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Notícias Tecnologia

13 de maio de 2017

Ataque de hackers 'sem precedentes' provoca alerta no mundo, diz Europol

Ataque exigirá 'investigação internacional para identificar os culpados', diz Europol. Empresas e órgãos públicos de 14 estados mais o DF foram afetados no Brasil.

O ciberataque que atingiu diversos países nesta sexta-feira (12) é sem precedentes e exigirá investigação internacional para a identificação dos culpados, informa a Europol, o serviço europeu de polícia.

A onda de ataques atingiu quase uma centena de países em todo o mundo, afetando o funcionamento de muitas empresas e organizações, como hospitais britânicos, a gigante espanhola Telefónica e a empresa francesa Renault. No Brasil, empresas e órgãos públicos de 14 estados mais o Distrito Federal também foram afetados.

"O ataque é de um nível sem precedentes e exigirá uma complexa investigação internacional para identificar os culpados", afirmou em um comunicado a Europol.

Dezenas de milhares de computadores de uma centena de países, entre eles Rússia, Espanha, México e Itália, foram infectados na sexta por um vírus "ransonware", explorando uma falha nos sistemas Windows, exposta em documentos vazados da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA).

Os ataques usam vírus de resgate, que inutilizam o sistema ou seus dados até que seja paga uma quantia em dinheiro - entre US$ 300 e US$ 600 em Bitcoins, segundo o grupo russo de segurança Kaspersky Lab. Ou seja, eles "sequestram" o acesso aos dados e pedem uma recompensa.


Foto: Reprodução

Empresas afetadas em todo o mundo

No Brasil, os ciberataques levaram várias empresas e órgãos públicos a tiraram sites do ar e desligarem seus computadores:

  • Petrobras
  • Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o Brasil
  • Tribunais da Justiça de São Paulo, Sergipe, Roraima, Amapá, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia e Santa Catarina
  • Ministério Público de São Paulo
  • Itamaraty
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

De acordo com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da presidência, as invasões ocorreram em grande quantidade no país por meio de e-mails com arquivos infectados. Segundo o GSI, "não há registros e evidências de que a estrutura de arquivos dos órgãos da Administração Pública Federal (APF) tenha sido afetada".

O Serviço Público de Saúde britânico (NHS), quinto empregador do mundo, com 1,7 milhão de trabalhadores, foi a principal vítima no Reino Unido. O gigante americano do correio privado FedEx, o ministério do Interior russo e o construtor de automóveis francês Renault - que suspendeu sua produção em várias fábricas da França "para evitar a propagação do vírus" - indicaram neste sábado à AFP que também foram hackeados.

A companhia ferroviária pública alemã também está envolvida. Embora os painéis das estações tenham sido hackeados, a Deutsche Bahn certificou que o ataque não teve nenhum impacto no tráfego.

Segundo a Kaspersky, a Rússia foi o país mais atingido pelos ataques. Os meios de comunicação russos afirmam que vários ministérios, assim como o banco Sberbank, também foram atacados.

O centro de monitoramento do Banco Central russo IT "detectou uma distribuição em massa do software daninho do primeiro e segundo tipo", revela um comunicado do Banco Central citado pelas agências de notícias russas.

As autoridades americanas e britânicas aconselharam os particulares, as empresas e organizações afetadas a não pagarem os hackers, que exigem um resgate para desbloquear os computadores infectados.

"Recebemos múltiplos informes de contágios pelo vírus 'ransonware'", escreveu o ministério americano de Segurança Interior em um comunicado. "Particulares e organizações foram alertados a não pagar o resgate, já que este não garante que o acesso aos dados será restaurado".


O vírus que se espalhou é o Wanna Decryptor, que encripta os arquivos dos computadores (Foto: SensorsTechForum)

'Grande campanha'

Este conjunto de ataques informáticos de envergadura mundial provocou inquietação entre os especialistas em segurança. O ex-hacker espanhol Chema Alonso, responsável pela cibersegurança da Telefónica - outro grupo afetado pelo ataque - declarou neste sábado em seu blog que "o ruído midiático que este 'ransonware' produz não teve muito impacto real", já que "é possível ver na carteira bitcoin utilizada que o número de transações" é fraco.

A Forcepoint Security Labs, outra empresa do setor, afirmou, por sua vez, que "uma campanha maior de difusão de e-mails infectados" está sendo realizada, com o envio de 5 milhões de e-mails por hora para divulgar um malware chamado WCry, WannaCry, WanaCrypt0r, WannaCrypt ou Wana Decrypt0r.

O NHS britânico tentou neste sábado tranquilizar seus pacientes, mas muitos deles temem um risco de desordem, sobretudo nas urgências médicas, já que o sistema de Saúde Pública, austero, já estava à beira da ruptura.

"Cerca de 45 estabelecimentos" do Serviço de Saúde Pública foram infectados, indicou neste sábado a ministra britânica do Interior, Amber Rudd, na BBC. Muitos deles foram obrigados a cancelar ou adiar as intervenções médicas.

Rudd acrescentou que "não houve um acesso malévolo aos dados dos pacientes". No entanto, começa a aumentar a pressão sobre o governo conservador a poucas semanas das eleições legislativas de 8 de junho. O Executivo foi acusado de não ter ouvido os sinais de alerta que advertiam para estes ataques, já que a estrutura informática do NHS é especialmente antiga.

