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Notícias Tecnologia

02 de dezembro de 2017

"Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo ", diz psicoterapeuta

Para Aaron Balick, mais preocupados com "curtidas" do que com sentimento dos outros, usuários aproveitam plataformas online para ficar "menos inibidos" e, com isso, acabam, por vezes, gerando casos de humilhação pública

Gravadas em vídeo pela socialite brasileira Day McCarthy, essas e outras declarações em que ataca Titi, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, vêm causando polêmica desde a semana passada nas redes sociais.A criança tem apenas 4 anos e é negra.

"Eu senti o que qualquer ser humano decente sentiria: tristeza, uma sensação de impotência. Covardia, não é? É uma criança", disse Gagliasso, em entrevista coletiva quando registrou queixa na delegacia, em 27 de novembro. "Mais tarde", segundo ele, a filha vai ter noção do que aconteceu.

"Quando der um Google, ela vai saber que os pais dela estiveram do lado dela, que os amigos estiveram do lado dela. Vai saber que eu acho que a sociedade inteira esteve do lado dela", acrescentou, afirmando que a agressora "precisa ser presa". A polícia abriu inquérito e deve intimá-la a prestar depoimento.

Vergonha

O caso exemplifica o que Aaron Balick, psicoterapeuta, palestrante e autor americano baseado em Londres, chama de "novo tipo de vergonha" ─ que ganha força no ambiente digital e também é visto em situações como ridicularizar alguém publicamente. "A resposta para o porquê de esse tipo de comportamento estar ficando mais comum é curta: as redes sociais reduzem a noção de vergonha", afirma ele em entrevista à BBC Brasil, se referindo ao fato de muitos usuários se sentirem com o poder de postar o que quiserem, como quiserem, doa a quem doer.

Aaron Balick, psicoterapeuta: Redes sociais abrem espaço para polarização, mas há possibilidades de melhorar esse cenário. Foto:Reprodução/ Javier

"Esses usuários geralmente estão pensando mais nas curtidas que a postagem vai receber, sem ponderar como essa postagem pode fazer os outros se sentirem".

As forças que movem as pessoas online são explicadas no livro The Psychodynamics of Social Networking: connected-up instantaneous culture and the self ("A psicodinâmica da rede social: cultura instantânea conectada e o eu", em tradução livre), escrito originalmente em inglês e ainda sem previsão de publicação no Brasil.

Segundo Balick, é possível envergonhar alguém sem ter a intenção, mas também fazer isso de forma proposital e, nesse caso, "é muito fácil expor a vítima em uma escala imensa", tendo em vista o tamanho do público que serve de testemunha. "As redes sociais, ajudadas e instigadas pelas tecnologias móveis, geralmente ignoram nossos sistemas de autocrítica e nos dão uma sensação de onipotência que pode ter sérias consequências na esfera social", alerta.

Um bom exemplo disso, diz ele, ocorre quando internautas fotografam estranhos, sem consentimento, para postar nas redes sociais. A partir daí, imagens de alguém comendo no metrô, de pessoas que os outros consideram estar mal vestidas e até de "pessoas atraentes" acabam brotando em grupos virtuais e em meio às timelines - sujeitas a julgamentos em massa.

"Sentimentos ignorados"

Especialista analisa que busca por curtidas e "validação" nas redes sociais traz riscos e pode afetar outras pessoas. Foto: Reprodução

"O objetivo do fotógrafo é registrar a imagem e postar, por curtidas e aprovação. Os sentimentos das pessoas que foram fotografadas são comumente ignorados", diz Balick. "Isso significa que estamos mais propensos a objetificar os outros e a pôr nossas próprias necessidades de validação à frente da necessidade de privacidade deles".

A noção de vergonha reduzida nas redes sociais é perigosa, segundo o psicoterapeuta, porque torna todos mais vulneráveis ─ não só os alvos da postagem, mas também quem posta. "As redes sociais operam como uma extensão do nosso mundo social. Nossos 'eus' são estendidos online e nos deixam vulneráveis à percepção dos outros de um jeito que nunca vimos", opina Balick.

"Além disso, há uma escala de exposição, isto é, muitas pessoas podem testemunhar o evento que causa vergonha, junto ao fato de que qualquer evento é propenso a ficar eternamente disponível - o que pode ser fatal para a reputação de alguém".

Mesmo em uma rede social como o Facebook, que ele avalia como "mais amigável", as pessoas podem estar inclinadas a serem mais rudes, porque não conseguem o retorno emocional normal de quem está lendo a mensagem ou assistindo do outro lado da tela.

Desinibição online: quando o usuário perde os freios

As redes sociais evocam diferentes aspectos psicológicos do usuário e podem causar o chamado "efeito desinibição online". Na visão de Balick, isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro. O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele.

"Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

Fakes

A situação fica ainda pior quando os posts são disparados por perfis falsos, que "muitas vezes apelam para o lado mais obscuro" do usuário. "Como ele não está identificado, os aspectos mais agressivos ou antissociais de sua personalidade podem ser ativados, o que pode estimular bullying, trollagem, ou geralmente apenas comportamentos desagradáveis", diz.

Ao se esconder por trás de um "fake", o indivíduo consegue contornar mais facilmente normas sociais, evitando a crítica direta dos outros. É como se fugisse das consequências por um mau comportamento.

Se o que vai prevalecer na rede é o lado "social ou o antissocial" da pessoa vai depender da plataforma que está usando e, claro, de como escolhe usá-la com base na sua própria psicologia, diz Balick.

Essencialmente, segundo ele, as pessoas buscam nas redes sociais conexão e autoexpressão em um contexto social, mas não conseguem, com isso, substituir o que a vida off-line proporciona.

"Redes sociais são capazes de oferecer uma forma disso, mas não podem substituir o tipo de autoexpressão e conexão recebidos via ambientes sociais off-line", reforça, frisando que enquanto a rede social é usada apenas como extensão da rede social off-line ela pode ser um benefício adicional. "O problema acontece quando ela vira substituta".

