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Mochileiros do Piauí

Bem vindos a Machu Picchu

A cidade perdida dos Incas, encravada nas montanhas do Peru e próxima do céu

20/09/2014 21:42h - Atualizado em 20/09/2014 23:32h

Texto e Fotos: Samuel Brandão e Clébert Clark

A cidade perdida dos Incas, Machu Picchu, ou na língua Quíchua “Velha Montanha” é o que podemos chamar de um templo erguido em meio aos céus. Essa cidade de pedra está encravada nas montanhas peruanas, no vale do rio Urubamba, a 2400 metros de altitude e literalmente, se encontra no meio das nuvens.

Para chegar a Machu Picchu existem diversas formas, a mais usual é pegar um trem em Cuzco, próximo à magnífica cidade de pedra Ollantaytambo e se hospedar em Águas Calientes, uma povoado que possui alguns banhos térmicos e uma estrutura turística bem desenvolvida, depois é esperar o amanhecer para subir a essa cidade fantástica.

Machu Picchu foi encontrada em 1911 por um explorador norte-americano chamado Hiram Bingham. Depois da devastação do império Inca pelos espanhóis, a cidade passou quase 400 anos esquecida no meio das montanhas, ficando nesse tempo coberta pela vegetação local e infestada de víboras, dizem que o explorador quase desmaiou quando viu o que havia encontrado. Hoje Machu Picchu possui uma infra-estrutura turística exemplar e é considerada patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO,  recebendo todos os dias 2.500 turistas de todas as partes do mundo.

Ao chegarmos na cidade perdida dos Incas eram por volta de 7:30 da manhã. A entrada do parque já estava cheia de europeus, orientais, judeus, americanos e pessoas de todas as idades. Nesse momento, o lugar apresentava uma atmosfera translúcida quase que onírica, onde as nuvens perpassavam nosso olhar e deixavam aparente somente alguns lances de ruínas, lhamas e pessoas que cortavam a névoa. Quando finalmente o sol apareceu e soprou a densa névoa, o espetáculo se mostrou diante de nossas retinas. Pedras devidamente organizadas em grandes corredores, terraços e salas, rochas de peso descomunal erguidas acima da montanha e sobrepostas formando um reino colossal que se projeta aos céus. O vale se abria com uma beleza majestosa, protegida pelas gigantescas montanhas.

Dentro do parque ainda existe a possibilidade de subir às montanhas que estão no seu entorno, sendo Huayna Picchu ( “jovem montanha” na língua quinchua), a mais visitada, mas para conseguir subir até ela é preciso comprar um ticket com antecedência pois somente 400 pessoas podem visitá-la diariamente. A vista de Huayna Picchu é ainda mais maravilhosa, a subida é meio desgastante, pois leva uma hora e meia, andando por escadarias de pedras e algumas cavernas, mas nada que a boa vontade e o espírito aventureiro não consigam driblar. Chegando ao topo da montanha, encontramos uma francesa de uns 80 anos de idade, juntamente com suas filhas e netas recebendo o troféu pelo esforço, o visual do vale do rio Urubamba.

O parque fica aberto aos turistas até um pouco depois das cinco horas da tarde, e nesse horário ainda é possível ver o espetáculo de cores que antecede o pôr do sol, no Vale Urubamba. Em meio a algumas lhamas, num momento de contemplação é possível , através da imaginação, até se reportar ao período do império inca e imaginar os ritos, as festas, as cores, as músicas daqueles antigos povos que ali viveram, reverenciando ao deus sol, aos elementos da natureza e orgulhosos pela força demonstrada em erguer seus templos em vértice, em uma glória que sempre ecoa.




Fonte: Mochileiros do Piauí
Edição: Samuel Brandão
Por: Samuel Brandão

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