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Notícias Mundo

24 de maio de 2018

Coreia do Norte destrói túneis de centro de testes nucleares, diz Seul

Desmantelamento de centro foi prometido após compromisso de desnuclearização assumido com a Coreia do Sul em abril.

A Coreia do Norte desmantelou o centro de testes nucleares Punggye-ri, informou nesta quinta-feira (24) a Yonhap, agência de notícias da Coreia do Sul.

De acordo com a Associated Press, que tem um jornalista no local, uma série de explosões foi desencadeada durante horas com foco em três túneis no subsolo e em várias torres de observação em volta deles. A região de Punggye-ri é montanhosa e pouco povoada.

Pyongyang prometeu fazer em maio um "desmantelamento público" desse centro de testes. A iniciativa faz parte do compromisso de desnuclearização assumido pelos dois países em cúpula realizada no dia 27 de abril para um acordo de paz.

Foto: Reprodução/KCNA

O governo norte-coreano convidou alguns jornalistas estrangeiros para acompanharem o desmonte da instalação de Punggye-ri nesta semana, mas não especialistas técnicos, embora os Estados Unidos tenham pedido "um fechamento permanente e irreversível que possa ser inspecionado e plenamente confirmado".

Ambiente diplomático

A oferta do país isolado de desativar seu local de testes foi vista como uma concessão essencial depois de meses de redução na tensão entre Pyongyang e seus arquirrivais de longa data, Coreia do Sul e EUA.

Mas o ambiente diplomático voltou a se tensionar, uma vez que na semana passada a Coreia do Norte ameaçou não comparecer a uma cúpula entre seu líder, Kim Jong Un, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Singapura, no dia 12 de junho.

22 de maio de 2018

No Parlamento Europeu, Zuckerberg diz que Facebook foi lento e pede perdão

Ele prometeu endurecer as regras de sua empresa diante das próximas eleições, citando diretamente o Brasil e a Índia. No pleito americano de 2016, em que Donald Trump foi eleito, "fomos lentos demais em identificar a interferência russa".

Mark Zuckerberg, fundador da rede social Facebook, compareceu nesta terça-feira (22) diante do Parlamento Europeu para se desculpar pelos vazamentos de dados de seus usuários.

Ele repetiu a estratégia adotada em abril, quando falou ao Congresso dos EUA: admitiu não ter feito o bastante para impedir os abusos online. "Foi um erro e peço perdão", afirmou no início de sua apresentação, às 18h20 locais (13h20 do horário de Brasília). Sua fala deve durar pouco mais de uma hora. Já nos EUA foram dois dias de debates, uma na Câmara e outro no Senado. 


Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook (Foto: Divulgação)


Ele prometeu endurecer as regras de sua empresa diante das próximas eleições, citando diretamente o Brasil e a Índia. No pleito americano de 2016, em que Donald Trump foi eleito, "fomos lentos demais em identificar a interferência russa", afirmou. "Desde então, fizemos investimentos importantes para dificultar esses ataques."

Suas passagens pelos legislativos de Estados Unidos e Europa dão evidência do cerco internacional que se fecha em torno do Facebook, que tem tido de prestar contas por seu papel social e por seu impacto político. A gigante da internet vive sua pior crise desde sua fundação em 2004.

O questionamento de Zuckerberg em Bruxelas, no coração da burocracia europeia, havia sido a princípio anunciado como um evento a portas fechadas. Após protestos de legisladores e ameaças de boicotes, foi decidido que seria transmitido ao vivo.

"Esse é um importante sinal de respeito pelo pelos cidadãos europeus", disse Antonio Tajani, o presidente do Parlamento Europeu, ao apresentar Zuckerberg. "A democracia não deveria jamais se transformar em uma operação de marketing, em que alguém que compra nossos dados pode comprar vantagem política."

O Facebook passa por escrutínio devido ao escândalo de que repassou dados de usuários para a firma de consultoria britânica Cambridge Analytica, que trabalhou na campanha de Donald Trump. O fundador do Facebook deverá se reunir nesta quarta (23) com o presidente francês, o centrista Emmanuel Macron. Ainda em seu tour europeu, na quinta-feira (24), ele será sabatinado em um evento de tecnologia em Paris, também com transmissão ao vivo pela internet.

Mas, segundo o diário britânico Guardian, a presença de Zuckerberg no Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de desdém aos legisladores do Reino Unido, que haviam pedido três vezes que ele comparecesse também ali -algo que o fundador da rede não aceitou.

O contexto da visita do fundador do Facebook ao continente nesta semana tem um importante simbolismo, já que na sexta-feira (25) a União Europeia econômico ativa seu novo marco regulatório da internet, introduzindo duras medidas para substituir aquelas postas em 1995.

O GDPR (regulação geral de proteção de dados, em inglês), aprovado em 2016, determina que os usuários da rede têm o direito de saber que informações pessoais são armazenadas na internet e por que razão. As empresas que descumprirem essas leis serão multadas em até 4% de sua renda global ou R$ 80 milhões, o que for mais alto. No caso do Facebook, a multa chega a R$ 6 bilhões.

Apesar de o Facebook -e outros gigantes, como o Google e a Amazon- ser uma empresa americana, também estará sujeito à legislação europeia. O novo marco legal deixa claro que qualquer firma que recolha dados de cidadãos europeus responde ao GDPR.

Quando foi votada em 2016, a legislação europeia sofreu críticas. Mas a necessidade de sua implementação foi reforçada pelo bloco econômico em meio ao escândalo de vazamento de dados.

Empresas ao redor do mundo, inclusive brasileiras, investem há meses para adaptar seus negócios às novas leis. A expectativa é de que essas regulações sejam imitadas em outros países, moldando um novo período de legislações em torno das informações na internet.

Nesse sentido, o Facebook tem anunciado uma série de medidas, como a disponibilização de suas regras de privacidade aos usuários e páginas explicando de que maneira podem controlar seus dados.

Mark Zuckerberg é esperado no Parlamento Europeu

Informações falsas, interferência em eleições, ou desenvolvedores utilizando informações pessoais de maneira mal-intencionada: o Facebook deve assumir suas responsabilidades

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, é esperado no Parlamento Europeu, em Bruxelas, nesta terça-feira (22), para explicar as falhas cometidas pela rede social na proteção de dados de seus usuários, ilustradas pelo escândalo Cambridge Analytica. Prevista para o final da tarde, sua audiência com os líderes dos grupos políticos da Assembleia será transmitida ao vivo pela Internet.

Aos participantes, Zuckerberg deverá pedir desculpas, de acordo com um comunicado enviado antecipadamente à imprensa: "Ficou evidente, nos últimos dois anos, que não fizemos o suficiente para impedir que as ferramentas que criamos também fossem usadas para fins prejudiciais".

Informações falsas, interferência em eleições, ou desenvolvedores utilizando informações pessoais de maneira mal-intencionada: o Facebook deve assumir suas responsabilidades. "Foi um erro, desculpem-me", deve reconhecer Zuckerberg, como o fez diante dos parlamentares americanos no mês passado.

A visita à Europa foi organizada para acontecer poucos dias antes da entrada em vigor, em 25 de maio, do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) europeu, que obriga os grupos que operam na Internet a adaptarem suas condições de uso às leis europeias.

Foto: Reprodução

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, indicou no domingo que Zuckerberg havia aceitado que sua audiência fosse transmitida ao vivo na Internet, após a pressão exercida por influentes eurodeputados.

No mês passado, os legisladores americanos submeteram o bilionário a um longo interrogatório para compreender como a empresa Cambridge Analytica foi capaz de explorar os dados de milhões de usuários do Facebook para fins políticos. "Há mais usuários do Facebook na Europa do que nos Estados Unidos, e os europeus merecem saber como seus dados são tratados", cobrou a eurodeputada Vera Jourova.

Segundo números fornecidos pelo Facebook à Comissão Europeia, os dados de "até 2,7 milhões" de europeus podem ter sido transmitidos "de maneira inapropriada" à Cambridge Analytica, envolvida na campanha presidencial de Donald Trump.

O discurso de Zuckerberg em Bruxelas deve, portanto, ecoar suas declarações em Washington, onde reconheceu que não "assumiu a dimensão de nossas responsabilidades". Para o deleite das autoridades europeias, ele até descreveu como "passos positivos" as novas regras rigorosas que entram em vigor em 25 de maio na UE.

O RGPD criará, ou fortalecerá, os direitos individuais e imporá obrigações rigorosas às empresas que coletam, ou processam, informações pessoais dos europeus onde quer que estejam estabelecidas. Todas essas empresas e organizações que coletam dados, estejam elas presentes, ou não, na Internet, terão de cumprir as regras, ou enfrentar multas pesadas.

Essas regras incluem para os cidadãos o "direito de saber" quem lida com seus dados e para qual finalidade, bem como o direito de se opor a seu uso, principalmente para prospecção comercial. Zuckerberg vai se encontrar com Tajani por meia hora, antes da audiência com os líderes dos grupos políticos do Parlamento Europeu.

Na quarta-feira, o chefe do Facebook fará parte dos 50 líderes de grandes empresas digitais recebidos em Paris pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

Estados Unidos anunciam novo pacote de sanções contra Caracas

Para Washington, o regime de Nicolás Maduro atenta contra a ordem democrática ao realizar eleições antecipadas.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou novas sanções contra a Venezuela, e mais cinco países do G20 ameaçaram fazer o mesmo.

A medida anunciada por Trump proíbe a compra ou venda de ativos que pertençam ao governo venezuelano nos EUA, o que inclui desde títulos da dívida do país até papéis da petroleira PDVSA.

Para Washington, o regime de Nicolás Maduro atenta contra a ordem democrática ao realizar eleições antecipadas que não são livres nem justas. Nenhuma operação financeira que busque patrocinar o regime da Venezuela será permitida nos EUA.

Maduro discursa para multidão após reeleição (Foto: Reprodução/@nicolasmaduro)

Ao lado de Chile, México, Argentina, Canadá e Austrália, o país já endossara uma declaração do G20 (cujos chanceleres estão reunidos em Buenos Aires) que insinuava a adoção de sanções contra Caracas.

O Brasil se recusou a assinar o documento. A decisão se deveu ao fato de a legislação brasileira vetar a imposição de punições a qualquer país, a menos que tenham sido determinadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Não é o caso da ameaça presente no texto proposto pelos argentinos. Uma iniciativa com esse propósito seria vetada no conselho por China e Rússia, os dois membros permanentes que são aliados do governo de Nicolás Maduro.

21 de maio de 2018

Arcada dentária traz novas informações sobre morte de Hitler

Com amostras da arcada dentária do ditador alemão, cientistas concluíram que o nazista morreu em 1945 após envenenar-se com cianureto e possivelmente atirar em si próprio

Como morreu Adolf Hitler? Não faltam teorias da conspiração sobre os possíveis destinos e os últimos dias de vida do militar alemão e líder nazista. Há quem diga que ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o ditador fugiu para a América do Sul em um submarino. Outros afirmam que se refugiou em uma base escondida na Antártica.

Porém, a realidade é muito menos interessante ou fantasiosa do que essas e outras hipóteses. Em estudo recente conduzido por pesquisadores franceses, e publicado no periódico científico European Journal of Internal Medicine, Hitler deu fim à própria vida em 1945 com uma ampola de cianureto ou um tiro na cabeça — ou, quiçá, das duas formas. A pesquisa foi realizada a partir de uma amostra de dentes do ditador.

