• Banner boticário Malbec Magnetic
  • TV O DIA - fullbanner w3b
  • TV O Dia - fullbanner

Notícias Diário do Malte

31 de maio de 2018

Jazz Club Chopp Artesanal em Pedro II

Jazz Club Chopp Artesanal em Pedro II

Festival de Inverno de Pedro II com muita cerveja artesanal

Começa nesta quinta-feira, 31 de maio, o Festival de Inverno de Pedro II, com atrações musicais e artísticas, exposições, feiras de artesanato, atividades esportivas e de ecoturismo, e… Cerveja Artesanal.

O Festival de Inverno de Pedro II vem com a novidade do Jazz Club Chopp Artesanal, formado por amigos que produzem chopp artesanal e admiradores do Jazz. Essa turma vai oferecer os melhores chopps artesanais do Piauí.

Entre as cervejarias confirmadas:

  • Cervejaria Ininga;

  • Sertão Bier;

  • AD Beer;

  • Rambeer,

  • Num Se Pode;

  • Beer And Beer.


Diversos estilos de cervejas estarão a disposição do público como American Pale Ale, German Pilsen, Irish Red Ale, Weiss, Saison com Hibisco, Blond Ale, Oatmeal Stout, Witbier, Pale Ale, American IPA, entre outros estilos. Estilos de cerveja para todos os gostos, não fique de fora desse evento que vai ser sensacional.

O Jazz Club Chopp Artesanal vai se concentrar em stand na Praça do Jazz(Praça do Recanto), a partir do dia 01/06 às 16:00 até o último dia de festival, dia 03/06.

O Festival já faz parte da agenda cultural dos piauienses, com a intenção de  impulsionar cada vez mais o turismo na cidade de Pedro II e em comemoração aos quinze anos a programação vem com novidades.

Além de trazer grandes atrações da Música Popular Brasileira para o Palco Opala, como Teatro Mágico, Vanessa da Mata, Skank e Alcione. O público vai poder acompanhar o Circuito Jazz & Blues, Artesanato e Ecoturismo que acontece paralelo, em diversos cantos da cidade. A novidade do Circuito é o Palco da Serra que fica na Praça da Igreja próximo ao Morro do Gritador um dos principais cartões postais da Cidade.

Organize  a mochila, não esqueça o casaco e deixe se encantar pela energia  das bandas nacionais, regionais, atividades artísticas, esportivas, turística, lúdicas e educativas acessíveis a todos os públicos e beber muita cerveja artesanal de qualidade.




14 de maio de 2018

Pint of Science - Teresina

Pint of Science - Teresina

Bate-papo de Ciencia na mesa do bar

E aí caros leitores. Já pensaram em falar de Ciência numa mesa de bar sobre os assuntos que comumente só é abordado em ambiente acadêmico?

Hoje tem início da jornada do Pint of Science, evento que surgiu em 2013 pelos pesquisadores do IMperial College London, Michael Motskin e Praveen Paul, que resolveram falar direto à comunidade fora das salas de aula de uma universidade, e o que mais gostei é que resolveram fazer em bares. Uma cervejinha com certeza ajuda a pensar melhor. O evento ocorre de 14 a 16 de maio.

De 2013 para cá, o evento cresceu – em 2018, serão 21 países – e a meta é ampliá-lo cada vez mais. “Quero levar o Pint of Science para todas as cidades do mundo e comunicar a ciência como ela é: divertida, fascinante e inspiradora”, diz Motskin na página internacional do evento: http://pintofscience.com.


Como o festival chegou ao Brasil?


O Pint of Science foi trazido para o Brasil pela jornalista Denise Casatti, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), e ocorreu pela primeira vez no país em 2015, em São Carlos.

A experiência do primeiro evento levou a várias pessoas se interessarem pelo evento e levarem para suas cidades e em 2016, Belo Horizonte, Campinas, Dourados, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo também tiveram bate-papos com cientistas.

As conversas nos bares e restaurantes continuaram repercutindo e, em 2017, o número de municípios participantes subiu para 22: Araraquara, Belo Horizonte, Botucatu, Blumenau, Brasília, Campinas, Curitiba, Dourados, Florianópolis, Goiânia, Natal, Piracicaba, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Caetano do Sul, São Carlos, São Paulo, Sorocaba e Teresina fizeram brindes à ciência com um cardápio para todos os gostos,

Neste ano, o total de cidades será ainda maior, com representantes de todas as regiões do país, e mais temas serão abordados. O que não muda é que os coordenadores e cientistas participantes do festival não recebem remuneração – a ideia é compartilhar e debater o conhecimento de forma voluntária – e os bares e restaurantes que cedem seu espaço não cobram entrada. O público paga apenas o que consumir.

Em Teresina a programação é a seguinte:

  • Local : Medalhão do Chef

  • Av. N.S. de Fátima, 1782, Teresina, 64048-901

  • Horário: 19:30 às 21h

  • Temas

    • Mesa Redonda: Biotecnologia: da bancada ao balcão;

    • Mesa Redonda sobre Reprodução Animal;

    • Palestra: A Ciência do plástico eletrônico.


  • Local: Rambeer - Cervejaria Artesanal

  • Rua Visconde da Parnaíba, 1317. Bairro Ininga, Teresina, 64049-570

  • Horário: 19:30 às 21h

  • Temas:

    • Palestra: Educação especial: o que temos a ver com isso?;

    • Palestra: Sol a pino e de vento em popa: cenários e perspectivas para energias renováveis;

    • Palestra: Pesquisa & Inovação: da idéia ao mercado.


A entrada é gratuita – paga-se apenas o que for consumido nos estabelecimentos – e não há necessidade de inscrição. Também não são emitidos certificados de participação. Todos os bate-papos começam às 19h30 (horário local), mas recomenda-se chegar mais cedo, já que não há reserva de lugar. Com certeza, você vai se impressionar com a ciência que é feita no Brasil ao bater um papo com um dos pesquisadores que estarão à sua disposição nesses bate-papos.

Além disso na Rambeer, um dos locais que ocorre o evento, depois das palestras haverá apresentação de bandas locais.




01 de abril de 2018

Cervejas de Páscoa

Cervejas de Páscoa

Domingo de Páscoa com Cervejas de Chocolate

Domingo de Páscoa e o que várias crianças devem estar comendo hoje são os famosos ovos de chocolate, mas de onde vem essa tradição?

A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e simboliza a passagem de Cristo deste mundo para o Pai, da morte para a vida, das trevas para a luz. Ela ocorre após a Quaresma, culminando na vigília pascal. Nos dias de hoje, a ressurreição de Cristo é simbolizada pelo ovo, significando o surgimento de uma nova vida. 

A tradição dos Ovos na Páscoa veio da cultura Chinesa, início da primavera, no qual os ovos eram cozidos envoltos de vegetais, e ficavam com um aspecto ornamental colorido e eram oferecidos como presente. Essa cultura alcançou o mundo Ocidental e tornou-se símbolo da Páscoa desde o século XVIII, os ovos eram decorados e pintados de vermelho simbolizando o sangue de Cristo.

No século XVIII, na França, os confeiteiros descobriram uma nova forma de apresentar o chocolate, primeiramente pegavam as cascas ocas de ovos de galinha, recheavam com chocolate e decoravam as cascas, os pais compravam esses ovos e escondiam para seus filhos acharem, se tornou uma tradição no país. Com a evolução da indústria do chocolate os ovos passaram a ser inteiramente de chocolate.


Mas nessa Páscoa podemos fazer diferente em casa, degustando cervejas que vão nos seus ingredientes chocolate, cacau, baunilha, lactose. 

Cervejas de Chocolate geralmente são do estilo Stout, cervejas cujos maltes passam por uma torra que nos conduz a aromas de café, chocolate, por isso a cor escura. Estas cervejas possuem poucas características de lúpulos tanto no aroma e sabor, ou seja, não tem o índice de amargor alto e nem perceptível, tornando a cerveja adocicado e lembrando as diversas nuances de chocolate.

No mercado brasileiro podemos encontrar diversas cervejas que remetem ao chocolate, além de cervejas importadas, segue lista pra aproveitar o seu domingo de Páscoa da melhor forma possível:

  1. Baden Baden Chocolate (Brasil) - Com uma receita exclusiva, esta edição especial possui corpo leve e aroma com notas adocicadas de cacau. Traduz o equilíbrio perfeito entre o delicioso sabor de chocolate e o amargor característico de maltes tostados e lúpulos especiais, deixando um final levemente seco e agradável

2. Young's Double Chocolate Stout (Inglaterra) - Essa cerveja premiada é uma Sweet Stout de coloração negra fabricada com adição de chocolate, o que lhe confere sabor e aroma marcantes. Na boca, o sabor adocicado é equilibrado pela sensação seca e amarga.