Como é o ataque

Os vírus de resgate são pragas digitais que embaralham os arquivos no computador usando uma chave de criptografia. Os criminosos exigem que a vítima pague um determinado valor para receber a chave capaz de retornar os arquivos ao seu estado original.

Quem não possui cópias de segurança dos dados e precisa recuperar a informação se vê obrigado a pagar o resgate, incentivando a continuação do golpe.

O jornal "The New York Times" diz que os ataques podem ter usado uma ferramenta que foi roubada da NSA, a agência de segurança nacional dos EUA. O vírus que se espalhou é o Wanna Decryptor, variante do ransomware WannaCry, diz o jornal.

Segundo a Kaspersky, o vírus se espalha por meio de uma brecha no Windows, que a Microsoft diz ter corrigido em 14 de março. Mas usuários que não atualizaram os sistemas podem ter ficado vulneráveis.

A falha afeta as versões Vista, Server 2008, 7, Server 2008 R2, 8.1, Server 2012, Server 2012 R2, RT 8.1, 10 e Server 2016 do Windows.

07 de maio de 2017

Estudantes criam protótipo de sutiã que 'detecta sinais de câncer de mama'

Garoto mexicano de 18 anos teve ideia de peça de roupa que detecta mudanças de temperatura na pele depois que sua mãe teve a doença.

Um adolescente mexicano diz ter criado um sutiã que consegue, em até 90 minutos, detectar o câncer de mama em mulheres.

Com um protótipo do sutiã Eva, Julian Rios Cantu, de 18 anos, e três amigos, arrecadaram dinheiro para dar começar os testes e ganharam o primeiro prêmio do Global Student Entrepreneur Awards - uma premiação internacional para universitários empreendedores.

A empresa dos mexicanos, Higia Technologies, ganhou US$ 20 mil para desenvolver comercialmente o produto.

Mas como um sutiã que detecta câncer funcionaria?


Protótipo de sutiã, que ainda precisa passar por testes médicos, ganhou prêmio internacional para estudantes empreendedores (Foto: Higia Techonologies)

Tumores malignos podem aumentar a temperatura da pele por causa de um aumento no fluxo de sangue para a região onde estão. Biossensores colocados no sutiã Eva tomariam medidas de temperatura periódicas da mulher que seriam registradas em um aplicativo de celular.

O aplicativo, por sua vez, alerta a usuária caso os sensores detectem mudanças de temperatura que possam ser preocupantes.

Seria necessário usar o sutiã por 60 a 90 minutos para ter medições precisas.

Ressalvas

Julian afirmou que a ideia de colocar os sensores dentro de um sutiã pode melhorar a precisão das medições, já que os seios da mulher estariam na mesma posição a cada vez que sua temperatura for medida.

Mas, como o protótipo ainda não foi testado, especialistas têm ressalvas em relação a sua eficácia para detectar o câncer.

"Sabemos que tumores costumam ter um sistema anormal de vasos sanguíneos, mas também sabemos que o aumento do fluxo sanguíneo para uma região não é necessariamente um indicativo confiável de câncer", disse à BBC Anna Perman, do instituto de pesquisa Cancer Research UK.

"É ótimo ver jovens como Julian se envolvendo com ciência e tendo ideias que podem ajudar no diagnóstico, mas uma parte importante da ciência são os testes rigorosos para garantir que uma inovação realmente beneficiará os pacientes."

Julian quase perdeu a mãe para o câncer de mama quando tinha 13 anos de idade, porque a doença foi diagnosticada tardiamente.

O médico que a acompanhava disse que os caroços encontrados em seu seio não eram malignos, mas ele estava errado. Seis meses depois, uma segunda mamografia revelou o câncer. A mãe de Julian teve ambos os seios removidos.

Depois de pesquisar sobre a doença e seus atuais métodos de diagnósticos, o adolescente teve a ideia, registrou a patente e pediu a ajuda de amigos para administrar a empresa. Eles esperam poder vender o sutiã no fim de 2018.

Sinais

De acordo com Perman, detectar o câncer de mama em seu estágio inicial pode aumentar muito as chances de sobreviver à doença.

"Nosso conselho é que a pessoa conheça seu corpo, saiba o que é normal para ela e, se vir algo incomum, procure um clínico geral", diz.

Alguns dos primeiros sinais de câncer de mama são:

- Caroços na área do peito ou das axilas;

- Mudanças no tamanho, no formato ou na sensação do seio;

- Vazamento de fluido pelo bico do seio, que não seja leite materno.

05 de maio de 2017

Jogadores brasileiros processam produtoras de games por direitos de imagem

Mais de 20 atletas já venceram em primeira instância. Valor médio dos acordos foi de R$ 80 mil, segundo advogado

Mais de 20 jogadores brasileiros de futebol ganharam ações contra produtoras de games e outros 80 estão prestes a fazer queixas semelhantes alegando que as empresas lhes devem dinheiro por seus direitos de imagem, disse o advogado dos jogadores nesta sexta-feira (5).

