• SOS Unimed
  • Novo app Jornal O Dia

Notícias Mundo

24 de setembro de 2019

Câmara anuncia abertura de processo de impeachment contra Trump

Câmara anuncia abertura de processo de impeachment contra Trump

Em um telefonema em julho, o republicano teria pressionado o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, para que este investigasse o filho de um de seus principais adversários, Joe Biden.

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, anunciou nesta terça-feira (24) a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump

Em um telefonema em julho, o republicano teria pressionado o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, para que este investigasse o filho de um de seus principais adversários, Joe Biden. É por este caso que ele deverá ser investigado. 

"Isto é uma quebra da Constituição americana", afirmou Pelosi ao anunciar a abertura do processo.

Biden atualmente lidera a disputa democrata pela vaga de candidato a presidente em 2020, provavelmente para enfrentar o próprio Trump.

Pouco antes da conversa, Trump cancelou uma ajuda de cerca de US$ 400 milhões para a Ucrânia. A oposição afirma que o republicano usou a verba para pressionar Zelenski a investigar o filho de Biden, o que a Casa Branca nega. 

Na ocasião, o presidente americano teria pedido que o ucraniano trabalhasse com seu advogado pessoal, o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, na investigação contra o adversário.

Giuliani se encontrou nesta terça com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, após o discurso deste na Assembleia Geral da ONU. Na saída, ele comentou o caso e atacou os democratas. 

"Eles são um bando de enganadores políticos. Tudo o que eles estão fazendo é torná-lo [Trump] mais popular. E o que eles estão fazendo é destruindo a si próprios", afirmou Giuliani.

"A Câmara não é uma instituição séria. A Câmara existe para fazer o que puder para derrotar o presidente Trump, incluindo mentir consistentemente", completou ele.

O início do processo permite aos deputados investigarem Trump, mas não significa que ele terá que deixar o cargo.

Cabe a Câmara aceitar ou não o processo por maioria simples, o equivalente a 218 deputados caso todos os 435 estejam presentes. Segundo o jornal The New York Times, 172 (171 democratas e 1 independente) já se declararam a favor da medida.

O julgamento em si, porém, é feito no Senado, onde dois terços dos 100 senadores precisam aprovar a medida. Apenas se isso acontecer é que Trump deixaria o cargo.

O contato entre o americano e o presidente ucraniano foi revelado pela imprensa americana ao longo dos últimos dias e fez aumentar a pressão para que Pelosi desse início aos procedimentos de impeachment contra o republicano.

Muitos democratas já vinham sugerindo, em público e em particular, que as evidências recentes indicavam a pressão de Trump sobre o governo ucraniano, e acusavam sua tentativa de obstruir o acesso do Congresso a mais informações.

Um agente de inteligência que ouviu a conversa de Trump com o líder ucraniano —um procedimento padrão nos EUA— teria alertado as autoridades que o presidente teria colocado em perigo a segurança nacional.

O Congresso também foi automaticamente avisado do problema, mas não recebeu detalhes. Os democratas acusam a Casa Branca de esconder as informações para proteger Trump.

Com isso, os deputados fizeram duas requisições ao governo: que liberasse a transcrição das conversas do presidente com Zelenski —o Senado fez um pedido semelhante— e que permitisse que o agente que ouviu a ligação testemunhasse sobre o caso (ele ainda não teve o nome divulgado).

Nesta terça, o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, afirmou que o agente concordou em testemunhar.

Apesar de diversas alas democratas defenderem a abertura do processo, Pelosi se recusava a dar início a medida. Ela afirmava que um processo poderia aumentar a polarização e influenciar as eleições de novembro de 2020.

Além disso, a deputada afirmava que as chances do impeachment ser aprovado no Senado é baixa, já que a Casa tem maioria republicana —os democratas tem maioria na Câmara.

Segundo o Washington Post, Pelosi mudou de ideia e agora deve anunciar a criação de uma comissão especial para investigar Trump, semelhante à que foi criada em 1973 para investigar o então presidente Richard Nixon pelo escândalo de Watergate.

Nixon acabou renunciando ao cargo antes da Câmara concluir o processo.

Em toda a história americana, apenas duas vezes os deputados autorizaram o impeachment contra o presidente: em 1868, contra Andrew Jackson, e em 1999, contra Bill Clinton. Os dois acabaram inocentados no Senado e puderam seguir no cargo.

14 de agosto de 2019

Itaipu: embaixadora acredita em entendimento entre Brasil e Paraguai

Itaipu: embaixadora acredita em entendimento entre Brasil e Paraguai

Por causa da falta do contrato, a empresa está impedida de emitir faturas desde o início do ano. O fato é inédito desde que a binacional começou a operar, em 5 de maio de 1984.

Maior geradora de energia elétrica do mundo e com 46 anos de existência, a Usina de Itaipu enfrenta um impasse causado pela inexistência de um contrato de compra de energia pela Administração Nacional de Eletricidade (Ande), empresa estatal de energia do Paraguai, e pela Eletrobras. Por causa da falta do contrato, a empresa está impedida de emitir faturas desde o início do ano. O fato é inédito desde que a binacional começou a operar, em 5 de maio de 1984.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a diretora do Departamento da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Eugenia Barthelmess, disse que o problema pode ser resolvido por meio de um acerto técnico entre os dois países com vistas a definir um cronograma de contratação de suprimento de energia para a usina no período de 2019 a 2022.

A embaixadora Eugenia Barthelmess, diretora do Departamento da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Para que haja acerto entre Brasil e Paraguai, é necessário porém que a Ande concorde em contratar a potência energética a ser utilizada a cada ano e que efetivamente pague por essa utilização. De acordo com a embaixadora, não é isso o que tem acontecido.