3. Tupiniquim Chocolate(Brasil) - A Tupiniquim Chocolate é uma cerveja do estilo Sweet Stout de coloração marrom escura e espuma bege. Recebe adição de açúcar de cana na sua receita e apresenta aromas de chocolate, caramelo e baunilha.

4. Cerveja Hermmer's Brown Ale Chocolate(Brasil) - Feita com Nibs de cacau da Fazenda São José em Barro Preto, na Bahia. Cerveja de coloração marrom escuro, com espuma bege claro, densa. Aromas de chocolate e café. De corpo médio, enaltece as notas de chocolate e café.

5. Brooklyn Black Chocolate Stout (Estados Unidos) - Produzida sazonalmente para o inverno dos EUA, a premiada Brooklyn Black Chocolate Stout é uma cerveja especial americana de estilo Russian Imperial Stout. Sua receita conta com blend de maltes torrados, conferindo coloração escura e notas de chocolate amargo. O paladar é marcante, com um leve dulçor seguido de imponente amargor e aquecimento alcoólico. 

* Algumas dessas cervejas estão disponíveis em Teresina nos supermercados Pão de Açúcar, Extra e Bom Preço.

 

05 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher com Cerveja

Dia Internacional da Mulher com Cerveja

Movimento feminino no I Encontro de Mulheres Apreciadoras de Cerveja

Quando falamos de mulher e cerveja, praticamente estamos falando de palavras sinônimas. A cerveja andou por muito tempo ao lado da mulher, era ela que produzia as bebidas da casa, era a mulher a única a poder fazer cerveja e era a única a vender também, mas sabemos que teve um momento da história que os laços foram cortados pela Revolução Industrial, quando as atividades de mercado financeiro passou das atividades agrícolas para indústrias, e aí começou a Era Capitalista, a destituição da mulher de uma das coisas que ela fazia de melhor, o líquido precioso, A Cerveja. Houve época na Idade Média que as mulheres passaram a ser consideradas Bruxas por produzir um líquido que entorpecia as pessoas ( tem um artigo do Blog que falo da era das caça às bruxas). Desde então masculinizou-se o mercado cervejeiro.

Por um grande período a mulher realmente ficou de fora de qualquer área, apenas atendo-se à afazeres domésticos, talvez isso imposto por uma sociedade patriarcal extremamente machista na época - ainda temos essa sociedade, mas vem mudando a forma de pensar - porém aos poucos a mulher começa a trabalhar fora de casa, tem uma renda própria, começa a ajudar financeiramente dentro de casa, mas o mercado de trabalho não tinha equidade de direitos entre homens e mulheres, condições de trabalho muito ruins, e como todos sabem a mulher também não participava da vida política, não tinha direito a voto, a partir de 1909 começa nos Estados Unidos constantes atos de protestos contra as condições de trabalho, a partir de 1910 foi instituído do Dia Internacional da Mulher numa reunião Internacional Socialista em Copenhagen em honra ao movimento em suporte ao direito ao voto universal para as mulheres, mas em 1917 na Rússia, em 8 de março, o Governo Provisório garantiu o direito ao voto pela mulher, e desde 1975 durante o Ano Internacional da Mulher pelas Nações Unidas foi instituído em 8 de março o Dia Internacional da Mulher.  

De lá pra cá há muitas vitórias, mas também certos problemas culturais ainda persistem como a violência contra a mulher, mas a luta ao respeito continua sempre. A partir de 1987 a mulher começa a se infiltrar no mercado cervejeiro, principalmente na América através da Norte Americana Carol Stoudt da Stoudt’s Brewing Company, Carol é considerada a primeira mestre-cervejeira dessa nova revolução cervejeira. Outra mestre-cervejeira, Teri Fahrendorf, fundou o Pink Boot Society, uma organização que ajuda no empoderamento feminino no mercado cervejeiro profissional através de seminários, treinamentos. No mercado brasileiro também não é diferente, várias mulheres se destacando como mestre-cervejeira, Beer Sommelier, sócias de cervejarias, entre outras que atuam na área de cerveja, tais como Priscila Colares, Luiza Tolosa, Kathia Zanatta, Bia Amorim, entre outras.

E nas comemorações do Dia Internacional da Mulher o movimento cervejeiro feminino está realizando eventos em todo mundo e no Brasil. Na nossa terrinha Teresina, vai acontecer o I Encontro de Mulheres Apreciadoras de Cerveja, encabeçado pela Design de Interiores Jasmine Malta e a Chef Larissa Batista em parceria com o The Hell's Rock Bar e a Liga de Produtores de Cerveja do Meio-Norte. O Evento será realizado dia 08/03, das 18h às 22h, no The Hell's (fica na Pracinha em frente à Igreja de Fátima) com atrações musicais como as bandas Ana Flor e Duox Live, estarão os expositores de Cerveja Artesanal: Ininga, AD Beer e Sertão, harmonizado com um menu especial. Aberto ao público, sem ingresso ou entrada, cada um paga seu consumo e o couvert artístico.


O Evento é uma ótima oportunidade para mulheres que não conhecem ainda sobre cerveja artesanal e para as que já conhecem compartilharem idéias, conhecimentos, e festejar um dia em honra à nossa luta diária.


Cheers!

08 de fevereiro de 2018

Melhor ingrediente: Cerveja!

Melhor ingrediente: Cerveja!

Aprenda a cozinhar com cerveja.

Chegando final de semana, e lógico também um feriadão de Carnaval. Tem uma galera indo pirar no litoral, mas também tem o pessoal que quer algo mais reservado, ficar em casa, fazer uma festinha, reunir os amigos, e não há momento mais propício do que preparar aqueles aperitivos e demonstrar seus dotes culinários. Sim o brasileiro está mais disposto a cozinhar atualmente, a mostrar pra galera seus dotes, mas também deixando mais de comprar tudo já pronto, e se ligando um pouco mais na saúde. 

A gastronomia é uma terapia também, mas como diz Jamie Oliver, " A população passou a ficar doente quando pararam de cozinhar ", bem o que ele quis passar é que quanto mais compramos comida pronta, que tá cheinho de ingredientes que nem sabemos o que é, mais ficamos doentes em decorrência de tantos conservadores entre outros ingredientes maléficos a saúde. Mas então, vamos colocar a mão na massa e preparar uns aperitivos no qual o nosso ingrediente mágico é a, ..., CERVEJA! 

Além de acompanhar os petiscos, pratos principais, a cerveja também é incluída como ingredientes de alguns pratos, potencializando os sabores do ingredientes utilizados. Na minha amada Bélgica alguns restaurantes é quase obrigatório o uso das cervejas nos pratos, as mais diversas cervejas, trazendo uma experiência única ao prato, chama-se de la cuisine à la bière. Quem der uma passada em Bruxelas não deixem de visitar o restaurante Restobières. 

Então vamos a algumas receitinhas do livro Receitinhas para Você:cerveja, livro dos Sommeliers de Cerveja, Luiz Caropreso e Bruno Giacomelli. Esse livro está muito bom e tem que fazer parte dos próximos pratos que você fizer pra sua família e amigos.

- Como entrada que tal um Guacamole com cerveja Saison:

 

INGREDIENTES: 

2 abacates maduros 

1 cebola picada em cubos pequenos 

3 tomates sem sementes picados em cubos pequenos 

2 dentes de alho picados 

Suco de 2 limões 

1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada 

100 ml de cerveja do estilo Saison sem gás

Sal a gosto

10g de coentro picado

20g de salsinha picada

Molho de pimenta a gosto (opcional)

MODO DE PREPARO:

Amassar os abacates com um garfo, adicionar todos os outros ingredientes, temperar com sal e molho de pimenta a gosto e levar para a geladeira por aproximadamente 1 hora, coberto com filme plástico. Servir acompanhado de tortillas, nachos ou torradas.

