Sem pandemia, expectativa de vida do brasileiro ao nascer seria de 76,8 anos

Dado divulgado hoje pelo IBGE não considera a crise sanitária que se abateu sobre o país e o mundo no ano passado. Acréscimo no tempo de vida é de 2 meses em relação a 2019.

25/11/2021 10:16h - Atualizado em 25/11/2021 10:21h

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25) uma nota técnica sobre as Tábuas de Mortalidade de 2020 com a pandemia de covid-19. Caso o Brasil não tivesse vivenciado a alta taxa de mortes causadas pelo coronavírus, a expectativa de vida do brasileiro seria de 76,8 anos. 

O tempo representa um acréscimo de 2 meses e 26 dias em relação à expectativa de vida ao nascer estimada para 2019, antes da crise sanitária, quando o tempo de vida ao nascer do brasileiro era de 76,6 anos.

Há uma discrepância entre a expectativa de vida quando se observa o cenário por sexo. De acordo com o IBGE, para a população masculina, a esperança de vida ao nascer em 2020 seria de 73,3 anos se a pandemia não tivesse acontecido. Já para as mulheres, no mesmo cenário, a expectativa de vida é maior: 80,3 anos.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Em nota técnica divulgada hoje (25), o IBGE explicou que a publicação das Tábuas de Mortalidade é feita desde 1999 e que elas são calculadas a partir de projeções populacionais baseadas nos dados dos censos demográficos. Não foram divulgados dados relacionados à expectativa de vida ao nascer por estados. 

A metodologia do cálculo é a mesma adotada desde 1991 e recomendada por organismos de cooperação internacional, incluindo órgãos públicos das três esferas de governo e as principais instituições acadêmicas do país.

“Após a divulgação de cada censo demográfico, o IBGE elabora novas tábuas de mortalidade projetadas. As últimas tábuas foram construídas e projetadas a partir dos dados de 2010, ano de realização da última operação censitária no Brasil. Da mesma foram, um novo conjunto de tábuas de mortalidade será elaborado após a publicação dos resultados do Censo 2022, quando o IBGE terá uma estimativa mais precisa da população exposta ao risco de falecer e dos óbitos observados na última década”, diz o IBGE em nota.

Na semana passada, o Instituto divulgou que o crescimento da população piauiense deu uma desacelerada no primeiro ano da pandemia de covid-19, ano que a taxa de óbitos foi a maior da década e a taxa de nascimentos veio na contramão e foi a menor registrada nos últimos 10 anos. Os dados revelaram que em 2020, o Piauí registrou 43.063 nascimentos e 20.749 mortes. O coronavírus foi apontado como o maior impulsionador destes óbitos.

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