele. Tal influência ficou clara com a situação anteriormente exposta em que bastou um e-mail de Nuzman para efetivar o pagamento de R$ 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais) para a prestação de serviços advocatícios", escreveu Bretas.

Embora o e-mail indique emissão de nota fiscal para o serviço e aprovação para o pagamento, a assessoria do Comitê Rio-16 afirma que o pagamento não foi feito. Segundo o órgão, houve veto do Conselho Diretor, que determinou o cancelamento da nota fiscal.

O comitê organizador da Rio-2016 acumula mais de R$ 110 milhões em dívidas fornecedores. A prisão encerrou as negociações do COI para ajudar na quitação dos débitos.

Gryner teve a prisão temporária renovada porque a Polícia Federal ainda não conseguiu acessar o e-mail da ex-secretária de Nuzman, Maria Celeste, para quem o senegalês Papa Massata Diack enviou mensagens cobrando a suposta propina. O magistrado entendeu que até a disponibilização dessas mensagens, há risco à investigação.

A defesa de Nuzman não se pronunciou até a publicação desta nota.

Os advogados de Gryner afirmaram, em petição à Justiça Federal, que seu cliente já se desligou dos "comitês relacionados à Olimpíada Rio-2016, não havendo, portanto, qualquer relação atual com o COB".

"Assim, não há como afirmar que ele possui qualquer ingerência sobre as contas de e-mail", diz a petição.

 Futuro do Cob 

Na quinta, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) convocou uma assembleia geral extraordinária na próxima quarta-feira, às 14h30, no Rio, para discutir sua suspensão do COI (Comitê Olímpico Internacional) e a prisão de seu presidente, Carlos Arthur Nuzman.

No sábado, o cartola encaminhou a outros integrantes da cúpula uma carta na qual pede seu licenciamento. Em tese, ele pode chegar até mesmo a 90 dias.

Dentro do próprio COB, porém, acredita-se que o ciclo do cartola já está encerrado. Ele também se afastou do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

O afastamento vai evoluir para uma renúncia. Isso deve ser selado na quarta-feira (11), quando presidentes das quase 30 confederações esportivas associadas ao COB estarão presentes à assembleia geral extraordinária convocada pelo presidente em exercício do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

Escolas e serviços de saúde voltam a funcionar em Esperantina

Serviços haviam sido paralisados após fuga de 85 detentos da penitenciária Luis Gonzaga Rebelo; 41 foragidos foram recapturados.

As escolas e postos de saúde de Esperantina reabriram os portões na manhã de hoje (10). Os serviços municipais e estaduais haviam sido paralisados por conta da fuga em massa de, ao todo, 85 detentos da Penitenciária Luís Gonzaga Rebelo, sob o temor de que os foragidos poderiam criar uma onda de violência na cidade.

A administração da cidade participou ontem de uma reunião com representantes da Polícia Militar do Piauí, e foi decidido que os serviços poderiam voltar a operar. A paralisação durou apenas um dia. A cidade de Esperantina tem 43 escolas, entre rede municipal e estadual, e 17 postos de saúde. Estabelecimentos do setor privado também fecharam as portas.

De acordo com a Secretaria de Justiça, até o momento 41 dos 85 foragidos da Penitenciária de Esperantina foram recapturados. A maior parte deles (75) conseguiram escapar durante uma rebelião ocorrida durante o final de semana. Outros dez fugiram no dia seguinte ao fim da rebelião. A Polícia Militar tem se mobilizado em diligências em toda a região.

A prefeita Vilma Amorim, da cidade de Esperantina, comentou que “nem em pensamento” imaginava passar por uma situação semelhante, ao ter que fechar os serviços por medo da violência. “A gente sabe que a penitenciária é uma bomba, por não ter a estrutura correta, os agentes são poucos, mas a gente nunca imaginou uma situação como essa”, disse. 

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Governador vai a Brasília solicitar intervenção penitenciária em Esperantina 


Quatro são presos suspeitos por 5 mortes por rivalidade entre gangue

Policiais cumpriram 10 mandados de busca e 4 mandados de prisão; uma moto apreendida teria sido usada em duas ou três execuções.

A Delegacia de Homicídios precisou do apoio de outras delegacias para dar cumprimento a 10 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão, na região do Morro da Esperança. Os quatro alvos foram presos, suspeitos de praticar, pelo menos, cinco homicídios em Teresina.

Segundo o delegado Francisco Baretta, delegado titular da Delegacia de Homicídios, os crimes são fruto de rivalidades entre as pessoas e entre gangues as quais os presos fariam parte."A concentração das prisões no Morro da Esperança foi devido a uma rivalidade de gangues que ficam ameaçando uns aos outros, que termina no crime de homicídio", explica o delegado.

A investigação partiu de uma lista com nomes de pessoas do bairro que supostamente seriam assassinadas. A lista foi encontrada em diligências da polícia, e continha diversos nomes e apelidos, supostamente de pessoas que moram no Morro da Esperança. O primeiro nome da lista, identificado como Lucas Ataíde, o "De Manaus", foi assassinado com 11 tiros nas costas , em abril deste ano. Na época, pelo menos 11 execuções foram registradas obedecendo o mesmo padrão: uma dupla montada em uma moto que chega sem aviso e atira para matar.

A investigação foi feita pelo delegado Marcelo Leal, que culminou nas prisões de hoje. Há pelo menos cinco homicídios de que os quatro presos são suspeitos, todos relacionados a morte por rivalidade. Além das prisões, foi apreendida uma motocicleta modelo CB 300, que segundo o delegado Baretta, teria sido usada em duas ou três execuções. 

09 de outubro de 2017

Policiais que conduziam viatura onde mulher foi morta são afastados

Os militares vão responder por processos administrativo e penal; Lais Andrade e o ex-companheiro eram levados para a delegacia no mesmo compartimento da viatura

Os dois policiais militares que estavam no carro da PM onde uma mulher foi atacada e morta pelo ex-companheiro vão responder por homicídio culposo - quando não há a intenção de matar - , negligência e omissão. Eles também foram afastados de suas funções nesta segunda (9).

O crime aconteceu no sábado (7) quando o casal era levado, dentro do mesmo carro, de Pavão (MG) para a delegacia de Teófilo Otoni (MG). Lais Andrade, de 30 anos, iria registrar uma queixa contra Valdeir Ribeiro de Jesus, de 34, após descobrir que o ex havia instalado uma câmera dentro do banheiro da casa dela. Com uma faca que levava escondido no tênis, o Valdeir atingiu o pescoço de Lais Andrade, que morreu na hora. Ele foi preso.

Segundo o comando do 19º Batalhão da Polícia Militar, além de serem afastados, os PMs também vão responder a processos de caráter administrativo e penal.

O comandante da Polícia Militar de Teófilo Otoni (MG), tenente coronel Fábio Marinho dos Santos, deu detalhes dos procedimentos que foram tomados depois do homicídio registrado dentro da viatura.

“Eu considerei a situação como crime militar, e imediatamente os dois foram presos em flagrante por homicídio culposo e comuniquei a situação à Justiça militar. No domingo, a Justiça Militar concedeu alvará de soltura, dando aos militares o direito de responder ao processo penal em liberdade”.

Ainda segundo o comandante, os militares vão responder um processo administrativo, e estão afastados por oito dias das funções operacionais para acompanhamento psicológico. Medidas disciplinares também vão ser tomadas no âmbito da Polícia Militar.

“Eles vão responder por negligência e omissão. Negligência por não cumprirem os procedimentos padrões na revista do conduzido. E omissão por permitirem que a vítima e denunciado fossem levados no mesmo compartimento da viatura”, esclareceu.

O corpo de Laís Andrade foi enterrado neste domingo (8) em Pavão (MG). O ex-companheiro permanece preso no presídio de Teófilo Otoni (MG).

Entenda o caso

A atendente Laís Andrade, de 30 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro, Valdeir Ribeiro de Jesus, de 34, dentro de uma viatura da Polícia Militar na noite de sábado (7). O casal era levado de Pavão (MG) para a delegacia de Teófilo Otoni (MG) quando o crime aconteceu. Os dois eram conduzidos após uma denúncia de Laís Andrade, que descobriu que o homem tinha instalado uma câmera dentro do banheiro da casa dela.

Quase ao fim do trajeto – de aproximadamente 96 quilômetros – o homem, de 34 anos, atacou a mulher com uma faca, depois golpeou o próprio pescoço e saltou da viatura. Ele foi capturado e preso, já a atendente não resistiu aos ferimentos e morreu ainda dentro do veículo.

Os militares começaram a acompanhar o caso depois que Lais chegou ao quartel da PM, em Pavão (MG), para registrar a denúncia. Ela descobriu que a câmera estava instalada no banheiro da casa e que as imagens eram gravadas em tempo real na CPU de um computador, localizada na laje do imóvel.

