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Notícias Economia

18 de setembro de 2018

Haddad diz que vai retomar política de preços da Petrobras da era Lula

O presidenciável disse que seguirá a política adotada de 2003 a 2012, nos governos Lula e em parte do período Dilma.

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, criticou a atual política de preços da Petrobras, em entrevista nesta terça-feira (18) à rádio CBN. O presidenciável se disse contrário a estratégia adotada durante o governo Dilma Rousseff (PT) de segurar reajustes nos combustíveis para controlar a inflação, mas afirmou que o maior erro foi cometido por Michel Temer (MDB).

"Não pode usar a política da empresa para manipular preços para combater inflação, mas não pode deixar de reconhecer o poder de monopólio da Petrobras", afirmou. Haddad disse que Temer errou ao atrelar o preço doméstico à cotação internacional dos produtos da Petrobras. O candidato também falou que discorda da forma como a política do diesel é feita atualmente.

O presidenciável disse que seguirá a política adotada de 2003 a 2012, nos governos Lula e em parte do período Dilma, que considerava o ambiente externo e os custos domésticos de produção. "Tivemos uma política de preços que, sim, levava em consideração a rentabilidade da empresa e os custos, e não só o valor em dólar do que ela produz", disse.

O petista, porém, negou que Dilma tenha alterado a política de preços da Petrobras para recuperar o valor de mercado da empresa, afetada por denúncias de corrupção reveladas pela Operação Lava Jato.

Haddad voltou a afirmar que foi a ex-presidente que afastou os diretores da empresa um ano antes das denúncias feitas pela operação, citando os nomes de Paulo Roberto Costa e Renato Duque. O candidato foi então contestado pelo apresentador, que disse que Duque pediu exoneração e recebeu um agradecimento pelos serviços prestados.

O ex-prefeito de São Paulo também negou que seja contra a Lava Jato, mas acusou os investigadores de agirem de forma seletiva. "Até 2016 ela foi seletiva, mas graças à pressão que foi feita se liberou as informações sobre os outros partidos", disse.

O candidato entrou num embate com o apresentador quando disse que a lista do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot não tinha sido noticiada devidamente pela imprensa. "O foco até então era um só e com fins eleitorais", disse Haddad, pontuando que aquela era a opinião dele e começou a falar da diferença de tratamento dada aos tucanos pelos investigadores.

"O PSDB foi muito protegido. Muito protegido. Essa é a minha opinião. Você tem todo o direito de discordar, mas eu tenho todo direito de me afirmar aqui e dizer: eu acho que o PSDB só muito tardiamente passou a responder pelo que fez. E acho que aqui em São Paulo não responde até hoje. O que acontece no metrô, na Dersa, [o PSDB] não responde até hoje como deveria", declarou.

Haddad disse que não acredita no conteúdo das delações que envolvem o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que indicam favorecimento a empresas em empréstimos do BNDES em troca de propina.

"Essa fantasia que estão criando de achar que um ministro pode ligar para o BNDES e sacar milhões sem passar por nenhum comitê de crédito é não conhecer o funcionamento da máquina pública. É desconhecer totalmente o mecanismo de financiamento. Falam o que querem, mas depois tem que provar o que falaram."

O presidenciável ainda prometeu uma reforma bancária, para fazer com que empresas possam buscar empréstimos com outros bancos. 

CARTELIZAÇÃO DA MÍDIA

Haddad disse que governos petistas não fizeram a mudança no setor bancário porque nem sempre é fácil mexer num vespeiro, prometendo então também mexer na concentração de propriedade dos meios de comunicação.

Ele fez referência a uma ação movida por jornais contra sites de agências internacionais em operação no Brasil, defendendo a permanência desses canais.

"Nós não vamos permitir a cartelização dos meios de comunicação", disse.

Questionado se fará alguma regulação dos grupos digitais, o candidato se limitou a dizer que vai estudar a questão e que é preciso manter a neutralidade da rede colocada pelo marco civil da internet.

China anuncia retaliação e impõe sobretaxa a produtos dos EUA

A lista incluir desde desde gás natural liquefeito e minérios até café e vários tipos de óleos comestíveis, vegetais congelados, pó de cacau e químicos, entre outros.

A China decidiu retaliar os Estados Unidos após o governo de Donald Trump anunciar sobretaxas para mais US$ 200 bilhões em importações do país asiático.

Nesta terça-feira (18), Pequim anunciou a imposição de sobretaxas contra o equivalente a US$ 60 bilhões de importações em produtos americanos. As tarifas, de 5% e 10%, em vez de até 25%, taxa proposta anteriormente.

As medidas irão afetar 5.207 produtos americanos. A lista incluir desde desde gás natural liquefeito e minérios até café e vários tipos de óleos comestíveis, vegetais congelados, pó de cacau e químicos, entre outros.

Em comunicado, o Ministério das Finanças chinês afirmou que, se os EUA continuarem a impor ainda mais sobretaxas contra Pequim, a China irá contra-atacar.

"A China é forçada a responder ao unilateralismo e ao protecionismo comercial dos EUA, e não tem escolha senão responder com suas próprias tarifas", disse o ministério.

As sobretaxas anunciadas nesta terça entrarão em vigor na próxima segunda-feira (24), mesma dia em que as tarifas americanas passarão a valer.

A diferença em relação às sobretaxas anteriores que o governo Trump já havia anunciado é que a nova medida irá afetar consumidores diretamente e bem às vésperas da temporada de compras de fim de ano.

No caso dos EUA, as tarifas serão de 10% até 1º de janeiro, quando aumentarão para 25%.

A lista do USTR (Departamento de Comércio dos Estados Unidos) inclui desde frutos do mar até produtos eletrônicos, móveis e materiais de construção.

A China já havia anunciado mais cedo, nesta terça, que poderia retaliar os EUA. Em resposta, Trump, ameaçou adotar uma nova retaliação contra a China se Pequim atingir os trabalhadores agrícolas ou industriais americanos e acusou Pequim de tentar influenciar a eleição dos EUA para prejudicar agricultores, que ajudaram a elegê-lo.

Trump disse que a China está tentando usar o comércio para prejudicá-lo com seus apoiadores antes das eleições parlamentares, em 6 de novembro.

"A China declarou abertamente que está ativamente tentando impacta e mudar nossa eleição, atacando nossos agricultores, fazendeiros e trabalhadores industriais por causa de sua lealdade a mim", escreveu Trump.

Não ficou claro sobre qual declaração de Pequim o presidente estava se referindo em suas publicações.

"Haverá uma grande e rápida retaliação econômica contra a China se nossos agricultores, pecuaristas e/ou trabalhadores industriais forem prejudicados!", acrescentou o americano.

Segundo o Ministério das Finanças chinês, o país responderá mais e de forma adequada se os Estados Unidos insistirem em aumentar as tarifas.

Em julho, Pequim divulgou um pequeno vídeo em inglês apresentando um desenho animado falante de soja confirmando a importância do comércio. O desenho pontua que nove dos dez maiores Estados produtores de soja votaram em Trump nas eleições presidenciais de 2016.

"Então os eleitores vão apoiar Trump e os republicanos assim que forem atingidos em suas carteiras?", pergunta o grão.

Economista de Ciro Gomes fala em criar espécie de Copom do câmbio

Segundo Benevides, o câmbio seguiria flexível, mas a sua institucionalidade seguiria a gestão dos juros.

A volatilidade do câmbio vai ser operacionalizada por meio de um comitê semelhante ao Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, caso Ciro Gomes (PDT) seja eleito, afirmou nesta terça-feira (18) Mauro Benevides Filho, coordenador do programa econômico do pedetista.

"A palavra que eu uso é institucionalizar a definição da política cambial e não ficar dependente da vontade própria de quem quer que seja", disse Benevides, em seminário com economistas dos candidatos promovido pelo Estado de S. Paulo e pela FGV (Fundação Getulio Vargas). 

Segundo Benevides, o câmbio seguiria flexível, mas a sua institucionalidade seguiria a gestão dos juros. 

"Não estou desconfiando de ninguém, só acho que isso precisa ser melhor equacionado", disse. "Transparência não faz mal a ninguém". 

No mesmo evento, Jose Julio Senna, pesquisador da FGV, disse que o comitê seria contraproducente porque sinalizaria a intervenção no mercado de câmbio. 

Benevides disse ainda que as reformas prioritárias de um eventual governo Ciro são a tributária e a da Previdência. 

Os militares, no entanto, não entrariam na proposta. A negociação seria feita diretamente com o grupo e numa etapa posterior da reforma da Previdência. 

Ele defendeu a capitalização da Previdência, mas não entrou em detalhes de como ela seria implementada. 

SERASA E SPC 

Benevides destacou também o plano de ajudar cerca de 63 milhões de pessoas a retirar o nome de serviços de proteção ao crédito, como Serasa e SPC.

Segundo ele, a dívida média dos inadimplentes está em R$ 4,2 mil e a ideia é reduzi-la em cerca de 80%, trazendo-a para algo perto de R$ 1,1 mil via renegociação com os credores. 

O governo entraria no processo estimulando a renegociação dos juros e a forma de pagamento da dívida. 

Os serviços de proteção ao crédito repassariam a lista de devedores ao governo e um pool de devedores seria criado para garantir a dívida -um mecanismo chamado de aval solidário, em que um grupo de pessoas (de cinco a dez) garantiria a operação em caso de não pagamento. 

Os recursos para renegociar a dívida viriam de crédito bancário parcelado. O governo não usaria dinheiro na operação.

Guardia defende liberdade de preços para área de refino de combustível

Ministro disse que subsídio para o diesel foi medida emergencial.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (18) que é preciso uma saída para o atual sistema de subsídios ao diesel, criado após a crise gerada com a paralisação dos caminhoneiros, em maio último. “Precisamos de soluções mais estruturais para esse problema”, defendeu ao comentar os preços elevados dos combustíveis, uma das queixas do setor de transporte de cargas.

Como uma alternativa, Guardia propôs dar mair competição ao setor do refino, com mais liberdade de preços, e adotar um tributo como proteção, para absorver as variações do preço do petróleo no mercado internacional.

Os caminhoneiros protestaram durante 11 dias e, para acabar com a mobilização, o governo prometeu reduzir em R$ 0,46 o preço do diesel nas bombas, por meio de subsídio ao combustível e corte de impostos federais e estaduais. “É uma solução emergencial. Não aguentaríamos mais uma semana de greve e soluções precisavam ser apresentadas. Estamos arcando com os custos”, disse, acrescentando que os subsídios são temporários, e acabam em dezembro.


Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, participa do seminário Agenda de Governo no Setor de Energia na Esaf - José Cruz/Agência Brasil

O ministro participou hoje (18) da abertura do 1º Seminário Sefel de Energia. Durante todo o dia, especialistas do setor público, privado e regulatório vão debater a agenda de governo para o setor e seus aspectos regulatórios e concorrenciais.

Para Guardia, é uma oportunidade para discutir temas importantes, como a flexibilização na política de preços da Petrobras, o custo-benefício da venda direta de etanol dos produtores e os pesos e encargos na conta de energia elétrica.

O ministro da Fazenda defendeu ainda a agenda adotada pelo governo federal nos últimos dois anos e meio, de promover um ambiente econômico com regras mais claras, transparente e baseada no funcionamento do mercado. “Tudo que estamos falando de avanços no ambiente regulatório requerem manutenção do ambiente macro [econômico]”, disse, ressaltando a necessidade e continuidade de reformas para “aumentar a competitividade da economia brasileira”, como as reformas fiscais, da Previdência e a manutenção do teto de gastos.

Intenção de investimentos da indústria recua 3,1 pontos no trimestre

Apesar da queda, o indicador se mantém acima dos 100 pontos, nível em que a a proporção de empresas que preveem investir supera a parcela daquelas que pretendem investir menos.

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,1 pontos no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior. Com a segunda queda consecutiva, o indicador atingiu 113 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o menor nível desde o terceiro trimestre do ano passado (105,1 pontos).

O indicador busca antecipar as tendências econômicas no país a partir da disseminação do ímpeto de investimento entre as indústrias.

Apesar da queda, o indicador se mantém acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas que preveem investir mais nos próximos 12 meses supera a parcela daquelas que pretendem investir menos.


Foto: EBC

Entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano, houve redução da proporção de empresas que preveem investir mais, de 28,9% para 28,3%, e aumento da proporção das que preveem investir menos, de 12,8% para 15,3%.
A proporção de empresas que têm certeza de que vão executar seu plano de investimentos foi de 27,5%, ficando abaixo da parcela de 31,9% de empresas que estão incertas.

De acordo com o economista Aloisio Campelo Jr., a redução do ímpeto de investimento das indústrias é mais um sinal da perda de fôlego da economia neste ano. “O resultado geral da pesquisa reforça o cenário de instabilidade que vinha se desenhando nos trimestres anteriores. Houve redução na intenção de realização de investimentos e aumento da incerteza”, diz nota da FGV.

17 de setembro de 2018

Benefício sem ida ao INSS já está disponível para 1 milhão

O atendimento a distância permitido pela digitalização é declaradamente a principal aposta do INSS para melhorar o serviço à população.

Um ano após o início do programa do INSS que autoriza instituições públicas e privadas a receberem pedidos de benefícios no estado de São Paulo, cerca de 1 milhão de potenciais beneficiários podem requisitar aposentadorias diretamente às empresas em que trabalham, sindicatos e entidades aos quais são associados e prefeituras.

Os acordos de cooperação técnica com entidades fazem parte do INSS Digital, como é chamada a estratégia de modernização do órgão.

Na prática, os documentos dos segurados são enviados pela internet ao instituto. É quase a mesma tecnologia que permite a requisição de benefícios pelo site meu.inss.gov.br, também parte do INSS Digital.

O atendimento a distância permitido pela digitalização é declaradamente a principal aposta do INSS para melhorar o serviço à população.

Os segurados, porém, preferem ir às agências: na capital paulista, só 20% dos usuários agendam o atendimento por site ou telefone antes de ir a um posto previdenciário.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Os critérios para acesso a serviços previdenciários em entidades que possuam acordos com o INSS podem estar condicionados à comprovação de vínculo com a instituição conveniada, como o registro de funcionário na empresa ou filiação ao sindicato. Em geral, o atendimento é estendido aos dependentes.

Para o atendimento nas prefeituras, é preciso morar no município.

Desde o lançamento do programa, porém, o resultado está longe de atingir a meta de 45 dias para receber aposentadorias por tempo de contribuição, devida a trabalhadores que completam o período de recolhimentos de 30 anos, se mulher, e 35 anos, se homem.

Hoje, esse benefício demora, no estado, pouco mais de três meses (105 dias, em média) para ser liberado. O número está significativamente abaixo dos cerca de cinco meses (165 dias) de espera registrados em 2017.

O tempo médio inclui o intervalo entre o agendamento do pedido do benefício até o dia em que foi ele confirmado.

Os prazos foram fornecidos pela assessoria de imprensa do INSS em São Paulo. A reportagem também obteve, por meio da Lei de Acesso à Informação, a espera mensal nas agências paulistas.