Todos os jogadores atuam no Brasil e estão processando a EA Sports, da série de jogos "Fifa", e a Konami, de "Pro Evolution Soccer", exigindo valores que dizem ser devidos desde 2007.

Entre os demandantes estão o goleiro Vanderlei, do Santos, e o ex-lateral da seleção brasileira Kleber.

"Vencemos 20 casos até agora na primeira instância, e não perdemos nenhum", disse o advogado dos jogadores, Joaquin Mina, à Reuters, acrescentando que, até agora, o valor médio dos acordos foi de R$ 80 mil. "Tenho mais de 100 casos em andamento".

A EA Sports não respondeu a pedidos de comentário . Não foi possível fazer contato com a Konami.

Direitos de imagem

Mina disse que o caso gira em torno da legislação sobre direitos de imagem. Milhares de jogadores aparecem em games altamente populares e recebem uma taxa em troca de seu nome e sua imagem.

Na maioria dos países esse pagamento é feito à FIFPro, a associação de jogadores que negocia um acordo coletivo com os fabricantes de jogos. Normalmente a FIFPro repassa o dinheiro para as associações nacionais dos jogadores para que estas os paguem em seus países.

Mas Mina argumentou que esse arranjo não se aplica ao Brasil, onde a lei determina que cada jogador deve assinar pessoalmente um formulário de autorização, ele disse.

A FIFPro confirmou as diferenças legislativas e disse estar ciente dos processos e "trabalhando duro para encontrar uma solução definitiva e duradoura para o mercado brasileiro".

A situação é uma continuação de uma batalha legal que levou as produtoras de videogames a retirar os times do Brasil temporariamente de seus jogos em 2014.

Os clubes foram readmitidos depois que um acordo foi feito, e as empresas assinaram com alguns jogadores individualmente, afirmou Mina. Mas muitas das figuras representadas hoje em times do Brasil são genéricas, acrescentou.

04 de maio de 2017

Golpe no iphone que rouba dados e senhas já atinge brasileiros

Phishing contra usuários de iOS vem tentando roubar as credenciais de login e cartões de crédito.

Uma campanha de phishing feita contra usuários de iOS (iPhone e iPad) vem tentando roubar as credenciais de login e senha do iCloud. Uma mensagem que simula um e-mail oficial da Apple contendo o título "Sua senha da Apple ID foi redefinida com êxito" é enviada por e-mail. Nela, quem aplica o golpe afirma que, com a troca da senha, sua conta na nuvem do iOS foi bloqueada.

O que é phishing?

Ainda no corpo do e-mail, o usuário é convidado a resolver esse problema: "se você não fez essa alteração ou se acredita que uma pessoa não autorizada acessou a sua conta, acesse iforgot.apple.com para redefinir sua senha imediatamente". Entretanto, o link oferecido em inglês "Reset Your Password Now", logo abaixo do texto, leva para um site malicioso, que vai roubar as credenciais de quem fizer a alteração por meio da página não oficial.

Segundo Fábio Assolini, especialista sênior da Kaspersky Lab para o Brasil, no momento, a detecção do golpe é bastante baixa. Mas, embora o texto esteja em inglês, já vem atingindo brasileiros. De acordo com o especialista, o domínio que foi usado pertence a uma campanha de phishing que usa outros oito domínios diferentes. Todos hospedando algum tipo de golpe de roubo de senhas.

São eles:

secure-browser.net, apple-help-clients.com, established-connection.com, int-apple-id.com, manage-id-information.com, management-id-information.com, registry-account-lock.com, secure-connections.com, secure-manage-info.com e security-connection.net.

Segundo relatório da fabricante de antivírus, embora o alcance desta campanha seja baixo, o phishing contra usuários de iOS não é novidade nem pouco explorado. A Apple sempre aparece entre as marcas mais abusadas por phishers no mundo, com objetivos diversos: roubar as credenciais do usuário para bloquear seu iPhone, ou usar sua conta no Apple Store para fazer compras indevidas, visto que a grande maioria dessas contas tem um cartão de crédito atrelado", explica.

No exemplo abaixo, um falso e-mail em nome da Apple aponta para uma suposta troca de senha realizada nos Estados Unidos, via navegador, em um computador tradicional com Google Chrome e Windows 10.

E-mail falso com remetente duvidoso em golpe de phishing de Apple ID (Foto: Reprodução / Melissa Cruz)

Segundo o SecureList.com, site de pesquisas de segurança mantido pela Kaspersky, no primeiro trimestre de 2017, a Loja da Apple (com 15.43%) apareceu como a segunda loja online mais abusada por phishers no mundo, logo depois da Amazon (com 39.13%) no topo. Steam (6.5%), eBay (5.15%), Alibaba Group (2.87%) e Taobao (2.54%) completam o top 5 das lojas preferidas por hackers.

Com golpes de phishing, cibercriminosos estão tentando não só roubar os dados de login e senha de usuários dessas lojas, mas também outras informações pessoais incluindo os detalhes bancários e/ou do seu cartão de crédito.

Lojas mais abusadas em golpes de phishing segundo relatório da Kaspersky Lab (Foto: Divulgação/Kaspersky)

Portanto, se você recebeu algum e-mail como esse, sem ter solicitado a troca de senha para a Apple, evite clicar nos links da mensagem e procure a página oficial da Apple — ou de qualquer outra fabricante — para recuperar ou conferir o estado da sua senha.