HERMANN GOERING E ADOLF HITLER NA EXPOSIÇÃO DE ARTE DEGENERADA (FOTO: REPRODUÇÃO/ THE DEGENERATE ART EXHIBITION – WHEN HITLER DECLARED WAR ON MODERN ART)

“Os dentes são autênticos, não há dúvida. Nosso estudo prova que Hitler morreu em 1945”, afirmou o pesquisador e autor do estudo Philippe Charlier à agência France Presse. “Podemos parar com as teorias da conspiração”, adicionou.

A fala de Charlier casa bem com a incerteza que existia na comunidade histórica e científica sobre o destino final de Hitler. Não havia uma versão definitiva sobre a morte do ditador; ainda que muitos historiadores argumentassem que Hitler se suicidou junto à sua parceria, Eva Braun, em 30 de abril de 1945 e que ambos os corpos foram cremados.

Dias após o possível ocorrido, os soviéticos tomaram Berlim e a agência de inteligência do Exército Vermelho encontrou restos carbonizados de Hitler próximo ao seu bunker. Grande parte havia sido destruída pelo fogo, porém, uma pequena parte da mandíbula superior e alguns dentes do militar foram encontrados e armazenados na posse dos russos.

Finalmente, na metade do ano de 2017, o serviço secreto da Rússia (FSB) autorizou uma equipe de pesquisadores a examinar os restos do ditador pela primeira vez na história.

Descobertas

A análise dos dentes de Hitler concluiu que o ditador tinha apenas quatro dentes originais para outros tantos metálicos e falsos. Dos poucos verdadeiros que restavam em sua arcada dentária, muitos tinham sinais severos de tártaro e periodontite. Mas nenhum trazia restos de fibra de carne — o que corrobora a teoria de que Hitler era vegetariano.

Já nos dentes metálicos os pesquisadores encontraram pequenos depósitos azulados. Segundo os cientistas, isso pode sugerir uma reação química entre um possível envenenamento por cianureto e o metal das próteses.

Trump pede que China controle melhor sua fronteira com Coreia do Norte

Trump pretende realizar uma cúpula histórica com o líder norte-coreano, em 12 de junho, em Cingapura, mas Pyongyang ameaçou recentemente cancelar o encontro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira (21) que a China mantenha um controle rigoroso sobre a sua fronteira com a Coreia do Norte até a assinatura de um acordo de desnuclearização com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Trump pretende realizar uma cúpula histórica com o líder norte-coreano, em 12 de junho, em Cingapura, mas Pyongyang ameaçou recentemente cancelar o encontro em razão das exigências americanas de um “abandono nuclear unilateral”.

“A China deve seguir forte e rigorosa na fronteira com a Coreia do Norte até que seja concluído um acordo”, escreveu Trump no Twitter, sugerindo que a China pode ter aliviado a aplicação das sanções contra Pyongyang.

“Dizem que a fronteira se tornou mais porosa e mais permeável”, escreveu o presidente americano, acrescentando que deseja que a Coreia do Norte seja “MUITO bem-sucedida”, mas apenas quando um acordo sobre a desnuclearização da península for alcançado.

A China é o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, e Trump fez alusão a este fato repetidamente para pressionar Pyongyang a suspender seus programas nucleares e de mísseis balísticos.

Além de reclamar das exigências de desarmamento dos Estados Unidos, a Coreia do Norte condenou os exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e de Washington e, na semana passada, cancelou um diálogo intercoreano.


Foto: Reprodução

Recentemente, as declarações do conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, ao canal Fox News defendendo o “modelo da Líbia 2003, 2004” como um guia para alcançar a desnuclearização da Coreia do Norte desencadeou a ira de Pyongyang. No final de 2003, o então líder líbio, Muammar Khaddafi, aceitou eliminar seu incipiente programa nuclear e seu arsenal químico para obter um alívio das sanções que pesavam sobre o país.

Esta referência foi vista por Pyongyang como infeliz: depois de desistir de seu programa nuclear, Khaddafi foi assassinado em 2011 em um levante armado apoiado pelos bombardeios da Otan. Diante da perspectiva da cúpula em Cingapura, Trump deu garantias de que, se o encontro for bem-sucedido, Kim “terá proteções muito fortes”. “Ele estará em seu país, administrando seu país. Seu país será muito rico”, disse ele a repórteres na semana passada.

Paraguai inaugura embaixada do país em Jerusalém

Paraguai é o terceiro país a tornar abrir embaixada em Jerusalém. Decisão é controversa, pois palestinos reivindicam parte da cidade como capital de seu futuro Estado.

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, inaugurou nesta segunda-feira (21) a embaixada do seu país em Jerusalém, se tornando o terceiro país a tornar efetiva esta controversa decisão, liderada pelos Estados Unidos na semana passada.

"Não sou amigo de posições mornas ou ambíguas", disse Cartes, defendendo sua decisão de apoio a uma "nobre e valente nação", com a qual a república do Paraguai compartilha "valores e princípios como democracia, liberdade, defesa dos direitos humanos e tolerância", disse Cartes.

No ato esteve presente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que afirmou: "Este é um grande dia para Israel, um grande dia para o Paraguai, um grande dia para a nossa amizade".

Presidente do Paraguai, Horacio Cartes. (Foto: Beto Barata/PR)

"Vocês fizeram muito pelo seu país e agora está fazendo muito por nossos países. Nós lembramos de nossos amigos. Obrigado Horacio, obrigado Paraguai", ressaltou Netanyahu.

EUA e Guatemala

A inauguração da embaixada americana em Jerusalém foi marcada por um dia de violentos confrontos na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza.

As forças israelenses mataram mais de 60 palestinos que protestavam próximos à cerca da fronteira. Nos confrontos, grupos de palestinos tentaram avançar contra a barreira que fica na fronteira com Israel e lançaram pedras na direção dos soldados, que responderam com tiros e bombas de gás lacrimogêneo.

Dois dias depois, a Guatemala abriu sua embaixada em Jerusalém.

Status de Jerusalém

A decisão dos EUA acabou com o consenso internacional de manutenção das embaixadas fora de Jerusalém, uma consequência da disputa sobre o status da Cidade Sagrada e o conflito israelense-palestino.

No conflito entre Israel e palestinos, o status diplomático de Jerusalém, cidade que abriga locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, é uma das questões mais polêmicas e ponto crucial nas negociações de paz.

Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível. Mas os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro Estado.

Donald Trump pede inquérito sobre 'infiltração' do FBI em campanha

Magnata acusa a polícia de se infiltrar a pedido de Obama.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu neste domingo (20) que o Departamento de Justiça inicie uma investigação para verificar se o FBI se infiltrou na campanha republicana durante as eleições de 2016. De acordo com uma publicação no Twitter, o republicano disse que quer saber se a administração de seu antecessor Barack Obama ordenou uma infiltração por "propósitos inapropriados".

"Exijo, e farei isso oficialmente amanhã, que o Departamento de Justiça investigue se FBI/DOJ infiltraram ou vigiaram a campanha de Trump por motivos políticos, e se algum desses pedidos ou solicitações foi feito por gente do governo de (Barack) Obama", escreveu Trump, no Twitter.

A mensagem na rede social foi postada depois da imprensa norte-americana sugerir que o FBI possuía um informante entre os membros da campanha de Trump nas eleições presidenciais. O vice-procurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, afirmou que medidas serão tomadas se qualquer infiltração for encontrada.

Foto: Casa Branca/Shealah Craighead

"Se alguém se infiltrar ou vigiar os participantes de uma campanha presidencial para propósitos inapropriados, precisamos saber disso e tomar as medidas apropriadas", disse, em comunicado.

Mesmo não apresentando provas, o magnata ainda afirmou que o caso pode ser maior que o escândalo Watergate, que terminou na renúncia do ex-presidente Richard Nixon.

Atualmente, já existe uma investigação sobre as possíveis irregularidades na campanha de Trump para as eleições de 2016, além da possível interferência da Rússia.

A última exigência de Trump ocorreu em meio a uma série de tuítes no domingo denunciando uma "caça às bruxas" que, segundo ele, não encontrou conluio com sua campanha com os russos, fazendo referência ao inquérito liderado pelo procurador especial, Robert Mueller.

O caso veio à tona depois que os jornais "The New York Times" e "The Washington Post" afirmaram que um professor norte-americano que leciona no Reino Unido teria se infiltrado na campanha do republicano e feito contato com pelo menos três assessores para tentar ajudar na investigação sobre a suposta influência da Rússia. A identidade do homem não foi revelada.

Maduro se reelege em votação contestada dentro e fora da Venezuela

Com o resultado, o chavismo, no poder desde 1999, aparenta ganhar uma sobrevida, em meio à mais grave crise econômica da história venezuelana.

Em votação marcada pelo baixo comparecimento e não reconhecida pelo seu principal adversário, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, 55, foi reeleito neste domingo (20) para um novo mandato de seis anos, segundo o CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

Com 92,6% das urnas apuradas, o chavista obteve mais de 5,8 milhões, ou 67% dos votos válidos, contra pouco mais de 1,8 milhão (21%) para o oposicionista Henri Falcón.  Em terceiro, ficou o pastor evangélico Javier Bertucci, com 925 mil (11%).

A abstenção chegou a 54%. Na eleição presidencial anterior, em 2013, esse percentual foi de 20,3%. 

A vitória oficialista ocorre apesar de o seu governo ser rechaçado pela maioria da população, segundo as pesquisas de opinião mais confiáveis, que colocavam o ex-chavista Falcón como favorito.

Foto: Reprodução/Twitter

Pouco antes do anúncio do resultado, Falcón acusou Maduro de usar a máquina estatal para vencer o pleito. "Não reconhecemos este processo eleitoral. Para nós, não houve eleições, é preciso fazer novas eleições na Venezuela." Com o resultado, o chavismo, no poder desde 1999, aparenta ganhar uma sobrevida, em meio à mais grave crise econômica da história venezuelana. 

O triunfo de Maduro diminui as chances de a Venezuela reverter seu agudo processo de deterioro. Em recessão desde 2013 -e com uma hiperinflação de mais de 13.779%, a penúria do país tem levado centenas de milhares de pessoas a emigrar, fugindo da fome e da violência. 

Sem a participação dos principais líderes oposicionistas, declarados inelegíveis, a eleição de domingo não é reconhecida pela União Europeia, pelos EUA, pelo Canadá e pela Colômbia, entre outros países.

O Brasil, que teve seu embaixador expulso de Caracas em dezembro, vem criticando a escalada autoritária na Venezuela e não reconhece a legitimidade do pleito, mas avalia que precisa manter um relacionamento mínimo para tratar de temas bilaterais com o país vizinho.

Em 14 de maio, o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, exortou a Venezuela a suspender a eleição por não ter a participação de toda a oposição e pela falta de observadores internacionais independentes, entre outros problemas. 

O dia foi marcado pela pouca presença de eleitores nos centros de votação, mesmo nos redutos chavistas.

"O que a gente ganha não dá nem pra comer, quem vai se entusiasmar com essa eleição?", disse o pintor de carros Jesús Pereira, 80, registrado no liceu Manuel Palacio Fajardo, o mesmo do presidente Hugo Chávez, morto em 2013.

Morador do bairro 23 de Enero, maior bastião do chavismo do país, Pereira afirmou que "todos estão saindo do país como os pássaros. Quem pode, vai embora."

A movimentação de eleitores era mínima no local pela manhã. A reportagem da Folha contou apenas 29 pessoas entrando no prédio do liceu entre as 8h03 e as 8h13. 

Desses, oito desembarcaram da boleia de um caminhão da Fontur ( Fundo Nacional de Transporte Urbano), do governo federal. A prática é ilegal pela lei eleitoral. 

Foto: Reprodução/Twitter

A maioria dos eleitores era de idosos. Após votar, eles se dirigiam ao Ponto Vermelho, instalado do outro lado da rua, sob um pequeno toldo. Ali, funcionários escaneavam o Carnê da Pátria, com o qual o portador tem acesso a cestas básica, atenção médica, entre outros benefícios e serviços públicos. 

