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Notícias Mundo

01 de abril de 2019

Japão anuncia que nova era imperial vai se chamar Reiwa

Japão anuncia que nova era imperial vai se chamar Reiwa

Os dois ideogramas que formam o nome da nova era podem significar "agradável" ou "ordem" e "harmonia" ou "paz".

O governo japonês anunciou nesta segunda-feira (1º) que o nome da nova era que acompanhará o reinado do imperador Naruhito é Reiwa.

A nova era começará no dia 1º de maio, quando Naruhito assumirá o trono no lugar do pai, Akihito, o primeiro imperador a abdicar em mais de 200 anos no país.

Segundo a tradição japonesa, o reinado de cada imperador recebe um nome diferente. Foi assim quando Akihito assumiu o poder em janeiro de 1989 após a morte do pai (Hirohito), dando início à era Heisei ("a paz prevalece em todas as partes"), que agora sera substituída pela Reiwa. 

Os dois ideogramas que formam o nome da nova era podem significar "agradável" ou "ordem" e "harmonia" ou "paz".

"Significa o nascimento de uma civilização na qual reina uma harmonia entre os seres", explicou em uma entrevista coletiva o primeiro-ministro Shinzo Abe. Ainda não foi anunciada de maneira oficial a versão no alfabeto latino para o novo nome. 

O especialista em literatura japonesa Ryan Shaldjian Morrison, da Universidade de Nagoya, propõe como tradução "venerável harmonia".

O termo foi baseado em uma antologia de poemas japoneses chamada "Manyoshu", que tem 1.200 anos. "É a primeira vez que se usa um termo procedente de textos japoneses e não chineses", afirmou Abe.

O nome de uma era obedece regras rígidas: deve estar composto apenas por dois "kanjis", ser fácil de ler e escrever, e não deve utilizar nomes comuns nem o primeiro caractere de nenhuma das últimas quatro eras: Heisei, Showa, Taisho e Meiji. 

Para evitar vazamentos, o painel responsável pela escolha do nome permaneceu trancado em uma sala especial do gabinete do primeiro-ministro e os telefones foram confiscados.

Nesta segunda-feira (1º) foram ouvidas, em uma última etapa, as opiniões dos presidentes e vice-presidentes das duas Câmaras do Parlamento, antes da decisão final de um conselho extraordinário de ministros.

Esta foi a segunda vez na história que o governo decidiu o nome da era, seguindo o que define a Constituição de 1947, na qual tudo que envolve a Casa Imperial é determinado pelo governo e o monarca tem apenas o papel de "símbolo do Estado e de unidade do povo".

Os canais de TV exibiram programas especiais e os jornais prepararam edições extras dedicadas ao acontecimento histórico.

Akihito, 85 anos, abdicará quase três anos depois de ter anunciado a intenção de deixar a função em vida, em agosto de 2016. A lei sobre a Casa Imperial não prevê a abdicação e apenas a morte do imperador abre o caminho para a sucessão.

Por isso, foi aprovada uma lei excepcional para permitir a abdicação de Akihito e o governo decidiu que o nome da era seria anunciado um mês antes, em uma tentativa de facilitar a transição.

Governo não descarta visita de Bolsonaro a territórios palestinos

Governo não descarta visita de Bolsonaro a territórios palestinos

Porta-voz deu declaração à imprensa em Israel.

Ao ser indagado hoje (31) sobre uma eventual visita do presidente Jair Bolsonaro aos territórios palestinos, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que a possibilidade existe, ainda mais em um contexto de ida do presidente a “vários países”.

“Nós temos relações diplomáticas com vários países e, dentro desse aspecto, é óbvio que nós temos possiblidade de visitá-los quando convidados e quando há interesse em visitá-los”, disse Rêgo Barros, sem citar nominalmente os territórios palestinos, ao ser questionado por jornalistas brasileiros em Israel sobre convites feitos especificamente por autoridades palestinas.


Foto: Reprodução/Alan Santos/PR

Sobre o que seriam queixas de autoridades palestinas a convites não respondidos, Rêgo Barros disse que o Ministério das Relações Exteriores "vai buscar esse contato para aclarar algumas dúvidas e colocar-se à disposição para estabelecer um link para futuras viagens a esses países e a outros países”.

Após ressaltar que a abertura de um escritório do Brasil em Tel Aviv, anunciada mais cedo, não significa um reconhecimento por parte do Brasil de Jerusalém como capital de Israel, Rêgo Barros disse que Bolsonaro ainda não descartou a possiblidade, inclusive com a transferência da embaixada brasileira para a cidade. “O nosso presidente continua avaliando essa possibilidade, mas no momento isso não foi colocado para apreciação e não foi colocado à mesa”, disse o porta-voz. 

31 de março de 2019

Hamilton conta com a sorte para vencer o GP do Bahrein

Hamilton conta com a sorte para vencer o GP do Bahrein

A corrida empolgante terminou de forma melancólica, com safety car na pista por causa de problemas com Nico Hulkenberg, da Renault, na penúltima volta.

Lewis Hamilton contou com a sorte para vencer o GP do Bahrein neste domingo (31). Depois de dominar a prova desde o início, Charles Leclerc viu um problema no motor atrapalhar o que seria sua primeira conquista da carreira na Fórmula 1. O piloto da Ferrari ficou com a 3ª colocação, Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton na Mercedes, ficou em 2º.

A corrida empolgante terminou de forma melancólica, com safety car na pista por causa de problemas com Nico Hulkenberg, da Renault, na penúltima volta. O carro de segurança seguiu na pista até a última volta e só entrou nos boxes para Hamilton receber a bandeirada da vitória. "Decepcionante para o Charles Leclerc, ele fez uma grande corrida", disse o britânico no rádio após sua vitória.

As primeiras colocações da prova foram definidas por falha mecânica. Faltando pouco mais de 10 voltas para acabar a corrida, Charles Leclerc comunicou à Ferrari que seu carro estava estranho. A recuperação de energia do carro da Ferrari falhou e o piloto de 21 anos não pôde fazer nada para impedir a ultrapassagem do rival da Mercedes. Faltou potência e o britânico simplesmente passou Leclerc.

"Ai meu Deus, eu vou tentar", disse o Leclerc ao lamentar o problema em seu carro, ainda na corrida. A Ferrari pediu calma ao jovem de 21 anos, que apenas respondeu um "vou tentar" desanimado. O clima na Ferrari foi de frustração.

Leclerc tinha tudo para fazer uma corrida perfeita. Recuperou a primeira colocação na sexta volta em cima de Vettel e ali ficou até a 47ª volta, quando seu carro falhou. Sebastian Vettel, também da Ferrari, ficou longe do pódio, em 5º, depois de ser ultrapassado por Hamilton e rodar na pista.