Suspeitas e acusações online

Para Aaron, muitas vezes os usuários desconsideram como suas postagens podem fazer os outros se sentirem. Foto: reprodução/arquivo pessoal

Casos de racismo - não só o relacionado à Titi - e suspeitas de abuso sexual envolvendo pessoas famosas viraram "trending topics" nos últimos meses, ou seja, ficaram entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. Entre acusadores e defensores, Balick defende uma postura mais ponderada por parte dos internautas e aponta potenciais riscos nessa espécie de tribunal online.

"Devemos viver em uma sociedade em que somos inocentes até que se prove o contrário e, hoje, a reputação de alguém pode ser arruinada por um único tuíte, seja ou não esse tuíte verdade e seja ou não o indivíduo absolvido após o fato. Pode ser realmente que aqueles acusados e publicamente humilhados tenham cometido os crimes ou pode ser que sejam inocentes", diz ele.

"Contágio perigoso"

O especialista alerta sobre os riscos do "contágio social e emocional" - que é como a reação a esse tipo de caso comumente ganha adeptos e se espalha, o que ele classifica como "perigoso". "Virar uma cultura de multidão reativa - em que as pessoas se engajam para exigir punição, por exemplo - é assustador: Isso costumava levar as pessoas a lincharem e a cortarem cabeças (no passado)", analisa.

"Para ser claro, a questão não é absolver maus comportamentos. No entanto, devemos ser muito cuidadosos em encorajar uma sociedade baseada em regras populares e humilhação pública".

Um outro ponto de "perigo" que levanta é que, hoje, esse tipo de reação se expressa em casos que envolvem ações ilegais e nocivas. "Mas e se isso mudar?", questiona. "E se as pessoas começam a ficar envergonhadas pelas escolhas privadas que estão fazendo? O meu medo é que esse patrulhamento social possa sair muito rapidamente do controle".

Para o psicoterapeuta, histórias de indivíduos sendo mal interpretados, tirados de contexto e expostos nas redes sociais por causa disso são vistas todos os dias e usadas, por muitos, para obtenção de ganhos pessoais e até políticos.

"Em uma era em que a capacidade de concentração das pessoas é curta, e ainda mais em que as pessoas não estão dispostas a investigar mais fundo para encontrar a verdade ou contextos mais profundos, as pessoas podem ser condenadas ao bel prazer de um tuíte", reforça.

Menos empáticos e mais polarizados

Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo, acentuando a polarização entre os usuários.

"As redes sociais certamente não são desprovidas de empatia, mas em uma escala cultural de massa, elas parecem estar mais inclinadas ao bairrismo e isso acaba reduzindo, em vez de ampliar, o diálogo através de divisões ideológicas".

Essas divisões, observa ele, são cada vez mais aparentes através das redes e ampliadas por elas. Isso ocorre "porque é fácil tomar partido sem se envolver na nuance de um argumento". "O mundo se divide em bom e mau e a nuance se perde. Em encontros cara a cara isso é mais difícil de manter isso porque o diálogo atenua o pensamento polarizado simplista ao permitir que vejamos a humanidade no outro", diz.

Isso não significa, porém, que seja impossível encorajar mais pensamentos empáticos nesse meio e os desenvolvedores desses sites teriam papel importante nesse sentido.

Adaptações

Se esconder por trás de perfis fakes ajuda a driblar normas sociais e muitas vezes desperta o lado mais obscuro do usuário, diz especialista. Foto: Reprodução

O caminho que aponta seria a criação de ferramentas que permitam mais diálogo, envolvimento, além de modos de ser e pensar mais complexos. "Eu acho que há a possibilidade de integrar essas mudanças a plataformas que já existem. Tome como exemplo o botão de curtir do Facebook. Por anos ele foi a única opção, mas agora há variações que expressam surpresa, raiva, tristeza e etc. É uma pequena mudança, mas ela admite outra camada de complexidade", diz Balick.

Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".

"Tipos diferentes de interações também poderiam ser encorajados entre indivíduos diferentes. Por exemplo, nos Estados Unidos, encorajar pessoas de posição conservadora a se envolverem com pessoas de visão liberal; no Reino Unido, fazer isso para pessoas anti-Brexit falarem com pessoas pró-Brexit, ou em Israel/Palestina para israelenses falarem com palestinos".

Dada a crescente polarização entre ideologias políticas, ele diz considerar que "ser mais empático é fundamental".

"Como temos visto, as redes sociais têm sido um pouco boas demais em isolar pessoas em seus próprios círculos e alimentá-las com notícias (reais e falsas) para reforçar suas posições", diz. "Mas concessões, compreensão e empatia são cruciais em diversas sociedades e nós precisamos educar nossas tecnologias rapidamente para lidar com isso", conclui.

27 de novembro de 2017

Vírus que rouba dados bancários é encontrado no Google Play pela 3ª vez

Depois de instalado no celular, o vírus, espécie de cavalo de Troia (que se esconde no momento da instalação), cria uma interface falsa em aplicativos bancários

Um vírus que rouba dados bancários, o BankBot, foi encontrado na Google Play -loja de aplicativos do Android- pela terceira vez neste ano. O malware vem junto com aplicativos aparentemente inofensivos, como "Tomado FlashLight", "Lamp for DarkNess" e "Sea FlashLight" (lanternas), "Crypto Currencies Market Prices" (informações sobre criptomoedas), entre outros disfarces.

Depois de instalado no celular, o vírus, espécie de cavalo de Troia (que se esconde no momento da instalação), cria uma interface falsa em aplicativos bancários. Assim, quem entrar no app do seu banco e preencher a senha estará cedendo seus dados aos invasores.

Segundo o Avast, empresa de anti-vírus que detectou a falha, o problema afetou usuários dos bancos WellsFargo, Chase, DiBa e Citibank. São 160 aplicativos bancários que podem ser alvos do malware. O BankBot foi encontrado entre os apps do Google Play em abril, setembro e, agora, em novembro.

