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Notícias Mundo

23 de fevereiro de 2018

Na ONU, Rússia rejeita proposta para trégua na Síria

Bombardeios em Ghouta já deixaram cerca de 400 mortos

As autoridades da Rússia se pronunciaram nesta quinta-feira (22) contra a resolução proposta no Conselho de Segurança da ONU que prevê uma trégua de 30 dias na Síria - a medida é apoiada pelos Estados Unidos. Durante a reunião, o embaixador russo nas Nações Unidas, Vasyl Nebenzia, deu a entender que o governo de Vladimir Putin vetará o texto se for submetido à votação nas próximas horas, como querem seus impulsores, Suécia e Kuwait. 

"Os patrocinadores sabem perfeitamente que não há acordo [sobre a resolução]", disse Nebenzia, insistindo que não recebeu explicações sobre as "garantias" de que a trégua seria respeitada. 

Para ele, o cessar-fogo é mais uma medida "populista" e "afastada da realidade". O embaixador russo ainda defendeu a ofensiva governamental sobre Ghouta Oriental, dadas as ações de grupos jihadistas como a Frente Al Nusra. 

O número de civis mortos nos bombardeios governamentais no Ghouta Oriental, perto de Damasco, aumentou para cerca de 400 desde o último domingo (18), revelou o Observatório Nacional dos Direitos Humanos na Síria, afirmando que entre as vítimas há pelo menos 94 menores, incluindo crianças e adolescentes. De acordo com a ONG, 21 civis foram mortos nos bombardeios de hoje (22), sendo 13 deles na cidade de Duma, a cerca de 15 quilômetros da capital. 

Enquanto isso, 13 outros civis, incluindo três crianças, foram mortos em novos bombardeios pelas forças do governo sírio na região de Ghouta, controlada por grupos rebeldes. As vítimas desta quinta-feira somam às 346 mortes e 878 feridos registrados pela ONU nas últimas duas semanas, uma vez que as forças governamentais intensificaram os bombardeios aéreos e de artilharia aparentemente em preparação para uma ofensiva terrestre. 

Na mesma região existem cerca de 400 mil civis, que precisam de comida, água e remédios. Ontem (21), a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) disse que em apenas três dias, 13 hospitais e instalações de saúde foram afetados, danificados ou destruídos. Além disso, o MSF também enfatizou que "as estruturas apoiadas pela organização concluíram completamente os estoques de bolsas de sangue intravenosa, anestésicos e antibióticos, fundamentais para as principais intervenções cirúrgicas".

22 de fevereiro de 2018

Donald Trump sugere armar professores nas escolas

Trump argumentou que, dado o tempo que pode demorar para a polícia chegar a uma escola ao receber um alerta de ataque, os professores devidamente treinados poderiam reagir rapidamente

Em encontro com sobreviventes e parentes de vítimas, presidente americano diz que proposta pode desencorajar ataques. Ele também promete reforçar verificações de saúde mental, antecedentes e idade de compradores.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu a possibilidade de alguns professores ou funcionários das escolas portarem armas de maneira escondida para responder rapidamente em casos de ataques.

As sugestões foram feitas, na quarta-feira (21/02), após o presidente ter recebido na Casa Branca um grupo de sobreviventes e parentes de vítimas de ataques a tiros em instituições de ensino nos EUA. Entre os presentes estavam seis alunos da escola de Parkland, na Flórida, onde 17 pessoas morreram na semana passada.

"Há algo que se chama portar armas de forma oculta, e que só funciona quando você tem gente treinada para isso. Os professores teriam uma permissão especial, e [a escola] já não seria uma área livre de armas da qual os 'maníacos' podem se aproveitar", disse.

Trump argumentou que, dado o tempo que pode demorar para a polícia chegar a uma escola ao receber um alerta de ataque, os professores devidamente treinados poderiam reagir rapidamente.

Foto: Reprodução/Twitter

Segundo ele, a proposta pode "solucionar o problema" ao fazer com que um possível perpetuador pense duas vezes antes de invadir uma escola. "Isso só seria, obviamente, para pessoas que são treinadas em lidar com uma arma", disse o presidente. "É chamado de transporte oculto. Professores em posse de uma arma receberiam treinamento especial e não teríamos mais uma zona livre de armas."

"Vamos examinar essa ideia muito a sério, muita gente vai estar contra isso e muita gente vai estar de acordo", afirmou o presidente, ao reconhecer que é algo "controverso". O republicano também propôs enviar às escolas "profissionais, que poderiam ser fuzileiros navais".

Trump falou ao final de um encontro emotivo na Casa Branca, no qual alunos e parentes de vítimas do massacre da semana passada descreveram suas angústias pessoas. Eles pediram aos legisladores americanos que protejam os estudantes da violência armada no país.

"Eu tive a sorte de voltar para casa, ao contrário de alguns dos meus colegas, e é muito assustador saber que muitas pessoas não tiveram a oportunidade de estar aqui", disse Julia Cordover, estudante sobrevivente, enquanto lutava contra as lágrimas.

Outro aluno, Samuel Zeif, descreveu como ele completou 18 anos no dia seguinte ao massacre em Parkland: "Acordei com a notícia de que meu melhor amigo se foi. E não entendo por que ainda posso ir a uma loja e comprar uma arma de guerra".

A raiva era visível em meio aos pais, incluindo Andrew Pollack, cuja filha de 18 anos foi uma das vítimas. "Estou aqui porque minha filha não tem voz. Ela foi assassinada na semana passada e ela foi tirada de nós, atingida nove vezes no terceiro andar. Nós, como país, falhamos com nossos filhos. Isso não deveria acontecer", disse Pollack.

Ele mencionou a segurança nos aeroportos ao compará-la às escolas e disse que "não se pode entrar num avião com uma garrafa d'água", mas que dexai-se "um animal entrar numa escola". Pollack então berrou com Trump: "Conserte isso!"

Trump também prometeu que encontrará uma solução "muito robusta para o tema dos antecedentes criminais", para melhorar a comunicação entre autoridades locais e federais a fim de impedir que pessoas condenadas por um crime possam comprar armas. Mais cedo, ele havia ordenado a proibição dos chamados "bump stocks", dispositivos que permitem transformar uma arma semiautomática numa metralhadora.

"Além disso, vamos focar no tema da idade [mínima] para comprar [uma arma] e no aspecto de saúde mental", acrescentou Trump, ao opinar que não há "instituições mentais" suficientes no país para lidar com o povo que possa ter uma doença que leve a comportamentos violentos.

De acordo com a lei federal americana, a idade mínima para comprar uma arma de fogo é de 21 anos para uma pistola e 18 se for um fuzil, embora alguns vendedores sem licença as forneçam a pessoas ainda mais jovens. O autor do massacre na Flórida, Nikolas Cruz, tinha 19 anos.

21 de fevereiro de 2018

Ataques a reduto rebelde na Síria mataram 250 em 48 h, diz observatório

Cinco pessoas morreram e 200 ficaram feridas nesta quarta; ataques a reduto rebelde deixaram ao menos 250 mortos em 48 horas.

