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Notícias Boas e novas

31 de março de 2019

Nem todos precisam de Cristo!

Nem todos precisam de Cristo!

Somente alguns tipos de pessoas têm essa necessidade. Outros estão acima desse papo religioso

Quem disse que todo ser humano precisa de Deus? Esse papo de religioso não passa de uma falácia. Somente alguns tipos de pessoas têm essa necessidade, outros, porém, estão acima disso. E vou citar alguns:

- Os ricos e poderosos não precisam de Cristo. Eles podem perfeitamente viver sem Ele. As riquezas, a glória, o poder lhes são suficientes. E isso não é coisa da modernidade. Nos tempos de Jesus já era assim. Lembremos-nos daquele rapaz, apresentado na Bíblia como alguém que tinha muitas riquezas. No início da história, até parece que ele quer alguma coisa com Deus, mas logo ele mesmo percebe que o que ele possui lhe basta. Também pudera, Jesus lhe pediu algo caro demais pra ele:

“Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". (Mateus 19:21).

Em outras palavras, Jesus estava pedindo: “Tire a riqueza do trono do seu coração, e deixe que eu ocupe este lugar de honra”. Era duro demais. E aquele jovem decidiu que não precisava de nada além do que ele tinha.

 - Os saudáveis não precisam de Cristo. Quem tem saúde tem tudo, não é mesmo? Com saúde, a gente corre atrás do resto. Então, para que Cristo serviria? E, ainda que a doença bata à porta, os planos de saúde, bons médicos, bons hospitais estão aí para resolver a situação. Quem precisa de Cristo é quem sente o quanto é frágil quando recebe um diagnóstico difícil e conhece o cheiro da morte. Jesus mesmo falou sobre isso: “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento”. (Marcos 2:17).

Já antecipei o terceiro perfil dos que não precisam de Cristo:

- Os que não têm pecado. Aqueles que fazem suas próprias escolhas, que traçam seu caminho, que decidem viver plenamente como querem, sem amarras “da religião”; aqueles que só querem ser felizes, e só querem deixar os outros serem felizes também. Estes não precisam de Jesus, pois Ele veio para chamar os pecadores ao arrependimento.

Jesus, na verdade, veio para um certo tipo de gente que precisa dEle: para aqueles que, mesmo tendo riquezas, não se sentem preenchidos, mas percebem que dentro de seus corações existe um vazio que somente o Senhor pode preencher. Ele veio para os que conhecem suas fragilidades e limitações, e reconhecem que há um nome sobre todo o nome (JESUS). Ele veio para os que entendem e aceitam o que está escrito na carta de Paulo aos Romanos: “Porque todos pecaram e estão separados da glória de Deus”.

E você, está em qual grupo? 

18 de janeiro de 2019

Estamos em guerra

Estamos em guerra

A qualquer momento uma bomba pode explodir ou um prédio pode ser destruído pelas chamas

Na guerra, tudo o que o inimigo quer é provocar pânico no adversário, ao ponto de fazer com que cada ação simples do dia a dia seja repensada. Ele quer causar pavor ao sair e chegar em casa; medo de ir aos lugares mais habituais como supermercado ou posto de gasolina; tensão ao pegar o ônibus...

A qualquer momento uma bomba pode explodir ou um prédio pode ser destruído pelas chamas.

O inimigo quer a desordem. Sem acesso à saúde, sem lazer, sem educação.

Lixo acumulado pela cidade, ruas e bairros na escuridão, pavor. É tudo o que ele quer. Caos, sujeira, trevas.

Estamos em guerra no estado do Ceará. Já são quase 20 dias de um cenário parecido com o que foi descrito acima. Aos poucos, as ações dos órgãos competentes fazem efeito e caminhamos para a normalidade, mas hora ou outra ainda se localiza um novo veículo incendiado ou se ouve um estrondo em alguma região.

Mas a guerra não se limita a este território. Estamos em guerra no mundo. Eu e você somos alvos do inimigo. Ele quer causar pânico, impotência, caos. Ele quer que vivamos na escuridão e em meio à sujeira. Ele não quer sorrisos, mas sim lágrimas. Ele quer aprisionar, torturar, embaçar a visão.

Mas as ações do único que é competente para acabar com a guerra nunca falham. O salmista diz que “Ele faz cessar as guerras até os confins da terra”. O Homem de Guerra, o Príncipe da Paz é especialista em limpar a sujeira do pecado, colocar ordem em meio à tempestade dos vícios, acalmar as turbulências da alma.

É nele que confio para trazer paz a Fortaleza, ao Ceará, ao meu coração e também ao seu, se você quiser tê-lo como Senhor e Salvador da sua vida. 

31 de dezembro de 2018

Gratidão pelas fraquezas

Gratidão pelas fraquezas

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”



Faltando poucas horas para encerrar o ano de 2018, é muito comum a reflexão pessoal de como que foi a época que se finda. Na balança costumamos pesar as assertividades e as contrariedades, os prós e os contras, os bônus e os ônus; e verificamos se o saldo foi mais positivo ou negativo.


