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Notícias Boas e novas

04 de março de 2016

Todo misericordioso. Todo justo

Todo misericordioso. Todo justo

Isto é misericórdia: quando não somos castigados como merecemos

Imagine o mais cruel dos homens. Ele pode ser regenerado. Não importa a lista de pecados e males que ele possa ter causado, há chance de perdão para ele. Eu e você temos o direito de achar isso absurdo e injusto, mas existe sim possibilidade de mudança para este terrível ser, como há também para mim e para você, que nos achamos até certo ponto corretinhos e bonzinhos. Até podemos ser bons sob o nosso ponto de vista, mas sob a ótica de quem é Perfeito, somos tão miseráveis quanto qualquer homem cruel que você tenha imaginado no início deste texto.

Pensando nisso, quero falar hoje sobre misericórdia e justiça. O que eu, você e aquele homem cruel merecemos é o mesmo: a separação eterna de Deus, que é Perfeito e Santo. Mas este Deus teve a ideia de nos levar de volta para perto dEle por meio de Cristo: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Isto é misericórdia: quando não somos castigados como merecemos, por conta de nossos pecados.

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo”. (Efésios 2.4,5).

Mas a misericórdia só alcança aquele que decide aceitá-la. E por incrível que pareça, há quem rejeite presentes maravilhosos como este. Há poucos dias li um versículo que me deixou um tanto chocada, que está escrito em Apocalipse, capítulo 9, versículo 21: “E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces”.

Deus tem se revelado ao homem de diversas formas: pela natureza, pelo sacrifício de Cristo, pela sua Palavra. E muitos e muitos homens têm dito não ao seu amor, preferindo permanecer em seus homicídios, em suas feitiçarias, em sua prostituição... Um dia, porém, Ele revelará plenamente a sua Justiça, e também dirá não àqueles que o rejeitaram. Isto é justiça: a virtude que consiste em dar ou deixar a cada um o que, por direito, lhe pertence.

“Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar”.(Isaías 56:1).

Por isso, bom é escolher viver a misericórdia de Deus a partir de agora, para viver a justiça de Deus com a tranquilidade de ter feito a melhor escolha, a de viver ao lado dEle para sempre.

“Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto”.(Salmos 89:14).

02 de novembro de 2015

O cristão e a morte

O cristão e a morte

A primeira vez que senti de verdade a presença de Deus foi em um velório...

A primeira vez que senti de verdade a presença de Deus foi em um velório. Olha que situação mais inusitada. Era o velório da minha avó materna, e estava acontecendo na igreja onde ela congregava, na Assembleia de Deus, em uma cidade no interior do Maranhão. Era um momento triste para mim e para toda a minha família, mas foi impressionante como consegui sentir alegria em meio a tanta dor. O coral de jovens cantou um hino que tocou meu coração profundamente. Eu nem entendia direito o que era a morte de um cristão, mas podia sentir uma paz inexplicável. Menos de um ano depois disso eu entreguei minha vida a Jesus.

Hoje eu compreendo que é possível sentir a presença de Deus mesmo diante da morte. E quando se trata da morte de um cristão, mais ainda, por sabermos que este descansa no Senhor. Paulo falou sobre a morte com os irmãos de Tessalônica. Na primeira carta aos tessalonicenses, capítulo 4, versículos 13 e 14, ele disse: “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram”.

Vejamos que Paulo compara a morte com o sono. Na verdade aquele que morre com Cristo, apenas dorme, aguardando a ressurreição. Aí está um texto que nos conforta, e que nos ensina uma lição preciosa neste dia, feriado de Finados, quando as pessoas vão ao cemitério visitar seus mortos e lhes prestar homenagens. Nós cristãos, que temos a Palavra de Deus como nosso manual de vida, sabemos, em primeiro lugar, que aqueles que morreram em Cristo, em Cristo ressuscitarão. E em segundo lugar, sabemos que não há comunicação entre vivos e mortos. Assim, a morte já nos tem separado dos nossos entes queridos.

Se observarmos a Palavra de Deus, veremos o exemplo de Cristo. Ele só visitou mortos com um propósito, o de ressuscitá-los. Foi assim com a filha de Jairo, quando ele declarou que a menina não estava morta, mas apenas dormia. Em Marcos 5.40 a 42, está escrito: “E entrou onde a menina estava deitada. E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido é: Menina, a ti te digo, levanta-te. E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombravam-se com grande espanto”.

Jesus também foi ao túmulo de Lázaro, não para acender velas ou deixar flores, mas com o mesmo propósito de dar-lhe vida novamente. Já havia se passado quatro dias desde a sua morte, mas não era impedimento nenhum para o dono da vida. A bíblia relata ainda outros exemplos, e sabemos que ainda hoje o nosso Deus continua poderoso para ressuscitar mortos. Mas mesmo o que ressuscita volta a morrer. Somente Jesus morreu e ressuscitou e continua vivo, como está escrito em ICo 15.20: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias do que dormem”. Eis a nossa esperança, um dia todos os que morreram em Cristo, ressuscitação e terão vida eterna, sem choro, sem dor, sem pranto, sem morte.

Quando nos lembramos desta promessa, fica mais fácil lidar com a partida física daqueles que amamos. Está escrito em Jo 11.25-26: “Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”.