Nos últimos anos, a Ande estava adotando a prática de subdimensionar a previsão de sua demanda de energia de Itaipu. Como precisava a cada ano de mais energia do que efetivamente havia contratado, a empresa paraguaia acabava utilizando a cota de compra da Eletrobras. Isso provocou transtornos financeiros devido à necessidade de desembolso da empresa paraguaia.

Para tentar resolver o problema, Brasil e Paraguai assinaram uma ata, em 24 de maio de 2019, com o objetivo de definir o aumento gradual do volume de potência contratada pela Ande e assim amenizar o impacto do pagamento da energia pela empresa paraguaia. Mesmo com esse acerto, o país vizinho usou seu direito de renunciar aos termos do documento assinado e declarou a ata sem efeito. Porém, no mesmo documento, os dois países acertaram a continuidade das negociações.

A embaixadora Eugenia Barthelmess acredita no sucesso da continuidade dos negócios. Segundo ela, "a relação Brasil-Paraguai é de uma importância que transcende esse problemas específicos". Para a embaixadora, o Brasil tem a visão mais otimista da condução desse assunto no âmbito da relação bilateral. "Eu acredito que para o Paraguai também", disse.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com a embaixadora Eugenia Barthelmess:

Agência Brasil: Por que Brasil e Paraguai ainda não chegaram a um acordo sobre o fornecimento de energia de Itaipu?

Eugenia Barthelmess: A Itaipu é propriedade conjunta do governo paraguaio e do governo brasileiro. A energia que é produzida pela Usina de Itaipu é adquirida pela Eletrobras, no Brasil, e pela Ande, no Paraguai. Nos últimos anos, a Ande estava adotando a prática de subdimensionar a previsão de sua demanda de energia de Itaipu – a prática de subcontratar em relação à sua demanda efetiva. Para se ter uma ideia, nos últimos quatro anos, a potência que a Ande contratou de Itaipu aumentou 6,7%, não chegou a 7%. Nesses mesmos quatro anos, a energia que a Ande efetivamente usou de Itaipu aumentou em 41,4%. Então, o consumo real de energia aumentou 41,4%, nos últimos quatro anos, mas o volume de contratação pela Ande aumentou apenas 6,7%. Isso levou a um problema técnico na usina, porque, além de utilizar a parcela majoritária da energia excedente de Itaipu, a Ande chegou a consumir energia contratada pela Eletrobras, energia vinculada à potência contratada pela Eletrobras. Isso aconteceu em três ocasiões no ano passado. Em três meses do ano passado, a Ande consumiu energia contratada pela Eletrobras. Isso causou naturalmente um prejuízo à Eletrobras. A Eletrobras e a Ande passaram então a se dedicar a resolver esse problema técnico. A procurar definir um cronograma de contratação de potência. O Anexo C do acordo previu lá atrás, no ano de 1973, que esses cronogramas de contratação de potência deveriam ter 20 anos de extensão. Só que isso nunca foi feito. Depois houve um arranjo que os cronogramas deveriam ter 10 anos. Também nunca foi feito um cronograma de 10 anos. Depois os cronogramas deveriam ser anuais. O fato é que ultimamente não havia cronograma anual nem nada. Não havia uma programação do volume de energia que cada empresa compradora poderia contratatar. Então sentaram-se a Ande e a Eletrobras em um esforço de contornar esse problema técnico e definir um cronograma de potência mensal, que fosse, mas um cronograma para permitir uma mínima previsibilidade da potência a ser contratada. 

Agência Brasil: Qual a solução política buscada pelos dois países?

Eugenia Barthelmess: Os dois países chegaram a um documento político que se chamou Ata Bilateral, que foi assinado em 24 de maio de 2019. Esse documento buscou evitar que aconteça novamente essa situação em que a Ande se apropia de energia contratada pela Eletrobras. Esse documento tentou definir aumento gradual do volume de potência contratada pelo Paraguai. Por que gradual? Porque, se fosse súbito, isso significaria um impacto talvez excessivo para os cofres da Ande. O pleito da Eletrobras era que houvesse um aumento único que correspondesse à defasagem verificada ao longo dos últimos anos. O resultado da negociação não foi esse. Foi a definição de aumento de contratação de potência pelo Paraguai gradual, a pedido do lado paraguaio, para não impactar subitamente os recursos da Ande. Gradual a uma razão de 12% ao ano, ao longo dos próximos quatro anos. No último dia da negociação, a Ande, na pessoa de um de seus engenheiros, propôs o seguinte: esse aumento gradual deveria ser feito na base de um gatilho. Esse gatilho funcionaria da seguinte maneira: vamos supor que, em um determinado ano, a Ande não tivesse o aumento de 12% em relação ao ano precedente. Vamos dizer que fosse menor. Então, não seriam cobrados os 12% naturalmente. Consumiu menos, paga menos. Mas, se consumisse mais de 12% em relação ao ano anterior, aí pagaria mais. No último dia da negociação, a Ande propôs, e o lado brasileiro acolheu, o seguinte pedido deles: um freio de 6%, que funcionaria para o patamar superior. Vamos supor que, em um ano X, a Ande gastou mais 12% de energia em relação ao ano anterior. Pagou 12%. Mas aí chega um momento em que a Ande gastou, vamos dizer, 30% a mais do que no ano anterior. No raciocínio do gatilho, pagaria 30%. No raciocínio que a Ande conseguiu fazer valer, pagaria os 12% mais 6%. Ou seja, nunca passaria de 18% a despesa que a Ande teria, independentemente do aumento real de consumo da Ande. Por que isso foi pedido pela Ande no último dia? Como mais uma maneira de preservar os interesses dos cofres da Ande. Vamos supor que, em um determinado ano de grande demanda paraguaia por energia, eles ultrapassassem os 12% numa proporção X, o pedido da Ande é que nunca seria maior essa variação para cima do que 12+6=18. Houve a maneira gradual, flexível, com que isso foi negociado pelo lado brasileiro, e a maneira hábil e eficiente com que isso foi negociado pelo lado paraguaio. O lado paraguaio defendeu seus interesses, o governo brasileiro flexibilizou os seus próprios interesses. Porque é do interesse do governo brasileiro manter uma relação positiva em Itaipu e com o governo paraguaio como um todo. É um país importante para nós. É uma relação bilaterial importante para nós. Nós temos uma série de projetos muito importantes com o Paraguai na área de combate ao crime transnacional, na área de integração da estrutura física, na área de saúde, nós temos o interesse mais amplo na relação bilateral do que em um determinado problema técnico em Itaipu. Mas esse problema tem de ser resolvido porque a empresa está sem faturar desde o início do ano. Alcançado esse acordo, era preciso traduzir o acordo em forma de contrato. No momento de transformar em contrato o compromisso político, os representantes da Ande passaram a propor a reabertura do compromisso político assumido pelas chancelarias. Restabeleceu-se um impasse.

