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Notícias Polivox

10 de fevereiro de 2014

Quando o cartaz não define o filme

Clube de Compras Dallas está na lista do Oscar 2014

Veja só perigo de ter o preconceito de definir o filme pelo cartaz, antes de buscar o mínimo de informações. Isso quase ia acontecendo comigo com relação a âClube de Compra Dallasâ. Primeiro porque o ator Matthew McConaughey está totalmente irreconhecível. Segundo que na foto ele aparece de chapéu, cinto de cowboy e botas, inevitavelmente remetendo àqueles filmes de caipiras norte-americanos, onde os personagens passam o dia falando bobagem com aquele sotaque carregado. Normalmente são filmes feitos apenas para eles mesmos. O que me atraiu foi o fato de Clube de Compra Dallas fazer parte da lista do Oscar 2014. O filme, simplesmente, concorre em seis categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Matthew McConaughey), Ator Coadjuvante (Jared Leto), Roteiro Original, Montagem e Maquiagem.

A trama se passa em 1986. O eletricista texano Ron Woodroof Ã© diagnosticado com AIDS. Naquela época a grande maioria das pessoas ainda acreditava que AIDS era doença apenas dos homossexuais. Como a desinformação também era muito grande, consequentemente, a exclusão era a primeira reação, até mesmo parte dos amigos. Depois de ser comunicado da doença e passar pelo período da depressão, Ron Woodroof resolve não se entregar fácil, mesmo sabendo que, segundo o médico, teria somente mais 30 dias de vida. A primeira descoberta foi o AZT, mas o medicamento acaba. Logo descobre os remédios alternativos que lhe dão mais alguns dias de vida e tira proveito disso.

Quando o cartaz não define o filme

Clube de Compras Dallas está na lista do Oscar 2014

Veja só perigo de ter o preconceito de definir o filme pelo cartaz, antes de buscar o mínimo de informações. Isso quase ia acontecendo comigo com relação a âClube de Compra Dallasâ. Primeiro porque o ator Matthew McConaughey está totalmente irreconhecível. Segundo que na foto ele aparece de chapéu, cinto de cowboy e botas, inevitavelmente remetendo àqueles filmes de caipiras norte-americanos, onde os personagens passam o dia falando bobagem com aquele sotaque carregado. Normalmente são filmes feitos apenas para eles mesmos. O que me atraiu foi o fato de Clube de Compra Dallas fazer parte da lista do Oscar 2014. O filme, simplesmente, concorre em seis categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Matthew McConaughey), Ator Coadjuvante (Jared Leto), Roteiro Original, Montagem e Maquiagem.

A trama se passa em 1986. O eletricista texano Ron Woodroof Ã© diagnosticado com AIDS. Naquela época a grande maioria das pessoas ainda acreditava que AIDS era doença apenas dos homossexuais. Como a desinformação também era muito grande, consequentemente, a exclusão era a primeira reação, até mesmo parte dos amigos. Depois de ser comunicado da doença e passar pelo período da depressão, Ron Woodroof resolve não se entregar fácil, mesmo sabendo que, segundo o médico, teria somente mais 30 dias de vida. A primeira descoberta foi o AZT, mas o medicamento acaba. Logo descobre os remédios alternativos que lhe dão mais alguns dias de vida e tira proveito disso.

09 de janeiro de 2014

A vida secreta de Walter Mitty

Ben Stiller atua e dirige um filme sensível e com um humor equilibrado

Nunca fui muito fã de Ben Stiller, nem mesmo em suas comédias mais famosas, como âEntrando Numa Friaâ ou âUma Noite no Museuâ. Mas desta vez posso dizer que Ben ganhou muitos créditos. Em âA vida secreta de Walter Mittyâ, Ben Stiller atua e dirige um filme sensível, mostrando uma pessoa que parece ter pouca importância, até na sua própria avaliação, mas que descobre que o que vale é âfazer acontecerâ e não apenas âimaginarâ. Walter Mitty trabalha no arquivo de negativos fotográficos de uma das revistas mais importantes do mundo, a âLifeâ, em pleno século 21, onde a fotografia digital domina já há um bom tempo. A revista acaba de ser vendida e terá apenas a versão on line. Para a capa da última edição física será usada uma foto do famoso fotógrafo Sean OâConnell (interpretado por Sean Penn), justamente deixada para Walter como um presente em reconhecimento ao seu importante trabalho. Só que Walter perde o negativo e viaja em busca de Sean para tentar recuperar a foto. Nesta busca, Walter passa por incríveis e reais aventuras em locais como a Groelândia e Islândia, dando uma nova perspectiva a sua vida. O arquivista também muda seu modo de encarar sua paixão pela colega de trabalho Cheryl. Se antes não conseguia nem um contato através de um site de relacionamentos, agora a corteja de uma forma diferente. A vida secreta de Walter Mitty é justamente sobre isso, como encarar melhor a importância que a vida nos dá, e ressalta que todos têm muito valor neste grande círculo de relacionamentos.

