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Notícias Piauí

20 de outubro de 2018

Em apenas 10 meses, focos de incêndio aumentam 45,8% no Piauí

Somente nos últimos quatro meses foram mais de 7 mil focos de queimadas em todo o estado, número maior do que o registrado em todo o ano de 2017.

De janeiro a outubro deste ano, já foram contabilizados 8.114 focos de queimadas em todo o estado do Piauí. Os dados refletem um aumento considerável em relação ao número de queimadas registradas durante o ano de 2017, quando 5.562 ocorrências foram contabilizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, representando um aumento de 45,88%.

Os dados constam no relatório de monitoramento por satélite, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o relatório, do total de focos registrados em 2018, 92% ocorreram durante o segundo semestre, compreendendo os meses com temperaturas mais elevadas e com baixo índice chuvas. De julho a outubro, foram 7.468 focos de incêndio e queimadas em vegetação no Piauí, uma média de 66 ocorrências por dia.


Incêndio amedrontou moradores do condomínio Solaris I, na zona Sul de Teresina. (Foto: Reprodução)

Segundo os dados do Inpe, o Piauí é o sexto estado com maior número de focos de queimadas no Brasil. O estado fica atrás apenas do Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia e Mato Grosso. Somente neste último foram mais de 16 mil ocorrências de queimadas em vegetação este ano, o dobro do número registrado no Piauí. O número preocupa, em especial se considerarmos que um foco de incêndio corresponde ao tamanho de um campo de futebol. 

Em Teresina, o registro de fogo no mato tem se tornado comum, em especial nesse período do ano, conhecido popularmente como B-R-O-Bró. Na manhã deste sábado (20), por exemplo, o incêndio em um terreno baldio amedrontou moradores do condomínio Solaris I, localizado na zona Sul de Teresina. O Corpo de Bombeiros de Teresina foi acionado e se deslocou até o local para controlar as chamas e evitar maiores prejuízos.

19 de outubro de 2018

A origem do nome Piauí: o rio dos piaus

Ao longo de sua história, o Piauí se caracterizou pela presença marcante do vaqueiro.

Conta a historiografia que antes da colonização do Brasil, a região onde atualmente está situado o Estado do Piauí era povoada por índios de diferen­tes tribos. Estima-se que à época da colonização existiam cerca de 150 tribos no território do Piauí. O extermínio dos índios é o grande obstáculo para que se possa afirmar com precisão quais eram es­sas tribos. Sabe-se que na região existiam índios Tremembés, Pimenteiras, Gueguês, Gamelas, Je­nipapos, Guaranis, Cabuçus, Muipuras, Aitatus e Amoipirás, em meio às demais tribos que foram dizimadas pelos exploradores.

A origem do nome Piauí - segundo a historio­grafia - está ligada aos índios que viviam no terri­tório, antes da chegada dos brancos exterminado­res dessas nações: a palavra Piauí teria sua origem na expressão tupi-guarani "piau-i", traduzida pelo branco colonizador como "rio dos piaus" - "piau" (peixes pintados) e "i" (água) -, que terminou por dar nome ao território de Piauí. No entanto, estu­diosos registram que no ano de 1719 foi instituída a Capitania de São José do Piauí, era esse o nome completo. Mas, o ‘São José’ foi apagado e ficando apenas Piauí.

Ao longo de sua história, o Piauí se caracterizou pela presença marcante do vaqueiro, em suas in­cursões pelo interior com a pecuária que ganhou características próprias, era extensiva, extrativista e ocupava grandes espaços. O gado ficava solto à sua sorte, quase independente do trabalho huma­no. As fazendas piauienses, dentro de pouco tem­po, tornaram-se as mais importantes da Região Nordeste, e os seus rebanhos eram encaminhados a pé, aos mercados da Bahia e de Minas Gerais, a cerca de 1.500 quilômetros de distância. Este co­mércio foi importante até 1769.