03 de maio de 2017

Whatsapp fica fora do ar no Brasil e internautas reclamam

Mensageiro apresentou instabilidade também nos Estados Unidos e alguns países da Europa. Há exatamente um ano, aplicativo sofria bloqueio no Brasil.

Usuários brasileiros que tentaram usar o WhatsApp na tarde desta quarta-feira (03) tiveram dificuldades, por conta de uma instabilidade no sistema do aplicativo, que resultou na sua saída do ar não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Diante do problema, a palavra “WhatsApp” já entrou nos trending topics do Twitter, e pelo Facebook, já são muitos os usuários se questionando se o aplicativo apresentou falha em seu próprio sistema, ou se a queda seria em decorrência de alguma decisão judicial, como já aconteceu em episódios anteriores, quando o WhatsApp foi bloqueado por “não cooperar com investigações policiais fornecendo informações a respeito de ações de criminosos pela troca de mensagens.”.

Até o momento, a assessoria do Whatsapp ainda não se posicionou a respeito do problema.


Site monitora a quantidade de reclamações sobre o funcionamento do aplicativo no mundo

Há exatamente um ano, no dia 03 de maio de 2016, o WhatsApp estava bloqueado no Brasil, por conta de uma ação movida na Justiça Federal de Sergipe. O bloqueio foi pedido porque o Facebook, dono do aplicativo, não cumpriu uma decisão judicial de compartilhar informações que subsidiariam uma investigação criminal. Na ocasião, o desembargador Cezário Siqueira Neto negou liminar do mandado de segurança impetrado pela WhatsApp INC e manteve a suspensão das operações do aplicativo para cliente da TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel pelo período de três dias. 


Serviço mostra os pontos onde o aplicativo registrou queda no sistema nesta quarta-feira

Justiça do Piauí também pediu bloqueio

Antes do bloqueio de maio do ano passado, a Justiça do Piauí, na pessoa do juiz Luís Moura Correia, da Central de Inquéritos de Teresina, já havia determinado, em dezembro de 2015, que as empresas de telefonia de todo o Brasil suspendessem temporariamente as operações do WhatsApp.

O magistrado alegou, na época, que o aplicativo não teria colaborado, enviando informações importantes para um inquérito em andamento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O WhatsApp informou, à época, que não tem acesso às mensagens trocadas por seus usuários e que, portanto, não teria como atender à solicitação da polícia. 


30 de abril de 2017

Hacker diz ter vazado episódios de série após ter pedido resgate à Netflix

Empresa disse estar 'ciente da situação' e informou que FBI investiga o caso. Quinta temporada de 'Orange is the new black' tem estreia oficial prevista para 9 de junho.

Um hacker afirma ter cumprido a promessa de divulgar episódios da próxima temporada da série "Orange is the new black", após pedir um resgate não especificado à Netflix para não compartilhar os arquivos. A quinta temporada da atração tem estreia oficial prevista para 9 de junho.

O hacker, que usa o apelido The Dark Overlord, fez a primeira ameaça pelo Twitter nesta sexta-feira (28). Ele disse ter roubado 10 episódios inéditos da série, e inicialmente informou ter divulgado o que seria o primeiro deles em um serviço ilegal de compartilhamento de arquivos.


Cena da terceira temporada de 'Orange is the new black' (Foto: Divulgação)

Em postagens deste sábado (29), porém, o hacker afirma ter liberado todos os 10 episódios. A imprensa americana e agências internacionais, que noticiaram o caso, não confirmaram a autenticidade dos arquivos. O número de novos episódios produzidos da nova atração ainda não foi divulgado pela Netflix, mas todas as quatro temporadas anteriores da série tiveram 13 capítulos.

Ao site "Deadline", a Netflix confirmou estar "ciente da situação". Em um comunicado, a empresa disse que um "fornecedor de produção usado por vários grandes estúdios de TV teve sua segurança comprometida e as autoridades responsáveis ​​pela aplicação da lei já estão envolvidas". À agência Associated Press, o serviço de streaming afirmou que o caso está sendo investigado pelo FBI e outras autoridades.

Também no no Twitter, The Dark Overlord deu a entender que hackers também tiveram acesso a episódios inéditos de programas da ABC, Fox, National Geographic e IFC.

26 de abril de 2017

Nasa lança super balão para coletar dados do espaço próximo

Balão do tamanho de um estádio fará jornada de 100 dias e deve circundar o planeta Terra de duas a três vezes.

Um balão de pressão do tamanho de um estádio lançado pela Nasa na Nova Zelândia começou a coletar dados do espaço próximo nesta quarta-feira (26), no início uma jornada planejada para durar 100 dias depois de várias tentativas de lançamento serem frustradas por tempestades e ciclones.

O balão, concebido pela Nasa para detectar partículas cósmicas de energia ultra-alta vindas de fora da galáxia quando penetram na atmosfera terrestre, deve circundar o planeta de duas a três vezes.


