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Notícias Tecnologia

05 de agosto de 2016

Pokémon Go coleta dados importantes dos celulares de usuários

Empresa pode coletar — entre outras coisas — endereço de e-mail, endereço IP, a página da web que você estava usando antes de entrar no jogo, dentre outros dados.

Nos cinco dias frenéticos desde o lançamento nos EUA, o Pokémon Go se transformou em uma sensação econômica e cultural. Baixado por milhões, o jogo aumentou o valor de mercado da Nintendo em US$ 9 bilhões (e contando), criou um grande exemplo da realidade aumentada como formato do futuro e uma série de encontros estranhos, assustadores e coincidentes na vida real.

E conforme milhões de usuários andam pelo país pegando Pikachus e Jigglypuffs, a empresa saída da Alphabet, Niantic Inc., que desenvolveu o jogo, está coletando informações sobre os treinadores Pokémon. E certamente está pegando todos.

Como a maioria dos apps que funcionam com GPS no seu celular, o Pokémon Go é capaz de dizer muita coisa sobre você com base nos seus movimentos, conforme você joga: aonde você vai, quando você foi lá, como você foi lá, quanto tempo você ficou e quem mais estava lá. E, como muitos desenvolvedores que constroem esses apps, a Niantic guarda essas informações.

De acordo com a política de privacidade de Pokémon Go, a Niantic pode coletar — entre outras coisas — seu endereço de e-mail, endereço IP, a página da web que você estava usando antes de entrar no Pokémon Go, seu nome de usuário e sua localização. E, se você usar sua conta do Google para se cadastrar e usar um dispositivo iOS, a menos você negue explicitamente isto, a Niantic tem acesso para ler e escrever o seu e-mail, documentos do Google Drive e mais. (Isso também significa que, caso os servidores da Niantic sejam invadidos, quem quer que tenha invadido os servidores possivelmente tem acesso a toda a sua conta do Google. E você pode apostar que a enorme popularidade do jogo o tornou um alvo para hackers. Dado o número de crianças jogando o jogo, esse é um pensamento assustador.) Você pode verificar o tipo de acesso que a Niantic tem da sua conta do Google aqui.

Ela também pode compartilhar as informações com outras partes, incluindo a Pokémon Company, que contribuiu no desenvolvimento do jogo, “fornecedores de serviços terceiros” e “terceiros” para conduzir “pesquisa e análise, mapeamento de perfil demográfico e outras finalidades semelhantes”. De acordo com a política, ela também pode compartilhar quaisquer informações que coletar com as autoridades, em resposta a uma solicitação jurídica, para proteger seus próprios interesses ou impedir “atividades ilegais, antiéticas ou legalmente contestáveis”.

Nenhuma dessas cláusulas de privacidade são exclusivas do app. Apps baseados em localização, do Foursquare ao Tinder, fazem coisas parecidas. Mas os dados de mapeamento incrivelmente detalhamos e bloco a bloco do Pokémon Go, combinados com sua popularidade explosiva, podem em breve fazer dele uma dos mais, se não o mais detalhado mapa social baseado em localização já compilado.

E está tudo, ou em maior parte, nas mãos da Niantic, uma pequena empresa de desenvolvimento de realidade aumentada com fortes raízes no Vale do Silício. A origem da empresa remonta à startup de visualização de dados geoespaciais Keyhole Inc., que o Google adquiriu em 2004. Ela teve um papel crucial no desenvolvimento do Google Earth e do Google Maps. E, embora a Niantic tenha saído da Alphabet no fim do ano passado, a empresa matriz do Google ainda é uma de suas principais investidoras, assim como a Nintendo, que é acionista majoritária da Pokémon Company. O Google ainda era dono da Niantic quando ela lançou seu primeiro jogo, Ingress, que é o que a Niantic usou para selecionar os locais para os Pokéstops e ginásios.

Citando os planos do CEO John Hanke, um representante da Niantic não conseguiu esclarecer ao BuzzFeed News se a empresa vai compartilhar os dados de localização com a Alphabet ou a Nintendo. Um representante do Google encaminhou o pedido de comentários do BuzzFeed News para a Niantic.

Dado o fato de que Pokémon Go já tem milhões de usuários e que já atraiu a atenção das autoridades, parece provável que, em algum ponto, a polícia vai tentar fazer a Niantic entregar informações dos usuários. E se o histórico do Google é alguma indicação — no início deste ano, um repórter mostrou que a empresa atendeu a 78% das solicitações de dados de usuários feitas pelas autoridades — eles provavelmente estão preparados para cooperar.

Facebook monitora voz de usuários pelo microfone do celular, alerta hacker

O aparecimento de publicidades de produtos que o internauta tenha apenas citado em uma conversa com alguém comprovam o monitoramento

Todas as pessoas que possuem o aplicativo oficial do Facebook no seu smartphone, tablet ou notebook têm as conversas monitoradas. E não se trata dos diálogos digitados ou de pesquisas feitas na internet, que motivam o aparecimento de publicidades na linha do tempo. O monitoramento em questão é da voz do usuário.

