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Por recomendação médica, Temer passa o Ano Novo em repouso absoluto

O esforço é para evitar um quadro de infecção urinária. O Palácio do Planalto nega que a situação do presidente tenha se agravado.

01/01/2018 08:06h

Por recomendação médica, o presidente Michel Temer passou a noite do Ano Novo em repouso absoluto no Palácio do Jaburu.
Desde a quinta-feira (28), a equipe médica recomendou ao presidente que evitasse sair da residência oficial para evitar complicações em seu quadro clínico.
O esforço é para evitar um quadro infecção urinária. O Palácio do Planalto nega que a situação do presidente tenha se agravado.
A recomendação é de que Temer fique em repouso médico até terça-feira (2), quando retomará a agenda de compromissos.
Neste domingo (31), um enfermeiro visitou o presidente no Palácio do Jaburu para verificar seu estado de saúde e avaliar as condições da sonda urinária.


Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR

Para a noite da virada, Temer chegou a ser convidado para festa promovida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na residência oficial.
Ele, contudo, não deve comparecer e permanecer com os familiares no Palácio do Jaburu.
Nos últimos dias, o presidente tem reclamado de desconforto por causa de sonda urinária colocada há três semanas por causa de cirurgia de desobstrução da uretra.
A expectativa é de que, nos próximos dias, Temer viaje para a capital paulista para fazer nova bateria de exames no Hospital Sírio-Libanês.
O presidente desistiu de viajar para o Rio de Janeiro para o Ano Novo. A ideia inicial era de que ele embarcasse para a base militar Restinga de Marambaia.
Por conta do procedimento, o presidente já cancelou duas viagens oficiais: uma para o Sudeste Asiático e outra para Alagoas.
A orientação médica é de que ele evite viagens de longa distância e permaneça o máximo possível em repouso em Brasília.
Aos 77 anos, o mais velho presidente da história do Brasil, Temer sofreu três intervenções médicas nos últimos meses: para conter um sangramento na próstata, colocar um stent em artérias coronárias e desobstruir a uretra.
Segundo a equipe médica, o procedimento na uretra foi considerado bem sucedido, mas "há sempre o risco" de voltar.

Por: Gustavo Uribe - Folhapress

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