Mais cinco pessoas morreram e 200 ficaram feridas em ataques de mísseis e bombas pró-governo nesta quarta-feira (21) na região de Guta Oriental, reduto rebelde nos arredores de Damasco, na Síria.

Moradores do enclave, que abriga mais de 400 mil pessoas cercadas e vivendo em péssimas condições, disseram estar "esperando sua vez de morrer". É o quarto dia de fortes ataques ao local, alvo de um dos bombardeios mais pesados em sete anos da guerra, que deixou ao menos 250 mortos em 48 horas, segundo um órgão de monitoramento do conflito. Entre as vítimas estão 60 crianças.

O ritmo dos bombardeios pareceu diminuir durante a noite, mas sua intensidade foi retomada na manhã desta quarta-feira, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Nas localidades de Arbin e Ain Turma, as forças governamentais lançaram barris de explosivos, uma arma denunciada pela ONU e diversas ONGs, relata o OSDH.

Os bombardeios também provocaram muitos danos, em particular em hospitais, que ficaram sem condições de funcionar.

Ofensiva

A nova campanha aérea contra Guta Oriental começou no domingo, após a chegada de reforços para uma ofensiva terrestre que ainda não teve início.

O governo quer reconquistar esta região, a partir da qual os rebeldes lançam projéteis contra Damasco.

Guta Oriental é o último reduto controlado pelos rebeldes perto da capital síria.

Segundo o jornal "Al Watan", ligado ao governo, os bombardeios "são o prelúdio de uma operação terrestre de grande envergadura que pode começar a qualquer momento".

'Crimes de Guerra'

A oposição no exílio denunciou uma "guerra de extermínio" e criticou o "silêncio internacional" a respeito dos "crimes" do regime de Bashar al-Assad na guerra que começou há quase sete anos.

Na terça-feira (20), a ONU pediu o fim imediato dos ataques contra civis em Guta oriental.

Também na terça, a Anistia Internacional afirmou que os ataques constituem crimes de guerra e pediu ação imediata da comunidade internacional. "O Governo sírio, com o apoio da Rússia, está atacando de forma proposital seu próprio povo em Guta Oriental", afirmou a pesquisadora da AI sobre a Síria, Diana Semaan, em comunicado.

Semaan lamentou que "a comunidade internacional tenha permanecido junto ao Governo sírio" desde o início do conflito e lembrou que as autoridades do país árabe "cometeram crimes contra a humanidade e de guerra com total impunidade".

Na sua opinião, o Conselho de Segurança da ONU deve fazer cumprir com suas próprias resoluções, que pedem o fim dos assédios em áreas civis e os ataques contra a população, assim como o acesso humanitário sem impedimentos.

"Os membros permanentes (do Conselho de Segurança), incluída a Rússia, não deveriam bloquear as medidas para pôr fim e reparar o grande número de atrocidades", indicou.

Em consequência, Semaan ressaltou que é "imperativo" que o Conselho de Segurança mande uma mensagem contundente de que não haverá impunidade para aqueles que perpetrem crimes de guerra e contra a humanidade.

Trump Jr. diz perder negócios na Índia devido a restrições impostas pelo pai

Pouco depois de assumir, Trump disse que passaria o controle de seu império empresarial, que inclui prédios residenciais e hotéis de luxo em todo o mundo, aos filhos Donald e Eric

O filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu a Índia como um mercado importante para a Organização Trump, mas disse que a empresa terá que abrir mão de novos negócios devido a restrições autoimpostas por seu pai desde que tomou posse.  Os comentários de Donald Trump Jr., feitos no início de uma viagem para cortejar compradores para seus projetos residenciais de luxo em várias cidades indianas, pareceu rebater críticas sobre possíveis conflitos de interesse na divulgação da marca Trump.

"Alguns anos atrás, eu disse que (a Índia) se tornaria nosso maior (mercado) porque realmente acreditei no mercado... acho que continuará a ser o mesmo quando eu puder voltar ao mercado e me concentrar no lado comercial, em novos acordos novamente no futuro, quando meu pai tiver deixado o cargo", disse Trump Jr. à rede de televisão CNBC-TV18 na noite de terça-feira.


Donald Trump e Donald Trump Jr. Foto: Reprodução/twitter

Pouco depois de assumir, Trump disse que passaria o controle de seu império empresarial, que inclui prédios residenciais e hotéis de luxo em todo o mundo, aos filhos Donald e Eric e que colocaria seus bens em um fundo para deixar claro que, como presidente, não agiria de forma consciente para se beneficiar pessoalmente.

Muitas agências de ética governamentais e privadas disseram que ele deveria ter ido mais longe, dispondo de bens que pudessem causar conflitos de interesse - mas seus parceiros indianos estão dando ênfase à marca Trump.

Nos dias que antecederam a visita de Trump Jr., um de seus parceiros no setor imobiliário de Gurgaon, cidade próxima da capital Nova Délhi, lançou uma campanha publicitária na primeira página dos jornais de maior circulação da Índia para atrair compradores.

19 de fevereiro de 2018

Destroços de avião iraniano que caiu com 65 a bordo foram encontrados

Os destroços teriam sido encontrados perto da cidade de Dengezlu, na província de Isfahan; Região montanhosa dificultou chegada do resgate

Destroços do avião iraniano que caiu com 65 pessoas a bordo foram encontrados na região central do país, informou a agência estatal Isna nesta segunda-feira (19).

Os destroços teriam sido encontrados perto da cidade de Dengezlu, na província de Isfahan, disse o vice-governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, segundo a imprensa local.

Minutos depois da divulgação da notícia, porém, o site da TV estatal afirmou que um porta-voz da agência de avião civil iraniana não conseguiu confirmar a informação, segundo a Reuters.

O avião, operado pela Aseman Airlines, caiu no sudoeste do Irã na manhã de domingo (18). O voo ia de Teerã à cidade de Yasuj, no sudoeste do país, e caiu no Monte Dena, na Cordilheira de Zagros, a cerca de 480 km da capital iraniana. A região, de difícil acesso, dificultou a chegada do resgate. Não há informações sobre vítimas ou sobreviventes.

O aparelho desapareceu do radar cerca de 20 minutos depois de ter decolado do aeroporto de Teerã. O voo EP 3704, feito em uma aeronave ATR 72, decolou de Teerã às 8h local (1h30, em Brasília).

Nesta segunda-feira, helicópteros e equipes de resgate das Forças Armadas e da organização humanitária Crescente Vermelho, assim como voluntários locais, participavam das buscas pelos destroços, embora acredite-se que ninguém tenha sobrevivido à queda, segundo a televisão estatal.

Poucas horas após a confirmação da queda, a companhia aérea chegou a afirmar que todos os ocupantes do voo (incluindo uma criança) haviam morrido, mas em seguida retirou a informação, declarando que, devido às circunstâncias especiais da região e à falta de acesso ao local do acidente, não poderiam confirmar de forma precisa e definitiva a morte de todos.

Ainda não há informações sobre o que teria causado a queda do avião.

18 de fevereiro de 2018

Avião com 66 a bordo cai no Irã; não há sobreviventes

Aeronave voava de Teerã para Yasuj e caiu em área montanhosa. Helicóptero de resgate não conseguiu chegar ao local do acidente devido ao mau tempo. Não há informações sobre sobreviventes.

