• the shopping
  • Tirulipa
  • novembro azul 2018
  • show gustavo lima
  • Estreia programa Italo Motta
  • TV O DIA - fullbanner w3b
  • TV O Dia - fullbanner

Notícias Boas e novas

24 de outubro de 2018

Silêncio, por favor!

Silêncio, por favor!

Sei que é difícil num mundo que não se cala nunca e nos obriga a viver conectados 24h por dia

Você conseguiria passar três minutos sem ver as novas mensagens no celular? É somente esse o tempo necessário para a leitura completa desse texto. Só um pouquinho do seu tempo para refletirmos sobre o quanto estamos vivendo num ritmo acelerado ultimamente. Nosso corpo e mente não param de trabalhar, e esta última, então, tem clamado por um pouco de descanso.

Então, faça um pouquinho de silêncio, por favor! Sei que é difícil num mundo que não se cala nunca e nos obriga a viver conectados 24h por dia. Ainda que a gente tente evitar, o desespero bate quando a bateria do smartphone chega a 20%, as mãos deslizam no automático quando o aparelho vibra, avisando que uma nova mensagem chegou (pode ser algo muito importante, né?); no caminho para o almoço, há veículos de comunicação nos atacando com notícias e publicidade até dentro do elevador; e, enquanto a gente faz mais uma refeição, que tal checar um e-mail ou agendar aquele compromisso pessoal que não foi possível marcar em outro momento (“já que não estou fazendo nada”)?

Graças a essa brilhante coisa nova chamada tecnologia, a gente pode até “ler” um livro enquanto pratica atividade física. E, no caminho de volta pra casa, dá pra se atualizar com as notícias quentinhas dos últimos 20 minutos. Antes de dormir, uma última “olhadinha” nos grupos de Whatsapp, no Facebook e no Instagram. E lá se foram mais horas e horas de um silêncio turbulento.

Silêncio, por favor! Para respirar, para pensar, para falar e para ouvir.

Jesus sabia da importância de estar em silêncio, e a sós, somente com Deus. Várias vezes ele deixou a multidão e até seus amigos mais íntimos, para estar com Ele. Se Cristo estivesse aqui por esses dias, como homem, certamente desligaria o wi-fi, deixaria o celular do lado de fora, fecharia a porta do seu quarto, e ficaria em silêncio, para ouvir a voz de quem não quer competir com mensagens de aplicativos, mas quer ser priorizado, como merece.

Sua mensagem, essa sim, é importante. Ela é e sempre será atual. Será continuamente instigante, inspiradora e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver (2 Tm 3.16).  

Em tempos de tanta turbulência, de tantos ataques à mente, e de tanta informação que desinforma, pare um pouco para silenciar. Cale tudo ao seu redor e se conecte apenas com Aquele que acalma os corações, aquieta a alma, fortalece o espírito. Como Jesus, afaste-se um pouco de coisas que, mesmo importantes, não são prioridade, e renove suas forças aos pés do Deus Vivo, que tem todo poder em suas mãos. Um pouquinho de silêncio, por favor! 

14 de outubro de 2018

Vamos falar de câncer?

Vamos falar de câncer?

Para alguns, como Valdisa Mendes, câncer pode ser vida

Até bem pouco tempo atrás, era quase proibido chamá-lo pelo nome. Era “aquela doença” ou, no máximo, o “C.A.”, como se pronunciar a palavra pudesse atrair o mal da enfermidade. Valdisa Mendes Sombra era uma destas mulheres que tinha medo até de citar a palavra câncer; e adotava alguns cuidados com sua saúde, indo ao médico uma vez ao ano (sempre no mês de maio), para fazer exames de rotina e seguir a vida normalmente após ver que tudo estava bem. Foi assim em 2015, mas oito meses depois do check-up habitual, uma dor insistente no seio direito lhe tirou a tranquilidade.

O diagnóstico se confirmou no dia 04 de abril, após a primeira mamografia da sua vida, aos 40 anos de idade. Naquele dia, Valdisa entrou no “Barco do Câncer”, um mundo totalmente novo e desconhecido, que transporta pessoas de todas as cores, idades e classes sociais, unidas pela dor, pela fragilidade, pelo medo e pela vontade de completar a travessia.

Valdisa conta que não tinha outra opção: apegar-se ainda mais a Cristo era inevitável. O dia em que perdeu totalmente os cabelos foi ainda mais difícil do que ouvir do médico qual era o seu quadro. Mas tudo isso se torna supérfluo quando se está lutando pra ficar vivo. Cabelo, corpo, dinheiro, viagens, trabalho, prazeres... nada é tão importante quanto sair do barco. E Valdisa saiu, após um ano de tratamento – com dores, lágrimas, orações, intimidade com o Deus que prometeu estar na embarcação durante todo o tempo – ela recebeu a tão sonhada alta médica.

“Para alguns, câncer é vida. E pra mim foi. Eu precisei passar por tudo aquilo para ser uma pessoa melhor, para ser livre de coisas da velha natureza que ainda eram guardadas no meu coração. O Senhor me ensinou que a vida é curta e bela, e que precisamos aprender a perdoar. É impossível não sair do barco uma pessoa melhor”, relata.

