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Notícias João Magalhães

13 de agosto de 2019

Fábio Abreu sai atrás na articulação de chapa para vereadores

O PSD de Georgiano Neto, o MDB de Dr. Pessoa, o PT de Franzé e o grupo de Firmino Filho certamente já saíram na frente nesta questão.

O deputado federal e secretário de Segurança Pública, Fábio Abreu, é sempre visto como pré-candidato a prefeito de Teresina. Isso ocorre principalmente após sua expressiva votação em 2018 na capital, quando obteve 61 mil votos, mais que o dobro de Rejane Dias, segunda colocada. Sempre presente na imprensa e com apoio de um batalhão de aliados, ele tem se consolidado como alternativa a sucessão do prefeito Firmino Filho.

Os problemas que ocorrem na segurança pública parecem não colarem no gestor. Com perfil calmo, sereno e longe do Congresso Nacional, ele também não é visto como político de carreira. Sua origem humilde contribui para que a população se identifique com ele. Abreu parece seguir a cartilha de Wellington e dialoga com todos os partidos e lideranças.

No entanto, erra quem pensa que a candidatura de Dr. Pessoa pode ser o principal empecilho para Fábio Abreu despontar como principal nome da oposição em 2020.  É que até o momento, o PL não demonstra interesse em articular uma chapa competitiva de vereadores. O partido é comandado na capital pelo deputado estadual coronel Carlos Augusto, que certamente tem como prioridade sua reeleição em 2022.

Caso Fábio Abreu queira disputar para valer a Prefeitura de Teresina, ele precisa correr contra o tempo e buscar lideranças dispostas a formar um bom grupo para ir às ruas defendendo seu nome. Além do PL, é bom ir buscar outros partidos para aliança.

O PSD de Georgiano Neto, o MDB de Dr. Pessoa, o PT de Franzé e o grupo de Firmino Filho certamente já saíram na frente nesta questão.

Fábio Abreu precisa articular chapa competitiva de vereadores, caso realmente queira disputar a Prefeitura de Teresina em 2020. (Foto: Jailson Soares)

23 de julho de 2019

JVC comandará setor do governo voltado a área empresarial

Longe de cargos públicos desde janeiro de 2015, quando deixou mandato de senador, João Vicente Claudino já tem grande influência na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí.

O empresário João Vicente Claudino vai consolidar seu poder na área do governo do Estado que comanda o relacionamento com o setor produtivo. O governador Wellington Dias confirmou que o ex-senador aceitou o convite para presidir o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico, órgão que será criado para fomentar o diálogo institucional entre o governo e a classe empresarial.

Longe de cargos públicos desde janeiro de 2015, quando deixou mandato de senador, João Vicente Claudino já tem grande influência na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí. Apesar do secretário Igor Nery ser indicado pelo deputado estadual Nerinho, boa parde do setor técnico é vinculado a João Vicente, incluindo o secretário executivo da pasta, o tucano Landerson Carvalho e Paulo Roberto da Iluminação, recém empossado no cargo de coordenador do programa Luz para Todos, também na Semdet.

Agenda política

O ex-senador demonstra que seu interesse em retornar a cena política é pra valer. Mesmo ocupando a função de executivo no Grupo Claudino, ele já tem dispensado parte da agenda para compromissos políticos. Na última segunda-feira (22), por exemplo, ele se reuniu com a deputada estadual e presidente da Fetag, Elisângela Moura e a vereadora Neumaria Cordeiro, que também preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Pedro do Piauí, para tratar de doações a uma escola agrícola vinculada a entidade.

JVC tem demonstrando interesse em retornar ao jogo político e se colocar à disposição para participar dos diálogos sobre eleições. (Foto: Ascom Fetag)

22 de julho de 2019

Se expulsar infiéis, PDT e PSB vão perder milhões no fundo eleitoral

As regras para distribuição do dinheiro entre os partidos no ano que vem podem mudar até outubro.

O número de deputados federais é utilizado como base de cálculo para divisão dos fundos partidário e eleitoral. Por este motivo, expulsá-los significa perder uma boa quantia em dinheiro. O fundo partidário é utilizado para manutenção das siglas. Já o fundo eleitoral é para financiamento de campanhas.

Em 2018, o PDT recebeu R$ 61,5 milhões de fundo eleitoral, o que impulsionou a eleição de 27 deputados, incluindo os oito que votaram a favor da reforma da Previdência, contrariando decisão da cúpula partidária. Já o PSB recebeu R$ 118 milhões e conseguiu eleger uma bancada de 32 membros. Caso a sigla expulse os 11 deputados que contrariaram a orientação, vai perder praticamente um terço das receitas para a campanha de prefeito e vereador ano que vem..

