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Notícias Mundo

18 de agosto de 2018

Kofi Annan, secretário-geral da ONU por uma década, morre aos 80 anos

A morte foi confirmada em um tweet pela fundação que leva o nome dele.

Kofi Annan, um dos diplomatas mais célebres do mundo e um símbolo da Organização das Nações Unidas, morreu na madrugada deste sábado (18). Ele tinha 80 anos.
A morte de Annan foi confirmada em um tweet pela fundação que leva o nome dele. De acordo com o anúncio, o primeiro negro a se tornar secretário-geral da ONU morreu em um hospital na cidade de Berna, na Suíça, depois de uma curta doença não especificada.
"Com imensa tristeza a família Annan e a Fundação Kofi Annan anunciam que Kofi Annan, ex-secretário geral das Nações Unidas e prêmio Nobel da Paz, morreu de forma pacífica neste sábado, 18 de agosto, depois de uma curta doença", informou o comunicado.
"Onde quer que houvesse sofrimento ou necessidade, ele estendeu a mão e tocou muitas pessoas com sua profunda compaixão e empatia", disse a fundação.
Annan, que nasceu em Gana em 1938, passou praticamente toda a sua carreira como administrador nas Nações Unidas, onde ingressou em 1962. Sua carreira na ONU inclui passagens por postos na África e na Europa em quase todas as áreas da organização, da administração do orçamento à manutenção da paz. Ele cumpriu dois mandatos como secretário-geral de 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2006.
Ele era casado com a sueca Nane Annan, sobrinha de Raoul Wallenberg, o diplomata sueco que salvou dezenas de milhares de judeus dos nazistas na Segunda Guerra Mundial. E deixa três filhos, Ama, Kojo e Nina.
Em 2001, ele e a ONU receberam conjuntamente o prêmio Nobel da Paz em 2001.
"É uma sensação maravilhosa e um grande encorajamento para nós e para a organização, pelo trabalho que fizemos até agora", disse Annan à época, depois de ter sido informado da escolha em sua residência oficial. "É um grande reconhecimento para a equipe." Aquela marcou a primeira vez que a ONU recebeu o Nobel da Paz. Até então o único secretário-geral a ganhar o prêmio até então havia sido o sueco Dag Hammarskjold, agraciado postumamente em 1961.
Durante seu mandato, Annan presidiu alguns dos piores fracassos e escândalos no âmbito mundial, um de seus períodos mais turbulentos desde a sua fundação em 1945.
Ele nunca teve decepções e contratempos pessoalmente. E manteve sua opinião de que a diplomacia deveria ocorrer em particular e não no fórum público.
Em seu livro de memórias, Annan reconheceu os custos de assumir o principal cargo diplomático do mundo, brincando de que "SG", para secretário-geral, também significava "bode expiatório" em torno da sede da ONU.
O ex-embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Richard Holbrooke, chamou Annan de "um astro do rock internacional da diplomacia".
Depois de deixar seu alto cargo na ONU, Annan não desistiu. Em 2007, sua fundação, instalada em Genebra, foi criada. Nesse ano, ele ajudou a intermediar a paz no Quênia, onde a violência eleitoral matou mais de mil pessoas.
Ele também se juntou ao The Elders, um grupo de elite de ex-líderes fundado por Nelson Mandela, que sucedeu Desmond Tutu como seu presidente e tentou resolver a crescente guerra civil na Síria.
Como enviado especial à Síria em 2012, Annan ganhou apoio internacional para implantar um plano de seis pontos pela paz. A ONU enviou uma força de observação de 300 membros para monitorar um cessar-fogo, mas a paz nunca se firmou, e Annan não conseguiu superar o  impasse entre os poderes do Conselho de Segurança. Ele pediu demissão, frustrado, sete meses depois do início da guerra civil.
Annan continuou a cruzar o globo. Em 2017, os maiores projetos de sua fundação incluíram a promoção de eleições justas e pacíficas; trabalhar com o governo de Mianmar para melhorar a vida no estado problemático de Rakhine; e lutando contra o extremismo violento, recrutando jovens para ajudar.
Ele também manteve-se atuante diante de problemas como a crise dos refugiados, além de promover a boa governança, medidas anticorrupção e agricultura sustentável na África. Outra de suas frentes de trabalhou inclui esforços na luta contra o tráfico de drogas.
Annan manteve conexões com muitas organizações internacionais. Ele foi chanceler da Universidade de Gana, membro da Universidade de Columbia, em Nova York, e professor da Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew, em Cingapura.
REPERCUSSÃO
"Kofi Annan foi uma força orientadora para o bem", disse o atual secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. "É com profunda tristeza que fiquei sabendo de sua morte. De muitas maneiras, Kofi Annan foi a Organização das Nações Unidas. Ele subiu nas fileiras para liderar a organização no novo milênio com inigualável dignidade e determinação." 
O presidente de Gana, Nana Akufo-Addo, disse que Kofi Annan é um imenso orgulho para seu país. 
"Diplomata consumado e altamente respeitado ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan foi o primeiro da África Subsaariana a ocupar essa exaltada posição. Ele trouxe considerável renome ao nosso país por essa posição e por sua conduta e comportamento em a arena global ", disse. "Ele acreditava ardorosamente na capacidade do ganense de traçar seu próprio curso no caminho do progresso e da prosperidade."

17 de agosto de 2018

Trump cancela parada militar por causa de orçamento 'ridiculamente alto'

A decisão, segundo ele, é uma resposta ao orçamento "ridiculamente alto" solicitado por políticos locais para realizar o evento.

O presidente americano, Donald Trump, cancelou nesta sexta (17) os planos para uma parada militar que seria realizada em Washington em novembro.

A decisão, segundo ele, é uma resposta ao orçamento "ridiculamente alto" solicitado por políticos locais para realizar o evento -foram pedidos US$ 21,6 milhões (cerca de R$ 85 milhões).

"Talvez façamos alguma coisa no ano que vem em D.C. se o custo cair muito", escreveu, em sua conta no Twitter. "Agora, podemos comprar mais alguns caças a jato!"

Trump disse que, em vez disso, participaria de uma parada na região da base aérea de Andrews, em Maryland, e outra em Paris que vai celebrar os cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro.

A prefeita de D.C., Muriel Bowser, respondeu na mesma rede social, dizendo que havia apresentado ao presidente a realidade sobre os custos de um evento sob a administração Trump. 

Segundo o The Washington Post, o evento de posse de Donald Trump foi estimado em cerca de US$ 20 milhões (em torno de R$ 78 milhões).

Um dia antes do anúncio do cancelamento, o Pentágono já havia afirmado que a parada poderia ser adiada para 2019, já que os custos militares, com segurança e transporte poderiam chegar aos US$ 80 milhões (em torno de R$ 315 milhões) a mais do que o estimado inicialmente.

15 de agosto de 2018

'Achei que fosse um terremoto', diz sobrevivente de queda de ponte na Itália

"Foi um barulho devastador. Senti uma vibração muito forte. Achei que fosse um terremoto", disse o mecânico à reportagem.

Com a voz embargada e as mãos trêmulas, o mecânico italiano Chiarenza Carmelo, 36, disse que por pouco não conseguiu escapar do desmoronamento da ponte Morandi, nesta terça-feira (14), em Gênova, na Itália.

Ele trabalhava em sua oficina, ao lado da estrutura, quando ouviu um estrondo e correu para se proteger na entrada da loja, mas quase foi atingido pelos carros que capotavam em meio a telhas e concreto.

"Foi um barulho devastador. Senti uma vibração muito forte. Achei que fosse um terremoto",  disse o mecânico à reportagem.

"Só deu tempo de correr e me proteger, mas o pavimento todo tremia e carros e caminhões capotavam por cima dos galpões vizinhos na minha direção."

O italiano disse que sua oficina não chegou a ser atingida, mas a área continua isolada para facilitar os trabalhos de buscas das vítimas.