Procurado, o Google respondeu por meio de nota. "Levamos a segurança muito a sério no Google Play e atualmente estamos investigando a situação para proteger os usuários", afirma a empresa. A Play Store já removeu todos os aplicativos identificados como "disfarces" do BankBot, mas os hackers podem criar apps com nomes de desenvolvedores diferentes a qualquer momento.

Confira abaixo dicas para se precaver

Não dê permissões para aplicativos de origem desconhecida Não baixe apps que não sejam estritamente necessários (a lanterna, por exemplo, é um recurso que vem embutido na maioria dos celulares) Verifique a classificação (nota) do app atribuída pelos demais usuários Não dê permissão de "administrador" para um app se ele não for absolutamente confiável Se a interface do app do seu banco parece estranha, não use

24 de novembro de 2017

Facebook planeja ferramenta para alertar usuários sobre propaganda russa

Em portal, a ser lançado neste ano, usuários poderão verificar se eles se envolveram com páginas relacionadas ao Kremlim durante a eleição presidencial nos EUA

O Facebook disse que pretende revelar aos seus milhões de usuários se registraram “curtidas” (likes) ou seguiram qualquer uma das 290 páginas na rede social e o Instagram criadas por russos e apoiadas pela Agência de Pesquisa de Internet do Kremlin com supostas campanhas de desinformação na eleição presidencial nos Estados Unidos no ano passado.

A empresa planeja um portal no qual os usuários poderão verificar se eles se envolveram com páginas relacionadas a propaganda russa. O portal, que o Facebook diz que será lançado até o final do ano, permitirá aos usuários acompanhar suas “atividades” entre janeiro de 2015 e agosto de 2017, e estará disponível no Centro de Ajuda do Facebook.

As contas em questão faziam parte de um amplo esforço para, nas palavras do Facebook, "os atores russos semearem a divisão e a desconfiança" antes e depois das eleições de 2016. "Eles ostensivamente apoiaram causas políticas americanas em todo o espectro ideológico, e parecem ter obtido alguma adesão entre os usuários reais do Facebook — pelo menos uma página supostamente vinculada à Rússia organizou com êxito cronogramas off-line", disse a empresa ao site The Verge.

A Agência de Pesquisa de Internet também supostamente exibiu milhares de anúncios "divisivos" para 10 milhões de pessoas, muitas vezes direcionando-os para páginas temáticas semelhantes. O Facebook já disse que está tomando medidas para evitar anúncios de qualquer "operação inautêntica", incluindo a verificação dos grupos por trás deles.

O Facebook diz que a criação do portal "faz parte do nosso esforço contínuo para proteger nossas plataformas e as pessoas que as usam de atores ruins que tentam minar nossa democracia". Também é uma maneira de a rede social sinalizar ao Congresso dos EUA que é uma empresa séria em relação à transparência, depois de ser acusada de arrastar as investigações sobre anúncios relacionados à Rússia. Mas, ao que tudo indica, as capacidades da ferramenta são limitadas. Aparentemente, não vai dizer se o usuário viu ou compartilhou postagens das contas, mas apenas se ele se envolveu diretamente com elas.

17 de novembro de 2017

Facebook, Google e outras empresas adotam indicadores de veracidade

O intuito do projeto é criar, a partir de dados coletados sobre confiabilidade das notícias, autores e fontes, uma espécie de indicador de confiança para que os usuários tenham à uma ferramenta para indicar veracidade de um determinado conteúdo

A Universidade de Santa Clara, situada no Vale do Silício e com tradição de aliar discussões sobre ética com inovação tecnológica, abriga o The Trust Project, um tipo de consórcio entre várias organizações de todo o mundo para diminuir o impacto das fake news na rede. O intuito do projeto é criar, a partir de dados coletados sobre confiabilidade das notícias, autores e fontes, uma espécie de indicador de confiança para que os usuários tenham à uma ferramenta para indicar veracidade de um determinado conteúdo.

Craig Newmark, criador do projeto e fundador da famosa Craigslist, diz que seu objetivo, com a iniciativa, é organizar profissionais da área de jornalismo e comunicação social para lidar com as avalanches de notícias falsas e todo o dano que elas causam.

Com novidades surgindo acerca do uso de fake news influenciando processos eleitorais, como no caso da Internet Research Agency russa que veiculou propaganda contra Hillary Clinton, ou o impacto que os boatos têm em decisões governamentais importantes, como a saída do Reino Unido da União Europeia, fica nítida a importância de se preocupar com a forma que as pessoas se relacionam com as mentiras e os rumores.

Andrew Anker, gerente de produtos do Facebook, publicou nesta quinta-feira (16) sobre os testes do recurso, que está disponível, desde ontem, aos usuários norte-americanos do Facebook como uma nova ferramenta de publicação. Até o presente momento não foram divulgadas datas para a adoção da novidade para usuários de outras regiões, inclusive o Brasil.

Assim como o Facebook, o Google também está adotando o indicador de veracidade do The Trust Project, que aparecerá nos resultados de busca e em outros produtos Google, segundo pronunciamento oficial de Jeff Chang, gerente de produtos da empresa. O executivo afirmou que a inicitiva se faz necessária, pois mais de 50 mil páginas são atualizadas com informações todos os dias e tais informações precisam oferecer ao usuário mais segurança.

Outras empresas de mídia também estão adotando os Trust Indicators, como o Economist e o Washington Post. O WordPress também vai tornar disponível a ferramenta para alguns usuários qualificados.

16 de novembro de 2017

Dispositivo impede que motocicleta funcione sem uso de capacete

O Piauí é pioneiro no desenvolvimento deste produto e aguarda testes do Departamento de Trânsito

O ‘Anjo da Guarda’ é um dispositivo de proteção individual que visa a segurança dos motociclistas. Desde 2012, uma equipe de pesquisadores vem desenvolvendo o protótipo, que fica instalado na parte elétrica da moto, impedindo que o veículo funcione se o condutor não estiver utilizando o capacete.

