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Notícias Tecnologia

26 de abril de 2017

Nasa lança super balão para coletar dados do espaço próximo

Balão do tamanho de um estádio fará jornada de 100 dias e deve circundar o planeta Terra de duas a três vezes.

Um balão de pressão do tamanho de um estádio lançado pela Nasa na Nova Zelândia começou a coletar dados do espaço próximo nesta quarta-feira (26), no início uma jornada planejada para durar 100 dias depois de várias tentativas de lançamento serem frustradas por tempestades e ciclones.

O balão, concebido pela Nasa para detectar partículas cósmicas de energia ultra-alta vindas de fora da galáxia quando penetram na atmosfera terrestre, deve circundar o planeta de duas a três vezes.


Balão de pressão momentos antes de seu lançamento no Aeroporto de Wanaka, na Nova Zelândia, nesta terça-feira (25) (Foto: NASA/Bill Rodman)

"A origem destas partículas é um grande mistério que gostaríamos de solucionar. Será que elas vêm de buracos negros imensos no centro das galáxias? De estrelas minúsculas que giram rápido? Ou de outro lugar?", indagou Angela Olinto, professora da Universidade de Chicago e uma das principais pesquisadoras do projeto, em um comunicado.

O monitoramento do balão é só o início de uma longa busca, que em seguida irá envolver uma missão espacial atualmente sendo projetada pela Nasa, acrescentou ela.

O balão, lançado na terça-feira em Wanaka, na Ilha Sul da Nova Zelândia, irá coletar dados 34 quilômetros acima da Terra. O país também sediou o programa de balões científicos da Nasa em 2015 e 2016.

24 de abril de 2017

Jogo criado no IFPI é finalista em competição de tecnologia da Microsoft

O evento tem como objetivo estimular o espírito empreendedor de estudantes do mundo inteiro.

O jogo Crown Brawl, desenvolvido no Laboratório de Robótica, Automação e Sistemas Inteligentes (Labiras) do Instituto Federal do Piauí (IFPI), está na final da etapa nacional da Imagine Cup, competição de tecnologia promovida pela Microsoft. O evento tem como objetivo estimular o espírito empreendedor de estudantes do mundo inteiro. A final nacional será em Fortaleza, capital do Ceará, de 15 a 18 de maio.

A competição envolve estudantes de todo o mundo, com idade a partir de 16 anos. Em grupos, eles utilizam criatividade, paixão e conhecimento em tecnologia para desenvolver aplicativos, jogos e outras soluções.

Além do jogo do IFPI, outros 14 projetos são finalistas. Deles, dois serão selecionados para representar o Brasil na final mundial, que acontecerá no mês de julho, em Seattle, nos Estados Unidos. O selecionado como primeiro colocado ainda terá o projeto, futura startup, acelerado pela Microsoft.

Criado a partir de um projeto de pesquisa do professor Marcelino Almeida, o Crown Brawl é definido como uma fusão de gêneros de jogo, entregando ao usuário uma jogabilidade dinâmica, divertida e cheia de reviravoltas. O desenvolvimento do jogo teve início dentro da Global Game Jam, realizada em Teresina em 2015, e passou por diversas alterações até a versão atual. Também participam do projeto estudantes dos cursos técnicos em Informática, Eletrônica e superiores de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e de Engenharia Mecânica.


Jogo idealizado no Instituto Federal do Piuaí é finalista em competição da Microsoft (Foto: Divulgação)

20 de abril de 2017

'Ou você muda ou morre', diz brasileiro criador do Instagram

Em sua 1ª visita a negócios ao Brasil, Mike Krieger diz que usuário pode ganhar mais controle do que quer ou não ver na rede social.

Mike Krieger, criador do Instagram, visita o Brasil (Foto: Helton Simões Gomes/G1)
Mike Krieger, criador do Instagram, visita o Brasil (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Hoje ele faz transmissão de vídeos ao vivo, tem chat de mensagens e permite enviar imagens que somem em 24 horas, mas, se o Instagram olhasse para trás e resolvesse publicar um #tbt, não poderia ignorar que começou como uma rede social apenas para compartilhar fotos. "Ou você muda ou você morre", resume o brasileiro Mike Krieger, um dos criadores do aplicativo.

Krieger veio ao Brasil, segundo maior mercado para o Instagram, em uma viagem a negócios pela primeira vez desde que criou a rede social ao lado de Kevin Systrom, em 2010.

O brasileiro de 31 anos passou a maior parte de sua vida em São Paulo e se mudou para os EUA em 2004, para estudar em Universidade Stanford. Antes de se envolver no projeto que daria origem ao Instagram, chegou a trabalhar na Meebo e na Microsoft , empresa de mensagens instantâneas. Hoje é casado com uma cientista política, com quem cria dois cachorros bernese.

Além de comentar as várias repaginações pelas quais passou o serviço — algumas das quais o fizeram ser acusado de "importar" trunfos do rival Snapchat —, o executivo também mencionou os planos de uma alteração que, no futuro, poderia mudar novamente o jeito como os usuários se relacionam com o app: criar uma forma de cada um filtrar o que gostaria ou não de ver na rede social.