Até o início da tarde desta quarta-feira (15), a polícia estadual italiana havia confirmado 39 mortos. Entre as vítimas estão romenos, albaneses, sul-americanos (ainda não se sabe as nacionalidades), além de italianos.

O acidente aconteceu por volta das 11h40 da manhã desta terça (14) quando um trecho da ponte se desintegrou durante uma forte tempestade e caiu a 45 metros de altura, levando cerca de 30 carros e ao menos três caminhões com ela, de acordo com Angelo Borrelli, chefe do Departamento de Proteção Civil de Gênova.

Ao menos mil pessoas, entre eles bombeiros, policiais, médicos e enfermeiros socorristas e voluntários, trabalham no resgate das vítimas em turnos revezados, segundo a polícia italiana. 

Ainda traumatizado, Carmelo interrompeu a entrevista e disse que não tinha condições psicológicas para falar mais sobre a tragédia. "Só espero que a Justiça seja feita e os responsáveis sejam punidos", afirmou.

Promotores italianos abriram uma investigação para descobrir o que causou a queda da ponte de Gênova. A polícia local também abriu inquérito. 

Inaugurada há 51 anos pelo engenheiro italiano Riccardo Morandi, que emprestou o nome a ponte, a estrutura já havia apresentado problemas desde a sua construção em 1960, por conta do alto custo de manutenção.

"Ninguém sabe ainda se a companhia responsável pela ponte estava cumprindo com todas as obrigações de monitoramento e manutenção justamente por conta do alto custo", afirmou Enrico Musso, professor do Departamento de Economia e Transporte da Universidade de Gênova.

"De qualquer forma as pessoas dizem que ouviam eles fazendo reparos na ponte com frequência, geralmente durante a madrugada."

14 de agosto de 2018

Ponte desaba no norte da Itália e deixa dezenas de mortos e feridos

Segundo autoridades municipais e bombeiros, ao menos 35 pessoas morreram e 14 ficaram feridas.

Um trecho de uma ponte na rodovia A10 desabou nesta terça-feira (14) durante uma tempestade na cidade de Gênova, no norte da Itália. Segundo autoridades municipais e bombeiros, ao menos 35 pessoas morreram e 14 ficaram feridas, sendo cinco em estado grave.

O jornal Corriere della Sera disse que entre os mortas há pelo menos uma criança e que quatro pessoas foram resgatadas vivas dos escombros, mas que dez ainda estão desaparecidas.

(Foto: Reprodução/Twitter/@poliziadistato)

A agência de notícias local Adnkronos afirmou que o chefe das ambulâncias que participam do resgate falou em "dúzias de mortos".

O chefe da Defesa Civil italiana, Angelo Borrelli, disse que a ponte caiu sobre duas casas, mas elas estavam vazias e que até o momento não há nenhuma informação sobre vítimas que estavam no chão no momento do desabamento.

Ele afirmou também que entre 30 e 35 carros e três caminhões estavam no trecho que desabou.

O ministro dos Transportes da Itália, Danilo Toninelli, disse que "está acompanhando com grande apreensão o que parece uma grande tragédia". Cerca de 200 bombeiros participam das tentativas de resgate.

A bombeira Amalia Tedeschi, que trabalha nos resgates, disse à rede de TV Rai que o trecho que desabou tinha cerca de 80 metros de distância e 45 metros de altura.

Informações anteriores do canal Sky TG2 diziam que ele tinha 200 metros de distância e 100 metros de altura. A queda aconteceu por volta das 11h30 locais (6h30 de Brasília).

A ponte Morandi foi construída em 1967 e passou por uma reforma há dois anos. Em Gênova ela é conhecida como ponte do Brooklyn, em referência a tradicional construção de Nova York.

A estrada A10 vai de Gênova até a fronteira com a França e é usada também por moradores das regiões de Piemonte e Lombardia que vão até as praias da Ligúria.

Bombeiros dizem temer que o desabamento afete as linhas de gás que passam pela região.

As primeiras imagens divulgadas pelos meios de comunicação mostram a ponte, sem dezenas de metros, em meio a neblina.

Pelo terreno da região de Gênova, que fica entre o mar e a montanha, a rodovia possui longos túneis e viadutos. O trecho que desabou passa por uma zona industrial e também sob a ​água.

FBI demite terceiro agente de alto escalão crítico de Donald Trump

O inspetor que descobriu as mensagens, Michael Horowitz, não encontrou provas de que a visão política dos dois agentes tenham influenciado suas decisões na investigação.

 Peter Strzok, o vice-diretor-assistente do FBI que enviou mensagens de texto críticas ao presidente Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016 e participou das investigações sobre a suposta interferência russa no pleito, foi demitido na sexta-feira (10) sob alegação de violar o protocolo da polícia federal americana. O agente, que estava no birô havia 21 anos, é o terceiro integrante do alto escalão do FBI demitido após algum atrito com Trump. A agência não quis comentar o caso, após a informação ser divulgada nesta segunda (13) por Aitan Goelman, advogado de Strzok.

As mensagens de texto, trocadas por Strzok com a ex-advogada do FBI Lisa Page, serviram de munição para Trump e seus aliados criticarem a investigação das relações de sua campanha presidencial com a Rússia, alegando que se tratasse de uma "caça às bruxas". Em uma delas, Page pergunta: "Trump nunca vai ser presidente, certo? Certo?!", ao que Strzok responde: "Não, ele não vai. Vamos impedir isso".

O inspetor que descobriu as mensagens, Michael Horowitz, não encontrou provas de que a visão política dos dois agentes tenham influenciado suas decisões na investigação. Mas afirmou que elas "sugerem que os dois poderiam estar dispostos a agir para influenciar as perspectivas eleitorais do candidato".

Após o episódio, Strzok, que investigara o uso de um servidor privado de email pela então candidata democrata à Presidência, Hillary Clinton, foi afastado da equipe de Robert Mueller, responsável por apurar a interferência russa nas eleições, e transferido para a divisão de recursos humanos do FBI. Page, por sua vez, pediu demissão em maio. Além das mensagens, Strzok é acusado e ter emitido um mandado de busca sigiloso para seu email pessoal.


Foto: Reprodução/T.J. Kirkpatrick/Bloomberg

Antes dele, Andrew McCabe, diretor interino do FBI, foi demitido por supostamente vazar à imprensa informações sobre a investigação de Hillary -algo que ele nega ter feito. Ele substituíra James Comey, demitido por Trump em maio de 2017 pelo modo como conduziu a investigação da interferência russa e por ter vazado uma anotação na qual dizia que o presidente lhe cobrara lealdade. O advogado de Strzok afirma que o vice-diretor do serviço de inteligência, David Bowdish, reverteu a decisão do funcionário responsável pela disciplina dos agentes, que recomendara suspensão de 60 dias e rebaixamento de seu cliente, e que a demissão foi fruto de pressão política, já que a suposta parcialidade do agente não foi comprovada.

Trump, por sua vez, celebrou. "O agente Peter Strzok acaba de ser demitido do FBI –finalmente. A lista de maus jogadores no FBI e no Departamento de Justiça fica cada vez maior", afirmou. "Baseado no fato de que Strzok estava no comando da caça às bruxas, ela será deixada de lado?", questionou o presidente. "É um embuste. Nada de conluio, nada de obstrução, eu só revido!", escreveu.

A investigação citada por Trump é a mesma que Comey chefiava para apurar se houve conluio entre a campanha do republicano e agentes russos que hackearam o comitê de Hillary Clinton em 2016. Em abril, Comey lançou um livro de memórias polêmico chamado "A Higher Loyalty: Truth, Lies and Leadership" (Uma Lealdade Superior: Verdade, Mentiras e Liderança, em tradução literal), onde descreve o presidente um líder antiético e ególatra.

A investigação tem sido, desde sua saída, chefiada pelo procurador especial designado pelo Congresso e ex-diretor do FBI Robert Mueller. Ele já indiciou agentes e cidadãos russos, além de integrantes da campanha de Trump – embora as acusações, no último caso, não estejam relacionadas ao pleito, mas a fraudes financeiras.