A mulher temia que Valdeir pudesse divulgar as imagens dela e, principalmente, do filho, de 8 anos, que usa com frequência o banheiro. Os equipamentos foram entregues aos militares.

Ao ser questionado, o homem disse que instalou os aparelhos porque desconfiava que a mulher estaria em um novo relacionamento.

Segundo a Polícia Militar, ao finalizar o boletim de ocorrência, a vítima não teria manifestado interesse em fazer uma representação criminal contra o companheiro, mas mudou de ideia. De acordo com a PM, isso aconteceu após uma orientação do delegado de plantão em Teófilo Otoni de levar o casal e os equipamentos eletrônicos para a delegacia.

Ainda segundo os militares, o casal foi colocado no banco traseiro da viatura e dormiu na maior parte da viagem. Ao chegar no perímetro urbano de Teófilo Otoni, ainda na BR-116, os policiais foram surpreendidos com o ataque. O homem deu uma facada no pescoço da mulher, depois esfaqueou o próprio corpo e pulou da viatura em movimento. Ele foi detido e, após ser atendido por uma equipe do SAMU, foi encaminhado ao presídio. Já a mulher morreu antes de receber os atendimentos médicos.

Atacante do Sport paga R$ 10 mil de fiança e é liberado pela polícia

Após ser detido por acusação de agredir ex-namorada, Juninho deixa Delegacia da Mulher e vai responder por crimes de lesão corporal, injúria e ameaça

O atacante Juninho deixou a Delegacia da Mulher, na tarde desta segunda-feira, após pagar fiança de R$ 10 mil. O atleta do Sport, de 18 anos, foi detido nesta manhã acusado de agredir sua ex-namorada. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Tereza Nogueira, Juninho está liberado para responder ao processo em liberdade, pelos crimes de lesão corporal, injúria e ameaça. No período da tarde, o jogador foi ouvido por cerca de duas horas - outras duas duas testemunhas também falaram sobre o caso.

- Eles já efetuaram o pagamento da fiança e agora ele será liberado para responder em liberdade - confirmou Tereza Nogueira.

Pela manhã, a delegada Ana Elisa Sobreira detalhou o caso e informou que, durante as investigações, a polícia chegará a quem está falando a verdade.

- É a versão dele contra a dela. Então a gente tem que se munir de elementos. Nos quais a gente, na verdade, está buscando a verdade através das situações que ele falou, que ela falou, através de testemunhas, através de imagens. Só aí a gente pode dizer quem está falando a verdade - explicou Ana Elisa Sobreira.

Entenda o Caso

Juninho foi acusado de agredir a ex-namorada, com quem teve uma relação por cinco meses. Uma das agressões teria acontecido no mês passado. Na sexta feira, a vítima, que tem 20 anos, teria solicitado medidas protetivas para que ele se mantivesse afastado e chegou a mostrar mensagens do jogador em redes sociais. Em entrevista, a vítima detalhou o que teria acontecido.

- Quando chegamos no apartamento, assim que descemos, eu disse que não dormiria com ele. Que apenas conversaria e iria embora. Foi quando ele me deu o primeiro tapa no rosto e as câmeras do prédio filmaram. Quando subimos, ele me trancou dentro do quarto e foi quando começou tudo. Que eu era obrigada a ficar com ele, porque, se eu saísse de lá, eu iria acabar com a carreira dele, porque todo mundo no clube já sabia que ele tinha me agredido. Quando falei que iria embora, ele levantou procurando uma faca, porque disse que teria que me matar, porque quando eu fosse embora, saberia que eu chamaria a polícia pelas agressões que ele fez. Deu murros no meu rosto, puxou o meu cabelo... E disse que teria que me matar para poder proteger a carreira dele.

O advogado de Juninho rebateu as acusações.

- O Juninho foi interceptado por ela ao sair da casa de eventos, que insistiu em querer conversar com Juninho. Ele levou ela para a casa dele e lá conversaram. Lá, dormiram juntos e, ao amanhecer, ela insiste em ficar com Juninho, que disse que já tinha uma outra pessoa. Ela insiste que Juninho mande uma mensagem para acabar com a relação com a outra pessoa e Juninho diz que não. Aí ela diz que vai acabar com Juninho, com a carreira de Juninho, acabar com a vida de Juninho. Chama a polícia e cria um factóide, uma fantasia.

Sport

De acordo com o vice-presidente do Sport, Gustavo Dubeux, o clube tem dado o apoio possível a Juninho, mas como se trata de um caso pessoal, apenas observa o desenrolar dos fatos.

- A gente conversou com ele e orientou para que contratasse um advogado particular. Estamos acompanhando de longe por ser um caso pessoal e torcendo que tudo se resolva da melhor maneira possível.

Juninho tem 18 anos e nasceu na cidade de Amarante, no Piauí. Chegou ao Sport com 16 anos após uma peneira. Ao se destacar no sub-17, foi para o elenco profissional no ano passado, quando o time era comandando pelo técnico Paulo Roberto Falcão, mas só no começo deste ano foi integrado de forma definitiva. Chegou a ser chamado para a Seleção Brasileira para disputar o torneio sub-20 em Toulon, na França. Ele fez 24 partidas pelo Leão, nesta temporada, com seis gols marcados.

Corpo de homem é encontrado dentro de córrego na Curva São Paulo

Vítima foi identificada apenas como Juacélio e teria sido vítima de uma overdose após misturar álcool e entorpecentes.

Um homem, de aproximadamente 35 anos, foi encontrado morto por volta das 14 horas da tarde desta segunda-feira (09) em um córrego na Curva São Paulo. Segundo populares, Juacélio era usuário de drogas e teria tido uma crise de overdose depois de misturar bebida alcoólica e entorpecentes. 

"Ele vivia aqui pelo bar bebendo e de uns tempos para cá andava usando uma coisas mais pesadas. Quando foi hoje de tarde, nós só vimos ele entrando no mato com uns saquinhos e quando ouvimos foi só o grito. Fomos ver e encontramos ele já caído no chão, escorregando pra dentro do córrego, com a mão no peito como se estivesse infartando", relata Valdinar Ferreira de Sousa, morador da Curva São Paulo.


Córrego onde foi encontrado o corpo de Juacélio (Foto: Elias Fontinele/O Dia)

Os populares ainda tentaram reanimar Juacélio, mas sem sucesso. Ele veio a óbito antes mesmo da ambulância do SAMU ser chamada. "Foi tudo muito rápido. Eu ainda cheguei a fazer massagem no peito dele, mas ele não resistiu", afirma outro morador da Curva São Paulo, Francisco de Assis da Cunha Soares.

Os populares relataram ainda que Juacélio sempre conviveu bem com os moradores da região e nunca havia se envolvido em nenhum problema com a polícia. Um equipe do IML foi deslocada até o local para a perícia e remoção do corpo.

Sobe para 36 número recapturados após fuga em massa; Prefeitura suspende aulas

Ao todo, 75 detentos conseguiram escapar no último sábado (7). Os que ainda não foram recapturados estão nas cidades de Esperantina e Batalha

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) informou que uma nova fuga ocorreu na Penitenciária Regional Luiz Gonzaga Rebelo, em Esperantina, neste domingo (9). A informação foi confirmada por Jefferson Dias, diretor de assuntos sindicais do Sinpoljuspi.

"Foi confirmada a fuga de mais dez detentos, por volta das 22 horas deste domingo. Eles cerraram as grades com gilete, fizeram um buraco na parede, que já estão bastante danificadas e conseguiram fugir da unidade. Então, ao todo já são 85 presos que fugiram. Mesmo com a transferência de parte dos presos, a unidade continua desprotegida, não foi mandado reforço, tanto que essa nova fuga ocorreu. A situação lá é caótica, e é preciso remover mais presos daquele estabelecimento, porque senão novas fugas irão ocorrer", afirma Kleiton Holanda, vice-presidente do Sinpoljuspi.

Segundo a PM-PI, subiu para 36 o número de presos da Penitenciária de Esperantina que foram recapturados, dentre os 75 que fugiram na sexta-feira. As informações são do major Erisvaldo Viana, comandante do 12º BPM, de Piripiri. 

Dos primeiros fugitivos, portanto, faltam ser recapturados 39. Com a nova fuga, sobre para 49 o número total de foragidos.

As prisões têm acontecido na região das cidades de Esperantina e Batalha, após a fuga em massa de cerca de 75 presos da penitenciária durante a rebelião do último sábado (7).


O major Erisvaldo explica que os presos estão tentando  se esconder em casas de parentes e conhecidos, e também na mata. “Quem é da região, tenta se esconder nas casas dos conhecidos. Quem não é está no meio do mato. Quem está acuado não é a população. São eles, que estão escondidos em beira de rio, em matagais”, afirma o major Erisvaldo.

