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Notícias Mundo

20 de outubro de 2018

Caravana de 3.000 migrantes derruba portão e chega ao México

A invasão ocorreu horas após o governo mexicano anunciar que admitiria apenas 150 pessoas por dia para solicitações de asilo.

A caravana de cerca de 3.000 hondurenhos que viaja rumo aos EUA conseguiu nesta sexta (19) cruzar a fronteira entre o México e a Guatemala, apesar do reforço na segurança.

A ida do grupo, que partiu da hondurenha de San Pedro Sula no último sábado (13), irritou o presidente americano, Donald Trump, que ameaçou cortar a ajuda à América Central e fechar a fronteira.

Os imigrantes quebraram o portão de entrada para a ponte entre a cidade guatemalteca de Tecún Umán e a mexicana Tapachula por volta de meio-dia (15h de Brasília), apesar da presença do Exército.

A invasão ocorreu horas após o governo mexicano anunciar que admitiria apenas 150 pessoas por dia para solicitações de asilo. Eles teriam vagas em abrigos da região por dez dias, período em que o pedido seria avaliado.

Segundo o Instituto Nacional de Migrações, os aprovados nessa triagem preliminar poderiam ficar até 45 dias nos albergues e os reprovados seriam detidos e deportados.

A tensão aumentou no final da manhã. O grupo começou a cantar gritos, como "de um jeito ou de outro, nós vamos passar", e caminhou do parque onde haviam se reunido desde às 7h até a ponte.

Sem serem impedidos pelos militares guatemaltecos, jovens começaram a pular a grade e a pressionaram para derrubá-la. Na sequência, outros homens, mulheres e crianças avançaram os 137 metros até o lado mexicano.

"Nós vamos para os EUA! Ninguém vai nos parar!", disse à agência Associated Press Edwin Santos, hondurenho de San Pedro Sula.

O grupo foi contido pela Polícia Federal mexicana, que usou gás de pimenta para conter um grupo de 50 pessoas que empurrava os agentes de choque. Após um pedido de calma, os imigrantes organizaram filas.

Devido às condições da fronteira, a chance de sucesso do plano mexicano era remota. A Guatemala não tinha estrutura para manter os imigrantes em Tecún Umán por pelo menos 20 dias, prazo mínimo para que todos passassem.

Por outro lado, há diversos pontos de passagem clandestinos pelo rio Suchiate que, embora tenha forte correnteza, é raso o suficiente para permitir a travessia a nado ou, em alguns pontos, a pé.

Quando a Folha esteve na região em setembro de 2017, o fluxo de cargas e pessoas cruzando a fronteira em uma passagem ilegal a menos de 1 km da ponte era intenso, enquanto o posto oficial estava quase vazio.

Alguns imigrantes atravessaram pelo rio na quinta-feira (18), mas nesta sexta os balseiros que fazem a travessia foram alertados pelas autoridades mexicanas para manter apenas o traslado de mercadoria, não de pessoas.

Enquanto a caravana de imigrantes chegava ao México, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, se reunia na Cidade do México com o chanceler Luis Videgaray, que prometeu impedir a chegada da caravana aos EUA.

Em entrevista à emissora local Televisa, Videgaray disse que o país só admitirá as pessoas que "tiverem uma situação de vulnerabilidade em seu país de origem". Questionado se a ação mexicana seria uma forma o país fazer o trabalho do governo americano, ele declarou que o México "define sua política migratória de forma soberana".

Ele não se disse preocupado com a ameaça de Trump de fechar a fronteira e citou como justificativa o trânsito de 1 milhão de pessoas por dia e de US$ 1 milhão (R$ 3,7 milhões) em mercadorias por minuto. "Antes de tomar uma decisão desse tipo muita gente nos EUA vai considerar as consequências."

15 de outubro de 2018

Mudanças climáticas podem afetar suprimento de cerveja no mundo

A redução no abastecimento de cerveja está ligada à reação da cevada, o principal e mais tradicional ingrediente da bebida, a eventos extremos de calor e seca.

Sua cerveja está em risco e a culpa é das mudanças climáticas. Vai ser mais difícil achar a bebida preferida de muitos brasileiros e ela também ficará mais cara -podendo até dobrar de preço nos piores cenários possíveis. A conclusão -alarmante para muitos- foi publicada nesta segunda (15), na revista Nature Plants.

A redução no abastecimento de cerveja está ligada à reação da cevada, o principal e mais tradicional ingrediente da bebida, a eventos extremos de calor e seca. Como esses tendem a aumentar com o avanço do aquecimento global, as fontes de cevada ficam ameaçadas.

Na pesquisa, os impactos do aquecimento global foram estudados em 34 regiões do mundo, a maior parte compostas por países com taxa significativa de produção, consumo e transações comerciais relacionadas à cevada ou cerveja.

Nos piores cenários possíveis, o decréscimo do abastecimento do grão fica entre 27% e 38% em alguns países europeus como a Alemanha, país tradicional ligado à bebida, e também na Bélgica e República Tcheca.

Os autores ressaltam que, quando se referem ao abastecimento, estão tratando de duas frentes. Uma delas é relacionada às perdas de plantações de cevada, que, segundo o estudo, poderiam variar de 3% a 17%.

As regiões do mundo que mais sofreriam perdas ligadas à plantação seriam na América do Sul, América Central e África Central. Ao mesmo tempo, as perdas na Europa são mais moderadas e em algumas regiões até mesmo apresentam aumento de produção, como em partes dos EUA e noroeste da Ásia.

O outro ponto importante seriam as variações que as mudanças climáticas poderiam ter sobre o bolso do querido leitor, o que está vinculado à disponibilidade do produto -como a cevada ficaria mais escassa, uma porcentagem maior dela poderia ser destinada, por exemplo, a alimentação de animais-, a dificuldade de manter as plantações e importações e exportações.

A pesquisa aponta que nos piores cenários de eventos extremos o preço da cerveja poderia dobrar e o consumo cair cerca de 16%. Essa queda equivaleria aproximadamente ao consumo de todos os EUA em 2011 (o ano usado como referência pelos autores).

Até mesmo em cenários menos severos o consumo de cerveja poderia diminuir 4% e os preços aumentar cerca de 15%.