Se nossos entes queridos partiram com Cristo, é certo que nos encontraremos um dia no céu. Mas se porventura alguém partiu sem o Senhor, infelizmente não há mais nada que possamos fazer, a não ser pregar o Evangelho a tantos quantos pudermos, para que estes, os vivos, tenham a oportunidade de decidir seguir a Cristo, de viver para Ele, e de morrer com Ele.

Salomão diz no livro de Eclesiastes, capítulo 7, versículo 2: “Melhor é ir à casa onde há luto, do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”.

A vida nesta terra é breve. Davi pediu a Deus que lhe fizesse saber quantos seriam os seus dias na terra, para que ele soubesse o quanto é frágil. Todos nós somos frágeis, e não sabemos qual a medida dos nossos dias. Não sabemos se estaremos vivos ao fim deste dia. Mas de uma coisa precisamos saber, que é onde passaremos a eternidade. Precisamos viver com a certeza de que iremos morar no céu, neste lugar perfeito criado por Deus para os seus filhos, para aqueles que confessam que Jesus é o único e suficiente salvador de suas vidas. 

30 de outubro de 2015

O que é a verdade?

O que é a verdade?

Pilatos fez esta pergunta a Jesus. Que ironia, a resposta estava viva em sua frente.

A verdade. Todos desejam conhecê-la. Mesmo aqueles que ousam negar que ela exista de fato, afirmando que tudo é relativo. Na verdade, que confusão seria se não existisse verdade. Vejamos: A afirmação “a verdade não existe” é verdadeira? Se sim, então é porque a verdade existe. Se não, então é porque a verdade existe!

Ela é real e há tempos é desejada pelos homens como um tesouro. Quem a “descobre” percebe que era um prisioneiro antes disso. Imagino que foi assim que Martinho Lutero se sentiu quando descobriu que sua vida estava alicerçada em farsas, em mentiras. Indulgências, penitências, nada disso o faria chegar mais perto de Deus, somente a fé genuína em Jesus Cristo poderia libertar o homem do pecado (sim, o pecado também é uma verdade).

Lutero se tornou livre, vivenciando o que está escrito em João 8.32 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. E a partir da reforma que ele iniciou em 1517, tantos outros puderam ser livres também, tendo acesso às escrituras, e conhecendo o plano de Deus para a vida de todo homem.

Mas, o que é mesmo a verdade? Pilatos fez esta pergunta a Jesus (João 18.38). Que ironia, a resposta estava viva em sua frente, mas ele nem mesmo esperou por ela, talvez por ter vivido tantos anos nessa angústia de tentar descobri-la, que já não acreditava mais nela; talvez pelo medo de saber que aquilo em que cria até então não era real. Jesus também não se esforçou para responder, afinal ele já tinha falado sobre isso há bem pouco tempo com seus discípulos, quando declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).

Ele disse também: “A tua palavra (de Deus) é a verdade. (João 17.17). E esta Palavra está acessível a todos os homens. Ninguém precisa comprar a Bíblia, ela ainda é distribuída em escolas, hospitais, e está disponível na internet e nos aplicativos de celulares. Ela é o maior tesouro que o homem pode possuir, embora seja um tesouro desprezado por tantos que não conhecem seu valor.

Lutero ficaria estarrecido se vivesse nesse tempo, em que se exige tão pouco para se viver a reforma. Ele ficaria assustado se soubesse que a Palavra tão pregada em diferentes línguas parece não ser ouvida. Pobre Lutero, ficaria pasmo de ver que algo tão precioso quanto a verdade tem sido relativizada e desprezada.

Apesar de tudo, quase 500 anos depois da Reforma Protestante, a verdade não muda. Jesus Cristo é a verdade. Tudo o que ele pregou é a verdade. “O homem nasce pecador” é a verdade. “Cristo morreu pelos pecadores” é a verdade; “Todo aquele que recebe Jesus como seu único e suficiente salvador se torna filho de Deus” é a verdade. “Um dia Jesus voltará para buscar seus filhos” é a verdade.

Receba este tesouro! Creia na verdade!

Feliz dia da Reforma Protestante!

“Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”. João 18:37


Leia mais sobre a Reforma Protestante aqui. 

23 de setembro de 2015

Você fala a linguagem de amor do seu filho?

Você fala a linguagem de amor do seu filho?

Contato físico, Palavras de afirmação, Qualidade de tempo, Presentes, Atitudes de Serviço. O que faz seu filho se sentir mais amado?

Já falei duas vezes (aqui  aqui também ) sobre as diferenças entre os homens e as mulheres, e sobre as linguagens do amor. Cada pessoa tem uma linguagem principal – aquela que a faz sentir mais amada – e espera, mesmo que institivamente, que seu cônjuge fale esta linguagem diariamente. Recentemente, porém, fiz uma nova descoberta, lendo o livro “As cinco linguagens do amor das crianças”, dos autores Gary Chapman e Ross Campbell. Isso mesmo, os filhos também podem se sentir mais ou menos amados de acordo com a linguagem que utilizamos.

As expressões de amor são as mesmas: Contato físico, Palavras de afirmação, Qualidade de tempo, Presentes, Atitudes de Serviço. O que muda, lógico, é a aplicação.