Agência Brasil: O impasse gerado pelo lado paraguaio?

Eugenia Barthelmess: Eu não me atreveria a interpretar os acontecimentos do lado paraguaio ou a natureza da crise política que se manifestou no lado paraguaio. Mantendo sempre o foco na natureza do documento, construído para resolver um problema técnico, que é a ata de 24 de maio, com relação a esse documento, na imprensa paraguaia houve uma cobertura que não correspondia à real natureza do documento. Argumentou-se que teria havido uma negociação secreta, quando eu nunca participei de uma negociação secreta. Com tantos atores de cada lado, com tantos negociadores de cada lado, é difícil imaginar que a negociação pudesse ser de natureza secreta. Lemos, por exemplo, que teria havido um pleito paraguaio de que a ata devesse conter um elemento que permitisse à Ande a venda direta de energia no mercado brasileiro. Isso jamais foi objetivo de pleito paraguaio. Isso jamais esteve sobre a mesa de negociação pela razão de que isso não é permitido nos termos do Tratado de Itaipu. Essa negociação é voltada para resolver um problema técnico específico. A possibilidade de que uma determinada empresa pública ou privada pudesse vender energia da Ande no mercado brasileiro, e que essa empresa não fosse a Eletrobras, essa possibilidadde teria de decorrer de uma revisão do corpo do Tratado de Itaipu. O que seria uma negociação de uma importância, de uma complexidade, de um peso político tão extraordinário, e que seria certamente uma negociação que passaria pelo Congresso dos dois países. Não seria uma negociação para resolver um pequeno problema técnico circunscrito. Eu digo pequeno, no sentido de específico e circunstrito, porque na verdade está causando pela primeira vez na história da empresa um problema de caixa. A empresa não pode faturar os seus serviços. 

Agência Brasil: Como a senhora vê a decisão do Paraguai de ter renunciado a cumprir a Ata Bilateral?

Eugenia Barthelmess: Ocorre que o governo paraguaio, em um gesto a que tem todo o direito como Estado soberano, comunicou ao governo brasileiro, no dia 1º de agosto, que aquela ata de 24 de maio estava considerada sem efeito, do ponto de vista paraguaio. É um direito que assiste ao governo paraguaio. Que temos diante de nós? Naquele mesmo documento em que o governo paraguaio declarou unilateralmente que a ata de 24 de maio estava sem efeito, os dois governos instruíram as suas instâncias técnicas a continuar os entendimentos ou a retomar os entendimentos com vistas a equacionar esse problema de que é preciso definir um cronograma de contratação de potência para a usina no período de 2019 a 2022. É nesse ponto em que estamos.

Agência Brasil: A senhora acredita que haja um impasse nas negociações?

Eugenia Barthelmess: Não acredito nisso. Acredito que os dois países vão encontrar uma solução técnica, correta e politicamente aceitável para a usina, que é um bem comum aos dois países. Uma usina gigantesca, campeã mundial de energia limpa, de energia barata, energia renovável, que serve ao desenvolvimento aos dois países. Que é propriedade comunitária condominial dos dois países, que é uma agenda positiva, que  só traz benefícios aos dois países. O que nós temos aqui é uma questão pontual e técnica, que precisa ser resolvida. Acredito que vai ser resolvida em algum momento ao longo dos próximos meses. O problema tem solução. Acredito que a solução será alcançada porque a relação Brasil-Paraguai é de uma importância que transcende esse problemas específicos. O Brasil tem a visão mais otimista da condução desse assunto no âmbito da relação bilateral, que é muito importante para o Brasil, e eu acredito que para o Paraguai também. 

16 de julho de 2019

'13 Reasons Why' tem cena de suicídio alterada 2 anos após estreia

'13 Reasons Why' tem cena de suicídio alterada 2 anos após estreia

Anúncio foi feito em um comunicado postado no Twitter da Netflix, que informa que também irá tentar retirar do ar eventuais vídeos publicados com cena original na internet.

A Netflix anunciou nesta terça-feira (16) que alterou a cena do suicídio da personagem Hannah (Katherine Langford) na primeira temporada da série "13 Reasons Why". As imagens da morte da personagem geraram críticas desde a estreia da atração, em 2017. 