Um dos países mais afetados, segundo o estudo, seria a Irlanda, com elevações de preço entre 43% e 338% até 2099.

Já o Brasil, por ser um dos maiores consumidores de cerveja no mundo, também estaria entre os principais países afetados. No melhor cenário, a queda no consumo de cerveja ficaria em torno de 1%. No pior, a redução chega a 7% -cerca de 1 bilhão de litros a menos consumidos.

Se você quiser ver o copo meio cheio, a pesquisa não levou em conta possíveis avanços em técnicas agrícolas ou possíveis adaptações da agricultura futura às mudanças climáticas -que, de toda forma, acabam sendo limitadas, dependendo do tipo de evento extremo em curso.

No copo meio vazio temos insetos e doenças. Os modelos estatísticos usados pelos pesquisadores não levam em conta alguns dos problemas que podem ocorrer com as plantas em momentos de seca e grande calor e também não consideram a possibilidade de ocorrência simultânea de doenças e pragas -e com o aumento da temperatura, estudos apontam que o crescimento de insetos deve aumentar.

Os autores do trabalho reconhecem que esse está longe de ser o pior ou mais relevante efeito do aquecimento global. O menor consumo, em alguns casos, pode até ser benéfico para a saúde da população.

De toda forma, a arqueologia já demonstrou que o consumo de álcool (consequentemente de cerveja) permeou a história de diferentes culturas.

14 de outubro de 2018

Papa Francisco canoniza Paulo VI e proclama outros seis santos

Os outros cinco santos são: os italianos Francesco Spinelli, Nunzio Sulprizio e Vincenzo Romano, a alemã Maria Catarina Kasper e a espanhola Nazaria de Santa Teresa de Jesus

O papa Francisco celebrou neste domingo (14), na Praça São Pedro, a missa de canonização de sete novos santos da Igreja Católica, incluindo o pontífice italiano Paulo VI e o monsenhor salvadorenho Óscar Arnulfo Romero. Os outros cinco santos são: os italianos Francesco Spinelli, Nunzio Sulprizio e Vincenzo Romano, a alemã Maria Catarina Kasper e a espanhola Nazaria de Santa Teresa de Jesus.

O papa Paulo VI, nascido Giovanni Battista Montini, governou a Igreja Católica entre 1963 e 1978. O milagre que abriu as portas para sua canonização teria ocorrido em dezembro de 2014, no nascimento de Amanda, menina italiana que veio ao mundo após apenas 26 semanas de gravidez, algo em torno de seis meses e meio.

Segundo a Igreja, a placenta da mãe se rompeu com 13 semanas de gestação, e os médicos a aconselharam a interromper a gravidez, que poderia provocar danos à sua própria saúde. No entanto, ela, originária da província de Verona, ouviu a sugestão de uma amiga e rezou no Santuário das Graças de Brescia, lugar de devoção a Montini. A menina nasceu saudável.

Já Óscar Romero foi santificado como mártir e por um milagre também ligado a uma gravidez. Ex-arcebispo de San Salvador, ele pregava a não-violência e condenava violações dos direitos humanos por parte do regime militar que governara El Salvador até 1979. Em 1980, foi assassinado por esquadrões da morte durante uma missa na capital.

“Hoje o monsenhor Romero é nosso benfeitor, o santo de nossa família. Estamos explicando a nossos filhos que o monsenhor Romero era um homem de Deus que defendia os mais pobres”, disse Cecilia Flores, mulher que, a um passo da morte, teria sido curada de complicações de um parto pela intercessão do salvadorenho.

A cerimônia de canonização foi acompanhada ao vivo nas igrejas de El Salvador e em um palco montado do lado de fora da catedral metropolitana da capital. Simbolizando Óscar Romero, um fragmento de um osso foi levado à Praça São Pedro. Já para Paulo VI, foi exibida uma roupa manchada de sangue que ele usava em 27 de novembro de 1970, quando sofreu um ataque a faca no Aeroporto de Manila, nas Filipinas.

13 de outubro de 2018

Senado dos EUA aprova nova chefe da diplomacia para América Latina

Kimberly Breier será secretária-adjunta de Estado para o Hemisfério Ocidental, divisão da diplomacia americana de relações com a América Latina, o Caribe e o Canadá.

O Senado dos EUA aprovou nesta sexta-feira (12) o nome de Kimberly Breier como secretária-adjunta de Estado para o Hemisfério Ocidental, divisão da diplomacia americana de relações com a América Latina, o Caribe e o Canadá.

Integrante do planejamento de política diplomática no Hemisfério Ocidental, foi diretora de Iniciativas Futuras entre EUA e México e vice-diretora do Programa de Américas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Breier havia sido indicada pelo presidente americano, Donald Trump, em março, mas entrou na fila de confirmações de cargos. Na sabatina no Senado, em junho, ela defendeu o endurecimento em relação a Cuba e Venezuela.

"Esta crise feita pelo homem é o resultado de um grupo pequeno de pessoas dominando uma nação que um dia foi próspera e destruindo-a", disse a indicada, em referência ao regime do ditador Nicolás Maduro.

Ela também defendeu a política em relação ao México, mas demonstrou desconhecimento sobre o vencimento dos visas de proteção temporária a países que passaram por tragédias, como Honduras, El Salvador e Haiti.

A nova secretária será a primeira a ser indicada por Trump desde o início do mandato, em janeiro de 2017. O cargo era ocupado pelo interino Francisco Palmieri, substituto de Roberta Jacobson, indicada por Barack Obama.

12 de outubro de 2018

Furacão Michael se distancia dos EUA após deixar ao menos 11 mortos

Autoridades da Virgínia informaram que o fenômeno, agora considerado uma tormenta tropical, é responsável por 5 novas vítimas no estado.

Após deixar um rastro de destruição na Florida e na Geórgia, subiu nesta sexta-feira (12) para 11 o número de mortes provocadas pelo furacão Michael em sua passagem pelos Estados Unidos.

Autoridades da Virgínia informaram que o fenômeno, agora considerado uma tormenta tropical, é responsável por 5 novas vítimas no estado. Cerca de 520 mil pessoas estão sem energia e 1.200 estradas foram fechadas.