O primeiro passo é descobrir qual a linguagem de amor principal de seu filho, e isso deve ser feito da melhor maneira possível: utilizando todas as formas de amor com os pequeninos (não importa que idade ou estatura eles tenham). Abraços, beijos, cafunés, apertos de mão (contato físico); elogios e reconhecimento (palavras de afirmação); passeios sem pressa pelo parquinho (qualidade de tempo); um presentinho inesperado em um dia qualquer (presentes); ajudar a consertar um brinquedo (atitudes de serviço). Tudo isso deve ser praticado pelos pais, com o intuito de demonstrar amor pelos filhos.

Com o exercício dessas expressões no dia a dia, será possível perceber o que deixa a criança mais satisfeita. Ela pula de alegria quando você chega em casa com um presentinho, por mais simples que seja? Ela demonstra imenso contentamento quando você para tudo para sentar-se em seu tapetinho educativo, oferecendo tempo de qualidade? Ou os olhos dela brilham quando você elogia (palavras de afirmação) seu desempenho na escola?

Outra dica importante para reconhecer a linguagem de amor principal dos filhos é observar a linguagem que eles falam. Geralmente os pequenos expressam amor da maneira que gostariam de recebê-lo. Seu filho vive lhe cercando, agarrando-lhe pelas pernas e acariciando seus cabelos? Ele deve amar as diferentes formas de contato físico. Ele faz inúmeras cartinhas e sempre lhe traz uma flor quando chega da escola? Pode ser que ele adore presentes também. Ele insiste para que você dedique parte do seu tempo exclusivamente com ele? Talvez seja um sinal de que seu pequenino quer qualidade de tempo.

Certamente as crianças precisam e se sentirão felizes com todas as demonstrações de amor, mas a partir do momento em que os pais descobrem e utilizam a principal linguagem delas, seus “tanques emocionais” estarão sempre cheios.

Vale ainda um alerta: Cuidado para não castigar os filhos usando exatamente a linguagem do amor principal deles. Exemplo: se seu filho se sente muito amado com as “palavras de afirmação”, evite usar palavras que poderão magoá-lo profundamente!

No mais, ressalto a importância de utilizar, das formas mais criativas possíveis, todas as linguagens do amor com as crianças. Afinal, quem não ama se sentir amado? 

07 de setembro de 2015

"Meus filhos escorregaram de minhas mãos"

Estamos todos no mesmo barco de Abdullah Kurdi

Sentindo tanta dor, não consegui escrever uma só letra sobre as mortes que vêm sendo registradas por conta da crise migratória na Europa, e menos ainda sobre a morte do pequeno Aylan, que virou símbolo dessa tragédia, mas recebi hoje um texto que merece ser lido por todo mundo, especialmente por pais e mães. O texto é assinado pelo pastor Marcelo Gualberto, diretor nacional da MPC (Mocidade para Cristo). Confira:

“Meus filhos escorregaram de minhas mãos”

Quando um barco lotado de refugiados, a 500 metros da praia, começou a afundar, Abdullah Kurdi tentou salvar a sua família, mas, segundo as suas próprias palavras, "meus filhos escorregaram de minhas mãos". Posso imaginar, com o coração de pai e de avô, o desespero de Abdullah. Mais tarde, o corpo de um dos seus filhos, o pequeno Aylan Kurdi, de apenas três anos, foi achado morto na praia. Uma foto que chocou o mundo.

E foi pensando nisso que entendi: estamos todos no mesmo barco de Abdullah Kurdi. Um barco açoitado por ondas bravias e ventos impetuosos, lotados de pais desesperados, tentando salvar seus filhos das drogas, da gravidez na adolescência, do alcoolismo, da mentira, da violência urbana, das más companhias e da perdição eterna.

Olhamos para a foto de Aylan, morto na praia, e nos emocionamos ao pensarmos na hipótese de, se no lugar dele, estivesse um filho, neto ou sobrinho. A dor é tão grande que nos esquecemos que, pior, incomparavelmente pior, é a morte eterna. Nossos filhos não podem escorregar das nossas mãos. "Não geramos filhos para povoar o inferno". Eles foram entregues a nós pelo Senhor e nós iremos entregá-los de volta ao Pai (Nosso).

Quando os filhos começam a escorregar das nossas mãos?

1) Quando não oramos por eles e com eles.

2) Quando nossas atitudes negam as nossas palavras.

3) Quando permitimos que eles desobedeçam a Deus, de forma sistemática, dentro das nossas casas.

4) Quando não colocamos limites para suas ações e palavras.

5) Quando confundimos fidelidade com cumplicidade.

6) Quando existem tios demais e pais de menos.

7) Quando terceirizamos para a igreja o ensino bíblico.

8) Quando não temos tempo para ouvi-los.

9) Quando qualquer desculpa é aceita para que eles se ausentem da igreja.

10) Quando ensinamos nossos filhos a decidirem por dinheiro.

Onde estava Deus quando Aylan caiu no mar? Ele está onde sempre esteve. Antes mesmo de o soldado carregar seu corpo frio na praia turca, o Senhor já o havia levado no colo para casa.

Onde está Deus agora, quando o barco da nossa casa está açoitado por ventos e ondas tão ameaçadoras, e nossos filhos estão escorregando das nossas mãos, prestes a caírem no mar? Ele está onde sempre esteve, pronto para vir ao nosso encontro, andando por cima das ondas, enfrentando ventos impetuosos e dizendo: "Não tenham medo, coragem ... sou eu” (Marcos 6:50).

