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Notícias João Magalhães

20 de maio de 2019

Comandar hospitais regionais traz benefícios políticos consideráveis

Quem comanda um hospital regional tem o direito de indicar e garantir o emprego de dezenas ou centenas de apoiadores políticos, com a contratação de trabalhadores do mais diversos níveis de escolaridade.

A disputa pelo controle dos hospitais regionais é intensa no governo do Piauí. E não é para menos, controlar um hospital de grande porte traz benefícios políticos capazes de garantir a eleição de muitos aliados na região. Nas palavras de um experiente político do interior: um hospital é uma prefeitura sem vereador. Ou seja, é controlar um grande orçamento sem ter que dividir 'o bolo' para poder governar.

Na prática, apontamos dois pontos que fazem dos hospitais regionais um espaço desejado pelos políticos: quem comanda um hospital regional tem o direito de garantir o emprego de dezenas ou centenas de apoiadores políticos, com a contratação de trabalhadores do mais diversos níveis de escolaridade; a possibilidade de agilizar atendimentos médicos como consultas, exames e cirurgias para pacientes - que também são eleitores.

Quanto a contratação de servidores, é válido ressaltar que o funcionamento de um hospital precisa de trabalhadores que vão de baixa escolaridade, como profissionais de limpeza e segurança, até os de alta escolaridade, como médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, entre outros. Todos estes cargos normalmente são distribuídos para quem compõe a base política do mandatário do hospital. 

Já em relação aos benefícios políticos com a atividade-fim do hospital, se engana quem acha que a oferta de atendimento aos pacientes é feita do ponto de vista totalmente institucional. No interior, é comum a figura da pessoa que "consegue arrumar" uma consulta, um exame e até uma cirurgia. No final das contas, tudo isso entra na cota política. Inclusive, o próprio servidor indicado nos critérios apontados do parágrafo anterior, torna-se peça fundamental do jogo político que envolve o comando dos hospitais. 

O Hospital Regional Deolindo Couto, em Oeiras, é alvo de disputa entre os grupos políticos do Progressistas e do PT na cidade.

15 de maio de 2019

Georgiano Neto oficializa pré-campanha a Prefeitura de Teresina

O anúncio antecipado serve para popularizar seu nome na cidade, estando mais presente na imprensa e sendo alvo de comentários nas rodas de conversa. O boca a boca numa pré-campanha ajuda a tornar seu nome mais conhecido.

O deputado estadual Georgiano Neto (PSD) ocupou a Tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí na manhã desta quarta-feira (15), para pela primeira vez anunciar que é pré-candidato a Prefeitura de Teresina. O nome do parlamentar já era visto nessa condição e ele inclusive já percorreu mercados da capital acompanhado de lideranças municipais, no entanto, só agora ele se auto intitula pré-candidato a prefeito.

Na prática, a partir do momento que ele reconhece que deve disputar as eleições do ano que vem, Georgiano sinaliza para lideranças municipais que está interessado em discutir apoios ao seu nome e aberto ao diálogo com outros partidos.  O anúncio antecipado também serve para popularizar seu nome na cidade, estando mais presente na imprensa e sendo alvo de comentários nas rodas de conversa. O boca a boca numa pré-campanha ajuda a tornar seu nome mais conhecido.

Por outro lado, também acende uma luz de alerta entre seus adversários. E certamente o prefeito Firmino Filho (PSDB) já deve atuar para enfraquecer aqueles que podem colocar em xeque os planos de seu grupo político, que é se manter no comando da Prefeitura por mais quatro anos.

Georgiano Neto tem demonstrado ter disposição para fazer política. Foi eleito pela primeira vez aos 21 anos e em sua reeleição para deputado estadual em 2018, se tornou o mais votado da história do Piauí. Tem o DNA político (e genético) do deputado federal Júlio César e certamente vai buscar apoio do diretório nacional do PSD para garantir estrutura de campanha que o torne competitivo.

O deputado do PSD é o primeiro a oficializar pré-candidatura ao Palácio da Cidade

10 de maio de 2019

Tucano assume cargo no governo Wellington Dias

Em junho de 2018, por exemplo, pouco antes das eleições, Landerson Carvalho participou da edição da Caravana “O Piauí pode dar certo: ideias para transformação”, em Oeiras, ao lado do então pré-candidato ao governo Luciano Nunes.