Dica: Utilizar uma Saison bem cítrica

Tempo de preparo: 75 minutos

Rendimento: 6 a 8 porções

- Prato principal: Fettuccine com Sweet Stout

INGREDIENTES:

500g de fettuccine

75 ml de azeite

75 g de manteiga

500 ml de creme de leite fresco

20 g de páprica doce

125 g de cebola picada

200 g de funghi secchi

500 ml de cerveja do estilo Sweet Stout

Sal a gosto

MODO DE PREPARO

Hidratar o funghi secchi na cerveja, deixando de molho por 30 minutos. Coar em um pano limpo e reservar o caldo. Lavar cuidadosamente, sob um fio de água, cada cogumelo para retirar qualquer resíduo de terra. Picar grosseiramente e reservar. Em uma frigideira, aquecer o azeite e a manteiga, refogar a cebola, acrescentar o funghi picado e a páprica, e adicionar o caldo previamente reservado. Cozinhar os cogumelos até reduzir o molho pela metade. Adicionar o creme de leite, misturar bem e reduzir até engrossar. Corrigir o sal se necessário. Enquanto isso, cozinhar o fettuccine em uma panela com aproximadamente 2 litros de água salgada até ficar al dente. Escorrer a massa e misturar ao molho.

Dica: Sweet Stout é uma vertente do estilo Stout, mas com características um pouco mais adocicadas.

Tempo de preparo: 90 minutos 

Rendimento: 8 porções

- SOBREMESA: AFFOGATO COM COFFEE PORTER OU KRIEK LAMBIC 

INGREDIENTES

2 bolas de sorvete de creme

300 ml de cerveja do estilo Coffee Porter ou Kriek Lambic

Cacau em pó ou cereja em caldas para decorar

MODO DE PREPARO

Servir, em uma bela taça, o sorvete e completar com a cerveja escolhida. Decorar com o cacau em pó, caso tenha escolhido a Coffee Porter, ou com a cereja, caso tenha escolhido a Kriek Lambic.

Dica 1: Kriek Lambic é uma cerveja do estilo Fruit Lambic feita com cerejas. Coffee Porter é uma cerveja derivada do estilo Porter com evidentes notas de café.

Dica 2: Caso ainda sobre cerveja na garrafa, adicionar ao affogato conforme ele for sendo degustado.

Tempo de preparo: 5 minutos

Rendimento: 1 porção

Ficaram empolgados? O livro Receitinhas para Você: cerveja, está disponível no site da Amazon: https://www.amazon.com.br/Receitinhas-Para-Você-Cerveja-Caropreso/dp/855040537X/ref=as_li_ss_tl?s=books&ie=UTF8&qid=1518004204&sr=1-3-fkmr0&keywords=receitinhas+para+voc~e&linkCode=sl1&tag=wwwsesispedit-20&linkId=89e02080c54c5624dfb3e590efe64a54


E Livraria da Travessa: https://www.travessa.com.br/receitinhas-para-voce-cerveja/artigo/9bb81149-259c-427a-8120-16dde2db79de

19 de janeiro de 2018

Que tal fazer cerveja em casa?

Que tal fazer cerveja em casa?

Cursos para você aprender a própria cerveja.

Olá queridos leitores, que tal começar 2018 sendo Técnico Cervejeiro Profissional?

A minha história começou em 2010, comprando algumas garrafas de cerveja artesanal em um supermercado local, único na época a ter esse tipo de cerveja. Me lembro bem que eram cervejas de trigo da Erdinger e Paulaner. A partir desse momento minha vida mudou, não sabia até então que havia outro tipo de cerveja além de Brahma, Skol e Antártica - mundo limitado esse meu na época. Quando você bebe cervejas com sabores e aromas, logo percebe-se que você vai querer mais e mais delas, e quer comprar mais diferentes, provar de diversos sabores, mais doce, mais amarga, mais ácida, mais maltada, com sabor de chocolate, café, frutas, etc, você tem um mundo de sensações a experimentar com cerveja e isso me fez ir atrás de me aprofundar no assunto.

Um amigo em 2011 falou na época que dava pra fazer cerveja em casa, aí o negócio pegou. Lá vai eu e meu esposo para Campinas fazer curso de cerveja na panela no Bar Brejas. E a partir daí só alegria, dedicação e estudo para um hobby que é fazer cerveja em casa. Fiz curso de Técnico Cervejeiro, Sommelier e farei o que mais aparecer pela frente, na verdade se tornou uma paixão na vida a gastronomia, e a cerveja está bem inserida nisso.

Mas então Anne pra eu fazer cerveja em casa tenho que fazer curso de Técnico Cervejeiro? HUmmmm, lógico que não, pode se fazer pequenos cursos de cerveja na panela que já lhe dá o como começar, vamos dizer que o Técnico é aprofundamento de conhecimento, mas também você tem instruções mais técnicas de pessoal que já está trabalhando na área a muito tempo.

No meu caso fiz Técnico Cervejeiro para aprofundar os conhecimentos, fazer uma boa cerveja em casa com mais técnica, mas existe sim um mercado crescente e quem quer escolher ser Cervejeiro como profissão é melhor ainda.

Com o curso de Técnico Cervejeiro você estará apto a:

✓ trabalhar nas mais diversas áreas de uma cervejaria;

✓ montar sua cervejaria desde o planejamento fabril até o comercial;

✓ gerenciar uma cervejaria em todos os aspectos cervejeiros;

✓ tomar decisões sobre o processo cervejeiro;

✓ elaborar receitas e saber escolher os ingredientes;

✓ optimizar os ingredientes a fim de reduzir custo;

✓ analisar processos visando o aumento de rendimento tanto na brassagem quanto envase;

✓ identificar, prevenir e remediar os off flavours na cerveja;

✓ adotar as melhores práticas de higienização;

✓ avaliar as cervejas e melhorar sua qualidade;

✓ avaliar o melhor método de Filtração, Envase, Carbonatação e Pasteurização;

✓ analisar seu fermento e decidir pela melhor forma de reutilizá-lo.

✓ armazenar o fermento corretamente;

✓ contar células de levedura.

E agora Anne? Quero fazer esse curso de Técnico Cervejeiro, onde faz? Vou ter que ir pra São Paulo? Não necessariamente meu caro futuro cervejeiro. Em Teresina estamos recebendo este curso, mas se o leitor está em outra cidade/estado segue também sugestões de locais e instituições que promovem o curso.





Fico aguardando vocês me chamarem para uma prosa e degustar uma boa cerveja artesanal, Santé!

14 de dezembro de 2017

Bière Brut: Cervejas Champanhe

Bière Brut: Cervejas Champanhe

Conheça as cervejas que passam pelo método champenoise

Em todas festas de final de ano, ou celebrações de casamento, ou formaturas sempre tem a presença dos famosos espumantes, que são bebidas de vinho que passam por 2 processos de fermentação, a primeira que transforma o açúcar proveniente da uva em álcool, e a segunda é quando o vinho adquire efervescência onde pode ocorrer em tanques de inox pressurizados, chamado de método charmat, ou pela refermentação na garrafa que pode ser o método champenoise. Já pensou em fazer sua festa de final de ano de uma forma diferente, com uma bebida que passou pelo método champenoise mas não é vinho?

Bem, estamos falando de cerveja. Sim, há cervejas que passam pelo mesmo processo que espumantes e champanhes passam. No Brasil isso é bem novo, uma vez que a poucos anos atrás o brasileiro começou a conhecer o universo das cervejas artesanais, e também não se tem tanta cervejaria artesanal brasileira produzindo esse tipo de bebida. Além disso esse método champenoise para cervejas é bem recente em todo mundo , diferente dos tradicionais espumantes que são da época de Dom Pérignon, 1600.

Como sempre os Belgas estão a frente desse tipo de cerveja, em especial com duas marcas: Malheur e Bosteels, a que produz a reluzente cerveja DeuS.

A história das cervejas Champenoise, ou Bière Brut, começa com a lendária DeuS, produzida pela cervejaria Bosteels - fundada em 1791, na cidade de Buggenhout, na Bélgica - que produz três das mais famosas cervejas do mundo: a Pauwel Kwak, a Tripel Karmeliet e a DeuS Brut des Flandres - a mais conhecida no seu estilo - que é uma cerveja que combina o estilo tradicional com técnicas de produção de vinhos espumantes. A DeuS é produzida na Bélgica e depois transferida para a França, onde passa pelo processo Champenoise, fazendo uma segunda fermentação na garrafa, passando meses em caves dos melhores espumantes franceses.

Na mesma concepção vêm as cervejas Malheur. A história cervejeira da família Malheur iniciou-se em 1839 e a cervejaria, que também fica em Buggenhout, foi construída em 1997, num prédio do século XVI onde funcionava outra cervejaria. De antigo, restou apenas o método tradicional de produção, mas agora executado em modernas instalações.

