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Notícias Tecnologia

09 de outubro de 2017

Golpe no WhatssApp que promete saque de 14º salário afeta 320 mil

A mensagem promete aos usuários que já tenham trabalhado com carteira assinada a possibilidade de conferir se têm o direito a receber o benefício através da Caixa

O fim do ano está próximo e a chance de um dinheiro extra pode gerar dor de cabeça para os desavisados. Um novo golpe usa a possibilidade de receber um 14º salário como isca no WhatssApp para atrair os usuários do app. A mensagem que circula pelo aplicativo diz que trabalhadores nascidos entre janeiro e junho, e que tenham trabalhado de carteira assinada entre 2014 e 2015 têm direito ao benefício. De acordo com a PSafe, empresa responsável pelo aplicativo de segurança digital DFNDR, em apenas dois dias, cerca de 320 mil pessoas foram expostas ao golpe enviado pelo mensageiro.

A mensagem promete aos usuários que já tenham trabalhado com carteira assinada a possibilidade de conferir se têm o direito a receber o benefício através da Caixa Econômica Federal. O golpe promete o pagamento de um 14º salário, no valor de R$ 937. Atraídos pelo valor, usuários clicam para fazer a consulta e, em seguida, precisam responder a três perguntas: "Você já possui o cartão cidadão?", "Trabalhou algum mês registrado em 2016/2017?" e "Atualmente está registrado?”.

Independentemente das respostas, a vítima é encaminhada para uma nova página, que pede que ela compartilhe o link com dez amigos via WhatsApp para poder consultar a lista. Desta forma, o golpe afeta um maior número de vítimas.

Em seguida, o usuário precisa se cadastrar em serviços de SMS pago ou é levado a fazer o download de aplicativos falsos, que podem infectar o smartphone e deixá-lo vulnerável a outros tipos de crimes ou prejuízo financeiro.

Golpe que circula no aplicativo promete saque de benefício. (Foto: Reprodução)

— O diferencial desse golpe é que, em meio ao passo a passo, ele solicita permissão do usuário para enviar notificações por push. Isso acontece para que o hacker consiga envolvê-lo em outros golpes no futuro, sem precisar enviar links. Nos testes realizados pelo nosso time de pesquisadores, algumas horas após o acesso ao golpe, o cibercriminoso enviou uma outra armadilha, via notificação direta para o celular das vítimas — explica diz Emilio Simoni, Gerente de Segurança da PSafe.

Para não cair em armadilhas no mundo digital, a PSafe reforça a importância de desconfiar de qualquer tipo promessa exagerada que chega por mensagens, checando sempre se é algo real, ao entrar em contato diretamente com a empresa ou órgão do governo citado no endereço web. Além disso, é imprescindível que o smartphone tenha instalado um software de segurança com a função ‘antiphishing’, como o DFNDR, pois esse sistema é capaz de analisar todas as ameaças existentes no ambiente online.

A Caixa informa que disponibiliza orientações de segurança em seu portal da internet (http://www.caixa.gov.br/seguranca/Paginas/default.aspx) e em suas agências com o objetivo de alertar os clientes quanto a golpes, seja por e-mails spam, whatsapp, sites falsos ou por telefone. Informa ainda que, em casos de dúvidas, os clientes têm à disposição os canais de atendimento ao cliente, tais como SAC/Ouvidoria ou qualquer uma de suas agências (http://www.caixa.gov.br/atendimento).


05 de outubro de 2017

Stranger Things: famosa série da Netflix ganha game mobile

O game conta com um estilo retrô 16 Bits que lembra clássicos do Super Nintendo e parece ter alguma inspiração de títulos como The Legend of Zelda

Stranger Things: The Game é um jogo gratuito lançado para iOS e Android baseado na popular série do Netflix que terá uma segunda temporada em 27 de outubro. O game conta com um estilo retrô 16 Bits que lembra clássicos do Super Nintendo e parece ter alguma inspiração de títulos como The Legend of Zelda. A história é uma reinterpretação dos eventos mostrados no seriado, porém, de uma maneira um pouco mais resumida. Além disso, o título ainda destaca alguns dos momentos mais emocionantes da saga.

O game coloca o jogador em diversas situações já vistas com trechos de ação, perseguição e stealth. Será possível também explorar vários locais da cidade fictícia de Hawkins como a floresta de Mirkwood e o laboratório secreto que começou tudo. Ainda será possível visitar o "mundo invertido", sempre tão presente na história. Cada personagem tem habilidades diferentes. Lucas, por exemplo, é capaz de disparar com seu estilingue. Já Nancy pode desferir golpes com um bastão de beisebol e Hopper, por sua vez, nocauteia a todos com socos.