Um avião operado pela Aseman Airlines, com 66 pessoas a bordo, caiu no sudoeste do Irã na manhã deste domingo (18), segundo a mídia iraniana.

A aeronave voava no trecho entre Teerã e a cidade de Yasuj e caiu na região montanhosa de Samirom, a cerca de 480 km da capital iraniana. Não há informações sobre sobreviventes.

Segundo informações da agência EFE, o porta-voz de Emergências iraniano, Moytaba Khaledi, explicou que o aparelho desapareceu do radar cerca de 20 minutos depois de ter decolado do aeroporto de Teerã com destino à cidade de Yasuy. O avião decolou de Teerã às 8h local (1h30, em Brasília).

A companhia aérea chegou a confirmar que os 66 ocupantes do voo (incluindo uma criança) haviam morrido, mas em seguida retirou a informação, declarando que devido às circunstâncias especiais da região e a falta de acesso ao local do acidente, não poderiam confirmar de forma precisa e definitiva a morte de todos os ocupantes do avião.

Segundo a rede britânica BBC, o mau tempo teria impedido que um helicóptero de emergência chegasse ao local. Mas ainda não há informações sobre o que teria causado a queda do avião.

De acordo com as primeiras informações das agências Insa e Fars, atribuídas a Pirhosein Koolovand, chefe do serviço nacional de emergência, todos os serviços de socorro estão em alerta.

17 de fevereiro de 2018

Paulo VI será canonizado neste ano, diz papa Francisco

Paulo VI é talvez mais conhecido pela controversa encíclica Humane Vitae (Sobre a Vida Humana), na qual eternizou a proibição católica a métodos contraceptivos artificiais em 1968

O falecido papa Paulo VI, que liderou a Igreja Católica nos anos 1960 e 1970 - um dos períodos mais turbulentos da história contemporânea - e é lembrado por sua oposição à contracepção, será canonizado este ano, decidiu o papa Francisco. Francisco fez o anúncio na quinta-feira, numa reunião particular com padres romanos. O Vaticano publicou a transcrição da conversa neste sábado.

Quando fez o anúncio, Francisco brincou que ele e o ex-papa Bento XVI, que renunciou em 2013 e está agora com 90 anos de idade "estão na lista de espera".

Paulo tornou-se papa em 1963 após a morte do papa João XXIII. Ele conduziu a Igreja à conclusão do Segundo Concílio do Vaticano, iniciado por seu predecessor, e a implementação de suas reformas modernizadoras. Ele morreu em 1978.

Ele liderou a igreja nos anos 1960, quando muitos padres deixaram ordens religiosas e a vocação à vida religiosa diminuiu fortemente em um período turbulento de mudanças sociais. Paulo VI é talvez mais conhecido pela controversa encíclica Humane Vitae (Sobre a Vida Humana), na qual eternizou a proibição católica a métodos contraceptivos artificiais em 1968.

Nascido Giovanni Battista Montini, em 1897, Paulo passou boa parte da carreira no serviço diplomático do Vaticano antes de se tornar cardeal de Milão. Ele foi beatificado em 2014, após o primeiro milagre atribuído a ele.

Mais cedo neste mês, uma comissão teológica e médica do Vaticano aprovou um segundo milagre atribuído a ele. A igreja ensina que Deus realiza os milagres, mas que os santos que estão junto a ele no céu intercedem em nome das pessoas que oram para eles. Um milagre é normalmente uma cura médica inexplicável.

Paulo VI se tornará o terceiro Papa que Francisco canonizou desde sua eleição cinco anos atrás. Os outros são João XXIII, que morreu em 1963, e João Paulo, que morreu em 2005.

16 de fevereiro de 2018

Luto e dor na vigília pelas vítimas do massacre em escola dos Estados Unidos

Milhares participaram de homenagem às vítimas de tiroteio na Flórida. Jovens e adultos se emocionaram ao ouvir o testemunho do pai de uma menina de 14 anos assassinada no ataque

Milhares de pessoas se reuniram na quinta-feira (15) em uma vigília em lembrança dos 17 mortos no massacre realizado no dia anterior na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, na Flórida, nos Estados Unidos.

Centenas de pessoas depositaram flores, velas e foto das vítimas do ataque em frente à escola, que foi invadida na tarde de quarta-feira (14), por Nikolas Cruz, de 19 anos. O ex-aluno, expulso por problemas disciplinares, portava um rifle AR-15 e muita munição. A ação deixou vários feridos além dos 17 mortos.

Durante a homenagem, jovens e adultos se emocionaram ao ouvir o testemunho do pai da menina Jaime Guttenberg, de 14 anos, uma das assassinadas no ataque.

Emocionado, Fred Guttenberg explicou que no ano passado perdeu um irmão vítima de um câncer, que apareceu em decorrência dos atentados do 11 de setembro de 2001, segundo a agência Efe.

Pensou, então, que a dor era insuportável, mas afirmou que o que vivia desde a tarde de quarta-feira (14) era infinitamente pior.

"Jamie era a luz da festa", disse, lamentando não se lembrar se tinha se despedido da filha antes dela sair para a escola e não voltar mais para casa.

Por isso disse que as crianças devem entender quando seus pais dizem não a tudo o que pretendem fazer. O objetivo disso é de protegê-los e não sofrer a dor de perdê-los. Aos pais, ele pediu que não percam um dia sem "abraçar e beijar" seus filhos.

Ao lado dele, no palco do anfiteatro ao ar livre do parque Pine Trails, autoridades e líderes religiosos pediram unidade para enfrentar esta enorme tragédia.

Também houve espaço para mensagens de tom político, como "Basta, é suficiente" e "NRA deixe de matar nossos filhos", em referência à Associação Nacional de Rifles, o poderoso grupo de pressão a favor das armas e contrário a uma maior regulamentação das mesmas nos EUA.

Com velas, centenas de pessoas levam velas durante vigília na noite de quinta-feira (15) em homenagem às vítimas de massacre em escola em Parkland, na Flórida  (Foto: Jonathan Drake/ Reuters) Com velas, centenas de pessoas levam velas durante vigília na noite de quinta-feira (15) em homenagem às vítimas de massacre em escola em Parkland, na Flórida  (Foto: Jonathan Drake/ Reuters)

Com velas, centenas de pessoas levam velas durante vigília na noite de quinta-feira (15) em homenagem às vítimas de massacre em escola em Parkland, na Flórida (Foto: Jonathan Drake/ Reuters)

A experiência em Parkland inevitavelmente remeteu ao que foi registrado há um ano e meio, após o massacre na discoteca gay Pulse, em Orlando, também na Flórida, onde morreram 49 pessoas.

Como naquele julho de 2016 a bandeira do arco-íris se tornou um símbolo da lembrança às vítimas, na quinta, a cor vinho, que caracteriza a escola, predominava nos laços e camisetas. Também foi o que Nikolas Cruz usou para passar despercebido ao entrar no colégio e fazer o ataque.