As cervejas Malheur são todas Ales (alta fermentação), vivas e refermentadas na garrafa onde os fermentos continuam vivos após o engarrafamento, possibilitando que seus sabores evoluam com o tempo. Além disso, são produzidas utilizando- se flores de lúpulo in natura.

Dos sete rótulos produzidos, os mais cobiçados e inusitados são do estilo Brut, produzidos pelo método original Champenoise, o mesmo utilizado para a produção de Champagne. Estas cervejas são feitas na cervejaria, na Bélgica, mas passam pela segunda fermentação e processo de remuage em Épernay, na França. No total, o processo leva de cinco a seis meses.

Foi o mestre-cervejeiro da Malheur, Luc Verhaeghe, quem desenvolveu em 2001 essa técnica a partir de várias visitas à região de Champagne, onde estudou os métodos de produção e, principalmente, de condicionamento de garrafas lá utilizados. Inicialmente, suas tentativas foram recebidas com ceticismo, mas, depois, receberam uma grande ajuda do Epernay Oenologique Institut, que forneceu o fermento e viabilizou a aquisição dos grandes pallets giratórios que completam trinta e seis movimentos em sete dias.

Segue algumas Bière Brut importadas encontradas no Brasil:

DEUS


Primeira cerveja produzida pelo método Champenoise do mundo, a DeuS Brut des Flandres é uma cerveja artesanal belga espumante, sofisticada e complexa. De produção limitada, começa a ser produzida na Bélgica, para depois ser finalizada na França. Apresenta notas frutadas, condimentadas e herbais, além de um suave dulçor que equilibra seu elevado teor alcoólico. Uma cerveja refrescante, delicada e marcante, perfeita para ocasiões especiais!

Alcool: 11,5%

MALHEUR DARK BRUT



A Malheur Dark Brut apresenta uma cor de mógno escuro, com uma espuma rica, densa e brilhante. Seu aroma é fresco com toques de frutas secas com uma leve torrefação (amêndoas, avelãs). Seu sabor apresenta um gosto de carvalho americano, devido seu período de descanso. É uma cerveja encorpada mas extremamente bem balanceada, não deixando transparecer sua graduação alcoólica elevada.

Álcool: 12%

MALHEUR BRUT



Produzida a partir da Malheur 10°, a Malheur Brut passa por fermentação na garrafa, utilizando-se o método original de champenoise (produção de champagne). O sabor é refinado e elegante. Cerveja bastante aromática, forte, porém com delicada ácidez e doçura.

Álcool: 11%

No Brasil algumas cervejarias como a Eisebahn, Wals, Morada Etílica e Freising desenvolveram algumas cervejas Bière Brut. Segue algumas:


EISENBAHN LUST E LUST PRESTIGE



A Eisebahn Lust matura por 3 meses e a Lust Prestige matura por 1 ano através do processo denominado Cuvée. Tornando essas Bière Brut um paladar mais seco e aromas amanteigado, de brioche e tabaco.

Álcool: 11,5%

WALS BRUT



Segundo a Wäls, a cerveja do estilo Biére Brut é elaborada através do tradicional método champenoise. Complexa e delicada, é produzida com leveduras de champagne. Coloração dourada e translúcida, aromas que remetem ao vinho branco e notas cítricas. Perlage fino e duradouro. Sofisticada e sedutora, passa nove meses em maturação na cave com temperatura e umidade controladas.

Álcool: 11%

MORADA DOUBLE VIENNA BRUT


A cerveja Double Vienna Brut é produzida pela Morada Etílica, uma cervejaria de curitiba conhecida por sua inventividade. A cerveja Double Vienna Brut é feita pelo método de champenoise, passando por um envelhecimento de 18 meses em garrafa. O mestre-cervejeiro da Morada Etílica explica o processo de produção:

"As garrafas são colocadas cabeça para baixo para decantar a levedura para o bico da garrafa. O processo de remuage dura normalmente duas semanas e as garrafas são viradas duas vezes por dia. Após o remuage, as garrafas são resfriadas e o bico é congelado em um banho de gelo com glicol a -20ºC e a tampa de metal retirada juntamente com a “rolha” de levedura. A garrafa é então fechada com a rolha de cortiça e é colocada a gaiola. Este processo é conhecido como “degorgement”. A finalização é feita na vinícola San Michele em Rodeio/SC"

Álcool: 11,5%

FREISING BRUT


Cerveja levemente turva, de coloração âmbar, espuma farta e fina perlagem, notas frutadas e de pão no aroma, e na boca notas de fruta, boa acidez, altíssima carbonatação, remete a um espumante.

Álcool: 10%

Agora já podemos escolher nossa Bière Brut para festas do fim de ano. Bebida refrescante e envolvente como os finos Champanhes. Santé!


Locais em que você pode encontrar em Teresina alguma Bière Brut:

  • Bierbrau Cervejas Especiais (Av. Homero Castelo Branco, 2420 - Ininga, Teresina - PI)


Lojas na Internet



05 de dezembro de 2017

Bruges: mais um paraíso na Bélgica cervejeira

Bruges: mais um paraíso na Bélgica cervejeira

Cervejas e Gastronomia em Bruges, Bélgica

Voltando aos dias inesquecíveis na linda Bélgica, basicamente meu último dia foi ir para a cidade de Bruges.

Bruges é encantadora, a 50 minutos de Bruxelas, os trens saem da Estação Midi, dá pra ir fazer um bate volta tranquilo, mas a vontade é de passar mais um dia em Bruges.

A cidade nos faz sentir em um conto de fadas, com um verde estupendo, as construções estilo medieval, as carruagens pelas ruas, os lagos, os canais, ela é tombada pelo Patrimônio Histórico da Unesco desde 2000, e em 2002 ganhou o título de Capital Européia da Cultura.

Mas então Bruges não me atraiu apenas pela sua beleza esplendorosa, mas também pela cerveja, e nessa cidade há uma única cervejaria que fica no centro da cidade, a Halve Maan ("Half Moon"), essa cervejaria é um negócio de família que já passa por 6 gerações desde 1856.

A cervejaria Halve Maan produz as cervejas Brugse Zot Blond, Dubbel e Bok, e Straffe Hendrik Tripel, Quadrupel e Heritage. Anexo à cervejaria há um restaurante onde podemos comer e degustar as cervejas, e uma loja para compra de cervejas e souvenirs.

A cervejaria realiza visitações diárias às 11 e 16h, no meu caso eu não precisei reservar, mas no horário de visitação eu estava lá então consegui uma vaga, o tour pode escolher em inglês, francês ou holandês e o valor é 9 euros por pessoa, a visita é guiada, e nos leva por salas onde aconteciam os processos de produção das cervejas. É um verdadeiro museu da cerveja.

 

O prédio da cervejaria é muito antigo, portanto, durante a visita é necessário subir muitas escadas, às vezes bem íngremes, vá preparado para isso. Conhecemos maquinários antigos, garrafas que eram usadas no passado, e algumas fotos nos dão uma ideia de como eram feitas as entregas, de porta em porta.

Ao final do passeio chegamos em um dos pontos mais alto de Bruges, com uma visão linda da cidade. Encerrada a visitação pudemos escolher uma cerveja on tap para degustação.

Seguindo o passeio do dia resolvemos ir a um bar que fica bem escondido, numa pequena rua que tem uma porta quase imperceptível, mas achamos. O De Garre mesmo escondido é lotado, possui uns dois andares, a carta de cerveja é enorme que você fica zonzo e indeciso.

No De Garre as cervejas são servidas nos seus copos originais, então aproveitamos para pedir as cervejas Kwak, cujo copo parece aqueles vidros de laboratório de química, e a La Corne, cujo copo é do formato de um chifre.

 

Saimos do De Garre, apreciamos o lindo campanário de Bruges com sua linda arquitetura, dá pra passar horas olhando a paisagem e se encantando mais ainda por aquela cidade, e além das cervejas a Bélgica é conhecida pelos seus chocolates artesanais divinos e que custam mais caros do que as cervejas, se imagine andando por uma rua que o cheiro de chocolate lhe guia para as melhores lojas. Como eu sempre falo, a Bélgica é uma experiência gastronômica incrível.