Outras 6 pessoas já morreram desde o inicio do furacão, que passou também pelas Carolinas do Norte e do Sul. Agora, o Michael se distancia do território americano.

Na manhã desta sexta-feira, a tempestade de rápida movimentação estava a cerca de 105 quilômetros a nordeste de Norfolk, na Virgínia, com ventos máximos sustentados de 95 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

O Michael entrou em terra firme como um furacão de categoria 4, na tarde de quarta-feira (10), perto de Mexico Beach, no norte do estado da Flórida, e de lá seguiu para Alabama e Geórgia e depois para as Carolinas e para a Virgínia, em direção ao Oceano Atlântico.

Fotos e vídeos de Mexico Beach, que tem cerca de cerca de mil habitantes, mostravam o rastro de destruição, com casas flutuando no meio de ruas inundadas, algumas totalmente destruídas após terem perdido o teto.

Justiça suspende adoção de placas de veículos do Mercosul

A decisão atende a pedido da Associação das Empresas Fabricantes e Lacradoras de Placas Automotivas do Estado de Santa Catarina.

A desembargadora Daniele Maranhão da Costa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, suspendeu, em decisão liminar, a adoção das novas placas de identificação dos veículos brasileiros no padrão dos países do Mercosul. As novas placas seriam implementadas no Brasil até 1º de dezembro. As informações são da Agência Brasil.

A decisão atende a pedido da Associação das Empresas Fabricantes e Lacradoras de Placas Automotivas do Estado de Santa Catarina.

Na decisão, a desembargadora argumenta que as resoluções nº 729/18 e 733/18 do Conatran (Conselho Nacional de Trânsito) atribuem competência ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para fazer o credenciamento de empresas fabricantes e estampadoras de placas. Entretanto, diz a desembargadora, a atribuição é conferida aos Detrans (Departamentos de Trânsito) dos estados.

Para a desembargadora, a União não traz nenhum argumento que legitime a transferência de atribuição quanto ao credenciamento, embora traga como justificativa a necessidade de solucionar problema relacionado ao monopólio no setor. "Entretanto, sem adentrar na pertinência dessas afirmações, o fato é que não pode, a despeito de solucionar um problema, criar outro, abstraindo da previsão expressa em lei que diz ser dos Detrans a competência para a atividade de credenciamento", diz na decisão.

Além disso, a desembargadora ressalta que a União não criou o sistema de consultas e de intercâmbio de informações de veículos em circulação no Mercosul. Na decisão, a desembargadora diz que a União reconhece que o sistema não foi implementado no Brasil e "sua defesa se restringe a reduzir a importância da providência".

A desembargadora cita a argumentação da União de que informação da área técnica do Denatran considera não ser um impeditivo para adoção das novas placas a criação do sistema. Isso porque seriam necessárias apenas adaptações ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), sistema já existente e em pleno funcionamento.

"Ora, não é o Denatran ou o Judiciário ou a agravante [quem entrou com a ação na Justiça] que definem a importância da criação do sistema integrador, mas é uma condicionante que vem expressa no próprio tratado [do Mercosul]", destaca a desembargadora. Ela acrescenta que é "impensável a adoção de um novo modelo de placas automotivas, que com certeza vai gerar gastos ao usuário, sem a contrapartida da implementação do sistema de informação integrado, sob pena de inverter indevidamente a ordem das coisas, pois a mudança do modelo visa a viabilizar a integração das informações com vistas à maior segurança e integração entre os países signatários do tratado".

Em maio deste ano, a resolução do Conselho Nacional de Trânsito que regulamenta a produção das placas foi publicada no "Diário Oficial da União". Por essa resolução, as novas placas deverão ser implementadas no Brasil até 1º de dezembro deste ano em veículos a serem registrados, que estejam em processo de transferência de município ou propriedade ou quando houver a necessidade de substituição das placas.

Turquia diz ter gravação que comprova assassinato de jornalista

Khashoggi, jornalista crítico do regime saudita e colaborador do jornal Washington Post, não é visto desde que entrou no consulado, no dia 2 de outubro.

A Turquia disse nesta sexta-feira (12) ter obtido gravações de áudio e de vídeo que mostram que o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi torturado e assassinado dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul. 

Khashoggi, jornalista crítico do regime saudita e colaborador do jornal Washington Post, não é visto desde que entrou no consulado, no dia 2 de outubro. Riad diz que o jornalista deixou o prédio, embora não tenha fornecido provas. 

Uma fonte citada pelo Post diz que é possível ouvir homens espancando Khashoggi e que a gravação evidencia que ele foi morto e esquartejado.

"Você pode ouvir a voz dele e a voz de homens falando árabe", disse outra fonte ao jornal. "Você pode ouvir como ele foi interrogado, torturado e então assassinado." 

O Post questiona ainda sobre se os EUA souberam de antemão sobre a operação, mas não alertaram o jornalista. Segundo uma diretiva de 2015, agências de inteligência têm o "dever de alerta" pessoas que corram risco de sequestro, ferimentos graves ou morte. 

Nesta sexta,  uma delegação saudita chegou à Turquia para se reunir com autoridades turcas em razão da investigação sobre o desaparecimento do jornalista.

De acordo com a agência estatal Anadolu, a delegação deve se reunir com as autoridades turcas durante o fim de semana.

Ibrahim Kalin, porta-voz da Presidência turca, anunciou na noite de quinta-feira a formação de um grupo de trabalho turco-saudita para tentar esclarecer o desaparecimento do jornalista. 

Na quinta-feira, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA enviaram investigadores à Turquia para ajudar na investigação, mas a Turquia negou a informação.

Como Khashoggi não é cidadão americano, o FBI não teria como influenciar nas investigações a menos que houvesse um convite turco, afirmou o The New York Times. 

Uma cúpula econômica prevista para 23 de outubro em Riad está prestes a se tornar um fiasco. 

Em retaliação ao sumiço do jornalista, a revista The Economist, os jornais The New York Times e Financial Times, a media on-line Huffington Post e os canais CNN e CNBC cancelaram sua ida à conferência Future Investment Initiative . 

