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'O Palco é Deles': apoio da família é essencial para superar desafios

Os dançarinos nunca desistiram e encontram na família a força para continuar com seus sonhos.

21/09/2019 08:31h - Atualizado em 21/09/2019 08:53h

Apesar de todos os desafios encontrados ao longo do caminho, os dançarinos nunca desistiram e encontram em seus familiares e na dança forças para continuar com seus sonhos. Marcus Vinícius de Sousa enfatiza que, diante do preconceito, o apoio familiar é fundamental para superar esse e qualquer outro desafio que possa surgir ao longo da carreira.

“Minha família nunca teve preconceito com relação a eu dançar, graças a Deus. Com o tempo, meus colegas foram tendo outro conhecimento e ponto de vista com relação ao balé, mas a minha família sempre me apoiou desde o início, nunca sofri qualquer rejeição da parte deles. Eu fui crescendo dentro da dança e eles foram vendo que era bom para mim e que eu estava evoluindo, tanto profissionalmente como tendo um conhecimento maior na sociedade”, disse.


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Rudson Plácido também teve total apoio de sua família. Tanto que conseguiu incluir seu irmão, que é deficiente. Os dois montaram uma apresentação e isso resultou em diversos prêmios para eles e para o Cordão Grupo de Dança.

“A minha família estava muito por mim, via meus resultados, que eu estava fazendo e conquistando, então para mim foi mais fácil, pois fui tendo resultados. Não foi como pessoas que estavam fazendo e os outros julgando ‘ah, isso não vai dar em nada’. Justamente por eu estar conseguindo é que as pessoas me apoiavam. Se eu tivesse uma apresentação, poderia ter só quatro pessoas, mas uma delas era minha mãe, sempre na frente, e depois que meu irmão entrou aí que ela passou a ser ainda mais presente”, enfatiza.


“A minha família estava muito por mim, via meus resultados, que eu estava fazendo e conquistando, então para mim foi mais fácil", diz Rudson Plácido - Foto: Arquivo Pessoal

No Cordão Grupo de Dança, Rudson ganhou prêmios, nacional e internacional, no Festival de Dança de São Paulo e em Fortaleza. A premiação veio por conta de coreografia que ele encenou com seu irmão. Apesar das limitações, o professor e bailarino lembra que a dança, mais que uma forma de expressão, é uma modalidade de inclusão.

“A coreografia que ganhei, a premiação foi com meu irmão, que é deficiente. Fizemos um dueto e tem toda uma história, pois eu também consegui inseri-lo no grupo de dança. Claro que tinha uma limitação, mas o professor conseguiu extrair o melhor dele. A dança é inclusão e ninguém se sentia incapaz. Ainda existe preconceito e é um tabu que precisa ser quebrado. É algo que já foi furado, mas ainda precisa ser rasgado. É difícil quebrar e colocar isso na cabeça das pessoas; algumas aceitam, outras ainda não, mas é preciso trabalhar isso”, ressalta.

Por: Isabela Lopes, do Jornal O Dia

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