Balão de pressão momentos antes de seu lançamento no Aeroporto de Wanaka, na Nova Zelândia, nesta terça-feira (25) (Foto: NASA/Bill Rodman)

"A origem destas partículas é um grande mistério que gostaríamos de solucionar. Será que elas vêm de buracos negros imensos no centro das galáxias? De estrelas minúsculas que giram rápido? Ou de outro lugar?", indagou Angela Olinto, professora da Universidade de Chicago e uma das principais pesquisadoras do projeto, em um comunicado.

O monitoramento do balão é só o início de uma longa busca, que em seguida irá envolver uma missão espacial atualmente sendo projetada pela Nasa, acrescentou ela.

O balão, lançado na terça-feira em Wanaka, na Ilha Sul da Nova Zelândia, irá coletar dados 34 quilômetros acima da Terra. O país também sediou o programa de balões científicos da Nasa em 2015 e 2016.

24 de abril de 2017

Jogo criado no IFPI é finalista em competição de tecnologia da Microsoft

O evento tem como objetivo estimular o espírito empreendedor de estudantes do mundo inteiro.

O jogo Crown Brawl, desenvolvido no Laboratório de Robótica, Automação e Sistemas Inteligentes (Labiras) do Instituto Federal do Piauí (IFPI), está na final da etapa nacional da Imagine Cup, competição de tecnologia promovida pela Microsoft. O evento tem como objetivo estimular o espírito empreendedor de estudantes do mundo inteiro. A final nacional será em Fortaleza, capital do Ceará, de 15 a 18 de maio.

A competição envolve estudantes de todo o mundo, com idade a partir de 16 anos. Em grupos, eles utilizam criatividade, paixão e conhecimento em tecnologia para desenvolver aplicativos, jogos e outras soluções.

Além do jogo do IFPI, outros 14 projetos são finalistas. Deles, dois serão selecionados para representar o Brasil na final mundial, que acontecerá no mês de julho, em Seattle, nos Estados Unidos. O selecionado como primeiro colocado ainda terá o projeto, futura startup, acelerado pela Microsoft.

Criado a partir de um projeto de pesquisa do professor Marcelino Almeida, o Crown Brawl é definido como uma fusão de gêneros de jogo, entregando ao usuário uma jogabilidade dinâmica, divertida e cheia de reviravoltas. O desenvolvimento do jogo teve início dentro da Global Game Jam, realizada em Teresina em 2015, e passou por diversas alterações até a versão atual. Também participam do projeto estudantes dos cursos técnicos em Informática, Eletrônica e superiores de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e de Engenharia Mecânica.


Jogo idealizado no Instituto Federal do Piuaí é finalista em competição da Microsoft (Foto: Divulgação)

20 de abril de 2017

'Ou você muda ou morre', diz brasileiro criador do Instagram

Em sua 1ª visita a negócios ao Brasil, Mike Krieger diz que usuário pode ganhar mais controle do que quer ou não ver na rede social.

Mike Krieger, criador do Instagram, visita o Brasil (Foto: Helton Simões Gomes/G1)
Mike Krieger, criador do Instagram, visita o Brasil (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Hoje ele faz transmissão de vídeos ao vivo, tem chat de mensagens e permite enviar imagens que somem em 24 horas, mas, se o Instagram olhasse para trás e resolvesse publicar um #tbt, não poderia ignorar que começou como uma rede social apenas para compartilhar fotos. "Ou você muda ou você morre", resume o brasileiro Mike Krieger, um dos criadores do aplicativo.

Krieger veio ao Brasil, segundo maior mercado para o Instagram, em uma viagem a negócios pela primeira vez desde que criou a rede social ao lado de Kevin Systrom, em 2010.

O brasileiro de 31 anos passou a maior parte de sua vida em São Paulo e se mudou para os EUA em 2004, para estudar em Universidade Stanford. Antes de se envolver no projeto que daria origem ao Instagram, chegou a trabalhar na Meebo e na Microsoft , empresa de mensagens instantâneas. Hoje é casado com uma cientista política, com quem cria dois cachorros bernese.

Além de comentar as várias repaginações pelas quais passou o serviço — algumas das quais o fizeram ser acusado de "importar" trunfos do rival Snapchat —, o executivo também mencionou os planos de uma alteração que, no futuro, poderia mudar novamente o jeito como os usuários se relacionam com o app: criar uma forma de cada um filtrar o que gostaria ou não de ver na rede social.

A jornada de reformulações começou em 2012 após o Instagram, que só tinha 13 funcionários, ser comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão. "Se ficar igual, acho muito difícil ser bem sucedido, porque muda o mercado, muda quem você tá alcançando. Hoje, são 600 milhões de usuários, 80% fora dos Estados Unidos", comenta Krieger, que, como diretor de tecnologia do app, está à frente das novidades que chegam ao serviço.

Depois do Facebook

Segundo Krieger, cada função ganha pelo Instagram reflete algo que os usuários buscavam. "No começo não tinha Direct [sistema de troca de mensagem], e a gente via que as pessoas iam a fotos muito antigas, para não ter muita visibilidade, e começavam a paquerar. Elas estavam pedindo realmente alguma coisa em termos de comunicação mais direta. A gente também via as pessoas criando uma segunda conta para postar só para alguns amigos, que é uma coisa que, com o Story, você pode controlar quem vê."