O Piauí é pioneiro no desenvolvimento deste produto e aguarda testes do Departamento Nacional de Trânsito, Ministério da Saúde, entre outros órgãos, para ser colocado à venda no mercado. O dispositivo já foi pateteado no Brasil, de acordo com o empresário Agamenon Santa Cruz, que explica como funciona o aparelho.

“A moto liga, mas para de funcionar em um minuto se o condutor não colocar o capacete e afivelar a jugular, que é uma espécie de cinto de segurança. O capacete e a moto possuem um sensor, que funcionam integrado, e pode ser instalado em qualquer motocicleta e capacete, independente da marca ou tamanho”, destaca.

O dispositivo fica acoplado nos dois locais, dessa forma, pode ser instalado na motocicleta e capacete que o condutor já possua, sem a necessidade de comprar equipamentos específicos. Além disso, a ferramenta também serve como dispositivo antifurto.

Se colocado no mercado, o motociclista poderia ser adquirido ao custo de R$150, valor bem em conta, segundo Agamenon Santa Cruz. “Isso reduziria os custos com a Saúde, pois a pessoa utilizando capacete os traumas de um acidente são menores, sendo que o perfil desses motociclistas é de jovens, pessoas ativas e que estão em fase produtiva”, saliente.


Atualmente o número de acidentes envolvendo motociclistas, é alarmante. Foto: Moura Alves/ODIA


Por mês, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realiza 60 cirurgias em pacientes que sofreram lesões na cabeça em decorrência de acidente de moto, o que representa uma média de duas cirurgias por dia. De janeiro a setembro, o HUT atendeu 6.692 pacientes vítimas de motocicleta.

Segundo Gilberto Albuquerque, diretor no HUT, a maioria dos pacientes que dão entrada no hospital necessitam de tratamento clínico, contudo, os custos para realizar os procedimentos cirúrgicos são elevados. “Nem todos que entram no HUT precisam fazer cirurgia, mas quando precisa custa caro, porque é necessário equipamento especializado.

Os traumas mais comuns, causados por lesões na cabeça, são cefaleia crônica, esquecimento, ansiedade “e alguns ficam sem condições de viver, vegetando em cima de uma cama, porque acaba afetando muito intensamente um dos lados do cérebro”, frisa o diretor do HUT.

Além do capacete, como um dos principais aliados para evitar lesões graves na cabeça, Gilberto Albuquerque pontua que os motociclistas devem evitar andar acima da velocidade. Segundo ele, quando a moto está acima de 120km por hora, o capacete não evitará os traumas.

“Mesmo com capacete, se a pessoas estiver em uma velocidade muito alta e sofrer um impacto em um obstáculo parado também terá lesão intracraniana muito grave. Por isso tem que usar capacete, andar na velocidade adequada e não ingerir bebida alcoólica, porque essa também é uma das causas de acidente. Também é preciso adquirir um capacete de boa qualidade e afivelar, senão ele será arremessado no momento da colisão”, finaliza Gilberto Albuquerque

08 de novembro de 2017

Twitter aumenta oficialmente o limite de 140 caracteres para 280

Durante os primeiros dias do teste, muitas pessoas usaram todo o limite completo de 280 caracteres porque se tratava de uma novidade

Twitter anunciou nesta terça-feira (7) que está oficialmente aumentando o limite de 140 caracteres para 280. Testado em setembro com um número restrito de pessoas, usuários em qualquer idioma — exceto japonês, coreano e chinês — tiveram a oportunidade de ver como funcionavam os tweets de até 280 caracteres. Uma gambiarra, no entanto, permitia que usuários fora do grupo selecionado pudessem criar tweets com mais letras. "Estamos entusiasmados em compartilhar que vamos liberar a mudança para todos os idiomas", informou o microblog no início da noite.

Segundo o Twitter Brasil, o novo limite começou a ser liberado hoje para todos os usuários e deve chegar aos poucos nas contas também de usuários brasileiros.

Ainda de acordo com o Twitter, durante os primeiros dias do teste, muitas pessoas usaram todo o limite completo de 280 caracteres porque se tratava de uma novidade. Entretanto, logo após, o comportamento foi normalizado, mantendo as características do Twitter que usa "microposts" — a maioria das vezes bem curtos.

Historicamente, 9% dos tweets em inglês e 3,5% dos tweets em português atingem o limite de 140 caracteres. O microblog entende que isso reflete o desafio de adequar um pensamento a um tweet, um espaço tão pequeno de expressão.

"Isso reflete o desafio de encaixar um pensamento em um Tweet, muitas vezes resultando em muito tempo gasto na edição e até mesmo na desistência de publicação", completa o microblog. Com a contagem de caracteres expandida, esse problema foi massivamente reduzido — o número caiu para apenas 1% dos tweets que usam todo o limite, agora, de 280 caracteres. A rede social acredita que, com isso, as pessoas devem passar menos tempo editando tweets.

Durante o período de testes, apenas 5% dos tweets enviados tinham mais de 140 caracteres e apenas 2% tinham mais de 190 caracteres. O Twitter afirma que, com base nesses números, é possível que a introdução de tweets maiores não mude a quantidade de posts que o usuário vai visualizar na sua timeline. "A experiência dos usuários na leitura da linha de tempo não deve mudar substancialmente", garantem. A rede social dá o exemplo de tweets com fotos e vídeos, que ocupam bem mais espaço do que tweets apenas de texto com 280 caracteres.


Twitter aumenta oficialmente o limite de caracteres para 280. Foto: Reprodução/divulgação/twitter

Mais engajamento

Além de mais espaço para escrever, o Twitter afirma que as pessoas que publicaram tweets maiores tiveram mais engajamento — como likes, retweets (RT) e @mentions — ganharam mais seguidores e passaram mais tempo no Twitter.