O atirador

Nikolas Cruz agiu sozinho. Acredita-se que ele tenha provocado o disparo do alarme de incêndio para conseguir atingir mais vítimas. Após fazer os disparos, ele se misturou aos alunos e conseguiu deixar o colégio. Só foi preso mais tarde. Ele responderá por homicídio premeditado.

Nikolas Cruz, que é apontado pela polícia como atirador que deixou mortos Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, na quarta-feira (15)  (Foto: Broward County Jail via AP) Nikolas Cruz, que é apontado pela polícia como atirador que deixou mortos Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, na quarta-feira (15)  (Foto: Broward County Jail via AP)

Nikolas Cruz, que é apontado pela polícia como atirador que deixou mortos Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, na quarta-feira (15) (Foto: Broward County Jail via AP)

A imprensa americana encontrou em sua conta no Instagram, que foi bloqueada após o tiroteio, uma série de fotos em que Nikolas Cruz aparece com facas e arma de fogo. Na avaliação do xerife Scott Israel, o conteúdo de suas redes sociais era "pertubador", segundo a CNN.

O “Miami Herald” conversou com professores e alunos que dizem que ele era considerado uma pessoa problemática, que ameaçava colegas e não tinha autorização para entrar no prédio portando mochilas – decisão que teria sido tomada devido ao seu interesse obsessivo por armas.

Alunos brasileiros

Brasileiros que estudam na escola relataram o terror durante o tiroteio. A estudante Kemily dos Santos Duchini, de 16 anos, estava dentro de sua sala de aula e conseguiu se comunicar com a mãe durante a ação, de acordo com a BBC.

Já Gustavo Capone havia saído da sua sala calmamente, junto com outros alunos, porque soou um alarme de incêndio na escola. Mas do lado de fora do prédio viu policiais armados chegando e escutou um segundo alarme, que desta vez alertava para um tiroteio. Então correu para a sua casa, que fica a uma quadra do colégio.

Oxfam diz que revelará investigação de abusos no Haiti e na África

Os documentos são abertos uma semana depois de o jornal londrino "The Times" ter informado que trabalhadores humanitários da entidade pagaram por sexo em missões após o terremoto no Haiti, em 2010, e no Chade

A organização humanitária Oxfam Internacional anunciou nesta sexta-feira (16) que divulgará dados da investigação dos casos de abuso e assédio sexuais cometidos por seus funcionários em suas missões humanitárias.

Os documentos são abertos uma semana depois de o jornal londrino "The Times" ter informado que trabalhadores humanitários da entidade pagaram por sexo em missões após o terremoto no Haiti, em 2010, e no Chade.

Em nota, a organização afirma que instalará uma comissão internacional independente para "revisar as políticas, práticas, a cultura e a responsabilização da Oxfam relativas a casos de abuso sexual e de poder".

O grupo faz parte do que a ONG chamou de transformação organizacional. Também preveem criação de um grupo de pessoas para dar referências profissionais e o aumento de recursos para "os processos de salvaguarda".

"A Oxfam, porém, não disse quando serão publicados os detalhes da investigação no Haiti. Isso será feito depois dos passos necessários para proteger a identidade de testemunhas inocentes", diz a organização, no documento.

ESCÂNDALO

O escândalo levou à renúncia da vice-presidente, Penny Lawrence, que se disse responsável pelo que chamou de não atuar adequadamente ante à denúncia. Também colocou em xeque o financiamento do Reino Unido e da União Europeia às atividades.

Nesta quinta (15), o responsável pela equipe no Haiti na época, Roland Van Hauwermeiren, acusado de organizar orgias e de visitar bordéis, disse que não se coloca como vítima, mas que outros funcionários seriam prejudicados com falsas acusações.

O belga admitiu ter tido sexo com uma haitiana depois de oferecer leite e fraldas à sua irmã mais nova em 2010. Também confirmou sua dispensado seis anos antes da Oxfam por ir a uma festa com duas prostitutas na Libéria, mas negou os casos de prostituição no Chade.

15 de fevereiro de 2018

Vítimas de massacre em escola na Flórida são identificadas

Divulgação oficial pelas autoridades ainda não ocorreu. Entre os mortos estão um treinador de futebol e três alunos.

A imprensa americana começou a identificar algumas das vítimas do ataque em Parkland, na Flórida, onde Nikolas Cruz, de 19 anos, invadiu o colégio Stoneman Douglas na tarde de quarta-feira (14) com um rifle AR-15, matando e ferindo dezenas de pessoas.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (15), o xerife Scott Israel disse que as famílias de todas as vítimas foram notificadas. Veja abaixo quem são as vítimas cuja identidade já foi tornada pública pela imprensa nos EUA:

Jaime Guttenberg, aluna

Jaime Guttenberg, uma das vítimas do ataque à escola na Flórida (Foto: Reprodução/Facebook/Jaime Guttenberg)

O pai da estudante, Fred, compartilhou a notícia da morte da filha no Facebook. "Meu coração está partido. Ontem, Jennifer Bloom Guttenberg e eu perdemos nossa garotinha num tiroteio violento em sua escola. Perdemos nossa filha, e meu filho Jesse Guttenberg perdeu sua irmã. Estou destruído e enquanto escrevo isso tento pensar como minha família passará por isso. Agradecemos todas as chamadas e mensagens e pedimos desculpas por não responder a todas individualmente. Jen e eu vamos ver como vão as coisas hoje e então pedimos que você respeitem nossa privacidade", publicou.

Aaron Feis, treinador de futebol

O professor assistente foi gravemente ferido depois que, segundo relatos, saltou na frente do atirador para proteger os alunos. Ele morreu por causas desses ferimentos no início da manhã de quinta-feira, informa o "Miami Herald". O time de futebol da escola informou a morte através de sua conta no Twitter.

Martin Duque, aluno

O irmão mais velho de Martin, Miguel, que se formou no Stoneman Douglas no ano passado, segundo o "Miami Herald" compartilhou a notícia da morte do familiar por meio do Instagram no início da manhã desta quinta-feira (15). "Palavras não podem descrever minha dor", ele escreveu. "Amo você, meu irmão Martin, você vai fazer falta, amigo". Martin tinha 14 anos.

Joaquin Oliver, aluno

Joaquin Oliver, jovem venezuelano morto em ataque contra escola na Flórida (Foto: Reprodução/Facebook)

Sua morte foi confirmada pela imprensa venezuelana. Segundo a Univision, ele era estudante do último ano do Ensino Médio, e desapareceu logo após o tiroteio. Na noite de quinta-feira, os pais e a família de Oliver percorreram hospitais em busca do jovem.

Farmacêutica promete mudanças ante crise de opioides nos EUA

Purdue Pharma é um dos fabricantes apontados pela cidade de Nova York em um processo de 500 milhões de dólares

O fabricante do fármaco para a dor mais vendido do mundo, Purdue Pharma, acusado de se beneficiar de uma mortífera crise de opioides que afeta a classe média dos Estados Unidos, anunciou uma mudança de rumo. A empresa assegurou que pediu a seus vendedores que não encorajem os médicos a receitarem medicamentos contra a dor, incluindo o popular analgésico OxyContin, com frequência abusados ​​por dependentes químicos.

“Reestruturamos e reduzimos significativamente nossa operação comercial e nossos representantes de vendas já não promoverão os opioides aos médicos prescritores”, afirmou a Purdue Pharma.

