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Boas e novas

Esperança, porque temos Cristo

Esperança tem que ter tudo a ver com fé. E fé em Deus. Uma fé que está relacionada com o futuro, e também com o passado

24/12/2017 00:36h - Atualizado em 24/12/2017 00:50h


É Natal. Pessoas se abraçam, trocam presentes e renovam votos de amizade e companheirismo. Mas já não é preciso dizer que o real significado desta data nada tem a ver com peru e bom velhinho. Na verdade, tem a ver com alguém que fez os anjos cantarem no dia do seu nascimento, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2.14).

Jesus nasceu para nos trazer paz (uma paz inexplicável), e para nos dar esperança. Ele é aquele homem de Hebreus 13.8, que diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”. E é também aquele que inspirou Jeremias, ao escrever: “Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança” (Lm. 3.21).

E é sobre esperança que quero falar neste Natal, quando há tantas pessoas por aí sem esse sentimento que, segundo o dicionário, nos faz ver como possível a realização daquilo que desejamos.

Esperança tem tudo a ver com fé, principalmente para o cristão. Porque “lá fora”, a esperança tem a ver com sorte, é a última que morre, tem a ver com superstição. No fundo, é a crença em sabe-se Deus o quê, porque acaba sendo bom esperar acreditando que vai dar certo.

É natural do ser humano ter esperança, porque é algo que faz bem. Mesmo quando tudo parece estar fora do lugar, nada melhor que alimentar uma crença no coração de que as coisas vão melhorar.

Mas, crença em quem? Crença em quê? Esperança tem que ter tudo a ver com fé. E fé em Deus. Uma fé que está relacionada com o futuro, e também com o passado. Como está escrito em Hebreus 11: a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (FUTURO). Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível (PASSADO).

Nós cremos no futuro porque temos experiência com Deus no passado. Nós cremos que Ele pode resolver um problema difícil, salvar um parente nosso, aumentar nossa fé, responder nossa oração, abrir o mar que está à nossa frente, porque sabemos que Ele é experiente em causas impossíveis, porque Ele já fez coisas grandes nas nossas vidas no passado, e Ele pode continuar fazendo, porque, como lemos no início, Jesus é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Quais são as suas experiências com o Senhor? O que Ele já realizou na sua vida? E na vida da sua família? Quais milagres você já contemplou? Quantos livramentos você já presenciou? Lembre-se!

“Traga à memória o que pode lhe dar esperança!”. Jeremias, o profeta que tanto chorou pelo seu povo, foi quem declarou isso. E ele não disse essas palavras em meio à bonança, mas em meio à dor, à perseguição, em meio à ira de Deus sobre Judá, levado para o exílio babilônico. Mas mesmo assim ele podia lembrar-se das misericórdias do Senhor, que são a causa de não sermos consumidos, pois são inesgotáveis.

Jó também teve esperança em meio a um cenário de dor, de luto, de solidão. No capítulo 19, versículo 25, ele diz: Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. O nosso Redentor vive! E Ele é o mesmo ontem – é o mesmo que enviou pragas sobre o Egito, para mostrar que Ele é o Deus verdadeiro, sobre todos os falsos deuses egípcios. É o mesmo que abriu o Mar Vermelho. É o mesmo que abriu o Jordão. É o mesmo que abençoou Jó, dando-lhe o dobro do que tinha antes. Jesus é o mesmo hoje! É o mesmo que cura enfermidades, que manda embora as dores, que acalma o coração, que expulsa a depressão, que faz muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos. Jesus é o mesmo para sempre! O mesmo Deus que já operou maravilhas nas nossas vidas pode e vai continuar operando!

Que tenhamos esperança! Que tenhamos fé! Porque temos Cristo nas nossas vidas.

“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel!”. (Hebreus 10.23)

Edição: Pollyana Rocha

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