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Notícias Economia

26 de abril de 2018

A quatro dias do fim do prazo, 8 milhões ainda não enviaram IRPF

O prazo termina às 23h59 do dia 30 de abril.

A quatro dias do fim do prazo, mais de 8 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o Fisco. Até as 17h de hoje (26), a Receita Federal recebeu 20.566.047 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O total equivale a 71,4% dos 28,8 milhões de documentos esperados para este ano.

O programa de preenchimento da declaração do IRPF 2018, ano base 2017, está disponível no site da Receita Federal www.receita.fazenda.gov.br. O prazo para a entrega da declaração começou em 1º de março e vai até as 23h59 de 30 de abril.

Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, em 2017, em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima R$ 142.798,50.

A declaração poderá ser preenchida por meio do programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares. Por meio do aplicativo, é possível ainda fazer retificações depois do envio da declaração.

Outra opção é mediante acesso ao serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) <https://cav.receita.fazenda.gov.br/>, no site da Receita, com uso de certificado digital.

Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas: residentes no Brasil que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro; ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país, no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

Multa por atraso

A multa para quem apresentar a declaração depois do prazo é de 1% por mês de atraso, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% sobre o imposto devido.

Deduções

As deduções por dependente estão limitadas a R$ 2.275,08. As despesas com educação têm limite individual anual de R$ 3.561,50. A dedução de gastos com empregadas domésticas é de R$ 1.171,84.

Novidades deste ano

O painel inicial do sistema tem informações das fichas que podem ser mais relevantes para o contribuinte durante o preenchimento da declaração.

Neste ano, será obrigatória a apresentação do CPF para dependentes a partir de 8 anos, completados até o dia 31 de dezembro de 2017.

Na declaração de bens, serão incluídos campos para informações complementares, como números e registros, localização e número do Registro Nacional de Veículo (Renavam).

Também será incluída a informação sobre a alíquota efetiva utilizada no cálculo da apuração do imposto.

Outra mudança é a possibilidade de impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para pagamento de todas as cotas do imposto, inclusive as que estão em atraso.

* Colaborou Kelly Oliveira

Com alta do gás, 1,2 mi domicílios apelaram a lenha ou carvão em 2017

O número representa um crescimento de 11% com relação aos 11,1 milhões verificados no ano anterior

 No ano em que preço do gás de cozinha teve alta histórica, 1,2 milhão de domicílios brasileiros passaram a usar também lenha e carvão como alternativa para cocção de alimentos, de acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2017, 12,3 milhões de domicílios usaram lenha ou carvão como combustível para cocção. O número representa um crescimento de 11% com relação aos 11,1 milhões verificados no ano anterior, segundo pesquisa divulgada nesta quinta (26) pelo instituto.

Em junho de 2017, a Petrobras alterou sua política de preços do gás de cozinha, com o objetivo de pôr fim a anos de subsídio, e passou a acompanhar mais de perto as cotações internacionais do produto. Entre a mudança e o fim do ano, a elevação do preço nas refinarias foi de 67,8%.

Para o consumidor, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o botijão de gás teve aumento de 16,4% no ano, já descontando a inflação. Foi o maior percentual desde 2002, quando a Petrobras também implementou política de preços mais próxima das cotações internacionais.


Foto: Reprodução

Feita com base em dados coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio Contínua (Pnad-C), a pesquisa do IBGE detectou que 98,4% dos 68,6 milhões de domicílios no país usaram gás de botijão ou canalizado para cocção de alimentos em 2017.

A coordenadora da Pnad-C, Maria Lúcia Vieira, disse que é possível que muitos dos domicílios tenham usado gás e lenha. "No Nordeste, por exemplo, é comum que as casas tenham fogão a gás e fogão a lenha", disse ela. O crescimento do número de usuários de lenha ou carvão, porém, indica que houve troca pelo combustível mais barato, ressaltou.

Houve maior disseminação do uso de lenha ou carvão em todas as regiões, com destaque para o Norte (alta de 16% ou 239 mil domicílios) e Sudeste (alta de 13% ou 244 mil domicílios). Em números absolutos, o maior aumento foi no Nordeste, onde 411 mil domicílios passaram a usar os dois combustíveis, aumento de 10% com relação ao ano anterior.

Entre as capitais, a maior alta se deu em Curitiba, onde o número de domicílios onde lenha ou carvão foram usadas para cocção quase triplicou, saltando de 18 mil para 51 mil. Belém, porém, é a capital com a maior proporção de domicílios que usam os dois combustíveis: 42,7% do total.

ENERGIA ELÉTRICA

Houve grande crescimento também no uso de energia elétrico como combustível para o preparo de alimentos. Neste caso, porém, Vieira acredita em mudança de hábitos da população, com a opção por equipamentos elétricos como panelas de arroz e fritadeiras.

De acordo com a pesquisa, 27,3 milhões de domicílios usaram eletricidade para preparar alimentos em 2017, 23% a mais do que no ano anterior. A conta inclui todos os equipamentos usados para preparo, e não só cocção, como liquidificadores e batedeiras, por exemplo.

Fraudes no INSS desviaram mais de R$ 25 milhões da Previdência no Rio

Na Operação Sepulcro Caiado, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão

Policiais federais fazem hoje (26) duas operações para combater fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Rio de Janeiro. Cerca de 300 agentes estão cumprindo nove mandados de prisão preventiva e 51 mandados de busca e apreensão em endereços das regiões metropolitana e dos Lagos.

Na Operação Sepulcro Caiado, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão. O objetivo é investigar uma organização criminosa que produzia documentos falsos para obter benefícios previdenciários.

O esquema, que envolvia pelo menos três servidores do INSS, pode ter sido responsável por desvios de R$ 14 milhões à Previdência Social. Mais de 80 benefícios estão sendo investigados.

Na segunda operação, chamada Anjos, a Polícia Federal (PF) investiga uma quadrilha especializada em fraudar pensões, que atuava desde 2015. O grupo criminoso criava casamentos entre pessoas já falecidas, gerando beneficiários fictícios para receber pensões do INSS. Estima-se que o grupo, integrado por advogados, falsificadores e empresários, tenha desviado R$ 12 milhões da Previdência.

As ações são parte de investigações da Força Tarefa Previdenciária do Rio, que é formada pela PF, pelo Ministério Público Federal e pela Coordenação de Inteligência da Previdência Social.

25 de abril de 2018

Dieese: desemprego cresce na Grande São Paulo e fecha março em 16,9%

Crescimento foi de 0,5 ponto percentual em relação a fevereiro.

Pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados e do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Seade-Dieese) apontou que a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo fechou março em 16,9%, com crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a fevereiro. O contingente de desempregados foi estimado em 1,860 milhão de pessoas, 59 mil a mais do que no mês anterior, resultado de uma retração no nível de ocupação de 36 mil postos de trabalho e do acréscimo de 23 mil pessoas à força de trabalho da região.

Os dados da Secretaria de Planejamento e Gestão do Ministério do Trabalho/Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) demonstram ainda que o nível de ocupação caiu 0,4% e o contingente de ocupados foi estimado em 9,146 milhões pessoas. Segundo posição na ocupação, o número de assalariados permaneceu praticamente estável (-0,1%), mantendo-se no setor privado (0,1%) e com retração no setor público (-3,0%).

O crescimento é 32% sobre o volume de 2012

Houve retração de 36 mil postos de trabalho na Grande São Paulo (Arquivo/Elza Fiúza/ABr)

O setor privado apresentou uma pequena variação positiva (0,3%) no salário com carteira assinada, enquanto o sem carteira registrou redução (-1,6%). Os contingentes de trabalhadores autônomos e domésticos variaram negativamente (-0,4% e -0,3%, respectivamente). Entre janeiro e fevereiro de 2018, variaram positivamente o rendimento médio real dos ocupados (0,3%) e o dos assalariados (0,9%), passando a equivaler a R$ 2.084 e R$ 2.150, respectivamente. Entre os assalariados do setor privado, aumentaram os rendimentos na indústria de transformação (3,1%) e, em menor proporção, nos serviços (0,3%).

Contas externas voltam a ficar positivas em março

Para abril, o BC também projeta novo superávit, de US$ 1,5 bilhão.

As contas externas apresentaram resultado positivo, em março. De acordo com dados divulgados hoje (25) pelo Banco Central (BC), o superávit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, ficou em US$ 798 milhões. Em março de 2017 também houve resultado positivo: US$ 1,386 bilhão.

Este é o segundo mês do ano com resultado positivo. Em fevereiro, o superávit em transações correntes ficou em US$ 290 milhões.

Para abril, o BC também projeta novo superávit, de US$ 1,5 bilhão.

Apesar dos superávits nesses meses, o chefe do Departamento de Estatísticas, Fernando Rocha, lembrou que o resultado esperado para este ano é de um déficit em transações correntes maior do que o de 2017 (US$ 9,762 bilhões). A previsão para 2018 é de saldo negativo de US$ US$ 23,3 bilhões.

No primeiro trimestre, o país registrou déficit de US$ 3,219 bilhões, contra US$ 4,644 bilhões em igual período de 2017.

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É o segundo mês do ano com resultado positivo (Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

A expectativa de um déficit maior ocorre porque com a recuperação da atividade econômica, cresce a demanda por bens e serviços no exterior e há maior remessa de lucros e dividendos. “A recuperação da economia aumenta a demanda por bens de consumo duráveis e não duráveis, matérias-primas e bens intermediários”, disse Rocha.

No balanço das transações correntes está a balança comercial (exportações e importações de mercadorias) que apresentou superávit de US$ 5,974 bilhões, no mês passado, e de US$ 13,003 bilhões, no primeiro trimestre.

A conta de serviços (viagens, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) registrou saldo negativo de US$ 2,776 bilhões, em março, e de US$ 8,108 bilhões, nos três meses do ano.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) ficou em US$ 2,577 bilhões de déficit, no mês, e em US$ 8,680 bilhões no acumulado do ano.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) registrou resultado positivo de US$ 176 milhões, no mês, e de US$ 565 milhões, no primeiro trimestre.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), porque recursos são aplicados no setor produtivo do país. Em março, esses investimentos chegaram a US$ 6,539 bilhões e no primeiro trimestre a US$ 17,747 bilhões.

Investimento Direto no País soma US$ 6,539 bi em março, mostra BC

No primeiro trimestre, a taxa de rolagem total ficou em 73%. Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 219% e os empréstimos diretos, de 54% no período

Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 6,539 bilhões em março, informou nesta quarta-feira, 25, o Banco Central. O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 4,000 bilhões a US$ 7,500 bilhões, e acima da mediana, calculada em US$ 4,500 bilhões. Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de março indicaria entrada de US$ 4,2 bilhões.

No acumulado do primeiro trimestre, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo soma US$ 17,747 bilhões. A estimativa do BC para este ano, atualizada em março, é de US$ 80,0 bilhões de IDP.

No acumulado dos 12 meses até março deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 64,298 bilhões, o que representa 3,13% do Produto Interno Bruto (PIB).

Taxa de rolagem

O Banco Central informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 65% em março. Esse patamar significa que não houve captação de valor em quantidade suficiente para rolar compromissos das empresas no período. O resultado ficou abaixo do verificado em março do ano passado, quando a taxa havia sido de 91%.


Foto: Reprodução

De acordo com os números apresentados nesta quarta-feira pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo, antes chamados de "bônus, notes e commercial papers", ficou em 61% em março. Em igual mês de 2017, havia sido de 106%. Já os empréstimos diretos atingiram 65% no mês passado, ante 87% de março do ano anterior.

No primeiro trimestre, a taxa de rolagem total ficou em 73%. Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 219% e os empréstimos diretos, de 54% no período. O BC estima taxa de rolagem de 100% para 2018.

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou negativo em US$ 4,122 bilhões em março, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido negativo em US$ 2,878 bilhões.

No acumulado do primeiro trimestre, o saldo ficou no vermelho em US$ 992 milhões. Pelos cálculos do BC, o saldo das operações de investidores estrangeiros no mercado brasileiro de ações será positivo em US$ 5,0 bilhões em 2018.

Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou negativo em US$ 3,689 bilhões em março. No mesmo mês do ano passado, havia ficado negativo em US$ 59 milhões.

Investidor da Bolsa busca proteção e ajuda a pressionar o dólar

O dólar registrou nesta terça-feira (24) o quarto dia de valorização seguido ante o real. Desde segunda (23), o dólar já se valorizou 1,87%.

 Além da perspectiva de um ritmo mais intenso no aumento de juros nos Estados Unidos, existe outro componente interno acentuando a alta do dólar ante o real: a desconfiança do investidor que não quer sair do mercado acionário local, mas também não quer correr o risco cambial. O investidor estrangeiro está não apenas comprando ações na Bolsa brasileira; ao mesmo tempo, está adquirindo dólar ou contrato futuro de dólar (ativo atrelados à moeda) para proteger o investimento em ações do risco de desvalorização do câmbio.

A operação casada explica outro fato peculiar: a falta da natural correlação entre câmbio e mercado de capitais. Pela regra, Bolsa e câmbio têm comportamentos inversos. Se há confiança em relação a um país, a sua Bolsa sobe e o dólar cai. Se há percepção de risco, ocorre o contrário, a Bolsa cai e o dólar sobe.

Foto: Reprodução

Agora, porém, enquanto o dólar se valoriza cerca de 5% no mês, a Bolsa acumula ganho de 0,12%. "O estrangeiro está otimista com a Bolsa, mas vê a situação do Brasil no médio e longo prazo mais tumultuada, porque temos uma situação fiscal difícil e um cenário eleitoral incerto", avalia o economista André Perfeito.

"Se a Bolsa ficar cada vez mais barata em dólar, como ocorre quando o real se desvaloriza, é desvantajoso para ele." Para o economista, não há boas notícias que o governo possa dar e que sirvam para amenizar esse panorama.

"Para que os estrangeiros tivessem uma visão mais positiva do Brasil, seria preciso que surgissem novas boas notícias, mas não tem como o governo dar boas notícias. Logo, há receio de uma piora no cenário, com governo paralisado e economia estagnada", afirma.

O dólar registrou nesta terça-feira (24) o quarto dia de valorização seguido ante o real. Desde segunda (23), o dólar já se valorizou 1,87%. No último pregão, o comercial teve alta de 0,49%, para R$ 3,470. Dessa forma, renovou o maior patamar desde 2 de dezembro de 2016, quando a moeda encerrou a R$ 3,473.

PF desarticula grupo suspeito de desviar R$300 mi em créditos tributários

Foram expedidos 6 mandados de prisão e 5 de busca e apreensão a serem cumpridos nos municípios de São Paulo e Bragança Paulista (SP) como parte da segunda fase da operação Manigância

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a segunda fase de operação com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de desviar e comercializar mais de 300 milhões de reais em créditos tributários, com o envolvimento de uma analista tributária da Receita Federal em São Paulo, informou a PF.

Foram expedidos 6 mandados de prisão e 5 de busca e apreensão a serem cumpridos nos municípios de São Paulo e Bragança Paulista (SP) como parte da segunda fase da operação Manigância. Na fase anterior, deflagrada no mês passado, a PF já havia cumprido 4 mandados de prisão.

Segundo a PF, o inquérito policial foi aberto em dezembro de 2016 após denúncia da Receita Federal sobre possíveis crimes cometidos por parte de uma servidora do órgão. "Ao longo da investigação, apurou-se que a servidora teria promovido alterações nos sistemas de informação da Receita Federal para modificar a titularidade de créditos tributários legítimos em benefício de outras empresas", disse a PF em nota

"O esquema funcionava da seguinte maneira: créditos lícitos de grandes contribuintes eram selecionados e desviados pelos criminosos, incluindo um falso auditor fiscal, em favor de empresas intermediárias geridas pelos mesmos criminosos. Em seguida, após a captação de possíveis interessados, os créditos eram vendidos fraudulentamente e transferidos aos beneficiários finais da fraude por meio de pedido eletrônico de compensação e restituição", acrescentou.

24 de abril de 2018

Governo planeja deixar Previdência 'descoberta' para cumprir regra de ouro

O objetivo dessa manobra é pressionar o próximo presidente e o novo Congresso a aprovarem um crédito suplementar no ano que vem

O governo planeja deixar descoberta uma parte dos gastos com a Previdência no Orçamento de 2019, em uma fórmula para cumprir a regra de ouro -determinação que proíbe tomar empréstimos para bancar despesas do dia a dia. O objetivo dessa manobra é pressionar o próximo presidente e o novo Congresso a aprovarem um crédito suplementar no ano que vem para pagar aposentadorias e outros benefícios da área.

Na prática, o Palácio do Planalto quer elaborar as contas de 2019 com um "buraco", reconhecendo que a parcela das despesas da Previdência que superar os limites da regra de ouro precisará de dinheiro extra.

Ao formular o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (que estabelece princípios para a formatação das contas públicas), o governo já admitia a necessidade da aprovação de fundos adicionais para custear parte de suas despesas.

Agora, a equipe de Michel Temer pretende vincular essa lacuna exclusivamente aos gastos com a Previdência, por considerar que o pagamento de aposentadorias é um assunto sensível. Assim, auxiliares do presidente acreditam que será mais fácil convencer parlamentares sobre a emissão de mais crédito.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR) é o responsável pelas negociações dessa fórmula com o Ministério da Fazenda. O objetivo da regra de ouro é evitar que a União se endivide para pagar gastos correntes, como salários e aposentadorias, empurrando a conta para futuros governos.

Para o ano que vem, esse descompasso é de R$ 254,3 bilhões -valor de despesas que excede o limite da regra de ouro. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019, enviado pelo governo ao Congresso, permite que as contas do ano que vem sejam elaboradas sob essa condição.

Produção de cana-de-açúcar diminui 3,6%, aponta Conab

No Nordeste, "a boa produtividade garantiu uma produção de 41,14 milhões de toneladas, mesmo com registro de área menor", informou a Companhia

A produção de cana-de-açúcar no Brasil registrou, na safra 2017/2018, queda de 3,6% na comparação com a safra anterior. Foram produzidos 633,26 milhões de toneladas, ante 657,18 milhões obtidos no ano anterior. Os números do encerramento da safra 2017/2018 foram divulgados nesta terça-feira (24) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o levantamento, a queda na produção se deve, entre outros fatores, à diminuição da área usada para a produção de cana, que ficou em 8,73 milhões de hectares -número 3,5% menor do que a área da safra 2016/2017.

O açúcar apresentou retração de 2,1%, totalizando uma produção de 37,87 milhões de toneladas. A Conab avalia que a queda se deve ao menor preço do produto no mercado internacional, o que levou ao direcionamento de parte desta safra para a produção de etanol. Foi por causa desse direcionamento que houve menor quantidade de cana disponível no mercado

Segundo a Conab, o etanol manteve-se praticamente no mesmo patamar do ano anterior, com produção de 27,76 bilhões de litros (quantidade 0,2% menor do que a anterior). No caso do etanol hidratado, foram produzidos 16,68 bilhões de litros (redução de 0,3%). Como o governo, a fim de manter o consumo de gasolina, autorizou o aumento do álcool utilizado na mistura (o etanol anidro), a produção desse tipo de etanol aumentou 0,1%, atingindo uma produção de 11,09 bilhões de litros.


Foto: Reprodução/EmbraPI

Por região

A expectativa para o Sudeste é de "leve aumento dos patamares de produtividade em relação à safra anterior, apesar da diminuição na área colhida". Isso, segundo a Conab, "se deve a problemas climáticos e à menor área colhida dos fornecedores". A produção na região ficou em 417,47 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processada, número 4,2% inferior ao registrado na safra 2016/17.

A Região Centro-Oeste manteve a área colhida da safra passada, "mas com estimativa de leve redução nos patamares de produtividade". Segundo a Conab, a produção sofrerá redução de 0,4% nessa região, registrando safra de 133,66 milhões de toneladas.

No Nordeste, "a boa produtividade garantiu uma produção de 41,14 milhões de toneladas, mesmo com registro de área menor", informou a Conab. Já a produção estimada para a Região Sul ficou em 37,52 milhões de toneladas. A região apresentou queda de 5,5% na área colhida, motivada pelo maior interesse dos produtores locais na produção de grãos. Em algumas localidades não foi possível realizar toda a colheita devido ao excesso de chuvas no final da safra.

A Região Norte também apresentou queda na produção e na área cultivada. Responsável por menos de 1% da produção nacional de cana-de-açúcar, o Norte teve produção de 3,46 milhões de toneladas.

Justiça inclui trabalho infantil em cálculo da aposentadoria

As regras editadas para proteger crianças "não podem prejudicá-las naqueles casos em que, não obstante a proibição constitucional e legal, efetivamente, trabalharam durante a infância ou a adolescência"

 O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), de Porto Alegre, mandou incluir no cálculo da aposentadoria o trabalho na infância. A decisão levanta polêmica entre especialistas em razão do ativismo judicial e da legitimação da exploração de crianças. A medida vale para todo o país. Na prática, os desembargadores proibiram, em julgamento no dia 9 de abril, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de fixar idade mínima para contagem dos anos de serviço e contribuição. O INSS foi notificado na quarta-feira (18) e ainda cabe recurso.

A relatora do acórdão, desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, afirma que regras editadas para proteger crianças "não podem prejudicá-las naqueles casos em que, não obstante a proibição constitucional e legal, efetivamente, trabalharam durante a infância ou a adolescência". Ela afirma que o trabalho infantil se faz presente no Brasil e lembra que, apesar das normas protetivas, crianças são levadas pelos pais a auxiliar no sustento da família nos meios rural e urbano. "Além disso, há aquelas que laboram em meios artísticos e publicitários", escreve Sanchotene.

No Brasil, porém, o trabalho só é legalmente reconhecido após os 16 anos de idade. Na condição de aprendiz, é autorizado a partir dos 14. Pela jurisprudência, entram nos cálculos de benefícios previdenciários atividades exercidas depois dos 12 anos.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 1 milhão de crianças trabalhavam no país em 2017. Essa conciliação em torno da proibição do trabalho das crianças e do reconhecimento do direito previdenciário leva a críticas à decisão.

"Os pais de atores mirins terão incentivo para colocar seus filhos nessa atividade", diz Sérgio Firpo, professor de economia do Insper. "De um lado, proíbe-se o trabalho infantil. De outro, legitima-se até atividade considerada ilegal, exploração. A decisão é, no mínimo, polêmica."

Foto: Reprodução

Para ele, cabe ao Estado combater essa prática recorrente. "Se quiser incorporar o direito (de contagem do tempo), tem de tributar o empregador, punir civil e criminalmente. Tem de ir atrás daqueles que empregam ou empregaram crianças", afirma Firpo. 

O professor ataca também a decisão do tribunal de dar ganho de causa para o MPF (Ministério Público Federal) -a ação civil pública foi ajuizada em 2013- sem verificar os impactos financeiros da medida sobre o INSS. 