Apesar da afirmação do major, diversos moradores da cidade de Esperantina têm relatado momentos de terror desde que os 75 presos fugiram da unidade penal. No domingo, surgiram relatos até de disparos de arma de fogo feitos por policiais em vias públicas durante perseguição a fugitivos.

Para garantir a integridade física dos funcionários e alunos, a Prefeitura suspendeu as aulas nas escolas da rede municipal de ensino nesta segunda-feira (9).

Cinco guarnições, com cerca de 23 policiais, estão dando apoio na captura dos fugitivos. O major garante que a população das cidades está tranquila, e que mais detentos serão presos novamente. “Estou saindo agora para São João do Arraial, pegar mais dois”, disse. 


Dos 75 fugitivos da Penitenciária de Esperantina, 39 detentos continuam soltos. Segundo a PM-PI, os números de recapturados pode aumentar durante as próximas horas.

Reforço policial

A Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) informou, por meio de nota, que a operação de recaptura dos fugitivos da penitenciária de Esperatina receberá o reforço de cerca e 70 policiais. Entre os policiais estão membros da Tropa de Choque de Teresina e do Batalhão Tático Aéreo. Segue a nota abaixo:

COMUNICADO À POPULAÇÃO DE ESPERANTINA

Amigos esperantinenses,

Diante do problema na Penitenciária de Esperantina e para garantir a proteção dos cidadãos, o Governo do Estado – por meio da Secretaria de Justiça, Secretaria de Segurança Pública e do Comando Geral da Polícia Militar – já destinou um aparato de mais de 70 homens das forças de segurança, para assegurar o bem-estar da população.

São 22 homens do Comando de Policiamento Especializado; 10 homens da Tropa de Choque de Teresina; 10 da Força Tática de Esperantina; 6 do Batalhão Tático Aéreo de Polícia Militar; 6 do Comando de Policiamento do Litoral Meio Norte; e cerca de 20 guarnecendo o presídio do município.

Para fazer a patrulha na cidade e região, também foram destinadas 4 viaturas do Comando de Policiamento Especializado; 2 do Batalhão Tático Aéreo de Polícia Militar; 2 da Força Tática de Piripiri; 1 da Força Tática de Esperantina; e 1 do Comando de Policiamento do Litoral Meio Norte.

Além do decreto de situação emergencial do Governo do Estado, para reforçar a segurança e reformar a unidade prisional de Esperantina, o governador Wellington Dias e o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, estão no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, solicitando a Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP).

A Secretaria de Justiça agradece a todas as instituições e à população e ressalta que está trabalhando para manter a segurança dos cidadãos de Esperantina e região.


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08 de outubro de 2017

Força-tarefa vai tentar reduzir superlotação em presídio de Esperantina

Sinpoljuspi afirma que secretário perdeu o controle do sistema prisional do Piauí. Até o final da tarde deste domingo, 28 presos tinham sido recapturados.

A Defensoria Pública do Estado do Piauí anunciou neste domingo que vai realizar uma força-tarefa em caráter emergencial para analisar a situação processual dos presos que se encontram na Penitenciária Regional Luiz Gonzaga Rebelo, no município de Esperantina. 

A DPE decidiu realizar esse trabalho depois da fuga de 75 presos da unidade penal, na última sexta-feira (6).

No sábado, uma comissão de defensores públicos realizou uma inspeção no presídio, a pedido da defensora pública geral do estado, Francisca Hildeth Leal Evangelista Nunes.

Segundo a Defensoria Pública, o objetivo da fiscalização foi verificar as condições estruturais do presídio e os ambientes em que os detentos estão encarcerados.

Os presos da Penitenciária de Esperantina se amotinaram na manhã de sexta-feira, e a situação só foi controlada por volta das 18 horas do mesmo dia, após a tropa de choque da Polícia Militar entrar no presídio.

Dos 400 presos que se encontravam no local, 75 conseguiram escapar, o que corresponde a quase 20% da quantidade total de detentos.

Durante a inspeção, os defensores públicos constataram que um pavilhão inteiro foi destruído. Em contato com os presos, os defensores foram informados sobre inúmeras carências. 

Após a vistoria, os defensores reuniram-se com o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, que firmou o compromisso de  realizar uma série de medidas destinadas a melhorar as condições estruturais da unidade penal. Até que isso seja feito, Daniel assegurou que o presídio não receberá mais nenhum preso.

Segundo o subdefensor público geral,  Erisvaldo Marques dos Reis, ficaram acertadas outras medidas, como a regularização do fornecimento de água e energia, melhorias na alimentação e nos atendimentos à saúde dos presos, estreitamento na relação entre os profissionais da assistência social e os familiares dos detentos, dentre outras medidas.

Na tentativa de diminuir o problema da superlotação da unidade penal, a DPE decidiu antecipar o cronograma da força-tarefa destinada a avaliar a situação processual dos presos. “Constatamos que os pavilhões da unidade penitenciária de Esperantina ficaram bastante danificados e que houve a necessidade de transferir presos para outros presídios do estado. A Defensoria solicitou ao secretário de Justiça que o estabelecimento não receba novos presos em razão da sua capacidade e dos danos ao prédio, dentre outras medidas. Deve haver uma apuração rigorosa por parte dos órgãos competentes para saber o real motivo da rebelião, haja vista que não houve reivindicações prévias dos presos”, informou o subdefensor Erisvaldo Marques.

O defensor público João Batista Viana do Lago Neto, titular da 6ª Defensoria Pública Criminal e presidente da Associação Piauiense de Defensores Públicos, afirma que há um "quadro dantesco" na Penitenciária Regional de Esperantina. 

Viana afirma que a DPE está intercedendo junto à Sejus para garantir que os presos poderão se reapresentar sem sofrer qualquer retaliação. "A Defensoria se coloca à disposição das famílias e dos próprios presos para mediar possíveis apresentações dos foragidos. A Secretaria de Justiça também nos garantiu que as famílias dos presos serão devidamente comunicadas da situação de cada um pelo serviço de assistência social, diminuindo a aflição dos parentes e amigos. Da mesma forma, vamos exigir e acompanhar a regularização das visitas dos detentos já no próximo final de semana”, afirma João Batista Viana.

Antes de fuga em massa, presídio tinha 150% a mais de detentos que sua capacidade

O problema da superlotação na Penitenciária de Esperantina é tão grave que mesmo após as fugas e após as transferências de parte dos presos, ainda permaneceram na unidade 240 homens, muito acima da capacidade do presídio, que é de até 157 detentos.

Antes da fuga em massa ocorrida na última sexta-feira, o presídio tinha 150% a mais de detentos que sua capacidade.

O defensor público Sílvio César Queiroz afirma que, durante a vistoria, muitos presos denunciaram que sofrem maus tratos por parte de agentes penitenciários que fazem parte do Comando de Operações Prisionais (COP) da Sejus. Além disso, os detentos reclamaram da péssima qualidade da alimentação fornecida no presídio.

Também participaram da vistoria os defensores públicos Gérson Henrique de Almeida Sousa, diretor das Defensorias Públicas Regionais da DPE-PI; Germana Melo Bezerra Diógenes Pessoa, titular da 1ª Defensoria Pública de Esperantina; e Robert Rios Magalhães Júnior, titular da 1ª Defensoria Pública de Piripiri.

O promotor de Justiça Raimundo Neto, que atua na Comarca de Esperantina, também participou da inspeção. 

Sinpoljuspi afirma que secretário perdeu o controle do sistema prisional do Piauí

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljupi) criticou a transferência de presos da unidade de Esperantina para outros presídios. Para a entidade, o Governo está tentando "tapar o sol com a peneira", tendo em vista que, ao tempo em que atenua o problema de uma unidade, acaba aumentando a superlotação nas unidades que estão recebendo os detentos.

"É fácil imaginar o risco que a população está correndo com essa fuga em massa de 75 presos, condenados, e que estavam cumprindo penas pelos mais diversos crimes. Isso aconteceu por conta da irresponsabilidade deste Governo, que virou as costas para o sistema prisional. Esse governador foi para o Canadá passear, a pretexto de conhecer o sistema penal de lá, mas até agora não disse uma medida que será feita no sentido de melhorar o sistema prisional do Piauí", critica Vilobaldo.

O sindicalista também reprova a decisão da Sejus de afastar agentes penitenciários que atuavam na Colônia Agrícola Major César, após o episódio do garoto de 13 anos que foi encontrado escondido debaixo da cama de um detento.

Segundo Vilobaldo, essa medida é uma tentativa do secretário Daniel Oliveira de tentar transferir para os servidores a culpa pelos inúmeros problemas observados no sistema.

"Ele deveria fazer uma reflexão e entender que perdeu o controle do sistema prisional do Piauí. Durante a greve dos agentes penitenciários ele tomou uma medida desastrosa atrás da outra, e continua agindo assim. Agora está aí o resultado", conclui o diretor do Sinpoljuspi.

Segundo o Sinpoljuspi, apenas quatro agentes estavam de plantão no momento da rebelião ocorrida na última sexta-feira em Esperantina.

