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Notícias Economia

23 de fevereiro de 2018

Falta trabalho para 26,4 milhões de brasileiros, aponta IBGE

Dados do 4º trimestre de 2017 incluem trabalhadores desocupados, mas que poderiam trabalhar, e também aqueles que trabalham menos de 40 horas por semana.

Faltava trabalho para cerca de 26,4 milhões de brasileiros no quarto trimestre de 2017, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) trimestral divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse número representa os trabalhadores subutilizados no país, grupo que reúne pessoas que poderiam trabalhar, mas estão desocupadas, e aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais.

(Correção: O IBGE divulgou que o número de subutilizados somava 26,3 milhões de pessoas no Brasil. Cerca de 45 minutos depois, corrigiu a informação para 26,4 milhões.)

O índice de subutilização atingiu 23,6% da força de trabalho no quarto trimestre de 2017, uma queda em relação trimestre anterior, de 23,9%, mas ainda acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 22,2%.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 4º trimestre de 2017:

- 12,3 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuram empregos nos últimos 30 dias;

- 6,5 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;

- 7,3 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,3 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a população de trabalhadores subutilizados tem "praticamente um perfil único" por conta, sobretudo, das dificuldades inerentes ao ingresso no mercado de trabalho.

“Os jovens, dadas as dificuldades e barreiras deles se inserirem no mercado de trabalho – falta de experiência, falta de qualificação. Isso também vai abranger um maior contingente da população preta e parda, que também tem maior dificuldade de se inserir por conta da formação e da qualificação e pela falta de experiência.”

Veja o perfil desses trabalhadores subutilizados:

- 54,2% são mulheres

- 55,8% são pretos e pardos

- 26,5% têm entre 18 e 24 anos

- 39,1% não têm ensino médio


Veja os números da subutilização da força de trabalho no país (Foto: Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)

Desempregados

A taxa de desemprego vem caindo no Brasil ficou em 11,8% no quarto trimestre do ano, 0,6 ponto percentual abaixo dos valores registrados três meses antes. Cerca de 12,3 milhões de brasileiros estavam desocupados no fim do ano.

Subocupados

A taxa de subocupados no quarto trimestre foi de 18%, abaixo do registrado no trimestre anterior (18,5%), mas ainda acima do que patamar do quarto trimestre do ano anterior (17,2%).

Mãe de quatro filhos, a promotora de vendas Jorgina Cordeiro Muniz, de 38 anos, é um exemplo de trabalhador subocupada. Após dois anos desempregada, ela conseguiu ser contratada para distribuir jornal de circulação gratuita pelas ruas do Rio. Sua jornada diária de trabalho é de 4 horas por dia – 20 horas semanais -, sempre pelas manhãs.

“Eu não só posso trabalhar mais, como quero trabalhar mais. Preciso muito complementar minha renda”, afirmou.

Sem ocupação após o meio dia, Jorgina busca trabalhos diversos, os chamados bicos, para lhe garantir um complemento de renda. Nesta semana, ela conseguiu uma oportunidade de distribuir nas ruas da cidade panfletos de uma rede de alimentação carioca. Mas, ela confessa que gostaria de ter uma ocupação fixa que lhe rendesse maior renda sem ter de se dividir em mais de uma atividade.

"Pra mim, hoje, é melhor fazer só 4 horas e poder pegar outros serviços. Mas eu estou querendo mesmo é outro trabalho de carteira assinada que me pague melhor", revelou.

Força de trabalho potencial

Aqueles trabalhadores que desistiram de procurar emprego deixam de fazer parte da população desempregada do país e passam a compor o que o IBGE classifica como "desalento". Ou seja, alguém que pode e quer trabalhar, mas não procurou emprego nos últimos 30 dias.

Os dados do IBGE mostram que existiam 4,3 milhões de pessoas nessa condição no Brasil no quarto trimestre de 2012, o maior contingente registrado desde 2012, quando começou a série histórica da pesquisa.

De acordo com o coordenador do IBGE, desalento está diretamente relacionado ao desemprego. “Se a desocupação está alta, o desalento também fica alto. A pessoa desalentada acha que é muito nova ou muito velha para trabalhar, ou que não tem experiência, ou acha que não tem vaga".

"Ela ouve falar tanto em desemprego, que fica desestimulada a procurar emprego”.

O pesquisador explicou que se os desalentados começassem a procurar trabalho, naturalmente a taxa de desocupação aumentaria. Isso porque o IBGE considera como desocupado aquele trabalhador que procurou emprego, mas não conseguiu.

“As políticas para o mercado de trabalho têm que olhar não para os 12,3 milhões que estão desocupados, mas para os 26,4 milhões que estão sem trabalho. Antes [de o IBGE analisar o desalento], a gente só via uma parte dessa população que está fora do mercado”.

A dona de casa Teresa Kelma Oliveira, de 37 anos, está fora do mercado de trabalho há 3 anos para cuidar da filha e da avó (Foto: Arquivo pessoal)

Entre os subutilizados, o IBGE conta também aqueles que gostariam e tem condições de trabalhar, mas, por algum motivo, não tem disponibilidade.

É o caso da dona de casa Teresa Kelma Oliveira, de 37 anos, fora do mercado de trabalho há 3 anos. Ela gostaria de trabalhar, mas precisa se dedicar aos cuidados da filha caçula e da avó.

“Quando eu trabalhava, quem tomava conta da minha filha caçula era o meu filho do meio. No mês seguinte à minha demissão, ele começou a trabalhar e eu fiquei sem ninguém para cuidar dela. Depois, cheguei a procurar emprego, mas sem sucesso, e depois não tentei mais porque eu não poderia aceitar por conta da minha filha”, conta.

Teresa enfatizou que ainda hoje ela não tem condições de assumir um trabalho. “Quando minha mãe estiver em casa, quando ela se aposentar, eu vou me sentir mais segura para voltar ao mercado de trabalho”, disse.

Pesquisa mostra que 30% das startups não conseguem se manter no mercado

O levantamento foi realizado com empresas participantes do programa Inovativa Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que promove ações de assistência e capacitação

O sucesso global de empresas de tecnologia como Apple, Google e Facebook ajudou a disseminar a tese de que boas ideias podem se transformar em grandes negócios. Contudo, o caminho não é simples, e parte das empresas iniciantes não consegue se manter no mercado. É o que mostra pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Cerca de 30% das startups analisadas fecharam as portas no último período.

O levantamento foi realizado com empresas participantes do programa Inovativa Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que promove ações de assistência e capacitação. Foram ouvidas 1.044 companhias, principalmente de Tecnologia da Informação e da Comunicação (31%), Desenvolvimento de Software (21%) e Serviços (18%).

As empresas entrevistadas apontaram como principal motivo para o fechamento a dificuldade de acesso a capital (40%), obstáculos para entrar no mercado (16%) e divergências entre os sócios (12%).


Foto: Reprodução/ABF

Busca de recursos

Ivan Cruz Júnior, co-fundador da startup Mereo, que oferece soluções de controle de desempenho de trabalhadores, aponta uma dificuldade das empresas de obter investimentos. “Existem fundos no Brasil, mas chegar a eles não é fácil, e muitas vezes eles querem algo mais concreto, com resultado, já para investir. E, com isso, acabam sendo poucas empresas que ganham o recurso”, afirma.

Para Cruz, diferentemente de outros locais onde a cultura de investimento é forte, como nos Estados Unidos, no Brasil, há uma preferência pela aplicação de recursos no mercado financeiro, pois este remunera mais e acaba sendo mais vantajoso do que investir no setor produtivo, em especial em startups.

A Prêmio Ideia é um exemplo de luta para se manter no mercado. A empresa mineira desenvolve soluções tecnológicas voltadas para a promoção de inovações em instituições privadas e públicas. No início de sua trajetória, foi apoiada por um dos programas do governo, o Startup Brasil. Também conseguiu recursos de um investidor-anjo, nome dado quando a pessoa coloca capital próprio no negócio.

Agora, porém, a Prêmio Ideia luta para continuar atuando. Segundo Everton Almeida, um dos sócios, além do desafio de captar clientes e projetos, a conquista de investimentos demanda grande esforço. “Nós já participamos de alguns eventos com investidores, porém nunca tivemos sucesso com relação a isso. Temos pouco tempo para apresentação do produto, o que dificulta colocar a ideia”, relata.

Empresas aceleradas

Como forma de dar apoio à manutenção dessas empresas, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços lançou o programa Inovativa Brasil, que promove um conjunto de ações de assistência às startups, também conhecidas no jargão técnico como “aceleração”.

De acordo com a pasta, a iniciativa oferece assistência a empresas iniciantes para que possam estruturar negócios, captar investimentos e construir sua inserção no mercado. Até o momento, 646 companhias foram beneficiadas pelo Inovativa. “A ideia é realmente de apoiá-las na negociação com grandes empresas, investidores e no acesso a recursos públicos”, disse o diretor de Inovação do ministério, Igor Nazareth.

A pesquisa identificou desempenho melhor em companhias “aceleradas”. Entre estas, o percentual das que encerraram as atividades fica em 15%, metade da média geral. O acesso a investimentos, entretanto, permanece um desafio importante. Apenas 22% das startups beneficiadas pelo programa receberam aportes privados.

Neste universo, a forma de investimento mais comum é aquela realizada pelo que é chamado de “anjo” (73%), seguida por aceleradoras (29%) e por fundos de investimento de venture capital (14%).

Das participantes do levantamento, 24% informaram ter recebido algum tipo de recurso público de fomento. As principais origens são linhas de fundações estaduais (13%), editais de inovação para a indústria (7%) e do Sebrae (6%).

Apoio governamental

Segundo o diretor de Inovação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, existem outras políticas públicas de apoio a startups no país. Um exemplo é o programa Startup Brasil, promovido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, calcado em parceria com aceleradoras para apoiar companhias selecionadas anualmente.

Outra iniciativa foi a criação de um fundo de coinvestimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com investidores anjos para ampliar os recursos para investimento. Neste sentido, a Lei de Informática foi alterada para permitir que os aportes de contrapartida das empresas possam ser revertidos para startups.

Governo destrava R$ 18,4 bilhões para empréstimos no Nordeste

Os principais afetados nesse período sem a regulamentação do governo federal foram pequenos e médios empreendedores

O governo federal publicou na quinta-feira (22) o decreto que destrava R$ 18,4 bilhões reservados para empréstimos a empresas do Nordeste e de cidades mais pobres de Minas Gerais e Espírito Santo. O dinheiro estava parado à espera da regulamentação da cobrança das taxas de juros dos financiamentos feitos com recursos de fundos constitucionais. A Folha de S.Paulo informou na terça-feira (20) que a ausência do decreto impedia a liberação dos empréstimos.

O montante represado pertence ao FNE (Fundo Constitucional do Nordeste), que é operado pelo Banco do Nordeste e beneficia também parte de Minas e Espírito Santo. No fim de dezembro, o governo federal trocou, assim como ocorreu com o BNDES, a antiga TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) pela TLP (Taxa de Longo Prazo) para os fundos constitucionais.


O decreto é assinado pelo presidente Michel Temer, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Foto: Reprodução

Aos empréstimos dos fundos, como o FNE, deve ser aplicado o CDR (Coeficiente de Desequilíbrio Regional), que leva em consideração a diversidade econômica e social das diferentes regiões do Brasil. Isso faz com os fundos tenham taxas reduzidas.

Para que o dinheiro dos fundos constitucionais pudesse ser emprestado faltava a regulamentação do governo explicando como seria a sistemática de atualização do CDR. O processo estava sob análise jurídica no Ministério da Casa Civil.

Com o decreto publicado na quinta-feira, o governo federal determinou que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deverá adotar "as providências necessárias" para o cálculo e a divulgação do coeficiente.

O decreto é assinado pelo presidente Michel Temer, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. A norma deu prazo de 30 dias para que o IBGE calcule o CDR que será aplicado nas operações contratadas entre o início deste ano e 30 de junho.

Financiamento

Os recursos dos fundos constitucionais, como o FNE, são usados para financiar de pequenos a grandes projetos. Os principais afetados nesse período sem a regulamentação do governo federal foram pequenos e médios empreendedores. Os recursos beneficiam, por exemplo, empresas do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres de Minas.

A construção de parques de energia eólica, no Ceará, da fábrica da Jeep, em Pernambuco, e de fábricas da cervejaria Itaipava, em Pernambuco e Bahia, receberam recursos dessa fonte.

Entre os projetos que atualmente negociam financiamento com o Banco do Nordeste e aguardavam a definição do governo está a expansão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A Fraport, concessionária do aeroporto, busca um financiamento de cerca de R$ 500 milhões, e as condições de crédito já foram avaliadas pelo Banco do Nordeste.

Fundo

O FNE foi criado pela Constituição de 1988. De acordo com o Banco do Nordeste, o desconto nas taxas chega a 68,5% e, em média, é 40% menor. No ano passado, o FNE emprestou R$ 16 bilhões. Segundo o banco, apesar de ainda não ter feito empréstimos neste ano, as negociações e análises técnicas para a liberação dos R$ 18,4 bilhões estão em andamento.

Cibercrimes geram prejuízo de US$ 600 bilhões no mundo; ameaças evoluem

Relatório da McAfee aponta rapidez com que os hackers adotam novas tecnologias e a facilidade de ingressar no crime cibernético

O crime cibernético gera um prejuízo de quase US$ 600 bilhões para empresas (0,8% do PIB mundial), revela levantamento da McAfee, em parceria com a Center for Strategic and International Studies (CSIS), refletindo aumento em relação a um estudo de 2014 que avaliou os prejuízos globais em aproximadamente US$ 445 bilhões.

O relatório atribui o crescimento dos últimos três anos à rapidez com que os criminosos cibernéticos adotam novas tecnologias, à facilidade de ingressar no crime cibernético (incluindo um número crescente de centrais de crime cibernético) e à estrutura financeira cada vez mais sofisticada de criminosos cibernéticos profissionais.

Foto: Reprodução

O levantamento aponta como exemplo o ransomware. Com ele, criminosos podem terceirizar grande parte do trabalho para prestadores de serviços especializado, formando o ‘ransomware-como-serviço’. Para agravar o problema, as criptomoedas facilitam e aceleram a obtenção de lucros, além de minimizar o risco de prisão.

De acordo com o relatório, os bancos continuam sendo o alvo favorito dos criminosos cibernéticos, e estados-nação em conflitos internacionais são a fonte mais perigosa de crimes cibernéticos. Rússia, Coreia do Norte e Irã são os países que mais realizam ataques hacker em instituições financeiras, enquanto a China é o país mais ativo em espionagem cibernética. A pesquisa comprovou que a Rússia é a líder no crime cibernético, o que reflete a proficiência de sua comunidade de hackers e seu desrespeito pelas leis ocidentais.

O relatório avalia o crime cibernético na América do Norte, na Europa, na Ásia Central, na Ásia Oriental e na região do Pacífico, na América Latina e no Caribe, na África Subsaariana, no Oriente Médio e no Norte da África. Como era de se esperar, os prejuízos gerados pelo crime cibernético são maiores nos países mais ricos. No entanto, os países com os prejuízos mais altos (percentual da renda nacional) são nações de nível econômico intermediário que são digitalizadas, mas não totalmente proficientes em segurança cibernética.

O que fazer?

O relatório também apresenta algumas recomendações sobre como lidar com o crime cibernético, tais como:

• Implementação uniforme de medidas de segurança básicas e de investimento em tecnologias de defesa

• Maior cooperação entre as entidades de segurança pública internacionais

• Maior coleta de dados por parte das autoridades nacionais

• Aumento da padronização e da coordenação das necessidades de segurança cibernética

• Avanço da Convenção de Budapeste, um tratado formal sobre o crime cibernético

• Pressão internacional aos países que são polos de crime cibernético

22 de fevereiro de 2018

Produtor de café terá safra ampla, mas é esperada queda na rentabilidade

À frente da maior cooperativa de café do mundo, Paulino da Costa diz que o setor poderá pedir ao governo apoio para sustentar as cotações de café na entrada da safra, em maio

O presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino da Costa, diz que a safra de café 2018 será ampla no Brasil, mas, com os preços do grão pressionados pela oferta crescente também em outros países, a tendência é de a rentabilidade diminuir nesta temporada.

“A margem para o produtor está estreita, ou até mesmo nula”, disse ele em entrevista. Segundo Costa, a situação é menos desfavorável para os pequenos cafeicultores, que utilizam mão de obra familiar na propriedade.

À frente da maior cooperativa de café do mundo, Paulino da Costa diz que o setor poderá pedir ao governo apoio para sustentar as cotações de café na entrada da safra, em maio. “Vamos trabalhar para isso, mas é como tirar leite de pedra. O governo não tem recursos nem para bala para soldados”, afirmou. Paulino da Costa abriu nesta quarta-feira, 21, a 17ª Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), evento promovido pela Cooxupé.


Foto: Reprodução

A expectativa é de uma ampla safra de café no Brasil neste ano, o que tende a pressionar as cotações do produto para baixo. Isso pode ser observado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que serve de referência de preço para o mercado. Os preços futuros do contrato para maio, segundo vencimento, acumulam desvalorização de cerca de 27% nos últimos 12 meses, principalmente pressionado pela previsão de uma grande oferta brasileira de café em 2018.

A safra brasileira de café este ano está estimada entre 54,44 milhões e 58,51 milhões de sacas de 60 kg, o que corresponde a um crescimento de 21,1% a 30,1% em relação ao ano passado, segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de janeiro.

Colheita

Paulino da Costa salientou que a colheita 2018 na Cooxupé começará em maio. “Não será uma supersafra, como chegou a ser alardeado”, diz, atribuindo a avaliação à falta de chuva em setembro do ano passado, época de florada dos cafezais. A cooperativa deverá receber dos cooperados entre 4,4 milhões e 4,6 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com 3,6 milhões de sacas em 2017.

“No ano passado, houve grande quebra no cerrado, por causa da bienalidade negativa”, explicou. Considerando o café recebido de terceiros, a cooperativa pode receber este ano um total de 5,6 milhões a 6 milhões de sacas.

Com relação aos investimento este ano, Paulino da Costa informou que não estão previstos desembolsos vultosos. “Devemos concluir os investimentos do ano passado, da ordem de R$ 46 milhões”, argumentou. Boa parte dos recursos foi aplicada na ampliação das unidades de processamento de café.

Declarar imposto de renda pode ser vantajoso para quem não é obrigado

Prestar contas ao Fisco, mesmo sem obrigatoriedade, garante ao contribuinte que teve o imposto retido em 2017 reaver o recurso, indicam especialistas

Mesmo sem ter a obrigação, pode ser vantajoso fazer a declaração do Imposto de Renda este ano. Se a pessoa não tem bens passíveis de informação ao Fisco, recebe rendimentos anuais inferiores ao da faixa de obrigatoriedade, mas, por algum período, recebeu valor superior ao de isenção na tabela progressiva da Receita Federal, pode ser interessante declarar para reaver a retenção que deve ter sido feita pelo contratante.

“Às vezes, o contribuinte considera que o valor não foi expressivo, e por isso deixa para lá. Talvez desconheça que os valores serão corrigidos pela taxa de juros Selic, até a restituição”, explica Wellinton Mota, diretor da Confirp Consultoria Contábil.

O especialista destaca que são muitos os casos em que o contribuinte tem direito a reaver o imposto retido, embora não se enquadre em nenhuma das dezenas de obrigatoriedades listadas pelo Fisco. Além disso, a pessoa teria cinco anos de prazo para prestar contas e reaver o dinheiro.

“Muitos contribuintes acham que declarar Imposto de Renda é um ato negativo, de risco, que pode chamar a atenção das autoridades tributárias e, por isso, não gostam de declarar”, diz Mota. “Na verdade, o fato de declarar, por si só, não traz prejuízo — claro, o que não pode é declarar metade da renda. Aí, sim, terá problemas”, continuou.