Escreveu Aroldo de Azevedo (1910-1974) no seu livro ' O Brasil e suas Regiões': 'Na segunda metade do século XVII, o português Domingos Afonso Mafrense, auxiliado pelo paulista Domin­gos Jorge Velho, atingiu o sudeste do Piauí, dizi­mou os índios que ali viviam e abriu as primeiras fazendas de gado no vale do Canindé (1673). Com o tempo, passou a possuir 39 fazendas, onde viviam 50.000 bovinos e cerca de 3.000 equinos; tornou-se o verdadeiro dono daqueles sertões, o que valeu o nome de Domingos Jorge Sertão.

Ao falecer, deixou tais propriedades para a Com­panhia de Jesus, que as administrou até sua extin­ção (1760). O principal núcleo transformou-se na Vila da Mocha (1712), cidade de Oeiras (1761), capital do Piauí até 1851. As vanguardas desta cor­rente povoadora chegaram a alcançar o Maranhão, onde surgiu a cidade de Pastos Bons.' A criação de bovinos se impôs como estrutura econômica qua­se única na bacia do rio Parnaíba, onde o número de fazendas teve um crescimento vestiginoso.

 Dia do Piauí

Embora 19 de outubro seja comemorado Dia do Piauí, a data não re­mete à criação do Estado, mas à aclamação da sua independência ocorri­da em Parnaíba, no ano de 1822 – um mês após Dom Pedro I declarar o Brasil independente de Portugal. Liderado por João Cândido de Deus e Silva, coronel Simplício Dias da Silva, Domingo Dias da Silva, José Fer­reira Meireles, Bernardo de Freitas Caldas e Joaquim Timóteo de Brito, o movimento tinha como objetivo libertar a província do jugo da Coroa Portuguesa, mas continuar fiel ao imperador Dom Pedro II.

Ao tomar conhecimento do fato, o comandante das Armas, major por­tuguês João José da Cunha Fidié – que mantinha o comando da província em Oeiras -, em 13 de novembro e 1822, se afasta da capital da província e entra em Parnaíba para combater os revoltosos a 18 de dezembro. Não disparou sequer um tiro, pois quando entrou na vila já a encontrou ocupa­da por tropas portuguesas vindas do Maranhão. Os patriotas parnaibanos haviam recuado para Granja, no Ceará, que se declarara fiel ao imperador Pedro I, numa retirada estratégica.

Dezenove de outubro foi declarado, oficialmente, Dia do Piauí, através da Lei Estadual, nº176, aprovada pela Assembleia Legislativa, de autoria do então deputado José Auto de Abreu, e sancionada em 30 de agosto de 1937, pelo então governador interino Anfrísio Lobão Veras Filho, e publi­cada no Diário Oficial em 1º de setembro daquele ano.

Um corredor de rebanhos

O Piauí não dispunha de nenhuma saída para o mar, antes de 1880. Para ter as vantagens de ser um Estado com acesso ao mar, foi realizada uma tro­ca cedendo dois municípios ao Ceará (Crateús e Independência) em troca de uma costa oceânica que tem apenas 66 quilômetros de extensão. Até o ano de 1695, o território pertencia à capitania de Pernambuco, quando por carta régia foi transferido para a capitania do Maranhão, porém a transfe­rência só foi efetivada em 1715.

Neste período de 20 anos houve uma desordem administrativa, que provocou a distribuição de sesmarias indiscriminadamente por ambas as capitanias. Foi em 1795, que o príncipe regente João VI regulamentou a distribuição de sesmarias e puniu os desmandos dos sesmeiros. A capitania do Piauí foi oficialmente criada em 1718, mas só foi instalada em 1758, quando o governador João Pereira Caldas (1724-1794) a organizou.

A colonização do território piauiense começou pelo sul, quando o fa­zendeiro baiano Domingos Afonso Mafrense e o bandeirante paulista Do­mingos Jorge Velho (1641-1705), à serviço da Casa da Torre de Garcia D’Avila, conseguiram atravessar para o outro lado da margem do rio São Francisco num trecho encachoeirado. Primeiramente tomaram posse de terras do Pernambuco e mais tarde seguindo o fluxo do riacho do Pontal e pela serra dos Dois Irmãos passaram a estabelecer currais em território piauiense.

