• Canta
  • SOS Unimed
  • Fagner
  • Trilha das emoções
  • Novo app Jornal O Dia

Notícias Economia

17 de setembro de 2019

Confira detalhes e preços no novo Hyundai HB20 2020

Confira detalhes e preços no novo Hyundai HB20 2020

Montadora divulgou nesta segunda nova geração do carro popular. Veja tabela de preços de alguns modelos.

Foi revelada nesta segunda-feira (17) a nova geração da linha Hyunday HB20.

marca Hyundai  apresentou de uma só vez os modelos hatch, sedã (HB20S) e aventureiro (HB20X). 

O carro traz várias inovações nesta nova versão, como alerta de colisão com frenagem autônoma de emergência a até 50 km/h e alerta de mudança de faixa, itens inéditos na categoria de hatches compactos.

Nova linha Hyundai HB20 2020 é divulgada pela montadora. (Foto: Divulgação)

Os preços podem ser conferidos abaixo:

Veja preços da linha HB20 2020: 

+ HB20 Sense 1.0: R$ 46.490 

Ar-condicionado, direção elétrica, volante multifuncional com comandos de som e Bluetooth, vidros elétricos dianteiros, painel de instrumentos analógico, ganchos para fixação de cadeirinhas Isofix, banco do motorista com regulagem de altura e calotas aro 14. 

+ HB20 Vision 1.0: R$ 48.990 (sem multimídia) / R$ 50.490 

Todos os itens da versão Sense mais espelhos retrovisores elétricos, central multimídia com tela tátil de 8 polegadas, entrada USB para carregamento rápido de smartphones, chave do tipo canivete, alarme, vidros elétricos nas quatro portas, maçanetas externas e retrovisores externos na cor da carroceria, porta-objetos com tampa deslizante. 

+ HB20 Evolution 1.0: R$ 53.790 

Todos os itens da versão Vision mais rodas de liga leve de 15 polegadas, vidros elétricos nas quatro portas, ar-condicionado digital, sensores de estacionamento traseiros, controles de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampas, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, painel digital e grade dianteira cromada. 

+ HB20 Vision 1.6: R$ 57.990 (MT) / R$ 62.790 

Todos os itens da versão Vision mais assistente de partida em rampas, piloto automático com limitador de velocidade, apoio de braço central para o motorista. 

12 de setembro de 2019

CPMF pesaria mais no bolso da população de baixa renda, diz economista

CPMF pesaria mais no bolso da população de baixa renda, diz economista

Economista explica ainda que retorno do imposto gera desestímulo do uso das instituições financeiras e insegurança.

Assunto recente no noticiário nacional, a possível volta do imposto CPMF (Contribuição Permanente sobre Movimentação Financeira) tem causado dúvidas e receio em muitas pessoas que utilizam diariamente os serviços bancários

Em entrevista ao O Dia News, da ODiaTV, nesta quinta-feira (12), a economista Renata Borges explicou alguns pontos que devem ser considerados sobre a possível volta do imposto .

De acordo com a economista, a volta do imposto traria maior peso para as pessoas de baixa renda, que gastam seu dinheiro mais em relações de consumo do que em renda e por se tratar de um imposto regressivo. As consequências práticas vão desde o desestímulo de uso do sistema financeiro, já que o imposto seria cobrado a cada transação bancária, até o aumento da sonegação.


"Esse imposto sobre as transações financeiras acaba criando um imposto que a gente chama de regressivo, que é mais prejudicial pra população de baixa renda, já que ela acaba gastando a maioria de sua renda em consumo e não em poupança. Então quem ia mais sentir era a população carente", afirma Renata.

O imposto, que segundo Renata tem um custo político, acaba afetando não somente a população comum, como também toda cadeia produtiva do país.

Na esfera industrial a economista explica que o impacto geraria a verticalização para aquisição de insumos próprios e deixaria de contratar os fornecedores externos, reduzindo o fluxo de capital entre as empresas. 

"Ela [indústria] passaria a não contratar mais os fornecedores externos, passaria a produzir seus próprios insumos, suas próprias necessidades, e essa verticalização da industria causa o efeito que a gente chama de ineficiente pra sociedade como um todo, porque a economia acaba se tornando ineficiente", explica a economista.


Economista Renata Borges em entrevista ao Em Dia News da TV O Dia. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Mesmo com o incentivo que traria para o sistema financeiro, a alíquota de 0,4% ainda não corresponderia às expectativas do Governo. A economista explica que para suprir a demanda que o governo espera a alíquota giraria em torno de 0,5%. 

Com a cobrança do imposto , a tendência é que muitas pessoas preferiram guardar dinheiro em casa do que deixar nos bancos o que traz como consequência a insegurança, já que o aumento do fluxo poderia atrair mais índices de criminalidade. Em nível internacional, a economista explica que o imposto não é bem visto. 

"A gente vai ver a adoção desse imposto na Argentina, que chega a 1,2%, na Venezuela, que chega a 2%. Então não é um imposto que tem boa prática internacional", finaliza Renata.

06 de setembro de 2019

Empresas assinam contrato de concessão de aeroportos leiloados

Empresas assinam contrato de concessão de aeroportos leiloados

Segundo o Governo Federal, no total, os lances pelos três blocos somaram R$ 2,398 bilhões

As vencedoras da 5ª rodada de leilão de aeroportos realizaram nesta sexta (6) a assinatura simbólica dos contratos de concessão com o Ministério da Infraestrutura e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao todo foram três empresas e a cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto. 

O leilão ocorreu em 15 de março, na B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), em São Paulo, e superou a outorga estipulada pelo governo de R$ 2,1 bilhões. No total, os lances pelos três blocos somaram  R$ 2,398 bilhões. O terminal de Teresina ficou de fora desta rodada de leilões .

“Esse resultado extraordinário significa confiança. Isso mostra que o investidor confia no Brasil, confia na política econômica, confia na direção que está sendo dada, na direção liberal, confia que nós estamos no caminho correto”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro destacou que essa confiança vem sendo recuperada com as ações dos seus 22 ministros em diversas áreas. 

“Sem confiança nada pode ser materializado. E as ações do ministro Tarcísio ao longo desses meses de governo tem, sim, nos projetado dentro e fora do Brasil. Ficamos felizes com a confiança dos empresários”, disse Bolsonaro. 


Aeroportos terão nova gestão após assinatura dos contratos de concessão. Foto: Divulgação/Infraero

“O trabalho do Ministério da Infraestrutura tem nos ajudado muito. Sem infraestrutura a economia não tem como ir para frente”, completou.

Foram concedidos 12 aeroportos, divididos em três blocos, nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões, no período de 30 anos, na ampliação e manutenção dos aeroportos.

“Há uma série de obrigações em termos de segurança, de conforto de terminal, de velocidade de operação, investimentos em pista e pátio. Há uma série de investimentos obrigatórios previsto e alguns que são demandados por gatilho. A partir do momento que demanda cresce, para manter o padrão de prestação de serviço, o investimento passa a ser requerido”, explicou Freitas.

Redução de tarifas

De acordo com o ministro, o conjunto de movimentos que vem sendo realizado vai levar ao aumento da concorrência e, para ele, só a concorrência vai reduzir o preço das passagens aéreas. Freitas citou a abertura do capital estrangeiro nas companhias de aviação; a manutenção do pagamento para o despacho de bagagens, que, segundo ele, incentiva as empresas low cost; a redução em alguns estados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação; os acordos de céu aberto que estão sendo firmados com outros países; e as próprias concessões, com a entrada de operadores estrangeiros e maior busca por voos e destinos.

“E quando a gente junta todos esses fatores com investimento pesado na infraestrutura, a gente só pode esperar crescimento vigoroso do setor no Brasil, que vai proporcionar mais competição, mais oportunidades para o usuário e isso vai ter um reflexo nas tarifas, que hoje é um anseio dos consumidores”, disse Freitas.