Várias empresas também se retiraram até que a situação do jornalista se esclareça ou mesmo incondicionalmente. Os CEOs da Viacom, Bob Bakish, e da Uber, Dara Khosrowshahi, confirmaram que não irão. 

"Estou muito perturbada com os relatos até agora sobre Jamal Khashoggi", afirmou Khosrowshahi em nota. "Estamos acompanhando a situação de perto e a menos que fatos substancialmente diferentes apareçam, não irei à conferência em Riad."

O fundo soberano saudita é um grande investidor na Uber.

"Seu tratamento brutal de críticos até mesmo brandos está ofuscando políticas mais admiráveis, como restringir a polícia religiosa, deixar mulheres dirigirem e permitir que mulheres trabalhem", afirmou o editor-chefe da Economist, Zanny Minton Beddoes, que não vai mais à cúpula.

 "Enquanto seu regime começa a se parecer com ditaduras nacionalistas árabes -liberais socialmente, mas centralizadas, paranoicas e construídas em cima do medo- sua promessa de uma nova e tolerante Arábia Saudita está ficando para trás."

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, disse que também não irá ao encontro.

O empresário Richard Branson, da Virgin, suspendeu a negociação sobre o aporte saudita de US$ 1 bilhão para um projeto espacial.

Já o secretário do Tesouro americano, Steve Mnuchin, e os principais bancos de Wall Street mantiveram sua participação no encontro. 

Papa aceita renúncia de arcebispo acusado de proteger pedófilos

Wuerl havia anunciado em setembro sua intenção de apresentar sua renúncia ao pontífice.

O papa Francisco aceitou nesta sexta-feira (12) o pedido de demissão do cardeal americano Donald Wuerl de seu cargo de arcebispo de Washington, após ser acusado de acobertar padres pedófilos, afirma um comunicado do Vaticano.
Wuerl havia anunciado em setembro sua intenção de apresentar sua renúncia ao pontífice.
Ele foi citado em um relatório que revelou um escândalo de abusos sexuais de padres contra crianças.
O documento, feito pelo júri da Pensilvânia (estado onde fica Pittsburgh), não acusou o religioso de abuso, mas afirmou que ele não tomou as medidas necessárias para conter os ataques e não fez o suficiente para proteger as crianças.
Antes de ser arcebispo de Washington, Wuerl foi bispo de Pittsburgh entre 1988 e 2006. Ele é um dos nomes mais importantes da Igreja citados no relatório e houve pressão por sua renúncia. 
Divulgado no dia 14 de agosto,  o relatório do júri foi baseado em uma investigação de dois anos feita ne Pensilvânia que mostrou que mais de mil crianças foram abusadas por cerca de 300 clérigos em um período de 70 anos. Estima-se que o número de vítimas pode ser ainda maior. 
O relatório de 900 páginas menciona Wuerl nominalmente mais de 200 vezes e contesta a imagem que o cardeal vem procurando projetar, de líder que sempre se posicionou em defesa das vítimas. 
O texto diz que Wuerl avisou o Vaticano, em 1989, que diversos padres tinham sido acusados de abusar de crianças, mas nos anos seguintes ele autorizou que alguns deles fossem enviados a outras paróquias ou se aposentassem e não avisou as autoridades. 
Em um dos casos, o cardeal ajudou um dos padres acusados a conseguir um empréstimo, ficando pessoalmente responsável por pagar a conta caso algo desse errado. 
No fim de agosto, a diocese de Pittsburgh removeu o nome de Wuerl de uma escola local.

11 de outubro de 2018

Furacão Michael é rebaixado a tempestade tropical após devastar Flórida

O olho do Michael entrou em terra firme por volta das 14h (horário de Brasília) da quarta-feira como um furacão de categoria 4 na escala de Saffir-Simpson (que vai de 1 a 5).

Rebaixado para tempestade tropical, mas com fortes ventos e chuvas, o furacão Michael se dirige à Carolina do Sul após provocar pelo menos duas mortes e deixar um rastro de destruição na Flórida e na Geórgia.

O Michael, que tocou a terra como um furacão de categoria 4, foi a tempestade mais violenta a atingir a Flórida em 80 anos. Sua força diminuiu no caminho para a Geórgia, apesar de ainda provocar fortes chuvas e ventos.

Às 9h (horário de Brasília), a tempestade estava a 65 km da Carolina do Sul e os ventos atingiam 85 km/h,  de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC).

Na Flórida, um homem morreu após uma árvore caiu sobre sua casa. A segunda morte ocorreu na Geórgia, quando uma garota foi soterrada por destroços.

Mais de 700 mil residências e comércios estavam sem energia nos estados da Flórida, Alabama e Geórgia nesta manhã.

O olho do Michael entrou em terra firme perto de Mexico Beach, uma localidade a cerca de 30 km ao sudeste de Panama City, por volta das 14h (horário de Brasília) da quarta-feira como um furacão de categoria 4 na escala de Saffir-Simpson (que vai de 1 a 5), informou o Centro Nacional de Furacões. À 1h de quinta em Brasília, o fenômeno foi rebaixado para tempestade tropical. 

Foto: Divulgação/NASA

Fotos e vídeos de Mexico Beach, uma comunidade de cerca de mil habitantes, mostravam cenas de devastação absoluta. As casas pareciam flutuar no meio de ruas inundadas, algumas totalmente destruídas após terem perdido o teto.

"Minha casa em Mexico Beach está debaixo d'água", disse Loren Beltrán, uma contadora de 38 anos, depois de ver imagens de seu bairro. "Perdi tudo de material, mas graças a Deus estamos bem".

Ela e seu filho de três anos se refugiaram em outra casa, onde o panorama não era, no entanto, muito animador.

Panama City parecia uma área de guerra depois de ter sido atingida durante mais de três horas por fortes ventos e uma chuva intensa que caía horizontalmente. As ruas eram intransitáveis e havia antenas, tetos, árvores e semáforos espalhados por todos os lados.

O governador da Flórida, Rick Scott, havia anunciado que o furacão seria "a tempestade mais destrutiva a atingir o 'panhandle' da Flórida em um século". O "panhandle" é como se conhece em inglês esta faixa de terra na costa do Golfo do México.