Para mim, o ano de 2018 em alguns aspectos foi bem difícil... Um desafio, eu definiria. Lutas, angústias, dúvidas, guerras simples e complexas (espiritualmente falando) fizeram parte dele. Em alguns momentos cheguei, erroneamente, a pensar que não veria nada mudar, mas ainda bem que servimos a um Deus que sempre nos surpreende e age continuamente em nosso favor. 

Mas também 2018 foi um ano de muitas coisas boas. Fui abençoada em diversas áreas e vi com clareza a mão do Senhor me amparando; percebi o seu cuidado comigo em todo o tempo e instante. Muitas são as coisas pelas quais tenho que agradecer a Ele: saúde, emprego novo (um verdadeiro milagre no momento em que mais precisei), família unida, vitória espiritual em muitas áreas, aperfeiçoamento profissional, fortalecimento dos vínculos com amigos de longas datas, melhora do equilíbrio psicológico e a certeza de que Deus sempre será a coisa mais importante da minha vida. 

Claro que não é somente por estes aspectos que tenho que render a minha gratidão. A lista é bem maior! Entretanto, foi nesse meu processo de reflexão sobre o ano que está encerrando que percebi que destas muitas coisas devo agradecer principalmente por ser fraca! Sim, você não leu errado. Embora seja algo paradoxal, foi exatamente isto que quis dizer. Minha maior gratidão ao Senhor no ano de 2018 é por ter sido inúmeras vezes fraca! Minha gratidão é pelas lágrimas que derramei, pelas incontáveis vezes que pensei em desistir, por ter pensado que não conseguiria ir adiante, por ter me visto sozinha e acuada, por não ter sido sábia quando precisei ser, por ter agido de forma imatura e por tantas outras coisas que se for listar vai parecer mais um enredo de novela mexicana (kkkkkkkk). 

Agradeço a Deus pelas fraquezas no ano de 2018, pois foram em todas elas que mais uma vez reconheci que só encontro forças no Senhor. É nEle que me revigoro e me impulsiono para ir adiante. É somente nEle que acho forças para saltar as muralhas. É na minha fraqueza que encontro poder em Deus para continuar toda e qualquer batalha com coragem, sendo eu vitoriosa ou não. Sem estas fraquezas pouco provavelmente eu reconheceria a importância deste Deus para mim. A lição que carrego sobre este ano é o contentamento de que em minha caminhada eu serei e precisarei ser diversas vezes fraca! 

Por inúmeras vezes será necessário que eu perca as minhas forças humanas para que o Senhor se manifeste em minha vida, pois é o Seu poder que me fortalece. É unicamente por esta força que sou sustentada! Sim, em 2018 sou grata POR SER FRACA! #Fé “Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”. (2 Coríntios 12:10) 


 Valquíria Fernandes Oliveira

22 de dezembro de 2018

Nada novo nesse Natal

Nada novo nesse Natal

A mensagem é a mesma, e é assim que deve ser. Natal é Cristo. A mesma mensagem. A mensagem!


Não há nada de novo para se falar esses dias.

Pensei, escrevi, apaguei, comecei de novo... Sem novidades para o Boas e Novas. O que não quer dizer que não há boas novas.

A mensagem é a mesma, e é assim que deve ser.

Natal não é troca de presentes ou mesa farta, embora tudo isso possa fazer parte da festa.

Natal é Cristo. A mesma mensagem. A mensagem!

Estranho é viver nessa ânsia de ter sempre algo novo, diferente, quem sabe dando uma cor inédita aos presépios, ou enfeitando a história com uma “versão” mais empolgante... Quando o maravilhoso é exatamente ouvir e contar a mesma história, aquela que já era contada antes mesmo de acontecer, mais de 700 anos antes. Foi através do profeta Isaías, que já falava sobre o Natal:

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).

É provável que esse nascimento não tenha ocorrido em dezembro, mas isso não é tão relevante. O que importa é que Ele nasceu. Seu nome é Jesus, e Ele veio com uma missão, como está escrito no primeiro capítulo de Mateus: “ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

Mais uma mensagem que não é nova, mas que muitas vezes ninguém quer falar, muito menos nessa época, afinal é hora de se confraternizar, presentear, sorrir e posar pras fotos. Mas Natal também é isso: Jesus nasceu para salvar – a mim e a você – dos meus e dos seus pecados. Tudo pode até parecer muito mágico nessa época, mas não é com magia que se salva um pecador, é com amor, um amor que fez Deus se tornar homem para sentir as mesmas dores que sentimos, e para se entregar numa cruz de madeira, carregando a culpa de todo aquele que quiser ser chamado filho de Deus.

E quem não quer ser? Infelizmente muitos, porque não basta desejar um Feliz Natal para que Cristo seja de fato o seu Natal. O evangelista João disse que Ele “veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam”. A boa nova é que João complementa: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1:12).

Neste Natal, receba o maior dos presentes! Receba Cristo e conquiste o poder de ser feito um filho de Deus, crendo nesse Maravilhoso Nome! 

24 de outubro de 2018

Silêncio, por favor!

Silêncio, por favor!

Sei que é difícil num mundo que não se cala nunca e nos obriga a viver conectados 24h por dia

Você conseguiria passar três minutos sem ver as novas mensagens no celular? É somente esse o tempo necessário para a leitura completa desse texto. Só um pouquinho do seu tempo para refletirmos sobre o quanto estamos vivendo num ritmo acelerado ultimamente. Nosso corpo e mente não param de trabalhar, e esta última, então, tem clamado por um pouco de descanso.