Em depoimento, Cristina Kirchner nega corrupção e se diz perseguida por Macri

A senadora apresentou sua declaração por escrito ao promotor Carlos Stornelli e ao juiz Claudio Bonadio.

Mesmo depois de pedir que militantes desistissem de ir à sede dos tribunais em Buenos Aires para que sua entrada e saída fossem discretas, a ex-presidente e atual senadora Cristina Kirchner teve de atravessar uma multidão de repórteres, apoiadores e opositores nesta segunda-feira (13), quando compareceu a uma convocação da Justiça. Cristina foi chamada para se defender da acusação de fazer parte de um esquema de benefícios a empreiteiros de que teria participado seu governo (2007-2015) e o de seu marido, Néstor Kirchner (2003-2007), que morreu em 2010.

A senadora apresentou sua declaração por escrito ao promotor Carlos Stornelli e ao juiz Claudio Bonadio. Ela negou "de maneira definitiva" as acusações e disse sofrer uma perseguição judicial desde que o presidente Mauricio Macri chegou ao poder, em 2015. Contra Cristina estão abertos também processos sobre a especulação com o dólar futuro, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e envolvimento em supostos desvios de verba destinada a obras públicas. Por este último, está preso Lázaro Báez, empresário e amigo do casal acusado de ser o operador do esquema de desvios e de ter ficado com as principais concessões de obra pública no sul do país.

Cristina também é mencionada nos chamados "cadernos da corrupção", um conjunto de documentos entregues à Justiça pelo jornal La Nación e que trazem anotações feitas à mão pelo ex-motorista de um funcionário do ex-ministro do Planejamento Julio de Vido (também preso). Nas anotações, Óscar Centeno registra os valores de bolsas de dinheiro supostamente entregues a funcionários kirchneristas e a empresários beneficiados.


Foto: reprodução

A senadora defendeu que Macri também seja chamado a depor a respeito do mesmo esquema. Na semana passada, o empresário citado no processo, Ángelo Calcaterra, primo de Macri, declarou ter dado contribuições em caixa 2 às campanhas dos Kirchner. Calcaterra é acusado de ter sido favorecido pelo kirchnerismo com sua ex-empresa, IECSA, sócia da brasileira Odebrecht numa obra na capital.

Cristina afirmou que Macri teve "algum tipo de participação nas negociações irregulares que fazia Calcaterra". Acrescentou que está havendo uma "judicialização da política" na Argentina e que Bonadio foi escolhido pelo governo para armar o que ela chamou de "fórum shopping". A ex-presidente passou cerca de 90 minutos no tribunal e não falou com a imprensa. A partir das 18h40, a Polícia Federal fez busca e apreensão no apartamento em que ela mora, em Recoleta.

O imóvel está no nome do irmão de um empresário amigo dos Kirchner, Fabián de Souza, também investigado por corrupção. Bonadio ainda pediu permissão ao Senado para fazer buscas nos imóveis de Cristina em Santa Cruz e em seu gabinete.

13 de agosto de 2018

Em expansão nos EUA, voto negro, jovem e latino é alvo de restrições

O contra-ataque conservador não é recente. Começou em 2013, quando a Suprema Corte invalidou trechos do ato de direitos a voto, estabelecido em 1965 para barrar a discriminação racial em eleições.

O esforço democrata para capturar o voto de jovens, negros e latinos nas eleições legislativas de novembro esbarra na força de mesma intensidade, mas no sentido oposto, de iniciativas conservadoras que tentam restringir a participação dessa parcela do eleitorado. O alvo são 133 milhões de pessoas que, hoje, representam 59,2% do eleitorado americano. São negros, latinos, asiático-americanos e millennials -os nascidos nos anos 1980- que, em tese, estariam inclinados a votar nos democratas por se identificarem com ideias mais progressistas como as defendidas pelo partido do ex-presidente Barack Obama (2009-2017).

As estratégias para bloquear o voto desse público incluem o fechamento de locais de registro de eleitores em universidades e em regiões com maioria negra, e novas regras sobre documentos de identificação que acabam afetando especialmente a população negra e latina de menor renda. Ao contrário do Brasil, o voto nos EUA não é obrigatório. O contra-ataque conservador não é recente. Começou em 2013, quando a Suprema Corte invalidou trechos do ato de direitos a voto, estabelecido em 1965 para barrar a discriminação racial em eleições.

As regras vigentes obrigavam municípios, condados e nove estados (Alabama, Alasca, Arizona, Geórgia, Louisiana, Mississippi, Carolina do Sul, Texas e Virgínia) a obter aprovação federal antes de fazer mudanças em suas leis eleitorais e regulações. A decisão da Suprema Corte, porém, abriu uma avenida para os estados tentarem -e muitas vezes, conseguirem- aprovar leis mais restritivas. É o que acontece na Carolina do Norte, argumenta Maggie Thompson, diretora-executiva da organização Generation Progress.

Em 2017, republicanos do estado aprovaram uma lei que bania como forma de identificação eleitoral documentos usados principalmente por negros, como aqueles emitidos para funcionários do governo, estudantes e pessoas que recebiam algum benefício público. A lei foi derrubada pela Suprema Corte, que afirmou que "tinha como alvo afro-americanos com precisão quase cirúrgica".

Foto: Reprodução

Neste ano, os senadores republicanos voltaram à carga. Eles querem eliminar o último sábado da eleição antecipada, dia que costuma atrair muitos eleitores negros. A data oficial da eleição, 6 de novembro, cai numa terça-feira. "É uma prática que claramente beneficia um segmento da população com nível de estabilidade muito grande. Se você trabalha no McDonald's, pode não conseguir sair para votar", diz Chayenne Polimédio, vice-diretora do think tank New America.

Outra proposta quer incluir uma emenda constitucional na votação de novembro para exigir que todo eleitor apresente uma identidade com foto antes de votar. Nos EUA, não há uma identificação nacional da população. E muitos dos documentos que costumavam ser usados para confirmar a identidade, como carteirinha estudantil, foram invalidados, diz Kat Calvin, fundadora da organização Spread the Vote (espalhe o voto, em tradução livre). "São milhões de pessoas que não podem votar. São principalmente negros, jovens e de baixa renda, que tendem a votar em temas de esquerda", afirma Calvin.

Esse grupo, ao lado de latinos, tem maior identificação com os democratas, e poderia, portanto, favorecer a "onda azul" que ajudaria o partido a retomar o controle do Senado ou da Câmara dos Deputados, ambos hoje com maioria republicana. "A motivação para usar medidas que dificultam o voto é muito partidária. Nesse momento da história americana, um partido está associado a negros e pessoas de baixa renda, e o outro a brancos e à alta renda", resume Brenda Wright, conselheira sênior de estratégias legais do Demos, organização de políticas públicas.

Além da Carolina do Norte, Ohio também adotou medidas restritivas. Uma lei, que recebeu o aval da Suprema Corte por 5 votos a 4, permite que o estado retire eleitores das filas de registro se eles não responderem a um formulário de confirmação de endereço enviado pelos Correios. Também autoriza a cassar o direito a voto de quem não participar de duas eleições federais seguidas. O Texas é outro estado que aprovou leis que mudam as exigências de identificação dos eleitores. Agora, só aceita carteira de motorista, passaporte ou documentos emitidos pelo governo -impactando diretamente negros e latinos, que costumam não ter essas identificações.

No Alabama, uma tentativa ocorreu em 2015, quando o estado fechou locais de registro em condados de maioria negra. A política foi revertida após protestos. Apesar da piora do cenário, há focos de esperança, afirma Brenda Wright, do Demos. Na Flórida, uma iniciativa tenta acabar com a necessidade de perdão do governador para que ex-presos possam restaurar seu direito a voto após deixarem a cadeia.