Até o final da tarde deste domingo, 28 presos tinham sido recapturados.

07 de outubro de 2017

75 presos fogem após rebelião na Penitenciária de Esperantina

De acordo com a Secretaria de Justiça, 20 presos foram recapturados e 55 continuam foragidos. Uma equipe de 30 policiais miliares atua nas buscas.

A Secretaria de Justiça confirmou na manhã deste sábado (7), que 75 detentos fugiram após rebelião na Penitenciária Regional Luiz Gonzaga Rebelo, em Esperantina, ocorrida nesta sexta-feira (6). Destes, 20 presos já foram recapturados e 55 continuam foragidos do sistema prisional. Uma equipe de 30 policiais militares foi destacada para realizar as buscas pelos fugitivos na região de Esperantina e de Teresina.

Detentos chegaram a subir no teto do presídio. (Foto: DIvulgação/Sinpoljuspi)

Em nota, a Sejus informou também que um relatório preliminar do Setor de Engenharia do órgão aponta que a deterioração da unidade está em grau elevado.  Ao todo, 110 presos foram transferidos para outros presídios do Estado. A rebelião foi controlada por volta das 18h de ontem, após a Tropa de Choque da Polícia Militar entrar no presídio.

O Comando Geral da Polícia Militar reforçou o efetivo de PMs em Esperantina e na região, para garantir a segurança da população e efetuar a captura dos foragidos. A Polícia Civil e a Promotoria de Justiça de Esperantina foram acionadas para investigar a causa e a motivação da rebelião. 

Secretaria de Justiça afasta 12 agentes penitenciários da Major César

Para o órgão, agentes foram omissos em suas obrigações legais no caso do menino encontrado dentro de cela do presídio.

A Secretaria Estadual de Justiça decidiu afastar, do exercício do cargo, 11 agentes penitenciários que faziam parte do plantão no dia 1º de outubro, data em que um menino de 13 anos foi encontrado dentro da cela de um detento, na Colônia Agrícola Major César Oliveira. A decisão se deu após investigação preliminar, realizada por meio de sindicância, para apurar as responsabilidades do ocorrido. Proferida como medida cautelar, a decisão concluiu que os servidores teriam sido omissos em suas obrigações legais quanto ao controle de entrada e saída de pessoas da unidade penal. Além destes, outro agente que teria divulgado as imagens do garoto também foi afastado.

Em nota, a Sejus informou que a decisão está baseada no Estatuto da Carreira do Pessoal Penitenciário (Lei 5.377/2004), que regulamenta as atribuições dos agentes, entre estas: fazer rondas periódicas, fiscalizar o trabalho e comportamento da população carcerária, informar às autoridades competentes sobre as ocorrências surgidas no seu período de trabalho e fiscalizar a entrada e saída de pessoas e veículos dos estabelecimentos penais, incluindo execução de serviços de revistas corporais. De acordo com a Secretaria de Justiça, o plantão teria descumprido todas essas determinações, que estão dispostas no artigo 7º do Estatuto dos Agentes Penitenciários.

A Sejus argumenta, ainda, que o direito de imagem do garoto encontrado foi violado. De acordo com a decisão, o inciso XIII do artigo 47 do Estatuto dos Agentes Penitenciários discorre que “ao servidor penitenciário é proibido divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, propiciar-lhe divulgação”. Os agentes penitenciários ficarão afastados por, no mínimo, 30 dias, podendo esse prazo ser prorrogado por igual período. O órgão destaca também que o afastamento, por um período de 30 dias, tem como objetivo resguardar a investigação da Secretaria de Justiça, instaurada por meio da Portaria 062/2017.

O Dia tentou entrar em contato com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) para comentar a decisão, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

06 de outubro de 2017

Makelly: grupo lamenta impunidade e acredita que outra pessoa está envolvida

Juri reconheceu o réu como autor do homicídio, mas o absolveu pelo crime. "Ficou parecendo uma conformidade", disse coordenadora do GPtrans.

A comunidade LGBT do Piauí recebeu com muita tristeza a notícia da absolvição do homem acusado de assassinar a travesti Makelly Castro, em 2014. A decisão de livrar o professor Luís Augusto Antunes foi tomada na tarde de ontem (05), por um júri formado por seis homens e uma mulher.

Além da decepção com a absolvição do acusado, a coordenadora do Grupo Piauiense de Travestis e Transexuais (Gptrans), Maria Laura dos Reis, ainda destaca que pode ter havido a participação de mais uma pessoa no assassinato de Makelly Castro. “Acredito que sejam duas pessoas agindo em comum acordo. Esse que foi acusado (refere-se a Luís Antônio) e outro que está em liberdade”, denuncia.

O júri popular reconheceu o professor como autor do crime, mas absolveu o réu da pena por homicídio. O placar da decisão ficou em quatro votos a três pela absolvição. Para Maria Laura, a sentença possui uma grande contradição jurídica. "O sentimento da comunidade LGBT é de impunidade. Como uma pessoa é reconhecida como autor de um crime e, ao mesmo tempo, é absolvida? Ficou parecendo que temos que estar conformadas em sofrer essas mazelas, essas situações de violência, sem nenhum tipo de punição”, comentou a coordenadora do Gptrans. 

Outro fator que Maria Laura considera importante sobre a decisão, é o fato de que, das sete pessoas que compuseram o júri popular, seis eram homens. “Isso também pesa, por essa questão de preconceito com relação à população LGBT ser muito forte dentro do gênero masculino”, observa.

O promotor Ubiraci Rocha disse que já recorreu da decisão do júri popular. A intenção é pedir a anulação do julgamento, baseado na contradição da decisão que considerou o réu autor do crime de homicídio qualificado, mas o absolveu em seguida.


Ao final do julgamento, a juíza Maria Zilnar fez duas perguntas: primeiro, se o réu era o autor do crime. O resultado foi de 4 a 2 pelo sim. Depois, a juíza perguntou se o réu deveria ser condenado pelo crime de homicídio. O placar foi de 4 a 3 pela absolvição.

Ubiraci Rocha disse que a decisão é “totalmente contraditória”. O promotor comenta que é comum que membros do júri não entendam os quesitos e as perguntas feitas pela juíza, mas que há a possibilidade da decisão ter sido tomada por conta de questões de preconceito. “Se não for erro, é pior. É ódio e discriminação à condição de travesti da vítima. Eu quero colocar isso como segunda hipótese. Mas é uma possibilidade a se levantar”, disse Ubiraci.


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Bando de 10 pessoas explode agência da Caixa e troca tiros com PM

Crime aconteceu na cidade de Oeiras; bandidos usaram explosivos para abrir caixa eletrônico e fugiram em duas caminhonetes

Agência da Caixa Econômica alvo da ação dos bandidos (Foto: Andrê Nascimento/ O Dia)

Um grupo formado por aproximadamente dez pessoas explodiu um caixa eletrônico localizado dentro da agência da Caixa Econômica Federal, localizada na cidade de Oeiras. O bando trocou tiros com a Polícia Militar e conseguiu fugir da cidade.

Segundo informações da Polícia Militar, o grupo chegou à agência por volta 2h de hoje (06) e usou explosivos para arrombar um dos caixas eletrônicos. 

Cápsula de projétil usado em armas longas, encontrado pela Polícia Militar após o crime (Foto Divulgação/ PM)

Antes de partirem para outros terminais, a PM de Oeiras chegou ao local e houve intensa troca de tiros entre os policiais e a quadrilha, que portava armas longas, possivelmente rifles. Com o tiroteio, a quadrilha resolveu fugir.

O grupo usava duas caminhonetes modelo SW4. Nenhum dos membros da quadrilha foi preso. Policiais militares de cidades de toda a região sul estão mobilizados em diligências pelas estradas para tentar localizar os envolvidos. 

Crimes semelhantes

Faz apenas dois dias desde o último assalto à agência bancária em cidades do Piauí. Na última quarta-feira, um grupo formado por entre 10 e 15 homens, distribuídos em duas caminhonetes e um automóvel, usou explosivos para abrir uma agência do Banco do Brasil em Pio IX. O grupo chegou a fazer um vigilante refém e prendeu os policiais militares dentro do batalhão. Além do roubo ao banco, os bandidos ainda invadiram uma casa lotérica e roubaram o cofre.

05 de outubro de 2017

Polícia investiga se menino encontrado em presídio exercia trabalho infantil

Em depoimento, o menor afirmou que já havia dormido no presídio em outra ocasião e que acompanha o pai no seu trabalho na horta e na carvoaria do local.

A Polícia Civil, por meio do 14º Distrito Policial do município de Altos, irá investigar se a criança encontrada dentro de uma cela na Colônia Agrícola Major César era usada pela família para exercer trabalho infantil dentro da unidade prisional. A informação foi dada pelo titular do 14º DP, o delegado Jarbas Lima, em coletiva de imprensa na sede da Delegacia Geral de Teresina, no início da noite desta quinta-feira (05).