Então, faça um pouquinho de silêncio, por favor! Sei que é difícil num mundo que não se cala nunca e nos obriga a viver conectados 24h por dia. Ainda que a gente tente evitar, o desespero bate quando a bateria do smartphone chega a 20%, as mãos deslizam no automático quando o aparelho vibra, avisando que uma nova mensagem chegou (pode ser algo muito importante, né?); no caminho para o almoço, há veículos de comunicação nos atacando com notícias e publicidade até dentro do elevador; e, enquanto a gente faz mais uma refeição, que tal checar um e-mail ou agendar aquele compromisso pessoal que não foi possível marcar em outro momento (“já que não estou fazendo nada”)?

Graças a essa brilhante coisa nova chamada tecnologia, a gente pode até “ler” um livro enquanto pratica atividade física. E, no caminho de volta pra casa, dá pra se atualizar com as notícias quentinhas dos últimos 20 minutos. Antes de dormir, uma última “olhadinha” nos grupos de Whatsapp, no Facebook e no Instagram. E lá se foram mais horas e horas de um silêncio turbulento.

Silêncio, por favor! Para respirar, para pensar, para falar e para ouvir.

Jesus sabia da importância de estar em silêncio, e a sós, somente com Deus. Várias vezes ele deixou a multidão e até seus amigos mais íntimos, para estar com Ele. Se Cristo estivesse aqui por esses dias, como homem, certamente desligaria o wi-fi, deixaria o celular do lado de fora, fecharia a porta do seu quarto, e ficaria em silêncio, para ouvir a voz de quem não quer competir com mensagens de aplicativos, mas quer ser priorizado, como merece.

Sua mensagem, essa sim, é importante. Ela é e sempre será atual. Será continuamente instigante, inspiradora e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver (2 Tm 3.16).  

Em tempos de tanta turbulência, de tantos ataques à mente, e de tanta informação que desinforma, pare um pouco para silenciar. Cale tudo ao seu redor e se conecte apenas com Aquele que acalma os corações, aquieta a alma, fortalece o espírito. Como Jesus, afaste-se um pouco de coisas que, mesmo importantes, não são prioridade, e renove suas forças aos pés do Deus Vivo, que tem todo poder em suas mãos. Um pouquinho de silêncio, por favor! 

14 de outubro de 2018

Vamos falar de câncer?

Vamos falar de câncer?

Para alguns, como Valdisa Mendes, câncer pode ser vida

Até bem pouco tempo atrás, era quase proibido chamá-lo pelo nome. Era “aquela doença” ou, no máximo, o “C.A.”, como se pronunciar a palavra pudesse atrair o mal da enfermidade. Valdisa Mendes Sombra era uma destas mulheres que tinha medo até de citar a palavra câncer; e adotava alguns cuidados com sua saúde, indo ao médico uma vez ao ano (sempre no mês de maio), para fazer exames de rotina e seguir a vida normalmente após ver que tudo estava bem. Foi assim em 2015, mas oito meses depois do check-up habitual, uma dor insistente no seio direito lhe tirou a tranquilidade.

O diagnóstico se confirmou no dia 04 de abril, após a primeira mamografia da sua vida, aos 40 anos de idade. Naquele dia, Valdisa entrou no “Barco do Câncer”, um mundo totalmente novo e desconhecido, que transporta pessoas de todas as cores, idades e classes sociais, unidas pela dor, pela fragilidade, pelo medo e pela vontade de completar a travessia.

Valdisa conta que não tinha outra opção: apegar-se ainda mais a Cristo era inevitável. O dia em que perdeu totalmente os cabelos foi ainda mais difícil do que ouvir do médico qual era o seu quadro. Mas tudo isso se torna supérfluo quando se está lutando pra ficar vivo. Cabelo, corpo, dinheiro, viagens, trabalho, prazeres... nada é tão importante quanto sair do barco. E Valdisa saiu, após um ano de tratamento – com dores, lágrimas, orações, intimidade com o Deus que prometeu estar na embarcação durante todo o tempo – ela recebeu a tão sonhada alta médica.

“Para alguns, câncer é vida. E pra mim foi. Eu precisei passar por tudo aquilo para ser uma pessoa melhor, para ser livre de coisas da velha natureza que ainda eram guardadas no meu coração. O Senhor me ensinou que a vida é curta e bela, e que precisamos aprender a perdoar. É impossível não sair do barco uma pessoa melhor”, relata.

*Conheci a Valdisa (à esquerda) no último sábado (13), durante um bate-papo sobre câncer de mama, realizado na minha igreja (AD Cidade, em Fortaleza). Ela contou sua história, para incentivar as mulheres a, em primeiro lugar, fazerem tudo o que estiver em suas mãos (e está em suas mãos) para se "prevenirem" do câncer, como ter uma vida saudável, com alimentação balanceada e prática de atividades físicas; e em segundo lugar, caso enfrentem esse diagnóstico tão difícil, que não desistam daquilo que é mais importante: a fé no Deus que nos criou e nos conhece. Ainda que a travessia no barco do câncer demore a se concluir, ou mesmo que venha a morte antes disso, que todo o percurso seja feito com Ele. À direita, a médica ginecologista Luciene Bessa, que deu orientações sobre o autoexame das mamas e esclareceu os mitos e verdades relacionados à doença. 