Em 15 das 23 gerências executivas do órgão no estado, o tempo médio passa de 100 dias. Na capital paulista, há quatro gerências -a menor espera fica na norte, que inclui Caieiras, na Grande SP. Nessa, o prazo passou de 5 meses em outubro, que foi o mês com a maior espera no período. Em maio, melhor mês, registrou média de 82 dias.

Na capital paulista, a agência centro, na rua Xavier de Toledo, tem longa espera: de 177 dias, em seu pior mês, e de 100, no de melhor resultado.

Entre as gerências do estado, a maior espera no período de agosto de 2017 a julho de 2018 está na gerência de São José dos Campos (97 km de São Paulo): 142 dias.

Já a região em que os segurados esperaram menos foi a da gerência de São Bernardo do Campo, no ABC, 80 dias. Outra diferença entre as duas regiões é o número de agências -a última tem quatro, enquanto a primeira atende seis.

O INSS informou que alguns municípios registram tempos médios de espera muito altos devido a casos específicos e pontuais. Um exemplo citado é a espera de 912 dias em Aparecida (180 km de SP) em julho deste ano.

Segundo o INSS, a espera foi "turbinada" por processos de concessão que tiveram recursos e, por isso, tramitavam desde 2014 e 2017. Em outra situação, em Batatais (352 km de SP), um segurado agendou o benefício em agosto de 2017, foi atendido em fevereiro de 2018 e só teve a concessão em julho do mesmo ano.

15 de setembro de 2018

Crise de 2008 resultou em desindustrialização e crise fiscal no Brasil

A desvalorização do dólar e medidas equivocadas de gestão da economia resultaram em desindustrialização e em rombo nas contas públicas brasileiras, segundo especialistas em economia internacional

A regulação no sistema financeiro que não existia na maioria dos países desenvolvidos inicialmente salvou o Brasil da pior crise financeira global desde a Segunda Grande Guerra. No entanto, a desvalorização do dólar e medidas equivocadas de gestão da economia resultaram em desindustrialização e em rombo nas contas públicas brasileiras, segundo especialistas em economia internacional ouvidos pela Agência Brasil.

Professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV) Istvan Kasznar diz que o Brasil adotou um modelo de reação diferente do resto do mundo, na avaliação de especialistas em economia internacional. “Naquela época, o Brasil não foi afetado à primeira vista porque tinha atrasado a desregulação de aplicações econômico-financeiras”, diz. O principal problema, ressalta, ocorreu na introdução de renúncias fiscais enquanto outros países reduziram gastos e buscaram austeridade.

Para tentar manter a economia aquecida em meio à crise que tomou proporções mundiais, o governo brasileiro adotou uma série de medidas, como redução de impostos para estimular o consumo, congelou preços do petróleo, subsidiou as tarifas de energia elétrica e ampliou as desonerações. “Embora tenha havido uma política monetária austera e correta, a política fiscal é uma das piores heranças que temos hoje, decorrente de uma forma equivocada de se interpretar a evolução cíclica da economia”, afirma Kasznar.

Em meio à crise internacional, o governo anunciou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção. Diante da escassez de crédito, houve redução dos depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de estímulo ao crédito por meio de bancos públicos.

Vulnerabilidades

A crise de 2008 desembocou no fim de uma das principais ajudas externas que alavancou o crescimento do Brasil nos anos 2000: o superciclo das commodities. A queda do preço internacional de produtos agrícolas e minerais expôs o país ao que o economista Reinaldo Gonçalves chama de “vulnerabilidade estrutural”. “Nos últimos 20 anos, o Brasil aprofundou o processo de reprimarização da sua economia, tornando-se um país ainda mais dependente [de produtos primários]”, argumenta.

O Brasil foi afetado pela crise com o fim do superciclo das commodities. Foto. arquivo/Agência Brasil

A queda do dólar decorrente das injeções monetárias nos países desenvolvidos complicou o quadro. Com a moeda norte-americana barata, os brasileiros passaram a viajar mais para o exterior e a importar mais, deixando a indústria nacional sem condições de competir com os produtos estrangeiros. O fechamento de fábricas aprofundou a desindustrialização do país e levou à dependência cada vez maior de commodities.

Segundo Gonçalves, isso explica a dificuldade de retomada da economia brasileira, mesmo com a situação internacional mais favorável que há alguns anos. Ele diz que não há solução de curto prazo e defende um projeto de desenvolvimento de longo prazo. Segundo o professor da UFRJ, se o país apostar numa tentativa de ajuste fiscal muito forte e rápida, com cortes de gastos públicos e privatizações de grandes estatais, o cenário econômico pode agravar-se ainda mais nos próximos dois anos.

“A pretexto de querer resolver uma série de problemas que demandam o longo prazo, como a Previdência e o teto de gastos, o que pode ocorrer é um efeito bumerangue, atingindo os segmentos sociais mais vulneráveis. Os ricos estão se protegendo mandando dinheiro para fora, mas as medidas de austeridade vão atingir o pequeno empresário, o burocrata, o trabalhador, o desempregado. Há um risco de aumentar muito mais a tensão social, que já está elevada”, observa Gonçalves.

Diversificação

Professor de macroeconomia e economia internacional da Universidade Federal Fluminense (UFF) André Nassif diz que os impactos da desindustrialização ainda se manifestam sobre o Brasil. Ele reprova a política de desonerações para determinados setores praticada no primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff, ainda sob pretexto dos estímulos econômicos iniciados em 2009, que reduziu a arrecadação sem resultar em crescimento.

“Esse tipo de política funciona por algum tempo, mas, no longo prazo, gera inflação e baixo crescimento. Não há garantias de que o empresário pegue o dinheiro das desonerações para gerar empregos. A inflação aumenta porque a demanda sobe, sem que a produção acompanhe o crescimento. A solução para o Brasil seria mudar a estrutura da economia, diversificando a produção e recuperando a indústria nacional”, analisa.

Gonçalves, da UFRJ, concorda e acrescenta que a cartelização da economia brasileira prejudica a inovação e os investimentos. “Nenhum grande grupo econômico brasileiro é referência em inovação e tecnologia. Aqui predomina a exploração de recursos naturais e a gestão de carteis, isso vai dos bancos, passando pelos setores do agronegócio, da mineração até pelo mercado imobiliário”, critica.

14 de setembro de 2018

Renda das mulheres é 42,7% menor que a dos homens, diz Pnud

Um dos dados divulgados pelo Pnud aponta que o Brasil é o país da região onde há menor divisão das tarefas domésticas entre homens e mulheres.

Apesar de as mulheres apresentarem melhor desempenho na educação e terem maior expectativa de vida no Brasil, a renda delas é 42,7% menor que a dos homens (10,073 para mulheres contra 17,566 para homens), segundo dados divulgados hoje (13) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A média de renda per capita do país é de 13,755.

Ao apresentar o novo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país e do mundo, o órgão destacou a desigualdade de gênero na taxa que considera o acesso da população à educação, saúde e perspectivas econômicas.

De acordo com o levantamento, no Brasil, enquanto o IDH dos homens é de 0,761, na escala que varia de 0 a 1 ponto, o das mulheres é de 0,755 – quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. A expectativa de vida das brasileiras é de 79,3 anos contra 72,1 anos dos homens. No quesito educação, a projeção de uma menina que entra no ensino em idade regular é permanecer estudando por 15,9 anos e ter uma média de estudo de 8 anos, contra, respectivamente, 14,9 e 7,7 para os meninos.

Países como Uruguai, Venezuela e Argentina mantêm padrões muito mais equitativos entre homens e mulheres, ainda que todos eles sustentem a disparidade econômica por gênero de quase 50% entre a renda de um e outro.

Índice de desigualdade de gênero 

Parte da justificativa pode estar no menor tempo que a mulher dispõe para o mercado de trabalho formal. Um dos dados divulgados pelo Pnud aponta que o Brasil é o país da região onde há menor divisão das tarefas domésticas entre homens e mulheres. De acordo com o levantamento, elas gastam 13,3% mais do tempo em atividades não remuneradas dentro de casa, trabalhando 4,3 vezes mais nestas funções do que os brasileiros. O número ainda pode ser maior, considerando a subnotificação, neste levantamento, do tempo disposto para cuidar de filhos, idosos e familiares doentes.

Com relação à participação política, as mulheres ocupam 11,3% das cadeiras do Congresso Nacional. O número representa o pior resultado da América do Sul e o terceiro pior da América Latina, atrás somente de Belize (11,1%) e das Ilhas Marshall (9,1%). O país com menor IDH do mundo, Níger, tem mais mulheres com assento no Parlamento (17%) do que o Brasil.

Em dois meses, preço de massas e pães subiu 10% no país

A principal explicação para a inflação dos alimentos à base de trigo está na dependência externa que o Brasil tem do produto.

Desde julho, os preços de produtos à base de trigo, como massas alimentícias, pães e biscoitos, além da própria farinha de trigo, já aumentaram em até 10%, segundo estimativas de entidades que representam a indústria do setor no país. O percentual representa cerca de 40 vezes a variação da inflação média dos últimos dois meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,24% entre julho e agosto.

A principal explicação para a inflação dos alimentos à base de trigo está na dependência externa que o Brasil tem do produto combinada com as recentes oscilações do dólar e do preço do produto no mercado internacional. O trigo é um dos poucos grãos que o Brasil tem que importar de outros países para abastecer o mercado doméstico. 

Pelos dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve produzir 5,2 milhões de toneladas de trigo em 2018 e comprar do exterior mais 6,3 milhões de toneladas, a maior parte oriunda da Argentina, seguida de países como Estados Unidos, Paraguai, Uruguai e Rússia.

Foto: Reprodução/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Oscilação de preço

Economistas confirmam o cenário descrito pelos produtores do setor. "No caso do trigo, o Brasil importa mais da metade da demanda interna. Assim, maiores taxas de câmbios terão impacto direto sobre os mercados atacadista e varejista. Além disso, no primeiro semestre de 2018, os preços internacionais subiram, diante da menor oferta mundial. O Brasil também foi impactado pelos maiores preços na Argentina, diante das incertezas quanto ao tamanho da safra desta temporada", explica o professor Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepe), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP).

O preço do trigo, que é um dos principais produtos negociados na Bolsa de Chicago (CME Group), nos EUA, chegou a atingir US$ 197,80 (R$ 819) por tonelada em agosto, o maior valor desde julho de 2015. Na parcial de setembro, o preço caiu um pouco, para US$ 181 (R$ 749,34), mas ainda bem superior à média do início do ano (US$ 158,91/ton em janeiro).   

Além disso, como o preço internacional do produto é calculado em dólar, a desvalorização do real aumenta seu custo de importação. No ano, o dólar se valorizou ante ao real em 22,86%, no acumulado até agosto. Somente no mês passado, essa valorização foi de 8,45%.

Preço por produto

De acordo com Cláudio Zanão, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos industrializados (Abimapi), os maiores aumentos acumulados desde julho afetam principalmente o macarrão e o pão de forma, que tiveram cerca de 10% de aumento no período. Esses alimentos foram os mais afetados porque o volume da farinha de trigo empregada na produção representa entre 60% e 70% do custo final do produto.

No caso do biscoito, cuja farinha de trigo representa cerca de 30% do custo, o aumento no preço foi de cerca de 5% nesse período, de acordo com Zanão. Segundo ele, esses aumentos foram, em média, o repasse da indústria e dos supermercados para o consumidor final no varejo. O dirigente também afirmou que a elevação do preço do trigo ainda não se estabilizou.

“Infelizmente, a má notícia é essa. O trigo aumentou, mas não quer dizer que [o aumento] já acabou. Se o mercado internacional continuar oscilando e o câmbio também continuar oscilando para cima, os preços tendem a aumentar mais”, acrescenta Zanão, para quem esses aumentos já devem estar repercutindo no bolso do consumidor. “Quando você aumenta preço no varejo, diminui o consumo, por isso que supermercado não gosta de aumentar preço, mas já foram reduzidas todas as margens e o repasse começa a ser inevitável”.

O repasse da alta do trigo ao consumidor também está sendo absorvido, em parte, pelos moinhos. “Houve um pequeno repasse no custo do trigo para o mercado interno, mas é difícil porque impacta no consumo e a economia ainda está desacelerada”, reconhece Rubens Barbosa, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

O empresário diz ainda que só não houve uma disparada maior nos preços porque este mês começa a colheita da safra brasileira do produto nos estados Paraná e no Rio Grande do Sul, que são os dois principais produtores do país.

Outros custos

Para o setor de padarias, que comercializa o tradicional pãozinho francês, a oscilação no preço do trigo, apesar de importante, não é a principal preocupação no momento. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), o gasto com mão de obra representa atualmente 40,6% do custo do setor. Gastos com energia elétrica (14,4%) e impostos (15,2%) também são apontados como fatores de custo relevantes nos últimos anos.

A Abip diz ainda que não orienta o repasse de nenhum tipo de aumento de preço ao consumidor final, já que essa decisão cabe exclusivamente aos donos de padaria. Ainda segundo a entidade, mais de 41 milhões de pessoas passam pelas 70 mil padarias do país, diariamente. O segmento emprega 2,6 milhões de trabalhadores direta e indiretamente.

Crise na Argentina

Outro fator que preocupa a indústria brasileira é o agravamento da crise econômica na Argentina, que vive superdesvalorização de sua moeda, o peso, o que fez com o que o governo de lá decidisse aplicar um imposto de exportação ao setor agrícola. Mais de 80% do trigo importado pelo Brasil vêm justamente do país vizinho.

“A situação continua incerta. Até dois dias atrás, ainda não estava certo se os contratos que tinham sido negociados antes dessas medidas do governo argentino seriam afetados ou não”, aponta Rubens Barbosa, da Abitrigo.

Na semana passada, o presidente da Argentina, Maurício Macri anunciou a criação de um novo imposto aos exportadores de produtos primários, como grão e minérios, que deverão pagar ao governo quatro pesos para cada dólar vendido. Os exportadores dos demais produtos pagarão uma taxa menor, de três pesos para cada dólar obtido.

Tabela do frete

Além da crise na Argentina, os impactos da nova tabela do frete (Lei nº 13.703/2018) ainda podem ampliar a inflação dos produtos à base de trigo. “O pessoal não está correlacionando muito isso, mas a nova tabela pode ter impacto no preço do trigo também”, aponta Barbosa.

Segundo o professor Lucílio Alves, da Esalq/USP, "as incertezas sobre o impacto que a nova tabela terá sobre os custos da produção travaram as negociações em praticamente todo o mercado de grãos e fibras, impactando também os preços no atacado e varejo".

13 de setembro de 2018

Oito em dez brasileiros acham que automação agravará desigualdade

Brasileiros aparecem em terceiro lugar entre os mais preocupados com o aumento da desigualdade em decorrência da eliminação de empregos com a adoção das máquinas.

Oito em dez brasileiros acham que a entrada de robôs e computadores no mercado de trabalho vai agravar ainda mais as desigualdades entre ricos e pobres no país. A conclusão é de um estudo do centro de pesquisas Pew Research Center divulgado nesta quinta-feira (13).