Stranger Things: The Game reimagina eventos da série com visual retrô no iPhone, iPad e Android (Foto: DIvulgação/BonusXP) 

Stranger Things: The Game traz um nível de dificuldade Classic, semelhante aos jogos de antigamente, personagens secretos, uma coleção de VHS para completar e colecionáveis como Gnomos e Eggos (waffles congelados), que desbloqueiam clipes inéditos da segunda temporada. Quando terminar a aventura, você também poderá comparar seu tempo com o de seus amigos.

A série 

A segunda temporada da série Stranger Things estreia em 27 de outubro, daqui a pouco mais de três semanas, na Netflix. Seguindo o costume do serviço de streaming, todos os episódios serão disponibilizados no mesmo dia. Como a data de lançamento é muito próxima do Halloween -- também conhecido por aqui no Brasil como o "Dia do Saci" --, que é comemorado no dia 31 de outubro, foi revelado um novo pôster da série na última segunda (2), que é claramente inspirado na celebração, que sempre contou com abóboras como um de seus principais símbolos.


Pôster da 2ª temporada da série lançado dia (02). Foto: Divulgação

Para quem não está por dentro, esta é a sinopse oficial da segunda temporada de Stranger Things: "É o ano de 1984 e os cidadãos de Hawkins, Indiana, ainda estão se recuperando dos horrores do Demogorgon e dos segredos do Laboratório de Hawkins. Will Byers foi resgatado do Mundo Invertido, mas uma entidade maior e mais sinistra ainda ameaça os que sobreviveram."

27 de setembro de 2017

'Washington Post' passa de 1 milhão de assinantes exclusivamente digitais

É a primeira vez que o "WP", comprado em 2013 por Jeff Bezos, dono da Amazon, divulga os dados.

O "Washington Post" ultrapassou "a marca de 1 milhão de assinantes exclusivamente digitais mais cedo neste ano". A informação é do publisher do jornal, Fred Ryan, em comunicado interno.
É a primeira vez que o "WP", comprado em 2013 por Jeff Bezos, dono da Amazon, divulga os dados. O jornal passou a cobrar pelo acesso, através de paywall (limite de matérias disponíveis parar quem não é assinante ler de graça), meses antes da aquisição por Bezos.
"Nosso crescimento tem sido excepcionalmente forte, com assinaturas exclusivamente digitais mais que duplicando desde 1º de janeiro", acrescenta Ryan no texto, divulgado pela "CNN".

Os dados mais recentes apresentados por outros grandes jornais americanos são de junho, fim do primeiro semestre. Com o resultado, o "WP" ocupa a terceira posição no ranking de assinantes exclusivamente digitais, atrás de "The New York Times", com 2,3 milhões, e "Wall Street Jornal", com 1,27 milhão.
A quarta posição é do "Los Angeles Times", com 105 mil assinantes exclusivamente digitais.
Considerando a circulação das respectivas edições impressas, segundo dados de maio da AAM (Alliance for Audited Media), o "WP" ocupa a quarta posição, com 313 mil exemplares.
Neste ranking, o "WSJ" lidera, com 1,18 milhão de exemplares, seguido por "NYT" (598 mil) e "LAT" (484 mil).

15 de setembro de 2017

Industria da tecnologia se prepara para a chegada do 5G

Alguns países disputam o lançamento do 5G no mundo. As melhores apostas são Japão e Coreia do Sul

 Um dos temas mais debatidos pela indústria de dispositivos móveis atualmente é a chegada do 5G, a nova banda de dados que promete revolucionar o mercado e, segundo analistas, iniciar a quarta revolução industrial. Isso porque a tecnologia deve oferecer internet móvel a altíssimas velocidades, com um tempo de resposta muito baixo entre um dispositivo e outro -a chamada latência- que possibilitaria um novo salto tecnológico na indústria de dispositivos, robôs, cidades inteligentes e carros autônomos.

Hoje, conectado ao 4G, um carro inteligente demora cerca de 20 ms (milissegundo) para receber o comando de que há perigo pela frente e executar uma resposta. Apesar de parecer muito rápido, não é o suficiente para evitar um acidente. O 5G deve diminuir a ação para até um milissegundo.


Linha cronológica da evolução. O 5G deve começar a ser usado a partir de 2020

"O 5G se baseia em três pilares: baixa latência, grande volume de dados e grande número de conexões simultâneas", explica Amadeu Castro, diretor da GSMA no Brasil.