Foto: Reprodução

Trabalhadores isentos por, no ano passado, terem recebido abaixo de R$ 1,9 mil mensalmente, podem buscar por meio da declaração, por exemplo, o dinheiro retido no mês das férias — período em que, pelo pagamento de um terço a mais, devem ter sido descontados no contracheque. “O contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis, cuja soma ficou abaixo da faixa de corte da Receita, deve levar em conta se teve o imposto retido na fonte por algum motivo. Pode observar isso no informe de rendimentos”, diz o contador.

Casos

A professora Mércia Luzia Correa fez isso na declaração do ano passado. Como deu aulas esporádicas em uma instituição por quatro meses, em 2016, antes de se afastar para um mestrado, teve parte do salário retido pelo empregador. Além disso, houve desconto de IR no valor da rescisão. Por isso, mesmo sem o rendimento anual ter atingido o valor da obrigatoriedade, resolveu declarar.

Outro caso em que o diretor da Confip aconselha que o contribuinte preste contas ao Fisco, mesmo não sendo obrigado, é quando a pessoa consegue poupar recursos para compra de um imóvel, pois, na hora da compra, a Receita detectará uma “grande variação patrimonial”. E os agentes envolvidos na operação, como o corretor de imóveis, a imobiliária, o cartório, entre outros, vão repassar as informações ao Fisco, que fará os cruzamentos. Isso poderá colocar o contribuinte sob suspeição, na malha fina, pelo fato de não ter declarado. O contribuinte será chamado a dar esclarecimentos.

Alguns profissionais consideram que a declaração para reaver recursos retidos deve ser feita na declaração do ano-base em que o dinheiro foi descontado. Ou seja, foi tributado em 2017, terá de fazer a declaração este ano — entre março e abril — para  receber de volta o dinheiro.

Para Mota, entretanto, isso pode ser feito em até cinco anos, o mesmo prazo obrigatório para que o contribuinte guarde a documentação que pode ser exigida pelo Fisco. “Uma pessoa que teve o imposto descontado em 2012, teria até o fim de abril deste ano para declarar e receber o dinheiro atualizado”, exemplifica. Se está desobrigado a declarar, esse contribuinte não teria que prestar informações relativas aos anos seguintes, segundo o contador.

Trabalhadores nascidos em março e abril podem sacar abono salarial

Os pagamentos são feitos conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho, com os nascidos naquele mês

Começa nesta quinta-feira (23) o pagamento do abono salarial do PIS do calendário 2017/2018, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos nos meses de março e abril. Segundo a Caixa Econômica Federal, os valores variam de R$ 80 a R$ 954 conforme o tempo de trabalho em 2016. Os titulares de conta individual na Caixa com saldo acima de R$ 1 e movimentação receberam o crédito automático na última terça-feira (20). As informações são da Agência Brasil.

Os pagamentos são feitos conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho, com os nascidos naquele mês. Os recursos de todos os beneficiários ficam disponíveis até 29 de junho de 2018. Os últimos a sacar serão os nascidos em maio e junho, a partir de 15 de março.

São liberados R$ 15,7 bilhões para 22,1 milhões de beneficiários em todo o calendário. Para os nascidos em março e abril, estão disponíveis R$ 2,664 bilhões para mais de 3,745 milhões de trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site do banco ou pelo Atendimento CAIXA ao Cidadão: 0800 726 0207.

A Caixa lembra que tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2016, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), ano-base 2016.

Quem tem o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento da instituição. Caso não tenha o Cartão do Cidadão e não tenha recebido automaticamente em conta da Caixa, o valor pode ser retirado em qualquer agência do banco público, apresentando o documento de identificação. O trabalhador vinculado a empresa pública com inscrição no Pasep recebe o pagamento pelo Banco do Brasil.

21 de fevereiro de 2018

Começa amanhã o pagamento do PIS para trabalhadores de março e abril

s recursos de todos beneficiários ficam disponíveis até 29 de junho de 2018. Os últimos a sacar serão os nascidos em maio e junho, a partir de 15 de março.

Começa amanhã (22) o pagamento do abono salarial PIS (Programa de Integração Social) do calendário 2017/2018, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos nos meses de março e abril. Segundo a Caixa Econômica Federal, os valores variam de R$ 80 a R$ 954 conforme o tempo de trabalho em 2016. Os titulares de conta individual na Caixa com saldo acima de R$ 1 e movimentação receberam o crédito automaticamente na última terça-feira (20).

Os pagamentos são realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador, e tiveram início em julho, com os nascidos naquele mês. Os recursos de todos beneficiários ficam disponíveis até 29 de junho de 2018. Os últimos a sacar serão os nascidos em maio e junho, a partir de 15 de março.

São liberados R$ 15,7 bilhões para 22,1 milhões de beneficiários em todo o calendário. Para os nascidos em março e abril, estão disponíveis R$ 2,664 bilhões para mais de 3,745 milhões de trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site do banco  ou pelo Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800 726 0207.

A Caixa lembra que tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2016.

Quem possui o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento da Caixa. Caso não tenha o Cartão do Cidadão e não tenha recebido automaticamente em conta da Caia, o valor pode ser retirado em qualquer agência do banco público, apresentando o documento de identificação. O trabalhador com vínculo a empresa pública possui inscrição Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e recebe o pagamento pelo Banco do Brasil.

Pesquisa diz que somente 2,8% não têm TV no Brasil

O acesso à internet, a substituição de TVs de tubo e a posse de celular são tendências crescentes no país.

Divulgada hoje (21) pela primeira vez pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2016: acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal confirma o que foi sinalizado por outros estudos do órgão. O acesso à internet, a substituição de TVs de tubo e a posse de celular são tendências crescentes no país. A pesquisa abrangeu 211.344 domicílios particulares permanentes em 3,5 mil municípios.

Realizada no último trimestre de 2016, a sondagem apurou que - de 69,3 milhões de domicílios particulares permanentes no Brasil - apenas 2,8%, ou 1,9 milhão, não tinham televisão, com destaque para o Norte do país, onde o percentual é o mais elevado (6,3%).

Em 67,373 milhões de domicílios com TV no país, existiam, em 2016, 102.633 milhões de televisões; 63,4% eram de tela fina e 36,6% de tuboArquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por outro lado, no total de 67,373 milhões de domicílios com televisão no Brasil, existiam 102.633 milhões de televisões. E 63,4% eram de tela fina e 36,6% de tubo, com o primeiro tipo em 66,8% dos domicílios e o segundo, em 46,2%.

Os maiores percentuais foram encontrados para televisão de tela fina nas regiões Sudeste (73,8%), Sul (71,1%) e Centro-Oeste (69,1%). No Nordeste, os percentuais ficaram equiparados: 54,2% dos domicílios tinham TV de tela fina e 54,3%, televisores de tubo.

A gerente da pesquisa do IBGE, economista Maria Lúcia Vieira, disse à Agência Brasil que a tendência é ir diminuindo a presença de televisões de tubo nas casas dos brasileiros porque já não se fabricam mais esses aparelhos. Eles estão sendo substituídos por TVs de tela fina, tipo LED, LCD ou plasma.

O poder aquisitivo dos habitantes do Sudeste, Sul e Centro-Oeste explica o maior percentual de domicílios com televisões de tela fina nessas regiões. “Porque são televisões mais recentes, mais novas, mais caras”, justificou a pesquisadora.

Sinal digital para televisão aberta

No quarto trimestre de 2016, o Brasil tinha 37,6 milhões de televisões de tubo, que necessitariam de adaptação para receber o sinal digital de televisão aberta. O acesso ao sinal digital ocorreria por meio de televisões novas de tela fina, que já estão vindo com conversor integrado, ou adaptando conversores nas TVs de tubo.

Outras alternativas são ter TV por assinatura que forneça sinal digital ou possuir antena parabólica. Maria Lúcia lembrou que, recentemente, foram distribuídos gratuitamente no Rio de Janeiro aparelhos conversores para famílias que recebem o Bolsa Família.

Considerando todos os domicílios que não têm TV com conversor, com antena parabólica ou por assinatura, chega-se a 7 milhões de domicílios. Maria Lúcia disse que se o sinal analógico fosse desligado, esses domicílios estariam descobertos.

“Seriam, aproximadamente, 6,9 milhões de domicílios, o que corresponde a 10,3% do total de endereços com televisão”. Esses domicílios não têm alternativa para não ficar no apagão caso ocorra o desligamento do sinal analógico. “É a população alvo das políticas do governo”, disse.

A pesquisa mostra, ainda, que, enquanto a média no Brasil quanto à forma de recepção do sinal de televisão por antena parabólica e por serviço de televisão por assinatura estava praticamente equiparada àquela época (34,8% e 33,7%, respectivamente), o mesmo não ocorria nas regiões brasileiras.

As regiões Norte e Nordeste apresentavam percentual muito maior de recepção do sinal de TV por antena parabólica (41,1% e 48,2%) do que de TV por assinatura (21% e 18,4%). Já no Sudeste, constatou-se o contrário: 44,8% dos domicílios com televisão recebiam o sinal por serviço de TV por assinatura contra 24,8% por antena parabólica.

“Isso tem a ver com a infraestrutura da região porque a estrutura para montar antena parabólica é mais barata que TV a cabo”, observou a economista do IBGE, em relação aos resultados observados no Norte e Nordeste. A isso se soma a questão da renda mais baixa nessas regiões.

Mais de mil contribuintes que aderiram ao Novo Refis estão irregulares

Neste mês, a Receita Federal está enviando cartas para cobrar mais R$ 1,5 bilhão de 915 contribuintes que não pagaram obrigações que venceram após abril de 2017.

Mais de mil contribuintes que aderiram ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) estão irregulares e podem ser excluídos caso não tomem as providências necessárias até março, de acordo com a Receita Federal. 

O Pert, também conhecido como Novo Refis, oferece a empresas e pessoas físicas devedoras benefícios como reduções de multas e juros, prazo de até 180 meses para pagamento da dívida e possibilidade de utilização de créditos diversos para quitar parte da dívida, desde que mantenham as contas fora do acordo em dia. O Pert abrange dívidas vencidas até 30 de abril de 2017. O não pagamento das obrigações posteriores a essa data por três meses consecutivos ou seis meses alternados leva à exclusão do programa. 

Neste mês, a Receita Federal está enviando cartas para cobrar mais R$ 1,5 bilhão de 915 contribuintes que não pagaram obrigações que venceram após abril de 2017. Este é o segundo lote de cobrança. 

Somam-se a esses devedores cerca de 200 que foram cobrados no final de 2017, no primeiro lote de cobrança, e ainda não regularizaram a situação. Segundo a Receita, esse lote envolveu 405 contribuintes com um total de R$ 1,6 bilhão em dívidas. Aproximadamente a metade regularizou as pendências e será mantida no Pert.   

De acordo com o órgão, um terceiro lote de cobrança está programado para as próximas semanas. Os contribuintes estão sendo comunicados por meio de cartas enviadas aos domicílios tributários eletrônicos. Aqueles que não regularizarem a situação serão excluídos em março e deixarão de contar com os benefícios do Pert.

Telefônica Brasil tem alta de 31% no lucro recorrente do 4º tri

A empresa investiu 2,665 bilhões de reais no quarto trimestre, queda de 4,8 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior

A Telefônica Brasil, a maior empresa de telecomunicações do país teve lucro líquido ajustado de 1,635 bilhão de reais no quarto trimestre, alta de 30,9 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem ajuste, o lucro foi de 1,517 bilhão de reais, alta de 24,9 por cento na comparação anual.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente subiu 7,3 por cento na mesma comparação, para 3,946 bilhões de reais.

Nos últimos trimestres, a empresa que opera sob a marca Vivo focou em produtos cada vez mais sofisticados que oferecem receita relativamente alta por usuário, ao mesmo tempo em que reduziu a oferta de serviços menos rentáveis, como planos pré-pagos.

O quarto trimestre não foi exceção, com os acessos móveis pós-pagos subindo 10,1 por cento em relação ao ano anterior, enquanto os planos pré-pagos caíram 5,5 por cento. A receita média por usuário (Arpu) no segmento de dados, que a Vivo e seus principais concorrentes estão atualmente expandindo, subiu 23 por cento em termos anuais. O Arpu de voz despencou 32 por cento.

A receita operacional líquida no último trimestre do ano somou 11,034 bilhões de reais, alta de 1,5 por cento na comparação ano a ano, enquanto os custos operacionais recorrentes caíram 1,5 por cento para 7,088 bilhões.

A empresa investiu 2,665 bilhões de reais no quarto trimestre, queda de 4,8 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa operacional - calculado pelo Ebitda menos investimentos - aumentou 46,3 por cento no quarto trimestre, para 1,281 bilhão de reais. A final de 2017, a Vivo contava com um total de 74,94 milhões de acessos móveis (+1,6 por cento) e 22,857 milhões de acessos fixos (-2,1 por cento).

Monitor do PIB indica crescimento de 1% em 2017

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias, com alta de 1,1%, e as exportações, com avanço de 6%, foram os responsáveis pelo crescimento da economia brasileira

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1% em 2017 e atingiu o valor de R$ 6,51 trilhões, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). O indicador, divulgado nesta quarta-feira (21), não é um dado oficial, já que o PIB é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e será divulgado no dia 1º de março. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a FGV, o indicador cresceu depois de dois anos de retração, com resultados positivos na agropecuária (12,8%), indústria (0,1%) e no setor de serviços (0,3%). Entre os segmentos da indústria, a principal alta ficou com a extrativa mineral (4,5%). A construção teve a única queda dentro da indústria (-5%).

Foto: Reprodução/ pogonici/ shutterstock

Entre os segmentos dos serviços, o destaque ficou com o comércio (1,8%). Também cresceram os grupos de transportes (1,1%), imobiliários (1%) e outros serviços (0,7%). Tiveram queda os serviços de informação (-1,7%), intermediação financeira (-1,6%) e administração pública (-0,6%).

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias, com alta de 1,1%, e as exportações, com avanço de 6%, foram os responsáveis pelo crescimento da economia brasileira. Os investimentos tiveram queda de 1,9% e o consumo do governo recuou 0,5%. As importações cresceram 4,9%.

Último semestre

No quarto trimestre do ano, o PIB cresceu 2,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com altas de 5,1% na agropecuária, 3,1% na indústria e 1,9% nos serviços.

Sob a ótica da demanda, foram registrados crescimentos de 3% no consumo das famílias, 3,5% nos investimentos e 12,4% nas exportações. O consumo do governo manteve-se estável.

Instabilidade do preço dos alimentos incomoda clientes

Excesso de chuva e necessidade de importar a produção de outros estados impactam o preço dos alimentos,

Os alimentos foram os principais responsáveis pela contenção da inflação em 2017. No entanto, neste início de ano, os produtos apresentam uma relativa instabilidade de preços, provocada por fatores como o impacto das chuvas na produção e questões estruturais do Estado.

O padeiro Evaldo Santos, que sempre vai até o Mercado Central de Teresina comprar frutas e verduras, reclama dos preços praticados. “Dizem que os preços estão baixando, mas a gente não vê. Se você não pechinchar, não encontra um bom valor”, diz. Já o feirante Edmilson Feitosa assegura que os preços estão em constante oscilação. “É muito variável, tem dia que está barato, tem dia que está caro. Não percebemos muita alteração nos preços”, comenta.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Elias Alves Barbosa, inspetor de Estatística e Informação da Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro), afirma que os preços estão bastante instá- veis neste início de ano, mas a variação não teria impactado a inflação.


Alguns tipos de feijão apresentaram queda de preço no período (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

“Na verdade, o ritmo de preço dos alimentos sofreu pequenas alterações, mas não o suficiente para impactar significativamente a inflação do mês de janeiro. O índice desse mês vai ser mais impactado pelo reajuste em alguns serviços, como combustíveis e transporte público”, explica Elias.

Os alimentos que apresentaram maior variação de preços, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi o tomate (45,71%) e a cebola (7,98%). No Piauí, esses reajustes são motivados pelas chuvas que, em excesso, atrapalham a produção de tomate, principalmente do pequeno produtor, e pela necessidade de importação da produção de outros estados.

“O tomate é a questão sazonal, é uma cultura que não se adapta a muita chuva. Então, sempre que você tem uma intensidade das chuvas, a qualidade do tomate cai e o preço sobe. Quando tratamos de produtos que vêm de outras localidades, está incluso no valor uma série de outras variáveis como transporte, influenciando diretamente no valor final”, esclarece o inspetor da Cepro.

Queda de preço

Ainda segundo o IBGE, alguns alimentos apresentaram queda de preço nesse início de ano, como alguns tipos de feijão, como o fradinho (-3,94%) e o carioca (-3,32%), além do alho (-3,31%).

Maduro diz que pré-venda de moeda virtual rendeu US$ 735 milhões

Analistas, porém, duvidam do sucesso da moeda diante da grave crise econômica na Venezuela, em calote parcial da dívida pública e com inflação que superou 2.000% em 2017

 O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (20) que a pré-venda do petro, moeda virtual criada pelo regime, recebeu promessas de compras de US$ 735 milhões (R$ 2,38 bilhões) em seu primeiro dia. Visto pelo chavismo como solução para conseguir financiamento internacional e driblar as sanções dos EUA, o ativo diferencia-se de criptomoedas, como o bitcoin, por ter lastro em um poço de petróleo e ser o primeiro a ser criado por um Estado.

Analistas, porém, duvidam do sucesso da moeda diante da grave crise econômica na Venezuela, em calote parcial da dívida pública e com inflação que superou 2.000% em 2017, e ao risco de mudança das regras por Caracas. "Já temos nas nossas mãos [as intenções de compra]. Foi um tremendo golpe", disse. "É apenas a criptonita que a Venezuela precisa para poder ter o código do Super-Homem contra os Estados Unidos imperialistas."

No entanto, o líder não deu detalhes dos supostos compradores, quantas unidades foram vendidas e por qual valor. O regime havia anunciado que um petro valeria um barril de petróleo pela cesta venezuelana -hoje, US$ 60.

Nesta primeira oferta, o regime disponibilizou 38,4 milhões dos 100 milhões de petros da oferta inicial. Caso tenha sido mantido o valor de face, teriam sido vendidas cerca de 12 milhões de unidades, ou 31% do total. A pré-venda se estenderá até 19 de março. Nesta fase, o regime afirmou que só será possível comprar o petro em moeda estrangeira, praticamente inviabilizando a participação dos venezuelanos devido ao controle cambial.

Por outro lado, o anúncio foi acompanhado de decretos obrigando o uso do ativo virtual em parte das compras da petroleira estatal PDVSA e a aceitação dele em serviços que vão de postos de gasolina a passagens aéreas. As demais unidades serão vendidas em fases separadas até 2019. Para a consultora Eurasia Group, o chavismo pode conseguir até US$ 2 bilhões (R$ 6,5 bilhões) com a moeda, mas há incertezas quanto à sua garantia.

O petro é baseado em um poço de petróleo da faixa do Orinoco ainda inexplorado. Também está sujeito às eleições dos EUA e a oposição disse que não honrará sua emissão por considerá-lo um título de venda de petróleo a futuro.

20 de fevereiro de 2018

Índices apontam retomada do crescimento econômico, diz FGV

O resultado é mais expressivo do que o de dezembro, quando o índice foi de 0,9% e 114,5 pontos.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil voltou a subir em janeiro, com alta de 1,3%, alcançando 116,5 pontos. O resultado é mais expressivo do que o de dezembro, quando o índice foi de 0,9% e 114,5 pontos. Dois oito indicadores que formam o índice, sete ajudaram na elevação, principalmente o Ibovespa, que apresentou alta de 11,1%.

O indicador é apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/ FGV) em conjunto com a instituição norte-americana The Conference Board (TCB), e permite comparar a situação econômica do Brasil com a registrada em outros 11 países e regiões, onde é feito esse tipo de pesquisa (China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido).

No mesmo período também ocorreu alta de 0,2% no Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que atingiu 102,8 pontos. Por meio do índice é possível avaliar as atividades econômicas já que ele é composto por dados sobre a produção industrial, vendas no varejo, consumo de energia elétrica e de papel ondulado, emprego e renda dos assalariados.