Só que, segundo Krieger, se, por um lado, as mudanças atenderam quem já era adepto tornou o serviço, por outro, dificulta a entrada de neófitos.

"Eu vejo fotos da primeira versão do Instagram e, na hora de mostrá-las para os funcionários que entram, é super fácil de explicar: tem uma câmera só, você posta para o feed", diz. "Se você instalar o Instagram pela primeira vez, a gente não faz um bom trabalhando de explicar: 'aqui é o feed, aqui é o Story'. Em vez disso, a gente trata você como se já usasse há muito tempo."

'Quero like'

Ainda assim, para o executivo, os mais de meio bilhão de membros conseguem lidar bem com as várias modalidades de publicação. Enquanto o feed é o destino de catalizadores de "curtidas" — "As pessoas dizem, 'lá, eu tô me mostrando ao mundo', como quem fala, 'olha, eu fiz isso, quero like'" —, as Stories são o abrigo dos bastidores e o Direct é lar de uma comunicação mais emotiva. "É mais um 'ah, tô pensando em você', e a foto é até menos importante do que o momento".

À frente da área de tecnologia, Krieger vê nascer os novos recursos que chegarão ao Instagram. Ainda trabalha nos códigos da rede social, mas não na mesma intensidade de antes de a empresa ser integrada ao Facebook. "Eu passava praticamente 24 horas programando, mantendo servidores, uma experiência miserável. Não conseguíamos contratar gente, a infraestrutura estava difícil, e o spam estava crescendo."

Hoje, continua trabalhando nos códigos, "mas não por tantas horas". "Tive uma conversa ontem com artistas que disseram não gostar daqueles que, quando têm sucesso, contratam um monte de gente para terceirizar a arte e ficam lá, 'faça isso, faça aquilo'. Sentir a tinta tem seu valor. E, para mim, sentir a programação tem muito valor."

Morte no Instagram

O Instagram não vive, no entanto, apenas de colher "likes". A forma como a rede social e sua dona, o Facebook, lidam com a disseminação de conteúdo violento, agressivo ou baseado em mentiras é alvo constante de críticas. Na semana passada, por exemplo, um jovem morreu ao disparar uma arma enquanto fazia exibia um vídeo ao vivo pelo Instagram. Já o Facebook foi a plataforma escolhida pelo norte-americano Steve Stephen para transmitir um assassinato em tempo real.

Segundo Krieger, o tamanho que a rede social atingiu fez com que uma série de armas tivesse de ser combinada para atacar o problema. "No começo, no primeiro mês, se tinha pessoa chata com comentário abusivo, que era 'troll', a gente apagava, fechava a conta. Tem muito espaço na internet para essa pessoa, mas aqui não é o lugar para ela. Agora, fazer isso com 600 milhões de usuários, é uma coisa bem mais complicada." Para evitar transgressões, denúncias dos próprios usuários são aliadas a controles pessoais e um sistema de inteligência artificial.

Como impedir que comentários ofensivos sejam publicados no Instagram:

1. no seu perfil, clique no ícone das configurações no topo à direita do aplicativo

2. vá até "comentários"

3. opte por "ocultar comentários impróprios"

4. escrevas palavras-chave que farão com que comentários que as contenham sejam ocultados

Usuário no controle

Algumas vezes, porém, falta bom senso à inteligência artificial, que acaba censurando imagens liberadas que são facilmente confundidas com proibidas, como a de mães amamentando. A solução para isso, diz Krieger, é criar formas de o próprio usuário controlar o que quer ver enquanto afrouxa as restrições de publicação.

"Eu acho que, no final, a gente precisa de mais controle para o próprio usuário dizer, 'não, eu não me importo em ver', e outra pessoa dizer, 'não, isso me ofende muito, eu não quero ver', e outra pessoa falar, 'pô, me avisa antes de mostrar, mas talvez eu queira ver'", diz, acrescentando que, por enquanto, isso é uma "coisa para o futuro".

 (Foto: Arte / G1)

Foto: Arte/G1

11 de abril de 2017

Secretário diz temer que crise no país eleve ainda mais o desemprego no Piauí

Gessivaldo Isaías falou sobre os efeitos da crise no estado durante lançamento de aplicativo que vai facilitar atendimentos do Sine-PI.

O secretário Gessivaldo Isaías, titular da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Setre), afirmou na manhã desta terça-feira (11) que torce para que a economia brasileira se recupere o quanto antes. Caso contrário, ele acredita que o Piauí deve sofrer ainda mais, inclusive com o aumento do desemprego. 

"Nós somos apenas um estado da federação brasileira. Mas procuramos, da melhor maneira possível, amenizar o impacto dessa crise que está acontecendo no Brasil. E torcemos para que haja uma recuperação, para que o Brasil consiga crescer, porque senão, com o passar do tempo, nós certamente vamos ter um impacto no Piauí maior do que o que já está acontecendo", salienta.

Gessivaldo citou como exemplo a paralisação das obras da Ferrovia Transnordestina no Piauí, que gerava cerca de 2 mil empregos.