15 de agosto de 2015

Desejo de ser melhor para os outros e para Cristo

Desejo de ser melhor para os outros e para Cristo

Sinto sobre meus ombros a responsabilidade de preservar minha salvação e de motivar outros a também conhecerem este Deus

Você deve conhecer pessoas que provocam em você o desejo de ser alguém melhor. Eu conheço. Uma delas é o meu esposo André Falcão, que a cada dia me incentiva, por meio da sua maneira de viver, a ser uma pessoa melhor para ele e para Deus. Há menos de trinta dias, porém, essa vontade dentro de mim está bem mais forte, tanto que chega a doer. É que nasceu o nosso filhinho, tão pequenino e frágil, tão dependente de todos os cuidados, mas tão capaz de provocar os melhores sentimentos em mim. Quero muito ser uma pessoa melhor para o Emanuel, para o André, para os meus amigos, para os que me cercam, para os desconhecidos, e principalmente para Deus.

Quero muito que meu filho olhe para mim e veja alguém que, apesar das limitações e falhas naturais de um ser humano, seja exemplo de fé e de boa consciência (I Timóteo 1.19). Quero que ele olhe para mim e se sinta motivado a se tornar também alguém melhor para as pessoas que o cercam e para Cristo.

Creio que isto seja o mais puro Cristianismo. Jesus falava e as pessoas viam nEle alguém em quem se podia confiar. Certo dia ele estava ensinando na sinagoga, e os ouvintes ficavam maravilhados, porque viam que ele tinha autoridade e pregava o que de fato vivia (Marcos 1.21,22). Os apóstolos entenderam isso e buscaram viver da mesma forma, dispostos a morrer (e morreram) por suas convicções, incentivando tantas vidas a serem melhores para Cristo.

Com muita autoridade, Paulo orientou o jovem pastor Timóteo a ser um homem melhor para Deus e para as ovelhas que estavam sob seus cuidados: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1 Timóteo 4.16).

Sinto sobre meus ombros a responsabilidade de preservar minha salvação, conquistada por Cristo na cruz do Calvário, e de servir de motivação para que outros também conheçam este Deus que nos amou tanto, tendo sido capaz de entregar seu filho por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.8).

Que eu e você, que lê este texto, possamos dizer sem receio o que Paulo disse à igreja de Corinto: “Sejam meus imitadores, como eu também sou de Cristo” (I Corintios 11.1). 

07 de julho de 2015

Meu Deus é incrível!

Meu Deus é incrível!

Se já conhece, ouça e louve de novo. Se não, faça como eu e escute várias vezes seguidas.

Há poucos dias ouvi esta linda canção pela primeira vez. Ela fala de como Deus é grande, forte, provedor, protetor, libertador. Ele é mesmo incrível! E que grande oportunidade o homem tem de ter um relacionamento íntimo com Ele. Se você já conhece a canção, ouça mais uma vez e louve a este Deus grande. Se não, faça como eu e escute seguidas vezes, declarando quão incrível Ele é! 


MEUS DEUS É INCRÍVEL

Meu Deus é incrível, move as montanhas
Tira-me do vale, me faz vencedor
Meu Deus é grande, cura minhas feridas
Dá força em minha vida, a ele louvarei

Meu Deus é incrível, grande, grande, grande
Meu Deus é incrível, criou o universo
Nele fui liberto, hoje sou feliz. meu Deus é grande
Hoje estou perdoado de todo meu pecado
Grande é tu meu rei

Meu Deus é incrível, grande, grande, grande

Poderoso, poderoso, poderoso, poderoso
Grande, grande. és santo, és santo, és santo
És santo. grande, grande. és forte, és forte
És forte, és forte. grande, grande
Libertador, libertador, libertador, libertador
Grande, grande. provedor, provedor
Provedor, provedor. grande, grande
Protetor, protetor, protetor, protetor. grande, grande
Meu Deus é incrível, move as montanhas
Tira-me do vale, me faz vencedor
Meu Deus é grande, cura minhas feridas
Dá força em minha vida, a ele louvarei

Link: 
http://www.vagalume.com.br/freedon-barueri/meu-deus-e-incrivel.html#ixzz3fCvFj1tX

28 de abril de 2015

Livres escolhendo ser escravos

Livres escolhendo ser escravos

Como pode alguém que é amado de tal forma por Deus, recebendo tanta atenção e tanto cuidado do Todo-Poderoso, escolher voltar a ser tratado como escravo?

Quando os judeus foram libertos da escravidão no Egito, não souberam lidar com a liberdade. Mesmo diante de tantas maravilhas realizadas por Deus – as dez pragas, a travessia do mar, o alimento caindo do céu – não conseguiam descansar e crer na providência e no cuidado do Pai. Ao contrário, escolheram tantas vezes voltar a carregar palha e produzir tijolos:

E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera tivéssemos morrido por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão”. (Êxodo 16.3)

Parece fácil condenar a atitude dos judeus, recém-libertos após mais de 400 anos de jugo. É simples concluir que a postura desse povo é egoísta, infiel, e até mesmo ignorante. Como pode alguém que é amado de tal forma por Deus, recebendo tanta atenção e tanto cuidado do Todo-Poderoso, escolher voltar a ser tratado como escravo, que não pode sequer escolher a que deus adorar?

Pensando um pouco mais a respeito, no entanto, percebo que ainda hoje pessoas livres escolhem ser escravas. Jesus já morreu pelos pecados da humanidade; já levou sobre si as dores e enfermidades; e por meio de sua morte, o véu de separação entre o homem e Deus já foi rasgado. O livre acesso está garantido.