Numa tentativa para atrair eleitores, Maduro prometeu pagar um bônus a quem apresentasse o Carne da Pátria nos Pontos Vermelhos, montados perto e até mesmo dentro dos centros de votação. Segundo relatos dos próprios eleitores, o valor será de 10 milhões de bolívares (US$ 11)

Vestida com uma calça estampada com a bandeira venezuelana, a chavista Milagros Ramírez, 53, disse que a falta de filas se devia ao processo mais rápido de votação.

Ela atribui a crise econômica venezuelana aos empresários, que estariam promovendo uma guerra econômica contra o chavismo. "Isso não está fácil, mas temos de continuar apoiando do governo", diz a técnica de recursos humanos aposentada por invalidez.

Após votar, o principal candidato da oposição, o dissidente chavista Henri Falcón exortou o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), servil ao governo, a fechar os Pontos Vermelhos, acusando-os de "mecanismo de controle" dos eleitores.

"Exigimos jogo limpo e transparência", acusou o ex-governador de Lara, que lidera as pesquisas de opinião mais confiáveis. "Não podemos permitir essa chantagem."

O CNE, no entanto, não tomou nenhuma medida sobre os Pontos Vermelhos, que vêm sendo usados pelo chavismo em eleições recentes.

Na zona leste de Caracas, zona antichavista que concentra bairros de classe média e alta da capita venezuelana, os centros de votação pareciam ainda mais vazios. 

A falta de eleitores se deve em parte à campanha da coalização oposicionista MUD (Mesa da Unidade Democrática) pela abstenção. Seus principais líderes, Henrique Capriles e Leopoldo López, foram impedidos de concorrer.

No Colégio San Ignacio, no bairro nobre La Castellana, apenas dez eleitores apareceram para votar entre as 9h29 e as 9h39 _um por minuto. Ali, não havia um Ponto Vermelho.

"Não que eu goste de Falcón, mas a outra opção é uma fantasia de que os EUA vão invadir a Venezuela. Isso não vai acontecer", diz o advogado Henrique Castillo, 41.

Em tom de brincadeira, disse que sua mulher deixou de falar com ela porque decidiu votar. "Mas não creio que a abstenção seja uma demonstração de força."

20 de maio de 2018

Estilista diz que Harry lhe agradeceu pelo vestido de Meghan

Duquesa de Sussex procurou diretora criativa da maison francesa Givenchy em janeiro.

A estilista britânica Clare Waight Keller reconheceu neste domingo (20) o "orgulho" que sente por ter sido a escolhida por Meghan Markle para criar seu vestido de noiva e revelou que o príncipe Harry se aproximou dela após a cerimônia e lhe agradeceu pela criação do vestido.

Vestido criado pela estilista britânica Clare Waight Keller. (Foto: Reprodução/Twitter)

O príncipe britânico e a atriz americana, que agora tem o título de duquesa de Sussex, casaram-se neste sábado (19) na Capela de São Jorge, no castelo de Windsor, em uma cerimônia que uniu tradição e modernidade.

Em entrevista à emissora britânica ITV, Clare Waight Keller, diretora criativa da maison francesa Givenchy, disse que o comentário de Harry foi: "Meu Deus, obrigado, ela está absolutamente maravilhosa".

Vestido criado pela estilista britânica Clare Waight Keller. (Foto: Reprodução/Twitter)

Waight Keller contou que no começo de janeiro, pouco mais de um mês depois que o casal anunciou o compromisso matrimonial, foi quando Meghan a escolheu para desenhar o seu vestido.

"Foi um momento extraordinário quando ela me contou", declarou Keller, ressaltando que o processo de criação foi "colaborativo" com a noiva.

"Acredito que ela tinha visto muito do meu trabalho e sabia o que queria", opinou a estilista, natural de Birmingham e para quem o fato de ser inglesa agradou Meghan.

Duque e Duquesa de Sussex. (Foto: Reprodução/Twitter)

Keller também desenvolveu o véu usado por Meghan, com cinco metros de comprimento e feito de tule de seda com flores bordadas à mão em fios de seda e organza. As flores representavam os 53 países do Commonwealth.

Para a recepção oferecida pelo príncipe Charles que aconteceu depois da cerimônia religiosa e contou com 200 convidados na Frogmore House, Meghan usou outro vestido, também assinado por uma britânica, Stella McCartney.

Cuba confirma 110 mortes em queda de avião; caixa-preta é encontrada

Os mortos são 104 passageiros, sendo 97 cubanos, dois turistas argentinos, um turista mexicano e dois saarauís residentes, e mais seis tripulantes.

As autoridades de Cuba recuperaram neste sábado (19) uma das caixas-pretas do Boeing 737-200 que caiu logo após a decolagem de Havana na sexta (18). O acidente deixou 110 mortos e três pessoas gravemente feridas.

O ministro dos Transportes, Adel Yzquierdo, disse que os mortos eram 104 passageiros -97 cubanos, dois turistas argentinos, um turista mexicano e dois saarauís residentes- e os seis tripulantes, todos mexicanos.

Sobreviveram três mulheres: as cubanas Mailen Díaz Almaguer, de 19 anos; Grettel Landrovell Font, de 23 anos; e Emiley Sanchez de la O, de 39. Apenas uma delas está consciente e todas ainda correm risco de morte.

Segundo o diretor médico do hospital Calixto García, Carlos Martínez, as três foram submetidas a várias cirurgias, apresentam traumatismo craniano e múltiplas fraturas. O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, esteve na unidade.


Foto: G1

Os parentes das vítimas receberam atendimento do regime em Havana e Holguín. Até este sábado 15 corpos foram identificados. Do lado de fora do necrotério na capital familiares de passageiros choravam e se confortavam.

"Foi uma morte muito inesperada, ela não merecia isso. Minha avó era uma pessoa muito forte", afirmou Katherine Martínez, 18, neta de uma mulher de 60 anos morta no acidente, enquanto chorava abraçada a seu pai.

As causas da queda ainda são desconhecidas e uma equipe do Ministério dos Transportes investiga o caso. Técnicos americanos da Boeing e membros da Direção Geral de Aeronáutica Civil do México colaborarão no inquérito.

A aeronave pertencia à empresa mexicana Aerolíneas Damojh e havia sido alugado pela estatal Cubana de Aviación há um mês com a tripulação completa. Fabricado em 1979, o Boeing passou pela última revisão em novembro.

Meses antes, o Boeing foi proibido de voar para a Guiana depois de o país descobrir que a tripulação colocava mais carga que o permitido em uma viagem da capital, Georgetown, para Havana por uma companhia de Honduras.

Em entrevista, o ministro Adel Yzquierdo disse que é comum o aluguel de aeronaves em Cuba e culpou o embargo americano pela dificuldade do país de renovar sua frota. Ele atribuiu a responsabilidade da manutenção à Damojh

Facebook condena ataques a agências brasileiras de checagem de dados

A empresa firmou parcerias no Brasil para reduzir alcance de fake news.

Uma semana após iniciar uma parceria com agências brasileiras de checagem de dados, o Facebook divulgou uma nota criticando os “ataques” que as organizações têm sofrido de movimentos autointitulados de direita. Segundo a rede social, as agências verificadoras das chamadas fake news são certificadas e auditadas por uma instituição internacional apartidária. Nos últimos dias, após entrar em vigor a parceria, grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) criticaram a iniciativa, classificada por eles como “censura”.

O acordo foi assinado no último dia 10 de maio entre o Facebook e as agências Lupa e Aos Fatos. Se uma notícia compartilhada no perfil de um usuário é denunciada por internautas e confirmada como falsa pelas agências, o Facebook automaticamente reduz sua distribuição no Feed de Notícias e impede o impulsionamento dela.


Foto: Divulgação

Em vídeo divulgado na última quarta-feira (16), o coordenador do MBL, Kim Kataguiri, disse que as agências são de esquerda e fazem a checagem de dados com “viés ideológico”. "Quando você vai ver quais são esses checadores, você vai ver que são pessoas absolutamente esquerdistas. Na verdade, todas as publicações com viés mais liberal, conservador e de direita, vão ser censuradas e ter seu alcance cortado e ninguém vai poder falar absolutamente nada", afirmou.

No vídeo, Kataguiri chegou a criticar nominalmente um ex-integrante da Agência Pública. A organização, no entanto, não faz parte da parceria com o Facebook. Sátiras foram publicadas também em outros perfis como o Carta Capitalista com ironias à Agência Lupa, na qual o mascote aparece alterado, portando um boné do MST, e a organização é denominada Agência Lula, em referência ao ex-presidente.

Publicado nesta sexta-feira (18), o comunicado do Facebook diz que a rede social está comprometida em combater a desinformação, motivo pelo qual lançou a ferramenta. Segundo a nota, as agências de checagem de dados fazem parte da International Fact-Checking Network (IFCN), organização que atesta o compromisso dos checadores com a “imparcialidade” e “transparência” de suas metodologias.


Kim Kataguiri chegou a criticar nominalmente um ex-integrante da Agência Pública (Foto: Reprodução/Instagram)

“O Facebook é um espaço para todas as ideias, mas não para a disseminação de notícias falsas. Nos últimos dias, nossos parceiros no Brasil têm sido alvo de ataques pelo trabalho que estamos fazendo para ajudar a construir uma comunidade melhor informada. O trabalho deles é checar fatos, não ideias. Condenamos essas ações e seguimos comprometidos em trabalhar com organizações reconhecidas pela IFCN no nosso programa de verificação de notícias. Porque as pessoas não querem a disseminação de notícias falsas no Facebook. E nós também não”, disse o Facebook.

Durante a semana, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também repudiou as reações à checagem dos fatos. Segundo a organização, os colaboradores das agências de fact-checking têm tido seus perfis “vasculhados e expostos em montagens” com o objetivo de vinculá-los a uma ideologia.

“Os conteúdos e falas incitam o público a 'reagir'. Em alguns casos, fotos de cônjuges e pessoas próximas aos profissionais também foram disseminadas junto a afirmações falsas e ofensivas. Para a Abraji, a crítica ao trabalho da imprensa é válida e necessária. Ao incitar, endossar ou praticar discurso de ódio contra jornalistas, porém, aqueles que reprovam as iniciativas de checagem promovem exatamente o que dizem combater: o impedimento à livre circulação de informações”, criticou a associação.

19 de maio de 2018

Harry e Meghan se casam na Inglaterra cercados de celebridades e fãs

A cidade de Windsor estava lotada desde o início da manhã. Os trens procedentes de Londres estavam lotados. Os visitantes passaram por detectores de metais.

O príncipe Harry e a americana Meghan Markle, futuros duques de Sussex, se casaram neste sábado na cidade de Windsor, cidade tomada por milhares de fãs da família real da Inglaterra.

Harry chegou a pé à igreja de São Jorge a menos de meia hora da cerimônia, ao lado do irmão William, seu padrinho de casamento, ambos de uniforme de gala militar. As pessoas nas ruas saudaram a sua chegada, assim como celebraram a saída da noiva do hotel, exibida em telões. Markle seguiu para a igreja a bordo de um Rolls-Royce Phantom IV, ao lado de sua mãe Doria Ragland.

O cantor Elton John, a apresentadora de TV Oprah Winfrey, os atores George Clooney e Idriss Elba, o ex-jogador de futebol David Beckham e as ex-namoradas de Harry, Chelsy Davy e Cressida Bonas, estavam na igreja de São Jorge, que recebe o 16º casamento real desde 1863.