Para o economista da FGV/Ibre, Paulo Picchetti, o avanço evidencia a retomada do crescimento econômico. “Apesar das incertezas ainda existentes em relação ao quadro fiscal, o IACE, através de seus componentes de expectativas, aponta na direção da continuidade desta recuperação”, afirmou.

O IACE é composto por oito componentes: índices de expectativas das sondagens da Indústria, de serviços e do consumidor; índice de produção física de bens de consumo duráveis; índice de quantum de exportações; índice de termos de troca; Ibovespa; e taxa referencial de swaps DI pré-fixada - 360 dias.

O ICCE é constituído pelos seguintes componentes: índice de produção física da Indústria; consumo de energia elétrica na indústria; Índice de volume de vendas do comércio varejista; expedição de papel e papelão ondulado; número de pessoas ocupadas; e rendimento médio real do trabalho assalariado.

Compradores de distribuidoras terão que investir R$ 13 bilhões

No dia 8, o governo aprovou a privatização de seis distribuidoras da Eletrobras pelo valor simbólico de R$a 50 mil.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Pedrosa, disse hoje (20) que os futuros compradores das distribuidoras de energia da Eletrobras terão de investir R$ 13 bilhões nos próximos anos. No dia 8, o governo aprovou a privatização de seis distribuidoras da Eletrobras pelo valor simbólico de R$a 50 mil.

“Os R$ 50 mil são o capital a ser colocado, mas as distribuidoras continuarão com o conjunto de dívidas da ordem de R$ 13 bilhões, mais o compromisso de investimento”, explicou Pedrosa durante audiência pública no Senado, para debater o plano de desestatizações do governo federal no setor elétrico, de petróleo e gás, de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.

Serão privatizadas a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Boa Vista Energia, a Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia), a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e a Companhia Energética de Alagoas (Ceal).

A Eletrobras vai assumir as dívidas das empresas no valor de R$ 11,2 bilhões, e os encargos de R$ 8,5 bilhões referentes a créditos e obrigações com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

Apesar de assumir esses passivos, Pedrosa disse que quem ficar com a concessão terá que assumir outras dívidas das empresas. "São empresas que estão em extrema dificuldade, uma vez que não tiveram suas concessões renovadas no ano passado e entraram em um limbo”, disse Pedrosa.

Tramitam no Congresso 80% das propostas econômicas prioritárias

Dos 15 pontos apresentados ontem (19) pelos ministros da área econômica e política, 12 constam de projetos de lei em discussão na Câmara ou no Senado.

Oitenta por cento das propostas econômicas consideradas prioritárias pelo governo já tramitam pelo Congresso. Dos 15 pontos apresentados ontem (19) pelos ministros da área econômica e política, 12 constam de projetos de lei em discussão na Câmara ou no Senado.

Das três propostas restantes, duas terão de ser elaboradas pela equipe econômica para serem encaminhadas à Casa Civil. São elas: autonomia do Banco Central (BC) e simplificação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a Receita Federal está concluindo a elaboração do projeto de lei do PIS/Cofins, e a autonomia do BC depende de discussões internas.

Prevista para ocorrer até o fim do ano, a extinção do Fundo Soberano é o único ponto que não precisa passar pelo Congresso. O Tesouro Nacional está vendendo gradualmente as ações em poder do fundo para embolsar os recursos e encerrá-lo. Criado em 2008 com o excedente do superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) naquele ano, o Fundo Soberano tinha R$ 26 bilhões até o fim do ano passado e tinha como objetivo usar lucros do pré-sal para desenvolver projetos de interesse do Brasil no exterior.

Em relação às demais medidas, todas constam de projetos de lei: reformulação da Lei de Licitações (PL 6814), nova Lei de Finanças Públicas (PL 295), regulamentação do teto de remuneração dos Três Poderes (PL 6726), privatização da Eletrobras (PL 9463), reformulação das agências reguladoras (PL 6621), criação de depósitos voluntários do Banco Central (PL 9248), redução da desoneração da folha (PL 8456), programa de recuperação de estatais (PL 9215), ampliação do cadastro positivo (PLP 441), duplicata eletrônica (PL 9327) e regulamentação do distrato imobiliário (PLS 774).

Em tramitação no Senado, o projeto que reformula a Lei Geral de Telecomunicações (PLC 79/2016) tinha sido aprovado em comissão especial e ido direto para sanção presidencial. No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal determinou que a proposta voltasse para o Senado. A matéria terá de ser debatida nas comissões temáticas antes de passar pelo plenário. Entre outros pontos, o projeto prevê que as operadoras troquem o regime de concessão pelo de autorização, o que reduziria as obrigações a serem cumpridas pelas empresas de telefonia.

Medidas provisórias

Além dos 15 pontos, existem duas medidas provisórias (MP) consideradas prioritárias para o governo: a que antecipa a cobrança de Imposto de Renda de fundos exclusivos de investimentos e a que adia por um ano o reajuste do funcionalismo público federal e aumenta a contribuição dos servidores para a Previdência. A primeira MP precisa ser aprovada até o início de abril para não perder a validade. Se aprovada, deve render R$ 6 bilhões por ano à União a partir de 2019.

De acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, as medidas provisórias não foram incluídas nos 15 pontos porque já são consideradas prioritárias pelo governo. “Justamente por serem medidas provisórias, elas são prioritárias e urgentes e continuam na pauta do governo”, declarou o ministro ontem.

A medida provisória do funcionalismo público está suspensa desde o fim do ano passado por determinação do ministro do STF Ricardo Lewandowski. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao plenário da Corte, que ainda não tem data para julgar o caso.

Se o STF liberar a MP, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado até o início de abril. A proposta resultaria em economia de R$ 4,4 bilhões para o governo e em R$ 2,6 bilhões em aumento de receitas. No entanto, os cálculos originais levavam em conta a aprovação no fim do ano passado. O impacto fiscal efetivo será bem menor numa eventual aprovação nos próximos dois meses.

Piauí é o quinto estado com maior participação feminina no mercado

Estado fica na frente de estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Entre as vagas de emprego formais no Piauí, 46,3% são ocupadas por mulheres.

Dados divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério do Trabalho apontam que o Piauí é o quinto estado com maior participação das mulheres no mercado de trabalho formal, ficando atrás apenas dos estados de Roraima (49,3%), Amapá (47%), Acre (46,7%) e Rio Grande do Sul (46,5%). Entre as vagas de emprego formais no estado do Piauí, 46,3% são ocupadas por mulheres. Os dados fazem parte da compilação dos dez últimos anos de pesquisa da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. 

De acordo com o levantamento, a média do Piauí está acima da média nacional, que foi apenas de 44% em 2016. Em 2007, apenas 40,85% das vagas eram ocupadas por mulheres no Brasil. Apesar da elevada participação feminina no mercado, as mulheres continuam ganhando menos do que os homens no Piauí e em todos os estados da Federação, com exceção do Distrito Federal, que é a única unidade da federação onde o rendimento das mulheres é maior do que o dos homens. Os estados com menor desigualdade salarial são Alagoas e Pará, onde as mulheres ganhavam o equivalente a 96,7% e 96,2% dos salários pagos aos homens, respectivamente.


(Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho)

Outro dado divulgado pela pesquisa mostra que a diferença salarial a nível nacional também diminuiu nos dez anos analisados. Em 2007, o rendimento dos homens era R$ 1.458,51 e das mulheres R$ 1.207,36, uma diferença de 17%. Em 2016, a diferença de remuneração média entre homens e mulheres era de 15%. A média salarial masculina era de R$ 3.063,33 e a feminina, R$ 2.585,44.

Apesar de ainda ganharem menos do que os homens, as mulheres são maioria entre os trabalhadores com ensino superior completo no país. Elas representavam 59% dos 9,8 milhões profissionais com vínculo empregatício ativo em 2016. A remuneração média das mulheres com ensino superior completo, em 2016, era de R$ 4.803,77, enquanto a dos homens era de R$ 7.537,27.

Piauí é o quinto estado com maior participação feminina no mercado. (Foto: Reprodução/Fotos Públicas)


Por quebra de sigilo, STJ confirma multa ao Facebook de R$ 4 bilhões

A decisão do STJ apontou que a empresa entrou com o recurso na instância inferior após o fim do prazo que teria para fazer isso, de 120 dias a partir da multa

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou recurso do Facebook contra multa de R$ 3,96 milhões aplicada sobre a empresa após ela não cumprir determinação de quebra de sigilo de usuários que foram alvo de investigação policial. A ordem para que a empresa abrisse o conteúdo de conversas foi dada pela 5ª Vara Federal de Guarulhos (SP) em junho de 2016. Seu descumprimento acarretaria multa de R$ 50 mil por dia.

O caso envolve investigação sobre organização criminosa voltada à importação, à fabricação, à distribuição e á comercialização de anabolizantes e medicamentos sem licença da Anvisa. Em dezembro de 2016, a empresa havia ingressado com mandado de segurança no TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). O recurso também foi indeferido.

Foto: Reprodução

A decisão do STJ apontou que a empresa entrou com o recurso na instância inferior após o fim do prazo que teria para fazer isso, de 120 dias a partir da multa. A empresa apontou dificuldades técnicas para não cumprir a decisão. Segundo o Facebook, a responsável pelo acesso às contas dos usuários seria sua controladora, sediada nos EUA.

Também afirmou que "a não revelação dos dados não trouxe prejuízo às investigações, o que a juíza definiu como uma afirmação "falaciosa", e que a empresa "nunca cumpriu a decisão judicial [...], fazendo letra morta à ordem emanada do Poder Judiciário federal brasileiro". 

Em ofício ao TRF-3, a juíza federal Carolline Scofield Amaral, responsável pelo caso na 5ª vara federal de Guarulhos, diz que a argumentação não pode ser usada como "justificativa para se esquivar ao cumprimento das ordens". 

O Facebook informou que recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal). A companhia defende que o pedido de informações de usuários seja feito diretamente ao governo americano, seguindo acordo de cooperação firmado entre os países. Há uma ação no STF movida pela Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação que discute o tópico.

WHATSAPP

A disputa faz parte de uma série de controvérsias sobre a obrigação das companhias de tecnologia de fornecer informações privadas de seus usuários após determinação judicial.

Em julho de 2016, uma decisão de uma juíza de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, determinou o bloqueio em todo o país do aplicativo WhatsApp, pertencente ao Facebook, no que foi a terceira suspensão nacional do serviço pela Justiça.

A juíza pedia que a empresa desabilitasse a criptografia nas conversas de investigados -o sistema embaralha o conteúdo de modo que apenas seus participantes conseguem acessá-lo.

Rio tenta levantar R$ 3 bilhões em empréstimos

A pasta está preparando o texto que regulamenta a operação, e o documento será enviado ao Palácio do Planalto

O Rio de Janeiro quer levantar R$ 3 bilhões em empréstimos com uma operação que dará em garantia royalties do petróleo. A iniciativa precisa de regulamentação da Presidência da República, o que deve acontecer até quarta (21). Segundo a reportagem apurou, o Ministério da Fazenda avalia que a operação, a ser estruturada pelo Banco do Brasil, deverá render menos, cerca de R$ 1 bilhão.

A pasta está preparando o texto que regulamenta a operação, e o documento será enviado ao Palácio do Planalto. Os recursos virão da troca de financiamentos já existentes, mais caros, por crédito novo, com custo mais baixo. A redução no valor é possível por causa de uma lei, sancionada em janeiro, que autoriza o depósito do pagamento de royalties na conta de investidores ou bancos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda (19) que o novo empréstimo já estava previsto no plano de recuperação fiscal, ou seja, não é uma reação à operação na segurança pública do Rio.

"O Estado já recebeu empréstimo com penhor das ações da Cedae [estatal de água e esgoto], de R$ 2,8 bilhões. Estamos discutindo nesta semana outro empréstimo, com cessão de royalties do petróleo que ainda estão disponíveis", afirmou.

O governo também debate a necessidade de recursos adicionais para a intervenção. Segundo o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o presidente Michel Temer se comprometeu a enviar ao Congresso um projeto de lei com suplementação orçamentária para as Forças Armadas. "Há um compromisso do presidente de fazer um complemento de recursos para que sejam dadas todas as condições ao interventor. E há condições de ser pautado na semana seguinte ao envio", afirmou Oliveira.

Já Meirelles declarou que o governo ainda estuda se haverá necessidade de recursos adicionais para o Exército. Se necessário, o valor será remanejado de outras áreas. "Estamos avaliando para ver a disponibilidade que já existe no Orçamento do Exército e das Forças Armadas em geral. Já há um contingente que estava no Rio. Vamos ver se existe alguma necessidade de custo adicional", disse.

Segundo o ministro, o remanejamento seria necessário por causa do teto de gastos, que impede que as despesas cresçam acima da inflação do ano anterior. "O teto é limitação constitucional que será obedecida", disse.

Pérsio Arida fará Plano econômico de Geraldo Alckmin

A escolha de Arida para comandar o programa econômico da campanha é vista com um aceno de Alckmin ao mercado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, confirmou nesta segunda-feira, 19, que o economista Persio Arida fará seu programa econômico para a eleição presidencial. Pré-candidato do PSDB ao Planalto, Alckmin classificou Arida como um “craque” e afirmou que o programa terá um lema: crescimento e inclusão. Um dos formuladores do Plano Real, em 1994, Arida foi presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso.

A informação foi antecipada nesta segunda pela coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy. Após a publicação da notícia, Alckmin fez o anúncio oficial por meio de suas redes sociais. Em postagem no Facebook e no Twitter, disse que Arida é um dos economistas mais respeitados do País e um dos idealizadores do Plano Real. “Homem de grande trajetória na vida pública, no setor privado e acadêmico. É craque!”, afirmou o governador.

“Para o crescimento, agenda de competitividade, abertura da economia, exportação, importação, tirar as amarras do desenvolvimento, desburocratizar, uma agenda de reformas”, disse o tucano, em vídeo.

A escolha de Arida para comandar o programa econômico da campanha é vista com um aceno de Alckmin ao mercado. Ele tem sido aconselhado a adotar discurso reformista, enquanto tenta se colocar como principal nome do centro político.


Foto: Eduardo Saraiva/ A2IMG

No início do mês, em uma palestra para empresários da construção civil, Alckmin afirmou que “muitos setores da Petrobrás devem ser privatizados”, em um discurso no qual flertou com a bandeira liberal.

“Se tivermos um bom marco regulatório, você pode até privatizar tudo no futuro, sem nenhum problema”, disse o governador. A declaração foi criticada pelo atual presidente da estatal, Pedro Parente.

Alckmin ainda não decolou nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Seu nome oscila entre 6% e 11%, cenário que colocou em dúvida até mesmo seu nome como candidato viável ao Planalto. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, chegou a afirmar que a candidatura de Luciano Huck seria boa para o Brasil. O apresentador, no entanto, já desistiu oficialmente da disputa.

São Paulo

Alckmin afirmou nesta segunda que o PSDB não tem motivo para ter pressa em escolher seu candidato ao governo do Estado nem para buscar partidos para formar alianças.

“Não há nenhum atraso nem razão de pressa. As convenções partidárias só podem ser feitas no fim de julho ou começo de agosto. Só se vai ter candidato mesmo no segundo semestre. Agora, o que se pode ter é uma definição política”, disse o tucano ao ser questionado se a demora na definição do partido não atrapalha a legenda.

“Sempre defendi que termos um candidato único da base, a base aliada que elegeu o governador e o prefeito João Doria na capital, seria melhor. Mas temos mais de uma candidatura”, declarou o governador.

Prévias

A executiva estadual do PSDB definiu na noite desta segunda a data das prévias para a escolha do candidato do partido ao governo do Estado. Serão duas votações: em 18 de março (1.º turno) e no dia 25 do mesmo mês (2.º turno). Ao menos quatro nomes pleiteiam a indicação do partido: Doria, Floriano Pesaro, José Aníbal e Luiz Felipe d’Ávila

Plano B inclui venda da Eletrobrás e autonomia do Banco Central

A proposta de autonomia do Banco Central é a única que tinha sido, na prática, abandonada pelo governo Michel Temer e agora volta à agenda

Sem a reforma da Previdência e com um ano pela frente, o governo Michel Temer passou a considerar 15 pontos como projetos prioritários para serem aprovados no Congresso neste ano. “Estamos aqui repautando todo o processo, não só com medidas de ajuste”, afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

A proposta de autonomia do Banco Central é a única que tinha sido, na prática, abandonada pelo governo Michel Temer e agora volta à agenda. Polêmica, a proposta foi amplamente defendida pelo governo antes de ser colocada de lado ainda em 2016. Segundo um integrante da equipe econômica, o governo vai aproveitar a proposta já em tramitação do senador Romero Jucá (MDB-RR), que prevê inclusive a fixação de mandato para presidente e diretores que não coincide com o do presidente da República.

“É um projeto que, de fato, é discutido há bastante tempo. Eu defendi por muito tempo, e nunca houve uma decisão política. Agora, existe uma decisão política”, disse Meirelles.

Outro ponto importante dessa agenda é a privatização da Eletrobrás, que ainda precisa do aval do Congresso para se concretizar e que renderia R$ 12,2 bilhões aos cofres públicos. O pacote inclui ainda uma simplificação da cobrança do PIS/Cofins e a implementação efetiva do cadastro positivo (lista de bons pagadores que em tese reduziria os custos dos empréstimos).

Foram incluídos ainda um novo marco legal de licitações e contratos, programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais e atualização da Lei Geral de Telecomunicações.


Foto: Reprodução

Jucá afirmou que as lideranças políticas no Congresso Nacional vão definir um “ritmo forte de votação” dos 15 pontos listados agora como prioritários. Segundo ele, haverá um “esforço concentrado”, em conjunto com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para levar adiante as medidas. Ele reconheceu, porém, que será um ano “extremamente corrido”, com interrupções e com eleições. “O calendário é apertado, mas o Congresso vai dar conta do recado”, assegurou.

Jucá lembrou que, além dos 15 pontos, existem hoje 21 Medidas Provisórias (MPs) a serem votadas pelo Congresso, como a tributação de fundos exclusivos, o adiamento de reajuste dos servidores públicos e o aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo. Segundo ele, essa agenda vai melhorar o ambiente econômico. “A reforma da Previdência não pode ser votada, é imperativo constitucional”, afirmou.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a agenda “revigorada” aumentará “consideravelmente” a credibilidade do governo. Ele ressaltou que permanece na pauta o conjunto de medidas de ajuste enviadas via Medida Provisória (MP), como o adiamento do reajuste dos servidores, o aumento da alíquota previdenciária do funcionalismo e a mudança na tributação de fundos exclusivos de investimento, para clientes de aleta renda.

‘Passo maior’. Escalados para anunciar a suspensão oficial da reforma da Previdência, os ministros de Temer tentaram desvincular a interrupção da proposta que muda as regras da aposentaria – principal aposta do governo para frear o endividamento público – com a decisão de Temer de decretar a intervenção na segurança do Rio. Para Padilha, a situação no Rio ficou insustentável e o presidente e o governador Luiz Fernando Pezão, depois de diversos decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) eles concluíram “que tinha de ser dado passo maior”. “Tivemos que reconhecer que agora temos que ter uma pauta prioritária”, admitiu Padilha.

O ministro reconheceu que o presidente vai usar a bandeira da segurança pública como seu legado nas eleições e que o anúncio da criação do Ministério Extraordinário da Segurança mostra isso. “O tema será sim uma marca do presidente Temer.”

Novas prioridades no Congresso

1. Reforma do PIS/Cofins

2. Autonomia do Banco Central

3.Marco legal de licitações e contratos

4.Nova lei de finanças públicas

5.Regulamentação do teto remuneratório

6.Privatização da Eletrobrás

7.Reforma de agências reguladoras

8.Depósitos voluntários no Banco Central

9.Redução da desoneração da folha de pagamento

10. Plano de recuperação e melhoria empresarial das estatais

11. Cadastro positivo

12. Duplicata eletrônica

13. Regulamentação dos distratos (desistência da compra de imóveis na planta)

14. Atualização da Lei Geral de Telecomunicações

15. Extinção do Fundo Soberano

19 de fevereiro de 2018

Europa faz estudos sobre legalização da maconha para fins medicinais

"Alguns relatórios dizem que é conveniente e outros que é o contrário", diz representante da Comissão Europeia.