A prescrição excessiva de medicamentos para a dor provocou o vício de milhões de americanos, assim como uma explosão de overdoses fatais, como a do ícone pop Prince e a do roqueiro Tom Petty. A Purdue Pharma é um dos fabricantes apontados pela cidade de Nova York em um processo de 500 milhões de dólares apresentado em janeiro para recuperar custos que poderiam ajudar a combater a crescente crise de opioides.


A empresa assegurou que pediu a seus vendedores que não encorajem os médicos a receitarem medicamentos contra a dor, incluindo o popular analgésico OxyContin. Foto: Reprodução

As mortes por overdose em Nova York dobraram entre 2010 e 2016, quando mais de 1.000 pessoas faleceram por excesso de opioides. Segundo o processo, o número é maior que o das mortes de nova-iorquinos por acidentes de carro e homicídios combinadas. O processo acusa os fabricantes de propaganda enganosa e os distribuidores de abastecimento excessivo de analgésicos receitados, o que representa uma carga para a cidade pelos custos de atendimento médico, justiça penal e segurança.

Em outubro, o presidente Donald Trump descreveu a crise de opioides como uma emergência nacional de saúde pública. Estima-se que 2,4 milhões de americanos são viciados em opioides, narcóticos que incluem tanto os analgésicos receitados como a heroína.

A Purdue Pharma publicou em seu site uma advertência sobre os efeitos dos opioides e disse que está comprometida “a ser parte da solução, ao se associar com a polícia local, agências do governo locais e estatais e grupos comunitários em todo o país”.

Mas segundo um informe difundido na segunda-feira pela senadora democrata Claire McCaskill, a Purdue Pharma apoiou financeiramente o Washington Legal Foundation, um grupo que em 2016 criticou as recomendações dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dirigidas a limitar a prescrição de opioides em casos de dor crônica.

“As organizações que recebem um financiamento sustancial dos fabricantes ampliaram e reforçaram as mensagens a favor de um maior uso de opioides”, disse McCaskill.

Ex-aluno mata 17 pessoas em ataque a tiros em escola na Flórida

Nikolas Cruz, de 19 anos, invadiu a Stoneman Douglas High School na quarta-feira com um rifle AR-15.

O atirador que invadiu uma escola em Parkland, na Flórida, deixando 17 mortos, era um ex-aluno que foi expulso por motivos disciplinares. Nikolas Cruz, de 19 anos, invadiu a Stoneman Douglas High School na tarde de quarta-feira (14) com um rifle AR-15. Ele agiu sozinho e acabou sendo preso logo após a ação.

A imprensa americana encontrou em sua conta no Instagram, que foi bloqueada após o tiroteio, uma série de fotos em que Nikolas Cruz aparece com facas e arma de fogo. Amigos e ex-colegas de classe confirmaram que a conta pertencia a ele.

O jornal “The York Post” afirma que ele afirmava que tiroteio era uma espécie de “terapia grupal” e aparentava zombar de muçulmanos na legenda de pelo menos uma das fotos. Em quase todas elas, ele usava camiseta preta ou um lenço para cobrir o rosto.

Na avaliação do xerife Scott Israel, o conteúdo de suas redes sociais era "pertubador", segundo a CNN. Ele fazia comentários ameaçadores sob vídeos do YouTube e outros sites, como "Eu quero atirar nas pessoas com a minha AR-15".

Os motivos que levaram a sua expulsão do colégio não foram divulgados oficialmente. De acordo com o jornal “Miami Herald”, um colega relatou que ele teria levado para a escola munição na mochila.

O “Miami Herald” conversou com professores e alunos que dizem que ele era considerado uma pessoa problemática, que ameaçava colegas e não tinha autorização para entrar no prédio portando mochilas – decisão que teria sido tomada devido ao seu interesse obsessivo por armas.

"Tudo o que ele falava era sobre armas, facas e caça. Não posso dizer que fiquei chocado. A partir de experiências passadas, ele parecia ser o tipo de criança que faria algo assim", disse Joshua Charo, 16, ex-colega de classe no ensino médio.

Quieto e estranho

O aluno Brandon Minoff, que chegou a fazer um trabalho em grupo com Cruz, afirmou que ele era "quieto e estranho". "Ele não parecia ter amigos, mas uma vez que davam uma oportunidade ele gostava de falar", disse à CNN. O estudante reconheceu que evitava o contato com o então colega, mas, depois que eles fizeram o trabalho juntos, Cruz passou a puxar papo.

Investigadores acreditam que Cruz forçou o alarme de incêndio a disparar para conseguir atingir mais vítimas, segundo a CNN.

Em sua ação, 12 pessoas foram mortas dentro da escola; duas vítimas morreram fora do prédio; uma morreu em uma rua próxima e 2 morreram no hospital.

O suspeito do tiroteio também foi levado ao hospital, sob custódia da polícia. Quinze pessoas permanciam internadas nesta quinta-feira.

Brasileiros

Brasileiros que estudam na escola relataram o terror durante o tiroteio. A estudante Kemily dos Santos Duchini, de 16 anos, estava dentro de sua sala de aula e conseguiu se comunicar com a mãe durante a ação, de acordo com a BBC.

Já Gustavo Capone havia saído da sua sala calmamente, junto com outros alunos, porque soou um alarme de incêndio na escola. Mas do lado de fora do prédio viu policiais armados chegando e escutou um segundo alarme, que desta vez alertava para um tiroteio. Então correu para a sua casa, que fica a uma quadra do colégio.

14 de fevereiro de 2018

Argentina oferece R$ 16 milhões para quem encontrar submarino

Com a recompensa, o governo pretende incentivar a participação do setor privado em uma busca que registrou resultados "infrutíferos".

A Argentina oferecerá 98 milhões de pesos (cerca de R$ 16 milhões) para quem "fornecer informações e dados úteis" para encontrar o submarino San Juan, que desapareceu no último dia 15 de novembro com 44 tripulantes a bordo, anunciou o governo nesta quarta-feira (14) através do Diário Oficial do Estado.

É pertinente a fixação de uma gratificação econômica para quem oferecer informações e dados úteis que permitam chegar ao paradeiro e a localização precisa do submarino San Juan", indicou o Ministério da Defesa na resolução antes de indicar o valor.

Com esta recompensa, o governo pretende incentivar a participação do setor privado em uma busca que registrou resultados "infrutíferos", apesar de contar com esforços "materiais, humanos, econômicos e tecnológicos" e com "compromisso e perícia tecnológica e material", avalia o texto.

Quem tiver informações deverá especificar "o relatório integral da busca" com as caraterísticas do equipamento utilizado, dados brutos e processados, e vídeos, fotos e mosaicos fotográficos georeferenciados derivados da localização do submarino, entre outros.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, já tinha anunciado no dia 6 de fevereiro aos familiares dos desaparecidos que ofereceria uma "recompensa milionária", mas até hoje não tinha sido publicado um valor em nenhum veículo de imprensa oficial.

Durante as primeiras semanas de buscas para encontrar o submarino, países como Estados Unidos e Reino Unido ofereceram ajuda, e atualmente apenas a Rússia continua colaborando com a Argentina para localizar o San Juan.