Suportar um grande número de conexões significa uma rede sem sobrecarga pelo excesso de usuários. Um volume maior de dados vai permitir, por exemplo, rodar vídeos em resoluções altíssimas em redes móveis, abrindo um novo mercado para os criadores de conteúdo e entretenimento.

Outra fronteira a ser expandida é a da automação industrial. Com uma rede de altíssima velocidade e capacidade, conectar robôs numa linha de produção à internet e analisar seus dados do outro lado do mundo não vai mais depender de longos cabos, servidores e hubs. "Provavelmente o ambiente industrial será o primeiro lugar em que veremos as aplicações práticas do 5G", estima Wilson Cardoso, diretor de tecnologia para a América Latina da Nokia.

O espectro

Para fazer o 5G virar realidade, a indústria da tecnologia precisa resolver um problema: como levar esses dados pelo ar até os usuários. O espectro, as faixas de rádio-frequência pelo qual as ondas padronizadas devem circular, está bastante ocupado e os países precisam entrar em um acordo para padronizar as usadas pelo 5G.

Em discussão estão ondas de alta frequência, de 24 GHz a até 60 GHz, e ondas menores, de 600 MHz a 700 MHz.

"É uma questão de física. Com um cano largo, você pode levar mais água, mas mais perto. Com um cano fino, vai mais longe, mas leva pouca água", compara Castro.

O mais provável é que duas faixas sejam operantes em 2019, quando a padronização do 5G deve ser aprovada pela União Internacional das Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês). A de ondas de maior amplitude,com alcance de poucos metros, deve operar nas pequenas células para transmissão "indoor" e pontos de acesso nas fábricas e nos postes de cidades inteligentes.

As ondas mais baixas e com grande alcance podem operar em soluções no campo ou levar sinal a lugares com poucas antenas.

Essa é uma das preocupações do Brasil. O Plano Nacional de Internet das Coisas, que deve ser apresentado ainda em setembro, define como uma de suas verticais a digitalização do agronegócio. Com ondas de baixo alcance seria inviável operar máquinas e coletar dados da lavoura.

"O Brasil vai navegar no mar dos outros, sem criações próprias, então precisamos de soluções específicas para um país como o nosso, para levar internet rápida para o interior e modernizar o campo", diz Sérgio Kern, diretor da Telebrasil, que organiza o fórum 5G Brasil, com entidades do setor.

 Pioneiros

Alguns países disputam o lançamento do 5G no mundo. As melhores apostas são Japão e Coreia do Sul. Ambos deverão receber os jogos Olímpicos nos próximos anos -Tóquio em 2020 e os jogos de inverno de PyeongChang, em 2018- e querem usar a nova tecnologia para impressionar o público.

"Cada lugar tem um plano de evolução. Hoje, vejo estes dois bem adiantados, mas nada padronizado. Os Estado Unidos também quer lançar em 2018", comenta Fabiano Chagas, gerente da ZTE.

Mas estas experiências podem não passar de testes. O chefe para a América Latina da GSMA, Sebastian Cabello, é taxativo: "Tudo o que vocês virem de 5G antes de 2019 é teste. Não existe nada antes do final de 2018, quando a ITU se reúne e lança o padrão oficial".

Segundo ele, uma das grandes disputas do mercado é pela propriedade intelectual. "O que todos querem nessa corrida é claro, colocar um pouco da sua propriedade intelectual na nova tecnologia, daí vem muitas divisas", comenta.

01 de setembro de 2017

Tinder assume pela 1ª vez liderança entre apps com maior arrecadação

Marca foi registrada nos Estados Unidos, em aparelhos iOS, após aplicativo de encontros lançar novo recurso que permite ver se uma pessoa te curtiu antes de você curtir ela.

Depois de lançar um recurso pago que permite saber se uma pessoa te curtiu antes de você curtir ela, o Tinder alcançou pela primeira vez o topo do ranking de aplicativos com maior arrecadação em aparelhos iOS, nos Estados Unidos. No Android, o app de encontros aparece na 14ª posição.

Os dados são desta sexta-feira (1º), do site de monitoramento AppAnnie.

No Brasil, a situação é ligeiramente pior no iOS e muito melhor no Android. Em iPhones, o Tinder é o 2º aplicativo de maior arrecadação, segundo o AppAnnie. Em smartphones com o sistema do Google, o app sobe bastante em relação aos EUA e fica na 3ª colocação.