Ao informar o presidente Donald Trump na Casa Branca, o diretor da Agência Federal de Emergências (FEMA), Brock Long, disse que o Michael foi o furacão mais intenso a afetar a região noroeste da Flórida desde 1851.

Em um comício na Pensilvânia na quarta-feira, Trump disse que seus "pensamentos e orações" estavam com os afetados pela tragédia e prometeu viajar à Flórida "em breve".

 "Infelizmente, esta é uma situação histórica, incrivelmente perigosa e de risco de vida", disse Ken Graham, diretor do NHC.

O general Terrence O'Shaughnessy, comandante do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte, disse que a rapidez com que a tempestade se formou e cresceu pegou os moradores desprevenidos.

07 de outubro de 2018

Alta de eleitores brasileiros nos EUA leva à chamada de mais voluntários

Há seções eleitorais em 19 cidades para receber 160 mil pessoas

O aumento de  41% no número do eleitorado brasileiro no exterior, registrando 500.727 pessoas, em comparação às eleições de  2014, fez com que as autoridades diplomáticas convocassem mais voluntários para o trabalho hoje (7), sobretudo, nos Estados Unidos. Somente em cidades norte-americanas, a previsão é que 160 mil brasileiros compareçam às urnas.

Os consulados brasileiros recrutaram voluntários e pediram apoio a organização não governamentais. As seções eleitorais nos Estados Unidos foram instaladas em 19 cidades norte-americanas. O consulado de Boston, em Massachusetts, fez campanha para conseguir a quantidade necessária de mesários. 

As cidades de Boston e Miami são as que reúnem mais eleitores fora do Brasil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ambas com 35.044 e 34.356 brasileiros aptos a votar, respectivamente. Nas últimas três décadas, o número de brasileiros residentes no exterior dispostos a votar só aumenta e já registra elevação de 2.707%. Para as eleições de hoje, estão inscritos 500.727 eleitores em 125 países para votar em mais de 171 cidades e em 33 localidades em que o Brasil não tem representações diplomáticas, segundo o TSE.

Foto: Reprodução/ Leandra Felipe/Agência Brasil

Boston

A coordenadora-geral eleitoral do Consulado-Geral do Brasil em Boston, Inês Soares, disse à Agência Brasil que este ano, 250 voluntários trabalham em cinco locais de votação: quatro na região de Boston e um em New Hampshire.

Inês Soares afirmou que o consulado fez um grande esforço para conseguir "recrutar" voluntários, além de ter apoio de algumas organização não governamentais brasileiras na região para conseguir chegar ao número de voluntários necessários. 

"Fizemos campanha nas redes sociais e nas rádios locais, que são o maior meio de comunicação da comunidade brasileira em Massachusetts, a embaixadora Glivânia Oliveira, fez um apelo pedindo que as pessoas participassem”, conta Inês. 

"Um mesário no exterior não tem obrigação de vir trabalhar nem ganha folga no trabalho como no Brasil. Por isso, a adesão das pessoas que se voluntariaram foi mesmo pelo desejo cívico de colaborar", ressaltou. 

Nova dinâmica

Segundo Inês Soares, a dinâmica da votação este ano – em cinco locais – exigiu um número maior de pessoas trabalhando. A decisão de dividir os locais de votação também visa a melhorar o acesso de brasileiros, que, em 2014, tiveram apenas um local para o pleito. 

"Aqui há vários brasileiros sem documentação e muitos não têm carteira de motorista do estado e teriam que dirigir ou vir de trem para votar, sendo que muitos não dominam o inglês", disse. “Procuramos atender a comunidade segundo suas necessidades, que no caso era facilitar o acesso ao local de votação.” 

Apoio

A brasileira Josiane Carolino vive em Atlanta há 8 anos e este ano decidiu trabalhar como mesária voluntária. Ela disse à Agência Brasil que é a primeira experiência de sua vida trabalhando em uma eleição. "Senti o desejo de ajudar de alguma forma de contribuir com meu país." 

"Decidi participar, quando estava em uma reunião da comunidade brasileira, e o consulado disse que precisava de mesários voluntários. Então decidi ajudar", conta Josiane, que é diretora de um campus de uma faculdade na região de Atlanta. 

O Consulado de Atlanta concentra brasileiros que vivem em cinco estados. Além da Geórgia, Alabama, Mississippi, South Carolina e Tennessee. Ontem (6), em grupos no Facebook, brasileiros dessas regiões compartilhavam informações sobre a votação. Alguns organizaram caravanas para Atlanta somente para votar. 

05 de outubro de 2018

Meghan e Harry finalmente se mudam para a própria casa

O duque e a duquesa de Sussex vão morar em uma residência fixa no Palácio de Kensington e a obra do lugar custou 1,4 milhão de libras.

Harry e Meghan, duque e duquesa de Sussex, podem finalmente se mudar para uma casa fixa no Palácio de Kensington, depois de aguardar uma longa reforma.
Segundo o jornal inglês Daily Mirror, os construtores terminaram a obra de 1,4 milhão de libras (R$ 7 milhões) do apartamento 1, que fica no lado oeste do palácio. Foram feitos reparos no teto, e as janelas dos 21 cômodos foram trocadas. O andaime que protegeu o edifício durante toda a reforma foi removido. 
O casal será vizinho de porta do duque e da duquesa de Cambridge, Kate e William, que moram no apartamento 1A . Com a casa cercada de área verde, não vai faltar espaço ainda para os dois cachorros do casal. Guy, o velho amigo de Meghan, e Oz, o labrador que eles compraram, recentemente.
Desde que ficaram noivos, em novembro do ano passado, Harry e Meghan moravam na casa de um padrinho de Harry. Foi neste chalé que Harry pediu a namorada em casamento, durante um jantar regado à frango assado. 


