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Notícias Tecnologia

13 de junho de 2016

Microsoft compra a rede social LinkedIn por US$ 26,2 bilhões

Dona do Windows adquire empresa com 433 milhões de usuários. Valor supera o da Nokia, Skype e Mojang e é o maior já pago pela Microsoft.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (13) a compra do Linkedin, rede social para contatos profissionais, por US$ 26,2 bilhões.

A dona do Windows concordou em pagar US$ 196 por ação do site de relacionamento corporativo.

O atual presidente-executivo do LinkedIn, Jeff Weiner, continuará à frente da empresa e se reportará a Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft. Ele e Reid Hoffman, presidente do conselho, cofundador e sócio controlador, ajudarão na transição. A expectativa é que o processo seja encerrado ainda este ano.

O LinkedIn será incorporado ao segmento de Produtividade e Processos de Negócios da Microsoft.

A aquisição é uma das mais caras da história da Microsoft, considerando os valores nominais dos negócios cujos termos foram anunciados. A maior transação até agora havia sido a compra do Skype, em 2011, por US$ 8,5 bilhões. Em seguida, surgem as compras da Nokia, por US$ 7,18 bilhões, em 2013; da aQuantive, em US$ 6,4 bilhões, em 2007; e da Mojang, criadora do game “Minecraft”, por US$ 2,5 bilhões, em 2014.

O histórico da Microsoft com aquisições tem gerado dor de cabeça financeira. A transação da aQuantive, empresa de publicidade de internet, feita para competir com o Google rendeu à empresa o primeiro prejuízo de sua história em 2012 – para equilibrar as perdas, a companhia teve de registrar uma baixa contábil de US$ 6,3 bilhões.

O segundo prejuízo da história veio em 2015 com outra baixa contábil, dessa vez de US$ 7,5 bilhões, por conta da Nokia.


Jeff Weinder, CEO do Linkedni, Satya Nadella, CEO da Microsoft, e Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn. (Foto: Divulgação/Microsoft)

LinkedIn

A rede social possui 433 milhões de usuários em todo o mundo e recebe 105 milhões e visitas por mês. O uso se concentra em aparelhos móveis –60% do fluxo vêm de smartphones e tablets. Segundo as duas empresas, há 7 milhões de listas de empregos ativas no LinkedIn.

“O time do LinkedIn criou um negócio fantástico focado em conectar os profissionais do mundo”, afirmou Nadella. “Juntos, nós podemos acelerar o crescimento do LinkedIn, assim como o do Microsoft Office 365 e Dynamics, à medida que procuramos emponderar cada pessoa e organização do planeta.”

“Nos últimos 13 anos, nós nos posicionamos unicamente para conectar profissionais e fazê-los mais produtivos e bem sucedidos”, afirma Weinder. “Assim como nós mudamos o jeito como o mundo se conecta a uma oportunidade, esse relacionamento como a Microsoft e a combinação da nuvem dela e da rede do LinkedIn nos dá uma chance de também mudar o jeito como o mundo funciona.”

Vazamento de dados e 'Era pós-PC'

O LinkedIn vive um momento em que, por um lado tenta consolidar sua relevância, e por outro, lida com o fantasma do vazamento de dados pessoais de seus usuários voltou a assombrar. Uma falha de 2012 permitiu que invasores conseguissem um pacote de 6,5 milhões de credenciais de acesso. Em maio deste ano, no entanto, esse conjunto de informações ressurgiu novamente na internet, mas, dessa vez, muito maior. Continha 167 milhões de combinações entre login de acesso e senha.

O volume de credenciais era vendido na internet por preços que variavam conforme a demanda. O valor inicial era de US$ 2,2 mil.

A suspeita é que a exposição dessas senhas seja o motivo principal para uma onda de invasão de perfis em redes sociais de personalidades, como Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, e Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones.

Já a Microsoft tenta emplacar o Windows 10 como um sistema operacional capaz de executar tarefas comuns a computadores quanto a dispositivos móveis. Líder em softwares para computadores, essa é a iniciativa da empresa para entrar de vez na “Era Pós-PC”, inaugurada com o advento do smartphone e o crescimento de empresas como o Google.

05 de junho de 2016

Chip promete WhatsApp infinito e em qualquer lugar do mundo

ChatSim é um produto inventado pela operadora de telefonia Zero Mobile, da Itália

Mensagens ilimitadas no WhatsApp e Messenger. Esta é a promessa do ChatSim, um produto inventado pela operadora de telefonia Zero Mobile, da Itália. De acordo com eles, o SIM card funciona em mais de 150 países. O chip funciona como qualquer outro SIM Card de celular, mas é limitado a aplicativos de chat. Com isso, o consumidor ficaria com o acesso aos amigos e contatos, mesmo quando estiver viajando.

Por outro lado, o ChatSim não faz nem recebe chamadas, SMS e não permite acessar a internet. A ideia é interessante, mas o chip não parece muito funcional. 

Foto: Ana Marques/TechTudo

O ChatSim se diferencia dos chips comuns de operadoras por oferecer acesso ilimitado a aplicativos de chat. Ele funciona em redes 3G ou 4G e tem boa velocidade no envio dos arquivos. Enquanto o ChatSim está em uso, não é necessário conectar o celular a nenhuma rede Wi-Fi. Além disso, o chip é compatível com todos os smartphones. Por ter o formato all-In-One, se adapta a aos modelos SIM, MicroSIM e NanoSIM, o que é uma vantagem para o consumidor. 