Príncipe Harry e Meghan Markle (Foto: Reprodução/ Twitter)

As ruas de Windsor estavam lotadas de pessoas que aguardam a saída do casal em uma carruagem às 13H00 (9H00 de Brasília), após a cerimônia religiosa. 

Neste sábado, a rainha Elizabeth II nomeou Harry duque de Sussex, conde de Dumbarton e barão de Kilkeel, respectivamente, um título nobiliário inglês, escocês e norte-irlandês, como determina a tradição. A atriz ostentará os mesmos títulos após o casamento.

Após o passeio de carruagem diante do público começa a parte privada do casamento, com um almoço oferecido por Elizabeth II no castelo de Windsor. Durante a noite acontecerá uma festa na mansão Frogmore, presente do pai do noivo, o príncipe Charles de Gales.

A cidade de Windsor estava lotada desde o início da manhã. Os trens procedentes de Londres estavam lotados. Os visitantes passaram por detectores de metais.

Grandes medidas de segurança foram adotadas no país, que sofreu cinco atentados em 2017, com um balanço de 36 mortos e dezenas de feridos.

Cubanos são maioria entre vítimas, não há informação sobre brasileiros

O mais provável é que os estrangeiros sejam mexicanos, uma vez que a aeronave foi arrendada da Cubana de Aviação por uma empresa daquele país, a Damojh.

Apeans cinco dos 113 passageiros e tripulantes que estavam no Boeing-737-200 que caiu no fim da manhã de hoje (18) nos arredores de Havana eram estrangeiros – os demais, cubanos. A nacionalidade dos estrangeiros ainda não foi revelada, segundo a imprensa oficial cubana. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, que está acompanhando as investigações sobre o acidente, não há informação sobre brasileiros entre as vítimas.

O mais provável é que os estrangeiros sejam mexicanos, uma vez que a aeronave foi arrendada da Cubana de Aviação por uma empresa daquele país, a Damojh. Apenas três mulheres sobreviveram à queda. No avião, estavam 104 passageiros, inclusive um bebê de 2 anos, e quatro crianças, além de nove tripulantes.

Foto: Divulgação/UCI Cuba/Twitter

De acordo com a imprensa oficial de Cuba, o governo disponibilizará transporte para que os parentes das vítimas possam ir à região de Boyeros, nos arredores do aeroporto de Havana, para identificar os corpos e pertences. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, foi até o local acompanhado por brigadas de resgate e bombeiros e se solidarizou com as famílias das vítimas.

As vítimas foram levadas para Hospital Universitário Geral Calixto García. De acordo com a imprensa oficial, o ministro da Saúde e vice-presidente do Conselho de Estado, Roberto Morales, também foi ao local do acidente e acompanha o atendimento aos sobreviventes.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. O avião caiu em uma área agrícola.

Massacre em escola nos Estados Unidos deixa 10 mortos

O suposto atirador não tinha nenhum antecedente criminal e era conhecido por sua atuação na defesa do time de futebol americano da escola.

O dia em que dez pessoas (nove alunos e um professor) foram mortas a tiros numa escola de Santa Fe (Texas), no quarto mais letal ataque a um colégio americano desde 1999, começou com o som de um alarme de incêndio seguido de disparos e gritos desesperados das vítimas.

Muitos dos estudantes não viram o suposto atirador, um aluno de 17 anos chamado Dimitrios Pagourtzis, já detido pelos policiais, mas se lembram horrorizados dos ruídos da chacina que acontecia ali.

"Ouvi bum, bum, bum, e então saí correndo para me esconder no bosque e ligar para a minha mãe", disse uma aluna às câmeras de TV. "Ninguém deveria passar por isso, ninguém deveria sentir essa dor."

Outra aluna, Angelica Martinez, conta que saiu correndo da sala de aula quando ouviu o alarme de incêndio, pensando ser só uma simulação, e então ouviu os primeiros tiros.

Foto: Reprodução/Wikimedia

"Eu só corria. Parecia que os tiros estavam vindo de dentro da escola", ela lembra. "Logo que ouvi os disparos, liguei para minha mãe e disse que havia um atirador e que estavam tentando tirar todo mundo do prédio."

Na hora do ataque, por volta das 7h45 no horário local (9h45 em Brasília), dois policiais estavam no colégio e tentaram conter o atirador. Um deles ficou ferido e está agora internado em estado crítico.

Uma aluna que se escondeu no auditório da escola conta que não demorou para entender o que aconteceu. "Ouvi uns barulhos muito altos, não sabia o que eram na hora, mas aí, quando ouvi os gritos, entendi. Isso está acontecendo em todos os lugares, então pensei que também poderia acabar ocorrendo aqui."

O estudante Tyler Turner, que disse ter visto um menino suspeito no corredor, conseguiu sair do colégio e lembra ver também algumas vítimas que fugiram, entre elas uma menina baleada no joelho –outros dez feridos no ataque foram encaminhados a hospitais nos arredores.

Ele conta ainda que alguém acionou o alarme de incêndio quando notou que um garoto estava armado, na tentativa de esvaziar o colégio o mais rapidamente possível. Outras testemunhas, no entanto, dizem que o próprio atirador ou um cúmplice teria disparado o alarme para alvejar estudantes enquanto saíam das salas. Dois suspeitos de colaborar com o autor do massacre foram interrogados.

Bombas caseiras e panelas de pressão, usadas para montar explosivos, foram encontradas na cena do crime e no trailer onde o suspeito vivia. Semanas antes do ataque, Pagourtzis publicou em redes sociais imagens de um revólver, de uma faca e de um lança-chamas, além da foto de uma camiseta com a frase "nascido para matar".

Segundo o governador do Texas, Greg Abbott, o jovem planejava se matar após fazer suas vítimas, mas se entregou aos policiais.

O suposto atirador, que usou uma espingarda e um revólver de seu pai no ataque, não tinha nenhum antecedente criminal e era conhecido por sua atuação na defesa do time de futebol americano da escola.

Isso explica o choque de muitos dos 1.400 alunos da Santa Fe High School ao descobrir que ele era o suspeito.

Mas, segundo o aluno Dustin Severin, o adolescente era alvo de bullying por parte de outros colegas e de técnicos da equipe de futebol americano.

"Ele não conversava com ninguém", afirmou Severin a uma rede de TV. "Os meus amigos da equipe de futebol me contavam que os técnicos falavam que ele fedia, bem na cara dele. E outros meninos olhavam para ele e ficavam rindo. Não era nada físico, mas um bullying emocional."

A estudante Grace Johnson, que se escondeu com colegas e um professor no sótão, disse que "muitas crianças estavam tendo ataques de pânico, então ficamos num círculo e rezamos por todos".

"Já tínhamos ensaiado o que fazer em casos de atiradores, por causa de Parkland", disse ela, lembrando o massacre de 17 pessoas na escola da Flórida, em fevereiro, que reacendeu no país o debate sobre porte de armas.

O ataque em Santa Fe engrossa uma lista que só aumenta –16 casos como esse já foram registrados em 2018, o que equivale ao total de episódios de 2014. As mortes ali só ficam atrás dos massacres em Sandy Hook, em Newtown, (26 assassinados em 2012), Marjory Stoneman Douglas, em Parkland (17 em fevereiro deste ano), e Columbine, em Littleton (13 em 1999).

Vários alunos de Parkland usaram as redes sociais para pedir mais controle na venda de armas e expressar apoio às vítimas em Santa Fe.

"Escola de Santa Fe, vocês não merecem isso. Vocês merecem paz em toda a vida, não apenas após uma lápide ser colocada sobre a sua cabeça", disse Emma Gonzales, sobrevivente do ataque na Flórida. "Vocês merecem mais do que pensamentos e preces, e após vocês nos apoiarem em protestos, nós estamos aqui para dar apoio e eco às suas vozes."

18 de maio de 2018

Em comício, Maduro xinga presidentes de Colômbia e Argentina

Por outro lado, saudou o apoio do presidente da Turquia, Recep Tayyp Erdogan, que promove uma escalada autoritária em seu país.

No último comício antes da eleição deste domingo (20), Nicolás Maduro xingou os presidentes Juan Manuel Santos (Colômbia) e Mauricio Macri (Argentina).

"Santos, vai pro caralho, não nos importa o que você pensa", disse o ditador, diante de uma multidão vestida de vermelho, no centro de Caracas.

Trata-se de uma resposta ao anúncio do colombiano de que não reconhecerá o resultado da votação. Outros países da região, como o Brasil, consideram o pleito ilegítimo por não assegurar a participação plena da oposição.

Santos não comentou o xingamento. Porém, anunciou a apreensão de 400 toneladas de alimentos comprados pelo regime venezuelano, sob a justificativa de que eles estavam estragados e seriam usados para a compra de votos.

Foto: Reprodução/Twitter

Também acusou Caracas de aliciar grupos de colombianos desde o ano passado oferecendo falsa cidadania venezuelana para que votassem nas eleições.

Ao lado do ex-jogador argentino Diego Maradona, aliado do chavismo e da ex-presidente Cristina Kirchner, Maduro chamou Macri de lixo por voltar a recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

Por outro lado, saudou o apoio do presidente da Turquia, Recep Tayyp Erdogan, que promove uma escalada autoritária em seu país.

Além da Turquia, disse que China, Rússia, Belarus, Irã e Índia (grupo de países que inclui ditaduras e territórios em que a democracia sofre ataque) são "o novo mundo que se levantou e com o qual estamos firmemente conectados".

Sobre assuntos domésticos, Maduro admitiu que a corrupção é um problema e prometeu uma "revolução econômica" caso seja reeleito, mas não usou a palavra crise nem mencionou a hiperinflação.

"Não se pode tapar os olhos e não ver o que está mal. Há muita corrupção, é preciso enfrentá-la", discursou.

Duas pesquisas de opinião divulgadas nesta quinta-feira mostram o oposicionista Henri Falcón à frente de Maduro. Segundo o instituto Datanálisis, o dissidente chavista tem 30% das intenções de voto, contra 20% alcançados pelo atual mandatário.

Em terceiro, aparece o pastor evangélico Javier Bertucci (14%), um "outsider" na política que tem brandido um discurso de oposição ao governo.

Dos 812 entrevistados, 67% se declararam dispostos ou muito dispostos a votar. Nesses segmentos, Falcón é escolhido por 37% dos ouvidos, contra 28% que optam por Maduro. Ao se isolarem apenas os muito dispostos a comparecer às urnas, porém, há empate técnico (Falcón 36%, Maduro 34%).

Para se candidatar, Falcón rompeu com a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que prega a abstenção sob o argumento de que haverá fraude.

A decisão da MUD de não participar da eleição foi rechaçada por 67,7% dos entrevistados pelo Datanálisis. Esse percentual sobe para 70,5% entre os que se identificaram como oposicionistas a Maduro.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 15 de maio e tem uma margem de erro de 3,44 pontos percentuais. No levantamento de Varianzas, a vantagem de Falcón é mais ampla: 45,5%, contra 24,9% para Maduro. O instituto foi a campo nos últimos sete dias. O levantamento tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

Casamento real atrai milhares de turistas e aquece economia britânica

A expectativa é de que 100 mil pessoas se desloquem até o local para tentar ver algum detalhe das bodas.

Basta uma busca rápida em um site de reservas de hotéis para perceber que conseguir alojamento em Windsor neste fim de semana não é tarefa fácil, nem barata. A pequena cidade de 26 mil habitantes receberá milhares de turistas de todas as partes do mundo que irão acompanhar o casamento do princípe Harry, 33 anos, com a atriz norte-americana Meghan Markle, 36 anos.