Além do Brasil, o levantamento do Pew foi feito a partir de dados de outros nove países: Grécia, Japão, Canadá, Argentina, Polônia, África do Sul, Itália, Hungria e EUA. 

Os brasileiros aparecem em terceiro lugar entre os mais preocupados com o aumento da desigualdade em decorrência da eliminação de empregos com a adoção das máquinas. Eles ficam atrás de gregos (87%) e argentinos (86%).

O pessimismo também fica claro na avaliação de que as pessoas teriam mais dificuldade de encontrar emprego. De novo, o Brasil surge na terceira posição, com 83%. Grécia e Argentina lideram nesse quesito.

Para a maioria, muito do trabalho que hoje é realizado por humanos vai ser feito por robôs e computadores nos próximos 50 anos. Nesse sentido, os brasileiros estão entre os que menos veem esse cenário: só 18% acham que definitivamente isso vai ocorrer. Para 61%, a substituição é uma probabilidade.

Em contraste, metade dos gregos (52%) avalia que máquinas definitivamente farão o trabalho de humanos dentro de meio século, percentual bem parecido com o de sul-africanos (45%).

Os brasileiros mais jovens se mostram significativamente mais preocupados que as gerações mais velhas com o impacto da automação no mercado de trabalho. Segundo o Pew, 90% dos que têm entre 18 e 29 anos acham que a automação vai definitivamente acontecer, contra 77% dos que têm entre 30 e 49 anos e 73% dos acima de 50 anos.

O estudo identificou ainda um ceticismo em relação ao benefício econômico trazido pela automação. Em sete dos dez países avaliados, mais da metade da população não acha que a utilização de robôs e computadores em postos de trabalho vai tornar a economia mais eficiente. No Brasil, a fatia é de 47%.

Em nenhum dos países analisados a maioria da população considera que a aplicação de robôs e computadores no mercado de trabalho vai gerar novos empregos e melhorar os salários. 

Os canadenses são os mais otimistas quanto a isso, e só 47% acreditam na associação positiva entre automação e mais trabalho e salário. Os brasileiros empatam com os poloneses em segundo lugar, com 37%.

No recorte por gênero, as brasileiras são mais céticas que os brasileiros: só 32% delas acham que a substituição vai gerar mais emprego e melhores salários, diz o Pew.

O Pew avaliou que a visão mais otimista entre automação e melhora no mercado de trabalho é mais forte entre os que acham que a economia de seus países vai bem. Isso foi observado entre os 42% dos argentinos que avaliam que o país vai bem, e entre os 54% de brasileiros que têm visão positiva da economia.

Já a população mais jovem está significativamente mais preocupada que as gerações mais velhas com o impacto da automação sobre o mercado de trabalho. Segundo o Pew, a inquietação com o tema é mais forte entre brasileiros com idades entre 18 e 29 anos.

O centro também perguntou de quem é a responsabilidade de preparar a força de trabalho para o futuro. Sete em dez brasileiros (74%) acham que o governo deveria compartilhar essa responsabilidade e garantir que eles tenham as habilidades para serem bem-sucedidos. 

Para 73% dos brasileiros, as escolas deveriam desempenhar esse papel, enquanto só 71% acham que eles mesmos são responsáveis por se preparar para o futuro. Por último, 66% atribuem ao empregador essa função.

A OCDE (Organização para o Desenvolvimento Econômico e Social) estima que 14% dos empregos em economias avançadas poderiam estar suscetíveis à automação, e outros 32% poderiam substancialmente ser mudados, afetando as vidas de milhões de trabalhadores.

A Coreia do Sul é um dos países com maior nível de automação, com 600 robôs industriais instalados para cada dez mil trabalhadores em unidades fabris. No Japão, a proporção cai para 300, e nos EUA, para quase 200.

Zona Franca de Manaus consome R$ 24 bi em renúncia fiscal

A recessão acelerou a ocupação desordenada de Manaus, que, com a implantação da ZFM, há 51 anos, viu os 311 mil habitantes que tinha em 1970 superarem os 2 milhões.

Francineide de Souza, 37, foi demitida em 2013 da fábrica de videogames na Zona Franca de Manaus onde trabalhava havia oito anos. Sem emprego fixo desde então, participou, em agosto deste ano, da invasão de um terreno do Distrito Industrial 2, inicialmente destinado a uma empresa. Sua esperança agora, como muitos ali, é conseguir um lote e fugir do aluguel.

Criado no regime militar, o polo industrial amazônico vê os empregos minguarem e a infraestrutura se deteriorar ou nem sequer sair do campo das promessas, processo acelerado pela crise dos últimos seis anos.

"As pessoas ganhavam muito dinheiro, mas sabemos que o distrito industrial caiu", diz Souza, que recentemente se formou em serviço social, vende roupas e cosméticos para sustentar os três filhos. "Na minha família, está todo mundo desempregado."

A crise econômica atingiu em cheio as fábricas da Zona Franca de Manaus, que fecharam cerca de 43 mil postos de trabalho desde 2012 -ou 1 de cada 3 existentes.

No segundo trimestre do ano, a taxa de desocupação na capital amazonense chegou a 17,2%, acima da média nacional de 12,4%. Os dados são do IBGE.

Vista aérea da Zona Franca de Manaus. (Foto: Reprodução/Suframa)

A recessão acelerou a ocupação desordenada de Manaus, que, com a implantação da ZFM, há 51 anos, viu os 311 mil habitantes que tinha em 1970 superarem os 2 milhões.

Vindos sobretudo do interior da Amazônia, os primeiros trabalhadores não tinham onde morar e acabavam tomando terrenos próximos das fábricas. Algumas invasões ganharam nome de empresas da ZFM, como Sharp, e outras, de políticos locais, uma estratégia para ganhar respaldo contra ações de despejo.

"Ficam sem saneamento, sem escola. Fica um povo abandonado pelo poder público", afirma o ex-operário Luis Odilo Reis, presidente do Iaci (Instituto Amazônico da Cidadania), que denuncia casos de corrupção envolvendo a administração pública.

Localizado na zona leste, o Distrito Industrial 2 segue esse tipo de ocupação. A região, uma das mais pobres e violentas da capital amazonense, tem centenas de barracos construídos em áreas invadidas, muitas delas da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), erguidos ao lado de galpões fechados.

A invasão onde está Souza, João Paulo 2º Quarta Etapa, começou no início de agosto. Em dias, o terreno foi todo recortado em lotes –parte deles, à custa de um fragmento de floresta que resistia ali.

A assessoria da Suframa não informou o total de áreas invadidas existente em Manaus.

Resultado do crescimento desordenado, Manaus tem o terceiro pior serviço de esgoto entre as capitais, com apenas 10,2% de cobertura em 2016. Na contramão do país, é um problema que cresce: em 2012, o percentual era de 27,5%, segundo o Instituto Trata Brasil.

Os gargalos de infraestrutura não poupam nem as avenidas que circundam a Honda, a maior fábrica da ZFM, com 5.500 funcionários diretos (no auge, em 2011, eram 12 mil).

Por causa de uma controvérsia entre a Suframa e a Prefeitura sobre a responsabilidade da manutenção, as vias apresentam buracos e rachaduras. Com os diversos galpões vazios, compõem uma imagem de abandono e decadência.

"Ao mesmo tempo em que ganhamos benefícios fiscais para ficar aqui, não tivemos a melhoria esperada em infraestrutura de logística", diz Paulo Takeuchi, diretor de relações institucionais da Honda.

O executivo afirma que a estrutura do porto é a mesma de 42 anos atrás, quando a empresa se instalou na ZFM. Esse e outros entraves, como a falta de pavimentação da BR-319 (que liga Manaus a Porto Velho), fazem com que o tempo de viagem por barco para o Sudeste continue o mesmo, 15 dias, explica Takeuchi.

"Temos uma planta que investe para se modernizar e se tornar mais produtiva, mas não temos a compensação de toda a infraestrutura ainda. O futuro da região se tornará crítico se nós tivermos essa constante redução do benefício sem a contrapartida das melhorias de infraestrutura."

Outra tarefa incompleta da ZFM, que neste ano terá R$ 24 bilhões em isenção fiscal, é o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), aberto em 2002 e mantido pela Suframa.

Dezesseis anos depois, o prédio de 12 mil m? é subutilizado, com áreas como alojamento para pesquisadores e incubadoras desativadas.

O CBA conta apenas com pesquisadores-bolsistas, cujos contratos precisam ser renovados anualmente. São 45 hoje, mas a instituição já chegou a contar com cerca de 120.

Coordenador do CBA, José Luiz Zanirato afirma que há pesquisas importantes em andamento, mas entraves jurídicos têm impedido a assinatura de acordos e a implantação de cadeias produtivas.

Segundo Zanirato, o quadro deve melhorar com o processo de transformação do CBA em organização social (OS), com mais autonomia. Atualmente, o orçamento anual é de cerca de R$ 6 milhões, em parte devolvido ao governo federal sem execução.

Em entrevista à Folha durante passagem por Manaus, o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Jorge, disse que serão investidos R$ 150 milhões na recuperação e revitalização do Pólo Industrial de Manaus. As obras serão executas pela prefeitura.

"O déficit dos últimos anos se combate com planejamento para atrair novos investimentos. Já temos aprovado investimentos, que estão retornando", afirmou o ministro.

"A partir do momento em que você ataca problemas de infraestrutura, de ambiente de negócios e de segurança jurídica do CBA, que tem um papel fundamental de indutor de inovação, isso traz mais segurança para os empresários."

A prefeitura informou que, após a disputa judicial com a Suframa, assumiu a responsabilidade de manter as vias do polo industrial e que realiza a licitação para as obras.

A reportagem procurou o superintendente da Suframa, Appio Tolentino, mas o pedido de entrevista não foi atendido. No cargo há 15 meses, Tolentino é indicado político do senador Omar Aziz (PSD-AM), candidato a governador.

12 de setembro de 2018

Produção e produtividade de soja batem recordes no Piauí, diz Conab

Segundo a Conab, a produção e a produtividade alcançaram aumentos de mais 20%.

A safra de soja no Piauí traz este ano números considerados recordes para a cultura no estado. Os números do último levantamento da safra 2017/18 de grãos, divulgado nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), destaca que a produção e a produtividade alcançaram aumentos de mais 20%.

Nesta safra, a produção total de grãos no Piauí também foi recorde, chegando pela primeira vez a 4 milhões de toneladas. O aumento foi de 17%, com participação de produtos como milho (1,4 milhão t), arroz (118,2 mil t), feijão (93,6 mil t) e caroço de algodão (15,8 mil t).

A colheita de soja, maior responsável pelos bons resultados, deve alcançar mais de 2,5 milhões de toneladas, com crescimento de 23,9%, e produtividade de 3.573 kg/ha, com elevação de 21% em comparação com 2016/17. Também a área cresceu 2,4%, alcançando a marca de 710 mil hectares.

As razões para esses incrementos devem-se ao retorno de áreas antes ocupadas pelo milho na safra passada. As lavouras também apresentaram boa qualidade dos grãos, mesmo com a diminuição do acumulado de chuva nas regiões no período de plantio. 

Segundo o levantamento da Conab, houve ainda pouca incidência de pragas e doenças, permitindo controle relativamente fácil nas aplicações dos defensivos, além da utilização plena de tecnologia no cultivo. A lavoura da leguminosa já está finalizada em todo o estado.

11 de setembro de 2018

Receita regulamenta Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física

Esse cadastro é exigido como forma de controle das contribuições previdenciárias, resultado da atividade econômica de pessoas físicas, ou seja, que não têm Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

A Receita Federal regulamentou o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (Caepef). A Instrução Normativa nº 1828/2018 da Receita foi publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União.

O Caepf substitui o Cadastro Específico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), chamado de CEI.

Esse cadastro é exigido como forma de controle das contribuições previdenciárias, resultado da atividade econômica de pessoas físicas, ou seja, que não têm Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Segundo a Receita Federal, o cadastro entrará em produção de forma facultativa para o contribuinte em 1º de outubro deste ano e será obrigatório em 2019. No período de 1º de outubro de 2018 a 14 de janeiro de 2019 o CEI coexistirá com o Caepf, diz a instrução normativa.


Foto: Agência Brasil

Obrigatoriedade

Estão obrigadas a inscrever-se no Caepf as pessoas físicas que exercem atividade econômica nas seguintes situações: contribuinte individual; quem tem segurado que lhe preste serviço; produtor rural cuja atividade constitua fato gerador da contribuição previdenciária; titular de cartório; e pessoas que compram produção rural para venda no varejo.

Para fazer a inscrição no Caepf, a pessoa física deve acessar o portal do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) ou ir a uma das unidades de atendimento da Receita.

A inscrição no Caepf deverá ser efetuada no prazo de 30 dias, contados do início da atividade econômica exercida pela pessoa física.

Indústria recua em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em julho

As maiores quedas foram observadas em Goiás (2,1%), Paraná (1,3%), São Paulo (1,1%) e Minas Gerais (1%).

A produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de junho para julho deste ano. As maiores quedas foram observadas em Goiás (2,1%), Paraná (1,3%), São Paulo (1,1%) e Minas Gerais (1%).

Também tiveram quedas acima da média nacional (0,2%), os estados do Mato Grosso (0,9%) e do Rio de Janeiro (0,3%). Outros recuos foram observados no Ceará e em Pernambuco, ambos de 0,2%.

Por outro lado, tiveram crescimento as produções do Espírito Santo (5,8%), Rio Grande do Sul (4,6%), Pará (2,7%), Amazonas (2,5%), Santa Catarina (1,9%) e Bahia (1%). A Região Nordeste que é avaliada em conjunto teve uma alta de 0,5%.


Foto: Agência Brasil

Outras comparações

Na comparação com julho de 2017, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais, com destaque para o Rio Grande do Sul (13,9%) e Pará (13,7%). Nos outros três locais, a maior queda foi registrada em Goiás (4,9%).

No acumulado do ano, houve alta em 11 dos 15 locais, sendo a maior delas no Amazonas (14,1%). Dentre os quatro locais em queda, se destacam Goiás (3,8%) e Espírito Santo (3,7%).

Já no acumulado de 12 meses, houve taxas positivas em 13 dos 15 locais, com destaque para o Amazonas (11,3%) e o Pará (10%). Dois locais tiveram recuo na produção: Espírito Santo (2,3%) e Minas Gerais (0,8%).

Cultura do consumismo impede cidadãos de pouparem dinheiro

Segundo pesquisa do CNDL, apenas 18% dos brasileiros pouparam dinheiro no mês de junho

Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas 18% dos brasileiros pouparam dinheiro no mês de junho. Em média, o valor guardado foi de R$ 520, aponta o indicador. A maioria dos entrevistados na pesquisa, o que corresponde a 73%, afirmou ter terminado o mês sem nenhuma reserva. E as justificativas são muitas. Entre elas, a renda muito baixa (44%), o que inviabiliza guardar dinheiro. Outros motivos apontados foram imprevistos (17%), ausência de renda por desemprego (15%) e reconhecimento de descontrole sobre os próprios gastos (14%).

