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Novos regimes de contratação vão gerar 2 milhões de empregos, diz ministro

Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, esteve em Teresina e comentou as mudanças após a reforma trabalhista.

07/12/2017 06:45h

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), participou ontem (6) em Teresina de palestra sobre a nova legislação trabalhista. O evento reuniu empresários de vários segmentos e na ocasião, o ministro afirmou que os novos regimes de contrata ção inseridos na lei vão gerar 2 milhões de empregos em dois anos. Questionado sobre a qualidade dos empregos, o ministro afirmou que o Brasil real tem 13 milhões de lares que não possuem nenhuma pessoa trabalhando, e 45 milhões de trabalhadores na informalidade que, com as novas regras, terão a oportunidade de serem formalizados.

Ronaldo Nogueira defendeu a reforma trabalhista afirmando que ela proporciona mais segurança jurídica aos contratos. “Desafio a alguém me mostrar que direito foi retirado”, disse o ministro. Durante a palestra, ele comentou que a nova legislação também leva a Justiça Trabalhista a ter mais condições de atuar de forma mais eficiente, inclusive punindo quem utiliza de má fé para tentar obter vantagens. O ministro também afirmou que vem sendo injustiçado, pela imprensa, ao ver comentários de que sua atuação dificulta a fiscalização de trabalho análogo a escravidão. “Olhem para mim, eu tenho cara de quem concorda com trabalho escravo?”, questionou o ministro.

Ministro diz que geração de empregos em outubro começou a melhorar e que reforma não prejudica (Foto: Elias Fontinele/O Dia)

Ele disse ainda que neste ano o saldo de empregos formais já vem crescendo e a expectativa é que no ano que vem o cenário de desenvolvimento econômico leve a geração de mais empregos. Ronaldo Nogueira defendeu a Reforma da Previdência, alegando que ela vai combater os privilégios e garantir sustentabilidade. “Não podemos ter uma previdência social pública que mantenha privilégios. A Reforma da Previdência pretende prestigiar aqueles que mais precisam e ter uma previdência social que de uma garantia de que todos os aposentados são iguais perante a lei”, argumenta Ronaldo Nogueira.

Os novos regimes de contratação apontados pelo ministro são o intermitente, que autoriza o trabalhador a receber pagamento por hora tra balhada, e em caso de renda menor que o salário mínimo, obriga o trabalhador a complementar a contribuição à Previdência; jornada de trabalho parcial, quando a carga horária é menor que 44h semanais e regime temporário, com contratos de trabalho com vigor de 180 dias.

Por: João Magalhães - Jornal O Dia

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