DUELO

O duelo mais empolgante da corrida foi entre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton. Se na 23ª volta o piloto da Ferrari nem precisou fazer muito esforço para deixar o britânico para trás, na 37ª quem levou a melhor foi Hamilton. Vettel se segurou contra Hamilton, que continuou atacando e mais rápido até que foi ultrapassado. Para piorar, o piloto da Ferrari ainda rodou e despencou na classificação, chegando a ser o 8º após o incidente, que o obrigou a trocar a asa de seu carro.

ONG alerta que 10% do plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

ONG alerta que 10% do plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

São os equipamentos de pesca abandonados que ameaçam as espécies.

Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma.

“Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida.

A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório Fantasma sob as Ondas. O estudo mostra que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca, chamados de petrechos, são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano. No Brasil, estima-se que 580 quilos desse tipo de material seja perdido ou descartado no mar todos os dias.

Dentre os petrechos mais comuns estão as redes de arrasto, linhas, anzóis, linhéis, potes e gaiolas. Esses petrechos podem matar de várias formas. Os animais podem ficar feridos ou mutilados na tentativa de escaparem, presos e vulneráveis a predadores ou não conseguem se alimentar e morrem de fome.

O estudo avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

Brasil

Nenhuma das 25 empresas atingiu o nível 1, embora três grandes empresas do mercado mundial (Thai Union, TriMarine, Bolton Group) tenham entrado no nível 2 pela primeira vez. O estudo inclui duas empresas com atuação no Brasil, o Grupo Calvo, produtor da marca Gomes da Costa, e Camil, produtora das marcas O Pescador e Coqueiro.

O Grupo Calvo foi classificado no nível 4. Significa que, apesar do tema estar previsto nas ações da empresa, as evidências de implementação são limitadas. Já a Camil foi colocada no nível 5. Segundo relatório, a empresa “não prevê soluções para o problema em sua agenda de negócios”.

Procurado, o Grupo Calvo, cuja matriz é espanhola, afirmou que os produtos Gomes da Costa são fabricados a partir de material comprado de pescadores locais, que utilizam métodos de pesca artesanal. A empresa também informou que reconhece o problema de abandono de objetos e tem tomado providências a respeito.

“[A empresa] conta, entre outras medidas, com observadores científicos independentes a bordo de todos os seus atuneiros, além de observadores eletrônicos em embarcações de apoio, controle constante por satélite, técnicas para reduzir capturas acessórias, proibição de transbordos no alto-mar e de devoluções”.

Procurada, a Camil informou que não iria se manifestar a respeito dos resultados da pesquisa e sobre pesca fantasma.

De acordo com o gerente da Proteção Animal Mundial, uma das principais metas do estudo é fazer os governos enxergarem cada vez mais a pesca fantasma como um problema relevante e carente de políticas públicas eficientes.

“Como uma das principais recomendações, a gente identificou a necessidade dos governos absorverem para a sua agenda a questão da pesca fantasma para, então, criar as estruturas necessárias, criar um diagnóstico e a gente começar a entender o problema. E, em um segundo momento, criar condições para combatê-lo efetivamente”.

30 de março de 2019

Transferência de embaixada para Jerusalém é técnica, diz Yossi Shelley

Transferência de embaixada para Jerusalém é técnica, diz Yossi Shelley

Transferência de embaixada para Jerusalém é técnica, diz Yossi Shelley

O embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, afirmou à Agência Brasil que a transferência de representações diplomáticas estrangeiras de Tel Aviv para Jerusalém deve ser observada sob ponto de vista técnico. Após a decisão dos Estados Unidos de mudar sua embaixada, Paraguai, República Tcheca e outros seguiram na mesma direção. “A discussão toda sobre a embaixada é que se trata de uma questão técnica.”

Às vésperas de viajar para Israel, o presidente Jair Bolsonaro disse que pensa em criar um escritório de negócios em Jerusalém. A iniciativa não afasta a possibilidade de futuramente transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

A viagem do presidente envolve articulações políticas, econômicas, científicas e culturais. A disposição é incrementar as parcerias com os israelenses. Atualmente o Brasil exporta US$ 321,02 milhões e registra US$ 1.168,86 bilhão em importações, com saldo US$ 847,84 milhões favorável a Israel.

Honras

O embaixador afirmou que a recepção preparada para o presidente brasileiro é semelhante à oferecida aos primeiros-ministros da Índia, Narendra Modi, em julho de 2017, e ao primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em maio de 2018. “[Será] uma programa de hospitalidade extenso e variado”, ressaltou.

Ao desembarcar amanhã (31), em Israel, Bolsonaro e a delegação brasileira serão recebidos pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele viajará com cinco ministros, senadores e dirigentes de empresas privadas de grande porte.


Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Tecnologia

Na programação estão previstas a discussão sobre a construção de minissatélites, homenagem à equipe de resgate israelense que veio ao Brasil durante a tragédia de Brumadinho, visita ao museu do holocausto Yad Vasehm e à sala de controle do módulo espacial Beresheet. Israel é hoje um dos países mais avançados do mundo em tecnologia espacial.

“Tanto os Estados Unidos como Israel estão cooperando na área espacial com o Brasil. Isso significa que Brasil e Israel terão cientistas de alto padrão trabalhando juntos, teremos pesquisas tecnológicas avançadas”, disse o embaixador.

O presidente Bolsonaro vai visitar a sala de controle módulo espacial que Israel enviará para a Lua. O módulo lunar robótico Beresheet, que significa Gênesis, em hebraico, deverá descer na Lua em 11 de abril. Israel se juntará dessa forma a um clube exclusivo de países que colocaram um módulo robótico na Lua, como Estados Unidos, Rússia e China.

Com um grupo de empresários, estão previstas reuniões para possíveis parcerias, nas áreas de mineração, energia, tecnologia e espacial, em agendas separadas. “Acreditamos em cooperação, em expansão da economia, em achar lugares em que as economias se complementem, em lugares que israelenses ajudem o Brasil e brasileiros ajudem Israel”, afirmou o embaixador israelense.

Em seguida, Yossi Shelley acrescentou: “[A meta] é criar mais empregos, aumentar a renda, criar um grande bem-estar para as pessoas dos dois lados.”

Holocausto

Bolsonaro visitará o Museu Yad Vasehm, em Jerusalém, no qual estão peças, objetos, fotografias, imagens e som que fazem lembrar o Holocausto, assim como homenagens a não judeus que ajudaram no resgate das vítimas do nazismo.

O presidente homenagerará diplomatas brasileiros que arriscaram a vida ao conceder visto e acolher judeus em Hamburgo (Alemanha) e Paris (França) para evitar que eles fossem presos e enviados a campos de extermínio pela Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Bolsonaro prestará homenagens ao embaixador Luís Martins de Souza Dantas (1876-1954) e a Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mulher do escritor João Guimarães Rosa.

Homenagens

A equipe israelense de socorristas, bombeiros e profissionais de saúde que atuaram durante a tragédia de Brumadinho (MG), em janeiro, na qual morreram 217 pessoas, vai receber da comitiva brasileira um diploma de honra pelo trabalho desempenhado.