O anúncio foi feito em um comunicado postado no Twitter da empresa de streaming, que informa que também irá tentar retirar do ar eventuais vídeos publicados com a cena original na internet.

Na cena que gerou polêmica, Hannah entra em uma banheira e corta os pulsos. É esse o momento que foi editado pela Netflix. Agora, a estudante aparece no banheiro, olhando fixamente no espelho e posteriormente surge morta. O momento exato do suicídio foi cortado. 

"Nós ouvimos de muitos jovens que '13 Reasons Why' os encorajou a começar a conversar sobre suas dificuldades em relação a temas como depressão e suicídio e passaram a pedir ajuda -muitas vezes pela primeira vez. Enquanto nos preparamos para lançar a terceira temporada neste verão [do Hemisfério Norte], ficamos cientes do debate sobre a série", diz o comunicado. 

"Então, com aconselhamento de especialistas médicos, entre eles Christine Moutier, médica-chefe da Fundação Americana de Prevenção ao Suicídio, nós decidimos, com o criador Brian Yorkey e os produtores de '13 Reasons Why', editar a cena em que Hannah tira a própria vida na primeira temporada", encerra a nota. 

Estudos divulgados em maio indicaram que os números de pessoas que tiraram suas próprias vidas nos Estados Unidos aumentaram após a estreia da série -ainda que não seja possível relacionar diretamente o programa com as mortes.

"Nossa expectativa ao fazer '13 Reasons Why' era pôr em uma série de TV uma história que ajudasse os jovens a se sentirem vistos e encorajados a ter empatia, como o livro que o inspirou fez antes de nós", disse Yorkey, o criador da série, em comunicado ao site da revista The Hollywood Reporter.

"Nossa intenção criativa era dar um retrato da feia e dolorosa realidade do suicídio de um modo gráfico na primeira temporada, para contar a verdade sobre um ato tão horroroso, e garantir que ninguém tentasse repeti-lo. Mas, conforme estamos prestes a lançar a terceira temporada, tivemos preocupações. Nenhuma cena é mais importante que a vida da série e a mensagem que queremos passar é para que as pessoas cuidem umas das outras." 

03 de julho de 2019

Famosos aceitam desafio de abrir uma garrafa usando apenas o pé

Famosos aceitam desafio de abrir uma garrafa usando apenas o pé

Desafio consiste em encher uma garrafa com um líquido qualquer, fechar o recipiente e abri-lo com apenas um golpe usando os pés.

Estamos acostumados com o surgimento repentino de correntes ou desafios nas redes sociais que se espalham de forma tão rápida que, de uma hora para outra, todo mundo está fazendo sua versão e compartilhando com os amigos.

Depois do Harlem Shake, do balde com gelo e outros, nesta semana, famosos apareceram compartilhando vídeos em que eles abrem uma garrafa com apenas um golpe com o pé.

O chamado "Desafio da Tampa de Garrafa" – ou, em inglês, "Bottlecap Challenge" – consiste em encher uma garrafa com um líquido qualquer, fechar o recipiente e abri-lo com apenas um golpe usando os pés. Pode ser um golpe de judô, jiu-jitsu ou algo parecido. O que vale é atingir o objetivo final.


Famosos do mundo todo estão aderindo a esse desafio que já tem muitas versões espalhadas pelas redes sociais. A cantora Ellie Goulding, 32, foi uma delas. Ela fez sua versão e ainda aproveitou o espaço para falar sobre a importância para a natureza de se produzir menos plástico. "Parem de usar garrafas de plástico".

Usando uma blusa da Madonna, John Mayer, 41, foi certeiro e deixou gravado sua versão com o desafio da tampa de garrafa. Após acertar o golpe, ele encarou as câmeras, numa espécie de intimidação àqueles que o cantor desafiou para continuar a brincadeira.

Até quem está acostumado com momento de ação na vida real e nas telonas aderiu ao desafio. O ator Jason Statham, 51, que ficou conhecido por seu personagem de ação em filmes como "Adrenalina" e "Os Mercenários", realizou com o desafio com grande maestria e, no vídeo, é possível ver a tampa desrosqueando da garrafa lentamente.

08 de junho de 2019

Espere por mim, escreve tutor ao se despedir do cachorro Thanos

Espere por mim, escreve tutor ao se despedir do cachorro Thanos

Nem a doença nem a aparência impediram que o cachorro ganhasse uma casa e muito amor até o fim de seus dias.

Thanos tinha pouca expectativa de vida quando foi adotado, há dois meses. O veterinário estimava 40 dias, já que o câncer que desfigurava sua cabecinha já tinha se espalhado e atingido os pulmões.

Mas nem a doença nem a aparência impediram que o cachorro ganhasse uma casa e muito amor até o fim de seus dias.

O tutor, Luciano Karosas, 21, se despediu de Thanos na sexta (7). "Peço que espere por mim, e eu vou até você () Eu vou te amar para sempre", escreveu em rede social ao desejar "boa viagem" ao amigo.

Neste sábado (8), Luciano explicou que o cachorro foi levado "para dormir e agora está correndo em algum lugar". O jovem afirmou que o cão não sofreu e aproveitou até seus últimos momentos.

O tutor disse ainda esperar que Thanos tenha dado o recado sobre a importância de ajudar animais com alguma doença e em situação de rua. "Todos merecemos uma chance."

Amor à primeira vista

Thanos, que antes se chamava Coco, havia sido adotado e devolvido. Quando soube da história e da situação do animal, Luciano, que mora em Buenos Aires, não hesitou em levá-lo para casa.