"O Twitter é sobre brevidade, o que faz da plataforma o melhor lugar para se atualizar sobre o que está acontecendo no mundo. Os tweets vão direto ao ponto, com as informações que mais interessam. Esse é o DNA da plataforma e nunca vai mudar. O Twitter seguirá estudando dados e ouvindo seus usuários para entender como pode melhorar sempre", disse o Twitter em nota sobre o lançamento.

Esse é o DNA da plataforma e nunca vai mudar

Usuários do microblog nos idiomas japonês, coreano e chinês continuarão, porém, a ter o máximo de 140 caracteres como padrão. Segundo a rede social, a falta de espaço para escrever nunca foi um problema nesses idiomas devido à forma de escrita. O microblog também afirma que usuários de clients mais antigos — aplicativos de terceiros que permitem enviar tweets — verão ainda o limite de 140 caracteres até que atualizem a plataforma de publicação com o novo recurso.

No passado, o Twitter fez outras experiências tirando da contagem de 140 caracteres as menções, retweets, URLs de links encurtados na plataforma além de fotos e vídeos publicados via Twitter para dar mais espaço para as mensagens.

02 de novembro de 2017

Veja o que dá para comprar pelo mesmo preço do novo iPhone X

Em sua versão de 64 GB de armazenamento, o smartphone custará no Brasil a bagatela de R$ 6.999

Quem quiser comprar o iPhone X no Brasil, terá que se preparar para desembolsar uma boa quantia.

Nesta terça-feira (31), a Apple divulgou quanto custará o novo aparelho no país.

Em sua versão de 64 GB de armazenamento, o smartphone custará R$ 6.999. A versão topo de linha, com 256 GB, custará R$ 7.799, ou R$ 7.019,10 se o pagamento for à vista, com 10% de desconto.

A reportagem fez um levantamento e descobriu o que dá para comprar pelo mesmo valor do aparelho. Confira abaixo.

UMA VIAGEM À MIAMI E UM IPHONE X COMPRADO LÁ

Com R$ 7 mil, é possível ir até Miami, comprar o novo aparelho da Apple por lá e ainda voltar para o Brasil com quase R$ 400 sobrando. Uma passagem de ida e volta para a cidade americana custa a partir de R$ 2.855, saindo no dia 28 de novembro e retornando no dia 29.

O aparelho na versão de 64 GB nos Estados Unidos sai por R$ 3.260 no câmbio atual. Somando a hospedagem, R$ 498 a diária em um hotel três estrelas, a viagem daria R$ 6.613, menos que o iPhone X no Brasil.

UM FUSCA

Para quem não faz questão do aparelho e gosta de carros antigos, é possível adquirir um Fusca de 1978 com 100 mil km rodados pelo mesmo preço que o celular.

21 CAFETEIRAS NESPRESSO

Muitos amantes do café sonham com sua própria cafeteira da marca suíça Nespresso. Com R$7.000, é possível fazer 21 viciados em café felizes com uma máquina nova modelo Inissia.

4 GELADEIRAS

Está precisando comprar uma geladeira nova? E na sua família, alguém precisa de um novo refrigerador? Quatro geladeiras de duas portas com função frost free e capacidade de 275 litros custam o mesmo que o aparelho celular.


UMA SEMANA DE VIAGEM EM FORTALEZA PARA DUAS PESSOAS

Se você comprar um drone só, pode usá-lo para fotografar sete dias de viagem em Fortaleza, hospedado em um hotel quatro estrelas com um acompanhante. O aéreo, saindo de São Paulo, está incluído no preço. Tudo por menos que um iPhone X.

10 DRONES COM FOTO EM VGA E BLUETOOTH

Sabe aquela foto aérea incrível que seu amigo postou nas redes sociais da última viagem dele? Quem abrir mão do iPhone X pode comprar um drone para si e ainda fazer nove amigos e familiares felizes com um aparelho similar.

SETE DIAS DE HOSPEDAGEM NO COPACABANA PALACE

Quem busca glamour pode se hospedar por uma semana no tradicional Copacabana Palace, na orla da praia do Rio de Janeiro, pelo mesmo valor. Os preços levantados são durante a baixa temporada.

01 de novembro de 2017

Em comparação internacional, 4G do Brasil melhora, mas cobertura é pior

O país subiu para p 42º lugar em uma lista de 77 países, mas o problema é que aos smartphones brasileiros só encontram sinal 4G em 59,31% do país.

A internet 4G melhorou, e o Brasil saltou, em seis meses, cinco posições no ranking de países com maior velocidade para navegar quando se está no celular.
Segundo relatório da consultoria OpenSignal (em inglês), divulgado nesta quarta-feira (1º), o país subiu para o 42º lugar em uma lista de 77 países. Há um ano, a posição era 52ª. Agora, brasileiros usam internet a velocidade média de 20,34 Mbps (megabits por segundo), o que é melhor que os 19,68 Mbps de um ano atrás. A média global é de 16,6 Mbps.
O problema é que essa velocidade depende de o celular encontrar rede disponível. Ainda que a infraestrutura tenha se expandido, smartphones brasileiros só encontram sinal 4G em 59,31% das vezes que tentam se conectar. No relatório divulgado em junho, o percentual era de 55,29%
Esse percentual é menor que o de nosso vizinhos argentinos (rede disponível em 70,97% das tentativas) e Peru (75,09%). Segundo o estudo, 50 países oferecem acesso à rede 4G em mais de 70% dos acesso, bem acima dos 33 países que tinha esse percentual de conexão em junho. A tecnologia é considerada madura quando há acesso em 80% das vezes.

E para não dizer que todo dia segue sendo um 7x1, segundo esse documento, a Alemanha está atrás do Brasil em oferta de rede e em velocidade nos smartphones. Alemães conseguem usar o 4G em 57,5% das tentativas e navegam a 19,29 Mbps, em média.
Estagnou
Segundo a OpenSignal, a velocidade do 4G estagnou em todo o mundo, e mesmo nos países mais avançados parece distante o momento em que será possível navegar com velocidade média superior a 50 Mbps em redes 4G. Cingapura, com a internet mais rápida, navega hoje a média de 46,64 Mbps.
A consultoria atribui a mudança a um foco maior das operadoras de telefonia em ampliar o acesso à rede, especialmente em países em desenvolvimento. Quando mais pessoas tentam usar a mesma rede, a velocidade tende a diminuir.
Metodologia
A OpenSignal coletou 50 bilhões de dados de 3,8 milhões de smartphones ao redor do mundo para o estudo. A coleta foi realizada entre os dias 1º de julho e 1º de outubro.