Nessa quinta-feira, sites de reserva indicavam vagas em apenas três hotéis da cidade para este sábado, data do casamento. E as diárias variam entre 260 e 430 euros (algo em torno de R$ 1 mil a R$ 1.700). E o movimento dos curiosos não é apenas em Windsor, mas também na capital Londres, que fica a cerca de 35 km de distância. A expectativa é de que 100 mil pessoas se desloquem até o local para tentar ver algum detalhe das bodas.

A partir das 13h (horário local), os recém-casados farão um percurso desde a Capela de São Jorge, onde será realizada a cerimônia religiosa (com início às 12h), até o Castelo de Windsor na carruagem real. O trajeto, que deve durar cerca de 25 minutos, consiste em um pequeno tour pela cidade de Windsor, passando pela Avenida Long Walk e voltando ao castelo. Durante todo o percurso, telões estarão transmitindo imagens ao vivo para o público.

Foto: Reprodução/Chris Jackson/Getty Images

Com tantos curiosos e admiradores, as linhas de trens terão o dobro de vagões em funcionamento para tentar atender a demanda. As autoridades recomendam que os turistas carreguem o mínimo de bagagens para agilizar as revistas de segurança e que se desloquem com bastante antecedência para evitar frustração.

Para os que forem de carro, a orientação é reservar antecipadamente vagas de estacionamento e esteja ciente do fechamento das estradas ao longo da rota da procissão, a partir das 22h de hoje (18), véspera da cerimônia.

Faturamento 

O grande fluxo aquece a economia local –  com os gastos dos turistas em hospedagem, alimentação, bebidas, lazer e, claro, souvenirs. Os brindes e recordações do casamento do caçula da princesa Diana (morta em 1997) e do princípe Charles inundaram o comércio.

Caneca, bonés, máscaras com o rosto dos noivos, camisetas, bandeiras, pratos, toalhas de mesa, chaveiros, colheres, ímãs de geladeira e marcadores de texto. Há de tudo e para todos os bolsos. Uma caneca com a foto do noivado, por exemplo, pode custar 20 libras esterlinas, cerca de R$ 100. Quem quiser uma recordação com um preço mais modesto, os chaveiros e os ímãs são uma boa opção, com custo de 3 libras esterlinas, ou seja, R$ 15.

16 de maio de 2018

Príncipe George e Charlotte serão pajem e dama de honra de casamento

Casamento será no dia 19 de maio na capela de St. George, dentro do castelo de Windsor.

O príncipe George e a princesa Charlotte, filhos do príncipe William e da duquesa de Cambridge Kate Middleton, estão entre os escolhidos para serem pajem e dama de honra do casamento do príncipe Harry e da atriz Meghan Markle, que será realizado no próximo dia 19 na capela de St. George, dentro do castelo de Windsor. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pelo palácio de Kensington, residência oficial do príncipe Harry.

George e Charlotte são 3º e 4ª na linha de sucessão ao trono britânico. O príncipe Harry caiu para sexto depois do nascimento de Louis, terceiro filho de William e Kate, no dia 23 de abril.

Os noivos, príncipe Harry e Meghan Markle (Foto: Reprodução/TV Globo)

Louis não deverá participar da cerimônia de casamento de Harry, já que ainda não terá completado um mês de vida, mas é esperado que Kate acompanhe os demais membros da família.

No total, foram escolhidos 4 pajens e 6 daminhas de honra. Entre as crianças, há afilhados dos noivos. Recentemente, George e Charlotte desempenharam o papel no casamento da tia Pippa Middleton, irmã de Kate.

Charlotte completou três anos no dia 2 de maio e George fará 5 anos em julho. No casamento de Pippa, Charlotte pareceu se divertir enquanto George foi fotografado fazendo "manha" e levando bronca da mãe.

O irmão mais velho de Harry, príncipe William, foi confirmado como padrinho. Já a noiva preferiu não ter madrinhas para não ter que escolher untre as diversas amigas.

Tradição na família real

Os filhos de William não serão os únicos membros da família real a desempenhar a função em casamentos da família. A Rainha Elizabeth II, bisavó deles, foi dama de honra no casamento do tio, o Duque de Gloucester, em 1935. Sua irmã Margareth a acompanhou.

No casamento da princesa Anna, filha de Elizabeth II e Philip, seu irmão mais novo, Edward, na época com 9 anos, foi pajem. Já a filha única da princesa Margareth, Sarah Armstrong-Jones, foi dama de honra no casamento de Charles com Diana.

Em 2011, no casamento de Kate e William, a tradição de ter membros da família real como daminhas e pajens se manteve. Margarita Armstrong-Jones, neta da princesa Margareth, tinha oito anos na época. Louise Windsor, filha do príncipe Edward e neta de Elizabeth II, também foi uma das que entraram com Kate.

Papa se diz ‘preocupado’ com violência na Terra Santa

Francisco ainda prestou condolências a todos os mortos e feridos e disse estar “próximo pela oração e o afeto a todos os que sofrem”.

Após o massacre em Gaza durante os conflitos entre palestinos e o Exército de Israel, no qual morreram pelo menos 60 pessoas, o papa Francisco expressou nesta quarta-feira (16) “muita preocupação” com a “espiral de violência” na Terra Santa.   

“Estou muito preocupado e entristecido pela escalada das tensões na Terra Santa e no Oriente Médio e pela espiral de violência que afasta cada vez mais o caminho da paz, do diálogo e das negociações”, disse Jorge Mario Bergoglio durante sua audiência geral.   

Foto: Presidência da República Portuguesa

Francisco ainda prestou condolências a todos os mortos e feridos e disse estar “próximo pela oração e o afeto a todos os que sofrem”. De acordo com o Pontífice, “jamais o uso da violência levará à paz”, porque a “guerra chama guerra, a violência chama a violência”.   

Na última segunda-feira (14), o Exército de Israel matou pelo menos 60 pessoas e deixou 2,5 mil feridos durante os protestos dos palestinos que coincidiu com a data da inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. Durante a audiência desta quarta, o Papa ainda fez um apelo a todos os envolvidos nos confrontos e à comunidade internacional para “renovarem o empenho para prevalecer o diálogo, a justiça e a paz”.   

Por fim, o líder da Igreja Católica desejou sua “felicitação cordial” aos muçulmanos por ocasião do Ramadã, que teve início na noite de ontem(15). “[Espero que] este tempo privilegiado de oração e de jejum ajude a caminhar pelo caminho de Deus, que é o caminho da paz”. 

Irã afirma que novas sanções americanas reforçam a determinação do país

O Irã aceitou interromper seu programa nuclear, com o compromisso de não buscar produzir a bomba atômica

A decisão americana de adotar novas sanções contra o Irã, em particular contra o presidente do Banco Central, apenas reforçam a determinação e a resistência de Teerã ante Washington, afirmou o ministério das Relações Exteriores.

"Esta medida injustificável é um novo exemplo da atitude irracional e das políticas hostis do governo americano a respeito da República Islâmica", afirmou o porta-voz Bahram Ghasemi em um comunicado do ministério.

"Depois do fracasso e dos efeitos devastadores de seus próprios erros vinculados a seu abandono unilateral do acordo nuclear iraniano, Washington tenta influenciar a vontade e as decisões dos outros países membros (do acordo) e do mundo", completou.

Para Ghasemi, estas "venenosas políticas não trouxeram êxito aos Estados Unidos e não trarão".

Washington anunciou na terça-feira novas sanções contra interesses iranianos, especialmente contra o presidente do Banco Central do Irã, Valiollah Seif, acusado de ter participado no financiamento clandestino do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerã.

Foto: Casa Branca/Shealah Craighead

Também foram sancionados um alto funcionário do Banco, Ali Tarzali, um representante do Hezbollah acusado de trabalhar com a Força Quds da Guarda Revolucionária (exército de elite do Irã), Muhamad Qasir, e o banco Al-Bilad, localizado no Iraque, e seu executivo Aras Habib.

Este último foi candidato nas eleições legislativas iraquianas de sábado, em uma boa posição na lista liderada pelo atual primeiro-ministro, Haider al-Abadi, apoiado pela comunidade internacional e especialmente pelos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, cumpriu em 8 de maio a ameaça de retirar seu país do acordo nuclear iraniano, assinado em 2015 pelo Irã e as grandes potências.

Como parte do acordo, o Irã aceitou interromper seu programa nuclear, com o compromisso de não buscar produzir a bomba atômica em troca de uma suspensão parcial das sanções internacionais.

14 de maio de 2018

Confronto deixa mortos e cerca e feridos na fronteira entre Gaza e Israel

O confronto ocorre horas antes da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém

Sete palestinos morreram e cerca de 500 ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses nesta segunda-feira (14) na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, anunciaram as autoridades do território palestino. Dentre os feridos, 35 foram alvos de tiros.

Os confrontos ocorrem poucas horas antes da inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém nesta segunda, data em que o Estado de Israel completa 70 anos. Os palestinos protestam na fronteira desde o dia 30 de março, na chamada Grande Marcha do Retorno, que evoca o direito dos palestinos de voltarem para os locais de onde foram removidos após 1948, pela criação do Estado de Israel.

Foto: Israel Defense Forces (03/08/2014)

Milhares de palestinos se reuniram nesta segunda em diversos pontos próximos à fronteira e pequenos grupos se aproximaram da cerca de segurança vigiada por soldados israelenses.

Os pequenos grupos tentaram avançar contra a barreira e lançaram pedras na direção dos soldados, que responderam com tiros.

Manifestantes protestam na Faixa de Gaza, perto da fronteira com Israel, nesta segunda-feira (14), dia em que Israel completa 70 anos e em que os EUA inauguram sua embaixada em Jerusalém (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)

As forças de segurança israelenses se preparam para os protestos de dezenas de milhares de palestinos nesta segunda tanto na Faixa de Gaza, submetida ao bloqueio israelense, como na Cisjordânia ocupada, contra a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

No domingo e nesta segunda-feira o exército israelense lançou panfletos em Gaza para advertir os palestinos que participam nas manifestações que se expõem ao perigo e que não permitirá danos à cerca de segurança ou, ataques aos soldados ou aos civis israelenses vizinhos do território palestino.

Em meio a conflitos, Estados Unidos inaugura embaixada em Jerusalém

Nesta manhã, pelo menos oito manifestantes palestinos foram mortos durante os confrontos com o Exército israelense ao longo da barreira defensiva com Gaza, informou a agência “Maan”.

O governo dos Estados Unidos inaugura nesta segunda-feira (14) sua embaixada em Jerusalém em meio aos diversos conflitos realizados por palestinos contra o Exército de Israel para protestarem contra a decisão do presidente Donald Trump. As principais autoridades norte-americanas participarão do evento, marcado para 14h (horário local), incluindo a filha de Trump, Ivanka, e seu marido, Jared Kushner. 

O presidente dos EUA, por sua vez, não estará presente, mas fará um discurso por meio de um vídeo para cerca de 800 funcionários. O dia da cerimônia de inauguração acontece na mesma data em que o Estado de Israel completa 70 anos. A nova embaixada será instalada no bairro de Arnona, em Jerusalém Ocidental, em um prédio construído em 2010, dentro da seção de vistos do consulado-geral dos EUA.   

O presidente Donald Trump, acompanhado pelo vice-presidente Mike Pence, assina observações sobre a decisão da Administração de reconhecer Jerusalém como a Capital de Israel. (Foto: Shealah Craighead/White House)

A decisão de Trump gerou caos na região. Desde 30 de março, milhares protestam na fronteira, na chamada Grande Marcha do Retorno, que evoca o direito dos palestinos de retornarem para locais de onde foram retirados após 1948.   

Nesta manhã, pelo menos oito manifestantes palestinos foram mortos durante os confrontos com o Exército israelense ao longo da barreira defensiva com Gaza, informou a agência “Maan”, citando o Ministério da Saúde local. Segundo a agência, entre as vítimas está Hamdan Qudeih, 21 anos, que foi morto a tiros, e outros 100 palestinos feridos.   