Integram a comitiva presidencial os ministros do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno; da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; das Minas e Energia, Bento Costa Lima; da Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações, Marcos Pontes. Também irão alguns senadores e o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, também integra a comitiva.

29 de março de 2019

Bombeiros de MG ajudarão vítimas de ciclone em Moçambique

Bombeiros de MG ajudarão vítimas de ciclone em Moçambique

No país africano, serão mobilizados conhecimentos adquiridos durante as buscas realizadas em Brumadinho (MG) após o rompimento da barragem da Vale na Mina do Feijão, em 25 de janeiro.

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais enviará à Moçambique um grupo de 20 especialistas para atuar em operações de busca, salvamento e gestão do desastre na região afetada pelo ciclone Idai. O embarque está previsto para amanhã (28), em horário ainda indefinido.

Acionado pelo governo federal, através do Ministério das Relações Exteriores, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais vai participar de uma primeira etapa de assistência humanitária a Moçambique. No país africano, serão mobilizados conhecimentos adquiridos durante as buscas realizadas em Brumadinho (MG) após o rompimento da barragem da Vale na Mina do Feijão, em 25 de janeiro. Desde então, 216 pessoas já foram encontradas sem vida e outras 88 estão desaparecidas, segundo os dados mais recentes, divulgados ontem (27). As operações de busca ajudaram a localizar 395 pessoas.

De acordo com nota divulgada pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a ida a Moçambique não impacta a atuação em Brumadinho. "O planejamento de rodízio das equipes já contemplava essa e outras possibilidades de apoio".


Registro da passagem do Ciclone Idai. Foto: Reprodução

Os 20 bombeiros são especialistas em doutrinas de salvamento em soterramentos, de enchentes e inundações, de busca e resgate em estruturas colapsadas e de operações aéreas. Eles ficarão estabelecidos em Beira e Dondo, duas das cidades mais afetadas no desastre. A princípio, os trabalhos no país africano irão durar 15 dias.

"A tropa mineira é considerada referência mundial nesse tipo de atividade, com experiência nas reiteradas enchentes e inundações que já ocorreram nas Minas Gerais. Além disso, durante a operação em Brumadinho, mais uma vez a eficácia das técnicas e doutrinas aplicadas aqui foram exemplo para as demais equipes de busca e salvamento do mundo, servindo de aprendizado, inclusive, para a tropa de Israel", registra a nota.

O transporte até Moçambique será realizado por aeronave das Forças Armadas. Também serão levados dois botes, duas picapes, três drones com imageadores térmicos e ferramentas variadas. Dessa forma, os bombeiros poderão desempenhar suas atividades de maneira autônoma. Além das atividades busca e resgate, eles prestarão auxílio em questões ligadas ao planejamento e inteligência.

Estima-se que o ciclone Idai provocou mais de 750 mortes em Moçambique, Zimbabué e Malawi e afetou diretamente mais de 2,5 milhões de pessoas. Os impactos decorrentes das enchentes e inundações que se seguem ao fenômeno agravam a situação. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou uma campanha para receber doações financeiras alertando que mais de 600 mil crianças estão desabrigadas. Somente em Moçambique, as autoridades locais já contabilizaram mais de 400 mortes.

28 de março de 2019

Papa acirra polêmica entre alas do Vaticano ao recusar beija-mão

Papa acirra polêmica entre alas do Vaticano ao recusar beija-mão

O "baciamano", como se diz no Vaticano, é um antigo ritual de reverência do catolicismo -ao papa e em alguns casos a bispos e cardeais, que também usam o anel como símbolo espiritual..

Um papa Francisco incomodado e que recusa o beija-mão dos fiéis após uma missa é o novo capítulo da polêmica entre conservadores e progressistas que agita os bastidores do Vaticano. O vídeo dos cumprimentos após uma celebração em Loreto, cidade a 280 km de Roma, onde o pontífice esteve na segunda-feira (25), ganhou as redes sociais após o evento. Ao receber os fiéis, Francisco retira a mão quando alguns tentam beijá-la no anel. Ele repete o gesto várias vezes, ficando aparentemente confortável só quando dois jovens não fazem a reverência.

Francisco, como todos os outros papas, recebeu quando eleito o "anel do pescador" (referência a são Pedro, que era pescador e é o padroeiro da categoria), usado na mão direita e um dos símbolos da investidura do poder papal. O "baciamano", como se diz no Vaticano, é um antigo ritual de reverência do catolicismo -ao papa e em alguns casos a bispos e cardeais, que também usam o anel como símbolo espiritual. A recusa em receber os beijos segue a política do argentino à frente do Vaticano.

Eleito há pouco mais de seis anos, Jorge Mario Bergoglio deixou claro seu objetivo de mudar a imagem e a cultura da Igreja Católica, aproximando-a dos fiéis. Ele já pediu aos seus subordinados no Vaticano para não agirem como "príncipes". "O papa não quer ser tratado como um rei. Seu gesto foi explícito nesse sentido", disse Paolo Rodari, vaticanista do jornal italiano La Repubblica.

Há outros gestos do primeiro papa latino-americano da história na tentativa de desmistificar o cargo e tornar a igreja mais "humana". Francisco faz questão de carregar a própria pasta e sempre cumprimenta os membros da Guarda Suíça que o escoltam. Além do discurso carregado de mensagens de justiça social, o argentino também promoveu mudanças internas -algumas visando reduzir custos e acabar com regalias.


Papa Francisco. Foto: Reprodução

Uma delas foi o fim de um concerto anual realizado em Roma para a elite política, econômica e cultural da Itália, uma tradição do Vaticano por décadas. Muito menos pomposa, agora a apresentação é aberta aos pobres. O que chamou a atenção e não escapou das críticas da ala conservadora que faz oposição aberta ao pontífice foram os gestos bruscos ao recusar o beija-mão em Loreto -além de seu visível desconforto.

No vídeo, ele chega a colocar a mão no cotovelo de uma das fiéis para fazê-la sair, logo após driblar um beijo na mão. O episódio passou a ser usado na atual cruzada contra Bergoglio, alvo de ataques dentro e fora da igreja por sua agenda progressista. Internamente, o argentino é acusado de desvirtuar os dogmas da tradição católica -o desprezo com o ritual do anel seria um exemplo. Seu antagonista é justamente o antecessor, o papa emérito Bento 16, referência da ala conservadora da igreja.

O alemão Joseph Ratzinger, que renunciou em 2013 após quase oito anos de pontificado, sempre foi apegado aos rituais clássicos do catolicismo como a comunhão de joelhos e o recebimento das hóstias diretamente na boca.

O site conservador norte-americano Life Site, que se tornou uma espécie de porta-voz da oposição ao argentino, tachou o vídeo de "perturbador" e compartilhou críticas anônimas ao papa. No passado, o site veiculou dossiês elaborados por cardeais contrários ao argentino sobre temas como o abuso sexual na igreja, um dos temas da agenda de Bergoglio.