A Comissão Europeia (CE) segue estudando, através de relatórios de especialistas, se deve ou não legalizar a maconha para fins medicinais no bloco europeu, explicou nesta segunda-feira (19) uma representante do organismo em um debate sobre esta questão na Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu. A informação é da EFE.

"Surgem muitos pontos de vista e opções. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições estão há anos trabalhando nisso. Alguns relatórios dizem que é conveniente e outros que é o contrário. Por isso, é preciso se aprofundar nas pesquisas", explicou a especialista da CE sobre delitos ambientais, Paola Mazzarini.

A representante da Comissão Europeia se pronunciou assim em resposta a uma pergunta elaborada pela eurodeputada Estefanía Torres, do partido político espanhol de esquerda “Podemos”, que defendeu a regularização medicinal da cannabis porque "acabaria com os impedimentos à pesquisa médica e melhoraria a qualidade de vida de muitos doentes", apontou.

No mesmo debate, a eurodeputada do Partido Popular espanhol, Pilar Ayuso, opinou que dado os diferentes resultados dos relatórios elaborados pelas distintas organizações internacionais, é preciso iniciar "uma pesquisa de verdade, que nos demonstre o verdadeiro valor terapêutico" da planta.

O uso medicinal de cannabis já está regularizado dentro da União Europeia em países como Bélgica, Áustria, Itália, República Tcheca, Polônia, Macedônia, Croácia e Alemanha.

Governo teve R$ 90 bi em receitas atípicas nas contas de 2017

O número é superior ao de 2010, quando o governo contou com volumosos recursos da Petrobras, capitalizada com recursos da cessão onerosa, para alavancar receitas.

O governo contou com R$ 90,5 bilhões em receitas extraordinárias no ano passado e, dessa forma, conseguiu reduzir o rombo fiscal.

A estimativa, feita pelo IFI (Instituição Fiscal Independente), vinculado ao Senado, mostra que se tratou da maior contribuição de verba não recorrente ao Orçamento desde 1997 e representou 1,4% do PIB.

O número é superior ao de 2010, quando o governo contou com volumosos recursos da Petrobras, capitalizada com recursos da cessão onerosa, para alavancar receitas. Naquele ano, as receitas não recorrentes somaram 1,3% do PIB.

Sem essas receitas, o deficit do setor público (que inclui governo federal, estatais, Estados e municípios) teria sido maior e alcançaria 3,1% do PIB. O rombo orçamentário, entretanto, ficou em 1,7% do PIB ou R$ 110 bilhões.

O Refis, programa de refinanciamento de dívidas com o fisco, foi a principal fonte de receitas atípicas em 2017 e contribuiu com R$ 38,5 bilhões para as contas do governo, aponta a IFI.

Ao aderir ao Refis, as empresas tinham que desembolsar uma entrada do valor devido, que poderia ser de 20% para dívidas acima de R$ 20 milhões. Para as dívidas menores que este valor, o sinal era de 5%. Além do Refis do ano passado, o governo recolheu tributos referentes aos programas de refinanciamento de 2009, 2013 e 2014, além do chamado Refis das autarquias (dívidas com agências reguladoras, por exemplo) e o voltado a Estados e municípios, com o objetivo de regularizar a situação dos governos locais com a Previdência.

A segunda principal contribuição veio das concessões e outorgas, que somaram R$ 32,1 bilhões, segundo o IFI. Nesta conta, entraram as receitas obtidas com a privatização das hidrelétricas da Cemig e de campos de exploração de petróleo no pré-sal.

Segundo Gabriel Leal de Barros, diretor da IFI, o aumento da tributação de PIS/Cofins sobre combustíveis, recurso usado pelo governo para ampliar receitas no segundo semestre do ano passado, recolheu mais R$ 6,2 bilhões aos cofres do governo de maneira extraordinária.

Sua projeção é que o governo pode voltar a arrecadar volumosos recursos atípicos em 2018. O Refis deverá contribuir com mais R$ 24 bilhões e outros R$ 20 bilhões com concessões.

O cenário mais provável, traçado pela IFI, é que o governo poderia recolher R$ 72,7 bilhões em verbas não recorrentes neste ano.

Em um cenário otimista, em que sairiam a privatização da Eletrobras (R$ 12,2 bilhões) e o leilão de áreas hoje sob cessão onerosa da Petrobras, o governo poderia recolher mais R$ 40 bilhões, o que alçaria a verba extraordinária a R$ 112,7 bilhões. Este, no entanto, não é o cenário mais provável.

A IFI não vê riscos para o cumprimento das metas fiscais neste ano. Em 2019, de acordo com Felipe Salto, diretor-executivo da IFI, há risco de o teto de gastos -que limita o crescimento das despesas à inflação- não ser cumprido. Isso porque a margem de despesas passíveis de compressão se restringiria a cerca de R$ 20 bilhões, margem incapaz de cobrir despesas crescentes com salários do funcionalismo e com a Previdência.

Para tanto, frisou Salto, é preciso alterar regras sobre gastos obrigatórios. O pagamento de servidores, a Previdência e programas de transferência consomem 76% do Orçamento, frisou ele. Sem atuar sobre esses gastos, sobra pouco espaço de atuação ao governo.

Os reajustes dos servidores em 2017, sancionados pelo presidente Michel Temer em 2016, logo após assumir a Presidência, fizeram com que os gastos com folha do governo federal crescessem mais do que as despesas com a Previdência.

Pelos cálculos da IFI, os gastos com pessoal aumentaram 6,5% -mais R$ 18 bilhões em despesas. Já com a Previdência, o crescimento foi de 6,1% (outros R$ 32 bilhões a mais em gastos).

Esse aumento foi compensado por cortes em despesas com investimentos, como o PAC (-26,6%) e com subsídios com os empregados no programa de moradia popular Minha Casa, Minha Vida (-56%).

Na divulgação do relatório mensal, nesta segunda-feira (19), em Brasília, os técnicos da IFI também mostraram que o governo apresentou estimativas infladas de despesas no fim do ano passado. Como consequência, gastos ficaram limitados e as contas fecharam com um retrato menos negativo do que o esperado -o deficit do governo federal ficou R$ 30 bilhões abaixo do previsto.

Segundo levantamento da IFI, até novembro, as despesas de alguns órgãos já indicam que as despesas seriam bem menores do que projetava o governo, o que permitiria o aumento de despesas que estavam comprimidas.

Refinarias respondem por 1/6 do aumento da gasolina, diz Petrobras

A empresa ressalta que os valores representam uma média nacional -já que há variações entre as refinarias- e não consideram nenhum imposto

 A Petrobras colocou em prática nesta segunda (19) novo modelo de divulgação dos preços dos combustíveis, anunciado antes do Carnaval. A partir de agora, ao invés dos percentuais de reajustes diários, a empresa divulga os preços da gasolina e do diesel em reais por litro. Em nota divulgada nesta segunda (19), a companhia defende que foi responsável por apenas um sexto do aumento da gasolina desde outubro de 2016, quando anunciou nova política de preços.

Nesta segunda (19), a gasolina é vendida pela estatal a R$ 1,5418 por litro, alta de 1,82% em relação ao preço vigente na sexta (16). Já o diesel é vendido a R$ 1,7369, aumento de 1,5%.

A empresa ressalta que os valores representam uma média nacional -já que há variações entre as refinarias- e não consideram nenhum imposto. A Petrobras alega que a divulgação dos preços, ao invés dos percentuais, pode garantir maior transparência ao mercado. A mudança foi anunciada no mesmo dia em que o governo acusou supostos cartéis por manipular os preços nas bombas.

De acordo com a nota, o preço da gasolina nas bombas subiu R$ 0,54 por litro no período, passando de R$ 3,69 para R$ 4,23 por litro. A alta nas refinarias foi de R$ 0,09.

No caso do diesel, o aumento nas bombas no período foi de R$ 0,35 por litro (de R$ 3,05 para R$ 3,40). Nas refinarias, o preço subiu R$ 0,12, segundo a estatal, o equivalente a um terço da alta.

O principal impacto nas bombas neste período foi provocado por aumento nas alíquotas de PIS/Cofins no final de julho de 2016. Apenas naquele momento, os preços da gasolina subiram R$ 0,41 e R$ 0,21 por litro, respectivamente.

Nível de emprego na indústria cai 0,04% em janeiro ante dezembro, diz Fiesp

Na avaliação sem ajuste sazonal, foi apurado um avanço em janeiro de 0,50% em relação a dezembro. Já em relação a janeiro do ano passado, a Fiesp evidenciou uma queda de 1,44%

O nível de emprego na indústria paulista ficou praticamente estável ao registrar um recuo de 0,04% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). No mês, a geração de vagas ficou positiva em 10,5 mil postos de trabalho.

Apesar de exibir uma variação porcentual negativa na série com ajuste sazonal, o resultado em janeiro foi destacado pela Fiesp como o melhor para meses de janeiro desde 2012. Segundo o Depecon, a média de contratações no primeiro mês do ano no período entre 2005 e 2017 foi de 2.800 postos abertos.

Na avaliação sem ajuste sazonal, foi apurado um avanço em janeiro de 0,50% em relação a dezembro. Já em relação a janeiro do ano passado, a Fiesp evidenciou uma queda de 1,44% por conta da destruição de 31 mil postos de trabalho. Ainda que a comparação com janeiro de 2017 exiba um resultado absoluto negativo, a direção da Fiesp sustenta que a pesquisa mostra a retomada da indústria paulista.

“O desempenho de janeiro demonstra a consistência do processo de crescimento da economia”, afirma o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, em nota à imprensa. “O emprego no setor manufatureiro tem mostrado resultados acima da média de forma consistente, seguindo o aumento de produção registrado pela indústria paulista no ano de 2017, que foi de 3,4%”, escreve Coelho.

Setores

Mais da metade dos 22 setores acompanhados pelo indicador da Fiesp apresentou desempenho positivo. Entre os 16 setores que registraram aumento no número de postos de trabalho, a Fiesp destacou os ramos de veículos automotores, reboques e carrocerias (mais 2.939 postos), confecção de artigos do vestuário e acessórios (2.123) e produtos de minerais não metálicos (1.426).

Os piores resultados foram dos setores industriais de produtos químicos (694 demissões), produtos de madeira (-273) e impressão e reprodução de gravações (-155).

Na análise por grandes regiões, a Fiesp verificou crescimento no número de vagas na região de São João da Boa Vista (+3,01%), na de Mogi das Cruzes (+2,42%) e Araraquara (+2,07%). Já as regiões que tiveram redução no número de postos de trabalho, a federação destacou o desempenho nas regiões de Jaú (-1,70%), Jacareí (-1,34%) e Limeira (-0,90%).

Atividade econômica cresce 1,04% em 2017, aponta Banco Central

O valor aproxima-se da projeção do governo para 2017, divulgada em dezembro do ano passado, de 1,1%

 O nível de atividade econômica no país registrou crescimento de 1,04% em 2017, em comparação com 2016, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central. As informações são da Agência Brasil.

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o PIB (Produto Interno Bruto), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que será divulgado em março.

O valor aproxima-se da projeção do governo para 2017, divulgada em dezembro do ano passado, de 1,1%. A expectativa do mercado financeiro, de acordo com o boletim Focus, do BC, é de 1%.

Em dezembro, o nível de atividade econômica no país continuou a registrar crescimento, de 1,41% em relação a novembro. Esse foi o quarto mês seguido de alta do indicador. O crescimento mensal refere-se ao IBC-Br dessazonalizado, ou seja, ajustado para o período.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice inclui informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Sete cidades do Piauí sobem de categoria no Mapa do Turismo

Municípios integrantes do Pólo Costa do Delta demonstram evolução em quesitos que norteiam a economia do setor

O Ministério do Turismo atualizou a categorização dos municípios que compõem o Mapa do Turismo Brasileiro. Esse instrumento é importante para acompanhar o desempenho da economia do turismo e balizar políticas públicas, além de orientar o repasse de verbas federais. De acordo com a nova categorização, sete cidades do Piauí registraram crescimento pelo setor - Avelino Lopes, Cajueiro da Praia, Francinópolis, Ilha Grande, Miguel Leão, Pedro II e São Raimundo Nonato -, seja por terem aumentado o número de empregos por meio do turismo, ampliado os estabelecimentos formais de hospedagem ou o fluxo de visitantes domésticos e internacionais.

“A melhoria de destinos a exemplo de Cajueiro da Praia, que dá acesso à famosa Praia de Barra Grande, ideal para a prática de kitesurf, e Ilha Grande, porta de entrada para as belezas do Delta do Parnaíba, mostra que as cidades têm trabalhado para fortalecer a atividade turística. No que diz respeito ao Ministério do Turismo, estamos atentos às demandas do setor, como melhoria de infraestrutura, legalização e qualificação dos serviços”, frisa o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Por outro lado, três cidades piauienses tiveram redução em suas categorias: Campo Maior, Corrente e Lagoa do Barro do Piauí. Importante ressaltar que a categorização é um processo dinâmico e perene que, assim como o Mapa do Turismo Brasileiro, deverá ser atualizado e aperfeiçoado periodicamente. Assim, se um município teve seu fluxo turístico e seus estabelecimentos formais de hospedagem ampliados, provavelmente, na próxima categorização, quando dados serão novamente avaliados, ele poderá mudar de posição.

APOIO DO MTUR - Com o objetivo de melhorar a infraestrutura das cidades e recuperar posições na categorização, o MTur já destinou, desde 2003, aproximadamente R$ 4,3 milhões a Campo Maior e Corrente para obras de pavimentação e construção de praças, entre outras iniciativas.

Segundo a portaria 39/2017 do MTur, somente municípios classificados entre ‘A’ e ‘D’ podem pleitear apoio a eventos geradores de fluxo turístico. De acordo com a nova categorização, as cidades de Avelino Lopes, Francinópolis, Ilha Grande e Miguel Leão, agora na categoria ‘D’, passam a poder contar com até R$ 150 mil por ano do governo federal para a realização de festejos. Já Cajueiro da Praia, Pedro II e São Raimundo Nonato, classificadas como ‘C’, têm direito a um limite de R$ 400 mil.

Todos os municípios - de A a E - estão aptos a pleitear recursos de infraestrutura, como construção de estradas e rodovias de interesse turístico; orlas e terminais fluviais, lacustres ou marítimos; reforma de terminais rodoviários intermunicipais e interestaduais, de aeroportos, ferrovias e estações férreas de interesse turístico; sinalização turística, entre outros.

O Piauí conta com 77 cidades no Mapa do Turismo Brasileiro, classificadas da seguinte maneira: A (01), B (01), C (07), D (36) e E (32).

» Os municípios que subiram de categoria:

Avelino Lopes

Cajueiro da Praia

Francinópolis

Ilha Grande

Miguel Leão

Pedro II

São Raimundo Nonato

16 de fevereiro de 2018

Sistema Cantareira está com 51% da capacidade

Segundo relatório divulgado pelo consórcio no mês passado, caso as chuvas do início deste ano não ocorram de forma consistente.

O volume do Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento de água de São Paulo, está com 51% de sua capacidade nesta sexta-feira (16). O Consórcio PCJ, que gerencia os recursos hídricos das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e participa do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, considera o número preocupante e avalia que o volume ideal seria por volta de 70% nesta época do ano.

Segundo relatório divulgado pelo consórcio no mês passado, caso as chuvas do início deste ano não ocorram de forma consistente, as chances de indisponibilidade de água são grandes, principalmente porque é esperada para 2018 a ocorrência do fenômeno La Niña, o que pode representar fortes secas na região Sudeste.

Outra questão importante a ser considerada, segundo o consórcio, é que os lençóis freáticos ainda não se recuperaram da escassez de água dos últimos anos. Apesar das chuvas intensas de 2015 e 2016, elas tiveram curta duração e o lençol freático não foi carregado suficientemente.

Em 2017, as chuvas chegaram a quedas próximas de 15% da média histórica e, neste ano, os lençóis freáticos não estariam preparados para uma possível crise. Além disso, a região Sudeste tem grande impermeabilização do solo, o que causa mais dificuldades para o carregamento do lençol.

A Agência Brasil procurou a Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp), mas não houve resposta até a conclusão da reportagem.

Serviços fecham 2017 com queda de 2,8%, segundo IBGE

Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O volume de serviços no Brasil caiu 2,8% em 2017, na comparação com o ano anterior. Já a receita nominal fechou o ano com alta de 2,5%. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2017, o setor de serviços cresceu 1,3% em volume na comparação com novembro. Na comparação com dezembro de 2016, o volume cresceu 0,5% e interrompeu uma sequência de 32 quedas consecutivas.

“Estávamos desde março de 2015 sem resultados positivos [na comparação do mês com o mesmo período do ano anterior]. É um resultado só, não podemos ainda afirmar que se trata de uma recuperação. Mas, lógico, é um fato positivo. Por enquanto, só podemos ver essa reação no segmento de transportes”, disse o gerente da pesquisa, Roberto Saldanha.

A receita nominal cresceu 0,9% na comparação com novembro e 5% na comparação com dezembro de 2016.

Serviços em 2017

Cinco dos seis segmentos do setor de serviços tiveram queda no volume no ano de 2017, com destaque para os outros serviços, com recuo de 8,9%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, que caíram 7,3%.

Também tiveram queda os serviços prestados às famílias (-1,1%), os serviços de informação e comunicação (-2%) e as atividades turísticas (-6,5%). Os serviços de transporte, auxiliares de transporte e correios foram os únicos com alta em 2017: 2,3%.

Segundo Saldanha, o segmento dos transportes foi impulsionado pelo setor industrial, “que é o grande demandante desse serviço”.

Na comparação de dezembro com novembro de 2017, quatro segmentos tiveram alta: atividades turísticas (2,8%); serviços de transportes, auxiliares de transportes e correios (2,3%); serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) e outros serviços (0,7%).

Número de passageiros em voos domésticos cresce 2,2% em 2017

O balanço da Anac mostrou também que houve aumento de 3,2% na demanda de passageiros por voos domésticos em 2017.

Após apresentar queda de 7,8%, em 2016, o número de passageiros transportados em voos domésticos cresceu 2,2% em 2017, informou hoje (16) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No total, foram transportados em voos dentro do país 90.626.847 milhões de passageiros, contra os 88.677.56 de 2016.

Em voos internacionais, houve aumento de 11,7% em 2017, com 8.357.924 passageiros transportados por empresas brasileiras em voos internacionais, com origem ou destino no Brasil, representando alta de 11,7% em relação a 2016, quando o número foi de 7.485.043.

O balanço da Anac mostrou também que houve aumento de 3,2% na demanda de passageiros por voos domésticos em 2017. A oferta cresceu 1,4% no mesmo período, ante retraço es de -5,7% e -5,9% registradas no ano anterior.

Na comparação entre dezembro de 2017 com o mesmo mês de 2016, a demanda de passageiros em voos domésticos também cresceu, com o aumento de 5,7% e 8,3 milho es de passageiros transportados em voos dome sticos, variação positiva de 4,4% em relaça o ao mesmo peri odo do ano anterior. A oferta, na mesma comparação, registrou crescimento de 3,2%.

A taxa de ocupação dos voos, em 2017, foi de 81,5%, uma variação positiva de 1,8% em relação ao mesmo período de 2016. Em dezembro, o número foi superior, ficando em 83,2%, o que representou alta de 2,4% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Mercado internacional

Segundo a Anac, no acumulado do ano, a demanda internacional das empresas brasileiras cresceu 12% e a oferta avançou 10,6%. No mês de dezembro, foram transportados 776 mil passageiros pagos em voos internacionais por empresas brasileiras. “Em dezembro de 2017, o indicador apresentou aumento de 10,5%, sendo o 15º mês consecutivo de alta, enquanto a oferta cresceu 11,7%, o 14º aumento seguido, maior nível para o período na série histórica iniciada em 2000”, disse a agência reguladora.