Assinatura do Tinder Gold permite que você veja quem te curtiu no app (Foto: Divulgação)

A marca foi alcançada na quarta-feira (30) e comemorada no Twitter por Brian Norgard, diretor de produtos do Tinder. "Eu disse que as assinaturas poderiam ser o caminho um dia", ele fala.

Fim da curiosidade?

O Tinder foi atualizado em 29 de agosto com um novo modelo de assinatura chamado Tinder Gold. O serviço custa US$ 5 mensais nos EUA e soma todas as funções "premium" do Tinder – como o direito a um Tinder Boost por mês, que ajuda seu perfil a furar a fila e aparecer mais vezes para as outras pessoas – à nova Likes You, que mostra quem gostou de você.


28 de agosto de 2017

Erro do Google tira do ar parte da internet do Japão

Empresa fez uma configuração que a transformou em provedora de internet. Governo japonês investiga incidente.

Um erro cometido pelo Google tirou parte da internet do Japão do ar. Ocorrido na sexta-feira (25), o incidente levou o Ministério de Assuntos Internos e das Comunicações japonês a iniciar uma investigação, segundo o jornal “Japan Times”.

A interrupção foi causada após a empresa fazer uma modificação no sistema de roteamento do BGP (sigla para Border Gateway Protocol). O erro foi que a companhia enviou à Verizon dados que faziam com que ela se tornasse uma provedora de acesso. Como o Google não fornece conexão à rede, o tráfego que tentava pegar esse caminho não chegava a lugar nenhum, informou a firma de consultoria BGPmon.

“É fácil cometer erros de configuração que podem levar a incidentes como esse”, afirmou a BGPMon. “Nesse caso, parece que o erro de configuração ou o problema de software na rede do Google levou inadvertidamente milhares de prefixos para a Verizon, o que levou à propagação do vazamento de muitos de seus pares.”


Letreiro da sede do Google em Cambridge, Massachusetts (EUA), em junho de 2017 (Foto: REUTERS/Brian Snyder/File Photo)

O problema começou por volta das 12h e atingiu os clientes de duas das principais empresas de telecomunicações do Japão, a NTT Communications e a KDDI Corp. Algumas pessoas até tinham internet, mas experimentavam uma conexão muito lenta.

O Google se desculpou pelo erro. “Nós configuramos a rede com informações erradas e, como resultado, tivemos problemas. Nós modificamos a informação para a correta em oito minutos. Pedimos desculpas por causar inconvenientes e ansiedades entre usuários da internet”, afirmou um porta-voz do Google ao jornal “The Asahi Shimbun” no sábado (26).

Apesar disso, o problema ainda durou horas, porque a informação que deveria circular pela rede ficou congestionada.

O Ministério de Assuntos Internos e das Comunicações japonês pediu que empresas de telecomunicações enviem relatórios sobre a interrupção. A Nintendo foi uma que apontou problemas de acesso a seus sistemas.

24 de agosto de 2017

Jovens americanos trocam Facebook por Snapchat e Instagram; entenda

Segundo especialista, a migração ocorre porque Snapchat e Instagram possuem mais recursos alinhados à forma na qual jovens se comunicam.

Pessoas nas faixas etárias entre 12 a 17 anos e 18 a 24 anos estão trocando o Facebook por outras plataformas como Snapchat e Instagram. Com isso, o número de jovens que usam a principal rede social de Mark Zuckerberg deve cair até o fim de 2017. É o que prevê um estudo da eMarketer — empresa que faz pesquisas de mercado com foco no nicho digital. O comportamento de usuários em relação às três redes sociais foi analisado nos Estados Unidos e também no Reino Unido.

De acordo com o levantamento, o índice de uso das três plataformas é semelhante nos dois países de língua inglesa, mas a tendência é de que o crescimento do Facebook diminua considerando o público com a faixa etária já citada acima.

A migração espontânea para o Snapchat e o Instagram ocorre porque estas ferramentas possuem recursos alinhados à forma na qual adolescentes e jovens adultos se comunicam atualmente. Ou seja, com conteúdo visual, aponta o analista da eMarketer, Oscar Orozco. "Os que permanecem no Facebook estão cada vez menos engajados e passando menos tempo na plataforma", completa.

Dados

O número de usuários mensais do Facebook, nos Estados Unidos, deve crescer 2,4% em 2017 e atingir a marca de 172,9 milhões de pessoas, o que é pouco superior à previsão anterior. Entretanto, a quantidade de usuários mensais entre o grupo com idade de 12 a 17 anos cai 3,4%, em relação a 2016, para 14,5 milhões de pessoas — o que indica o segundo ano consecutivo de declínio entre jovens.