Ao blog, no mês passado, Luciano contou que tomou a decisão para ajudar o cachorro e também porque morava sozinho, e ele era ótima companhia. "Eu digo que é o típico cachorro de filme. O cachorro ideal", afirmou.

No fim de maio, Thanos piorou, e o tutor chegou a dizer em rede social que seria a última noite dos dois juntos. Quase 24 horas depois, outro texto substituía o adeus. "Era uma despedida. Mas sua força de vontade e sua força de viver se superam dia a dia. Feliz estar mais um dia com você", escreveu na ocasião.

Ao comemorar, na semana passada, os dois meses ao lado do amigo, Luciano afirmou que não escolheu o nome Thanos por acaso. "Escolhi sabendo que é um personagem muito poderoso, capaz de lutar pelo que quer até o último momento e suportar grandes batalhas."

27 de maio de 2019

Como as garrafas explicam as procedências dos vinhos franceses

Como as garrafas explicam as procedências dos vinhos franceses

Tradição é dividir as vinícolas por formatos das embalagens; diferenças podem ser vistas em supermercados brasileiros

Nas gôndolas do mercado ou dentro de uma geladeira , elas parecem iguais: geralmente têm a mesma litragem, são altas, com ombros, rolhas e rótulos. Em alguns casos, as garrafas de vinho chamam atenção por adornos especiais, como brasões estampados no vidro, ou apenas porque são de safras realmente antigas. No entanto, qualquer francês poderia ensinar a um consumidor brasileiro como uma garrafa ajuda a entender as propriedades e o tipo de cada vinho.

Na França, as vinícolas só começaram a envasar seus vinhos em garrafas por volta do século XVIII, substituindo os tradicionais barris que ocupavam grandes espaços nos cafés e restaurantes das cidades. Foi por volta dessa época também que os fabricantes fixaram a quantidade em 750 ml ? um volume que é seguido à risca no país e que tem poucas alterações em outros mercados. Naquele século, as garrafas também foram adaptadas para sinalizar aos bebedores qual tipo de vinho elas possuíam ? em um tempo em que não havia rótulos. 

É por isso que as garrafas esguias indicam que seus vinhos são da região da Alsácia, na fronteira com a Suíça, ou que as mais altas e com "ombros" finos são de Borgonha. A única diferença entre elas se dava quando a bebida era fabricada nas terras de algum nobre, que costumava colocar o brasão da família em alguma parte do vasilhame.

Os vinho da região de Borgonha, por exemplo, têm garrafas altas, com ombros macios e pescoço fino, semelhante a um pequeno barril. Já os produzidos em Bordeaux ? muito famosos no Brasil ?, também conhecidos como vin frontignan, são tradicionalmente colocados em garrafas em formato de cone, hoje mais cilíndricos do que no século XVIII, quando o formato fazia com que fosse difícil manuseá-la. As garrafas bordelaises são comuns em outras regiões da França porque, na falta de tipos próprios, elas acabaram adotando o modelo considerado clássico. 

Parecida com a garrafa de Borgonha, apenas mais fina, os vinhos do Vale do Loire ficaram conhecidos no país por causa do brasão da região que se acostumou a gravar nos vinhos produzidos no território francês do antigo Império Angevino. Já os chamados provençais (nome dado por causa das vinícolas da região de Provença) usam duas formatações de garrafas: uma chamada de "flauta", com base estreita, semelhante a um espartilho de mulher, e uma muito parecida com a de Bordeaux, mas em um estilo mais clássico que, por isso, abriga vinhos mais caros. 

Flautas também dão o tipo das garrafas dos vinhos da Alsácia, cuja diferença é que são mais altas. O estilo é tão famoso que as vinícolas francesas conseguiram patenteá-la com exclusividade da região em um decreto assinado pelo governo francês em 1955. Geralmente as maiores garrafas das gôndolas dos supermercados da França, elas são parte da cultura vinícola do país e costumam ser consumidas especialmente para eventos especiais. 

Outra garrafa protegida por lei é a que envasilha os vinhos produzidos na região de Jura ? uma das raras que possuem uma litragem diferente: 620 ml. Chamado de clavelin ou vin jaune, esse vinho tem uma coloração amarela pelo seu método específico de produção: ele fica obrigatoriamente seis anos em um barril, sem nenhum tipo de manuseio, até que uma parte da bebida evapore.

Mas é possível identificar a procedência de um vinho apenas observando sua garrafa? Sim e não, porque a forma da garrafa não é uma patente que proíbe produtores de outros países de fabricarem embalagens semelhantes. É por isso que, apesar das diferenças, um supermercado brasileiro geralmente possui vinhos chilenos, argentinos ou até mesmo nacionais com a garrafa de Bordeaux, ou que os vinhos italianos geralmente sejam envasados em garrafas que, na França, são exclusivos de Borgonha. 

26 de maio de 2019

Hamilton sofre, mas vence em Mônaco, e punição tira Verstappen do pódio

Hamilton sofre, mas vence em Mônaco, e punição tira Verstappen do pódio

Pentacampeão venceu pela quarta vez na temporada e aumentou sua vantagem na liderança do campeonato em relação ao companheiro Valtteri Bottas, que terminou em terceiro lugar hoje.

Mesmo correndo abaixo dos padrões da Mercedes e diante de dificuldades com pneus que geraram uma série de reclamações via rádio, o inglês Lewis Hamilton segurou seus adversários, liderou de ponta a ponta e venceu o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2019 da Fórmula 1. O pentacampeão venceu pela quarta vez na temporada e aumentou sua vantagem na liderança do campeonato em relação ao companheiro Valtteri Bottas, que terminou em terceiro lugar hoje.