A jornada de reformulações começou em 2012 após o Instagram, que só tinha 13 funcionários, ser comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão. "Se ficar igual, acho muito difícil ser bem sucedido, porque muda o mercado, muda quem você tá alcançando. Hoje, são 600 milhões de usuários, 80% fora dos Estados Unidos", comenta Krieger, que, como diretor de tecnologia do app, está à frente das novidades que chegam ao serviço.

Depois do Facebook

Segundo Krieger, cada função ganha pelo Instagram reflete algo que os usuários buscavam. "No começo não tinha Direct [sistema de troca de mensagem], e a gente via que as pessoas iam a fotos muito antigas, para não ter muita visibilidade, e começavam a paquerar. Elas estavam pedindo realmente alguma coisa em termos de comunicação mais direta. A gente também via as pessoas criando uma segunda conta para postar só para alguns amigos, que é uma coisa que, com o Story, você pode controlar quem vê."

Só que, segundo Krieger, se, por um lado, as mudanças atenderam quem já era adepto tornou o serviço, por outro, dificulta a entrada de neófitos.

"Eu vejo fotos da primeira versão do Instagram e, na hora de mostrá-las para os funcionários que entram, é super fácil de explicar: tem uma câmera só, você posta para o feed", diz. "Se você instalar o Instagram pela primeira vez, a gente não faz um bom trabalhando de explicar: 'aqui é o feed, aqui é o Story'. Em vez disso, a gente trata você como se já usasse há muito tempo."

'Quero like'

Ainda assim, para o executivo, os mais de meio bilhão de membros conseguem lidar bem com as várias modalidades de publicação. Enquanto o feed é o destino de catalizadores de "curtidas" — "As pessoas dizem, 'lá, eu tô me mostrando ao mundo', como quem fala, 'olha, eu fiz isso, quero like'" —, as Stories são o abrigo dos bastidores e o Direct é lar de uma comunicação mais emotiva. "É mais um 'ah, tô pensando em você', e a foto é até menos importante do que o momento".

À frente da área de tecnologia, Krieger vê nascer os novos recursos que chegarão ao Instagram. Ainda trabalha nos códigos da rede social, mas não na mesma intensidade de antes de a empresa ser integrada ao Facebook. "Eu passava praticamente 24 horas programando, mantendo servidores, uma experiência miserável. Não conseguíamos contratar gente, a infraestrutura estava difícil, e o spam estava crescendo."

Hoje, continua trabalhando nos códigos, "mas não por tantas horas". "Tive uma conversa ontem com artistas que disseram não gostar daqueles que, quando têm sucesso, contratam um monte de gente para terceirizar a arte e ficam lá, 'faça isso, faça aquilo'. Sentir a tinta tem seu valor. E, para mim, sentir a programação tem muito valor."

Morte no Instagram

O Instagram não vive, no entanto, apenas de colher "likes". A forma como a rede social e sua dona, o Facebook, lidam com a disseminação de conteúdo violento, agressivo ou baseado em mentiras é alvo constante de críticas. Na semana passada, por exemplo, um jovem morreu ao disparar uma arma enquanto fazia exibia um vídeo ao vivo pelo Instagram. Já o Facebook foi a plataforma escolhida pelo norte-americano Steve Stephen para transmitir um assassinato em tempo real.

Segundo Krieger, o tamanho que a rede social atingiu fez com que uma série de armas tivesse de ser combinada para atacar o problema. "No começo, no primeiro mês, se tinha pessoa chata com comentário abusivo, que era 'troll', a gente apagava, fechava a conta. Tem muito espaço na internet para essa pessoa, mas aqui não é o lugar para ela. Agora, fazer isso com 600 milhões de usuários, é uma coisa bem mais complicada." Para evitar transgressões, denúncias dos próprios usuários são aliadas a controles pessoais e um sistema de inteligência artificial.

Como impedir que comentários ofensivos sejam publicados no Instagram:

1. no seu perfil, clique no ícone das configurações no topo à direita do aplicativo

2. vá até "comentários"

3. opte por "ocultar comentários impróprios"

4. escrevas palavras-chave que farão com que comentários que as contenham sejam ocultados

Usuário no controle

Algumas vezes, porém, falta bom senso à inteligência artificial, que acaba censurando imagens liberadas que são facilmente confundidas com proibidas, como a de mães amamentando. A solução para isso, diz Krieger, é criar formas de o próprio usuário controlar o que quer ver enquanto afrouxa as restrições de publicação.

"Eu acho que, no final, a gente precisa de mais controle para o próprio usuário dizer, 'não, eu não me importo em ver', e outra pessoa dizer, 'não, isso me ofende muito, eu não quero ver', e outra pessoa falar, 'pô, me avisa antes de mostrar, mas talvez eu queira ver'", diz, acrescentando que, por enquanto, isso é uma "coisa para o futuro".

 (Foto: Arte / G1)

Foto: Arte/G1

11 de abril de 2017

Secretário diz temer que crise no país eleve ainda mais o desemprego no Piauí

Gessivaldo Isaías falou sobre os efeitos da crise no estado durante lançamento de aplicativo que vai facilitar atendimentos do Sine-PI.

O secretário Gessivaldo Isaías, titular da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Setre), afirmou na manhã desta terça-feira (11) que torce para que a economia brasileira se recupere o quanto antes. Caso contrário, ele acredita que o Piauí deve sofrer ainda mais, inclusive com o aumento do desemprego. 