07 de fevereiro de 2018

Imagens mostram primeiras horas de Tesla Roadster no espaço

Tesla Roadster vermelho de Elon Musk foi lançado ao espaço como carga de teste para o foguete Falcon Heavy.

As imagens parecem montagem, mas são reais. O cérebro é que demora um pouco para entender um carro flutuando no espaço. Depois de lançar o Tesla Roadster vermelho de Elon Musk como carga de teste para o foguete Falcon Heavy na terça-feira (6), a SpaceX transmitiu as primeiras horas da viagem inédita.

No vídeo acima, é possível ver diversos ângulos do carro e do "motorista", um boneco vestido de astronauta apelidado de Starman em homenagem à música de David Bowie, que estaria tocando no rádio se o som pudesse se propagar no espaço.

Tesla Roadster levará 6 meses para se aproximar de Marte (Foto: SpaceX via G1)

As imagens cobrem mais de quatro horas e foram transmitidas ao vivo. No lugar de uma tela multimídia há a frase: "Não entre em pânico", conhecida pela série de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.

 No lugar de uma tela multimídia há a frase: "Não entre em pânico". (Foto: Reprodução)

Em uma das placas eletrônicas do carro, Musk mandou gravar "Feito na Terra por humanos", caso algum alienígena trombe com o carro por aí.

SpaceX

Mais do que uma jogada do empresário Elon Musk, que criou a Tesla, colocar o esportivo elétrico dentro de um foguete serviu para mostrar a capacidade da sou outra empresa, a SpaceX, de fazer viagens espaciais.

O teste real foi do foguete jumbo Falcon Heavy, que se tornou o veículo espacial mais poderoso a ser lançado dos Estados Unidos desde os foguetes Saturn 5, da Nasa, que transportaram astronautas para a lua 45 anos atrás.

Tesla Roadster dentro do Falcon Heavy. (Foto: Reprodução)

No entanto, o mais impressionante é que dois dos três foguetes usados como propulsores voltaram ao solo e pousaram intactos, prontos para uma próxima. O terceiro deles errou o alvo e se desintegrou no mar.

O Tesla Roadster foi impulsionado uma última vez, para escapar da órbita de Marte e dar uma volta como previsto no esquema divulgado por Musk.

A SpaceX ainda não confirmou se a trajetória está correta e quais as chances de ele colidir com qualquer outro objeto no espaço no meio do caminho. A ideia inicial era deixar o carro na órbita de Marte por anos.

Falcon Heavy

O Falcon Heavy é projetado para transportar cargas úteis de muito maior peso do que um carro esportivo, com a SpaceX vangloriando sua capacidade de colocar cerca de 70 toneladas em órbita terrestre por um custo de US$ 90 milhões por lançamento.

Falcon Heavy. (Foto: Reprodução)

A expectativa é de que a SpaceX, com sede na Califórnia, vai ganhar vantagem em relação às companhias de foguetes comerciais rivais que buscam contratos importantes com a Nasa, as Forças Armadas dos EUA, empresas de satélites e até mesmo com turistas espaciais pagantes.

Tesla Roadster

O esportivo foi o primeiro modelo da Tesla e ganhará um "upgrade" em 2020, que o colocará como o carro mais rápido do mundo em aceleração. De acordo com o anúncio feito em novembro passado, ele será capaz de ir de 0 a 96 km/h em 1,9 segundo.

Tesla Roadster levará 6 meses para se aproximar de Marte (Foto: SpaceX via G1)

Essa marca supera o próprio Tesla Model S P100D, o híbrido Porsche 918 Spyder e o Bugatti Chiron - todos com desempenho acima de 2 segundos.

O novo Tesla Roadster ainda é conversível e tem outra característica impressionante: uma carga de bateria dura cerca de 1.000 

Reino Unido teve negros de olhos azuis há 10 mil anos, diz estudo

Restos mortais do indivíduo conhecido como 'Homem de Cheddar', em referência à região onde foi encontrado no Reino Unido em 1903, foi usado para a análise.

O 'Homem de Cheddar' nada tem a ver com o queijo de sabor forte e, por vezes, cor amarelada. É, na verdade, um dos mais antigos britânicos de que se tem registro. E agora, também objeto de uma nova descoberta.

Uma análise recente do fóssil encontrado em 1903 em uma gruta de Cheddar, desfiladeiro repleto de cavernas localizado em Somerset, no Reino Unido, indicou que ele tinha olhos azuis, cabelo crespo e pele escura.

A análise contraria a imagem anterior projetada a partir do fóssil. Inicialmente, acreditava-se que ele tinha olhos escuros, pele clara e cabelos lisos.

Uma equipe de cientistas não só identificou o novo fenótipo atribuído ao britânico de 10 mil anos atrás como também fez uma reconstrução detalhada de seu rosto.

Avaliações anteriores já indicavam que ele era mais baixo que a média e que provavelmente morreu por volta dos 20 anos.

Fraturas na superfície do crânio sugerem que ele pode ter morrido de maneira violenta. Não se sabe como o corpo chegou à caverna, mas é possível que tenha sido colocado lá por indivíduos da tribo.

Extração do DNA

Os pesquisadores do Museu de História Natural de Londres extraíram o DNA de uma parte do crânio, próxima ao ouvido, conhecida como osso petroso.

Inicialmente, Ian Barnes e Selina Brace, que fazem parte da instituição e integram o projeto, não tinham certeza se conseguiriam algum DNA do fóssil.

Mas eles tiveram sorte: não só o DNA foi preservado, como também produziu a maior cobertura (uma medida da precisão de sequenciamento) para um genoma na Europa desse período de Pré-história - conhecido como Mesolítico ou Idade Média da Pedra.

Os pesquisadores do museu se juntaram a cientistas da universidade londrina UCL (University College London) para analisar os resultados, incluindo variantes genéticas associadas com cabelo, olhos e cor da pele.

A descoberta indica ainda que os genes da pele mais clara se difundiu na Europa mais tarde do que se pensava, e que a cor da pele não é necessariamente referência de origem geográfica, como normalmente é vista hoje em dia.

Como a pele mudou

A pele clara provavelmente chegou à Grã-Bretanha há cerca de 6 mil anos, com uma migração de pessoas do Oriente Médio.

Essa população tinha pele clara e olhos castanhos. Acredita-se que tenha acabado absorvendo características de grupos como o do 'Homem de Cheddar'.

Não se sabe ao certo, contudo, por que a pele clara acabou se sobressaindo entre os habitantes da região. Mas acredita-se que a dieta à base de cereais provavelmente era deficiente em vitamina D - isso exigiria que agricultores processassem esse nutriente por meio da exposição à luz solar, que é mais escassa onde fica o Reino Unido.

"Podem haver outros fatores causando menor pigmentação da pele ao longo do tempo nos últimos 10 mil anos. Mas essa é a grande explicação à qual a maioria dos cientistas se fia", disse Mark Thomas, geneticista da UCL.