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido”. (Isaías 53:4).

Mas, há ainda quem escolha ser prisioneiro – do pecado, dos pensamentos, das ansiedades, dos medos, dos problemas. Para quem ainda tem feito esta escolha, talvez inconsciente, eu digo: Há liberdade em Cristo! Se alguém está nEle, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo (2 Co 5:17).

Já não somos órfãos, somos filhos de um Pai atento a todos os detalhes das nossas vidas. Pais e mães terrenos podem falhar, mas Deus não falha! Ele conhece seus filhos, ouve a voz de cada um, reconhece os gemidos, sabe quais são as suas necessidades.  E o melhor, Ele é poderoso para fazer muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos (Ef. 3.20). 

Escolha viver a liberdade em Cristo! Escolha descansar nEle. Escolha confiar a Ele todas as dores, ansiedades e medos. 

02 de abril de 2015

Nesta Páscoa, não troque o Cordeiro pelo coelhinho!

Nesta Páscoa, não troque o Cordeiro pelo coelhinho!

Para judeus e cristãos, a Páscoa remete à passagem da escravidão para a liberdade.

A verdadeira Páscoa nada tem a ver com coelhos ou chocolates, por mais lindos e saborosos que eles sejam. Sua origem está escrita no livro de Êxodo, que conta a história de sofrimento do povo judeu, escravizado no Egito. O povo clamou, e Deus enviou o socorro por meio das dez pragas que assolaram aquela terra conhecida por sua riqueza e poder. Após a última praga, que foi a morte de todos os primogênitos, Faraó determinou que os judeus saíssem imediatamente do Egito.

O capítulo 12 relata que Deus determinou que cada família deveria matar um cordeiro, sem mácula. O sangue do animal seria passado nas ombreiras e na verga das portas, e o Senhor passaria naquela noite pela terra do Egito, e mataria os filhos mais velhos de todas as casas que não tivessem a marca do sangue.

Nesta mesma noite, as famílias deveriam comer a carne do cordeiro assada no fogo, com ervas amargosas. Há alguma semelhança nisso com chocolates doces? Não. A Páscoa original remete ao sofrimento que o povo padeceu no Egito, e à libertação concedida por Deus. Está escrito em Êxodo 12.27: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas.

Por ser uma ordenança do Senhor, os judeus continuaram festejando a Páscoa, lembrando-se da sua condição de escravos libertos pela mão de Deus no Egito. Jesus também se lembrou desta festa, quando pediu aos discípulos que organizassem a ceia para celebração da Páscoa (Mt. 16.18). Naquela mesma noite, porém, Jesus foi preso. O cordeiro que seria morto nesta ocasião era o próprio Filho de Deus, que também traria liberdade ao povo, escravizado pelo pecado. “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (I Co 5:7b).

Para judeus e cristãos, a Páscoa remete à passagem da escravidão para a liberdade. Aqueles foram libertos das mãos de Faraó e passaram a ser livres para seguir o caminho guiado por Deus. Estes foram libertos da escravidão do pecado e agora vivem livres em Cristo.

E de onde vieram os ovos e coelhos, já que a Bíblia nada cita a respeito destes e de outros símbolos que hoje são relacionados à Páscoa? Vieram de povos com tradições pagãs. Diferentes histórias explicam esta distorção na verdadeira história. Os celtas (cuja religião era rica em simbolismos e rituais) utilizavam o ovo nos rituais, pintavam os ovos e os enterravam, pois consideravam o ovo símbolo de renascimento. Esse povo também utilizava o coelho, como representação da fertilidade, originando-se o reconhecido coelho da páscoa. Egícios, persas e chinesas, na Antiguidade, também tingiam ovos, mas para presentear os amigos. A própria Igreja Católica, que lembra da ressurreição de Cristo durante a Páscoa, incorporou a tradição dos coelhos e ovos no seu discurso. 

Infelizmente, a história que é amplamente divulgada, principalmente por conta dos apelos comerciais, é de uma Páscoa feliz desde que seja farta de bacalhau, ovos de chocolate caros e coelhinhos de pelúcia. Porém, a história que deve estar nos corações e lábios dos cristãos, é de uma Páscoa feliz com Jesus, aquele que morreu na cruz do Calvário, como um cordeiro, para transformar em filhos todos aqueles que o receberem como Salvador.

Feliz Páscoa, com Jesus, para todos!

27 de março de 2015

Não posso perder a esperança

Não posso perder a esperança

Não posso esquecer que um dia eu tive a graça de conhecer seu amor e pude me tornar mais que criatura, sendo chamada de filha

Não posso perder a fé nas pessoas. Não quero perder a esperança. Se isso acontecer, estarei perdendo a fé naquele que transforma as pessoas, naquele que molda corações e muda o caráter. Se eu potencializo as frustrações, medos e tristezas, deixo de crer num Deus que olha para os homens, cheios de falhas, e enxerga a capacidade que todos têm, em algum lugarzinho escondido, de entender o amor inexplicável do Criador.

Completo, Perfeito, Todo-Poderoso, Início e Fim. Sendo tudo isso, Ele quis criar o homem, para proporcionar a este uma experiência incrível, de viver um relacionamento íntimo com este Ser tão grande. E o homem, mesmo dotado de inteligência, escolheu viver longe dEle.