Além disso, 13 estados e o Distrito de Colúmbia estabeleceram o registro automático de votação, concedido quando o eleitor, por exemplo, tira carteira de motorista -quem não quiser ser registrado tem a opção de sair do cadastro.

12 de agosto de 2018

Trump e taxa de R$ 77 mil para 'coiote' não freiam migrantes brasileiros

De acordo com dados divulgados na quarta (8) pela Patrulha da Fronteira dos EUA, o número de famílias de imigrantes detidas na divisa com o México teve uma queda discreta, de 2%.

A política migratória de tolerância zero do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vigorou em maio e junho e separou crianças dos pais, não inibiu brasileiros de atravessarem ilegalmente a fronteira americana.

A procura continua a mesma, inclusive por parte de famílias com filhos pequenos, afirma um coiote que há mais de 20 anos leva imigrantes da região de Governador Valadares (MG) para os EUA.

Marcelo (nome fictício), 50, aceitou contar detalhes do esquema à reportagem com a condição de que sua identidade não fosse revelada. Ele enviou gravações de áudio e vídeos que, diz, são de pessoas que conseguiram chegar aos EUA após contratarem seus serviços.

De acordo com dados divulgados na quarta (8) pela Patrulha da Fronteira dos EUA, o número de famílias de imigrantes detidas na divisa com o México teve uma queda discreta, de 2%, de junho para julho: foi de 9.434 para 9.258.

Marcelo diz cobrar US$ 20 mil (R$ 77 mil) de cada emigrante -isso para os que "não dão trabalho". "Se ele for mais lento, tiver dificuldade de entender as orientações, já sei que vai me dar dor de cabeça, aí cobro US$ 22 mil."

Segundo ele, o dinheiro fica com algum familiar no Brasil e o acerto só é feito na chegada ao outro lado da fronteira.

A travessia - que pode ser realizada por rio, mata, um túnel ou mesmo pelo próprio muro fronteiriço que existe em boa parte da divisa entre os dois países e que Donald Trump quer ampliar - envolve pagar propina a agentes em diversos pontos, afirma.

Em média, o coiote diz levar 20 pessoas por mês, mas ele estima que há cerca de 80 conterrâneos que fazem o mesmo, muitos enviando até 50 migrantes no mesmo período.

"Sou um lambari no meio de tubarões. Eu trabalho pouco, porque minha família implica. Escondo mais da família do que da imigração", diz ele, que foi preso três vezes no Brasil e deportado oito vezes dos EUA por exercer a atividade.

Enquanto esteve em vigor a separação de famílias pela política de Trump, com os pais mandados a prisões federais e os filhos a abrigos para menores, três mães enviadas por Marcelo foram presas em lugares diferentes dos filhos.

Uma delas ficou mais de um mês longe da filha de cinco anos. "Mas todos já se reuniram e estão lá, trabalhando."

Segundo ele, mesmo nesse período houve famílias que entraram no país incólumes. "Um informante avisava quando o abrigo para menores ficava lotado. Aí eles aproveitavam para cair [passar]."

Na época, cerca de 3.000 menores foram separados dos responsáveis. Apesar da ordem de um juiz federal para que as famílias sejam reunidas, mais de 500 crianças ainda não foram devolvidas (os 52 menores brasileiros apartados já foram entregues).

Especialistas alertam que a experiência deixa traumas nas crianças. Atualmente, a política linha-dura está suspensa.

Marcelo afirma que, com o fim da tolerância zero, as famílias com crianças que ele envia para os EUA recorrem a um método conhecido: se entregam à patrulha da fronteira e pedem asilo. Nesse caso, o valor pago ao coiote cai pela metade. "Pais com crianças têm mais chance de entrar. É uma viagem mais fácil", alega.

Ele admite que há casos de crianças desacompanhadas que se passam por filhas de outro adulto. "Se eu estou com um menor desacompanhado e meu colega [outro coiote] tem um adulto sem filhos, ele paga US$ 2.000 (R$ 7.700) para o menor ir como filho dele."

Segundo Marcelo, a primeira etapa é ir de avião até a Cidade do México. Lá, agentes de imigração cobram US$ 1.000 (R$ 3.800) por passageiro para permitir o ingresso.

"Temos um contato no aeroporto em todos os turnos. Mandamos as fotos de cada passageiro nosso, dizemos como vão vestidos. Se não fizermos isso, eles voltam", relata.

Os brasileiros vão até uma cidade mexicana na fronteira, de ônibus ou em voos domésticos. Nesse último caso, é preciso pagar propina a um policial no aeroporto -US$ 100 (R$ 386) por pessoa.

Como é feita a travessia depende "do preparo físico do passageiro". Os mais resistentes pagam US$ 5.000 (R$ 19,3 mil) para caminhar 10 km pela mata. Pelo mesmo valor, é possível percorrer, em boias, um rio que leva aos EUA.

Também há a opção de pular o muro na própria fronteira. "A gente tem uma pessoa que avisa quando é troca de turno dos guardas. Aí eles usam uma escada de corda, que vai de um lado a outro, atravessam e vão embora. Dá tempo, mas tem que ser uma pessoa que aguenta correr."

Obesos, deficientes, grávidas e idosos têm a alternativa superluxo, como classifica Marcelo: um caminho de dez minutos dentro de um túnel que desemboca em uma fazenda nos EUA. O preço cobrado pelos mexicanos somente por esse trajeto (US$ 10 mil, R$ 38 mil) é o dobro.

Uma vez nos EUA é preciso passar por um posto de imigração na estrada. Marcelo diz que os imigrantes são colocados em carros ou caminhões com fundos falsos -muitos são descobertos assim, conforme mostram fotos frequentemente divulgadas pela polícia migratória.

Até um veículo dos correios é usado: "A pessoa vai embaixo dos malotes, quietinha. Atravessou o pedágio, está livre".

Segundo ele, cerca de 10% dos brasileiros que o contratam são pegos pela polícia. Nesse caso, ele diz que tem uma rede de advogados para tentar soltar a pessoa sob fiança enquanto corre o processo. "[Nos anos] até que termine o julgamento, mesmo que ela seja deportada, ela já juntou o dinheiro que precisava."

Marcelo diz que já entrou 35 vezes nos EUA sem ser pego e morou 12 anos lá. Nas vezes em que foi preso, pensou em desistir de ser coiote, mas voltou à atividade ilegal.

"Com o dólar chegando a R$ 4, a tentação é muita. Já trabalhei numa empreiteira pegando pesado e ganhando um salário-mínimo. Não aguentei nem quatro meses", diz ele, que compra principalmente imóveis com o dinheiro ganho. "Não gosto de aparecer. Tenho minha fazendinha, minha piscininha, mas não tenho carro chamativo", diz.

Para ele, é a mesma tentação que leva tantos cidadãos da região de Governador Valadares a migrarem ilegalmente.

"Aqui não tem emprego, não tem empresa, não tem fábrica, não tem opção. Já pensou trabalhar por um salário-mínimo quando lá você ganha em dólar? É o único jeito de a pessoa dar uma vida melhor para a família que fica. Ela penhora a casa, o caminhão, qualquer coisa para pagar a viagem. Eu estou ganhando o meu, mas estou ajudando a pessoa a ganhar o dela também", afirma.

Filho de um ferroviário, Marcelo foi para a América do Norte pela primeira vez com 17 anos. Em pouco tempo, conseguiu comprar bens, o que incentivou os vizinhos na cidade de origem a irem. "Recebi várias 'cantadas' para levar outras pessoas. Comecei desse jeito."

Ele afirma que leis e práticas mais duras como as de Trump não frearão os migrantes.

"É um esquema que movimenta muito dinheiro. Não vai parar nunca."

11 de agosto de 2018

Ex-assessora da Casa Branca acusa Trump de oferecer dinheiro por silêncio

A nora de Donald Trump lhe ofereceu um contrato de US$ 15 mil mensais (cerca de R$ 58 mil) para ficar em silêncio após a sua demissão, em dezembro do ano passado.