O líder empresarial Landerson Carvalho, filiado ao PSDB e que nas eleições do ano passado chegou a ser pré-candidato a deputado federal pelo partido, assumiu o cargo de superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí. A nomeação de Landerson para ser o número 2 da Secretaria causa ciúmes em muitos aliados de Wellington Dias, tendo em vista que o jovem fez campanha para Luciano Nunes e sempre disparou críticas aos governos anteriores do petista. A nomeação já foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Em junho de 2018, por exemplo, pouco antes das eleições, Landerson Carvalho participou da edição da Caravana “O Piauí pode dar certo: ideias para transformação”, em Oeiras, ao lado do então pré-candidato ao governo Luciano Nunes. O objetivo da caravana organizada pelo instituto Teotônio Vilela, braço ideológico do PSDB, era apontar críticas ao governo de Wellington e alavancar o nome de Luciano Nunes.

Em outubro de 2017, quando Landerson era presidente da Associação dos Jovens Empresários – AJE, organizou um encontro com os ex-governadores Wilson Martins, Zé Filho, Freitas Neto e Hugo Napoleão – todos de oposição a Wellington Dias, na sede da Federação das Indústrias do Piauí.

A nomeação vai de encontro ao que Wellington Dias definiu em reunião na manhã desta sexta-feira (10), no Palácio de Karnak, em que apenas lideranças políticas que votaram nele para o governador seriam contemplados com cargos no governo.


Landerson Carvalho discursa em evento promovido durante a pré-campanha de Luciano Nunes ao governo (Foto: Divulgação)

02 de maio de 2019

Deputados indicam irmãos, filhos e até o pai para o secretariado estadual

Direcionar um parente em primeiro grau para gerir recursos públicos é uma clara demonstração de priorizar interesses políticos pessoais.

Oito secretários de Estado chegam aos cargos por indicação de parentes. Com o anúncio oficial do novo secretariado, realizado nesta quinta-feira (2) pelo governador Wellington Dias (PT), alguns nomes chamam a atenção devido ao grau de parentesco com os responsáveis pela indicação.

São filhos, pais, irmãs, primos e sobrinhos de deputados estaduais, federais e até senadores. Em alguns casos, o currículo dos indicados é vasto e com formação técnica adequada para ocupar os cargos e desenvolver bem as ações. Até o momento, não duvidamos da capacidade administrativa de nenhum dos indicados.

No entanto, direcionar um parente em primeiro grau para gerir recursos públicos é uma clara demonstração de priorizar interesses políticos pessoais e contribui para o fortalecimento de oligarquias. Além disso, num país em que o poder público é normalmente confundido com o poder privado, a destinação de secretarias e órgãos públicos para o controle político de uma família atinge a credibilidade de instituições públicas.


Pastas em que políticos indicaram parentes para o comando: 


Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos

A deputada federal Margarete Coelho (PP) indicou a irmã, Sádia Castro.


Secretaria de Estado das Cidades – Secid

O deputado estadual Fábio Xavier (PR) - da foto - indicou o irmão, Gustavo Xavier.


Secretaria de Desenvolvimento Econômico

O deputado estadual Nerinho (PTB) indicou o primo, Igor Nery.


Departamento de Estradas de Rodagem – DER

O indicado Castro Neto é filho do senador Marcelo Castro (MDB).


Instituto de Desenvolvimento do Piauí – Idepi

O indicado Leonardo Sobral é sobrinho do deputado estadual João Madison (MDB).


Agência de Desenvolvimento Habitacional do Piauí - ADH

A diretora-geral Gilvana Gayoso é irmã da deputada estadual Flora Izabel (PT).


Coordenadoria do Idoso

O indicado Marllos Sampaio é irmão do deputado estadual Themistocles Filho (MDB).


Coordenadoria de Fomento à Irrigação

O indicado B. Sá (Benedito de Carvalho Sá) é pai do deputado estadual Bessahzinho (PP).


Foto: Poliana Oliveira/O DIA

Governo estadual deve focar no que interessa à população

Governo estadual deve focar no que interessa à população

Gestores interinos em pastas importantes causam prejuízos, uma vez que eles não possuem autonomia para planejar medidas a médio e longo prazos.

A formação do secretariado para o quarto mandato de Wellington Dias foi a principal pauta do jornalismo político piauiense nos últimos dois meses. Todos os políticos travaram nos bastidores uma disputa intensa por cargos e nacos de poder dentro da estrutura do Executivo estadual. Nesta quinta-feira (2), o assunto se exauriu, uma vez que Wellington Dias formalizou o anuncio dos novos secretários.