"Nós somos apenas um estado da federação brasileira. Mas procuramos, da melhor maneira possível, amenizar o impacto dessa crise que está acontecendo no Brasil. E torcemos para que haja uma recuperação, para que o Brasil consiga crescer, porque senão, com o passar do tempo, nós certamente vamos ter um impacto no Piauí maior do que o que já está acontecendo", salienta.

Gessivaldo citou como exemplo a paralisação das obras da Ferrovia Transnordestina no Piauí, que gerava cerca de 2 mil empregos.

A declaração do secretário ocorreu no Palácio de Karnak, durante o lançamento do aplicativo Atende Sine, por meio do qual os usuários poderão realizar agendamentos para emissão de carteira de trabalho, tratar sobre seguro desemprego, entre outros serviços, tudo por meio de um celular que tenha o sistema operacional Android.

O aplicativo foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Agência da Tecnologia da Informação (ATI), a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Setre) e o Sistema Nacional de Emprego no Piauí (Sine-PI).

A ferramenta poderá ser baixada gratuitamente por meio do Play Store. “Dois órgãos do governo se uniram para construir uma ferramenta que vai proporcionar ao cidadão serviço de melhor qualidade, de forma mais moderna e com atendimento mais rápido, evitando filas no atendimento, isso tudo com auxílio da tecnologia”, comenta Avelyno Medeiros, diretor-geral da ATI.

Medeiros ressalta que, além de facilitar a vida dos cidadãos que estão em busca de emprego, o aplicativo também deve gerar uma significativa economia para o Governo do Estado. "São menos pessoas para fazer atendimentos de forma presencial no local,  menos papel sendo gasto, menos tinta para imprimir os papéis, são menos pessoas frequentando um espaço físico, tendo que se deslocar seja com moto, carro, ônibus, pois poderão usar o serviço de sua casa ou de onde estiver”, esclarece.

Na Play Store, o aplicativo aparece com o nome Sine Piauí e será atualizado em breve para Atende Sine.

O secretário Gessivaldo Isaías afirma que o aplicativo representa um marco positivo nas ações desenvolvidas pelo Sine, que, embora seja um serviço de abrangência nacional, é vinculado à pasta do Governo do Estado. 

"Nossa secretaria tem uma preocupação muito grande em incentivar a economia solidária, porque ela é uma saída para várias pessoas que estão saindo do emprego formal. E esse incentivo acontece por meio da qualificação. Hoje nós precisamos ter qualificação, que é o que o mercado está precisando", detalha o secretário titular da Setre.

10 de abril de 2017

Sumiço de jovem do Acre inspira jogos para smartphone

Bruno Borges, de 24 anos, está desaparecido desde o dia 27 de março. Aplicativos estimulam jogadores a desvendar o mistério em torno do desaparecimento.

desaparecimento do estudante de psicologia Bruno Borges, de 24 anos, que sumiu no último dia 27 de março, acabou inspirando a criação de jogos para smartphone. Os aplicativos foram disponibilizados na Play Store, do Google, com os nomes "Menino do Acre", "Encontre o Menino do Acre" e "Alquimistas do Acre".

Um dos aplicativos explica que os jogadores devem desvendar o mistério por trás do desaparecimento coletando os livros - deixados criptografados pelo jovem - ao longo do jogo. Porém, é preciso ser rápido e tomar cuidado para não morrer ao cair em um rio de lava.

Outro game pede que o jogador toque a tela para procurar o "menino do Acre". O jogo faz alusão à brincadeira do "quente ou frio?" e diz que o jogador tem algumas chances de encontrar o estudante antes que ele desapareça para sempre.


Sumiço misterioso de jovem do Acre inspirou jogos para celular (Foto: Reprodução)

Formados em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Uberlândia, Filipe Barbosa Nunes, de 24 anos, e Guilherme Castilho Casassanta, de 25 anos, são desenvolvedores de jogos independentes. Os dois criaram o jogo "Menino do Acre" após acompanhar a história de Bruno Borges pelos noticiários e redes sociais.

"Ficamos muito intrigados com os mistérios deixados pelo Bruno em seu quarto. Vimos em vários sites, inclusive a repercussão que isso tomou no Twitter", contam.

Os dois explicam que o jogo foi criado como uma forma de brincar com os mistérios deixados pelo acreano através dos cadernos. Os dois destacam que ficaram realmente preocupados com o desaparecimento do estudante de psicologia e afirmam que a obra de humor é baseada nos mistérios do quarto e não no sumiço. O jogo foi postado na última quinta (7) e, até agora, segundo os criadores, as avaliações foram positivas. Na Play Store o jogo aparece com a nota de 4,5 de cinco estrelas.

"O jogo 'Menino do Acre' foi uma adaptação de um outro jogo nosso o 'Ultra Jump', que levamos aproximadamente 15 dias para fazer. Além disso, a adaptação de contexto, imagens e programação durou mais de um dia. Estão pedindo para disponibilizarmos para IOS, o que inclusive já providenciamos, só estamos aguardando o prazo de validação por conta da App Store", relatam os desenvolvedores.

Os jovens afirmam que a história do acreano é curiosa e deixa margem para várias teorias. Os dois contam que leram algumas suposições sobre o conteúdo filosófico deixado nas mensagens, mas não conseguiram ter certeza de nada.