Os conflitos entre os manifestantes e o Exército de Israel tiveram início na Cisjordânia, principalmente em Belém e Hebron, mas foram registrados em outros locais também, como Kalandia, ao norte de Jerusalém. O exército fortaleceu sua presença ao longo da fronteira com mais dois batalhões.   

A decisão do presidente Trump no ano passado de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel rompeu com décadas de neutralidade dos EUA sobre a questão e a colocou em desacordo com a maioria da comunidade internacional.   

Ontem à noite, Netanyahu recebeu toda a delegação dos Estados Unidos enviada pelo chefe da Casa Branca e definiu o momento como “histórico e corajoso”.

12 de maio de 2018

Coreia do Norte marca data para destruir local de testes nucleares

Agência estatal afirma que episódio ocorrerá entre 23 e 25 de maio. Jornalistas sul-coreanos e americanos poderão acompanhar evento.

A Coreia do Norte afirmou, neste sábado, que programou a destruição de seu local de testes nucleares para o período de 23 a 25 de maio, dependendo das condições meteorológicas. O comunicado foi feito por meio da agência estatal do país.

De acordo com o órgão, serão derrubados, com explosões, todos os túneis, instalações de observação, prédios de pesquisa e postos de segurança. Jornalistas de outros países, inclusive dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, poderão acompanhar o evento.

Na última sexta-feira (11), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que a Coreia do Norte poderá ter “um futuro repleto de paz e prosperidade” se abandonar suas armas nucleares em breve.

Desfile de misseis na Coreia do Norte. (Foto: Divulgação/KCNA)

“Se o país tomar ação ousada para rapidamente se desnuclearizar, os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com a Coreia do Norte para alcançar prosperidade no mesmo nível que nossos amigos sul-coreanos”, disse Pompeo.

Encontro com Trump

O presidente americano, Donald Trump, indicou na última quinta-feira (10) que o encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, acontecerá em Singapura em 12 de junho. A informação foi confirmada pelo ministério das Relações Exteriores singapuriano.

"Façamos que seja um momento especial para a paz mundial!", tuitou Trump.

O anúncio do presidente americano chegou um dia depois da segunda visita de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, a Pyongyang nas últimas semanas.

Singapura, um importante centro financeiro do sudeste asiático, tinha várias vantagens para ser o local escolhido: sua neutralidade, suas garantias em relação à segurança e um longo histórico como anfitrião de cúpulas internacionais, apontaram vários analistas.

"Sem antecedentes"

Ao aceitar reunir-se com Trump a 5.000 quilômetros de distância de Pyongyang, Kim deve recorrer uma grande distância fora de sua zona de conforto, disse Graham Ong-Webb, um pesquisador da Escola S. Rajaratnam de Estudos Internacionais (RSIS) de Singapura.

Desde que assumiu o poder, Kim só viajou oficialmente ao exterior este ano, com duas visitas à China, onde se reuniu com o presidente chinês Xi Jinping.

Kim Jong Un e o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da República Popular da China. (Foto: Divulgação/KCNA)

Também cruzou a fronteira com a Coreia do Sul em abril, durante uma cúpula histórica com o presidente Moon Jae-in, tornando-se o primeiro líder de sua país a pisar no solo sul-coreano desde o cessar-fogo da Guerra da Coreia em 1953.

EUA prometem ajudar Pyongyang se regime desistir de armas nucleares

Até que haja um acordo, Washington pretende manter uma campanha de "máxima pressão" com sanções sobre a Coreia do Norte, que viu dificultada sua capacidade para fazer negócios com empresas procedentes da China

Secretário de Estado disse que americanos estão dispostos a trabalhar para que norte-coreanos alcancem a prosperidade dos seus vizinhos do sul.EUA prometem ajudar Pyongyang se regime desistir de armas nucleares. Secretário de Estado disse que americanos estão dispostos a trabalhar para que norte-coreanos alcancem a prosperidade dos seus vizinhos do sul.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou na sexta-feira (11/05) que os Estados Unidos ajudarão economicamente à Coreia do Norte se o regime se desfizer de suas armas nucleares e iniciar o caminho ruma a uma desnuclearização "completa, verificável e irreversível" da península norte-coreana.

"Se a Coreia do Norte tomar medidas valentes para se desnuclearizar rapidamente, os EUA estão dispostos a trabalhar com a Coreia do Norte para conseguir uma prosperidade no nível de nossos amigos sul-coreanos", disse Pompeo em entrevista coletiva no Departamento de Estado junto à chanceler sul-coreana, Kang Kyung-wha.

Até que haja um acordo, Washington pretende manter uma campanha de "máxima pressão" com sanções sobre a Coreia do Norte, que viu dificultada sua capacidade para fazer negócios com empresas procedentes da China, sua tradicional aliada, algo que acabou por isolar ainda mais economicamente o fechado país.


Foto: Reprodução

Perguntada pela imprensa, Kang indicou que a Coreia do Sul quer que as sanções sejam mantidas até que Pyongyang adote medidas "mais amplas e mais concretas". "Não estamos falando sobre um alívio das sanções neste momento", destacou.

A oferta de futura ajuda econômica de Pompeo acontece no momento em que EUA e Coreia do Norte se preparam para a histórica cúpula entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente Donald Trump, que acontecerá em 12 de junho em Cingapura, país com o qual ambos mantêm boas relações.

Tanto Kang como Pompeo reiteraram que seu objetivo é conseguir uma desnuclearização "completa, verificável e irreversível" da península norte-coreana. Os jornalistas perguntaram ao chefe da diplomacia americana sobre o significado dessa frase, que Washington repete sem cessar, e especificamente lhe pediram para explicar se uma desnuclearização "completa, verificável e irreversível" implicaria em inspeções às usinas nucleares da Coreia do Norte.

"Acredito que há um acordo completo sobre quais são os objetivos finais", afirmou Pompeo, que se recusou a oferecer mais detalhes.

Pompeo se dirigiu à imprensa depois de ter visitado a Coreia do Norte nesta semana para se reunir com Kim e levar de volta aos Estados Unidos três americanos presos na Coreia do Norte.

"Justamente ontem voltei de Pyongyang, onde tive conversas produtivas com o presidente Kim Jong-un em preparação da cúpula com o presidente Trump. Foi uma honra que uma das minhas primeiras ações como secretário de Estado tenha sido negociar o regresso seguro de três cidadãos dos Estados Unidos", ressaltou.

Pompeo assumiu o cargo como secretário de Estado no último dia 26 de abril, depois de ter dirigido a CIA (agência de inteligência dos EUA) durante 15 meses.

11 de maio de 2018

Nove diretórios vetam nome do MDB na disputa presidencial

O receio do comando emedebista é de que a impopularidade de Temer grude nos candidatos e prejudique o resultado nas urnas

Pelo menos nove diretórios regionais não querem que o MDB apresente candidato próprio à sucessão do presidente Michel Temer. O cálculo foi apresentado em jantar nesta quarta-feira, 9, na casa do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), com políticos do MDB e outros partidos. Embora Temer tenha dito, em entrevista que apenas “dois ou três diretórios” têm essa posição, a estratégia planejada pela cúpula da legenda consiste em evitar que uma aliança nacional atrapalhe as negociações nos Estados.


Foto: Reprodução

O receio do comando emedebista é de que a impopularidade de Temer grude nos candidatos e prejudique o resultado nas urnas. Eunício conversou nesta quinta-feira, 10, com o presidente, no Planalto, para tratar de votações no Congresso, mas, à saída, disse que ele o deixou “completamente liberado” para fazer coligações no Ceará, seu reduto eleitoral. Lá, o senador articula uma dobradinha para se reeleger em composição com o PT.

Liberados

Na mesma linha do presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), que admitiu à reportagem uma articulação para que o partido não lidere chapa, Eunício afirmou ser “difícil” a sigla lançar candidato à Presidência. Além do Ceará, diretórios do MDB em Alagoas, Sergipe, Santa Catarina, Goiás, Minas, Paraná, Bahia e Pará preferem ficar liberados para fazer coligações conforme interesses regionais. Nem mesmo a vaga de vice interessa a esse grupo, que se movimenta para derrubar qualquer ofensiva oposta na convenção do MDB, em julho.

“Já perdemos 15 deputados e sete senadores. Imagine, num cenário desses, ter Michel candidato. E Meirelles então? Nem pensar”, disse o senador Renan Calheiros (AL), hoje desafeto de Temer. Renan participou do jantar na casa de Eunício, que reuniu Jucá e outros senadores, como Eduardo Braga (MDB-AM) e até Acyr Gurgacz (PDT-RO). 

10 de maio de 2018

Encontro de Trump e Kim Jong-un será no dia 12 de junho em Cingapura

'Vamos tentar fazer um momento muito especial para a paz mundial', anuncia Trump.

encontro histórico entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un será no dia 12 de junho em Cingapura, anunciou Trump nesta quinta-feira (10) pelo Twitter. "Nós dois vamos tentar fazer um momento muito especial para a paz mundial", disse Trump em seu tweet.

O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, esteve na Coreia do Norte nesta quarta para preparar as bases do encontro sem precedentes entre Trump e Kim que discutirá o tema nuclear. Pompeo chegou aos EUA na madrugada desta quinta acompanhado por três americanos que tinham sido detidos pelo regime de Pyongyang.

Esforços para reatar laços

Os EUA, aliados da Coreia do Sul, aceitaram se reunir com a Coreia do Norte depois de anos de tensões e sanções cada vez mais rigorosas sobre os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte. Trump, que repetidamente ameaçou atacar a Coreia do Norte, agora parece privilegiar a diplomacia.

Em abril, Jong-un se reuniu com o presidente sul-coreano Moon Jae-in. Os dois se comprometeram a assinar um acordo de paz para acabar com a guerra entre os países ainda neste ano. A Guerra da Coreia foi interrompida por um cessar-fogo em 1953, mas tecnicamente ainda não terminou porque as partes nunca assinaram um tratado de paz.

Nesta terça, Kim encontrou-se com o presidente chinês Xi Jinping na China - pela segunda vez em seis semanas - destacando os esforços dos aliados da época da Guerra Fria para reatar os laços desgastados.

A China é o mais importante apoio econômico e diplomático da Coreia do Norte, apesar de sua rejeição aos testes nucleares e de mísseis frequentes de Pyongyang e de seu apoio a sanções contundentes da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o regime.

Pequim faz questão de evitar ser deixado de fora nas manobras diplomáticas que levaram ao encontro histórico de Kim, no mês passado, com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e de seu esperado encontro com Trump.

Presidente sírio chama de "farsa" acusações de ataque químico em Duma

A Organização para Proibição das Armas Químicas (OPAQ) anunciou na sexta-feira que seus especialistas concluíram a retirada de mostras em Duma

O presidente sírio, Bashar al-Assad, chamou de "farsa", em uma entrevista publicada nesta quinta-feira, as acusações de um ataque químico realizado pelo regime contra o reduto rebelde de Duma em abril.

Em declarações ao jornal grego Kathimerini, o presidente sírio afirma que as acusações "são uma farsa, uma obra de teatro, muito básica, apenas para atacar o exército sírio e elevar a moral dos terroristas". O regime sírio usa o termo "terroristas" para designar os rebeldes que lutam contra o governo.

"Estados Unidos, França, Reino Unido e seus aliados que desejam desestabilizar a Síria perderam um de seus principais trunfos quando os rebeldes perderam Duma em meados de abril", completou.