Terminais concedidos

Juntos, os terminais concedidos recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação.

O bloco do Nordeste, formado pelos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande, ambos na Paraíba; do Recife, em Pernambuco; de Maceió, em Alagoas; de Aracaju, em Sergipe; e de Juazeiro do Norte, no Ceará, foi arrematado pelo grupo espanhol Aena Desarrollo Internacional, que pagou R$ 1,917 bilhão, um ágio de 1.010% .

A empresa suíça Zurich Airport Latin America venceu o leilão do bloco Sudeste, com pagamento de R$ 441 milhões, ágio de 830%. O bloco é formado pelos terminais de Macaé, no Rio de Janeiro, e de Vitória, no Espírito Santo.

O bloco Centro-Oeste, formado pelos aeroportos de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta, em Mato Grosso, foi concedido ao Consórcio Aeroeste por R$ 40,4 milhões, um ágio de 4.739%. O consórcio é formado pelas empresas brasileiras Socicam Terminais Rodoviários e Sinart-Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário.

Novos leilões

De acordo com o ministro Tarcísio de Freitas, já estão previstas a 6ª e 7ª rodada de leilões de aeroportos da Infraero, que incluem aeroportos localizados em todas as cinco regiões brasileiras. A 6ª deve acontecer em outubro de 2020, com três blocos, que inclui aeroportos na Amazônia, de Goiânia (GO), no Nordeste e aeroportos importantes no Sul, como Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná.

A 7ª rodada está prevista  para até o início de 2022, também com três blocos importantes de aeroportos, que incluem os terminais de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Com isso, todos os aeroportos operados pela Infraero estarão concedidos e a empresa vai se dedicar a terminais regionais, junto com estados e municípios. 

“A empresa está sendo revocacionada. Ela tem feito alguns convênios para gestão de aeroportos regionais. Ela vai emprestando seus conhecimentos e capacidade técnica no desenvolvimento da aviação regional, que vai compor essa malha aérea e vai ajudar a alimentar esses aeroportos maiores”, explicou o ministro.

02 de setembro de 2019

Saque do FGTS deve ser usado de acordo com perfil do investidor, diz consultora

Saque do FGTS deve ser usado de acordo com perfil do investidor, diz consultora

Planejadora Financeira explica investimentos adequados para cada perfil econômico, desde quitar dívidas a aplicar no mercado financeiro.

A Medida Provisória nº 889/2019, assinada pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, alterou as modalidades de saque do FGTS  (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que agora permitem ao trabalhador sacar o valor de R$ 500,00 tanto de forma imediata, quanto nas datas de seu aniversário (saque aniversário). 

A mudança representa um alívio para muitos brasileiros que se encontram em dificuldade financeira, porém ainda levanta muitas dúvidas, principalmente sobre o que fazer com o dinheiro. É um bom negócio sacar o dinheiro para quitar dívidas? Caso não tenha dívidas, seria uma boa opção realizar o saque da conta do FGTS  para aplicação financeira?

Para esclarecer as dúvidas, a Planejadora Financeira Vera Veras, certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), afirma que o destino do dinheiro, seja para quitar dívidas ou realizar investimentos de maior rentabilidade, deverá ser feito de acordo com a necessidade de cada pessoa.


Vera Veras, Planejadora Financeira certificada pela Planejar, em entrevista ao O Dia. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

“Não existe um investimento A ou B que possa ser o melhor investimento se ele não atende as necessidades do cliente, principalmente nos momentos em que ele mais necessitar”, afirma Vera.

A planejadora explica que no caso de dívidas, um bom uso para o dinheiro seria para quitar totalmente ou negociar um parcelamento. O valor sacado pode ser utilizada como entrada para inicio do pagamento em parcelas

“Muitas vezes o cliente pode aproveitar a oportunidade que os bancos oferecem para quitar as dívidas e essa é uma excelente oportunidade se com esse valor você quitar suas dívidas”, explica Vera.

Para que tenha eficácia, a Planejadora orienta o beneficiário a se informar junto a instituição em que deve as condições para quitar ou parcelar a dívida, já que em casos de dívida muito altas o valor do saque do FGTS torna-se irrisório.

Caso o beneficiário não tenha dívidas, outro bom destino que pode ser dado ao dinheiro do FGTS é como aplicação em reserva de emergência, que funciona como uma espécie de poupança, para ser utilizado em uma necessidade imediata (como capacitação profissional) ou em caso de imprevistos (tratamentos de saúde, acidentes...). 

A Planejadora Financeira Vera Veras afirma que uma boa reserva de emergência gira em torno de 6 a 12 vezes a média de gastos mensais, que garantem segurança ao investidor em caso de necessitar retirar o valor inteiro, possibilidade não tão acessível no caso do FGTS. A vantagem é que além da liquidez do valor, o beneficiário não precisa recorrer a empréstimos feitos com as taxas de juros bancários.

“O FGTS exige as condições especiais de saque, ou seja, não tem essa total liquidez para que na hora que você precise do recurso ele esteja lá a sua disposição, mais um fator pra ajuda da reserva de emergência”, explica a Planejadora.


Vera Veras explica formas de investir o dinheiro do saque do FGTS. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Para os mais cautelosos, que sempre tiram uma parte de sua renda para a reserva de emergência e não possuem dívidas, uma opção viável para o dinheiro é manter a quantia na conta do FGTS visto que com a distribuição de lucros, o rendimento total de 2018 ultrapassou os 6%. O incentivo na taxa de rendimento veio após a distribuição de lucros liberadas pelo Governo Federal para os cotistas do benefício. Vera explica que em muitos casos, essa opção pode ser mais rentável do que investimentos convencionais, como poupança, fundo DI. 

“Para aquele cliente mais conservador, que tenha receio de aplicar em investimentos que ele não conhece, deixar lá mesmo pois ele vai ter essa possibilidade de ganhos maiores”, orienta Vera Veras.

Outro fator que reforça esta opção são as constantes quedas nos rendimentos dos investimentos convencionais em função da redução da taxa Selic. A atenção, segundo a planejadora, é para que o cliente busque se informar bem sobre que investimento prosseguir antes de realizar os saques, sobretudo em caso de investimentos mais complexos, como mercado de ações, por exemplo.

Além disso, a busca por orientação de um profissional capacitado faz toda diferença na busca pelo melhor investimento. Para os cotistas de FGTS que preferem se aprofundar mais no assunto, o site da Planejar, associação gabaritada para formação de Planejadores Financeiros no Brasil, possui cursos e dicas para melhor aplicação dos recursos. Todas essas dicas devem levar em consideração a necessidade específica de cada pessoa.

“O melhor investimento não dá nem pra ser o que o mercado está dizendo que é melhor, se esse investimento não atender às necessidades daquele investidor”, finaliza Vera.

Sobre a Planejar

Há 19 anos fomentando a cultura do planejamento financeiro no país , a Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, é a única entidade brasileira afiliada ao FPSB (Financial Planning Standards Board) e autorizada a conceder a Certificação CFP (Certified Financial Planner). Formada por mais de quatro mil associados, distribuídos pelas principais regiões do país, a instituição promove a conscientização sobre a importância da gestão da vida financeira por meio de objetivos de longo, médio e curto prazo. Mais informações no site www.planejar.org.br.

