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Notícias Tecnologia

17 de fevereiro de 2016

Celulares e notebooks sobem até 79% com medida provisória assinada por Dilma

O smartphone Xperia Z3 Compact, por exemplo, saltou de R$ 1.099 para R$ 1.931,40 – quase 80% a mais.

Os preços dos celulares e dos notebooks subiram no início de 2016. Parte desta elevação tem a ver com o fim da Lei do Bem, que isentava o PIS e Cofins de diversos produtos eletrônicos fabricados no país. O assustador é ver que a alta pode chegar a 79%, de acordo com um levantamento feito pelo comparador de preços Zoom.

A pedido do TechTudo, o serviço se debruçou sobre os registros de preços em 7 de dezembro de 2015 e em 1º de fevereiro de 2016. O smartphone Xperia Z3 Compact, por exemplo, saltou de R$ 1.099 para R$ 1.931,40 – quase 80% a mais. No segmento de notebooks, o destaque vai para a Dell, que subiu o valor dos produtos em mais de 20% no período.

Xperia Z3 Compact tem opções de cores bem interessantes (Foto: Fabricio Vitorino/TechTudo)

Xperia Z3 Compact teve aumento de 79% no preço (Foto: Fabricio Vitorino/TechTudo)

Primeiro é preciso entender a Lei do Bem. Ela foi criada em 2005, buscando estimular a produção nacional de PCs. Com o tempo, outras categorias de produtos, como tablets e telefones móveis, entraram na isenção. O benefício terminaria em 2014, mas o governo prorrogou as medidas até o fim de 2018. Apesar disso, o programa foi encerrado com um medida provisória devido à crise financeira.

Para se enquadrar na isenção, os produtos precisavam seguir algumas regras. Smartphones, por exemplo, deveriam ser produzidos em território nacional, custar até R$ 1.500 e vir com um pacote mínimo de aplicativos desenvolvidos no país. O custo para os computadores, porém, tinham um limite maior, de R$ 8.000.
Sem os incentivos, muitos modelos já ultrapassaram o valor limite. É o caso do Moto X Play, top da Motorola com 32GB de armazenamento interno e Dual SIM: teve variação de 37% (o preço passou de R$ 1.169,10 para R$ 1.599,00).

Galaxy Gran Prime Duos (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

Galaxy Gran Prime Duos ficou cerca de R$ 100 mais caro (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

Celulares mais baratos, como o Lumia 640 XL, tiveram aumento de 39% – o smartphone da Microsoft passou de R$ 659,00 para R$ 915,00. Já o Galaxy Gran Prime Duos, da Samsung, era encontrado por R$ 539,10 e atualmente está à venda por R$ 649,00 (aumento de 20%). O Moto G 3 também teve aumento de 17%, pulando de R$ 854,10 para R$ 996,55.
Os notebooks também não foram poupados. O HP Pavilion com tela LED de 14 polegadas, processador Intel i5, 4GB de RAM e HD de 500GB teve reajuste de 39%, pulando de R$ 1.799,00 para R$ 2.499,00. Outros modelos da Dell sofreram aumentos. No caso mais expressivo, a variação foi de 36%, passando de R$ 3.134,05 para R$ 4.267,67, com o modelo Vostro. O Acer Aspire E, de 15,6 polegadas, processador Intel i5 e 1 TB de HD também ficou mais caro, com preço de R$ 1.989,00.

De acordo com o diretor executivo do Zoom, Thiago Flores, vale a pena ficar de olho nas promoções se você pretende comprar um celular ou eletrônico. “Se encontrar uma boa oportunidade, é recomendado aproveitar o momento para se precaver de um aumento de preço ainda maior, já que passamos por um período de alta do dólar e da inflação”, afirma Flores.
Em tempos de valores altos, comparadores de preços podem ajudar a encontrar o melhor negócio. Celulares top de linha lançados em anos anteriores também passam a ser opções interessantes, já que estão mais baratos e ainda podem oferecer boa experiência de uso.

02 de fevereiro de 2016

WhatsApp alcança 1 bilhão de usuários

'Quase uma em cada sete pessoas na Terra', comenta Zuckerberg. 'Poucos serviços conectam mais de um bilhão de pessoas', frisou.

O serviço de mensagens instantâneas WhatsApp, que pertence ao Facebook, alcançou a marca de 1 bilhão de usuários, de acordo com uma publicação do presidente-executivo e co-fundador da rede social, Mark Zuckerberg.

"Um bilhão de pessoas estão usando o WhatsApp agora", disse Zuckerberg em uma publicação em sua página do Facebook. "Existem poucos serviços que conectam mais de um bilhão de pessoas", frisou.

O número de pessoas usando o WhatsApp mais que dobrou desde que o Facebook, baseado na Califórnia, comprou o serviço em transação concluída por US$ 22 bilhões no final de 2014, de acordo com Zuckerberg.

"Isso é quase uma em cada sete pessoas na Terra que usa WhatsApp todo mês para estar em contato com seus amados, amigos e família", disse o time do WhatsApp em um post de seu blog.

Após comprar o WhatsApp, o Facebook tornou o serviço completamente gratuito. O próximo passo, de acordo com Zuckerberg, foi facilitar o uso do serviço para os negócios. Levar o WhatsApp para o intercâmbio entre negócios e consumidores tem o potencial de criar oportunidades de lucro para o Facebook.

Recentes relatórios da mídia indicam que o Facebook está trabalhando nos bastidores para integrar o WhatsAppp de forma mais adequada à rede social líder no mundo, fornecendo a capacidade de compartilhar informação entre os serviços.

17 de dezembro de 2015

Após liminar, bloqueio é desativado e WhatsApp volta a funcionar no Brasil

Juiz considera que multa é solução melhor do que bloqueio do aplicativo.