De acordo com o delegado, o adolescente e os três irmãos frequentavam a penitenciária regularmente. Em depoimento, o menor chegou a afirmar que já havia dormido no presídio em outra ocasião e que frequentava o local para acompanhar o pai no trabalho na horta e na carvoaria da unidade prisional. Por conta disso, a Polícia Civil não descarta a possibilidade de que o menor tenha sido usado para desenvolver trabalho infantil.

Delegado Jarbas Lima investiga se menor exercia trabalho infantil. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Ao ser questionado sobre a comprovação da acusação de estupro de vulnerável, o delegado Jarbas Lima afirma que as investigações ainda estão em curso, mas que a hipótese de abuso sexual está quase descartada. “Por mais que o resultado do exame tenha dado negativo para a conjunção carnal, o abuso pode ter acontecido de outras formas. Mas o menor nos afirmou que não sofreu abuso sexual e sequer foi tocado pelo detento, e nós acreditamos que essa é a informação verdadeira”, explica. 

Para descartar a possibilidade de abuso sexual, o delegado informou que foi solicitada uma nova perícia da cela do detento, para colher material genético no colchão, e a análise das imagens das câmeras de segurança do presídio. Além disso, a Polícia Civil também irá ouvir novamente a família, o detento envolvido no caso e outros 24 presos que estavam confinados na mesma sessão onde estava localizada a cela de José de Ribamar.

Prisão

O pai, Gilmar Francisco Gomes, foi preso preventivamente no início da tarde de hoje, dentro da Delegacia de Altos, no momento em que pedia autorização para alugar uma casa para onde iria se mudar com a família, no município de Alto Longá. No momento da prisão, o lavrador disse estar arrependido de ter deixado o adolescente no presídio.

Gilmar Francisco Gomes foi preso sob a acusação de abandono de incapaz, perigo para a vida ou saúde do filho, e exposição da criança a uma situação vexatória, crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal. A Polícia Civil também pediu a prisão da mãe do menino, Sebastiana da Silva, mas teve o pedido negado pela juíza de direito da Vara Única de Altos, Andrea Parente Lobão Veras.

Pai foi preso preventivamente. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Além da prisão do pai, a magistrada também decidiu pela prisão preventiva de José Ribamar Pereira Lima. O detento é acusado de expor a vítima a uma situação vexatória, perigo à saúde ou à vida do menor e por privar a criança ou adolescente da sua liberdade, procedendo a prisão sem estar em flagrante ou sem ordem judicial.

O acusado, que foi condenado por estupro de duas crianças em 2008 e 2009, será transferido para o regime fechado a ser cumprido na Penitenciária de Altos. Por questões de segurança, o detento se encontra em uma cela separada dos demais detentos, na Colônia Major César. A informação é de que os outros presos estariam ameaçando a integridade física do suspeito. “Os presos estão revoltados com a situação, por causa da confusão”, finalizou o delegado.

Veja os vídeos das prisões:



Pai de menino encontrado em presídio é preso pela Polícia Civil

Além do pai, o detento, acusado de esconder a criança embaixo da cama, teve a pena ampliada e será transferido para o regime fechado.

Foi preso preventivamente, na tarde desta quinta-feira (05), o pai do menino de 11 anos encontrado dentro de uma cela na Colônia Agrícola Major César. O lavrador Gilmar Francisco Gomes foi preso por policiais civis do 14º Distrito Policial, localizado em Altos, região metropolitana de Teresina. De acordo com a Secretaria de Segurança, o pai foi preso por abandono de incapaz e exposição do filho a uma situação vexatória, crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal.

Pai de menino encontrado em presídio é preso pela Polícia Civil. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Além da prisão do pai, a juíza de direito da vara única de Altos, Andrea Parente Lobão Veras, também decidiu pela ampliação da pena do detento José Ribamar Pereira Lima. O acusado, que foi condenado por estupro de duas crianças em 2008 e 2009, será transferido para o regime fechado. A Polícia Civil também pediu a prisão da mãe do menino, Sebastiana da Silva, mas teve o pedido negado pela magistrada.

Na tarde de ontem (04), a Justiça havia decidido pela retirada da guarda dos quatro filhos do casal, após pedido do Conselho Tutelar de Teresina. As crianças foram encaminhadas para abrigos da capital. 


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A Polícia Civil agora investiga se os pais teriam recebido algum tipo de benefício para deixar a criança no presídio. Em depoimento, a vítima relatou ao titular da Delegacia de Altos, o delegado Jarbas Lima, que o detento presenteava a família com alimentos, roupas e sandálias. No entanto, a criança nega que tenha sofrido qualquer abuso por parte do detento.

Corregedoria faz recomendação para que Sejus altere normas sobre a visitação de crianças nos presídios

A Corregedoria Geral de Justiça expediu uma recomendação à Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) para que altere as normas que regem a visitação de menores nos presídios do Estado. Em reunião realizada nesta quinta-feira, ficou estabelecido que as mudanças devem acontecer porque estão em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As modificações foram propostas após um menor ter sido flagrado em uma cela juntamente com um acusado de estupro na Colônia Agrícola Major César.

Segundo o corregedor, desembargador Ricardo Gentil, o objetivo é evitar que situações como a que ocorreu venham a acontecer novamente. “Esta é uma realidade que precisamos mudar. Trabalhamos em uma situação adversa, mas nós, autoridades do setor, precisamos fazer nossa parte. Deve haver colaboração entre os órgãos; devemos melhorar nosso diálogo, sair da oração e passar à ação”, ressaltou.

De acordo com o juiz Vidal de Freitas, da Vara de Execuções Penais, a Sejus precisa observar outros dispositivos do ECA. Ele cita que o Estatuto estabelece que menores de idade só podem visitar os pais em unidades prisionais. “Visitas à qualquer outro ente só pode ser permitida caso haja autorização judicial, no caso, dando entrada no pedido à Vara da Infância e da Juventude”, explicou.

Além disso, a recomendação expedida à Sejus pede ainda que o órgão observe outras normas de segurança para as visitações, tais como o cadastro dos visitantes, visitas controladas e uma maior segurança nas unidades. “Se tivéssemos esse controle das visitas, evitaríamos situações como essa. A ideia é evitar que entre cinco pessoas para visitar um apenado e saia quatro”, pontuou.

O encontro contou com a presença de representantes de diversos órgãos, tais como Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, Secretaria de Justiça e Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí. Cada um dos órgãos relataram as medidas imediatas que foram tomadas relacionadas ao caso. “Acertamos que haverá um diálogo permanente entre essas instituições, com o compromisso de tudo ser informado á Corregedoria”, completou Gentil. 

Ainda de acordo com o desembargador, a Vara de Execuções Penais já esta adotando as providências em relação ao preso envolvido no episódio. Entre as ações está o pedido de respostas à Sejus sobre o caso, além da determinação, dada pela juíza da 1ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, Maria Luísa de Freitas, de que o menor saísse da guarda dos pais e fosse para um abrigo do Estado. 

Aguarde mais informações.

Especialistas creem que jovem matou a tia psicóloga por motivação de gênero

O adolescente está internado no Centro Educacional de Internação Provisória (CEIP) desde que foi apreendido pela Polícia Civil, em 30 de junho, cinco dias após o crime.

Acontece na manhã desta quinta-feira (5) a audiência de instrução do caso do jovem acusado de assassinar a própria tia, a psicóloga Joaquina Maria Pereira Vieira de Barros, em 25 de junho deste ano. O crime aconteceu na residência da vítima, localizada no bairro Macaúba, zona sul da capital. 

Além do adolescente, testemunhas serão ouvidas pelo juiz Reginaldo Pereira Lima de Alencar, titular da 2º Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Teresina. 

O adolescente está internado no Centro Educacional de Internação Provisória (CEIP) desde que foi apreendido pela Polícia Civil, em 30 de junho, cinco dias após o crime.

O delegado Danúbio Dias, que investigou o crime, é um dos que vai falar como testemunha durante a audiência, que acontece no Complexo da Cidadania, bairro Redenção, zona sul de Teresina.

O delegado Danúbio Dias é ouvido como testemunha pelo juiz da 2ª Vara da Infância e da Adolescência (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

A Polícia Civil suspeita que o crime teve motivações de gênero, pois o adolescente não soube dizer o que, especificamente, teria motivado o assassinato.

O jovem chegou a colocar uma coleira no pescoço da psicóloga, embora a autópsia tenha demonstrado que ele não chegou a usar o instrumento para enforcá-la.

"Motivo, na realidade, ele não teve. Ele matou por desejo, que, segundo ele, foi motivado por um ódio, e um ódio impessoal, não direcionado a ela, especificamente [...] Já que a vítima foi uma mulher, e ele vestiu na vítima uma coleira, os especialistas dizem que, possivelmente, esse ódio dele é direcionado para o gênero feminino", afirmou Danúbio Dias, momentos antes de entrar na sala onde ocorre a audiência de instrução.