Um grande benefício do ChatSim é que ele suporta praticamente todos os aplicativos de mensagem: WhatsApp, Facebook Messenger, WeChat, Telegram, entre outros. Com o chip, é possível enviar textos e emojis livremente. É importante lembrar que o ChatSim não efetua nem recebe ligações ou mensagens SMS, e também não permite acessar a internet. Esses recursos podem até fazer falta para o usuário, mas essa é uma informação que fica clara no site da empresa que vende o produto. Quem comprar o ChatSim sabe de cara como ele funciona. 

O envio de mensagens de texto e emojis é livre. Ou seja, o usuário pode usar o quanto quiser. No entanto, para ter acesso a serviços multimídia, como envio de imagens, vídeos e áudios, é preciso colocar a mão no bolso, pois esses recursos exigem o uso de créditos.

Funciona da seguinte maneira: quando você compra o ChatSim, ele já vem com uma quantidade de créditos, que podem ser usados durante um ano para recursos como fotos e vídeos. Por exemplo, a versão mais barata, vendida pela internet por R$ 50,00, tem 2 mil créditos.Cada uma dessas funcionalidades consome uma quantidade de créditos e você tem que recarregar o chip novamente quando eles acabarem.

Pelo site da empresa, é possível ver a quantidade de créditos restante. Essa é uma grande desvantagem do serviço oferecido pelo ChatSim, pois o usuário não pode enviar ilimitadamente conteúdo multimídia.

A princípio, a ideia de ter um chip somente para conversar por aplicativos mensageiros pode parecer um pouco estranha. Afinal, você já paga a sua operadora de celular para ter acesso à internet. Para que pagar por um chip que permite apenas enviar e receber mensagens? Apesar disso, para quem tem o costume de viajar para outros países, o ChatSim pode ser muito funcional, pois usar o celular fora do país pode sair caro. Com esse chip, a troca de mensagens com seus amigos estaria garantida em mais de 150 países pelo mundo. Se você viaja com frequência para outros países, o investimento pode valer a pena.  

Para usar o ChatSim, é preciso alterar algumas configurações do celular. Também é recomendável restringir o uso de dados por aplicativos em segundo plano, o que pode atrapalhar um pouco o desempenho do telefone. Além disso, ter um smartphone com suporte a dois chips é fundamental para usar o ChatSim. Isso não é um pré-requisito, mas é a única maneira de manter um chip com seu número de celular, que permite fazer ligações e acessar a internet, e ter um segundo chip para conversar pelos aplicativos de chat.

A iniciativa do ChatSim é interessante, mas pouco útil. Como a maioria das pessoas costuma ter pacote de dados da sua operadora, não parece atrativo utilizar um chip apenas para aplicativos mensageiros. De qualquer forma, o ChatSim cumpre o que promete. Durante os testes, o chip executou bem sua função, com velocidade razoável para envio e recebimento de mensagens.

Como a versão mais barata do produto custa pelo menos R$ 50,00 (mais o frete) e é preciso recarregar o ChatSim para enviar e receber conteúdos multimídia, a compra pode não valer a pena, já que esse não é um acessório indispensável ao celular. No entanto, se você tem o costume de viajar para outros países, esse pode ser um bom investimento.

24 de maio de 2016

Golpe: Versão 'Gold' do Whatsapp não existe e é malware

Falso convite é feito por meio de mensagem e diz oferecer recursos exclusivos do aplicativo.

Não são poucos os golpes que circulam no WhatsApp, e o aplicativo recentemente ganhou mais um. Desta vez, trata-se de um "convite" para acessar uma suposta versão "Gold" ou "Golden" do aplicativo, que só seria acessível para celebridades.

O convite promete que a versão especial do WhatsApp tem recursos exclusivos. Alguns deles seriam chamadas de vídeo, a possibilidade de enviar até 100 imagens de uma só vez e uma função para deletar mensagens mesmo depois de tê-las enviado, segundo o Metro.

A mensagem, obviamente, também traz um link por meio do qual seria possível baixar essa versão premium do WhatsApp. No entanto, essa versão não existe. O link, na verdade, leva para um site que baixa malware - arquivos nocivos - para o smartphone da vítima. Por meio desses arquivos, hackers conseguem espiar sua navegação e roubar seus dados.

De acordo com o Metro, o texto da mensagem começa com: "Hey Finally Secret Whatsapp golden version has been leaked. This version is used only by big celebrities. Now we can use it too" (Olá. Finalmente a versão Golden do Whatsapp foi lançada. Esta versão é usada apenas por grandes celebridades e agora se tornou aberta). Por enquanto ele só foi encontrado em dispositivos Android.

Se você receber alguma mensagem desse tipo, exclua-a imediatamente e não clique no link. Vale a pena também avisar, por outro meio, a pessoa que lhe enviou a mensagem, para que ela saiba que o aparelho dela está distribuindo malware.

O que fazer se você for infectado?

Caso você já tenha clicado no link, é possível remover os arquivos nocivos do aparelho. Para isso, é necessário desligar o dispositivo e neiniciá-lo em modo de segurança - um procedimento que é diferente para cada modelo de smartphone.

Ao reiniciar o celular em modo de segurança, utilize o gerenciador de dispositivos para encontrar o aplicativo nocivo e removê-lo. O meio mais fácil de identificá-lo é pela data de instalação (que será a mesma data em que você clicou no link). Após remover o malware, reinicie o dispositivo normalmente para verificar se o procedimento deu certo.