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Garrincha

A profissão de técnico de futebol é uma das mais difíceis do mundo

Confira o texto publicado na coluna Prego na Chuteira no Jornal O Dia.

08/10/2019 08:16h

Outubro e nada... 

Meus amigos, entramos em outubro e nada de positivo no desporto profissional de nossa terra. Ninguém vê nada se mexendo no setor bolístico e profissional no jogo de bola, no futebol alegria do povo. Os jornais trazem notícias do futebol brasileiro e até do estrangeiro, mas do esporte nosso de cada “dia” neste “meio norte”, “diário” ou semanal, nadisca de nada. O filha de dona Raimunda aqui, fica numa situação difícil porque tem que bater o prego na chuteira senão vai furar os pés dos leitores e leitoras do jornal de maior circulação, diário, deste meio norte. E assim, a bola rola, o Garrincha não enrola e doce bom é mariola. Mas estamos começando o mês outubriano e só faltam três para terminar o ano. E como estamos no quesito competição estadual deste ano, como vão os nossos times de tradição, River, Flamengo e Pìauí, aqueles que arrastavam multidões e enchiam os nossos estádios, o municipal e o estadual? Tudo isto antes de inventarem o telefone celular, esse aparelho que veio só para o pessoal engordar. “Como eram bom aos domingos/ bandeira puro setim/ e nos comentários/ tinham os biliguindins...” uma referência do poeta ao nosso Magro de Aço que no microfone da Rádio Pioneira dizia: “Esssssscuta Dídimo! ”E na cabine  vizinha, Moraes Filho, Odilio, Fernando Mendes e até este escriba mandava pérolas ao ar pela Rádio Difusora de Teresina. Ah gentes boas, o tempo passa, como dizia o narrador mas era um tempo de paz e amor e se disputava: qual o time que tinha mais torcedor? O Carlos Said dizia que era o River e o Rodrigues Filho dizia que era o Mengo e o Aluísio de Castro falava que era o Piauí e ainda tinha gente que achava o futebol um “Auto Esporte” e bastante “Comercial” mas nada “Artístico porque o João usava camisa e o Zé “Palitó” e quando faltava dinheiro iam empenhar o relógio no “Belchior”. Ah amigos, futebol é coisa séria, diz o filósofo da “cacimba veia”, William Bogea, o “Vei” balançando-se na rede que comprou em Tianguá na última vez que andou por lá, no Ceará. E nada de jogo em Albertão ou Lindolfinho para a bola correr e ter transmis-sões esportivas de nossas rádios Clube, Pioneira, Difusora e Tropical que os narradores já estão de línguas emboladas e “oiças” tapadas e é preciso o Magro de Aço dizer: “esssssssscuuutaa Didiiiiimo! Estamos em outubro e nadisca de nada ... como dizia Guilherme Bucho de Panelada. 

Piauí x Flamengo 

Era o clássico Piaui x Flamengo no Albertão lotado. Cacá deitado, tentando gol em Hidemburgo ,do Flamengo. “Como era bom aos domingos...” 1977?

Perdeu, caiu ... 

Rapaz, esta profissão de técnico de futebol profissional é uma das mais difíceis do mundo. Vejam agora o caso do Rogério Ceni no Cruzeiro, de Belo Horizonte,que para ele não está nada de belo. Foi defenestrado do time, deram as contas dele. Não é mais do Cruzeiro e nem do dólar. Não havia nem completado dois meses. 44 dias e noites. Rogério sai de “Ceni” do Cruzeiro, aquele do Sul. Como o que segura o técnico é vitória, Rogério tinha vencido duas, empatado duas e perdido  o dobro.Rogério tem proposta   do futebol americano. Não deu sorte com Cruzeiro, vai tentar o dólar.

Fortaleza chamou 

Mal o Rogério caiu do Cruzeiro, o Fortaleza o aparou. E o chamou para comer peixada no Mucuripe e ver as belas morenas na Praia de Iracema. Já conhecendo o trabalho do mineiro, o tricolor de aço cearense pegou de volta o técnico e lhe deu a chave da concentração. E feliz o filho que a casa paterna retorna e ele vem cheio de moral, com aquela gratidão ao grêmio cearense que o apoiou no momento em que foi preterido em sua própria terra. E a vida é mesmo assim, amor só de mãe e bola prá frente para não fazer gol contra. Rogério deu ao Fortalezão título de campeão da segunda divisão do futebol brasileiro. Depois foi Campeão no Estado e da Copa do Nordeste. Foi por isto que o “tricolor de aço” o chamou de novo. O bom filho a casa retorna.


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