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Polivox

Pílulas Azuis

Uma história real e profundamente emocional

15/11/2015 17:15h - Atualizado em 15/11/2015 17:29h

Algumas obras são tão marcantes que quando terminamos de ler imaginamos que todos deveriam seguir o mesmo caminho. Foi esse sentimento que tive assim que terminei de ler “Pílulas Azuis” (Nemo), uma história em quadrinhos de Frederik Peeters.

Trata-se de um roteiro simples, mas, ao mesmo tempo, extremamente forte e marcante. Pílulas Azuis é real e uma belíssima história de amor do próprio Peeters com Cati, mãe de um garotinho. Cati e o ilho são portadores do vírus HIV.

Assim que Cati lhe conta, Peeters tem o susto inicial, certamente, mas isso não chega a ser motivo pra se afastar, muito menos para desistir do seu amor. Um dos fatos que torna essa obra tão interessante é mesclar tão bem uma obra de arte com algo tão real e pesado. Não lembro de visto em nenhum momento a Aids ser tratada de forma tão profunda, clara e direta, nem mesmo em peças publicitárias.

Em alguns momentos chega a apertar o coração ver o ilhinho de Cati, ainda tão pequeno, ser obrigado a tomar remédios todos os dias, passar por tanto sofrimento. É, sem dúvida, uma realidade extremamente propícia a depressões, mas o envolvimento de Peeters e Cati dá irmeza aos bons sentimentos, e cria uma bela base pra continuar sempre.

“Pílulas Azuis” fala de sexo, riscos de contágio, de preconceitos, educa e emociona. Por isso, “todo mundo deveria ler!”. É, sem dúvida, uma das melhores obras deste ano.


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