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Brasil vence Peru e conquista Copa América no Maracanã

Seleção bate peruanos por 3 a 1 no Maracanã e volta a levantar a taça após 12 anos

08/07/2019 09:36h

A dúvida sobre como Neymar se sairia na Copa América em meio a uma acusação de estupro deu lugar a outra pergunta antes mesmo de a bola rolar: como a seleção se viraria sem seu principal jogador, cortado por lesão. Entre altos e baixos, o time conseguiu avançar à decisão e vencer o Peru por 3 a 1, ainda rodeado de incertezas: há um dirigente de saída, um técnico que chegou à final sem assegurar que ficaria e jogadores com idade que tornam difícil sua permanência até a Copa do Mundo de 2022.

Na decisão de ontem (7), no Maracanã, essas interrogações não ficaram no caminho da taça. Observada mais uma vez pelo presidente Jair Bolsonaro, que procurou atrelar sua figura ao time nacional desde a preparação, a equipe precisou suar para triunfar pela quinta vez em cinco edições do torneio disputadas no país.

Principal responsável pela vantagem de um gol no placar, construída no primeiro tempo, Gabriel Jesus foi expulso aos 25 minutos da etapa final, após disputa por espaço no alto. Aí, os comandados de Tite se seguraram com um jogador a menos e acabaram fechando o marcador no finalzinho, em batida de pênalti de Richarlison.


Time comemora o gol de Everton, do Brasil na partida com o Peru - Foto: Folhapress

Campeão como anfitrião também em 1919, 1922, 1949 e 1989 e como visitante em 1997, 1999, 2004 e 2007, o Brasil manteve o aproveitamento total em casa e chegou à sua nona conquista sul-americana. Houve vaias pelo caminho e a necessidade de sobreviver a uma disputa de pênaltis contra o Paraguai, nas quartas de final, mas a disputa terminou com festa no Rio de Janeiro.

Finalizada a celebração, será hora de resolver algumas questões e definir o caminho para a Copa do Mundo de 2022. O diretor Edu Gaspar está de saída e terá de ser substituído. Tite, o treinador, até a véspera da decisão da Copa América, limitava-se a dizer que tinha contrato até o Mundial do Qatar, sem assegurar que o compromisso seria cumprido.

Mesmo permanecendo, o gaúcho tem decisões a tomar, especialmente no que diz respeito aos veteranos da seleção. Seu capitão Daniel Alves fez grande torneio, mas tem 36 anos e chegará à Copa com 39. Thiago Silva, um dos responsáveis por uma defesa que só tomou um gol no campeonato sul-americano, terá 38.

Há ainda a situação de Neymar, que terá de ser reintegrado a um grupo que acabou se virando na sua ausência. Ontem, ele apenas assistiu a uma apresentação na qual o Brasil encontrou mais dificuldades do que no embate com o próprio Peru na primeira fase, vencido por 5 a 0 pelos donos da casa. (Folhapress)

Fonte: Folhapress

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