A ex-conselheira da Casa Branca e participante da primeira temporada do reality show "O Aprendiz" Omarosa Manigault Newman afirmou que a nora do presidente Donald Trump lhe ofereceu um contrato de US$ 15 mil mensais (cerca de R$ 58 mil) para ficar em silêncio após a sua demissão, em dezembro do ano passado. Ela teria recusado o pagamento.

Omarosa também revelou outros segredos sobre o presidente: diz que Trump costumava usar o termo nigger (forma pejorativa de se referir a negros) durante o reality show, que mantinha uma câmara de bronzeamento em seu quarto na Casa Branca e que, certa vez, mastigou um pedaço de papel para evitar que fosse para os registros presidenciais.

 As informações estão em seu novo livro, "Unhinged: An Insider Account of the Trump White House" ("Desequilibrado: Relato da Casa Branca de Trump de Dentro"), cujo conteúdo foi divulgado nesta sexta (10) pelo jornal britânico The Guardian.

"Trump constrói a sua própria realidade para parecer bem, mesmo em situações horríveis", escreve a ex-conselheira no livro. "E então ele repete sem parar até a sua distorção se tornar a única versão que conhece."

O lançamento do título está previsto para a próxima semana. Críticos ao livro questionam a credibilidade de Omarosa e afirmam que ela poderia estar em busca de vingança. A Casa Branca afirmou que a demissão foi motivada por condutas impróprias.

O New York Times observou que o livro contém erros factuais básicos, como a afirmação de que um assessor que trabalhou na transição do republicano para a Casa Branca foi contratado meses depois. E ela mesma afirma que nunca ouviu Trump usando o termo nigger. 

Após a repercussão dos relatos, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, respondeu que "em vez de dizer a verdade sobre todas as coisas boas que o presidente e sua administração têm feito para tornar a América segura e próspera, o livro está repleto de mentiras e falsas acusações."

"É triste que uma ex-funcionária descontente da Casa Branca esteja tentando ganhar dinheiro com falsos ataques". Também criticou a exposição que a imprensa está dando para o caso, "depois de não levá-la a sério quando tinha só coisas positivas para dizer sobre o presidente, enquanto estava na administração."

08 de agosto de 2018

Terremoto deixou mais 130 mortos e 150 mil desabrigados na Indonésia

As equipes de resgate continuam trabalhando na retirada dos escombros. Dezenas de milhares de casas foram atingidas, segundo as autoridades, que citaram o número reduzido de médicos e a falta de produtos básicos.

Um novo balanço divulgado nesta quarta (8) do terremoto que atingiu a ilha de Lombok, na Indonésia, elevou para 131 o número de mortos e para 156 mil os desabrigados, anunciaram as autoridades. 
O terremoto de 6,9 graus de magnitude no domingo (5) provocou cenas de pânico, uma semana depois de um tremor que já tinha deixado 17 mortos nesta ilha muito procurada por turistas.
As equipes de resgate continuam a retirar os escombros e a procurar sobreviventes e o número de vítimas pode aumentar.
Segundo a rede de TV CNN, são mais de 345 mortos, mas a agência nacional de gestão de catástrofes disse que não reconhecia o número e que mantém a contagem oficial de 131. 
"Temos 131 mortos, 1.477 pessoas gravemente feridas e 156.000 deslocados", afirmou o porta-voz da agência, Sutopo Purwo Nugroho.
O balanço anterior era de 105 mortos e 236 feridos graves.
As equipes de resgate continuam trabalhando na retirada dos escombros. Dezenas de milhares de casas foram atingidas, segundo as autoridades, que citaram o número reduzido de médicos e a falta de produtos básicos.


Foto: EFE

"Os esforços para retirar as pessoas se intensificaram, mas ainda temos muitos problemas", admitiu Sutopo.
Na província das Pequenas Ilhas da Sonda, onde fica Lombok, os moradores enfrentam a escassez de alimentos, de medicamentos e o número reduzido de profissionais da área de saúde, afirmou o governador Muhamad Zainul Majdi.
"Nossos recursos humanos são limitados. Precisamos de médicos nos abrigos improvisados e outros auxiliares para as ruas", disse à agência AFP.
"A amplitude deste terremoto é enorme para as Ilhas da Sonda. É nossa primeira experiência deste tipo", completou.
Em alguns trechos da ilha, que tem 4.700 km2 de superfície (pouco maior que a região metropolitana de Salvador), alguns vilarejos foram quase totalmente destruídos.
"Alguns vilarejos que visitamos estão quase 100% destruídos, todas as casas desabaram, as ruas têm buracos e as pontes caíram", afirmou o porta-voz da Cruz Vermelha indonésia, Arifin Muhamad Hadi.
As autoridades criaram refúgios improvisados à margem das estradas ou em arrozais. Muitos agricultores, no entanto, não querem abandonar suas casas danificadas ou o gado.
"É uma situação típica das vítimas dos terremotos na Indonésia. Os moradores querem permanecer perto de sua fonte de renda, já que não podem seguir para os abrigos improvisados com o seu gado", explicou Hadi.
Com a ajuda do governo e de ONGs internacionais, as autoridades locais começaram a organizar o envio de ajuda aos afetados, mas as equipes de resgate enfrentam dificuldades para alcançar algumas áreas, depois que as estradas foram parcialmente destruídas pelo terremoto nas zonas norte e leste de Lombok.
Três aviões militares chegaram a Lombok com alimentos, remédios, cobertores, barracas e água.
As autoridades anunciaram o fim da retirada dos turistas que estava nas Ilhas Gili, também afetada pelo terremoto.
Mais de 4.600 turistas foram retirados das três pequenas ilhas paradisíacas, muito procuradas por mergulhadores. Outros deixaram a região por conta própria e reclamaram da falta de coordenação das autoridades e da falta de informações após o tremor.
A Indonésia, um arquipélago de 17.000 ilhas e ilhotas, está localizada no que é conhecido como o "cinturão de fogo" do Pacífico, uma área de forte atividade sísmica. Embora o país registre inúmeros terremotos, a maioria não oferece riscos.

ONU comemora abertura da fronteira para venezuelanos

De acordo com Acnur, o Brasil reúne mais de 32,7 mil solicitantes de pedidos de refúgio, enquanto 25 mil já obtiveram autorização para permanência legal no país.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur),  comemorou a abertura da fronteira brasileira para a entrada de imigrantes venezuelanos. Em nota, divulgada no site da entidade, informa que “assustado com a imigração massiva”, o estado de Roraima  fechou o território para os vizinhos. Pelos dados do Acnur, cerca de 117 mil venezuelanos pediram refúgio ao governo brasileiro desde 2017.

O porta-voz do Acnur, William Spindler, elogiou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar a abertura da fronteira para os venezuelanos. "O Acnur celebra a decisão do Supremo”, disse.

Em Genebra, Spindler afirmou que os venezuelanos chegam ao Brasil em busca de segurança. Mais de 200 venezuelanos não puderam finalizar o ingresso em território brasileiro, segundo o porta-voz, em decorrência do impasse envolvendo a fronteira na região de Roraima. De acordo com Acnur, o Brasil reúne mais de 32,7 mil solicitantes de pedidos de refúgio, enquanto 25 mil já obtiveram autorização para permanência legal no país.


Imigrantes venezuelanos. Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

Indígenas

O porta-voz ressaltou que boa parte dos venezuelanos é formada por indígenas, que estão em situação vulnerável devido à falta de alimentos e condições de sobrevivência. Spindler citou o exemplo do líder comunitário de Warao, Eligio Tejerina, de 33 anos, cujo filho caçula está com pneumonia. O indígena tem cinco filhos e disse que todos estavam passando fome na Venezuela.

"Decidimos vir para o Brasil porque nossos filhos estavam esfomeados", afirmou. “Eles choravam de fome porque só tinham uma pequena porção de comida”.