*Conheci a Valdisa (à esquerda) no último sábado (13), durante um bate-papo sobre câncer de mama, realizado na minha igreja (AD Cidade, em Fortaleza). Ela contou sua história, para incentivar as mulheres a, em primeiro lugar, fazerem tudo o que estiver em suas mãos (e está em suas mãos) para se "prevenirem" do câncer, como ter uma vida saudável, com alimentação balanceada e prática de atividades físicas; e em segundo lugar, caso enfrentem esse diagnóstico tão difícil, que não desistam daquilo que é mais importante: a fé no Deus que nos criou e nos conhece. Ainda que a travessia no barco do câncer demore a se concluir, ou mesmo que venha a morte antes disso, que todo o percurso seja feito com Ele. À direita, a médica ginecologista Luciene Bessa, que deu orientações sobre o autoexame das mamas e esclareceu os mitos e verdades relacionados à doença. 


19 de setembro de 2018

De que vale a minha vida?

De que vale a minha vida?

Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e da proteção e carinho do pai, José poderia começar a se perguntar: “De que vale a minha vida?”

José era o 11º filho, dos doze que Jacó teve. Era o preferido de seu pai, e ainda por cima era o “dedo-duro” (ou "cabuêta", no bom piauiês) da má-fama dos irmãos, por isso recebia em troca o ódio deles. Muito novo, aos 17 anos, ainda não entendia o que devia guardar em segredo e o que podia compartilhar, e cometeu a imaturidade de contar pros irmãos os seus sonhos, que nem ele mesmo entendia:

“Ouçam o sonho que tive. Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se juntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele”.

Como não podia ser diferente, seus irmãos ficaram irados: “Por acaso você vai reinar sobre nós?”. E José teve outro sonho, compartilhando mais uma vez:

“Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim”.

Ao invés de honra e reverência, José recebeu desprezo. Seus irmãos queriam matá-lo, mas para não serem tão cruéis, optaram por vendê-lo para mercadores que passaram pelo caminho. Era só o início de um abismo que só iria ficar mais fundo. Estes que o compraram (por vinte peças de prata), logo adiante o venderam para Potifar, oficial do faraó do Egito.

Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e da proteção e carinho do pai, José poderia começar a se perguntar: “De que vale a minha vida?”. Ao invés disso, dedicou-se à carreira que lhe foi proposta, como mordomo na casa do seu senhor. Deu o melhor de si, e conquistou confiança e admiração. Mas o tempo de aparente calmaria acabou, quando a esposa de Potifar o assediou. Como ele não cedeu às suas investidas, ela o acusou de tentativa de estupro.

José foi parar na cadeia. Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e do amor do pai, privado totalmente de sua liberdade, poderia se perguntar: “De que vale a minha vida?”. No entanto, ele achou melhor dedicar-se à missão que lhe foi confiada, e fez o melhor que pôde para cuidar da prisão, como pessoa responsável por todos os prisioneiros.

A história é longa e conhecida (mais detalhes em Gênesis 40). Em resumo, depois de alguns anos ele foi lembrado como alguém que interpretava sonhos, e por isso foi chamado pelo rei do Egito, para explicar o que significavam aquelas sete vacas belas e gordas, que foram devoradas pelas sete vacas feias e magras. Deus deu graça a José, e ele revelou que o sonho de Faraó era um prenúncio do que iria acontecer ao Egito: sete anos de prosperidade, seguidos de sete anos de fome e miséria.

Diante de tanta sabedoria, só restou a Faraó reconhecer que José merecia um cargo de confiança, fazendo do prisioneiro o governador, homem mais poderoso de todo o Egito. E coube a ele, mais uma vez, fazer o melhor que podia diante da responsabilidade que lhe foi dada. O fim da história é o cumprimento dos sonhos: José ganhou posição de honra, e pôde salvar seus irmãos e seu pai da fome que se alastrava sobre toda a terra.

Se na primeira dificuldade José tivesse desistido da vida, não seria este o desfecho. É neste ponto que lhe convido a refletir: talvez você esteja pensando nos problemas que batem à sua porta como um ponto final para sua trajetória, mas eles podem ser apenas um trecho mais turbulento do caminho. Seja como escravo, como prisioneiro, diante da solidão e do desprezo, incentivo você a não desistir de dar o melhor de si, a não abandonar a fé, a não se esquecer de que Deus prepara governadores até no vazio de uma prisão. Sua vida tem um grande valor! Creia!

30 de julho de 2018

Extraordinárias mulheres comuns

Extraordinárias mulheres comuns

Foram poucos minutos observando minha avó, mas o suficiente para ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença neste mundo

Talvez você seja uma delas. Se não, certamente conhece alguma. Falo de mulheres que causam admiração e nos fazem suspirar. Mas não me refiro aos "vários perfis diferentes de mulheres", mas sim, de forma específica, àquelas que no presente são vistas como "comuns", e por vezes até como alguém que não conquistou grandes feitos ou não fez nada de extraordinário na vida.

Falo de mulheres como minha avó paterna, dona Corina, que casou bem jovem e teve uma "escadinha" de sete filhos (duas in memoriam). Ao longo de várias décadas, dedicou-se à casa, aos meninos e ao marido; embora nas “horas vagas” ainda exercesse sua profissão de professora. Que vida comum, e que diferença ela fez na história, contribuindo para a formação do caráter de quatro homens e uma mulher, que no futuro também construiriam suas famílias, num ciclo virtuoso de contribuição para a humanidade (já são 15 netos e 9 bisnetos).