19 de setembro de 2018

De que vale a minha vida?

De que vale a minha vida?

Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e da proteção e carinho do pai, José poderia começar a se perguntar: “De que vale a minha vida?”

José era o 11º filho, dos doze que Jacó teve. Era o preferido de seu pai, e ainda por cima era o “dedo-duro” (ou "cabuêta", no bom piauiês) da má-fama dos irmãos, por isso recebia em troca o ódio deles. Muito novo, aos 17 anos, ainda não entendia o que devia guardar em segredo e o que podia compartilhar, e cometeu a imaturidade de contar pros irmãos os seus sonhos, que nem ele mesmo entendia:

“Ouçam o sonho que tive. Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se juntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele”.

Como não podia ser diferente, seus irmãos ficaram irados: “Por acaso você vai reinar sobre nós?”. E José teve outro sonho, compartilhando mais uma vez:

“Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim”.

Ao invés de honra e reverência, José recebeu desprezo. Seus irmãos queriam matá-lo, mas para não serem tão cruéis, optaram por vendê-lo para mercadores que passaram pelo caminho. Era só o início de um abismo que só iria ficar mais fundo. Estes que o compraram (por vinte peças de prata), logo adiante o venderam para Potifar, oficial do faraó do Egito.

Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e da proteção e carinho do pai, José poderia começar a se perguntar: “De que vale a minha vida?”. Ao invés disso, dedicou-se à carreira que lhe foi proposta, como mordomo na casa do seu senhor. Deu o melhor de si, e conquistou confiança e admiração. Mas o tempo de aparente calmaria acabou, quando a esposa de Potifar o assediou. Como ele não cedeu às suas investidas, ela o acusou de tentativa de estupro.

José foi parar na cadeia. Rejeitado pelos irmãos, vendido como um escravo, longe de casa e do amor do pai, privado totalmente de sua liberdade, poderia se perguntar: “De que vale a minha vida?”. No entanto, ele achou melhor dedicar-se à missão que lhe foi confiada, e fez o melhor que pôde para cuidar da prisão, como pessoa responsável por todos os prisioneiros.

A história é longa e conhecida (mais detalhes em Gênesis 40). Em resumo, depois de alguns anos ele foi lembrado como alguém que interpretava sonhos, e por isso foi chamado pelo rei do Egito, para explicar o que significavam aquelas sete vacas belas e gordas, que foram devoradas pelas sete vacas feias e magras. Deus deu graça a José, e ele revelou que o sonho de Faraó era um prenúncio do que iria acontecer ao Egito: sete anos de prosperidade, seguidos de sete anos de fome e miséria.

Diante de tanta sabedoria, só restou a Faraó reconhecer que José merecia um cargo de confiança, fazendo do prisioneiro o governador, homem mais poderoso de todo o Egito. E coube a ele, mais uma vez, fazer o melhor que podia diante da responsabilidade que lhe foi dada. O fim da história é o cumprimento dos sonhos: José ganhou posição de honra, e pôde salvar seus irmãos e seu pai da fome que se alastrava sobre toda a terra.

Se na primeira dificuldade José tivesse desistido da vida, não seria este o desfecho. É neste ponto que lhe convido a refletir: talvez você esteja pensando nos problemas que batem à sua porta como um ponto final para sua trajetória, mas eles podem ser apenas um trecho mais turbulento do caminho. Seja como escravo, como prisioneiro, diante da solidão e do desprezo, incentivo você a não desistir de dar o melhor de si, a não abandonar a fé, a não se esquecer de que Deus prepara governadores até no vazio de uma prisão. Sua vida tem um grande valor! Creia!

30 de julho de 2018

Extraordinárias mulheres comuns

Extraordinárias mulheres comuns

Foram poucos minutos observando minha avó, mas o suficiente para ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença neste mundo

Talvez você seja uma delas. Se não, certamente conhece alguma. Falo de mulheres que causam admiração e nos fazem suspirar. Mas não me refiro aos "vários perfis diferentes de mulheres", mas sim, de forma específica, àquelas que no presente são vistas como "comuns", e por vezes até como alguém que não conquistou grandes feitos ou não fez nada de extraordinário na vida.

Falo de mulheres como minha avó paterna, dona Corina, que casou bem jovem e teve uma "escadinha" de sete filhos (duas in memoriam). Ao longo de várias décadas, dedicou-se à casa, aos meninos e ao marido; embora nas “horas vagas” ainda exercesse sua profissão de professora. Que vida comum, e que diferença ela fez na história, contribuindo para a formação do caráter de quatro homens e uma mulher, que no futuro também construiriam suas famílias, num ciclo virtuoso de contribuição para a humanidade (já são 15 netos e 9 bisnetos).

