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Notícias Economia

31 de março de 2020

Isolamento social pode levar a recuperação econômica mais rápida, diz estudo

Isolamento social pode levar a recuperação econômica mais rápida, diz estudo

Pesquisa se baseia na experiência dos EUA durante e após a chamada gripe espanhola, que se estendeu entre janeiro de 1918 e dezembro de 1920

A adoção de medidas restritivas e duradouras de isolamento social durante uma pandemia, como a causada atualmente pelo coronavírus, pode levar a uma recuperação econômica mais rápida e robusta após o seu fim.

A conclusão se baseia na experiência dos Estados Unidos durante e após a chamada gripe espanhola, que se estendeu entre janeiro de 1918 e dezembro de 1920, causando, pelo menos, 50 milhões de mortes globalmente e infectando cerca de um terço da população mundial.

Segundo um estudo novo, localidades norte-americanas que reagiram mais prontamente à pandemia de 1918 registraram uma retomada mais forte no ano seguinte. A pesquisa foi intitulada "Pandemics depress the economy, public health interventions do not: evidence from the 1918 flu".

Seus achados mostram que cidades que adotaram intervenções não-farmacêuticas (NPIs em inglês), como medidas de isolamento social, dez dias antes à chegada da pandemia registraram um aumento adicional de 5% no emprego industrial, em 1919, em relação à média analisada.

A duração do confinamento também tende a fazer diferença. De acordo com a pesquisa, a extensão das chamadas NPIs por 50 dias adicionais -em comparação à média- garantiu um crescimento extra de 6,5% no emprego no setor manufatureiro depois da pandemia.

O estudo que chegou a esses resultados foi feito pelos economistas Sergio Correia, Stephan Luck e Emil Verner. Os dois primeiros são do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) e o terceiro é filiado à escola de negócios Sloan School of Management, do MIT (Massachusetts Institute of Techonology).

Trata-se ainda de uma pesquisa preliminar, que, após sua divulgação inicial nesta semana, está sujeita a mudanças em cálculos e premissas, principalmente com base em comentários que serão recebidos de outros estudiosos.

Porém, se forem sólidos, esses resultados indicarão que medidas mais drásticas de confinamento durante a atual pandemia da Covid-19 tendem a surtir efeito positivo em duas frentes cruciais para a sociedade.

Em primeiro lugar, Correia, Luck e Verner mostram que o confinamento contribui para taxas menores de fatalidade, conclusão parecida às de estudos anteriores que focaram apenas esse aspecto.

Adicionalmente, eles revelam que, ao reduzir o impacto sobre a saúde pública, esse tipo de medida surte efeito também na economia.

Segundo os autores, durante a gripe espanhola, há registro da adoção de políticas parecidas com as praticadas na crise atual, como fechamento de escolas, teatros e igrejas, banimento de encontros públicos e funerais, quarentena de pacientes suspeitos e horários comerciais reduzidos.

A intensidade dessas medidas, no entanto, variou entre diferentes cidades e estados americanos. Sua duração também. Foram essas diferenças que permitiram aos pesquisadores construir um modelo matemático que mensurou o impacto econômico das medidas adotadas durante a pandemia.


16 de março de 2020

Aumenta procura por contador nesse período de prestar contas com o Leão

Aumenta procura por contador nesse período de prestar contas com o Leão

Se para os contribuintes é de apreensão devido ao prazo final que antecede a entrega da declaração à Receita Federal, dia 30 de abril, para os contadores significa sufoco e de muito trabalho.

Desde o dia 1º de março, quando começou a contar o prazo para os contribuintes prestarem contas com o Leão referente ao exercício financeiro de 2019, que os profissionais da área contábil têm seus escritórios visitados por pessoas das mais diferentes idades e sexo em busca de orientações e dos serviços para fazer a Declaração Anual do Imposto de Renda. 

Se para os contribuintes é de apreensão devido ao prazo final que antecede a entrega da declaração à Receita Federal, dia 30 de abril, para os contadores significa sufoco e de muito trabalho, mas também recompensados pelo bom faturamento. "É nesse período ano que temos um ganho extra", revela o técnico em Contabilidade Mauro Ferreira da Silva.

De seus 48 anos de idade, 24 deles dedicados ao exercício da Contabilidade, Mauro Ferreira afirma que é nesse período do ano que os escritórios de contabilidade são mais procurados pelas pessoas em busca de ajuda, dos serviços desses profissionais. "Muitas vezes, nossos serviços contábil é de fundamental importância para evitar que o nosso cliente caia nas garras do Leão", citou, acrescentando que o movimento nos escritórios contábil é tão grande que a atividade vira um negócio que exige a parceria de outras colegas da área.

De acordo com o contador, os últimos 15 dias que antecedem o prazo final da entrega da Declaração do Impsto de Renda à Receita Federal é bastante intenso no seu escritório, localizado no terceiro andar do edifício Tomaz Tajra, bem no centro comercial de Teresina. "Fora a minha clientela, que faz a declaração do Imposto de Renda comigo todos os anos, recebo dezenas de pessoas diariamente aqui no escritório em busca de orientações e dos meus serviços contábil. Esse tempo de entrega de prestação de contas fiscais é um período de bonança no escritório", ressalta.


Aumenta procura por contador nesse período de prestar contas com o Leão. Reprodução

O Contador diz que há 24 anos trabalha nesse ramo e que quando chega fevereiro, antes mesmo da Receita Federal baixar o programa gerador da declaração de IR, o escritório começa a contactar os clientes, orientando a todos a separar a documentação necessária para a declaração e fazendo o agendamento. "Esse serviço de orientação é para que as pessoas não deixem para a última hora para prestar contas com o Leão. Tenho uma cliente de 90 anos que faz a declaração do IR comigo há 20 anos", pontua.