07 de agosto de 2018

Mulheres inglesas fazem campanha para que possam abortar em casa

O aborto é legal no país desde 1967, mas a legislação inglesa ainda exige que todos os procedimentos abortivos sejam feitos num hospital ou clínica especializada.

Vários grupos de defesa dos direitos das mulheres estão fazendo uma forte campanha na Inglaterra para que elas possam abortar em casa.

O aborto é legal no país desde 1967, mas a legislação inglesa ainda exige que todos os procedimentos abortivos sejam feitos num hospital ou clínica especializada.

Por conta das normas escritas há mais de 50 anos, as mulheres inglesas são obrigadas a se deslocar para as clínicas mesmo nos casos em que podem simplesmente tomar pílulas para interromper a gravidez nos primeiros meses.

Trata-se de um procedimento muito simples. A mulher tem que tomar duas pílulas, com uma diferença de cerca de 48 horas entre elas.

O aborto começa cerca de 30 minutos depois da ingestão da segunda pílula. Mas as mulheres costumam ser liberadas das clínicas assim que tomam a última medicação.

Afinal, a legislação exige a presença de uma enfermeira no momento da ingestão da pílula. Mas não há nenhuma necessidade de internação ou de acompanhamento médico nesses casos.

Como resultado, muitas começam a sentir os feitos do aborto -incluindo sangramentos, náuseas e fortes cólicas- no táxi, ônibus ou trem a caminho de casa.

Para evitar o constrangimento e o desconforto, muitas inglesas passaram a comprar ilegalmente as pílulas pela internet. Nestes casos, não há nenhuma garantia da qualidade do medicamento.

As autoridades de saúde da Escócia e do País de Gales, que assim como a Inglaterra e a Irlanda do Norte formam o Reino Unido, já resolveram o problema e liberaram o uso das pílulas em casa.

Nos dois países, as mulheres podem procurar as clínicas e lá obtém as duas pílulas depois de uma consulta médica. A primeira é tomada na própria clínica e a segunda, em casa, onde o aborto acontece.

Mas na Inglaterra essa decisão ainda não foi tomada e os grupos de mulheres passaram a pressionar o governo para agir.

O Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (Colégio Real de Obstetras e Ginecologistas) também decidiu apoiar esses grupos de direitos das mulheres.

O presidente do RCOG, Professor Lesley Regan, afirmou recentemente que as mulheres deveriam ter liberdade para tomar a segunda pílula em casa.

"Nós sabemos que esse procedimento em casa é seguro, muito eficiente e que as mulheres o preferem", disse ele, ao pedir que o governo revise a legislação.

A OMS (Organização Social da Saúde) também defende a prática em casa.

O novo ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, está agora sob pressão para decidir se o procedimento será liberado para as inglesas da mesma forma que foi para as escocesas e galesas -onde as autoridades locais decidiram fazer a mudança sem consultar Londres.

É provável que a norma seja alterada. Ela manteria a segurança das mulheres e acabaria com a diferença de procedimentos entre as diversas partes do Reino Unido.

Oito adolescentes brasileiros permanecem em abrigos nos EUA

De acordo com o ministério, os adolescentes estão em abrigos em Nova York, Illinois, no Texas e no Arizona.

Após ter reunido com suas famílias mais de 50 crianças brasileiras, cujos pais supostamente entraram ilegalmente nos Estados Unidos, o Ministério das Relações Exteriores concentra esforços na ajuda a oito adolescentes que não se enquadram na mesma situação. Segundo o Itamaraty, eles foram enviados a abrigos porque ingressaram no território norte-americano desacompanhados dos responsáveis.

De acordo com o ministério, os adolescentes estão em abrigos em Nova York, Illinois, no Texas e no Arizona. Eles podem ser enquadrados na lei de migração, e não na de tolerância zero - que provocou a separação das famílias de imigrantes.

Muitos adolescentes, segundo o Itamaraty, quando estão em idade próxima à maioridade, tentam entrar sozinhos nos EUA ou com parentes que não são os responsáveis legais.

“Há menores que estão em abrigos nos EUA por terem ingressado ilegalmente no país, porém desacompanhados dos responsáveis. Os agentes consulares mantêm visitas regulares aos abrigos, para prestar apoio e assegurar que estão recebendo os cuidados devidos”, informou o ministério à Agência Brasil.

Delito

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a situação dos oito menores decorre do fato de as leis norte-americanas considerarem um delito a tentativa de entrada ilegal no país. Diante disso, as autoridades recomendam que os viajantes verifiquem as exigências de entrada e permanência em outro país.

“O Portal Consular conta com orientações gerais para quem vai viajar ao exterior e alerta que os cidadãos que buscam imigrar ilegalmente podem acabar presos naquele país”, disse a assessoria do Itamaraty.

As informações são mantidas sob sigilo para segurança das pessoas, segundo o Itamaraty.  A estimativa é que ainda há cerca de 700 crianças e adolescentes, filhos de imigrantes considerados ilegais nos EUA, separados de suas famílias em decorrência da lei tolerância zero.

Brasileiros

O ministério informou ainda que todas as crianças brasileiras que foram separadas dos pais, em decorrência da política de tolerância zero do governo do presidente Donald Trump, já estão reunidas com as famílias.

Em abril, cerca de 2,3 mil crianças e adolescentes, filhos de imigrantes consideradois ilegais, foram levados para abrigos e separados das famílias. A iniciativa provocou repercussão internacional . No caso do Brasil, o governo cobrou providências e a reunião das famílias de forma imediata.

06 de agosto de 2018

Venezuela prende 6 após 'atentado' a Maduro e promete 'punição máxima'

Segundo o ministro do Interior, Nestor Reverol, um dos presos teria participado de um ataque contra uma base militar em 2016; outro foi detido em 2014 por participar de protestos anti-Maduro.

O governo da Venezuela anunciou neste domingo (5) ter detido seis pessoas pelo suposto atentado de sábado contra o ditador Nicolás Maduro, enquanto a oposição alertou para uma possível onda de repressão depois que o venezuelano acusou a 'direita' de tentar assassiná-lo. "Estou bem, estou vivo e após esse ataque estou mais determinado do que nunca a seguir o caminho da revolução", disse Maduro na noite de sábado. "Justiça! Punição máxima! Não haverá perdão."

Segundo o ministro do Interior, Nestor Reverol, um dos presos teria participado de um ataque contra uma base militar em 2016; outro foi detido em 2014 por participar de protestos anti-Maduro. "Temos até agora seis terroristas e sicários detidos, vários veículos apreendidos. Foram feitas buscas em hotéis da capital onde recolhemos importantíssimas evidências."

Segundo Reverol, foram utilizados drones controlados à distância, cada um carregado com 1kg de explosivo C4. "Uma das aeronaves sobrevoou a tribuna presidencial com o fim de ativar à distância a substância explosiva, mas a instalação de equipamentos inibidores de sinais conseguiu desorientar o drone, que foi ativado fora do perímetro planejado pelos sicários", disse.

"Trata-se de um delito de terrorismo e magnicídio em grau de frustração. Estão identificados plenamente os autores materiais e intelectuais dentro e fora do país, e não estão descartadas outras detenções nas próximas horas."

Vídeos mostram o momento em que Maduro discursava em evento pelos 81 anos da Guarda Nacional e uma explosão é ouvida. Seguranças do ditador, que estava acompanhado da mulher, Cilia Flores, e do alto comando militar, correram para protegê-lo. Sete soldados ficaram feridos. Testemunhas disseram ter ouvido duas explosões, e então viram um drone cair e atingir um prédio. "Ouvi a primeira explosão, foi tão forte que os prédios balançaram", afirmou a professora Mairum Gonzalez, 45. "Fui para a sacada e vi um pequeno avião. Ele atingiu um prédio e começou a sair fumaça."