 

E para finalizarmos o nosso passeio de um dia em Bruges, fomos jantar em um restaurante que já tinha pego referências em vários sites, o restaurante Cambrinus, é um restaurante com mais 400 rótulos de cervejas artesanais com um menu de pratos deliciosos e que muitos levam cerveja na receita, os Belgas sabem usar muito bem a cerveja na culinária. E aí fomos pedindo alguns pratos e cervejas, você perde a hora, conversando com amigos, bebendo uma boa cerveja e comida magnifica.

 

E quando você começa a derramar cerveja na mesa é hora de ir embora, porque essas cervejas belgas são bem alcóolicas e passar o dia bebendo lhe deixa bem pra lá de Bagdá como dizem, além de não poder perder o último trem às 23:00 pra Bruxelas.

Saí de Bruges com a vontade de ficar mais outro dia, ainda tinha muito mais a ser explorado, mas voltarei à Bélgica novamente, é um local para ser apreciado mais dias e voltar mais vezes.


De Halve Maan

http://www.halvemaan.be/

Huisbrouwerij De Halve Maan Walplein 26 B - 8000 Bruges

Consulte os horários dos tours e funcionamento no site

De Garre

http://www.degarre.be/

De Garre 1  8000 Brugge

domingo a quinta: 12 à 0h

sexta: 12h à 1h

sábado: 11h à 1h

Cambrinus

http://www.cambrinus.eu/

Bierbrasserie Cambrinus

Philipstockstraat 19, 8000 Brugge

Dias de semana: 11h às 23h

Fins de semana: 11h atéééé tarde.


















27 de outubro de 2017

IPA nossa de cada dia

IPA nossa de cada dia

Uma história sobre o surgimento de um dos estilos mais consumidos no Brasil

Vamos falar hoje sobre um dos estilos mais consumidos pelos brasileiros que tomam cervejas artesanais, a famosa IPA.

IPA é a abreviação de India Pale Ale, o estilo que tem um pegada mais forte de lúpulo, ou seja mais amargor, do que outros estilos, e que possui variações diversas como a versão inglesa e a versão americana, mas também temos Black IPA, White IPA, Belgian IPA, Double IPA, Session IPA, e a mais recente NEIPA e Milkshake IPA.

Mas todas essas versões foram desenvolvidas da IPA que nasceu lá na Inglaterra, a origem dos termos Pale e India Pale datam de 1700, e esse tipo de cerveja nasceu com uma característica diferenciada das outras cervejas da época, a coloração mais escura causada pelo processo de malteação. A malteação consiste em proporcionar uma germinação parcial dos grãos, processo fundamental para a liberação e formação de algumas enzimas que atuam na conversão do amido em açúcares. Porém é necessário parar essa germinação a fim de que o broto não consuma todo o açúcar do grão de cevada ou outro cereal utilizado, e o método utilizado para parar essa germinação é a secagem do grão, mas naquela época não existia equipamentos que controlavam bem essa secagem, então os grãos ficavam uma coloração mais escura passando essa tonalidade para cerveja.

No final do século 18 já se tem o avanço da tecnologia da malteação fazendo que o processo fosse mais controlado e a cor dos grãos adquirisse uma tonalidade acobreada, o que para eles era comparado a uma cor pálida, ou na língua inglesa chamada "Pale". A partir de então as cervejas Pale Ale se tornaram as rainhas das cervejas para os ingleses.

No final de 1700, um cervejeiro muito famoso em Londres chamado Hodgson tinha fácil acesso ao transporte de mercadorias a partir da capital, ele era o responsável por fornecer cerveja para as colônias inglesas ao redor do mundo. Mas ninguém era mais sedento pelos prazeres das cervejarias inglesas do que as tropas inglesas que estavam no sub-continente da Índia. Então Hodgson viu que era um mercado a ser explorado, mas pensou: Como a cerveja vai sobreviver numa viagem até a África?

Hodgson usou 3 métodos na produção da cerveja a fim de que ela resistisse a uma viagem longa, como ele já sabia que o lúpulo era um conservante natural e que já era usado nas cervejas inglesas, ele aumentou a taxa de uso de lúpulo, em seguida preparou a cerveja com um teor de alcool mais exagerado, e finalizou com dry hop para adicionar mais propriedade conservante à cerveja, mas ele pensou que não prejudicaria no sabor pois o amargor iria abrandar com a longa viagem e ficar mais suave. As medidas utilizadas por ele não só fizeram com que a cerveja chegasse intacta como também os consumidores acharam que a cerveja melhorou.

Hodgson para diferenciar essa nova cerveja das Pale Ale produzidas na Inglaterra, pois as medidas eram bem diferentes do padrão, ele acrescentou à Pale Ale com o nome do destino, e assim nasceu a India Pale Ale.

Hoje a versão americana da IPA se destaca pelos lúpulos cítricos e frutados dando aspecto de refrescância e notas de frutas como maracujá, manga, abacaxi, enquanto sua versão original se caracteriza por lúpulos terrosos, e herbais.

No Brasil existe um evento focado para os amantes de IPA, é o IPA Day, que ocorre desde 2012 em Ribeirão Preto, esse ano a data será dia 11 de novembro no espaço de eventos Quintalinda, localizado na Rodovia Anhanguera Km 303, perto da saída de Ribeirão Preto. Esse ano serão 6.500 litros de pelo menos 35 rótulos diferentes, sem esquecer da novidade “IPAs Exclusivas”, uma meta planejada pelos organizadores com 20% das cervejas lançadas ou feitas especialmente para o evento. A venda de ingresso é pelo link: https://www.sympla.com.br/ipa-day-brasil-2017__120937.

Se você é apaixonado por amargor não fique de fora dessa festa ainda dá tempo.

IPA Day Brasil 2017

Data: 11/11/2017 (sábado)

Horário: 14h - 22h

Endereço: Quintalinda Espaço Para Eventos

Rodovia Anhanguera Km 303 – Sul - Ribeirão Preto Ribeirão Preto, SP

Ingresso: https://www.sympla.com.br/ipa-day-brasil-2017__120937

04 de outubro de 2017

Lagers: O Universo além das Pilseners

Lagers: O Universo além das Pilseners

Nem toda Lager é Pilsener

Nesses tempos de Teresina chegando na casa de 45º nada melhor do que uma cervejinha estupidamente gelada para amenizar o calor. Ops! Cerveja estupidamente gelada? SIm, algumas cervejas podem ser bebidas bem geladas porque elas não oferecem aromas e sabores para uma apreciação mais devagar, mais analítica, estamos falando de cervejas da categoria Lager.

Já vimos em artigo anterior o que é Lager e Ale, baixa e alta fermentação respectivamente. Mas o brasileiro em massa consome um estilo de cerveja  Lager, que são as famosas American Lager.

Dentro da categoria Lager temos algumas divisões de estilos de acordo com o guia do Brewer Association, que é uma entidade comercial que representa as microcervejarias norte-americanas desde 1978 e visa a promover o desenvolvimento do setor microcervejeiro como um todo, unindo produtores, representantes comerciais e consumidores. O Guia do B.A. é o orientador para o concurso do World Beer Cup, então de acordo com ele se categoriza as Lagers de origem Européia-Germânica, Lagers de origem Norte Americana e Lagers de outras origens:

As Lagers de origem Européia-Germânica são cervejas no qual obedecem a lei de pureza alemã no qual os ingredientes utilizados são apenas água, malte, lúpulo e leveduras. Algumas cervejas nesse estilo tem apenas o caráter mais maltado como as German Pilsner, Helles, outras com características de biscoito como as Märzen, tostadas como a Vienna e Bock, chocolate como a Dunkel, algumas cervejas têm aroma e sabor defumado como as Rauchbier, na maioria cervejas desse estilo tem médio amargor e média graduação alcoólica variando de 5% a 6%, temos apenas a Eisbock que devido ao seu processo pode chegar a 14% de álcool. Vamos aos estilos:

  • German-Style Pilsener

  • Bohemian-Style Pilsener

  • Münchner-Style Helles

  • Dortmunder/European-Style Export

  • Vienna-Style Lager

  • German-Style Märzen

  • German-Style Oktoberfest/Wiesn

  • Münchner-Style Dunkel

  • European-Style Dark Lager

  • German-Style Schwarzbier

  • German-Style Leichtbier

  • Bamberg-Style Helles Rauchbier

  • Bamberg-Style Märzen Rauchbier

  • Bamberg-Style Bock Rauchbier

  • German-Style Heller Bock/Maibock

  • Traditional German-Style Bock.