25 de novembro de 2013

Destaques da FIQ 2013

Mário David, presidente do Núcleo de Quadrinhos, esteve lá e conta como foi

Participar do Festival Internacional de Quadrinhos, que neste ano chegou a sua oitava edição, foi uma experiência para qualquer admirador da nona arte. A programação é tão intensa que chega a cansar ao fim do dia, satisfatoriamente é claro. Mas não é para menos. Foram mais de 80 convidados nacionais e internacionais, centenas de lançamentos entre HQs de produção independente e pelas editoras, além de oficinas, minicursos e exposições de quadrinhos.

O destaque do FIQ 2013, sem dúvidas, foi a presença surpresa de Maurício de Sousa no painel que reuniu todos os autores do projeto Graphic MSP já lançados, encabeçado pelo jornalista e editor de novos projetos da Maurício de Sousa Produções, Sidney Gusman. Na ocasião, foram anunciadas mais quatro novas produções e duas continuidades:

Astronauta 2 e Turma da Mônica 2. As obras serão escritas e desenhadas pelos mesmos nomes de suas predecessoras: Danilo Beyruth e Cris Peter, de Astronauta: Magnetar; e Turma da Mônica: Laços, dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi.

Mas o FIQ conseguiu oferecer ainda mais. Nomes como George Peréz e Ivo Milazzo, de grande representação internacional, também estiverem presentes. O espaço do evento foi visitado por várias escolas que transitaram principalmente para admirar as obras expostas do homenageado Laerte e das que compuseram o livro Ãcones dos Quadrinhos, de autoria do curador do FIQ, Ivan Costa.

E junto a tudo isso, dezenas de estandes com inúmeros títulos de HQs fizeram a alegria dos fãs ao mesmo tempo em que esvaziaram seus bolsos, pois opções não faltaram. E por fim, para os quadrinhistas em crescimento, houve momentos de desenho ao vivo, análise de portfólios e um grande mural para desenho livre e divulgação profissional.

Num breve resumo, o FIQ consegue fazer jus ao nome, sendo de fato, um grande festival sobre histórias em quadrinhos. Que venha 2015!

Colaboração: Mário David Pinto de Melo, presidente do Núcleo de Histórias em Quadrinhos do Piauí

17 de novembro de 2013

Informação da FIQ 2013

Informação da FIQ 2013

Novos lançamentos da MSP

Infelizmente não tive condições de participar, mas acompanhei tudo pela internet e de informações de amigos que estiveram por lá. Estou falando da Feira Internacional de Quadrinhos â FIQ 2013, que aconteceu esta semana em Belo Horizonte (MG).

E, se mesmo estando de longe, considerei um evento espetacular, imagine para quem estava lá. Para você que compartilha desta minha frustração de não ter participado, prometo mostrar aqui várias novidades que foram destaque no evento.

Gostaria de começar logo por um dos mais emocionantes: a divulgação dos novos projetos da MSP (Mauricio de Sousa Produções) que estão no forno: as sequências âTurma da Mônica 2â (a primeira foi Turma da Mônica - Lanços), de Vitor e Lu Cafaggi, e âAstronauta IIâ, do Danilo Beyruth, e tem ainda âPenadinhoâ, de Paulo Crumbim e Cristina Eiko, âTurma da Mataâ â Tocchini, Calil e Fujita, âBibuâ (Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho), e âPapa-Capimâ, de Marcela Godoy e Renato Guedes.

Para quem ainda não viu ainda os primeiros lançamentos MSP, que incluem ainda âChico Bento â Pavor Espaciarâ, do Gustavo Duarte, e âPiteco â Ingáâ, do Chico Shiko, vale lembrar que são obras que guardam as essências dos personagens da Turma da Mônica, mas que transitam por um universo mais adulto. O resultado disso é simplesmente espetacular.