Foto: Divulgação/Família Real Britânica

Com planos de morar em lugar maior, o casal ficou empolgado quando Richard, duque de Gloucester, e primo da rainha Elizabeth, ofereceu uma das casas a Harry. Os Gloucesters se mudaram para um apartamento deixado vago por um ex-secretário da rainha, que saiu do palácio após 46 anos.
A rotina do casal deve mudar bastante, já que agora eles vão contar com uma equipe de empregados. Meghan imprimiu seu estilo à casa de campo com mantas de caxemira, velas perfumadas e flores frescas. O casal, que acompanhou a reforma de perto, ainda espera dar mais toques pessoais ao edifício. 
Meghan percorreu um longo caminho desde sua casa de infância na Califórnia. Ela morou com a mãe, Doria, em um apartamento no segundo andar no coração de Los Angeles.
Sua nova casa pertenceu ao primeiro duque de Sussex, o príncipe Augusto Frederico, sexto filho e nono filho de Jorge 3º. O edifício foi dividido em dois apartamentos em 1955, quando a princesa Marina, duquesa de Kent, mudou-se com seus filhos, criando apartamentos 1 e 1A.

Quantidade de brasileiros barrados em Portugal cresce 24% em 2018

Os brasileiros representam hoje 74% de todos os barrados em Portugal.

A quantidade de pessoas barradas ainda no aeroporto em Portugal disparou em 2018: uma alta de 74% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os brasileiros são a nacionalidade mais afetada. Apenas nos primeiros oito meses do ano, o número de entradas recusadas já supera com folga a de 2017 inteiro.

Até 31 de agosto, 1.655 cidadãos do Brasil foram impedidos de entrar em território luso, o que representa um aumento de 23,8% em relação ao total do ano anterior, que já havia sido de alta. Isso significa que mais de seis brasileiros são mandados de volta todos os dias.

Os números são do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo jornal português Expresso, que dedicou uma longa reportagem sobre o assunto.

As autoridades migratórias admitem que uma das principais razões para o endurecimento dos critérios na chegada aos aeroportos tem a ver com a entrada em vigor de regras que facilitam a legalização de imigrantes em situação irregular.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

"Desde que foi aprovado o novo diploma [facilitando a legalização], se sente uma maior pressão migratória no aeroporto. Houve um evidente efeito-chamada", diz Sérgio Henriques, diretor de Fronteiras de Lisboa, em declaração ao Expresso.

Além de questões objetivas, como a ausência de reserva em hotéis ou da falta da quantia mínima de 40 euros (cerca de R$ 178) por dia de viagem, há outros critérios que despertam a atenção dos inspetores na fiscalização de fronteiras.

Homens casados que vão para a Europa pela primeira vez, mas sem levar a família junto para as férias, casais com filhos que viajam em pleno ano letivo e até grupos com malas muito pesadas são possíveis sinais de alerta dos agentes do SEF.

Os brasileiros representam hoje 74% de todos os barrados em Portugal. Os angolanos aparecem em um distante segundo lugar, seguidos por paraguaios, marroquinos e venezuelanos.

Após atingir o mínimo histórico em 2013, com 299 "barrados" a quantidade de brasileiros com entrada recusada em Portugal não para de subir. Em 2017, 1.336 pessoas foram impedidas de entrar no país.

Após um período de declínio migratório no início desta década, que coincidiu com a crise econômica e das políticas de austeridade em Portugal, o interesse dos brasileiros pela antiga metrópole voltou a subir.

Depois de seis anos em queda, o número de brasileiros com visto de residência em Portugal voltou a aumentar em 2017. Embora os dados do SEF indiquem alta de 5,1% no total de brasileiros vivendo no país, estes números são subestimados.

A contabilidade de brasileiros, da forma como é feita pelas estatísticas portuguesas, não inclui aqueles que têm dupla nacionalidade (portuguesa ou de outro país da União Europeia), e, evidentemente, aqueles em situação irregular.

03 de outubro de 2018

Após denúncias de abusos, papa busca engajamento dos jovens padres

Apesar da polêmica envolvendo religiosos católicos, o papa pediu para que todos mantenham a esperança e a fé.

Em meio a escândalos sexuais envolvendo bispos e padres em vários países, o papa Francisco apelou hoje (3) à consciência, ao amor ao próximo e à devoção a Deus para pedir o engajamento dos jovens que ingressam na vida religiosa. O pedido foi feito na abertura da XV Assembleia Geral do Sínodo, no Vaticano.

Francisco recomentou que, por meio da fé, as pessoas busquem ouvir a voz de Deus para entender o “clamor do povo”. Também disse que é preciso buscar proteção para vencer as tentações. “Esta atitude defende-nos da tentação de cair em posições moralistas ou elitistas, bem como da atração por ideologias abstratas que nunca correspondem à realidade do nosso povo.”

Foto: reprodução/Fotos Públicas

Antes, ele recomendou que o clima de pessimismo não predomine. A íntegra das palavras do papa pode ser acessada no site do Vaticano.

Francisco orientou sobre a fé que deve guiar atos e caminhos. “Ardor e paixão evangélica que geram o ardor e a paixão por Jesus. Memória que possa despertar e renovar em nós a capacidade de sonhar e esperar porque sabemos que os nossos jovens serão capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou já idosos, formos capazes de sonhar e assim contagiar e partilhar os sonhos e as esperanças que trazemos no coração.”

Apesar das denúncias de abusos e violência sexual, envolvendo religiosos católicos, crianças e adolescentes em vários países, o papa pediu para que todos mantenham a esperança e a fé.

02 de outubro de 2018

EUA ameaçam atacar russos se tornarem míssil proibido operacional

A ameaça deve ser lida como mais um movimento para colocar pressão sobre Moscou.

Os Estados Unidos ameaçaram militarmente a Rússia caso Moscou torne operacional um novo modelo de míssil com capacidade de carregar ogivas nucleares.

A inusual ameaça, bravata ou não, foi feita pela embaixadora americana junto à Otan (aliança militar ocidental) nesta terça (2). Se o sistema ficar operacional, disse Kay Bailey Hutchinson, "os EUA então examinar a capacidade de anular um míssil que possa atingir algum de nossos países".

Ela se referia a um novo míssil de cruzeiro desenvolvido pela Rússia, o 9M729. O governo americano afirma que a arma fere o Tratado de Forças Nucleares Intermediárias, um dos mais importantes para colocar o fim da Guerra Fria.