29 de agosto de 2019

Governo corta subsídio da Petrobras no gás de cozinha

Governo corta subsídio da Petrobras no gás de cozinha

Ministério planeja manobrar 37% da composição do preço do gás, que tem expectativa de redução do preço ao consumidor final.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Uma resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) publicada nesta quinta-feira (29) pôs fim à política de subsídio na venda do gás de cozinha que vinha sendo praticada pela Petrobras. A medida se tornará permanente a partir de março de 2020.
O CNPE é um colegiado formado por ministros e presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Com o fim da vantagem competitiva da estatal, o governo considera que concorrentes vão se mobilizar para importar o GLP (combustível do gás de cozinha), a exemplo do que fez a Copagas, que passou a importar diretamente da Bolívia para atender o Mato Grosso.
"Esse movimento ao longo dos próximos seis meses levará a uma redução de preço para o consumidor final", disse o ministro Bento Albuquerque.
"A resolução anterior [que previa descontos] era inócua porque a baixa renda já não se beneficiava da diferença de preços, pagando preços similares ao da indústria."


Governo retira subsídio da Petrobras do gás de cozinha. (Foto: Divulgação)

Com a nova resolução, o governo pretende manobrar  37% da composição do preço, incluindo tributos e margens de lucro na cadeia de produção e distribuição. Isso deve levar a uma redução de preço para o consumidor, na avaliação do governo.
Estimativas iniciais indicam que, com a entrada de novos competidores, o preço do gás de cozinha deve cair de R$ 23  na refinaria para cerca de R$ 16.
A política de redução de preço para os botijões de 13 kg pela Petrobras vigorava desde 2005 e foi instituída no governo do ex-presidente Lula para ajudar as famílias de baixa renda.
No entanto, o ministro considera que essa política distorceu preços sob o pretexto de ajudar a baixa renda que hoje paga cerca de R$ 90 por um botijão de gás.
Dados do ministério mostram que cerca de 70% do gás de cozinha é vendido em botijões de 13 kg, volume  muito acima do que seria consumido se somente a baixa renda utilizasse esse insumo.
Para o governo, no passado, essa política se justificava porque a diferença entre o preço do gás produzido internamente e o importado era grande.
Nesse cenário, a Petrobras praticamente monopolizou esse mercado ao oferecer descontos que chegaram a 74% para o distribuidor que comprava o gás na refinaria.
"Hoje, essa diferença é de 5%", disse Albuquerque.
O desconto era concedido de um lado e era compensado de outro, com preços mais elevados para os botijões de maior volume. Para obter o abatimento, o distribuidor tinha de comprovar sua base de botijões, uma forma da Petrobras  de "fidelizar" esse cliente. A estatal domina 99,9% do mercado de produção e importação.

28 de agosto de 2019

Real: Exposição celebra 25 anos da moeda brasileira

Real: Exposição celebra 25 anos da moeda brasileira

A moeda trouxe estabilidade de preços e alterou hábitos de consumo no país.

Os milênios, aqueles que nasceram depois dos anos 2000 e já completaram a maioridade, não viveram o período, mas seus pais, que nasceram na década de 1980 e estão beirando os 40 anos, têm algumas lembranças da hiperinflação da década de 1990, que atingia taxas superiores a 80%.

Naquela época, o poder de compra dos salários se reduzia quase à metade após 30 dias, e o Banco Central corria para produzir mais cédulas. Os supermercados conviviam com a remarcação desenfreada de preços dos produtos. 

Mas, quem não tem memória desse período vai poder entender um pouco desse passado econômico na exposição Estabilidade Real: 25 anos de existência do padrão monetário brasileiro, o Real, inaugurada hoje (28), no Museu de Valores do Banco Central (BC), em Brasília.

“Os mais jovens têm o privilégio de jamais ter vivido os tempos difíceis de hiperinflação, o que talvez faça a conquista da estabilidade passar despercebida", disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na abertura da exposição. Segundo ele, é preciso conhecimento do passado para aprimorar o caminho do futuro.

O cenário de comprar e estocar alimentos e itens de necessidade básica para driblar a elevação constante de preços mudou em 1º de julho de 1994, com o lançamento da moeda nova, o Real, que veio substituir o Cruzeiro Real. Nos três meses anteriores, a unidade real de valor, a URV, foi utilizada para ajudar na indexação da nova moeda.

Segundo o Banco Central, a nova moeda trouxe estabilidade de preços e alterou hábitos de consumo no país. Acabou a correria para pegar mercadorias antes que fossem remarcadas, as compras do mês estocadas em freezers e as corridas as agências bancárias para garantir o salário do mês.

Na exposição, o público conhecerá um pouco do Brasil antes do Plano Real e as dificuldades para manter a inflação sob controle. Uma sessão mostrará os planos econômicos anteriores, fracassados, por meio de reportagens da época.

"Para um país que chegou a ter uma inflação mensal de 82% temos agora índices de preços previsíveis condizentes com as metas anunciadas, e esperamos manter patamares ainda menores", disse o presidente do BC.

Roberto Campos Neto anunciou ainda que o Museu de Valores do Banco Central passará por uma reestruturação nos próximos meses e se tornará o primeiro Museu de Economia da América do Sul.

Na abertura da exposição também foi lançada uma moeda comemorativa dos 25 anos do Plano Real, com um beija flor alimentando filhotes no verso, uma alusão à primeira moeda de um real que não está mais em circulação.

A exposição pode ser vista pelo público a partir desta quarta-feira (28). O museu está aberto de terça-feira a sexta-feira das 9h às 16h45.


22 de agosto de 2019

Acordo com credor é opção de 35% dos inadimplentes para ‘limpar o nome’

Acordo com credor é opção de 35% dos inadimplentes para ‘limpar o nome’

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, é importante analisar a dívida e as próprias condições financeiras antes de propor um acordo.

Quando a dívida já não cabe mais no bolso e as chances de pagá-la ficam cada vez mais distantes, procurar o credor para renegociar o débito acaba sendo a alternativa mais utilizada. Uma pesquisa feita em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que entre os consumidores inadimplentes que pretendem regularizar sua situação pelos próximos três meses, 35% querem tentar um acordo com o credor para parcelar o valor do débito. No total, 55% dos consumidores com contas atrasadas acreditam que terão condições de regularizar as dívidas, sendo que 35% pretendem pagar integralmente e 16% parcialmente. Por outro lado, 45% dos inadimplentes não se veem em condições financeiras de quitar suas dívidas em um horizonte de três meses.

Exemplo dessa dificuldade, é que caso utilizassem seus rendimentos para zerar as dívidas, 75% dos entrevistados comprometeriam o pagamento de contas básicas. Somente 21% garantem ter uma mais situação confortável diante desse cenário.

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, é importante analisar a dívida e as próprias condições financeiras antes de propor um acordo. “A primeira coisa a fazer é traçar um diagnóstico de receitas e despesas. O segundo passo é cortar todos os gastos desnecessários, dando atenção às dívidas com juros mais pesados, como cheque especial ou cartão de crédito. Renegociar com o credor é uma opção que vale a pena tentar. Outra alternativa é trocar a dívida por uma linha de crédito mais barata ou tentar a portabilidade em outro banco. De qualquer maneira, o consumidor deve estar preparado, tendo em mente o quanto deve, já considerando os juros, e quanto ele consegue pagar por mês para sair dessa situação”, orienta Vignoli.

Três em cada dez inadimplentes vão cortar orçamento para pagar dívidas em atraso e 24% vão procurar bicos

A resistência em cortar despesas e em rebaixar o padrão de consumo são alguns dos erros mais comuns para quem precisa sair do vermelho. No entanto, a pesquisa revela que fazer cortes no orçamento é a segunda alternativa mais citada pelos inadimplentes que planejam regularizar suas dívidas (28%), inclusive com um aumento de nove pontos percentuais na comparação com o ano passado.

A terceira estratégia mais citada é recorrer a um bico ou trabalho extra (24%), seguida dos que que esperam contar com o pagamento de empréstimos feitos a terceiros (12%). Outras opções que cresceram em um ano são vender um bem (9%) e substituir a dívida por um empréstimo que cobra juros mais baixos (4%).