De férias, ontem eu tive a alegria de tomar café da manhã com ela e meu avô, e pude observar como ela se comporta no auge dos seus 81 anos de idade. A mesa arrumada e farta, cada coisa ao seu lugar, tudo planejado com carinho, e executado com o prazer de quem ainda faz questão de conduzir a rotina da casa. Foram alguns minutos de contemplação, que me fizeram ver o quanto mulheres como ela fazem a diferença, mesmo que não sejam “vistas”. Eram 9 horas da manhã, mas o almoço já estava em andamento, e certamente a quantidade era suficiente para alimentar algumas boquinhas que porventura chegassem de surpresa.

A visão dela já não é das melhores, mas consegue enxergar quando o prato de alguém está vazio, e quando um filho, neto ou bisneto está precisando de um afago. Observando minha avó, lembrei-me de outras tantas mulheres inspiradoras como ela, que organizam, limpam, cuidam, servem, exercem uma profissão, casam, têm filhos e netos. Essas mulheres tão comuns, essas mulheres tão extraordinárias. 

A Bíblia, como sempre, não esquece de ninguém, e aconselha as mulheres idosas a serem sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem, para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada. (Tito 2.3-5).

É a Palavra. É a verdade. E eu sou grata a Deus por estar aprendendo com muitas mulheres mais velhas, inspiradoras e extraordinárias. 

11 de maio de 2018

De um amor tão intenso e puro

De um amor tão intenso e puro

Para ser bem didático, Deus compara seu amor ao de uma mãe. Afinal, alguém conhece sentimento mais intenso e puro?

A Bíblia é repleta de textos que falam do amor de Deus pelos seus filhos. Um dos mais conhecidos está em João 3.16:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Em outra ocasião, para ser bem didático, Deus compara seu amor ao de uma mãe. Afinal, alguém conhece sentimento mais intenso e puro? Pois Ele afirma:

“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” (Isaías 49.15).

Estas duas passagens me fazem lembrar de uma mulher da Bíblia que tinha o desejo de ser mãe. O nome dela é Ana. Ela andava tão triste, que seu esposo, amoroso e cuidadoso, perguntou a ela: “Por que você chora? E por que está triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?”. A Bíblia não nos diz qual foi a resposta, mas imagino que Ana se sentia realizada como esposa, mas precisava sentir um amor ainda mais especial. E Deus concedeu a ela este desejo, após ela fazer uma das orações mais lindas registradas na Palavra:

"Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida”.

Antes mesmo de carregar seu filho no ventre ou nos braças, Ana o amou tanto ao ponto de entregá-lo totalmente ao Senhor. E é este o exemplo que me inspira neste Dia das Mães. Eu quero dar a maior prova de amor ao filho, Emanuel, dedicando todos os dias da vida dele a Deus. Quero que ele seja feliz, tenha uma profissão, seja inteligente. Mas, antes e acima de tudo, quero que Ele conheça o Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro, que tem por Ele um amor maior que o meu.

A todas as mamães, desejo um Feliz Dia das Mães, cheio desse amor tão intenso e puro, que só pode ter sido criado por Alguém Perfeito. 

26 de fevereiro de 2018

Eu creio numa Fortaleza de Paz

Quem poderá nos defender? Para além do jargão, só Deus!

Minha mãe tem três filhos, e tinha três desejos em relação a eles: primeiro, que nenhum se tornasse policial; segundo, que nenhum decidisse morar em uma cidade violenta como Fortaleza; e terceiro, que nenhum andasse de moto. Por enquanto, só falta um de nós comprar uma moto, para que as vontades se frustrem por inteiro, já que meu irmão se tornou policial e eu vim morar nessa grande e perigosa capital, onde vivemos desconfiados e medrosos, seguindo “dicas de segurança” o tempo inteiro: não saia à noite, dê preferência ao delivery, instale cerca elétrica e câmeras de segurança, ande com um cão de guarda...

O temor e a sensação (certeza) de insegurança aumentaram nos últimos dias, após duas chacinas e outros tantos homicídios registrados no estado. Onde vamos parar? Quem poderá nos defender?

Para além do jargão, só Deus! Eu realmente creio nisso, não como quem já apostou em tudo e agora só consegue acreditar em algo sobrenatural, mas como alguém que sabe que Ele é real, e pode mudar cenários, usando, inclusive, pessoas como eu e você, leitor, para disseminar princípios imutáveis da Palavra: amor, respeito, fé.

Sim, eu espero que os órgãos competentes façam sua parte, cobrem recursos, melhorem a estrutura de quem atua na inteligência, enfim. Mas espero também que, em meio a tanta dor, Fortaleza se lembre de Deus. Que os moradores dessa terra desejem ouvir de Deus aquilo que Ele disse, por meio do profeta Zacarias, ao povo de Israel: “Homens e mulheres de idade avançada voltarão a sentar-se nas praças de Jerusalém (Fortaleza), cada um com sua bengala, por causa da idade. As ruas ficarão cheias de meninos e meninas brincando”.

Parece que o Senhor lê nossos pensamentos nessa hora, porque Ele acrescenta: “Mesmo que isso pareça impossível para o remanescente deste povo naquela época, será impossível para mim?”.

Eu acredito que nada é impossível para Deus. Eu creio numa Fortaleza diferente, numa Fortaleza de paz. Acredito que num futuro não muito distante esta cidade atrairá os olhares do mundo, não mais pela violência, mas pela transformação pela qual terá passado. 