Em relação ao Instagram, os dados indicam um crescimento no número de usuários mensais, nos Estados Unidos, de 23,8% em 2017, somando um total de 85,5 milhões de pessoas. Considerando esse número, a base de pessoas que usam a plataforma e têm menos de 12 anos crescerá 19% — vale notar que a rede social exige ao menos 13 anos para usá-la —, já o grupo com idade de 12 a 17 anos aumentará 8,8%. No Reino Unido, o número de usuários ativos por mês, nesse ano, será de 16,7 milhões de pessoas, um aumento de 34,8% sobre 2016.

A situação do Snapchat também é positiva (embora gere críticas), o eMarketer prevê que a base de usuários ativos da plataforma, nos Estados Unidos, vai crescer em 25,8% nesse ano. A estimativa é que este crescimento ocorra em todas as faixas etárias e seja maior no grupo entre 18 e 24 anos, com 19,2% de aumento.

Com estes resultados previstos pelo grupo, o Snapchat terá 40,8% dos usuários de redes sociais nos Estados Unidos, ganhando dos rivais pela primeira vez em 2017, nas faixas etárias entre 12 e 17 anos e entre 18 e 14 anos. Perde, porém, no geral.

No Reino Unido, o Facebook continuará sendo a rede social mais popular até o fim desse ano. Mesmo assim, a plataforma também está perdendo usuários para o Snapchat e o Instagram, considerando grupos mais jovens. Entre as idades de 12 a 17 e de 18 a 24 anos, o total de membros da principal rede social de Mark Zuckerberg diminuirá, 2,8% e 3,1%, respectivamente, em 2017.

"O Facebook ainda é o grande vencedor das mídias sociais", afirma Bill Fisher, analista sênior do UK eMarketer. "Mas a plataforma deve ficar preocupada com o fato das pessoas mais jovens estarem com as cabeças voltadas para o Snapchat. O fato do Instagram pertencer ao Facebook, entretanto, suaviza o golpe", completa.

20 de agosto de 2017

'Qual a senha do wifi?' é a pergunta mais nociva do mundo digital, diz delegado

Delegado destaca que a invasão nos dispositivos eletrônicos ocorre na maioria das vezes por meio da contaminação das redes de wifi.

Nos dias de hoje, “Qual a senha do wifi?” é um uma das primeiras perguntas que as pessoas fazem ao chegar em um estabelecimento ou residência. Quando se trata de locais com rede aberta então, a população comemora. No entanto, o que a grande maioria desconhece é que essa famosa pergunta é a mais perigosa do mundo digital. O titular da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dercat), Daniel Pires, destaca que a invasão nos dispositivos eletrônicos ocorre na maioria das vezes por meio da contaminação das redes de wifi.

Segundo ele, os hackers têm a mesma facilidade que os clientes de acessar internet pela rede dos estabelecimentos, principalmente na rede aberta. Uma vez que isso acontece, eles enviam um software destinado a se infiltrar nos dispositivos conectados àquela rede de forma ilícita, o malware, e têm acesso a todos os dados dos clientes. Por esse motivo, o delegado orienta que as pessoas prefiram utilizar a internet pelos dados móveis a usufruir das que são fornecidas de forma gratuita.  

“Quase 90% da população pede a senha da rede ao chegar em um determinado local e ninguém se preocupa com a possibilidade de invasão do seu dispositivo. Evitar wifi no seu aparelho previne de maneira grandiosa que essa pessoa seja uma futura vítima de crimes virtuais”, alerta o delegado.

Para ele, a facilidade do acesso à internet é ao mesmo tempo positiva e negativa, pois ao passo que atua como canal de comunicação, informação e pesquisa também é janela para a prática de crimes que geram sérias consequências. Quanto mais pessoas navegam na rede e se relacionam através de plataformas sem um cuidado e atenção devida, maior é a possibilidade de crimes virtuais.

“Até pouco tempo atrás, a gente não acreditava que poderia haver homicídio em ambiente virtual. Depois do jogo da baleia azul, vimos que a pessoa pode sim ser imputada a cometer homicídio. Semana passada, nós fomos pioneiros no que se refere a estupro de ambiente virtual, o que também não imaginaríamos que poderia acontecer. Hoje, os crimes estão migrando para o mundo virtual. Portanto, os usuários devem ter cuidado com o que expõem na internet”, enfatiza o delegado.