O tratado, de 1987, baniu todos os mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km. Esse tipo de míssil viaja a velocidades subsônicas e de forma "inteligente", desviando de obstáculos e muito próximo do solo, o que o torna difícil de ser detectado por defesas inimigas.

"Contra-medidas [americanas] seriam eliminar os mísseis que estão sendo desenvolvidos em violação ao tratado. Eles estão avisados", disse ela, emulando a agressividade dos comunicados de seu chefe, o presidente Donald Trump.

Como ninguém espera que Washington resolva bombardear posições de lançamento de mísseis russos sem provocar a Terceira Guerra Mundial com isso, a ameaça deve ser lida como mais um movimento para colocar pressão sobre Moscou. Com isso, Trump afaga a Otan, a quem já chamou de obsoleta e de quem cobra maior participação na composição orçamentária da defesa europeia.

Nesta quarta (3) haverá uma reunião de cúpula dos ministros responsáveis pela defesa dos 28 países integrantes da Otan. A Rússia, que sempre negou que seu míssil infrinja o acordo de 1987, não fez nenhum comentário sobre a fala da embaixadora, ocorrida a repórteres em Bruxelas.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança considera que o governo de Vladimir Putin não deu garantias de que seu novo míssil não tem as capacidades temidas.

O tratado de 1987 olhava para um teatro de operações europeus em caso de guerra entre o Ocidente e a então União Soviética. Eliminou assim 800 ogivas americanos e 1.800 soviéticas até 1991.

A questão toda é que o texto proíbe versões terrestres. Os russos já testaram a nova arma lançada de navios e aviões, tecnicamente respeitando o tratado. Ele tem 2.000 km de alcance e, segundo reportagem do The New York Times no ano passado, já tem dois batalhões operacionais –que poderiam usar lançadores usado pelo míssil balístico Iskander, que é permitido, para enganar os europeus.

01 de outubro de 2018

Vítimas de terremoto na Indonésia são enterradas em vala gigantesca

Segundo novo balanço da agência de gestão de desastres, são 844 mortos e 48 mil deslocados.

 Voluntários escavaram nesta segunda-feira (1º) uma enorme vala comum para enterrar centenas de vítimas do terremoto seguido de tsunami que atingiu a ilha de Sulawesi, na Indonésia, na sexta-feira (28), enquanto os socorristas tentam resgatar mais sobreviventes dos escombros.

Inicialmente, as autoridades agruparam os corpos em necrotérios improvisados para poder identificá-los, mas, diante do risco sanitário, decidiram realizar enterros massivos.

Segundo novo balanço da agência de gestão de desastres, são 844 mortos e 48 mil deslocados -mas os números podem ser muito mais altos, pois grande parte da região afetada continua inacessível.

O Itamaraty informou no sábado (29) que não há registro de brasileiros vitimados pelo desastre. Cinco estrangeiros -três franceses, um sul-coreano e um malaio- estão entre os desaparecidos.

Nas colinas que rodeiam a cidade de Palu, onde ocorreu a maioria das mortes até o momento, voluntários começaram a enterrar as vítimas em uma gigantesca vala comum, com capacidade para 1.300 corpos.

Três caminhões carregados de corpos chegaram ao local, constatou um jornalista da agência de notícias AFP. Um a um, foram colocados na vala e recobertos de terra.

Centenas de pessoas estavam reunidas para um festival na praia na cidade de Palu, na sexta, quando ondas de até seis metros de altura atingiram a costa no início da noite, destruindo tudo em seu caminho, depois de um terremoto de magnitude 7,5.

Cerca de 191 mil pessoas precisam de ajuda humanitária, calculou a ONU nesta segunda. Entre eles, estão 46 mil crianças e 14 mil idosos, bem como a população que vive longe dos centros urbanos, mais vulneráveis, afirmou o OCHA (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários).

O governo da Indonésia pediu ajuda internacional. Dezenas de agências humanitárias e ONGs ofereceram ajuda ao país, mas o envio de material à região é muito complicado: estradas estão bloqueadas e os aeroportos muito danificados.

O presidente do país, Joko Widodo, declarou estado de emergência de 14 dias.

No momento do terremoto, havia 71 estrangeiros em Palu. Eles estão sendo repatriados, afirmou um porta-voz do governo.

​A Indonésia costuma sofrer com terremotos. Em agosto, uma série de sismos matou quase 500 pessoas na ilha turística de Lombok.

Segundo a BNPB, Palu foi atingida por tsunamis nos anos de 1927 e 1968.

Um tremor de magnitude 9,1 em 2004 próximo da costa do país causou o tsunami que deixou mais de 220 mil mortos na região.

Trump diz que Brasil trata empresas americanas injustamente

Para Trump, o problema é que nenhum presidente americano anterior tentou negociar as relações comerciais com o Brasil.

O presidente americano, Donald Trump, acusou, nesta segunda-feira (1º), o Brasil de ser um dos mais difíceis do mundo para ter relações comerciais e disse que a forma como as empresas americanas são tratadas no país é injusta.

"É uma beleza, eles cobram de nós o que querem. Se você perguntar a algumas das empresas, elas dizem que o Brasil está entre os mais difíceis do mundo, talvez o mais difícil do mundo. Nós não ligamos para eles e dizemos: 'ei, vocês estão tratando nossas empresas injustamente, vocês estão tratando nosso país injustamente'".


O presidente Donald Trump (Foto: Divulgação)


Para Trump, o problema é que nenhum presidente americano anterior tentou negociar as relações comerciais com o Brasil. As declarações foram feitas após um jornalista questionar o republicano sobre as relações comerciais com a Índia, também acusada de cobrar, segundo Trump, enormes tarifas.

"A Índia cobra de nós tarifas tremendas. Quando enviamos Harley-Davidson, motocicletas, eles cobram elevadas tarifas. E eu falei com o primeiro-ministro Modi, ele vai reduzi-las, substancialmente", afirmou. 

O republicano convocou a imprensa para comentar a decisão do Canadá de embarcar no acordo comercial que os Estados Unidos já haviam negociado com o México.

Havia um prazo, que terminava à meia-noite de domingo (30), para que os governos canadense e americano chegassem a um consenso sobre os termos do pacto renegociado.