O Vaticano não se manifestou. Federico Lombardi, diretor da Fundação Ratzinger e ex-porta-voz de Francisco, minimizou o episódio. Segundo ele, "o pontífice do encontro" prefere ser abraçado ao antigo beija-mão.

Brasil enviará dois aviões com ajuda para Moçambique

Brasil enviará dois aviões com ajuda para Moçambique

Assistência inclui equipes de resgate e salvamento para o país que foi assolado pela passagem do Ciclone Idai.

O governo brasileiro decidiu, no âmbito do Grupo de Trabalho Interministerial sobre Assistência Humanitária Internacional, coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores, enviar dois aviões de transporte Hércules C-130, da Força Aérea Brasileira (FAB), com ajuda humanitária para Moçambique.

Segundo nota divulgada hoje (27) pelo Itamaraty, a ação se dá por meio da Agência Brasileira de Cooperação, no contexto da emergência humanitária causada pelo Ciclone Idai, que assolou Moçambique no dia 14 deste mês, com ventos de mais de 170 km/h. O fenômeno provocou grandes inundações e deixou praticamente destruída a cidade portuária de Beira, a segunda maior do país.

A primeira etapa da assistência humanitária brasileira a Moçambique reúne equipes de resgate e salvamento da Força Nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, inclui 20 especialistas em busca e salvamento e dispõe de botes e outros equipamentos adaptados ao tipo de desastre ocorrido em no país. Também segue para Moçambique uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais, formada por 20 especialistas, além dos equipamentos necessários, inclusive veículos.

O Ministério da Saúde doou kits de medicamentos e insumos básicos de saúde capazes de prover assistência emergencial para 9 mil pessoas, por até um mês. A primeira parte da assistência humanitária brasileira será embarcada sexta-feira (29) e destina-se à cidade da Beira, onde deve chegar na tarde de sábado (30). Neste município, segundo o governo moçambicano, já se confirmaram mais de 700 mortes.

27 de março de 2019

Chile discute prisão para quem negar crimes da ditadura de Pinochet

Chile discute prisão para quem negar crimes da ditadura de Pinochet

O texto prevê penas mais duras para funcionários públicos que negarem os crimes da ditadura.

Enquanto o Brasil de Jair Bolsonaro discute se houve ou não golpe contra a democracia em 1964, o Chile debate um projeto de lei que pune com multas e até três anos de prisão quem negar os crimes cometidos pela ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados chilena aprovou o projeto em dezembro. Ainda não se sabe quando o texto será submetido a votação no plenário da Câmara e no Senado.

O projeto foi apresentado em 2017 pelo governo da então presidente Michelle Bachelet. O atual governo, presidido por Sebastián Piñera, se opõe à iniciativa por considerar que ela viola a liberdade de expressão.

O texto prevê penas mais duras para funcionários públicos que negarem os crimes da ditadura. Além disso, pessoas enquadradas pela lei seriam impedidas de ocupar cargos públicos por até cinco anos.

De acordo com a deputada Carmen Hertz, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a nova lei puniria apenas quem justificar, apoiar ou negar os crimes reconhecidos pelo Estado chileno. Assim, o ato de saudar o pinochetismo não seria passível de punição.

"O simples ato de declarar uma opção política não se enquadra na tipificação", afirmou Hertz, segundo o jornal La Tercera.

Ainda de acordo com o La Tercera, dez países tem leis similares à que é debatida agora no Chile. Dentre eles, estão Alemanha, França e Israel, que criminalizam a negação dos crimes do Holocausto.

A ditadura de Pinochet foi responsável por inúmeras violações de direitos humanos, deixando pelo menos 3.000 mortos e desaparecidos. Estima-se que mais de 40 mil opositores tenham sido presos ou torturados no período.

BOLSONARO E A DITADURA

Bolsonaro, que nunca escondeu sua admiração por Pinochet, viajou ao Chile na semana passada. Deputados da oposição chilena resolveram boicotar eventos na agenda do líder brasileiro após declarações do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) elogiando as reformas econômicas da ditadura de Pinochet.

O episódio gerou uma saia-justa para o governo chileno. O presidente Piñera afirmou no domingo (24) que as declarações de Bolsonaro em apoio a ditaduras latino-americanas são "infelizes".

Após retornar ao Brasil, Bolsonaro ordenou que o Exército faça as "comemorações devidas" na ocasião do aniversário do golpe de 1964, que deu início a duas décadas de ditadura militar no Brasil.

Um porta-voz da Presidência disse na segunda-feira (25) que Bolsonaro "não considera o 31 de março de 1964 golpe militar". "Ele considera que nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso país num rumo que salvo melhor juízo, se tudo isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém", afirmou.

Assim como no Chile, a ditadura militar brasileira foi um período de exceção, marcado por censura, torturas, cerceamento do direito ao voto e fechamento do Congresso Nacional.

26 de março de 2019

Veja como ajudar as vítimas do ciclone que atingiu Moçambique

Veja como ajudar as vítimas do ciclone que atingiu Moçambique

A ONU estima que serão necessários ao menos US$ 337 milhões para custear os três primeiros meses de ajuda humanitária aos países.

A passagem de um ciclone, seguida de fortes tempestades que duraram dias, deixou mais de 600 mortos em Moçambique, Zimbábue e Malauí, três países do oeste da África.

Segundo a ONU, cerca de 1,85 milhão de pessoas foram afetadas nas últimas semanas. A força dos ventos e das inundações destruiu casas, plantações e estradas. Com isso, falta água potável, comida, remédios e abrigo. Muitas pessoas ficaram isoladas por dias sem ter o que comer nem onde se proteger das chuvas. 

A ONU estima que serão necessários ao menos US$ 337 milhões para custear os três primeiros meses de ajuda humanitária aos países. Até esta terça (26), apenas 2% desse total havia sido obtido. 

Organizações humanitárias brasileiras e internacionais estão atuando nestes países para ajudar as vítimas. Abaixo, uma lista de como fazer doações para as entidades:

A Central de Apoio, criada por entidades de Moçambique, aceita doações via transferência internacional e presencialmente, em alguns endereços do país, além de fornecer ajuda para encontrar pessoas desaparecidas na tragédia. Mais informações neste site. 

A Junta de Missões Mundiais, ligada à Convenção Batista Brasileira, que conta com uma equipe atuando na região, aceita doações em dinheiro, em reais, pelo seu site. 

O Unicef, agência da ONU para a infância, ajuda algumas das 600 mil crianças desabrigadas pela passagem do ciclone. Informações neste site.

A organização Médicos sem Fronteiras, que cuida da saúde da população em situações de crise humanitária, recebe doações para situações emergenciais como essa. Informações neste site.

A entidade internacional ActionAid leva suprimentos para os sobreviventes do desastre. Informações sobre como doar neste site.

Após ciclone, Moçambique enfrenta risco de surto de cólera

Após ciclone, Moçambique enfrenta risco de surto de cólera

Um vôo de carga deve desembarcar, nos próximos dias, em Moçambique com voluntários e água tratada para atender 15 mil pessoas por dia.