"Inclusive é difícil chegar a uma só conclusão quando a internet toda está criando teorias a respeito do acontecido. Esperamos que, no fim, tudo fique bem e Bruno seja encontrado com saúde", dizem.

05 de abril de 2017

Facebook e Instagram lançam sistema para barrar 'vingança pornô'

Imagens com conteúdo íntimo já denunciadas serão vetadas; usuários que tentarem compartilhá-las poderão ter conta suspensa.

O Facebook está adicionando ferramentas ao seu serviço para tornar mais fácil para usuários denunciarem atos de "vingança pornô" e para impedir automaticamente que as imagens sejam compartilhadas de novo, afirmou a rede social nesta quarta-feira (5). O sistema funcionará não só no site, mas também no Instagram e no Messenger.

Chamado de "vingança pornô", o compartilhamento de imagens íntimas ou sexualmente explícitas sem consentimento e como forma de promover extorsão ou humilhação é uma prática que afeta principalmente mulheres. Algumas são alvo de ex-parceiros.

O Facebook foi processado nos Estados Unidos e em outros países por pessoas que afirmam que a empresa deveria ter feito mais para impedir a prática. A companhia deixou claro em 2015 que imagens "compartilhadas como vingança" são proibidas e os usuários já têm recursos para denunciar fotos e vídeos que violem os termos da rede social.

A partir desta quarta-feira, no entanto, usuários do Facebook verão uma opção para denunciar especificamente a prática de vingança pornô.

Foto íntima exibida em celular. (Foto: Julian Stratenschulte/AFP)

A companhia também lançará um processo automático para impedir um novo compartilhamento de imagens já denunciadas. Um software de análise de imagens vai manter as fotos fora da rede social, bem como do serviço de fotos Instagram e do bate-papo Messenger.

Os usuários que compartilharem imagens de vingança pornográfica poderão até ter suas contas suspensas na rede social, afirmou a companhia.

03 de abril de 2017

Android passa Windows e se torna o sistema operacional mais usado do mundo

É a primeira vez desde que foi lançado que software da Microsoft deixa o topo, aponta StatCounter.

O Android, do Google, passou o Windows e se tornou o sistema operacional mais usado do mundo em março de 2017, informou a StatCounter em relatório divulgado nesta segunda-feira (3). É a primeira vez desde que foi lançado na década de 1980 que o topo não é ocupado pelo software da Microsoft.

O levantamento da firma de análise considera computadores, notebooks, tablets e smartphones. O Android estava em 37,93% dos aparelhos, enquanto o Windows equipava 37,91% deles.

“Esse é um marco histórico na história da tecnologia e o fim de uma era”, comentou, em nota, Aodhan Cullen, presidente-executivo da StatCounter.


Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google)

“Marca o fim da liderança da Microsoft em todo o mundo do mercado de sistemas operacionais que já dura desde de os anos 1980. Também representa uma maior ruptura par ao Android, que tinha apenas 2,4% do uso de internet no mundo há cinco anos.” A título de comparação, em março de 2012, o Windows era o sistema operacional de quatro a cada cinco dispositivos analisados.

A dança das cadeiras ocorre devido ao avanço do smartphone, que se tornou o aparelho conectado mais usado para acessar a internet. Tanto é que o Windows ainda é o sistema operacional de 84% dos computadores e notebooks.

A predileção dos asiáticos pelo Android também ajudou. Na Ásia, o sistema do Google está em 52,2% dos aparelhos, enquanto a fatia do Windows é de 29,2%. Na América do Norte e Europa, no entanto, o principal serviço da Microsoft ainda é o mais usado. Na região formada por Estados Unidos, Canadá e México, a presença do iOS, da Apple, ainda é maior que a do Android.

16 de março de 2017

WhatsApp corrige falha que permitia invadir conta com uma única foto

Aplicativo não checava se conteúdos recebidos continham códigos maliciosos ou não.

O WhatsApp e Telegram corrigiram falhas em seus populares aplicativos de mensagens após pesquisadores de segurança mostrarem que podiam tomar o controle das contas dos usuários por meio de uma imagem.

Pesquisadores da Check Point Software Technologies descobriram problemas com a forma como os dois aplicativos processavam alguns tipos de arquivos: os apps não verificavam se havia ou não algum código ativo que pode ser malicioso.

A Check Point publicou vídeos demonstrando os ataques. Assista ao ataque ao WhatsApp e ao golpe ao Telegram.

As falhas em apps de bate-papo são menos comuns do que em softwares para computadores. Os serviços móveis são frequentemente usados ​​por causa de sua criptografia pesada, que tem sido criticada por algumas autoridades.

Os pesquisadores conseguiram enviar arquivos com código malicioso para as versões baseadas na web dos dois apps ao fazê-los parecer algo diferente, como uma imagem. No caso do WhatsApp, uma vez aberto pelo destinatário, o código permitiu aos pesquisadores entrar no armazenamento local do usuário e, em seguida, acessar a conta dele. A partir daí, eles poderiam ter enviado o mesmo ataque malicioso para todos os contatos dele.