Para o professor de direito do trabalho da FGV/EAESP Jorge Boucinhas, o ativismo judicial ocorre de forma inoportuna, no acórdão, em razão do momento político e econômico atual do Brasil.  "Essa decisão tem um potencial devastador para o Judiciário. Ela joga combustível na discussão sobre o seu limite na construção de políticas públicas", afirma.

De acordo com ele, em outro contexto histórico, a medida teria um impacto explosivo menor. "Se se tratasse de um caso isolado, a tutela do direito é compatível", diz. "A crítica é em relação à extensão da decisão nesse momento."

Boucinhas, contudo, diz que o julgado tem fundamentos válidos e não fere a Constituição. Ele afirma ainda que, embora o trabalho infantil seja um problema social, o número de beneficiários será restrito. Hoje, a regra de aposentadoria por tempo de contribuição exige 30 anos de serviço de mulheres e 35 de homens, mais a aplicação do fator previdenciário.

Ativismo

De acordo com Marcus Orione Gonçalves Correia, professor de seguridade social da USP, a decisão não deve ser tachada de ativismo judicial. "Não há qualquer ativismo judicial, na medida em que o Supremo sempre trabalhou com a questão a partir de princípios. E um princípio básico: se você tem uma norma de proteção que protege o menor que só poderá começar a trabalhar a partir daquela idade, aquele que é protegido não pode ser prejudicado pelo descumprimento da norma de proteção", diz Correia.

Para Renato Follador, consultor previdenciário, o impacto da medida nas contas da Previdência deve ser limitado. "Quando se amplia o número de pessoas que podem incluir mais anos de trabalho no INSS, óbvio que isso aumenta as despesas e, consequentemente, o déficit. Mas esse será também um universo limitado de pessoas. Não haverá explosão das contas públicas", diz.

23 de abril de 2018

Mercado reduz pela 4ª vez a projeção de crescimento da economia

Estimativa de expansão do Produto Interno Bruto este ano é de 2,75%

O mercado financeiro reduziu, pela quarta vez seguida, a projeção para o crescimento da economia este ano. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC) a instituições financeiras, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), desta vez, passou de 2,76% para 2,75%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,89%. Para 2019, a expectativa permanece em 3% há 12 semanas seguidas. Os dados constam do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central às segundas-feiras.

Já a estimativa para a inflação subiu, após dez semanas consecutivas de redução. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) passou de 3,48% para 3,49%. A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,07% para 4%, abaixo do centro da meta (4,25%).

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão do mercado financeiro, a Selic encerrará 2018 em 6,25% ao ano e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

Parcelamento de dívidas de micro e pequenas empresas é regulamentado

A adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte poderá ser feita até o dia 9 de julho de 2018.

O Comitê Gestor do Simples Nacional publicou hoje (23), no Diário Oficial da União, a regulamentação do Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. A adesão ao programa poderá ser feita até o dia 9 de julho de 2018, de acordo com os procedimentos que serão estabelecidos pela Receita Federal, PGFN, Estados e Municípios.

No último dia 3, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Michel Temer ao projeto que institui o refinanciamento dos débitos de micro e pequenos empresários, o chamado Refis das Micro e Pequenas Empresas. Com a rejeição do ato presidencial, os empresários podem alongar as dívidas com a Receita Federal. Apesar de ter vetado integralmente o projeto de lei, o presidente Temer já havia se manifestado, há algumas semanas, favoravelmente à derrubada do próprio veto, posição que foi confirmada em plenário pelo líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE).

Os débitos apurados no Simples Nacional até a competência de novembro de 2017 poderão ser parcelados em até 180 parcelas mensais.

As cinco primeiras parcelas vencerão a partir do mês de adesão, correspondendo a 1% da dívida consolidada, corrigidas pela taxa básica de juros, a Selic.

Caso o contribuinte não pague integralmente os valores correspondentes a 5% da dívida consolidada (com as devidas atualizações), o parcelamento será cancelado.

O saldo restante (95%) poderá ser liquidado integralmente, em parcela única, com redução de 90% dos juros de mora, 70% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; parcelado em até 145 mensais e sucessivas, com redução de 80% dos juros de mora, 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; ou parcelado em até 175 mensais e sucessivas, com redução de 50% dos juros de mora, 25% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios.

A escolha da modalidade ocorrerá no momento da adesão e será irretratável, informou a Receita Federal.

O valor da parcela mínima será de R$ 50,00 para o microempreendedor individual - MEI e de R$ 300,00 para as demais microempresas e empresas de pequeno porte. As parcelas serão corrigidas pela Selic.

A Receita lembra que a adesão ao programa suspende eventual termo de exclusão do Simples Nacional, inclusive Ato Declaratório Executivo, que estiver no prazo de regularização de débitos tributários, que é de 30 dias a partir da ciência do respectivo termo.

Os pedidos serão direcionados à RFB, exceto com relação aos débitos inscritos em Dívida Ativa da União, os quais serão parcelados junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional; de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) encaminhados para inscrição em dívida ativa dos Estados ou Municípios, em virtude de convênio com a PGFN, que serão parcelados pelos estados e municípios.

A Receita ressaçta ainda que o pedido de parcelamento implicará desistência compulsória e definitiva de parcelamento anterior (até a competência de novembro de 2017), sem restabelecimento dos parcelamentos rescindidos caso o novo parcelamento venha a ser cancelado ou rescindido.

O MEI deve entregar a Declaração Anual do Simples Nacional – DASN-SIMEI para os períodos objeto do parcelamento.

Mais de 12 milhões de contribuintes não declararam o IR

Receita Federal recebeu, até 11h desta segunda, 15.979.418 declarações de um total de 28,8 milhões esperadas. Prazo termina em 30 de abril.

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu 15.979.418 declarações do Imposto de Renda até as 11h desta segunda-feira (23).

De acordo com o Fisco, são esperadas 28,8 milhões de declarações que a Receita espera receber até o fim do prazo para entrega, no dia 30 de abril. Deste modo, ainda faltam ser entregues mais de 12,8 milhões de declarações.

Para preencher a declaração, é preciso baixar o programa gerador no site da Receita Federal. Clique aqui para baixar. 

Se preferir, o contribuinte pode prestar contas por meio de aplicativos em tablets e smartphones.

O contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo fica sujeito ao pagamento de multa de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo correspondente a 20% do imposto devido.

Quem deve declarar?

Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2017. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado.

Também deve declarar:

Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;

Quem obteve, em qualquer mês de 2017, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

Quem teve, em 2017, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;

Quem tinha, até 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;

Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2017.

Quem optar pelo declaração simplificada abre mão de todas as deduções admitidas na legislação tributária, como aquelas por gastos com edudação e saúde, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34, mesmo valor do ano passado.

Como declarar?

Segundo o Fisco, a declaração pode ser elaborada de três formas:

- computador, por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2018, disponível no site da Receita Federal do Brasil na internet;

- dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones, por meio do serviço “Meu Imposto de Renda”, acessado pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível também a partir desta quinta-feira no Google play, para o sistema operacional Android, ou na App Store, para o sistema operacional iOS;

- computador, mediante acesso ao serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), com o uso de certificado digital, e que pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração eletrônica.

Para a transmissão da declaração não é necessário instalar o programa de transmissão Receitanet, uma vez que essa funcionalidade está integrada ao programa do IR deste ano, informou o Fisco. Entretanto, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão.

Não é mais permitida a entrega do IR via disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. A entrega do documento via formulário foi extinta em 2010.

Restituições

Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda, se tiverem direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

As restituições começarão a ser pagas em junho, e seguem até dezembro, para os contribuintes cujas declarações não caírem em malha fina.

Novidades na declaração do IR de 2018

Uma das novidades do Imposto de Renda neste ano é que serão exigidos CPFs para dependentes incluídos na declaração com 8 anos ou mais. Em 2017, o CPF havia passado a ser obrigatório para crianças a partir de 12 anos.

A redução da idade visa evitar que a declaração caia na malha fina, "possibilitando maior rapidez na restituição do crédito tributário", informou o Fisco.

A partir de 2019, a obrigatoriedade será para todos os dependentes, de qualquer idade.

De acordo com a Receita, o programa de declaração neste ano também vai pedir aos contribuintes mais dados sobre seus bens declarados, entre eles endereço de imóveis, sua matrícula, IPTU, e data de compra, além do número do Renavam de veículos.

O contribuinte, porém, não será obrigado a fornecer essas informações.

A partir deste ano também será possível retificar as declarações enviadas por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Para isso, entretanto, é necessário que declaração original tenha sido enviada do mesmo aparelho.

Imposto a pagar

O contribuinte que tiver imposto a pagar poderá dividir o valor em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50.

A primeira cota, ou a única, deve ser paga até 30 de abril e, as demais, até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros.

O pagamento integral do imposto, ou de suas cotas e dos acréscimos legais, pode ser efetuado mediante: transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos dos bancos; Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária; ou débito automático em conta-corrente.

Estudantes criam startup de telefonia e vão representar Brasil nos EUA

Desenvolvida por alunos da Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade Paulista (Unip), a Fluke foi pensada para ser uma operadora de telefonia virtual

A startup Fluke, criada por estudantes de universidades brasileiras, foi selecionada para representar o País na International Business Model Competition (IBMC), competição que premia o melhor modelo de negócio universitário do mundo. O evento ocorrerá nos dias 10 e 11 de maio em Utah, nos Estados Unidos (EUA).

Desenvolvida por alunos da Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade Paulista (Unip), a Fluke foi pensada para ser uma operadora de telefonia virtual, focada na personalização do atendimento e na transparência.

"[A ideia é] você não ter muita burocracia para poder montar o plano da maneira que você quer. Você consegue colocar, pelo aplicativo, o pacote que quer, já lança o preço e pode já contratar ou alterar o seu plano. Sem burocracia, sem ter que passar por intermediário", destaca Marcos de Oliveira Junior, aluno do curso de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e um dos idealizadores da startup fundada em junho do ano passado.

"Na questão da transparência, você terá acesso, pelo nosso aplicativo, a seu padrão de consumo em tempo real, se a franquia de dados está acabando, quanto você está consumindo e com que está mais consumindo", acrescentou.


Foto: Reprodução

Os estudantes planejam iniciar o funcionamento da operadora virtual de telefonia - que funciona com a infraestrutura alugada de uma operadora física - no próximo ano, no DDD 16. Eles pretendem se focar no público universitário da região. "A gente tem São Carlos, Araraquara e Ribeirão Preto, em São Paulo. São 3 milhões de chips e 300 mil universitários. Então, 10% da população são o denso do nosso público. Por isso, a gente tem que começar lá e depois ir expandindo gradual", destacou Marcos.

Segundo os estudantes, já estão prontas as plataformas referentes à transparência, que permitem que o cliente consiga acessar padrões de consumo, a interface de comunicação com o usuário final e o plano de publicidade. Os contratos com as operadoras físicas ainda estão em negociação.

Os alunos estimam um investimento inicial de aproximadamente R$ 6 milhões. Para a viagem aos Estados Unidos, eles estão fazendo um crowdfunding (financiamento coletivo) a fim de arrecadar R$ 30 mil, dos quais metade já foi obtida.

Além de Marcos, participam da startup Matheus Uema, aluno do curso de Engenharia de Computação da USP, em São Carlos, Yuki Watanabe, aluno do curso de Engenharia Elétrica da USP, Vinícius Ito, estudante do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, Leonardo Santos, aluno de administração da FGV, e Augusto Pinheiro, que estuda Ciências de Computação na Unip.

No Brasil, a exploração de Serviço Móvel Pessoal (SMP) por meio de rede virtual foi regulamentada por meio da Resolução nº 550, em 2010, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

MP com ajustes a reforma trabalhista caduca

Mas o texto travou no Congresso, que tem atuado a passos lentos desde o início de 2018, focado quase que exclusivamente nas eleições

A medida provisória que regulamenta trechos da reforma trabalhista perde a validade nesta segunda-feira (23) e, com isso, mudanças significativas serão engavetadas, sem prazo para que voltem a ser discutidas, o que provoca insegurança jurídica para patrões e empregados. A MP alterava 17 artigos da reforma que entrou em vigor em novembro de 2017. Pelo texto que caduca nesta segunda-feira, gestantes e lactantes, por exemplo, não poderiam trabalhar em local insalubre, como permite a reforma.

Outra era em relação ao trabalhador autônomo, que não poderia ter contrato de exclusividade com uma empresa. Havia ainda a previsão de uma quarentena de 18 meses antes de alguém que foi demitido poder se tornar empregado intermitente. Já este trabalhador não precisaria pagar multa de 50% caso descumprisse o contrato e não fosse trabalhar quando convocado.

Sobre a jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, o texto previa que ela só ser negociada convenção ou acordo coletivo, o que também cai com a expiração da medida provisória.

A MP chegou ao Legislativo em novembro, após uma negociação com o governo para que a reforma fosse aprovada no Senado sem alterações que obrigassem o envio do assunto novamente à Câmara. Mas o texto travou no Congresso, que tem atuado a passos lentos desde o início de 2018, focado quase que exclusivamente nas eleições.

A comissão que deveria discutir a MP não teve sequer um relator designado. "A comissão não construiu um acordo. Assim, não tinha o que o plenário da Câmara fazer", desconversou o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), criticou o trâmite de MPs e disse que esta caducou ainda na Câmara, sem poder ser apreciada pelo Senado. "Se não houver aprovação [de altercações] do trâmite, vai acontecer com outras MPs, principalmente em ano eleitoral", afirmou.


Foto: Reprodução

O governo dissemina o discurso de que fez sua parte e encaminhou a MP. Porém, não se empenhou para fosse levada adiante por uma questão prática: o Planalto temia que a medida provisória fosse muito alterada e a reforma trabalhista acabasse desfigurada. O texto recebeu 967 emendas. "Eu penso que, em função de a reforma trabalhista estar trazendo resultados altamente positivos, não houve interesse em rediscuti-la", disse o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo).

Responsável pela articulação política do Planalto, Marun afirmou que, se for editado um decreto para substituir tópicos da MP, seria apenas de regulamentação, sem promover alterações no texto.

Já o ministro do Trabalho, Helton Yomura, disse que o governo está, sim, estudando como levar as alterações adiante, embora ainda não saiba como fazê-las -se por decreto, portaria de sua pasta ou alguma alternativa que passe pelo Legislativo. Esta última opção, o ministro reconheceu, é bem mais difícil e teria que passar por avaliação conjunta do braço político do Planalto.

Segundo Yomura, as alternativas que passam pelo Congresso são medida provisória ou projeto de lei "com um rito diferenciado" de tramitação. "Temos consciência de que este é um ano legislativo atípico por conta de eleição, festa junina, Copa", disse. Algumas centrais não acreditam mais que mudanças aconteçam ainda neste ano.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, aposta no próximo governo para promover as mudanças. Ricardo Patah, presidente da UGT, disse acreditar que as alterações podem sair ainda neste ano por pressão do empresariado. "Se fosse interesse só dos trabalhadores, este ano já estaria descartada qualquer alternativa. Mas, há necessidade empresarial por causa da insegurança jurídica", disse Patah.

O ministro do Trabalho informou que contratos pactuados já na vigência da reforma continuam valendo por estarem lastreados na legislação em vigor desde novembro.

Yomura também relativizou a insegurança jurídica existente até que o governo encontre uma maneira para resolver os temas abordados na medida. "Estamos confiantes de que podemos ter algumas soluções dentro dos contratos ou nos acordos ou convenções coletivos para minimizar eventual incerteza."

Com reajuste de planos de saúde, 3 milhões deixam de ter proteção

Além de afastar clientes, os altos preços dos planos de saúde deixam muitas pessoas de fora do sistema privado.

Reajustes na casa de dois dígitos espantam usuários de planos de saúde. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), o aumento de preço anual dos planos nos últimos três anos foi superior a 13,5%, os maiores da série histórica que começa em 2000.

Apesar de, em 2017, o número de beneficiários de planos de saúde ter registrado uma ligeira recuperação, o saldo desse período ainda é negativo. Desde 2015, cerca de 2,9 milhões de pessoas saíram do sistema de saúde privado.

Foto: Reprodução

Os brasileiros que decidiram sair do plano de saúde privado por não encontrarem alternativas que caibam no bolso acabam optando por usar serviços de consulta e exames e recorrem ao Sistema Público de Saúde (SUS) em caso de emergência.

Outros, que poderiam continuar a bancar a despesa, mas preferem ter um alívio no orçamento diante de preços exorbitantes, aplicam o dinheiro que gastariam com o plano, confiando que os gastos com saúde que possam vir a ter não serão tão elevados quanto o alto preço que pagam por eles.

Mas a decisão de cortar o plano de saúde é difícil de tomar. O consultor financeiro e professor da PUC-SP, Fábio Gallo, é categórico: é necessária cautela antes de cortar a despesa do orçamento. O ideal é que ela aconteça depois de todas as tentativas possíveis para baixar o custo do plano e venha após o corte de outros gastos supérfluos. Isso porque o SUS está longe de ser um sistema exemplar,segundo os próprios usuários.

Além de afastar clientes, os altos preços dos planos de saúde deixam muitas pessoas de fora do sistema privado. Um estudo recente realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com 1.500 consumidores das capitais do país revela que 70% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular, seja ele individual ou empresarial. O percentual é ainda maior entre as classes C, D e E (77%).

Empresas de saúde poderão vender planos com franquia; entenda

Entidades de defesa do consumidor criticam mudanças, que devem aumentar a participação do usuário no pagamento das consultas e exames

As empresas de saúde devem passar a comercializar planos com novas regras de coparticipação e franquia. A regulamentação está sendo preparada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que espera anunciar as novas normas até o fim deste ano.

Esses mecanismos de controle financeiros estão previstos desde 1998 em resolução do Conselho de Saúde Suplementar. As empresas até implementaram planos com coparticipação – aqueles em que o usuário paga um porcentual sobre consultas e exames.  Mas a franquia acabou não se popularizando devido à falta de clareza sobre sua aplicação.

A discussão sobre essa regulamentação voltou à mesa em 2016, quando o governo anunciou que estudava o lançamento de um plano de saúde popular – um produto mais barato, mas com cobertura menor do que a exigida pela ANS. A proposta foi duramente criticada, abrindo espaço então para a normatização dos planos com coparticipação e franquia.

Se a mudança entrar em vigor, usuários que tiverem planos com uma franquia de 5.000 reais, por exemplo, terão de arcar com os custos de suas despesas médicas até esse valor. A operadora pagará pelos gastos apenas quando o gasto ultrapassar esse limite. Até atingir a franquia, o cliente tem de bancar do próprio bolso a mensalidade e os gastos médicos.


Ilustrativa. Foto: Reprodução

O argumento de quem defende esse tipo de plano é que eles terão uma mensalidade menor, permitindo que mais pessoas tenham acesso à saúde privada. A economia aconteceria porque o consumidor teria de arcar com uma parcela maior do seu tratamento médico, o que evitaria gastos desnecessários que acontecem quando não há a contrapartida do cliente.

“Isso vai mudar o comportamento do consumidor, que passará a fazer melhor uso do serviço médico. Ele passará a questionar se o exame que o médico está pedindo é realmente necessário já que possui exames válidos ainda”, diz José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde).

As mudanças em discussão recebem críticas tanto órgãos de defesa do consumidor quanto empresas de planos de saúde. Para as entidades de direito do consumidor, as empresas não podem repassar para o usuário a responsabilidade de economizar com exames, já que ele não tem conhecimento necessário para saber quais são dispensáveis ou não.

“Não concordamos com a justificativa de que o consumidor é quem deve frear o uso indevido. Ele não decide, quem decide o que precisa ser feito é o médico. O consumidor não tem condições de avaliar se um procedimento é desnecessário”, avalia Maria Feitosa, supervisora do Procon-SP.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também ataca o entendimento de que o consumidor usa mal o convênio médico. “A esmagadora maioria das vezes em que uma pessoa procura um serviço de saúde é porque ela precisa. Até porque no mercado de saúde a oferta é indutora da demanda. Ou seja, não é o consumidor que escolhe o que vai consumir no mercado de saúde. É sempre um intermediário (um médico, um profissional da saúde) que recomenda ou prescreve o produto.”

Para o Idec, a necessidade de economizar com exames e consultas pode trazer riscos à saúde do consumidor. “Quando há limitação, torna mais custoso ou condiciona as ações de prevenção, você retarda o diagnóstico precoce, porque as pessoas passam a procurar o sistema já doentes, o que vai contra a própria lógica da saúde, sair do paradigma da saúde como ausência de doença.”

Foto: Reprodução

Outro problema, segundo Feitosa, é que existe o risco de os planos de saúde suspenderem a venda de produtos sem franquia ou coparticipação ampliada. “Da mesma forma que o setor parou de comercializar planos individuais, nada garante que isso não vai acontecer quando esses convênios forem lançados.”

Já Cechin defende a possibilidade de o setor criar produtos com esses mecanismos de controle. “O consumidor vai ter a opção de escolher um produto com ou sem franquia. O que é pior: poder escolher ou não ter essa opção? A estrutura que existe hoje torna a operação do setor insustentável”, diz o diretor-executivo da Fenasaúde.

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) alerta para a necessidade de clareza sobre as regras de cobrança dos planos com franquia ou coparticipação. “É importante o acesso às informações referentes a valores que serão cobrados e da possibilidade de variação dos custos que não fazem parte da mensalidade.”

Coparticipação

A nova regulamentação da coparticipação não agradou entidades de defesa do consumidor nem empresas do setor. As entidades criticam a possibilidade de os limites de coparticipação subirem para 40%, chegando a 50% no caso de internações psiquiátricas. “Esses limites são altos e contrariam entendimentos anteriores da própria agência, em que já definiu 30% como teto razoável”, afirma o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) teme que exista um retrocesso na regulamentação da coparticipação. “A regulamentação deve trazer avanços em relação à franquia, mas pode representar um retrocesso do ponto de vista da coparticipação, pois cria insegura jurídica sobre o que é possível ou não ser feito”, diz Marcos Novais, economista-chefe da Abramge.

Ele se refere ao texto que foi colocado em consulta pública (veja abaixo), que cria limites para a coparticipação e franquia. “São tantas exceções, que fica difícil saber o que pode ou não. O que não é claro para a empresa também não é bom para o consumidor.”

De acordo com o texto, as operadoras de saúde não poderão cobrar franquia ou coparticipação sobre internação, exceto nos casos psiquiátricos.