O delegado Daniel Pires, titular da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Foto: Jailson Soares / Arquivo O DIA)

A estudante Jéssica Fernanda* já foi vítima de uma perseguição que passou do mundo virtual para o mundo real que começou em 2011 e se seguiu por mais de cinco anos. Ela relata que o perseguidor começou a persegui-la ao acompanhar o twitter dela, que era uma rede aberta, permitindo que ele tivesse acesso às suas fotos e publicações.

“Essa pessoa começou a investigar coisas da minha vida, sabia onde eu morava, meu número, mandava flores, sabia o horário que eu estava na universidade, no trabalho e tudo isso ele conseguia saber através das minhas postagens, comentários, etc. Daí eu fechei minha conta para pessoas que eu permitisse que tivessem acesso ao que eu publicava, mas ele continuou mudando o perfil e me mandando solicitação de amizade. Isso durou por alguns anos, ele parava e voltava”, lembra.


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Exposição excessiva é uma necessidade de autoafirmação 


Orientações

A orientação é que os usuários sejam mais precavidos no que publicam em suas redes sociais. O delegado aconselha que os internautas não façam check-in de onde estejam, para evitar que pessoas más intencionadas saibam o local exato em que estão; e que as pessoas configurem suas redes sociais para que somente pessoas do seu círculo de convivência tenham acesso às suas fotos e publicações.

O ideal é que os usuários não forneçam informações pessoais para sites, como números de documentos de identificação, evitando assim crimes de estelionato, e não compartilhem fotos ou vídeos de conteúdo íntimo através da internet, pois pode haver desvio levando a conhecimento de pessoas que utilizam o conteúdo para forçar ou ameaçar vítimas a fazerem o que desejam.

“Muitas informações de crime de estelionato são dados pela própria vítima. A dica geral é que as pessoas evitem se expor publicamente. Claro, todo mundo pode ter sua rede social, mas diante das circunstâncias e criminalidade hoje, é aconselhável que as pessoas filtrem suas redes e coloquem ara apenas pessoas que você conhece tenham acesso às suas informações”, afirma o titular da DERCAT.

Casos

Desde janeiro desse ano 352 crimes virtuais já foram catalogados na DERCAT somente em Teresina. Em sua maioria estelionato, um crime que a polícia piauiense não pode investigar, porque a Lei diz que nos crimes de estelionato a competência da investigação é de onde a vantagem indevida é obtida. No Piauí, as vantagens indevidas acontecem normalmente em Ceará, São Paulo, Pará, Goiás.

Especial Transmídia TV O DIA: Um furacão digital chamado Gabi Pinho


18 de agosto de 2017

Condomínios investem em tecnologia para reduzir custos

Portaria Remota contribui com a economia de até 50% com os gastos com portaria.

Com o aumento da violência nas cidades é cada vez mais necessária a implantação de mecanismos de segurança em casas, prédios e condomínios residenciais. E um grande problema para quem mora em condomínios é o controle de quem entra e sai, desde moradores até visitantes e prestadores de serviço. Isso porque para que o acesso seja somente para as pessoas que têm autorização é necessário o envolvimento dos funcionários, dos moradores e também o bom funcionamento dos equipamentos como portões e interfones. Além disso, em muitas portarias, a guarita não oferece a segurança necessária para o funcionário, que pode ser facilmente rendido por assaltantes. De forma que algumas situações podem deixar o condomínio suscetível a entrada de pessoas estranhas.


Foto: Divulgação

E a tecnologia tem sido uma grande aliada para melhorar a segurança dos condomínios. Uma alternativa para evitar assaltos e ainda reduzir as despesas é a Portaria Remota, um sistema de controle e gerenciamento do acesso de condomínios à distância. Atualmente o sistema Kiper está em funcionamento em mais de 600 condomínios em todo o Brasil e começa a ser implantado agora em Teresina. "Na Portaria Remota, o porteiro fica localizado em uma sala de monitoramento de uma empresa de segurança, não mais no condomínio, e tem seu trabalho supervisionado 24h por dia, sete dias por semana", explica o especialista em segurança empresarial e em portaria inteligente, Odirley da Rocha. O especialista estará em Teresina no dia 24 de agosto para ministrar o Seminário “Segurança em Condomínios”, que acontecerá no Blue Tree Hotel às 18h30.

