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Porto

Prefeito Manin Geronço lamenta boatos e nega bloqueio das contas de gestão

O gestor disse que tem seguido as indicações do órgão para manter os compromissos em dia nesse período de crise.

23/11/2016 17:00h - Atualizado em 23/11/2016 17:18h

O prefeito de Porto, Francisco Geronço (PSDB), rebateu acusações feitas por Dó Bacelar (PP), veiculadas num portal de notícias, sobre um possível bloqueio das contas admirativas do município. Eleito nas eleições deste ano, Dó Bacelar informou que solicitou ao TCE o congelamento das movimentações financeiras da cidade, alegando irresponsabilidade por parte do atual gestor.

Em nota à imprensa, o prefeito Manin afirmou que nunca foi notificado pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI).O gestor disse, ainda, que tem seguido as indicações do órgão para manter os compromissos em dia nesse período de crise.

Prefeito Manin Geronço (Foto: reprodução)

Confira a resposta na íntegra! 

Amigos e amigas portuenses, nos deparamos nesses dias com a informação, meramente dos portais de notícias, de que o vencedor das recentes eleições municipais solicitou o bloqueio das contas públicas de Porto, com a justificativa de que nossa administração não está cumprindo com os deveres constitucionais. 

Pelo contrário, ressalto que o Tribunal de Contas do Estado, citado na matéria, nunca nos notificou sobre esse assunto. Afirmo, ainda, que a prefeitura de Porto, por meio desse prefeito que vos fala, vem trabalhando dentro das normas colaborativas apresentadas por aquela instituição, em que uma delas é exatamente trabalhar a transição administrativa.

 Não vamos fazer como aconteceu conosco. Quando nos entregaram a prefeitura com 4 meses de salários atrasados e recursos desviados da educação, e mais de 8 anos de sonegação fiscal, em 2012. Não vamos fazer transferências indevidas para contas de parentes e amigos ao apagar das luzes. Não vamos, como nosso antecessor, desviar recursos de obras importantes para outros municípios.

Pelo que se percebe, há uma oculta intenção de congelar os recursos públicos, causando novamente atraso dos salários e prejuízos aos alunos, para apontar um culpado. A intenção é clara, tentar o bloqueio para que esse dinheiro possa ser usado como manobra logo nos primeiros dias do exercício administrativo de 2017, o que seria inconstitucional. 

O TCE aconselhou que todos os gestores, nesse momento de crise, em que muitas das cidades estão com até cinco meses de salários atrasados, priorizassem os servidores e realizassem cortes necessários para readequação das folhas contábeis, como estamos fazendo em Porto. 

Os resultados estão aí: salários da educação em dia, com todos os direitos dos servidores, apesar das dificuldades; merenda entregue nas escolas; diretores e coordenadores reorganizando o calendário letivo, a fim de recuperar as aulas e não prejudicar os alunos.

As crianças sofreram muito. Todos nós, desde o dia 26 de setembro, quando um pequeno grupo político que manda no sindicato dos servidores, recebendo ordens de outras pessoas, resolveu declarar greve, por causa de um mês atrasado. Fizemos de tudo para evitar essa catástrofe: reuniões e audiências na justiça, tentando convencê-los da real situação financeira, devido à queda de recursos que afeta o município.

 Apresentamos provas das movimentações financeiras dos programas da educação, mas nunca aceitaram a verdade. Todos vocês sabem quem estava à frente do sindicato, entidade que a cada dia perde membros, e que parece não representar mais a maioria dos servidores, por causa das ações politicamente indevidas de sua atual diretoria. Sei que a maioria dos honrosos educadores não concordam com que vem sendo feito atualmente no sindicato. 

Eles não aceitam que, em apenas quatro anos, justo na nossa gestão, avançamos muito. Nunca o servidor foi tão valorizado. Elaboramos a tabela salarial, com ampliação dos direitos de cada classe, onde o professor, vigia, zelador, merendeira, todos têm suas contribuições do INSS depositadas em dia, além do retroativo de mais de oito anos que começamos a pagar, para garantir a merecida aposentadoria de cada um deles.

Esses direitos, garantidos nesta gestão, ajudaram engrandecer a folha de pagamento, que de certa forma ficou mais difícil de ser mantida em dia, no que tange as quedas dos repasses federais. O nosso legado é esse, dar direito aos que têm direito. 

Por fim, asseguramos, dentro das normas da lei, até que forças ocultas não nos impeçam, finalizar nossa gestão com os compromissos em dia. A nossa intenção é terminar dignamente em ordem com os servidores, sejam eles aliados políticos ou não. 

Atenciosamente: Manin Geronço

Fonte: Ascom

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