Veja abaixo quais eram as exceções previstas em texto submetido à consulta pública:

É vedada a incidência de mecanismo financeiro de regulação:

I – Nas 4 (quatro) consultas realizadas com médico generalista (pediatria, clínica geral, médico de família, geriatria, ginecologia), a cada 12 meses;

II – Nos exames preventivos, entendendo-se por estes por:

a) Mamografia – mulheres de 40 a 69 anos – 1 exame a cada 2 anos;

b) Citologia oncótica cérvico-uterina – mulheres de 21 a 65 anos – 1 exame por ano;

c) Sangue oculto nas fezes – adultos de 50 a 75 anos – 1 exame ao ano, e repetição acaso o resultado seja positivo;

d) Colonoscopia – em adultos de 50 a 75 anos;

e) Glicemia de jejum – 1 exame ao ano para pacientes acima 50 anos;

f) Hemoglobina glicada – 2 exames ao ano para pacientes diabéticos;

g) Lipidograma – homens acima de 35 anos e mulheres acima de 45 anos – 1 exame/ano;

h) Teste HIV e síflis, em pacientes com vida sexual ativa, no max 1 exame/ano.

III – Nos tratamentos crônicos em qualquer número, entendendo-se estes por hemodiálise (TRS), radioterapia e quimioterapia intravenosa e oral, imunobiológicos para doenças definidas nas DUTs.

IV – Exames do Pré-Natal, entendendo-se por:

a) Sorologia para sífilis, hepatites e HIV;

b) Ferro sérico;

c) Citologia cérvico-uterina;

d) Cultura de urina;

e) Tipagem sanguínea (ABO) e RH;

f) Toxoplasmose;

g) EAS;

h) Glicemia de jejum;

i) Teste de COMBS direto;

j) Pelo menos 3 exames de ultrassonografia, uma por volta da 11ª semana, outra por volta da 18ª semana e uma terceira entre a 34ª e 37ª semanas de gestação;

k) Pelo menos 10 consultas de obstetrícia.

22 de abril de 2018

Receita espera por 14 milhões de declarações do IR até 30 de abril

A expectativa é de que 28,8 milhões de contribuintes declarem rendimentos.

O ritmo de entrega das declarações do Imposto de Renda de Pessoa Física indica que, mais uma vez, os brasileiros deixaram a transmissão para última hora. Até sexta-feira (20), de acordo com dados divulgados pela Receita, 14,8 milhões entregaram a declaração. A expectativa é que 28,8 milhões de contribuintes declarem os rendimentos de 2017.

A pouco mais de um semana para o fim do prazo, que termina no dia 30 de abril, a Receita Federal espera que, a exemplo de anos anteriores, o volume de entrega aumente. No ano passado, a oito dias do encerramento, 14,6 milhões de contribuintes haviam entregue a declaração, o que equivale a 51% das 28,5 milhões recebidas. Nos últimos três dias, foram registrados 9,7 milhões de recebimentos, um terço do total. 


Para o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, a Receita está preparada para um fluxo intenso nos próximos dias (Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil)


Para o último dia deste ano são esperadas mais de 3 milhões de declarações. Por isso, a Receita informa que ampliou sua capacidade técnica e está preparada para um fluxo intenso nos próximos dias. O órgão estima que mais de 3 milhões de pessoas deixem o envio das declarações para o último dia.

“Este ano não está diferente dos anteriores”, diz o auditor-fiscal Joaquim Adir, supervisor nacional do Imposto de Renda. “Aumentamos cada vez mais a capacidade de receber as declarações. A Receita está preparada, mas alerta que o contribuinte precisa ter cuidado para não ter problemas, até mesmo de ordem pessoal que o impeçam de entregar no prazo.”.   

Baixar o programa

Na reta final, Joaquim Adir recomenda que os contribuintes não deixem para os últimos dias e que, mesmo que não façam a transmissão imediatamente, ao menos baixem o programa para se familiarizar com o sistema.

“As dúvidas surgem na hora que se começa a preencher a declaração e, se deixa para a última hora, não vai dar tempo de tirar as dúvidas e de encontrar os documentos necessários”, acrescentou.

Segundo o auditor, ainda que não tenha concluído a declaração, maioria dos contribuintes já baixou o programa. "Mas tem sempre aquele que deixa para o último dia. Esses correm o risco de ter problemas, inclusive com equipamentos eletrônicos”, alerta.

Os contribuintes que perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento da multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido.

Principais dúvidas

De acordo com a Receita Federal, grande parte das dúvidas dos contribuintes é sobre as mudanças definidas para as declarações deste ano, além de casos específicos. As dúvidas podem ser tiradas na página de perguntas e respostas da Receita.

Em 2018, será obrigatória a apresentação do CPF para dependentes a partir de 8 anos, completados até o dia 31 de dezembro de 2017. A declaração de bens contém campos para informações complementares, como números e registros, localização e número do Registro Nacional de Veículo (Renavam). Também foi incluída a informação sobre a alíquota efetiva utilizada no cálculo da apuração do imposto.

Outra mudança é a possibilidade de impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para pagamento de todas as cotas do imposto, inclusive as que estão em atraso. Para facilitar, o painel inicial do sistema agora dispõe de informações das fichas que podem ser mais relevantes para o contribuinte durante o preenchimento da declaração.

Quem tem de declarar?

Está obrigado a declarar quem recebeu, em 2017, rendimentos tributáveis em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima R$ 142.798,50.

A declaração poderá ser preenchida por meio do programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares. Por meio do aplicativo, é possível ainda fazer retificações depois do envio da declaração. Outra opção é o acesso ao serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), no site da Receita, com uso de certificado digital.

Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas residentes no Brasil e que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro; ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país, no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

20 de abril de 2018

FMI deve elevar projeção de PIB ainda este ano, diz BC

Segundo Goldfajn, o Brasil foi um dos países cuja projeção mais se elevou em relação ao relatório anterior de janeiro.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse hoje (20) que acredita o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve revisar sua projeção de crescimento neste ano para o Brasil. “Se as nossas projeções se mantiverem, acho que eles vão acabar subindo [a projeção]”, afirmou.

Segundo Goldfajn, que participa dos Encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington, no último relatório Panorama da Economia Mundial, divulgado nesta terça, o Brasil foi um dos países cuja projeção mais se elevou em relação ao relatório anterior de janeiro.

No relatório do FMI, a previsão é que o Brasil deve crescer 2,3% neste ano e 2,5% em 2019, puxado por consumo e investimento. As projeções do fundo são menores do que as do ministério da Fazenda, de 3% para este ano, e do que as do mercado, que ficam em torno de 2,8%.

Sobre a gradualidade da retomada do crescimento brasileiro, o presidente do Banco Central afirmou que os números atuais são positivos, já que não se fala mais em recessão.

“Qualquer projeção entre 2,5 e 3% está dentro da margem razoável de projeções para este ano”, ressaltou, e e disse que a aceleração prevista pelo FMI está relacionada à política monetária, que gerou renda e permitiu o consumo antes mesmo da retomada dos investimentos. “Estamos recuperando. A  recuperação é gradual e uma parte do gradualismo são as incertezas”, disse o presidente, citando enrte elas as incertezas políticas.

Quando questionado se continuaria no cargo em um eventual novo governo, o presidente do Banco Central afirmou que a contribuição de um presidente para o Banco Central é mais efetiva se ele se mantiver neutro com relação a questões partidárias. “O BC tem que trabalhar para qualquer cenário, para qualquer partido, ser um ator neutro para ter o seu papel de órgão de estado.”

Alta dos juros

Para Goldfajn, a normalização das políticas monetárias, ou seja, um aumento da taxa de juros, sobretudo nos Estados Unidos, não deve causar sobressaltos à economia brasileira, até porque o processo de normalização está relacionado à retomada do crescimento ao redor do mundo, o que é positivo. Ele lembrou a projeção do FMI de que o crescimento mundial será de 3,9% neste ano e no ano que vem, que, segundo ele, é um bom número: “a única coisa é que os números bons trazem nessa normalização”.

Segundo Ilan, os países têm que se preparar para uma mudança no cenário internacional, que havia sido muito benigno nos últimos anos e “talvez deixe de ser tão benigno”. De acordo com ele, nesse período houve uma janela para que os países fizessem reformas, e o Brasil, assim como outras economias, aproveitou essa janela, ainda que a reforma da Previdência não tenha sido aprovada. “Ficou para mais adiante”, afirmou.

Guerra comercial

O presidente do Banco Central afirmou que o cenário internacional é benigno, mesmo que algumas flutuações tenham ocorrido no sistema financeiro no início do ano, sobretudo depois da intensificação das discussões sobre disputais comerciais entre Estados Unidos e China. “Nós estamos num mundo onde muita coisa começa muito ruidosa e não necessariamente acaba com o ruído que começou”, afirmou.  “Não acredito que isso que estamos observando vá levar a uma guerra comercial, isso faz parte de estratégias de negociação”.

Ilan disse que o Brasil está preparado para lidar com eventuais volatilidades, já que tem amortecedores, como um sistema financeiro robusto, balanço de pagamentos equilibrado, reservas altas, estoques de swaps baixos, conta-corrente favorável e fluxo normal dos investimentos estrangeiros diretos.

Petrobras aumenta preços de combustíveis nas refinarias

O reajuste não necessariamente chegará ao consumidor final porque o preço nas refinarias não é o único fator determinante do preço final.

A Petrobras anunciou hoje (20), no Rio de Janeiro, a elevação no preço da gasolina e do diesel nas refinarias. A partir de amanhã (21), a gasolina passará de R$ 1,7199 para R$ 1,7391. O diesel vai subir de R$ 1,9822 para R$ 2,0045.

A gasolina e o diesel comercializados para as distribuidoras nas refinarias são do tipo A. Os produtos vendidos ao consumidor final, nas bombas dos postos, são uma composição que mistura esses combustíveis do tipo A com biocombustíveis. Os preços médios divulgados pela Petrobras para as refinarias também não contabilizam a incidência de tributos.   


Preço da gasolina e do diesel será aumentado a partir de amanhã nas refinarias, mas reajuste não necessariamente chegará ao consumidor  (Rovena Rosa/Agência Brasil)


O reajuste não necessariamente chegará ao consumidor final porque o preço nas refinarias não é o único fator determinante do preço final, uma vez que distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis têm liberdade de preço no mercado de combustíveis.

Na nota que anuncia o reajuste, a Petrobras explica que os preços para a gasolina e o diesel têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos, mais os custos que importadores teriam.

"A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos", diz o texto.

Com embargo da UE, preço do frango pode cair no Brasil

União Europeia anunciou que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco.

O embargo da União Europeia ao frango brasileiro poderá tornar o produto mais barato no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A expectativa é que o frango que seria exportado para a Europa seja comercializado no mercado interno, aumentando a oferta e fazendo com que o preço caia, sobretudo nos locais onde estão as unidades de produção proibidas de vender para o bloco.


Restrições impostas pela União Europeia pode reduzir valor do frango vendido no país (Foto: ANPr / SINDIAVIPAR)


"A gente deverá ter um impacto negativo no mercado interno por força de um excesso de oferta, em um primeiro momento. Mas é importante que se diga que essa oferta não será muito grande porque o Brasil já vinha diminuindo as vendas para a Europa em um processo gradativo por conta dos critérios equivocadamente usados pelo bloco", diz o vice-presidente de Mercado da ABPA, Ricardo Santin.

A União Europeia anunciou na quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a ABPA. A lista oficial ainda não foi divulgada e, segundo a associação, o relatório da decisão deve vir a público em 15 dias.

Além de uma maior oferta no mercado interno, a decisão, segundo Santin, deverá gerar demissões e afetar o trabalhador. "Vai haver uma adequação das empresas que não vão produzir se não tiverem mercado", diz.

Santin ressalta que, atualmente, os trabalhadores de quatro plantas, sendo 3 três da BRF - dona da Sadia e Perdigão - e uma da Aurora, estão de férias coletivas. "São 5 mil trabalhadores que não estão trabalhando", diz.

Entenda

A decisão da União Europeia ocorreu após a terceira etapa da Operação Carne Fraca, deflagrada em 2017, pela Polícia Federal para investigar denúncias de fraudes cometidas por fiscais agropecuários federais e empresários. A chamada Operação Trapaça, deflagrada em 5 de março, teve como alvo a BRF. O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactéria Salmonella pullorum. Em nota, a BRF negou risco à saúde para população.

Ainda não há confirmação oficial, mas segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, a BRF deverá ser a empresa mais impactada, com as nove plantas autorizadas a exportar atualmente para o bloco suspensas.

Maggi diz que a decisão da UE é apenas comercial e que irá acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC). A data para que isso ocorra ainda não está definida. O assunto já foi, segundo a pasta, levado ao presidente, Michel Temer, e os estudos para a solicitação do painel junto a organização estão em andamento.

Santin ressalta que o frango não oferece riscos à saúde e que os brasileiros podem comprá-lo sem preocupação. "O frango é a carne mais consumida no Brasil e a mais barata. Não há nenhum risco nesse caso, trata-se de um problema comercial." 

Ele explica que as salmonellas presentes na carne "são aquelas que morrem com cozimento, em temperatura acima de 70 graus Celsius. A água ferve a 100 graus, ou seja, qualquer processo de cozimento já inativa a bactéria. Ela [a bactéria] está presente em todo o mundo".

De acordo com a ABPA, o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Ao longo de quatro décadas, o país embarcou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango, em mais de 2,4 milhões de contêineres para 203 países.

As vendas para a UE, no entanto, têm apresentado quedas. Em 2017, o Brasil, de acordo com o governo, exportou 201 mil toneladas para o bloco. Em 2007, chegou a exportar 417 mil toneladas.

4 frigoríficos da BRF vão dar férias coletivas após embargo europeu

Empresa diz que decisão da UE de barrar 20 frigoríficos brasileiros é 'barreira comercial' é que vai contestar medida; 12 unidades da BRF foram atingidas.

A BRF, maior produtora de frango do mundo, disse que vai ajustar sua produção diante da decisão da União Europeia de proibir 12 frigoríficos da empresa de exportar para a região. Para isso, a empresas vai colocar funcionários de 4 frigoríficos em férias coletivas: Capinzal (SC), Rio Verde (GO), Carambeí (PR) e Toledo (PR).

"Ainda é prematuro prever o impacto dessa revisão, dada a complexidade da cadeia produtiva na qual a BRF está inserida", disse a empresa em nota à imprensa.

Dona das marcas Sadia e Perdigão, a BRF é a maior exportadora de carne de frango do mundo, com vendas em cerca de 150 países. Possui mais de 50 fábricas em oito países e cerca de 100 mil funcionários.

Unidade da BRF em Rio Verde, no sudoeste de Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

A empresa disse ainda que não foi oficialmente comunicada sobre a decisão da comissão sanitária da União Europeia, mas alegou que não foi ouvida e que vai contestar a medida.

"A companhia acredita que a decisão da Comissão Europeia em suspender as importações da BRF, a partir das plantas localizadas no Brasil, não foi baseada em questões sanitárias, mas pautada em motivações políticas e de proteção de seu mercado local. Tal decisão não foi precedida por uma investigação dos fatos por parte das autoridades europeias, e a BRF não teve a chance de ser ouvida", afirmou a empresa.

Ela disse que a medida "evidencia uma barreira comercial" e que vai contestar a decisão na UE e também contribuir com o governo brasileiro para ingressar em um painel contra o bloco econômico na Organização Mundial de Comércio.

12 frigorícos na lista

A BRF é dona de 12 dos 20 frigorícos que foram proibidos de exportar. São eles:

Ponta Grossa (Paraná)

Concórdia (Santa Catarina)

Dourados (Mato Grosso do Sul)

Serafina Correa (Rio Grande do Sul)

Chapecó (Santa Catarina)

Capinzal (Santa Catarina)

Rio Verde (Goiás)

Marau (Rio Grande do Sul)

Toledo (Paraná)

Várzea Grande (Mato Grosso)

Francisco Beltrão (Paraná) - unidade da SHB, subsidiária da BRF.

Nova Matum (Mato Grosso) - unidade da SHB.

Férias coletivas

Veja a programação de férias coletivas já anunciada pela BRF:

Capinzal (SC)

Quem vai parar: todos os trabalhadores envolvidos no abate de aves.

Quando: a partir de 7 de maio, por 30 dias.

Rio Verde (GO)

Quem vai parar: todos os funcionários da linha de abate de aves.

Quando: a partir de 14 de maio, por 30 dias.

Carambeí (PR)

Quem vai parar: todos os funcionários da linha de produção.

Quando: a partir de 21 de maio, por 30 dias.

Toledo (PR)

Quem vai parar: 2 mil funcionários da linha de abate de aves

Quando: a partir de 2 de julho, por 30 dias.

Trabalhadores temem demissões

Os funcionários da BRF, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, estão com medo de demissões. A fábrica abate mais de 400 mil frangos por dia.

Com o fim do envio das aves para países europeus, o receio dos funcionários é que a produção diminua e possa haver demissões. “Vai prejudicar praticamente a cidade toda”, disse o higienizador Edvaldo Oliveira de Souza.

Liderança: Empresas buscam novas estratégias de posicionamento no mercado.

Conhecer o consumidor e desenvolver um marketing direcionado são fundamentais para alcançar esse objetivo

Ser marca inesquecível é unir pontos estratégicos dentro de um cenário mercadológico competitivo. É driblar a concorrência se posicionando no mercado de forma inovadora, perspicaz, capaz de manter a marca sempre lembrada. É acreditar no novo e ir além dele. É ser único!

No competitivo mundo dos negócios, conquistar a liderança de segmento, para as empresas, torna-se uma constante no cotidiano da organização. Cabem aos gestores cumprirem processos fundamentais para fortalecer este posicionamento de mercado, que vão desde conhecer o seu público-alvo, melhorias no produto ou serviço, entre outros.

Foto: Reprodução

Para Tonny Kerley, Administrador e Doutor em Marketing, o primeiro passo para uma empresa conquistar a liderança de mercado é conhecer o seu cliente. “A resistência em querer reconhecer o cliente é um dos principais entraves do empresário. Perguntas como a frequência de compra, qual a distribuição entre sexo, faixa etária, estado civil, a ocupação, ocasião de compra, benefícios mais procurados e quais que influenciam a compra desse cliente precisam ser respondidas com dados precisos”, comenta.

Levar ao público um produto ou serviço de qualidade é fundamental para fazer uma marca ficar bem ranqueada diante das outras, afinal, o lucro, foco de todo negócio, é também um resultado desse processo, assim como a fidelização desse cliente.

“Quando você tem o lucro como foco, você acaba o obtendo como medida de curto prazo. É o ter hoje e não ter amanhã, porque tudo foi concentrado na venda e não o cliente. Quando esse papel inverte e o processo passa a ser direcionado no cliente, você pode até ter lucro como medida de curto prazo, mas consegue manter satisfação e, consequentemente, lealdade, o que vai trazer lucro hoje, amanhã e depois”, completa Tonny Kerley.

Uma boa divulgação acaba se tornando imprescindível para posicionar bem uma empresa no mercado. Para isso, é preciso uma estratégia de marketing muito bem definida, ao ponto de conquistar confiança e fidelização dos clientes. É preciso que o empreendedor entenda que posicionamento é um espaço que só seu negócio deve ocupar e, com a gama de ferramentas disponível, é necessário descobrir onde ele quer se destacar e investir fortemente nisso.

Assim como a utilização de novas tecnologias. Estudos apontam que o brasileiro passa cerca de oito a nove horas conectados na internet por dia. O que reforça a necessidade de uma empresa estar conectada para estar próxima de seus clientes e potenciais clientes.

Por fim, os grandes modelos de gestão nos apresentam que conhecer bem o mercado que será direcionado o produto ou serviço, faz uma empresa se tornar líder e referência de segmento, conquistando assim a admiração dos clientes, dando a sensação de que eles são parte do negócio e entendendo a necessidade deles no momento da compra para realizar esse processo da melhor forma.

Cinco passos que podem fazer sua empresa alcançar a liderança de mercado:

  1. Conheça bem o seu consumidor;
  2. É preciso se adaptar a novos públicos;
  3. Esteja online;
  4. Pense no amanhã;
  5. Seja flexível.

Motorola põe brasileiro na liderança global

Na fase pós-Lenovo da Motorola, os resultados na América Latina se destacaram em relação ao resto do mundo

Após receber a notícia de que se tornaria presidente executivo global da Motorola, em meados de março, o brasileiro Sérgio Buniac viu sua rotina virar de cabeça para baixo. "Agora, são pelo menos três semanas viajando por mês", conta. "Mantenho minha casa em São Paulo, mas agora tenho outra em Chicago (sede global da Motorola)." Buniac ainda nem teve tempo para achar um sucessor para liderar a empresa na América Latina. "Estou acumulando a função até lá", diz.

Foto: Divulgação

Nesta semana, o executivo passou por São Paulo para reuniões com executivos globais da chinesa Lenovo - que é dona da Motorola desde 2014 - e para anunciar a sexta geração da linha de smartphones Moto G. Os smartphones ganharam telas maiores e design similar ao de smartphones premium, com acabamento em vidro.

A nomeação de Buniac para a liderança global da marca não foi por acaso. Engenheiro eletrônico pela Escola Politécnica da USP, o executivo está na Motorola há 21 anos. Nesse período, passou por muitos altos e baixos.

Em 2011, a empresa americana foi vendida para o Google por US$ 12,5 bilhões. Três anos depois foi adquirida novamente, dessa vez pela chinesa Lenovo. "Sou o sétimo presidente da Motorola desde 2012", diz Buniac. "Passar por muitas integrações te dá resiliência, pois é preciso se adaptar."

Na fase pós-Lenovo da Motorola, os resultados na América Latina se destacaram em relação ao resto do mundo. A região se tornou a mais importante para a marca no mundo. Só em 2017, o número de dispositivos vendidos cresceu em 40%; só no Brasil, as vendas foram 22% maiores no mesmo período.

"Nós já nos consolidamos como segundo maior fabricante do mercado brasileiro e vamos voltar a crescer dois dígitos na região este ano", prevê Buniac.

Desafios

Embora o crescimento nas vendas na América Latina impressione, a situação é diferente em outras partes do mundo, onde a Motorola está longe da liderança.

É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos e da Europa, onde os consumidores preferem marcar como Apple e Samsung. "Há uma discrepância entre os mercados", afirma Buniac. "Criar essa consistência é o que vamos fazer nos próximos anos."

Outro problema imediato é o prejuízo. A fabricante americana fechou o quarto trimestre do ano fiscal de 2017, encerrado em janeiro, com perdas de US$ 124 milhões. A empresa havia anunciado publicamente que, no fim de 2017, teria equilibrado receitas e despesas. "As perdas tem se reduzido nos últimos anos e a disciplina vai continuar", afirmou Buniac.

Por último, a Motorola também precisa reduzir a complexidade da linha de produtos. Na época do Google, a empresa chegou a ter apenas dois modelos à venda - o Moto G e o Moto X; hoje, são 15 variantes de cinco linhas diferentes, o que confunde os consumidores menos atentos ao mercado.

Consumidores esperam inflação de 5% em 12 meses a partir de abril, aponta FGV

A proporção de consumidores indicando inflação abaixo do limite inferior de 3% permaneceu estável, mencionada por 23,5% do total

A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses ficou em 5% em abril, ante 5,3% em março, informou na manhã desta sexta-feira, 20, a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores. Com o resultado, o indicador recuou ao nível mais baixo desde agosto de 2007, quando estava em 4,9%. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve recuo de 2,5 pontos porcentuais no indicador.