A posse será na segunda-feira (6), no Palácio de Karnak.

É preciso ressaltar que estamos já no quinto mês do novo mandato. Quase na metade do primeiro ano de governo.

Gestores interinos em pastas importantes causam prejuízos, uma vez que gestores interinos não possuem autonomia para planejar medidas a médio e longo prazos, sem contar que a chegada de um novo nome gera descontinuidade de serviços, com a troca de equipes e mudanças na forma de gerir as pastas. O novo gestor também terá um tempo para conhecer as ações sob controle do órgão que vai comandar.

Com o fim dessa fase, é hora de cobrar efetivamente o governo por mais resultados. O que interessa a população é a prestação dos serviços públicos com mais qualidade. O povo piauiense precisa de eficiência na gestão pública, que o governo seja capaz de ofertar educação, saúde, segurança pública e infraestrutura aos piauienses.

Foto: Poliana Oliveira/O DIA

29 de abril de 2019

Nenhum piauiense vai compor comissão especial da reforma da Previdência

Nenhum piauiense vai compor comissão especial da reforma da Previdência

De certa forma, isso mostra o quanto a bancada de deputados federais piauiense parece não ter prestígio junto aos comandos partidários nacionais.

Os partidos políticos indicaram os nomes que vão integrar a comissão especial para discutir a reforma da Previdência. O núcleo será formado por 49 titulares e 49 suplentes. Nenhum piauiense integra a lista. De certa forma, isso mostra o quanto a bancada de deputados federais piauiense parece não ter prestígio junto aos comandos partidários nacionais.

A bancada federal do Piauí é composta hoje por parlamentares de seis partidos.

A ressalva fica por conta do Progressistas, já que seu presidente nacional, Ciro Nogueira, é do estado. O partido já indicou Margarete Coelho para Comissão de Constituição e Justiça.

Já o Partido dos Trabalhadores tem três deputados federais exercendo mandatos e nenhum integrará a comissão. MDB, PSD, PDT e PSB possuem um deputado cada. Nenhum deles com força junto aos diretórios nacionais. No caso do PSD, Júlio César já lidera a Bancada do Nordeste, o que lhe demanda muito esforço e atuação específica.

No mais, o emedebista Marco Aurélio é novato na Câmara. O mesmo acontece com Dra. Marina, do Solidariedade. Flávio Nogueira, do PDT, além de estar em primeiro mandato oficialmente, discorda da visão da cúpula de seu partido sobre temas importantes da reforma da Previdência. No PSB, a situação é mais crítica ainda, uma vez que Átila Lira só não muda de partido porque a lei o impede. Ele e o diretório nacional do partido não falam a mesma língua.

25 de abril de 2019

Deputados concedem título de cidadania de olho em benefícios

Qualquer pessoa decente que veio de outro estado e mora do Piauí há algum tempo, já fez mais pelo estado que os dois juntos.

Já passou o tempo em que o Título de Cidadania era concedido a personalidades que contribuíram com o desenvolvimento do Piauí. De uns tempos para cá, a moda é utilizar a honraria para “premiar” autoridades e em troca disso conseguir benefícios – coletivos e/ou pessoais.

Nesta sexta-feira (26), desembarcam em Teresina o vice-presidente da República, General Mourão (PRTB), e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Eles receberão o Título de Cidadania Piauiense, já aprovados pela Assembleia Legislativa do Piauí. No caso de Mourão, o projeto foi apresentado por Henrique Pires (MDB) e Fernando Monteiro (PRTB). Já João Madison (MDB) defendeu o título para Ibaneis.

Qualquer pessoa decente que veio de outro estado e mora do Piauí há algum tempo, já fez mais pelo estado que os dois juntos. No entanto, ao conceder a honraria, os deputados estão de olho no podem vir a receber. Tanto Mourão quanto Ibaneis são poderosos e possuem perspectivas de poder ainda maiores.

O General circula com maestria nos meios empresarial e militar. Na função de vice-presidente, ele é o primeiro da linha de sucessão e em caso de impeachment do presidente Bolsonaro, é Mourão que ficará com a caneta comando a Presidência da República.

Já Ibaneis, que na infância residiu na cidade de Corrente, no sul do Piauí, comanda um processo de “renovação no MDB” e faz campanha para presidir o partido nacionalmente. Caso consiga êxito, pode ter um papel fundamental no cenário político brasileiro durante os próximos anos.

Assis Fernandes - O DIA

Assis Fernandes/O DIA





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