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Andarilhos

A matemática do amor

“O que era sonho se tornou realidade, de pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem, nossa Jerusalém, nosso mundo, nosso carrossel. Vai e vem vai e não para nunca mais” *

20/05/2016 13:48h

Se fosse para calcular milimetricamente o amor, a equação teria como fator principal o destino, que como diz aquela música da Estrela Leminski, “é linha que não se acompanha, é surpresa, façanha, desvio e, por um fio, é uma espera que não amansa”**. Eu preciso dizer isso, caro leitor, para você entender o quanto que as linhas tortas da vida foram importantes para unir duas pessoas que, a princípio, não imaginavam que os encontros nas festas universitárias os levariam para um futuro de casados, após um relacionamento intenso de quase 10 anos.

Mayara Santos entrou no curso de Matemática apenas para conhecer o Nelson Belchior. Afirmo isso com convicção. Ela nunca concluiu a carreira que, apesar disso, foi fundamental para que ela aprendesse a calcular a matemática do amor. 

Mas esse relacionamento precisou usar várias fórmulas do coração para resistir a tudo o que aconteceu. Para quem não sabe, com seis anos de namoro, vivendo juntos como uma só pessoa no cotidiano, eles tiveram que aguentar a distância, devido a uma oportunidade de emprego que surgiu para Mayara. Na época, eles não sabiam ao certo quanto tempo iam ter que viver dessa forma. “A gente não tinha previsão de nada. Não sabíamos que seriam três anos. A gente só sabia que, a partir daquele momento, eu ia está aqui e ela lá. E tudo isso serviu para mostrar que a gente se gostava realmente”, Nelson confessa.

Durante todo esse tempo, eles passaram por um processo de readaptação. “A gente fazia tudo junto e passou a estar sozinho em todos os momentos. Ter que aprender a ir ao cinema, ao bar com amigos, festa de família sem o outro. E isso colocou em prova o nosso relacionamento”, revela o noivo.

Quando a Mayara conseguiu transferir seu trabalho para Teresina, no ano passado, o sonho estava voltando a se tornar realidade. E, de pouco a pouco, o casal foi erguendo o próprio apartamento, o próprio mundo, com todos os detalhes de amor e paixão.

De tanto não parar, eles chegaram aqui, na porta do altar, onde cada um segura o olhar cúmplice do outro. De mãos dadas, abraçados eles sentem o doce futuro, além da porta da igreja, da festa, da porta da casa. Estão em sintonia, relembrando mentalmente tudo que passou e tentando adivinhar o que está por vir. Quem vai sorrir? Quem vai chorar?


*Música: Pra Sonhar - Marcelo Jeneci

**Música: Ávida - Estrela Leminski e Teo Ruiz

Por: Aldenora Cavalcante

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