"A queda na expectativa de inflação dos consumidores está em linha com o que foi previsto em meses anteriores e reflete o momento de estabilidade da inflação. Para os próximos meses, espera-se que o indicador de expectativa de inflação continue caindo, refletindo o bom momento do nível geral de preços da economia", avaliou o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Na distribuição por faixas de inflação, 47,1% dos consumidores projetaram uma taxa dentro dos limites de tolerância da meta (de 3% a 6%) perseguida pelo Banco Central.

A proporção de consumidores indicando inflação abaixo do limite inferior de 3% permaneceu estável, mencionada por 23,5% do total. O intervalo mais citado pelos consumidores foi entre o limite inferior de 3% e a meta de 4,5%, mencionado por 26,4% dos entrevistados.

A expectativa de inflação recuou em todas as faixas de renda, exceto para as de famílias com renda acima de R$ 9.600,00, que manteve a taxa prevista estável em 4% pelo quarto mês consecutivo. A maior queda ocorreu entre as famílias com renda mensal até R$ 2.100,00, cujas expectativas de inflação passaram de 6,4% em março para 5,8% em abril, o menor nível desde setembro de 2007.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

Pressionada por tensões, índices da China têm pior semana em um mês

O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,21 por cento às 7:48

Os mercados acionários da China recuaram nesta sexta-feira e registraram a pior semana em um mês, em meio a preocupações sobre as tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,34 por cento, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,47 por cento.

Na semana, o CSI300 caiu 2,9 por cento, enquanto o índice de Xangai perdeu 2,8 por cento, ambos registrando sua pior semana desde o final de março. A cautela prevaleceu nesta sexta-feira uma vez que persistiam as preocupações sobre o impasse comercial entre a China e os Estados Unidos.

A proibição à venda de componentes de empresas norte-americanas à chinesa ZTE aumentou as tensões entre as duas maiores economias do mundo no momento em que ambos os países já ameaçaram um ao outro com dezenas de bilhões de dólares em tarifas. O Tesouro dos EUA está avaliando maneiras de restringir investimentos chineses nos Estados Unidos invocando uma lei de poderes emergenciais e antecipando algumas reformas de revisão de segurança para aquisições corporativas, disse uma autoridade do Tesouro na quinta-feira.


Ilustrativa. Foto: Reprodução

Contrariando a tendência geral, as empresas de semicondutores da China subiram à medida que Pequim busca acelerar os planos de estímulos a produção de chips.

No restante da região, os mercados também recuaram depois que um alerta da Taiwan Semiconductor sobre a queda na demanda por smartphones pesou sobre o setor de tecnologia e os altos preços do petróleo provocou temores sobre a inflação. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,21 por cento às 7:48 (horário de Brasília).

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,13 por cento, a 22.162 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,94 por cento, a 30.418 pontos.

Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,47 por cento, a 3.071 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,34 por cento, a 3.760 pontos.

Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,39 por cento, a 2.476 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,75 por cento, a 10.779 pontos.

Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,70 por cento, a 3.573 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,21 por cento, a 5.868 pontos.

19 de abril de 2018

Contratação de empresas para limpar nome quase triplica em um ano

O levantamento é do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Interessadas nos cerca de 62 milhões de inadimplentes no país, muitas empresas prometem limpar o nome de consumidores que querem recuperar crédito no mercado e retirar seu CPF das listas de negativados. Neste ano, o número de inadimplentes que afirmam já ter contratado empresas na tentativa de limpar o nome aumentou 16 pontos percentuais (25%) em relação ao resultado de 2017 (9%):

O levantamento é do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo a consulta, 14% dos entrevistados que contrataram o serviço disseram que a situação foi resolvida, com aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano passado (4%); 11% não tiveram o nome limpo, com 5 pontos percentuais a mais de casos sem solução, na comparação com 2017 (6%). Entre os que contrataram e não tiveram o nome limpo, 39% receberam parte do dinheiro de volta, 31% receberam todo o dinheiro e 30% não foram restituídos em nada.

Os principais motivos para contratar a empresa foram: garantir que o nome fosse realmente limpo (24%), receber ajuda nas negociações (19%) e evitar constrangimentos com os credores (19%). O valor pago para limpar o nome foi, em média, de R$ 375,21 – 45% pagaram um valor antecipado fixo e 37%, um valor antecipado com percentual sobre o valor da dívida.

A maior parte dos entrevistados (53%) disse que valeu a pena pagar pelo serviço porque o nome foi limpo. Para 31%, no entanto, isso não valeu a pena, porque ficou muito mais caro do que se tivessem resolvido sozinho direto com a empresa credora.

Na opinião da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a contratação de empresa para limpar o nome nem sempre é a opção mais vantajosa. “O devedor pode negociar bons acordos diretamente com os credores, conseguindo melhores condições para liquidar a dívida e colocar as contas em ordem, sem precisar pagar nada pela intermediação.”

Acordo

Oito em cada 10 consumidores (78%) ficaram satisfeitos com o serviço de negociação da dívida. Segundo os contratantes, 4.567.890, a expectativa foi atendida para 44% dos entrevistados e superada em 34% dos casos. Para 22%, as empresas não conseguiram um bom acordo. Mais da metade dos entrevistados (65%) afirmou ter tentado negociar a dívida com os credores antes de contratar uma empresa. Em contrapartida, 21% não tentaram um acordo antes de investir no serviço.

Do total de entrevistados que utilizaram o serviço, 57% acreditam que conseguiriam ter quitado a dívida sem contratar uma empresa. Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz José Vignoli, contratar uma empresa para limpar o nome deve ser a última opção. “Se o consumidor tem dinheiro disponível para contratar esse tipo de empresa, recomenda-se que, em vez disso, negocie diretamente com o credor, ofereça uma entrada à vista e tente um desconto no valor da dívida ou redução do número de parcelas. Frequentemente, um intermediário faz pouca diferença e ainda cria uma nova despesa para quem já está endividado”, disse Vignoli.

Promessas

Parte significativa dos entrevistados (61%) teve medo de cair em golpes no momento da contratação da empresa. Também foi destaque o número de entrevistados que afirma ter recebido a promessa de ter o nome limpo sem precisar pagar a dívida: 50% disseram que as empresas prometeram limpar o nome, mesmo sem o pagamento da pendência.

“O consumidor deve ficar atento a golpes e fraudes. Muitas empresas se apresentam como facilitadoras e prometem operar verdadeiros milagres, garantindo descontos de mais de 80% no valor da dívida ou eliminar o CPF do consumidor dos cadastros de negativados sem que a pessoa sequer pague a dívida”, alertou Vignoli. “É importante ter cautela quando são oferecidos descontos, prazos e condições de pagamento fora da realidade do mercado. Não existe fórmula mágica da mesma forma como não dá para limpar o nome sem pagar a dívida.”

Contratação on line

Segundo o SPC, diferentemente do ano passado, quando a indicação de amigos e parentes teve influência significativa na decisão de contratar uma empresa para limpar o nome, os devedores este ano foram, em sua grande maioria, atraídos por anúncios na internet. Cerca de 43% dos consumidores encontraram as empresas de forma online, enquanto 15% receberam a indicação de conhecidos, apresentando queda de 17 pontos percentuais em comparação com o ano passado (31%).

Venda de 60% de refinarias pode ser concluída ano que vem, diz Parente

A Petrobras apresentou hoje ao mercado uma proposta de redução de sua participação no mercado de refino de petróleo no Brasil. Atualmente, a empresa detém 99% da capacidade de refino do país.

A transferência do controle de quatro refinarias da Petrobras para a iniciativa privada deve levar até o ano que vem para ser concluída, caso a proposta preliminar apresentada hoje (19) seja aprovada na diretoria executiva e no conselho de administração da estatal. A estimativa é do presidente da empresa, Pedro Parente, que esteve hoje na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, para discutir a proposta com agentes do mercado de óleo e gás.


Pedro Parente, presidente da Petrobras (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)


"São coisas que não se concluem em três, quatro ou cinco meses. Então, acreditamos que o closing final, a conclusão de uma transação dessa natureza, possa ir até o ano que vem. Mas vai começar muito antes do que isso", disse Parente. "Sendo aprovado na Diretoria Executiva e no Conselho de Administração, a gente espera colocar na rua imediatamente, de acordo com o processo aprovado pelo TCU [Tribunal de Contas da União]".

A Petrobras apresentou hoje ao mercado uma proposta de redução de sua participação no mercado de refino de petróleo no Brasil. Atualmente, a empresa detém 99% da capacidade de refino do país.

"É fundamental mudar a dinâmica do setor. Essa dinâmica não é boa estrategicamente nem para o país nem para a própria Petrobras", disse Parente.

A proposta apresentada prevê parcerias em que o controle acionário e a operação de quatro refinarias (duas no Nordeste e duas no Sul) ficará com parceiros privados (60%), enquanto a Petrobras manterá 40% das unidades. As parcerias incluirão os ativos logísticos das refinarias, o que engloba 12 terminais terrestres e aquaviários.

A previsão é que as refinarias sejam oferecidas em blocos, Nordeste e Sul, e dois parceiros diferentes vão assumir o controle das unidades. No Nordeste, as unidades que podem ser privatizadas são a Refinaria Abreu e Lima e a Refinaria Landulpho Alves, que têm uma capacidade de processamento de 430 mil barris de petróleo por dia. No Sul, serão a Refinaria Presidente Getúlio Vargas e a Alberto Pasqualini, com uma capacidade de 416 mil barris por dia.

Parente explicou que os blocos foram escolhidos por serem distantes um do outro e corresponderem a uma fatia parecida da capacidade de refino do país. Além disso, as unidades já estão em produção, o que aumenta o seu valor em comparação a outras que ainda não produzem, como o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

O presidente da Petrobras afirmou ainda que o processo enfrentará o período eleitoral, "em que nem sempre as questões são discutidas quanto à racionalidade econômica", disse ele. "Estamos dispostos a enfrentar isso".

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo,  Décio Oddone, defendeu que o processo poderá atrair mais agentes do mercado para investir no Brasil, mas ponderou que ainda é preciso definir detalhes de como será a participação da Petrobras nessas refinarias.

"Do ponto de vista do agente regulador, quanto mais aberto, quanto mais liberdade e quanto menos presença tiver a Petrobras na operação dessas refinarias, mais competitivo vai ser esse mercado", disse ele, acrescentando que é preciso aproveitar os recursos de que o Brasil o dispõe antes que o mundo faça a transição para uma economia de baixo carbono, o que ainda deve demorar algumas décadas. "Não temos tempo a perder, quanto mais rápido, melhor".

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, José Firmo, defendeu que a demanda por investimento no setor de refino justifica a necessidade de atrair mais agentes no mercado. Na visão dele, o Brasil tem uma margem por ser exportador de petróleo e importador de derivados, e precisa usar esse cenário de forma competitiva para atrair investimentos.

"A gente caminha fortemente na direção da abertura, e pra todos nós é muito positivo ouvir esse primeiro movimento da Petrobras".

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, elogiou a decisão da Petrobras e disse que ela vai na mesma linha das mudanças promovidas pelo governo nos últimos dois anos.

"Vejo com muito bons olhos, e, no que depender de nós, a gente vai se empenhar para que tenha sucesso o modelo que for decidido".

Streaming reduz consumo da pirataria e idas ao cinema, revela estudo

Dos entrevistados que disseram preferir o streaming ao cinema, mais de 43% relacionam isso à possibilidade de poder assistir quando quiser

O Alexandria Big Data realizou um levantamento estatístico com mais de 1.500 pessoas de todo o Brasil e chegou à conclusão que quase 65% dos assinantes de streaming de vídeo preferem assistir a filmes no conforto de suas casas que ir ao cinema. Além disso, segundo o estudo, mais de 81% dos entrevistados afirmaram que, com a possibilidade de consumir seus filmes e séries por meio do streaming, eles deixaram de recorrer à pirataria.

Casa com pijama X Cinema com pipoca

Dos entrevistados que disseram preferir o streaming ao cinema, mais de 43% relacionam isso à possibilidade de poder assistir quando quiser. Mais de 42% se baseiam no conforto de ficar em casa; quase 33% preferem o streaming pela facilidade de ver filmes e séries onde quiser; pouco mais de 32% têm essa preferência pela possibilidade de pausar o filme e mais de 31% preferem o streaming pelo poder de trocar de título. Quase 31% consomem preferencialmente o serviço por ser mais barato que ir ao cinema.

Dos mais de 35% que dizem preferir ir ao cinema, 22,5% alegam que a experiência da sala de cinema é insubstituível. 17% deles dizem que a tela grande torna tudo mais divertido; enquanto 15% relacionou a preferência aos lançamentos, que raramente chegam ao streaming ao mesmo tempo que chega às telonas; e 13% afirmaram que vão ao cinema pela qualidade do som.

Pirataria

Dentre os entrevistados, quase 63% admitiram já ter consumido filmes e séries pirateados. Entretanto, mais de 81% afirmaram que, com o hábito de assistir aos conteúdos pelo streaming, o consumo de pirataria ficou de lado.

A Netflix é uma das empresas de streaming mais conhecida ultimamente. Foto: Reprodução

TV a Cabo

A TV a cabo ainda está presente na casa de quase 66% dos entrevistados, que dizem gostar de canais e de séries e filmes específicos e por isso mantêm a assinatura dos serviços de TV paga além das assinaturas de streaming.

Serviços de Streaming

Quase 83% dos entrevistados possuíam assinaturas de algum tipo de serviço de streaming de vídeo ou música. Destes, a Netflix lidera a lista com mais de 85% dos assinantes. Logo em seguida está o Spotify, com 33% de adesão, e o terceiro lugar ficou com o Google Play, com mais de 18% dos assinantes.

O que vamos assistir hoje?

Segundo o estudo, as séries merecem medalha de ouro por ser o tipo de conteúdo mais visualizado, com quase 60% dos espectadores. Logo em seguida vêm os filmes, com aproximadamente 29% da preferência. Os clipes musicais aparecem em treceiro lugar, com mais de 3% dos acessos.

18 de abril de 2018

Pedro Parente, da Petrobras, deve ser o presidente do conselho da BRF

As tratativas ainda estão em curso e o martelo deve ser batido nesta quinta-feira (19) durante a reunião do conselho que visa tratar da disputa.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, deverá substituir o empresário Abilio Diniz à frente da Conselho de Administração da  BRF, a líder do mercado de alimentos processados no Brasil, que passa por uma grave crise administrativa.


Pedro Parente (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)


As tratativas ainda estão em curso e o martelo deve ser batido nesta quinta-feira (19) durante a reunião do conselho que visa tratar da disputa. A notícia circulou e já fez a BRF subir 8% na Bolsa.

Segundo a reportagem apurou, Parente só aceitará o desafio se seu nome for aceito por consenso entre todos os acionistas. Hoje ele comanda também o conselho de administração da B3, a administradora da Bolsa de Valores de São Paulo, e provavelmente deixaria esse cargo se fosse para a BRF.

Se isso ocorrer, é bastante provável que o fundo britânico Aberdeen, que tem 5,02% da BRF, retire seu pedido de voto múltiplo e que seja novamente apresentada uma chapa única na assembleia geral de acionistas marcada para o dia 26.

O fundo havia feito o pedido na semana passada, obrigando que todos os dez nomes do conselho sejam aprovados individualmente -o que deixaria Abilio com um ou no máximo dois representantes no colegiado.

Os acionistas da BRF estão em guerra pelo comando da companhia. De um lado, os fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil). Do outro, Península (holding da família Diniz) e o fundo Tarpon.

Petros e Previ pediram substituição de Abilio no comando da empresa por conta dos prejuízos registrados pela companhia, que perdeu R$ 1,1 bilhão em 2017. A empresa também enfrenta veto à venda de seu frango na Europa como decorrência da Operação Carne Fraca.

Além disso, há diversos problemas de gestão, que levaram à saída do presidente-executivo da empresa, Pedro Faria, também no ano passado.

Os fundos, que detêm 22% do capital da empresa, haviam indicado para presidir o conselho o executivo Augusto Cruz, presidente do conselho da BR Distribuidora.

Já Abilio tentava emplacar o nome de Luiz Fernando Furlan, herdeiro da Sadia e um dos negociadores da fusão com a Perdigão que deu origem à BRF em 2009. Sem conseguir fazer seu candidato e com o pedido de voto múltiplo do Aberdeen o deixando com apenas um ou dois representantes no conselho, Abilio voltou à carga propôs que Parente assumisse o posto.

A princípio, os representantes dos fundos estavam em dúvida, mas acabaram concordando, porque o executivo, que tirou a Petrobras de um extensa crise, é muito bem avaliado pelo mercado. A própria posição de Parente como presidente da empresa que emprega os cotistas do fundo Petros azeitou a negociação.

Piauí tem maior taxa de pessoas trabalhando para o consumo próprio: 19,3%

No estado, quase meio milhão de pessoas trabalham na produção para o próprio consumo, aponta levantamento do IBGE.

Em 2017, no Brasil, 12,4 milhões das pessoas de 14 anos ou mais realizaram algum tipo de trabalho para o próprio consumo, o que corresponde a 7,4% de todas as pessoas nessa faixa etária. 

O montante representou um crescimento de 1,1 ponto percentual em relação a 2016 (6,3%).

Os dados fazem parte do levantamento "Outras Formas de Trabalho 2016 – 2017", realizado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

A taxa de realização desta forma de trabalho foi maior para os homens (7,9%) do que para as mulheres (6,9%), e as regiões Norte (11,1%), Nordeste (10,4%) e Sul (9,7%) tiveram os maiores percentuais de pessoas que realizaram atividades para o consumo próprio.

Entre as unidades da federação, o Piauí registrou as maiores taxas no país de realização de trabalho para o próprio consumo nos dois últimos anos: 17,8 % em 2016 e 19,3% em 2017. 

Isso significa que, em 2017, o Piauí tinha cerca de 497 mil pessoas produzindo para o próprio consumo, contra 456 mil em 2016. O Maranhão registrou a segunda maior taxa do país, com 16,4%, enquanto o Distrito Federal registrou a menor taxa, de apenas 2,0%.

Embora dois dos estados mais pobres do país liderem o ranking referente à quantidade de pessoas trabalhando para consumo próprio, a pesquisadora Alessandra Brito, do IBGE, considera que, a partir do levantamento, não se pode afirmar com convicção que exista uma relação direta entre esses dois indicadores. 

Segundo Alessandra, o grande número de piauienses e maranhenses produzindo para o consumo próprio pode ser uma consequência da grande quantidade de áreas agricultáveis existentes nos dois estados, além de estar relacionado à cultura da região.

Por outro lado, ela ressalta que boa parte das pessoas que produzem para o consumo próprio têm mais de 50 anos e possuem baixa escolaridade, o que pode ser um indício de que, de fato, a situação econômica das famílias seja um fator determinante para esse fenômeno.

Mais de cem mil produzem carvão para o próprio consumo no Piauí

No Piauí, mais de cem mil pessoas atuavam na atividade de produção de carvão para consumo próprio, quando a pesquisa foi realizada.

Considerado todo o Brasil, no ano de 2017, as atividades de produção para o próprio consumo mais realizadas foram o cultivo de alimentos, a pesca, a caça e a criação de animais (76,4%), seguidas pela produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material (16,9%). Esses dois grupos de atividades, no entanto, apresentaram queda de 1,2 e 0,4 ponto percentual, respectivamente, em relação a 2016.

No Piauí, assim como no Brasil, o cultivo, a pesca, a caça e criação de animais eram as atividades de produção para o próprio consumo mais realizada, com taxas de 87,5% em 2016 e de 85,1% em 2017.

O único aumento significativo nas atividades realizadas para o próprio consumo no Piauí foi observado na produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material, cuja taxa de realização subiu de 18,5% para 21,1% no período, ou seja: em 2017, cerca de 105 mil pessoas praticavam essa atividade no Piauí. No Brasil, as taxas dessa atividade tiveram ligeiro recuo: de 17,3% para 16,9%.

Sobe percentual de homens que fazem tarefas domésticas, diz IBGE

Os dados integram o estudo Outras Formas de Trabalho 2017, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (18), no Rio de Janeiro, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).

Em 2017, 84,4% da população de 14 anos de idade ou mais tinham afazeres domésticos em casa ou em endereços de parentes, o que correspondia a 142,4 milhões de pessoas. Os dados integram o estudo Outras Formas de Trabalho 2017, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (18), no Rio de Janeiro, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).

As informações indicam, porém, a existência de uma grande diferença nas taxas de afazeres domésticos entre homens e mulheres. Enquanto 91,7% das mulheres faziam essas atividades, a proporção era de 76,4% entre os homens no mesmo período – uma diferença de 15,3 pontos percentuais. O percentual caiu em relação a 2016 quando houve aumento da taxa de afazeres domésticos, mas com maior intensidade entre os homens, cujo crescimento foi de 4,5 pontos percentuais. O percentual caiu em relação a 2016 quando houve aumento da taxa de afazeres domésticos, mas com maior intensidade entre os homens, cujo crescimento foi de 4,5 pontos percentuais.

A maior taxa de afazeres domésticos no domicílio ou em domicílio de parente, por idade, ocorreu entre o grupo de 25 a 49 anos, onde o percentual atingiu 88,4%, seguido pelo grupo de 50 anos ou mais de idade, com 85,6%.

Sexo, raça e instrução

Verificou-se o mesmo comportamento quando os dados foram analisados por sexo. Em 2017, a taxa de tarefas domésticas entre as mulheres de 25 a 49 anos era de 95,4%, já entre as de 50 anos ou mais, 90,8%, e, entre as jovens de 14 a 24 anos de idade, 85,2%.

Para os homens, a taxa era 80,9% no grupo de 25 a 49 anos, de 79,3% para os de 50 anos ou mais, e 63,5% para quem tinha de 14 a 24 anos de idade.

Por região do país, a pesquisa mostra que no Sul foi registrado o maior percentual de pessoas com afazeres domésticos no domicílio ou em domicílio de parente, na população em idade de trabalhar: 88,2% do total. O  Nordeste anotou o menor percentual: 79,7%.

A pesquisa do IBGE observou que, entre 2016 e 2017, houve aumento da taxa de afazeres domésticos em todos os grupos de idade, mas a alta foi mais intensa entre os jovens do sexo masculino de 14 a 24 anos, com crescimento de 6,7%, e de 25 a 49 anos (6,6%).

Quando a análise da pesquisa se dá por cor ou raça percebe-se que as taxas de tarefas domésticas eram menores entre as mulheres brancas, segmento onde 90,9% executavam esses afazeres. Já entre as mulheres pretas o percentual era de 93,5% e de 92,3% entre as pardas.