O WhatsApp voltou a funcionar no início da tarde desta quinta-feira (17), depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo ter concedido liminar para que as operadoras deixassem de bloquear o acesso ao aplicativo.

De acordo com o que Eduardo Levy, presidente do SindiTeleBrasil, as operadoras restabelecerão o recebimento e envio de mensagens assim que forem notificadas pela Justiça. "Cumprimos a ordem para bloquear e para desbloquear. Independetemente de termos prejuízo em relação à nossa imagem, por cumprir tudo que a justiça brasileira determina", diz. As empresas de telefonia cumprirão imediatamente a determinação, diz.

Segundo o relato de usuários, TIM, Claro e Vivo já voltaram a permitir que seus clientes usem o aplicativo normalmente.

Atualizada às 12h56min

O colunista do O Globo, Lauro Jardim, publicou por volta das 11h30 que o desembargador Xavier de Souza, da 11ª. Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o desbloqueio do WhatsApp em todo o Brasil. "Xavier já tinha precedente favorável ao desbloqueio em outras duas decisões envolvendo impugnação de quebra de sigilo, exatamente o que foi pedido hoje para o WhatsApp", escreveu.

Ainda não há informações sobre quando o aplicativo voltará a funcionar, mas a decisão garante que seja em menos de 48h, o que tinha sido determinado anteriormente pela juíza da 1º Vara Criminal de São Bernardo do Campo. Em nota, o TJ de São Paulo informou que serão expedidos ofícios aos provedores com a nova determinação. 

Na sua decisão, o desembargador destacou que “em face dos princípios constitucionais, não se mostra razoável que milhões de usuários sejam afetados em decorrência da inércia da empresa” em fornecer informações à Justiça. Disse, ainda, que “é possível, sempre respeitada a convicção da autoridade apontada como coatora, a elevação do valor da multa a patamar suficiente para inibir eventual resistência da impetrante”.

Atualizada às 11h38

Após uma decisão judicial, as principais operadoras de celular do país foram intimadas pela Justiça a bloquear o aplicativo de mensagens Whatsapp em todo o território nacional por 48 horas, a partir da 0h desta quinta-feira (17). Com o bloqueio, vários usuários mostraram insatisfação, principalmente os que usam o aplicativo como ferramenta de trabalho.

A empresária Gilderlane Campelo, proprietária de uma loja de canecas personalizadas, afirmou que o bloqueio afetou as vendas dos produtos, já que muitos de seus clientes usam o Whatsapp para fazer os pedidos. 

"Todos os dias eu recebo cerca de 40 solicitações de pedidos de canecas. A minha empresa surgiu da oportunidade que a internet e os aplicativos trouxeram as pessoas comuns.Atualmente tenho 10 mil seguidores no Instagram que acabam por conhecer meus produtos e entram em contato comigo através do WhatsApp. É triste acordar hoje pela manhã e ver que não existem notificações de pedidos, que não existem pessoas me pedindo pra criar os presentes delas, algo que em um dia comum não aconteceria. Não são mensagens inúteis de grupos ou de fofoca, são mensagens de pessoas que desejam o meu produto, que querem informações sobre ele e tudo mais", relatou Gilderlane.

Prevendo o bloqueio seria uma dificuldade para as vendas, a empresária ainda alertou previamente seus clientes que "estaria usando outro aplicativo semelhante ao Whatsapp, que é o Telegram". Segundo Gilderlane, as pessoas estão entrando em contato por outras redes sociais, como Instagram e Facebook.

Veja alternativas para se comunicar durante o bloqueio do Whatsapp

Telegram (site:https://telegram.org/)

Com funções semelhantes às do WhatsApp, o Telegram serve para troca de mensagens de texto, foto e vídeo. Permite ainda o envio de arquivos de qualquer tipo (doc, gif, zip e mp3, por exemplo). O usuário pode "acessar suas mensagens de vários dispositivos ao mesmo tempo, incluindo tablets e computadores, além de compartilhar um número ilimitado de fotos, vídeos e arquivos de até 1,5 GB cada".

Facebook Menssenger (site:https://www.messenger.com)

Mark Zuckerberg, confundador e presidente-executivo do Facebook, viu na crise uma oportunidade e fez propaganda do Messenger na mensagem na qual lamentou o bloqueio do Whatsapp  no Brasil. Embora ligado diretamente à rede social, o Messenger pode ser usado como um app à parte. Funciona como bate-papo para mensagens de texto, voz e emoticons.

Hangouts (site:https://hangouts.google.com/)

Inicialmente vinculado ao Google+, o Hangouts hoje em dia pode ser usado por quem não tem perfil na rede social. Mas é preciso, sim, ter conta no Google. Criado como bate-papo, agora permite envio de SMS. Dá para conversar em grupos de até cem pessoas, trocar fotos, emoticons e GIFs, por exemplo. Além disso, faz chamadas em vídeo, tanto entre duas pessoas como entre grupos de até dez pessoas. Permite ainda sincronizar dispositivos e está disponível nas versões Android, iOS e Web.

KaKao Talk (site:http://www.kakao.com/talk)

O KaKao Talk permite mensagem de texto e voz, chamadas telefônicas e em vídeo, envio de fotos e compartilhamento de eventos. Permite enviar documentos, vídeos, imagens, áudio ou arquivos compactados no computador (até 100 MB por arquivo) e depois visualizá-los tanto em um computador quanto no telefone.

Line (site:http://line.me/pt-BR/)

Além de troca de mensagens, o Line permite chamadas de voz e vídeo e compartilhamento de fotos e mensagens de vídeo e de voz. O app está disponível para iPhone, Android, Windows Phone, BlackBerry (chamadas de voz) e PC (Windows eMac OS).

