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M³

Pãe ou Mai, tanto faz

Neste domingo, é preciso discutir o papel dos pais

10/08/2013 11:47h

Por Mateus Noronha

Pai da Emília

Apesar da comemoração deste domingo ser para o papai, eu, Mateus Noronha, esposo da M³ Elizângela, queria destacar que juntos somos pai e mãe de Emília, hoje com sete anos. Tô querendo dizer que somos pais e mães independente dos papéis tradicionais para os quais fomos treinados e cobrados. Somos apenas pessoas que amam os nossos filhos e podemos fazer qualquer coisa por eles: seja “obrigação” de pai ou “tarefa” de mãe.

Os papéis tradicionais que os casais deveriam cumprir em relação aos filhos precisam ser constantemente trocados e destrocados. Tudo pode ser feito pelos dois, como o lanche, o almoço, a tarefa da escola, botar para dormir, dar banho, passeios, contar histórias ou ter uma conversa séria. O determinante é quem está com tempo disponível ou mais disposto no momento. Essa é uma adequação das famílias às novas conformações do campo do trabalho e está se tornando comum entre milhares de novos casais.

O importante é que estas “tarefas” não façam parte de disputas de poder entre homem e mulher, pai e mãe ou quem manda e quem obedece. Pelo contrário, temos como base a solidariedade para cumprirmos esta prazerosa obrigação de cuidar de nossos filhos.

Esta solidariedade é importante, pois muitas mulheres trabalham dois turnos e muitos homens hoje fazem o terceiro turno na pia ou colocando os filhos para dormir, em vez do tradicional futebol e cerveja.

Pais e mães estão muito parecidos. Mas é claro que os papéis sempre vão estar presentes. São hábitos adquiridos, naturalizados nas consciências, criando conceitos e preconceitos difíceis de serem quebrados e que direcionam nossas ações. Exemplos práticos disso são: posso até pentear o cabelo, mas não faço a "maria chiquinha", até por falta de habilidade para tal. E nunca, nunca, nunca vou brincar de boneca, apesar de saber o nome da maioria delas, como a "Lena" e a "Emília Cabeçuda". 

Mas isso não impede um homem de ser zeloso com o filho como uma mãe seria. Portanto, as diferenças são muito boas para o comércio lucrar com as datas. Em família devemos tentar suplantá-las, para que o Dia dos Pais seja do papai e da mamãe, e vice versa.

Por: Mateus Noronha

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