A taxa de aproveitamento de assentos nos voos internacionais acumulou alta de 1,3% na comparação com 2016, atingindo o patamar de 84,8%. Apesar disso, houve baixa de 1,1% na comparação entre dezembro de 2016 e 2017, quando foi de 82,9%. Esta é a quinta baixa consecutiva do indicador após sequência de 14 meses de alta.

Empresas

No mercado doméstico, os números mostram que, no acumulado do ano, a Gol liderou o mercado com 36,2% de participação, seguida da Latam com 32,6%, representando variações de 0,5% e -6,2%, respectivamente, na comparação com 2016.

A Azul vem em seguida com 17,8% do mercado, enquanto a Avianca respondeu por 12,9% da demanda, o que significa que as duas companhias apresentaram, na comparação com o ano anterior, crescimento de 4,5% e 12,8%, respectivamente.

Na participação do mercado internacional entre as empresas aéreas brasileiras, a Latam permanece na frente. A empresa alcançou 67% da demanda para o mês de dezembro de 2017. Apesar de continuar liderando o mercado, a Latam apresentou um recuo de 5,8% na comparação com dezembro de 2016.

Em seguida, aparece a Azul, que obteve 15,9% de participação e crescimento de 61,1% na demanda, na comparação como o mesmo mês do ano anterior. A Gol vem em seguida, com fatia de 11,2% e aumento de 19,5% na comparação com dezembro de 2016.

A Avianca ocupa a quarta colocação, “passando de uma participação praticamente nula até maio de 2017 para 5,9% da demanda internacional de passageiros em dezembro de 2017”, informou a Anac.

Transporte de cargas

Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram transportadas 426,1 mil toneladas de cargas, um crescimento acumulado de 1,8%, em relação a 2016. Em dezembro de 2017, a carga transportada nos voos domésticos atingiu 42.525 toneladas, o que representou crescimento de 7,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O transporte de carga em voos internacionais também cresceu. Em 2017, a carga total transportada em voos internacionais pelas empresas brasileiras foi de 226,7 mil toneladas, representando aumento de 23,4% na comparação com 2016.

Cetesb multa empresa por embarcar carga viva sem licença em Santos

A Justiça Federal havia determinado o desembarque do gado, mas um pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) derrubou a proibição

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) multou em R$ 450 mil o terminal Ecoporto, no Porto de Santos, pelo embarque de bois vivos para exportação em um navio sem licença ambiental. Segundo a companhia, o navio causou desconforto em toda a cidade devido ao forte cheiro de estrume que se espalhou por vários bairros. A empresa foi autuada com base em uma lei estadual que trata de infrações e sanções administrativas relacionadas ao meio ambiente.

Em janeiro, mais de 25 mil bois foram embarcados no navio Nada, atracado no porto, para serem levados a Turquia para abate. Durante o embarque, uma entidade de proteção animal entrou com ação na Justiça pedindo o desembarque do gado do alegando maus tratos. Os animais tinham viajado cerca de 400 km de caminhão até o porto, onde o navio estava ancorado.

A Justiça Federal havia determinado o desembarque do gado, mas um pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) derrubou a proibição. Segundo a AGU, o retorno dos bois ao território nacional demandaria uma operação de 30 dias, 60 pessoas e 820 caminhões.

O órgão também argumentou que havia risco de trazer pragas e doenças ao país, já que a embarcação continha alimentos de origem estrangeira, aos quais o gado foi exposto.

A Justiça pediu o relatório de uma veterinária, que verificou imensa quantidade de urina e excrementos, que tornariam difícil a respiração no navio, animais alocados (...) em espaços exíguos menores que 1 m por indivíduo, impedindo qualquer tipo de descanso ou passeio para o animal.

Um laudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) contestou essa análise, e disse que os currais estavam limpos, bem dimensionados, com piso adequado a movimentação animal. A Justiça acatou o pedido da AGU, derrubou a proibição de exportar os animais vivos e o navio seguiu viagem a Turquia.

Intel vai pagar recompensa de até US$ 250 mil a quem encontrar falhas em chips

Em comunicado, a empresa afirma que essa é uma afirmação da postura "segurança em primeiro lugar"

Depois do trauma provocado pelas falhas Meltdown e Spectre, a Intel resolveu turbinar seu programa de recompensas a quem encontrar bugs ou vulnerabilidades em seus hardwares e softwares. Até 31 de dezembro, a fabricante de chips pode pagar até US$ 250 mil a quem encontrar esses problemas. As vulnerabilidades são falhas ocultas em operações que podem abrir caminho a dados confidenciais salvos em computadores. Por meio desses bugs, os hackers conseguem acesso a senhas e arquivos.

Em comunicado, a empresa afirma que essa é uma afirmação da postura "segurança em primeiro lugar". "Acreditamos que essas mudanças nos permitirão engajar de forma mais ampla a comunidade de pesquisa de segurança e oferecer melhores incentivos para uma resposta coordenada que ajude a proteger nossos clientes e seus dados", declarou.


Intel Chipset. Foto: Reprodução

A mudança vai além da oferta generosa de um quarto de milhão de dólares. O programa de recompensa da Intel foi lançado em 2017, mas era fechado a um grupo de pesquisadores selecionados. Agora, está aberto a qualquer um que consiga identificar uma vulnerabilidade. O objetivo é reduzir as chances de surgir outro Meltdown, por exemplo.

Proibido para menores

Para ter direito à recompensa, o pesquisador precisa ter pelo menos 18 anos. Ex-funcionários da Intel precisam cumprir uma "quarentena" de seis meses. Os relatórios devem ser criptografados, com a identificação de um problema ainda não divulgado. Serão validados os bugs que a Intel conseguir reproduzir.

A caça à recompensa deve acontecer em processadores, circuitos integrados, firmware e três tipos de software, incluindo drivers, aplicativos e ferramentas. Cada vulnerabildade pode render de US$ 500 a US$ 250 mil, dependendo da gravidade e do conteúdo enviado. Caso um relatório trate de uma ameaça já conhecida internamente pela empresa, o pesquisador vai receber no máximo US$ 1.500.

15 de fevereiro de 2018

Petróleo opera sem direção única, com dólar fraco e estoques em alta

Ontem, os contratos subiram quase 2,5%, depois de acumular 12% de queda nas últimas duas semanas em meio a sinais de aumento na produção de xisto

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção única nesta quinta-feira, ajudados pelo enfraquecimento do dólar, causado pela alta surpresa da inflação dos Estados Unidos ontem, e pressionados pelos dados mistos do Departamento de Energia (DoE) de ontem.Às 9h36, o barril do tipo Brent com vencimento em abril caía 0,31%, a US$ 64,17, na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI para o mesmo mês avançava 0,13%, a US$ 60,59 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Ontem, os contratos subiram quase 2,5%, depois de acumular 12% de queda nas últimas duas semanas em meio a sinais de aumento na produção de xisto. Mas, segundo o chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, Ole Hansen, nesta quinta-feira, o que está direcionando o petróleo é o dólar fraco. 

A moeda americana tem uma relação inversamente proporcional com commodities listadas em dólar, pois as torna mais baratas para investidores estrangeiros. “O dólar está sendo fortemente afetado e o mercado está preocupado com a perspectiva da economia americana”, disse Hansen.

Os preços do petróleo também receberam influênica dos dados semanais dos estoques do Departamento de Energia (DoE) americano, que reportou aumento de 1,8 milhão de barris na semana encerrada em 9 de fevereiro, abaixo das estimativas de analistas, que previam alta de 2,6 milhões. No entanto, os estoques de gasolina ficaram muito acima do esperado, enquanto a produção diária aumentou para 10,271 milhões de barris.

Ao mesmo tempo, o ministro saudita de petróleo, Khalid al-Falih, reiterou ontem o comprometimento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) com a manutenção dos cortes na produção até o fim deste ano. 

Visto eletrônico aumenta entrada de turistas no Brasil, confirma Embratur

O Fórum Econômico Mundial define o Brasil com o tendo maior potencial natural para o turismo entre todos os países do mundo

O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, comemorou os resultados da concessão do visto eletrônico para turistas oriundos dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão. Segundo o Ministério do Turismo, somente no período do carnaval, 400 mil turistas estrangeiros deverão ter ingressado no Brasil, injetando na economia R$ 11,4 bilhões, além de 10,7 milhões de turistas nacionais. Os números consolidados deverão ser apresentados nos próximos dias, disse Lummertz hoje (14) à Agência Brasil.

Para o presidente da Embratur, o visto eletrônico é uma grande mudança na estratégia de internacionalização do turismo do Brasil. A expectativa da Associação de Agências de Viagens dos Estados Unidos (USTOA, na sigla em inglês) é que dobre o número de turistas americanos que visitam o Brasil por causa dessa facilitação. O mesmo ocorre em relação aos demais países que já têm o visto eletrônico.

Lummertz observou, contudo, que isso requer tempo. “Mas a reação foi imediata”. Os agentes de viagens que trabalham em casa, chamados ‘home brokers’, também estão com a expectativa que a derrubada dessa barreira facilite muito a vinda dos americanos e canadenses para cá.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Manoel Linhares, afirmou à Agência Brasil que o visto eletrônico vai facilitar muito o ingresso de turistas dos EUA e dos demais países para o Brasil. “Sem dúvida, a tendência é melhorar cada vez mais a entrada de americanos, que são o segundo destino que o Brasil recebe, depois da Argentina”.

Durante o desfile das escolas de samba do Grupo Especial, no Rio de Janeiro, o presidente da Embratur recebeu o primeiro grupo de 74 australianos que fizeram o visto eletrônico. Considerou essa uma “bela amostra” da importância dessa ação. A vice-presidente da Associação de Hotelaria da Austrália, Lyn Humphreys, falou que a medida agradou aos australianos, que precisavam fazer longas viagens até os consulados do Brasil naquele país e agora conseguem o visto pela internet em apenas 72 horas, contra os dois meses anteriores.

Esforço de internacionalização

O titular da Embratur deixou claro, por outro lado, que também faz parte desse esforço de internacionalização do turismo brasileiro projetos que estão no Congresso Nacional. Entre eles, o Céus Abertos, que amplia o número de voos dos Estados Unidos por semana para o Brasil; a abertura do capital das companhias aéreas para o capital estrangeiro, para aumentar as condições de competitividade do país; e a transformação da Embratur em uma agência independente, para que ela possa competir com mais agilidade no mercado mundial.

“Nós precisamos investir mais na busca do turista internacional. É o que fazem os países do mundo inteiro”, lembrou Vinicius Lummertz. Ele destacou a importância de mais conectividade aérea e do rebaixamento de tarifas mediante competição. “A maior conectividade aérea trará mais voos e mais frequência e tende a baixar os preços, principalmente num Brasil mais competitivo, que tem um potencial turístico imenso”.

O Aeroporto Internacional de São Paulo foi apontado como o melhor aeroporto do Brasil na categoria acima de 15 milhões de passageiros por ano, de acordo com Relatório de Desempenho Operacional dos Aeroportos.

O Fórum Econômico Mundial define o Brasil com o tendo maior potencial natural para o turismo entre todos os países do mundo. Lummertz salientou que o país possui um potencial de parques naturais, litoral e cidades históricas que ainda não foi desenvolvido integralmente.

Essa é uma boa notícia, porque permite ao país imaginar para as próximas décadas a geração de muitos empregos em muitos estados e destinos. Mas é preciso construir a abertura, que vai atrair também investimentos, salientou. De acordo com o líder da Embratur, o Brasil necessita vencer a burocracia, o que o torna um país difícil de investir em função da insegurança jurídica. “Precisamos combater isso. Facilitar o investimento no Brasil é muito importante. O visto eletrônico é importante, mas os outros componentes de competitividade e promoção devem vir juntos. A Embratur está trabalhando nessa direção”.

China


Foto: Reprodução

Um próximo passo, segundo Lummertz, será abrir o mercado chinês para o turismo brasileiro. A China é, atualmente, o maior investidor no Brasil e o seu maior parceiro comercial. A meta é buscar parte dos 120 milhões de turistas chineses que viajam para todo o mundo, não só em viagens de lazer, mas também de negócios e de eventos. Deste total de 120 milhões de turistas chineses, o Brasil recebe apenas 55 mil.

“Nós precisamos aumentar a conexão com eles. E a forma de conectar com a China é a aérea”, falou. A China investe hoje cerca de US$ 5 trilhões para modernizar as rotas da seda, aproximando-se de 65 países da Eurásia e da Europa. “Muitos países se beneficiarão desse comércio com o país que mais cresce no mundo, mais acumula capital e mais investe no mundo”, disse Lummertz, que adiantou que já está em discussão no âmbito dos ministérios das Relações Exteriores e do Turismo a possibilidade de concessão do visto eletrônico também para o turista chinês.

Segundo Lummertz, o Brasil tem participação de 1% no comércio internacional e de apenas 0,7% no turismo global. Para aumentar isso, sinalizou que é preciso passar pelo caminho do turismo e das viagens, pela melhoria dos aeroportos e por mais investimentos.

O presidente da Embratur avaliou que somente a partir da redução da burocracia, o Brasil poderá atrair mais investimentos. “Nós precisamos que os investimentos externos venham também para o turismo”, pois  a partir disso serão criados mais empregos, melhorando a vida dos cidadãos em termos socioeconômicos, além de ampliar a arrecadação de impostos para os governos. “Não podemos desperdiçar esse potencial que o turismo tem”, acentuou ele.

Temporada

Lummertz disse que essa já é a maior temporada de verão para o Brasil, em termos de atração de turistas estrangeiros. Somente da Argentina, vieram para o país 2,5 milhões de turistas, que representam movimentação na economia de US$ 1,5 bilhão. “Os argentinos lotaram o carnaval brasileiro e o Brasil se consolida como destino internacional. O Brasil tem 24 portas de entrada do turismo internacional. É um caminho consistente, permanente. É uma rota”, comentou.

O Brasil, reforçou, precisa entender, por exemplo, que o turismo é o grande aliado do meio ambiente. Os Estados Unidos têm 330 milhões de visitantes nos parques nacionais, contra 39 milhões nos parques do Brasil, embora o potencial brasileiro seja muito maior. E lembrou a necessidade de serem feitas concessões, como ocorre no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com o Hotel Cataratas. Isso agrega cuidados com a natureza e maior acesso à riqueza natural do país. “O Brasil precisa evoluir em novas agendas e  amparar o desenvolvimento sustentável que está baseado nos três pilares: meio ambiente, social e econômico.”

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) estima que 2,6 milhões de viajantes passaram pelos principais aeroportos nacionais durante o carnaval deste ano. O número representa crescimento de 4,7% em relação à movimentação registrada na mesma época de 2017, quando o fluxo foi de 2,5 milhões de embarques e desembarques, cerca de 100 mil a mais que em 2016.

As cidades mais procuradas no período foram Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Olinda. Juntos, os seis destinos responderam por 65% de toda a movimentação financeira no período, que alcança R$ 7,4 bilhões. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) estima que as vendas dos pacotes de viagens tiveram aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2017 até o fim do carnaval.

14 de fevereiro de 2018

Bolsa sobe 3,3% em ajuste pós-Carnaval; dólar cai para R$ 3,22

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 3,27%, para 83.542 pontos.

A Bolsa brasileira fechou em forte alta nesta quarta-feira (14), em ajuste após duas sessões sem operações e acompanhando a melhora no humor no exterior, apesar de dado de inflação nos EUA que reforça a preocupação com aumentos adicionais de juros no país.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 3,27%, para 83.542 pontos. O volume financeiro foi de R$ 11,3 bilhões -a média de fevereiro está em R$ 12,2 bilhões. O dia foi de vencimento de opções sobre o índice, o que contribui para inflar o giro financeiro.

O dólar comercial teve forte queda de 2,27%, para R$ 3,228. O dólar à vista, que fecha mais cedo, recuou 1,51%, para R$ 3,245.

Para Raphael Figueredo, sócio-analista da Eleven Financial, a forte valorização da Bolsa e a queda do dólar foram provocados por ajustes após as duas sessões sem operações. "O mercado, de maneira geral, ignorou o dado de inflação nos EUA, trazendo a percepção de que a tendência de alta continua, assim como esse período de euforia nos mercados. Isso contamina nossa Bolsa", diz.

Nesta sessão, os investidores avaliaram a divulgação do dado de inflação nos Estados Unidos, que apontou alta de 0,5% em janeiro, acima do esperado pelo mercado. Em dezembro, o avanço tinha sido de 0,2%, segundo o Departamento do Trabalho americano.

Em base anual, a inflação se manteve em 2,1%. Mas o impacto do indicador foi diluído pela divulgação das vendas no varejo no país, que caíram 0,3% em janeiro, a maior queda desde fevereiro do ano passado.

O dado de inflação era aguardado após as fortes turbulências que atingiram os mercados acionários na última semana.

Os índices americanos Dow Jones e S&P 500 tiveram a pior semana em dois anos, em meio a temores de que a recuperação do mercado de trabalho e dos salários nos EUA pudesse pressionar a inflação, o que levaria a aumentos adicionais de juros nos Estados Unidos -o banco central americano indica três altas.

A alta elevaria a rentabilidade dos títulos de dívida emitidos pelo governo americano, considerados de baixíssimo risco, o que enxugaria parte do dinheiro que, hoje, está aplicado em Bolsa ou na renda variável.

Apesar disso, os investidores desconsideraram o dado e os mercados de EUA e Europa subiram. "O mercado americano está vivendo uma irracionalidade, uma euforia, um período clássico de estágio final do ciclo de alta", diz Figueredo.

"Os investidores ignoram qualquer noticiário ruim, tudo é festa. As quedas são motivos para reforços na compra. Qualquer dado ruim que sai, o mercado retoma a tendência e mantém o movimento de alta. Esse movimento deve durar nos próximos meses", complementa.

AÇÕES

Das 64 ações do Ibovespa, 58 subiram e seis fecharam em baixa.

A maior alta do índice foi registrada pelas ações da CSN, que dispararam 8,7%. A Bradespar se valorizou 6,9% e a Gerdau avançou 6,63%.

Na ponta contrária, os papéis da Marfrig caíram 2,34%. A CCR recuou 1,63%, e a Cosan fechou em baixa de 0,85%.

As ações da mineradora Vale dispararam 5,98%, para R$ 44,51. 

Os papéis da Petrobras também subiram, em dia de alta do petróleo depois de os estoques de petróleo dos Estados Unidos subirem menos que o esperado e de o ministro de Energia saudita, Khalid al-Falih, dizer que os principais produtores prefeririam mercados mais apertados do que encerrar os cortes de produção precocemente.

As ações mais negociadas da Petrobras subiram 2,56%, para R$ 19,25. Os papéis ordinários avançaram 1,44%, para R$ 20,38.

No setor financeiro, os papéis de bancos fecharam em forte alta. O Itaú Unibanco se valorizou 4,32%. As ações preferenciais do Bradesco subiram 3,65%, e as ordinárias avançaram 3%. O Banco do Brasil teve valorização de 3,60%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil tiveram alta de 3,54%.

CÂMBIO

A possibilidade de novos aumentos de juros nos EUA também foi desconsiderada no mercado cambial. O dólar perdeu força ante 30 das 31 principais moedas do mundo.

Nesta sessão, o Banco Central não fez rolagem de contratos de swaps cambiais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) que vencem em março. Mas continuará a rolagem na quinta-feira -o total de contratos é de US$ 6,154 bilhões.

O CDS (credit default swap, termômetro de risco-país) do Brasil recuou 3,19%, para 164,7 pontos. 

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram queda. O contrato com vencimento em abril de 2018 recuou de 6,625% para 6,622%. Já o contrato para janeiro de 2019 caiu de 6,725% para 6,685%.