Tal realidade parece absurda ou apenas uma teoria da conspiração, mas pode ser comprovada frequentemente. Basta observar como aparecem publicidades de produtos que o internauta tenha apenas citado em uma conversa com alguém.

Segundo o hacker Lucas Aguiar, ao baixar o aplicativo oficial do Facebook e aceitar as Políticas de Privacidade, o usuário está concedendo permissão para o uso irrestrito do microfone. “Eles não admitem, mas existem provas de que escutam o tempo todo, com a desculpa de melhorar a relação dos usuários com a plataforma”, comenta Lucas.


Cobrir o microfone e a câmera do smartphone, notebook e tablet, ajudam a dificultar o monitoramento

Um teste foi feito pela professora universitária Kelly Burns, que ensina Comunicação em Massa na University of South Florida. Ela utilizou o microfone de seu smartphone para falar que estaria interessada em participar de um safari africano andando de Jeep. Não ouve pesquisa na internet, apenas o comentário próximo ao microfone e, cerca de um minuto depois, ela começou a receber na sua timeline publicidade e posts promocionais relacionados ao assunto citado.

Lucas explica que o monitoramento acontece através de algoritmos complexos, que convertem o áudio em informação interpretável por máquina. “Assim é possível saber o que as pessoas falam e utilizar isso para aprimorar as propagandas”, alerta, acrescentando que o problema pode ser ainda maior. “Assim como utilizam para fins comerciais, podem muito bem utilizar para ajudar governantes opressores”, completa o hacker.

Até agora não foram descobertas formas de evitar o monitoramento de voz, mas existem métodos para dificultar o acesso a algumas informações. Um deles, de acordo com Lucas Aguiar, é cobrir o microfone e a câmera dos aparelhos. Outro é não baixar o aplicativo oficial do Facebook no smartphone, bem como preferir o Firefox como navegador, que é menos invasivo.

O hacker lembra ainda que o Google e Facebook estão no mesmo patamar em relação ao monitoramento. “Não podemos descartar também o Whatsapp e o Instagram, que são da mesma empresa. Todos esses aplicativos usam dados do dispositivo”, conclui.


04 de agosto de 2016

'Pokémon Go': Veja como funciona o game que é fenômeno nos celulares

Jogador precisa andar pelas ruas da sua cidade para capturar monstrinhos. Primeiro 'Pokémon' para smartphones chegou ao Brasil na noite de quarta (3).

As preces dos treinadores brasileiros foram atendidas, e "Pokémon Go" enfim foi lançado no Brasil na noite de quarta-feira (3). Mas se você ainda não entendeu do que se trata, explicamos o báscio do game de smartphones para você começar sua própria coleção de monstrinhos de bolso.

Disponível para aparelhos Android (clique aquipara baixar) e iOS (clique aqui para baixar), "Pokémon Go" usa dados do Google Maps para espalhar monstrinhos, PokéStops e ginásios pelas ruas da sua cidade.

Os pokémons aparecem aleatoriamente pelo mapa, respeitando um nível de raridade e algumas condições geográficas. Monstrinhos de água, por exemplo, tendem a surgir perto de rios, lagos e mares.

A ideia é que você ande por aí para encontrá-los e capturá-los. E para isso, basta arrastar a pokébola que aparece na parte de baixo da tela na direção do pokémon.

Algumas criaturinhas são mais difíceis de pegar. Mas conforme os treinadores jogam, novas pokébolas mais eficazes também ficam disponíveis.

Já os estabelecimentos comerciais e outros pontos urbanos se transformam nas PokéStops, locais fixos onde os treinadores podem coletar periodicamente (e gratuitamente) mais itens. As PokéStops são parada obrigatória para reabastecer o seu estoque de pokébolas e incensos – este último atrai mais pokémons para sua localização.

Pontos turísticos do Recife abrigam ginásios Pokémon (Foto: Luann Peixe/Reprodução/Niantic)

Pontos turísticos do Recife abrigam ginásios de 'Pokémon Go' (Foto: Luann Peixe/Reprodução/Niantic)

Assim como nos jogos convencionais dos videogames da Nintendo, "Pokémon Go" também tem ginásios, os centros de treinamento dos grandes mestres pokémon. Na vida real, eles costumam ser encontrados em monumentos e pontos turísticos.

Os jogadores só podem disputar um ginásio após ganhar pontos de experiência suficientes para chegar ao nível 5, que é quando fica disponível a escolha de um time dentro do mundo de "Pokémon Go". Nessas horas, o jogo ganha uma cara de Foursquare (quem lembra desse app?): uma equipe conquista um ginásio e precisa defendê-lo das outras.

Rolam batalhas, mas não como no GameBoy ou no 3DS. Você não escolhe golpe X ou Y e espera o desfecho em um combate em turnos. A cada toque na tela seu pokémon executa um golpe. E quem derrotar o outro antes, vence.