Governo sinaliza veto a regra anti-Uber que avance no Congresso

Ministros próximos a Temer afirmam que é preciso pensar em alternativas para criar condições de concorrência no setor, como o financiamento para motoristas de táxi

O Palácio do Planalto sinalizou disposição em vetar qualquer medida anti-Uber que venha a ser aprovada pelo Congresso. O presidente Michel Temer ainda não tomou uma decisão sobre o tema, mas seus auxiliares afirmam que seria um "retrocesso" proibir aplicativos de transporte de passageiros.

Principal deles, o Uber tem cerca de 500 mil motoristas cadastrados em todo o país –há um ano, eram 50 mil. A empresa atua ao lado das concorrentes Cabify e 99. Elas têm protestado contra possíveis mudanças na legislação.

Pelo projeto aprovado na Câmara em abril, o serviço dos aplicativos de transporte deixaria de ser uma "atividade de natureza privada". Os carros passariam a ser classificados como "de aluguel", similares a táxis", e com exigência de "autorização específica do poder público municipal", além de placa vermelha obrigatória.

Ministros próximos a Temer afirmam que é preciso pensar em alternativas para criar condições de concorrência no setor, como o financiamento para motoristas de táxi, para que esses tenham acesso a tecnologias semelhantes a dos aplicativos.

Um dos principais aliados do presidente, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) disse que uma das possibilidades analisadas é um subsídio, via Caixa Econômica Federal, para taxistas de todo o país.

"Cada iniciativa deve vir seguida de uma modelagem financeira, mas creio que não podemos criar dificuldades ao avanço da tecnologia. Quando o governo proíbe o aplicativo, acaba andando contra a própria história", disse Moreira à Folha.

Para ele, o mais "razoável" é criar, com esses financiamentos, "programas que qualifiquem os motoristas de táxi ou Uber" e, segundo ele, dar "acesso a instrumentos para que eles elaborem seus aplicativos, por exemplo, e possam conviver num ambiente de concorrência".

Quando o projeto que regulamenta os aplicativos for aprovado pelo Congresso, o Planalto vai analisar possíveis brechas jurídicas que possam justificar vetos parciais ou total. Nesta terça (31), após diversos impasses, o Senado decidiu flexibilizar o projeto aprovado na Câmara.

Os senadores vão rever ao menos dois pontos considerados polêmicos na medida: a obrigatoriedade da placa vermelha e a propriedade do veículo. De acordo com representantes dos aplicativos, esses trechos igualariam os carros dos aplicativos aos táxis.

Com as alterações propostas pelo Senado, que poderiam ser votadas na noite desta terça (31), o texto precisará voltar à Câmara e, caso os deputados endureçam novamente as regras, aí sim o Planalto deverá vetá-las.

A primeira tentativa dos líderes do Senado foi fazer um acordo para que o projeto que passou na Câmara fosse aprovado sem alterações, o que daria celeridade ao processo. Temer, por sua vez, vetaria diversos pontos. Sem consenso, senadores decidiram alterar o texto, devolvê-lo à Câmara e revisá-lo após a chancela dos deputados.

 Agressão

Nesta terça, no Senado, o diretor de comunicação da Uber, Fabio Sabba, foi agredido enquanto concedia uma entrevista para o jornal espanhol "El País".

De acordo com relatos de pessoas que estavam presentes no momento da agressão, um homem não identificado, que protestava no local em favor dos taxistas, deu um soco no rosto de Sabba e saiu correndo em seguida.

O diretor registrou o caso na Polícia Legislativa e foi ao IML para realização de um exame de corpo de delito. Em nota, a empresa chamou o episódio de "inaceitável". "A Uber acredita que todos têm liberdade e autonomia para protestar. No entanto, considera inaceitável o uso de violência e repudia o episódio".

"O executivo, que passa bem, abriu um boletim de ocorrência na delegacia do Senado. Acreditamos que qualquer conflito deve ser administrado pelo debate de ideias entre todas as partes", diz o comunicado.

27 de outubro de 2017

WhatsApp libera recurso que apaga mensagens enviadas por engano

Nova função permite excluir mensagens de conversas em grupo ou individuais, mas só funciona se isso for feito em até 7 minutos após envio.

O WhatsApp começou a liberar um recurso que apaga mensagens enviadas inclusive para quem as recebeu. A novidade funciona tanto em conversas individuais como em grupo, mas só é possível excluir mensagens em até 7 minutos após seu envio.

A função é um pedido antigo dos usuários do WhatsApp, mas ainda não está disponível para todos. Até então, só era possível apagar mensagens da sua própria janela de bate-papo. Ou seja, os outros membros de uma conversa continuavam vendo-as.

De acordo com o WhatsApp, o recurso de apagar mensagens para todos é especialmente útil quando uma mensagem é enviada por engano, em uma conversa errada ou caso ela tenha causado algum tipo de arrependimento.

A empresa diz que, quando uma mensagem é excluída de uma conversa, os outros contatos vão ver a frase "Esta mensagem foi apagada" no lugar. Da mesma forma, se a frase aparecer em alguma conversa sua, isso significa que o remetente decidiu removê-la.

Como usar

Para usar o recurso, é preciso tocar em cima da mensagem, selecionar a função "Apagar" e, depois, em "Apagar para todos".

Para que a novidade funcione efetivamente e as mensagens sejam apagadas para todos os membros de uma conversa, é obrigatório que remetente e destinatários tenham a versão mais atualizada do WhatsApp para Android, iPhone ou Windows Phone.