  • German-Style Doppelbock

  • German-Style Eisbock

  • Kellerbier or Zwickelbier Lager

   

As Lagers de origem Norte Americana são cervejas que utilizam adjuntos como arroz, milho, e outros grãos diferentes do malte, o que torna uma cerveja extremamente leve no sabor e quase imperceptível aroma como as conhecidas da população brasileira, as American Lager e American Pilsener, que também são cervejas bem carbonatadas que causa aquela sensação de agulhadas na língua, essas sim são as cervejas consumidas bem geladas, poucas cervejas dessa categoria tem um aroma e sabor mais maltado como a Amber e Märzen. Vamos ao estilos

  • American-Style Lager

  • American-Style Light Lager

  • American-Style Amber Light Lager

  • American-Style Pilsener

  • American-Style Ice Lager

  • American-Style Malt Liquor

  • American-Style Amber Lager

  • American-Style Märzen/Oktoberfest

  • American-Style Dark Lager

E por fim temos as Lagers de outros locais como as Baltic Porter, que é uma Porter produzida com leveduras de baixa fermentação, temos a Australasian, Latin American or Tropical-Style Light Lager e Internacional Pilsenser que utilizam cereais não maltados como arroz, milho e outros grãos, sem aromas de lúpulo, corpo baixo e com pouco sabor maltado.

Agora que você já sabe que não existe apenas Pilsener, ou American Lager, que tal se permitir a provar outras lagers, como uma Vienna, uma Märzen, há várias cervejarias brasileiras que produzem esses estilos de Lager, vale a pena adentrar o mundo da cerveja artesanal conhecendo outros estilos, com certeza é um caminho sem volta!

Cheers!

21 de setembro de 2017

Bélgica o santuário cervejeiro PARTE II

Bélgica o santuário cervejeiro PARTE II

Visita à cervejaria Het Anker

Saudades da Bélgica, do aroma de chocolate que emana pelas ruas, das paisagens exuberantemente lindas e das melhores cervejas do mundo na minha opinião. A criatividade das cervejas na Bélgica não tem limites e é isso que me inspira quando faço cerveja em casa.

Outra cervejaria que visitei quando fui à Bélgica foi a Het Anker, uma cervejaria localizada na cidade de Mechelen localizada na província da Antuérpia na região de Flandres, e lá a língua é um dialeto alemão, mas dá pra desenrolar no inglês.

Het Anker, famosa pelas suas cervejas complexas no estilo Dubbel, Trippel e Quadruppel, é uma das cervejarias mais antigas da Bélgica, começou no século XV, a partir de uma comunidade católica leiga de caráter semimonástico que possuia um hospital onde se produzia cerveja.

Em 1471, Carlos - Duque de Borgonha, o Audaz, decidiu que “as beguines - mulheres que optavam por devotar sua vida a orações e ajuda aos enfermos, mas sem assumir os votos típicos das freiras - e os oficiais” ficariam isentas de quaisquer taxas e impostos sobre a cerveja fabricada para o hospital.

Em 1872, a família Van Breedam comprou a cervejaria e construiu uma cervejaria moderna com uma caldeira. O amor por esta profissão e o fascínio da família Van Breedam no apogeu de Mechelen durante o reinado dos Duques de Borgonha, são as bases do retorno às tradições e a cervejaria de cervejas especiais.

Em 1990, Charles Leclef, quinta geração da família Van Breedam assumiu a cervejaria e modernizou os equipamentos de preparo.

Mas a cervejaria investiu em outro nicho, de hotelaria, em 1990, a Het Anker inaugurou um hotel de três estrelas na cervejaria. Este é um conceito único na Bélgica. A brasserie reformulada abriu no final de 2010 e foram retomadas as visitas guiadas à cervejaria.

Mas se você pensa que a cervejaria parou por aí, você está enganado, também em 2010, a quinta familiar do século XVII em Blaasveld foi transformada numa destilaria de uísque. A produção do Gouden Carolus Single Malt começou nesse mesmo ano. O uísque foi lançado três anos mais tarde, em 2013, e já venceu vários prémios internacionais!

A Cerveja e uísque são produzidos a partir de grãos. Charles acredita em um bom uísque single malt destilado do mosto de Gouden Carolus Tripel. Esta cerveja é produzida com os melhores maltes claros e tem um caráter muito especial. Atualmente o espírito da Gouden Carolus Single Malt é destilado para maturar em um uísque com um sabor puro e balanceado e toques amadeirados e frutados diferentes.

As cervejas Carolus são complexas e bem alcoólicas, mas equilibradas, é uma cerveja para se apreciar devagar e sentindo todas sua complexidade de aroma e sabor.

Se der uma passada na Bélgica não deixe de fazer a visitação na cervejaria, as visitas são realizadas de terça a domingo nos horários de 11hrs e 13hrs, no final tem degustação de 2 cervejas, o valor por pessoa é de 8 euros. Quando descer da sala de degustação visite o restaurante e peça uma bela tábua de frios com queijos feitos com a própria cerveja, e lógico não deixe de provar as outras cervejas que estão On Tap. Ah e não esqueça de também de fazer umas comprinhas na loja da fábrica e aproveite para levar o uísque e cervejas que você vai encontrar só lá como cervejas com infusão de uísque.

De Bruxelas à Mechelen de trem leva 30 minutos bem pertinho não deixe de visitar uma das melhores cervejarias da Bélgica.

Endereço:

Guido Gezellelaan 49

B-2800 Mechelen

Belgium (Bélgica)

10 de setembro de 2017

A Bruxaria das Mestre-cervejeras na era medieval

A Bruxaria das Mestre-cervejeras na era medieval

O que está por trás da caça às bruxas no tempo da Inquisição.

Olá pessoal, em outro artigo dessa coluna já falei sobre o papel da mulher no início da produção da cerveja, que era a mulher quem produzia a cerveja uma vez que este papel era atribuído à mulher, produzir bebidas e comidas, enquanto os homens iam à caça.

Mas como tempos depois o reinado da mulher na produção de cerveja foi substituído pela força do capitalismo masculino?.

A imagem de uma feiticeira empunhando vassoura com um chapéu alto, gato preto e um caldeirão borbulhante que transbordava uma poção tem sido sinônimo de bruxas para o século passado e, provavelmente, até os dias atuais. A verdade da mulher nesta história nos leva a um caminho muito diferente.

Durante os séculos XV e XVI, a Inquisição espanhola estava em pleno oscilação. Decretado com o objetivo de parar o judaísmo que estava acontecendo, bem como expulsar os judeus da Espanha, o rei Ferdinan II e a rainha Isabella iniciaram uma das Inquisições mais mortíferas da história. Era uma era sombria para o mundo, especialmente para mulheres e a fabricação de cerveja. Até esta época, a fabricação de cerveja era uma ciência doméstica reservada para a esposa, a mulher ou a mãe. Era um negócio passado através da história por boca-a-boca ou escrita matrilineramente sem muita consideração da persuasão masculina que é, até o século 15/16.

"A produção de cerveja de forma comercial foi muito difundido, especialmente no campo". Judith Bennett escreveu em seu livro Ale, Beer e Brewsters na Inglaterra.  "Em Brigstock antes da praga, mais de 300 mulheres - cerca de um terço das mulheres que viviam no campo, fabricavam cerveja para vender. Em Alrewas (Staffordshire) durante as décadas de 1330 e 1340, entre 52 e 76 cervejeiros vendiam cervejas por ano (em uma aldeia com cerca de 120 famílias). Em Wakefield (Yorkshire) entre 1348 e 1350, 185 mulheres - representando quase um terço de todas as mulheres - produziam cervejas para vender".

Mas com essa história toda como uma mulher que produzia cerveja, Brewster, era ligada à imagem de uma bruxa?

Vamos então começar pelo chapéu utilizado pelas mulheres, que era alto e preto, se destacava na multidão e era de fácil reconhecimento, era considerado uma jogada de marketing, digamos assim, para as mulheres que vendiam cerveja nas ruas. Então se você visse uma mulher com um chapéu alto e escuro sabia com quem podia comprar cerveja. Para promover as vendas as mestre-cervejeiras colocavam uma vassoura, que era símbolo do comércio doméstico, na porta de casa ou da taverna que indicava cerveja pronta e disponível para venda. Outro símbolo era um talismã parecido com a Estrela de Davi cuja utilização era para informar a pureza da cerveja uma vez que a preocupação com as pragas era constante. Os pontos da estrela significavam os seis ingredientes para fabricação de cerveja: lúpulo, grãos, malte, água, levedura e a mestre-cervejeira. E o famoso gato preto era pra afastar os vermes que comiam a cevada maltada.


