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Boas e novas

A oração de uma avó

Minha avó já havia partido, mas as suas orações estavam bem anotadas no “caderninho de Deus"

24/09/2016 20:01h - Atualizado em 27/09/2016 16:52h

Talvez eu já tenha falado dela aqui, mas sem dúvida vale a pena dedicar mais tempo contando um pouco da sua história, através da minha. Quando eu era criança, lembro que uma vez ou outra, ela me levava para igrejinha dela. Eu adorava brincar com as crianças de lá. Minha memória não é tão boa, mas recordo de uma vez em que participei de uma apresentação teatral naquela pequena congregação da Assembleia de Deus, no interior do Maranhão, em Bacabal.

Além destes dias especiais, lembro ainda das tardes de estudo bíblico, que ela ministrava em sua humilde casa, para as crianças e adolescentes da vizinhança. Eu tive a alegria de participar de alguns destes momentos também. Por não ter recursos para oferecer um lanche após o estudo, ela deixava as goiabeiras do seu quintal à disposição para quem quisesse matar a fome física, depois de ter saciado a espiritual.

Muito cedo, porém, ela partiu. Tinha 62 anos de idade, em março de 2000. Quanta saudade deixou em tantos corações. Mas seu exemplo de fé, humildade e sabedoria ainda inspira.

Sim, mas voltando à minha história: aos 14 anos, meses depois da morte da vovó, voltei a visitar aquela pequena igreja. E dessa vez foi ainda melhor do que quando ia brincar com a criançada. Nessa ocasião, eu ouvi a ministração da Palavra com atenção, e, pelo agir do Espírito Santo, me convenci do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8).

Quando passei a fazer parte da igreja, tive ainda mais certeza de que minha avó era uma mulher muito especial para Deus e para todos que a conheciam. Os irmãos se alegravam ao me ver ali, “a neta da irmã Antuninha”. Ali estava eu, conhecendo mais sobre o Deus da minha avó, aprendendo sobre a Palavra que guiava a vida dela, e que fazia dela a pessoa linda que ela era.

Eu só ficava triste por não ter tido a oportunidade de servir a Jesus junto com ela. Mas a tristeza passou num dia em que uma irmã daquela igreja me cumprimentou muito feliz, dizendo: “Você é resposta das orações de sua avó”.

Ah, que palavras especiais! Naquele dia eu entendi que a oração de um justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5.16). Minha avó já havia partido, mas as suas orações estavam bem anotadas no “caderninho de Deus”.

Abraão não viu sua descendência se multiplicar como a as estrelas do céu e como a areia da praia (Gênesis 22.17), mas cada uma de suas orações foi ouvida por Deus. E cada uma das promessas feitas pelo Senhor se cumpriu.

Minha avó não me viu caminhando até o púlpito para afirmar diante de todos que eu cria, de todo o meu coração, em Jesus como único e suficiente salvador da minha vida (Romanos 10. 8,9), mas o importante é que Deus ouviu a sua oração, quando ela orava por mim, para que um dia eu conhecesse de perto o amor do Pai.

Por isso, não deixemos de crer no poder da oração. Porque Deus não despreza um coração quebrantado e contrito (Salmo 51.17). 

Edição: Pollyana Rocha

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