A falha do Telegram foi muito mais sutil e exigiu um comportamento "muito incomum" da vítima, como clicar com o botão direito do mouse em um vídeo e abrir uma nova guia, disse o porta-voz da Check Point, Markus Ra. Não há provas de que ataques semelhantes tenham sido realmente utilizados contra os produtos de qualquer das empresas, disse ele.

"Quando a Check Point informou o problema, tratamos da questão em um dia e lançamos uma atualização do WhatsApp para a web", disse Anne Yeh, porta-voz da empresa, unidade do Facebook. "Para garantir que você está usando a versão mais recente, reinicie o navegador."

14 de março de 2017

Moto G5 está mais barato do que Moto G4 no Brasil; entenda os motivos

A ação, que vai contra a lógica de mercado, gerou dúvidas entre os consumidores a respeito do desempenho do novo smartphone

O Moto G5 chegou ao Brasil com o preço de R$ 999 – valor bem abaixo do que é cobrado pelo seu antecessor, Moto G4, que custa R$ 1.199 no site oficial da Motorola/Lenovo. A ação, que vai contra a lógica de mercado, gerou dúvidas entre os consumidores a respeito do desempenho do novo smartphone intermediário da fabricante.

Foto: Thássius Veloso/TechTudo

Para ajudar você a entender os possíveis motivos pelos quais a empresa decidiu manter o preço do Moto G4 mais caro do que seu lançamento, o TechTudo conversou com o Diretor de Produtos de Mobile Business Group da Lenovo, Renato Arradi, e reuniu detalhes sobre a ficha técnica do novo Moto G5. Veja a análise a seguir.

Fim da variante "Play"

A quinta geração do Moto G marcou também o fim da variante "Play", ao menos por enquanto. Para quem não se lembra, essa categoria contava com o Moto G4 Play, o celular com especificações mais básicas da quarta geração da família Moto G, e também o mais barato. Dessa forma, a estratégia da Motorola em 2017 foi unir dois públicos em um único produto: o Moto G5, que custa mais do que o G 4 Play e menos do que o G 4.

Quando perguntado sobre a possibilidade de o Moto G5 ter desempenho numa faixa entre estes dois modelos de 2016, Arradi explicou que são celulares diferentes que atendem a necessidades diferentes. No entanto, ao analisar a ficha técnica em alguns pontos-chave, como tela e processador, é possível notar que as especificações, assim como o preço, também ficam no meio termo entre Moto G4 e G4 Play.

Tela

A tela do Moto G5 sofreu uma redução de tamanho em relação ao Moto G4. O display do novo Moto G tem 5 polegadas, assim como o Moto G4 Play e o Moto G3, de 2015, enquanto o G4 tem 5,5". No entanto, segundo Arradi, o usuário ganha em termos de definição de imagem, já que a resolução permaneceu Full HD (1920 x 1080 pixels).

O resultado é uma tela menor – o que pode não agradar a quem gosta de assistir a filmes e séries pelo celular. Por outro lado, o G5 possui uma densidade de pixels maior do que a presente no Moto G4, o que deve proporcionar imagens mais nítidas.

Processador

O Moto G5 conta com processador Snapdragon 430 octa-core de 1,2 GHz, um chip intermediário da Qualcomm anunciado no final de 2015. O componente é superior ao Snapdragon 410 quad-core presente no Moto G4 Play, e inferior ao Snapdragon 617 octa-core de 1,5 GHz, que é oferecido no G4.

Na teoria, o chipset do Moto G5 busca o equilíbrio entre a reprodução de tarefas básicas com fluidez e o suporte a aplicativos mais pesados. Mas uma análise de seu desempenho frente ao Android 7.0 Nougat de fábrica, e em conjunto com a memória RAM de 2 GB, só é possível por meio de testes com o aparelho.

TV Digital

O Moto G5 não tem TV Digital, e esse é um dos pontos apontados pelo Diretor de Produtos da Lenovo para explicar a relevância do Moto G4 no mercado. Segundo ele, o modelo de 2016 ainda deve ser buscado por muitos consumidores, mesmo após o lançamento do Moto G de quinta geração, e continua sendo uma opção boa para os usuários. Além disso, a versão turbinada do G5, Moto G5 Plus, conta com o recurso de DTV e pode ser adquirida por R$ 1.499.

Ainda de acordo com Renato Arradi, o preço sugerido do Moto G4 não deve sofrer uma redução maior no momento. Vale ressaltar que o celular foi lançado no Brasil em 2016 por R$ 1.299, mas é possível encontrá-lo em lojas online por cerca de R$ 1 mil. Já o Moto G4 Play está à venda no site oficial da Motorola por R$ 769, além de também estar disponível em sites de ofertas por aproximadamente R$ 720.

12 de março de 2017

Disputa eleitoral entre Trump e Hillary Clinton vai virar minissérie da HBO

Equipe é a mesma que fez o telefilme 'Virada no jogo', em que Julianne Moore viveu Sarah Palin. Elenco e data de estreia ainda não estou definidos.

A HBO anunciou na quinta-feira (9) que planeja uma minissérie sobre a eleição presidencial de 2016, um de vários projetos do tipo sendo debatidos em Hollywood.

O canal a cabo ainda não divulgou elenco, título ou data de exibição do projeto, que está a cargo da mesma equipe que produziu o premiado telefilme "Virada no jogo", no qual Julianne Moore interpretou a candidata republicana a vice-presidente Sarah Palin na eleição de 2008.