Vendo que o comércio de cerveja se popularizou e a forte ligação da estrela com o judaísmo, a igreja viu a produção de cerveja com um comércio a ser explorado e que renderia poder e dinheiro. E assim começou a jornada do homem na dominação da produção de cerveja.

Com essa nova visão a Igreja por muito tempo começou a persuadir à sociedade da época que as mulheres estavam inclinadas à feitiçaria maligna e adoração ao diabo.

Depois que a Igreja e os homens entraram no comércio de cerveja, passaram a controlar tudo: receitas, lucros e até quem podia fazer cerveja. Uma pesquisadora chamada Hellen Ellerbe no seu livro Dark Side of Christian History, destaca que um dos resultados da Inquisição foi a remoção em massa da mulher em grandes negócios comerciais, passando assim ao domínio do homem e da Igreja. E foi nesse momento que as mestre-cervejeiras, Brewsters, desapareceram ou melhor foram morrendo porque as mulheres acusadas de feitiçaria raramente escapava e assim foram perdendo o reinado. Curiosamente poucos homens foram julgados ou suspeitos de bruxaria.

Eu sou uma bruxa das panelas cervejeiras e vc?


02 de setembro de 2017

Oktoberfest sem cerveja

Oktoberfest sem cerveja

O lado da Oktoberfest que você não conhece.

Todo mundo sabe que Oktoberfest é a maior festa de cerveja do mundo. Errado!

A origem da Oktoberfest é de 12 de outubro de 1810, quando o príncipe herdeiro da Baviera, Luís, se tornou rei Luís I e casou-se com a princesa Teresa da Saxônia-Hildburghausen. Todos os cidadãos de Munique foram convidados para participar da festa nos campos em frente a porta da cidade para comemorar o feliz evento real. Com muitas atrações como, competições de tiro, feira de comidas típicas, festival de música e até uma corrida de cavalos, o evento foi um sucesso que mobilizou toda a população de Munique na época e acabou dando origem a Oktoberfest. A partir de então, todos os anos a festa era organizada com as mesmas atrações e passou a ficar cada vez mais conhecida. A partir de 1819, a população de Munique assumiu a responsabilidade da organização da festa, fazendo com que se tornasse um evento anual. Sucessivamente a duração da Oktoberfest foi aumentada e a data de início foi antecipada para usufruir os dias mais longos e mais quentes de setembro. Esse ano de 2017 a festa começa dia 16/09 e vai até dia 03/10.


Mas, e cadê a cerveja??? Somente a partir de 1918 que foi liberado o consumo de cerveja para o festival. E desde então são servidos muito e muito litros de cerveja na festa. Em 1950 foi introduzida a tradicional cerimônia de abertura do festival, “O 'zapft is”, e só a partir dessa cerimônia de abertura que as pessoas estão liberadas a beber.

A cerveja da Oktoberfest, em Munique, é servida por apenas 6 cervejarias da própria cidade de Munique, e é do tipo Märzen, uma cerveja de baixa fermentação e que pode chegar até 6% de álcool. O tipo da cerveja vem da tradição de se fabricar a cerveja no mês de março para o consumo dela no verão, ou seja, setembro e outubro, é uma cerveja com caráter mais amargo do que as tradicionais uma vez que o lúpulo, o ingrediente que dá o amargor, ser um conservante natural. As 6 cervejarias autorizadas a servir as cervejas para o evento são: Augustiner-Bräu, Hacker-Pscorr-Bräu, Löwenbräu, Paulaner-Bräu, Spatenbräu e Staatliches Hofbräu-München.

E no Brasil, a festa foi introduzida no Sul do país, região com grande quantidade de imigrantes e descendentes alemães, em 1984 em Blumenau, Santa Catarina. O evento atraiu milhares de pessoas e a cidade se tornou referência para o evento no país. Embora a cerveja seja carro chefe do evento, mas a Oktoberfest de Blumenau também é folclore e tradição. São 19 dias de festa, nos quais os blumenauenses mostram toda a sua riqueza cultural, pela música, dança e gastronomia típica, que preservam os costumes dos antepassados vindos da Alemanha. A cultura germânica está totalmente presente na festa através dos serviços oferecidos, de sociedades esportivas, recreativas e culturais, dos clubes de caça e tiro e dos grupos de danças folclóricas.

Embora Oktoberfest em Blumenau seja a maior e mais tradicional no Brasil, outras cidades também já fazem suas versões da festa. Segue então algumas cidades e datas para você curtir essa linda festa tradicional:

ALEMANHA

Munique

16/09/17 à 03/1017


BRASIL

Blumenau - SC

04/10/17 a 21/10/17


São Paulo - SP

29/09/17 a 08/10/17


Santa Cruz do Sul - RS

04/10/17 a 15/10/17


Fortaleza - CE

23/09/17



24 de agosto de 2017

A cerveja no seu copo ideal

A cerveja no seu copo ideal

Aprenda a degustar uma boa cerveja artesanal no copo certo

Na minha viagem a Bélgica, além de beber muito claro, também observei algo que algumas pessoas podem dizer que é frescura de BIERCHATO, cada cerveja é servida no copo certo do estilo e da própria cervejaria, e eles são extremamente puristas com isso. Às vezes você pensa, Ah! Mas eu não vou ficar comprando vários copos. Realmente você não precisa comprar todos os copos da face da terra, mas existe copo coringa que dá para servir vários estilos.

Ma o leitor deve estar se perguntando: Por que eu simplesmente não bebo a cerveja artesanal em qualquer copo?

Bem, o copo de vidro é utilizado para perceber melhor a cerveja, análise do aroma, cor e sabor, e o vidro é um elemento que não vai influenciar nas mudanças do paladar. Mas também não podemos pegar um copo americano e beber uma cerveja Dubbel, pois no copo americano você não vai perceber o aroma da cerveja como se ela fosse servida num cálice.

Cada copo tem seu propósito e influencia na sua degustação. Por exemplo há copos como o cálice que possui hastes para que você não troque calor com a cerveja e atrapalhe na mudança de sabor da cerveja. É a mesma coisa se comparado ao sushi, no qual a tradição japonesa é ter apenas homens fazendo sushi pois as mãos das mulheres no período fértil são mais quentes e podem influenciar na qualidade e sabor do alimento.

Mas também não é só a influência do copo para o estilo de cerveja, imagina tomando uma cerveja produzida pelo método champenoise em um copo de buteco. A cerveja tem que ser bem tratada assim como um bom vinho.

Há algumas regrinhas simples como o uso de copos e taças com bordas e bocas mais largas que liberam melhor os aromas e favorecem cervejas aromáticas, cujos aromas estarão presentes desde o momento em que a cerveja foi servida até seu último gole, e uso de taças que possuem bordas e bocas mais estreitas, com formas abauladas, para reter os aromas de maneira mais efetiva, guardando dentro do próprio copo, o que facilita percebê-los, além do seu formato dar suporte para a formação de espuma, que por si só já é um excelente retentor de aromas.

Então vamos lá para alguns tipos de copo!

Cálice

Cálices são um dos tipos maiores e mais extravagantes copos de vidro que os bebedores de cerveja se deparam. Ao contrário dos copos Pint que possuem uma quantidade específica de líquido, os cálices podem ser encontrados em uma variedade de tamanhos. Podem ser descritos como tendo uma haste longa e grossa, geralmente têm paredes de vidro mais espessas e podem ser mais pesados. Você pode achar alguns cálices com uma borda de ouro ou prata. Isso é meramente decorativo e não serve de propósito real em termos de melhorar a qualidade da cerveja.

Os cálices são ótimas escolhas para cervejas encorpadas e maltadas, como cervejas belgas e alemães tipo Bock. Este tipo de vidro tem uma ampla abertura que ajuda na percepção maior dos aromas da cerveja, assim como auxilia na manutenção da espuma.

Weizen

Os copos Weizen geralmente são confundidos com copos pilsner, devido à sua forma e tamanho semelhantes. A principal diferença entre esses dois estilos é que os copos Weizen têm maior curvatura no topo do copo.Começando com uma base forte e estreita, o vidro tem uma curva distinta para ele no corpo do copo. Outra característica importante, os copos Weizen são projetados e utilizados principalmente para cervejas de trigo (Weizenbier) que são mais carbonatadas e tem uma maior formação de espuma. A borda curva no topo do vidro ajuda a prender e reter uma espuma grossa, permitindo que você aprecie o aroma e o sabor completo que acompanham as cervejas de trigo.