Para quem vai economizar para conseguir pagar as dívidas, os principais cortes deverão ser nas despesas com lazer (33%), deixar de comprar roupas e calçados (28%), diminuir ou eliminar alimentação fora de casa (27%) e evitar gastos com produtos de beleza (20%).

“Uma atitude importante para quem quer organizar a vida financeira é reconhecer a necessidade de mudar hábitos que colocam o bolso em risco e se reeducar financeiramente. Dois graves erros são subestimar os pequenos gastos, que passam despercebidos no dia a dia e ceder às compras por impulso”, analisa o educador financeiro José Vignoli.

Na avaliação dos entrevistados, os principais empecilhos para quitar as dívidas em atraso e colocar a vida financeira em ordem é não sabe de onde tirar dinheiro para pagar as dívidas (28%), o fato de estarem desempregados (23%) e a queda na renda (20%).

Para 58%, dívidas atrasadas superam metade da renda; aluguel e plano de saúde são contas mais priorizadas

Segundo a pesquisa, em cada dez inadimplentes, seis (58%) possuem dívidas em atraso que superam ao menos metade dos seus rendimentos mensais e para 23%, as dívidas igualam ou extrapolam o seu salário.

Considerando o pagamento de contas e prestações que não necessariamente estejam em atraso, 60% estão com pelo menos metade da própria renda comprometida com o pagamento desses compromissos, fato que ilustra a dificuldade que muitos enfrentam em colocar a vida financeira em ordem. No geral, os principais compromissos financeiros dos inadimplentes, estejam eles em dia ou não, são as contas de água e luz (59%), parcelas de cartão de crédito (57%) e crediário em lojas (52%). Há ainda 48% que possuem contas de telefone e 33% que pagam internet e TV por assinatura.

A pesquisa ainda revela que a escala de prioridades do consumidor é encabeçada pelas despesas consideradas mais importantes para a vida diária. Os compromissos financeiros que os inadimplentes mais pagam em dia são o aluguel (84%), plano de saúde (82%) e condomínio (78%). Outras contas que os inadimplentes têm procurado manter quitadas na maior parte das vezes são as com TV por assinatura e internet (73%) e também contas de água e luz (72%).

Empréstimo é compromisso que mais gerou negativação; faturas de cartão de crédito estão atrasadas, em média, há um ano e oito meses

Os empréstimos em bancos ou financeiras (69%), os crediários em lojas (68%) e as faturas atrasadas de cartão de crédito (67%) despontam como os tipos de contas que mais deixaram os inadimplentes com o ‘nome sujo’. Há ainda 52% de pessoas que ficaram nessa situação após entrarem no cheque-especial ou por atrasarem o pagamento do financiamento de automóvel.

A pesquisa investigou também os compromissos que estão em atraso, mas que ainda não geraram uma negativação do CPF. Nesse caso, ganham destaque os empréstimos com amigos e parentes (33%) e as mensalidades escolares (26%).

Para quem ficou inadimplente por causa do mau uso do cartão de crédito ou do crediário, os itens mais adquiridos foram roupas, calçados e acessórios (45%), gastos em supermercados (25%), aquisição de eletrodomésticos (18%), eletrônicos (17%) e smartphones (17%).

O levantamento demonstra que o endividamento costuma ser um processo gradativo, em que o descontrole financeiro vai produzindo efeitos cumulativos no tempo. Entre as contas de maior tempo médio de atraso, o destaque fica com os empréstimos em bancos e financeiras, que estão atrasadas, em média, há 23 meses. Depois aparecem cheque especial (22 meses sem pagar), crediário em lojas (21 meses em atraso) e faturas do cartão de crédito (20 meses em aberto).

Perfil do inadimplente: mulher, de 38 anos, com ensino médio e que recebe, em média, pouco mais de R$ 2.300

A análise socioeconômica da pesquisa revela que a concentração de inadimplentes no Brasil é expressivamente maior entre os brasileiros das classes C, D e E (94%), sendo que em média, cada inadimplente recebe R$ 2.335,32 por mês. Além disso, oito em cada dez (79%) brasileiros com contas em atraso ganham no máximo três salários mínimos.

No geral, 58% dos inadimplentes no Brasil são mulheres, ao passo que 42% homens. A idade média é de 38 anos e tendo em sua maioria, mais de três pessoas morando na mesma casa, predominantemente na região Sudeste (46%) e Nordeste (24%). Outra constatação é que 80% dos inadimplentes têm no máximo o ensino médio completo e outros 20% concluíram ou estão cursando o ensino superior.

“Embora mais presente nas classes de menor poder aquisitivo, a inadimplência e o descontrole financeiro não são uma exclusividade das classes mais baixas. Em geral, quem recebe salários altos também tem acesso mais fácil ao crédito e, consequentemente, mais chances de se endividar. Ganhar muito, mas gastar além de suas possibilidades é um típico exemplo de má gestão financeira”, alerta Vignoli.

Confiança da micro e pequena empresa caiu 7,6% desde o início do ano

Confiança da micro e pequena empresa caiu 7,6% desde o início do ano

Na abertura de 2019, a confiança do pequeno empresário havia atingido o maior patamar desde maio de 2015, com 65,7 pontos.

As expectativas frustradas de que haveria uma consolidação no processo de retomada econômica já impõem seus efeitos sobre as empresas de menor porte. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa caiu 7,6% no último mês de julho na comparação com janeiro deste ano. Na abertura de 2019, a confiança do pequeno empresário havia atingido o maior patamar desde maio de 2015, com 65,7 pontos. Desde então, esse número vem recuando sucessivamente, até atingir 59,4 pontos em junho, com uma pequena recuperação para 60,6 pontos em julho passado.

Pela metodologia do indicador, a confiança é medida em uma escala de zero a 100 pontos, sendo que quanto mais próximo de 100, maior é a confiança com a economia e seus negócios e, quanto mais perto de zero, menos confiantes estão os micro e pequenos empresários.

Em termos percentuais, 66% dos micro e pequenos empresários estão otimistas com o futuro da economia do país, percentual inferior aos 82% constatados em janeiro deste ano. Já o número de empresários pessimistas passou de 5% para 12% em um intervalo de seis meses, enquanto 21% acreditam em uma estabilidade. Ainda que tenha havido uma piora nas expectativas ao longo deste ano, a percepção atual de otimismo supera o observado no mesmo período do ano passado, quando apenas 39% dos empresários ouvidos estavam confiantes com a economia do país e 24% declaradamente pessimistas.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, com o debate acerca da previdência praticamente superado, espera-se que a atividade econômica possa ganhar força com as recentes medidas de estimulo anunciadas pelo governo. “A liberação dos saques do FGTS são um alento para consumidores e empresários, seja para impulsionar o consumo ou recuperar o crédito de quem está inadimplente. A proximidade de datas comemorativas importantes como Dia das Crianças, Black Friday e até mesmo a recém-criada “Semana do Brasil”, em setembro, podem ajudar empresários a reduzirem estoques e salvar perdas do ano. Além disso, o novo ciclo de queda da Selic e o início das discussões da reforma tributária também têm potencial de injetar ânimo no empresariado”, afirma Costa.

43% dos otimistas com a economia apoiam medidas econômicas do governo; para 53% dos pessimistas, incertezas  na política podem atrapalhar economia

Entre os empresários otimistas com o futuro da economia do país (66%), o item que mais pesa é o fato de concordarem com as medidas econômicas que vem sendo tomadas pela atual equipe do governo, com 43% de citações. Já 32% confiam em um cenário político mais favorável, enquanto 31% não sabem explicar as razões do sentimento.