Ainda segundo Mauro, o período de fazer a declaração do Imposto de Renda serve também para aumentar o número de clientes do escritório contábil. "Muitas das pessoas que procuram o escritório são por indicação de outro cliente, porque muitos não sabem como preencher a declaração do Imposto de Renda. Aliás, todos os anos tem mudanças no preenchimento do formulário, alguma novidade, a Receita sempre tem regras novas, e o não preencimento correto pode levar o contribuinte a cair na malha fina", explica.

Além do contador Mauro Ferreira, outros profissionais destacam que equipes que trabalham em escritórios de contabilidade sempre estão dispostas a "virar a noite" quando se aproxima os últimos dias, as últimas horas para o fim do prazo de fazer a declaração. Isso pelo fato de muitas pessoas deixarem, para a última hora, para prestar contas com a Receita Federal. "Essas pessoas dão muito trabalho, porque são documentos para conferir e o cliente ainda tem que conferir os dados do formulário antes de enviarmos ao Fisco", conclui.

14 de março de 2020

IRPF 2020: Declarações seguem em ritmo esperado no PI, diz Receita

IRPF 2020: Declarações seguem em ritmo esperado no PI, diz Receita

O órgão estima que até o fim do prazo, dia 30, cerca de 255 mil declarações sejam contabilizadas no estado.

Passadas duas semanas após o início do prazo para declaração do Imposto de Renda 2020, a Receita já registrou 38.383 declarações, no Piauí, até as 10h30 desta sexta-feira (13). O órgão estima que até o fim do prazo, dia 30, cerca de 255 mil declarações sejam contabilizadas no estado.

Para o delegado da Receita Federal no Piauí, Eudimar Alves, a entrega no Piauí segue em ritmo maior do que a observada em nível nacional, considerando a expectativa de recebimento. “Se verificarmos a relação declarações já entregues dividido por previsão de entrega, no Piauí já chega a 15%, enquanto no Brasil está próximo a 12,5%”, explica.

O delegado pontua ainda que, embora haja tempo suficiente para entregar a declaração do IR com tranquilidade, cerca de sete semanas, quem deixa a entrega para a última hora corre o risco de ter problemas com Fisco, por eventual esquecimento ou omissão de informações.


IRPF 2020: Declarações seguem em ritmo esperado no PI, diz Receita. Reprodução

Cuidados ao declarar os rendimentos: O delegado lembra que os contribuintes devem declarar todos os rendimentos tributáveis recebidos tanto de pessoas físicas como de pessoas jurídicas, independentemente de ter ou não desconto na fonte do imposto, tais como: aluguéis, resgates de previdência privada, aposentadorias, salários, honorários de autônomos (médicos, advogados, veterinários, economistas, contadores, jornalistas, leiloeiros, etc), ações judiciais, pensões alimentícias, direitos autorais, ganhos com criptoativos, etc. A ausência destas informações causa problemas para o declarante, em razão dos cruzamentos realizados pela Receita Federal.

Vídeos e podcasts sobre DIRF 2020 – Com o objetivo de orientar os contribuintes, a Receita lançou nesta quarta, 11, uma série de podcasts e vídeos explicando como deve ser feito todo o procedimento de declaração do imposto de renda. O material de acesso gratuito está disponível no site oficial da Receita Federal ([www.receita.economia.gov.br/audios]www.receita.economia.gov.br/audios e [www.receita.economia.gov.br/videos/imposto-de-renda]www.receita.economia.gov.br/videos/imposto-de-renda).

Que deve declarar – São obrigadas a declarar o IR pessoas com rendimento igual ou acima dos R$ 26.816,55, além daqueles que receberam rendimentos isentos superiores a R$ 40 mil anuais. Além disso, quem possui bens cujo valor somado supera os R$ 300 mil.

03 de março de 2020

Imposto de Renda: antecipar restituição só vale a pena para dívidas caras

Imposto de Renda: antecipar restituição só vale a pena para dívidas caras

As taxas de contratação variam em cada instituição e também dependem do perfil do cliente

As linhas de antecipação da restituição do Imposto de Renda oferecidas pelos bancos podem não valer a pena para contribuintes que não tenham dívidas caras, afirmam especialistas.

Os bancos já começaram a ofertar as linhas de crédito voltadas para a declaração do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) desde segunda-feira (2).

O contribuinte precisa entregar a declaração ao fisco e informar a conta corrente do banco no qual prefere receber a restituição –e é apenas nessa instituição que será possível acessar o empréstimo.

Entre os grandes bancos –BB (Banco do Brasil), Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander– apenas a Caixa exige a ida do cliente até uma agência física. Nos demais, a solicitação do crédito pode ser feita por aplicativo e internet banking.

As taxas de contratação variam em cada instituição e também dependem do perfil do cliente e do nível de relacionamento com o banco.

Especificamente no BB, a taxa ainda varia conforme o canal de contratação utilizado. Para os clientes que contratarem pelo aplicativo ou internet banking, a taxa é a partir de 1,49% ao mês. 

Pagamento deve ser feito no dia em que se recebe

Já para os contribuintes que solicitarem a linha por meio de outros canais, os juros partem de 1,59% ao mês.

No Bradesco, as taxas começam em 1,79% ao mês, enquanto no Itaú, em 1,90% ao mês. No Santander, os juros para a linha são a partir de 1,69% ao mês. A Caixa não informou as taxas para a modalidade.

Já em relação ao prazo, os bancos sugerem que o pagamento seja feito no dia em que a restituição é paga pela Receita Federal. Caso a Receita não pague neste ano, os prazos variam: no BB, o pagamento do crédito pode ser feito até janeiro de 2021. No Bradesco e na Caixa, até o último dia útil de setembro. Já no Itaú e no Santander, a dívida pode ser quitada até 20 de dezembro.