Com o sistema, cada morador possui um controle remoto anticlonagem para o portão da garagem e para o portão de pedestre ele utiliza um aplicativo (QR Code) de celular ou uma tag (cartão) de acesso, que vão dar acesso ao condomínio. No caso da perda ou roubo de qualquer um dos mecanismos, o morador liga para a central e faz o bloqueio imediato deles. Também existe um sistema de pânico silencioso, que pode ser acionado em situações de risco. Já o visitante ou prestador de serviço vai se identificar normalmente no interfone, que possui áudio e vídeo, sendo atendido na central que entrará em contato com o morador para autorizar ou não sua entrada. "No caso de eventos, como uma festa, por exemplo, o morador manda um convite de QR Code para os seus convidados do próprio celular. O que vai permitir a entrada somente de quem foi convidado", destaca Odirley da Rocha.


Foto: Divulgação

E para evitar problemas com sinal instável de internet, a Portaria Remota utiliza um link, de rádio ou fibra óptica, entre o condomínio e a empresa. O que garante a qualidade do áudio e da imagem, sem perigo do sinal cair. O sistema ainda possui um mecanismo que resiste a no mínimo dez horas sem energia elétrica e que beneficia o funcionamento do interfone e dos portões de pedestre e da garagem.

Segundo o especialista, outra vantagem da Portaria Remota é que ela garante a gravação remota de áudios e vídeos de moradores, visitantes e prestadores de serviços.

Além de melhorar a segurança do condomínio, o sistema ainda gera uma redução dos custos da portaria em até 50%. "Para manter uma portaria funcionando, normalmente é necessária a contratação de quatro funcionários, que geram gastos com salários, impostos e outros encargos. E hoje também se sabe que, em alguns casos, os porteiros passam muito tempo ociosos no prédio. Com a Portaria Remota, todos os custos com atendentes de portaria estão incluídos na contratação do serviço e também a manutenção dos motores dos portões e interfones, o que gera redução de gastos e economia para o condomínio", esclarece Odirley.

01 de agosto de 2017

App para contratar e oferecer serviços permite escolher e pagar profissionais

O app serve para professores, profissionais de construção e reformas, esteticistas e tradutores, por exemplo.

A start-up Helpie quer que a contratação de autônomos de diversas especialidades seja feita, da seleção ao pagamento, a partir de um aplicativo.

A companhia lançou no final de abril seu serviço, que, por enquanto, funciona na cidade de São Paulo. O app serve para professores, profissionais de construção e reformas, esteticistas e tradutores, por exemplo.

No serviço, quem quer contratar escreve a especialidade do profissional que precisa e o aplicativo apresenta uma lista de candidatos, o perfil deles, distância que ficam em relação ao usuário e nota recebidas em atendimentos anteriores.

O cliente então pode iniciar uma conversa pelo app para negociar valores e definir datas.

Caso seja fechada a contratação, o pagamento é feito via cartão de crédito. O dinheiro só é liberado para quem é contratado após o serviço ser feito.

O valor vai para um cartão pré-pago, fornecido pelo próprio Helpie. A start-up cobra uma taxa que varia entre 12% e 15% do valor do serviço, dependendo do prazo de recebimento do dinheiro pelo profissional que usa a plataforma.

Mercado

Parte do grupo que criou o serviço é sócio também de outra empresa de tecnologia, chamada Utilicom. A companhia oferece softwares de gestão para empresas do setor de construção e é atualmente principal patrocinadora do novo app.

Leandro Lange, diretor de marketing do Helpie, diz que, apesar de existirem outros apps para a contratação de serviços variados a partir de aplicativos, nenhuma permite fazer o processo completo por ele (sem contar os especializados em uma única área, como Uber e seus concorrentes para quem busca motoristas).

Em geral, os aplicativos disponíveis servem para que clientes e profissionais se encontrem, mas não participam de etapas como negociação e pagamento propriamente dito.

Atualmente a principal companhia do setor é a start-up GetNinjas. Sua maior diferença em relação a Helpie é que o uso de seu serviço depende de que o profissional cadastrado compre créditos para acessar dados de clientes que também usam o serviço.

Feita a conexão entre profissional e cliente, as conversas e o pagamento são definidos entre eles -o GetNinjas não cobra comissão pelos serviços realizados por profissionais cadastrados em sua base..

Em 2015, o GetNinjas recebeu R$ 40 milhões em investimento. Os recursos vieram dos fundos Tiger Global, Monashees Capital e Kaszek Ventures. Em 2016, a companhia passou por programa de aceleração promovido pelo Google.

'Faz-tudo'

O Helpie recebeu até agora 4.000 cadastros de profissionais.