Estabeleceram-se em 1670 às margens do rio Parnaíba, primeiro rio pe­rene que encontraram, depois de ultrapassado o rio São Francisco. A his­tória do vaqueiro se confunde com a história do Piauí: ele foi decisivo para o desenvolvimento econômico da região. A capitania do Piauí tornou-se o centro de exportação de carne bovina para o resto do Brasil, considerada, no período colonial, o curral e o açougue do Brasil.

Celebrações cívico-militares e religiosas marcam o Dia do Piauí

Governador Wellington Dias participa de programação especial em Parnaíba e Teresina

 Em alusão às comemora­ções dos 196 anos de adesão do Piauí à Independência do Brasil, quando se celebra o Dia do Piauí, o governador Wellington Dias participa de programação especial, com a realização de atos cí­vico-militares e celebrações religiosas nas cidades de Parnaíba e Teresina.

As festividades se inicia­ram com a realização, na Igreja Batista Nacional Bereana, no Bairro Mocam­binho, em Teresina, de um Culto em Ação de Graças.

A carnaúba é a arvore símbolo do Estado, que estará comemorando 196 anos de independência nesta sexta-feira (19). (Foto: ODIA)

Ontem foi realiza­da a cerimônia de outorga da Ordem Estadual do Mé­rito Renascença do Piauí, no Teatro Saraiva, em Parnaíba. Instituída em 31 de março de 1973, a Ordem é a mais alta comenda do Estado, oferecida a personalidades com admiração e reconheci­mento do povo e do Gover­no do Piauí.

As celebrações se encer­ram na sexta-feira (19), Dia do Piauí, quando, ainda em Parnaíba, o governador par­ticipa de solenidade cívico-militar em homenagem aos heróis do 19 de outubro de 1822, às 7h30, na Praça da Graça.

Às 17h, na Catedral de Nossa Senhora das Dores, em Teresina, será realizada uma Missa em Ação de Gra­ças. De lá, o governador se­gue para o Complexo Cultu­ral Theatro 4 de Setembro, na Praça Pedro II, centro da capital, onde participa de cerimônia de outorga da Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí.

Piauí 196 anos, nossa origem, nossa história

São muitos os fatores que contribuem para nomear um município, dentre eles a ingerência política, religiosidade, culto a antepassados e um acidente geográfico

De um caldeirão de possibilidades, que pode estar relacio­nado à política, à religiosidade, ao tradicionalismo e a outras realidades, segundo o historiador Alcides Nascimento, pode ter originado o nome dos municípios piauienses, ressaltando que o assunto alcança uma amplitude bem maior à já mencio­nada por alguns curiosos ou mesmo escritores – na ânsia de desvendar esse universo diverso, cheio de indagações e ver­sões. Um lago, um santo protetor dos primeiros habitantes, um político – de alguma forma relacionado ao local -, refe­rências a antepassados e à distante colonização: tudo isso são motivos que levam ao “batizado” de uma localidade, de um povoado etc.

Alcides Nascimento lembra que nem sempre há apenas uma versão do fato. (Fotos: Poliana Oliveira/ODIA)

Entretanto, Alcides Nascimento deixa claro ao observar que, embora alguns desses topônimos (nome ou expressão usados para nomear um lugar) tenham sua origem bem divul­gada, e até tida como verdadeira, seria necessário um estudo bem mais aprofundados para dirimir dúvidas, para se chegar a uma conclusão precisa. Seria necessário conhecimento mais vesticalizado, no sentido de que esses dados sejam providos de consistência. Ele lembra que em muitas situações a trans­missão oral termina por camuflar a verdadeira história, talvez já esquecida pela ausência de documentos que a comprovem, daí preferir utilizar a expressão “uma das versões...”.

“Poderíamos citar, como exemplo, o nome de nossa capital, Teresina. No livro do jornalista Arimatéia Tito Filho, “Tere­sina, Meu Amor”, é citado que Teresina é homenagem à im­peratriz Teresa Cristina, esposa do imperador Dom Pedro II: seria “Teres” de Teresa, e “ina de Cristina. “Esta é a versão mais difundida, vamos dizer assim, pois não é a única, portanto é sempre sensato não incorrer no risco de fazer uma afirmação. Saraiva, quando veio se instalar na nova capital, em documento encaminhado a Dom Pedro II, registra o fato de já estar na nova capital que passa a se chamar Teresina. Há uma versão sobre ser Teresina homenagem a uma jovem italiana de mesmo nome. Mas o melhor é nunca afirmar quando não se tem conhecimen­to aprofundado sobre o fato”, ressalta o historiador. 