Os valores mínimos e máximos também mudam de banco para banco. Todas as instituições permitem que seus correntistas antecipem 100% do valor a ser restituído –com exceção da Caixa, que limita a 75%.

No BB, o limite do valor para o empréstimo é de R$ 20 mil. Já no Bradesco, o crédito vai de R$ 200 a R$ 50 mil. Na Caixa, variam entre R$ 610,00 e R$ 30 mil e o Santander possui apenas um valor mínimo de contratação de R$ 100.

No Itaú, os clientes de Varejo e Uniclass podem contratar de R$ 200 a R$ 5.000, enquanto os clientes Personalité podem contratar até R$ 10 mil. 

14 de fevereiro de 2020

Previdência privada é opção para complementar renda no futuro

Previdência privada é opção para complementar renda no futuro

Investir mensalmente por alguns anos pode ser a chave para o sucesso financeiro

Com a reforma da Previdência aprovada, a possibilidade de se aposentar apenas pelo tempo de contribuição foi excluída. Na nova regra, a idade mínima para a aposentadoria é de 62 anos para as mulheres e 65 para os homens, independentemente se são trabalhadores da iniciativa privada ou servidores públicos.

Diante deste cenário, o investimento na Previdência privada ganha destaque e se torna uma opção vantajosa para quem busca um futuro mais tranquilo, sem dependência total do governo. Essa modalidade funciona, basicamente, em duas etapas: na primeira, o cidadão acumula a quantia, depositando mensalmente, anualmente ou apenas uma vez; na segunda, depois dos anos estipulados no contrato, o trabalhador recebe o montante acrescido com os juros acumulados.

Os fundos de Previdência seguem os mesmos princípios dos investimentos, mas possuem algumas particularidades. Para se proteger de grandes perdas, os fundos não permitem alavancagem ou aplicação de mais de 49% da carteira em renda variável. O primeiro grande risco do negócio é a baixa rentabilidade. Ao escolher o plano, é possível definir se será aplicado em renda fixa, que é mais segura, ou em variável, mais arriscada.

Os planos previdenciários são oferecidos por bancos e corretoras de valores e têm a fiscalização da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Neste meio, existem dois tipos de planos de Previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

No PGBL, há o benefício fiscal da dedução de até 12% do valor investido no Imposto de Renda (IR), mas, neste caso, é preciso fazer a declaração completa do imposto. Na modalidade simplificada, o desconto será o padrão de 20%. Quem optar por investir mais que os 12% deverá realizar o excedente na categoria VGBL.

Já o VGBL é destinado a quem não faz as declarações ou, se precisa, utilizará a versão simplificada. Neste caso, o imposto será cobrado sobre o rendimento obtido apenas no momento do resgate.

Além disso, o trabalhador também deverá escolher, no ato da contratação do plano, se prefere os juros regressivos ou progressivos. No modelo de tributação regressivo, os juros diminuem com o passar do tempo e é planejado para quem pretende retirar o montante daqui a, pelo menos, dez anos.

Enquanto isso, o progressivo é destinado a quem não tem certeza de quando irá retirar a quantia. A alíquota de tributo varia conforme o valor do recebimento e pode variar de zero, para quem tiver um recebimento de até R$ 1.903,98, a 27,5%, para rendas acima dos R$ 4.664,68.

Sendo assim, para começar a investir em uma Previdência privada, o trabalhador deve escolher um banco ou uma corretora e definir o prazo para retirada, valor depositado, que pode ser alterado sempre que necessário, tributação e, também, deve escolher entre o PGBL e o VGBL.

11 de fevereiro de 2020

Envelhecimento do Brasil já compromete o crescimento, mostra estudo

Envelhecimento do Brasil já compromete o crescimento, mostra estudo

Desde 2018 o Brasil passou a ter um ônus demográfico, que vai se aprofundar nos próximos 30 anos

Os fatores que permitiram que a renda per capita do Brasil crescesse acima da produtividade por hora trabalhada desde o início da década de 1980, entre eles o bônus demográfico que se esgotou a partir de 2018, deixarão de contribuir para a melhoria do padrão de vida do brasileiro nas próximas décadas.

A conclusão é parte de um estudo do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV, que traz um histórico de quase quatro décadas elaborado pelos pesquisadores Fernando Veloso, Silvia Matos e Paulo Peruchetti.

De 1981 a 2018, a renda per capita -indicador usualmente utilizado como medida do padrão de vida da população- cresceu 0,9% ao ano, enquanto a produtividade, medida pelo valor gerado por hora trabalhada, avançou 0,4%.

O que explica essa diferença é o bônus demográfico, de 0,5% ao ano no período.

Considera-se como bônus o crescimento da população em idade ativa (de 15 a 64 anos) em ritmo superior ao aumento da população total.

Desde 2018, no entanto, o Brasil passou a ter um ônus demográfico, que vai se aprofundar nos próximos 30 anos, em razão de fatores como a queda na taxa de natalidade.

Ou seja, por razões puramente demográficas, haverá proporcionalmente uma quantidade menor de pessoas com idade para trabalhar, o que deve afetar a população economicamente ativa.

"A única forma de aumentar a renda per capita e gerar crescimento sustentável no Brasil nas próximas décadas será por meio da elevação da produtividade do trabalhador", diz o estudo "Produtividade do trabalho: o motor do crescimento econômico de longo prazo". "Isso só será possível caso o Brasil persista no avanço da agenda de reformas."