A maior parte de tudo esse sucesso deve-se, sem dúvida, a mente criativa e apaixonada por HQs, de Sidney Gusman, jornalista especializado no assunto e responsável pelas edições do MSP. A homenagem que Sidão recebeu dos artistas durante FIQ foi merecidíssima, diga-se de passagem.

16 de outubro de 2013

Black Sabbath - "O Show"

"Fui às lágrimas"...

Falar que o show do Black Sabbath foi perfeito é pouco pra descrever a sensação de encantamento pela qual passei durante sua apresentação em São Paulo. Desde que ouvi pela primeira vez a música deles em uma coletânea no final dos anos 80, ver esses caras tocando era um sonho que eu achava quase impossível realizar. Mas o improvável aconteceu e Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler se juntaram, e eu estava lá pra ver e ouvir. Ainda que, como todo fã, senti a falta do baterista Bill Ward, posso dizer que Tommy Clufetos deu conta do recado e o visual dele ainda lembra um pouco o estilo que Ward adotava nos anos 70. 

O show começa com Ozzy imitando um relógio cuco (âCuco! Cuco!â) e logo em seguida o clássico berro âI canât hear you!â antecede a matadora âWar Pigsâ. Fui às lágrimas (pela primeira vez) assim que o primeiro verso foi cantado em uníssono pelas dezenas de milhares de pessoas presentes. Não há como descrever a sensação de estar em pé diante do Black Sabbath. O show continuou com clássicos selecionados dos álbuns da âfase Ozzyâ, intercalados com músicas do disco novo, o excepcional â13â. âAge of Reasonâ, âEnd of The Beginningâ e âGod Is Deadâ agradaram bastante, mas a galera enlouquecia mesmo era com as mais que esperadas âN.I.B.â (com direito ao solo de baixo de Geezer), âChildren of The Graveâ, âBlack Sabbathâ, âIron Manâ e âParanoidâ, entre outras pérolas distribuídas em mais de duas horas de show. Chorei ao lembrar de minha adolescência e de como esses caras me influenciaram a adotar todo um estilo de vida, chorei por estar ao lado de minha esposa, que acompanhou boa parte dessa minha história, chorei ao ver um guitarrista que, apesar de lutar contra um câncer, continua a fazer o que gosta de forma magistral aos 65 anos, chorei por ver uma banda que consegue colocar de lado suas brigas do passado pra fazer um disco maravilhoso e, principalmente, entregar um espetáculo íntegro, honesto e voltado pros fãs, dando o melhor de si. Por tudo isto, o dia 11 de outubro de 2013 foi um dos mais emocionantes e inesquecíveis da minha vida.

(Colaboração â Eduardo Neves, jornalista, publicitário e músico)

12 de outubro de 2013

O que faltou em “Gravidade”?

Tinha tudo para ser o filme do ano

Deixei a sala do cinema na noite de ontem tentando entender porque âGravidadeâ, filme do diretor Alfonso Cuarón, não conseguiu imprimir âas marcasâ que prometia. Quando um filme é verdadeiramente impactante qualquer pessoa leva pelo menos alguns minutos para âvoltar ao normalâ. Achei que desta vez levaria bem mais tempo para retornar a essa normalidade, mas na verdade demorei foi para entender o que faltou.  

Foi tudo muito perfeito. Uma bela fotografia, um roteiro bem montado, com várias situações de perigo, condições lógicas, ou seja, nada que parecesse muito forçado ou absurdo de acontecer, belas referências - como no momento em que a personagem Ryan Stone simula a posição de um feto, com cabos indicando o cordão umbilical - tudo muito perfeito. O que faltou? 

Faltou uma interpretação convincente. Confesso que quando foram divulgado os nomes do atores â George Clooney e Sandra Bullock â fiquei meio com o âpé atrásâ, mas agora vejo que não era só preconceito. Sandra, que é quem domina o maior tempo da trama, não consegue imprimir o desespero real de viver uma situação como aquela. Estar isolado no espaço com o nível de oxigênio a 2% não pareceu tão assustador. Poderiam também ter explorado um pouco mais o 3D. Nada melhor que o espaço para isso! Infelizmente não posso dar outros exemplos para não revelar detalhes. Afinal de contas, Gravidade, apesar destas falhas, é um bom filme. Meu lamento é  porque poderíamos estar falando aqui, talvez, do âfilme do anoâ, mas faltou justamente uma das peças fundamentais, o âsentimentoâ.


