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Garrincha

Eu fui o único que falou do futebol nosso de cada dia

Os outros coleguinhas escribas não deram uma única notinha só. Nem do-ré-mi nem fa-la-sol sobre nosso pobre futebol.

16/03/2019 06:20h

O único

Meus amigos, eu quero  me congratular comigo mesmo por um feito bem feito. Dos escrevedores em jornal da capital, Teresina, Piauí, eu fui o único que falou do futebol nosso de cada dia, ontem nos diários, o rame-rame, como falava o saudoso coronel Miranda. Os outros coleguinhas escribas não deram uma única notinha só. Nem do-ré-mi nem fa-la-sol sobre nosso pobre futebol. Eu fiz o “dever de casa” e isto me deixa contente e feliz, porque diz o filósofo da Cacimba Velha, William Bogea: “Meus amigos, futebol é coisa séria”. Eu sei que o tempo está escasso nesta atividade esportiva e laboral, mas eu quero ser um dos últimos a moer cana, já que não posso ser o último dos moicanos. E assim sendo, reverendo, a bola rola e este escriba não enrola, e a melhor merenda do mundo é comer um pastel de Maria Divina com Coca-cola. Ora, direis, o que é que tem o fundo com as calças e responderei: o sentar. O jeito de sentar ou de caminhar, diz em qual time você vai jogar. Agora, mais do que nunca os teresinenses estão precisando de movimentação esportiva, entrar naquela de “mexa-se!”. A nossa mocidade hoje está entregue ao celular. É uma coisa impressionante. Vai desde a infância porque o pivete já nasce com os olhos procurando a telinha do aparelho.Já vi fotos de mãe sofrendo as cores do parto e segurando o telefone mostrando sua paridagem. Assim  sendo, reverendo, temos que reconhecer o papel importante, hoje, desta coisa fundamental nas nossas vidas, sua majestade, o telefone celular. E no esporte, principalmente no futebol, a sua eficácia é indiscutível. Tomou até função do massagista de time   que era a de dar o recado ao jogador dentro do campo. Agora, o atleta pode até atuar “plungado” e ficar só recebendo as mensagens porque estamos no auge da comunicação e quem “não se comunica se trumbica” dizia o saudoso Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Na mais pobre pelada, o aparho  que escuta e fala que está presente, seja num modelo “peba” ou num dum destes que parecem um livro. E assim, o telefone celular tomou até o lugar do massagista que transmitia a mensagem do técnico ao jogador dentro  e campo. É a tecnologia chegando ao esporte mais intensamente  ao futebol esta atividade esportiva que gira em torno de uma bola que é redonda como a terra que também gira. E o mundo, vasto mundo, roda porque até a pomba gira...

Um senhor treinador

O doutor Roberto Veloso, ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, era o treinador deste time aí da dona Carmem Frazão, da Stela Turismo. Esta foto aí foi no Clube dos Economiários. Foram campeões. Eram felizes e não sabiam...

No Almeidão

E já neste sábado, nosso belo representante nesta Copa do Nordeste, a Sociedade Esportiva de Altos, de João de Paiva, vai atuar contra o Toca Fogo da Paraíba, lá na terra dele. Vai ser uma parada dura para o clube da prefeita, porque os cabras lá não alisam os piauienses como nós alisamos os paraibanos aqui. E o nosso representante único em ação, por hora, no cenário brasileiro, é este time de Altos. Os da capital, vou te contar... E como não tem tu vai tu mesmo, temos que vestir a camisa do clube altino. Homem, mulher ou menino. O jogo é fora do Piauí. E vamos ficar  torcendo daqui.

“Emponderadas”

As atividades esportivas na área feminina de nossa Teresina precisam se movimentar. A prática frequente do esporte é muito  importa nesta época em que a alimentação é muito doce e o engorduramento é uma consequência natural. A falta de uma atividade física promove uma mudança química ou fisionômica porque a pessoa fica com cara de lesada e chama até atenção dos vigaristas, os aplicadores de golpe 171. É preciso ficar ligado ou ligada, porque estamos no tempo da “enrolada”. Todo cuidado é pouco e em casa de ”cabôco”, um é pouco, dois é bom e três é demais... Meninas, mexam-se ...

Futsal

Estou sentindo falta da movimentação esportiva desta atividade de bola que é o futebol de salão. Não vejo mais aqueles jovens interessados nesta prática tão salutar que só perde para “namorar”. Sim, porque depois do “jogar” só tem o namorar mesmo. Você pode até argumentar que tem o telefone celular mas aquele aparelho é um meio sem fio e não um fim. Seja na Cacimba Velha ou na Avenida Frei Serafim. Eu digo isto por mim. Sim, mas a nossa mocidade e até a maioridade precisam muito de esporte de quadra, uma área de certa forma precária. O esporte de quadra desta capital anda sumido e isto é muito ruim.


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