Fernando Veloso, pesquisador sênior da área de Economia Aplicada do FGV Ibre, afirma que as reformas tributária e do mercado de crédito, além da consolidação de mudanças na legislação trabalhista, devem ser prioridade.

"O padrão de vida da população brasileira conseguiu crescer acima da produtividade por causa de fatores que agora se esgotarão. A produtividade agora vai ser decisiva", afirma. "Não existe uma reforma única que vá resolver. A produtividade cresce pouco há décadas, inclusive em períodos de reformas, que foram claramente insuficientes. A gente precisa de uma agenda mais profunda e abrangente", diz Veloso ao comentar o trabalho.

Ele defende ainda uma nova agenda para a educação, que permita ao trabalhador se preparar para mudanças no mercado de trabalho e que proporcione a redução da informalidade e a geração de empregos de melhor qualidade.

A geração de empregos informais, segundo o pesquisador, é um dos fatores que explicam a queda da produtividade no período mais recente.

"São pessoas que trabalham em empresas com menos capital, menos acesso a crédito. Há também a questão dos aplicativos de transporte. A pessoa está em uma ocupação muitas vezes incompatível com a habilidade dela", diz o pesquisador. 

30 de janeiro de 2020

Juros do cheque especial caem e do cartão de crédito sobem

Juros do cheque especial caem e do cartão de crédito sobem

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 0,6 ponto percentual em relação a novembro, chegando a 318,9% ao ano.

Os juros do rotativo do cartão de crédito subiram e do cheque especial caíram em dezembro de 2019, de acordo com dados divulgados ontem (29) pelo Banco Central (BC). As taxas dessas modalidades de crédito são as mais caras entre as oferecidas pelos bancos.

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 0,6 ponto percentual em relação a novembro, chegando a 318,9% ao ano. Em todo o ano passado, o crescimento foi 33,5 pontos percentuais. A taxa estava em 285,4% ao ano no fim de 2018. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.

No caso do cliente adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 287,1% ao ano em dezembro, queda de 6,7 pontos percentuais em relação a novembro. Já a taxa cobrada dos clientes que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) os juros subiram 5,3 pontos percentuais, indo para 339,6% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Na modalidade de parcelamento das compras pelo cartão de crédito, a taxa chegou a 176% ao ano em dezembro, com queda de 2,7 pontos percentuais.

Cheque especial

Já a taxa de juros do cheque especial caiu 4,1 ponto percentual em dezembro de 2019 comparada a novembro, e chegou a 302,5% ao ano. No ano, a queda foi de 10,1 pontos percentuais. Em dezembro de 2018, a taxa estava em 312,6%.

Em 2018, os bancos anunciaram uma medida de autorregulamentação do cheque especial. Os correntistas que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

A medida não reduziu satisfatoriamente os juros do cheque especial. Por isso, o BC decidiu definir mais uma regra para a modalidade de crédito. Desde o dia 6 de janeiro, os bancos não podem cobrar taxas superiores a 8% ao mês, o equivalente a 151,8% ao ano, nos juros do cheque especial. E em junho, será cobrada tarifa de 0,25% sobre o limite do cheque especial que exceder R$ 500. Essa foi uma decisão do BC, com medida aprovada no Conselho Monetário Nacional.

Para o BC, a medida torna o cheque especial menos regressivo (menos prejudicial para a população mais pobre e com menor escolaridade), além de corrigir falhas de mercado nessa modalidade.


Caixa usará recursos  dos IPOs para expandir crédito imobiliário

Caixa usará recursos dos IPOs para expandir crédito imobiliário

Presidente do banco diz que o lançamento da linha prefixada será nos próximos meses e que as taxas de juros serão abaixo de 10%

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que usará os recursos captados com as parcerias que suas subsidiárias têm feito e com a possível abertura de capital dos braços de cartões e seguros do banco para pagar dívida e para expandir as carteiras de crédito imobiliário e de infraestrutura.

"O primeiro passo é pagar dívida. Não podemos ter uma dívida de vencimento e não pagar. Além disso, queremos continuar crescendo a carteira [de crédito] em alguns segmentos específicos, como crédito imobiliário e para infraestrutura" afirma ele, destacando que "o movimento de expansão do crédito é algo que já vem acontecendo e que não depende desses recursos para continuar".

A dívida à qual Guimarães se refere é o ICHD (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida), adotado entre 2007 e 2013 para permitir que o banco aumentasse sua oferta de crédito sem que o seu controlador (a União) tivesse que capitaliza-lo com recursos próprios.

Além das duas joint ventures já anunciadas para a Caixa Seguridade, o banco também projeta outras quatro parcerias para a Caixa Cartões ainda neste ano -duas delas também formando novas sociedades. O presidente do banco afirmou, ainda, que o IPO do braço de seguros deve sair em breve, mas não cravou uma data.

Para o crédito imobiliário, carro-chefe da Caixa, Guimarães afirma ainda que o lançamento da linha prefixada será nos próximos meses e que as taxas de juros serão abaixo de 10%.

Ele destaca, também, que o financiamento de imóveis atrelado ao IPCA garantirá a securitização de parte da carteira do banco.

Outra linha que a Caixa também deve focar seus esforços é no microcrédito. O objetivo, segundo Guimarães é alcançar os 30 milhões de clientes e proporcionar uma forte redução dos juros na modalidade.


23 de janeiro de 2020

Pedidos de seguro-desemprego atrasados por saque do FGTS são liberados

Governo diz ainda que pedidos que não tinham outros impedimentos já foram liberados e que novas solicitações não devem ser bloqueadas

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, divulgou que reprocessou os 67.523 pedidos de seguro-desemprego que estavam atrasados por causa da modalidade do saque imediato do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Trabalhadores que haviam aderido ao resgate de até R$ 500 por conta do Fundo -valor que, em alguns casos, pode chegar a R$ 998- relataram que estavam com o benefício bloqueado.