Em 2020

As regras para distribuição do dinheiro entre os partidos para as eleições do ano que vem, podem ser mudadas até outubro deste ano. Por este motivo, ainda não é possível calcular quanto as siglas perderiam caso levem a frente a ideia de expulsar os infiéis.

Vai ter perdão

Com a chegada do recesso parlamentar e o passar dos dias, a tendência natural é que o tema perca importância e os deputados acabem permanecendo nas siglas. Provavelmente, as direções já enviaram representantes para dialogarem com os infiéis e começarem a esvaziar o assunto.

Flávio Nogueira está entre os 'infiéis' do PDT e já foi sondado por outros partidos (Foto: Arquivo/O DIA)

Átila Lira está no PSB, votou contra a reforma da Previdência e mostra interesse em conversar com os dirigentes do partido. (Foto: Arquivo/O DIA)

18 de junho de 2019

Gustavo Henrique vai acumular presidências estadual e municipal do PTC

Em Teresina, a sigla quer filiar o maior número de lideranças possíveis, para que lance o máximo de candidatos a vereador pelo partido. A expectativa da sigla é alcançar até duas cadeiras.

O líder político Gustavo Henrique vai acumular as funções de presidente regional do PTC no Piauí e do diretório municipal de Teresina. Ele afirmou que tem coordenado a sigla no estado, a convite do diretório nacional, após a saída de vários líderes políticos do partido. O deputado estadual Evaldo Gomes e a deputada federal Dra. Marina, saíram do partido após a sigla não atingir a cláusula de barreira e ter perdido acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na tv. O PTC também tem dois vereadores em Teresina, mas eles devem sair do partido em breve.

“Muita gente acredita que o PTC vai acabar, mas o diretório nacional entende que com muito trabalho, vamos poder voltar a cumprir a clausula de barreira. Estamos de portas abertas para receber líderes políticos interessados no crescimento do partido e é importante frisar que aqui não tem medalhão, ou seja, toda liderança que chegar terá o mesmo tratamento”, afirma Gustavo Henrique, acrescentando que vai acumular as presidências para combater aventureiros.

Ele afirmou que no âmbito de Teresina, a sigla quer filiar o maior número de lideranças possíveis, para que lance o máximo de candidatos a vereador pelo partido. A expectativa da sigla é alcançar até duas cadeiras. No interior, ele afirmou que o partido precisa passar por mudanças e conquistar mais filiados para chegar a um maior número de municípios.

Entre as lideranças que já estão no partido, Gustavo Henrique cita Flávia Barbosa, Lafayete Andrade e Quem Quem, que concorreram ao Senado no ano passado, além de diversos outras lideranças comunitárias.

Gustavo Henrique vai coordenar o PTC nas próximas eleições. (Foto: Jailson Soares)

13 de junho de 2019

Conteúdo dos vazamentos prejudica credibilidade das instituições

Essa desconfiança do brasileiro nas instituições públicas gera riscos a sociedade, pois cria um clima de instabilidade na situação política, que afeta a economia e traz outras más consequências.

O conteúdo das conversas entre o procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no MPF, com o então juiz Sérgio Moro e também com colegas procuradores, contribui para embasar os discursos que atentam contra a credibilidade das instituições brasileiras.

Desde 2013, a desconfiança dos brasileiros em suas instituições tem crescido. Em 2017, o estudo global Edelman Trust Barometer informou que 62% dos brasileiros não confiavam nas instituições do país. Em 2018, a situação piorou tanto que só 18% tinham confiança no governo federal, exatamente a instituição responsável por planejar e executar o futuro das políticas de educação, saúde, infraestrutura, segurança, enfim, as que mais influenciam na vida das pessoas.

De volta ao conteúdo que começou a ser divulgado no último domingo (9), pelo site The Intercept Brasil, é possível afirmar que ele contribui para que o brasileiro, já tão desconfiado com órgãos do Poder Público, diminua ainda mais a confiança. Aliados do ex-presidente Lula, que sempre apostaram no discurso de perseguição ao líder político, ganharam mais “argumentos” para defender sua tese, ao ver o juiz responsável pelo julgamento tratar estratégias com quem apresenta as denúncias.