Para Tom Booth, arqueólogo do Museu de História Natural em Londres e integrante do projeto que desvendou as características do 'Homem de Cheddar', a análise mostra como as categorias raciais são construções modernas ou muito recentes. "Elas realmente não se aplicam ao passado", disse ao jornal britânico "The Guardian".

Yoan Diekmann, biólogo especializado em estudos da computação na universidade londrina UCL e também parte da equipe, concorda com o colega. Afirma que a conexão comumente estabelecida entre "britanidade" e brancura "não é uma verdade imutável". "Sempre mudou e sempre mudará", declarou à mesma publicação.

A análise genética também sugere que o Homem Cheddar não bebia leite na idade adulta - algo que só se espalharia entre os humanos muito mais tarde, na Idade do Bronze, iniciada em alguns lugares há cerca de 5 mil anos.

Chegadas e partidas

As análise também indicam que os europeus dos tempos atuais mantiveram, em média, apenas 10% das características de ancestrais como o britânico de Cheddar

Acredita-se que os humanos chegaram no que hoje é o Reino Unido há 40 mil anos, mas um período de frio extremo conhecido como o Último Máximo Glacial teria os forçado a migrar dali 10 mil anos depois.

Também já foram coletadas evidências em cavernas de que humanos caçadores-coletores voltaram quando as condições climáticas melhoraram. Mas acabaram sendo surpreendidos pelo frio - marcas nos ossos sugerem que esse grupo canibalizou seus mortos.

O território hoje conhecido como Grã-Bretanha foi ocupado novamente há 11 mil anos e, desde então, permanece habitado, segundo os pesquisadores.

O 'Homem de Cheddar' é parte dessa onda migratória que teria caminhado pela chamada Doggerland - que, naquele período, ligava a ilha ao continente, mas posteriormente acabou coberta pelo aumento do nível do mar.

Essa não é a primeira tentativa de análise genética do Homem de Cheddar. No final dos anos 1990, o geneticista Brian Sykes já havia sequenciado o DNA mitocondrial de um dos molares do fóssil.

A sequência, transmitida exclusivamente da mãe para os filhos, foi comparada com 20 residentes vivos do povoado em Cheddar.

Duas dessas pessoas tinham mostras similares - uma delas era o professor de história Adrian Targett.

A atual descoberta feita por pesquisadores do Museu de História Natural e da UCL vai ser detalhada em um documentário para a televisão britânica com o título "The First Brit: Secrets of the 10,000 Year Old Man" ("O primeiro britânico: segredos do homem de 10 mil anos de idade"), feito pela Plimsoll Productions e a ser exibido pelo Channel 4. Também vai virar, é claro, artigo acadêmico.

O professor Chris Stringer, que lidera os estudos sobre origens humanas no museu, se dedica a estudar o esqueleto do Homem de Cheddar há 40 anos.

Ele se impressionou ao ver a reconstrução que pode ter revelado o rosto de seu objeto de estudo.

"Ficar cara a cara com a imagem de como esse homem pode ter parecido - a combinação impressionante de cabelo, rosto, cor dos olhos e pele escura - é algo que não poderíamos imaginar alguns anos atrás. Mas é que os dados científicos mostram."

05 de fevereiro de 2018

Suposto roubo de dados do Google pela Uber começa a ser julgado

Alphabet diz que ex-funcionário roubou dados sobre o desenvolvimento de carros autônomos e levou para a concorrente; Uber nega. Caso inclui traição descoberta por e-mail e demissão.

Sem chegar a um acordo, como é comum com grandes empresas, a Alphabet, dona do Google, e a Uber começaram nesta segunda-feira (5) o principal capítulo de uma briga na Justiça que já dura 1 ano.

A Alphabet acusa um ex-funcionário de roubar informações sigilosas sobre carros autônomos e levar para a Uber, que nega usar tecnologias da rival.

O julgamento foi iniciado nesta segunda e pode ser decisivo para a disputa de quem será a primeira empresa a lançar no mercado carros que dispensam motorista.

Veja abaixo os principais pontos do caso.

O que diz a Alphabet, dona do Google:

A empresa afirma que o engenheiro Anthony Levandowski baixou mais de 14 mil arquivos confidenciais do programa de carros autônomos que hoje está aos cuidados de uma divisão chamada Waymo.

Isso aconteceu, segundo a Alphabet, em 2015, pouco antes de ele pedir demissão para abrir sua própria empresa, chamada Otto, especializada em tecnologia autônoma para caminhões. Essa empresa acabou comprada em julho passado pela Uber, em um acordo de US$ 680 milhões.

Traição por e-mail

A Alphabet diz que descobriu a traição por causa de uma troca de e-mails que revelou uma "grande semelhança" entre o projeto de uma fornecedora da Uber com aquele que a dona do Google está desenvolvendo.

O e-mail incluia desenhos de sensores em 3-D que continham elementos considerados "segredos" da Alphabet.

"Estamos trazendo este caso porque o Uber está roubando. Eles pegaram nossa tecnologia (...) para ganhar esta corrida a qualquer custo", disse o advogado da acusação, Charles Verhoeven.

O funcionário

Anthony Levandowski, acusado de roubar os dados, começou a trabalhar para a Uber após a compra da Otto. Prestigiado na start-up, ele foi o porta-voz da Uber no programa de testes de carros autônomos, o primeiro no mundo a envolver passageiros comuns, lançado em setembro daquele ano.

Apesar de negar o roubo de dados, Levandowski acabou se afastando do projeto de carros autônomos da Uber em abril passado, segundo ele, em comum acordo com a empresa.

Um mês depois, foi demitido por se recusar a colaborar no processo jurídico. Ele está listado entre as potenciais testemunhas no julgamento recrutadas pela dona do Google.

O que diz a Uber

A Uber diz que, apesar de Levandowski ter baixado os arquivos, esses dados nunca chegaram aos funcionários da empresa de transporte.

A empresa afirma ainda que sua tecnologia de sensores é diferente da usada pela dona do Google e foi desenvolvida antes da chegada do engenheiro.

Apesar disso, a empresa decidiu afastar Levandowski do programa de carros autônomos após a acusação da Alphabet e acabou demitindo o engenheiro, dizendo que ele se negou a ajudar no processo jurídico.

O que está em jogo

Caberá ao juiz decidir se os arquivos baixados eram confidenciais, e não de conhecimento comum, e se o Uber se apropriou deles, chegou a usá-los e obteve algum benefício com as informações.

A Waymo, divisão de carros autônomos da Alphabet, afirma que teve um prejuízo de US$ 1,9 bilhão com o roubo de dados. A Uber nega a necessidade de indenizar a rival.

As duas empresas estão entre as principais na "corrida" pelo pioneirismo dos carros autônomos, ao lado da Apple e das grandes montadoras.

Herdeiro da Samsung deixa prisão após decisão judicial

Lee Jae-yong foi condenado a 5 anos de prisão por pagar propina em escândalo que derrubou a presidente Park Geun-hye do cargo

Justiça da Coreia do Sul suspendeu a prisão de Lee Jae-yong, herdeiro do grupo Samsung, nesta segunda-feira (5), e ele deixou a prisão em que estava em Seul. O empresário estava preso no país após ser condenado a 5 anos de prisão pelo escândalo de corrupção que resultou no impeachment da ex-presidente Park Geun-hye.