Brasil reforça negociações em Paris para entrar na OCDE

Enquanto tenta cumprir os pré-requisitos para se candidatar a membro-pleno, a representação diplomática ganhará reforço em Paris a partir de março

O Brasil vai intensificar as negociações para o acesso do país à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Enquanto tenta cumprir os pré-requisitos para se candidatar a membro-pleno, a representação diplomática ganhará reforço em Paris a partir de março, onde a OCDE e outros órgãos comerciais ficam sediados. 

O embaixador Carlos Márcio Cozendey, atual subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, foi designado pelo presidente Michel Temer como delegado junto aos organismos internacionais de Paris, com uma equipe dedicada ao assunto. A decisão demonstra o interesse do Brasil no acesso ao órgão. 

Antes de partir ao país europeu, Cozendey receberá o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, no Brasil em 28 de fevereiro, quando será lançada uma nova edição da pesquisa econômica que a organização faz sobre o Brasil. 

Composta por 35 países-membros, a OCDE é um fórum cuja missão envolve a cooperação e o intercâmbio de boas práticas sobre políticas públicas. Somados, os integrantes são responsáveis por 62% do PIB global e por dois terços dos negócios internacionais. Embora o Brasil tenha participação ativa em diferentes fóruns da organização, apenas Estados Unidos, Canadá, México e Chile são países-membros. 

Segundo o Cozendey, discussões iniciadas na OCDE costumam influenciar decisões de outros órgãos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU), o que torna mais relevante ainda a importância da participação. 

“A OCDE faz recomendações que registram as melhores práticas em determinada área. Participar da formulação disso, indica que o país vai ter influência na formulação desses padrões. Embora não seja uma organização global, como são países grandes e importantes economicamente, o padrão acaba se tornando internacional”, explicou o diplomata. 

Apesar de já ser um parceiro-chave participar de 23 diferentes órgãos da OCDE, o acesso como membro sinalizaria um compromisso do Brasil com uma economia aberta, previsível, responsável e transparente, segundo avaliações do governo brasileiro. 

A formalização da candidatura depende da adequação do país com 237 recomendações. O ­Brasil já aderiu a 36 dessas normas e pediu a adesão de outros 74 instrumentos. 

O representante do Itamaraty considerou positiva a adequação das políticas brasileiras às recomendações da OCDE. Segundo ele, os ministérios encontraram dificuldades em apenas 10% delas. Em outros 15% foram encontrados conflitos com a legislação, mas os órgãos concordaram com o conteúdo. 

Atualmente, há três países em processo de integração à OCDE: Colômbia, Costa Rica e Lituânia. Outros cinco, além do Brasil, entraram com pedidos de candidatura: Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia. 

Venda de gado vivo cresce sob a mira de ONGs de defesa animal

Negociações são puxadas por causa da demanda de países muçulmanos, mas entidades protestam contra a prática

A venda de gado vivo por frigoríficos brasileiros ganhou os holofotes no início deste mês, quando duas organizações não governamentais conseguiram decisões judiciais que impediram que um navio carregado com 25.000 animais seguisse viagem à Turquia. A embarcação acabou sendo liberada, em função de um recurso do governo federal. O caso jogou luz sobre um setor que vem crescendo cerca de 20% ao ano e se tornou alternativa de receita para pecuaristas e empresas de alimentos, como a Minerva Foods. Entidades ligadas ao bem-estar animal, porém, pretendem dificultar a atividade.

Embora a venda de gado vivo seja uma prática antiga, esse segmento da pecuária ganhou força no início desta década, quando as vendas externas chegaram a 690.000 animais. De 2010 a 2012, o principal destino dos bois brasileiros eram os frigoríficos da Venezuela. Com a severa crise econômica do país vizinho, as vendas despencaram em 2015. Para viabilizar o negócio, pecuaristas acharam um novo cliente: o mercado de religião islâmica. De 2016 para cá, as vendas voltaram a subir, até atingirem 263 milhões de dólares (866 milhões de reais) em 2017, segundo o Ministério do Desenvolvimento, mas ainda bem longe do auge em volume.

É um número pouco relevante diante dos abates anuais no país, que somam entre 35 milhões e 40 milhões de cabeças por ano, diz César Castro Alves, analista de pecuária da MB Agro. A fatia de 1% dos abates, na visão do especialista, não deve subir de forma significativa, pois o mercado global de bovinos vivos não cresce de forma significativa – o total movimentado está estacionado em cerca de 5 milhões de cabeças por ano. “É um nicho alimentado por questões religiosas. Pode ser boa opção para quando os preços estão ruins, pois vender boi vivo não agrega valor ao produto”, aponta Alves.


Foto: Reprodução

Apesar de o mercado como um todo não crescer, tanto empresários quanto o Departamento Americano da Agricultura (USDA) preveem altas de 20% a 30% nas exportações brasileiras em 2018. A Minerva Foods, dona da carga que foi retida em Santos, domina cerca de 40% das vendas de animais vivos – segmento em que as líderes em bovinos no país, JBS e Marfrig, não atuam. Procurada, a Minerva não deu entrevista.

Mercados

Uma explicação para o interesse no negócio é o fato de os países muçulmanos pagarem prêmios sobre a cotação de referência do gado. Uma fonte ligada às exportadoras esclarece que os compradores exigem raças específicas – o gado Nelore, símbolo do plantel brasileiro, não é aceito em países muçulmanos, que preferem a raça Zebu. Diante das exigências, é necessário esforço para angariar animais para a venda externa, o que acaba se refletindo no preço pago pelo comprador. Entre as outras empresas nacionais com atuação relevante na exportação de gado vivo estão Mercúrio e Agroexport.

Para crescer, os empresários se movimentam para abrir novos mercados. Hoje, mais da metade das vendas brasileiras são para a Turquia. Missões comerciais, no entanto, já buscam clientes na Malásia e na Indonésia – dois países hoje atendidos sobretudo pela Austrália. A avaliação é que, se a estratégia der certo, as vendas de gado vivo podem crescer mais 50%, para 600.000 unidades por ano, até 2023.

Protesto

Porém, entidades como o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e a Agência de Notícias de Direitos dos Animais (Anda), que conseguiram suspender a venda de boi vivo por alguns dias, não estão dispostas a arredar pé da tentativa de paralisar o setor. “Nossa luta é pelo respeito aos animais, que não estão contemplados nas regras de exportação brasileiras, que se limitam a aspectos sanitários”, diz Vânia Plaza Nunes, médica veterinária e diretora técnica do Fórum Animal. A briga com os frigoríficos é de longo prazo. Segundo ela, novos recursos para voltar a paralisar as vendas de gado vivo serão apresentados nas próximas semanas.

13 de fevereiro de 2018

Facebook vai começar a testar ‘paywall’ de notícias no iOS em março

Empresas jornalísticas poderão impor limite de reportagens lidas por usuários no aplicativo da rede social no sistema operacional iOS; receitas ficarão com os veículos de imprensa

O Facebook vai começar a testar, no dia 1º de março, um sistema para que empresas jornalísticas possam cobrar por conteúdo dentro de sua rede social. A partir do mês que vem, os veículos de imprensa interessados poderão estabelecer um paywall – espécie de bloqueio que vai limitar o acesso dos usuários a um determinado número de notícias por mês, a menos que o usuário pague uma assinatura.

Testes semelhantes estão sendo feitos pela empresa desde outubro em seu aplicativo para o sistema operacional Android. A demora para o iOS – conhecido por ser um sistema operacional com usuários que costumam gastar mais em aplicativos e serviços de assinatura – se deveu a problemas nas negociações com a Apple. Por enquanto, os testes estão sendo feitos nos Estados Unidos apenas.

Testes semelhantes estão sendo feitos pela empresa desde outubro em seu aplicativo para o sistema operacional Android. Foto: Reprodução

Segundo a diretora de parcerias com mídia do Facebook, Campbell Brown, as empresas jornalísticas poderão oferecer entre 5 e 10 notícias gratuitas por mês.

Além disso, de acordo com o site americano TechCrunch, as empresas jornalísticas ficarão com 100% da receita obtida com as assinaturas feitas por meio da rede social – isto é, o Facebook não vai cobrar pelo serviço, como já acontece no Android, a despeito da cobrança usual de 30% da Apple e do Google por assinaturas que passam por suas lojas de aplicativos. Segundo o Facebook, a empresa não está pagando nada aos donos dos sistemas iOS e Android pela vantagem “competitiva”.

Vídeos

Outra novidade anunciada pela diretora de parcerias com mídia do Facebook Campbell Brown é a de uma nova aba na sessão de vídeos do Facebook, a Watch. Segundo ela, haverá um espaço específico para vídeos jornalísticos na seção – que poderá ser usado por veículos de mídia para publicar notícias urgentes.

Brown também comentou a recente declaração do magnata de mídia Rupert Murdoch, que disse que a empresa deveria pagar pelas notícias expostas na rede aos veículos de imprensa que as publicaram. “Nunca diga nunca”, brincou Campbell, com a ressalva de que seu trabalho é levar notícias corretas ao Facebook – e não o de fazer todas as editoras felizes.

Facebook vai começar a testar ‘paywall’ de notícias no iOS em março

Empresas jornalísticas poderão impor limite de reportagens lidas por usuários no aplicativo da rede social no sistema operacional iOS; receitas ficarão com os veículos de imprensa

O Facebook vai começar a testar, no dia 1º de março, um sistema para que empresas jornalísticas possam cobrar por conteúdo dentro de sua rede social. A partir do mês que vem, os veículos de imprensa interessados poderão estabelecer um paywall – espécie de bloqueio que vai limitar o acesso dos usuários a um determinado número de notícias por mês, a menos que o usuário pague uma assinatura.

Testes semelhantes estão sendo feitos pela empresa desde outubro em seu aplicativo para o sistema operacional Android. A demora para o iOS – conhecido por ser um sistema operacional com usuários que costumam gastar mais em aplicativos e serviços de assinatura – se deveu a problemas nas negociações com a Apple. Por enquanto, os testes estão sendo feitos nos Estados Unidos apenas.

Testes semelhantes estão sendo feitos pela empresa desde outubro em seu aplicativo para o sistema operacional Android. Foto: Reprodução

Segundo a diretora de parcerias com mídia do Facebook, Campbell Brown, as empresas jornalísticas poderão oferecer entre 5 e 10 notícias gratuitas por mês.

Além disso, de acordo com o site americano TechCrunch, as empresas jornalísticas ficarão com 100% da receita obtida com as assinaturas feitas por meio da rede social – isto é, o Facebook não vai cobrar pelo serviço, como já acontece no Android, a despeito da cobrança usual de 30% da Apple e do Google por assinaturas que passam por suas lojas de aplicativos. Segundo o Facebook, a empresa não está pagando nada aos donos dos sistemas iOS e Android pela vantagem “competitiva”.

Vídeos

Outra novidade anunciada pela diretora de parcerias com mídia do Facebook Campbell Brown é a de uma nova aba na sessão de vídeos do Facebook, a Watch. Segundo ela, haverá um espaço específico para vídeos jornalísticos na seção – que poderá ser usado por veículos de mídia para publicar notícias urgentes.

Brown também comentou a recente declaração do magnata de mídia Rupert Murdoch, que disse que a empresa deveria pagar pelas notícias expostas na rede aos veículos de imprensa que as publicaram. “Nunca diga nunca”, brincou Campbell, com a ressalva de que seu trabalho é levar notícias corretas ao Facebook – e não o de fazer todas as editoras felizes.

Amazon demite funcionários em sua sede, nos Estados Unidos

Superestimar a necessidade de trabalhadores é fato raro na indústria de tecnologia americana

A gigante americana de tecnologia Amazon está realizando cortes em sua força de trabalho. Segundo relato do jornal Seattle Times, a empresa começou a demitir nesta segunda-feira 12, em sua sede, em Seattle, no noroeste dos Estados Unidos.

De acordo com a publicação, a companhia possui 3,9 mil funcionários e uma parcela deles está subutilizada. Superestimar a necessidade de trabalhadores é fato raro na indústria de tecnologia americana. Poucas são às vezes em que companhias do tamanho da Amazon, como Google, Apple e Microsoft, se veem nessa situação.

Fundada em 1996, a Amazon foi um dos primeiros e-marketplaces, portal que concentra anúncios de diversos e-commerces. Atualmente, a companhia investe em lojas físicas, como a recém-inaugurada Amazon Go – que dispensa caixas e filas nos mercados -, serviços de streaming, o Amazon Prime, assistente virtual, o Alexa, e armazenamento de dados em nuvem.

Segundo dados da Bloomberg, a empresa de Jeff Bezos, um dos homens mais ricos do mundo, possui valor de mercado de US$ 686 bilhões. Em 2017, a Amazon obteve receitas da ordem de US$ 178 bilhões e registrou lucro de US$ 3 bilhões.

Atualmente, a Amazon faz uma campanha para escolher uma nova sede, que deverá ficar ou nos Estados Unidos, ou no Canadá. A empresa promete investir US$ 5 bilhões e criar mais de 5 mil empregos para a cidade escolhida.

Trump considera impor tarifas à importação de aço e alumínio

No ano passado, os produtos semifaturados de ferro ou aço foram o quarto maior item das exportações brasileiras aos Estados Unidos, somando US$ 1,84 bi

O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que considera uma série de opções envolvendo as importações de alumínio e aço, incluindo a imposição de tarifas ou de cotas. O objetivo, diz, seria prevenir o que ele chama de "dumping" de muitos países que estaria "penalizando injustamente" os produtores americanos. 

Dumping é a venda de bens a um preço abaixo do seu justo valor, o que prejudica os concorrentes. Segundo especialistas, o alvo do governo americano seria a China, que é acusada de criar excesso de capacidade de aço, o que derruba os preços globais do produto.

As declarações foram feitas durante um encontro com grupos bipartidários de senadores e deputados americanos. Alguns deles apoiaram a imposição de restrições, enquanto outros advertiram para o impacto sobre os produtores americanos.

"Parte das opções seriam tarifas. Enquanto eles praticam dumping em aço, eles pagariam tarifas, tarifas substanciais, o que significa que os Estados Unidos ganhariam muito dinheiro", afirmou o americano. "Eu quero manter preços baixos, mas eu quero garantir que nós tenhams uma indústria do aço."

No ano passado,  os produtos semifaturados de ferro ou aço foram o quarto maior item das exportações brasileiras aos Estados Unidos, somando US$ 1,84 bilhão.

Em novembro de 2016, o Brasil entrou com pedido na OMC (Organização Mundial do Comércio) de consultas aos Estados Unidos, questionando as sobretaxas americanas aplicadas a exportações brasileiras de aços planos.

Em março do mesmo ano, o governo dos EUA havia concluído que várias empresas violaram regras antidumping no mercado americano de aços planos e decidiu impor tarifas contra produtos de vários países, incluindo os do Brasil.

Os EUA alegavam subsídios ilegais concedidos pelo Brasil ao setor siderúrgico, que no caso de aços planos é representado por companhias como Usiminas e CSN. Em janeiro deste ano, o setor siderúrgico brasileiro pediu que o governo levantasse barreiras ao aço que vem de China e Rússia, o setor afirma combater a concorrência desleal.

12 de fevereiro de 2018

Preço das carnes cai e alivia churrasco de Carnaval

Enquanto as carnes animam o consumidor, melhor ter cautela com os acompanhamentos. As principais altas de preços em janeiro estão em verduras e legumes

O feriadão é um bom momento para quem gosta de fazer churrasco. A queda no preço das carnes se consolidou no decorrer de 2017 e 2018 começa com a variação ainda avançando devagar.

Nos 12 meses até janeiro deste ano, esse grupo de despesas teve queda de 2,35% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Enquanto as carnes animam o consumidor, melhor ter cautela com os acompanhamentos.

As principais altas de preços em janeiro estão em verduras e legumes.

Usado na salada e no vinagrete, o preço do tomate subiu 48,19% só no mês passado.

As folhas, como agrião e alface, avançaram menos em 12 meses. O primeiro até entrou o ano com queda, mas acumula alta de 6,61%.

A alface subiu 1,11% no mês e 5,11% em um ano. Complementos mais simples têm variação de preços mais atrativa. A mandioca caiu 17,26% em janeiro. O pão francês variou 0,21%.

Segundo a Scot Consultoria, a retração no consumo foi o que mais influenciou na queda do preço das carnes.

O início do ano é considerado um período típico de redução nas vendas, com os gastos direcionados para outras despesas. A expectativa da indústria é que o Carnaval represente uma melhora.

O consumidor pode adotar estratégias para economizar. Trocar o açougue de supermercado pelo de rua costuma compensar. Não se esqueça de comprar asa e coxa de frango, e linguiça, todas opções muito populares e com preços em queda.

Entre as bebidas, a alta é geral, mas nada que prejudique a programação do churrasco. Prefira comprar as bebidas em supermercados, atacarejos ou distribuidoras.

Se compradas em temperatura ambiente, costumam custar menos do que as já geladas. Para isso, é melhor se programar antes.

11 de fevereiro de 2018

Estudo da CNI aponta políticas públicas de apoio à 'indústria 4.0'

O termo passou a ser utilizado nos últimos anos para designar a integração de diversos tipos de tecnologias no processo produtivo

 A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou estudo nesta semana com propostas de políticas públicas em apoio à adaptação de empresas ao modelo que vem sendo chamado de "indústria 4.0". O termo passou a ser utilizado nos últimos anos para designar a integração de diversos tipos de tecnologias no processo produtivo. Entre elas estão a chamada internet das coisas; a coleta e o processamento de dados em larga escala -conhecidos internacionalmente como Big Data; a impressão 3D; a robótica avançada e a inteligência artificial.

Segundo a confederação, mais da metade dos segmentos industriais no Brasil ainda está pouco adaptada a esse novo paradigma. O documento elaborado pela entidade aponta recomendações para impulsionar esse processo. As informações são da Agência Brasil.

Uma delas é a criação de um "Programa Nacional para Elaboração e Implementação de Plano Empresarial Estratégico de Digitalização". Essa ação envolveria diferentes órgãos para auxiliar empresas a elaborar plano com um diagnóstico sobre as necessidades de digitalização de suas plantas produtivas e as estratégias e investimentos necessários para executar essa migração.


Foto: Reprodução/PortaldaIndústria

"Ainda existe um desconhecimento sobre as tecnologias digitais. É importante que a empresa consiga visualizar quais têm maior impacto e consigam ver o custo-benefício disso. E com base nisso, poderiam buscar apoio para implementação das tecnologias", explicou João Emílio Gonçalves, diretor-executivo de Política Industrial da CNI.

Implantação

Identificadas as demandas, a fase seguinte é a de implementação do plano. Isso envolve a coordenação da compra e instalação das soluções tecnológicas, bem como sua integração na linha de produção de cada empresa. Esse trabalho é feito pelo que a CNI chama de "empresas integradoras".

"Agora se propõe o foco nas empresas integradoras porque podem se constituir no mecanismo de transmissão das inovações das tecnologias da Indústria 4.0", diz o documento.

O estudo recomenda a destinação de recursos às empresas, como para a capacitação de técnicos e gestores. As verbas poderiam ser disponibilizadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pela Finep (Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa).

Outra forma de estimular a disseminação de tecnologias digitais na indústria seria aproveitar processos de compras das instituições públicas para estabelecer exigências que favorecessem soluções técnicas.

"A ideia é que, ao gerar demanda para aplicação em outros campos econômicos que não a atividade industrial, o governo apoiaria a construção de capacitação técnica, que poderia também gerar soluções para a indústria brasileira", sugere o estudo da CNI.

A entidade cita como áreas que poderiam adquirir tecnologias relacionadas ao modelo de "indústria 4.0" as de transporte, segurança pública, energia e saúde. Neste último, a adoção de soluções de inteligência artificial poderia, por exemplo, contribuir tanto na elaboração de diagnósticos quanto no desenvolvimento de novas drogas.

09 de fevereiro de 2018

Carnaval deve movimentar R$ 6 bi e gerar 20 mil empregos, estima CNC

O Ministério do Turismo estima que a festa envolva 11 milhões de turistas, entre os quais 400 mil estrangeiros.