Por outro lado, considerando apenas os pessimistas com a economia (12%), o fator principal são as incertezas no campo político, que podem atrapalhar o andamento do governo, com 53% de menções. O desemprego e o aumento dos preços também são vistos como empecilho para 40% dos pessimistas e 32% reclamam das leis e das instituições, que não favorecem o crescimento do país.

Considerando apenas as expectativas para seus negócios, 76% dos micro e pequenos empresários estão otimistas em algum grau, contra 6% de pessimistas e de 18% dos que acreditam que ficará como está. Em janeiro, os otimistas com o futuro da própria empresa eram 83%.

“O empresário sempre é mais otimista com a sua empresa do que com a situação do país. Por mais que ele reconheça que se economia anda mal, sua empresa também é prejudicada, o empresário tende a se apegar ao fato de que uma boa gestão interna pode minimizar os efeitos negativos que vem de fora”, explica o presidente do SPC Brasil Roque Pellizzaro Junior

Apenas 27% viram melhora na economia nos últimos seis meses; quanto ao próprio negócio, 32% apontam melhora e 31%, piora

Em janeiro, 30% dos empresários consultados tinham a percepção de que as condições gerais da economia melhoraram. Passados seis meses, esse percentual oscilou para 27%. Quando a análise se detém ao próprio negócio, os entrevistados mostram-se divididos: para 32% houve melhora, enquanto 31% relatam piora no desempenho dos seus negócios.

Para quem considera o momento atual da empresa ruim, a queda nas vendas foi o ponto mais sensível com 71% de citações entre os pessimistas. Outros 31% disseram que houve aumento no preço de insumos e das matérias-primas e 19% apontam as dificuldades da concorrência no mercado em que atuam. Considerando os que tiveram melhora em seus negócios, 66% também citam o aumento das vendas e 26% a melhora na gestão interna.

Pensando nas vendas como um todo, diminuiu de 56% em janeiro para 44% em julho o percentual de micro e pequenos empresários que garantem ter tido um desempenho positivo nas vendas. Os que tiveram um desempenho fraco nas vendas passaram de 15% para 20%. Apesar da piora dos números, 63% dos entrevistados projetam uma melhora nas vendas para os próximos seis meses, contra 3% que apostam em queda e 31% que acreditam que o cenário não irá se alterar.

20 de agosto de 2019

BNDES divulga quem comprou avião com juro subsidiado

BNDES divulga quem comprou avião com juro subsidiado

Segundo o banco, o custo com o subsídio às aeronaves chega a R$ 693 milhões, em valores corrigidos.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou lista com 134 contratos de financiamentos de jatos executivos a juros subsidiados, no valor total de R$ 1,921 bilhão.

Segundo o banco, o custo com o subsídio às aeronaves chega a R$ 693 milhões, em valores corrigidos.

A possibilidade de divulgação da lista foi anunciada na quinta-feira (15) pelo presidente Jair Bolsonaro, como uma das medidas para "abrir a caixa preta" do banco estatal , uma de suas promessas de campanha.

Os contratos foram assinados entre 2009 e 2014.

Entre os beneficiados pelos financiamentos, estão o apresentador Luciano Huck, que fez críticas ao governo na semana passada, e o governador de São Paulo, João Doria, apontado como candidato à presidência nas próximas eleições.

Huck diz que usa o avião duas vezes por semana para gravar seu programa para a TV Globo. - Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Por meio da Brisair, empresa da qual é sócio junto com Angélica Huck, o apresentador pegou R$ 17,7 milhões com o BNDES em 2013 por meio do Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos).

"Se ele comprou jatinho, ele faz parte do caos", disse Bolsonaro na sexta (16), em resposta a críticas do apresentador, para quem o governo Bolsonaro "é o último capítulo do caos".

A assessoria de Luciano Huck diz que "o Finame é um programa do BNDES de incentivo à indústria nacional, por isso financia os aviões da Embraer".

Afirma, também, que Huck usa o avião duas vezes por semana para gravar seu programa para a TV Globo.

A matrícula do avião é PP-HUC. Segundo o registro na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a aeronave comporta oito passageiros e pertence atualmente ao Itaú, sendo a Brisair sua operadora.

Doria assinou contrato de empréstimo de R$ 44 milhões por meio da Doria Administração de Bens. - Foto: Governo do Estado de São Paulo 

A lista mostra também empréstimos à JBS (R$ 39,7 milhões), à família Moreira Salles (R$ 75,5 milhões) e às Lojas Riachuelo, do empresário Flávio Rocha (R$ 55,5 milhões).

Os empréstimos foram concedidos pelo PSI (Programa de Sustentação do Investimento), criado pelo governo Lula para retardar os efeitos da crise financeira global, garantindo juros subsidiados na compra de máquinas e equipamentos brasileiros.

O programa oferecia juros subsidiados -ou seja, parte do empréstimo era coberta pelo Tesouro, já que a correção era inferior aos 6,75% da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada até o ano passado nos empréstimos do BNDES.

No caso dos jatos executivos, os juros ficaram entre 2,5% a 8,7% ao ano.

"Considerando que o PSI oferecia juros abaixo da taxa básica da economia (Selic) para compra de aeronaves, o custo estimado para o Tesouro Nacional com o subsídio às operações foi de R$ 693 milhões em valores corrigidos", diz o banco.

O Tesouro também bancava a diferença entre a Selic e a TJLP nos empréstimos via PSI. Desde o início do empréstimo para a compra do avião, a Selic foi de 10,8% ao ano em média. 

Número de ações trabalhistas cai abaixo de 1 milhão depois de 12 anos

Número de ações trabalhistas cai abaixo de 1 milhão depois de 12 anos

A queda no total de processos residuais é reflexo da reforma trabalhista do governo Michel Temer.

O número de processos trabalhistas à espera de julgamento em primeira instância recuou a menos de 1 milhão pela primeira vez nesta década.

Até junho, o volume residual despencou para 959 mil ações. Esse total é semelhante ao de 12 anos atrás, quando 2007 terminou com 946 mil reclamações sem julgamento.

A queda no total de processos residuais é reflexo da reforma trabalhista do governo Michel Temer. As alterações na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) entraram em vigor em novembro de 2017.

Em menos de dois anos, mudanças nas leis trabalhistas voltaram ao debate no Congresso. A medida provisória da Liberdade Econômica, que está tramitando, é chamada de minirreforma trabalhista.

As mudanças implantadas a partir da reforma trabalhista, nos últimos dois anos, causaram grande impacto no dia a dia das Varas do Trabalho, em especial porque houve queda no número de novos processos recebidos desde então. Com um menor volume de processos ingressando, os juízes conseguiram baixar o estoque.

A queda no total de processos residuais é reflexo da reforma trabalhista do governo Michel Temer.  

Segundo dados do TST (Tribunal Superior do Trabalho), a primeira instância fechou 2017 com 1,8 milhão de processos sem solução. O número caiu para 1,2 milhão em 2018.

A queda, segundo especialistas, representa maior cuidado de advogados dos trabalhadores. Se derrotados, os empregados agora devem arcar com as custas da defesa dos empregadores.

"O motivo principal [para a redução do volume de ações pendentes] foi a imposição de honorários advocatícios também para os empregados", diz o ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, ex-presidente do TST.

Segundo ele, essa regra tornou "responsável o processo do trabalho e coibiu as aventuras judiciais dos que litigavam pedindo o que não tinham direito".

Entre 2017 e 2018 -primeiro ano completo de vigência da reforma trabalhista-, houve uma queda  de 34,2% no número de novas ações apresentadas nas Varas do Trabalho.

Em 2018, foi ajuizado 1,7 milhão de novos casos. Em 2017, 2,6 milhões de ações chegaram à Justiça do Trabalho, com pedidos de indenização diversos.

Os dados do TST mostram que, até junho, 904 mil processos novos foram apresentados. Em relação ao mesmo período de 2018, houve alta de 8,1% (836 mil no total).