O finlandês só obteve essa posição porque Max Verstappen (HOL/Red Bull Racing), que cruzou a linha de chegada em segundo em uma corrida de muita aproximação ao inglês, pagou uma punição de cinco segundos por passar Bottas de forma insegura nos boxes e foi deixado em quarto. Assim, Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) ficou com a vice-liderança no circuito de Monte Carlo.

Lewis Hamilton celebra mais uma vitória na temporada (Foto: Divulgação)

Hamilton, Bottas e Verstappen mantiveram as primeiras posições logo após a largada, e grandes mudanças ocorreram apenas nas últimas posições, como as ultrapassagens de Robert Kubica (POL/Willians) para cima de Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) e George Russell (ING/Williams). Inclusive, quando o italiano foi para cima do polonês para recuperar posição, na 16ª volta, uma leve batida deixou os dois carros, além da Ferrari de Leclerc, parados na pista.

Lewis Hamilton e Sebastian Vettel cumprimentam-se no GP de Mônaco; eles conquistaram a 1ª e 2ª posição no ranking, respectivamente (Foto: Divulgação Fórmula 1)

O monegasco, aliás, foi personagem marcante da corrida. Ele terminou o treino classificatório em 16º em razão de um erro de estratégia da Ferrari, mas largou uma posição à frente após punição de Giovinazzi. Na pista ele rapidamente tomou posições. Fez ótima ultrapassagem sobre Romain Grosjean (FRA/Haas) e chegou à 12ª colocação. Quando tentou passar Nico Hulkenberg (ALE/Renault) na Rascasse acabou batendo o pneu na proteção e furou o pneu. Sua corrida foi totalmente prejudicada. O pneu ficou destroçado e espalhou lixo pela pista até que ele chegasse aos boxes. Leclerc ainda parou duas vezes até abandonar a prova na volta 18.

O acidente que sepultou a prova de Charles Leclerc colocou o safety-car na pista durante a limpeza e vários pilotos foram aos boxes, que teve congestionamento na saída. Foi justamente no retorno à pista que Verstappen tocou no carro de Bottas e ganhou a segunda posição. Bottas ainda parou de novo para trocar pneus e perdeu mais uma posição. Após alguns minutos a organização confirmou punição de cinco segundos para Verstappen por deixar os boxes de maneira insegura.

A punição de Verstappen, que andava colado no carro de Lewis Hamilton, deu emoção ao GP de Mônaco. O próprio inglês admitiu à Mercedes, via rádio, que estava andando mais lentamente do que o normal em razão dos pneus, então só segurava os outros carros. O time manteve a estratégia, mesmo com o holandês da Red Bull próximo. Para aumentar as expectativas, foi neste momento em que a chuva começou a engrossar em Mônaco.

A chuva não foi capaz de mudar o curso da prova e as grandes disputas por posição ocorreram somente em posições intermediárias, como Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) tentando passar Lance Stroll (CAN/Racing Point) e Sergio Perez (MEX/Racing Point) partindo para cima de Kevin Magnussen (DIN/Haas). Enquanto isso, na liderança, Verstappen não tentou a ultrapassagem sobre Hamilton, que reclamava frequentemente sobre as condições de seu pneu dianteiro esquerdo. A Mercedes não tinha um pit-stop nos planos e manteve o inglês na pista.

Naquele momento, o excesso de reclamações de Hamilton causava discussão com os engenheiros da equipe via rádio. Ele considerava impossível segurar os carros com seu pneu naquelas condições, mas a equipe insistiu. A corrida chegou a um estágio em que Hamilton podia vencer se o carro mantivesse o ritmo, Vertappen podia vencer se ultrapassasse Hamilton e abrisse os cinco segundos de vantagem e até Vettel poderia vencer se os dois primeiros se embolassem.

A três voltas do fim, e com mais potência de motor, Verstappen fez a última aposta para passar Hamilton, mas o inglês defendeu bem a posição, os carros colidiram, e o cenário não se alterou. Mais uma vitória para o inglês em 2019.

Veja a classificação final do GP de Mônaco:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes)

2º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

3º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)

4º - Max Verstappen (HOL/Red Bull Racing)

5º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull Racing)

6º - Carlos Sainz Jr (ESP/McLaren)

7º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso)

8º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso)

9º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault)

10º - Romain Grosjean (FRA/Haas)

11º - Lando Norris (ING/McLaren)

12º - Kevin Magnussen (DIN/Haas)

13º - Sergio Perez (MEX/Racing Point)

14º - Nico Hulkenberg (ALE/Renault)

15º - George Russell (ING/Williams)

16º - Lance Stroll (CAN/Racing Point)

17º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo)

18º - Robert Kubica (POL/Williams)

19º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo)

* Abandonou - Charles Leclerc (MON/Ferrari)

24 de maio de 2019

Primeira-ministra britânica, Theresa May anuncia renúncia

Primeira-ministra britânica, Theresa May anuncia renúncia

O processo de escolha de um novo líder deve começar na próxima semana. "Continuarei a servir como primeira-ministra até que o processo esteja concluído", disse.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24) que vai deixar, no dia 7 de junho, a liderança do Partido Conservador e que o processo de escolha de um novo líder vai começar na próxima semana.

"Continuarei a servir como primeira-ministra até que o processo esteja concluído", disse Theresa May, em entrevista em sua residência oficial.