Foto: Reprodução/ODIA

Um morador do prédio atingido descreveu uma sequência semelhante de eventos. No sábado, bombeiros haviam ligado a explosão a um tanque de gás no edifício. Um grupo autointitulado Movimento Nacional dos Soldados de Camisetas assumiu a autoria do incidente. Em nota, desejou uma rápida recuperação aos sete soldados feridos, mas prometeu resistência. Freddy Bernal, aliado de Maduro, publicou em uma rede social fotos de sete pessoas, instando a população a buscar "esses traidores".

Oposicionistas afirmam que o governo já usou incidentes do tipo no passado como um pretexto para ações contra seus críticos, detendo alguns deles. "Alertamos que o governo está tomando vantagem desse incidente para criminalizar aqueles que de maneira legítima e democrática se opõe a ele e para aprofundar a repressão e as violações sistemáticas dos direitos humanos", afirmou a coalizão opositora Frente Ampla, em nota.

Oposicionistas acusaram ainda Maduro de fabricar ou exagerar incidentes para distrair a população da crise de desabastecimento e da hiperinflação no país. David Smilde, do Washington Office on Latin America, avaliou que o incidente não parece ter sido fabricado para que Maduro obtivesse ganhos políticos.

Para ele, o ataque "amador" levou à divulgação de imagens embaraçosas de Maduro interrompendo o discurso e de soldados fugindo, fazendo com o que ditador parecesse vulnerável. Isso não impede, no entanto, que Maduro tenha tomar vantagem do incidente. "Ele o usará para concentrar poder, para restringir ainda mais as liberdades e purgar o governo e as Forças Armadas."

No sábado, os moradores de Caracas foram dormir tomados pela insegurança e pela dúvida. Diversas forças de segurança tomaram as ruas, transformando a noite de sábado dos caraquenhos. As vias próximas à avenida Bolívar, onde aconteceu o discurso, e ao Palácio de Miraflores, para onde se dirigiu Maduro, foram fechadas pela Polícia Militar. Fortemente armados, os soldados revistaram cada carro passava.

Informações extraoficiais apontavam que dezenas de pessoas haviam sido detidas. Sob medo e dúvida, as ruas se esvaziaram. Qualquer barulho diferente virou motivo de alarde e preocupação. Moradores não se atreveram a sair de casa e reforçavam aos amigos e familiares para evitarem saídas desnecessárias e redobrarem a atenção, caso saíssem.

05 de agosto de 2018

Grupo se responsabiliza por ataque a Maduro e o chama de 'Operação Fênix'

O grupo autointitulado "Movimento Nacional de Soldados de Camiseta" divulgou fotos e vídeos do momento do incidente nas redes sociais

Um grupo desconhecido autointitulado "Movimento Nacional de Soldados de Camiseta" assumiu responsabilidade pela autoria do suposto atentado contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chamando o incidente de "Operação Fênix".

Em uma conta nas redes sociais, o grupo divulgou fotos e vídeos do momento do incidente, quando Maduro fazia discurso pelos 81 anos da Guarda Nacional, em Caracas, neste sábado (4).

"Assim nós zombamos de uma ditadura boa para matar o povo de fome mas covarde quando chega a hora", escreveu o grupo junto a um vídeo dos soldados em fuga no momento de uma explosão.

"A operação era sobrevoar dois drones carregados com [explosivo] C4 com direção ao palco presidencial. Francoatiradores da guarda de honra derrubaram os drones antes de chegarem ao alvo. Demonstramos que são vulneráveis. Não conseguimos, mas é questão de tempo", disse uma das mensagens do grupo.

Eles se dizem um conjunto de "militares e civis patriotas e leais ao povo da Venezuela, baseados em argumentos leais e constitucionais", e afirmam tem respaldo de "oficiais, suboficiais, classes e soldados" que estariam "dispostos a oferecer suas vidas".

"Não foi desta vez, mas continuamos nossa luta, porque a Força Armada Nacional Bolivariana tem por função garantir a independência, a soberania da nação, a integridade do território e a ordem pública interna", diz a nota.

Eles acusam o governo Maduro de "desconhecer o conteúdo da Constituição", motivo pelo qual o grupo "decidiu empreender uma luta para restabelecer sua efetiva vigência". "É contrário à honra militar manter no governo quem fez da função pública uma maneira obscena de se enriquecer e se aviltar."

04 de agosto de 2018

Meninos resgatados de caverna deixam retiro espiritual na Tailândia

Com a cabeça raspada, os meninos e Ekkapol Ake Chantawong, o técnico do time Javalis Selvagens, passaram dias meditando e fazendo uma limpeza espiritual que marcam o difícil retorno depois de 18 dias em uma caverna inundada.

Os meninos tailandeses resgatados no mês passado de uma caverna inundada terminaram neste sábado (4) um retiro espiritual de onze dias em um templo budista. Eles serão ordenados monges noviços, mas, depois do ritual, que teve a presença de 300 pessoas, devem retornar às suas famílias. Um dos meninos, que não é budista, não esteve presente. 

Com a cabeça raspada, os meninos e Ekkapol Ake Chantawong, o técnico do time Javalis Selvagens, passaram dias meditando e fazendo uma limpeza espiritual que marcam o difícil retorno depois de 18 dias em uma caverna inundada. O treinador do grupo deve continuar no monastério. 

A cerimônia teve dedicatórias ao mergulhador aposentado Samarn Kunan, que morreu durante o processo de resgate. O ex-militar e SEAL tailandês ficou sem oxigênio enquanto instalava tanques de gás que ajudariam na operação. 

Os 12 meninos, que têm entre 11 e 16 anos, e seu treinador de 25 anos ficaram presos enquanto exploravam o complexo de cavernas Chiang Rai, província do norte da Tailândia, que foi inundado por fortes chuvas. 

Para o resgate, criada uma procedimento de alta complexidade, em que os garotos precisaram navegar por passagens escuras e apertadas, cheias de água barrenta e correntes fortes, e sem muito oxigênio. A Tailândia começou as obras de construção de um museu para mostrar como foi a operação do time de futebol e do técnico.

Com Neymar em campo, PSG goleia e vence a Supercopa da França

Neymar não defendia o PSG desde o final de fevereiro, quando sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé direito, em uma partida contra o Olympique de Marselha, pelo último Campeonato Francês.

Com atuação discreta de Neymar, que começou no banco de reservas e entrou no segundo tempo, o Paris Saint-Germain goleou o Monaco por 4 a 0 neste sábado (4) e conquistou a Supercopa da França. A partida foi realizada em Shenzhen (CHN) e marcou o retorno do atacante brasileiro ao PSG. Neymar não defendia o PSG desde o final de fevereiro, quando sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé direito, em uma partida contra o Olympique de Marselha, pelo último Campeonato Francês.

Operado, o jogador só voltou aos gramados pela seleção brasileira, nos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo da Rússia, em junho. Neste sábado, Neymar acabou sendo poupado em boa parte da partida pelo novo treinador do PSG, o alemão Thomas Tuchel. O brasileiro permaneceu no banco de reservas até os 31min do segundo tempo, quando entrou no lugar de Verrati. Enquanto esteve em campo, teve uma atuação discreta.

O grande nome da vitória do PSG acabou sendo o argentino Di Maria, autor de dois dos quatro gols da goleada sobre o Monaco. O argentino abriu o marcador aos 33min do primeiro tempo e fez o gol que fechou a goleada, aos 47min. Os outros gols do atual campeão francês foram marcados pelos atacantes Nkunku e Weah. O Campeonato Francês começará na próxima sexta-feira (10). O PSG fará sua estreia no domingo (12), em casa, diante do Caen.

03 de agosto de 2018

Versão de suspeito culpa brasileira pela própria morte na Nicarágua

A versão é considerada inverossímil e fantasiosa pela imprensa do país.

A estudante pernambucana de medicina Raynéia Gabrielle Lima, assassinada na Nicarágua no último dia 23, é culpada pela própria morte.

Essa é a conclusão do depoimento a portas fechadas do assassino confesso, o ex-militar Pierson Gutierrez Solis. A versão é considerada inverossímil e fantasiosa pelo jornal nicaraguense La Prensa.