Pouco mais de 10 dias depois de o Ciclone Idai passar por Moçambique, o país está sob alerta do cólera. Segundo as autoridades estrangeiras, há vários registros de mortes em decorrência da doença nos centros de acolhimentos.

Na região da cidade de Beira, a mais atingida pelo desastre, há 228 mil pessoas abrigadas em ambientes sem condições de higiene. A Cruz Vermelha Internacional advertiu que Moçambique enfrenta momento delicado e cercado de ameaças. A comida é escassa.

O cólera, o tifo e a malária são doenças transmitidas através da ingestão de água ou alimentos contaminados e alastram-se em ambientes de pouca higiene. Pelos últimos dados, morreram 446 pessoas em Moçambique. Para as agências humanitárias, o desastre em Moçambique tem semelhanças com as tragédias humanitárias do Iêmen e da Síria.

Prevenção

A Cruz Vermelha informou que adotou uma série de medidas para impedir os surtos no país, inclusive com a instalação de dois hospitais de campo de emergência seguirão. Os hospitais podem fornecer serviços médicos, cirurgias de emergência, bem como internação e atendimento ambulatorial para pelo menos 30 mil pessoas. Um vôo de carga deve desembarcar, nos próximos dias, em Moçambique com voluntários e água tratada para atender 15 mil pessoas por dia.

Fundos de emergência devem fornecer assistência para cerca de 200 mil pessoas, enviando água, saneamento e higiene, abrigo, saúde, meios de subsistência e serviços de proteção nos próximos 24 meses.

O ciclone Idai afetou mais de 1,85 milhão de pessoas em Moçambique, de acordo com as Nações Unidas. A estimativa é que 483 mil pessoas tenham sido deslocadas pelas inundações, que destruíram e submergiram uma área de mais de 3mil quilômetros quadrados.

25 de março de 2019

Moçambique tem 128 mil pessoas em abrigos e corre risco de epidemias

Moçambique tem 128 mil pessoas em abrigos e corre risco de epidemias

As inundações geradas pela chuva destruíram estradas e bloquearam as chegadas de comida e ajuda para as áreas afetadas.

 Onze dias após a passagem do ciclone Idai, 128 mil pessoas estão em abrigos improvisados em Moçambique, segundo o governo. No país, as estradas que estavam bloqueadas começam a ser reabertas. O número de mortos no país segue em 447, mas as equipes de resgate esperam encontrar mais vítimas em áreas que estavam isoladas. 

O ciclone Idai atingiu a cidade portuária de Beira, em Moçambique, com ventos de até 170 km/h na madrugada de 14 de março, e depois seguiu para o Zimbábue e o Maláui. Depois dos ventos, houve vários dias de tempestade. Ao menos 657 pessoas morreram nos três países, segundo a agência Reuters. 

O número de pessoas em abrigos improvisados aumentou de 18 mil no domingo (24) para 128 mil na segunda-feira (25), a maioria delas na região de Beira.

Comunidades cerca de Nhamatanda, 100 km ao noroeste de Beira, receberão ajuda pela primeira vez nesta segunda, de acordo com Celso Correia, ministro da Terra e Meio Ambiente de Moçambique. As inundações geradas pela chuva destruíram estradas e bloquearam as chegadas de comida e ajuda para as áreas afetadas. 

"Estamos mais organizados agora, depois do caos que tivemos. Entregaremos comida para mais pessoas hoje", disse Correia,

Em Beira, os sobreviventes buscam alimentos e roupas, enquanto a Cruz Vermelha tenta reunir os membros de famílias separadas. A cidade de 500 mil habitantes continua sem energia elétrica em algumas regiões, o que dificulta o atendimento nos hospitais. 

As equipes de emergência conseguiram concluir as obras de reparo na única rodovia de acesso à cidade, que foi parcialmente arrasada pelas águas.

RISCO DE EPIDEMIAS

As pessoas que sobreviveram ao ciclone agora terão de se proteger de uma possível epidemia de doenças transmitidas pela água, em particular a cólera, que pode afetar centenas de milhares de pessoas. 

"É inevitável que apareçam casos de cólera e malária", disse o ministro Correia, que anunciou a criação de um centro de tratamento de cólera.

A Cruz Vermelha anunciou na sexta-feira (22) os primeiros casos de cólera em Moçambique, mas a ONU e o governo de Maputo indicaram que ainda não há casos registrados.

"Teremos doenças transmissíveis pela água", advertiu Sebastian Rhodes-Stampa, do OCHA (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários). "Mas com centros instalados, seremos capazes de administrar a situação", completou. Outras doenças que podem se espalhar pela região são dengue, zika e leptospirose. 

Apesar das dificuldades, a população tenta retomar a vida normal. Os sobreviventes iniciaram a reconstrução das casas com os poucos recursos à disposição. A catedral Ponta Gea, que escapou ilesa da tempestade, recebeu neste domingo uma missa em homenagem às vítimas.

Prefeitura de Barão de Cocais decreta feriado para treinar população

Prefeitura de Barão de Cocais decreta feriado para treinar população

O nível de segurança da barragem sul superior da Mina Gongo Soco subiu de 2 para 3, segundo a Vale.

A prefeitura de Barão de Cocais decretou “feriado de segurança” amanhã (25). Esta segunda-feira será reservada para mobilizar a população local em uma simulação de evacuação em caso de rompimento da barragem Sul-Superior da Mina de Gongo Soco. Não haverá aula na rede pública, expediente nas repartições públicas do município nem funcionamento do comércio. As aulas na rede pública só retornam na quarta-feira (27). A medida ocorre após a mineradora Vale emitir alerta a respeito de risco de rompimento da barragem.

Os serviços de coleta de lixo e o Hospital Municipal Waldemar das Dores funcionarão normalmente. As escolas das localidades de Boa Vista, São Gonçalo do Rio Acima, Córrego da Onça e Cocais não foram incluídas no feriado.


Defesa Civil orienta população em Barão de Cocais. Foto:  Prefeitura Municipal de Barão de Cocais/Divulgação

Alerta de risco

O nível de segurança da barragem sul superior da Mina Gongo Soco subiu de 2 para 3, segundo a mineradora. De acordo com a Vale, a medida adotada é preventiva e foi decidida após um auditor independente informar que a barragem apresentava “condição crítica de estabilidade”.

A Defesa Civil de Minas Gerais já havia divulgado hoje (24) um mapa com os sete pontos aos quais os moradores de Barão de Cocais devem se dirigir caso necessitem de proteção. Outra providência tomada foi o deslocamento de agentes da Defesa Civil e da Tropa de Choque para o município. As equipes ficarão de prontidão.

24 de março de 2019

Passageiros são resgatados de navio na costa da Noruega

Passageiros são resgatados de navio na costa da Noruega

Até o início da operação de reboque, 479 pessoas haviam sido retiradas

O navio que sofreu uma falha mecânica no litoral oeste da Noruega começou a ser rebocado na tarde deste domingo (24), após as equipes de resgate terem retirado quase 500 passageiros dos 1.373 que estavam a bordo.

