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Palmeira do Piauí

Delegado do DF sugere que culpa de estupro de menina de 11 anos é da mãe

'Crianças pagam por rodízio de padrastos' foi a frase enviada a jornalistas em grupo de mensagens da Polícia Civil. Autor é delegado e chefe de comunicação da corporação.

15/05/2017 17:38h

O diretor de comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, delegado Miguel Lucena, afirmou nesta segunda-feira (15), em um grupo de WhatsApp usado para transmitir informações oficiais, que as "crianças estão pagando muito caro por esse rodízio de padrastos em casa". A frase fazia referência ao caso de uma menina de 11 anos, estuprada pelo padrasto no Gama, no início da manhã (veja abaixo).

A declaração gerou uma "reação generalizada" dos demais jornalistas, que questionaram a ideia de atribuir culpa à mãe da criança – e não, ao próprio estuprador. Em resposta, Lucena disse ser "politicamente incorreto", e que "é preciso ter cuidado com quem se leva para casa". Após meia hora de discussão, o delegado e os membros da Divisão de Comunicação (Divicom) deixaram o grupo de mensagens.

O espaço foi criado pela própria Polícia Civil do DF, como um meio mais simples de tirar dúvidas de jornalistas e prestar informações sobre ocorrências, operações e coletivas de imprensa. Questionada pelo G1, a corporação informou que "não vai se pronunciar sobre discussão particular de grupo de Whats App".

O crime

O caso é investigado pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama Centro). A ocorrência foi registrada pela mãe da criança de 11 anos no início da manhã, logo após o crime. Até as 16h, o suspeito de 32 anos ainda não tinha sido capturado.

À Polícia Civil, a mãe contou que chegou em casa por volta das 6h30, quando a própria filha contou, com detalhes, que tinha sido molestada pelo padrasto. O corpo da criança tinha sinais de violência, e a janela dos fundos da casa foi arrombada pelo agressor.

Além do estupro, o suspeito teria ameaçado a criança e o irmão menor de morte, caso algum deles denunciasse o crime. Acompanhada da mãe, a menina prestou depoimento à Polícia Civil e foi encaminhada ao IML, para exame de corpo de delito, e ao hospital para os procedimentos de rotina.

Fonte: G1

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