O seu amor, no entanto, não acabou, e Ele provou com a vida do próprio Filho que continua enxergando em nós algo de bom, afinal ainda somos sua criatura.

Sabendo disso, não posso mesmo perder a fé. Não posso esquecer que um dia eu tive a graça de conhecer seu amor e pude me tornar mais que criatura, sendo chamada de filha (Jo. 1.12). Preciso continuar crendo que o mais vil pecador pode receber perdão. Preciso seguir lembrando que o Espírito Santo é quem realiza a obra de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.8). Preciso cumprir o meu dever, de pregar este Evangelho capaz de reaproximar o homem da sua origem. 



23 de janeiro de 2015

Evangelho: Privilégios, e também deveres!

Evangelho: Privilégios, e também deveres!

É simples divulgar no Insta, Twitter e Face que Deus é amor e ama a todos (Jo 3:16); mas nem tanto é ser santo em toda a maneira de viver, como ensina a sua Palavra

âAs pessoas querem os privilégios do Evangelho, mas desprezam as obrigações do Evangelhoâ. Ouvi esta frase essa semana e fui impactada. Primeiro porque a palavra utilizada não foi âdireitosâ, mas sim âprivilégiosâ. Tudo o que Jesus nos proporciona não passa disso, é pela sua graça (favor que não merecemos) e amor desinteressado. Ou melhor, com apenas um interesse: o de conceder ao homem a liberdade.

Mas parece que é tão difícil entender que ser livre não significa fazer o que o mundo diz que é legal, mas sim ter o poder de dizer não àquilo que faz mal para mim e para a minha comunhão com Deus. A grande questão é que ter um relacionamento com ninguém menos que o Criador do Mundo, que também decidiu criar alguém especial para dominar sobre toda a criação, é mais sublime que qualquer coisa. à inegociável. à maior e melhor que qualquer prazer momentâneo e terreno.

Em segundo lugar, fui impactada porque comecei a pensar sobre estes privilégios e obrigações. Lembrei-me do jovem rico (Mateus 19:16-22), que teve um encontro com Jesus e tinha o desejo de conquistar a vida eterna, um alvo nobre e por si só admirável. Jesus, então, explicou que ele poderia ter este privilégio, contanto que tomasse uma decisão: a de amar a Deus acima de todas as coisas, incluindo as riquezas que ele acumulava. Isto foi pedir demais ao jovem, que voltou triste para seu caminho, preferindo viver longe de Cristo.

à muito fácil querer ser amado por um Ser Perfeito, que nos amou sendo nós pecadores (Rm. 5:8); não tão fácil é aceitar e confessar diante dos homens que Cristo é o Senhor da sua vida (Lc. 12:8). à simples divulgar no Insta, Twitter e Face que Deus é amor e ama a todos (Jo 3:16); mas nem tanto é ser santo em toda a maneira de viver, como ensina a sua Palavra (I Pe. 1:15). Também não exige muitos esforços dizer que segue os passos de Cristo, embora seja difícil negar a si mesmo, tomar a cada dia a sua própria cruz, e então segui-lo (Lc. 9:23). Talvez seja fácil até convidar Jesus para entrar em sua casa, mas exige uma atitude de maior amor sentar-se aos seus pés para ouvi-lo (Lc. 10:42). à bom desfrutar da liberdade religiosa do nosso país, que nos permite ouvir a palavra em muitos lugares e sermos alimentados, porém exige mais esforço decidir obedecer aos ensinamentos de Cristo, o que inclui ir e pregar o Evangelho a toda criatura, e contribuir para que esta Palavra seja pregada em outros países: orando, financiando e indo.

Por fim, é fácil digerir a mensagem do amor, do perdão e do âvinde a mim todos os cansados e oprimidosâ. Mas para ter um relacionamento íntimo com Deus, é necessário se comprometer também com as ordenanças, que incluem carregar a sua cruz, não ter a si mesmo como prioridade e obedecer à Palavra integralmente.  

âFelizes são os que ouvem a Palavra de Deus e a guardamâ. (Lucas 11:28). 

01 de dezembro de 2014

CULPA

CULPA

Adão inaugurou esta prática de transferência de culpa: “A mulher que o Senhor me deu estava com defeito...”

Existem pessoas que têm o péssimo hábito de encontrar defeitos nas coisas que estão no controle dos outros. Acham que se fossem os gestores, tudo sairia bem melhor.

O pior é que ficam apenas assistindo para ver o incêndio do circo e quando eventualmente não dá certo dizem aquela frase apática e insípida: âEu sabia que isso não daria certo...â ou âO que a Igreja precisa é disso e daquiloâ¦â â e soa estranho como se houvessem deixado de ser Igreja e tivessem assumido o papel de consultores celestiais.

Adão inaugurou esta prática de transferência de culpa: âA mulher que o Senhor me deu estava com defeito...â humrrum⦠(mal agradecido esse cara...) E a ideia dele foi logo pirateada pela mulher e até pelo demônioâ¦

E de quem é a culpa?  âA culpa é minha e coloco em quem eu quiser". Essa cômica frase se adequaria bem neste contexto:

E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze.

E, comendo com eles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair.

