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Boas e novas

No colo do Pai

Que meu filho e eu sejamos, sempre, totalmente dependentes daquele que nos conhece como ninguém

28/06/2016 00:49h

Já ouvi muitas mães falarem abismadas sobre como seus bebês se desenvolvem rapidamente. Em um dia, mal se mexem; no outro, já engatinham rapidamente pela casa e balbuciam as primeiras sílabas. Agora sou eu que me encontro neste estado de “constante boca aberta”. Meu bebezinho, aos 11 meses, está a todo vapor, aprendendo coisas novas o tempo inteiro.

Como muitas mães, vivo também aquela sensação de ansiedade pela próxima fase, junto com aquela outra, de saudade da fase que acaba de passar.

Quando ele nasceu, eu era tudo pra ele. Meu colo e meu cheiro faziam com que ele se sentisse protegido. Agora, ele já se aventura e pode até ficar sozinho, brincando e fazendo descobertas. Até que, para minha alegria, sente de novo minha falta e sai em busca da minha presença.

Sim, meu desejo é que ele dê passos largos, que aprenda, e que seja “independente”, lembrando sempre que pode voltar para meu colo quando quiser, e de novo se sentir protegido ao sentir meu cheiro.

É assim que ainda me sinto no colinho da minha mãe (que agora só quer saber de dar colo ao neto, mas tudo bem). E sentindo e pensando neste grande amor que as mães guardam dentro de si, lembro-me de um amor ainda maior, o de Deus. Ele entende bem o que é cuidar, carregar no colo, proteger. Ele entende bem o que é ver um filho crescendo e descobrindo o mundo. E Ele, mais do que eu, quer que seus “bebezinhos” cresçam e aprendam, mas que se lembrem de voltar sempre ao colo do Pai, onde há segurança, graça e proteção.

Eu conheço bem o meu filho. Sei quando seu choro representa dor, medo ou apenas manha. Mas Deus, ah, Ele me conhece muito bem. Ele entende profundamente o que meu choro significa. Ele entende até quando “engulo o choro”. É por isso que, como criaturas, não podemos ser plenos sem a comunhão com o Criador, aquele que pode responder todas as perguntas sobre nós, aquele que nos faz sentir seguros com sua presença e seu perfume.

Assumo, não quero que meu filho seja totalmente independente de mim. Quero que, mesmo adulto, ele tenha vontade de me ligar para ouvir um conselho, como eu faço com minha mãe. Mas, principalmente, quero que meu filho e eu sejamos, sempre, totalmente dependentes dAquele que nos conhece como ninguém.

Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.
Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.

(Provérbios 3:1,2).

Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam. (Salmos 9:10).

Edição: Pollyana Rocha

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