"Foram reprocessados os pedidos dos trabalhadores que não estavam conseguindo acessar o seguro-desemprego por conta da nova modalidade de saque do FGTS. O pagamento das parcelas já está agendado para começar em 28 de janeiro", diz a pasta.

As regras para o seguro-desemprego estabelecem que a liberação da primeira parcela ocorra 30 dias após a data do requerimento. As demais são pagas com intervalo de um mês contado da primeira parcela.

A Secretaria diz ainda que pedidos que não tinham outros impedimentos já foram liberados e que novas solicitações não devem ser bloqueadas. Caso isso ocorra, afirma, haverá um novo reprocessamento.

É possível consultar o andamento da solicitação do seguro-desemprego no site www.gov.br ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. 

Falha

A Secretaria Especial de Trabalho e Previdência diz que a falha no seguro-desemprego afetou todos os demitidos sem justa causa pois, durante o cruzamento de dados realizado para a liberação do seguro, a movimentação da conta do FGTS faz com que o sistema barre o pagamento. 

O governo diz que os relatos de falhas começaram na segunda quinzena de dezembro. 

A secretaria também não explicou porque o conflito de informações só começou a aparecer quase três meses depois do início das liberações de valores. "Antes do fim de 2019 não houve manifestação dos trabalhadores", disse a secretaria, em nota, na última semana. 

A negativa do pedido resultava na necessidade de apresentação de um recurso administrativo. Quem não apresentou essa medida, não precisa mais pedir, pois, segundo o governo, a liberação será automática.

Em média, a Secretaria de Trabalho recebe 520 mil pedidos do benefício mensalmente. 

Quando o trabalhador pede o seguro-desemprego, o sistema deveria informar que o registro mais recente em seu extrato foi o da demissão sem justa causa, que dá o direito ao benefício temporário.

Com o saque do FGTS, em muitos casos a informação que aparecia era a de retirada, o que o sistema entendia como pendência, barrando a liberação.


09 de janeiro de 2020

Produção industrial recua 1,2% de outubro para novembro

Produção industrial recua 1,2% de outubro para novembro

Recuo interrompe três meses de crescimento

A produção industrial brasileira teve queda de 1,2% na passagem de outubro para novembro de 2019. O recuo interrompe três meses de crescimento e elimina parte da alta de 2,2% acumulada entre agosto e outubro daquele ano. De setembro para outubro, a indústria havia crescido 0,8%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, a produção caiu 1,7% na comparação com novembro de 2018, 1,1% no acumulado dos 11 primeiros meses de 2019 e 1,3% no acumulado de 12 meses. Na média móvel trimestral, a queda foi 0,1%.

De outubro para novembro, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda: bens de consumo duráveis (-2,4%), bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%), bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-1,3%), e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (-1,5%).

Dezesseis das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção, com destaque para produtos alimentícios (-3,3%), veículos automotores (-4,4%), indústrias extrativas (-1,7%), outros produtos químicos (-1,5%) e máquinas e equipamentos (-1,6%).

Por outro lado, dez atividades tiveram alta e evitaram um desempenho mais negativo da indústria, com destaque para produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (1,6%), impressão e produção de gravações (24%) e produtos de borracha e material plástico (2,5%).

08 de janeiro de 2020

BNB fecha 2019 com R$ 3,6 bilhões em aplicações de crédito no Piauí

BNB fecha 2019 com R$ 3,6 bilhões em aplicações de crédito no Piauí

Para o segmento de micro e pequenas empresas, o Banco do Nordeste destinou R$ 218,5 milhões somente no Piauí.

O Banco do Nordeste encerrou o ano com R$ 3,6 bilhões aplicados no Piauí, considerando todas as fontes de recursos, por meio de financiamentos de curto e longo prazo, beneficiando diversos setores econômicos em todo o estado. Os resultados incluem R$ 2,4 bilhões aplicados com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), perfazendo mais de 61 mil operações de crédito realizadas ao longo do ano. Do volume investido, foram contratados ainda R$ 1,14 bilhão por meio do programa de microcrédito produtivo e orientado do Banco do Nordeste, o Crediamigo que realizou cerca de 483,8  mil operações.

A maior parte aplicada com o Fundo (60,4%) foi destinada a empreendimentos localizados em zonas de Semiárido. Foi mais de R$ 1 bilhão que estimulou a dinâmica econômica de localidades menos favorecidas. O FNE é a principal fonte de recursos utilizada pelo BNB desde a criação dos fundos constitucionais federais, em 1988. Sua aplicação tem o intuito de fomentar o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável em todo o Nordeste e assim servir de incentivo a redução da pobreza e das desigualdades inter e intrarregionais.

Para o segmento de micro e pequenas empresas, o Banco do Nordeste destinou R$ 218,5 milhões somente no Piauí. Ao todo, foram contratadas mais de 2 mil operações de crédito, o que representou crescimento de 22, 6% em relação a 2018.

O volume de crédito aplicado no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) superou a marca de R$ 66,6 milhões, contabilizando cerca de 2,6 mil operações contratadas no período. Quanto aos negócios realizados por meio do programa de microcrédito rural do Banco, o Agroamigo, o BNB atingiu R$ 278 milhões no Piauí.

“O foco, a competência, a ética e o conhecimento compartilhado corporativamente, nos ajudam a caminhar rumo a excelência dos resultados”, afirmou o superintendente estadual do BNB no Piauí, Expedito Neiva.