Assad insiste que seu país "não tem arsenal químico" desde 2013 e considera que se um ataque químico tivesse acontecido nesta região teriam sido registradas centenas ou milhares de vítimas, e não 45, como informaram os serviços de emergência. Também disse não entender por seu regime teria utilizado armas químicas apenas "ao final da batalha".

A Organização para Proibição das Armas Químicas (OPAQ) anunciou na sexta-feira que seus especialistas concluíram a retirada de mostras em Duma. A análise deve demorar pelo menos de três a quatro semanas.

09 de maio de 2018

Relembre plebeus que entraram para a realeza pelo mundo

Casamentos de príncipes e princesas com pessoas sem 'sangue azul' se tornaram mais comuns no século 20. Confira exemplos famosos em dez países.

Meghan Markle não está só e o Reino Unido não é o único: uniões entre plebeus e membros de famílias reais acontecem em diversos países e, em geral, são bem aceitas por súditos e pela nobreza.

Nem sempre foi tão simples, mas do século 20 para cá, são muito raros os casos em que casamentos são proibidos ou herdeiros de tronos precisam abrir mão de algum direito em nome do amor.

A dez dias do casamento do príncipe Harry com a atriz Meghan Markle, conheça ou lembre outros casos de plebeus que entraram para famílias reais em dez diferentes países:

Príncipe Harry e Meghan anunciariam o noivado nesta segunda (27). No mesmo dia, o casal concedeu uma entrevista a imprensa e fizeram a primeira aparição pública como noivos. Foto: Reprodução

Reino Unido

Meghan será apenas a mais recente na longa lista de plebeus da família real britânica. Em geral, eles costumam ser bem aceitos, com duas notórias exceções no século 20: Wallis Simpson, por quem o rei Edward VIII abdicou da coroa em 1936, e o oficial Peter Townsend, considerado o grande amor da princesa Margaret, irmã da rainha Elizabeth II.

No entanto, o grande problema dos dois não foi a falta de nobreza, mas sim o fato de serem divorciados - coisa que Meghan também é, aliás - em tempos muito mais conservadores. Contra Simpson, pesavam ainda acusações de espionagem em tempos pré-II Guerra Mundial e de ter outros amantes além do rei.

A própria princesa Margaret, no final, conseguiu se casar com um plebeu, o fotógrafo David Armstrong-Jones. E os filhos de Elizabeth II também não tiveram muitos problemas para subir ao altar com plebeus.

A exceção talvez seja a confusa história de Charles e Camilla, que chegaram a namorar na década de 1970, mas se separaram de forma não muito clara, e terminaram casados com outros pares – ela com Andrew Parker Bowles e ele com a descendente de uma família nobre, Diana Spencer. Os dois só se casaram enfim em 2005, oito anos após a morte de Diana.

Príncipe Charles e princesa Diana, em Londres, após a cerimônia de seu casamento, em 29 de junho de 1981 (Foto: Reprodução)

A segunda filha da rainha, Anne, se casou duas vezes, em 1973 e 1992, ambas com plebeus militares: o tenente Mark Phillips, de quem se divorciou, e o comandante da Marinha Real Timothy Laurence. Os dois filhos de Anne, Peter e Zara, também se casaram com plebeus, uma consultora de gestão e um jogador de rúgbi, respectivamente em 2008 e 2011.

O terceiro filho de Elizabeth II, Andrew, se casou em 1986 com Sarah Ferguson, que trabalhava como relações públicas. Os dois se divorciaram, mas mantêm relação de amizade. O casal teve duas filhas, Beatrice e Eugenie, e a última irá se casar também em 2018, mas com um descendente de uma linhagem de barões, Jack Brooksbank.

Em janeiro de 1999, o último filho de Elizabeth também se casou com uma plebeia: Edward se tornou marido da relações-públicas Sophie Rhys-Jones, com quem tem um casal de filhos.

A última plebeia a chamar atenção ao se unir à família real britânica foi Kate Middleton, mulher de William, irmão de Harry e terceiro na linha de sucessão ao trono. Desde o casamento, em abril de 2011, eles já tiveram três filhos: George, Charlotte e Louis.

Príncipe William e Kate Middleton com os filhos, George e Charlotte (Foto: Getty Images)

Família real britânica (Foto: Juliane Monteiro/G1)

Mônaco

Grace Kelly em foto de 1955 (Foto: Domínio público)

Talvez a mais famosa plebeia a entrar para uma família real, a atriz americana Grace Kelly se casou em 1956 com o príncipe Rainier III e com ele teve três filhos, todos também envolvidos com plebeus posteriormente. A filha mais velha, Caroline, se casou três vezes, as duas primeiras com não nobres: com o banqueiro francês Phillipe Junot, de quem se separou e conseguiu ter a união anulada pelo Vaticano, e com o industrial italiano Stefano Casiraghi, de quem ficou viúva. Atualmente ela é casada com o príncipe Ernst August de Hanover.

A irmã mais nova, Stéphanie, teve uma vida mais atribulada: casou-se com seu guarda-costas Daniel Ducruet depois de já ter dois filhos com ele, divorciou-se, teve uma filha de quem nunca revelou publicamente a paternidade, viveu sem se casar com um domador de elefantes e depois se casou com o acrobata português Adans Lopes Perez, de quem também se divorciou.

Já o filho do meio de Grace Kelly, o atual príncipe de Mônaco, Albert II, foi o último a se casar, e também escolheu uma plebleia. Em 2011, ele se casou com a ex-nadadora olímpica sul-africana Charlene Wittstock, com quem se relacionava havia dez anos. Os dois tiveram um casal de gêmeos em 2014, mas Albert também já reconheceu dois outros filhos, um nascido em 1992 e outro em 2005, com diferentes mulheres dos EUA e do Togo.

Espanha

Rainha Letizia Ortiz Rocasolano e o rei Felipe VI no dia do casamento, em 2004. (Foto: Reprodução)

A atual rainha da Espanha é a primeira plebeia a ocupar o posto na história do país. Letizia Ortiz Rocasolano era jornalista e apresentava um telejornal antes de se casar com o futuro rei Felipe VI em 2004, Madri, dez anos antes de ele ser coroado.

Suécia

Casar com um plebeu se tornou praticamente uma tradição na família real sueca. Fluente em seis idiomas, a plebeia Silvia Renate Sommerlath trabalhava como intérprete nas Olimpíadas de 1972, na Alemanha, quando conheceu o rei Carl XVI Gustaf, com quem se casou quatro anos depois.

Mais tarde, os três filhos do casal real também se apaixonaram por pares fora da nobreza. Em 2010, a princesa Victoria se casou com Daniel Westling, que deixou de ser seu personal trainer e se tornou o príncipe Daniel, duque de Västergötland. Em 2013, a princesa Madeleine, que viveu por um tempo em Nova York, casou-se com o economista britânico Christopher O'Neill, que trabalhava em Wall Street. E, em 2015, foi a vez do irmão delas, o príncipe Carl Philip, se casar com a modelo e estrela de reality show Sofia Kristina Hellqvist, com quem teve dois filhos, agraciados com títulos de duques.

Jordânia

Nascida na capital americana Washington, Lisa Halaby trabalhava em uma companhia aérea e conheceu o Rei Hussein da Jordânia em 1977 no Aeroporto Internacional Rainha Alia, cujo nome homenageia a primeira mulher dele, morta em um acidente de helicóptero. Os dois se casaram um ano depois, ela se tornou a rainha Noor da Jordânia, e eles ficaram juntos até a morte do rei, em 1999.

No mesmo ano, quando assumiu o trono, Abdullah da Jordânia também tornou rainha uma ex-plebeia. Rania Al-Yassin, com quem se casou em 1993, conheceu o então príncipe durante um jantar de negócios quando trabalhava na filial da Apple em Amã.

Japão

Plebeias se tornaram (relativamente) bem-vindas na família imperial japonesa a partir do século 20, mas plebeus não. Contrariando a vontade de sua família, o então príncipe Akihito se casou em 1959 com a não nobre Michiko Shōda, que havia conhecido dois anos antes jogando tênis, e com ela teve três filhos.

Imperador Akihito e imperatriz Michiko do Japão se casaram em 1959 (Foto: Kyodo News)

Já como imperador, Akihito viu seus passos serem repetidos por seu filho mais velho e sucessor, Naruhito. Em 1993, o príncipe se casou com a plebeia Masako Owada, uma diplomata formada em Harvard que abandonou a carreira após anos de insistência e três pedidos de casamento. Em 2019, eles se tornarão os novos imperador e imperatriz do Japão.

As coisas não serão tão simples para a neta mais velha de Akihito (e sobrinha de Naruhito), Mako. Para poder se casar em 2020 com o plebeu Kei Komuro, que conheceu durante a faculdade, ela deverá abandonar seu título de realeza e seu lugar na família imperial japonesa. Mako é a oitava mulher na família a passar pelo processo desde que a Lei do Agregado Familiar Imperial foi aprovada, em 1947.

Marrocos

A engenheira Salma Bennani conheceu o rei Mohammed VI do Marrocos durante uma festa particular em 1999 e o anúncio do noivado chamou atenção porque, antes dela, as mulheres dos reis do país geralmente eram figuras que não apareciam em público. Os dois se casaram em 2002 e tiveram dois filhos. Bennani, além de ser a primeira esposa de um rei marroquino a receber um título real, teve seu nome alterado para Lalla Salma, se tornando Sua Alteza Real Princesa Lalla Salma.

Butão

Jetsun Pema estudou relações internacionais, psicologia e história da arte na Regent’s College, em Londres. Também na Inglaterra, o “Rei Dragão”, apelido do rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, estudou na Universidade de Oxford, embora não esteja claro se eles se conheceram lá ou em seu país de origem. O que se sabe é que ele anunciou publicamente o noivado em maio de 2011 e os dois se casaram em outubro do mesmo ano, em um evento que teve a maior cobertura de mídia da história do país. O casal tem um filho, nascido em fevereiro de 2016. Embora fosse oficialmente uma plebeia antes de se casar, Jetsun Pema tem ancestrais relacionados a antigas rainhas consorte do Butão.

Uganda

Quando a princesa de Uganda Ruth Komuntale frequentava a American University, na capital americana Washington, e começou a namorar o contador Christopher Thomas, que trabalhava em Maryland, ela não revelou imediatamente seu status de nobreza. Só quando o relacionamento se tornou mais sério é que Thomas descobriu que se tornaria príncipe após o casamento, que aconteceu em 2012. Mas isso não durou muito, já que os dois se separaram depois de apenas um ano.

Lesoto

Masenate Mohato Seeiso ainda era uma universitária quando conheceu o rei Letsie III em 1996, no mesmo ano em que o pai dele morreu e ele se tornou o único rei solteiro na África. Os dois se casaram em 2000, em uma cerimônia em um estádio, perante 40 mil pessoas, incluindo Nelson Mandela, e ela se tornou a primeira plebeia a virar rainha na história moderna do país. Os dois têm três filhos e a rainha Masenate é muito popular por sua atuação com caridade e saúde pública, especialmente no combate à Aids e no trabalho com orfanatos.

Secretário de Estado dos EUA visita Coreia do Norte para preparar reunião

Esta é a segunda viagem não anunciada de Pompeo à Coreia do Norte em poucas semanas, mas a primeira dele após a nomeação como o chefe da diplomacia americana

Secretário de Estado Mike Pompeo viaja a Pyongyang para acertar detalhes da cúpula entre os líderes dos dois países. Na agenda estaria também a libertação de três prisioneiros americanos.O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, se reuniu nesta quarta-feira (09/05) com autoridades norte-coreanas em Pyongyang para tratar do encontro do presidente Donald Trump com o ditador Kim Jong-un. Na agenda estaria também a libertação de três prisioneiros americanos na Coreia do Norte.