O maior feriado do calendário brasileiro vai aquecer corpos, ruas e também a economia. Após três anos em queda, a movimentação financeira gerada pelo carnaval deve registrar crescimento em 2018. Ao todo, R$ 6,25 bilhões devem ser injetados na economia, se confirmada a previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Já o Ministério do Turismo estima que a festa envolva 11 milhões de turistas, entre os quais 400 mil estrangeiros.

Uma dessas pessoas que virão de longe é a artista francesa Anna Bouillet. Ela disse que espera viver o carnaval brasileiro como um sonho. “Estranho”, “chocante” e “de intensa felicidade” são algumas das palavras que ela usa para resumir toda essa expectativa. O destino será o carnaval do Recife, cujas imagens evitou ver antecipadamente para “ter uma experiência total”.

“Imagino que a cidade inteira está parada e todo o mundo lá fora a dançar e a festejar. A música por todo lado. Imagino uma espécie de loucura coletiva, de uma energia incrível partilhada entre as pessoas”, relata Anna, que depois da festa viajará por outras cidades e regiões do país.

Quanto aos foliões brasileiros, o Ministério do Turismo informou à Agência Brasil que eles tendem a fazer deslocamentos curtos. “Em um país de dimensões continentais, o turismo inter-regional e interestadual tem grande força”, informou.

Setores econômicos

Neste ano, 85% de toda a receita gerada no carnaval devem vir dos segmentos de alimentação fora do domicílio, tais como bares e restaurantes (R$ 3,6 bilhões); transporte rodoviário (R$ 1,03 bilhão) e serviços de alojamento em hotéis e pousadas (R$ 705,6 milhões), detalha estudo da CNC. As atividades artísticas, esportivas e de lazer devem somar R$ 497,3 milhões. As pessoas que contratarão agências de viagens em busca de festas ou de descanso aportarão R$ 173,8 milhões.

Para a CNC, a principal razão para a reação no setor está no comportamento recente da inflação. Como resultado desse movimento, o estudo estima a contratação de 19,3 mil trabalhadores temporários entre janeiro e fevereiro de 2018, 8,9% a mais do que no carnaval de 2017 (17,7 mil). O segmento de serviços de alimentação deverá oferecer cerca de 70% das oportunidades de emprego, com 13,7 mil postos.

Quem também aproveita essa época do ano são as artistas. No Distrito Federal, as designers Gabriela Alves e Luciana Lobato aproveitam a época para ampliar a divulgação da marca Conspiração Libertina e, com isso, levar mensagens políticas para as ruas. A ideia surgiu em 2015, quando três amigas fizeram tatuagens temporárias sobre diversidade, feminismo e negritude.

“A nossa ideia foi falar sobre feminismo no cotidiano, se identificar para o mundo”, explica Gabriela. O resultado: tatuagens esgotadas. Neste ano, prevendo maior comercialização dos 34 tipos de imagens que foram produzidas, elas se juntaram a outras artistas e ativistas feministas ou LGBTs e instalaram uma loja física, em Brasília, para facilitar as vendas e aproveitar o momento ímpar.

“Durante o ano, as nossas vendas não geram renda nenhuma. São valores revertidos para a própria marca ou para apoiar movimentos sociais, tanto que a gente fala que somos um negócio social. Agora, no carnaval, como as vendas aumentam muito, a gente consegue tirar algum dinheiro para a gente”, disse. De acordo com a designer, em 2017 a marca faturou R$ 24 mil. Neste ano, ela espera que as mensagens gerem R$ 34 mil.

Estados

O Rio de Janeiro é o estado que concentrará a maior parte dos recursos, R$ 1,9 bilhão. De acordo com a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), além dos tradicionais desfiles de escolas de samba na Marquês de Sapucaí, haverá 437 blocos em seis dias de folia na capital. A expectativa é de que cerca de 6,5 milhões de foliões participem da festa, sendo 1,5 milhão de turistas.

No Rio, a prefeitura ficou responsável pela infraestrutura necessária para os desfiles dos blocos autorizados, o que envolve colocação de banheiros químicos, cercamento de monumentos e espaços públicos, controle do tráfego e atuação da Guarda Municipal. A Riotur estima ter aportado R$ 60 milhões, contando com o que veio da iniciativa privada.

São Paulo está em segundo no lugar no quesito investimentos. O estado também é palco de desfiles de escolas e bloquinhos de rua, que neste ano chegarão à marca histórica de 491 apenas nas ruas da capital. Tudo isso gerará R$ 1,7 bilhão, de acordo com a expectativa da CNC. Já a Prefeitura de São Paulo estima que quatro milhões de pessoas participem da festa.

O terceiro estado com maior volume de recursos também está no Sudeste. Minas Gerais deve gerar R$ 567,6 milhões. Além da capital, Belo Horizonte, a expectativa é que as festas nas cidades históricas, como Ouro Preto, palco do Bloco Zé Pereira dos Lacaios, o mais antigo do Brasil, com 150 anos, animem visitantes.

A Bahia (R$ 516,6 milhões), o Ceará (R$ 292,7 milhões) e Pernambuco (R$ 200,2 milhões) dão seguimento ao ranking da CNC.

Enquanto o Rio de Janeiro deve ter um faturamento 10,5% menor do que o registrado em 2017, o Ceará pode registrar mais de 9% de acréscimo. Um das explicações possíveis é o crescimento do carnaval em estados que não tinham essa tradição. No Ceará, este ano, haverá shows de 13 artistas locais e nacionais, desfiles de 14 agremiações de maracatu e seis escolas de samba, além de blocos de rua e outras atrações.

Municípios

Apesar da maior expectativa de faturamento, a crise econômica ainda marca os municípios brasileiros, por isso muitos resolveram dar outras prioridades para seus recursos. Pesquisa da

Confederação Nacional de Municípios (CNM) junto a 3.426 municípios, 61,5% do total, aponta que 1.649 não contribuirão com o carnaval em 2018. O número equivale a 65,4% das cidades analisadas.

Mais de 50% dos gestores responderam que a existência de outras prioridades foi o motivo para  não garantir suporte financeiro ao evento. Já 45,5% apontaram a falta de recurso destinado ao carnaval e outros 7,9% disseram ter outra demanda da sociedade.

A Confederação Nacional de Municípios concluiu que os mais atingidos são os municípios com até 50 mil habitantes. Para a Confederação, por serem cidades pequenas, são “os que mais dependem dos repasses das transferências constitucionais, sendo assim priorizam outras áreas”.

Comércio volta a crescer em 2017 puxado por móveis e eletros

Com crescimento de 9,5% frente a 2016, o setor de móveis e eletrodomésticos foi o que mais contribuiu no balanço anual

Apesar do recuo em dezembro, as vendas no varejo brasileiro fecharam 2017 com alta de 2%, no primeiro resultado positivo desde 2014, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (9).

Em dezembro, o volume de vendas caiu 1,5%, na comparação com o mês anterior, mas subiu 3,3% sobre um ano antes. A expectativa da  pesquisa  era de baixa de 0,40% na comparação mensal e de avanço de 4,70% sobre um ano antes. Com crescimento de 9,5% frente a 2016, o setor de móveis e eletrodomésticos foi o que mais contribuiu no balanço anual.

Segundo a gerente da Pesquisa, Isabella Nunes, o resultado foi estimulado pela redução da taxa de juros em 2017. "Com uma dinâmica de vendas associada à maior disponibilidade de crédito, o setor se recuperou após três anos em queda."

Nunes também atribui o resultado positivo à recuperação do setor de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 1,4% no ano. "O bom resultado nessa categoria foi influenciado principalmente pela redução sistemática dos preços e a recomposição da massa de rendimentos", explica.

O desempenho anual, no entanto, foi afetado por quedas em combustíveis e lubrificantes (-3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%) e equipamentos para escritório, informática e comunicação (-3,1%).

Apesar do avanço, Isabella afirma que ainda é cedo para falar em recuperação total. "2017 rompe um período de dois anos de queda nas vendas nacionais, mas ainda está longe de recuperar a perda de 10,2% acumulada nesse período", pondera.

Ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e de material de construção, o volume de vendas subiu 4% em 2017 -o acumulado em 12 meses mais elevado desde fevereiro de de 2014. Na comparação mensal, dezembro recuou 0,8%. Frente a dezembro de 2016, houve avanço de 6,4%, oitava taxa positiva consecutiva.

Após dois anos, comércio volta a crescer e fecha 2017 em alta de 2%

Resultado foi influenciado pelo aumento das vendas de móveis e eletrodomésticos, segundo o IBGE

O comércio varejista brasileiro cresceu 2% em 2017, após dois anos de fortes quedas. O resultado foi influenciado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos, que voltaram a aumentar com a queda das taxas de juros. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9).

O setor de hipermercados também vendeu mais em 2017, 1,4%, e ajudou o varejo brasileiro a dar sinais de recuperação.

Apesar do avanço, o IBGE pondera que que ainda é cedo para falar em recuperação total. “2017 rompe um período de dois anos de queda nas vendas nacionais, mas ainda está longe de recuperar a perda de 10,2% acumulada nesse período”, disse Isabella Nunes, gerente da pesquisa do IBGE.

Dezembro fraco

No último mês de 2017, o volume de vendas do comércio varejista nacional recuou 1,5% em relação a novembro, anulando a alta de 1% registrada no mês anterior.

Por setores, o desempenho foi o seguinte:

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,3%)

Livros, jornais e papelaria (-4%)

Hipermercados (-3%)

Móveis e eletrodomésticos (-2,7%)

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%)

Tecidos, vestuário e calçados (0,5%)

Já na comparação com dezembro do ano anterior, o comércio cresceu 3,3%, puxado por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,5%).

Por setores, o desempenho foi o seguinte:

Tecidos, vestuário e calçados (7,0%)

Móveis e eletrodomésticos (8,2%)

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%)

Combustíveis e lubrificantes (-7,2%)

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-18,2%)

Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,7%)

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%)

08 de fevereiro de 2018

Petrobras anuncia redução do preço da gasolina em 3% nas refinarias

A queda de preços anunciada hoje é a maior deste o final do ano passado.

Em meio à discussão sobre a formação do preço dos combustíveis nos postos país afora, a Petrobras anunciou hoje (8) a maior redução dos valores da gasolina e do diesel combustível de 2018. A partir de amanhã (9), os novos preços estarão 3% (gasolina) e 2,6% (diesel) mais baratos nas refinarias. Hoje (8), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que apure o motivo de as constantes quedas dos preços dos combustíveis não serem repassadas para os consumidores.

“De fato hoje encaminhamos ao presidente do Cade uma solicitação para que a nova política que está sendo implementada pela Petrobras gere as consequências no bolso do consumidor; do brasileiro”, disse Moreira.

Segundo o ministro, durante muito tempo o país teve uma política de preço baseada no tabelamento, fato que teria gerado “uma série de hábitos culturais”. “Já a nova política é para beneficiar os consumidores, com a concorrência entre fornecedores. O consumidor tem o direito de escolher o preço mais baixo. Isso só se dá quando existe concorrência; quando não há cartel”, afirmou o ministro.

Moreira Franco avaliou que “o que nós estamos vendo é que os resultados já obtidos quanto a queda dos preços da Petrobras não se reflete na bomba de gasolina. Ou seja, o consumidor não está sendo beneficiado por essa nova política, que existe justamente para beneficiar o consumidor".

Política de preços

A Petrobras vem quase que diariamente informando em seu site (petrobras.com.br) os preços a serem praticados nas refinarias. Uma consulta constatou que a queda de preços anunciada hoje é a maior deste o final do ano passado. De 29 de dezembro de 2017 a 9 de fevereiro de 2018 a estatal fez 29 anúncios de preços nas suas unidades de refino. No caso do diesel, foram anunciadas 14 reduções e 15 aumentos de valores. Já a gasolina teve 15 anúncios de queda e 14 altas de preços.

Nos últimos três dias, a empresa anunciou diminuição de valores do diesel e da gasolina de 1,8% e 0% ontem (7); 0,7% e 1,5% hoje (8) e 2,6% e 3% amanhã (9). Enquanto isso, para o consumidor, essa política de preços não reflete na hora de abastecer o carro. De acordo com o levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro de 2018, o preço máximo do litro da gasolina chegou a R$ 5,15 e o mínimo ficou em R$ 3,579. Já o litro do diesel, no mesmo período, custava R$ 4,479 e R$ 2,939.

Receita libera consulta a lote residual de restituição do Imposto de Renda

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146

Estará disponível hoje (8), a partir das 9h, para consulta o lote multiexercício de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), contemplando o período de 2008 a 2017.

O crédito bancário para 102.361 contribuintes será feito no dia 15 de fevereiro, totalizando mais de R$ 210 milhões. Desse total, R$ 78,758 milhões referem-se a contribuintes com preferência no recebimento, sendo 20.269 idosos e 1.732 com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita a consulta às declarações do IRPF e à situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do Imposto de Renda e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento, por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, a Receita orienta o contribuinte a contactar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento, pelo telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança em seu nome, em qualquer banco.

Receita libera consulta a lote residual de restituição do Imposto de Renda

ara saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146

Estará disponível nesta quinta-feira (8/2), a partir das 9h, para consulta o lote multiexercício de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), contemplando o período de 2008 a 2017. O crédito bancário para 102.361 contribuintes será feito no dia 15 de fevereiro, totalizando mais de R$ 210 milhões. Desse total, R$ 78,758 milhões referem-se a contribuintes com preferência no recebimento, sendo 20.269 idosos e 1.732 com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave.


Foto: Reprodução

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita a consulta às declarações do IRPF e à situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do Imposto de Renda e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento, por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, a Receita orienta o contribuinte a contactar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento, pelo telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança em seu nome, em qualquer banco.

Petrobras diz esperar 'melhor resultado possível' com Pasadena

A estatal abriu na terça (6) o processo de venda da unidade, que lhe rendeu prejuízos bilionários desde sua aquisição, em 2006

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse nesta quarta (7) que espera "o melhor resultado possível" com a venda da polêmica refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que é alvo da Operação Lava Jato e de organizações ambientalistas americanas.

A estatal abriu na terça (6) o processo de venda da unidade, que lhe rendeu prejuízos bilionários desde sua aquisição, em 2006. No mercado, há dúvidas sobre o real valor da refinaria, diante do elevado passivo ambiental e da necessidade de investimentos em modernização.

"É muito cedo para antecipar qualquer avaliação sobre Pasadena. Até porque, isso pode influir no processo", afirmou Parente, em encontro com a imprensa no Rio. As propostas finais pela unidade devem ser entregues no dia.

Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% das ações da refinaria, quase oito vezes mais do que os US$ 42 milhões que a belga Astra havia desembolsado um ano antes para ter 100% do capital.


Foto: Reprodução

Após disputa judicial com a ex-sócia, a estatal brasileira acabou pagando US$ 1,2 bilhão para ficar com todas as ações. Parente disse que há indicações de interesse do mercado por um terreno adjacente à refinaria, que seria usada para a sua expansão e também está incluída no pacote posto à venda pela Petrobras.

O terreno tem 143 acres e acesso ao canal marítimo de Houston, que concentra parcela importante da indústria de refino e petroquímica dos Estados Unidos. Segundo o presidente da Petrobras, o acesso ao canal confere ao terreno um "grande valor".

A venda da refinaria de Pasadena faz parte do plano de desinvestimentos da empresa, que tem como meta arrecadar US$ 21 bilhões no biênio entre 2017 e 2018.

COMPERJ

Parente disse que o processo de venda de participações em refinarias brasileiras, que começou a ser discutido no ano passado, se mostrou mais complexo do que o esperado e a empresa ainda não chegou a um modelo final.

Há, no entanto, negociações em curso para a venda de fatia da unidade de refino projetada para o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), outro alvo da Lava jato. A empresa não fala em nomes, mas negocia com a chinesa CNPC a realização dos investimentos que ainda faltam em troca de uma participação no complexo.

O presidente da Petrobras diz que espera poder anunciar novidades sobre o assunto em até três meses.

07 de fevereiro de 2018

Taxa Selic fica abaixo de 7% ao ano pela primeira vez na história

Com a redução de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986.

Pela 11ª vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (7) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 7% ao ano para 6,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a redução de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 7% ao ano em dezembro do ano passado, o nível mais baixo até então.

Em nota, o Copom indicou que parará de cortar os juros na próxima reunião, no fim de março, caso as condições econômicas não mudem. O BC, no entanto, informou que a Selic poderá ser reduzida novamente caso o Congresso aprove as reformas estruturais, e a economia continue a crescer, com inflação sob controle e sem choques internacionais.

“Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, o comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária. Essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos”, destaca o comunicado do Copom.

Apesar do corte de hoje, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom havia reduzido a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro, 0,5 ponto em dezembro e 0,25 ponto na reunião de hoje.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou 2017 em 2,95%, levemente abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%. O IPCA de janeiro será divulgado amanhã (8).

Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,94%, mesmo com os aumentos recentes nos preços dos combustíveis.

Até agosto de 2016, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas; e o de alimentos como feijão e leite contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. Do fim de 2016 ao fim de 2017, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Nos últimos meses, no entanto, os índices voltaram a subir por causa dos sucessivos reajustes dos combustíveis e do fim da queda no preços dos alimentos.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2018. A estimativa está superior à do último Relatório de Inflação, divulgado em dezembro, no qual o BC projetava expansão da economia de 2,6% este ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Temer afirma que governo criou condições para queda dos juros

Desta vez, a redução foi de 0,25 ponto percentual; de 7% ao ano para 6,75% ao ano.

O presidente Michel Temer comemorou mais uma queda da taxa básica de juros (Selic), definida hoje (7) pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Desta vez, a redução foi de 0,25 ponto percentual; de 7% ao ano para 6,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros. Temer afirmou que o governo criou as condições para este cenário econômico.

“O Brasil acaba de receber uma ótima notícia. A taxa básica de juros caiu para o menor nível da história, para 6,75% ao ano. Isso é motivo para comemorar. O governo fez o dever de casa e criou as condições para o Banco Central cortar os juros. Para o país, isso é um incentivo para mais investimentos, um incentivo à geração de empregos”, disse o presidente em sua conta no Twitter. Esta foi a 11ª queda seguida nos juros básicos da economia.

Com a redução de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 7% ao ano em dezembro do ano passado, o nível mais baixo até então.

Em nota, o Copom indicou que parará de cortar os juros na próxima reunião, no fim de março, caso as condições econômicas não mudem. O BC, no entanto, informou que a Selic poderá ser reduzida novamente se o Congresso aprovar as reformas estruturais e a economia continuar a crescer, com inflação sob controle e sem choques internacionais.

TIM avalia compra de ativos de Cemig e Copel

No mercado, a Copel Telecom é avaliada em torno de R$ 1 bilhão e a Cemig Telecom, em cerca de R$ 200 milhões.A Cemig Telecom está com o processo de venda mais avançado

A TIM, terceira maior operadora de telefonia móvel do País, está avaliando a compra dos negócios de telecomunicação das estatais de energia Cemig e da Copel para crescer em banda larga no País, apurou o ‘Estado’. A tele, controlada pela Telecom Itália, aguarda a abertura do processo de venda das empresas para formalizar a proposta, afirmou uma fonte da alta cúpula da companhia italiana, que preferiu não se identificar.

Embora as empresas não estejam oficialmente à venda, os controladores da operadora já conversaram com as companhias, de acordo com a mesma fonte. O interesse por empresas regionais ganhou mais força dentro da TIM após tentativas frustradas de fundir a tele com a Oi, que está em recuperação judicial desde junho de 2016 e agora se reestrutura para sobreviver.

Para a TIM, a Copel Telecom é mais estratégica para por ser um pacote “mais completo” – a empresa paranaense atua como operadora por meio da Sercomtel, de Londrina, da qual é acionista. A Sercomtel tem contratos corporativos de empresas e com a prefeitura de Londrina, além de ser referência em banda larga. A Cemig Telecom está presente em Minas Gerais e em alguns Estados do Nordeste, com atuação no segmento de internet via redes de fibra ópticas.

