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Encontro orienta mães sobre parto humanizado e os cuidados na gestação

I Encontro Gestar, Parir e Maternar faz parte das comemorações de cinco anos do Parque Lagoas do Norte

17/06/2017 11:31h

Gestar, parir e maternar. Essas são três palavras que dão significado ao descobrimento da maternidade, suas etapas e de todos os desafios que a acompanham até o nascimento do bebê. É por isso que o Parque Lagoas do Norte em parceria com o Coletivo Mães da Terra realizou o I Encontro Gestar, Parir e Maternar, com intuito de orientar mulheres gestantes e mães sobre cuidados antes e depois da concepção.


I Encontro Gestar, Parir e Maternar, no Parque Lagoas do Norte (Foto: Moura Alves/ODIA)

O encontro também faz parte das comemorações de cinco anos do Parque. Segundo Viviane Bandeira, gerente do Parque Lagoas do Norte, a ideia surgiu devido à percepção do grande número de grávidas na comunidade. Nesse contexto, uma das propostas do evento é encorajar e aconselhar mulheres sobre o parto humanizado, já que muitas vezes elas não sabem seu significado e acabam optando pela cirurgia cesárea.

Segundo Viviane, ao longo da vida a mulher é direcionada ao parto cesárea por conta dos mitos acerca da dor. O encontro busca quebrar tabus sobre o assunto, explicando que parto humanizado significa que a mulher tem alternativas na hora de conceber a criança. “Vamos falar sobre essa dor, como ela vem, o que é contração. Porque quem nunca teve filho não sabe o que é uma contração. Parto cesárea é mais rápido, não precisa esperar o tempo da criança e por isso muitas vezes ela é empurrada a isso. Parto humanizado é respeitar o desejo da mãe”, pontua.


Viviane Bandeira, gerente do Parque Lagoas do Norte (Foto: Moura Alves/ODIA)

No local, cerca 50 gestantes, mães veteranas e principiantes e alguns pais conversaram com enfermeiras obstétricas, doulas, psicólogas e fisioterapeutas sobre os tipos e sinais de parto, os direitos da gestante, o que é violência obstétrica, o que é o puerpério - que são os 45 primeiros dias pós-parto - e também dicas para como se preparar para quando o bebê nascer. Além disso, foram oferecidas oficinas de shantala, uma massagem para bebês; e os benefícios do sling, um pano que envolve a criança no corpo da mãe.

“As pessoas falam muito de instinto materno como se todas as mulheres fossem saber instintivamente saber o que é ser mãe. Na verdade, ao lado da felicidade que vem com a gestação também vem o pavor. Então trouxemos profissionais com objetivo de conversar e que elas conheçam seus direitos, que elas se sintam apoiadas nesse momento muito delicado”, afirma Viviane.

Cesárea sem indicação é violência

Para Evree Janne, doula e integrante do Coletivo Mães da Terra, cuidados básicos fazem a diferença ao cuidar da criança. Dessa forma, Evree fala que o I Encontro Gestar, Parir e Maternar levou orientações a respeito da forma correta de dar banho, amamentação e o jeito adequado para evitar dores na mãe e bebê, como identificar choro correspondente a fome ou cólica.  


Evree Janne, doula e integrante do Coletivo Mães da Terra (Foto: Moura Alves/ODIA)

Além disso, Evree aponta a importância de discutir esses temas e do acompanhamento antes do nascimento com intuito de preparar mães para que saibam reconhecer violência obstétrica. Na ocasião, as mulheres puderam conhecer as vias de parto a que tem opção e seus pós e contras.

“Se o parto cesárea não for real indicação, é violência e ela vai saber identificar. A opção é um direito da mulher. Nosso enfoque é a questão do parto normal, por ser via cuja recuperação é melhor e porque muitas mulheres não tem tanto suporte para passar por cesárea como deveria, porque precisam trabalhar em casa”, afirma.  


Kelly Melissa Nunes, grávida há nove meses (Foto: Moura Alves/ODIA)

A autônoma Kelly Melissa Nunes está grávida há nove meses e conta que sonha com o parto normal e de forma humanizada e, devido a isso, buscou o encontro com intuito de adquirir mais informações sobre o assunto. Segundo ela, é importante entender que nenhum parto é igual a outro e por isso estuda para estar preparada quando seu bebê chegar.

“Acredito que parto é momento muito decisivo, tanto no meu fortalecimento enquanto mulher e mãe para saber que tenho força para isso. Já vi relatos de mulheres falando que esse processo do parto as fizeram entender como seria a força para cuidar do bebê, porque se tiveram força para parir também teria força para cuidar”, acrescenta a futura mãe.


Edição: Nayara Felizardo
Por: Letícia Santos

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