E eles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, Senhor? Mateus 26:20-22

Interessante perceber que os discípulos não procuraram acusar o que estava sentado do seu lado⦠âFaaaala, Senhor!!! â; âà desse Jeito...â ou â âEu desconfio muito desse sujeitoâ¦â

Eles questionaram sobre a possibilidade de suas próprias participações.

Numa equipe ou numa comunidade comungamos dos acertos e dos errosâ¦

Até que ponto está somando ou dividindo?

Até que ponto aceitaríamos a possibilidade de assumir culpa?

Espero que entendamos verdadeiramente o que representa o Cristianismo, pois ele envolve, em muitos níveis,: Dar a outra face, Lavar pés, Cusparadas, Confronto, Confissão Pública, (não desvie-se ainda, faltam dois...) Sofrimento e até Morte.

O jovem profeta Jeremias tinha tudo pra achar que havia algo errado e encontrar culpados novos em folha pra transferir seus desacertos⦠Apanhou muito e Deus insistia que ele deveria profetizar⦠Quebrou o jarro em cacos e também quebrado⦠Seus lamentos, escritos em terra estranha, principalmente a partir do capítulo 3:22, representam bem que ele entendeu a ausência de culpados e o propósito divino de tudo aquilo:

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;

Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.

A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele.

Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.

Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR.

Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.

Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele.

Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.

Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta.

Pois o Senhor não rejeitará para sempre. Lamentações 3:22-31

José subiu em direção do trono descendo para um poço, para uma exposição escravagista, para o serviço doméstico e para a administração carcerária.

Ele poderia listar muitos culpados, porém no elenco do filme e em seu roteiro, não havia culpados, todos tinham seu papel de importância e estavam encenando perfeitamente a peça bem conduzida pelo deus de seus pais.

O Salmo 139 é uma canção que mostra um homem desnudando-se diante do Senhor, culminando com os 2 últimos versículos, onde o Rei Davi demonstra humildade e a simples possibilidade de ter alguma parcela de participação de culpa:

23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; 24 vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.

Gostaria muito de testemunhar mais pessoas com este comportamento.

Aprendi com meus pastores a admitir erros publicamente. Percebi que isso não só me aliviava, como me referenciava junto aos meus liderados.

Ha muitos âpresidentesâ de si mesmos que não admitem defeitos. Deus fará um "recall" em suas vidas. O fato é que declarações verbais de fé não resistem ao cotidiano do testemunho de vida.

Assuma agora seu papel no enredo da graça e peça perdão por alguma culpa, peça perdão pela simples e cruel omissão, pelo desleixo ou pelas infames reincidências.

Perdoe-nos, Deus!


Autor: Júnior Firmino, pastor, amigo, colaborador do Boas e Novas. 

29 de setembro de 2014

Honra a quem merece honra

Honra a quem merece honra

Ele é o Criador do Mundo, mas ouve a oração de alguém pequenino como eu...

Hoje participei de um evento especial, que contou com uma palestra de ninguém menos que Fernando Henrique Cardoso. Eu me senti honrada em poder fazer parte de um grupo seleto que se reuniu para ouvir, por mais de uma hora, um homem que acumula títulos e honrarias, dentre eles o de sociólogo, cientista político, autor e co-autor de mais de 40 livros, presidente da República por dois mandatos (1995-2002), etc, etc, etc.

Antes de ir para o evento, eu me preparei. Fui ao salão de beleza, fiz as unhas e arrumei o cabelo. Passei a roupa um dia antes, e conferi se o sapato estava à altura. Tudo como manda o figurino. Chegando ao local, vi que não fui a única a me preparar. Muitos participantes estavam eufóricos na presença desta figura que certamente merece reconhecimento por seu trabalho. Muitos fizeram todo o esforço possível para estar mais perto e quem sabe até conseguir registrar um selfie.

O evento acabou. E eu voltei hoje para casa mais feliz do que quando saí. Um pouco, bem pouco, por ter participado deste evento especial, e muito, muitíssimo, por ter a chance de estar, todos os dias, na presença daquele que também acumula muitos títulos. Rei dos Reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Rocha Eterna, Emanuel, Pedra Angular, Santo, Luz do Mundo, Eu Sou e Pão da Vida são apenas alguns dos centésimos registrados no seu Livro.

Também conhecido por Jesus de Nazaré, não precisamos marcar hora para estar com Ele. à o Filho de Deus, mas tornou-se homem para resgatar o que estava perdido e dar a ele a oportunidade de ser não apenas criatura, mas filho, herdeiro.

Ele é o Alfa e o Ãmega, o Início e o Fim, e seu plano é de compartilhar todas as riquezas e maravilhas do céu com aqueles que escolhem (é preciso escolher) estar na sua presença e seguir os seus caminhos.

Ele é o Criador do Mundo, mas ouve a oração de alguém pequenino como eu (e como você), e está pronto a falar comigo (e com você) sempre que o buscarmos. Para estar na sua presença, também é preciso seguir um protocolo, que não tem nada a ver com salão de beleza ou ferro de passar, mas com os versículos escritos em Romanos 10:9-10 â âSe você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvaçãoâ.

A Ele sejam dadas a honra, a glória e o louvor. Para sempre! 

15 de setembro de 2014

Hoje tem guerra. Você está preparado?

Hoje tem guerra. Você está preparado?

Não coma pela comida, não trabalhe pelo salário, não aceite um casamento para não ser sozinho...