26 de janeiro de 2018

Prova de amor

Prova de amor

Diante da calamidade emocional e psicológica que enfrentamos, percebeu-se a necessidade de retomar alguns valores adormecidos

Costumo dizer que alguns hábitos e valores passam por altos e baixos. Vez ou outra podemos observar um “comportamento x ou y”, que era próprio de uma época bem anterior a nossa, retornando ao nosso dia a dia. Um desses hábitos é o de demonstrar dedicação, afeto, contentamento e afins, àqueles que amamos; sendo esta demonstração estendida a qualquer tipo de relacionamento que temos.

Atualmente a “onda” do momento é o desapego. A prática que possui vários adeptos consiste em não demonstrar sentimentos. “Não ligue”, “não mande mensagens”, “não diga que ama”, “só se importe com quem mostra se importar com você”, “ignore”, “não dê respostas e satisfações”, “seja indiferente”, “as pessoas gostam do que não tem”, são um dos lemas desta “filosofia” que tem conquistado adeptos em todo o mundo.

A referida filosofia tem se consolidado ao longo dos anos na sociedade, entretanto, diante da calamidade emocional e psicológica que enfrentamos atualmente percebeu-se a necessidade de retomar alguns valores que estavam adormecidos, mas não mortos. Um desses valores é a importância de demonstrar nossos nobres sentimentos para as pessoas que amamos. Demonstrar amor e afeto é algo libertador, traz paz, ânimo e nos motiva a continuar a caminhada. Dizer com palavras e atitudes um “eu te amo” a pais, filhos, namorado (a), noivo (a), cônjuge, amigos, parentes e aderentes é uma saborosa forma de corroborar o quanto nos importamos com quem faz parte da nossa vida. Faz bem ao outro, e fará um bem maior a você.

Não deixe de mostrar o seu amor a quem quer que seja, aproveite a oportunidade que tiver para fazer isto; mas diante de todas as demonstrações de afeto, em hipótese alguma, deixe de provar o seu amor a Deus. Mesmo que Ele saiba dos seus sentimentos, mesmo que você vá regularmente para a igreja; prove isso todos os dias com os seus lábios e com suas atitudes. Mesmo que você seja rejeitado, mesmo que por isso você “perca” aquilo que mais ama e deseja na vida, mesmo que as pessoas não compreendam, prove o seu amor ao Senhor.

Não por obrigação e tampouco pelo medo da condenação, mas pelo prazer de amar e exaltar tudo que Ele é através daquilo que pensamos, falamos e fazemos. Não tenha medo de abrir mão do que quer que seja por conta do imenso amor que sente por Ele. Custando o que custar! Você tem provado o seu amor a Deus? Se sim, continue e siga em frente. Caso contrário, não perca mais tempo e comece agora mesmo. Amemos o Senhor, nosso Deus, de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento” (Mateus 22:37-40 – adaptação da autora).


Texto de Valquíria Fernandes Oliveira, pedagoga e amiga há mais tempo do que consigo contar. 

24 de dezembro de 2017

Esperança, porque temos Cristo

Esperança, porque temos Cristo

Esperança tem que ter tudo a ver com fé. E fé em Deus. Uma fé que está relacionada com o futuro, e também com o passado


É Natal. Pessoas se abraçam, trocam presentes e renovam votos de amizade e companheirismo. Mas já não é preciso dizer que o real significado desta data nada tem a ver com peru e bom velhinho. Na verdade, tem a ver com alguém que fez os anjos cantarem no dia do seu nascimento, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2.14).

Jesus nasceu para nos trazer paz (uma paz inexplicável), e para nos dar esperança. Ele é aquele homem de Hebreus 13.8, que diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”. E é também aquele que inspirou Jeremias, ao escrever: “Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança” (Lm. 3.21).

E é sobre esperança que quero falar neste Natal, quando há tantas pessoas por aí sem esse sentimento que, segundo o dicionário, nos faz ver como possível a realização daquilo que desejamos.

Esperança tem tudo a ver com fé, principalmente para o cristão. Porque “lá fora”, a esperança tem a ver com sorte, é a última que morre, tem a ver com superstição. No fundo, é a crença em sabe-se Deus o quê, porque acaba sendo bom esperar acreditando que vai dar certo.

É natural do ser humano ter esperança, porque é algo que faz bem. Mesmo quando tudo parece estar fora do lugar, nada melhor que alimentar uma crença no coração de que as coisas vão melhorar.

Mas, crença em quem? Crença em quê? Esperança tem que ter tudo a ver com fé. E fé em Deus. Uma fé que está relacionada com o futuro, e também com o passado. Como está escrito em Hebreus 11: a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (FUTURO). Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível (PASSADO).

Nós cremos no futuro porque temos experiência com Deus no passado. Nós cremos que Ele pode resolver um problema difícil, salvar um parente nosso, aumentar nossa fé, responder nossa oração, abrir o mar que está à nossa frente, porque sabemos que Ele é experiente em causas impossíveis, porque Ele já fez coisas grandes nas nossas vidas no passado, e Ele pode continuar fazendo, porque, como lemos no início, Jesus é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Quais são as suas experiências com o Senhor? O que Ele já realizou na sua vida? E na vida da sua família? Quais milagres você já contemplou? Quantos livramentos você já presenciou? Lembre-se!