O professor de direito do trabalho da FMU Ricardo Calcini diz que o número de pedidos feitos nas ações também caiu.

Em uma única ação, o trabalhador pode pedir pagamento de multas, FGTS, férias, horas extras e aviso prévio, entre outros.

"No primeiro grau, essa queda de ação em estoque tem andado mais rápido. Não tem cumulatividade grande de pedidos, há responsabilidade no pleito", afirma Calcini.

Ele, porém, aposta em crescimento no número de novos casos na Justiça do Trabalho.

Isso porque o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda não concluiu o julgamento de ação que questiona o acesso gratuito à Justiça e a imposição de honorários ao trabalhador.

"Se confirmar a queda de parte desse trecho da reforma, vai haver tsunami de ações."

A redução no número de novas ações e de processos pendentes, no entanto, produziu um efeito colateral na segunda instância.

Enquanto em 2015 os TRTs (Tribunal Regionais do Trabalho) acumularam estoque de 262 mil recursos à espera de julgamento, o número subiu para 500 mil até junho deste ano.

"Na medida em que diminuiu o volume em primeira instância, criou a disponibilidade para juízes julgarem. Tem impacto positivo. Isso significa que a tramitação é mais rápida, da distribuição até a fase final", diz Alexandre de Almeida Cardoso, sócio do escritório TozziniFreire.

Segundo ele, com isso, a parte insatisfeita com a sentença pode recorrer mais rapidamente também. "Isso faz com que haja esse aumento nesse primeiro momento."

Ele diz que o efeito cascata é passageiro e não deve se estender até o TST, uma vez que a reforma impôs requisitos mais restritivos para apresentação de recursos ao principal tribunal trabalhista.


19 de agosto de 2019

Saques do Pasep devem injetar R$ 23,5 milhões na economia do Piauí

Saques do Pasep devem injetar R$ 23,5 milhões na economia do Piauí

O Banco do Brasil começou a liberar nesta segunda-feira os recursos para todos os cotistas inscritos no Fundo PIS-Pasep. Em todo o Brasil, estão disponíveis para saque R$ 4,5 bilhões

O Banco do Brasil começou a liberar nesta segunda-feira (19) os recursos do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) para todos os cotistas inscritos no Fundo PIS-Pasep. No Estado do Piauí, o valor total para saque é de R$ 23,5 milhões, referentes a pouco mais de 10 mil cotas.

Em todo o Brasil, estão disponíveis para saque R$ 4,5 bilhões pertencentes a 1,522 milhão de cotistas.

Aqueles que tiverem conta corrente ou poupança no BB terão o depósito feito automaticamente na noite desta segunda. Esse público, de aproximadamente 30 mil participantes em todo o país, não precisará realizar qualquer procedimento para receber o dinheiro.

Os cotistas clientes de outras instituições financeiras, com saldo de até R$ 5 mil, poderão transferir o saldo da cota via TED, sem nenhum custo, a partir do dia 20 de agosto. A opção de transferência disponibilizada pelo BB pode ser realizada tanto via internet, quanto pelos terminais de autoatendimento.

Os demais cotistas, assim como herdeiros e portadores de procuração legal poderão realizar os saques diretamente nas agências do BB, a partir do dia 22 de agosto.

Os valores serão liberados para os participantes do Fundo PIS/Pasep que ainda não sacaram os recursos. A ação integra a Medida Provisória nº 889, publicada no dia 24 de julho 2019.

MP 889/2019

Com a MP 889/ 2019, todos os cotistas do Fundo PIS/Pasep poderão realizar os saques de suas cotas por prazo indeterminado. Até então, para efetuar o saque, o participante deveria ter idade mínima de 60 anos ou estar enquadrado em um dos demais motivos de saque como: aposentados; na condição de invalidez; militar reformado ou da reserva; portador de HIV/AIDS ou de neoplasias malignas; e beneficiários de amparo social.

Saiba mais

O Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é destinado aos funcionários públicos, sendo pago exclusivamente pelo Banco do Brasil. Já o PIS (Programa de Integração Social) é direcionado aos trabalhadores da iniciativa privada, com pagamento efetuado pela Caixa. Ambos constituem um fundo único, cujo saldo pode ser sacado pelo trabalhador cadastrado entre 1971 e 04 de outubro de 1988 e que ainda não tenha retirado o valor total das cotas na conta individual de participação.

15 de agosto de 2019

Caixa inicia pagamento de abono para nascidos em agosto; R$ 1,4 bilhão

Caixa inicia pagamento de abono para nascidos em agosto; R$ 1,4 bilhão

Pagamentos são disponibilizados de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do trabalhador.

A Caixa Econômica inicia nesta quinta-feira (15) o pagamento do abono salarial do calendário 2019/2020 para os beneficiários nascidos em agosto. Os pagamentos são disponibilizados de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do trabalhador. Os titulares de conta individual na Caixa, com cadastro atualizado e movimentação na conta, receberam o crédito automático antecipado no dia 13 de agosto.

Confira o calendário de pagamento 2019/2020

O valor total disponibilizado pela Caixa para os nascidos em agosto é de R$ 1,4 bilhão para 1,6 milhão de trabalhadores em todo Brasil. O valor do benefício pode ser sacado até 30 de junho de 2020, e pode ser consultado no aplicativo Caixa Trabalhador, no site da Caixa (www.caixa.gov.br/PIS) ou pelo canal "Atendimento Caixa ao Cidadão": 0800 726 0207.

Quem tem direito a sacar?

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2018 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2018.

Quem possui o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento da Caixa. Caso não tenha o Cartão do Cidadão e não tenha recebido automaticamente em conta Caixa, o valor pode ser retirado em qualquer agência da Caixa, apresentando o documento de identificação. O trabalhador com vínculo a empresa pública possui inscrição Pasep e recebe o pagamento pelo Banco do Brasil.

13 de agosto de 2019

81% dos brasileiros estão dispostos a praticar o consumo colaborativo

81% dos brasileiros estão dispostos a praticar o consumo colaborativo

Caronas, aluguel de residências e compartilhamento de roupas são modalidades mais usadas; internet e redes sociais contribuem para adoção de práticas colaborativas.

O consumo por meio de trocas e compartilhamento vem ganhando espaço no cotidiano dos brasileiros. Enquanto alguns já adotam essas práticas, muitos se veem como futuros adeptos. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que, em um ano, aumentou de 68% para 81% o número de brasileiros que estão dispostos a adotar mais práticas de consumo colaborativo no seu dia a dia nos próximos dois anos, percentual que se mantém próximo em todas as faixas etárias e classes sociais.

No geral, 74% das pessoas ouvidas já utilizaram ao menos uma vez, ainda que sem frequência definida, alguma modalidade de consumo colaborativo. Para muitos, o consumo compartilhado é um caminho sem volta: 88% dos entrevistados acreditam que essas práticas vêm ganhando espaço na vida das pessoas. E essa mudança de paradigma é impulsionada, principalmente, pelas novas tecnologias. Para 85%, a internet e as redes sociais contribuem para o desenvolvimento de confiança entre os envolvidos nesse tipo de prática.

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a sociedade está, gradativamente, se reinventado em direção a um modelo mais sustentável. “A economia compartilhada une dois propósitos, que é fazer o orçamento render e contribuir para um mundo melhor, a partir do uso racional de bens e serviços. A internet ampliou exponencialmente esse movimento, colocando essas pessoas em contato por meio de sites e aplicativos. Ao mesmo tempo em que parece inovador, consumir de forma compartilhada é uma volta às origens. Bem antes da invenção do dinheiro, era pelo escambo que as pessoas obtinham diversos itens”, explica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Caronas, aluguel de residências e compartilhamento de roupas são modalidades mais usadas; internet e redes sociais contribuem para adoção dessas práticas

De acordo com o levantamento, as modalidades de consumo colaborativo com maior potencial de utilização, ou seja, aquelas que os brasileiros mais reconhecem que poderiam experimentar no futuro, são o coworking, que consistente no compartilhamento do espaço físico de trabalho (61%), o aluguel ou troca de brinquedos (59%) e a hospedagem de animais de estimação na casa de terceiros (59%).