A contribuição do BNB à dinâmica econômica regional também inclui financiamento a projetos de grande porte do setor de infraestrutura. Em 2019, o Banco aplicou R$ 733 milhões em Infraestrutura com recursos do FNE, possibilitando a implantação de projetos, principalmente, em projetos referentes à linhas de transmissão.

Em 2019, o Banco do Nordeste também empenhou esforços para regularização de crédito com campanhas de renegociação de dívidas. Como resultado, concluiu o ano com mais de 4,1 mil operações regularizadas no estado por meio da lei n.º 13.340/2016, totalizando R$ 348,4 milhões em dívidas renegociadas. 

Confira quanto você vai pagar de seguro DPVAT em 2020

Confira quanto você vai pagar de seguro DPVAT em 2020

O valor pago no ano passado continua valendo para o exercício de 2020, variando entre R$ 16,21, para automóveis, e R$ 84,58 para motocicletas.

Os proprietários de veículos automotores devem realizar o pagamento do DPVAT de 2020 até as datas de vencimento da cota única ou da primeira parcela do IPVA de cada estado, segundo a Seguradora Líder, empresa privada responsável pela administração do seguro obrigatório. 

A primeira parcela do IPVA vence em janeiro em diversos estados. O valor pago no ano passado continua valendo para o exercício de 2020, variando entre R$ 16,21, para automóveis, e R$ 84,58 para motocicletas. O seguro DPVAT deve ser pago uma única vez ao ano. 

O pagamento dos tributos, além de eventuais multas, é indispensável para fazer o licenciamento anual do veículo, realizado diretamente no Detran (departamento de trânsito). 

O pagamento do seguro obrigatório neste ano ocorre em meio a uma disputa judicial.

Em novembro, o governo Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que extinguia o DPVAT a partir de 2020. Em dezembro, porém, o STF suspendeu os efeitos da medida.

O Conselho Nacional de Seguros Privados, vinculado ao Ministério da Economia, editou então uma resolução reduzindo em até 86% o valor do seguro. Mas uma liminar (decisão provisória) do presidente do STF, Dias Toffoli, suspendeu a redução dos valores.

Por isso os valores do DPVAT de 2020 são os mesmos do ano passado. O Supremo ainda deverá julgar a questão, mas não há uma data prevista para isso.

É possível consultar o vencimento de todos os estados no site da Seguradora Líder.

Criado em 1974, o DPVAT tinha como objetivo criar uma ampla rede de pagadores -os donos dos veículos- responsáveis pela indenização de qualquer vítima do trânsito, inclusive pedestres.

Em dez anos, indenizou mais de 4,5 milhões de acidentados no trânsito. Além de indenizações por mortes, também cobre gastos hospitalares e sequelas permanentes. 

Orçamento deve ser estruturado com mapeamento de receitas e despesas

Orçamento deve ser estruturado com mapeamento de receitas e despesas

Economista dá dicas de como começar o ano se planejando melhor financeiramente

Ter mais equilíbrio financeiro é uma meta constante dentro do planejamento das pessoas em todo início de ano. Para alcançá-lo, mais que vontade, é necessário disciplina. Fazer um mapeamento das receitas e despesas é o que orienta o economista Fernando Galvão para que as pessoas possam lidar não só com os gastos do início do ano, mas também com o planejamento financeiro ao longo dos outros meses.

E, sem dúvidas, fazer isso no início do ano é fundamental, já que janeiro é um mês exigente quanto à organização. Tem IPTU, IPVA, material escolar, cartão de crédito com os gastos das festas e, muitas vezes, das férias para lidar. Por isso, Fernando Galvão orienta a criação de um mapeamento.

“É muito importante mapear todas as fontes de receitas e importante também mapear todos os gastos. No que deve ser pago, fazer uma classificação do que são gastos fixos, como a prestação do carro, a prestação da casa, a parcela da fatura do cartão e classificar, também, os que são variáveis, a exemplo do lazer”, considera.

A partir desses mapeamentos, de acordo com o especialista, se estabelecem as prioridades. O pagamento do cartão de crédito e a não utilização de recursos como o cheque especial devem, também, estar entre as preocupações. Isso porque os juros médios do cheque especial são de 12,25% ao mês. Do cartão de crédito, 12,89%. Por isso, Galvão orienta que, em caso de necessidade de recurso extra, é melhor recorrer a empréstimos em instituições financeiras, cujos juros circulam por volta de 4,2% com empréstimo pessoal e, do consignado, 2,1% ao mês.

“O consumidor deve procurar juros mais baixos. Se buscar um consignado ligado ao desconto em folha de pagamento, consegue-se reduzir mais ainda o juros; se for um servidor público, consegue mais baixos ainda, então, você faz esse empréstimo e vai canalizar pelo menos pra um único lugar essas despesas que podem estar a mais do orçamento”, destaca.

Poupar seis vezes mais que os rendimentos

Além de estabelecer um planejamento para gerenciar ganhos e gastos, pensar em poupar também é fundamental para a saúde financeira. “A poupança é a parte da renda que a gente não consome, a gente tem que formar um colchão financeiro, que é uma reserva para que eu não possa comprometer meus gastos. Isso servirá também para uma despesa médica de última hora ou algo urgente, mas a ideia é não mexer com essa reserva até juntar um patamar de dinheiro para fazer alguma aplicação financeira”, destaca Fernando.

Este patamar, segundo indicado pelo economista, é seis vezes o valor do rendimento total que a pessoa possua. No caso, se ela ganha um salário de R$ 2 mil, a reserva financeira indicada seria de 12 mil para, assim, começar a fazer investimentos.

Uma das opções de investimento mais conhecidas, o Tesouro Direto, é muito procurado por quem quer começar a investir. Na prática, ele funciona como um empréstimo: você empresta o dinheiro ao Governo e ele o devolve com juros.