Hoje tem guerra. Todo dia tem. Você precisa estar preparado. Descuide-se um momento sequer e sua vida será levada. à assim aqui e do outro lado do mundo. Soldados de todas as idades é o que somos, não formados do acaso ou sem um motivo. Você recebeu condição especial para vencer, apesar dos riscos aparentes. Contudo, quer você lute pela vida, pelo amor ou por um lugar ao sol, tudo é em vão quando se esconde o propósito das coisas nas próprias coisas. 

O fotógrafo Henry Hargreaves, ao ter acesso, 40 anos pós guerra, a objetos pessoais de soldados como isqueiros com frases autorais gravadas, conversou com militantes atuais, constatando em ambos o mesmo sentimento de desilusão, ódio ou esperança: âQuando o poder do amor superar o amor ao poder, somente assim haverá uma chance de paz verdadeira.â Essa é uma das poucas inscrições com bons sentimentos de quem sabia pelo que realmente lutar. 

Nas vezes, não poucas, em que, inspirados por Deus, os escritores da Bíblia compararam a vida com uma batalha, eles deixaram claro pelo que devíamos pelejar. âQuer comais, quer bebais, ou façais qualquer coisa, seja para Glória de Deusâ. Ou seja, não coma pela comida, não trabalhe pelo salário, não aceite um casamento para não ser sozinho, não sirva a Deus pelo que Ele pode oferecer. Isso é tão sem juízo quanto um soldado lutar por outro país que não o seu. Guerra pela própria guerra para uma fome não saciada, para um trabalho e casamento infelizes, para um sacrifício impuro e rejeitado. 

Por que, pelo que e para que você faz o que faz? Sem essa resposta, os obstáculos do campo de batalha parecem maiores e instransponíveis. O desânimo e o cansaço suplantam as forças. O medo paralisa. O descrédito vê o negativo. As investidas do inimigo arrasam suas estratégias. E você declara-se vencido. No entanto, quando compreende o propósito da vida, você não pode ser impedido pelas maiores pedras. E assim Jesus, em carne, consumou sua missão em favor dos que se fizeram seus inimigos. 

Se a razão que justifica sua rotina não é maior que a mais nobre motivação, se o que te move perde o sentido diante da inércia dos seus melhores planos, há novidade de vida para você. Com liberdade e sem exigência de pré-requisitos, Deus nos convoca para uma boa milícia. Você é livre para se alistar mesmo não sendo bom o suficiente. Escolhe, pois, pelejar pela Verdade e a Vida, porque Sua vitória é certa e incorruptível.

âMilita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamadoâ (1 Tm 6.12a). âPorque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.â(Ef 6.12)

Autoria de Priscila Raposo, irmã em Cristo, estudante de Medicina, colaboradora do Boas e Novas.

15 de agosto de 2014

Vida: um vapor que aparece e logo se desvanece

Vida: um vapor que aparece e logo se desvanece

Poucas coisas provocam mais reflexão no ser humano quanto a morte

Rubem Alves, 80 anos. João Ubaldo Ribeiro, 73 anos. Ariano Suassuna, 87 anos. Eduardo Campos, 49 anos. Poucas coisas na vida provocam mais reflexão no ser humano do que a morte, principalmente quando esta surpreende alguém que julgamos jovem demais para partir. Em menos de trinta dias, mortes de personalidades ligadas às artes e à política foram noticiadas, mas certamente a que tem provocado maior comoção nacional é a partida de Eduardo Campos, candidato à presidência do Brasil.

Pessoalmente, continuo lendo e assistindo as notícias, sem acreditar totalmente no que aconteceu. Jovem demais. Pai de cinco filhos. Uma longa carreira política pela frente. Poucas coisas são tão surpreendentes quanto a morte... Mas a Bíblia, completa e sábia, já nos alerta sobre isso, em Tiago 4:14 â âDigo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? à um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvaneceâ.

A nossa vida, mesmo que dure cem anos, é breve se comparada à eternidade que nos aguarda. Por isso, enquanto estivermos por aqui, devemos ter nossos olhos voltados para ela, lembrando que o que fazemos nesta terra irá refletir eternamente. As escolhas que fazemos aqui, de estar ou não com Deus, refletirão na eternidade, onde estaremos ou não com Ele.

O mesmo capítulo de Tiago nos ensina a fazermos nossos planos sob a direção de Deus. Ao invés de dizermos â âamanhã iremos a tal cidade e lá passaremos um ano, e contrataremos e ganharemosâ, devemos dizer: âSe o Senhor quiser, e se estivermos vivos, faremos isto ou aquiloâ.

Jesus chama de louco aquele que faz grandes planos sem buscar conhecer a vontade de Deus, a exemplo do homem rico que planejava derrubar seus celeiros e construir outros maiores, para recolher suas riquezas e gozar, sozinho, dos seus bens. Deus disse a este homem: âLouco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?â (Lucas 12: 16-20).

Poucas coisas provocam maior reflexão do que a morte, e por isso o escritor de Eclesiastes diz que é melhor ir à casa onde há luto do que ir a uma festa, porque naquela está o fim de todos os homens e os vivos o aplicam ao seu coração.

Faz bem pensar na morte como um acontecimento natural ao ser humano. Mais do que isso, faz bem pensar na eternidade, e procurar viver esta vida passageira ao lado de quem queremos viver eternamente.

Nossa oração, portanto, deve ser a mesma do salmista, que pede ao Senhor: âEnsina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos um coração sábioâ.