18 de outubro de 2018

Secretaria de Segurança realiza reunião de planejamento para Enem 2018

Na ocasião foram discutidas ações integradas entre os órgãos que compõem a parceria. As provas do Exame ocorrem nos dias 04 e 11 de novembro.

A Secretaria de Segurança Pública se reuniu com representantes dos Correios e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para traçar ações integradas para operação Enem 2018 no Piauí. A reunião ocorreu na manhã desta quinta-feira (18).

Segundo a secretária, foram discutidas ações integradas entre os órgãos que compõem a parceria. “As ações integradas visam garantir a segurança e logística na distribuição de material, para todo o Piauí, e monitoramento nos dias de prova”, ressalta Coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle Regional Piauí, Major Audivam Nunes.

Foto: Divulgação/SSP

Estiveram também presentes na reunião o Coordenador do Policiamento Ostensivo do Enem no Piauí, o tenente-coronel Mota, a Coordenadora Estadual de Logística da FGV, Professora Norma Suely e o Coordenador Regional de logística dos Correio, Leonardo Reis.

Esta será a 20ª edição do Enem e as provas acontecem nos dias 04 e 11 de novembro de 2018. No Piauí em 2017, a Secretaria de Segurança Pública instalou em sua sede o Centro Integrado de Comando e Controle com acompanhamento real das ocorrências, envolvendo todas as instituições. O Plano de Segurança para operação Enem 2018 será apresentado dia 01 de novembro na sede da SSP.

Preparados para a prova?

Na próxima segunda-feira (22) os candidatos receberão o cartão de confirmação e já poderão ver o local de provas. Vale lembrar que o horário de verão começará no primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 4 de novembro. 

Foto: Reprodução/Agência Brasil

No primeiro dia do Enem (4/11), serão aplicadas as provas de linguagem, ciências humanas e redação. A aplicação terá 5h30 de duração. No segundo dia (11/11), haverá provas de ciências da natureza e matemática. Os estudantes terão cinco horas para resolver as questões.

17 de outubro de 2018

Piauí está proibido de comprar porcos do Ceará por conta de peste suína

A proibição foi confirmada pela Adapi, a adoção da medida tem como objetivo evitar que o rebanho piauiense se infeste com a doença.

A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) proibiu a importação de suínos vivos ou de carne suína do Estado do Ceará. A medida ocorre após uma infestação de peste suína clássica no estado vizinho, o que ocasiona riscos para a saúde do rebanho piauiense. A infestação foi confirmada pelo Laboratório Nacional Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

A peste foi confirmada no município de Forquilha (CE), em propriedade de criação familiar de subsistência, sem vínculos com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de suínos. Segundo o Mapa, estão sendo adotados os procedimentos para eliminação do foco, com sacrifício e destruição dos suínos. 

A adoção da medida no Piauí tem como objetivo evitar que o rebanho piauiense se infeste com a doença. “Essa medida foi tomada por precaução, isso é para prevenir que essa doença se espalhe e afete o Piauí e outros estados próximos”, confirma Thais Santos, coordenadora do Programa de Sanidade Suídea da Adapi. 

Foto: reprodução/Fotos Públicas

De acordo com o Mapa, o Piauí não faz parte da zona livre da doença, no entanto não há casos de infestação no Estado. A coordenadora da Adapi comenta que atualmente só há foco de infestação no Ceará. “Somente no Ceará está confirmado o foco de peste suína clássica. Anterior a esse foco, só foi confirmada a doença no Rio Grande do Norte, Amapá e Pará em 2009. Desde então, o Brasil estava sem infestação pela peste”, comenta Thais Santos. 

Thais comenta ainda que a doença não traz riscos para a saúde humana. “A peste não é uma zoonose, sendo assim, ela não apresenta riscos para o humano. O risco dela é relacionado à área socioeconômica, ao bem-estar animal e meio ambiente. O risco maior é justamente para quem cria porcos”. explica. No entanto, ela alerta que apesar de não existir riscos para o homem, é recomendável que o consumidor sempre verifique a procedência da carne que está comprando e se ela já foi inspecionada. 