Essa desconfiança do brasileiro nas instituições públicas traz riscos à sociedade, pois cria um clima de instabilidade na situação política, que afeta a economia, gera um cenário que pode levar atores importantes a se esgarçarem ainda mais em busca do poder, e diminui a esperança da população em ter dias tranquilos a curto prazo.

Que a hackeamento do celular do coordenador da força tarefa seja investigado, assim como o comportamento do então magistrado e dos procuradores.

Conversas oriundas de grupos do aplicativo telegram foram hackeadas. (Assis Fernandes/O DIA)

11 de junho de 2019

Com a nova legislação, partidos pequenos devem deixar de existir no interior

Pela lógica, com exceção do Progressistas e do PT, que já possuem mais de 40 prefeitos, nenhuma das outras siglas chegará a tantas cidades.

Há alguns dias, discutimos aqui no blog que a fragilidade ideológica dos partidos desconfigura a democracia representativa.  Com a nova legislação eleitoral, que acaba com coligações partidárias na busca por vagas para o legislativo, um novo desenho político deve se consolidar após as eleições. E ele beneficia diretamente os grandes partidos, podendo levar as pequenas siglas a desaparecem. Ao lado da cláusula de barreira, o fim das coligações é a principal mudança que deve contribuir para enxugar o sistema partidário.

Em 2020, estará em jogo o comando de prefeituras e as cadeiras nas câmaras municipais de vereadores. Para obterem maiores chances de alcançar mais cadeiras, todos os aliados de determinado candidato a prefeito devem estar no mesmo partido. Se uma cidade tiver dois candidatos a prefeito (o que acontece em mais de 80% das cidades do Piauí), é provável que apenas dois partidos disputem as vagas para vereador na cidade.

Naturalmente, os candidatos a prefeito estarão nos partidos de seus principais líderes políticos, que na grande maioria são os deputados estaduais ou federais.

Sendo assim, é provável que partidos que já estão sem acesso ao fundo partidário e não tem representação na Assembleia Legislativa do Piauí, não disputem prefeituras, não lancem candidatos a vereador e consequentemente deixem de existir na maioria das cidades.

Os próprios líderes partidários já trabalham com essa realidade. Em entrevista recente ao jornal O DIA, João Vicente Claudino comentou que não tem a ilusão de fazer o PTB voltar a ter 80 prefeitos. Ele pontuou que o partido vai focar nas cidades em que pode lançar candidato a prefeito, o que consequentemente vai atrair candidatos a vereadores.

Pela lógica, com exceção do Progressistas e do PT, que já possuem mais de 40 prefeitos, nenhuma das outras siglas chegará a tantas cidades.

A redução de partidos deve fazer bem ao sistema político, que atualmente encontra-se desconfigurado e sem solidez ideológica. No entanto, vale ressaltar que de nada adiantará a redução de partidos, se eles não investirem em consolidação de bandeiras políticas para atrair eleitores, militantes e despertem o interesse das pessoas pela política.

As eleições de 2020 serão as primeiras em que partidos não poderão se coligar para disputar vagas no legislativo. (Foto: Assis Fernandes).

07 de junho de 2019

Em Teresina, ministro de Bolsonaro se cerca da “velha política”

Aos bolsonaristas, por enquanto, resta apenas fazer militância em defesa do presidente, e observar, de camarote, “a velha política” continuar dividindo o poder entre si.

As companhias do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em Teresina, é de deixar qualquer bolsonarista enciumado. Tido como um dos gestores mais técnicos do governo federal, Freitas assinou a ordem de serviço para a construção da nova ponte sobre o Rio Parnaíba, ligando Santa Filomena no Piauí e a Alto Parnaíba, no Maranhão, e visitou o canteiro de obras na BR-343 em Teresina, que possui 5 km de extensão, além de contar com dois viadutos rodoviários e três ferroviários.

A agenda do ministro é significativa para o governo Bolsonaro. Caso as obras sejam entregues, vão beneficiar o trânsito na capital e o trafego de veículos com a produção agrícola dos cerrados. No entanto, todos esses benefícios ao Piauí foram anunciados ao lado de quem os bolsonaristas chamam de “velha política”. Explico os dois termos: bolsonaristas são aqueles que apoiam o presidente desde a época em que ninguém acreditava que ele seria eleito. E “velha política” foi o termo que ele utilizou para carimbar todos os políticos tradicionais.

