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Acusado de matar Décio e Fábio Brasil isenta 3 acusados

Jhonatan de Sousa conta nova versão do planejamento dos crimes

05/06/2013 20:53h - Atualizado em 05/06/2013 20:58h

O depoimento mais esperado das oitivas de testemunhas do caso Décio Sá, jornalista assassinado em 2012 no Maranhão, foi realizado na manhã desta quarta-feira (05). Um ano depois de ter sido preso, Jhonatan de Sousa Silva, de 25 anos, executor do jornalista falou em juízo sua versão dos fatos.

Ele admitiu ter cometido o crime, disparando à queima roupa contra a vítima, em abril do ano passado, em troca da recompensa de R$ 100 mil prometida por outro acusado de envolvimento no crime, o empresário José Raimundo Alves Chaves Júnior, o “Júnior Bolinha”.

Também revelou o nome de um outro envolvido no crime. Marcos Antônio Souza Santos teria sido o condutor da moto que levou o executor até a barraca da Avenida Litorânea, onde Décio Sá foi fatalmente alvejado, além de ter vendido a arma do crime a Jhonatan de Sousa Silva, por R$ 2 mil.

Marcos também seria o intermediador dos contatos entre o autor dos disparos e Júnior Bolinha, e teria dividido o valor que chegou a ser pago pelo serviço encomendado. Nos autos do processo, Marcos foi identificado como 'Neguinho Barrão'. Jhonatan e ele se conheceram em 2010.

Acusados não teriam participação em planejamento do crime

Jhonatan afirmou que teve vários encontros com Júnior Bolinha e que chegou a pensar em matar o empresário, já que ele teria prometido R$ 200 mil pelas mortes de Décio Sá e do empresário Fábio Brasil, assassinado em Teresina, um mês antes do jornalista, mas pagou apenas R$ 24 mil.

Por esse motivo, e para tornar mais convincente o envolvimento de Bolinha na trama, Jhonatan confessou que incluiu, no próprio depoimento à polícia, os nomes de diversas pessoas mencionadas pelo empresário em conversas que tiveram. Esse grupo integra o círculo de relações de amizade ou profissionais de Bolinha.

Tais nomes, que Jhonatan informou não terem participado do plano de matar Décio Sá, seriam de três outros réus do processo: o capitão da Polícia Militar (PM) Fábio Aurélio Saraiva Silva, o “Fábio Capita”, os empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, pai de Gláucio Alencar, além do deputado estadual Raimundo Cutrim.

Sobre o também acusado Fábio Aurélio do Lago Silva, o “Bochecha”, Jhonatan de Sousa Silva disse não recordar se citou o nome dele nas oitivas iniciais da investigação. Alegou que estava sob forte pressão dos delegados a quem prestou depoimento, tendo muitas vezes admitido informações sugeridas para não sofrer represálias.

O executor disse ainda estar arrependido de ter executado Décio Sá, em vista do sofrimento que sabe ter causado a diversas pessoas, mas que pretende pagar pelos crimes que cometeu. No futuro, pretende reconstruir a vida ao lado dos três filhos.
Fonte: O Imparcial

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