O que faltou em “Gravidade”?

Tinha tudo para ser o filme do ano

Deixei a sala do cinema na noite de ontem tentando entender porque âGravidadeâ, filme do diretor Alfonso Cuarón, não conseguiu imprimir âas marcasâ que prometia. Quando um filme é verdadeiramente impactante qualquer pessoa leva pelo menos alguns minutos para âvoltar ao normalâ. Achei que desta vez levaria bem mais tempo para retornar a essa normalidade, mas na verdade demorei foi para entender o que faltou.  

Foi tudo muito perfeito. Uma bela fotografia, um roteiro bem montado, com várias situações de perigo, condições lógicas, ou seja, nada que parecesse muito forçado ou absurdo de acontecer, belas referências - como no momento em que a personagem Ryan Stone simula a posição de um feto, com cabos indicando o cordão umbilical - tudo muito perfeito. O que faltou? 

Faltou uma interpretação convincente. Confesso que quando foram divulgado os nomes do atores â George Clooney e Sandra Bullock â fiquei meio com o âpé atrásâ, mas agora vejo que não era só preconceito. Sandra, que é quem domina o maior tempo da trama, não consegue imprimir o desespero real de viver uma situação como aquela. Estar isolado no espaço com o nível de oxigênio a 2% não pareceu tão assustador. Poderiam também ter explorado um pouco mais o 3D. Nada melhor que o espaço para isso! Infelizmente não posso dar outros exemplos para não revelar detalhes. Afinal de contas, Gravidade, apesar destas falhas, é um bom filme. Meu lamento é  porque poderíamos estar falando aqui, talvez, do âfilme do anoâ, mas faltou justamente uma das peças fundamentais, o âsentimentoâ.


07 de outubro de 2013

26 de setembro de 2013

Daniel HDR concentra esforços em projetos autorais

Daniel HDR concentra esforços em projetos autorais

O desenhista apresentará novidades na FIQ

Daniel HDR desenha história em quadrinhos desde os 14. Hoje acumula uma grande experiência na área, inclusive desenhando para editoras de grande porte no mercado norte-americano. Há duas semanas, Daniel esteve em Teresina para participar da 13ª Feira de HQ do Piauí. Em uma entrevista exclusiva a POLIVOX, falou um pouco de seus projetos atuais e de como foi o caminho trilhado para chegar até aqui. Atualmente, segundo conta, deu um pequeno intervalo nos trabalhos para o exterior e se dedica mais intensamente em seus projetos autorais. Um deles é seu Art Book, que será lançado da Feira Internacional de Quadrinhos, evento que será realizado de 13 a 17 de novembro, em Belo Horizonte (MG). Confira a entrevista: 

Em que você está trabalhando atualmente?

Atualmente estou trabalhando em materiais autorais, meu próprio material. Vai sair agora no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) a edição definitiva do Dungeon Crawlers, que fiz junto com o Marcelo Cassaro. Estou desenhando também âO Batismo de Geloâ, que é uma graphic novel que estou fazendo com meu amigo escritor Leonel Caldela, para sair ano que vem. Estou finalizando meu Art Book, que também sai na FIQ, pela editora Criativo. E para o mercado norte-americano conclui recentemente o meu arco no título Superman Smallville season 11, e uma participação na revista de linha do Superman. Agora estou justamente dando um pequeno hiato com os materiais do exterior para poder dar conta dos meus projetos pessoais. 

Para você, como foi para conquistar esse mercado?

Esse trabalho para o mercado norte-americano está relacionado um pouco com a questão monetária. Quando os artistas brasileiros começaram a trabalhar para fora, além de haver uma demanda, tinha a questão financeira. Claro que não foi de uma hora para outra. Foi através de submissão de trabalhos para avaliação. Foram desde amostra de páginas até projetos de designer de personagens. Foi um período de quase um ano até eu conseguir teus os primeiros trabalhos publicados lá fora com editoras grandes. Mas não foi de uma hora para outra. 

Normalmente quem trabalha com arte de um modo geral, antes de chegar a atingir um nível profissional e passar a ter um retorno financeiro, recebe muita pressão. Tudo é encarado como brincadeira ou perda de tempo. Você também chegou a enfrentar isso ou sempre recebeu o apoio necessário? E o que diria para quem está passando por isso?