O novo compromisso deve facilitar o acesso dos EUA a laticínios canadenses em termos semelhantes ao da Parceria Transpacífico, acordo comercial que Trump rejeitou ao assumir a presidência. Já o Canadá deve ter sua indústria automobilística protegida com a queda de tarifas impostas pelos EUA.

Irã lança mísseis contra 'terroristas' na Síria em resposta a atentado

Segundo a Guarda Revolucionária, seis mísseis balísticos foram lançados do oeste do Irã, atingindo o alvo a 570 km de distância.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou nesta segunda-feira (1) um ataque com mísseis balísticos a um "quartel-general de terroristas" na Síria, em represália contra o atentado de 22 de setembro contra a cidade iraniana de Ahvaz, completando que se trata de "um pequeno golpe" antes do "verdadeiro castigo".

"O quartel-general dos responsáveis pelo crime terrorista de Ahvaz foi atacado há alguns minutos ao leste do Eufrates por vários mísseis balísticos disparados pelo braço aeroespacial da Guarda Revolucionária", afirmou a unidade de elite da República Islâmica em seu portal oficial.

"De acordo com as primeiras informações, vários terroristas takfiri e líderes do crime terrorista de Ahvaz foram mortos ou feridos no ataque com mísseis", completa a nota da Guarda Revolucionária, 

As autoridades iranianas usam o termo "takfiri" para fazer referência aos jihadistas sunitas. Deriva da palavra árabe "takfir" (anátema), uma acusação feita por estes extremistas como justificativa para a violência contra os que consideram ímpios. 

O ataque foi na cidade de Bukamal, no sudeste sírio, perto da fronteira com o Iraque.

Segundo a Guarda Revolucionária, seis mísseis balísticos foram lançados do oeste do Irã, atingindo o alvo a 570 km de distância. Após os mísseis, "sete drones militares" bombardearam o local, afirma a nota.

Em 22 de setembro, 25 pessoas morreram quando cinco criminosos abriram fogo contra uma parada militar em Ahvaz, no sudoeste do Irã. 

O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), contra o qual o Irã atua na Síria em aliança com as autoridades de Damasco. 

No dia do ataque, o presidente iraniano, Hassan Rohani, prometeu uma resposta "terrível". Junto com a Rússia, o Irã é um dos principais aliados do presidente sírio Bashar al-Asad. 

30 de setembro de 2018

Brasil avança, mas tem desafio para cumprir meta de emissão de carbono

Compromissos do Acordo de Paris começam a ser cobrados em 2020

A menos de dois anos do prazo para iniciar o cumprimento das metas assumidas no chamado Acordo de Paris para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, e em meio a um cenário de incerteza eleitoral, o Brasil vive o desafio de conter o desmatamento, adaptar o modelo de produção econômica, readequar a infraestrutura urbana e gerar energia limpa para diminuir a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera.

Cada nação estabeleceu ainda um compromisso diferente de redução das emissões de carbono com metodologias variadas de acordo com sua realidade. No caso do Brasil, a meta ratificada pelo governo, conhecida como Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, da sigla em inglês), prevê que até 2025 as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas a 37% em relação a 2005, ano em que o país emitiu aproximadamente 2,1 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2). Para 2030, a meta é que a redução seja de 43%.

O Ministério do Meio Ambiente informou que as emissões líquidas de gás carbônico foram reduzidas em 2,6 bilhões de toneladas entre 2016 e 2017 no país. O volume de redução foi alcançado, segundo a pasta, considerando as remoções de gás carbônico da atmosfera pelo processo de fotossíntese nas áreas de florestas preservadas, como terras indígenas e unidades de conservação.

Considerando essa compensação entre emissões e o estoque de gás carbônico nas áreas florestais, o país já teria atingido a meta de reduzir em 1,2 bilhão de toneladas para o ano de 2020. Mas especialistas alertam que, em valores absolutos, o país ainda não atingiu as meta firmada em âmbito internacional, que seria de cerca de 1,3 bilhão de toneladas de CO2.

Levantamento do Observatório do Clima mostra que as emissões absolutas de gases de efeito estufa no Brasil alcançaram 2,27 bilhões de toneladas em 2016, o que representa aumento de 9% em relação ao ano anterior e de 32% em relação a 1990. Mais da metade da emissão do gás carbônico equivalente ainda provém do desmatamento da Amazônia e do Cerrado.

29 de setembro de 2018

Terremoto seguido de tsunami deixa centenas de mortos na Indonésia

O maior dos tremores teve magnitude 7,5 e ocorreu a uma profundidade de 10 km, com epicentro a 35 km da cidade de Dongalla.

Já passa de 380 o número de mortos na Indonésia após uma sequência de dois terremotos, seguido de tsunami, atingir a região da ilha de Sulawesi nesta sexta-feira (28). A informação da agência de gestão de desastres do país foi divulgada pelas agências de notícias na madrugada deste sábado (29).

Os fenômenos climáticos, que também destruíram muitas casas e edifícios, deixaram centenas de feridos que estão sendo atendidos em hospitais próximos. A maioria dos mortos e feridos foi registrada na cidade de Palu.

"Informações iniciais dão conta de que vítimas morreram quando um prédio veio abaixo", disse o porta-voz da agência de resposta a desastres do país, Sutopo Purwo Nugroho, que afirmou que os impactos dos tremores e do tsunami ainda estão sendo calculados. "Nós aconselhamos as pessoas a permanecerem nas áreas seguras, longe de prédios danificados", completou.   

O maior dos tremores teve magnitude 7,5 e ocorreu a uma profundidade de 10 km, com epicentro a 35 km da cidade de Dongalla. Ele causou o tsunami com ondas de até dois metros que atingiram Palu. Segundo as autoridades, não há previsão de novas ondas gigantes.

Pouco antes, um tremor de magnitude 6,1 já tinha atingido a mesma região. Não há informações exatas ainda da destruição causada na região -cerca de 600 mil pessoas vivem em Palu e Dongalla, as mais atingidas. 

A Indonésia costuma sofrer com terremotos e um tremor de magnitude 9,1 em 2004 próximo da costa do país causou o tsunami que deixou mais de 220 mil mortos na região.





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