Pilsner ou Pilsen

Este tipo de copo de cerveja é alto e fino com pouca ou nenhuma curvatura. O copo pilsner foi projetado e usado principalmente para cervejas mais leves, como pilsen, é claro.Normalmente, há uma variedade de tamanhos de copos pilsner, mas, na sua maioria, todos possuem menos capacidade de cerveja do que um copo Pint. O design fino permite que os bebedores apreciem as cores e as bolhas de carbonatação dentro da cerveja. O topo ligeiramente mais amplo do vidro também ajuda a reter a espuma da sua cerveja e trás o seu verdadeiro perfil de sabor e aromas. Este tipo de copo de cerveja é incrivelmente popular entre os americanos e os europeus. Eles aumentam a sua capacidade de apreciar o verdadeiro sabor da sua cerveja.

Pint

Da esquerda para direita, pint inglês e pint americano
Embora existam vários tipos de copos Pint, o copo de cerveja americano é provavelmente o copo de cerveja mais comum, pelo menos nos Estados Unidos. Este é o copo que você provavelmente será servido em um bar ou restaurante. O American Pint Glass, às vezes chamado de copo Shaker, tem uma forma cilíndrica simples e um pouco magra que se alarga até o topo. Este tipo de copo Pint normalmente possui 473 ml. E é comum de usar com a maioria dos tipos de cervejas, incluindo lagers e ales, bem como outros estilos, como IPA, stouts e porter.O copo Pint inglês, também conhecido como um copo Imperial ou Nonic, é semelhante ao Pint Americano, mas tem um leve curvatura perto do topo para um melhor encaixe das mãos, evitando que o copo escorregue com facilidade. A cerveja inglesa também contém 568 ml. E geralmente é preferido para beber cervejas ale e lagers inglesas.Este tipo de copo é barato para fabricar, barato para comprar e fácil de beber. Os bares adoram armazenar o copo de cerveja porque são fáceis de limpar e simples de empilhar.

Mug

A caneca de cerveja é robusta, fácil de usar e dá pra colocar muita cerveja. Comum na Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, este tipo de copo de cerveja vem em todos os tamanhos.A principal característica da caneca de cerveja é a sua forma cilíndrica ampla com uma alça no lado. As paredes de vidro grossas ajudam a preservar a temperatura para manter a cerveja gelada, enquanto a alça ajuda a impedir que suas mãos aqueçam inadvertidamente sua cerveja. Às vezes, canecas de cerveja terão covinhas em todo o vidro. Enquanto a maioria acredita que isso é meramente para fins decorativos, outros argumentam que as covinhas ajudam um bebedor a apreciar a cor geral e a clareza de sua cerveja. Não importa o que você acredita, não há como negar a popularidade deste copo de cerveja. Eles são fáceis de usar, fortes o suficiente para brinde seus amigos de uma maneira calorosa, e tem muita cerveja!

Perfeita para Munich Helles, English Porter ou Oktoberfest.

Snifter

Este tipo de copo de cerveja é um pouco raro de encontrar. No entanto, não permita que isso o impeça de experimentar. Você já já ouviu falar sobre o copo Snifter, pois geralmente é usado para degustar conhaque, mas muitas pessoas não percebem que também é excelente em enriquecer os aromas da cerveja. A forma única do vidro permite que você rode sua cerveja, liberando o aroma completo da sua bebida.

Este tipo de copo é pequeno com uma haste fina e não precisa enchê-lo de cerveja, uma vez que tem que ter espaço para girar a cerveja na taça. Este tipo de copo de cerveja é tipicamente usado para cervejas mais fortes, como Double ou Imperial IPA, IPAs belgas, Barleywine e Russian Imperial Stout e é um favorito entre os entusiastas da cerveja.

Tulipa

E por último ficou o copo coringa, muito utilizados em bares e restaurantes, e no qual você pode apreciar diversos estilos de cervejas. Seu corpo arredondado se assemelha ao do Snifter, o que o torna ideal para retenção dos aromas, porém sua borda se estende para fora, formando um encaixe mais confortável para a boca. Copo bem usado para os estilos Saison, Bière de Garde e Belgian Stron Ale.


Agora escolha sua cerveja e aprecie com moderação! Cheers!

19 de agosto de 2017

Cerveja Lambic: do céu ao inferno!

Cerveja Lambic: do céu ao inferno!

Conheça mais sobre esse estilo único

Aproveitando a nossa visita à cervejaria Cantillon, referência em cerveja da família Lambic, vamos explicar um pouco mais sobre essa família de cervejas, porque eu acho que alguns leitores devem estar se perguntando: "Mas o que será essa Lambic?"

Bem, no mundo das cervejas especiais, existem 3 famílias de cerveja: Ale, Lager e Lambic. Cervejas Ale são cervejas que no processo fermentação as leveduras trabalham na superfície, o que chamamos de top-fermenting ou de alta fermentação, e em temperaturas que variam de 16º - 26ºC, a levedura atuante é da família Saccharomyces cervisiae.

Cervejas Lager são cervejas que no processo de fermentação as leveduras trabalham na parte inferior do fermentador, o que chamamos de bottom-fermenting ou baixa fermentação, além disso as leveduras trabalham na faixa de temperatura de 9º - 14ºC, a levedura atuante é da família Saccharomyces pastorianus.


Cervejas Lambic são cervejas de fermentação aberta, ou seja, que passam por fermentação espontânea a partir dos microorganismos, leveduras e bactérias, presentes no ambiente, o que chamamos de leveduras e bactérias selvagens. As leveduras entram em contato com a cerveja quando ela é transferida para tanques abertos, conhecidos como "barcos". As leveduras mais presentes nessas cervejas são a Brettanomyces bruxelensis e a Brettanomyces lambicus, são leveduras que trabalham muito lentamente por isso a produção dessas cervejas levam em torno de 1 a 3 anos para ficarem prontas.

A cerveja Lambic, teoricamente, só pode usar este nome se for produzida em Lambeek e Pajottenland, ambas ficam situadas no sudoeste da Bélgica, assim como no caso da Champanhe, onde apenas o espumante feito na região de Champagne pode receber este nome. Lambeek supostamente é a detentora da origem do nome do estilo e caso a cerveja não seja produzida em uma das regiões citadas elas deverão ser denominadas “Cervejas tipo Lambic Belga”.

As características que definem as Lambics como únicas são a acidez, levemente azeda, algumas apresentam o aroma frutado e final seco, muitas versões dessa cerveja lembram champanhe. A cerveja quase não possui amargor devido a ser utilizados lúpulos de 3 anos de colheita, nesses lúpulos por causa do tempo decorrido há deterioração das propriedades de aroma e amargor, mas são utilizados os lúpulos para conservação natural.

Após o final da fermentação a Lambic é armazenada em barris de madeira para maturação de no mínimo 1 ano. A família da Lambic possui subdivisões:

  • Fruit lambics (que, como diz o nome, têm adição de frutas durante a maturação da cerveja);

  • Gueuzes, resultantes da mistura de Lambics de diferentes safras ou barris (gerando fermentação secundária), bem mais carbonatadas.

  • Faro, que recebe adição de açúcar e, ocasionalmente, de cascas de laranja e condimentos.

Quem nunca experimentou uma Lambic, e a primeira vez que for experimentar pode ser uma experiência catastrófica, você pode dizer: "Que cerveja horrível!", e ficar aterrorizado e nunca mais querer provar uma cerveja do tipo, mas há uma maneira mais “leve” de se iniciar no mundo das Lambics é começar com as variedades que levam frutas em sua composição. Um exemplo é a Boon Kriek, cuja qual é adicionada uma variedade de cereja (a kriek), que acaba sendo usada na fermentação da cerveja. A produção da Boon apresenta aroma destacado de cerejas, adocicado, com notas acéticas mais “cobertas” e um interessante toque de madeira. O acético também é atenuado no sabor, com a cereja e a doçura predominando.



Em termos gerais, uma boa Ale pode ser feita em três semanas; uma excelente Lager, em três meses e uma ótima Lambic, em três verões”,dizia o famoso Beer Hunter Michael Jackson(1942 - 2007).





Enquete

Um jovem morreu ao sofrer descarga elétrica colocando celular para carregar. Quais cuidados você toma em relação a isso?

ver resultado