De férias, ontem eu tive a alegria de tomar café da manhã com ela e meu avô, e pude observar como ela se comporta no auge dos seus 81 anos de idade. A mesa arrumada e farta, cada coisa ao seu lugar, tudo planejado com carinho, e executado com o prazer de quem ainda faz questão de conduzir a rotina da casa. Foram alguns minutos de contemplação, que me fizeram ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença, mesmo que não sejam “vistas”. Eram 9 horas da manhã, mas o almoço já estava em andamento, e certamente a quantidade era suficiente para alimentar algumas boquinhas que porventura chegassem de surpresa.

A visão dela já não é das melhores, mas consegue enxergar quando o prato de alguém está vazio, e quando um filho, neto ou bisneto está precisando de um afago. Observando minha avó, lembrei-me de outras tantas mulheres inspiradoras como ela, que organizam, limpam, cuidam, servem, exercem uma profissão, casam, têm filhos e netos. Essas mulheres tão comuns, essas mulheres tão extraordinárias. 

A Bíblia, como sempre, não esquece de ninguém, e aconselha as mulheres idosas a serem sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem, para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada. (Tito 2.3-5).

É a Palavra. É a verdade. E eu sou grata a Deus por estar aprendendo com muitas mulheres mais velhas, inspiradoras e extraordinárias. 

11 de maio de 2018

De um amor tão intenso e puro

De um amor tão intenso e puro

Para ser bem didático, Deus compara seu amor ao de uma mãe. Afinal, alguém conhece sentimento mais intenso e puro?

A Bíblia é repleta de textos que falam do amor de Deus pelos seus filhos. Um dos mais conhecidos está em João 3.16:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Em outra ocasião, para ser bem didático, Deus compara seu amor ao de uma mãe. Afinal, alguém conhece sentimento mais intenso e puro? Pois Ele afirma:

“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” (Isaías 49.15).

Estas duas passagens me fazem lembrar de uma mulher da Bíblia que tinha o desejo de ser mãe. O nome dela é Ana. Ela andava tão triste, que seu esposo, amoroso e cuidadoso, perguntou a ela: “Por que você chora? E por que está triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?”. A Bíblia não nos diz qual foi a resposta, mas imagino que Ana se sentia realizada como esposa, mas precisava sentir um amor ainda mais especial. E Deus concedeu a ela este desejo, após ela fazer uma das orações mais lindas registradas na Palavra:

"Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida”.

Antes mesmo de carregar seu filho no ventre ou nos braças, Ana o amou tanto ao ponto de entregá-lo totalmente ao Senhor. E é este o exemplo que me inspira neste Dia das Mães. Eu quero dar a maior prova de amor ao filho, Emanuel, dedicando todos os dias da vida dele a Deus. Quero que ele seja feliz, tenha uma profissão, seja inteligente. Mas, antes e acima de tudo, quero que Ele conheça o Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro, que tem por Ele um amor maior que o meu.

A todas as mamães, desejo um Feliz Dia das Mães, cheio desse amor tão intenso e puro, que só pode ter sido criado por Alguém Perfeito. 

26 de fevereiro de 2018

Eu creio numa Fortaleza de Paz

Quem poderá nos defender? Para além do jargão, só Deus!

Minha mãe tem três filhos, e tinha três desejos em relação a eles: primeiro, que nenhum se tornasse policial; segundo, que nenhum decidisse morar em uma cidade violenta como Fortaleza; e terceiro, que nenhum andasse de moto. Por enquanto, só falta um de nós comprar uma moto, para que as vontades se frustrem por inteiro, já que meu irmão se tornou policial e eu vim morar nessa grande e perigosa capital, onde vivemos desconfiados e medrosos, seguindo “dicas de segurança” o tempo inteiro: não saia à noite, dê preferência ao delivery, instale cerca elétrica e câmeras de segurança, ande com um cão de guarda...

O temor e a sensação (certeza) de insegurança aumentaram nos últimos dias, após duas chacinas e outros tantos homicídios registrados no estado. Onde vamos parar? Quem poderá nos defender?

Para além do jargão, só Deus! Eu realmente creio nisso, não como quem já apostou em tudo e agora só consegue acreditar em algo sobrenatural, mas como alguém que sabe que Ele é real, e pode mudar cenários, usando, inclusive, pessoas como eu e você, leitor, para disseminar princípios imutáveis da Palavra: amor, respeito, fé.

Sim, eu espero que os órgãos competentes façam sua parte, cobrem recursos, melhorem a estrutura de quem atua na inteligência, enfim. Mas espero também que, em meio a tanta dor, Fortaleza se lembre de Deus. Que os moradores dessa terra desejem ouvir de Deus aquilo que Ele disse, por meio do profeta Zacarias, ao povo de Israel: “Homens e mulheres de idade avançada voltarão a sentar-se nas praças de Jerusalém (Fortaleza), cada um com sua bengala, por causa da idade. As ruas ficarão cheias de meninos e meninas brincando”.

Parece que o Senhor lê nossos pensamentos nessa hora, porque Ele acrescenta: “Mesmo que isso pareça impossível para o remanescente deste povo naquela época, será impossível para mim?”.

Eu acredito que nada é impossível para Deus. Eu creio numa Fortaleza diferente, numa Fortaleza de paz. Acredito que num futuro não muito distante esta cidade atrairá os olhares do mundo, não mais pela violência, mas pela transformação pela qual terá passado. 


26 de janeiro de 2018

Prova de amor

Prova de amor

Diante da calamidade emocional e psicológica que enfrentamos, percebeu-se a necessidade de retomar alguns valores adormecidos

Costumo dizer que alguns hábitos e valores passam por altos e baixos. Vez ou outra podemos observar um “comportamento x ou y”, que era próprio de uma época bem anterior a nossa, retornando ao nosso dia a dia. Um desses hábitos é o de demonstrar dedicação, afeto, contentamento e afins, àqueles que amamos; sendo esta demonstração estendida a qualquer tipo de relacionamento que temos.