Ainda analisando por cor e sexo, a pesquisa mostrou que os homens pardos apresentaram as menores taxas de tarefas domésticas: em 2017, 77,8% dos homens brancos, 77,7% dos pretos e 74,7% dos pardos. No entanto, os homens pardos exibiram a maior elevação desta taxa: 7% entre 2016 e 2017.

Quando a pesquisa abrange o segundo nível de instrução, constata-se que a taxa de afazeres cresce conforme aumenta o nível de instrução. O estudo apurou que, em 2017, 81,6% daqueles que não tinham instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto faziam afazeres domésticos, enquanto 89,1% daqueles com ensino superior completo executavam as tarefas. No período, o maior aumento de taxa de realização ocorreu entre as pessoas com superior completo (5,1%) e o menor, entre os sem instrução ou com fundamental incompleto (3,3%).

O IBGE informou que a taxa de realização mensura apenas se a pessoa realizou ou não algum tarefa doméstica. “A intensidade em número de horas semanais dedicadas a tais tarefas deve ajudar a diferenciar ainda mais sua realização por homens e mulheres. Contudo, essas informações são investigadas em conjunto com os cuidados de pessoas, uma vez que tais atividades, em geral, são realizadas concomitantemente”, esclareceu o instituto.

Se consideradas as pessoas em idade produtiva que cuidaram de pessoas, o percentual sobe para 86% em 2017, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior. O maior percentual regional foi no Sul do país (89,3%) e o menor, no Nordeste (81,8%). O percentual também é maior entre as mulheres (92,6%) do que entre os homens (78,7%). A maior discrepância entre os sexos acontece no Nordeste (27,1%) e a menor, no Sul (11,8%).

Monitor do PIB aponta retração em fevereiro, diz FGV

Apesar da queda, o trimestre dezembro, janeiro e fevereiro soma um crescimento de 0,6% em relação a setembro,outubro e novembro de 2017.

O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) da Fundação Getúlio Vargas aponta retração do PIB de 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano. O indicador mensal faz uma estimativa da variação da economia brasileira e mostra que, apesar da queda, o trimestre dezembro, janeiro e fevereiro soma um crescimento de 0,6% em relação a setembro,outubro e novembro de 2017.

O coordenador da pesquisa, Claudio Considera, avalia que a economia continua apresentando taxas superiores a 2017. A estimativa da FGV é que o PIB do trimestre encerrado em fevereiro cresceu 1,7% em relação aos mesmos três meses de 2017 e 2016.


O trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7% o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7% , em comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016 (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)


"Mesmo na série dessazonalizada, a economia apresenta crescimento, quando a comparação é trimestral. Na série mensal dessazonalizada, a economia apresenta retração de 0,3%, na comparação de fevereiro com janeiro, apesar disso, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica", afirma o economista.

Na comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016, o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7%. Com exceção da transformação, todas as atividades da indústria tiveram queda.

A agropecuária teve queda nessa mesma base de comparação, com recuo de 1,7% após 13 meses consecutivos de crescimento.

Os investimentos (formação bruta de capital fixo) tiveram uma alta de 4,4% no trimestre, puxados por uma alta de 17,2% nas máquinas e equipamentos. Por outro lado, a construção teve retração de 1,8%.

Pela ótica do consumo, houve crescimento de 2,5% do consumo das famílias na mesma base de comparação. Segundo a FGV, todos os componentes dessa parte do índice apresentaram variação positiva, mas houve desaceleração da média trimestral. Na contramão dessa tendência, destacou-se o consumo de produtos duráveis, que cresceu 12,6% no trimestre encerrado em fevereiro, uma taxa que representa aceleração em relação aos 8,9% registrados no período novembro/dezembro/janeiro.

No que diz respeito ao comércio exterior, a pesquisa indica um crescimento de 2,8% nas importações no período trimestral que termina em fevereiro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Dívida bate recordes e ameaça a economia mundial, alerta FMI

De acordo com o documento, o conjunto da dívida atingiu 1,64 trilhão de dólares em 2016 e representa 225% do PIB mundial

O endividamento atinge recordes, puxado pela China. e supera amplamente os níveis de 2009, pouco depois da quebra do banco Lehman Brothers, o que representa um risco para a economia mundial, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Não há espaço para a complacência”, afirmou Vitor Gaspar, diretor de assuntos orçamentários do FMI, durante a apresentação do relatório “O Observatório Orçamentário”, antes das reuniões semestrais do Fundo e do Banco Mundial.

De acordo com o documento, o conjunto da dívida atingiu 1,64 trilhão de dólares em 2016 e representa 225% do PIB mundial. “O mundo se encontra 12% mais endividado que durante o recorde precedente, em 2009”, lamenta o FMI, que atribui o aumento sobretudo a China, que representa 47% do crescimento da dívida desde 2007.

Foto: Divulgação

O endividamento deve prosseguir após a aprovação nos Estados Unidos de uma reforma fiscal que provocará um crescimento do déficit orçamentário em um trilhão de dólares nos próximos três anos, elevando a dívida do país a 116% do PIB até 2023.

Nos países desenvolvidos, a dívida está em 105% de seu PIB, o nível mais elevado desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e nos países emergentes alcança 50%, uma proporção inédita desde a crise da dívida dos anos 1980, que atingiu duramente as economias em desenvolvimento.

“A experiência demonstra que os governos com mais sucesso são aqueles que se preparam logo que surgem nuvens no horizonte”, disse Gaspar, antes de pedir aos Estados que adotem medidas para evitar problemas em caso de crise.

“Um endividamento e déficit importantes reduzem as capacidades dos governos de responder com políticas orçamentárias que reforcem a economia em caso de recessão”, destacou o FMI.

Os países emergentes poderiam ser as primeiras vítimas: “O endividamento se encontra em um nível muito elevado no mundo inteiro e geralmente a dívida acontece em dólares”, recordou o economista chefe do FMI, Maurice Obstfeld, na terça-feira. Nestas condições, caso os Estados Unidos aumentem de maneira mais rápida que o previsto as taxas de juros, os países emergentes sofreriam as consequências.

Ruralistas pressionam e Temer exonera presidente da Funai

Em nota, a Frente Parlamentar Agropecuária afirmou que o pedido de "exoneração imediata" do então presidente da Funai foi "demanda trazida por populações indígenas insatisfeitas com o desempenho" de Franklimberg

O presidente Michel Temer acolheu pedido apresentado pela bancada ruralista e exonerou o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Franklimberg Ribeiro de Freitas. A reportagem apurou que Franklimberg já foi comunicado da decisão e deverá deixar o cargo até a próxima segunda-feira.

Cerca de 40 deputados e senadores da bancada ruralista apresentaram uma carta a Temer solicitando a demissão, sob argumento de que o atual presidente da Funai não estaria considerando projetos do setor.

Em nota, a Frente Parlamentar Agropecuária afirmou que o pedido de "exoneração imediata" do então presidente da Funai foi "demanda trazida por populações indígenas insatisfeitas com o desempenho" de Franklimberg. Segundo a nota, mais de 170 líderes indígenas assinaram ofício entregue a Temer e, "a partir desta reivindicação, a FPA solicitou a substituição" do dirigente.

A reportagem apurou que o Ministério da Justiça, ao qual a Funai é vinculada, tentou segurá-lo. Segundo fontes Franklimberg foi surpreendido com a decisão. O ministro da Justiça, Torquato Jardim, admitiu que o momento para a exoneração preocupa. "É uma semana difícil, pelas celebrações do Dia do Índio. E, na semana que vem, são esperados 5 mil índios", afirmou. Entre os dias 23 e 27 será realizado, em Brasília, o Acampamento Terra Livre, o principal encontro indígena do País.

Franklimberg ocupa a presidência da fundação desde janeiro de 2017. Foto: Reprodução/Mário Vilela/ Funai

Perfil

Nesta terça-feira, 17, Franklimberg não quis comentar o assunto. A Funai também não se pronunciou. Entre os mais cotados para assumir o cargo estaria o diretor da Funai, Francisco Nunes, que teria a simpatia dos ruralistas.

Franklimberg ocupa a presidência da fundação desde janeiro de 2017. Sua chegada ao órgão causou polêmica à época, por causa da entrada de militares para cargos na Funai. Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Franklimberg é general de brigada, assessor de relações institucionais do Comando Militar da Amazônia. Comandou a 1.ª Brigada de Infantaria de Selva em Roraima e foi chefe do Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia.

Na Funai, liberou a nomeação de servidores do concurso realizado em 2015 pela fundação e que venceria no ano passado. Em meio a uma de suas piores crises, a Funai também conseguiu o descontingenciamento de R$ 27 milhões e trocou de sede em Brasília, o que, segundo a instituição, gerou economia de R$ 400 mil por mês.

‘Quero ser parte de solução da BRF’, diz Luiz Fernando Furlan

Furlan, que é herdeiro da família fundadora da Sadia e conselheiro da BRF, concorre para ser o novo presidente do conselho de administração em substituição a Abilio Diniz

Apresentando-se como voz independente na disputa societária em curso na BRF, empresa dona das marcas Sadia e Perdigão, Luiz Fernando Furlan afirmou nessa terça-feira, 17, que gostaria de se colocar "como parte da solução" para o conflito entre os principais acionistas da companhia de alimentos.

Furlan, que é herdeiro da família fundadora da Sadia e conselheiro da BRF, concorre para ser o novo presidente do conselho de administração em substituição a Abilio Diniz. Ele foi indicado ao cargo na chapa lançada com apoio do próprio Abilio e da gestora Tarpon em oposição à registrada pelos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ) e da Petrobrás (Petros) - a chapa dos dois fundos trazia o nome de Furlan, mas não para o comando do colegiado.

"Não advogo a favor de nenhum lado. Eu, que não tenho ressentimentos, me coloco na posição de pacificar", afirmou a jornalistas, numa coletiva feita por telefone e convocada pela própria BRF.


Foto: Reprodução

Furlan evitou apontar culpados para a situação da empresa - a BRF apresentou prejuízos inéditos em 2016 e em 2017 -, mas disse que a "visão financista" se mostrou equivocada na gestão, em uma referência à administração da Tarpon, que fora apoiada por Abilio. Ao mesmo tempo, ele classificou como "surpreendente" o movimento de Petros e Previ, que em fevereiro deste ano ingressaram com pedido de destituição de todo o conselho da BRF.

"Essa instabilidade que tem acontecido realmente não tem ajudado a empresa", disse. "Estou comprometido a olhar para frente. O passado, paciência, é o passado", afirmou.

No dia 26 de abril, uma assembleia extraordinária de acionistas irá eleger a nova composição do conselho. A gestora britânica Aberdeen, que tem 5% da BRF, solicitou que a escolha seja feita por "voto múltiplo". Assim, os acionistas terão de dividir seus votos entre os nomes dos candidatos às vagas.

Furlan elogiou a experiência de três executivos convidados por ele para disputar vagas no conselho: Luiza Trajano (dona do Magazine Luiza), Roberto Rodrigues (ex-ministro da Agricultura de Lula) e do consultor Vicente Falconi. E também se manifestou a favor da manutenção da atual diretoria-executiva. "No fundo, a empresa precisa voltar a crescer. O fundador (da Sadia, Atílio Fontana) dizia que nada substitui o crescimento e nada substitui o lucro. Se a empresa cresce e tem bom resultado, não tem briga de acionista. Quando falta milho no terreiro, as galinhas se bicam", disse.

Procuradas, Petros e Previ não quiseram comentar.

Vivo inaugura espaço para inovação e experiência digital

Com 1.500 m², o Vivo Digital Lab tem área de descompressão, horta automatizada, meditação, minigolfe e arena para eventos

Com o objetivo de acelerar sua transformação digital, a Vivo inaugurou nessa segunda-feira (16) em São Paulo um espaço criado para contribuir com a inovação, criatividade, flexibilidade e troca de experiências entre os profissionais da empresa. Além de áreas de descompressão e laboratório de user experience , o Vivo Digital Labs tem 12 salas - sem portas para facilitar a integração - para os colaboradores trabalharem em Squads (esquadrões), times multidisciplinares que atuam por projeto.

“Queremos pessoas diferentes dando opinião em um mesmo projeto. Montamos um espaço que expressasse e facilitasse isso. Então, no final do dia, esperamos que um ambiente como esse faça com que aumente a produtividade, que a gente entenda melhor o consumidor”, diz Ricardo Sanfelice, vice-presidente de Estratégia Digital e Inovação. 

O novo espaço de 1.500 m² fica no prédio da Vivo na avenida Doutor Chucri Zaidan, Zona Sul da cidade, e é ocupado por 230 colaboradores das equipes de transformação digital da Vivo. Os times desenvolvem, testam, verificam as falhas e aprimoram os recursos dos aplicativos e de outros canais de atendimento digital da Vivo.

“O Vivo Digital Labs é a síntese do ‘espírito de startup’ que queremos fomentar na Vivo, como parte da nossa transformação digital. Criamos um ambiente disruptivo para os nossos colaboradores que privilegia o uso de técnicas e metodologias inovadoras, estimulando agilidade, criatividade e inovação, sempre com foco em oferecer a melhor experiência para nossos clientes”, afirma Christian Gebara, Chief Operating Officer (COO) da Vivo. Esta metodologia de trabalho adotada há dois anos pela empresa é inspirada em startups de sucesso do Vale do Silício.

O Vivo Digital Labs é um espaço criado para contribuir com inovação, criatividade, flexibilidade e troca de experiências entre os profissionais da empresa. Foto: Reprodução/Terra

Experiência do consumidor 

Em março, 15 milhões de usuários únicos acessaram o aplicativo Meu Vivo e a empresa quer digitalizar as jornadas do consumidor cada vez mais. “Hoje em dia qualquer pessoa quer ter autoatendimento. Muitas vezes, as pessoas não querem ligar no call center, ir a uma loja. Elas querem resolver em um aplicativo”, diz o diretor de experiência digital da Vivo, Fernando Moulin.

No laboratório de user experience do novo espaço, os testes de usabilidade dos serviços com clientes serão mais ágeis e a equipe de tecnologia acompanhará tudo de perto. “A gente tem aqui a sala de testes de usabilidade com clientes. Ela é muito importante, porque é muito legal você poder receber os clientes dentro da Vivo e ver como eles navegam. Isso serve como uma das premissas para refazer as jornadas digitais”, afirma Moulin.

O Espaço

O conceito do Vivo Digital Labs, que foi assinado pelo arquiteto André Detani, engloba inovação, mobilidade, contemporaneidade, tecnologia e integração com o ambiente urbano. Além dos espaços para Squads e do user experience , o ambiente tem command center , sala com 16 telas de monitoramento dos indicadores dos projetos em andamento, salas individuais e de reunião, com recursos de áudio e vídeo e telepresença. 

A área de descompressão inclui mesa de bilhar, console de videogames com óculos de realidade virtual, minigolfe, sala para meditação e prática de yoga, espaço de café e uma horta totalmente automatizada para que colaboradores e visitantes possam colher e fazer seus próprios chás.

17 de abril de 2018

América Latina volta a crescer liderada por Brasil e Argentina

Segundo o Escritório do Economista-Chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, o crescimento se deve a um ambiente externo favorável.

O Banco Mundial divulgou hoje (17) documento em que afirma que as economias da América Latina e do Caribe estão voltando a crescer com força depois de seis anos de estagnação puxadas pelo crescimento do Brasil e da Argentina, as duas maiores economias sul-americanas. Os dados mostram que o crescimento brasileiro será de 2,4% em 2018 – previsão maior do que a do FMI, divulgada hoje, que foi de 2,3% – e de 2,5% em 2019.

As informações fazem parte do relatório "Ajuste Fiscal na América Latina e Caribe: Dores no Curto Prazo, Ganhos no Longo?". Segundo o Escritório do Economista-Chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, o crescimento se deve a um ambiente externo favorável, incluindo o aumento dos preços das commodities, o crescimento dos Estados Unidos e o da China e a alta liquidez internacional.

O economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, Carlos Vegh, destacou as reformas levadas adiante no país e afirmou: “Foram feitas reformas importantes no Brasil, talvez não com a velocidade que se esperava, mas houve reformas fiscais e reformas trabalhistas. A reforma da Previdência não foi aprovada, mas foi muito discutida, então creio que há um consenso entre todas as classes politicas de que a reforma da previdência deve ser feita.”

América Latina

Segundo o documento, a América Latina cresceu 1,1% em 2017 e deve crescer 1,8% em 2018 e 2,3% em 2019. Se fosse excluída a Venezuela, que passa por grave crise política, humanitária e econômica, as estimativas seriam de 2,6% em 2018 e 2,8% em 2019. A economia venezuelana teve uma queda abrupta em seu PIB real de 16,5% em 2016 e de 14,5% em 2017, com perspectivas para 2018 igualmente pessimistas, com queda em torno de 14,3%.

Na Argentina, as estimativas são de alta de 2,7% em 2018 e 2,8% em 2019 e, no México, crescimento de 2,3% e 2,5%, respectivamente. A América Central deve crescer 3,8% em 2018 e em 2019, já para o Caribe as estimativas são de alta de 3,5% em 2018 e 3,4% em 2019.

O relatório faz a ressalva de que após vários anos de baixo crescimento, a situação fiscal de muitos desses países é frágil: a dívida pública da região como um todo representa 57,6% do Produto Interno Bruno (PIB) latino-americano e quase todos os países da região fecharam 2017 com déficits fiscais.

O documento afirma que caso o Brasil conseguisse diminuir sua relação dívida pública sobre o PIB do número atual de 74% para 61,5%, poderia recuperar o grau de investimento, classificação de risco por agências estrangeira, em até dez anos. Isso se faria por meio de sucessivos superávits primários entre 2018 e 2028, começando com 7,5% neste ano e subindo para 5,8% a partir do ano que vem.

Segundo o Banco Mundial, períodos como o atual, de crescimento econômico, favorecem ajustes fiscais. Vegh afirma que “A persistência dos déficits e os altos níveis de endividamento podem colocar em risco os ganhos obtidos a duras penas nas últimas décadas, que ajudaram a reduzir a inflação, a pobreza e a desigualdade e a estimular o crescimento inclusivo”.

Quatro bancos concentram 78,5% do crédito no país

De acordo com os dados, a concentração bancária vem crescendo no país. Em dezembro de 2007, os quatro bancos eram responsáveis por 54,68% do crédito e 59,34% dos depósitos.

Os quatro maiores bancos do país – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – concentraram 78,51% do mercado de crédito em 2017. Essas instituições também foram responsáveis por 76,35% dos depósitos dos correntistas. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado hoje (17) pelo Banco Central (BC).

De acordo com os dados, a concentração bancária vem crescendo no país. Em dezembro de 2007, os quatro bancos eram responsáveis por 54,68% do crédito e 59,34% dos depósitos.

Perguntado se a concentração bancária dificulta a queda dos juros, o diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, afirmou que a autoridade monetária tem adotado medidas para reduzir o custo do crédito. Ele afirmou que o spread – diferença entre a taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a cobrada dos clientes – está em queda, mas o BC trabalha para que a velocidade dessa redução seja maior.

Entre as medidas, citou a reforma trabalhista como forma de reduzir custos para as instituições financeiras. Para Souza, é preciso também que sejam aprovadas as mudanças no cadastro positivo (inclusão automática dos bons pagadores) e a criação do registro eletrônico de duplicatas, em tramitação no Congresso Nacional.

Souza também citou a redução da taxa básica de juros, a Selic, o que diminuiu o custo de captação do dinheiro pelos bancos, e mudanças nos depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a recolher ao BC). “Uma série medidas que juntas vão colaborar para essa redução [dos juros]”, disse.

No último dia 10, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que não está satisfeito com o ritmo de queda dos juros no país. Ele disse que o assunto é da maior importância para o BC. “O objetivo é atacar, de forma estrutural, não voluntariosa, todas as causas que tornam o custo de crédito alto no Brasil”, acrescentou, em audiência pública no Senado.

Brasil quer acionar OMC para analisar barreiras da UE ao frango

Restrições são consequência de desdobramento da Operação Carne Fraca.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) quer pedir a instalação de painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para analisar as barreiras impostas pela União Europeia à importação de frango do Brasil. Segundo o ministro da pasta, Blairo Maggi, os estudos necessários para o pedido foram iniciados. Entre amanhã (18) e quinta-feira (19), a União Europeia poderá decidir pela suspensão da importação de unidades brasileiras que fornecem o produto, entre elas, há nove apenas da BRF.

Decisão pode demorar três anos para sair (Foto: Arquivo / Agência Brasil)

Recém-chegado da Bélgica, para onde viajou para tratar dessa questão, Maggi acredita que a decisão da UE será pela suspensão da importação de diversas unidades de produção. Maggi diz que o país tem tomado, desde o início da Operação Carne Fraca, diversas medidas para aumentar a credibilidade junto ao mercado externo.

Após a terceira fase da operação da Polícia Federal, o ministro viajou à Europa para mostrar que as ações realizadas pelo Brasil já eram suficientes para garantir a segurança dos produtos. "Não obtivemos sucesso", afirmou. "Ficou uma pequena possibilidade de rever isso ate dia 18, quase irrisório. A decisão colegiada que estão tomando é de fazer com que plantas da BRF e outras, que não sabemos, sejam deslistadas da UE".

De acordo com Maggi, os estudos necessários para ingresso do caso na OMC foram iniciados. A questão ainda será discutida com o presidente Michel Temer e com o Ministério das Relações Exteriores. Uma vez instalado, o painel pode durar cerca de três anos. O ministro ressalta ainda que as plantas que forem descadastradas pela UE ainda poderão ser reintegradas caso atendam às exigências feitas pelo bloco.

Barreiras comerciais

De acordo com Maggi, a União Europeia está tentando impor barreiras comerciais, que extrapolam critérios sanitários. "É um problema comercial, estão se aproveitando de situação de investigação interna para tirar o Brasil desse mercado", disse. Os estudos para pedir a abertura de um painel na OMC foram iniciados antes da decisão da UE.

A situação é consequência da terceira etapa da Operação Carne Fraca, deflagrada em 2017, pela Polícia Federal para investigar denúncias de fraudes cometidas por fiscais agropecuários federais e empresários. A chamada Operação Trapaça, deflagrada em 5 de março, teve como alvo a BRF. O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactérias Salmonella pullorum.

Após a operação, o Mapa suspendeu temporariamente as exportações de carne de frango da empresa BRF para a União Europeia. Em nota, a BRF negou risco à saúde para população.

Maggi também criticou os critérios para a importação de frango da UE, independentemente da Operação Carne Fraca. O Brasil atualmente pode exportar para a União Europeia até 21,6 mil toneladas de frango in natura sem impostos. Para esses produtos, é exigido que não tenham dois tipos de salmonella, que causam danos à saúde.