Entre os que já são adeptos de alguma prática, as mais comuns são as caronas para ir ao trabalho, faculdade, passeios ou viagem (42%), o aluguel de residências para curtas temporadas (38%), além do compartilhamento e da locação de roupas (33%). 

No geral, 91% dos usuários se dizem satisfeitos com relação às práticas de compartilhamento que já utilizaram. Além disso, a maioria (70%) dos entrevistados já refletiu sobre o tamanho da economia que a prática rende, sendo que 40% consideram grande os recursos poupados.

A internet (55%) e as redes sociais (48%) foram os meios que mais contribuíram para que os interessados conhecessem melhor as práticas de consumo colaborativo. Há ainda um número relevante de 37% de pessoas que contaram com a recomendação de amigos e conhecidos. “A economia colaborativa fortalece o senso de comunidade, contribuindo para um estilo de vida mais sustentável. Trata-se de uma relação de benefício mútuo, em que ambas as partes envolvidas na negociação obtêm algum tipo de retorno, seja o lucro financeiro, a economia de recursos ou a satisfação de uma necessidade”, analisa o educador financeiro Vignoli.

Economia é o que mais atrai adeptos do consumo colaborativo, mas 44% querem contribuir com a sociedade e meio ambiente

A pesquisa mostra que 98% dos brasileiros, sejam eles adeptos ou não, enxergam alguma vantagem na prática do consumo colaborativo, sendo que as principais são a oportunidade economizar dinheiro (45%), evitar o desperdício (44%) e diminuir o consumo excessivo (43%). Outros aspectos positivos são poupar energia e recursos naturais (34%) e poder ajudar outras pessoas (33%).

Quando a pesquisa se detém às pessoas que já experimentaram alguma prática de consumo compartilhado, a chance de economizar dinheiro (57%) foi o que mais pesou na decisão pessoal delas. Outros 44% recorreram a economia colaborativa para contribuir com a sociedade e o meio ambiente, enquanto 33% queriam ajudar as demais pessoas e 29% economizar tempo.

45% reclamam da falta de confiança e 42% entre os que não dariam caronas têm receio de lidar com estranhos

O crescimento do consumo colaborativo no Brasil, contudo, ainda enfrenta barreiras. Na avaliação dos entrevistados, as principais são a falta de confiança entre as pessoas e o medo de serem passados para trás (45%), a falta de informação (43%), o perigo de lidar diretamente com pessoas estranhas (38%) e a ausência de garantias em caso de não cumprimento do acordo (33%).

Além disso, nem sempre é uma tarefa simples compartilhar roupas e outros itens de uso pessoal, assim como a moradia ou o espaço de trabalho com estranhos. São casos que exigem uma boa dose de desprendimento. No caso do consumo compartilhado, os maiores índices de rejeição, ou seja, aqueles itens que os entrevistados possuem, mas jamais dividiriam com outros, estão o compartilhamento de moradia, também conhecido como cohousing (41%), o aluguel de roupas (33%) e de residências para temporadas (32%).

Entre essa parcela que rejeita a possibilidade de compartilhar algum item pessoal, a pesquisa revela que o medo de lidar com estranhos é a principal barreira para dar caronas (42%), assim como para compartilhar o local de moradia (38%). O fato de não gostarem da sensação de dividir o próprio espaço com terceiros é também o que impede o compartilhamento de moradias (26%). Já o receio de que o bem emprestado seja danificado é fonte de preocupação no caso do aluguel de veículos (44%), bicicletas ou patinetes (40%). A incerteza de que as pessoas não devolvam o item emprestado é o que mais afasta as pessoas do aluguel ou compartilhamento de brinquedos (29%), por exemplo.

“O medo do desconhecido continua sendo um problema a ser superado na economia compartilhada, mas assim como a tecnologia proporciona a aproximação de pessoas, ela também vem se aprimorando no quesito segurança. Hoje, muitos sites e aplicativos deste mercado já contam com filtro de reputação, que avalia tanto quem presta o serviço quanto o cliente, seguindo uma série de atributos como pontualidade na devolução, cuidado na utilização, estado de conservação e pagamento. Trata-se de uma interação que exige uma confiança mútua”, avalia o educador financeiro.

62% compraram algum produto usado nos últimos 12 meses; livros, móveis e automóveis lideram ranking

Outro aspecto investigado pela pesquisa é o mercado de compra e venda de usados, que é uma alternativa para gastar menos ou ganhar uma renda extra. De acordo com o levantamento, em cada dez consumidores, seis (62%) compraram algum produto usado nos últimos 12 meses. Dentre esses clientes, a maioria (96%) ficou satisfeita com a compra.

A tecnologia também vem facilitando as formas de contato entre compradores e vendedores de produtos de segunda-mão, permitindo negociações rápidas e seguras. A internet é o meio que mais impulsiona esse tipo de compra, principalmente por meio dos aplicativos ou sites especializados (69%) e redes sociais (54%). Outros 46% chegaram a esse mercado por meio de amigos ou conhecidos.

Em alguns casos, é tão mais vantajoso adquirir um produto usado, que essa é a primeira opção do consumidor. De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados costumam verificar a possibilidade de adquirir um item usado em bom estado antes de comprar um novo. Os que não têm esse hábito somam 21% da amostra. Os itens que ganham destaque são os livros (51%), móveis (50%), automóveis (49%), celulares (49%), eletrônicos (46%) e eletrodomésticos (46%). “Em um período em que muitos enfrentam dificuldades financeiras, essa pode ser uma saída para quem deseja fazer compras a preços acessíveis ou vender objetos que apenas ocupam espaço em casa”, analisa Vignoli.

Metodologia

A pesquisa ouviu 837 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros, de todas as classes sociais e que residem nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

07 de agosto de 2019

Número de pessoas que recorreram ao crédito em junho cresce 3%

Número de pessoas que recorreram ao crédito em junho cresce 3%

Mesmo com o avanço recente, a sondagem constatou certa dificuldade na obtenção de crédito. Dois em cada dez consumidores (21%) ouvidos tiveram o acesso ao crédito negado em junho. Um terço dos brasileiros está no vermelho.

No último mês de junho, o número de consumidores que recorreram ao crédito cresceu 3% na comparação com maio passado. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que o Indicador de Uso de Crédito atingiu 32,1 pontos — o maior índice desde o início da série, em 2017, quando foi registrado 27,9 pontos. Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior o uso das modalidades; quanto mais distante, menor o uso.

Segundo a CNDL e o SPC Brasil, o avanço no índice aponta uma tendência de recuperação do ambiente econômico no país. 

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, ainda há um bom espaço para o crédito avançar. “Se confirmada a recuperação da economia, o crédito entrará em um novo momento com o cadastro positivo, que deve impactar o consumo das famílias em breve“, explica Pellizzaro Júnior.

Mesmo com o avanço recente, a sondagem constatou certa dificuldade na obtenção de crédito. Dois em cada dez consumidores (21%) ouvidos tiveram o acesso ao crédito negado em junho, principalmente por estarem com nome nos cadastros de devedores (7%) ou por terem excedido o limite de crédito (3%). Em contrapartida, 5% não souberam declarar qual o motivo.   

Além disso, mais da metade (59%) mencionou que o financiamento foi a modalidade mais difícil de obter aprovação no período. Já 54% dos consumidores disseram ter tido algum tipo de dificuldade ao buscar empréstimo, enquanto 40% citaram o crediário e outros 40% o cartão de crédito.