Atualmente a “onda” do momento é o desapego. A prática que possui vários adeptos consiste em não demonstrar sentimentos. “Não ligue”, “não mande mensagens”, “não diga que ama”, “só se importe com quem mostra se importar com você”, “ignore”, “não dê respostas e satisfações”, “seja indiferente”, “as pessoas gostam do que não tem”, são um dos lemas desta “filosofia” que tem conquistado adeptos em todo o mundo.

A referida filosofia tem se consolidado ao longo dos anos na sociedade, entretanto, diante da calamidade emocional e psicológica que enfrentamos atualmente percebeu-se a necessidade de retomar alguns valores que estavam adormecidos, mas não mortos. Um desses valores é a importância de demonstrar nossos nobres sentimentos para as pessoas que amamos. Demonstrar amor e afeto é algo libertador, traz paz, ânimo e nos motiva a continuar a caminhada. Dizer com palavras e atitudes um “eu te amo” a pais, filhos, namorado (a), noivo (a), cônjuge, amigos, parentes e aderentes é uma saborosa forma de corroborar o quanto nos importamos com quem faz parte da nossa vida. Faz bem ao outro, e fará um bem maior a você.

Não deixe de mostrar o seu amor a quem quer que seja, aproveite a oportunidade que tiver para fazer isto; mas diante de todas as demonstrações de afeto, em hipótese alguma, deixe de provar o seu amor a Deus. Mesmo que Ele saiba dos seus sentimentos, mesmo que você vá regularmente para a igreja; prove isso todos os dias com os seus lábios e com suas atitudes. Mesmo que você seja rejeitado, mesmo que por isso você “perca” aquilo que mais ama e deseja na vida, mesmo que as pessoas não compreendam, prove o seu amor ao Senhor.

Não por obrigação e tampouco pelo medo da condenação, mas pelo prazer de amar e exaltar tudo que Ele é através daquilo que pensamos, falamos e fazemos. Não tenha medo de abrir mão do que quer que seja por conta do imenso amor que sente por Ele. Custando o que custar! Você tem provado o seu amor a Deus? Se sim, continue e siga em frente. Caso contrário, não perca mais tempo e comece agora mesmo. Amemos o Senhor, nosso Deus, de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento” (Mateus 22:37-40 – adaptação da autora).


Texto de Valquíria Fernandes Oliveira, pedagoga e amiga há mais tempo do que consigo contar. 

24 de dezembro de 2017

Esperança, porque temos Cristo

Esperança, porque temos Cristo

Esperança tem que ter tudo a ver com fé. E fé em Deus. Uma fé que está relacionada com o futuro, e também com o passado


É Natal. Pessoas se abraçam, trocam presentes e renovam votos de amizade e companheirismo. Mas já não é preciso dizer que o real significado desta data nada tem a ver com peru e bom velhinho. Na verdade, tem a ver com alguém que fez os anjos cantarem no dia do seu nascimento, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2.14).

Jesus nasceu para nos trazer paz (uma paz inexplicável), e para nos dar esperança. Ele é aquele homem de Hebreus 13.8, que diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”. E é também aquele que inspirou Jeremias, ao escrever: “Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança” (Lm. 3.21).

E é sobre esperança que quero falar neste Natal, quando há tantas pessoas por aí sem esse sentimento que, segundo o dicionário, nos faz ver como possível a realização daquilo que desejamos.

Esperança tem tudo a ver com fé, principalmente para o cristão. Porque “lá fora”, a esperança tem a ver com sorte, é a última que morre, tem a ver com superstição. No fundo, é a crença em sabe-se Deus o quê, porque acaba sendo bom esperar acreditando que vai dar certo.

É natural do ser humano ter esperança, porque é algo que faz bem. Mesmo quando tudo parece estar fora do lugar, nada melhor que alimentar uma crença no coração de que as coisas vão melhorar.

Mas, crença em quem? Crença em quê? Esperança tem que ter tudo a ver com fé. E fé em Deus. Uma fé que está relacionada com o futuro, e também com o passado. Como está escrito em Hebreus 11: a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (FUTURO). Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível (PASSADO).

Nós cremos no futuro porque temos experiência com Deus no passado. Nós cremos que Ele pode resolver um problema difícil, salvar um parente nosso, aumentar nossa fé, responder nossa oração, abrir o mar que está à nossa frente, porque sabemos que Ele é experiente em causas impossíveis, porque Ele já fez coisas grandes nas nossas vidas no passado, e Ele pode continuar fazendo, porque, como lemos no início, Jesus é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Quais são as suas experiências com o Senhor? O que Ele já realizou na sua vida? E na vida da sua família? Quais milagres você já contemplou? Quantos livramentos você já presenciou? Lembre-se!

“Traga à memória o que pode lhe dar esperança!”. Jeremias, o profeta que tanto chorou pelo seu povo, foi quem declarou isso. E ele não disse essas palavras em meio à bonança, mas em meio à dor, à perseguição, em meio à ira de Deus sobre Judá, levado para o exílio babilônico. Mas mesmo assim ele podia lembrar-se das misericórdias do Senhor, que são a causa de não sermos consumidos, pois são inesgotáveis.