Além dessa cota, o país pode exportar ainda 170,8 mil toneladas de frango in natura com adição de 2% de sal. Sobre esses produtos são cobrados 15,4% de impostos e há a exigência de que não apresentem 2,6 mil tipos de salmonella. A exigência pode cair para apenas dois tipos da bactéria caso seja paga uma taxa extra de 1.024 euros por tonelada. "Isso não é sanitário, isso é comercial", diz o ministro.

Segundo Maggi, com exceção dos dois tipos de bactérias que podem causar danos mais graves, a salmonella não apresenta risco à saúde, porque é "desativada" quando o frango é cozido.

Exportações

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Ao longo de quatro décadas, o país embarcou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango, em mais de 2,4 milhões de contêineres para 203 países. O primeiro contêiner, inclusive, foi enviado pela Sadia, marca da BRF.

As vendas para a UE, no entanto, têm apresentado quedas. Em 2017, o Brasil, de acordo com o Mapa, exportou 201 mil toneladas para o bloco. Em 2007, chegou a exportar 417 mil toneladas.

Guerra comercial pode ajudar Brasil no curto prazo, diz FMI

No caso do Brasil, uma eventual retaliação da China à soja americana poderia beneficiar o país, com o aumento das exportações aos asiáticos

Uma eventual guerra comercial entre os Estados Unidos e a China pode beneficiar o Brasil num curto prazo, mas compromete o cenário econômico mundial e não teria vencedores no longo prazo, de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). "Todos perderiam", afirmou o economista Maurice Obstfeld, diretor de pesquisas do FMI, em entrevista nesta terça-feira (17). 

Obstfeld observou que os efeitos de um conflito entre as duas principais potências econômicas mundiais seriam complexos, afetando a confiança no mercado e o crescimento global de forma prematura.  No caso do Brasil, uma eventual retaliação da China à soja americana poderia beneficiar o país, com o aumento das exportações aos asiáticos, mas ao mesmo tempo afetaria o ambiente global de negócios, gerando incerteza.

"Políticas comerciais têm vencedores e perdedores. Mas nossa principal mensagem continua sendo a de que, em um ambiente de conflito comercial generalizado, todos perderiam", declarou.

O tensionamento entre EUA e China, que vêm anunciando tarifas e barreiras comerciais entre si, foi um dos principais assuntos durante o lançamento do World Economic Outlook, um dos principais relatórios sobre a economia mundial produzido pelo FMI. O documento prevê um crescimento de 3,9% da economia global -mas a escalada da disputa comercial nas últimas semanas fez com que Obstfeld dedicasse boa parte de seus comentários ao tema.

"A perspectiva de restrições comerciais ameaça minar a confiança e descarrilhar o crescimento global de forma prematura", afirmou, destacando que boa parte da atual expansão das economias dos EUA e China está baseada em investimento e comércio internacional.

Obstfeld declarou que ainda não há uma guerra comercial propriamente dita, e pediu para que os países mantenham negociações e usem canais multilaterais para chegar a um comum acordo

MST invade fazenda de Maroni e sede de afiliada da Globo na Bahia

No início do mês, Maroni distribuiu 9.000 latas de cerveja em frente ao Bahamas Club em comemoração ao decreto de prisão do ex-presidente Lula

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) invadiu nesta terça-feira (17) uma fazenda do empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Hotel Club, no município de Araçatuba (552 km de São Paulo). Segundo os organizadores, cerca de 300 militantes participam da manifestação e pregam "reforma agrária nas terras dos golpistas".

No início do mês, Maroni distribuiu 9.000 latas de cerveja em frente ao Bahamas Club em comemoração ao decreto de prisão do ex-presidente Lula. O petista está preso desde o dia 7 na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Rede Bahia foi ocupada por manifestantes. Foto: Divulgação/MST

Também nesta terça, cerca de 250 militantes invadiram a sede da TV Bahia, afiliada da Rede Globo no estado. Os militantes chegaram por volta das 5h e entraram na área do estacionamento da emissora. Inicialmente, houve piquete e os funcionários foram impedidos de entrar e sair da empresa.

Depois de negociações com a Polícia Militar da Bahia, os militantes liberaram a entrada dos funcionários e prometeram deixar o prédio da emissora por volta das 10h. Não houve depredações. "Nosso objetivo não é causar dano. E denunciar o golpe contra a democracia e as empresas que o apoiaram", afirma Sebastião Lopes, membro da diretoria do MST na Bahia.

Além da sede da afiliada da Globo, os manifestantes também fizeram invasões de terra nas cidades de Santo Amaro, Recôncavo Baiano, e Eunápolis, extremo-sul do estado. Procurada, a Rede Globo ainda não se manifestou. 

MST invade fazenda de Maroni e sede de afiliada da Globo na Bahia

No início do mês, Maroni distribuiu 9.000 latas de cerveja em frente ao Bahamas Club em comemoração ao decreto de prisão do ex-presidente Lula

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) invadiu nesta terça-feira (17) uma fazenda do empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Hotel Club, no município de Araçatuba (552 km de São Paulo). Segundo os organizadores, cerca de 300 militantes participam da manifestação e pregam "reforma agrária nas terras dos golpistas".

No início do mês, Maroni distribuiu 9.000 latas de cerveja em frente ao Bahamas Club em comemoração ao decreto de prisão do ex-presidente Lula. O petista está preso desde o dia 7 na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Também nesta terça, cerca de 250 militantes invadiram a sede da TV Bahia, afiliada da Rede Globo no estado. Os militantes chegaram por volta das 5h e entraram na área do estacionamento da emissora. Inicialmente, houve piquete e os funcionários foram impedidos de entrar e sair da empresa.

Depois de negociações com a Polícia Militar da Bahia, os militantes liberaram a entrada dos funcionários e prometeram deixar o prédio da emissora por volta das 10h. Não houve depredações. "Nosso objetivo não é causar dano. E denunciar o golpe contra a democracia e as empresas que o apoiaram", afirma Sebastião Lopes, membro da diretoria do MST na Bahia.

Além da sede da afiliada da Globo, os manifestantes também fizeram invasões de terra nas cidades de Santo Amaro, Recôncavo Baiano, e Eunápolis, extremo-sul do estado. Procurada, a Rede Globo ainda não se manifestou. 

China cogita imposto de 180% sobre cereais dos EUA

A medida é resultado de um inquérito antidumping do Ministério do Comércio de Pequim, que determinou que o produto está sendo vendido a preços “impropriamente baixos” no país

A China ordenou aos importadores de sorgo dos Estados Unidos que realizem depósitos referentes a uma possível alta dos impostos sobre o cereal, em mais um episódio da guerra comercial entre os dois países.   

A medida é resultado de um inquérito antidumping do Ministério do Comércio de Pequim, que determinou que o produto está sendo vendido a preços “impropriamente baixos” no país. Por conta disso, os importadores deverão pagar taxas equivalentes a 178,6%, para cobrir possíveis medidas antidumping quando o caso for concluído.   

O dumping é a prática de exportar produtos a preços inferiores aos realizados no mercado interno e é considerado concorrência desleal. A guerra comercial entre EUA e China começou após Donald Trump sobretaxar a importação de aço e alumínio, dois dos principais produtos de exportação do país asiático.   

Desde então, as duas potências vêm levantando barreiras para a compra de itens produzidos na outra nação. Ao mesmo tempo, tentando assumir a liderança da defesa do livre comércio, a China anunciou nesta terça-feira (17) que removerá o limite à participação estrangeira em toda a cadeia de produção de navios e aviões e em joint ventures no setor automotivo.   

No primeiro trimestre de 2018, o PIB chinês teve uma alta de 6,8%, um pouco acima das projeções do mercado, que previa crescimento de 6,7%. 

Netflix cresce 63% no primeiro trimestre e fatura US$ 290 milhões

Ações da empresa chegaram a subir até 7% depois do fechamento do mercado; base de assinantes ganhou mais 7,4 milhões de usuários

A Netflix registrou um crescimento significativo no primeiro trimestre de 2018. A medida que caminha para bater metas agressivas de novos usuários, a plataforma pioneira de streaming anunciou nessa segunda-feira (16) que seu lucro líquido cresceu cerca de 63% no primeiro trimestre, para US$ 290 milhões. No comparativo do ano anterior, a companhia avançou 40%, para US$ 3,7 bilhões. Os resultados financeiros foram divulgados após o fechamento das bolsas americanas.

O anúncio, como era esperado, já repercutiu no mercado de capitais, com as ações da empresa subindo até 7% no chamado after market, segundo informações da Reuters. Entretanto, fechou em queda de 1,5%.


Catalogo do serviço de Streaming. Foto: Reprodução

Acima da expectativa

A companhia cresceu sua base de novos usuários acima da expectativa de Wall Street, que apostava em um acréscimo de aproximadamente  6,5 milhões de novos assinantes. Nos primeiros três meses, a plataforma atraiu mais 7,4 milhões de clientes. A expectativa, de acordo com a própria Netflix, é conquistar mais 6,2 milhões de assinantes no período de abril a junho, um milhão a mais que as previsões dos analistas.

Apesar de um estudo recente apontar que a maioria dos assinantes dedica seu tempo assistindo a conteúdo licenciado, a Netflix atribuiu seu crescimento a produção de conteúdo original e à expansão do consumo de entretenimento online no mundo.

Só para este ano, a previsão da plataforma é investir cerca de US$ 8 bilhões em séries de formato televisivo e filmes em 2018. A Netflix citou o lançamento de "The End of the F***ing World", as novas temporadas de "Grace and Frankie" e "Santa Clarita Diet" entre os destaques de novos conteúdos produzidos nos Estados Unidos. A nova febre do serviço, "La Casa de Papel", também foi citada. O título se tornou a produção em língua estrangeira mais assistida dentro do Netflix.

No Brasil, a nova série "O Mecanismo", de José Padilha, também é uma das apostas da Netflix para este ano. 

16 de abril de 2018

Mercado reduz projeção do crescimento da economia para 2,76%

Desta vez, a projeção passou de 2,80% para 2,76%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,83%.

O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC) junto a instituições financeiras, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - caiu pela terceira semana consecutiva.


Projeção para a expansão da economia caiu de 2,80% para 2,76%. Há quatro semanas, estava em 2,83% (Foto: Arquivo / Agência Brasil)


Desta vez, a projeção passou de 2,80% para 2,76%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,83%. Para 2019, a expectativa permanece em 3% há 11 semanas seguidas. Os dados constam do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central às segundas-feiras.

O mercado financeiro também tem alterado a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) passou de 3,53% para 3,48% na décima primeira redução consecutiva.

Estimativa da inflação é ajustada para 4,07%

A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,09% para 4,07%, abaixo do centro da meta (4,25%).

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão do mercado financeiro, a Selic encerrará 2018 em 6,25% ao ano e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

Indicador da FGV aponta comércio exterior menos dinâmico em 2018

Preço das exportações brasileiras reduziu seu ritmo de crescimento de 18,6% para 12,3% na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o primeiro trimestre do ano passado.

A comparação do preço e do volume das trocas comerciais brasileiras no primeiro trimestre de 2018 indica um comércio exterior menos dinâmico que o do ano passado. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), com base nos dados do Indicador do Comércio Exterior (Icomex).


Houve queda no ritmo de crescimento dos preços e no volume exportado em relação ao primeiro trimestre de 2017 (Foto: Arquivo/ Tânia Rêgo/ Agência Brasil)


Segundo a pesquisa, o preço das exportações brasileiras reduziu seu ritmo de crescimento de 18,6% para 12,3% na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o primeiro trimestre do ano passado. O volume exportado, por sua vez, caiu 4,2%. No ano passado, o volume de exportações havia subido 7,4% nos três primeiros meses do ano.

No lado das importações, houve aumento de 14,3% no preço e queda de 1% no volume. No ano passado, o volume importado pelo Brasil havia subido 9,8% e o preço, 2,9%.

Influência da China

A pesquisa destaca o peso da China para o comércio exterior do Brasil. O país asiático é o destino de 23,2% das exportações brasileiras e a origem de 19,8% das importações.

As exportações para a China cresceram 1% no primeiro trimestre, mas a pesquisa mostra que houve uma queda de 12,9% no volume exportado. A principal explicação para o resultado é a demora no embarque da soja. A previsão é que o cenário mude nos próximos meses.

Commodities

Segundo a pesquisa, a queda no volume de exportações brasileiras para todo o mundo se deve à redução de 11,1% no volume de commodities exportadas. O preço das exportações desses produtos primários subiu 13,4% nos primeiros três meses de 2018, menos que a metade da variação registrada no ano passado: 35,9%.

As não commodities tiveram crescimento de 5,1% no volume exportado e de 11,4% no preço, um desempenho considerado melhor que o das commodities. No ano passado, o preço havia subido apenas 1,2%, e o volume, 14,7%. 

Indústrias

A pesquisa desdobra os dados por setor e mostra que a indústria agropecuária teve queda de 4,1% no preço exportado e alta de 6,1% no volume.

A indústria de transformação elevou o preço de suas exportações em 10,9%; e o volume, em 2,5%. Já a indústria extrativa exportou um volume 33,2% menor, mas que teve um valor 42% maior.

As exportações da indústria de transformação se concentram nos bens de capital, que tiveram alta de 38,2% no volume, com destaque para a venda de plataformas de petróleo.

No que diz respeito às importações, o preço aumentou em 42,7% para a indústria extrativa e 12,5% para a de transformação, que teve queda de 3,3% no volume.

Aumentaram os volumes importados da indústria extrativa (+23,2%) e da agropecuária (+11,5%), que, por outro lado, importou um valor 8,9% menor.

A variação da importação de bens de consumo duráveis saltou de -1% para 36,7%, equanto a exportação desses bens caiu 3,2% em 2018, depois de ter subido 39,9% em 2017.

Segundo a pesquisa, as compras de automóveis brasileiros por parte da Argentina foram muito elevadas em 2017 e a queda no crescimento da exportação de bens de consumo duráveis se deve ao ciclo de estoques. Já o aumento das importações tem influência do câmbio.

Caixa reduz para 9% ao ano taxa de juros do crédito imobiliário

Os prazos para permanecem entre 156 para 420 meses no caso do SFH e 120 a 420 meses, no SFI

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (16) redução das taxas de juros do crédito imobiliário e aumento do percentual do valor do imóvel financiado. As taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário). As informações são da Agência Brasil.

As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI. Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria e estimula o mercado imobiliário.

"O objetivo da redução é oferecer melhores condições para os nossos clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas", destacou, em nota.


Foto: Reprodução

A última redução de juros feita pela Caixa ocorreu em novembro de 2016, quando as taxas mínimas passaram de 11,22% para 9,75% ao ano para imóveis financiados pelo SFH, e de 12,5% para 10,75% ao ano para imóveis do SFI.

Cota de financiamento

O banco aumentou novamente o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%. Em setembro do ano passado, a Caixa tinha reduzido para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento.

A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%. Os prazos para permanecem entre 156 para 420 meses no caso do SFH e 120 a 420 meses, no SFI. A Caixa, que lidera o mercado com cerca de 70% das operações, possui R$ 82,1 bilhões para o crédito habitacional em 2018.

Sistemas de financiamento

Estão enquadrados no SFH imóveis residenciais de até R$ 800 mil para todo país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI. Essas alterações passam a valer a partir desta segunda-feira (16).

De olho em efeito na concorrência, BC discute se veta ou aprova XP-Itaú

Este será o primeiro caso que o BC avalia desde que assinou um memorando de entendimentos com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

Há indicações, colhidas pelo Valor, de que o Banco Central discute se deve ou não aprovar o investimento do Itaú na XP Investimentos ou ao menos aplicar restrições, levando em conta efeitos concorrenciais. A existência de tais discussões revela uma abordagem diferente da usual da autoridade para analisar uma transação entre duas instituições financeiras. No passado, sempre que uma aquisição foi submetida ao BC, não havia grandes dúvidas sobre sua aprovação e quase sempre o foco esteve na preservação da saúde do sistema e não na competição.

Este será o primeiro caso que o BC avalia desde que assinou um memorando de entendimentos com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no fim de fevereiro, encerrando duas décadas de disputas sobre a quem compete decidir sobre a concentração no sistema financeiro. A autoridade monetária passou a dividir a atribuição com o Cade, que em março aprovou a transação por cinco votos a dois, mediante a assinatura de um acordo que impôs remédios comportamentais. Na eventualidade de o BC reprovar a operação, haveria uma situação no mínimo curiosa - cabe recurso ou pedido de "reconsideração" à própria diretoria.

O BC tem até julho para tomar sua decisão, mas existe a expectativa de que o veredito saia antes. A decisão é colegiada, ou seja, cada diretor dá seu voto e o presidente Ilan Goldfajn tem o voto de qualidade, em caso de empate. O assunto ainda está na diretoria de Organização, responsável por analisar o caso e fazer um parecer, mas informalmente o tema tem sido conversado entre os demais diretores.

Foto: Divulgação

O pano de fundo da decisão é novo. A Selic está na mínima histórica, a 6,5% ao ano, o que evidenciou o tamanho do spread bancário. Ao mesmo tempo, o tema da concentração bancária passou a ser debatido como nunca na sociedade e foi incorporado, inclusive, ao discurso do presidente do BC.

No passado, as decisões do Banco Central sobre consolidação quase sempre foram pautadas pela preservação da saúde financeira do sistema. Mas hoje não se identificam riscos. Nos casos das compras do HSBC pelo Bradesco e do Citi pelo Itaú, os mais recentes, tratava-se de duas instituições financeiras que não conseguiam atingir escala no varejo para serem rentáveis.

Mas essa não é a situação da XP, que montou um negócio que se tornou lucrativo e com potencial de atingir mais escala no segmento em que atua. Para alguns especialistas em concorrência, a plataforma da corretora, até hoje focada em investimentos, poderia mesmo servir de base para a venda de outros produtos financeiros, como crédito, ensejando ainda mais competição com os bancos.

Um ponto central da argumentação de XP e Itaú, que foi usado no Cade e amparou a decisão do órgão, é que neste ponto o investimento é minoritário e, portanto, não há por que se discutir uma concentração. Apenas a partir de 2024 é que o Itaú pode tornar-se controlador, a depender do exercício de opções. O caso terá que voltar ao Cade se isso acontecer.

Mas, para alguns observadores, o fato de o Itaú ter dois assentos no conselho da XP, indicar o principal executivo financeiro (CFO) e o conselho fiscal demonstra que a posição não é totalmente passiva. O Cade avaliou que o acordo de acionistas e o Acordo em Controle de Concentrações (ACC) assinado com as duas instituições assegura que o Itaú não terá ingerência sobre decisões estratégicas da XP. Resta saber se o BC terá a mesma avaliação.

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Para alguns observadores do caso, se prevalecer a opinião dos que pensam que a operação deve ser vetada, o BC poderá fazer eco aos dois votos contrários no Cade, dos conselheiros Cristiane Alkmin e João Paulo Resende. A conselheira defendeu que não se tratava apenas de se assegurar que a XP seguiria uma plataforma aberta. Para ela, é inegável que o Itaú terá grande poder sobre o negócio (direito a mais de 20 vetos, inclusive sobre a remuneração do CEO e do CFO) e que, portanto, a aprovação da transação significa um freio num movimento que favorece a concorrência. Em seu voto, ela expressou preocupação com o fato de a aprovação abrir a porta para grandes bancos consolidarem empresas inovadoras que ameacem seu negócio.

No fim de março, o sócio da Gávea e ex-presidente do BC, Arminio Fraga, disse ao Valor que considerava um erro a aprovação do negócio pelo Cade. "Até então, acreditava-se impossível a construção orgânica de uma rede de agências, sem a qual a entrada no mercado parecia inviável. A XP desafiou essa crença, a partir de uma plataforma remota, estilo século XXI. Seria um erro eliminar a maior ameaça concorrencial que surgiu em muito tempo", disse então. A Gávea é um dos investidores da Stone, credenciadora de cartões independente e que pretende fazer uma oferta inicial de ações neste ano.

Na última sexta-feira, representantes da XP, incluindo o controlador Guilherme Benchimol, reuniram-se com o diretor de Organização do BC, Sidnei Corrêa Marques, em Brasília. O encontro constava da agenda da autoridade.

Procurado, o Itaú não comentou. Benchimol disse que não poderia comentar o andamento do caso. "A nossa operação de venda minoritária para o Itaú foi feita com visão de longo prazo, de forma que pudéssemos focar cada vez mais naquilo que nos trouxe até aqui", disse. "Não estamos vendendo a XP e em nenhum momento o Itaú terá qualquer ingerência sobre as decisões da nossa empresa. Tenho 42 anos de idade e apenas aos meus 57, caso o Itaú queira é que podemos falar do tema concentração. Vamos competir por pelo menos 15 anos contra o Itaú e todos os demais bancos do sistema financeiro nacional", completou.

Gasto do governo com pessoal no ano passado foi o maior desde 2000

Segundo o governo, despesa com pessoal somou 41,8% das receitas correntes líquidas no ano passado.

Os gastos do governo com pessoal vêm crescendo nos últimos anos e se aproximam do limite fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), apontam dados do Ministério do Planejamento.

Essas despesas da União atingiram, em 2017, 41,8% da chamada receita corrente líquida (RCL), que é a soma das receitas tributárias de um governo, descontados os valores das transferências constitucionais. Trata-se do percentual mais alto desde a criação da LRF, em 2000. Para se ter uma ideia, em 2012 esse gasto equivalia a 30% da RCL.

Foto: Reprodução

A Lei de Responsabilidade fiscal estabelece que a União não pode gastar com pessoal mais do que 50% da RCL. Se esse limite for atingido, a lei prevê uma série restrições e medidas, como a proibição de reajuste de salários e até a demissão de servidores.

O gasto com pessoal é aquele feito pelo governo para o pagamento de salários e de benefícios previdenciários, como aposentadorias, a servidores públicos.

Governo tenta conter avanço

Para tentar controlar essas despesas, o governo já anunciou algumas providências, como o início de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para servidores públicos, a possibilidade de eles requisitarem licença sem remuneração por até três anos consecutivos (prorrogáveis por igual período), e de optarem por uma jornada reduzida de trabalho, com corte proporcional do salário.

Além disso, o governo federal passou a registringir novas contratações. A realização de concursos públicos, que estava suspensa desde 2016 em razão da piora nas contas públicas, está sendo retomada neste ano, mas apenas para preencher vagas abertas pela saída servidores.

15 de abril de 2018

Temer não se manifesta sobre eleição da Venezuela na Cúpula de Lima

Temer afirmou que o Brasil tem acolhido dezenas de milhares de venezuelanos que buscam condições para vida digna. Segundo ele, o Brasil vem oferecendo ajuda humanitária

Ao contrário dos líderes da Argentina (Mauricio Macri), Colômbia (Juan Manuel Santos), Chile (Sebastián Piñera) e Panamá (Juan Carlos Varela), o brasileiro Michel Temer não afirmou que o Brasil não reconhecerá as eleições que se realizam na Venezuela no próximo dia 20 de maio.