Parado desde o sábado, o Viking Sky começou a se movimentar a uma velocidade de 7 nós com o apoio de outras duas embarcações. As informações foram divulgadas no Twitter pela equipe de resgate.

Até o início da operação de reboque, 479 pessoas haviam sido retiradas, segundo a emissora pública norueguesa NRK.

Mais tarde, fontes do serviço de resgate da Noruega informaram que a operação de retirada dos passageiros da embarcação foi suspensa após a reativação de três dos quatro motores do cruzeiro Viking Sky.

As autoridades da cidade de Fraena, onde foi montado um centro de amparo aos resgatados em diferentes hotéis, afirmaram que 17 pessoas precisaram ser hospitalizadas.

Três delas, de acordo com a NRK estão em estado grave. O Viking Sky deverá ir para o porto de Molde, que fica a 80 quilômetros do local onde o navio parou.

Maré e ventos prejudicam resgate

A operação de resgate foi prejudicada por causa da forte maré e ventos de velocidade considerável, que impediram o envio de outras embarcações e obrigaram o uso unicamente de helicópteros, que só podem transportar entre dez e 15 pessoas por vez.

O Viking enviou um sinal de socorro por problemas no motor por volta das 14h de sábado (10h em Brasília), quando estava a cinco quilômetros do litoral de Hustadvika, uma região complexa para navegação, já que os ventos e as correntes marinhas são frequentes.

O navio realizava o trajeto entre Tromso, no norte da Noruega, e Stavanger, no sul do país, com 1.373 pessoas a bordo. Do total, 915 são passageiros, a maior parte deles turistas dos Estados Unidos e do Reino Unido, além 458 tripulantes.

Alguns passageiros começaram a divulgar nas redes sociais vídeos de dentro do cruzeiro. Nas imagens, é possível ver parte da mobília da embarcação sofrendo efeitos das fortes ondas registradas na região.

Sobre para 446 número de mortos por Ciclone Idai em Moçambique

Sobre para 446 número de mortos por Ciclone Idai em Moçambique

A atualização dos números se dá à medida que o nível da água vai baixando e permitindo o acesso a novos locais

As autoridades de Moçambique afirmaram que o número de mortos no país, em função do Ciclone Idai, subiu para 446. A atualização dos números se dá à medida que o nível da água vai baixando e permitindo o acesso a novos locais. O ciclone provocou fortes ventos, chuvas e inundações no país, além de atingir também países vizinhos, como Madagascar, Malaui, Zimbábue e a África do Sul.

O ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique, Celso Correia , acrescentou que 531 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone, que atingiu o país no fim de semana passado. Os centros de acolhimento atendem, no momento, 109.733 pessoas. Dessas, mais de 6,5 mil requerem atendimento especial, como idosos e grávidas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que haja pelo menos 1 milhão de crianças afetadas pelo ciclone em Moçambique. Foi o país mais atingido pela tragédia. Foram registrados ventos de 150 km/hora.

O ministro lembrou que a água empoçada com a inundação também tem disseminado doenças. “É importante termos consciência de que vamos ter cólera, malária, já temos elefantíase, e vai haver diarreias. O trabalho está sendo feito para mitigar [os surtos]”, disse ele em coletiva de imprensa. A baixa da inundação, no entanto, já permitiu que o governo pudesse enviar médicos para várias regiões, para acompanhar a saúde da população local.

Ontem (23), já no final do dia, as autoridades locais conseguiram tirar a cidade de Beira, capital da província de Sofala, do isolamento. A Estrada Nacional Número 6 (EN6) foi reaberta após uma semana inacessível. A EN6 é aveida principal da região central de Moçambique. Atravessa as províncias de Sofala e Manica, ligando Beira ao Zimbábue.

23 de março de 2019

'Marcha para Sair' percorre 400 km na Inglaterra para defender brexit

'Marcha para Sair' percorre 400 km na Inglaterra para defender brexit

A intenção do movimento é aumentar a pressão sobre o governo Theresa May para que agilizr o processo.

 À distância, os mochilões nas costas e a bandeira na cabeceira da fila indiana fazem pensar em um grupo de escoteiros.
O zoom revela um mar de cabeças brancas, sugerindo talvez uma legião de peregrinos. Já o ritmo de caminhada, sincopado, lembra o de um pelotão sênior de marcha atlética.
Mas não é a proteção da natureza, nem a fé, nem o esporte o que congrega cerca de 80 pessoas, no primeiro dia da primavera, à margem de uma estrada sem acostamento do norte da Inglaterra. Eles só têm pernas para o brexit, a cada vez mais bizantina saída do Reino Unido da União Europeia (UE).
São todos participantes (fixos ou apenas por um dia) da Marcha para Sair (March to Leave), que busca aumentar a pressão sobre o governo Theresa May e o Parlamento para que agilizem o processo.
Na quinta (21), sexto dos 14 dias do périplo, a turma recebeu uma notícia pouco alvissareira (para eles, em todo caso): a UE adiou ao menos até 12 de abril o Dia D do brexit, dando a May mais duas semanas para resolver o imbróglio da aprovação do "acordo de divórcio" pelos parlamentares.
Iniciada na cidade litorânea de Sunderland (nordeste da Inglaterra), a romaria deve culminar na frente do Parlamento, em Londres, na data que marcaria o adeus britânico à Europa: 29 de março.
A reviravolta da última semana é feito brisa a soprar sobre as bandeiras do grupo. Ao lado delas, pululam cartazes com dizeres como "parem de trair o brexit", "salvem o brexit" e "sair significa sair".
No plebiscito de junho de 2016, 52% dos eleitores votaram "leave" (sair), contra 48% de "remain" (permanecer).
O grupo vai percorrer 435 km (cerca de 31 km por dia) em uma região bastante atingida pela desindustrialização nas últimas décadas e majoritariamente partidária do "leave". Uma jornada típica inclui de 6 a 8 horas de caminhada, com parada para almoço.
Quem vai se juntar ao cortejo por dois dias ou mais recebeu, mediante pagamento de 50 libras (R$ 260), um kit "leave", com camiseta azul ou branca com o nome do evento e plaquinha pró-brexit. A organização fornece a esses assíduos hospedagem e alimentação.
Um ônibus panorâmico que leva a inscrição "acredite na Grã-Bretanha" em letras garrafais conduz os participantes a cada manhã ao novo ponto de partida -geralmente, um estacionamento- e os traslada, ao fim das atividades, para o hotel da vez.
Uma carreta com banheiros químicos segue o périplo e, como numa maratona, aparece a cada tantos quilômetros uma boa alma para oferecer água e bolinhos aos "brexiteiros" de estômago vazio. Monitores e seguranças fazem um cordão de isolamento.
O aposentado William Rose, 74, integrou-se pela primeira vez à andança na quarta (20). "Estou com raiva, de saco cheio", dispara. "Theresa May deixou a UE definir a agenda, e o que eles queriam era nos aplicar um castigo. O acordo que ela fechou é pior do que se tivéssemos decidido ficar."
Para ele, a UE deseja criar "os Estados Unidos da Europa, uma federação com uma só bandeira, uma só moeda, um só hino e agora, um só Exército [ideia defendida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, por exemplo]".
Enrolada em uma bandeira do Reino Unido, Gaynor Haycock, 56, pensa parecido.
"Não somos contra os europeus, adoramos eles. O problema é a elite política, o establishment: Donald Tusk [presidente do Conselho Europeu], Michel Barnier [negociador-chefe do brexit pelo lado europeu], Jean-Claude Juncker [nº 1 da Comissão Europeia], Angela Merkel [chanceler da Alemanha]."
Na visão dela, esses líderes "querem mandar em todo mundo, querem forçar os membros da UE a abrir mão de sua soberania".
Haycock diz que a UE destruiu tudo o que era tipicamente inglês em prol de importações. "Estou fazendo isso por meus filhos e netos. Temos de lutar pela liberdade, como nossos antepassados", arremata, com a voz embargada.
A mesma "responsabilidade geracional" move o artesão aposentado John Coyle, 65. "Como posso explicar aos meus filhos que democracia é a vontade popular se deixar isso acontecer?".
Coyle afirma que estará com a marcha no dia 29, na frente do Parlamento, para "testemunhar a traição".
Mas talvez as palavras de William Rose consigam acalmá-lo. "No fim, vamos ganhar. Pode ser não ser agora, pode ser que voltemos à casa zero. Mas vamos ganhar."