Esta é a segunda viagem não anunciada de Pompeo à Coreia do Norte em poucas semanas, mas a primeira dele após a nomeação como o chefe da diplomacia americana. Ele afirmou que espera confirmar junto às autoridades norte-coreanas a data e o local do encontro entre os dois líderes, apesar de Trump ter dito que isso já havia sido decidido.

Pompeo foi recebido pelo chefe de relações internacionais da Coreia do Norte, Kim Yong-chol, a quem chamou de excelente parceiro nos trabalhos para fazer com que o encontro entre Kim e Trump ocorra com sucesso. O americano disse ao seu colega em Pyongyang que os EUA querem trabalhar para resolver as diferenças entre os dois países, mas lembrou que ainda restam muitos desafios pela frente.

"Durante décadas, fomos adversários. Agora temos a esperança de que podemos trabalhar juntos para resolver esse conflito", disse Pompeo. Kim Yong-chol, por sua vez, ressaltou a melhora nas relações de seu país com a Coreia do Sul e a política norte-coreana de "concentrar todos os esforços no progresso econômico" do país.

Foto: Reprodução/Youtube

"Isso não é resultado das sanções impostas de fora", disse o norte-coreano, afirmando se tratar apenas da vontade do povo. Trump havia atribuído o retorno do país asiático à mesa de negociações à estratégia americana de pressionar Pyongyang.

O otimismo em torno do encontro histórico dos líderes das duas nações antagônicas esfriou após a decisão da Casa Branca de retirar os EUA do acordo nuclear com o Irã. A medida poderá aumentar a desconfiança norte-coreana em relação a possíveis promessas americanas de remover sanções em troca da desnuclearização do país.

Os demais signatários do acordo com o Irã - Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha - e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmam que Teerã vinha cumprindo com suas obrigações previstas no pacto. Os detalhes sobre um tratado semelhante com a Coreia do Norte ainda estão sendo discutidos.

"Achamos que relações estão sendo construídas com a Coreia do Norte", disse Trump. "Veremos como isso funcionará. Talvez não funcione. Mas poderá ser algo excelente para a Coreia do Norte, Coreia do Sul e para todo o mundo."

A visita de Pompeo a Pyongyang ocorre em meio a rumores de que os três americanos presos na Coreia do Norte possam vir a ser libertados, após o gabinete do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmar ter esperanças de que isso possa ocorrer.

Na semana passada, Trump sugeriu que terá em breve novidades sobre os prisioneiros, após algumas fontes afirmarem que os três teriam sido realocados pelas autoridades norte-coreanas.

Antes do encontro com Trump, Kim Jong-un iniciou uma reaproximação histórica com a Coreia do Sul ao se reunir com o presidente Moon Jae-in na fronteira, abrindo o caminho para uma série de acordos bilaterais. Nas últimas semanas, Kim esteve duas vezes na China para se encontrar com o presidente Xi Jinping e reforçar os laços com um de seus principais aliados.

Bombardeio próximo a Damasco deixa mortos; ONG atribui a Israel

Defesas antiaéreas sírias destruíram dois mísseis lançados por Israel. Quize pessoas morreram no ataque, sendo que 8 são iranianos.

Um bombardeio noturno atribuído a Israel em uma área próxima a Damasco, na Síria, matou 15 combatentes estrangeiros leais ao regime sírio, incluindo 8 iranianos, de acordo com um balanço atualizado divulgado pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O ataque disparado na terça-feira à noite atingiu um depósito de armas da Guarda Revolucionária, o exército de elite do regime iraniano, no setor de Kiswe, ao sul da capital, afirma o OSDH.

Mais cedo, a agência oficial síria "SANA", afirmou que as defesas antiaéreas sírias destruíram dois mísseis lançados por Israel na região de Al Kasua, nos arredores de Damasco. Pelo menos um homem e uma mulher ficaram feridos como consequência da explosão causada pela intercepção dos mísseis, segundo uma fonte médica citada pela "SANA".

A agência liga o ataque a um suposto apoio de Israel a grupos terroristas. O governo sírio classifica como grupo terrorista qualquer organização propensa a uma mudança de regime no país, sem fazer distinções entre as facções opositoras, islamitas radicais ou grupos como o Estado Islâmico.

Foto: Reprodução/Google Maps

O governo de Bashar al-Assad acusa Israel de ter feito incursões ao território sírio, especialmente em 9 e em 30 de abril, as quais provocaram a morte de militares iranianos e sírios. Israel não reivindicou a autoria desses ataques.

'Armas perigosas' do Irã

Nesta terça, primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acusou o Irã de querer mobilizar "armas muito perigosas" na Síria, onde Teerã apoia o regime, para destruir Israel.

"O regime de Teerã (...) busca agora mobilizar armas muito perigosas na Síria, com o objetivo de nos destruir", declarou Netanyahu, ao fim de uma cúpula trilateral em Nicosia com o presidente cipriota, Nicos Anastasiades, e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

Alerta máximo

Também na terça Israel instruiu as autoridades locais na região israelense das colinas de Golã a "destrancar e preparar abrigos (antibombas)" depois de identificar o que o Exército descreveu como "atividade irregular de forças iranianas na Síria".

O comunicado militar disse ainda que seus sistemas de defesa foram implantados "e as tropas da IDF (Força de Defesa de Israel) estão em alerta máximo para um ataque".

Nas últimas semanas, Netanyahu afirmou que Israel não permitiria ao Irã se estabelecer militarmente na Síria, em guerra desde 2011.

08 de maio de 2018

Menino acorda de coma pouco antes de médicos desligarem aparelhos

No hospital, os médicos disseram aos pais do menino que ele nunca se recuperaria e que Trenton era compatível com cinco outras crianças que precisavam de transplantes

Um menino americano de 13 anos que estava em coma recobrou a consciência pouco depois de seus pais assinarem a autorização para o desligamento dos aparelhos que o mantinham vivo e a doação de seus órgãos, segundo informações. Trenton McKinley, que mora no estado do Alabama, sofreu danos cerebrais graves após um grave acidente quando estava brincando de kart e sendo puxado por um automóvel, em março deste ano, na cidade de Mobile. Ele sofreu diversas fraturas no crânio.

No hospital, os médicos disseram aos pais do menino que ele nunca se recuperaria e que Trenton era compatível com cinco outras crianças que precisavam de transplantes.

Um dia antes da data marcada para o desligamento dos aparelhos, Trenton começou a dar sinais de consciência. A mãe do menino, Jennifer Reindl, disse que seu filho já passou por várias cirurgias cranianas – além de ter sofrido falência dos rins e uma parada cardíaca.


Foto: Reprodução/ Fox10

O garoto chegou a passar 15 minutos sem sinais vitais na mesa de cirurgia durante as tentativas médicas para salvá-lo, afirmou a mãe. Os médicos disseram que ele “nunca seria normal de novo”.

À rede de TV americana CBS, Reindl disse que ela concordou em autorizar a doação de órgãos depois de saber que a atitude poderia salvar as vidas de outras crianças.

Trenton agora passa por um lento processo de recuperação, embora já tenha voltado a andar e a falar, e até mesmo a fazer exercícios de matemática. O menino ainda sente fortes dores e tem convulsões. Ele precisará de mais cirurgias para recuperar seu crânio.

Apesar disso, a mãe diz que a recuperação é “um milagre”. O próprio Trentou disse, em entrevista, que pensou estar no céu enquanto estava inconsciente. “Era como se eu estivesse caminhando num campo aberto”, disse o menino.

A família iniciou uma campanha de arrecadação de fundos no Facebook para ajudar nos custos médicos. Até agora, 240 pessoas já doaram e US$ 12,7 mil foram arrecadados, três vezes mais que os US$ 4 mil pretendidos.

07 de maio de 2018

Preços do petróleo atingem maior nível desde 2014 nos EUA

No início da sessão, barril de Brent atingiu US$ 75,89, maior nível desde novembro de 2014.

Os preços do petróleo avançavam nesta segunda-feira (7) para perto dos níveis mais altos desde o final de 2014, impulsionados pelo aprofundamento da crise econômica na Venezuela e pela iminente decisão dos Estados Unidos sobre sanções ao Irã.

O petróleo Brent subia 0,77 dólar, ou 1,03%, a 75,64 dólares por barril, às 8h29 (horário de Brasília). No início da sessão, eles atingiram o maior nível desde novembro de 2014, a US$ 75,89 por barril.

O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,79 dólar, ou 1,13%, a US$ 70,51 por barril. Esta segunda-feira foi a primeira vez desde novembro de 2014 que o petróleo dos EUA ultrapassou os US$ 70 por barril.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O avanço ocorre apesar da adição de nove plataformas de petróleo pelos EUA, elevando a contagem total para 834, segundo afirmou na sexta-feira a empresa de serviços energéticos Baker Hughes.

Analistas disseram que uma crise na Venezuela, um grande exportador de petróleo, também sustenta os preços. "O crescimento da produção nos EUA está sendo contrabalançado pelo declínio simultâneo na Venezuela", disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch.

A produção venezuelana caiu pela metade desde o início dos anos 2000, para 1,5 milhão de barris por dia, conforme o país sul-americano não conseguiu investir o suficiente em sua indústria de petróleo.

As expectativas generalizadas de que o presidente norte-americano, Donald Trump, se retire do pacto nuclear iraniano acrescentaram mais um prêmio de risco ao mercado de petróleo.

A alta dos preços internacionais do petróleo tem impactado os preços dos combustíveis no Brasil, que vêm registrando preços recordes nas últimas semanas.

Na sexta-feira, a Petrobras elevou o preço da gasolina em suas refinarias em 0,45%, para R$ 1,8177 por litro, uma nova máxima pelo menos desde julho de 2017, quando passou a reajustar valores de combustíveis quase que diariamente.

Londres pede a Trump que permaneça no acordo nuclear com Irã

O acordo nuclear iraniano foi firmado em julho de 2015 entre Teerã, por um lado, e China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha, por outro.

O Reino Unido pediu a Donald Trump que não renuncie ao acordo nuclear iraniano, a alguns dias de o presidente americano anunciar sua decisão sobre o tema, destacando que o acordo não é perfeito, mas que não existe alternativa melhor.

Em um artigo de opinião publicado nesta segunda-feira pelo jornal “The New York Times” antes do encontro com autoridades americanas, o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, estima que, “neste momento delicado, seria um erro se afastar do acordo nuclear e suspender as restrições, às quais o Irã está submetido”.

Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) receberam poderes adicionais para controlar as instalações nucleares iranianas, “aumentando a possibilidade de detecção de qualquer tentativa de fabricar uma arma”, argumentou Johnson.

Ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson (Foto: Departamento de Estado / Domínio Público)

“Agora que essas amarras estão colocadas, não considero necessário colocá-las de lado. Apenas o Irã se beneficiaria, renunciando a essas restrições sobre seu programa nuclear”, escreve.

“Acho que preservar as restrições do acordo sobre o programa nuclear iraniano também permitirá compensar a atitude agressiva de Teerã na região. Estou convencido disso: qualquer alternativa possível é pior. A melhor linha a seguir seria melhorar as amarras antes de rompê-las”, defendeu.

O acordo nuclear iraniano foi firmado em julho de 2015 entre Teerã, por um lado, e China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha, por outro.

Nesse texto, a República Islâmica declara que não busca se dotar de armas atômicas e aceita restringir seu programa nuclear para dar ao mundo a garantia de que suas atividades no setor não têm ambições militares.

Em troca, Teerã obteve o fim progressivo das sanções internacionais impostas por seu programa.

Trump denunciou o acordo e deu até 12 de maio aos países europeus para endurecer o texto. Se não fizerem isso, os EUA deixarão o pacto.