Nessa modalidade, é possível investir a partir de R$ 30 e retirar o valor a qualquer momento em caso de necessidade. Trata-se de um investimento de renda fixa, ou seja, no momento da aplicação, o investidor consegue prever como será remunerado.


07 de janeiro de 2020

Planejamento é fundamental para aquisição do tão sonhado imóvel

Planejamento é fundamental para aquisição do tão sonhado imóvel

Para boa parte das pessoas, adquirir a casa ou apartamento é uma importante conquista.

Ano novo é sinônimo de planos e metas novas. Para boa parte das pessoas, adquirir a casa ou apartamento é uma importante conquista, por isso é fundamental organização financeira, planejamento adequado e auxílio de profissionais capacitados. Quanto antes começar a planejar, e com o direcionamento correto, melhor e mais rápido suas metas serão alcançadas.

O mercado tem aumentado as facilidades, como ao reduzir a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) para 5%. Esse e outros fatores têm propiciado condições cada vez mais favoráveis para aquisição do tão sonhado imóvel. De acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no segundo semestre de 2019, as vendas de imóveis tiveram um aumento de 16% quando comparado ao mesmo período no ano anterior. Já em relação ao semestre, o aumento atingiu a marca de 12,1%.

Barreto Neto, perito e especialista em imóveis, ressalta que é fundamental avaliar bem antes de investir

Para que tudo ocorra com segurança e de forma confortável, especialistas no ramo afirmam que é preciso planejar com cautela. Barreto Neto, perito e especialista em imóveis, ressalta que é fundamental avaliar bem antes de investir e conhecer todos os fatores que englobam o processo de aquisição do imóvel, já que a dívida será de longo prazo.

“Quem deseja realizar a compra, também precisa visualizar o investimento para além do financiamento. O recomendável é que para maior seguridade, os planos também envolvam acúmulo de capital para dar entrada no imóvel desejado. Logo após confirmar que o ambiente é o ideal para você, juntamente com o profissional que poderá lhe fornecer todas as informações, é fundamental fazer uma criteriosa avaliação para verificar se toda a parte burocrática está regulamentada”, explica o corretor.

Nesse processo, é imprescindível escolher excelentes profissionais do segmento para dar todo o suporte necessário. Com a recuperação do mercado, as perspectivas para os próximos anos são muito positivas.

06 de janeiro de 2020

Juntar R$ 100 por mês é uma maneira de começar a investir em 2020

Juntar R$ 100 por mês é uma maneira de começar a investir em 2020

Investir é um hábito, e dá para começar com pouco dinheiro.

De acordo com Valter Police Júnior, da empresa de planejamento financeiro Fiduc, é possível iniciar uma carteira de investimentos com apenas R$ 100.

"O brasileiro tem três problemas graves [em relação a dinheiro]: só pensa no curto prazo, acha que não vale a pena investir pouco e quer ficar rico rapidamente", disse. "Por isso, não percebe as vantagens de começar a poupar, e não consegue montar uma carteira de investimentos. Essas três coisas precisam ser desmistificadas."

Antes de mais nada, o plano deve ser construir uma reserva de emergência. O mais prudente, disse o planejador financeiro, é guardar, pelo menos, o equivalente a seis vezes o valor das despesas mensais. Se você gasta R$ 1.000 por mês com as contas do dia a dia, como supermercado, aluguel e gasolina, precisa juntar até atingir R$ 6.000.

Esse dinheiro deve ir para uma aplicação que tenha liquidez, ou seja, que possa ser sacada a qualquer momento sem perder rendimento. A aplicação não pode ser de alto risco, como a Bolsa. "Se você aplica na Bolsa, pode ter que sacar justo na hora em que a ação se desvalorizou. Aí você perde dinheiro", disse.

Mais do que obter um ganho extraordinário, o objetivo é preservar o valor do dinheiro, para não vê-lo ser corroído pela inflação. "Para quem está fazendo uma reserva, não faz diferença se a aplicação vai render 4% ou 4,5%", afirmou.


Onde aplicar 

Os produtos que atendem a essas recomendações são Tesouro Selic, fundo DI e CDB, os três com opções no mercado que permitem aplicações a partir de R$ 100. Todos sofrem o desconto de Imposto de Renda e, caso o saque ocorra em menos de 30 dias, de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

- Tesouro Selic: é a aplicação mais conservadora em títulos do governo, com rendimento baseado na taxa básica de juros, a Selic. A vantagem é não perder dinheiro se precisar sacar antes do vencimento. Há cobrança de taxa de custódia, de 0,125% sobre o total aplicado. Alguns bancos e corretoras podem cobrar taxa de administração.

- CDB: ao comprar esse título, é como se emprestasse dinheiro ao banco em troca de uma taxa de juros. Há CDBs que permitem resgate diário, e o produto tem a vantagem de ser coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o que garante ressarcimento ao investidor, até um valor limite, caso o banco quebre.

- Fundo DI: outro investimento com liquidez diária. O investidor deve ficar atento porque o gestor do fundo pode cobrar taxa de administração.

Com R$ 100, aplicações nesses três produtos vão render, ao fim de um ano, algo como R$ 4. É pouco, mas o objetivo maior do aplicador é usar essa conta para criar o hábito de sempre aplicar uma quantia por mês.


Além da reserva

Após formar a reserva, é hora de começar a montar uma carteira, ou seja, aplicar em outros investimentos. "Para quem está começando a investir, a forma mais segura de diversificar é buscando fundos de investimento", afirmou o planejador financeiro.

Isso significa buscar investimentos que tenham um pouco mais de risco. São produtos de renda fixa, por exemplo, que aplicam também em títulos de empresas, as chamadas debêntures, e não apenas em títulos do governo. Ou, ainda, fundos que aplicam uma parte dos recursos em ações.