Nesta sexta-feira, o ministro Tarcísio Freitas se cercou da “velha política” piauiense para anunciar os benefícios ao estado, contribuindo também para que estes ganhem dividendos políticos com as obras. Na foto mais emblemática, o ministro está ladeado de Marcelo Castro, Elmano Férrer, Ciro Nogueira, Iracema Portela e Firmino Filho, todos políticos tradicionais que estão há décadas no centro do poder piauiense.

Aos bolsonaristas, por enquanto, resta apenas fazer militância em defesa do presidente, e observar, de camarote, “a velha política” continuar dividindo o poder entre si.

Dos políticos acima, apenas Elmano Férrer votou em Bolsonaro para presidente. (Foto: Divulgação)

03 de junho de 2019

PSDB não confia em Firmino Filho, que não confia em Ciro Nogueira

A exclusão do tucano da direção nacional e o impedimento para ele ser o líder estadual são consequências da falta de confiança de membros do partido no prefeito da capital.

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, ficou de fora da executiva nacional do PSDB. Em âmbito estadual, apesar dele ser o maior líder político da sigla, teve que se contentar com a vice-presidência. A exclusão do nome do tucano da direção nacional e o impedimento para ele ser o líder estadual são consequências da falta de confiança de membros do partido no prefeito da capital.

A desconfiança é resultado das atitudes de Firmino Filho que contribuíram com o esvaziamento da sigla nas eleições de 2018. O gestor filiou a esposa, Lucy Soares, ao Progressistas; o mesmo destino do sobrinho Firmino Paulo; e dos amigos Silvio Mendes e Washington Bonfim.

Além disso, o prefeito da capital também não demonstrou muito apoio ao candidato do partido ao governo do Estado, Luciano Nunes, que amargou um terceiro lugar na disputa. Firmino Filho priorizou as eleições da esposa para deputada estadual, Margarete Coelho para deputada federal e Ciro Nogueira para o Senado – todos do Progressistas.  

Enquanto isso, o PSDB, mesmo comandando a prefeitura mais importante do Piauí, foi reduzido a um deputado estadual (Marden Menezes), que é adversário declarado do prefeito.

Todos os motivos acima explicam a desconfiança de líderes tucanos com Firmino Filho.

Progressistas

Diante de todos os ensaios possíveis, seria natural a filiação de Firmino Filho ao Progressistas. O pensamento do prefeito de Teresina está voltado para 2022, quando ele pode disputar o governo do Estado. O partido inclusive tem grande estrutura política no interior, essencial para quem quer chegar ao Palácio de Karnak.

No entanto, uma vez filiado ao Progressistas, Firmino Filho ficaria refém dos entendimentos e desejos do senador Ciro Nogueira. E o próprio Ciro já afirmou que pode concorrer ao governo. Com mandato até 2026, ele não terá prejuízos caso perca uma eleição em 2022. Além disso, a sigla possui em seus quadros Margarete Coelho, deputada federal que já demonstrou ter brilho próprio e um perfil político que a depender do contexto, pode ser aproveitado numa eleição majoritária.

Dessa forma, é sensato dizer que ao mesmo tempo que Firmino gera desconfiança no PSDB, ele não consegue ter, até o momento, a confiança necessária em Ciro Nogueira para se vincular diretamente ao Progressistas.

Com olhar em 2022, Firmino ainda não vê segurança partidária para seus planos. (Elias Fontenele/O DIA)

31 de maio de 2019

No PSB, Átila Lira diz que pensa como o DEM

A falta de consistência ideológica dos partidos brasileiros contribui para a queda de credibilidade na política do país.

A falta de consistência ideológica dos partidos brasileiros contribui para a queda de credibilidade na política do país. Parlamentares migram da esquerda para a direita sem levar em conta quais bandeiras cada segmento político defende, num jogo raso de interesses pontuais e pessoais que coloca em xeque o verdadeiro sentido da democracia representativa.

Um exemplo prático dessa escassez de consistência ideológica pode ser apontado no Piauí, a partir da fala do deputado federal Átila Lira, que hoje no PSB, falou com todas as letras que tem o pensamento ideológico do DEM. O parlamentar aguarda apenas a autorização da legislação para migrar novamente de partido. Ele já foi do PSDB.

O Partido Socialista Brasileiro, de centro-esquerda, tem um viés ideológico muito diferente do DEM, declaradamente de centro-direita. Na atualidade, os dois partidos estão em lados opostos quando se discute políticas públicas de educação, previdência, legislação trabalhista, reforma tributária, entre uma série de outros assuntos importantes para a população.