A estudante Juliana Andrade faz parte dessa estatística e diz que não tem o hábito de poupar, dificuldade compartilhada com sua mãe. Ela conta que apenas o pai dela se organiza mais nesse sentido. “Eu gasto muito. Meu pai é que ainda tenta fazer com que a gente tenha uma disciplina na questão financeira. Ele gosta de ler livros sobre educação financeira e pede pra gente ler também em casa, eu e minha mãe, porque a gente não poupa muito. Eu tenho uma grande dificuldade de poupar. Se eu pego em dinheiro, na mesma hora que eu vejo qualquer besteira, eu compro. Às vezes, eu nem preciso”, confessa.

Contudo, o economista Stefano Lopes explica que a dificuldade de economizar não é apenas em decorrência da crise econômica ou desemprego. Ele reconhece que a crise agrava essa dificuldade, porque muita gente perde o emprego ou, quando consegue se alocar no mercado, fica em uma função onde ganha menos do que antes. “É obvio que a crise tem um impacto nisso, mas a razão principal não é essa. A grande dificuldade das pessoas em poupar dinheiro vem da própria cultura, que geralmente não temos uma cultura de poupar, economizar. A cultura que prevalece hoje em dia é a do consumo”, analisa.

Stefano lembra que existe muita informação de incentivo ao consumo circulando. Algumas delas são propagandas mostrando descontos, frete grátis em compras na internet e parcelamento sem juros no cartão de crédito. Para ele, todo esse apelo da mídia leva às pessoas ao consumismo e não à economia.

“Se você junta um ambiente onde não há a cultura de economizar e cada vez mais a tecnologia lhe impulsiona para o consumismo, é claro que dificulta você conseguir poupar”, destaca.

Outro fator que Stefano enfatiza é a falta de uma orientação na família. “Pais e mães não têm esse domínio sobre conhecimento de economia doméstica e educação financeira. Por isso, os filhos acabam não aprendendo”, assinala, acrescentando que observa que algumas escolas, tanto da rede pública quanto da privada, têm se atentado para isso, passando a trabalhar educação financeira dentro do currículo escolar.

10 de setembro de 2018

Petrobras reduz estimativa da dívida líquida para US$ 69 bilhões

Presidente informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017.

A previsão da dívida líquida da Petrobras para este ano é de US$ 69 bilhões, montante abaixo do registrado em 2017, de US$ 85 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ivan Monteiro, após encontro anual com investidores em São Paulo.

Ele informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017. Esse resultado mostra que ficou para trás os prejuízos registrados em 2015 (US$ 8,6 bilhões) e em 2016 (4,3 bilhões), disse Ivan Monteiro.

De acordo com o presidente da estatal, a companhia tem mantido uma administração com mais transparência, em sintonia com os interesses dos investidores, adotando uma política de preços alinhada com o mercado internacional e recorrendo a estratégia de proteção como operações de hedge para obter bons resultados.

Entre os fatos para justificar esse mecanismo de proteção por meio do mercado de capitais, citou a volatilidade cambial característica desse período de eleições para a sucessão presidencial no país e adventos climáticos externos que sempre pressionam as cotações dos derivados de petróleo.

O executivo também informou que a empresa tem recebido equipes econômicas de candidatos à Presidência da República. Sem citar os nomes, revelou que a esses interlocutores têm sido repassadas dados do bom desempenho da estatal entre os quais os que vêm sendo obtidos por meio da produção do pré-sal, que atingiu uma média diária de 1,38 milhão de barris, no primeiro semestre deste ano.

Eletrobras vai reabrir programa de demissão voluntária em outubro

Empresa propõe pagar multa do FGTS, somada ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio.

A Eletrobras vai reabrir em outubro o Plano de Demissão Consensual (PDC). Segundo o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, o objetivo é desligar cerca de 2,4 mil funcionários que são um excedente de mão de obra no momento. “A tecnologia que é mais avançada, a padronização e a organização dos processos vão permitir ao grupo Eletrobras, como um todo, reduzir em torno de 2,4 mil empregados”, disse o presidente sobre as razões que tornam o quadro maior do que o necessário. Ferreira participou hoje (10) de um almoço com empresários na capital paulista.


Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)


Na primeira etapa do PDC, houve adesão de 736 empregados. Ferreira disse que espera terminar a gestão na empresa com um quadro de funcionários reduzido à metade do que quando assumiu o cargo. De acordo com ele, eram 24 mil empregados em junho de 2016. Com as privatizações e programas de demissão, Ferreira pretende entregar a companhia com 12 mil funcionários no início do ano que vem.

A empresa propôs o pagamento da multa do FGTS, somado ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio, além de cinco anos de plano de saúde para quem aderir ao plano de demissão.

Privatização

A próxima etapa no programa de privatizações da Eletrobras é a venda da Amazonas Distribuidora de Energia, prevista para o dia 26 de setembro. O negócio evitaria, segundo Ferreira, um processo de liquidação da empresa. “É o pior que pode acontecer”, disse sobre a medida que, de acordo com ele, prejudicaria funcionários e credores. Das seis distribuidoras que eram controladas pela estatal, quatro já foram leiloadas.

A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) teve o leilão suspenso devido a uma decisão judicial do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), impedindo a venda da companhia, após ação movida pelo governo de Alagoas.

Ferreira defendeu, no entanto, que a Eletrobras deve vender parte de suas ações para se capitalizar e ter dinheiro para fazer os investimentos necessários no setor elétrico brasileiro. “É uma companhia que tem tamanho, representação, que deveria demandar investimentos na casa de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. E hoje ela tem capacidade, mesmo arrumada, de R$ 4 bilhões”, afirmou.

Para ele, as possibilidades da empresa como estatal se esgotaram. “Eu acho que a companhia avançou muito e pode avançar mais, mas não como estatal”, ressaltou.

Bolsa sobe pelo segundo pregão consecutivo após ataque a Bolsonaro

Nesta segunda, o banco BTG divulgou nova pesquisa de intenção de votos, realizada por telefone no final de semana. Bolsonaro alcança 30% das intenções de voto, ante os 26% registrados há uma semana.

A Bolsa brasileira abriu em alta nesta segunda-feira, ampliando os ganhos registrados após o ataque ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). Ele foi esfaqueado na quinta-feira (6), durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Às 10h30, o Ibovespa era negociado em alta de 0,91%, a 77.118 pontos.

"Como o mercado mostrou no final da sessão de quinta-feira, a consolidação de Bolsonaro no segundo turno parece agradar investidores", escreveu Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Nesta segunda, o banco BTG divulgou nova pesquisa de intenção de votos, realizada por telefone no final de semana. Bolsonaro alcança 30% das intenções de voto, ante os 26% registrados há uma semana. Ciro Gomes (PDT) aparece na segunda posição com 12% das indicações, mas empatado na margem de erro com Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), os três com 8% da preferência dos eleitores. Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) têm cada um 3% das intenções de voto.

O levantamento, registrado no TSE sob o número o BR-01522/2018, ouviu 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiança de 95%.

"Ainda é bastante difícil conjecturar quais os ganhos (para Bolsonaro) e as perdas para os demais. Muito provavelmente as próximas pesquisas Datafolha e Ibope devem trazer muito ruído e não devem serem tomadas a valor de face (vide 2014)", escreveu a equipe da Guide Corretora nesta manhã.

Na noite desta segunda-feira (10) será divulgada pesquisa Datafolha coletada também após o ataque a Bolsonaro e a primeira do instituto sem o ex-presidente Lula, impedido de concorrer por decisão da Justiça. Estão previstas ainda nova pesquisa Ibope na quinta-feira (13) e novo Datafolha na sexta (14).

Vitória é a capital com mais famílias com dívidas em atraso

A análise da FecomércioSP é feita com base em informações do Banco Central, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Vitória, no Espírito Santo, é capital brasileira com mais famílias com dívidas em atraso, aponta a 8ª edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, divulgada hoje (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Quase metade da população da capital capixaba (49%) têm débitos não-pagos. Considerando todas as capitais, o percentual é de 26%. Os dados são relativos a 2017.

A cidade de Porto Alegre está em segundo lugar, com 46% das famílias com dívidas em atraso, seguida por Macapá (43%), Boa Vista (42%) e Manaus (38%).

A análise da FecomércioSP é feita com base em informações do Banco Central, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As famílias de João Pessoa são as que menos têm dívidas em atraso, com 5%. Em seguida, estão os brasilienses (11%), as famílias de Porto Velho e Palmas, ambas com 13%, e Teresina, com 14%. O valor médio mensal das dívidas é de R$ 2.766 em Belo Horizonte, que tem o maior valor. Belém, por sua vez, tem o menor valor médio mensal, com R$ 623.

Considerando o volume de famílias endividadas – não necessariamente as que estão com pagamento em atraso -, Curitiba lidera o ranking, tendo 91% acessado algum crédito. Boa Vista é segunda colocada, com 83%, seguida por Florianópolis (80%), Natal (79%) e Brasília (79%). As capitais com menor nível de endividamento são Goiânia (38%), Belém (40%), Salvador (51%), Porto Velho (52%) e Teresina (52%).

“À primeira vista aquilo que pode parecer pejorativo, na realidade, quanto maior o número de famílias endividadas, melhor, porque nenhuma economia do mundo consegue subsistir sem tomada de crédito”, explicou Altamiro Carvalho, economista da FecomércioSP. Ele destaca que os números refletem a retomada gradual da economia. Outro fator positivo considerado por ele é que a parcela da renda familiar comprometida com a dívida está em torno de 30%, na média nacional, que é considerado “sob controle”.


Capitais que têm as famílias com maior comprometimento da renda mensal são Teresina e Boa Vista (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Capitais

As capitais que têm as famílias com maior comprometimento da renda mensal são Teresina e Boa Vista, com uma parcela da renda mensal de 43%. Belo Horizonte é a segunda colocada com 40%, seguida por Brasília (35%) e Fortaleza (34%). João Pessoa tem as famílias com menor parcela da renda mensal comprometida, com 11%, seguida de Belém (13%), Vitória (21%), Cuiabá (24%) e Aracaju (25%).

O estudo mostra também uma melhora no rendimento total das famílias em 2017 na comparação com 2015. A radiografia faz o comparativo com 2015 por considerar que este foi o período transitório de início da recuperação econômica. A massa total de rendimentos atingiu R$ 277,9 bilhões no mês de dezembro, alta de 5,5% em relação aos R$ 263,3 bilhões de dezembro de 2015. Considerando a elevação de 1,6% no número total de famílias nesse mesmo período, a renda média mensal familiar passou de R$ 4.250,37 para R$ 4.416,95, uma alta de 3,9%.

Para os economistas da FecomercioSP, três fatores explicam a recomposição da renda no período: forte queda da inflação (de 10,67% em 2015 para 2,95% em 2017); avanço na taxa de ocupação, embora concentrada no mercado informal; e aumento da massa de rendimento dos aposentados.

08 de setembro de 2018

Desvalorização do peso deixa viagem para Argentina até 20% mais barata

A queda nos preços é oportunidade para o país vizinho retomar a liderança em viagens internacionais

A desvalorização do peso argentino - que passou dos 100% nos últimos 12 meses - barateou os preços dos pacotes de viagem e colocou a Argentina novamente no topo dos países mais atraentes para os brasileiros que buscam uma viagem internacional mais barata.

Na cotação da última quinta-feira (6), era preciso de 37 pesos argentinos para comprar US$ 1.

De acordo com levantamento feito pela agência de turismo CVC, os preços de serviços, como hospedagem e passeios, já caíram quase 20% desde o início da desvalorização do peso argentino.

Os preços mais atraentes devem fazer com que aumente o número de brasileiros embarcando para o país vizinho.

Segundo Rodrigo Vaz, diretor de produtos internacionais da CVC Corp para Américas e Caribe, a queda nos preços é oportunidade para o país vizinho retomar a liderança em viagens internacionais, posto que foi perdido para os Estados Unidos, há três anos".

De acordo com Magda Nassar, presidente em exercício da ABAV (Associação Brasileira das Agências de Viagens), Buenos Aires sempre foi uma das primeiras escolhas dos turistas brasileiros que iriam fazer sua primeira viagem internacional.

Nos últimos anos, outras cidades argentinas como Bariloche têm atraído atenção. "O brasileiro já é um viajante de esqui e as estações de Bariloche tem sido cada vez mais procuradas", afirma.

O Airbnb também registrou aumento nas buscas por casas no país. Somente em agosto, a rede registrou um aumento de 55% no número de brasileiros em Buenos Aires, em comparação com o mesmo período de 2017.

Magda aponta que a valorização do dólar pode, em alguns casos, baratear as passagens aéreas. "Dá para encontrar passagem para Buenos Aires por US$ 150", diz. Ela explica que a alta do dólar, associada ao período de crise, reduziu o número de passageiros, levando as companhias aéreas a fazerem promoções para poder "encher" os aviões.

"O brasileiro é o principal turista da Argentina e também o que mais gasta. É interessante para todo o setor manter preços baixos para atrair esses consumidores", diz.

O caminho inverso, porém, preocupa os especialistas. Os argentinos buscam as praias brasileiras no início do ano e, segundo Magda, de janeiro a março deste ano o movimento no setor foi positivo.

"Tivemos um bom movimento no primeiro trimestre de 2018, mas com a recente subida do dólar, pode ser que o setor registre uma queda no fim do ano", afirma Magda. "Por isso, nós não podemos perder também os turistas argentinos".

De acordo com o Ministério dos Transportes da Argentina, pela primeira vez em 16 anos, o número de voos domésticos foi menor do que os internacionais em agosto, evento causado pela alta desvalorização do peso.

07 de setembro de 2018

Telefonia celular alcança 98,2% da população brasileira

Apesar da abrangência do serviço de telefonia móvel, os dados mostram que ainda existem municípios no país que contam apenas com a tecnologia 2G, que não permite o acesso à internet.

Os serviços de telefonia móvel atingem 98,2% da população brasileira, mas 3,8 milhões de brasileiros, que moram em distritos fora da sede dos municípios, não têm acesso aos serviços de telefone celular. Os dados constam de levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgados hoje (6) pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

Apesar da abrangência do serviço de telefonia móvel, os dados mostram que ainda existem municípios no país que contam apenas com a tecnologia 2G, que não permite o acesso à internet.

Com relação as tecnologias 3G e 4G, que permitem acesso móvel à internet, os dados mostram que a cobertura de 3G está em 5.301 municípios, onde moram 99,3% da população brasileira, e o 4G já chega em 4.122 municípios brasileiros, onde moram 94,4% da população, segundo a Telebrasil.


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Essa cobertura está muito além das metas: a do 4G é quase quatro vezes superior à última obrigação, de 1.079 municípios, e a meta atual de 3G é de 3.917 municípios”, afirmou a Telebrasil.

A associação justificou o fato de ainda não haver a universalização dos serviços 3G e 4G, com o argumento de que as regras definidas pelo órgão regulador preveem o atendimento de 80% da área urbana do distrito sede e mais uma faixa de 30 quilômetros além dos limites do distrito sede. “Distritos que estiverem fora dessa área não estão nas obrigações de cobertura”, disse.