O adolescente chegou a morar um tempo com a tia, mas na época do crime ele já não estava na casa da psicóloga. Segundo o delegado, testemunhas ouvidas durante a instrução do inquérito policial disseram que o jovem aparentava ser uma pessoa "normal". 

A psicóloga Joaquina Maria Pereira Vieira de Barros foi assassinada no dia 25 de junho (Foto: Arquivo da família)

A psicóloga Joaquina de Barros foi morta com um golpe de faca no pescoço, e seu corpo foi achado pela filha, de apenas 9 anos. Em depoimento ao delegado, o adolescente teria confessado que pensou em matar também a criança.

Adolescente pode ficar no máximo três anos internado

Como a audiência desta quinta-feira acontece apenas para instrução processual, o destino do jovem não será definido por enquanto. Mas o delegado Danúbio Dias ressalta que a Justiça só poderá impor uma medida privativa de liberdade de no máximo três anos, conforme dispõe o artigo 121, § 3º, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990).

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Deputados pedem afastamento de secretário de Justiça Daniel Oliveira

Criança de 13 anos foi encontrada, no início da semana, em uma cela da Major César.

O caso da criança encontrada em uma cela na Colônia Agrícola Major César voltou a ser pauta no Plenário da Assembleia Legislativa. Após discussões acaloradas, o deputado Robert Rios (PDT) chegou a pedir o afastamento imediato do secretário de Justiça, Daniel Oliveira (PT). Para o pedetista, o gestor deve ficar afastado da pasta para que seja apurada a responsabilidade sobre o caso. A proposta do deputado foi aceita pelos deputados Firmino Paulo (PSDB) e Juliana Moraes Sousa (PMDB), mas foi rejeitada por outros 13 deputados. O deputado Dr. Pessoa se absteve da votação. 

(Foto: Jailson Soares/O Dia)

Robert Rios lembrou que o caso foi grave e inusitado. “Já vimos de tudo nos presídios: celulares, armas, mas uma criança ser deixada em uma cela junto com um estuprador e pedófilo é caso único no Brasil e de uma gravidade sem tamanho”, disparou. Segundo ele, diante da situação, o secretário Daniel Oliveira estaria sob suspeição para conduzir qualquer tipo de investigação para apurar os fatos. “Às vezes, a pessoa não tem envolvimento, mas tem culpa. Esse é o pior momento da história carcerária do Piauí. Temos casos diários de assassinatos e espancamentos nos presídios e esse caso da criança é um absurdo”, diz. 
Mesmo com o requerimento de afastamento sendo negado na Assembleia, Robert Rios garantiu que buscará outras alternativas que viabilizem a saída de Daniel da pasta. “Eu vou denunciar o Governo do Piauí em todas as entidades de proteção à criança. Quando você sabe de uma coisa e não adota medidas, você se torna cúmplice”, sustentou. 
Na Assembleia, o líder do Governo, deputado João de Deus, saiu em defesa de Daniel, afirmando que não houve nenhuma negligência por parte da Secretaria de Justiça. Ainda de acordo com ele, todos os procedimentos investigatórios para averiguar o fato foram instaurados, com sindicâncias e inquéritos administrativos para apurar se houve participação de alguém da Secretaria ou da Penitenciária. 
Procurado pela reportagem do O DIA, o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, disse, por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa, que está tranquilo em relação ao fato. "Recebo com sobriedade o pedido feito por alguns deputados, mas vou continuar trabalhando para cumprir com a missão que me foi dada”, frisou. Daniel está à frente da Sejus desde o início da gestão do governador Wellington Dias e é uma indicação da deputada Rejane Dias, esposa do governador e atual secretária de Educação do Estado

Sobe para quatorze o número de presos em operação contra o tráfico

Operação Chapadinha, deflagrada hoje (5) na cidade de Bom Jesus, visa cumprir 17 mandados de prisão preventiva.

Aparelhos eletrônicos e espingarda apreendidos durante a operação Chapadinha, em Bom Jesus ( Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Dos dezessete mandados de prisão preventiva que fazem parte da operação Chapadinha, na cidade de Bom Jesus, quatorze foram cumpridos. Os presos são 11 homens e três mulheres, acusados de operar o tráfico de drogas na região sul do Piauí. 

De acordo com a Polícia Civil, os presos pela operação Chapadinha são:

Jorlano Lopes dos Santos

Maria Salvadora Martins de Sousa

Antonio Carlos Fonseca Borges

Rosileide Pereira de Sousa

Erasmo Oliveira Costa

Priscila Silva Nogueira

Milton Pereira de Sousa

Jose Nilton Pereira da Silva

Robson Martins de Oliveira

Murilo Sousa Nascimento dos Santos

Adriano Pereira da Silva

Manoel Lopes dos Santos

Delany Gonçalves Nunes

Jose Nilton Pereira da Silva

Além das prisões, foram apreendidos veículos, armas, aparelhos eletrônicos e dinheiro.


Sete pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil da cidade de Bom Jesus para combater o tráfico de drogas na região. Serão 12 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão preventiva a serem cumpridos na manhã de hoje (5). Até o momento, sete pessoas foram presas.

A operação é fruto do trabalho de investigação da Polícia Civil de Bom Jesus, que foi acelerado após a prisão de um acusado por tráfico de drogas no final do mês de agosto. Através do homem, que era natural de São Paulo, os investigadores conseguiram informações sobre o tráfico na cidade.

Segundo a Polícia Civil, a investigação foi feita ainda por meio de filmagens e da quebra de sigilo telefônico dos suspeitos, e denúncias através do aplicativo DEPRE/DH.

Pelo menos 25 policiais participam da Operação Chapadinha. As delegacias de Corrente, Uruçuí, Canto do Buriti, São Raimundo Nonato e a Gerência de Polícia do Interior deram apoio aos policiais de Bom Jesus.

04 de outubro de 2017

Homem é preso por estuprar menina em banheiro de escola

A vítima é uma menina de 14 anos. O crime aconteceu na cidade de Jaicós, interior do Piauí.

Foi preso, nesta quarta-feira (04), um homem identificado como Jailson Antônio de Brito, suspeito de ter estuprado uma garota de 14 anos na cidade de Jaicós, a cerca de 360 km de Teresina. Segundo informações da Polícia Civil, o crime aconteceu no último dia 26 de setembro, no banheiro da quadra de esportes de uma escola do município.

De acordo com o titular da Delegacia de Jaicós, o delegado Miguel Carneiro, após o crime, a vítima ficou ferida gravemente e precisou receber atendimento médico no Hospital de Jaicós, sendo posteriormente encaminhada para o Hospital de Picos. Em depoimento à Polícia, o supeito alegou que a vítima havia consentido em ter relações sexuais com ele, fato este que foi desmentido pela mesma. 

"A menina ainda não foi ouvida formalmente, mas segundo ela teria falado no hospital para o médico que a atendeu, ela aceitou ter relações, mas desistiu e solicitou que ele parasse. No entanto, ele não parou mais e continuou contra a vontade dela, causando-lhe lesões", informou o delegado.

Jailson Antônio de Brito também é suspeito de ter tentado estuprar uma outra jovem, na mesma escola onde ocorreu o crime. As investigações estão sendo feitas pela Polícia Civil de Jaicós. O suspeito foi preso preventivamente e conduzido à Central de Flagrantes de Picos, onde permanecerá preso à disposição da Justiça de Jaicós. 



Protocolo de segurança para acesso a presídios será revisado

Por lei, o acesso de crianças e adolescentes não pode ser proibido. O reforço na segurança deve ser feito principalmente após as 16h, quando encerram as visitas

Representantes de vários órgãos ligados aos direitos humanos se reuniram nesta quarta-feira (04), após o escândalo envolvendo uma criança de 11 anos que foi encontrado embaixo da cama de um detento na Colônia Agrícola Major César.

Membros do Ministério Público Estadual, conselheiros tutelares, representantes da OAB-PI e a direção de presídios da Secretaria de Justiça do Piauí anunciaram a criação de dois grupos de trabalho que vão atuar na revisão do protocolo de segurança para acesso às unidades prisionais do Piauí, tanto as de regime fechado quanto as de regime semiaberto.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

De acordo com o diretor de presídios, coronel Adriano de Lucena, os grupos de trabalho atuarão em duas frentes: na fiscalização perimetral dos presídios e no controle mais rigoroso das pessoas que acessam a unidade, com a reativação do monitoramento eletrônico dos presos, principalmente após as visitas. Isso visa sanar o problema apontado pela Promotoria de Justiça de Altos, de que a Major César não teria mais fiscalização do acesso ao presídio após as 16 horas, quando acabava o horário de visita. 