Jó também teve esperança em meio a um cenário de dor, de luto, de solidão. No capítulo 19, versículo 25, ele diz: Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. O nosso Redentor vive! E Ele é o mesmo ontem – é o mesmo que enviou pragas sobre o Egito, para mostrar que Ele é o Deus verdadeiro, sobre todos os falsos deuses egípcios. É o mesmo que abriu o Mar Vermelho. É o mesmo que abriu o Jordão. É o mesmo que abençoou Jó, dando-lhe o dobro do que tinha antes. Jesus é o mesmo hoje! É o mesmo que cura enfermidades, que manda embora as dores, que acalma o coração, que expulsa a depressão, que faz muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos. Jesus é o mesmo para sempre! O mesmo Deus que já operou maravilhas nas nossas vidas pode e vai continuar operando!

Que tenhamos esperança! Que tenhamos fé! Porque temos Cristo nas nossas vidas.

“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel!”. (Hebreus 10.23)

10 de novembro de 2017

Dia de reflexão

Dia de reflexão

Vale a pena escrever uma carta sentada aos pés dEle, de preferência de lápis, para que a qualquer momento possamos apagar aquilo que não se encaixa nos Seus desejos

Ontem, dia 10 de novembro, foi meu aniversário. Seguindo a regra desses dias que marcam fim de um ciclo e início de outro, foi um momento de reflexão e gratidão. Já são mais de três décadas, e acho que é normal começarmos a pensar nas realizações alcançadas e nas metas para o futuro.

Cheguei mais uma vez à conclusão de que vale a pena entregar os planos e sonhos nas mãos de Deus. Não significa que não devamos listar objetivos e trabalhar para alcançá-los, mas sim que o melhor de tudo é escrever uma carta sentada aos pés dEle, de preferência de lápis, para que a qualquer momento possamos apagar aquilo que não se encaixa nos Seus desejos.

Foi um dia de muitas mensagens de carinho, ligações lindas de pessoas que ainda não se renderam unicamente às redes sociais, abraços calorosos, almoço agradável, bolo surpresa do marido e filho, orações, palavras de bênçãos, versículos bíblicos oferecidos. Tudo muito especial. Mas o melhor que extraio desse dia é lembrar mais uma vez de que Deus é um Pai atento aos seus filhos. Eu conversei com Ele bem cedo e disse: “Senhor, como é bom saber que – se até mesmo os pais terrenos dão aos seus filhos coisas boas, mesmo que muitas vezes eles não mereçam – mais excelente é o que o Senhor faz por mim”.

“Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”. (Lucas 11:13)

Renovei nesse dia 10 minha disponibilidade para com Ele, de fazer aquilo que Ele quer; de viver os planos dEle, de seguir a Sua vontade. Porque, nestes dias de reflexão a gente costuma lembrar também do que o salmista disse sobre a brevidade da vida:

“Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade” (Salmos 39:4,5).

E se a vida é breve, que seja vivida plenamente de acordo com a vontade dAquele que me criou, e que conhece cada detalhe de mim, e que sabe como posso ser útil para o seu Reino! 


26 de setembro de 2017

Em Defesa de Cristo

Em Defesa de Cristo

Ateu convicto, Lee Strobel decidiu entrevistar grandes fontes para provar a “farsa do Cristianismo”

O bom jornalista sabe que, para ter boas histórias – aquelas que mostram os fatos e a realidade deles – é preciso, em primeiro lugar, ter excelentes fontes; e em segundo, saber fazer as perguntas corretas. O jornalista Lee Strobel entendia disso. Ateu convicto, decidiu entrevistar grandes fontes para provar a “farsa do Cristianismo”. Começou pelo ponto central – a ressurreição de Jesus. Afinal, se Cristo não ressuscitou, seria vã a fé dos cristãos.

Nesta grande matéria, Strobel consultou historiadores, médicos, psicólogos e outros estudiosos renomados, e fez as perguntas certas nas respectivas áreas de cada um:

- As biografias de Jesus, escritas por seguidores possivelmente “fanáticos”, são confiáveis?

- Estas biografias resistem a uma investigação minuciosa?

- Elas foram preservadas de maneira confiável?

- Além das biografias, existem outras evidências confiáveis?

- A Arqueologia confirma ou contradiz as biografias?

- O Jesus da História é o mesmo Jesus da Fé?

- Jesus estava louco quando afirmou ser Filho de Deus?

- Somente Jesus se enquadra no perfil do Messias prometido?

- A morte de Jesus foi uma fraude e a ressurreição, um logro?

- Ele ressuscitou ou seu corpo simplesmente desapareceu?

- Jesus foi visto vivo depois da morte?

Para sua surpresa (sim, jornalistas muitas vezes vão a campo achando que já sabem as respostas), Lee Strobel não conseguiu provar que o Cristianismo é uma farsa. A cada entrevista, ele entendia os motivos de Cristo dividir a História em “antes” e “depois”, e, por fim, acabou se tornando um Lee antes de Cristo (ateu) e um Lee depois de Cristo (defensor e pastor).

Pois é, perdoem-me se contei o final do filme “Em Defesa de Cristo”, que está nos Cinemas. Mas não se preocupe, o melhor não foi dito. Vale a pena conferir cada descoberta e, como não dá tempo anotar tudo, vale também ler o livro (mesmo título) e conhecer mais profundamente a história deste ex-ateu que passou a usar diversos argumentos históricos e científicos para explicar Cristo, sem abrir mão de algo que continua sendo imprescindível: a fé. 

08 de setembro de 2017

Por que falar de Jesus e por que ouvir sobre Ele?