Papa aceita renúncia de cardeal chileno envolvido em escândalo sexual

Ezzati foi acusado de encobrir casos de abuso sexual infantil em sua diocese

Sem informar detalhes, a Santa Sé informou na manhã deste sábado (23) que o papa Francisco aceitou o pedido de renúncia do cardeal chileno Ricardo Ezzati, 77. 
Segundo informações das agências internacionais, Ezzati foi acusado de supostamente encobrir casos de abuso sexual infantil em sua diocese, revelados em maio passado. 
Em uma situação similar na terça (19), o papa alegou "presunção de inocência" e rejeitou o pedido de demissão do cardeal francês Philippe Barbarin, condenado por ocultar casos de abuso sexual de menores. 
Com a renúncia de Ezzati, foi nomeado para a posição de arcebispo de Santiago um administrador apostólico. Até o momento, o papa já aceitou a renúncia de sete bispos chilenos.
Na sexta (22), a Justiça chilena negou o pedido de Ezzati de insenção das acusações. 
"Reitero meu compromisso e o da Igreja de Santiago pelas vítimas, pela busca da verdade e pelo respeito à justiça civil. Estou certo de que nunca cobri ou obstruí a justiça e, como cidadão, cumprirei o meu dever de fornecer toda a informação que ajude a esclarecer os fatos ", disse o cardeal em declaração feita em julho de 2018.
Ezzati foi nomeado bispo por João Paulo II em 1996. Bento XVI o nomeou arcebispo de Santiago do Chile em 2010 e o Papa Francisco o nomeou cardeal em 2014.
Em uma carta aos fieis chilenos divulgada em maio de 2018, Francisco disse estar envergonhado que nem ele nem os líderes católicos do Chile tenham verdadeiramente escutado às vítimas de abuso sexual por parte de religiosos chilenos.
Na época, o papa recebeu a renúncia coletiva de 34 bispos chilenos, fato inédito na história da Igreja Católica. Nenhum outro papa falou publicamente sobre práticas de acobertamento na igreja.
Na última década, o Vaticano focou suas investigações em punir aqueles religiosos acusados de abuso, mas ignorou os bispos ou outros superiores que transferiam pedófilos de paróquia em paróquia sem removê-los da igreja ou denunciá-los à polícia.
Em 2010, o então papa Bento 16 criticou bispos irlandeses pela "resposta frequentemente inadequada" aos casos de abuso. Mas o pontífice alemão nunca falou de um sistema de poder dedicado a proteger molestadores e a se esquivar das vítimas.

22 de março de 2019

Trump sinaliza que vai facilitar visto para brasileiros, diz Bolsonaro

Trump sinaliza que vai facilitar visto para brasileiros, diz Bolsonaro

Presidente comentou viagem aos EUA em transmissão ao vivo na internet.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (21) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a possibilidade de facilitar a entrada de brasileiros no país norte-americano, como gesto de contrapartida à decisão do governo brasileiro de isentar cidadãos de quatro países, inclusive os EUA, do visto de turismo e negócios para entrada no país. A sinalização teria ocorrido durante reunião bilateral ocorrida na última terça-feira (19), em Washington, na primeira visita oficial de Bolsonaro ao exterior.

"O presidente Trump sinalizou sobre a possibilidade, para alguns grupos de brasileiros, [de] começar a abrir a insenção de visto", afirmou o presidente, durante transmissão ao vivo em sua página no Facebook, diretamente de Santiago, no Chile, onde cumpre agenda a partir desta sexta-feira (22). O presidente brasileiro não detalhou como será essa isenção.

De acordo com o presidente norte-americano, no entanto, a ideia é viabilizar a inclusão do Brasil no programa Global Entry, iniciativa do governo dos EUA que permite que viajantes frequentes de determinados países possam entrar no país sem passar pelas filas de imigração. Atualmente, são elegíveis ao programa cidadãos de 11 nações: Argentina, Índia, Colômbia, Reino Unido, Alemanha, Panamá, Cingapura, Coreia do Sul, Suíça, Taiwan e México.


O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva no Rose Garden da Casa Branca, em Washington (EUA). Foto: Isac Nóbrega/PR

Apesar de facilitar a entrada, o Global Entry não chega a isentar os viajantes de visto. São exigidas algumas condições básicas, como entrevista e comprovante de inexistência de antecedentes criminais.

Bolsonaro justificou a decisão do governo brasileiro de isentar de vistos viajantes temporários oriundos de EUA, Japão, Canadá e Austrália, ao dizer que a medida vai gerar divisas para o país, por meio da promoção do turismo.  "Houve uma crítica, por parte da imprensa, de que deixaríamos de arrecadar nessa questão de visto em torno de R$ 60 milhões por ano. Só que, com toda certeza, como o fluxo de gente será muito grande aqui, dada a isenção de visto, para turismo e negócio, eles vão deixar bilhões aqui dentro, que superam, em muito, esses R$ 60 milhões que, por ventura, estaremos perdendo aí na isenção de visto", afirmou.

Otan

Durante a transmissão, em que fez um balanço da viagem aos EUA, Bolsonaro comemorou outra promessa de Donald Trump, de que vai trabalhar para a entrada futura do Brasil na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar composta por 29 países-membros da Europa e América do Norte.