Ela argumentou que é dever dos políticos "implementar o que [o povo] decidiu",  referindo-se ao Brexit, aprovado há três anos. “Fiz tudo o que podia para convencer os deputados a apoiar o acordo de saída. Infelizmente, não consegui. É agora claro para mim que é do interesse do país que seja um novo primeiro-ministro a liderar esse esforço. Por isso, anuncio que irei me demitir do cargo de líder do Partido Conservador na sexta-feira, 7 de junho”, concluiu a primeira-ministra”.


Theresa May, primeira ministra britânica anunciou a renúncia - Foto: Reprodução/Instagram

“Será sempre uma matéria de grande arrependimento que não tenha conseguido cumprir o Brexit. Será função do meu sucessor procurar um caminho que honre o resultado do referendo. Para ser bem-sucedido, ele ou ela terá de encontrar um consenso no Parlamento, que eu não consegui. Esse consenso só pode ser atingido se ambas as partes em debate estiverem disponíveis para o compromisso”, afirmou May.

Visivelmente emocionada, ela acrescentou que foi a maior honra de sua vida vida ter sido a segunda mulher primeira-ministra no Reino Unido, “mas, certamente, não a última”, e ter servido ao país que ama.

20 de maio de 2019

Messi pode ser 1º a fazer mil gols sem contar amistosos

Messi pode ser 1º a fazer mil gols sem contar amistosos

Os dois gols marcados pelo argentino no último domingo (19), no empate em 2 a 2 com o Eibar, pelo Campeonato Espanhol, o fez chegar aos 667.

Romário e Túlio vão desviar o olhar para não lerem isso, mas Pelé é o único jogador que chegou, de forma incontestável, à marca de mil gols. Foram 1.282. Há outro atacante que também tem chance atingir o número até o fim da carreira: Lionel Messi.

Os dois gols marcados pelo argentino neste domingo (19), no empate em 2 a 2 com o Eibar, pelo Campeonato Espanhol, o fez chegar aos 667. Ele completa 32 anos no próximo dia 24 de junho.

Os defensores de Pelé podem argumentar que quando chegou a essa idade, o brasileiro já tinha marcado 1.143 vezes. Cada vez mais consciente do seu legado, ele também gosta de lembrar coisas assim.

Para chegar aos mil gols, argentino Lionel Messi, de 32, teria que manter a média de gols dos últimos anos até completar 39 (Foto: Divulgação)

"Tem gente que faz comparação com coisa que nem tem. Como pode fazer comparação de um cara que cabeceia bem, chuta com a esquerda, chuta com a direita, com outro que só chuta com uma perna, só tem uma habilidade, não cabeceia bem? Como pode comparar? Para comparar com o Pelé tinha de ser alguém que chutasse bem com a esquerda, chutasse bem com a direita, fizesse gol de cabeça", disse ele em entrevista à Folha em dezembro do ano passado, falando sobre o capitão do Barcelona.

Mas quem defende a ideia de que, apesar da ausência de títulos mundiais com a seleção, Messi é o melhor de todos os tempos, tem argumentos. Um deles é que o argentino pode ser o primeiro jogador da história a atingir mil gols em partidas oficiais.

Dos 1.282 de Pelé, 515 aconteceram em amistosos e 767 em jogos oficiais. Dos 665 anotados por Messi, apenas 30 foram em amistosos. Todos pela seleção argentina.

Neste ano ele tem 29 gols feitos, mas a temporada europeia termina neste mês e volta apenas em agosto. O atacante deve ser chamado para atuar pela Argentina na Copa América. Ele não tem nenhum título de expressão pelo seu país, algo que o diferencia de Pelé de forma negativa.

Para chegar aos mil, Messi terá de manter a mesma produção ofensiva dos últimos anos. Considerados os 51 que marcou em 2018, precisaria de mais seis anos e meio para atingir a marca. Teria de seguir no mesmo ritmo até 2025, quando estará com 39 anos.

Mas se for levado em conta o melhor ano da carreira do atacante (2012, quando balançou a rede 91 vezes), seriam necessários pouco mais de três anos e meio. Ele poderia bater os mil gols aos 35, no final de 2022 ou começo de 2023.

As contas de gols marcados por jogadores históricos costumam ser controversas. Romário fez a matemática que o colocou no caminho do milésimo, que teria sido marcado em 2007, pelo Vasco, em São Januário, de pênalti.

Para defender seu feito, o hoje senador diz que a conta de Pelé também contém gols que podem não ser considerados "sérios". Como amistosos pela seleção das Forças Armadas ou partidas festivas. Romário somou gols anotados como amador nas categorias de base e em jogos-treinos arranjados apenas para que ele engordasse seus números.

Túlio jura ter chegado aos quatro dígitos e o milésimo gol teria saído em 2014, pelo Araxá, na segunda divisão do Campeonato Mineiro.

"Podem falar o que quiserem. Eu sou o pai da criança. A conta dos gols é minha mesmo!", defende o centroavante, sobre a marca contestada.

Há o caso de Arthur Friedenreich, brasileiro que atuou como profissional entre 1909 e 1935 e teria feito 1.329 gols, mas não há registro.

É o mesmo para outros artilheiros do passado na Europa, como o húngaro Ferenc Puskás, integrante da seleção vice-campeã na Copa do Mundo de 1954 e o austríaco Josef Bican, que atuou em clubes de seu país natal e da República Tcheca entre 1928 e 1953. Mesmo sem documentação, há sites de dados que contabilizam 1.468 gols para Bican.

Mas só Messi poderá chegar aos mil com registros em vídeo de todos eles e súmulas que atestam o feito, garantindo a ele argumentos mais do que sólidos para que jamais contestem a sua marca.