Minha situação é bem peculiar. Não é muito diferente de muitos casos que a família não apóia, mas, ao mesmo tempo foi diferenciada por que tive um ambiente bem propício. Meu pai era nerd também, era desenhista, e minha mãe procurou sempre incentivar depois da morte dele. Não tive o apoio direto da minha família. Muitos parentes meus achavam que isso não ia levar a nada, que ia ficar louco. Mas no momento que comecei a trabalhar mesmo para o mercado de quadrinhos, seja daqui ou de fora, e passei a ser remunerado por isso, muitos dos temores deles se dissiparam. E é uma coisa que costumo muito argumentar com o público, sobre a falta do apoio da família, que isso é a maneira que os pais têm de mostrar o amor e a preocupação deles. Não existe um parâmetro para eles compararem se a escolha profissional do filho tem um fundamento. O meu conselho é que se você está numa situação dessas precisa ter muita paciência, conquistar a confiança dos seus pais para que eles vejam que sua escolha é decisiva e acertada. Se bem que hoje em dia com os eventos de quadrinhos, com a própria internet que mostram o trabalho de outras pessoas e acabam mostrando que existem outras pessoas que fazem e dão esse parâmetro. 

27 de junho de 2013

Um paraibano na Marvel

Um paraibano na Marvel

Mike Deodato Jr, de Campina Grande, desenha Os Vingadores para a Marvel

Em praticamente todas as grandes feiras internacionais de Histórias em Quadrinhos e artes afins é grande o número de desenhistas com portfólios debaixo do braço em busca do sonho de entrar no âgrande mercadoâ. Muitos passam por testes com observadores das editoras e voltam pra casa frustrados. Essa realidade mostra o quanto é difícil realizar esse sonho. E se hoje é difícil, na década passada nem se fala, quando a internet ainda estava nascendo aqui no Brasil e a comunicação era muito complicada. O que dizer, então, além de todas essas barreiras, ainda ter o fato de ser nordestino. Só mesmo com muito talento! Mas isso o desenhista paraibano Mike Deodato Jr tem de sobra. Hoje é simplesmente o cara que desenha as histórias dos Vingadores para a Marvel, entre outros personagens de peso. Em uma entrevista Exclusiva para a POLIVOX, Mike conta como conseguiu derrubar essas barreiras. Confira:

à muito comum em feira de quadrinhos e entretenimento nos Estados Unidos, como a Comic Con, ver centenas de desenhistas com portfólios debaixo do braço, passando pela avaliação de várias editoras. E, ao final, saem quase chorando sem conseguir nada. Como, então, um cara de Campina Grande, na Paraíba, conseguiu desenhar para Marvel, e sem sair da sua cidade? Foi muito difícil?

Foi bem difícil. Mais ainda porque no meu tempo ainda não havia a internet. Hoje em dia você tem acesso a editoras e profissionais ao alcance de um clique. Comecei fazendo fanzines, depois passei por várias editoras pequenas até ter a chance de desenhar para o mercado americano. Chegando lá, o processo foi o mesmo: fui galgando as pequenas editoras até chegar nas grandes.

Quais os personagens que o sr. trabalha atualmente e qual a sensação de ver um desenho seu ser transformado em revistas que vão circular em vários países do mundo?

Estou com os Vingadores. Devo ser o desenhista que mais desenhou o grupo até hoje. A sensação é ótima, mas não melhor que o próprio processo de desenhar. A hora em que estou na prancheta desenhando é onde me sinto melhor.

O sr. disse certa vez em uma entrevista que nunca frequentou uma escola de desenho, e que seu aprendizado foi mesmo desenhando dia a dia, copiando outras ilustrações. Com que frequência o sr. desenhava? E hoje usa o mesmo processo para aperfeiçoar seu trabalho ou realiza algum estudo?

Desenhava sempre que podia. Estou sempre estudando e procurando me aperfeiçoar. As possibilidades nos quadrinhos são imensas. Este estado de experimentar, descobrir, é o que faz o quadrinho mais interessante pra mim.

Quem é apaixonado por histórias em quadrinhos e adora desenhar acha que será sempre um âcéu de brancas nuvensâ produzir para editoras como a Marvel e a DC Comics. à assim mesmo? Como é a sua luta diária? Outra expectativa é ficar rico. O pagamento é o que se imagina mesmo?

