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Volte para o início do jogo!

De início, os tradicionais sinais poderiam ser resultado apenas da corrida diária, apostei nisso. Incrédula, esperei até sábado, depois até segunda, terça, quarta... e nada.

09/02/2014 00:00h - Atualizado em 11/02/2014 09:06h

De início, os tradicionais sinais (atraso no ciclo menstrual, as calças do dia a dia que começam a incomodar, uma certa indisposição, etc...) poderiam ser resultado apenas da corrida diária, apostei nisso. Incrédula, esperei até sábado, depois até segunda, terça, quarta... e nada. 

Nem os shows de Ney Matogrosso, Margareth Menezes e Toni Garrido, num final de semana agitado em Teresina, foram capazes de me fazer sair de casa. O único desejo era descansar. Sem saber, ou talvez sem querer admitir, já eram os sinais de que um bebê começava a habitar meu corpo e queria ser ouvido: “ei, estou aqui!”.

Só para desencargo de consciência, como quem tinha convicção de um resultado negativo, resolvi fazer um teste de farmácia. Nas instruções, “espere 20 segundos e, se aparecem duas listras, o resultado é positivo”. Segui as recomendações direitinho e, aos três segundos, estavam lá! Parecia aquele brinquedo de parque de diversões que você bate com uma marreta sobre uma base e o sino toca lá em cima. Eita!

Ainda assim, duvidei. “Essas coisas de farmácia não são muito confiáveis. Vou fazer exame de sangue”, esbravejei. Fui muito cedo ao laboratório, morrendo de fome (maldade obrigar grávidas a fazer jejum!), coletei o exame e recebi a senha para pegar o resultado pela internet. É claro que as horas seguintes foram de intermináveis “F5”. Até que... tchan, tchan, tchan, tchan... O resultado não reagente, ou seja, negativo, é menor que 25. No meu, o número tinha mais de três casas e, só lembro que passava dos 12 mil. Meu Deus! E agora?

Pela cabeça só veio fralda, berço, noites em claro, mais um colégio, plano de saúde, latas de leite, suspender qualquer plano de viagem, doutorado agora vai ficar mais pra frente, o trabalho (e o chefe?  E os alunos?), eita barruada... fiquei tonta.

Demorou, mas a ficha começou a cair. Já tinha muito claro e muito decidido que ficaria “apenas” com minha menininha danadinha, que já me dá muitas alegrias e preenche meu coração. Até aquele momento, era defensora voraz de que você pode sim ter “apenas” um filho e isso não será necessariamente ruim para a criança ou para a família. Dei peixe, cachorro para Emília e sempre ressaltava as vantagens de não ter irmãos, mas ela nunca ficou muito convencida.

Pensando bem, acho que papai do céu ouviu as preces dela e quis me dar uma lição (rs). Agora, estou com a sensação de que joguei o dado no jogo de tabuleiro e caí exatamente naquela casa em que você tem que recomeçar o jogo do ponto de partida, o que sempre tem seu lado positivo, afinal, é uma nova chance de não repetir determinados erros e encarar o jogo com maior tranquilidade e desprendimento. 

No susto, sem programar, estou começando a preparar o corpo, o guarda-roupa, a cabeça e o coração para receber este presente surpresa. Menino ou menina? No meu sentir, tá mais para um menino, mas, na verdade, quero mesmo é que venha com saúde e que seja só um! De volta ao jogo...

Por: Elizângela Carvalho

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