Ao deixar o centro de detenção, Lee disse que seu tempo na cadeia havia sido útil. "Novamente, eu peço desculpas a todos por não mostrar meu melhor lado. E foi um tempo muito precioso por um ano refletir sobre mim mesmo", disse a repórteres, segundo a Reuters.

O Alto Tribunal de Seul decidiu diminuir esta pena para dois anos e meio e autorizou Lee a cumprí-la em regime aberto depois que ele recorreu do resultado do julgamento, ocorrido em agosto do ano passado.

O tribunal do júri entendeu que Lee Jae-yong pagou propina à ex-presidente em troca de privilégios concedidos pelo governo à empresa. O caso de corrupção envolvendo a ex-presidente ficou conhecido como 'Rasputina'. Ele sempre negou as acusações.

Lee e outros quatro executivos da empresa foram acusados de subornar a poderosa e influente melhor amiga da ex-presidente, com o objetivo de obter favores presidenciais e a aprovação de uma polêmica fusão em 2015.

Lee, de 49 anos, comanda o grupo Samsung desde que seu pai sofreu um ataque cardíaco em 2014. Em sua defesa, o herdeiro do grupo afirmou que não teve nenhum papel nas decisões da empresa e que "escutava na maioria das vezes os outros diretores".

A ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye foi presa em 31 de março, após um tribunal aprovar sua detenção no escândalo de corrupção que provocou seu impeachment. O tribunal do distrito central de Seul emitiu a ordem de prisão contra Park por acusações de suborno, abuso de autoridade, coerção e vazamento de segredos governamentais após uma longa audiência.

31 de janeiro de 2018

Escócia aprova lei que exige 50% de mulheres em postos diretivos públicos

Medida vale para polícia, bombeiros, colégios, universidades e outras instituições.

A Escócia se tornou a primeira região do Reino Unido a aprovar uma lei para garantir pelo menos 50% dos postos diretivos de todas as instituições públicas para mulheres, em meio ao debate sobre igualdade de gênero e brecha salarial.

A norma, aprovada pelo Parlamento escocês, estipula que, a partir de 2022, a proporção de mulheres a ocuparem postos executivos de um organismo público deve ser de pelo menos 50%.

O regulamento será aplicado a equipes de gestão de colégios, universidades e alguns organismos públicos, incluídos os conselhos de saúde, as agências empresariais, a polícia e os bombeiros.

A aprovação desta medida ocorre em um momento no qual os debates sobre o sexismo no trabalho e a brecha salarial entre homens e mulheres estão muito presentes na opinião pública britânica.

A última questão se desencadeou depois que uma jornalista da BBC se demitiu ao descobrir que ganhava menos do que alguns de seus companheiros, o que levou outras profissionais da emissora a pedirem aumentos de salário.

A ministra de Igualdade do Executivo escocês, Angela Constance, disse que o objetivo é "corrigir a escassa representação das mulheres nos conselhos públicos" para assegurar que suas vozes "deem forma às decisões que tomam" e que tenham um impacto sobre os serviços públicos.

"As mulheres representam 51% da nossa população, mas estão pouco representadas em postos de tomada de decisões. Isto não é aceitável e em 2018, simplesmente não deveria acontecer", afirmou.

Constance observou que a norma criará "uma Escócia mais justa" que caminhará "para a destruição do teto de cristal de uma vez por todas".

A presidente do grupo de ativistas "Mulheres 50:50", Talat Yaqoob, também apoiou a medida ao apontar que as juntas diretivas "têm um papel muito importante na prestação de serviços públicos".

Segundo esta ativista, os serviços públicos são utilizados majoritariamente por mulheres, por isso que considerou "justo" que tenham poder de decisão.

Emma Ritch, diretora-executiva da organização feminista Engender, destacou que é "crucial" que tais órgãos de direção "incluam mulheres de diferentes entornos socioeconômicos, mulheres negras e de minorias étnicas, além de lésbicas, gays, bissexuais e transgênero".

Terremoto atinge Paquistão e Afeganistão e deixa uma bebê morta

Uma bebê morreu e cinco pessoas ficaram feridas quando casas de pau a pique caíram na vila de Lasbela, que fica na província de Baluchistão, no sudoeste paquistanês

Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu nesta quarta-feira (31) o Afeganistão e o Paquistão, deixando pelo menos uma pessoa morta e mais de uma dúzia de feridos.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, tremor teve uma profundidade de 191 quilômetros e seu epicentro foi na cadeia de montanhas Hindu Kush, no nordeste afegão próximo da fronteira paquistanesa, 35 quilômetros ao sul da cidade de Jurm e a 270 quilômetros da capital Cabul.

Uma bebê morreu e cinco pessoas ficaram feridas quando casas de pau a pique caíram na vila de Lasbela, que fica na província de Baluchistão, no sudoeste paquistanês.

Outras cinco pessoas ficaram ficaram feridas na região, a mais atingida pelo terremoto.

Segundo Izat Nazir Baluch, que trabalha para o governo local, as autoridades ainda estão determinando o tamanho da destruição e buscando feridos.

Já no Afeganistão, pelo menos três pessoas ficaram feridas na província de Badakhshan, no nordeste do país, próximo a fronteira com o Paquistão.

O terremoto também atingiu as capitais Cabul e Islamabad e foi sentido em Nova Déli, na Índia.

Não há registros de feridos em nenhuma das três cidades, mas testemunhas em Islamabad descreveram uma correria no momento do tremor, com pessoas saindo dos prédios às pressas em busca de refúgio.

28 de janeiro de 2018

Farc lançam primeira campanha eleitoral para a presidência da Colômbia

Candidato das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia à presidência é Rodrigo Londono. Ele promete a 'transição para um novo país'.

As Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, se transformaram em um partido político desde a assinatura de um cessar-fogo com o governo colombiano em 2016. Os ex-guerrilheiros lançaram sua campanha para as eleições legislativas e presidenciais, que acontecem em março e maio, no último sábado (27).

O candidato do partido às eleições presidenciais, Rodrigo Londono, ou Timochenko, prometeu dirigir um "governo de transição para promover o nascimento de uma nova Colômbia", e lutar contra a pobreza e a corrupção. Seu primeiro comício aconteceu em um bairro popular no sul de Bogotá, e foi acompanhado por centenas de partidários.

Entre as medidas do programa eleitoral das Farc, estão a gratuidade das universidades, uma melhor cobertura médica financiada pela população mais rica, construção de estradas e redes elétricas, além do financiamento da pesquisa científica. "Que a voz dos mais pobres, milhões e milhões que nunca foram levada em conta, possa ser ouvida, e que eles possam decidir seu futuro", declarou.

Dez cadeiras garantidas no Congresso

Mais de 74 candidatos das Farcs participarão das legislativas. O acordo de paz assinado em Havana em 2016, depois de 52 anos de conflito com o governo, prevê que os ex-guerrilheiros tenham dez cadeiras garantidas no Congresso, independentemente do resultado das eleições. Cerca de 11 mil combatentes entregaram suas armas no ano passado depois do compromisso assinado entre os ex-guerrilheiros e o governo colombiano.