Os prazos são bem apertados e a concorrência é dura, mas se você gosta do que faz, fica tudo mais fácil. Quanto a ficar rico, não fiquei, nem tenho esperança de ficar um dia, mas o que tenho me basta.

E, finalizando: já chegou a receber alguma proposta do mercado brasileiro. Como o sr. avalia o que é produzido por aqui?

O mercado tá em um ótimo momento aqui. Acabei de ter publicados um Sketchbook e A Arte Cartum de Mike Deodato e fiquei bem satisfeito com a recepção. Talvez seja a hora de eu voltar a investir no quadrinho nacional.

13 de junho de 2013

A Mônica cresceu!!

A Mônica cresceu!!

A Polivox entrevista Mauricio de Sousa com exclusividade sobre os 50 anos da Mônica

Turma da Mônica. Qual o brasileiro que nunca ouviu falar dela? Pois é! Nossa querida amiguinha dentuça está completando 50 anos. Para comemorar essa data tão importante, seu criador, o genial Mauricio de Sousa, está com várias novidades para esse e para os próximos anos. Em uma entrevista exclusiva com a Polivox, o quadrinista e empresário falou um pouco da emoção da data e das transformações que a turminha mais querida do Brasil vem passando nos últimos anos. Com a Turma da Mônica da Jovem, por exemplo, o sucesso tem sido algo espetacular, chegam a vender cerca de 500 mil exemplares em alguns momentos. Mas várias outras boas novas estão vindo por ai, garante Mauricio de Sousa. Confira a entrevista:

Polivox - Qual o seu sentimento ao ver a Mônica completar 50 anos?

Mauricio de Sousa - Sentimento de alegria. A responsabilidade aumenta para mantê-la nesse patamar de sucesso.

Polivox - A Turma da Mônica chegou a fase adolescente com a série Turma da Mônica Jovem. O sr. está feliz com esse avanço? Teve medo no início de fazer essa aposta?

Mauricio de Sousa - Geralmente, quando pensamos algum produto, fazemos estudos e mais estudos para dar certo. E apesar das descrenças naturais do mercado sempre provamos que estamos no caminho correto. Foi assim com a Turma da Mônica Jovem. Quando alguns pensavam que essa série poderia "canibalizar" a turminha clássica, aconteceu o contrário. Fortalecemos os laços dos leitores das várias gerações por quem passamos com a turminha. E a Turma da Mônica Jovem é hoje a revista de quadrinhos que mais vende no ocidente. Chegamos a mais de 500 mil exemplares em alguns momentos e isso nem os super-heróis americanos conseguem. Só o Japão com seus mangás nos superam. Até agora, é claro! (risos).

Polivox - Podemos esperar novas etapas, chegar a fase adulta, por exemplo?

Mauricio de Sousa - Sim. Depois do sucesso da edição de casamento da Mônica com o Cebola, em um sonho futurista, sentimos que daria para criar uma série da Turma da Mônica Adulta. A ideia é que seja uma espécie de folhetim onde os personagens envelheçam junto com os leitores. Espero que daqui uns três, quatro anos estejamos desenvolvendo essa série.

Polivox - Personagens ligados ao futebol já temos o Pelezinho e sua turma e a agora acaba de ser lançado o Neymar. Um faz parte da história, o outro está só começando. O que o levou a apostar na figura do Neymar?

Mauricio de Sousa - Não por apenas ele ser um jovem craque no futebol, mas também pelo carisma do Neymar.

Polivox - E, finalmente, quais outras novidades podemos esperar este ano e para os próximos?

Mauricio de Sousa - Muitas novidades vêm por aí. Acabamos de estrear a remontagem de nossa primeira peça de teatro - Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta - em grande estilo. Depois de São Paulo deve correr pelo Brasil. Também a exposição dos 50 anos da Mônica, no Museu Brasileiro da Escultura - MUBE, em São Paulo, que traz todo histórico desses anos onde a personagem passou por algumas mudanças visuais (mas nunca de temperamento). No próximo mês todos irão conhecer o Chico Bento Moço. Ele terá seus 18 anos e ingressará na Faculdade de Agronomia. . . Mais animações para a TV, a animação da Turma da Mônica Toy para os jovens e as graphic novels, ilustradas pelos mais importantes desenhistas do mundo, brasileiros e estrangeiros.