Quem quer aparecer no aplicativo passa por uma triagem antes de ser aprovado. É preciso, por exemplo, anexar fotos de documentos pessoais e, em alguns casos, certificados que garantam que o profissional tem autorização para exercer o trabalho que deseja (caso de arquitetos e engenheiros, por exemplo).

Lange afirma que atualmente cerca de 70% dos cadastros não são aprovados.

Hoje quem navega pelo perfil dos profissionais disponíveis no app encontra pessoas polivalentes, que incluem uma série de habilidades. em seus currículos dar aulas de inglês, passear com cachorros e fazer um bico como "marido de aluguel", dependendo da necessidade do cliente, por exemplo.

Lange considera que essa disposição em atuar de várias maneiras reflete em parte a crise pela qual o Brasil passa, que leva muitos a tentar se reinventar para seguir no mercado.

Por outro lado, ele diz que a companhia irá incentivar profissionais cadastrados a dar mais atenção a suas especialidades. "O cliente pode ficar desconfiado nesses casos em que alguém diz que faz tudo e, no fim, pode não ser tão bom em nada".

Outra melhoria que a start-up pretende fazer é dar ferramentas para contratações que durem por prazo maior, como caso de aulas de idioma ou instrumento.

Hoje só é possível fazer um pagamento por contratação pelo aplicativo. No futuro, a start-up quer incluir ferramenta para o agendamento de pagamentos periódicos via cartão de crédito.

E como garantir que o cliente, depois de conhecer o profissional a partir do aplicativo, não irá fechar contratações por fora dele, fugindo das taxas de comissão?

Lange afirma que o plano da start-up é dar benefícios para os profissionais que usarem o serviço com mais frequência, em especial maiores chances de serem recomendados quando novos clientes fizerem buscas. "Queremos incentivar não pelo medo [de punições ou exclusões], mas sim pelos benefícios".

A companhia não informa o valor investido no projeto até o momento e diz que ainda é cedo para buscar mais recursos com investidores.

31 de julho de 2017

WhatsApp Beta ganha atalho de conversas e favoritos no Android; saiba usar

Ao pressionar a imagem do mensageiro na tela inicial do celular, o usuário tem acesso a funções como câmera, mensagens marcadas e nova conversa

WhatsApp Beta recebeu uma atualização para a versão 2.17.277 que trouxe suporte a atalhos no ícone do app para Android. Agora, ao pressionar a imagem do mensageiro na tela inicial do celular, o usuário tem acesso a funções como câmera, mensagens marcadas e nova conversa – recursos que tornam a experiência de chat mais rápida.

A nova ferramenta, que lembra o 3D Touch do iPhone (iOS), só funciona em celulares atualizados com Android 7, versão que está presente em apenas 11,5% de todos os smartphones Android no planeta. No entanto, é possível contornar essa limitação e simular a opção utilizando launchers que personalizam o telefone, como o Nova Launcher e o Action Launcher. Confira, neste tutorial do TechTudo, o passo a passo de como usar os atalhos inéditos do WhatsApp.

WhatsApp mostra atalhos no ícone do aplicativo na tela inicial do Android 7 (Foto: Reprodução/Elson de Souza)

Passo 1. Para ter acesso aos ícones, o usuário deve assinar a versão beta do WhatsApp na Google Play Store. Basta acessar a página de download do aplicativo e entrar no programa de testadores. Confira como fazer isso em detalhes neste tutorial.

Passo 2. Após atualizar a versão beta do WhatsApp, toque e segure sobre o ícone do app na tela inicial do Android.

Passo 3. Observe que um menu será aberto com as seguintes opções:

Câmera – Selecione este item para ir direto para a tela de captura de fotos e vídeos do WhatsApp. Ao fim, o usuário poderá adicionar texto, figurinhas e desenhar antes de enviar para um contato ou publicar no Status.

Mensagens Marcadas – O WhatsApp permite que o usuário marque uma mensagem como favorita em uma conversa. Agora, com os atalhos de ícone, é possível acessá-las diretamente da tela inicial do sistema, sem ter que passar pela navegação interna do app.

Nova conversa – Se quiser começar uma conversa com um contato, basta tocar nesta opção no atalho do ícone. O WhatsApp será aberto na tela de contatos para que o usuário selecione com quem bater papo.

Passo 4. Se quiser fixar algum desses atalhos na tela inicial do Android, basta pressionar o dedo longamente sobre a opção desejada e arrastar para algum espaço vazio. Assim, sempre que quiser acessar aquela função, é só tocar no ícone correspondente a ela.

Pronto! Agora você já sabe como usar os novos atalhos do WhatsApp no Android 7.