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Boas e novas

O cristão e a morte

A primeira vez que senti de verdade a presença de Deus foi em um velório...

02/11/2015 10:06h - Atualizado em 02/11/2015 19:37h

A primeira vez que senti de verdade a presença de Deus foi em um velório. Olha que situação mais inusitada. Era o velório da minha avó materna, e estava acontecendo na igreja onde ela congregava, na Assembleia de Deus, em uma cidade no interior do Maranhão. Era um momento triste para mim e para toda a minha família, mas foi impressionante como consegui sentir alegria em meio a tanta dor. O coral de jovens cantou um hino que tocou meu coração profundamente. Eu nem entendia direito o que era a morte de um cristão, mas podia sentir uma paz inexplicável. Menos de um ano depois disso eu entreguei minha vida a Jesus.

Hoje eu compreendo que é possível sentir a presença de Deus mesmo diante da morte. E quando se trata da morte de um cristão, mais ainda, por sabermos que este descansa no Senhor. Paulo falou sobre a morte com os irmãos de Tessalônica. Na primeira carta aos tessalonicenses, capítulo 4, versículos 13 e 14, ele disse: “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram”.

Vejamos que Paulo compara a morte com o sono. Na verdade aquele que morre com Cristo, apenas dorme, aguardando a ressurreição. Aí está um texto que nos conforta, e que nos ensina uma lição preciosa neste dia, feriado de Finados, quando as pessoas vão ao cemitério visitar seus mortos e lhes prestar homenagens. Nós cristãos, que temos a Palavra de Deus como nosso manual de vida, sabemos, em primeiro lugar, que aqueles que morreram em Cristo, em Cristo ressuscitarão. E em segundo lugar, sabemos que não há comunicação entre vivos e mortos. Assim, a morte já nos tem separado dos nossos entes queridos.

Se observarmos a Palavra de Deus, veremos o exemplo de Cristo. Ele só visitou mortos com um propósito, o de ressuscitá-los. Foi assim com a filha de Jairo, quando ele declarou que a menina não estava morta, mas apenas dormia. Em Marcos 5.40 a 42, está escrito: “E entrou onde a menina estava deitada. E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido é: Menina, a ti te digo, levanta-te. E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombravam-se com grande espanto”.

Jesus também foi ao túmulo de Lázaro, não para acender velas ou deixar flores, mas com o mesmo propósito de dar-lhe vida novamente. Já havia se passado quatro dias desde a sua morte, mas não era impedimento nenhum para o dono da vida. A bíblia relata ainda outros exemplos, e sabemos que ainda hoje o nosso Deus continua poderoso para ressuscitar mortos. Mas mesmo o que ressuscita volta a morrer. Somente Jesus morreu e ressuscitou e continua vivo, como está escrito em ICo 15.20: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias do que dormem”. Eis a nossa esperança, um dia todos os que morreram em Cristo, ressuscitação e terão vida eterna, sem choro, sem dor, sem pranto, sem morte.

Quando nos lembramos desta promessa, fica mais fácil lidar com a partida física daqueles que amamos. Está escrito em Jo 11.25-26: “Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”.

Se nossos entes queridos partiram com Cristo, é certo que nos encontraremos um dia no céu. Mas se porventura alguém partiu sem o Senhor, infelizmente não há mais nada que possamos fazer, a não ser pregar o Evangelho a tantos quantos pudermos, para que estes, os vivos, tenham a oportunidade de decidir seguir a Cristo, de viver para Ele, e de morrer com Ele.

Salomão diz no livro de Eclesiastes, capítulo 7, versículo 2: “Melhor é ir à casa onde há luto, do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”.

A vida nesta terra é breve. Davi pediu a Deus que lhe fizesse saber quantos seriam os seus dias na terra, para que ele soubesse o quanto é frágil. Todos nós somos frágeis, e não sabemos qual a medida dos nossos dias. Não sabemos se estaremos vivos ao fim deste dia. Mas de uma coisa precisamos saber, que é onde passaremos a eternidade. Precisamos viver com a certeza de que iremos morar no céu, neste lugar perfeito criado por Deus para os seus filhos, para aqueles que confessam que Jesus é o único e suficiente salvador de suas vidas. 

Edição: Pollyana Rocha

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