"Trabalhamos com o Grupo de Lima e queremos uma OEA [Organização dos Estados Americanos] cada vez mais atuante para que possa ajudar o povo da Venezuela a reencontrar a trajetória da democracia", afirmou ele na Cúpula das Américas, na capital do Peru, neste sábado (14) . "Não há espaço na região para alternativas à democracia."

Temer afirmou que o Brasil tem acolhido dezenas de milhares de venezuelanos que buscam condições para vida digna. Segundo ele, o Brasil vem oferecendo ajuda humanitária, mas "é espantoso que, há tempos atrás, tentamos mandar remédios e alimentos e isso nos foi negado pelo governo venezuelano."

O mandatário brasileiro, porém, não mencionou se o Brasil reconhecerá ou não o resultado das urnas venezuelanas, como manifestaram alguns de seus pares. Santos afirmou que a Colômbia não reconhecerá as eleições "porque elas estão desenhadas para maquiar uma ditadura".

Foto: Reprodução/ Lula Marques/ Agpt. '

Macri foi o primeiro a criticar a Venezuela na abertura da cúpula. "A Argentina vai desconhecer qualquer eleição que surja de um processo desse tipo, não é uma eleição democrática, e a comunidade internacional não pode ficar quieta. Não podemos vir a essa cúpula, dizer que os responsáveis são os outros, e voltar para casa tranquilos. Convido a todos a trabalhar juntos para redobrar esforços para recuperar a democracia neste país." E acrescentou: "O governo da Venezuela tem de parar de negar a realidade e aceitar a ajuda internacional."

Piñera afirmou que o não reconhecimento por parte do Chile será "porque essa eleição não cumpre os requisitos mínimos de uma eleição democrática", e Varela, porque "é uma atitude contra o povo venezuelano." O Paraguai também informou que não reconhecerá as eleições venezuelanas.

LULA

Já o mandatário boliviano Evo Morales referiu-se ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, preso na semana passada, dizendo que "não se pode aprisionar a consciência de um povo. Não existem provas contra Lula. É preciso estar alerta às ameaças a nossos governos. Estão usando o discurso da luta contra a corrupção para atacar os governos populares."

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, em sua intervenção, disse que "Lula é um preso político e agora a Justiça virou instrumento para derrubar líderes populares".

Morales também disse que condena toda a tentativa de ataques unilaterais à Venezuela e lamenta "que o presidente Maduro não esteja aqui ao nosso lado". E acrescentou: "a Bolívia exige que se levantem os embargos contra Cuba, que os EUA se retirem de Guantánamo, e que as ilhas Malvinas sejam devolvidas à Argentina".

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse que o Canadá "seguirá atuando junto aos outros países do Grupo de Lima e em outros fóruns para ajudar a restaurar a democracia à Venezuela". "É preciso colocar o povo da Venezuela à frente de tudo neste momento", disse Trudeau.

13 de abril de 2018

Reunião que inclui Michel Temer custa R$ 85 mil em Lima

Cassia Carvalho, diretora executiva do Conselho de Negócios Brasil-EUA, que promove o encontro, afirmou que o preço de US$ 25 mil é incorreto e não revelou o valor que, segundo ela, constitui doação

O presidente Michel Temer se reunirá nesta sexta (13) com empresários que investem no Brasil e integram a delegação da Câmera de Comércio dos EUA às margens da oitava edição Cúpula das Américas, em Lima. A reportagem apurou que a taxa para participar do grupo da Câmara é de US$ 25 mil (cerca de R$ 85 mil). O valor não inclui passagem, hospedagem nem alimentação.

A Câmara fez circular um convite para o encontro com o brasileiro ("uma oportunidade única para altos executivos aprenderem mais sobre o governo brasileiro e suas expectativas") e deve promover encontros similares com Raúl Castro, ditador de Cuba, e outros líderes da região.

Cassia Carvalho, diretora executiva do Conselho de Negócios Brasil-EUA, que promove o encontro, afirmou que o preço de US$ 25 mil é incorreto e não revelou o valor que, segundo ela, constitui doação. Mas a reportagem apurou que os empresários receberam emails em que a câmara especificava os US$ 25 mil para integrar a delegação.

Carvalho não disse quem vai à reunião: "São multinacionais americanas que estão no Brasil e têm interesse em compreender mais o país".

Temer discursará neste sábado (14) na plenária da cúpula, cujo tema é "Governança Democrática frente à corrupção", em um momento em que a reforma da casa de uma de suas filhas é investigada pela Polícia Federal sob suspeita de ter sido bancada com propina da JBS, como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.

A única reunião bilateral em sua agenda é com o hondurenho Juan Orlando Hernández. Já o argentino Mauricio Macri se reunirá com o vice dos EUA, Mike Pence, o premiê canadense, Justin Trudeau, e o colombiano Juan Manuel Santos.

12 de abril de 2018

Governo Federal propõe salário mínimo de R$ 1.002 para 2019

Proposta está na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que foi divulgada nesta quinta-feira pela área econômica. Salário mínimo atual é de R$ 954.

O governo propôs um salário mínimo de R$ 1.002 para 2019. O anúncio oficial ocorreu nesta quinta-feira (12), por meio do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem. Atualmente, o mínimo é de R$ 954.

Com a proposta, essa será a primeira vez que o valor do salário mínimo, que serve de referência para cerca de 45 milhões de pessoas, ficará acima da marca de R$ 1 mil. A vigência do novo salário é em janeiro do próximo ano, com pagamento em fevereiro.

O reajuste do salário mínimo obedece a uma fórmula que leva em consideração o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior.

Para o mínimo de 2019, portanto, a fórmula determina a soma do resultado do PIB de 2017 (alta de 1%) e o INPC de 2018. Como só será possível saber no início do ano que vem a variação do INPC de 2018, o governo usa uma previsão para propor o aumento.

Ao propor um salário mínimo de R$ 1.002 para 2019, o reajuste será de 5,03%, bem acima da correção de 1,81% que foi feita em 2018 - o menor percentual em 24 anos.

O governo também já havia informado que aplicaria, em 2019, no reajuste do mínimo maior, por conta de uma compensação pelo reajuste deste ano, que ficou abaixo da inflação medida pelo INPC.

Último ano da atual fórmula

A atual fórmula de reajuste do salário mínimo (inflação do ano anterior mais o PIB de dois anos antes) começou a valer em 2012, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em 2015, Dilma encaminhou ao Congresso uma Medida Provisória que foi aprovada e estendeu esse modelo de correção até 2019.

Analistas esperam que o novo formato de correção do salário mínimo, de 2020 em diante, seja um dos pontos debatidos na campanha eleitoral para a Presidência da República no ano que vem.

Impacto nas contas públicas

O reajuste do salário mínimo tem impacto nos gastos do governo. Isso porque os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos aposentados não podem ser menores do que um salário mínimo.

Com o aumento de R$ 48 no salário mínimo no próximo ano, de R$ 954 para R$ 1.002, os números da área econômica indicam de que haverá um aumento nos gastos públicos de mais de R$ 14 bilhões somente por conta desse reajuste.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, enviada ao Congresso no ano passado, o governo informou que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um incremento de cerca de R$ 300 milhões ao ano nas despesas do governo.

Salário mínimo 'necessário'

Mesmo se confirmada a proposta para o salário mínimo acima de R$ 1 mil para 2019, o valor ainda ficará distante do valor considerado como "necessário", segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o órgão, o salário mínimo "necessário" para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 3.706,44 em março deste ano.

Vendas do varejo caem 0,2% de janeiro para fevereiro

De janeiro para fevereiro deste ano, metade dos segmentos teve queda, com destaque para os tecidos, vestuário e calçados (-1,7%).

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 0,2% de janeiro para fevereiro, depois de crescer 0,8% de dezembro para janeiro. A média móvel trimestral manteve-se estável.


Supermercados experimentaram queda de 0,6% no faturamento em todo o país (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)


Na comparação com fevereiro do ano passado, houve alta de 1,3%. O varejo acumula avanços de 2,3% no ano e de 2,8% em 12 meses, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De janeiro para fevereiro deste ano, metade dos segmentos teve queda, com destaque para os tecidos, vestuário e calçados (-1,7%). Outras atividades em queda foram combustíveis e lubrificantes (-1,4%), outros artigos de uso pessoal (-0,8%) e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (-0,6%).

A outra metade teve alta: equipamentos e material para escritório, comunicação e informática (2,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%), móveis e eletrodomésticos (1,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,8%).

O chamado varejo ampliado, que também inclui materiais de construção, veículos e autopeças, teve queda de 0,1% de janeiro para fevereiro. Os veículos, motos, peças e partes cresceram 2,5%, enquanto os materiais de construção anotaram alta de 0,3% no volume de vendas.

Nos outros tipos de comparação temporal, o varejo ampliado registrou expansão de 0,1% na média móvel trimestral, de 5,2% em relação a fevereiro de 2017, de 5,9% no acumulado do ano e de 5,4% no acumulado de 12 meses.

Receita nominal

A receita nominal do comércio varejista teve quedas de 0,5% de janeiro para fevereiro e de 0,3% na média móvel trimestral. Mas anotou altas na comparação com fevereiro de 2017 (1,6%), no acumulado do ano (2,4%) e no acumulado de 12 meses (2,4%).

Já a receita nominal do varejo ampliado manteve-se estável de janeiro para fevereiro e na média móvel trimestral e teve avanços na comparação com fevereiro de 2017 (5,2%), acumulado do ano (5,9%) e acumulado de 12 meses (4,5%).

Produção de motos cresce 12,2% no primeiro trimestre, diz Abraciclo

Na comparação mensal dos números de produção, houve alta de 14,8% em março sobre o mesmo mês em 2017.

A produção de motocicletas do Polo Industrial de Manaus cresceu 12,2% nos três primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 259.537 unidades. Os dados foram divulgados hoje (12), em São Paulo, pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Na comparação mensal dos números de produção, houve alta de 14,8% em março sobre o mesmo mês em 2017. Foram produzidas, no mês passado, 94.599 unidades. Em relação a fevereiro, o crescimento foi de 13,1%.

As vendas para o atacado registraram aumento de 8,4% durante o primeiro trimestre do ano (234 mil unidades comercializadas). No mês de março, foram vendidas 87.372 motocicletas para os concessionários, representando uma alta de 8,5% em relação a março do ano passado. Na comparação com fevereiro, houve elevação de 16,6%.

As vendas diretas ao consumidor tiveram aumento de 4% no primeiro trimestre do ano, com 210.970 emplacamentos. No mês passado, foi registrada queda de 4,3% nas vendas (79.320 motocicletas vendidas), na comparação com março de 2017. Em relação a fevereiro, houve alta de 25,9%.

Vendas no varejo

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, informou que a produção cresce em ritmo mais acelerado do que as vendas no varejo, porque há atraso na entrega das motocicletas. As motos são produzidas em Manaus e distribuídas para o restante do país.

“[A produção] desce de Manaus, via terrestre. Há um fluxo de logística de, em média, mais do que 15 dias. Alguns mercados estão com estoque abaixo do normal. Metade da produção de março, por exemplo, não foi vendida para o concessionário”, disse Fermanian.

A Abraciclo manteve as expectativas de alta no acumulado no final deste ano. A produção, segundo a entidade, deve crescer 5,9%. A projeção de venda no atacado é de aumento de 4,3% e, no varejo, alta de 1,6%. “Vamos aguardar, pois há instabilidade política, a Copa do Mundo. Mas, como a gente vê, os primeiros períodos do ano foram bem mais favoráveis do que a gente esperava”, afirmou.

Mercado reduz para R$ 136,1 bilhões previsão de déficit nas contas públicas

Para o ano que vem, a estimativa de déficit primário passou de R$ 111,892 bilhões para R$ 107,304 bilhões.

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda esperam por um déficit menor nas contas públicas neste ano. A estimativa de déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), neste ano, passou de R$ 139,132 bilhões para R$ 136,103 bilhões. A estimativa está abaixo da meta para este ano, que é R$ 159 bilhões.

O resultado primário é formado por despesas menos receitas, sem considerar gastos com juros.

A projeção consta na pesquisa Prisma Fiscal elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras do mercado. Os dados foram divulgados hoje (12).

Para o ano que vem, a estimativa de déficit primário passou de R$ 111,892 bilhões para R$ 107,304 bilhões.

Na última terça-feira (10), o novo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, disse que a melhora na arrecadação decorrente da recuperação da economia poderá fazer a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 vir com meta menor de déficit primário.

A LDO de 2018 estimava meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para o próximo ano. No entanto, o bom desempenho da arrecadação federal, que cresceu mais de 10% acima da inflação oficial nos dois primeiros meses do ano, pode criar condições para que a equipe econômica imponha uma meta fiscal mais apertada para 2019.

Hoje à tarde, Colnago e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, darão entrevista coletiva à imprensa para divulgar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019 (PLDO), que será enviado ao Congresso Nacional.

Dívida

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do governo geral, que, na avaliação das instituições financeiras, será de 74,9% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). A estimativa anterior era 75% do PIB. Para 2019, a estimativa foi ajustada 76,95% para 76,90% do PIB.

Produtores de coco brasileiros pedem proteção do governo

Grupo de cerca de 40 produtores pediu medidas para proteger a indústria nacional da importação de matérias-primas da Ásia.

Pela primeira vez, cerca de 40 produtores de coco de todo o Brasil se reuniram na semana passada com representantes do Ministério da Agricultura para exigir medidas para proteger a indústria nacional. "Sofremos da concorrência desleal dos mercados asiáticos. Algumas fábricas de água de coco compram água lá, produzida em condições sanitárias e trabalhistas duvidosas, e desidratam antes de importar", explicou Fernando Florence, vice-presidente do Sindicato Nacional de Produtores de Coco do Brasil (Sindcoco).

"Uma vez no Brasil, eles reidratam com água, adicionam açúcar e vendem um néctar de coco. O resultado disso é que os consumidores pensam que estão bebendo água de coco 100% natural, o que não é o caso. As fábricas fazem uma concorrência com o resto da indústria nacional e pedem menos coco para os produtores nacionais", acrescenta.

Os pequenos operadores representam 75% dos produtores brasileiros de coco. Em 2012, a marca brasileira Ducoco e a empresa americana PepsiCo, dona da marca líder do mercado, a Kero Coco, foram apontadas por importar sua matéria-prima da Ásia.


Em 2012, a marca brasileira Ducoco e a americana PepsiCo, dona da líder do mercado, a Kero Coco, foram apontadas por importar matéria-prima da Ásia. Foto: Divulgação

As plantações asiáticas são dominadas por coqueiros-gigantes, usados para produzir cocos secos, que dão o óleo. A água dos coqueiros-gigantes é pouco consumida e seu preço é muito inferior ao da água de coco verde, de melhor qualidade. "As importações não param de aumentar. Não queremos impedir entrada de produtos, mas queremos que os países asiáticos tenham as mesmas regras que no Brasil, em relação às normas trabalhistas e regras sanitárias", aponta o vice-presidente da Sindcoco.

Os produtores brasileiros também dizem estar preocupados com doenças asiáticas nas plantações. Todos pensam na chamada "vassoura-de-bruxa", que atingiu duramente os cacaueiros do país e causou o declínio da produção nacional de cacau.

Apesar da lista de encomendas repleta até 2020, Antonio Barbosa, diretor da Tecnococo, uma das duas empresas brasileiras produtoras de híbridos de semente de coco, cruzando entre coqueiros anões e gigantes, está preocupado. "Queremos importar pólen do coqueiro-gigante do México para fazer um coqueiro híbrido ainda mais resistente às pragas. Já achamos parceiros interessados porém, por enquanto, estamos bloqueados com a burocracia do Estado brasileiro".

INSS convoca para perícia 152 mil beneficiários para 'pente-fino'

Edital que notifica a perícia foi publicado nesta quinta no 'Diário Oficial da União'. Segundo MDS, pasta a qual o INSS é vinculado, convocados tem até 4 de maio para procurar o instituto.

governo federal publicou edital nesta quinta-feira (12) no "Diário Oficial da União" que convoca para perícia médica pessoas que recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), são 152,2 mil convocados, que devem procurar o INSS até 4 de maio.

O edital de notificação faz parte do pente-fino que o governo federal realiza, desde agosto de 2016, nos benefícios por incapacidade pagos pelo INSS (veja aqui; a lista com os nomes dos convocados nesta quinta, por ordem alfabética, vai das páginas 109 a 506).

O programa de revisão está em sua segunda etapa. O MDS, pasta a qual o INSS é vinculado, planeja realizar 1,2 milhão de avaliações médicas até o fim deste ano. Nesta quinta, segundo o ministro Alberto Beltrame (MDS), o governo convocou para perícia beneficiários que precisam passar pelo exame obrigatório e não foram localizados em razão de endereço desatualizado ou com informações incorretas.

Foto: Reprodução

Também foram convocados via edital beneficiários que receberam a carta do INSS, que comunica a necessidade da revisão médica, mas não agendaram a perícia no prazo determinado.

Quem teve o nome publicado no edital deve agendar a perícia pela Central de Atendimento da Previdência Social, no telefone 135.

Segundo edital

Em março, foi publicado edital similar, que convocou para perícia 94 mil pessoas que recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez. O prazo para o agendamento da avaliação deste edital termina nesta sexta (13). Segundo Alberto Beltrame, somente 10,1 mil dos 94 mil convocados marcaram a consulta até o momento. Quem não agendar a perícia até o final do prazo terá o benefício bloqueado já no próximo pagamento, precisando regularizar a situação.

Em 2018, na soma dos dois editais, o INSS convocou 246,2 mil mil pessoas. Além dos editais, o governo também convocou beneficiários de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez por meio de cartas. Foram enviadas 522,6 mil em fevereiro.

“Em 40 dias de trabalho já realizamos 191 mil perícias, 10 vezes mais do que as feitas no mesmo período em 2017. O percentual de cancelamentos tem sido bastante alto, mas o MDS assegura que nenhuma injustiça será cometida e nenhum direito será violado neste processo”, afirmou Alberto Beltrame.

Convocados por edital em 2018

  • 85.437 mil auxílios-doença
  • 160.851 aposentadorias por invalidez

Convocados por carta em 2018

  • 114.980 auxílios-doença
  • 407.654 aposentadorias por invalidez

De acordo com as regras do pente-fino, o INSS envia carta para cada beneficiário que precisa passar pela perícia obrigatória. A avaliação confirma se o impedimento ao trabalho permanece ou não.


Os beneficiários de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez terão até dia 04 de maio para procurar o instituto. Foto: Reprodução

Depois de receber a carta, o beneficiário tem até cinco dias úteis para agendar a perícia pelo 135. Caso a perícia não seja agendada, o pagamento fica suspenso até o convocado regularizar sua situação. A partir da suspensão, o beneficiário tem até 60 dias para marcar o exame. Se não procurar o INSS neste prazo, o benefício será cancelado.

Balanço

Iniciada em março deste ano, a segunda etapa do pente-fino teve até a última terça-feira (10) 191,4 mil perícias realizadas, conforme o MDS. No caso do auxílio-doença, foram 49,5 mil avaliações médicas, com 36,9 mil benefícios cancelados (75%). É convocado para o exame quem recebe o benefício e há mais de dois anos não passa pela revisão médica obrigatório do INSS. Já na aposentadoria por invalidez, o INSS realizou 141,8 mil perícias, com 43 mil benefícios cancelados (30%).

Devem passar pela perícia da aposentadoria por invalidez beneficiários com menos de 60 anos de idade que estão há dois anos ou mais sem realizar perícia. Ficam de fora as pessoas com mais de 60 anos e quem tiver 55 anos com benefício há pelo menos 15 anos.

Amazon sinaliza expansão no Brasil com investimento de R$ 97,5 milhões

Segundo fontes próximas à companhia, gigante norte-americana estuda início de vendas diretas no País

A Amazon está investindo R$ 97,5 milhões no Brasil. É o que mostra documento assinado no dia 1º de fevereiro e registrado na Junta Comercial de São Paulo. O documento informa que as companhias que controlam a Amazon no Brasil, Rainforest Holdco 1 e Rainforest Holdco 2 - registradas nos EUA - repassaram o valor à filial brasileira nos termos de contrato de câmbio.

O investimento é mais um sinal das intenções de expansão das operações da Amazon no Brasil. A gigante norte-americana ingressou no Brasil em 2012 negociando inicialmente apenas livros físicos e digitais. Em outubro do ano passado, iniciou a venda de eletrônicos no país com uma estratégia de marketplace.

Vendas diretas?

Foto: Reprodução

A intenção agora seria avançar para vendas diretas. No mês passado, a agência de notícias Reuters informou que o grupo de varejo on-line se reuniu com fabricantes de eletrônicos, perfumaria e outros produtos para anunciar que passará a comprar diretamente as mercadorias e se encarregará da armazenagem e entrega delas no Brasil

A Amazon também teria sinalizado aos fabricantes que usaria serviços de transporte e atendimento ao cliente próprios no Brasil, afirmaram as fontes. Outro forte indício dos planos de expansão da companhia é a notícia do jornal O Globo, no último domingo, que afirma que a empresa ampliou seu espaço de logística, ao alugar um novo galpão em Cajamar (SP).

Quebra-cabeças

Procurada pela Computerworld Brasil, a Amazon.com.br diz que não tem detalhes para compartilhar a respeito dos movimentos recentes. Em nota, a empresa afirma apenas que "nos últimos cinco anos estivemos comprometidos em desenvolver nosso negócio no Brasil e continuamos investindo para melhor servir nossos clientes brasileiros."

O fato é que a Amazon está de olho no Brasil e as peças do "quebra-cabeças" da gigante norte-americana estão sendo montadas para novos movimentos no País. E as notícias têm deixado o mercado de olhos atentos. Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza, por exemplo, disse ontem (10/4), que a Amazon enfrentará dificuldades para crescer no país, considerando o fato de que o Brasil tem uma "realidade" diferente do mercado no exterior.

"Como disse Tom Jobim, o Brasil não é para iniciantes. Há grandes empresas muito relevantes lá fora e que não tiveram sucesso aqui, como o Citibank e o Walmart. Então, a realidade é diferente aqui do que vemos lá fora. Não acho que vai ser trivial crescerem no Brasil", disse o executivo.

11 de abril de 2018

Secretária do Tesouro ocupará segundo cargo mais importante da Fazenda

Ana Paula foi uma das principais responsáveis pela renegociação da dívida dos estados e pela elaboração do pacote de recuperação fiscal de estados em dificuldade, como o Rio.

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, ocupará a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, o segundo posto mais importante da pasta, anunciou hoje (11) o novo ministro Eduardo Guardia. O nome do novo titular do Tesouro será divulgado nos próximos dias.


Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e a secretária executiva do ministério, Ana Paula Vescovi (Valter Campanato / Agência Brasil)


Na Secretaria do Tesouro desde junho de 2016, Ana Paula tinha ocupado a Secretaria de Fazenda do Espírito Santo em 2015 e 2016. No estado, ela promoveu um trabalho de ajuste fiscal, cortando cargos comissionados, suspendendo reajustes salariais para os servidores locais, revisando incentivos fiscais e obrigando a destinação dos recursos dos royalties do petróleo para investimentos, não para o custeio (manutenção da máquina pública).

No Tesouro, Ana Paula foi uma das principais responsáveis pela renegociação da dívida dos estados e pela elaboração do pacote de recuperação fiscal de estados em dificuldade, como o Rio de Janeiro. Ela trabalhou para que os estados com problemas de caixa que recorressem à União cumprissem contrapartidas, com corte de gastos e aumento de impostos.

A nova secretária-executiva da Fazenda confirmou que continuará presidindo o Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal. Ela encarregou-se da implementação do novo estatuto, que deu mais transparência para a instituição, e descartou o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ampliar o capital da instituição.

Após ser confirmada no cargo, Ana Paula agradeceu a Guardia, que, segundo ela, criou condições para que todas as secretarias do ministério trabalhassem em conjunto. “Queria agradecer o apoio ao trabalho do Tesouro Nacional e das outras secretarias. Farei o meu melhor como servidora pública, que visa atender, da melhor forma possível, a missão institucional do Ministério da Fazenda. Vou permitir que a coesão que marca a equipe, a unidade de pensamento, seja uma continuidade até o final desse período”, declarou.

IBGE: ricos receberam 36 vezes acima do que ganharam os pobres em 2017

Massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total.

Em 2017, os ricos do país ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da população brasileira, em 2017, teve rendimento médio mensal de R$ 27.213. O valor representa, em média, 36,1 vezes mais do que metade do que receberam os mais pobres – cujo renda mensal foi de R$ 754 naquele ano. Em 2016, o grupo mais rico ganhava 36,3 vezes mais do que a média do rendimento de metade dos mais pobres.

Os dados fazem parte da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017, divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A publicação revela que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% menores rendimentos detinham apenas 0,7% da renda.

Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, os números mostram que a desigualdade ainda é grande no país. "Vamos separar a população inteira, do mais baixo ao mais alto. Se você pega metade dela, verá que a média de rendimento médio dos 50% que ganham menos é de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da população que ganha os maiores salários, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido”, afirmou.

Concentração

Na região Sudeste, a concentração de renda foi ainda maior. Nesta região, está a maior parcela da população e reúne rendimento médio mensal real do grupo de 1% mais ricos. No Sudeste, este grupo chegou a ter concentração 33,7 vezes superior ao rendimento médio mensal real de 50% da população com os menores rendimentos – em 2016 era de 36,3 vezes.

A região que apresentou a menor relação foi a Sul (25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016). Em 2016, o número era 36,3 vezes maior.Também foi o Sul que teve a menor desigualdade  com 25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016.

O estudo do IBGE compara o rendimento da população do ponto de vista da distribuição por Grandes Regiões, tipo de rendimento, sexo, cor ou raça, nível de instrução, levando em consideração os indicadores de concentração de renda. Também são avaliados os programas de transferência de renda do governo federal.

Rendimento do trabalho

Os dados do IBGE indicam que, em 2017, as pessoas que tinham rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente, o equivalente a 86,8 milhões de pessoas, percentual afetado pela crise econômica que afetou o país. Em 2016, o percentual chegava a 42,4% Em 2017, 24,1% dos residentes (50 milhões) possuíam algum rendimento proveniente de outras fontes. Em 2016 este percentual era menor: 49,3 milhões de pessoas tinham rendimento de outras fontes, o equivalente a 24% dos residentes.

O rendimento de outras fontes, mais frequente na população, vinha de aposentadoria ou pensão. Em 2017, 14,1% da população recebia por aposentadoria ou pensão; 2,4%, por pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador; 1,9%, por aluguel e arrendamento; enquanto 7,5% recebiam outros rendimentos, como seguro-desemprego, programas de transferência de renda do governo, rendimentos de poupança, valores similares aos de 2016.

Para o coordenador da Pnad Contínua, os números derrubam o mito de que principalmente nas regiões Norte e Nordeste, os programas de transferência renda respondem pela maior parte do rendimento das famílias.

“Isso não é verdade. Quando olhamos o país como um todo, observamos que 73,8% da composição do rendimento da família vem do trabalho, !9,4% de aposentadoria ou pensão e outros rendimentos como aluguel (2,4%), e o restante de pensões, doação de não morador.”

Bolsa Família

Com relação aos programas de transferência de renda do governo federal, a pesquisa constatou que o percentual das famílias brasileiras que recebiam o Bolsa Família caiu 0,6 ponto percentual entre 2016 e 2017, ao passar de 14,3%para 13,7%.

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2017 foi de R$ 324, bem inferior ao rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos que não recebiam, que era de R$ 1.489.

Os dados indicam que os maiores percentuais de famílias que recebiam algum tipo de benefício dos programas de transferência de renda do governo estavam localizados, no ano passado, nas regiões Norte e Nordeste, com respectivamente 25,8% e 28,4% dos domicílios.

Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido por 3,3% dos domicílios do país, que tinham rendimento médio real domiciliar per capita de R$ 696 reais. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores percentuais (5,6% e 5,2%, respectivamente).

Desigualdade por cor, sexo e instrução

Os números da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017 mostram a continuidade de distorção histórica do mercado de trabalho do país: a desigualdade salarial entre homens e mulheres, cor e raça e por nível de escolaridade.

A pesquisa ratifica a persistência do salário maior para os homens do que para as mulheres. Enquanto o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, no Brasil, foi de R$ 2.178; entre os homens, esta média chegou a R$ 2.410. Já para as mulheres, o rendimento médio mensal registrado foi de R$ 1.868, ou seja: o equivalente a 77,5% do rendimento masculino. Em 2016, essa proporção era ainda menor: 77,2%.

As regiões Nordeste e Norte, apesar de terem os menores valores de rendimento médio mensal real para ambos os sexos dentre todas as demais regiões, apresentaram as maiores proporções de rendimento das mulheres em relação aos homens: Isto é, as maiores taxas de proximidades.

No Nordeste, o salário da mulher equivalia a 84,5% do salário do homem em 2017, enquanto no Norte este percentual era de 87,9%. Em 2016, o salário da mulher equivalia a 88,4% do homem no Nordeste e a 89,2% no Norte.

A Região Sudeste, que registrou a segunda maior média salarial para as mulheres (R$ 2.053) e a maior para os homens (R$ 2.810), foi, paralelamente, a região onde as mulheres registraram a menor proporção do rendimento masculino (73,1% em 2017 ante 71,7% de 2016).

“O Brasil é um país bastante desiguais quando se leva em conta os cortes por sexo, cor e raça, nível de instrução e regiões distintas do país. “Nós somos praticamente cinco país em um só demonstrados pelo retrato de cada uma das cinco regiões”, afirmou o coordenador da pesquisa.

Do ponto de vista da cor e da raça, o IBGE constatou que o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas era, em 2017, de R$ 2.814, maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.606) e pretas (R$ 1.570).

As mulheres brancas apresentaram rendimentos 29,2% superiores à média nacional de R$.2 178, enquanto as pardas e pretas receberam rendimentos 26,3% e 27,9%, respectivamente, inferiores a essa média.

A mesma distorção foi observada quando a análise é feita sob o ponto de vista do grau de escolaridade, com o nível de instrução se mostrando indicador importante na determinação do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, apresentando uma relação positiva, ou seja: quanto maior o nível de instrução alcançado, maior o rendimento.

“As desigualdades pelos cortes de cor (preta ou parda em relação a Branca) chega a quase à metade. A diferença persiste porque há, no Brasil, como em outras partes do mundo, maior rendimento para aqueles que tem nível superior. Só que a participação de pessoas de cor de nível superior no Brasil é muito baixa”, acrescentou Azeredo.

Segundo o levantamento, as pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio: R$ 842. Por outro lado, o rendimento das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi 67,3% maior, chegando a R$ 1.409.

Por fim, aqueles que tinham ensino superior completo registraram rendimento médio aproximadamente 3 vezes maior que o daqueles que tinham somente o ensino médio completo e mais de 6 vezes o daqueles sem instrução.

Tribunal autoriza Correios a cobrar taxa por encomenda entregue no Rio

A 5ª Vara Federal do Rio tinha suspendido a taxa, em ação civil pública ajuizada pelo Procon/RJ.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador André Fontes, suspendeu a liminar que impedia a empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de cobrar a Taxa de Emergência Excepcional (Emex) sobre encomendas destinadas ao Rio de Janeiro. A cobrança, fixada em R$ 3 por encomenda, foi estabelecida por causa do alto índice de roubo de cargas, que eleva os custos operacionais das entregas na região metropolitana da capital fluminense.

A 5ª Vara Federal do Rio tinha suspendido a taxa, em ação civil pública ajuizada pelo Procon/RJ. Contra a medida, os Correios apresentaram ao TRF2 o pedido de suspensão da liminar, que foi apreciado pelo presidente da Corte. Em sua decisão, o desembargador avaliou que “a proibição da cobrança prejudica a atuação da empresa pública em relação aos concorrentes, aos quais não é vedada a aplicação do adicional por encomenda”.

André Fontes considerou o risco de grave lesão à ordem pública, podendo ficar inviabilizada a prestação do serviço público de entrega de correspondências, que é feito exclusivamente pelos Correios. O presidente do tribunal concluiu que o valor não é abusivo, sendo compatível com o que é cobrado pelos seus concorrentes para entrega de encomendas na região metropolitana do Rio, em percentuais de 0,15% a 0,50% sobre o valor da encomenda e com mínimo estipulado entre R$ 3 e R$ 10, diz na decisão.

Gestão terá três diretrizes básicas, diz novo ministro da Fazenda

O novo ministro voltou a dizer que a essência do atual desequilíbrio fiscal do País esta na Previdência, inclusive dos Estados

O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta quarta-feira, 11, que sua gestão terá três diretrizes, que são o compromisso com a disciplina fiscal, o fortalecimento do mercado de capitais e a melhoria da produtividade e da eficiência da economia brasileira.

Criticado por ser mais duro nas negociações com o parlamento do que era o seu antecessor, Henrique Meirelles, Guardia fez uma sinalização ao Legislativo em seu primeiro discurso. "O Congresso Nacional entende os desafios do momento e tenho certeza que continuará suportando a agenda de reformas", afirmou.

O novo ministro voltou a dizer que a essência do atual desequilíbrio fiscal do País esta na Previdência, inclusive dos Estados. "A reforma previdenciária segue indispensável. Não haverá inflação baixa e juros menores sem a reforma", completou.

Eduardo Galeno, novo Ministro da Fazenda. Foto: Reprodução/ Ministério da Fazenda

Guardia defendeu que o equilíbrio do setor público é indispensável para crescimento da economia com sustentabilidade e alertou que não enfrentar os problemas agora levará esse ônus para as gerações futuras. "O País não pode prescindir do absoluto compromisso com a qualidade e eficiência do gasto público", agregou.

Nesse sentido, o ministro reafirmou o seu compromisso com o cumprimento da meta fiscal e do Teto de Gastos. "Trabalharemos com o Ministério do Planejamento para que o orçamento de 2019 seja consistente com a trajetória de ajuste fiscal", afirmou.

Ele também destacou que a responsabilidade fiscal de Estados e municípios é de extrema importância e disse que o governo federal está atento os problemas decorrente da crise de governos estaduais. "O espaço de manobra foi claramente definido pelo Congresso com a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal dos Estados (RRF). A Lei de Responsabilidade Fiscal foi criada para evitar essas situações, mas foi desrespeitada e nos deixou sem instrumentos para equacionar os problemas", completou.

Guardia frisou que o governo está pronto para oferecer aos Estados os mecanismos de refinanciamento de passivos, em troca de um plano de ajuste que inclui a "notadamente" a privatização de ativos. O Rio de Janeiro já fez a adesão a esse regime e o Rio Grande do Sul ainda negocia a entrada no RRF.

Desigualdade piora em 4 das 5 grandes regiões do País em 2017, diz IBGE

A estabilidade em comparação ao ano anterior ocorreu por conta de uma queda na região Sudeste, onde o Gini passou de 0,535 em 2016 para 0,529 no ano passado

A desigualdade aumentou em quatro das cinco grandes regiões do Brasil, na passagem de 2016 para 2017, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Gini – indicador mede a desigualdade de renda – referente ao rendimento médio real domiciliar per capita manteve-se em 0,549 em 2017. A estabilidade em comparação ao ano anterior ocorreu por conta de uma queda na região Sudeste, onde o Gini passou de 0,535 em 2016 para 0,529 no ano passado. Em todas as demais regiões, porém, houve piora.

Numa escala de 0 a 1, quanto maior o indicador, pior é a distribuição dos rendimentos. No Nordeste, o Gini subiu de 0,555 em 2016 para 0,567 em 2017; no Norte, passou de 0,539 para 0,544; no Sul, de 0,473 para 0,477; e no Centro-Oeste, de 0,523 para 0,536.

No ano passado, os 10% da população com os menores rendimentos detinham apenas 0,7% de toda a massa de renda do País. Já os 10% com maior renda concentravam 43,3% de toda a riqueza, montante superior à massa detida por 80% da população com renda mais baixa.

Na passagem de 2016 para 2017, tanto o rendimento médio quanto a massa de renda diminuíram, embora a virada de ano tenha marcado o fim do período de recessão econômica no País.

A renda média mensal real per capita foi de R$ 1.271 no ano passado, ante R$ 1.285 em 2016. A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 263,1 bilhões em 2017, após ter alcançado R$ 263,9 bilhões no ano anterior.

Brasil tem mais empresários pessimistas com setor imobiliário, diz pesquisa

O Brasil é o único desses países em que há empresários que consideraram regular (7,95%) ou péssima (0,66%) a expectativa de resultados de sua empresa nos próximos 12 meses.

 Os empresários brasileiros do ramo imobiliário estão mais pessimistas do que seus pares em outros países da América Latina, na ressaca de uma crise que derrubou o mercado de imóveis no Brasil em 2015 e 2016. É o que aponta pesquisa do GRI Club com 340 atores -construtoras, incorporadoras, bancos de fomento, consultorias, advogados, entre outros- do setor no Brasil, Chile, México, Peru, na Argentina e na Colômbia.

O Brasil é o único desses países em que há empresários que consideraram regular (7,95%) ou péssima (0,66%) a expectativa de resultados de sua empresa nos próximos 12 meses.  A maioria (54,3%), no entanto, tem projeções boas, e 7,28% acham que os resultados serão excelentes. Os mais otimistas são os mexicanos: 70,59% veem boas perspectivas, e 11,76%, excelentes.

Foto: Reprodução

Em 2017, as vendas de imóveis residenciais no Brasil voltaram a crescer (6,1%) impulsionadas por unidades populares, que avançaram 28,1%, de acordo com dados da Abrainc (associação de incorporadoras imobiliárias). "O segmento popular vai bem porque há um déficit habitacional muito grande", afirma Luiz Antônio França, presidente da associação.

Investimentos

O Brasil é também o país em que mais empresários (7,24%) afirmaram que estão fazendo desinvestimentos e reduzindo o nível de negócios no contexto atual. Mais de 29% dos entrevistados brasileiros disseram que observam o mercado para tomar decisões. As empresas estão investindo e ampliando seus negócios mais no México (76,47%). No Brasil, 63,16% dos entrevistados afirmaram que estão realizando investimentos.

Segundo Gustavo Favaron, presidente do GRI Club (espécie de clube global de líderes do setor imobiliário), há uma atmosfera favorável para os negócios na América Latina.  "A região desperta hoje muito interesse tanto dos players locais quanto internacionais, embora todos estejam atentos às mudanças que podem acontecer ao longo deste ano com as eleições em diversos países", afirma.

Para França, da Abrainc, o mercado brasileiro só vai voltar a andar com segurança quando for resolvida a questão dos distratos (cancelamento da compra do imóvel). Sem consenso legal, entidades da indústria da construção e de direito do consumidor divergem sobre em quanto e até se as construtoras devem restituir o comprador nesses casos.

"Os distratos em relação às vendas estão em 42%, é insustentável. O empresariado não consegue investir em uma venda que ele não sabe se vai se concretizar", diz França.

Nova opção de transporte, 'Uber fretado' pode levar de 5 a 58 passageiros

Segundo a Bondi, de tecnologia 100% brasileira, o modelo de conectar empresas a clientes sem intermediários poderá reduzir em até 40% o custo final para usuários do app

O aplicativo nasce com a proposta de eliminar os intermediários entre o passageiro e o motorista do fretado na negociação dos serviços. A expectativa é de lançar o serviço com 1,3 mil veículos cadastrados - 750 vans, 150 micro-ônibus e 400 ônibus.

Segundo a Bondi, de tecnologia 100% brasileira, o modelo de conectar empresas a clientes sem intermediários poderá reduzir em até 40% o custo final para usuários do app. Esse será "o grande diferencial", diz o diretor de Planejamento Estratégico, Henrique Camillo. A empresa promete efetuar o pagamento ao motorista em até sete dias.

Como aplicativos de transportes como o Uber, o Bondi terá tarifa dinâmica: o valor será calculado segundo a disponibilidade dos veículos. O cálculo considera a tarifa base, o custo do quilômetro rodado, o tempo de deslocamento e o trânsito.

Ao pedir van, micro-ônibus ou ônibus, a previsão média de confirmação é de 10 a 20 minutos, a depender do veículo. Segundo Camillo, quando não houver veículos disponíveis nas proximidades, o tempo de deslocamento das garagens até o endereço solicitado pode chegar a 40 minutos. "A plataforma vai servir para quem quer ir a show, happy hour, viagem com família para outro Estado ou passeio."

Foto: Reprodução

O diretor de Tecnologia e Operações da Bondi, Marcelo Santos, afirma que o serviço é inédito no País e nasce para uma demanda diferente do Uber. "O Bondi consegue transportar mais de quatro passageiros no mesmo veículo e o Uber não, porque é um carro. Essa é a maior diferença", explica.

De acordo com Santos, as vans do aplicativo poderão levar até 10 passageiros com bagagens e 15 pessoas sem malas. "Essa regra vale somente para as vans porque o bagageiro é interno. No micro-ônibus, o bagageiro é externo", diz. Isso significa que um micro-ônibus solicitado pelo Bondi tem capacidade para até 32 pessoas com ou sem bagagens, já que não interfere no interior do veículo.

O ônibus comporta de 46 a 50 lugares. "Também vamos oferecer ônibus com dois andares, que podem levar até 58 passageiros. É semileito, para uma classe executiva", explica o diretor de Tecnologia e Operações. Na capital paulista, outra funcionalidade do Bondi é a carona para divisão de custos. Na rota do trajeto, outras pessoas podem se unir ao veículo para pagar mais barato na viagem.

Prestadores de serviço

Em processo de cadastro no Bondi, o empresário Edivaldo Pereira Pessoa, dono da MGP, costuma atender clientes somente com a contratação de outras agências. Normalmente, em função das autorizações, uma viagem intermunicipal requer antecedência de até 24 horas e uma interestadual, de pelo menos um dia, diz. Pessoa espera "competitividade e rapidez no atendimento".

"Vamos ver se o app vai fazer mesmo o que está prometendo de pagar em uma semana. Será fantástico, porque meus funcionários são todos CLT e não posso ficar esperando meses para ser pagos pelas agências." Segundo Pessoa, há empresas que levam até 90 dias para pagar.

"O grande trunfo desse app vai ser tirar o intermediário, que atrapalha - e muito - o fluxo do trabalho, mas que, em contrapartida, é quem me dá o arroz com feijão, o serviço", diz o empresário, que usará o Bondi como complemento ao trabalho que já faz com agências de turismo.

Para Arthur Paranhos, dono da Via Serta, o app dará confiança para os usuários, pois exigirá cadastro, documentação e manutenção. "Hoje, o usuário pode pegar van que está com pneu careca, motor quebrado, sem IPVA pago. O app vai facilitar a segurança do usuário no transporte porque exige uma série de documentos."

O contrato do Bondi é feito com o empresário, que tem acesso ao app e recebe relatórios com as corridas realizadas, além do valor. Mas a decisão de aceitar ou negar a viagem é feita diretamente pelo motorista via aplicativo. A empresa prevê transportar mais de 18 mil pessoas por dia, chegando ao fim de 2018 com cerca de 5 milhões de pessoas atendidas.

10 de abril de 2018

Grupo de investidores pressiona Mark Zuckerberg para que ele peça demissão

O grupo de investidores Open MIC afirmou publicamente que o executivo não consegue gerenciar uma empresa tão grande

A polêmica com o Facebook e a forma com a qual a rede social trata dos dados de seus usuários não acaba e, agora, alguns investidores parecem querer a cabeça de Mark Zuckerberg. O grupo de investidores Open MIC afirmou publicamente que o executivo não consegue gerenciar uma empresa tão grande, citando o depoimento que Zuckerberg fará nesta terça-feira (10) ao congresso norte-americano.

"O depoimento preparado por Mark Zuckerberg destaca um simples fato: ele não entende como uma empresa grande, global e pública é comandada. Ele atualmente tem dois trabalhos no Facebook — CEO e chairman do conselho. É hora de ele desistir de ao menos um, senão os dois", pede Michael Connor, CEO da Open MIC, completando ainda que se ele não pedir demissão, deve ser afastado.

A Open MIC não detém nenhuma ação do Facebook, mas conta com histórico de coordenação de investidores para que exijam comportamentos responsáveis por parte da rede social. No início de 2018, o grupo foi responsável por comandar solicitações de um relatório de acionistas sobre interferências eleitorais e outros desafios enfrentados pelo Facebook.


Mark Zuckerberg. Foto: Reprodução/Axios

Pressão

O grupo Open MIC não é o único a pressionar Zuckerberg. Recentemente, Scott Stringer, controlador da cidade de Nova York, pediu mudanças no conselho do Facebook em benefício do fundo de pensão municipal da cidade. Segundo Stringer, o comportamento da empresa é irresponsável, o que causou queda em suas ações.

"Acreditamos que é preciso ter mais supervisão do conselho. Acreditamos que é preciso um chairman independente no conselho", desabafa Stringer. As ações do Facebook caíram quase 15% após a polêmica da Cambridge Analytica vir à tona no mês passado.

Zuckerberg detém 16% das ações da companhia, mas conta com 60% dos direitos de voto, sendo praticamente impossível que os investidores o façam sair do cargo.

Escândalo

Os problemas com a reputação do Facebook aconteceram no mês passado, quando chegou à mídia a informação de que a campanha que elegeu Donald Trump como presidente dos Estados Unidos utilizou, sem autorização, dados de 50 milhões de usuários. Posteriormente, a própria rede social veio a público confirmar que o número de usuários afetados era ainda maior: 87 milhões.

Apesar de o foco ter sido eleitores norte-americanos, é possível conferir se sua conta foi afetada através da página de ajuda do Facebook.