Promotor de Justiça de Altos, Paulo Rubens Parente diz que não havia fiscalização dos presos da Major César após as 16 horas (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Por lei, o acesso de crianças e adolescentes não pode ser proibido. "Nós vamos revisar e reestruturar todo o protocolo de acesso de crianças e adolescentes aos presídios e monitorar esses presos após as visitas. Não podemos impedir que menores acessem a unidade porque a lei resguarda esse direito. Há crianças e adolescentes que têm pais presos e precisam desse convívio. Então, o que podemos fazer é reforçar a fiscalização", diz o coronel Lucena.

A Sejus informou que vai primeiro fazer um levantamento nos presídios do Estado para ter uma noção do que cada unidade precisa. O segundo passo é por em prática um novo protocolo de visitas, no entanto, não foi dado nenhum prazo para que isso comece a acontecer.

Os grupos de trabalho serão compostos por membros do Ministério Público, Sejus, OAB e Conselho Tutelar. Este último vai atuar no apoio psicológico a crianças e adolescentes que são expostas ao ambiente carcerário durante as visitas a familiares.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

O delegado Luccy Keikko, gerente de polícia metropolitana, afirmou que não há motivos ainda para pedir a prisão preventiva dos pais da criança e que o delegado tem 30 dias para concluir o inquérito e encaminhar ao Ministério Público. "A princípio, o dano maior foi a exposição da criança à situação de risco e o abandono de vulnerável. Por isso eles vão responder, mas não falamos sobre prisão ainda", destaca.

Os quatro filhos do casal encontram-se em abrigos de Teresina, após perda temporária da guarda, determinada pela juíza Maria Luiza Moura, da Vara da Infância e da Juventude.

Sindicância

Foi aberta uma sindicância para apurar o vazamento da foto do menino embaixo da cama do detento.

O secretário Daniel Oliveira afirmou que a criança, além de passar pelo trauma que passou, ainda foi exposta de forma hedionda e irresponsável. “Fe for confirmado envolvimento direto de servidores com a entrada da criança na Major César e a divulgação da imagem, haverá afastamento imediato”, disse.

Assaltante detido no Piauí é preso em tentativa de roubar R$ 1 bilhão

Paulo Chini foi preso em 2015 pela polícia do Piauí por assalto a banco no Maranhão. Bando cavou túnel de 500m para roubar banco em São Paulo.

Preso pela Polícia do Piauí em 2015, o homem identificado como Marcos Paulo Chini foi preso novamente envolvido em uma tentativa de roubo a banco que, se tivesse sido concluída, seria um dos maiores roubos da história: a quadrilha formada por 20 pessoas queria levar R$ 1 bilhão.

Paulo foi preso pelo GRECO (Grupo de Repressão ao Crime Organizado), acusado de roubar uma agência da Caixa Econômica localizada na cidade de Bacabal, no Maranhão, no dia 6 de novembro de 2015. Ele foi preso junto com dois outros homens no aeroporto de Teresina, quando tentavam embarcar para São Paulo.

Marcos Paulo Chini (Foto: Polícia Civil)

Desta vez, a quadrilha que o homem fazia parte era formada por 20 pessoas. Eles escavam um túnel de cerca de 500 de comprimento por baixo de uma rua, na zona Sul de São Paulo. O grupo pretendia invadir o cofre principal da agência bancária por baixo.

O túnel demorou quatro meses para ser escavado, e contava com vigas de sustentação e iluminação por todo o percurso até o terreno do banco. No terreno onde o túnel começou a ser feito há uma casa cujas janelas têm isolamento acústico, para impedir que os vizinhos suspeitassem do barulho.

A polícia monitorou o grupo nos últimos dois meses, e conseguiu prender 16 pessoas em uma casa na zona Norte de São Paulo, onde eram fabricadas ferramentas para a escavação.

A Polícia Civil de São Paulo estima que o grupo investiu cerca de R$ 4 milhões para realizar o roubo, e esperava conseguir R$ 1 bilhão com a ação. Em coletiva de imprensa, o delegado Fábio Pinheiro Lopes afirmou que, se tivesse sido concluído, o crime seria “o maior assalto do mundo”. 

03 de outubro de 2017

Polícia investiga possível aliciamento de criança achada na Major César

O Conselho Tutelar considerou a denúncia extremamente grave e pediu o encaminhamento do menino para uma casa de acolhimento em Teresina.

A Polícia Civil está investigando a possibilidade de os pais do menino encontrado debaixo da cama de um preso na Penitenciária Major César terem recebido algum tipo de benefício para deixar a criança no presídio. O delegado Jarbas Lima, que preside as investigações e tomou os depoimentos na tarde de hoje (03), conta que pode haver indícios de crime de prostituição infantil, uma vez que a criança foi deixada na unidade com um detento acusado de estupro e conhecido da família.

“Se ficar comprovado que eles receberam qualquer vantagem para deixar o filho com esse homem ou aliciá-lo, já incorre em outro crime, que é o de prostituição infantil”, explica o delegado. O menino foi deixado pelos pais na Penitenciária Major César por volta das 17 horas do sábado (30), após o encerramento das visitas.

O delegado Jarbas Lima colheu os depoimentos da criança, dos pais e do preso(Foto: Jailson Soares/O Dia)

Os agentes só localizaram a criança debaixo da cama de um preso, de nome José Ribamar Pereira Lima, por volta de uma hora da madrugada do domingo (01).Os pais e os três filhos passaram o dia na penitenciária, almoçaram, e foram embora no final da tarde, deixando a criança com o detento. A família, que possui cinco crianças, reside no povoado Mucuim, zona Rural de Teresina, e foi caminhando para o presídio visitar José de Ribamar, que é compadre de Gilmar. Em seu depoimento ao delegado Jarbas, o pai da criança, Gilmar Francisco Gomes, relatou que deixou o filho no presídio porque o menino teria dito que estava cansado para voltar para casa.

Gilmar Francisco Gomes relatou que deixou o filho no presídio porque o menino teria dito que estava cansado para voltar para casa. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Já a mãe, Sebastiana da Silva, alegou que não concordou com a decisão de Gilmar, mas deixou o filho no presídio mesmo assim. A versão dos pais foi contestada pelo menino. Ele também prestou depoimento ao delegado Jarbas Lima e disse que foi obrigado pelo pai a ficar na penitenciária.

Em seu relato, a criança afirmou que o detento não chegou a tocar nele, mas que os dois dormiram na mesma cama por cerca de três horas. O menor explica ainda que, ao acordar, o detento pediu para que ele se escondesse embaixo da cama. Foi nesse momento que os agentes penitenciários adentraram na cela e flagraram o menor escondido.

Família compareceu à delegacia acompanhada do Conselho Tutelar. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

O exame de corpo de delito feito pelo menino no IML não atestou nenhum tipo de violência ou conjunção carnal, mas para o delegado Jarbas Lima, isso não significa que não possa ter havido outro tipo de agressão ao menor. "O detento poderia tê-lo obrigado a fazer sexo oral nele, por exemplo, e isso o exame não atestaria tão facilmente", afirma.

Diante da gravidade da denúncia, o Conselho Tutelar pediu que o menino seja encaminhado para uma casa de acolhimento em Teresina. Os pais dele vão responder na lei de acordo com o que prevê o artigo 232 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente): submissão de criança ou adolescente a situação vexatória, isso, além de serem enquadrados por abandono de vulnerável.

Conselheiras pediram que o menino seja encaminhado para uma casa de acolhimento em Teresina. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Além dos pais e do menino, o preso, José de Ribamar Pereira, também foi ouvido pelo delegado Jarbas Lima no 14º DP de Altos. Segundo a polícia, ele e o pais da criança tinham uma relação íntima entre compadres. O homem chegou a doar roupas, alimentos e até dinheiro para a família. José de Ribamar é padrinho de um dos cinco filhos que Gilmar tem com Sebastiana e os dois se conheceram quando Gilmar cumpria pena na Major César por estupro, praticado contra uma menina de 12 anos em Alto Longá. Ele estava em liberdade há seis meses.

Polícia registra 23 assassinatos em Teresina no mês de setembro

Foram contabilizados 22 homicídios na cidade durante o mês passado, além de um latrocínio.

A Polícia Militar do Piauí divulgou nesta terça-feira (3) um balanço das ocorrências registradas em Teresina no mês de setembro pelo Centro de Operações Policiais Militares – Copom.

Policiais militares em ação (Foto: Lina Magalhães / Arquivo O DIA)

Foram contabilizados 22 homicídios na cidade durante o mês passado, além de um latrocínio. Houve, ainda, 29 flagrantes de porte ilegal de arma de fogo e 32 ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas.

A PM-PI comemora o fato de nenhum caixa eletrônico ter sido atacado na capital em setembro. No entanto, um dado que preocupa é a quantidade de veículos roubados, que chegaram a 206, e furtados, com 54 ocorrências.