06 de setembro de 2018

Petrobras poderá manter preço da gasolina estável por até 15 dias

A nova ferramenta foi anunciada pelo diretor financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia.

A Petrobras anunciou hoje (6), no Rio de Janeiro, um mecanismo financeiro que permitirá manter o preço da gasolina estável por até 15 dias.

Chamado de mecanismo de hedge, ele será opcional e visa reduzir a volatilidade [variação] do preço do combustível sem afetar o resultado financeiro da estatal.

A nova ferramenta foi anunciada pelo diretor financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia, e pelo diretor de refino e gás natural, Jorge Celestino, que concederam uma entrevista para explicar a decisão.

O mecanismo é resultado de uma evolução na precificação de combustíveis no Brasil e não altera a política de preços da Petrobras, disseram.

"Em momentos de maior volatilidade, a gente tem a possibilidade de usar esses instrumentos de modo que o resultado financeiro da companhia não se altere", afirmou Grisolia.

Preços podem ser contidos

Em vez de reajustar os preços diariamente, a Petrobras poderá segurá-los por um período de, no máximo, 15 dias, realizando operações financeiras no exterior.

Ao final do período, o reajuste aplicado será sempre igual ao resultado das variações diárias do barril de petróleo e do câmbio, de modo que a Petrobras mantenha a paridade com os preços no mercado internacional.

Segundo Rafael Grisolia, realizar essa operação por um período maior do que 15 dias impactaria os resultados da Petrobras.

A decisão já foi anunciada para o mercado e está em vigor, segundo os diretores, com o instrumento à disposição da Petrobras a partir de hoje.

Receita enviará carta a 22 mil contribuintes com suspeita de sonegação

Multas podem chegar a 225%, além de representação ao MPF.

A Receita Federal enviará cartas a 22.299 contribuintes com suspeita de sonegação fiscal. O total de indícios de sonegação para o período de setembro de 2013 a dezembro de 2017 é de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, informou hoje (5), em Brasília, o órgão.

Segundo a Receita, foram encontradas inconsistências entre informações prestadas por empresas na Guia de Recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e de Informações à Previdência Social (Gfip) e as apuradas pela fiscalização.

Se as inconsistências forem confirmadas, os contribuintes terão que encaminhar Gfip retificadora e efetuar o recolhimento das diferenças de valores de Contribuição Previdenciária, com acréscimos legais.

“Os indícios constatados no referido projeto surgiram a partir do cruzamento de informações eletrônicas, com o objetivo de verificar a regularidade do cumprimento das obrigações previdenciárias, relativas à contribuição patronal destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (Gilrat), incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados”, diz a Receita, em nota.


Foto: Agência Brasil

Multas podem chegar a 225%

Acrescenta que mesmo as empresas que não receberem as cartas, ao identificar equívoco na prestação de informações ao Fisco, podem também fazer a autorregularização, evitando, assim, autuações com multas que chegam a 225%, além de representação ao Ministério Público Federal por crimes de sonegação fiscal, entre outros.

A autoregularização pode ser feita até o dia 31 de outubro de 2018.

As inconsistências encontradas pelo Fisco, bem como orientações para a autorregularização, podem ser consultadas na carta enviada pela Receita Federal para o endereço cadastral constante do sistema de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

A Receita informa ainda que, para confirmar a veracidade das cartas enviadas, foi encaminhada mensagem para a caixa postal dos contribuintes, que podem ser acessadas por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), no endereço.

Após aumentos, Petrobras altera política de preços da gasolina

Em nota, a estatal informou que o objetivo da mudança é "aumentar os períodos de estabilidade no preço da gasolina por prazos curtos".

Após uma sequência de aumentos, a Petrobras decidiu alterar sua política de preços da gasolina. A estatal informou nesta quinta (6) a criação de um mecanismo para manter os preços estáveis por prazos de até 15 dias.
Desde o dia 18 de agosto, o preço da gasolina vendida pelas refinarias da estatal acumula alta de 12%, pressionado pela desvalorização cambial. Já o preço do diesel está tabelado pelo programa de subvenção do governo federal.
Em nota, a estatal informou que o objetivo da mudança é "aumentar os períodos de estabilidade no preço da gasolina por prazos curtos".


Foto: Agência Brasil

"A companhia entende ser importante conciliar seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral", disse a companhia. 
Os preços podem ser mantidos por prazos de até 15 dias. Desde julho de 2017, a companhia vem praticando preços diários. "Isso não altera nossa política de preços", disse o diretor financeiro da companhia, Rafael Grisolia.
"A Petrobras escolherá os momentos em que aplicará o instrumento, considerando a análise de conjuntura, em cenários de elevada volatilidade do mercado", diz a companhia, afirmando que o preço continuará sujeito a mudanças até diárias, já que o novo mecanismo será utilizado de forma opcional.

Celetistas poderá fazer empréstimo consignado

Crédito que só era possível para servidores públicos, agora se estende aos trabalhadores com carteira assinada e deve movimentar a economia

Diante da instabilidade econômica do Brasil, as possibilidades de crédito foram reduzidas substancialmente. Mas para movimentar este cenário, a Caixa Econômica Federal anunciou que os trabalhadores do setor privado, com carteira assinada, passarão a contar com empréstimo consignado a partir do dia 26 de setembro. A garantia para a operação será o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Em caso de demissão sem justa causa, o banco receberá até 10% do saldo da conta e 40% da multa por rescisão, limitado ao saldo devedor do empréstimo.

A quantia ficará separada na conta do FGTS do trabalhador até que o empréstimo seja quitado, mas continuará a render normalmente. Até o momento, apenas servidores públicos eram aptos a pedir empréstimo consignado pela Caixa.

Em entrevista ao Jornal O DIA, o economista Fernando Galvão avalia que a iniciativa pode ser bastante positiva, tornando-se uma alternativa mais interessante que o cartão de crédito ou cheque especial. “A gente está em um momento econômico de crise e de elevados índices de desemprego. A capacidade de consumo está afetada pela queda de renda e há dificuldade de acessar o crédito. Isso reduz o consumo. Quando a Caixa formata uma opção de crédito consignado, com o FGTS funcionando como garantia, mesmo para quem tenha uma renda baixa, o banco pode praticar esse crédito a um juros mais baixo que o cartão de crédito ou cheque”, explica Galvão.


Modalidade se torna uma alternativa mais interessante que o cartão de crédito ou cheque especial. Foto: ODIA

Como usar

O economista avalia que o empréstimo consignado pode ser usado para quitar dívidas, pelos juros mais baixos, especialmente naqueles casos onde as parcelas do cartão ou a dívida do cheque especial já se tornaram uma bola de neve. Galvão aconselha o potencial contratante desse empréstimo a usar o dinheiro para pagar o cartão de crédito ou o cheque especial, fazendo a “troca de uma taxa de crédito mais alta pela mais baixa”. A diferença é enorme entre essas taxas de juros. Em média, o crédito especial é 300% ao ano.

Assim, o dinheiro precisa ser utilizado com um propósito, neste caso a gestão de dívidas. Outra finalidade pode ser uma reforma na casa, por exemplo. O importante é que “o objetivo gere um ganho de longo prazo”, complementa o especialista.

“[Em nível estadual] a nossa capacidade de consumo está muito reprimida desde a crise. Uma possibilidade dessas pode dar um aquecimento no comércio. No caso, [essa liberação de crédito pela Caixa] é uma coisa similar ao reflexo que teve quando o governo liberou a quitação do FGTS. O problema é que não é estímulo de longo prazo, mas algo efêmero”, conclui o economista Fernando Galvão.

Linha de cosméticos piauiense se destaca por usar matéria-prima regional

Produtos foram desenvolvidos especialmente para tratamentos de caspa, seborreia, queda de cabelo e crescimento dos cabelos

A procura por cosméticos naturais e produzidos com menos compostos químicos é uma tendência crescente na atualidade. E a empresária Glória Lages desenvolveu uma linha de produtos capilares que atendem às necessidades desse público. Os produtos foram desenvolvidos para caspa, seborreia, queda de cabelo e crescimento dos cabelos.

“A linha Ornat nasceu por uma necessidade e curiosidade. Sempre fui amante de tudo natural. Nascida no campo, passei a minha infância vendo meu pai curar os animais com ativos do campo. (...) Estamos atravessando uma onda de produtos naturais e a linha é toda derivada de ativos naturais. Quando você diz que a matéria-prima é do Piauí, está valorizando o que é nosso”, destaca Glória, que é proprietária de um salão de beleza e se especializou em tratamento do couro cabeludo.

Estudos

A linha foi idealizada com o objetivo de usar produtos do Piauí para desenvolver tratamentos capilares baseados no princípio ativo dessas plantas, como o bacuri, pequi, óleo de coco babaçu e melão São Caetano. Uma química, em Salvador, estudou a matéria-prima levada por Glória para desenvolver a fórmula a partir do que foi idealizado pela empresária. Quando a fórmula foi concluída, a linha também passou por um estudo científico em São Paulo, onde foi aprovada.


A empresária Glória Lages também desenvolveu uma linha própria para cabelos cacheados, que é à base de linhaça. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

O processo de desenvolvimento da linha durou cerca de um ano e meio e ela já está no mercado há cinco anos. A empresária terceirizou a produção em uma indústria de Salvador e a linha é certificada pela Anvisa e dermatologicamente testada.

Variedade

Entre os produtos, a linha de tratamento é a mais procurada. O bacuri, por exemplo, tem alto poder anti-inflamatório, de regeneração e cicatrização da pele. É indicado especialmente para tratar o couro cabeludo, segundo Glória, como em casos de psoríase. A linha é completa e conta com shampoo, esfoliante de couro cabeludo, pasta de argila e máscaras capilares. Estão disponíveis a linha profissional (que requer um treinamento para trabalhar) e a linha para uso do cliente.

“Os produtos podem ser usados por crianças, gestantes e vendemos muitos para pessoas em tratamento contra o câncer. Não significa, nesses casos, que o cabelo vai deixar de cair, mas que o crescimento será acelerado pelo uso dos produtos indicados. Não tem contraindicação”, esclarece a empresária.

Outra linha de produtos é indicada para as cacheadas e eles são desenvolvidos à base de linhaça.

05 de setembro de 2018

Senado aprova medida provisória que mantém desconto do diesel

Pelo texto aprovado, cada litro de diesel tem subsídio de R$ 0,30 do governo até o dia 31 de dezembro. A medida deve custar R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) a medida provisória (MP) que trata do subsídio ao diesel e mantém o desconto sobre o combustível até o final deste ano. Já aprovado pela Câmara, o texto segue para a sanção presidencial.

Por se tratar de medida provisória, o projeto já estava valendo desde a apresentação pelo governo, em maio, mas dependia da aprovação da Câmara e do Senado para continuar em vigor.

Pelo texto aprovado, cada litro de diesel tem subsídio de R$ 0,30 do governo até o dia 31 de dezembro. A medida deve custar R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos.


Senado Federal aprovou medida provisória que mantém subsídio ao óleo diesel (Foto: Divulgação)


O intuito da proposta foi de baixar o preço do combustível nos postos. A subvenção foi instituída após paralisação de caminhoneiros em maio.

Em meio a um novo rumor de paralisação da categoria, o governo e o Congresso correram para aprovar nesta semana a medida, que perderia a validade em 10 de outubro.

Com atividades paralisadas há quase um mês por conta da campanha eleitoral, Câmara e Senado retomaram os trabalhos nesta semana para a votação de projetos. Novas sessões de plenário só serão feitas novamente a partir de 9 de outubro, depois do primeiro turno das eleições.

No Senado, o projeto foi aprovado em rápida votação simbólica - sem registro nominal dos votos.

Durante a tramitação do texto na Casa, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), relator do texto, chegou a propor uma prorrogação do prazo da subvenção, mas depois recuou.

O deputado defendia que a vigência do benefício valesse também nos primeiros meses de 2019. Para ele, o encerramento no fim deste ano vai causar constrangimento para o presidente eleito, que toma posse no dia 1º de janeiro.

Apesar dessa avaliação, ele foi convencido pelo governo a não alterar o prazo porque não há fonte de recursos no orçamento do ano que vem para que o subsídio seja mantido.

No texto aprovado, foi incorporado o detalhamento de que o benefício será concedido apenas ao diesel rodoviário. Na primeira MP, a falta de especificação gerou interpretações de que o subsídio poderia ser dado, por exemplo, ao diesel marítimo.

Saída de dólares em agosto supera entrada em US$ 4,250 bilhões

O fluxo de dólares Brasil ocorre tanto por meio do comércio exterior como pelos investimentos de estrangeiros.

Depois de quatro meses seguidos de entrada de dólares, o Brasil registrou saída da moeda em agosto, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (5), em Brasília.

No mês passado, saíram mais dólares do país do que entraram. O saldo negativo chegou a US$ 4,250 bilhões. De janeiro a agosto, o saldo ficou positivo em US$ 24,178 bilhões.

dólar


Mais dólares saíram do que entraram no país em agosto. Saldo negativo é de US$ 4,250 bilhões (Arquivo/Agência Brasil)


O fluxo de dólares Brasil ocorre tanto por meio do comércio exterior como pelos investimentos de estrangeiros.

Em agosto, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) foi o segmento responsável pelo saldo negativo. O déficit chegou a US$ 9,802 bilhões.

Já o fluxo comercial (exportações e importações) ficou positivo em US$ 5,552 bilhões em agosto.

No acumulado de oito meses, o segmento financeiro ficou negativo em US$ 12,269 bilhões, e o comercial, positivo em US$ 36,447 bilhões.

O fluxo de dólares no país pode influenciar a cotação da moeda. Com menos dólares no mercado, como ocorreu em agosto, a tendência é de aumentar a cotação.

Fatores influenciam cotação

Quando há mais dólares, a influência pode ser a redução da cotação. Entretanto, outros fatores também afetam o valor da moeda americana: o cenário externo e interno.

Atualmente, as incertezas eleitorais têm influenciado a cotação internamente, e, no cenário externo, a crise comercial entre Estados Unidos e a China e o aumento dos juros americanos, atraindo capital para aquele país, também afetam a cotação da moeda no Brasil.

Em agosto, a moeda norte-americana fechou com alta de 8,45% com relação ao real.

O dólar acumula no ano uma alta de 22,86%. No último dia do mês (31), a moeda chegou a R$ 4,072 para venda, com queda de 1,78% depois de atingir, nos dias anteriores, o segundo maior patamar do Plano Real, cotada a quase R$ 4,15.

As intervenções do BC também geram efeitos na cotação da moeda.

O BC atua para conter fortes oscilações e oferecer proteção cambial (hedge) às empresas. Em agosto, o BC fez rolagem (renovação) de swaps cambiais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) e ofertou novos contratos desse tipo.

O BC também fez rolagem de vencimentos de contratos de leilão de linha, quando há venda de dólares das reservas internacionais do Brasil com compromisso de recompra mais adiante.