Mesmo que o rendimento desses produtos oscile muito, você poderá esperar o melhor momento para sacar. Afinal, para as emergências, haverá sempre aquela reserva que começou a ser formada com R$ 100.


01 de janeiro de 2020

Salário mínimo é reajustado e passa a ser de R$ 1.039 em 2020

Salário mínimo é reajustado e passa a ser de R$ 1.039 em 2020

Novo valor entrou em vigor nesta quarta-feira

O presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória (MP) que aumenta o salário mínimo de R$ 998 para em R$ 1.039 a partir desta quarta-feira (1º). O novo valor corresponde ao reajuste da inflação do ano, que encerrou 2019 em 4,1%, segundo o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É a primeira vez na história que o salário mínimo ultrapassa a faixa de R$ 1 mil desde o início do Plano Real, em 1994. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta terça-feira (31).

Em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, aprovada pelo Congresso Nacional há duas semanas, o valor ficou R$ 8 mais alto. Isso porque a previsão anterior do governo federal para a inflação de 2019 era de 3,3%, mas o percentual acabou ficando em 4,1%, de acordo com a última estimativa medida pelo IBGE.

Novo valor do salário mínimo passa a valer a partir desta quarta-feira em todo o país (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em nota, o Ministério da Economia informou que o aumento do valor da carne nos últimos meses pressionou o crescimento geral nos preços no final do ano, ampliando o percentual de inflação apurado.

"Anteriormente, o governo projetou o salário mínimo de R$ 1.031 por mês para 2020, conforme a Mensagem Modificativa ao Projeto da Lei Orçamentária de 2020 (PLOA-2020). A recente alta do preço da carne pressionou a inflação e, assim, gerou uma expectativa de INPC mais alto, o que está refletido no salário mínimo de 2020. Mas como o valor anunciado ficou acima do patamar anteriormente estimado, será necessária a realização de ajustes orçamentários posteriores, a fim de não comprometer o cumprimento da meta de resultado primário e do teto de gastos definido pela Emenda Constitucional nº 95", informou a pasta.

Até o ano passado, a política de reajuste do salário mínimo, aprovada em lei, previa uma correção pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Esse modelo vigorou entre 2011 e 2019. Porém, nem sempre houve aumento real nesse período porque o PIB do país, em 2015 e 2016, registrou retração, com queda de 7% nos acumulado desses dois anos.

O governo estima que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, as despesas elevam-se em R$ 355,5 milhões, principalmente por causa do pagamento de benefícios da Previdência Social, do abono salarial e do seguro-desemprego, todos atrelados ao mínimo.

12 de dezembro de 2019

Acordo com bancários barra abertura de agências aos sábados

Acordo com bancários barra abertura de agências aos sábados

Esta semana banqueiros e bancários assinaram uma complementação ao acordo da categoria, garantindo que as regras atuais de jornada de trabalho serão mantidas até o fim do próximo ano.

A liberação do trabalho aos sábados e o aumento na jornada dos bancários, previstas na Medida Provisória 905, não terá validade até dezembro de 2020. 

Esta semana banqueiros e bancários assinaram uma complementação ao acordo da categoria, garantindo que as regras atuais de jornada de trabalho serão mantidas até o fim do próximo ano.

O aditivo à convenção coletiva prevê que nenhuma mudança na legislação tenha efeito sobre o que está prevista nesse documento. 

A MP foi encaminhada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional no início de novembro, para a criação de um programa de estímulo ao emprego de jovens. 

O texto enviado embutiu também uma reforma trabalhista, com a revogação de diversos pontos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e mudanças nas legislações específicas de profissões.

A presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Juvandia Moreira, coordenadora do comando nacional dos bancários, diz que o aditivo garantiu expressamente a manutenção da jornada de segunda a sexta-feira e com a duração de seis horas.

Além do trabalho aos sábados, o acordo fechado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) também estipulou que o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) continuará sendo negociada com a participação do sindicato.

A proposta do governo liberava a definição desses valores por acordo entre a empresa e uma comissão de empregados, sem a obrigação da presença de um representante sindical.

A possibilidade de os bancos abrirem aos sábados já tinha sido tentada pelo governo na MP da Liberdade Econômica. 

11 de dezembro de 2019

Inflação para família de baixa renda tem alta de 0,54% em novembro

Inflação para família de baixa renda tem alta de 0,54% em novembro

Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou alta de 0,54% para as famílias de renda mais baixa, até R$ 1.643,78 por mês, em novembro. Para as famílias de maior poder aquisitivo, com renda domiciliar maior que R$ 16.442,40, a alta foi de 0,43% no mesmo mês. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Cerca de 70% da alta inflacionária registrada entre as famílias mais pobres se explica pela variação de preços nos grupos de alimentação e habitação, com reajuste de 8,1% nas carnes e 2,2% nas tarifas de energia elétrica - com a mudança da bandeira tarifária de verde para amarela.

“No caso das famílias mais ricas, embora o reajuste das carnes e da energia também tenha pressionado suas taxas de inflação, o menor peso desses itens em sua cesta de consumo acaba por aliviar seus impactos altistas”, disse o Ipea. Em contrapartida, os aumentos de 0,78% no preço dos combustíveis, de 4,4% nas passagens aéreas e de 24,4% nos jogos lotéricos foram os que mais pressionaram a inflação nas classes mais altas.

No acumulado em 12 meses encerrados em novembro, todos os segmentos de renda tiveram elevação inflacionária, sendo de 3,40% para a faixa de renda muito baixa e de 3,26% para as famílias de renda alta.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado mensalmente, com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).