Do total de veículos roubados ou furtados, 145 foram recuperados - o que corresponde a apenas 55% do total.

O tenente-coronel John Feitosa, diretor de Comunicação Social da PM-PI, observa que houve uma diminuição da violência em Teresina no último mês, o que, segundo ele, ocorreu graças ao empenho dos policiais militares.

"A Polícia Militar do Piauí tem implementado várias operações aqui na capital e no interior em busca de diminuir sempre esses números. O que nós pudemos observar é que temos alcançado nossos objetivos, com a diminuição de vários tipos de delitos, tanto na capital como no interior. E esse trabalho foi intensificado com o início da Operação Expediente Operacional. A Polícia Militar vai continuar nessa marcha, no sentido de diminuir a prática de delitos e fazer com que o cidadão se sinta sempre mais seguro", afirmou o tenente-coronel John Feitosa.

Pais de menino encontrado dentro da Major César são ouvidos por delegado

Sebastiana Rodrigues Gomes e Gilmar Francisco Gomes chegaram ao 14º DP de Altos por volta do meio dia e estão sendo ouvidos separadamente.

Atualizada às 16h11min

Os pais do menino de 11 anos encontrado debaixo da cama de um detento na Penitenciária Major César, em Altos, foram localizados nesta terça-feira (03) e estão sendo ouvidos durante toda a tarde de hoje pelo delegado Jarbas Lima, no 14º Distrito Policial do Município.

O pai, identificado como Gilmar Francisco Gomes, e a mãe, de nome Sebastiana Rodrigues Gomes, estão conversando separadamente com o delegado e, segundo um agente da delegacia, que preferiu não se identificar, há contradições nos depoimentos. Além dos pais, também se encontram no 14º DP a criança e o preso dono da cama debaixo da qual o menino estava escondido.

Os depoimentos estão sendo tomados desde o meio dia e ainda não há previsão para que terminem. Segundo o agente do DP de Altos, o delegado Jarbas Lima está tentando entender porque o menino foi deixado dentro da Major César, se ele teria entrado sem ser visto pelos pais, que deram por sua falta depois, ou se houve a conivência de algum deles para a entrada da criança.


O delegado Jarbas Lima está colhendo o depoimento dos pais do menino encontrado dentro da Major César

A Secretaria de Justiça também está apurando o caso, uma vez que o menino teve acesso à área interna do presídio durante a visita realizada no último sábado (30). A criança estava escondida debaixo da cama de um detento acusado de estupro, no entanto os exames feitos no IML não atestaram qualquer tipo de violência.

Iniciada às 11h56min

Uma equipe de policiais civis da delegacia de Altos está à procura dos pais e do menino de 11 anos que foi encontrado no último domingo (01) dentro da Colônia Agrícola Major César, debaixo da cama de um homem preso por estupro de vulnerável.

Segundo o delegado Jarbas Lima, titular da delegacia de Altos, os pais foram liberados da Central de Flagrantes sem prestar depoimentos. O delegado disse ainda que o menino passou por um exame de corpo de delito. O resultado foi negativo para conjunção carnal, mas ele não descarta que o menino possa ter sofrido outro tipo de abuso. “Um ato libidinoso pode ser tipificado como crime de estupro de vulnerável, sim”, disse.

O caso aconteceu durante a visita do último sábado (30). A criança teria entrado na colônia penal acompanhada dos pais, durante o período de visitas. Depois que saíram, os adultos deixaram o menino no local. Segundo informações do Sinpoljuspi (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí), ele foi resgatado por volta de 1h30min da madrugada de domingo, quando os agentes plantonistas receberam uma denúncia interna. O menino  foi encontrado debaixo do estrado da cama do detento José de Ribamar Pereira Lima.


A criança foi encontrada debaixo da cama de um detento dentro da Penitenciária Major César

Como o caso ocorreu durante o final de semana, a família foi levada para Central de Flagrantes, em Teresina. O menino passou pelo exame e depois foi liberado junto com os pais. “Infelizmente, o delegado da Central de Flagrantes não pegou nenhum depoimento”, comenta o delegado Jarbas Lima. “Ele poderia ter autuado os pais em flagrante, já que não viu o crime em relação ao detento”. 

No entendimento do delegado, os pais da criança podem ter incorrido em dois crimes: o de abandono de incapaz e por submeter a criança a vexame ou constrangimento.

Além dos pais, outras pessoas também serão ouvidas, como agentes penitenciários e o próprio detento. Se constatado o crime de abuso, ele responderá por um novo processo de estupro de vulnerável. 

O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público, juntamente com o Conselho Tutelar, já que o menino é de Teresina. 

A Secretaria de Justiça abriu um sindicância para apurar o caso e apontar responsáveis pelo ocorrido. A investigação deve ser concluída em, no máximo, 30 dias.

De acordo com o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, paralelamente à sindicância aberta pela Secretaria de Justiça, um inquérito policial sob o caso está em curso na Polícia Civil. “Temos informações preliminares sobre o caso e as investigações irão identificar o que, de fato, ocorreu. Atuaremos, com agilidade, para identificar e punir os responsáveis, nos termos da Lei”, afirma Daniel Oliveira.

Amanhã (4), o secretário se reunirá com a comissão do Conselho Tutelar de Teresina para tratar sobre o caso.

Ex-jogador Marcelinho é suspeito de "esconder" resort para fugir de dívida

A defesa do ex-craque diz que o resort está em nome de empresa da família e que Marcelinho só empresta seu nome para promover o local

Marcelinho Carioca, 46, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, teve sua carreira de jogador marcada por polêmicas. Agora, aposentado dos gramados, não consegue ficar longe delas. O ex-craque é alvo de ação na Justiça de São Paulo na qual é acusado de ocultar patrimônio -entre eles um resort no interior paulista- em nome de "laranjas" para tentar escapar de credores.

O imbróglio jurídico foi parar no Superior Tribunal de Justiça, que pediu investigação para penhorar os bens. Esse processo contra Marcelinho -há pelo menos outros dez, por motivos variados- é movido pelo escritório de advocacia L. Coelho e J. Morello Advogados, que representou o ex-jogador entre 2000 e 2005 e que cobra honorários não pagos por ele.

A Justiça paulista já deu ganho de causa ao escritório e, no final de 2013, condenou o ex-craque ao pagamento de dívida que supera R$ 1 milhão, em valores atuais. Como Marcelinho não pagou a dívida e não tem bens em seu nome para serem tomados, os credores contrataram um escritório especializado para investigá-lo.

Os advogados levantaram documentos para apontar que o Resort Sports Hotelaria, um hotel construído na área rural de Atibaia (a 60 km da capital), pertence a Marcelinho -embora registrado em nome de outras pessoas jurídicas.

O ex-jogador já assinou, na condição de responsável pelo estabelecimento, documentos de ajustamento de conduta por danos ambientais e de parcelamento de IPTU.

Em depoimento à polícia, Ubiraci da Costa Cardoso, 47, ex-empresário de Marcelinho, disse ser dono do resort no papel, mas que, na verdade, era só um "laranja" do ex-craque. Ele afirmou que entre 2009 e 2010 emprestou o nome para a abertura de empresa "em decorrência de problemas que ele [Marcelinho] tinha com membros de sua família, bem como dois casamentos frustrados, não podendo ter nada registrado em seu nome".

"Disse-me que seria por um período curto de três meses. Acreditando na sua palavra, acabei 'emprestando' meu nome e a empresa fora aberta em meu nome e no nome de minha genitora, a qual inclusive na época tinha aneurisma cerebral", declarou Cardoso, em junho de 2014.

O empresário havia procurado a polícia ao descobrir, segundo ele, dívidas trabalhistas de ex-funcionários do resort, inclusive com sentença de execução, além de falsificações de assinaturas dele em documentos do hotel.

Marcelinho hoje é secretário de Esportes de Ubatuba. Tentou se eleger vereador em São Paulo pelo PRB na última eleição, mas não conseguiu –recebeu 12.602 votos. Neste ano, foi para o Podemos.

A defesa do ex-craque diz que o resort está em nome de empresa da família e que Marcelinho só empresta seu nome para promover o local.

Brasília 

A disputa foi parar nos tribunais de Brasília porque a Justiça de São Paulo disse que o hotel não poderia ser penhorado por não estar oficialmente no nome de Marcelo Pereira Surcin (nome de batismo de Marcelinho).

Consultados por meio de recurso especial, os ministros do STJ decidiram em agosto, por unanimidade, que a Justiça paulista deve abrir investigação para verificar se o resort pertence ao jogador –para que seja penhorado, mesmo sem estar no nome dele.

"O Poder Judiciário não pode ignorar o que qualquer jogador do Clube Atlético Penapolense sabe", disse Fábio Gentile, do escritório BGR, sobre a equipe do interior hospedada no local em 2014. O ex-jogador do Corinthians afirma abertamente aos hóspedes do resort que é o proprietário do espaço.