Skype (site:www.skype/pt-br)

O forte do Skype são conversas em vídeo, mas serve para trocar mensagens de texto também. Pode ser usado no telefone, no computador ou em uma TV com o programa instalado. Dentre os recursos que oferece, está a tradução simultânea do português para outros seis idiomas e a possibilidade de se fazer videoconferência.

Viber (site:www.viber.com/pt/)

O Viber serve tanto para mensagens de texto quanto para ligações telefônicas para outros usuários do aplicativo. É via internet, ou seja: funciona pelo WiFi ou 3G e 4G.

Aplicativos de VPN conseguem burlar lei e debloquear Whatsapp

Após a proibição, aplicativos de VPN também ganharam popularidade. Com eles, o aparelho funciona como se estivesse conectado de um outro país e consegue acessar o aplicativo de mensagem, até mesmo no 3G ou 4G. Entre os mais falados até o momento, estão Betternet: Unlimited Free VPN e Psiphon.

É importante ressaltar que o VPN funciona como um rede privativa dentro da rede mundial de computadores. O mantenedor do VPN pode, em tese, ter acesso às suas informações, comunicações por Whatsapp e também ao histórico de páginas acessadas. Utilize este recurso com cautela – preferencialmente depois de pesquisar provedores de VPN e contratar aquele que lhe parece mais seguro.

10 de dezembro de 2015

Facebook ganha novidades para funcionar sem conexão à internet

Aplicativo mostrará posts mesmo se conexão estiver ruim. Comentários serão salvos para irem ao ar quando não houver sinal.

Facebook ganha novidades para funcionar sem conexão à internet (Foto: Divulgação/Facebook)

Facebook ganha novidades para funcionar sem conexão à internet (Foto: Divulgação/Facebook)

O Facebook anunciou nesta quinta-feira (10) modificações para fazer o aplicativo funcionar até quando a internet está lenta ou não há qualquer conexão.

A primeira das novidades é em relação às postagens. Quando a internet móvel for precária, o app passará a exibir as publicações que já estão salvas no celular, mas não foram vistas pelo usuário.

Esse conteúdo será realinhado para que as histórias mais relevantes sejam exibidas primeiro. Com isso, o Facebook quer dar a sensação de estar sempre atualizado, em vez de mostrar os mesmos posts porque não há conexão para carregar novos.

“Nós também estamos testando melhorias para manter essas histórias atualizadas ao longo do dia ao recuperar novas histórias periodicamente quando você tiver boa conexão”, informam os diretores de produto do Facebook, Chris Marra e Alex Sourov, em comunicado conjunto.

Outra alteração será sobre os comentários. Será possível fazê-los mesmo quando não houver sinal nenhum de celular ou de Wi-Fi. O aplicativo salvará esses conteúdos para postá-lo assim que houver conexão.

“Por exemplo, se você vir um post sobre o noivado de um amigo quando você estiver conectado à internet, você pode compor um comentário de congratulação e ele irá aparecer quando você estiver online novamente.”

Essas novidades serão liberadas a todos os usuários de forma gradual.

09 de dezembro de 2015

Reportagem do PortalODIA é indicada ao Prêmio Interaje 2015

A matéria, produzida em fevereiro deste ano, destaca um grupo de 'hackers' que criou um site que facilita o monitoramento de gastos públicos.

Uma reportagem do PortalODIA.com está concorrendo ao Prêmio Interaje 2015, na categoria de 'Melhor Reportagem de TI'. A matéria, intitulada 'Hackers de Teresina criam site que monitora gastos públicos', fala sobre o site Peba – Indexador de Dados Públicos, cujo objetivo é facilitar o acesso a dados que geralmente estão disponíveis nos portais de transparência dos órgãos públicos, mas de forma ininteligível.

A categoria em que a matéria está inserida, abrange conteúdos jornalísticos, escrito ou falado, baseado no testemunho direto dos fatos e situações explicadas em palavras, tendo a tecnologia como principal temática.

A votação deve ser feita através do site do Interaje , até às 18h do dia 17 de dezembro, dia da premiação. Para votar, é preciso se conectar ao Facebook e escolher a opção ou candidato desejado.

De acordo com o organizador do evento, Joselé Martins, o objetivo do prêmio é identificar que está produzindo conteúdo na internet. "O prêmio é uma forma de saber quem está produzindo, valorizar e premiar o pessoal, quem faz a internet do Piauí", conta.

O Prêmio Interaje, que surgiu em 2010, tem como público alvo empresários, web empreendedores, desenvolvedores, portais, mídias off line, twitteiros e blogueiros. Nesta edição de 2015, está dividido em 12 categorias: Melhor Blog, Melhor Startup do Ano, Melhor Vídeo, Melhor Professor de TI do Piauí, Melhor Profissional de TI, Melhor Movimento Social, Melhor Reportagem de TI, Melhor Interação ON/OFF, Melhor Página de Redes Sociais, Personalidade Empreendedora do Ano, Melhor Portal do Interior do Piauí e Web Celebridade.

04 de dezembro de 2015

Aeronáutica cria 'manual de conduta' para voos de drones no Brasil

Drones terão de voar a 30 m de altura de pessoas e não fazer acrobacias. Velocidade máxima das aeronaves poderá ser de 55 km/h ou 110 km/h.

Drone do Ministério do Trabalho e Emprego que será usado para combater trabalho escravo no Brasil. (Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho e Emprego)

Drone do Ministério do Trabalho e Emprego que será usado para combater trabalho escravo no Brasil. (Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho e Emprego).

Não se surpreenda se o céu do Brasil for tomado por drones. A Força Aérea Brasileira (FAB) publicou regras que regulamentam o voo desses veículos aéreos não tripulados (vants) sobre áreas urbanas habitadas e em ambientes fechados. É liberado o uso comercial dos aparelhos

Até agora, a FAB proibia voos sob áreas urbanas habitadas e com finalidade comercial. Também exigia ser informada 30 dias antes de cada voo, para liberar o espaço aéreo e evitar colisões.