04 de setembro de 2018

Produção de petróleo e gás da Petrobras tem pequeno recuo em julho

No resultado acumulado no ano, no entanto, a produção média diária da companhia está em 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras fechou o mês de julho com pequena queda em relação a junho deste ano, incluindo líquidos de gás natural (LGN). Foram produzidos 2,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás natural), dos quais 2,5 milhões no Brasil e 102 mil no exterior.

Os dados indicam que a produção de petróleo equivalente no país e no exterior fechou com ligeira queda de 0,8% de junho para julho. No resultado acumulado no ano, no entanto, a produção média diária da companhia está em 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, mesmo volume médio previsto no Plano de Negócios da estatal.


Foto: Agência Brasil

As informações foram divulgadas hoje (4) pela companhia e indicam que a produção total operada (parcela própria e dos parceiros) chegou a 3,3 milhões de barris de petróleo e de gás natural. Desse total, 3,17 milhões barris de óleo equivalente foram extraídos no Brasil. Segundo a Petrobras, em relação ao mês anterior, houve uma redução na produção de ambos os produtos,

“Principalmente em função da cessão de 25% da participação do campo de Roncador para a Equinor, ocorrido em 14 de junho, e da parada da plataforma de Mexilhão para inspeções de segurança e melhoria da infraestrutura de escoamento de gás do pré-sal”, disse a estatal.

A Petrobras ressaltou, no entanto, que apesar da queda, a produção em 2018 “segue em linha com a meta divulgada no Plano de Negócios e Gestão 2018-2022".

Vendas dos supermercados crescem 1,91% em sete meses

Em julho, as vendas registraram crescimento de 1,12% em relação a junho e alta de 0,30% na comparação com o mesmo mês de 2017.

As vendas do setor supermercadista cresceram 1,91% de janeiro a julho em grande parte do país, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje (4), em São Paulo.

Em julho, as vendas registraram crescimento de 1,12% em relação a junho e alta de 0,30% na comparação com o mesmo mês de 2017.

Segundo os dados apurados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 1,45% na comparação com junho e, quando comparadas a julho do ano anterior, crescimento de 4,78%.

No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,34%.


Faturamento dos supermercados aumentou 1,91% de janeiro a julho. Setor espera vender mais no segundo semestre (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Economia em recuperação lenta

“O resultado real acumulado mostra uma desaceleração no ritmo das vendas do setor. A recuperação da economia ainda é lenta, embora a taxa de desemprego esteja em queda, ainda atinge cerca de 13 milhões de brasileiros economicamente ativos, o que impacta diretamente no poder de compra das pessoas. Mas, nossas expectativas para os próximos meses são boas, com o pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados e a liberação do PIS/Pasep, acreditamos que a economia ganhará um impulso a mais no segundo semestre”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Os dados mostram ainda que o preço da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,55% em julho, ao passar de R$ 457,27 para R$ 464,36.

Os produtos com as quedas mais significativas nos preços foram cebola (-34,74%), tomate (-22,36%), batata (-21,97%) e ovo (-4,24%).  As maiores altas ficaram por conta da massa sêmola espaguete (14,58%), farinha de mandioca (11,59%), leite longa vida (8,55%) e sabão em pó (5,74%).

A apuração demonstrou também que a região Norte foi a que apresentou maior variação nos preços da cesta  de julho (6,65%), chegando a R$ 522,45. A Região Sul registrou a maior queda (-0,14%).

Produção industrial recua 0,2% em julho, aponta IBGE

Dos 26 ramos pesquisados, 10 apresentaram queda, com destaque para os veículos automotores.

A produção industrial nacional caiu 0,2% no mês de julho deste ano, na comparação com o mês anterior, informou o IBGE nesta terça-feira (4).
Na variação de julho, dos 26 ramos pesquisados, 10 apresentaram queda, com destaque para os veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5%) e os produtos alimentícios (-1,7%). Outras contribuições negativas vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com recuo de 7,2%.
Apesar da queda na relação com junho de 2018, o mês teve crescimento de 4% se comparado com julho do ano passado. No acumulado do ano, a produção da indústria nacional atinge alta de 2,5%. Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado sobe para 3,2%.
"Voltamos a um patamar e um ritmo mais adequado à produção industrial sem influência de um fator pontual para cima ou para baixo", explicou o economista do IBGE André Macedo, referindo-se à paralisação dos caminhoneiros que afetou a produção nos meses anteriores.


Foto: Agência Brasil

"Estamos numa recuperação industrial devagar mas que não repõe o passado, seja por fatores internos ou externos. Temos ambiente com queda de exportações para a Argentina, desemprego elevado, nível de confiança baixo e outras coisas", completou.
O único resultado positivo em julho entre as categorias econômicas e que evitou uma queda maior veio dos Bens Intermediários. Com peso de 55% a 60% na pesquisa, esse grupo cresceu 1% em julho sobre o mês anterior.
Por outro lado, os dados do IBGE apontaram que os Bens de Capital, uma medida de investimento, contraíram 6,2% no mês em relação a junho.
A fabricação de Bens de consumo semi e não duráveis e de Bens de consumo duráveis também teve contração em julho, respectivamente de 0,5% e 0,4%.
No segundo trimestre, a indústria registrou contração de 0,6%, num período abalado pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio, contribuindo para que o PIP (Produto Interno Bruto) do país registrasse crescimento de apenas 0,2% sobre os três meses anteriores.
Na última pesquisa realizada pelo Banco Central com economistas, a expectativa para a expansão da indústria neste ano foi reduzida a 2,43%, de 2,61%, com a estimativa para o PIB em 1,44%.

03 de setembro de 2018

Balança comercial tem superávit mais baixo para agosto em três anos

Exportações somaram US$ 22,552 bilhões, enquanto importações ficaram em US$ 18,777 bilhões.

O crescimento das importações decorrente da recuperação da economia voltou a reduzir o saldo da balança comercial. Segundo dados divulgados há pouco pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país exportou US$ 3,775 bilhões a mais do que importou no mês passado, queda de 32,5% em relação ao resultado positivo de US$ 5,592 bilhões em agosto de 2017. Esse é o superávit mais baixo para o mês desde 2015 (US$ 2,685 bilhões).

Com o resultado de agosto, a balança comercial – diferença entre exportações e importações – acumula superávit de US$ 37,811 bilhões nos oito primeiros meses de 2018. O valor é 21,8% inferior ao do mesmo período do ano passado pelo critério da média diária.


Brasil exportou R$ 3,775 bilhões a mais do que importou no mês passado (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)


O recuo do saldo da balança deve-se ao maior crescimento das importações em relação às exportações. No mês passado, as vendas externas somaram US$ 22,552 bilhões, alta de 15,8% em relação a agosto de 2017 pelo critério da média diária. Segundo o MDIC, esse foi o segundo maior valor exportado para o mês, só perdendo para agosto de 2011. As importações, no entanto, somaram US$ 18,777 bilhões, alta de 35,3% em relação a agosto do ano passado, também pela média diária.

O secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, destacou que o país bateu recorde nas exportações de soja, tanto em valor como em quantidade, em agosto. Outros itens, como petróleo bruto, minério de ferro, aviões e plataforma de petróleo, também foram destaque nas vendas externas brasileiras. Desde dezembro de 2016, as exportações têm subido em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Setores

As vendas de manufaturados puxaram as exportações, com alta de 35,1% em relação a agosto de 2017, com destaque para uma plataforma de petróleo exportada para o Panamá, turbinas e aquecedores e secadores.

As exportações de produtos básicos subiram 16,4%, com destaque para farelo de soja (+46%%), soja em grão (+43,7%) e minério de cobre (+43,1%). As vendas de semimanufaturados, no entanto, caíram 24,2%, puxadas pela retração das exportações de semimanufaturados de ferro e aço (-85,2%), açúcar bruto (-48,3%) e couros e peles (-31,2%).

Em relação às importações, que cresceram mais que o dobro das exportações em agosto, as compras de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) aumentaram 158,2% em relação a agosto do ano passado. As importações de combustíveis e lubrificantes subiram 55,4%. As compras de bens intermediários cresceram 16,2%; e as importações de bens de consumo, 13,7%.

No ano passado, a balança comercial fechou o ano com superávit recorde de US$ 67 bilhões, beneficiado pela supersafra e pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional). Para este ano, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços manteve a projeção de superávit em torno de US$ 50 bilhões, por causa da estabilização do preço dos bens primários e da recuperação da economia, que impulsiona as importações.

Até 3,4 milhões de inscritos no CNPJ podem ser declarados inaptos

Receita Federal está intensificando as ações para declarar a inaptidão de contribuintes que não entregaram as escriturações e declarações nos últimos 5 anos.

A Receita Federal alertou hoje (3) que até 3,4 milhões de inscrições no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) podem ser declaradas inaptas até maio de 2019. O órgão está intensificando as ações para declarar a inaptidão de contribuintes que não entregaram as escriturações e declarações nos últimos 5 anos, em especial das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).

Para evitar a declaração de inaptidão da inscrição, o contribuinte deve sanar essas omissões. O Ato Declaratório Executivo (ADE) de inaptidão passará a ser publicado no site da Receita Federal na internet pela Delegacia da Receita Federal do domicílio tributário do contribuinte.

De acordo com a Receita Federal, a inaptidão do CNPJ produz diversos efeitos negativos para o contribuinte, como o impedimento de participar de novas inscrições, a possibilidade de baixa de ofício da inscrição, a invalidade da utilização da inscrição para fins cadastrais, a nulidade de documentos fiscais e a responsabilização dos sócios pelos débitos em cobrança.

Identificação das omissões

O contribuinte pode consultar a existência de omissões na entrega de declarações no Centro Virtual de Atendimento (Portal e-CAC) no serviço “Certidões e Situação Fiscal”, nos itens “Consulta Pendências – Situação Fiscal”, com relação às obrigações não previdenciárias; ou a “Consulta Pendências – Situação Fiscal – Relatório Complementar” com relação às obrigações previdenciárias.

Para evitar a declaração de inaptidão de sua inscrição, o contribuinte deverá entregar todas as escriturações fiscais e as declarações omitidas relativas aos últimos 5 anos. Se ele deixar omissões não regularizadas e que não configurem situação de inaptidão, estará sujeito à intimação e ao agravamento das multas por atraso na entrega.“É importante lembrar que os custos da regularização após a intimação serão maiores”, alertou a Receita.

Após a inaptidão ter sido aplicada, o contribuinte que necessitar que a inscrição seja reativada deverá entregar todas as declarações omitidas, indicadas na “Consulta Pendências – Situação Fiscal” e também as listadas no ADE de inaptidão.

Se as omissões que causaram a inaptidão decorrerem de problemas cadastrais, como falta da comunicação de baixa, o contribuinte deverá solicitar a correção de cadastro para obter a regularização da omissão e a anulação da inaptidão.

O contribuinte que permanecer inapto terá sua inscrição baixada assim que cumprido o prazo necessário para esta providência e as eventuais obrigações tributárias não cumpridas serão exigidos dos responsáveis tributários da pessoa jurídica.

Produção do pré-sal cresce 3,3% em julho, diz a ANP; 1,821 milhão de barris

Os dados foram divulgados hoje (3), no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural (ANP).

A produção dos campos brasileiros do pré-sal em julho totalizou 1,821 milhão de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), um aumento de 3,3% em relação a junho.

Os dados foram divulgados hoje (3), no Rio de Janeiro,  pela Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural (ANP).


Em julho, produção chegou a 1,821 milhão de barris de óleo equivalente (Foto: Felipe Dana / Agência Petrobras)


Segundo a ANP, em julho os campos do pré-sal produziram 1,454 milhão de barris de petróleo por dia e 58 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, por meio de 87 poços.

Com o aumento da produção em junho, os campos do pré-sal passaram a responder por 55,1% de toda a produção nacional.

A produção total de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares do país em julho foi de aproximadamente 3,305 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

A produção de petróleo atingiu 2,575 milhões de barris de petróleo por dia, uma queda de 0,6% na comparação com o mês anterior, e de 1,8% em relação a julho do ano passado.

Já a produção de gás natural somou 116 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 0,9% em comparação ao mês anterior e de 0,8%, se comparada com o mesmo mês de 2017.

Gás natural

As informações fazem parte do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP e indicam ainda que o aproveitamento de gás natural no Brasil em julho alcançou 96,7% do volume total produzido.

Foram disponibilizados ao mercado 63 milhões de metros cúbicos por dia. Já a queima de gás totalizou 3,9 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de 6,6% se comparada ao mês anterior e recuo de 8,2% em relação ao mesmo mês em 2017.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com uma média diária de 879 mil de petróleo e de 36,8 milhões de metros cúbicos dia de gás natural.

Os campos marítimos produziram 95,7% do petróleo e 77,6% do gás natural. A produção ocorreu em 7.483 poços, sendo 718 marítimos e 6.765 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,3% do petróleo e gás natural.

31 de agosto de 2018

Governo reduz para 2,5% previsão de crescimento do PIB para 2019

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa os parâmetros para o Orçamento do ano seguinte, o governo previa crescimento de 3,03% para a economia em 2019.

A equipe econômica reduziu para 2,5% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano. A estimativa consta da proposta de Orçamento Geral da União para 2019, encaminhada hoje (31) ao Congresso Nacional.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa os parâmetros para o Orçamento do ano seguinte, o governo previa crescimento de 3,03% para a economia em 2019.


Equipe econômica estima crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2019 (Foto: Agência Brasil)


Em relação à inflação, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 4,25% para 2019. A variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 2018, que servirá para fixar o salário mínimo em 2019, aumentou para 4,20%. Na LDO, aprovada pelo Congresso em julho, a previsão estava em 3,3%.

O Orçamento também incorporou a alta recente do dólar e do preço internacional do barril de petróleo. A estimativa para a taxa de câmbio média em 2019 passou de R$ 3,33 para R$ 3,62. As projeções para a cotação média do barril de petróleo saltaram de US$ 60,55 para US$ 74 no próximo ano.

As estimativas foram divulgadas pelo Ministério do Planejamento, mas são de autoria da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Bandeira tarifária segue no patamar mais alto pelo quarto mês seguido

Isso significa que, para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumidos, haverá uma cobrança extra de R$ 5 nas contas de luz.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse hoje (27) que a cobrança adicional na conta de energia seguirá em setembro no patamar mais alto do sistema: o nível 2 da cor vermelha. Isso significa que, para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumidos, haverá uma cobrança extra de R$ 5 nas contas de luz.


Brasileiros pagarão R$ 5 a mais para cada 100 kWh consumidos (Foto: Agência Brasil)


Setembro será o quarto mês seguido com a bandeira tarifária no patamar mais caro. A cobrança extra de R$ 5 para cada 100 kWh começou em junho. Em maio, a bandeira tarifária estava na cor amarela, que tem cobrança extra de R$ 1 para cada 100 kWh.

A Aneel disse que a manutenção da bandeira vermelha no patamar 2 deve-se às condições hidrológicas desfavoráveis e pela redução no nível dos reservatórios nacionais. 

A baixa incidência de chuvas, também chamada de risco hidrológico, ou GSF da sigla em inglês e o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo, são as principais variáveis que influenciam na cor da bandeira tarifária. 