“Traga à memória o que pode lhe dar esperança!”. Jeremias, o profeta que tanto chorou pelo seu povo, foi quem declarou isso. E ele não disse essas palavras em meio à bonança, mas em meio à dor, à perseguição, em meio à ira de Deus sobre Judá, levado para o exílio babilônico. Mas mesmo assim ele podia lembrar-se das misericórdias do Senhor, que são a causa de não sermos consumidos, pois são inesgotáveis.

Jó também teve esperança em meio a um cenário de dor, de luto, de solidão. No capítulo 19, versículo 25, ele diz: Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. O nosso Redentor vive! E Ele é o mesmo ontem – é o mesmo que enviou pragas sobre o Egito, para mostrar que Ele é o Deus verdadeiro, sobre todos os falsos deuses egípcios. É o mesmo que abriu o Mar Vermelho. É o mesmo que abriu o Jordão. É o mesmo que abençoou Jó, dando-lhe o dobro do que tinha antes. Jesus é o mesmo hoje! É o mesmo que cura enfermidades, que manda embora as dores, que acalma o coração, que expulsa a depressão, que faz muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos. Jesus é o mesmo para sempre! O mesmo Deus que já operou maravilhas nas nossas vidas pode e vai continuar operando!

Que tenhamos esperança! Que tenhamos fé! Porque temos Cristo nas nossas vidas.

“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel!”. (Hebreus 10.23)

10 de novembro de 2017

Dia de reflexão

Dia de reflexão

Vale a pena escrever uma carta sentada aos pés dEle, de preferência de lápis, para que a qualquer momento possamos apagar aquilo que não se encaixa nos Seus desejos

Ontem, dia 10 de novembro, foi meu aniversário. Seguindo a regra desses dias que marcam fim de um ciclo e início de outro, foi um momento de reflexão e gratidão. Já são mais de três décadas, e acho que é normal começarmos a pensar nas realizações alcançadas e nas metas para o futuro.

Cheguei mais uma vez à conclusão de que vale a pena entregar os planos e sonhos nas mãos de Deus. Não significa que não devamos listar objetivos e trabalhar para alcançá-los, mas sim que o melhor de tudo é escrever uma carta sentada aos pés dEle, de preferência de lápis, para que a qualquer momento possamos apagar aquilo que não se encaixa nos Seus desejos.

Foi um dia de muitas mensagens de carinho, ligações lindas de pessoas que ainda não se renderam unicamente às redes sociais, abraços calorosos, almoço agradável, bolo surpresa do marido e filho, orações, palavras de bênçãos, versículos bíblicos oferecidos. Tudo muito especial. Mas o melhor que extraio desse dia é lembrar mais uma vez de que Deus é um Pai atento aos seus filhos. Eu conversei com Ele bem cedo e disse: “Senhor, como é bom saber que – se até mesmo os pais terrenos dão aos seus filhos coisas boas, mesmo que muitas vezes eles não mereçam – mais excelente é o que o Senhor faz por mim”.

“Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”. (Lucas 11:13)

Renovei nesse dia 10 minha disponibilidade para com Ele, de fazer aquilo que Ele quer; de viver os planos dEle, de seguir a Sua vontade. Porque, nestes dias de reflexão a gente costuma lembrar também do que o salmista disse sobre a brevidade da vida:

“Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade” (Salmos 39:4,5).

E se a vida é breve, que seja vivida plenamente de acordo com a vontade dAquele que me criou, e que conhece cada detalhe de mim, e que sabe como posso ser útil para o seu Reino! 


26 de setembro de 2017

Em Defesa de Cristo

Em Defesa de Cristo

Ateu convicto, Lee Strobel decidiu entrevistar grandes fontes para provar a “farsa do Cristianismo”

O bom jornalista sabe que, para ter boas histórias – aquelas que mostram os fatos e a realidade deles – é preciso, em primeiro lugar, ter excelentes fontes; e em segundo, saber fazer as perguntas corretas. O jornalista Lee Strobel entendia disso. Ateu convicto, decidiu entrevistar grandes fontes para provar a “farsa do Cristianismo”. Começou pelo ponto central – a ressurreição de Jesus. Afinal, se Cristo não ressuscitou, seria vã a fé dos cristãos.

Nesta grande matéria, Strobel consultou historiadores, médicos, psicólogos e outros estudiosos renomados, e fez as perguntas certas nas respectivas áreas de cada um:

- As biografias de Jesus, escritas por seguidores possivelmente “fanáticos”, são confiáveis?

- Estas biografias resistem a uma investigação minuciosa?

- Elas foram preservadas de maneira confiável?

- Além das biografias, existem outras evidências confiáveis?

- A Arqueologia confirma ou contradiz as biografias?

- O Jesus da História é o mesmo Jesus da Fé?

- Jesus estava louco quando afirmou ser Filho de Deus?

- Somente Jesus se enquadra no perfil do Messias prometido?

- A morte de Jesus foi uma fraude e a ressurreição, um logro?