De acordo com a Niantic, empresa desenvolvedora de "Pokémon Go", troca de monstrinhos e batalhas entre jogadores são recursos que devem ser agregados ao jogo em breve.

(VALE ESTE) 'Pokémon Go' já funciona na redação do G1, em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

(VALE ESTE) 'Pokémon Go' já funciona na redação do G1, em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Temos que pegar
"Pokémon Go" usa realidade aumentada e GPS para levar os monstrinhos da Nintendo para o mundo real. Com a função GPS, os jogadores são avisados de quando estiverem próximos à localização de algum monstrinho. O app então processa uma imagem virtual dos pokémons sobre o sinal obtido via câmera fotográfica dos aparelhos.

Desde que chegou aos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia em 5 de julho, "Pokémon Go" se transformou em um fenômeno.

O game dos monstrinhos de bolso valorizou as ações da Nintendo, se tornou mais usado que Twitter e Tinder e provocou todo tipo de fenômeno – de lesões em jogadores a alertas de departamentos da polícia por todo o mundo.

Teve também uma popularização de bebês com nomes de pokémons, pessoas assaltadas porladrões que usavam o app para atrair vítimas a lugares desertos e até um homem que foi demitido em Cingapura após criticar o país por ainda não ter acesso ao jogo.

Atualmente, "Pokémon Go" foi lançado na América do Norte, vários países da Europa, Japão e outras regiões da Ásia. Segundo John Hanke, presidente-executivo da Niantic, o jogo deve chegar a 200 mercados no total.

03 de agosto de 2016

'Pokémon Go' é lançado no Brasil e já está disponível para baixar

Jogo para smartphones está funcionando e disponível para ser baixado. Game de realidade aumentada e GPS virou fenômeno no mundo todo.

(VALE ESTE) 'Pokémon Go' já funciona na redação do G1, em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

'Pokémon Go' já funciona na redação do G1, em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

"Pokémon Go" já pode ser baixado nas lojas brasileiras de aplicativo da Apple e do Google. O game começou a funcionar no Brasil nesta quarta-feira (3). Em um primeiro momento, o jogo ficou disponível apenas em versões para quem tem contas na App Store dos EUA.

Nesta quarta (3), a Niantic já havia publicado em seu perfil oficial no Twitter que estava "trabalhando duro" para o lançamento do game no Brasil.

Fenômeno monstruoso

Desde que chegou aos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia em 5 de julho, "Pokémon Go" se transformou em um fenômeno.

O game dos monstrinhos de bolso valorizou as ações da Nintendo, se tornou mais usado que Twitter e Tinder e provocou todo tipo de fenômeno – de lesões em jogadoresa alertas de departamentos da polícia por todo o mundo.

Teve também uma popularização de bebês com nomes de pokémons, pessoas assaltadas por ladrões que usavam o app para atrair vítimas a lugares desertos e até um homem que foi demitido em Cingapuraapós criticar o país por ainda não ter acesso ao jogo.

Atualmente, "Pokémon Go" foi lançado na América do Norte, vários países da Europa, Japão e outras regiões da Ásia. Segundo John Hanke, presidente-executivo da Niantic, o jogo deve chegar a 200 mercados no total.

Temos que pegar
"Pokémon Go" é um game gratuito de smartphones que usa realidade aumentada e GPS para levar os monstrinhos da Nintendo para o mundo real. A dinâmica é mais ou menos a mesma dos outros jogos da série: caçar, capturar e treinar todos os 151 pokémons. Dessa vez, porém, os jogadores precisam levantar do sofá e andar pelas ruas de sua cidade para encontrar as criaturas.

Com a função GPS, os jogadores são avisados de quando estiverem próximos à localização de algum monstrinho. O app então processa uma imagem virtual dos pokémons sobre o sinal obtido via câmera fotográfica dos aparelhos.

Pokémon Go na redação do G1, em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Pokémon Go na redação do G1, em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Essa tecnologia de associar ações de games a localidades físicas é a especialidade da Niantic. Fundada por um dos criadores do Google Earth, John Hanke, o estúdio de games deixou o Google após o anúncio da criação da empresa-mãe Alphabet.

Caso queiram deixar os smartphones no bolso, mas sem parar de jogar, os jogadores podem usar o acessório Pokémon Go Plus. O aparelhinho lembra um relógio de pulso e emite sinais luminosos quando um pokémon estiver por perto. Conectado via Bluetooth por celular, o dispositivo é criado pela Nintendo.

Acessório para o jogo 'Pokémon Go', para celulares iOS e Android, que levará pokémons para batalhas no 'mundo real'. (Foto: Divulgação/Pokémon Company)

Acessório do jogo 'Pokémon Go', para celulares iOS e Android, ajuda jogadores a continuarem caçando pokémons mesmo com o aparelho no bolso (Foto: Divulgação/Pokémon Company)