A campanha encerrada em outubro do ano passado, na qual o republicano Donald Trump derrotou a democrata Hillary Clinton, foi uma das mais dramáticas dos últimos tempos.

A disputa eleitoral também é o tema de uma minissérie que está sendo desenvolvida por Mark Boal, roteirista do filme "A Hora Mais Escura", segundo a revista Hollywood Reporter.

Um terceiro projeto de minissérie para a TV, que irá examinar os bastidores da campanha de Trump, está sendo negociado em Hollywood, de acordo com o site Deadline.

O anúncio da HBO, que é uma unidade de Time Warner , pareceu sinalizar a primeira de várias ideias a receber o aval de uma grande rede.

A HBO disse que a produção vai se basear em um livro de publicação próxima dos jornalistas políticos Mark Halperin e John Heilemann sobre a campanha de 2016.

Jay Roach, que dirigiu "Virada no jogo", premiado com o Emmy, irá voltar à função, e Tom Hanks é um de seus produtores executivos.

Len Amato, presidente da HBO Films, disse em um comunicado que o projeto "promete capturar vividamente o evento mais incomum e impactante da política americana moderna".


Foto: Mike Segar/Reuters

10 de março de 2017

WhatsApp retoma ‘status antigo’, mas mantém imagens em versão de testes

Versão beta, apenas para Android, não está disponível na Google Play.

O WhatsApp liberou nesta quinta-feira (9) uma versão para testes que traz de volta o status antigo, que permite a usuários darem recados a seus contatos sem precisar enviar mensagens. O retorno não exclui o Status, novo recurso implantado no fim de fevereiro que permite compartilhar fotos, vídeos e GIFs que somem em 24 horas, uma função nascida no Snapchat e transposta pelo Facebook para o app.

WhatsApp Status, que imita Snapchat, chega ao Brasil (Foto: Reprodução/G1)

O recurso foi reintroduzido na versão beta 2.17.95 do bate-papo, disponível apenas para o sistema operacional Android e aos usuários que se dispõem a testar as novidades do aplicativo antes que seja liberado a todos na Google Play (veja abaixo como virar um testador).

Nessa versão, o usuário tem de seguir outro caminho para conseguir inserir um status antigo. Tem de acessar o menu principal, que fica no topo do app, à direita. A partir daí selecionar Configurações > Sua foto de perfil > About and phone number.

Há a opção de escolher um recado pronto, como “disponível”, “ocupado”, “bateria prestes a acabar” ou “só chamadas urgentes”. Mas é possível escrever um aviso original ao selecionar “Definido como”. O tamanho desse texto é limitado a 139 caracteres

Antes de o WhatsApp transformar o status em uma aba para compartilhar imagens que se autodestroem, esse recurso era usado não apenas para transmitir recados, mas também para dar indiretas.

A exclusão da possibilidade de dar cutucadas e a própria inclusão de uma ferramenta bastante similar à de outro aplicativo gerou uma onda de reclamações, críticas e piadas na internet.

Para receber as atualizações das versões beta no Android:

Vá à página do aplicativo na Google Play;

Escolha a opção "tornar-se testador";

Atualize o aplicativo sempre que uma nova versão de teste for liberada.

09 de março de 2017

Wikileaks ajudará empresas de tecnologia a evitar ciberataques da CIA

A iniciativa do Wikileaks ajudará as empresas a corrigir falhas e prevenir espionagem em seus aparelhos, a fim de "proteger as pessoas".

O Wikileaks compartilhará com empresas de tecnologia informações exclusivas sobre as armas cibernéticas da CIA (serviço secreto americano), afirmou nesta quinta-feira (9) o fundador do site, Julian Assange.

De acordo com Assange, que concedeu uma entrevista coletiva on-line, a iniciativa do Wikileaks ajudará as empresas a corrigir falhas e prevenir espionagem em seus aparelhos, a fim de "proteger as pessoas".

Depois que as firmas fizerem os reparos em seus produtos, disse ele, todas as informações em poder do Wikileaks sobre os mecanismos de espionagem serão disponibilizados para o público.

O Wikileaks vazou na terça-feira (7) cerca de 8.000 documentos feitos entre 2013 e 2015 que mostram detalhadamente armas desenvolvidas pela CIA para roubar informações de equipamentos eletrônicos no exterior e para transformar dispositivos em aparelhos de escuta.

Assange disse que o vazamento dos dados sobre vigilância é resultado de um "ato histórico de incompetência devastadora" da CIA, que manteve todos os documentos armazenados em um único lugar.

A CIA não confirmou a autenticidade dos dados vazados, mas funcionários e ex-funcionários do governo afirmaram a jornais americanos que os detalhes existentes nos arquivos indicam que eles são legítimos.

Em resposta à entrevista do fundador do Wikileaks, a porta-voz da CIA, Heather Fritz Horniak, declarou: "Julian Assange não é exatamente um bastião da verdade e integridade. Apesar dos esforços de Assange e sua laia, a CIA continua a coletar intensamente dados de inteligência em outros países para proteger a América de terroristas estrangeiros, nações hostis e outros adversários."

Segundo informou a emissora CNN nesta quarta (8), a CIA está trabalhando com o FBI (polícia federal americana) para tentar descobrir os responsáveis pelo vazamento dos documentos e se o site tem mais informações confidenciais da agência americana.