O WhatsApp não informou quando a função estará disponível para todos os usuários. Também não há informações sobre o funcionamento do recurso no WhatsApp Web, versão do aplicativo para navegadores de computadores desktop.

26 de outubro de 2017

Uber lança cartão de crédito com cashback e bandeira Visa

Ainda sem previsão de lançamento em outros países, quem mora nos Estados Unidos poderá pedir o seu Uber Visa Card a partir do dia 2 de novembro

A Uber está lançando nos EUA seu primeiro cartão de crédito próprio, com a bandeira Visa. Para atrair a geração dos millenials, a companhia oferece cashback e vantagens ao se usar serviços de streaming.

O cartão dá um crédito de US$ 50 para serviços sob assinatura, como Spotify, Netflix e Amazon Prime, caso o usuário gaste pelo menos US$ 5 mil com o cartão em um ano. Ainda, o cartão da Uber devolve uma parcela do dinheiro gasto com transporte e viagens feitas com seu aplicativo. O usuário recebe de volta 4% desse valor para ser usado no UberEATS, ou 3% para gastar em hotéis e passagens aéreas, além de 2% para comprar online e 1% para gastar como desejar.

"Com o Uber Visa Card, você pode ganhar recompensas por todas as suas compras, e essas recompensas se acumulam ainda mais rápido para coisas como jantares, reservas de viagens, usar a Uber, ou mesmo comprar online", explicou Drew Quinn, gerente de produtos da companhia.

Os interessados devem se inscrever pelo site ou aplicativo, e, quando autorizado, o cartão será exibido no app para smartphone. Em seguida, o cartão de crédito físico será enviado ao endereço do usuário, dentro de um prazo de sete a dez dias. Então, pelo aplicativo, o usuário administra as informações referentes às suas compras e faturas.

Ainda sem previsão de lançamento em outros países, quem mora nos Estados Unidos poderá pedir o seu Uber Visa Card a partir do dia 2 de novembro.

24 de outubro de 2017

Golpes por meio do WhatsApp ficam mais sofisticados; saiba como evitar

Golpistas usam imagens de pessoas públicas e grandes marcas para lesar o consumidor com por meio de aplicativo de mensagens

Com mais de 120 milhões de usuários no Brasil, o WhatsApp tem se tornado um canal cada vez mais comum para aplicação de golpes. Uma das fraudes mais recentes a se espalhar usa a figura do jogador de futebol Neymar para induzir o usuário a contratar um serviço adicionai sem prévia autorização ou informações sobre os custos.


Golpe usa imagem do jogador Neymar como isca

No golpe, a pessoa recebe uma mensagem para baixar um aplicativo para “escalar Neymar” em um time internacional e mudar a tela de fundo do Whatsapp.

Quando o usuário baixa o app, ele coloca o número do celular para finalizar o processo. O golpe é finalizado e o consumidor, sem saber, acaba de contratar um serviço adicional semanal de R$ 3,99 da Mobsfun, empresa controlada pela Interract2media, com sede em Cingapura.

Outro golpe recente praticado por fraudadores envolve a empresa de cosméticos Boticário. Mais de 1 milhão de pessoas caíram no golpe que prometia um vale-presente no valor de R$ 150, segundo a empresa de segurança digital Psafe.00

Cobrança é feita pelas operadoras

Para que o usuário efetivamente pague ao cair no golpe, é necessário que as operadoras de telefonia móvel autorizem e firmem um contrato com companhias de serviços adicionais. Na maioria das vezes, o serviço contratado é legal. Mas, em alguns casos, os criminosos se aproveitam do sistema de pagamento das operadoras para aplicar golpes milionários nos usuários.

Para Rafael Zanatta, advogado e pesquisador em telecomunicações do Instituto de defesa do consumidor (IDEC), as operadoras deveriam ter uma verificação mais rigorosa para evitar que esse sistema de pagamento fosse usado por empresas ilícitas. “ O problema é a falta de regras, não há uma forte investigação para descobrir quem são os terceiros que exploram o consumidor. Muitas vezes, a operadora tem sua própria legislação, é um mercado completamente desregulamentado”, diz.

Como se prevenir

Checar a origem da promoção e conversar com outras pessoas sobre a veracidade das campanhas das marcas pode ser uma boa saída para evitar esses fraudes, como explica Emílio Simoni, diretor do laboratório de segurança da PSafe. “ Os hackers são muito oportunistas. Mesmo que o usuário receba esse tipo de mensagem de algum familiar, deve desconfiar. Pesquise a origem dessas promoções, ligue no SAC da empresa, vá a uma loja física e instale um antivírus capaz de reconhecer páginas falsas”.

É possível reaver o dinheiro perdido em golpes pela internet. O consumidor pode pedir o estorno para a própria operadora, que tem a obrigação de ressarci-lo em dobro, em até dez dias, de acordo com Zanatta. Caso a empresa se recuse a fazer a restituição, o consumidor pode entrar em contato com a Anatel e explicar o ocorrido. Se, ainda assim, não seja resolvido pela Agência, a indicação é procurar o Procon da cidade em que ele mora e fazer uma reclamação diretamente na área de serviços adicionais.

As operadoras Vivo, Claro, Oi e TIM,  informaram que adotam políticas de segurança rigorosas para cadastro de empresas parceiras.

17 de outubro de 2017

Qualcomm anuncia o primeiro teste 5G do mundo em um smartphone

Fabricante de chips apresentou design de referência para a nova geração de smartphones 5G. Companhia avança na corrida para entregar conexão ultrarrápida a dispositivos móveis

A Qualcomm anunciou nesta terça-feira (17) que conduziu, com sucesso, o primeiro teste do mundo de uma conexão 5G em um dispositivo móvel. O teste se deu nos laboratórios da fabricante em San Diego e foi revelado durante o 4G/5G Summit, que acontece em Hong Kong nesta semana. 