19 de maio de 2019

18 de maio de 2019

Papa diz que liberdade de imprensa é vital

Papa diz que liberdade de imprensa é vital

Neste sábado (18), o papa Francisco homenageou jornalistas mortos em exercício da profissão.

O papa Francisco fez homenagens, neste sábado (18), a jornalistas assassinados no exercício da profissão, afirmando que liberdade de imprensa é um indicador-chave da saúde de um país.

Em discurso à Associação de Imprensa Estrangeira na Itália, ele pediu que jornalistas evitassem notícias falsas e continuassem a relatar a situação difícil de pessoas que não estavam mais aparecendo nas manchetes, mas continuavam sofrendo, mencionando especificamente as etnias Rohingya, minoria muçulmana apátrida de Mianmar, e Yazidi, iraquianos perseguidos pelo grupo extremista Estado Islâmico.“Ouvi sofrendo as estatísticas sobre seus colegas mortos enquanto faziam seus trabalhos com coragem e dedicação em tantos países, relatando o que estava acontecendo em guerras e outras situações dramáticas nas quais tantos irmãos e irmãs do mundo vivem”, disse.

Francisco havia acabado de ouvir a presidente da associação, Patricia Thomas, da televisão da Associated Press, falar sobre jornalistas assassinados, presos, feridos ou ameaçados pelo trabalho que fazem. Ela mencionou Lyra McKee, morta a tiros cobrindo uma manifestação na Irlanda do Norte, a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, morta em um carro-bomba em 2017, além do colunista do Washington Post Jamal Khashoggi, assassinado no consulado saudita de Istambul no ano passado.

16 de maio de 2019

Mick Jagger publica vídeo dançando um mês após cirurgia

Mick Jagger publica vídeo dançando um mês após cirurgia

Roqueiro ainda anunciou as primeiras datas da turnê americana dos Rolling Stones, "No Filter", que teve de ser adiada justamente por causa da cirurgia de Jagger.

Apenas um mês após passar por uma cirurgia cardíaca, o roqueiro Mick Jagger, 75, postou uma aula de dança em sua conta do Instagram. O vocalista dos Rolling Stones não economizou nos movimentos já bem conhecidos e mostrou completa boa forma. 

"Uau" foi a palavra mais comentada no vídeo, incluindo do filho dele, Lucas Jagger, e do apresentador Marcos Mion que escreveu, em inglês "Inacreditável". 

Na sequência, o roqueiro ainda anunciou as primeiras datas da turnê americana dos Rolling Stones, "No Filter", que teve de ser adiada justamente por causa da cirurgia de Jagger. Eles farão shows também no Canadá. 

Tudo indica que o roqueiro está mais do que preparado para o primeiro show, marcado para o dia 21 de junho, em Chicago e passará ainda por mais 14 cidades.

O anúncio da cirurgia assustou os fãs da banda, e o músico usou a sua conta no Twitter para tranquilizar o público. "Estou me sentindo muito melhor agora e em recuperação", afirmou o músico.

Jagger, que também agradeceu à equipe médica, foi submetido a uma substituição da válvula aórtica em um procedimento pouco invasivo, segundo a revista Billboard. Para evitar a cirurgia de coração aberto, muito mais arriscada, os médicos implantaram a válvula pela artéria femoral na coxa, sem remover a válvula danificada. 

15 de maio de 2019

Europa deve se unir para enfrentar China, Rússia e EUA, diz Merkel

Europa deve se unir para enfrentar China, Rússia e EUA, diz Merkel

Para chanceler, união é necessária para a Europa encarar problemas como interferência russa em eleições, a concorrência econômica da China e o monopólio americano de serviços digitais.

A Europa deve se reposicionar para enfrentar seus três grandes rivais globais, China, Rússia e Estados Unidos, e buscar um poder político proporcional à força econômica do bloco, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira (15) pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung em parceria com o britânico The Guardian, Merkel disse que a Europa precisa se unir mais para encarar problemas como interferência russa em eleições, a concorrência econômica da China e o monopólio americano de serviços digitais.

"Não há dúvida de que a Europa precisa se reposicionar em um mundo que mudou", disse, em seu gabinete em Berlim. "As velhas certezas da ordem do pós-guerra não se aplicam mais."

"Eles [China, Rússia e EUA] estão nos forçando, a todo momento, a encontrar posições comuns. Isso geralmente é difícil dados nossos diferentes interesses. Mas nós temos que conseguir chegar nisso - pense, por exemplo, em nossa política relativa ao conflito na Ucrânia", afirmou.

Ela também citou estratégias comuns do bloco para a África, algo que "há alguns anos seria impensável". "Então, nós continuamos dando um passo após o outro. Entretanto, nosso poder político ainda não é proporcional à nossa força econômica."

Merkel afirmou que seus pares têm que parar de acenar com gestos populistas, criticou a agenda de políticos europeus de ultradireita e disse que "este é um momento em que precisamos lutar por nossos valores e princípios fundamentais".

"Muitas pessoas estão preocupadas com a Europa, incluindo eu. Isso significa que eu me sinto ainda mais comprometida a me unir aos demais para garantir que a Europa tenha um futuro."

Segundo a chanceler, sua "maior preocupação" é gerar riqueza econômica suficiente para enfrentar a crise ambiental. Ela afirmou que a Alemanha quer se tornar neutra em carbono até 2050, um "desafio tremendo".

Falou também sobre o brexit, que considera o maior ponto de virada europeu nos últimos anos, mas acrescentou que a bola agora está com o parlamento do Reino Unido.