No mercado, a Copel Telecom é avaliada em torno de R$ 1 bilhão e a Cemig Telecom, em cerca de R$ 200 milhões.A Cemig Telecom está com o processo de venda mais avançado, segundo fontes a par do assunto. No dia 28 de fevereiro, os acionistas da companhia vão discutir em assembleia a incorporação da tele à empresa-mãe antes de definir como será a venda desse negócio. No ano passado, a estatal divulgou um plano de desinvestimento de cerca de R$ 8 bilhões, que inclui diversos negócios.

Pessoas familiarizadas com o assunto afirmam que há vários investidores interessados na Cemig Telecom.Já o processo da Copel Telecom ainda não foi aberto oficialmente. O mercado aguarda reunião da empresa, prevista para as próximas semanas, para saber se essa divisão poderá ser colocada à venda a partir do segundo semestre.


Foto: Reprodução/TIM

Além da TIM, fontes do mercado financeiro acreditam que a Copel Telecom poderá atrair o interesse de fundos e outras operadoras.Procurada, a TIM informou, por meio de nota, que “está sempre atenta às oportunidades do mercado, mas reafirma que no momento não há qualquer negociação em curso”.

Peso das regionais. Atrás da Vivo e da Claro no ranking, a TIM busca ampliar sua atuação no País e tem avaliado nos últimos meses empresas regionais de peso para ampliar sua presença em internet. Foi este movimento que a Telefônica/Vivo fez em 2014, ao anunciar a compra da empresa GVT, que pertencia à Vivendi, por R$ 22 bilhões, e se distanciar das rivais.

Mesmo com o mercado concentrado nas mãos das quatro grandes operadoras – Vivo, Claro, TIM e Oi -, as empresas regionais vêm ficando mais agressivas, sobretudo em banda larga. Dados da consultoria especializada em telecomunicações Teleco mostram que, em 2014, a participação das empresas regionais em banda larga era de 11,4%; no ano passado, saltou para 20,5%.

Um caminho mais curto para a TIM ganhar escala seria fazer uma proposta para a Oi. Mas, segundo a fonte da TIM ouvida pelo Estado, embora o negócio faça sentido, a Oi ainda precisa resolver a etapa de conversão de dívidas em ações por parte dos credores e receber aporte antes de buscar um sócio. Essa fonte, contudo, não descartou conversas futuras.

Na terça-feira, 6, as ações da tele fecharam com a maior alta da Bolsa, um dia após a companhia divulgar seus resultados do quarto trimestre. Os papéis ordinários subiram 6,98%, a R$ 13,94.

Prumo estabelece preço em oferta para aquisição de ações em R$11,50

O preço da oferta é o mesmo que a norte-americana EIG, controladora da Prumo, havia estabelecido para OPA da empresa em julho do ano passado e fica acima do laudo de avaliação atualizado

A Prumo Logística estabeleceu o preço de sua oferta para aquisição de ações (OPA) em circulação no mercado em 11,50 reais por papel, de acordo com edital da oferta divulgado nesta quarta-feira pela empresa que opera o Porto de Açu, no Rio de Janeiro.

O preço da oferta é o mesmo que a norte-americana EIG, controladora da Prumo, havia estabelecido para OPA da empresa em julho do ano passado e fica acima do laudo de avaliação atualizado para a OPA que a empresa informou no final de 2017, com a faixa indicativa variando entre 9,44 a 10,44 reais por ação.


Foto: Divulgação

Na véspera, as ações da Prumo encerraram negociadas a 11,15 reais, acumulando queda de 2,45 por cento desde o início do ano. A OPA visa a saída da empresa do segmento Novo Mercado da B3, assim como o cancelamento do registro de registro da empresa como emissora de valores mobiliários perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo a Prumo, a unificação da OPA para cancelamento de registro e saída do Novo Mercado "alinha-se com os interesses dos acionistas minoritários, uma vez que ocorrerá a um só tempo e abrangerá necessariamente o mesmo público alvo". A OPA terá a validade de 30 dias a partir desta quarta-feira, terminando em 9 de março, quando será realizado o leilão na B3.

Caso a empresa conclua a aquisição de mais de dois terços das ações necessárias para cancelamento de registro durante a OPA, os titulares que não tiverem aderido à oferta e quiserem vender suas ações em circulação poderão apresentar um pedido durante os três meses seguintes ao leilão, ou seja, de 10 de março a 10 de junho.

06 de fevereiro de 2018

Poupança tem retirada líquida de R$ 5,2 bilhões em janeiro

Pelo quarto ano seguido, segundo o BC, os investidores retiraram a mais do que aplicaram na caderneta de poupança em janeiro.

Num mês tradicionalmente marcado por despesas com educação e com o pagamento de impostos, os brasileiros voltaram a sacar recursos da caderneta de poupança. Em janeiro, a retirada líquida (saques menos depósitos) somou R$ 5,2 bilhões, divulgou hoje (6) o Banco Central (BC).

Pelo quarto ano seguido, segundo o BC, os investidores retiraram a mais do que aplicaram na caderneta de poupança em janeiro. A saída de recursos em 2018, no entanto, foi menor que em outros anos. A retirada líquida tinha chegado a R$ 5,52 bilhões em janeiro de 2015, R$ 12,03 bilhões em janeiro de 2016 e R$ 10,73 bilhões em janeiro de 2017.

Histórico

No ano passado, a poupança tinha registrado o primeiro ingresso líquido desde 2014. Em 2017, os brasileiros tinham depositado R$ 17,12 bilhões a mais do que tinham sacado da caderneta.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,5 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões.

Mesmo com a queda de juros, a poupança tinha voltado a atrair recursos nos últimos meses do ano passado. Isso porque o investimento voltou a garantir rendimentos acima da inflação. No entanto, a inflação subiu levemente nos últimos meses, reduzindo a rentabilidade real (descontada a alta de preços) da caderneta.

Nos 12 meses terminados em janeiro, a poupança rendeu 5,9%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 3,02% no mesmo período. Em novembro do ano passado, esse índice registrava 2,7% no acumulado em 12 meses. Na quinta-feira (8), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de janeiro.

Ligações locais e interurbanas de fixo para móvel ficarão mais baratas

A redução das tarifas vale para as ligações originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa destinadas às operadoras móveis.

A partir do dia 25 de fevereiro, as ligações locais e interurbanas de telefones fixos para móveis ficarão mais baratas. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a redução das chamadas locais vai variar entre 10,58% a 12,75% e das tarifas interurbanas, entre 3,98% a 7,41%. A queda vai ocorrer devido à redução das tarifas de interconexão, pagas pelas empresas que utilizam a rede de outro grupo. O cálculo das tarifas é feito pela Anatel. De acordo com a agência, elas foram usadas inicialmente para subsidiar a instalação de redes das operadoras móveis.

A redução das tarifas vale para as ligações originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa - Oi, Telefônica, CTBC, Embratel e Sercomtel - destinadas às operadoras móveis. O preço médio das ligações locais de telefone fixo para móvel vai passar de R$ 0,18 para R$ 0,12, sem imposto.

Para as ligações interurbanas feitas de fixo para móvel com DDD iniciando com o mesmo dígito, por exemplo, DDDs 61 (Distrito Federal) para 62 (Goiânia), o preço médio cairá de R$ 0,55 para R$ 0,39. Enquanto o preço médio das demais ligações interurbanas de fixo para celular, vai ser reduzido de R$ 0,62 para R$ 0,45.

Segundo dados da Anatel, a medida vai beneficiar cerca de 23,6 milhões de assinantes de telefonia fixa. A lista com a redução de cada concessionária está disponível no site da Anatel.

Bovespa fecha em alta de mais de 2% guiada por Itaú e Vale e 'trégua' externa

Ibovespa subiu 2,48%, a 83.894 pontos após tombo de 2,59% na véspera em meio à perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos.

O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3) fechou em alta nesta terça-feira (6), com as ações do Itaú Unibanco, Petrobras e Vale entre as principais influências positivas. O mercado brasileiro também se beneficiou da relativa trégua nas bolsas norte-americanas, após tombo recorde na véspera em razão de receios sobre o banco central norte-americano ser mais agressivo na elevação dos juros na maior economia do mundo.

O Ibovespa subiu 2,48%, a 83.894 pontos. Na mínima da sessão, nos primeiros negócios, o índice caiu 1,3%, abaixo de 81 mil pontos, segundo a Reuters.

A bolsa paulista abriu sob a influência do quadro externo adverso, mas a pressão de queda foi atenuada após a abertura das bolsas norte-americanas e as ações brasileiras retomaram o viés de alta.

O índice Dow Jones, que é o principal indicador da bolsa de valores de Nova York, abriu em queda e oscilou ao longo do dia. Às 18h10 (horário de Brasília), o Dow Jones operava em alta de 1,99%.

No Brasil, o noticiário corporativo ajudou o Ibovespa a se desacolar das bolsas globais e se manter no azul.

Itaú Unibanco PN avançou acima de 3% após o banco anunciar que pagará R$ 17,6 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) relativos a 2017.

Perto do fechamento, Petrobras, Vale e Banco do Brasil subiam acima de 4%. Já a Vale avançava acima de 5%.

'Houve exagero ontem', diz analista

Segundo o economista-chefe da gestora Infinity Asset, Jason Vieira, o estresse diminuiu na bolsa brasileira nesta terça-feira em linha com os juros futuros nos Estados Unidos, que iniciaram o dia "mais comedidos".

Para ele, o contexto é de correção. "Janeiro foi muito forte, tivemos dois recordes quebrados no Dow Jones e aqui (na B3) não foi muito diferente. Houve um exagero ontem, há de se notar isso, mas temos que esperar para determinar se (a tendência de queda) vai ser um padrão", disse ao G1.

Vieira avalia que o dia pode ser de flutação nos mercados por conta da ausência de agenda para indicadores macroeconômicos no exterior e, no Brasil, da espera da reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) que anuncia na quarta-feira (7) se fará novos cortes na taxa básica de juros.

Analistas ouvidos pela Reuters dizem que as perdas da bolsa local na segunda-feira abaixo das registradas em Nova York se justificam pelo fato de que prevalece a visão de que a onda de vendas é passageira e, até certo ponto, saudável. Para eles, a recente alta das bolsas americanas havia sido muito intensa e rápida, gerando uma condição técnica arriscada.

As ações brasileiras sentiram os efeitos do fechamento bastante negativo nos pregões dos Estados Unidos na segunda-feira, quando o Dow Jones despencou 4,6%, e uma madrugada ainda pessimista na Ásia e Europa. Na segunda-feira (5), o Ibovespa teve queda de 2,59%, a 81.861 pontos.

Temores sobre os juros nos EUA

A terça-feira começou sob efeito de uma forte correção técnica nas principais praças acionárias globais, iniciada em Nova York na véspera, em meio a receios de que o banco central dos Estados Unidos possa adotar um processo mais rápido de alta das taxas de juros norte-americanas.

Os mercados reagiram a uma eventual ação mais agressiva do banco central norte-americano na alta dos juros. O temor é que, com o mercado de trabalho aquecido, aumentem as pressões inflacionárias. Dados divulgados na sexta-feira passada mostram que os salários avançaram 2,9% em janeiro, na comparação com o ano anterior, a maior alta em um ano registrada em 12 meses.

Esse número pode indicar que as pressões inflacionárias estão mais fortes nos EUA e influenciar as futuras decisões do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) sobre a taxa de juros americana. Uma eventual alta dos juros influencia negativamente o mercado acionário.

"O mercado esperava que ele subisse os juros em 0,75% nesse ano, mas, com a divulgação de dados mais fortes da atividade econômica, disseminou-se o receio de que ele suba mais", afirma o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira.

"Como os juros mais longos estavam bem baixos, desde que os bancos centrais iniciaram seus programas de estímulos, chamados Quantitative Easing, os preços de ações, moedas e títulos estavam bem valorizados em todo o mundo. A perspectiva de uma elevação mais forte disparou um movimento de corrida dos agentes econômicos para a proteção de suas carteiras de investimentos", completa.

Ações da Qualcomm caem após rumores do fim da parceria com a Apple

De um lado, a Qualcomm diz que a Apple utilizou tecnologias registradas, sem autorização e o devido pagamento, em iPhones e iPads, o que motivou a abertura de um processo judicial

Os rumores de que a Apple estaria finalizando sua parceria com a Qualcomm para adotar a Intel como fabricante de modems para a próxima geração de iPhones gerou reflexos nas ações da companhia na Bolsa. Nesta segunda-feira (05), os papéis da fabricante de chips caíram mais de 4%, refletindo a perda de um aliado importante, com quem a companhia já trabalhava há anos.

A informação não foi confirmada oficialmente, mas já era esperada há meses. Apple e Qualcomm se encontram em meio a uma grande batalha judicial que envolve royalties, tecnologias registradas e diversas bravatas, além de atitudes voltadas para minar o desempenho uma da outra em retaliação às acusações que são feitas nos tribunais.

De um lado, a Qualcomm diz que a Apple utilizou tecnologias registradas, sem autorização e o devido pagamento, em iPhones e iPads, o que motivou a abertura de um processo judicial e até um pedido para que a importação dos aparelhos fabricados na China fosse proibida. O pedido foi negado, mas, ainda assim, encontra-se em andamento uma ação que envolve milhões de dólares em indenização.


Qualcomm é uma empresa estado-unidense  que produz os chipsets dos celulares. Foto: Reprodução

Do outro lado, a Maçã respondeu afirmando que as tecnologias são uma pequena parcela do produto, o que torna a alegação não justificada, e ainda afirmou que a agora rival pesa a mão para manter sua dominância sobre o mercado de chips, cobrando royalties altíssimos de quem não usa seus processadores. Para conter o problema, a empresa de Cupertino ordenou que seus parceiros de fabricação interrompessem o pagamento de direitos, realizando o depósito dos valores em uma conta separada para esse fim enquanto, na justiça, procura obter uma renegociação destes custos.

Diante de tudo isso, a separação entre as duas companhias já era bastante aguardada, mas os rumores de que ela deve acontecer já em 2018 balançaram as ações da Qualcomm. Elas fecharam o pregão de segunda-feira valendo US$ 61,73 cada, uma queda de 4,34%. Sinais de recuperação, entretanto, aparecem na movimentação pré-abertura dos trabalhos nesta terça (06), com uma ligeira alta de 1,97%.

Os reflexos da notícia, entretanto, não foram tão sentidos nos papéis da Intel, que ainda estão em processo de estabilização após uma grande alta obtida no final de janeiro, com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2017. A empresa revelou ganhos por ação de 25% no período, o maior valor obtido desde setembro de 2000, o que levou os papéis a uma valorização de mais de 8% ao longo dos últimos dias.

O mercado não precisa de informações oficiais para se movimentar, mas a expectativa é que a calmaria o atinja nesta terça. Apple e Qualcomm não falaram oficialmente sobre uma possível separação, assim como a Intel não confirmou ser a parceira preferencial para a geração 2018 do iPhone.

Ações da Qualcomm caem após rumores do fim da parceria com a Apple

De um lado, a Qualcomm diz que a Apple utilizou tecnologias registradas, sem autorização e o devido pagamento, em iPhones e iPads, o que motivou a abertura de um processo judicial

Os rumores de que a Apple estaria finalizando sua parceria com a Qualcomm para adotar a Intel como fabricante de modems para a próxima geração de iPhones gerou reflexos nas ações da companhia na Bolsa. Nesta segunda-feira (05), os papéis da fabricante de chips caíram mais de 4%, refletindo a perda de um aliado importante, com quem a companhia já trabalhava há anos.

A informação não foi confirmada oficialmente, mas já era esperada há meses. Apple e Qualcomm se encontram em meio a uma grande batalha judicial que envolve royalties, tecnologias registradas e diversas bravatas, além de atitudes voltadas para minar o desempenho uma da outra em retaliação às acusações que são feitas nos tribunais.

De um lado, a Qualcomm diz que a Apple utilizou tecnologias registradas, sem autorização e o devido pagamento, em iPhones e iPads, o que motivou a abertura de um processo judicial e até um pedido para que a importação dos aparelhos fabricados na China fosse proibida. O pedido foi negado, mas, ainda assim, encontra-se em andamento uma ação que envolve milhões de dólares em indenização.


Qualcomm é uma empresa estado-unidense  que produz os chipsets dos celulares. Foto: Reprodução

Do outro lado, a Maçã respondeu afirmando que as tecnologias são uma pequena parcela do produto, o que torna a alegação não justificada, e ainda afirmou que a agora rival pesa a mão para manter sua dominância sobre o mercado de chips, cobrando royalties altíssimos de quem não usa seus processadores. Para conter o problema, a empresa de Cupertino ordenou que seus parceiros de fabricação interrompessem o pagamento de direitos, realizando o depósito dos valores em uma conta separada para esse fim enquanto, na justiça, procura obter uma renegociação destes custos.

Diante de tudo isso, a separação entre as duas companhias já era bastante aguardada, mas os rumores de que ela deve acontecer já em 2018 balançaram as ações da Qualcomm. Elas fecharam o pregão de segunda-feira valendo US$ 61,73 cada, uma queda de 4,34%. Sinais de recuperação, entretanto, aparecem na movimentação pré-abertura dos trabalhos nesta terça (06), com uma ligeira alta de 1,97%.

Os reflexos da notícia, entretanto, não foram tão sentidos nos papéis da Intel, que ainda estão em processo de estabilização após uma grande alta obtida no final de janeiro, com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2017. A empresa revelou ganhos por ação de 25% no período, o maior valor obtido desde setembro de 2000, o que levou os papéis a uma valorização de mais de 8% ao longo dos últimos dias.

O mercado não precisa de informações oficiais para se movimentar, mas a expectativa é que a calmaria o atinja nesta terça. Apple e Qualcomm não falaram oficialmente sobre uma possível separação, assim como a Intel não confirmou ser a parceira preferencial para a geração 2018 do iPhone.

Orçamento da ciência tem novo corte, de R$ 477 milhões

Além do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Outras áreas do governo federal também têm sofrido com restrição de verbas

O Orçamento nacional de Ciência e Tecnologia, que já começou o ano 25% menor do que em 2017, deverá encolher mais 10%, por causa do bloqueio de R$ 16 bilhões do Orçamento federal, anunciado pelo governo na semana passada. As consequências serão “catastróficas para toda a estrutura de pesquisa no País”, na avaliação de entidades científicas.

“A possibilidade de recuperação econômica do País fica ainda mais comprometida e a qualidade de vida da população brasileira, em particular na saúde pública, será certamente prejudicada”, diz uma carta enviada ao presidente Michel Temer na sexta-feira, antes mesmo do contingenciamento ser confirmado. O documento é assinado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e outras cinco entidades.


O corte total é de 10%, o que corresponde aos R$ 477 milhões. Foto: Reprodução

O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) disponível para investimento em bolsas e pesquisas será reduzido de R$ 4,5 bilhões para R$ 4 bilhões, aproximadamente, de acordo com cálculos da própria pasta. O valor exato do contingenciamento é de R$ 477 milhões. Outras áreas do governo federal também têm sofrido com restrição de verbas.

“Estamos conversando com o MCTIC para ver saídas, mas a situação é muito preocupante. Corte de 10% é intolerável”, diz o diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Augusto Gadelha.

“O sistema está tão fragilizado que vai quebrar todo mundo”, afirma o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Ronald Shellard. O orçamento inicial, sem contingenciamento, já era considerado uma “tragédia anunciada” pela comunidade científica. Considerando a inflação, ele representa menos da metade do que o ministério dispunha para investimento cinco anos atrás.

“É alto o risco de laboratórios de pesquisa serem fechados, pesquisadores deixarem o País e jovens estudantes abandonarem a carreira científica”, destaca um manifesto assinado por dezenas de organizações. “Enquanto outros países apostam na ciência e tecnologia como um setor prioritário, aqui ele é visto como qualquer outro”, critica o presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich.

O Ministério da Ciência e Tecnologia informou que vai reunir-se hoje para discutir as consequências do contingenciamento.