- Ele ressuscitou ou seu corpo simplesmente desapareceu?

- Jesus foi visto vivo depois da morte?

Para sua surpresa (sim, jornalistas muitas vezes vão a campo achando que já sabem as respostas), Lee Strobel não conseguiu provar que o Cristianismo é uma farsa. A cada entrevista, ele entendia os motivos de Cristo dividir a História em “antes” e “depois”, e, por fim, acabou se tornando um Lee antes de Cristo (ateu) e um Lee depois de Cristo (defensor e pastor).

Pois é, perdoem-me se contei o final do filme “Em Defesa de Cristo”, que está nos Cinemas. Mas não se preocupe, o melhor não foi dito. Vale a pena conferir cada descoberta e, como não dá tempo anotar tudo, vale também ler o livro (mesmo título) e conhecer mais profundamente a história deste ex-ateu que passou a usar diversos argumentos históricos e científicos para explicar Cristo, sem abrir mão de algo que continua sendo imprescindível: a fé. 

08 de setembro de 2017

Por que falar de Jesus e por que ouvir sobre Ele?

Por que falar de Jesus e por que ouvir sobre Ele?

É importante falar de Jesus porque muita gente não conhece o Jesus real, quem Ele é e como Ele é de fato.

Neste sábado (09), muitas igrejas do Nordeste estarão de portas fechadas. Os cristãos estarão nas ruas – praças, hospitais, cruzamentos, casas, pontos turísticos – levando uma mesma mensagem: Jesus Cristo é o Senhor. A iniciativa faz parte do projeto “Nordeste para Cristo”, que consiste em 31 dias de jejum e oração (que se encerram hoje) e um dia de evangelização.

Mas, afinal, por que falar de Jesus? Por que esse povo que gosta de andar com uma Bíblia debaixo do braço (ou no celular, ou simplesmente gravada no coração) insiste tanto em falar desse Cristo? E mais, por que alguém deve ouvir a respeito dEle? Abaixo, vão algumas das respostas, que servem para as duas perguntas:

- É importante falar de Jesus porque muita gente não conhece o Jesus real, quem Ele é e como Ele é de fato. Há muita gente construindo um Jesus a sua própria maneira, que sirva aos seus próprios interesses, um Jesus “gente boa”, “bacaninha”, que ensina valores interessantes: faça o bem, não pague o mal com o mal, respeite pai e mãe, cuide dos órfãos e viúvas, enfim. Há uma multidão acreditando que pode simplesmente escolher algumas “frases de efeito” ditas por Ele, sem se comprometer verdadeiramente com TUDO que há nEle. Há quem pense que Ele é apenas um “grande profeta” ou um “espírito evoluído”. Quem pensa assim precisa ouvir sobre Ele.

- É importante falar de Jesus porque há muita gente procurando experiências desse mundo para se satisfazer, para se sentir pleno e completo. Mas somente em Cristo encontramos sentido para nossas vidas, somente Ele tem as respostas para todas as grandes perguntas da humanidade (quem sou, de onde venho, para onde vou, qual o propósito da minha vida?). Não é dinheiro, fama, sucesso ou qualquer outra coisa desta terra que pode fazer do homem um ser completo e feliz. É Cristo. Ainda que falte tudo, é possível ser feliz com Ele. O apóstolo Paulo entendeu bem o que é isso: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade” (Fp. 4.12).

- É necessário falar de Jesus porque tudo existe por causa dEle, inclusive nós, seres humanos. João falou sobre isso: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (João 1.3). É por isso que nada fora da vontade dEle é suficiente para fazer o homem um ser completo.

- O ex-ateu, que se tornou um grande apologista, C.S. Lewis, disse que “se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo”. É urgente falar de Cristo porque fomos feito para sermos embaixadores nesse mundo, ou seja, estamos só de passagem. Nossa morada é eterna, é celestial. E irá para o céu quem crer em Jesus como Único e Suficiente Salvador de sua vida.

- É importante e urgente falar de Jesus porque quem não o conhecer como Ele é de verdade; quem não o receber como o Salvador que Ele é; quem escolher viver longe dEle nesta vida, viverá longe dEle na vida Eterna. Jesus é o Filho de Deus. É o próprio Deus. É quem se fez homem, experimentou sofrimento e dores, morreu como um Cordeiro mudo por amor aos pecadores (todos nós) e ressuscitou. Se Cristo fosse apenas um grande mestre da moralidade, Ele não precisaria ter morrido, bastava deixar seus ensinamentos. Mas Ele é Deus! Ele é o Salvador. Charles Spurgeon disse: “A moralidade pode manter o homem afastado da cadeia, mas somente a cruz e o precioso sangue de Cristo podem livrá-lo do inferno”.

- É preciso falar de Jesus e ouvir sobre Ele porque os séculos são divididos em “antes” e “depois” de Cristo, e a vida do homem também precisa ser dividida desta forma – quem você era antes de conhecê-lo de verdade, e quem você se torna quando o conhece e o aceita.

- Por fim, é necessário falar dEle porque Ele mesmo ordenou: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt. 28.19,20).

Neste sábado, fale de Jesus para alguém. Neste sábado, se alguém vier falar dEle para você, não perca a oportunidade de ouvir!





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