"Outro assunto tratado lá também foi a possibilidade do Brasil integrar um seleto grupo de grande aliado extra-Otan. Existe a Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, onde os países do Atlântico Norte fazem parte desse grupo de auto-defesa, ou seja, quando um país, por ventura for atacado injustamente, os outros países tem aquele ato como agressão a si próprio. E logo depois, o presidente Trump falou que, mais do que isso, ele quer nos colocar na Otan mesmo. Ele pretende modificar o estatuto da Otan, vai levar à apreciação dos demais parceiros, para ver se o Brasil entra efetivamente nesse círculo".   

No balanço da viagem, o presidente da República ainda destacou a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão.

21 de março de 2019

Fortes chuvas causadas por ciclone dificultam resgates em Moçambique

Fortes chuvas causadas por ciclone dificultam resgates em Moçambique

O número de pessoas que morreram na passagem do ciclone e nas inundações que o seguiram pode chegar a mil, afirmou o presidente do país.

Equipes de resgate se apressam devido ao aumento do nível da água para salvar sobreviventes de inundações na cidade portuária de Beira, em Moçambique, depois que um forte ciclone matou centenas e deixou um rastro de destruição no sudeste da África na última semana.

Nesta quarta (20), havia milhares de pessoas presas em telhados de casas e árvores. Quem está ilhado não tem acesso a comida nem a água potável, e as ruas alagadas tornam extremamente difícil a chegada de funcionários do resgate e de suprimentos. "Nas árvores, as pessoas têm de lidar com cobras, insetos, animais", disse Ian Scher, presidente da organização sul-africana Rescue SA, que participa das operações de socorro em Moçambique.

O ciclone Idai atacou Beira com ventos de até 177 km/h na última quinta-feira (14), seguindo depois para o Zimbábue e o Maláui. Prédios foram derrubados, colocando em risco a vida de milhões de pessoas que vivem na região. "Temos milhares de pessoas que, há mais de três dias, estão presas nos telhados e nas árvores à espera de socorro" disse Caroline Haga, funcionária da Federação Internacional da Cruz Vermelha.

As áreas mais atingidas ficam perto do rio Búzi, a oeste de Beira, segundo Haga. Dois rios, incluindo o Búzi, transbordaram, o que causou uma enxurrada em Moçambique, gerando uma "segunda emergência". Beira é a segunda maior cidade do país depois da capital, Maputo, da qual fica distante cerca de 1.200 km. Tem cerca de 530 mil habitantes, de acordo com o censo de 2017.

Os militares planejavam a distribuir alimentos na cidade, mas o seu helicóptero não pôde decolar nesta manhã por causa do mau tempo. As fortes chuvas que têm caído na região podem terminar gerando ondas de até oito metros de altura, de acordo com o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi. O mandatário declarou estado de emergência e decretou três dias de luto nacional a partir desta quarta-feira.


Foto: Reprodução. 

Equipes de resgate jogam de helicópteros biscoitos de alta concentração energética, comprimidos de purificação de água e outros suprimentos para pessoas cercadas por nada além de água e lama marrom-avermelhada.

Na terça-feira (19), as equipes de resgate salvaram 167 pessoas perto de Beira com a ajuda de helicópteros da Força Aérea da África do Sul. As inundações também trouxeram a ameaça de aumento de doenças respiratórias, como pneumonia, e também daquelas transmitidas pela água. O presidente moçambicano afirmou que há mais de 200 mortes confirmadas mas acrescentou que o número pode chegar a 300. "Cerca de 350 mil pessoas estão em perigo", disse Nyusi.

O número de pessoas que morreram na passagem do ciclone e nas inundações que o seguiram pode chegar a mil, afirmou o presidente. No Zimbábue, o ministro July Moyo afirmou que ainda é necessário confirmar os números de mortos e que há pelo menos 217 desaparecidos. "O número total, nos disseram que poderia ser 100, alguns dizem que podem ser 300. Mas não podemos confirmar esta situação", disse.

Em Moçambique, uma zona de 100 quilômetros de extensão está totalmente inundada, segundo o ministro do Meio Ambiente, Celson Correia. Além disso, a capacidade de algumas represas está se aproximando de seu nível máximo, informaram várias ONGs.

O presidente Nyusi pediu para aqueles que vivem perto de rios na região que "deixem a área para salvar suas vidas", porque as autoridades poderiam não ter outra escolha senão abrir as barragens, apesar de as terras já estarem inundadas.

A União Europeia anunciou na terça uma ajuda inicial de 3,5 milhões de euros (R$ 15 milhões) para os três países atingidos. Os Estados Unidos enviaram US$ 700 mil (R$ 2,6 milhões) e uma equipe de especialistas em desastres.

20 de março de 2019

Brasil e EUA assinam acordos de cooperação em segurança

Brasil e EUA assinam acordos de cooperação em segurança

A iniciativa visa o combate conjunto ao crime organizado transnacional, intensificando cooperação já existente entre os dois países.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública assinou acordos de cooperação institucional com o FBI e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos para o compartilhamento de informações sobre a atuação de grupos criminosos e terroristas. As informações são da Agência Brasil.

Os acordos foram assinados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, durante a visita da comitiva brasileira que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos -encerrada nesta terça-feira (19).

Segundo a pasta, a iniciativa visa o combate conjunto ao crime organizado transnacional, intensificando cooperação já existente entre os dois países.

Os textos assinados ainda não foram divulgados, mas, de acordo com o Ministério da Justiça, o acordo com o FBI prevê a troca de informações que permitam identificar as impressões digitais em investigações criminais. Com o acordo, as respectivas autoridades do sistema jurídico poderão fornecer informações identificadoras de impressões digitais obtidas legalmente.

Já o termo de cooperação firmado com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos permite o intercâmbio de oficiais em programas desenvolvidos pelos países, principalmente para facilitar a troca de informações sobre ameaças nas fronteiras do Brasil e dos Estados Unidos.

REUNIÕES

Ainda durante a viagem, o ministro Sergio Moro se reuniu com autoridades como a secretária do Departamento de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen; com o ministro da Justiça norte-americano, William Barr, e com o diretor do FBI, Christopher A. Wray -além de participar do jantar organizado pelo embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, para o qual foram convidados acadêmicos norte-americanos e formadores de opinião.

Moro aproveitou os encontros para falar sobre o projeto de lei anticrime que o governo federal enviou ao Congresso Nacional, propondo mudanças em várias leis como forma de combater a corrupção, crimes violentos e facções criminosas.

Também foram mencionadas a atuação de organizações criminosas no Brasil e as medidas de enfrentamento já adotadas pelo Estado, como a recente transferência de líderes de organizações criminosas para presídios federais de segurança máxima, e a importância da adesão do Brasil à Convenção de Budapeste, tratado internacional firmado no âmbito do Conselho da Europa para definir os crimes praticados por meio da Internet.

Além do ministro Sergio Moro, acompanharam o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); Ernesto Araújo (Relações Exteriores); Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia); Paulo Guedes (Economia); Tereza Cristina (Agricultura) e o porta-voz Otávio do Rêgo Barros, além de outras autoridades.