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Garrincha

Nelson Rodrigues e sua obra “A Pátria de Chuteiras”

Confira o texto publicado na coluna Prego na Chuteira no Jornal O Dia.

20/09/2019 10:50h

A Pátria de Chuteiras 

Recomendo aos amantes do jogo de bola argentina a leitura de um livrinho de 134 páginas, “A Pátria de Chuteiras”, do inesquecível Nelson Rodrigues, um pernambucano que se cariocou e foi um dos maiores nomes nas letras e artes dramáticas. Nelson nasceu no Recife e 1912 e faleceu na Guanabara em 1980. Deixou um cabedal paidegua de coisas da vida do Rio de Janeiro, fevereiro e março. Escritor pai dégua, botou nos livros a vida da boêmia do Rio de Janeiro, fevereiro e março. Num volume bem magrinho de centro e trinta página, ele conta as peripécias de um esporte assumido como seu por uma pátria chamada Brasil. E nele você viaja no tempo e no espaço e concorda plenamente com o autor quando ele diz, aliás,escreve: “Amigos, há um momento na vida dos povos, em que o país tem de ser anunciado, promovido e profetizado. "Sim, amigos, e agora, estamos em que momento? Num momento bolsonarista ou a perder de vista? Eu sei que o nosso esporte de chuteiras localizado neste nosso Estado atravessa uma fase mais delicada do que o Lulu Maravilha na passarela do Verdão. E que eu tenho que escrever todo dia para “O Dia” esta coluna que é diária. E na atual conjuntura quando falta o mel, a gente vai para rapadura que é feita de cana. E assim, a bola rola, este amigo de vocês não enrola e samba se aprende é na escola, para isto é que tem as escolas de samba. Eu sei que estou, afrontando um grande compositor brasileiro, o inesquecível Noel Rosa quando dizia no seu “Feitiço da Vila” que ele tinha um feitiço diferente.Mas a bola rola, este amigo de você não enrola e eu falava no livro “A pátria de chuteiras” e diz que “ Já descobrimos o Brasil e não todo o Brasil. Ainda há muito Brasil para se descobrir. Não  há de ser num relance, num vago e distraído olhar, que vamos sentir todo o Brasil. Este país é uma descoberta contínua e deslumbrante.” Disse o Nelson que não foi Gonçalves,foi o Rodrigues. Hoje, a malandragem quando quer enganar a gente numa frase diz que é ” de Nelson”... E assim a bola rola, este amigo de vocês não enrola. Mas o tema é a pátria de chuteiras porque o nosso povo é todo craque de bola, nós somos o ”Pais do Futebol” e o Piauí é Brasil. Então, onde é que anda o nosso futebol? Hoje as escolas de samba estão maiores do que as escolinhas de futebol e já não vejo e nem “percevejo” maiores ensinando menores no jogo da bola argentina nem bola de meia. E é bom relembrar que o mundo, vasto mundo é uma bola e que o pito dela é nossa vida, Jasmim.” E, por isso, eu lhes digo que a primeira missa de Portinari, é inexata. Aqueles índios de biquine, o umbigo á mostra, não devia estar na tela,ou por outra: podia estar mas de calções, chuteiras e de camisas amarelas.” Nelson Rodrigues. Ele falou. Tá falado. 

Timaço da Assembleia 

Olhem o timaço da Assembleia do Piauí em mil novecentos e carne assada. Chico Figueredo, Valmor, Afrânio, Carlos Augusto, Zé Raimundo, Augusto, Deoclécio e Homero Castelo Branco. São poucos os sobreviventes...

O escrete de loucos

"Amigos, a bola foi atirada no fogo como uma Joana Darc. Garrincha apanha e dispara. Já em plena corrida vai driblando o inimigo. São cortes límpidos, exatos, fatais. E, de repente, estaca. Soa o riso da multidão- Riso aberto, escancarado, quase ginecológico. Há em torno do Mané,um ma-rulho de tchecos.Novamente, ele começa a cortar um, outro, mais outro. Iluminado de molecagem, Garrincha tem nos pés uma bola encantada, ou melhor, uma bola amestrada. O adversário para também. O Mané,com 40 graus de febre, prende ainda o couro. Do livro de ”Nelson Rodrigues, A Pátria de Chuteiras".

E o nosso? 

Assim como os leitores, eu também sinto falta do nosso futebol profissional e peço aos dirigentes, torcedores e até coleguinhas que mandem as suas notícias para o email: [email protected] Parece que está havendo um movimento de silêncio neste futebol cabeça de cuia que já tem até um anexo que é o time de Timon engajado ao nosso rame-rame. Assim sendo, Chico Rosendo, o certame oficial do Piauí terá esta grande atração que um time do Maranhão e será a grande novidade no pebol brasileiro, um time de um estado jogar campeonato de outro estado. Nemque seja um estado de sítio.


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