As novas normas alteram apenas o comportamento no ar, mas não mexem no modo de solicitação junto às autoridades. Tecnicamente chamados de Aeronaves Pilotadas Remotamente (RPA, na sigla em inglês), os drones necessitam de duas autorizações para alçar voo no Brasil.

O registro do aparelho deve ser feito junto à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Em breve, as exigências devem mudar, já que a autarquia conduz uma reformulação da forma de cadastro de drones. Já os pedidos para saírem do chão são feitos ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado ao Comando da Aeronáutica.

arte tipos de drone vale este vant (Foto: Arte G1)

Os novos parâmetros para que os vants possam voar foram estabelecidos pelo Decea e funcionam como um manual de conduta no ar. Eles dizem respeito somente a atividades profissionais, institucionais e governamentais. A operação aérea de vants como lazer ou hobby se enquadra em regras voltadas ao aeromodelismo.

110 km/h
Publicadas em 19 de novembro, na Instrução do Comando Aeronáutico 100-40, as regras fixam altura mínima de 30 metros para que drones se manterem distantes de pessoas e edificações. Dependendo do peso da aeronave, a velocidade máxima pode ser de 55 km/h a 110 km/h.

As normas estabelecem que drones leves mantenham uma distância mínima de 5,5 km de aviões, helicópteros, rotas aéreas conhecidas e aeroportos. Para os médios, aumenta para 9,5 km. A restrição já existia, mas não especificava a restrição a ser respeitada. Além disso, voos noturnos e as acrobacias são proibidos.

Na prática, essas normas facilitam o uso de drones em atividades profissionais sem que corram o risco de sofrer punição de Anac ou Aeronáutica. Em agosto, a Anac mantinha 19 processos administrativos em andamento, que poderiam resultar em multas de R$ 1,6 mil a R$ 5 mil.

Entre os empregos correntes dos RPAs estão filmagens, entregas de encomenda, atividades agrícolas, emprego militar e policial, mapeamento de imagens 3D, monitoramento meteorológico, patrulha de fronteiras, combate a incêndios, combate ao crime e inspeção de plataformas de petróleo.

drones_abre_escala_620VALEESSE (Foto: Editoria de Arte / G1)

Como é o registro
Atualmente, poucos vants civis são autorizados para operar no país. A documentação expedida pela Anac por meio de um chamada de Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave).

O processo exige a entrega de vários documentos e pode levar até um ano. Antes de conceder o registro, em caráter experimental, a agência avalia as condições de segurança do modelo e também a aptidão do piloto para operá-lo. As autorizações feitas até o momento foram pedidas por fabricantes, órgãos públicos e ONGs que usam os drones para fiscalização de áreas de mineração e controle ambiental.

A agência trabalha em uma legislação que facilite o registro para drones de pequeno porte, de até 25 quilos, e em normas para a formação de pilotos, manutenção das aeronaves e a criação de áreas segregadas para operação amadora.

O primeiro drone particular civil só foi liberado pela Anac em maio de 2013. O modelo pesava 15 kg e monitorou as obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.

Já a FAB, além de proibir voos em áreas urbanas e populosas, só os autoriza mediante comunicação prévia ao centro de controle aéreo da região com 30 dias de antecedência. O objetivo é evitar colisão com aviões e helicópteros.

Antes da criação do manual de conduta, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abinde) reclamava que as dificuldades de operação atrapalhavam o desenvolvimento da indústria nacional e o uso comercial dos drones.

DRONE ARTE (Foto: ARTE/G1)

25 de novembro de 2015

Empresa americana consegue lançar foguete e fazê-lo pousar novamente

Blue Origin, de Jeff Bezos, conseguiu um feito para a aeronáutica comercial. Cápsula subiu a 100 km; tecnologia pode baratear voos espaciais.

Imagem mostra foguete da Blue Origin sendo lançado no Texas (Foto: Blue Origin via AP)

Imagem mostra foguete da Blue Origin sendo lançado no Texas (Foto: Blue Origin via AP)

A empresa espacial privada Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, presidente da Amazon, anunciou nesta terça-feira (24) que conseguiu pousar um foguete na posição vertical de modo que possa ser usado novamente, um marco na aeronáutica comercial.

Poder reutilizar foguetes, em vez de descartá-los, é um grande passo para tornar o voo espacial menos caro.

A realização produziu "o mais raro dos animais: um foguete usado", brincou Bezos em um comunicado. Outra empresa privada, a SpaceX, tentou pousar seu foguete na posição vertical sobre uma barcaça no oceano, mas até agora não conseguiu. Ele já gravou pousos suaves de foguetes que voam a menos de 2 km de altura, uma altitude muito menor do que o que o novo teste alcançou.

A Blue Origin disse que o voo não tripulado ocorreu segunda-feira (23) em Van Horn, no Texas. A empresa discreta, com base em Kent, no estado de Washington, não convidou repórteres para participar. Seu primeiro voo de teste aconteceu em abril.

Seu veículo New Shepard consiste de um foguete e uma cápsula que é projetada para levar pessoas para o espaço para voos suborbitais. No voo de segunda-feira, foguete voou a cerca de 100 km de altura e lançou a cápsula, que voltou de paraquedas para o chão.

Após a separação, o foguete começou a cair de volta para a Terra. Ele abrandou a sua descida ao disparar seu motor, a partir de cerca de 1.500 metros acima do solo, e tinha apenas 7 km/h de velocidade quando tocou o solo no local de lançamento, ainda de pé, disse a empresa.

20 de novembro de 2015

Os apps 'fantasma' em que adolescentes escondem fotos sexuais

Descoberta de que alunos, alguns de 12 anos, compartilhavam fotos em que apareciam nus e as escondiam em aplicativos ocultos em celulares provocou escândalo em escola nos EUA.