Átila Lira chegou no PSB junto a Wilson Martins, em meados de 2006, numa estratégia política de sucesso que levou o grupo ao governo do Estado em 2010. Agora, sob comando de um outro grupo em âmbito nacional e na oposição ao governo federal, já não interessa ao parlamentar permanecer no partido.

O deputado piauiense afirma que vai mudar para o DEM, hoje, a sigla com mais ministérios no governo Bolsonaro e que também comanda a Câmara Federal. 

O deputado coordena a bancada federal piauiense. (Foto: Assis Fernandes/O DIA)

20 de maio de 2019

Comandar hospitais regionais traz benefícios políticos consideráveis

Quem comanda um hospital regional tem o direito de indicar e garantir o emprego de dezenas ou centenas de apoiadores políticos, com a contratação de trabalhadores do mais diversos níveis de escolaridade.

A disputa pelo controle dos hospitais regionais é intensa no governo do Piauí. E não é para menos, controlar um hospital de grande porte traz benefícios políticos capazes de garantir a eleição de muitos aliados na região. Nas palavras de um experiente político do interior: um hospital é uma prefeitura sem vereador. Ou seja, é controlar um grande orçamento sem ter que dividir 'o bolo' para poder governar.

Na prática, apontamos dois pontos que fazem dos hospitais regionais um espaço desejado pelos políticos: quem comanda um hospital regional tem o direito de garantir o emprego de dezenas ou centenas de apoiadores políticos, com a contratação de trabalhadores do mais diversos níveis de escolaridade; a possibilidade de agilizar atendimentos médicos como consultas, exames e cirurgias para pacientes - que também são eleitores.

Quanto a contratação de servidores, é válido ressaltar que o funcionamento de um hospital precisa de trabalhadores que vão de baixa escolaridade, como profissionais de limpeza e segurança, até os de alta escolaridade, como médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, entre outros. Todos estes cargos normalmente são distribuídos para quem compõe a base política do mandatário do hospital. 

Já em relação aos benefícios políticos com a atividade-fim do hospital, se engana quem acha que a oferta de atendimento aos pacientes é feita do ponto de vista totalmente institucional. No interior, é comum a figura da pessoa que "consegue arrumar" uma consulta, um exame e até uma cirurgia. No final das contas, tudo isso entra na cota política. Inclusive, o próprio servidor indicado nos critérios apontados do parágrafo anterior, torna-se peça fundamental do jogo político que envolve o comando dos hospitais. 

O Hospital Regional Deolindo Couto, em Oeiras, é alvo de disputa entre os grupos políticos do Progressistas e do PT na cidade.

15 de maio de 2019

Georgiano Neto oficializa pré-campanha a Prefeitura de Teresina

O anúncio antecipado serve para popularizar seu nome na cidade, estando mais presente na imprensa e sendo alvo de comentários nas rodas de conversa. O boca a boca numa pré-campanha ajuda a tornar seu nome mais conhecido.

O deputado estadual Georgiano Neto (PSD) ocupou a Tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí na manhã desta quarta-feira (15), para pela primeira vez anunciar que é pré-candidato a Prefeitura de Teresina. O nome do parlamentar já era visto nessa condição e ele inclusive já percorreu mercados da capital acompanhado de lideranças municipais, no entanto, só agora ele se auto intitula pré-candidato a prefeito.

Na prática, a partir do momento que ele reconhece que deve disputar as eleições do ano que vem, Georgiano sinaliza para lideranças municipais que está interessado em discutir apoios ao seu nome e aberto ao diálogo com outros partidos.  O anúncio antecipado também serve para popularizar seu nome na cidade, estando mais presente na imprensa e sendo alvo de comentários nas rodas de conversa. O boca a boca numa pré-campanha ajuda a tornar seu nome mais conhecido.

Por outro lado, também acende uma luz de alerta entre seus adversários. E certamente o prefeito Firmino Filho (PSDB) já deve atuar para enfraquecer aqueles que podem colocar em xeque os planos de seu grupo político, que é se manter no comando da Prefeitura por mais quatro anos.

Georgiano Neto tem demonstrado ter disposição para fazer política. Foi eleito pela primeira vez aos 21 anos e em sua reeleição para deputado estadual em 2018, se tornou o mais votado da história do Piauí. Tem o DNA político (e genético) do deputado federal Júlio César e certamente vai buscar apoio do diretório nacional do PSD para garantir estrutura de campanha que o torne competitivo.

O deputado do PSD é o primeiro a oficializar pré-candidatura ao Palácio da Cidade