O teste se dá um ano após a fabricante ter anunciado o seu chipset Snapdragon X50 5G NR. Segundo a companhia, o X50 alcançou velocidades de até 1 gigabit por segundo, muito superior a velocidade quando comparada às redes sem fio 4G LTE que são usadas pelos smartphones de hoje.

Cristiano Amon, vice-presidente executivo da Qualcomm Technologies, também apresentou o design de referência para os smartphones 5G que serão usados para testes com fabricantes de aparelhos nos próximos dois anos. O aparelho exibido pelo executivo trazia um design semelhante aos smartphones mais recentes, com tela infinita.


Ilustração dos tipos de conexão. Os aparelhos de telefonia moveis estão sendo produzidos para serem compatíveis ao 5G. Foto: Reprodução

"Esse marco histórico e nossa referência de design para um smartphone 5G mostra como a Qualcomm Technologies está conduzindo os dispositivos móveis 5G NR para melhorar a experiência da banda larga móvel para consumidores ao redor do mundo", pontuou Amon.

A fabricante de chips prometeu que o lançamento comercial de smartphones 5G deve começar a chegar ao mercado na primeira metade de 2019. Trata-se de um prazo relativamente agressivo tendo em vista que a indústria da tecnologia sem fio concorda, em parte, com o prazo de 2020 para disponibilizar a tecnologia ao mercado. 

A expectativa é que a próxima geração de tecnologia celular com conexão ultrarrápida irá abrir as portas para níveis sem precedentes de velocidade e resposta. Com ela, a indústria espera alimentar um novo espectro de produtos e serviços que incluem avançados carros autônomos, robôs domésticos, serviços inerentes à Internet das Coisas e serviços de missões críticas. A expectativa é que a nova velocidade de conexão eleve o mercado para a cifra de 12 trilhões de dispositivos conectados até o ano de 2035.

"Nós estamos saindo dessa época entre os 'Gs' e entrando nessa nova era do 5G. Temos muito trabalho adiante, mas é uma das oportunidades mais excitantes que já tivemos na indústria mobile", diz Cristiano Amon.

Para ele, a economia digital começa com os computadores pessoais, mas chega de fato ao seu age com o smartphone. "São 7,5 bilhões de conexões na indústria de hoje. É a maior plataforma feita pela humanidade, e não há dúvida de que mudou tudo. E quando pensamos em 5G, é isso que levará para o próximo nível", assinala. 

"O 5G será uma das transições mais significativas que nós teremos na nossa indústria. Será como a eletricidade, em alguns anos nós não teremos mais uma discussão sobre os casos de uso, nós iremos apenas assumir que está lá, porque tudo estará de fato conectado a nuvem e é um tempo realmente animador para a indústria", prevê o executivo. 

09 de outubro de 2017

Golpe no WhatssApp que promete saque de 14º salário afeta 320 mil

A mensagem promete aos usuários que já tenham trabalhado com carteira assinada a possibilidade de conferir se têm o direito a receber o benefício através da Caixa

O fim do ano está próximo e a chance de um dinheiro extra pode gerar dor de cabeça para os desavisados. Um novo golpe usa a possibilidade de receber um 14º salário como isca no WhatssApp para atrair os usuários do app. A mensagem que circula pelo aplicativo diz que trabalhadores nascidos entre janeiro e junho, e que tenham trabalhado de carteira assinada entre 2014 e 2015 têm direito ao benefício. De acordo com a PSafe, empresa responsável pelo aplicativo de segurança digital DFNDR, em apenas dois dias, cerca de 320 mil pessoas foram expostas ao golpe enviado pelo mensageiro.

A mensagem promete aos usuários que já tenham trabalhado com carteira assinada a possibilidade de conferir se têm o direito a receber o benefício através da Caixa Econômica Federal. O golpe promete o pagamento de um 14º salário, no valor de R$ 937. Atraídos pelo valor, usuários clicam para fazer a consulta e, em seguida, precisam responder a três perguntas: "Você já possui o cartão cidadão?", "Trabalhou algum mês registrado em 2016/2017?" e "Atualmente está registrado?”.

Independentemente das respostas, a vítima é encaminhada para uma nova página, que pede que ela compartilhe o link com dez amigos via WhatsApp para poder consultar a lista. Desta forma, o golpe afeta um maior número de vítimas.

Em seguida, o usuário precisa se cadastrar em serviços de SMS pago ou é levado a fazer o download de aplicativos falsos, que podem infectar o smartphone e deixá-lo vulnerável a outros tipos de crimes ou prejuízo financeiro.

Golpe que circula no aplicativo promete saque de benefício. (Foto: Reprodução)

— O diferencial desse golpe é que, em meio ao passo a passo, ele solicita permissão do usuário para enviar notificações por push. Isso acontece para que o hacker consiga envolvê-lo em outros golpes no futuro, sem precisar enviar links. Nos testes realizados pelo nosso time de pesquisadores, algumas horas após o acesso ao golpe, o cibercriminoso enviou uma outra armadilha, via notificação direta para o celular das vítimas — explica diz Emilio Simoni, Gerente de Segurança da PSafe.

Para não cair em armadilhas no mundo digital, a PSafe reforça a importância de desconfiar de qualquer tipo promessa exagerada que chega por mensagens, checando sempre se é algo real, ao entrar em contato diretamente com a empresa ou órgão do governo citado no endereço web. Além disso, é imprescindível que o smartphone tenha instalado um software de segurança com a função ‘antiphishing’, como o DFNDR, pois esse sistema é capaz de analisar todas as ameaças existentes no ambiente online.

A Caixa informa que disponibiliza orientações de segurança em seu portal da internet (http://www.caixa.gov.br/seguranca/Paginas/default.aspx) e em suas agências com o objetivo de alertar os clientes quanto a golpes, seja por e-mails spam, whatsapp, sites falsos ou por telefone. Informa ainda que, em casos de dúvidas, os clientes têm à disposição os canais de atendimento ao cliente, tais como SAC/Ouvidoria ou qualquer uma de suas agências (http://www.caixa.gov.br/atendimento).