Por que falar de Jesus e por que ouvir sobre Ele?

É importante falar de Jesus porque muita gente não conhece o Jesus real, quem Ele é e como Ele é de fato.

Neste sábado (09), muitas igrejas do Nordeste estarão de portas fechadas. Os cristãos estarão nas ruas – praças, hospitais, cruzamentos, casas, pontos turísticos – levando uma mesma mensagem: Jesus Cristo é o Senhor. A iniciativa faz parte do projeto “Nordeste para Cristo”, que consiste em 31 dias de jejum e oração (que se encerram hoje) e um dia de evangelização.

Mas, afinal, por que falar de Jesus? Por que esse povo que gosta de andar com uma Bíblia debaixo do braço (ou no celular, ou simplesmente gravada no coração) insiste tanto em falar desse Cristo? E mais, por que alguém deve ouvir a respeito dEle? Abaixo, vão algumas das respostas, que servem para as duas perguntas:

- É importante falar de Jesus porque muita gente não conhece o Jesus real, quem Ele é e como Ele é de fato. Há muita gente construindo um Jesus a sua própria maneira, que sirva aos seus próprios interesses, um Jesus “gente boa”, “bacaninha”, que ensina valores interessantes: faça o bem, não pague o mal com o mal, respeite pai e mãe, cuide dos órfãos e viúvas, enfim. Há uma multidão acreditando que pode simplesmente escolher algumas “frases de efeito” ditas por Ele, sem se comprometer verdadeiramente com TUDO que há nEle. Há quem pense que Ele é apenas um “grande profeta” ou um “espírito evoluído”. Quem pensa assim precisa ouvir sobre Ele.

- É importante falar de Jesus porque há muita gente procurando experiências desse mundo para se satisfazer, para se sentir pleno e completo. Mas somente em Cristo encontramos sentido para nossas vidas, somente Ele tem as respostas para todas as grandes perguntas da humanidade (quem sou, de onde venho, para onde vou, qual o propósito da minha vida?). Não é dinheiro, fama, sucesso ou qualquer outra coisa desta terra que pode fazer do homem um ser completo e feliz. É Cristo. Ainda que falte tudo, é possível ser feliz com Ele. O apóstolo Paulo entendeu bem o que é isso: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade” (Fp. 4.12).

- É necessário falar de Jesus porque tudo existe por causa dEle, inclusive nós, seres humanos. João falou sobre isso: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (João 1.3). É por isso que nada fora da vontade dEle é suficiente para fazer o homem um ser completo.

- O ex-ateu, que se tornou um grande apologista, C.S. Lewis, disse que “se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo”. É urgente falar de Cristo porque fomos feito para sermos embaixadores nesse mundo, ou seja, estamos só de passagem. Nossa morada é eterna, é celestial. E irá para o céu quem crer em Jesus como Único e Suficiente Salvador de sua vida.

- É importante e urgente falar de Jesus porque quem não o conhecer como Ele é de verdade; quem não o receber como o Salvador que Ele é; quem escolher viver longe dEle nesta vida, viverá longe dEle na vida Eterna. Jesus é o Filho de Deus. É o próprio Deus. É quem se fez homem, experimentou sofrimento e dores, morreu como um Cordeiro mudo por amor aos pecadores (todos nós) e ressuscitou. Se Cristo fosse apenas um grande mestre da moralidade, Ele não precisaria ter morrido, bastava deixar seus ensinamentos. Mas Ele é Deus! Ele é o Salvador. Charles Spurgeon disse: “A moralidade pode manter o homem afastado da cadeia, mas somente a cruz e o precioso sangue de Cristo podem livrá-lo do inferno”.

- É preciso falar de Jesus e ouvir sobre Ele porque os séculos são divididos em “antes” e “depois” de Cristo, e a vida do homem também precisa ser dividida desta forma – quem você era antes de conhecê-lo de verdade, e quem você se torna quando o conhece e o aceita.

- Por fim, é necessário falar dEle porque Ele mesmo ordenou: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt. 28.19,20).

Neste sábado, fale de Jesus para alguém. Neste sábado, se alguém vier falar dEle para você, não perca a oportunidade de ouvir!

01 de setembro de 2017

O Senhor é o meu pastor, de nada terei falta

O Senhor é o meu pastor, de nada terei falta

Mesmo tendo sido rei, Davi inspirou-se na sua primeira profissão para escrever este Salmo

Dia desses li novamente um trecho da Bíblia que, sem dúvida, está entre os mais conhecidos deste livro que há tempos é o mais vendido do mundo. Falo do Salmo 23, escrito por Davi, homem que tem em sua bibliografia uma lista imensa de títulos: pastor de ovelhas, guerreiro de Israel (que matou o temível gigante Golias), sogro do rei, amigo do rei (e depois inimigo), rei de Israel, filho caçula, esposo, pai, homem segundo o coração de Deus.

Mesmo tendo sido rei, inspirou-se na sua primeira profissão para escrever este Salmo. Foi como pastor que Davi teve suas primeiras experiências com Deus. Cuidando de ovelhas - animais dependentes de proteção e de orientação - Davi entendeu sua condição de servo, e nos deixou de presente estes versos tão profundos:

“O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta.

Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas;

Restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.

Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.

Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice.

Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver”.

São muitas as lições que tiramos deste texto, mas faço questão de destacar algumas que têm falado fortemente ao meu coração:

- Se o Senhor é o meu pastor, eu não tenho falta de nada, porque Ele conhece bem as minhas necessidades e as minhas fraquezas. Se o Senhor é o meu pastor, ainda que me falte algo, eu tenho o mais importante – a presença dEle.