Os documentos vazados mostram que a CIA tinha vírus capazes de ativar câmeras e microfones de smartphones, transformar smart TVs em pontos de escuta e obter dados de aplicativos criptografados, como WhatsApp e Telegram, antes do envio das mensagens.

Assange vive desde 2012 na embaixada do Equador em Londres para evitar deportação para a Suécia, onde é alvo de denúncias de abuso sexual. Ele nega ter cometido crimes e diz ser alvo de perseguição.

06 de março de 2017

Redes sociais aumentam sensação de solidão, diz estudo

Pesquisa feita por psicólogos americanos aponta que usar sites como Facebook, Twitter e Snapchat por mais de duas horas dobra as chances de sentir isolado socialmente.

As redes sociais estão fazendo com que nos sintamos mais solitários, aponta um estudo realizado por psicólogos americanos.

A pesquisa, publicada no Periódico Americano de Medicina Preventiva, aponta que acessar sites como Twitter, Facebook e Snapchat por mais de duas horas por dia dobra a probabilidade de alguém se sentir isolado.

Os cientistas argumentam que a exposição a representações idealizadas da vida de outras pessoas também faz com que sintamos inveja delas.

"Não sabemos o que veio antes - o uso de redes sociais ou a sensação de isolamento social", diz a coautora do estudo Elizabeth Miller, professora de Pediatria da Universidade de Pittsburgh.

"É possível que jovens adultos que se sentiam isolados socialmente recorreram às redes sociais. Mas pode ser que o uso cada vez mais intenso de mídia social levou eles a se sentirem isolados do mundo real."


Homem digita senha no teclado de um notebook, em imagem ilustrativa (Foto: Andrew Brookes/Cultura Creative/AFP)

Interações

Quase 2 mil adultos com idades entre 19 e 32 anos foram entrevistados quanto a seu uso de redes como Twitter, Facebook, Instagram, Pinterest, Snapchat e Tumblr.

O estudo sugere que quanto mais tempo uma pessoa fica online, menos tempo ela tem para interações no mundo real.

A navegação pelas redes sociais também pode despertar sentimentos de exclusão - inveja, por exemplo -, como quando se vê fotos de amigos se divertindo em eventos para os quais não se foi convidado.

"É importante estudar isso, porque há uma epidemia de problemas mentais e de isolamento social entre jovens adultos", afirma Brian Primack, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh.

"Somos criaturas sociais, mas a vida moderna tende a nos isolar em vez de nos aproximar. Apesar das redes sociais aparentemente criarem oportunidades de socialização, o estudo aponta que elas não têm o efeito que esperamos."

04 de março de 2017

Robô, realidade virtual e vídeo ao vivo vão crescer em mídias digitai

Relatório da Dentsu Aegis, um dos maiores grupos publicitários no mundo, mostra caminho da inovação no marketing digital; veja a lista de tendências.

Sabe aqueles robozinhos virtuais que as empresas lançam com respostas pré-programadas para te atender? Você deve ver cada vez mais deles no SAC das empresas. E com funções mais sofisticadas - eles podem ter senso de humor e até vender algo pra você. Os robôs virtuais, ou "bots", como são chamados no mundo da tecnologia, são apontados como uma das grandes frentes de inovação no marketing digital para 2017 em um relatório do grupo Dentsu.

A análise é do Media Futures Labs, uma área criada dentro da Dentsu Aegis Network, um grupo publicitário presente em 145 países. Essa divisão ajuda as agências de publicidade e seus clientes a explorar o potencial de novas plataformas digitais, como ferramentas do Google, Facebook e Snapchat.

Além dos robôs virtuais, outras tecnologias devem entrar no radar das marcas este ano, segundo o relatório. Na lista estão transmissões ao vivo, ferramentas de realidade aumentada e TVs corporativas.

"Esse relatório dá um cardápio de possibilidades para a estratégia de marketing das empresas se renovar e se reinventar", diz Pedro Thompson, diretor do Media Futures na Dentsu Brasil. Segundo ele, essas tendências devem se tornar cada vez mais frequentes na relação com o consumidor, mas sua aplicação será usada primeiro em empresas mais abertas à inovação.

Para ele, a crise econômica no Brasil pode atrasar o desenvolvimento das tecnologias no país."As marcas precisam sair da zona de conforto e inovar. A crise pode atrapalhar um pouco. Nesse contexto, muitas marcas querem retorno garantido, tem medo de arriscar e ficam só no arroz com feijão."

Veja 5 tendências para marketing digital em 2017:

1 - Realidade aumentada e virtual

  O fenômeno Pokemon Go chamou a atenção para a tecnologia de realidade aumentada no ano passado. O Cannes Lions, o principal festival de publicidade, recebeu pela primeira vez campanhas feitas com tecnologia de realidade aumentada.

O jornal The New York Times venceu dois grandes prêmios em Cannes com um documentário que contava a história de três crianças refugiadas usando realidade virtual.

Segundo o relatório da Dentsu, o uso de realidade aumentada deve crescer e trazer soluções que coloquem a tecnologia ao alcance de todos. "A realidade virtual pode ser usada além da diversão. Podemos explorar a maneira como as pessoas compram, vivem e trabalham", diz o relatório.