A declaração do secretário ocorreu no Palácio de Karnak, durante o lançamento do aplicativo Atende Sine, por meio do qual os usuários poderão realizar agendamentos para emissão de carteira de trabalho, tratar sobre seguro desemprego, entre outros serviços, tudo por meio de um celular que tenha o sistema operacional Android.

O aplicativo foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Agência da Tecnologia da Informação (ATI), a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Setre) e o Sistema Nacional de Emprego no Piauí (Sine-PI).

A ferramenta poderá ser baixada gratuitamente por meio do Play Store. “Dois órgãos do governo se uniram para construir uma ferramenta que vai proporcionar ao cidadão serviço de melhor qualidade, de forma mais moderna e com atendimento mais rápido, evitando filas no atendimento, isso tudo com auxílio da tecnologia”, comenta Avelyno Medeiros, diretor-geral da ATI.

Medeiros ressalta que, além de facilitar a vida dos cidadãos que estão em busca de emprego, o aplicativo também deve gerar uma significativa economia para o Governo do Estado. "São menos pessoas para fazer atendimentos de forma presencial no local,  menos papel sendo gasto, menos tinta para imprimir os papéis, são menos pessoas frequentando um espaço físico, tendo que se deslocar seja com moto, carro, ônibus, pois poderão usar o serviço de sua casa ou de onde estiver”, esclarece.

Na Play Store, o aplicativo aparece com o nome Sine Piauí e será atualizado em breve para Atende Sine.

O secretário Gessivaldo Isaías afirma que o aplicativo representa um marco positivo nas ações desenvolvidas pelo Sine, que, embora seja um serviço de abrangência nacional, é vinculado à pasta do Governo do Estado. 

"Nossa secretaria tem uma preocupação muito grande em incentivar a economia solidária, porque ela é uma saída para várias pessoas que estão saindo do emprego formal. E esse incentivo acontece por meio da qualificação. Hoje nós precisamos ter qualificação, que é o que o mercado está precisando", detalha o secretário titular da Setre.

10 de abril de 2017

Sumiço de jovem do Acre inspira jogos para smartphone

Bruno Borges, de 24 anos, está desaparecido desde o dia 27 de março. Aplicativos estimulam jogadores a desvendar o mistério em torno do desaparecimento.

desaparecimento do estudante de psicologia Bruno Borges, de 24 anos, que sumiu no último dia 27 de março, acabou inspirando a criação de jogos para smartphone. Os aplicativos foram disponibilizados na Play Store, do Google, com os nomes "Menino do Acre", "Encontre o Menino do Acre" e "Alquimistas do Acre".

Um dos aplicativos explica que os jogadores devem desvendar o mistério por trás do desaparecimento coletando os livros - deixados criptografados pelo jovem - ao longo do jogo. Porém, é preciso ser rápido e tomar cuidado para não morrer ao cair em um rio de lava.

Outro game pede que o jogador toque a tela para procurar o "menino do Acre". O jogo faz alusão à brincadeira do "quente ou frio?" e diz que o jogador tem algumas chances de encontrar o estudante antes que ele desapareça para sempre.


Sumiço misterioso de jovem do Acre inspirou jogos para celular (Foto: Reprodução)

Formados em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Uberlândia, Filipe Barbosa Nunes, de 24 anos, e Guilherme Castilho Casassanta, de 25 anos, são desenvolvedores de jogos independentes. Os dois criaram o jogo "Menino do Acre" após acompanhar a história de Bruno Borges pelos noticiários e redes sociais.

"Ficamos muito intrigados com os mistérios deixados pelo Bruno em seu quarto. Vimos em vários sites, inclusive a repercussão que isso tomou no Twitter", contam.

Os dois explicam que o jogo foi criado como uma forma de brincar com os mistérios deixados pelo acreano através dos cadernos. Os dois destacam que ficaram realmente preocupados com o desaparecimento do estudante de psicologia e afirmam que a obra de humor é baseada nos mistérios do quarto e não no sumiço. O jogo foi postado na última quinta (7) e, até agora, segundo os criadores, as avaliações foram positivas. Na Play Store o jogo aparece com a nota de 4,5 de cinco estrelas.

"O jogo 'Menino do Acre' foi uma adaptação de um outro jogo nosso o 'Ultra Jump', que levamos aproximadamente 15 dias para fazer. Além disso, a adaptação de contexto, imagens e programação durou mais de um dia. Estão pedindo para disponibilizarmos para IOS, o que inclusive já providenciamos, só estamos aguardando o prazo de validação por conta da App Store", relatam os desenvolvedores.

Os jovens afirmam que a história do acreano é curiosa e deixa margem para várias teorias. Os dois contam que leram algumas suposições sobre o conteúdo filosófico deixado nas mensagens, mas não conseguiram ter certeza de nada.

"Inclusive é difícil chegar a uma só conclusão quando a internet toda está criando teorias a respeito do acontecido. Esperamos que, no fim, tudo fique bem e Bruno seja encontrado com saúde", dizem.

05 de abril de 2017

Facebook e Instagram lançam sistema para barrar 'vingança pornô'

Imagens com conteúdo íntimo já denunciadas serão vetadas; usuários que tentarem compartilhá-las poderão ter conta suspensa.