Há algumas semanas, na escola secundária de Canon City, no Estado americano do Colorado, foi revelado um escândalo de "sexting" – o envio de mensagens e imagens explícitas pelo celular – que surpreendeu pais de alunos e professores.

Pelo menos cem alunos, alguns de apenas 12 anos de idade, estavam compartilhando centenas de fotografias nas quais apareciam nus.

Estas imagens íntimas, feitas pelos próprios adolescentes e enviadas a amigos, estavam armazenadas em chamados "aplicativos fantasmas"; os adultos demoraram meses para perceber o que estava ocorrendo.

Os "apps fantasma" tem a aparência de aplicativos normais, como um aplicativo de música ou uma calculadora.

Mas, ao digitar uma senha, o usuário ganha acesso a pastas secretas nas quais pode armazenar fotografias e vídeos.

Segundo especialistas, estes apps ganharam popularidade nos últimos anos entre os adolescentes. Eles usam os apps para que seus pais não tenham acesso a conteúdos como imagens explícitas.

Alunos dos EUA são pegos trocando centenas de 'nudes' pelo celular (Foto: Reprodução/Google)

Alunos dos EUA são pegos trocando centenas de 'nudes' pelo celular (Foto: Reprodução/Google)

Investigação
Autoridades da escola de Canon City explicaram que descobriram entre 300 e 400 fotos de adolescentes nus escondidas neste tipo de aplicativo nos celulares dos alunos.

No centro do escândalo estavam jogadores da equipe de futebol americano do colégio.

De acordo com o jornal The New York Times, alguns dos estudantes poderão ser processados - é crime possuir ou distribuir pornografia infantil.

Mas, como a maioria dos envolvidos tem menos de 18 anos, as autoridades ainda não sabem exatamente como proceder.

Os estudantes aparentemente faziam uma espécie de jogo com essas imagens, que envolvia um sistema de pontos. Os que conseguiam as fotos dos alunos mais desejados da escola, ganhavam mais pontos.

As autoridades vão investigar se há algum adulto envolvido ou se alguns dos estudantes foram coagidos para compartilhar as fotos.

Calculadoras
Os "apps fantasma" existem no mercado há menos de três anos e muitos deles são gratuitos.

Entre os mais populares estão Secret Calculator Folder Free e Calculator%, que têm a aparência de e até funcionam como uma calculadora.

Com a senha, estes aplicativos abrem os arquivos secretos. Existem alguns apps que até colocam arquivos secretos dentro de outros arquivos secretos, para dificultar ainda mais o acesso.

"Estes apps são o que chamamos de cavalos de troia, porque aparentam ser algo que não são", disse Steven Beaty, especialista em segurança e professor de computação na Universidade Metropolitana de Denver, no Colorado.

Beaty disse à BBC Mundo que "é muito difícil diferenciar estes apps de aplicativos normais".

"Os pais deveriam se concentrar nos aplicativos que os telefones normalmente já têm incluídos, como calculadoras, e procurar aqueles que estão duplicados nos telefones de seus filhos", recomendou.

"Os aplicativos redundantes são os mais suspeitos", acrescentou.

Controle
Beaty acredita que os adultos deveriam controlar os novos aplicativos que os filhos compram ou baixam entrando nas lojas de aplicativos da Apple ou Google e descobrindo quais são as verdadeiras funções destes apps.

Ele também afirma que não adianta conectar o celular a um computador, "já que os arquivos permanecem ocultos."

O especialista em cibersegurança afirmou que existem "ferramentas sofisticadas utilizadas pela polícia para ter acesso ao conteúdo oculto dos telefones, mas não estão disponíveis para o público".

"Os pais precisam explicar aos filhos quais são as ramificações ao utilizar estes aplicativos para armazenar certo tipo de conteúdo e as consequências que terão de enfrentar."

As autoridades do Colorado dizem que o caso da escola de Canon City não é isolado e que os "aplicativos fantasma" são usados por jovens de todos os Estados Unidos.

Um argumento a mais mais para que autoridades alertem pais a aumentar a vigilância das atividades de seus filhos em seus celulares e computadores.

19 de novembro de 2015

Brasil é o 10º país do mundo com mais supercomputadores

País possui seis máquinas de alto desempenho em ranking global. Computadores chegam a ser 3 milhões de vezes mais ágeis que desktops.

Supercomputador Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Computação Científica, de Petrópolis (RJ). (Foto: Divulgação/LNCC)

Supercomputador Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Computação Científica, de Petrópolis (RJ). (Foto: Divulgação/LNCC)

Alguns dos supercomputadores mais rápidos e potentes em operação estão no Brasil, o que faz do país ser o 10º no mundo com a maior quantidade de máquinas de alto desempenho, aponta o ranking Top 500, divulgado nesta terça-feira (17).

A lista reúne computadores velozes a ponto fazer milhões de milhões de cálculos enquanto você nem terminou de piscar os olhos. As seis máquinas brasileiras da lista não são nenhum modelo dos diversos laptops, tablets ou smartphones presentes nas prateleiras de lojas varejistas. Nem são vendidos pela bagatela de milhares de reais paga por eles.

Além de pertencerem a institutos de pesquisa e à indústria, os supercomputadores brasileiros custam milhões. Três deles são do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), emPetrópolis (RJ), um do Cimatec, em Salvador (BA), um do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), de São Paulo (SP), e um da Petrobras.

Supercomputador mais rápido da América Latina é inaugurado em Salvador (Foto: Angelo-Pontes/ Sistema Fieb)

Supercomputador do Cimatec, em Salvador (Foto: Angelo-Pontes/ Sistema Fieb)

Apesar de serem os únicos da América Latina listado, nenhum deles figura entre os cem melhores. O Brasil já chegou a estar na elite da elite mundial, quando o Inpe instalou em 2010 o Tupã, supercomputador classificado naquele ano no 29º posto -- hoje, também figura na lista mas no 476º lugar.