"Como consequência, o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo (PLD) ficou próximo ao valor máximo estabelecido pela ANEEL, não se vislumbrando melhora significativa do risco hidrológico (GSF). O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada", disse a Aneel.

Por conta da estiagem e do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, os consumidores pagaram R$ 1,2 bilhão a mais nas contas de luz de janeiro a junho deste ano.

Economista do Ipea diz que crescimento do PIB de 0,2% não foi surpresa

A greve dos caminhoneiros afetou quantitativamente o resultado, de forma pontual, disse o economista.

O crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre deste ano, em comparação ao trimestre anterior, não foi surpresa para os economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Ampliada (Ipea). “O valor, em si, não representa uma grande surpresa”, disse hoje (31) àAgência Brasil o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Leonardo de Carvalho.

A greve dos caminhoneiros afetou quantitativamente o resultado, de forma pontual, disse o economista: “Embora a atividade tenha recuperado em junho, você acaba afetando a média do trimestre”.

O Ipea já vinha notando também uma desaceleração da atividade em função de outros fatores. Entre eles, Leonardo Carvalho destacou o mercado de trabalho, que apesar de continuar apresentando melhora, ocorre em um ritmo ainda bastante lento. “Olhando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), você não vê muito emprego formal. A recuperação ainda é bastante lenta no mercado do trabalho e isso acaba atrasando uma recuperação mais forte da demanda”.

Carteira de trabalho


O mercado de trabalho afeta o crescimento do PIB (Foto: Arquivo / Agência Brasil)


Outro fator que influenciou o resultado do PIB no segundo trimestre, segundo o economista, foi o cenário externo, em termos de ativos como o câmbio. A piora observada em alguns países, como Turquia e Argentina, na avaliação do economista, acabou aumentando um pouco a aversão ao risco para nações emergentes. “Eu diria que o cenário externo, que vinha sendo bastante benigno, piorou um pouquinho e também acaba ajudando a explicar o resultado da atividade econômica no Brasil”.

Ainda segundo o economista, as exportações líquidas contribuíram negativamente, tanto na comparação com ajuste quanto pelo mesmo trimestre. “A queda na safra de milho pode explicar o impacto negativo sobre as exportações”, disse.

O Ipea observou isso também nos números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com reversão da trajetória de exportações de alguns bens manufaturados, como automóveis, em virtude da crise na Argentina, mercado importante para o Brasil.

Eleições

Um terceiro elemento importante para explicar a conjuntura, de acordo com o pesquisador, é a incerteza eleitoral, que deve contribuir para reduzir, ou postergar um pouco, as decisões de investimento, de aquisição de bens duráveis que envolvam tomada de financiamento e crédito. Leonardo Carvalho prevê que o terceiro trimestre e o segundo semestre deste ano devem ser afetados pela questão das eleições e, por extensão, pela expectativa das reformas. “A gente tem que ver se o candidato vitorioso vai ser ou não comprometido com as reformas, porque isso afeta mercado, afeta câmbio”.

Serviços e comércio

Leonardo Carvalho destacou a contribuição do setor de serviços, da ordem de 0,8 ponto percentual, para o resultado do PIB do segundo trimestre. “É um resultado positivo porque o setor de serviços tem uma inércia maior, e tem um potencial de contribuição maior para a atividade”. O resultado poderia ter sido maior se o segmento transportes, com o número de caminhões rodando, não tivesse sido afetado pela greve dos caminhoneiros, disse o pesquisador.

No comércio, o consumo pelo lado da demanda apresentou crescimento modesto de 0,1%. Ocorreu também no período aumento da inflação, em especial alimentos e combustíveis. “De modo geral, o efeito da greve foi muito disseminado, com alguns setores sofrendo mais do que outros, como o caso da indústria. Mas (o setor de) serviços ajudou bastante a explicar esse 0,2% [do PIB] e o 1% na mesma base de comparação”, avaliou. Leonardo Carvalho disse que existe ainda um temor em relação a emprego e uma percepção de dificuldade em se conseguir emprego no país. Essas coisas tendem a “segurar” um pouco as decisões de consumo de bens duráveis e as decisões de crédito, apesar da flexibilização da taxa de juros básicos no país, a Selic.

Investimentos

Em relação à Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que funciona como indicador de investimento, houve queda de 1,8% no segundo trimestre sobre o trimestre imediatamente anterior mas, em comparação a igual período de 2017, a taxa evoluiu 3,7%. Leonardo Carvalho disse que por mais que esse número seja positivo, o nível da taxa é baixo. “Em termos do número, a variação é positiva, mas não seria um patamar que a gente considera ideal para permitir um crescimento sustentável maior. A gente está muito aquém de um crescimento de produtividade que venha possibilitar um aumento do PIB potencial mais relevante”.

Leonardo Carvalho destacou ainda como ponto positivo o fato de o PIB vir crescendo abaixo da demanda doméstica, que envolve consumo e investimentos. “Esses componentes são mais tributáveis que a exportação e a importação. A gente está crescendo em componentes que geram mais imposto, e isso tem impacto positivo na arrecadação. No segundo trimestre aconteceu o mesmo padrão: a demanda doméstica cresceu mais que o PIB. Você tem uma demanda doméstica acima do PIB mas, quando coloca na conta a contribuição negativa das exportações líquidas, você chega nesse 1% de crescimento, tendo esse impacto positivo em arrecadação”.

Na segunda quinzena de setembro, o Ipea deve rever as projeções do PIB para o terceiro trimestre e para os anos fechados de 2018 e 2019.

Dólar sobe 8,5% em agosto na maior alta mensal desde setembro de 2015

Apesar da trégua neste pregão ao recuar 1,73%, para R$ 4,073, a moeda acumula alta de 8,5% no mês, a maior desde os 9,2% registrados em setembro de 2015. No ano, sobe 23%.

Uma expressão tem sido recorrente entre profissionais do mercado financeiro para definir agosto: foi o mês do cachorro louco.

Levantamento de Einar Rivero, da empresa de informações financeiras Economatica, mostra que o dólar médio de mercado calculado pelo Banco Central - o chamado dólar Ptax - registrou a maior valorização sobre o real para um agosto desde o Plano Real (1994). O avanço em 2018 foi de 10,13%, contra o último recorde de 7,45% em 2015.

Já o dólar comercial fechou esta sexta-feira (31) acumulando o maior salto mensal em três anos, num mês marcado por incertezas políticas no Brasil e adversidades generalizadas para países emergentes.

Apesar da trégua neste pregão ao recuar 1,73%, para R$ 4,073, a moeda acumula alta de 8,5% no mês, a maior desde os 9,2% registrados em setembro de 2015. No ano, sobe 23%.

"O dólar sair de R$ 3,70 e chegar a R$ 4,20 em um mês, num movimento de 50 centavos é muito forte", diz Carlos Pedroso, economista sênior do Banco MUFG Brasil.

Entre as 31 principais divisas do mundo, o real apresentou a quarta maior desvalorização ante o dólar, perdendo apenas para Argentina (-27,2%), Turquia (-25,5%) e África do Sul (-10,9%), emergentes com fundamentos econômicos como déficit em conta-corrente e reservas internacionais mais frágeis que o Brasil.

No início do mês, uma tensão política e comercial entre Washington e Ancara envolvendo a detenção de um pastor americano na Turquia derrubou a lira turca e arrastou consigo os mercados emergentes. 

Quando o cenário internacional começava a dar algum alívio lá fora, uma bateria de pesquisas de intenção de voto em uma única semana mostraram Geraldo Alckmin (PSDB), candidato preferido do mercado, ainda sem tração e investidores passaram a precificar ainda a possibilidade de um nome do PT chegar ao segundo turno. O estresse empurrou o dólar a R$ 4 pela primeira vez em mais de dois anos.

"Isso fez o real ter uma performance pior do que a moeda de seus pares", diz Pedroso.

Analistas apontam que o alívio temporário desta sexta é reflexo de um movimento de correção, após mais instabilidades em um emergente, desta vez a Argentina, levar o dólar a R$ 4,21 na véspera e forçar a atuação do BC. 

"O movimento ontem foi exagerado, então há um rescaldo. A intervenção do Banco Central sinalizada ainda para o mercado que a autoridade vai atuar se for necessário", diz Pedroso.

Além disso, dizem, o movimento de queda ganhou força após a formação da Ptax (taxa calculada pelo BC e que serve de referência para diversos contratos). Quem ganha com a alta da moeda vinha operando para segurar a taxa em um nível elevado, mas aliviou a pressão após o seu fechamento.

Investidores estão atentos também à sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que analisa agora o pedido do registro da candidatura do ex-presidente Lula. A expectativa é que ele seja enquadrado na Lei da Ficha Limpa e não possa disputar a eleição de outubro.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa brasileira, subiu 0,35% nesta sexta, a 76.677,53 pontos, impulsionado pelos papéis de bancos e da Petrobras. Em agosto, acumula baixa de 3,19%, mas no ano ainda sustenta leve alta de 0,36%.

Governo aumenta para R$ 1.006 previsão para salário mínimo em 2019

Pela regra, o mínimo é corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, mais a variação do PIB dos dois anos anteriores.

O aumento das estimativas de inflação fez o governo revisar para cima o valor do salário mínimo para o próximo ano. A proposta do Orçamento Geral da União para 2019, enviada hoje (31) ao Congresso Nacional, fixou em R$ 1.006 o salário mínimo para o primeiro ano do próximo governo.


Inicialmente, o governo tinha proposto salário de R$ 998 para o ano que vem (Foto: Marcello Casal Jr. / Arquivo Agência Brasil)


Em 2019, a fórmula atual de reajuste será aplicada pela última vez. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o valor do mínimo foi revisado para cima porque a estimativa de inflação pelo INPC em 2018 passou de 3,3% para 4,2%. O INPC mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa parâmetros para o Orçamento do ano seguinte, estabeleceu o salário mínimo em R$ 99 . A previsão considerou o crescimento de 1% do PIB de 2017 mais estimativa de inflação pelo INPC de 3,3%. Inicialmente, o governo tinha proposto salário mínimo de R$ 1.002.

Temer decide propor ao Congresso adiar reajuste de servidor para 2020

Temer foi novamente convencido pela equipe econômica a adiar o reajuste para não onerar a folha de pagamentos de 2019 em pelo menos R$ 6,9 bilhões.

O presidente Michel Temer voltou à sua posição inicial, divulgada no início do mês, e vai propor ao Congresso o adiamento do reajuste dos servidores do Poder Executivo para 2020. Durante visita ao Rio de Janeiro, na quinta-feira (30), o presidente havia confirmado que pretendia dar o reajuste em 2019. O governo justificou que assim estaria equiparando a situação dos funcionários do Executivo aos do Judiciário e do Legislativo, que deverão ter os salários aumentados pelo Congresso.


O presidente Michel Temer (Foto: Beto Barata / Presidência da República)


Temer foi novamente convencido pela equipe econômica a adiar o reajuste para não onerar a folha de pagamentos de 2019 em pelo menos R$ 6,9 bilhões – o custo do aumento para os servidores civis, sem incluir os militares. Somados, os reajustes dos servidores civis e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ultrapassar os R$ 7,15 bilhões no próximo ano, conforme informou ontem a Agência Brasil. Com os militares, o gasto sobe para cerca de R$ 11 bilhões.

Os detalhes sobre a decisão do governo deverão ser conhecidos ainda nesta tarde, quando o Ministério do Planejamento anunciar o envio do Orçamento da União de 2019 ao Congresso, responsável por aprovar a proposta. Hoje é o prazo limite para a matéria chegar ao Legislativo.

Teto dos gastos

Como a Emenda Constitucional 95 impede o aumento de gastos públicos acima da inflação do ano anterior, o impacto dos reajustes salariais teria que ser absorvido por meio de cortes em outras áreas, como nos recursos de custeio, que servem para manter os serviços públicos em funcionamento. Os programas sociais também correriam risco de sofrer cortes, bem como os investimentos  governamentais.

Na prática, o  teto de gastos impõe a manutenção do ajuste fiscal. "O ajuste terá será feito de qualquer forma, porque o teto de gastos baliza as metas fiscais a longo prazo. Dentro desses espectros, as escolhas [de alocação de recursos] são feitas em um processo do regime democrático, em que existem vários atores fazendo suas escolhas”, explicou na quarta-feira (29) a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi. Ela reafirmou que o governo teria mesmo de cortar verbas para bancar os reajustes e reiterou que a discussão se aplicaria apenas à destinação de recursos, sem alterar o volume total de gastos.

Petrobras aumenta valor do diesel em 13% e gasolina em 1,53%

Em Teresina, a gasolina ultrapassa os R$ 4,50 nos postos de combustíveis. Já o aumento do diesel é o primeiro desde a greve dos caminhoneiros.

O valor do combustível está mais caro a partir desta sexta-feira (31) para os consumidores piauienses. Isso porque a Petrobras anunciou um novo aumento no valor do diesel e da gasolina nas refinarias de todo o país. Com o reajuste, o preço do diesel aumentou de R$ 2,0065 para R$ 2,2592, um aumento de 13%.

Foto: Moura Alves/ODIA

Nesta quinta-feira (30), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia anunciado a nova tabela com os preços de referência para a comercialização do diesel no Brasil. Esse é o primeiro aumento no valor do diesel desde o mês de junho, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros.

Por causa da greve, o preço do combustível foi congelado nas refinarias, devido a acordo firmado entre o governo federal e a categoria, com o intuito de por fim à greve que paralisou o Brasil. Os novos preços do diesel estarão vigentes de 31 de agosto a 29 de setembro de 2018.

Segundo a ANP, os novos valores “refletem os aumentos dos preços internacionais do diesel e do câmbio no último mês”. 

Gasolina

Já a gasolina sofreu um aumento de 1,53% por litro, passando de R$ 2,1375 para R$ 2,1704. Esse é o valor mais caro cobrado pelo preço do litro da gasolina desde junho do ano passado, quando a Petrobras mudou a sua política de preços e passou a acompanhar as oscilações do preço da commoditie no mercado externo. Em Teresina, o valor nas bombas de combustível já ultrapassa os R$ 4,50.

A Petrobras lembra que, “os preços médios informados consideram a média aritmética nacional dos preços à vista, sem encargos e sem tributos, praticados na modalidade de venda padrão nos diversos pontos de fornecimento, que variam ao longo do território nacional, para mais ou para menos em relação à média. Essa variação pode ser de até 12% para gasolina A”.

ANP anuncia novos preços para o óleo diesel

O reajuste deverá impactar o consumidor nas bombas. Segundo a Agência, os novos valores refletem os aumentos dos preços internacionais do diesel.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou - no fim da noite de ontem (30), com atualização nesta sexta-feira - os novos preços de referência e de comercialização do óleo diesel, que estavam congelados há três meses.

O reajuste deverá impactar o consumidor nas bombas.

Ao divulgar a tabela com o reajuste, a ANP ressaltou que “os novos valores refletem os aumentos dos preços internacionais do diesel e do câmbio no último mês”.