Um exemplo disso é o site chinês Alibaba, que criou um dispositivo que permite que seus consumidores naveguem em uma réplica virtual na Macy's de Nova York.

Jovens jogam Pokémon Go em Nova York (Foto: REUTERS/Mark Kauzlarich/File Photo)

2 - Robô virtual

Os chamados "bots" são uma das principais frentes de inovação das marcas nas áreas de marketing e atendimento ao consumidor. A Starbucks é uma das pioneiras na tecnologia - a empresa tem um perfil no Facebook para o Pumpkin Spice Latte, um dos sabores mais tradicionais do seu cardápio, que dá respostas automáticas para os clientes em um bate-papo no Facebook Messenger. A Starbucks lançou no fim de janeiro outro bot que entende comandos de voz e faz pedidos para o consumidor.

Starbucks apresenta robô que recebe pedido de café

"É uma tendência porque reduz o tempo do atendimento no call center. E hoje existe uma busca das marcas de estabelecer um diálogo com o consumidor. O robô da marca vai ser um amigo da lista de contatos", disse Thompson. Segundo ele, esses robôs devem ganhar ambientes em que o consumidor já está, como Twitter ou Facebook.

No ano passado, a Domino's Pizza lançou um serviço que permite que o cliente peça sua pizza por meio do Facebook Messenger.

No Brasil, a ferramenta já foi usada pelo banco Original e pela Gol. O 'bot' da Gol permite que o usuário faça o seu check-in por meio do Twitter, entre outras funcionalidades.

3 - Transmissões ao vivo

As transmissões ao vivo na internet já ganharam as redes. Durante a campanha para a presidência dos EUA, o então candidato Donald Trump recorreu o Facebook live.

Esses recursos são uma opção de baixo custo para as marcas falarem com a sua audiência, de acordo com o relatório da Dentsu. A tendência, no entanto, é que essas transmissões se profissionalizem e ganhem mais qualidade.

"Não é porque esse tipo de transmissão permite uma linguagem mais autêntica e próxima do consumidor que ela precisa ser de baixa qualidade. A marca pode e deve investir na qualidade de conteúdo, ideias, roteiros e influencers usados", diz o relatório.

4 - TV corporativa

A produção de conteúdo pelas marcas é uma tendência que veio para ficar. Mais do que fazer comerciais tradicionais, as empresas vão produzir documentários, séries, programas de entrevista, por exemplo.

A Coca-Cola, por exemplo, já lançou um canal no YouTube em diversos países. Mais do que divulgar campanhas e informações corporativas, a Coke TV traz conteúdo de esporte e entretenimento que podem interessar seu público-alvo.

A Red Bull criou uma divisão de conteúdo para abastecer seu próprio canal. A Red Bull TV ganhou notoriedade por divulgar conteúdo sobre esportes radicais.

5 - Identidade conhecida

As empresas devem investir em tecnologias que reconheçam o consumidor tanto nos meios online quanto offline. Com isso, a empresa pode automatizar soluções e oferecer uma estratégia de marketing personalizada, de acordo com o perfil do usuário.

Na sua estreia como loja física, a Amazon Go lançou um aplicativo no qual o consumidor faz um check in pelo celular e se identifica quando entra na loja. Depois disso, é só pegar o que quiser nas prateleiras, lançar no carrinho virtual e sair da loja.

Já a Unilever pagou US$ 1 bilhão para comprar a Dollar Shave Club, uma empresa de assinatura de produtos para homens, em julho do ano passado. Uma das justificativas da gigante de bens de consumo para a aquisição foi seu interesse na conexão da empresa com os consumidores e nos dados sobre seu comportamento de consumo. Com essa empresa, a Unilever terá um relatório mensal do hábito de compra individualizado de cerca de 3,5 milhões de homens.


02 de março de 2017

Yahoo diz que 32 milhões de contas foram invadidas por cookies forjados

Nova invasão pode estar relacionada a outros ataques comprometeram milhões de contas.

O Yahoo, que revelou duas grandes violações de dados no ano passado, informou que cerca de 32 milhões de contas de usuários foram invadidas nos dois últimos anos por meio de cookies forjados.

A empresa esclareceu que algumas das violações mais recentes podem estar associadas ao mesmo ato que teria sido responsável pela invasão de 2014, na qual pelo menos 500 milhões de contas foram afetadas.

"Com base na investigação, nós acreditamos que uma terceira parte não autorizada acessou o código de propriedade da empresa para aprender como forjar certos cookies", informou o Yahoo em documento.

Cookies forjados permitem que o invasor acesse a conta de um usuário sem uma senha, assim eles foram invalidados para que não sejam usados para invadir contas de usuários, completou a empresa.

Em dezembro, o Yahoo informou que dados de mais de 1 bilhão de contas ficaram comprometidos em agosto de 2013, o que seria a maior invasão na história do país.

Na quarta-feira, a empresa informou que não concederia à presidente Marissa Mayer um bônus relativo a 2016, após a descoberta do comitê independente sobre o incidente de segurança ocorrido em 2014.

No mês passado, a Verizon Communications, que está no processo de comprar os ativos principais do Yahoo, reduziu a oferta original em US$ 350 milhões, para US$ 4,48 bilhões.