O critério dos cientistas do Laboratório Nacional de Berkeley, Universidade do Tennessee e da Prometeus, que elaboram o ranking, é a capacidade de executar cálculos. Máquina brasileira mais bem posicionada, na 200º posição, o Santos Dumont GPU, do LNCC, é capaz funcionar a 456 TFlops teraflops, equivalente a 456 trilhões de cálculos de ponto-flutuante por segundo (trocando em miúdos: contas de soma e subtração por segundo).

RANKING DE PAÍSES COM MAIS SUPERCOMPUTADORES
PaísesNº de máquinas
1) EUA199
2) China109
3) Japão37
4) Alemanha33
5) França18
6) Reino Unido18
7) Índia11
8) Coreia do Sul10
9) Rússia7
10) Brasil6
Fonte: Top 500

Para se ter ideia do que isso representa, ele é 4.560 mil vezes mais rápido que um computador de mesa em bom estado, que opere em torno de 100 GFlops (100 bilhões de operações por segundo). Não é tão rápido quando comparado ao "Usain Bolt dos circuitos integrados". Primeiro da lista, o Tianhe-2, da Universidade Nacional de Tecnologia para a Defesa, da China, pode rodar a 33.862 TFlops, ou seja, é 3,3 milhões de vezes mais ágil que um desktop.

“Aqui, o nosso principal problema é esse: estamos em 10º, mas, do ponto de vista de performance, estamos atrás de vários países”, afirma Pedro Dias, diretor do LNCC.

O comentário de Dias nem faz menção a Estados Unidos e China, que possuem respectivamente 199 e 109 supercomputadores na lista. O diretor faz referência a países como Austrália, Polônia, Suíça e Itália, com poucos representantes no ranking mas que são mais potentes.
Segundo ele, se fosse pela demanda, o Brasil deveria estar entre os vinte do mundo.

Uso
Supercomputadores são usados para simular perfurações em campos de petróleo, como o pré-sal, criar novos fármacos antes de serem testados em laboratórios e analisar informações de sequenciamento genético.

Por ser híbrido, ou seja, capaz de não só processar grandes massas de informação, mas de forma rápida e com grande memória, o Santos Dumont foi “fatiado” para entrar na lista. Cada um desses módulos foi incluído em postos diferentes do Top 500. Somados, conferem capacidade de 1.141 TFlops.

Ao custo de R$ 60 milhões, o Santos Dumont entrará em operação plenamente em 2016. Inicialmente, vai ajudar a Fiocruz a elaborar novos medicamentos, a Coppe-UFRJ a analisar como a areia se deslocará durante as perfurações do pré-sal e o Inpe na previsão do tempo. No que vem, o time do Brasil será reforçado por um novo supercomputador do Inpe.

SUPERCOMPUTADORES PODEROSOS
SupercomputadorPaísPotência (TFlops)
1) Tianhe-2China (Universidade Nacional de Tecnologia para a Defesa)33,8 mil
2) TitanEUA (Laboratório Nacional Oak Ridge)17,5 mil
3) SequoiaEUA (LLNL)17,1 mil
4) K ComputerJapão (Instituto Avançado para Ciência da Computação)10,5 mil
5) MiraEUA (Laboratório Nacional Argone)8,5 mil
6) TrinityEUA (SNL)8,1 mil
7) Piz DaintSuíça (Centro Nacional Suíço de Supercomputação)6,2 mil
8) Hazel HenAlemanha (Centro de Computação de Alta Perfomance Stuttgart)5,6 mil
9) Shaheen IIArábia Saudita (Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah)5,5 mil
10) StampedeEUA (Universidade do Texas)5,1 mil
200) Santos Dumont GPUBrasil (Laboratório Nacional de Computação Científica)456
241) Cimatec YemojaBrasil (Cimatec)405
265) Santos Dumont HybridBrasil (Laboratório Nacional de Computação Científica)363
310) Santos Dumont CPUBrasil (Laboratório Nacional de Computação Científica)321
406) Grifo04Brasil (Petrobras)251
476) TupãEUA (Inpe)214
Fonte: Top 500

12 de novembro de 2015

Mulheres criam tecnologia para combater assédio sexual

Apps e aparelhos recebem dinheiro de apoiadores em 'vaquinhas na web'. Para jovens, somente educação pode barrar manifestações de machismo.

Cansadas de andarem pelas ruas com medo do próximo “fiu fiu”, jovens mulheres passaram a recorrer à tecnologia para combater o assédio sexual. De aplicativo a “computador vestível”, as invenções vêm unindo uma legião de admiradores, que chegam a doar altas quantias para vê-las funcionando.

“As estatísticas de violência contra as mulheres são assustadoras, e se tornou evidente que nada que existia no mercado eram ferramentas de que as mulheres realmente precisavam”, afirmou Yasmine Mustafa, presidente-executiva da empresa Roar for Good.

A empresa criou a Athena, um aparelhinho do tamanho de uma moeda que, quando acionado, envia pedidos de ajuda a conhecidos. Para ser carregado dentro do bolso, o dispositivo também emite um barulho para afastar possíveis agressores.

Depois de encabeçar o movimento “Vamos Juntas?”, que incentiva mulheres a andarem juntas para afastar o assédio, a gaúcha Babi Souza, de 24 anos, quer levar a ideia para o mundo dos celulares. Com a ajuda de uma empresa, ela desenvolve um aplicativo que servirá como uma espécie de “Waze do abuso”.