- Se Ele é o meu pastor, vou repousar em pastos verdes e beber em águas tranquilas. Mesmo que o mundo esteja de cabeça pra baixo, terei paz na presença dEle.

- Se o Senhor é o meu pastor, minhas forças serão renovadas a cada dia, e andarei em caminhos retos, por amor do nome dEle.

- Mesmo que eu ande pertinho da morte, não preciso ter medo, porque o meu pastor cuida de mim. Os lobos temem a vara e o cajado do bom pastor.

- Eu nem sou merecedor, mas meu pastor é bom e fiel, e será assim por toda a minha vida.

Que as verdades deste texto sejam refrigério para sua alma, caro leitor, como têm sido para a minha. Não importa a sua condição – se você ocupa uma posição de servo ou de rei – que na presença dEle você escolha ser ovelha, para receber o cuidado e a proteção do Bom Pastor. 

24 de abril de 2017

O que eles fariam diante da Baleia Azul?

O que eles fariam diante da Baleia Azul?

Ainda hoje, Deus tem planos para crianças, adolescentes e jovens que desejam conhecer o propósito de suas vidas, e cumprir os desafios mais prazerosos que se pode receber

Conheço boas histórias de homens e mulheres que aceitaram grandes desafios. Mas eles não pararam para contar se eram 50 ou mais, o importante era dizer SIM e realizar com sucesso cada tarefa proposta. Davi é um deles. Ainda menino, aceitou a missão dada por seu pai, de cuidar das ovelhas da família. Parece simples? Em um dia tranquilo, ele enfrentou nada menos que um leão; no outro, teve que matar um urso que apareceu de repente para tragar o rebanho. Estes desafios o fortaleceram, preparando-o para enfrentar outro grande gigante: Golias.

Para Davi, missão dada era missão cumprida, desde que obedecesse a um critério inegociável: honrar o nome do Senhor. Foi por isso que ele se tornou um homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13.14). Sabendo deste histórico, não tenho dúvida de que ele não teria tempo para a Baleia Azul. Ao contrário, a destruiria, como fez às demais ameaças que surgiram em seu caminho.

Samuel também foi um jovem exemplar. Não sem razão, já que sua mãe o consagrou ao Senhor antes mesmo que ele nascesse. Quando criança, ouviu a voz de Deus o chamando, e foi O Próprio quem deu desafios a este jovem, para que fosse um profeta em sua geração. Tenho certeza de que Samuel também não daria ouvidos à voz da Baleia Azul, porque ele conhecia a voz mais doce e perfeita.

Há outros tantos que merecem ser citados, que ainda na infância ou adolescência aceitaram grandes desafios, cientes de que suas vidas só teriam sentido se cumprissem a missão para a qual foram criados. Mas, quero destacar Moisés. Seu primeiro grande desafio foi crescer longe de sua família. Depois, já adulto, foi surpreendido com uma missão dada por Deus – a de libertar o seu povo do jugo da escravidão. Na sua lista de desafios, estavam ainda: Faraó, Mar Vermelho, uma multidão que adorava reclamar, deserto, nações inimigas... Ele, porém, venceu todos, com a ajuda de Deus.

Sua intimidade com o Senhor era tanta que Deus contou pra ele que estava chegando o dia de morrer: “O dia de sua morte se aproxima” (Deuteronômio 31.14). Após cumprir todos os desafios, chegava a hora de encerrar a carreira, aos 120 anos de idade. Moisés morreu, e o próprio Deus o sepultou (Dt. 34.5).

Ele também não teria tempo para as tarefas da Baleia Azul, porque os desafios dados pelo Pai são coisa séria e merecem toda a dedicação, durante todos os dias da vida.

Ainda hoje, Deus tem planos para crianças, adolescentes e jovens que desejam conhecer o propósito de suas vidas, e cumprir os desafios mais prazerosos que se pode receber. A vida é um presente precioso, que não pode ser jogado fora. Que a sua vida, caro leitor, só se encerre na hora determinada por Ele, e que cada dia da sua história valha a pena. Que a sua lista de desafios inclua: fazer a diferença na vida de outras pessoas, ter comunhão com o Criador, preservar valores grandiosos e eternos, cumprir o chamado da Pessoa mais importante.

"Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção". (Salmo 139.13,14).

12 de abril de 2017

Jesus realmente ressuscitou dos mortos?

Jesus realmente ressuscitou dos mortos?

Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (1 Co 5.7)

É impossível falar de Páscoa sem falar de Cristo. Os chocolates podem até aparecer no meio da festa, mas Ele não pode ficar de fora, porque a Bíblia diz que Cristo é a nossa páscoa!

Mas, e se a história acabasse aí? Se Ele tivesse apenas morrido? Teria sido um somente um grande líder religioso? Teria sido apenas um grande influenciador ou um grande homem? Não, na verdade ele teria sido um grande mentiroso, porque Ele mesmo afirmou várias vezes que ressuscitaria, e que seu Reino não é terreno.

Mas, há evidências de que Cristo ressuscitou?

Sim, na própria Bíblia há evidências, de testemunhas oculares que conviveram com Jesus depois da ressurreição. Estas testemunhas tiveram suas vidas transformadas, e até morreram por suas convicções.