A nova tabela passará a valer a partir desta sexta-feira (31).

Ela deverá causar aumento nas bombas que, em alguns casos, chega implicar em reajuste de mais de 14%, como é o caso da Região Centro-Oeste, onde o preço do diesel vai passar de R$ 2,1055 para R$ R$ 2,4094.


Novos preços para o óleo diesel devem impactar o consumidor nas bombas  (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Valores por regiões

O segundo maior preço a ser praticado a partir de hoje é o da Região Sudeste, onde o preço do produto passa de R$ 2,1055 para R$ 2,3277; Sul (de R$ 2,0462 para R$ 2,3143, alta de mais de 10%); e Nordeste onde a alta superou 12%, com o preço do produto indo de R$ 2,0065 para R$ 2,2592.

No Norte, também com alta superior a 12%, o preço do produto irá de R$ 1,981 para R$ 2,2281, o menor preço praticado no país.

Como parte do acordo que pôs fim à greve dos caminhoneiros, que paralisou o país, o preço de comercialização do litro do diesel estava congelado em R$ 2,0316 por litro desde junho último.

Contas públicas ficam negativas em R$ 3,401 bilhões em julho

Resultado Negativo veio do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional). Governos estaduais e municipais também tiveram saldo negativo.

O setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em julho, de acordo com dados divulgados hoje (31) pelo Banco Central (BC). O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 3,401 bilhões, resultado menor do que de igual período de 2017, quando chegou a R$ 16,138 bilhões.

Em julho, o resultado negativo veio do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional), que apresentou déficit primário de R$ R$ 2,677 bilhões, uma melhora em relação ao déficit de R$ 13,977 bilhões em julho de 2017.

De acordo com o chefe adjunto do Departamento de Estatística do BC, Renato Baldini, isso se deve ao aumento da arrecadação do governo federal, incluindo royalties do petróleo. Em julho, o resultado do governo federal foi positivo em R$ 12,010 bilhões, enquanto a Previdência apresentou déficit de R$ 14,547 bilhões.

Os governos estaduais e municipais também tiveram saldo negativo. Os governos estaduais de R$ 937 milhões, e os municipais, de R$ 912 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 1,124 bilhão no mês passado.


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Agência Brasil

Nos sete primeiros meses do ano, houve déficit primário de R$ 17,825 bilhões, contra resultado também negativo de R$ 51,321 bilhões em igual período de 2017.

No acumulado em 12 meses encerrados em julho, as contas públicas ficaram com saldo negativo de R$ 77,086 bilhões, o que corresponde a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

A meta para o setor público consolidado é de um déficit de R$ 161,3 bilhões neste ano.

Os gastos com juros ficaram em R$ 25,762 bilhões em junho, contra R$ 28,482 bilhões no mesmo mês de 2017. De janeiro a julho, essas despesas chegaram a R$ 228,737 bilhões, contra R$ 235,1 bilhões em igual período de 2017. Em 12 meses encerrados em junho, os gastos com juros somaram R$ 394,5 bilhões, o que corresponde a 5,94% do PIB.

De acordo com Lemos, as intervenções do BC, em leilões de swaps cambial - equivalente à venda de dólares no mercado futuro – favoreceram a apropriação de juros no mês passado. “Se não considerássemos os swaps, o volume de juros seria R$ 34,3 bilhões”, disse.

O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, atingiu R$ 29,162 bilhões no mês passado ante R$ 44,620 bilhões de junho de 2017.

De janeiro a julho, o resultado negativo ficou em R$ 246,562 bilhões, ante R$ 286,387 bilhões em igual período do ano passado. Em 12 meses, o déficit nominal ficou em R$ 471,584 bilhões, o que corresponde a 7% do PIB.


Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,503 trilhões em junho, o que corresponde 52% do PIB, com aumento de 0,6 ponto percentual em relação a junho (51,4% do PIB). Desses, o impacto da apreciação cambial de 2,6% no mês respondeu pela elevação de 0,5 ponto percentual, R$ 30,757 bilhões no estoque da dívida.

No ano, a dívida líquida em relação ao PIB cresceu 0,5 ponto percentual. Segundo o BC, esse aumento ocorreu, em especial, pela incorporação dos juros nominais, o déficit primário, a alta do dólar, acumulada em 13,5% e o efeito do crescimento do PIB nominal. A dívida pública cai quando há alta do dólar, porque as reservas internacionais, o principal ativo do país, são feitas de moeda estrangeira.

Em junho, a dívida bruta - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 5,186 trilhões ou 77% do PIB, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a junho.

Construção civil volta à recessão e puxa investimentos para o vermelho

O recuo da construção contaminou os números da indústria, pois é um dos segmentos que integram o setor, e também os dos investimentos.

A construção civil voltou à recessão no segundo trimestre, informou nesta sexta-feira (31) o IBGE.
Depois de um primeiro trimestre no vermelho, a atividade voltou a cair entre abril e junho, configurando uma recessão técnica (dois trimestres seguidos no negativo).
A construção caiu 0,8% no segundo trimestre, ante os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1%. Os números confirmam que o setor ainda não conseguiu se recuperar da recessão, quando caiu quase 15% (em 2015 e 2016).
O recuo da construção contaminou os números da indústria, pois é um dos segmentos que integram o setor, e também os dos investimentos -responde por mais da metade da conta de investimentos no PIB (Produto Interno Bruto).
Depois de quatro trimestres seguidos no positivo, o investimento voltou a cair de abril a junho deste ano.


Foto: Dênio Simões/ Agência Brasília

O IBGE informou que o investimento caiu 1,8% no segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país começava a sair da recessão, houve uma alta de 3,7%, em razão da baixa base de comparação.
O investimento é uma variável muito volátil, pois depende da disposição do empresário e de sua confiança no futuro da economia.
A greve dos caminhoneiros, no fim de maio, porém, derrubou os indicadores de confiança tanto de empresários quanto de consumidores. 
Em julho, passado o pior momento, os indicadores tiveram uma leve melhora, mas o baque teve efeito determinante no potencial de crescimento da economia brasileira neste ano, segundo os economistas Aloísio Campelo e Viviane Seda, do Ibre/FGV, afetando intenções de investimento e de contratações.
Em seguida, vieram as incertezas das eleições e a volatilidade trazida por ela, manifestada na alta do dólar e na queda das ações das empresas na Bolsa, criando um ambiente instável e hostil ao investimento.

Diretor do PMA defende redução do desperdício de alimentos no Brasil

Hoje 14 milhões de brasileiros não sabem se terão comida todos os dias

O diretor do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU), Daniel Balaban, afirmou que a redução do desperdício de alimentos pode ajudar a acabar com a insegurança alimentar no Brasil. Segundo Balaban, atualmente 14 milhões de brasileiros vivem em situação de incerteza, sem saber se terão comida suficiente todos os dias.

“Hoje, um dos grandes problemas do mundo é que temos alimentos suficientes, mas muito desse alimento que é produzido, é desperdiçado”, enfatizou o representante da ONU, ao participar do lançamento de uma campanha sobre o tema promovida pela empresa Unilever.

De acordo com Balaban, são desperdiçadas todos os anos cerca de 26 milhões de toneladas de alimentos. “Faz falta para muitas famílias que têm dificuldades.” Balaban ressaltou que, em todo o mundo, são jogadas fora anualmente 1,2 bilhão de toneladas de comida em condições de ser consumida. Ao mesmo tempo, ele lembra que 800 milhões de pessoas que passam fome em todo o planeta.

Para ele, o desperdício pode ser reduzido com mudanças culturais e de hábitos cotidianos. “Tem muita família pobre que também desperdiça alimentos. Acabam comprando mais do que precisam, cozinhando mais do que vão consumir”, afirmou.


Transportado por rodovia, muitas vezes, o alimento chega estragado ao destino final. Foto: TV Brasil/ Divulgação

Além do desperdício doméstico, o diretor do PMA destacou o impacto das perdas causadas pelo transporte inadequado de alimentos. Ele destacou que, no Brasil, a maioria dos alimentos é transportada por rodovias. "Se não tiverem um bom acondicionamento, acabam chegando ao ponto final já estragados. Então, perde-se muito. De cada grupo de alimentos, um terço é jogado fora.”

"Feinho e tortinho também são saborosos"

O empresário Arthur Arakaki disse que viu no combate ao desperdício uma oportunidade de empreendimento. Junto com um sócio, criou uma pequena empresa de entrega de frutas e legumes com imperfeições, mas em bom estado para o consumo. “É aquilo que o varejista grande, por exemplo, não aceita porque não está nos padrões estéticos que ele acha que tem que comprar.”

As cestas com os vegetais são montadas a partir da disponibilidade dos 35 produtores cadastrados, trazendo uma seleção nova a cada semana. Como os produtos que compõem a cesta não são fixos, muitas vezes, os clientes recebem alimentos que nem sempre estão disponíveis nos supermercados. “Com a introdução desses itens diferentes na casa das pessoas, elas são obrigadas a procurar uma receita. Estimula também. É engraçado, porque as pessoas gostam”, disse Arakaki.

Arakaki e o sócio já contam com quase 1,5 mil assinantes que recebem caixas com peso que varia de 3 a 10 quilos. A empresa atende em toda a zona sul e parte da zona oeste da capital paulista.

Segundo Arakaki, o serviço atende também a uma demanda dos produtores que tinham dificuldades para escoar os alimentos com pequenas imperfeições ou fora do padrão estético. “O nosso principal propósito é o combate ao desperdício e, além disso, conscientizar as pessoas de que o feinho e o tortinho também são saborosos.”

Mais da metade dos brasileiros desperdiça

Pesquisa divulgada pela Unilever em julho mostrou que 61% dos brasileiros descartam, semanalmente, um ou dois alimentos em perfeito estado. Quase metade (49%) dos entrevistados assumiram fazer isso diariamente. Quem compra e desperdiça assume que o grande problema é a falta de inspiração (81%). Muitos olham para a geladeira, mas não sabem o que cozinhar ou comer (78%).

Outros questões apontadas na pesquisa são a compra de comida além do necessário (54%), pais que adquirem opções extras para satisfazer o gosto de diferentes membros da família (37%) e compra de alimentos diferentes do habitual para testar, que acabam não agradando (31%).

Os tipos de alimentos mais desperdiçados são os perecíveis, como saladas (74%), vegetais (73%) e frutas (73%). Na hora de decidir se joga fora, o brasileiro leva em conta cheiro e aparência (85%) e prazo de validade expirado (83%).

A pesquisa, feita em escala global, ouviu 4 mil pessoas – dois norte-americanos, mil brasileiros e mil argentinos, com idade entre 18 e 64 anos, no período de agosto a setembro de 2017.

Economia perdeu ritmo de crescimento, diz IBGE

Nos últimos três meses de 2017, em vez de uma expansão 0,2%, o PIB ficou no zero a zero.

O IBGE revisou para baixo os dados do crescimento do país, mostrando um PIB (Produto Interno Bruto) mais fraco do que o que se acreditava com os dados disponíveis até então.
No primeiro trimestre do ano, em vez de um crescimento 0,4%, o PIB do período oscilou apenas 0,1% em relação ao quarto trimestre do ano passado.
Nos últimos três meses de 2017, em vez de uma expansão 0,2%, o PIB ficou no zero a zero.
As revisões mostram que, após um número mais positivo no terceiro trimestre de 2017, o PIB estagnou desde então e segue em ritmo bastante lento.
No segundo trimestre deste ano, o IBGE mostrou que a economia cresceu 0,2%. Embora o número seja mais elevado do que o do primeiro, os estatísticos do instituto oficial afirmam que o cenário é "basicamente de estabilidade".
É um resultado ruim, dado que a economia mergulhou quase 8% na recessão e o esperado era que saísse mais rápido da crise. Mas as incertezas econômicas e políticas estão minando a confiança e, com isso, o crescimento.
Nesta cesta de adversidades, estão a paralisação dos caminhoneiros e o repique inflacionário provocado pela paralisação, além da volatilidade cambial provocada tanto pela insegurança com a sustentabilidade fiscal do país e do cenário eleitoral.


Foto: Agência Brasil

Olhando os números do PIB sob a perspectiva do ciclo econômico (taxas acumuladas em quatro trimestres), a atividade segue subindo desde o ponto mais baixo, no segundo trimestre de 2016. Mas o ritmo se moderou no início deste ano. No segundo trimestre, a velocidade ficou ainda menor.
"Ficou mais lento", disse Rebeca de Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE. "A economia perdeu ritmo de crescimento no segundo trimestre."
Rebeca explicou que a revisão dos números do PIB foi mais forte neste trimestre exatamente em razão do baque provocado pela paralisação dos caminhoneiros.
"Quando há um evento que quebra a tendência, como a greve, há uma revisão maior. Realmente a revisão foi maior neste trimestre porque o modelo do trimestre passado não tinha como prever a greve dos caminhoneiros", disse a técnica.

Justiça vai avaliar condições concretas da terceirização, diz Anamatra

Os ministros analisaram dois casos anteriores à lei da terceirização.

A Justiça do Trabalho terá função de avaliar as condições concretas da terceirização, caso a caso, segundo o presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Guilherme Feliciano.  Se antes os juízes estavam focados na classificação das atividades como fim ou meio, a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de dar aval à terceirização para qualquer tipo de função mudou a discussão. Agora, segundo Feliciano, caberá à justiça trabalhista analisar se houve precarização.

"Agora perde qualquer utilidade essa definição. O que será discutido é se aquela terceirização concretamente levou à precarização, se configura fraude, e se viola isonomia salarial", afirmou à reportagem.

Nesta quinta-feira (30) o STF concluiu o julgamento que declarou constitucional a terceirização de qualquer atividade. Os ministros analisaram dois casos anteriores à lei da terceirização. "Com a decisão, nenhum juiz vai declarar em primeiro olhar que a terceirização de atividade-fim de empresa já configura fraude, mas vai analisar provas para ver se no caso concreto houve precarização em função disso", disse Feliciano, que é contra a terceirização irrestrita.

A decisão do Supremo prevê que a empresa é responsável caso a fornecedora da mão-de-obra não cumpra com pagamento de direitos trabalhistas e previdenciários. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) comemorou a decisão do STF e disse que ela "elimina um dos principais focos de insegurança para o setor produtivo brasileiro existentes antes da lei da terceirização".

O superintendente jurídico da CNI, Cassio Borges, rebateu a crítica de que a modalidade pode precarizar o trabalho. "A decisão do Supremo não só reconhece que a terceirização não precariza como também deixou assegurado de forma expressa uma responsabilidade subsidiaria da empresa que tom ao serviço. É uma dupla garantia", disse.

Para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), ao contrário, o Supremo "desrespeitou a Constituição" na decisão desta quinta-feira. A secretária de relações de trabalho da CUT, Graça Costa, disse que a decisão vai reduzir o direito dos trabalhadores brasileiros. 

"Os ministros do STF não têm dimensão da gravidade do resultado dessa decisão. Vai levar o Brasil a ter situação de precarização enorme, que tem efeito na saúde e segurança dos trabalhadores", disse.





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