Nele, as mulheres são convidadas a relatar ameaças encontradas pelos caminhos que percorrem – da falta de iluminação a homens que frequentemente as assediam na rua. A partir daí, quando uma rota for traçada, os possíveis itinerários serão acompanhados das fontes de assédio que possuírem. A expectativa é que o app chegue a celulares Android e iOS em janeiro de 2016.

Outra iniciativa é a da estudante paulista Catharina Dória, de 17 anos. Ela usou o dinheiro com que pagaria sua viagem de formatura para custear a criação do “Sai Pra lá”. O app mapeia as manifestações de assédio sexual contra mulheres, da buzinada a contatos físicos.

Athena, aparelho do tamanho de uma moeda criado para mulheres combaterem ataques sexuais. (Foto: Divulgação/Roar for Good)

Athena, aparelho do tamanho de uma moeda criado para mulheres combaterem ataques sexuais. (Foto: Divulgação/Roar for Good)

Apoio
Depois de estrear na primeira semana de novembro, o “Sai pra lá” foi inundado por acessos, o que sobrecarregou seus servidores. Na hora do rush, por volta das 18h, recebia 250 envios. Para melhorar a infraestrutura do app, Catharina iniciou uma campanha de financiamento coletivo na internet. Com 54 dias para o fim, já arrecadou 112% da meta inicial, de R$ 5 mil.

O Athena também é desenvolvido com dinheiro arrecadado online. A pouco mais de dez dias para o fim da campanha, o projeto já recebeu cinco vezes o valor estipulado, de US$ 40 mil. “Nós queríamos criar algo que atendesse às necessidades da mulher moderna ao mesmo tempo que fosse uma ferramenta contra o abuso”, diz Yasmine.

Assédio
Em geral, todas as ideias surgiram depois de as mulheres se depararem com casos de violência sexual ou encararem o medo de ser a próxima vítima.

Após ouvir muitas mulheres contarem histórias de abuso em uma viagem à América do Sul, em 2013, Yasmine retornou à Filadélfia (EUA), mas a violência bateu à sua porta. “Uma semana depois de voltar pra casa, uma mulher da minha vizinhança foi brutalmente estuprada apenas a um quarteirão de onde eu estava morando”, afirmou.

Já Babi cansou de ficar apreensiva ao andar sozinha pelas ruas em um dia que saiu do trabalho tarde da noite. “Eu pensei, ‘Bah que merda ser mulher, chega a hora de voltar pra casa e, em vez de tu ficar feliz, fica com medo por ser tarde’."

Catharina foi chamada de “gostosa” por um homem muito mais velho, que disse que queria levá-la para casa. Não respondeu, mas levou o incômodo de não ter feito nada para casa. Quatro meses depois, o aplicativo foi lançado.

Não é suficiente
Apesar de recorrer à tecnologia, as desenvolvedoras acreditam que criar aplicativos ou aparelhos não é um esforço suficiente. “Definitivamente, a tecnologia tem potencial de ajudar a focar essas questões. Enquanto dispositivos como o Athena são capazes de ajudar a deter ataques e conseguir ajuda instantaneamente, ele não foca na raiz da causa de abusos e violência”, diz Yasmine.

A Roar for Good, destina uma percentagem do dinheiro arrecadado com a venda dos aparelhos para organizações que trabalham na conscientização de jovens. Um décimo da grana arrecadada na campanha de financiamento coletivo no site “Indiegogo” vai para a One Love Foundation, que se dedica a criar programas de educação para acabar com a violência doméstica. “Nosso objetivo é que aparelhos como o Athena um dia não sejam mais necessários. Até lá, nós faremos tudo que pudermos empregando a tecnologia para ajudar a diminuir os abusos”, comenta Yasmine.

A criadora do “Vamos Juntas?” recorreu ao financiamento coletivo para criar um portal de informações sobre o que é feminismo.

Para Catharina, levar a discussão da violência contra mulher para o mundo digital não resolve o problema. “A questão é essa: a tecnologia é suficiente? É tipo uma semente. Para uma plantinha crescer, você tem que regar com água. Nesse caso, essa água é a educação. A gente tá apenas tentando podar a situação. O aplicativo faz com que a gente mapear os assédios para depois as instituições colocarem cartaz, colocar mais luz, falar com as faculdades. Mas o certo seria a educação desde pequeno: o homem ser conscientizado desde pequenininho que ele não pode fazer isso.”

10 de novembro de 2015

Google Maps passa a ter mapas offline com navegação sem internet

Será possível fazer buscas por lugares e traçar rotas. Novidade vale, por ora, para Androids; para iOS, chegará em breve.

Google Maps passará a traçar rotas sem conexão à internet (Foto: Divulgação/Google)

Google Maps passará a traçar rotas sem conexão à internet (Foto: Divulgação/Google)

Voltada a donos de smartphone que não tenham acesso à internet, mas com potencial de cair no gosto mesmo de quem navega com pacotes 4G, uma nova função do Google pretende abrir caminhos de motoristas desconectados. A empresa libera nesta terça-feira (10) o download de mapas no Google Maps, que passará a traçar rotas mesmo que o aparelho esteja offline.

A princípio apenas para celulares Android, a novidade permitirá baixar mapas desde que o tamanho do arquivo não ultrapasse o limite de 2,5 GB.

O Maps já podia salvar mapas. A novidade é que ele ganhará funções que tipicamente necessitam de internet: fará buscas por estabelecimentos comerciais e lugares dentro da área selecionada (assim como ver informações básicas a respeito deles, como telefone e cardápio), traçará rotas entre dois pontos e dará orientações pelo guia de voz.

Ficam de fora da versão offline, por enquanto, o acompanhamento do trânsito em tempo real, a informação da chegada dos próximos ônibus, assim como as rotas de bicicleta e transporte público.