Cartão de crédito continua sendo a modalidade preferida dos brasileiros. Valor médio da fatura foi de R$ 912; 18% entraram no rotativo   

No total, 49% dos entrevistados utilizaram, ao menos, uma modalidade de crédito no mês de junho, como empréstimos, linhas de financiamento, crediários ou cartões de crédito. É o maior percentual observado desde janeiro de 2017. Em contrapartida, pouco mais da metade (51%) não recorreu a nenhuma modalidade no período. O cartão de crédito segue liderando entre as demais modalidades, citado por 43%. Em segundo lugar aparece o crediário (13%) e em terceiro, o cheque especial (8%). Há ainda 8% de consumidores que fizeram empréstimos e 6% que contrataram financiamento.

No caso do cartão de crédito, 18% entraram no rotativo em junho. Os que honraram os compromissos em dia somam 81% dos entrevistados. O valor médio da fatura foi de R$ 911,94, sendo que para 38% dos consumidores houve um aumento em relação a maio, para 37% foi mantido um valor aproximado e para 22% aconteceu uma redução.

O levantamento mostra ainda que as despesas básicas foram as mais realizadas com cartão de crédito: 69% dos entrevistados citaram compra de alimentos, 52% gastos com remédios, 44% aquisição de roupas e calçados, 40% despesas com combustíveis, 37% ida a bares e restaurantes. Outro destaque é o crescimento das assinaturas de serviços, como streaming e revistas, que passou de 15% em janeiro para 32% em junho.

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, alerta sobre uso do cartão para a compra de itens essenciais. “A falta de disciplina no controle do orçamento pode provocar uma desoganização e até levar o consumidor a entrar no rotativo, com o crescimento exponencial da dívida”, comenta.

41% dos consumidores têm a percepção de que os juros aumentaram; um terço dos brasileiros está no vermelho

Mesmo com o ciclo recente de queda dos juros, há uma percepção de alta para quatro em cada dez (41%) consumidores. Por outro lado, 25% acreditam que os juros continuam estáveis e apenas 2% acham que houve uma queda. Essa sensação de alta deve-se ao fato de que os juros ainda permanecem muito elevados, levando o consumidor à percepção de que eles estão sempre aumentando.

Quando questionados sobre a sua realidade financeira, 36% afirmaram estar no zero a zero, ou seja, não sobra nem falta dinheiro. Já 33% reconheceram estar no vermelho e 20% no azul. Entre os consumidores no vermelho, a maior parte (43%) justifica ter se endividado em razão do aumento de preços. Além disso, 24% explicam que tiveram diminuição na renda, 20% perderam o emprego e outros 20% se depararam com um imprevisto. Ao longo de julho, 52% dos consumidores desejavam reduzir seus gastos com relação ao mês anterior.

Metodologia

O Indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.  Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.

05 de agosto de 2019

Mercado financeiro prevê taxa Selic em 5,25% ao ano no fim de 2019

Mercado financeiro prevê taxa Selic em 5,25% ao ano no fim de 2019

Para o fim de 2020, a previsão continua em 5,5% ao ano. Também não houve alteração na expectativa para o final de 2021 e 2022: 7% ao ano.

Com a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que caiu para 6% ao ano na semana passada, analistas do mercado financeira reduziram a estimativa para a taxa no final de 2019. A expectativa passou de 5,5% ao ano para 5,25% ao ano.

Para o fim de 2020, a previsão continua em 5,5% ao ano. Também não houve alteração na expectativa para o final de 2021 e 2022: 7% ao ano. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa semanal em instituições financeiras, feita pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras, pela internet.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,82%, neste ano, 2,1%, em 2020, 2,5%, em 2021 e 2022.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), não foi alterada, permanecendo em 3,8% este ano. Também não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,9%, em 2020, 3,75%, em 2021, 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, em 2019, 4%, em 2020, 3,75%, em 2021, 3,5%, em 2022, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano permanece em R$ 3,75 e, para 2020, em R$ 3,80.

02 de agosto de 2019

Governo reduz a zero alíquota sobre diversos bens de capital

Governo reduz a zero alíquota sobre diversos bens de capital

Bens de capital são maquinários, ferramentas, instalações e outros tipos de equipamentos utilizados para a fabricação de produtos para consumo.

Portaria do Ministério da Economia amplia a lista de bens de capital que terão sua alíquota de imposto de importação reduzida a zero. Bens de capital são maquinários, ferramentas, instalações e outros tipos de equipamentos utilizados para a fabricação de produtos para consumo. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2).

Por meio dessa portaria, que começará a vigorar no prazo de dois dias, o governo pretende tornar equipamentos desse tipo, que nem sempre são produzidos no Brasil mas que são necessários para a modernização ou para o aumento da produção industrial, mais acessíveis para o setor. O governo já havia publicado portaria similar em maio.

Bens de capital são maquinários, ferramentas, instalações e outros tipos de equipamentos utilizados para a fabricação de produtos para consumo (Foto: José Paulo Lacerda/CNI)

Entre os equipamentos citados pela portaria há diversos tipos de caldeiras, motores, elevadores de escavadeiras, motobombas, centrífugas, rotores, fornos, cabeçotes, chapas, hidrolisadores, secadores, máquinas de laminação, rotativas, filtros, rotuladoras, embaladoras, balanças, dosadores, envernizadores, esmaltadores, lavadoras, guinchos, propulsores, guindastes, empilhadeiras, carenagens, cintas, descascadores, polidores, moedores, amassadeiras, masseiras, tostadeiras, fatiadoras, serras, desfibradores, impressoras, cilindros, tornos, perfuradores, prensas, moinhos, misturadores, pavimentadoras, trançadeiras, trituradores, engrenagens, ultrassom, cabos e até máquinas automáticas de café expresso.

01 de agosto de 2019

Com aumentos nos planos de saúde, pacientes devem conhecer seus direitos

Com aumentos nos planos de saúde, pacientes devem conhecer seus direitos

Advogado especialista em defesa do consumidor, Sérgio Tannuri elaborou uma cartilha digital com os principais direitos e deveres dos pacientes e familiares.

A Agência Nacional de Saúde autorizou aumento nas mensalidades dos planos de saúde individual e coletivo e muita gente está preocupada com o reajuste. Segundo dados da agência, mais de 3 milhões de pessoas deixaram os planos de saúde nos últimos 5 anos, porque ficaram desempregados ou não puderam mais pagar, migrando para operadoras mais em conta, optaram por clínicas populares ou passaram a usar o SUS. 

Advogado especialista em defesa do consumidor, Sérgio Tannuri elaborou uma cartilha digital com os principais direitos e deveres dos pacientes e familiares, com informações básicas até casos mais complexos, como:

  • é dever do médico prescrever a receita médica de forma legível, para que o paciente e o farmacêutico entendam o que foi prescrito;
  • em hospitais particulares, o paciente deve ter acesso a todos os preços cobrados pelos serviços médicos e hospitalares; para qualquer plano de saúde é vedado o estabelecimento de prazo máximo de internação hospitalar, seja em enfermaria, apartamento ou leitos de alta tecnologia (CTI, UTI ou similares); e
  • é proibida, em qualquer situação, a exigência de cheque-caução, depósito de qualquer natureza, nota promissória ou quaisquer outras formas de garantia de pagamento por parte da rede prestadora no ato ou anteriormente à prestação do serviço.

No material, Tannuri destaca um capítulo importante sobre os direitos do paciente de câncer.

O ebook é gratuito e deve ser baixado pelo site - http://www.pergunteprotannuri.com.br/pdfs/Direitos_dos_Pacientes_e_Familiares_SergioTannuri_2019.pdf