O texto do La Prensa diz: “A promotoria forneceu uma incrível acusação em que culpa a jovem de ter provocado sua própria morte por dirigir de forma “descontrolada e em atitude suspeita”.

Acrescenta o jornal, que teve acesso à audiência secreta realizada no feriado de 1º de agosto, sem informação se havia representante do Itamaraty, que Raynéia Gabrielle Lima dirigia seu carro como se estivesse perdida. Ela usou o freio e, depois, partiu bruscamente.

Segundo o relato o ex-militar, ela estava em alta velocidade. De acordo com o jornal, a brasileira procurava o noivo, Harnet Nathan Lara Moraga,

O ex-militar Pierson Gutierrez Solis, de 42 anos, voltava da Ciudad Sandino, em Manágua, às 10 da noite, depois de ter ido alugar um imóvel para ensinar Taekwondo. “A essa hora?”, estranha o La Prensa.


A estudante Raynéia Gabrielle Lima foi assassinada na Nicarágua no último dia 23 (Foto: Arquivo Pessoal)

Pierson resolveu visitar dois guardas conhecidos de plantão numa guarita a 25 metros da entrada de San Ángel, uma área residencial onde, às 22h50, entrou Raynéia. Os três sentiram que suas vidas corriam perigo ao observarem como ela dirigia. Um deles disparou para o ar, em advertência.

De acordo com a matéria do La Prensa, o ex-militar buscou o fuzil Colt, calibre 5.56, colocou-se atrás de um poste e disparou ao ter o carro à sua frente.

Ferida, Raynéia prosseguiu por mais 104 metros, abriu a porta e sentou-se no chão. Logo, apareceu o seu noivo, que a levou para o Hospital Militar, onde ela morreu durante a cirurgia.

Ainda não foi marcado o dia em que será lida a sentença. A promotoria pediu 15 anos por homicídio e mais um ano por porte ilegal de arma; a defesa, 10 anos e mais um. Se fosse acusado de assassinato, a pena subiria para 20 a 30 anos.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, criou uma comissão especial para oferecer soluções para a crise na Nicarágua. O Brasil, Estados Unidos, Costa Rica e Chile se ofereceram para participar. A Nicarágua e mais três países rejeitaram a oferta.

República Democrática do Congo registra novo surto de ebola

Quatro das seis amostras colhidas para testes deram positivo para a doença.

O governo da República Democrática do Congo informou que resultados preliminares de exames laboratoriais indicam um novo surto de ebola no país, desta vez, na província Kivu do Norte, localizada ao leste do país. De acordo com o Ministério da Saúde local, pelo menos 26 casos de febre hemorrágica já foram notificados, além de 20 mortes.

Ainda segundo a pasta, quatro de seis amostras testaram positivo para ebola. Novos testes estão em andamento. Há pouco mais de uma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia decretado o fim do surto de ebola na província de Equateur, também no Congo, a cerca de 2.500 quilômetros de distância de Kivu do Norte.

“O ebola é uma ameaça constante na República Democrática do Congo”, avaliou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, por meio de comunicado. “O que aumenta nossa confiança na capacidade de resposta do país é a transparência que voltaram a exibir. Trabalhando em estreita colaboração com o Ministério da Saúde e parceiros, vamos lutar contra este surto como fizemos com o último”.

A província de Kivu do Norte concentra mais de 1 milhão de refugiados e faz fronteira com Ruanda e com Uganda. O local registra grande movimento de pessoas em razão de atividades comerciais. A OMS já alertou autoridades de países vizinhos para que se mantenham alertas e preparadas caso seja necessário agir contra o ebola.

02 de agosto de 2018

Maduro diz ser responsável por fracasso econômico na Venezuela

"Os modelos produtivos que até agora temos testado fracassaram, e a responsabilidade é nossa, é minha, é sua", afirmou.

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ter responsabilidade no que considerou o fracasso no modelo econômico adotado por seu regime na Venezuela, que enfrenta hiperinflação e quatro anos de recessão.

"Os modelos produtivos que até agora temos testado fracassaram, e a responsabilidade é nossa, é minha, é sua", afirmou o mandatário no congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela, na noite de segunda-feira (30).

"Chega de choramingar, temos que produzir com agressão ou sem agressão, com bloqueios e sem bloqueios, para fazer da Venezuela uma potência. Zero lamentos, o que eu quero são soluções."

A situação da Venezuela vem se deteriorando desde o fim dos 14 anos de governo de Hugo Chávez (1954-2013), em que os controles de preços e do câmbio e as expropriações haviam diminuído a produção industrial e agropecuária.

Devido a isso, o governo usava as divisas do petróleo, que perfaz mais de 90% das exportações, para comprar produtos básicos. A situação, porém, começou a se tornar insustentável em 2015, dois anos após a posse de Maduro, quando os preços da commodity começaram a cair bruscamente.

Na época, diante do aumento da escassez de alimentos e remédios, o mandatário afirmou pela primeira vez que o país era vítima de uma guerra econômica e lançou um decreto de emergência para tomar medidas no setor.

Em vez de abrir a economia, reforçou o controle estatal sobre os setores produtivos e de abastecimento, alguns deles geridos por militares, como os Comitês Locais de Abastecimento e Produção (Clap), programa de alimentos subsidiados dos quais depende a maioria da população pobre.

Desde 2017, o regime também passou para os militares o controle da petroleira estatal PDVSA, cujos títulos foram alvos das sanções econômicas dos EUA, assim como os papéis da dívida pública.

No início do mesmo ano, Maduro havia afirmado que seria necessário um novo modelo que superasse a dependência do petróleo. Até o momento, porém, não houve mudanças significativas.

Ao mesmo tempo, a produção de petróleo vem caindo, passando de uma média de 2,4 milhões de barris de petróleo diários em 2015 para 1,5 milhão em junho passado.

A deterioração da PDVSA ganhou uma nova fase no sábado (28) quando Maduro anunciou o que chamou de racionalização da distribuição de gasolina, a mais barata do mundo, hoje vendida por 6 bolívares (R$ 0,000001).

Na terça (31), ele revelou que o regime venderá mais barato a gasolina para quem leve seu veículo a um recadastramento nesta semana e tenha a chamada Carteira da Pátria.

O documento vem sido exigido para a compra de alimentos e programas sociais e considerado pela oposição um método de cabresto.

Papa muda doutrina da Igreja e pena de morte passa a ser inadmissível

Segundo o novo comunicado, a antiga regra já não funcionava mais porque há novas formas de proteger a sociedade.

Por ordem do papa Francisco, a Igreja Católica alterou sua doutrina sobre a pena de morte, que passa a ser considerada inadmissível em todos os casos, anunciou o Vaticano nesta quinta-feira (2).  A mudança foi incluída no Catecismo da Igreja Católica, a compilação oficial da doutrina da religião. 

"A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação por sua abolição em todo o mundo", afirmou o pontífice em uma audiência concedida ao prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável pela defesa das tradições católicas. 

Antes disso, a Igreja já era critica da pena de morte, mas autorizava seu uso em algumas circunstâncias,  quando "era o único jeito possível de defender efetivamente a vida humana conta agressões injustas", dizia a doutrina. 

Mas desde o papa João Paulo 2º, morto em 2005, a Igreja já vinha restringindo o apoio a prática e Francisco já tinha condenado seu uso publicamente. Segundo o novo comunicado, a antiga regra já não funcionava mais porque há novas formas de proteger a sociedade. "Há um entendimento cada vez maior de que a dignidade da pessoa não está perdida mesmo após a prática de crimes muito sérios", diz o texto. 

"Além disso, surgiu um novo entendimento sobre o significado das sanções penais impostas pelo Estado. Por último, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que asseguram a devida proteção aos cidadãos, mas ao mesmo tempo, não privam definitivamente os culpados da possibilidade de resgate".





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