"Hoje, a gente assume que o Waze ou o Google Maps vão estar lá para nos salvar", comenta Marcus Leal, gerente de Maps para América latina. "Mas em um país como o Brasil, mesmo quem tem plano de dados perde o acesso completamente", diz. "E quem hoje em dia tem um mapa de papel no carro?", brinca. "O foco é atender a essa camada de desconectados ou com plano de dados ruim", explica.

Segundo uma pesquisa do Google, o brasileiro é aquele que mais tem problemas para carregar mapas. De mil pessoas entrevistadas pela empresa, 40% disseram ter esbarrado em alguma falha de conexão para usar o aplicativo -- esse índice foi o maior no mundo.

Mas, como o problema também é percebido por usuários de outros lugares, a novidade será liberada gradualmente em todo o mundo. Os aparelhos que rodam iOS ainda não serão contemplados, o que ocorrerá em breve, segundo o Google.

Apesar de ficarem armazenados no celular, os mapas ficarão inutilizados se, após 30 dias, o aparelho não se conectar à internet e atualizá-los.

Veja o passo-a-passo:
1. instale o Google Maps ou atualize para a versão 9.17 do Android
2. Pesquise pelo local pretendido
3. Suba o cartão que surgir no canto inferior da tela para selecionar a opção de download
4. Selecione a área do mapa a ser baixada no celular.

09 de novembro de 2015

Jovens criam propostas de negócios através de aplicativos

O projeto foi um dos que participou da segunda edição da Corrida de Startups que aconteceu na Feira do Empreendedorismo.

Sair com os amigos é um dos programas preferidos de jovens em todo o mundo. Dividir uma refeição, lanches ou bebidas é também uma atividade muito comum. Mas e na hora de pagar a conta, principalmente quando envolvem muitas pessoas, como escolher a melhor forma de ‘inteirar’ o pagamento? Foi pensando em facilitar esse processo, que jovens parnaibanos desenvolvem um aplicativo que visa fomentar a divisão de gastos e aumentar a interação social entre as pessoas. Keyni Maciel, Inês Melo e Sávio Araújo, são os responsáveis por criar a ideia do aplicativo ‘Inttera’, ainda em fase de desenvolvimento. “A ideia surgiu no ambiente universitário, muitas vezes temos pouco dinheiro e queremos encontrar pessoas para beber, comer e se divertir. Então, o aplicativo vai facilitar essa interação, por isso o nome Inttera”, explica Keyni, que é estudante de Turismo.

Da área de tecnologia da informação, o jovem Sávio destaca o que o app visa fomentar uma maior interação entre as pessoas. “O aplicativo vai propor uma interação através de grupos e juntar pessoas que queiram dividir um determinado produto, seja comida ou bebida. As pessoas irão interar e marcar um dia em que cada um vai dizer o quanto pode contribuir e na ferramenta você também pode ver promoções, marcar o estabelecimento escolhido.

A intenção é facilitar o encontro das pessoas” destaca Sávio. Como a ideia ainda é embrionária, o grupo já realizou pesquisa para saber a aceitação do público. Segundo o estudo, 70% dos universitários e pessoas solteiras afirmaram que adorariam ter acesso ao aplicativo “Nós somos consumidores, mas sempre pensamos como algo pode contribuir na vida de todo mundo. Agora, estamos desenvolvendo o aplicativo e buscando investidores que possam financiar a ideia”, lembra Inês.

O projeto do Inttera foi um dos que participou da segunda edição da Corrida de Startups que aconteceu como parte da programação da Feira do Empreendedorismo, realizada em Parnaíba, cidade distante 318 quilômetros ao norte de Teresina.

Foto: Glenda Uchôa/ODIA

02 de novembro de 2015

Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais

Instrumento permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.

Um aplicativo na internet vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o instrumento será lançado este mês e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.

De acordo com o professor responsável pelo projeto, Fábio Malini, os direitos humanos são vistos de maneira pejorativa na internet e discursos de ódio tem ganhado fôlego. “É preciso desmantelar esse processo”, defende. Por meio da disponibilização dos dados, ele acredita que é possível criar políticas públicas “que amparem e empoderem as vítimas”.

Encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, o Monitor de Direitos Humanos, como foi batizado o aplicativo, buscará palavras-chaves em conversas que estimulem violência sexual contra mulheres, racismo e discriminação contra negros, índios, imigrantes, gays, lésbicas, travestis e transexuais. Os dados ficarão disponíveis online.

A blogueira e professora universitária Lola Aronovich relata ser vítima frequente de agressões e até ameaças de morte pela internet, por defender dos direitos das mulheres. Nos fóruns de discussão em que participa, várias mensagens de ódio são postadas.

Para a blogueira, o monitoramento dos ataques, a investigação e a punição dos autores são importantes para frear crimes, que chegam a extrapolar o mundo virtual. "Mensagens nas redes têm estimulado mortes e suicídios no mundo real", disse. “Não podemos mais fingir que não acontece”, acrescentou.

Quem não expõe ideias na rede, não está livre de violência. Para a jovem Maria das Dores Martins dos Reis bastou ser negra e postar uma foto no Facebook ao lado do namorado, que é branco, para ser alvo de discriminação. A foto recebeu dezenas de comentários racistas e foi compartilhada em grupos criados especialmente para agredi-la.

“É como se fosse uma diversão para ele. Só que para quem sofre não é legal. Isso dói e machuca”, revelou, que, mesmo após ter denunciado o caso, não viu agressores condenados.

No último sábado (31), a atriz Taís Araújo foi alvo de mensagens racistas nas redes sociais. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio de nota, informou hoje (2) que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) vai instaurar inquérito para apurar o crime. A atriz será ouvida e os autores identificados serão intimados a depor. O racismo é crime no Brasil e, por lei, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser condenado a reclusão de um a três anos e pagamento de multa.