O Facebook está adicionando ferramentas ao seu serviço para tornar mais fácil para usuários denunciarem atos de "vingança pornô" e para impedir automaticamente que as imagens sejam compartilhadas de novo, afirmou a rede social nesta quarta-feira (5). O sistema funcionará não só no site, mas também no Instagram e no Messenger.

Chamado de "vingança pornô", o compartilhamento de imagens íntimas ou sexualmente explícitas sem consentimento e como forma de promover extorsão ou humilhação é uma prática que afeta principalmente mulheres. Algumas são alvo de ex-parceiros.

O Facebook foi processado nos Estados Unidos e em outros países por pessoas que afirmam que a empresa deveria ter feito mais para impedir a prática. A companhia deixou claro em 2015 que imagens "compartilhadas como vingança" são proibidas e os usuários já têm recursos para denunciar fotos e vídeos que violem os termos da rede social.

A partir desta quarta-feira, no entanto, usuários do Facebook verão uma opção para denunciar especificamente a prática de vingança pornô.

Foto íntima exibida em celular. (Foto: Julian Stratenschulte/AFP)

A companhia também lançará um processo automático para impedir um novo compartilhamento de imagens já denunciadas. Um software de análise de imagens vai manter as fotos fora da rede social, bem como do serviço de fotos Instagram e do bate-papo Messenger.

Os usuários que compartilharem imagens de vingança pornográfica poderão até ter suas contas suspensas na rede social, afirmou a companhia.

03 de abril de 2017

Android passa Windows e se torna o sistema operacional mais usado do mundo

É a primeira vez desde que foi lançado que software da Microsoft deixa o topo, aponta StatCounter.

O Android, do Google, passou o Windows e se tornou o sistema operacional mais usado do mundo em março de 2017, informou a StatCounter em relatório divulgado nesta segunda-feira (3). É a primeira vez desde que foi lançado na década de 1980 que o topo não é ocupado pelo software da Microsoft.

O levantamento da firma de análise considera computadores, notebooks, tablets e smartphones. O Android estava em 37,93% dos aparelhos, enquanto o Windows equipava 37,91% deles.

“Esse é um marco histórico na história da tecnologia e o fim de uma era”, comentou, em nota, Aodhan Cullen, presidente-executivo da StatCounter.


Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google)

“Marca o fim da liderança da Microsoft em todo o mundo do mercado de sistemas operacionais que já dura desde de os anos 1980. Também representa uma maior ruptura par ao Android, que tinha apenas 2,4% do uso de internet no mundo há cinco anos.” A título de comparação, em março de 2012, o Windows era o sistema operacional de quatro a cada cinco dispositivos analisados.

A dança das cadeiras ocorre devido ao avanço do smartphone, que se tornou o aparelho conectado mais usado para acessar a internet. Tanto é que o Windows ainda é o sistema operacional de 84% dos computadores e notebooks.

A predileção dos asiáticos pelo Android também ajudou. Na Ásia, o sistema do Google está em 52,2% dos aparelhos, enquanto a fatia do Windows é de 29,2%. Na América do Norte e Europa, no entanto, o principal serviço da Microsoft ainda é o mais usado. Na região formada por Estados Unidos, Canadá e México, a presença do iOS, da Apple, ainda é maior que a do Android.

16 de março de 2017

WhatsApp corrige falha que permitia invadir conta com uma única foto

Aplicativo não checava se conteúdos recebidos continham códigos maliciosos ou não.

O WhatsApp e Telegram corrigiram falhas em seus populares aplicativos de mensagens após pesquisadores de segurança mostrarem que podiam tomar o controle das contas dos usuários por meio de uma imagem.

Pesquisadores da Check Point Software Technologies descobriram problemas com a forma como os dois aplicativos processavam alguns tipos de arquivos: os apps não verificavam se havia ou não algum código ativo que pode ser malicioso.

A Check Point publicou vídeos demonstrando os ataques. Assista ao ataque ao WhatsApp e ao golpe ao Telegram.

As falhas em apps de bate-papo são menos comuns do que em softwares para computadores. Os serviços móveis são frequentemente usados ​​por causa de sua criptografia pesada, que tem sido criticada por algumas autoridades.

Os pesquisadores conseguiram enviar arquivos com código malicioso para as versões baseadas na web dos dois apps ao fazê-los parecer algo diferente, como uma imagem. No caso do WhatsApp, uma vez aberto pelo destinatário, o código permitiu aos pesquisadores entrar no armazenamento local do usuário e, em seguida, acessar a conta dele. A partir daí, eles poderiam ter enviado o mesmo ataque malicioso para todos os contatos dele.

A falha do Telegram foi muito mais sutil e exigiu um comportamento "muito incomum" da vítima, como clicar com o botão direito do mouse em um vídeo e abrir uma nova guia, disse o porta-voz da Check Point, Markus Ra. Não há provas de que ataques semelhantes tenham sido realmente utilizados contra os produtos de qualquer das empresas, disse ele.

"Quando a Check Point informou o problema, tratamos da questão em um dia e lançamos uma atualização do WhatsApp para a web", disse Anne Yeh, porta-voz da empresa, unidade do Facebook. "Para garantir que você está usando a versão mais recente, reinicie o navegador."