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Garrincha

Por quanto tempo o futebol profissional desta província ficará inerte?

Confira o texto publicado na coluna Prego na Chuteira no Jornal O Dia.

15/10/2019 08:39h

Até quando? 

Meus amigos, caros desportistas, “quousque tandem” o futebol profissional desta província ficará inerte, parado no tempo e no espaço, como diz Pedro Mendes Ribeiro, o colega do Magro de Aço. Por quanto tempo? Nossos jornais estão dispensando focas locais porque eles já não tem mais espaços, até hoje em “Dia”, nesse “Meio Norte”. É um fato “Diário do Povo” que gosta de futebol, que já foi sua, a nossa alegria, padre nosso ave Maria. É uma atividade esportiva mas laboral e muita gente depende de sua movimentação dentro e fora de campo, principalmente. O vendedor de picolé, de salgado, de pipoca, o bar que vende a cerveja e a mulher que vende o tira-gosto, o picolezeiro (gelado do Florêncio), o piruliteiro e os famosos pastéis de dona Maria Divina, comeu, caiu na esquina. Até seu Abrahão se ressente da falta de futebol porque a negrada sempre passava por lá para seu suco tomar. De abacate ou de cajá. Os maduros e os idosos preferiam o de abacate, dizendo eles que levantava moral. E isto fazia o cabra andar de cabeça erguida. Como militar em parada na avenida. Ah, gentes boas, hoje é uma pasmaceira sem igual nesta época de “Brau” e o torcedor se refugia no celular em qualquer canto de parede. Para vocês terem uma ideia, dados estatísticos botando o celular em primeiro lugar nas brigas de casais. Ele está sempre no meio, na conversação, no “alô, alô”. E hoje é disparado o maior e menor meio de comunicação. E eu até desconfio que é com ou sem fio. Impressionante a utilidade deste aparelho que foi inventado em mil quinhentos e carne assada. Mas eu credito, eu atribuo ao celular uma parte do abandono ao futebol, à pratica desta atividade física, o jogo de bola, seja com os pés ou com as mãos ou cabeça. Jogada a um canto da casa, a bola de couro já não é mais o grande brinquedo do adulto ou da mocinha atleta. Agora, o brinquedo preferido, o parceiro, é o telefone celular. Como outras coisas, tem variadas cores mas o mais preferido é o pretinho que satisfaz. Ah, gentes boas e o esporte onde é que fica? A movimentação até das glândulas mamárias precisa de exercícios físicos. É o famoso“mexa-se”, ninguém pode ficar parado.E o nosso futebol profissional está parado. Falido e mal pago. Até quando? 

Cadê ele? 

Num equipe de futebol o mais importante é o goleiro. Chega a ser obrigatório ter um guarda-valas como dizem os portugueses. Mas nesta foto, ou ele saiu para fazer xixi ou era “mal” com o dono da máquina... Comercial de Campo Maior, 1994. Albertão.

Futebol na política 

Futebol é coisa séria, segundo o filósofo da Cacimba Velha, William Bogea,”o Vei” e no esporte, o que vale é um meio de campo entrosado para a bola poder rolar  redondinha.Lá na Parnaiba,terra alelafiana, o meio de campo não está dando para sair tocando a bola porque  está havendo o maior “tororó” e o doutor não está querendo dar uma aliança para Tererê enfiar no dedo, no local mais apropriado e limpo. O time que joga contra Mão Santa vai receber camisas do governo e o prefeito Francisco parnaibano já tem até um slogan: “Eu e Deus contra todos”. Se Mão Santa tiver mesmo um padrinho deste, é só correr para o abraço. Quem pode mais do que Deus??

Vivos? 

Estou muito preocupado com meus amigos esportistas que mexiam com os clubes de primeira divisão do futebol piaulino. Nem os vejo nem escuto não que eu tenha ficado cego ou surdo mas é que eles estão desaparecidos, sumidos e mal pagos. Nem na Praça Rio Branco eles estão andando mais e com este negócio de telefone celular o povo só quer é dedilhar e dando para engordar. Estão se esquecendo até de namorar. Cadê o povo do futebol de salão? O voleibol ou do basquete? Abandonaram até as peladas na coroa do Parnaíba ou do Poti onde coroas e novinhas desfilavam e depois mergulhavam e lavavam o cabelo com shampoo Palmolive como o Assis da Paraíba.


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