Mas não é somente a bíblia quem diz isso. Um número incontável de historiadores e estudiosos pesquisaram sobre o tema. Gary Habermas completou a mais ampla investigação já feita até o momento sobre o que os estudiosos acreditam a respeito da ressurreição de Jesus. Habermas reuniu mais de 1.400 obras dos eruditos mais críticos que falam sobre a ressurreição de Jesus, escritas de 1975 a 2003.

Habermas expõe que todos os estudiosos, independentemente do espectro ideológico – desde ultraliberais, até os conservadores defensores da Bíblia – concordam que os pontos a seguir relacionados a Jesus a ao Cristianismo, são fatos históricos reais:

1.  A morte de Jesus deu-se por meio da crucificação romana

2.  Ele foi sepultado, muito provavelmente, num túmulo particular

3.  Pouco tempo depois, os discípulos ficaram desanimados, tendo perdido a esperança

4.  O túmulo de Jesus foi encontrado vazio pouco tempo depois de seu sepultamento

5.  Os discípulos tiveram experiências que acreditaram ser aparições reais do Jesus ressurreto

6.  Devido a essas experiências, a vida dos discípulos foi totalmente transformada. Depois disso, até mesmo se dispuseram a morrer por sua crença

7.  A proclamação da ressurreição aconteceu logo de início, desde o começo da história da igreja

8.  O testemunho público e a pregação dos discípulos sobre a ressurreição de Jesus aconteceram na cidade de Jerusalém, onde Jesus fora crucificado e sepultado pouco tempo antes

9.  A mensagem do evangelho concentrava-se na pregação da morte e da ressurreição de Jesus

10.  O domingo passou a ser o principal dia de reunião e adoração.

11.  Tiago, irmão de Jesus e cético antes desse evento, converteu-se quando acreditou que também vira o Jesus ressurreto.

12.  Poucos anos depois, Saulo de Tarso (Paulo), que perseguia e matava cristãos, tornou-se cristão devido a uma experiência que ele também acreditou ter sido uma aparição de Jesus ressurreto.

Portanto, o Novo Testamento é verdadeiro. Se a maioria dos estudiosos concorda com os 12 fatos relacionados acima porque as evidências mostram que a história do NT não é uma lenda, uma mentira ou um embelezamento, então sabemos, acima do que se considera dúvida justificável, que os autores do NT registraram com precisão aquilo que viram.

Jesus morreu. Mas não acabou aí! Ele ressuscitou e está vivo!

Paulo, aquele que antes perseguia, disse: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
(
1 Coríntios 15:17-21). 


Feliz Páscoa para todos! 


Com trechos do livro: "Não tenho fé suficiente para ser ateu" (Norman Geisler e Frank Turek). 

20 de fevereiro de 2017

Orar faz bem!

Orar faz bem!

Quando nossas mãos não podem mais fazer nada, nossos joelhos podem.

Conheço muitas pessoas que poderiam contar um montão de histórias sobre a eficácia da oração. Eu também tenho as minhas. E hoje quero contar uma especial. O começo dela aconteceu em dezembro de 2016, quando viajei para minha cidade natal, para visitar a família, junto com meu esposo, André, e nosso filho, Emanuel (1 ano e 5 meses na época). Pela manhã bem cedo, meu avô chegou à casa dos meus pais, para matar a saudade, principalmente do bisneto dele.

Minutos depois de levar o Emanuel para um passeio pela casa, ouço um barulho e o choro do meu filho. Meu vozinho tinha caído da escada com o bebê no colo. Para proteger o Emanuel, ele não poupou esforços, e caiu totalmente desprotegido, batendo a cabeça e as costas no chão. Aos 83 anos de idade, todos sabem, uma queda pode ser fatal.

Resumindo tudo o que aconteceu desde este episódio, meu avô precisou ser levado de ambulância para São Luís (MA), para ser atendido por um especialista. Foram dias e dias de internações, liberações, e novas internações, graças à mobilização de toda a família, para que ele tivesse o melhor atendimento possível.

Enquanto isso, eu descobria mais uma vez que quando nossas mãos não podem mais fazer nada, nossos joelhos podem. Pessoas de diferentes estados – Maranhão, Piauí, Ceará – se reuniam para orar pelo meu avô. Alguém pedia oração por ele num grupo de WhatsApp ou por telefone, e instantes depois um exército já estava de joelhos dobrados. Nem sabemos quais e quantas pessoas se compadeceram desta causa e levantaram suas vozes aos céus.

O resultado é que depois de muitos dias – com parada cardíaca, fratura em uma costela, cirurgia na cabeça e outras circunstâncias difíceis – meu avô saiu do hospital totalmente recuperado, pronto para brincar de novo com seus bisnetos.

Deus ouviu as orações e moveu suas mãos para dar mais tempo de vida ao meu avô. Mas a ênfase que quero dar neste relato é que a oração faz muito bem. Nesta ocasião, fez um grande bem para o meu avô, que está novamente no cantinho mais aconchegante do mundo pra ele: sua casa. Mas, a oração faz muito bem para todos os demais envolvidos: fez bem pra mim e pra todos os familiares, que foram fortalecidos por Deus durantes estes dias tão árduos. E por fim, fez bem para quem orou, e mais uma vez viu que a oração de um justo é poderosa e eficaz (Tiago 5.16).

“Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta”. Mateus 7.7-8.

“E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão”. Mateus 21.22.

“Da mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus”. Romanos 8.26-27.





Enquete

Um jovem morreu ao sofrer descarga elétrica colocando celular para carregar. Quais cuidados você toma em relação a isso?

ver resultado