A peste suína clássica (PSC), também conhecida como cólera suína, é uma doença viral contagiosa que afeta somente suínos domésticos e selvagens. Ela se caracteriza principalmente por febre alta no animal, lesões vermelhas a pele, principalmente nas extremidades e alta mortalidade e retardamento no crescimento. 

A recomendação da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) é de que o suinocultor sempre se certifique de que os animais adquiridos sempre sejam de rebanhos saudáveis, em caso de suspeitas, não se deve adquirir o animal. Sempre transitar com os animais acompanhado da guia de trânsito animal, manter o cadastro atualizado junto a Adapi, não alimentar os suínos com restos de alimentos, e se for observado qualquer sintoma da doença comunicar a Adapi.

Equatorial assume a Eletrobras Piauí e começa a operar no Estado

Investimento inicial será de R$ 720 milhões. Meta para os primeiros 6 meses é reduzir a falta de energia e melhorar prazo de retorno quando houver falhas no fornecimento.

A Equatorial Energia assumiu hoje (17) a concessão para distribuir energia elétrica no Estado no lugar da Eletrobras distribuição Piauí. A empresa foi a vencedora do leilão realizado no dia 26 de julho e já obteve todas as autorizações necessárias para começar a operar o serviço no Estado. A previsão de investimento inicial da Equatorial no Estado é de R$ 720 milhões, que serão usados também para pagar parte das dívidas da Cepisa, que hoje acumula um débito de R$ 2,5 milhões.

De acordo com o presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, um dos objetivos nesses primeiros anos é tornar a empresa economicamente viável, combatendo a inadimplência, reduzindo as perdas de energia (as ligações clandestinas ou “gatos”), além de planejar e executar medidas necessárias no processo de gestão, visando garantir investimentos para melhorias da energia e assim promover o desenvolvimento do Piauí.


Foto: Ithyara Borges/O Dia

A empresa passará por um processo de transição e as melhorias na qualidade de serviços. Segundo a Equatorial, os benefícios serão percebidos pelos consumidores ao longo dos próximos anos, sendo essa uma das principais metas da companhia.

"Uma das grandes metas nestes primeiros 180 dias, mesmo com toda dificuldade financeira, será trabalhar com intuito de reduzir a falta de energia e melhorar o prazo de retorno quando houver a falta. Acreditamos que assim conseguiremos ter uma melhoria na qualidade da energia para amenizar o calor nesta época do B-R-O-Bró", afirmou Nonato Castro, que assumiu o cargo de presidente da Equatorial Energia no Piauí.

Redução da tarifa e caixa

De acordo com o Augusto Miranda, a Equatorial Energia está assumindo a Eletrobras Piauí com indicadores negativos e com cobranças da sociedade por melhorias na qualidade do serviço. “Nós estamos pegando uma dívida de R$ 2,5 milhões e a geração de caixa da empresa dos últimos três anos tem sido negativa. Nosso esforço é fazer investimentos para a Eletrobras Piauí respirar e colocar dinheiro no caixa”, disse.  

Com relação à tarifa, o presidente da Equatorial pontuou que é a Aneel que indica se você vai ter reajuste. De acordo com ele, a empresa fica à mercê de um órgão regulador. “Precisamos dar um choque de gestão na empresa. Nós temos os modelos de gestão de meritocracia. Vamos ver quem é que realmente está afim de trocar esse jogo conosco nós vamos medir o esforço se cobrar resultados”, finalizou Augusto.

Insatisfação

Durante a coletiva da Equatorial, funcionários da Eletrobras Piauí se reuniram na porta da empresa com carro de som e cartazes em protesto. Eles alegavam que não há nenhuma segurança jurídica no fato de a empresa assumir distribuidora do Piauí, devido aos processos impetrados pela categoria contra a privatização, que tramitam na Justiça e que ainda não foram julgados.

Leilão

A Equatorial Energia foi a vencedora do leilão de privatização da Eletrobras Piauí acontecido em julho passado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O lance oferecido pela empresa teve um índice de deságio de 119 pontos. A Eletrobras Piauí foi vendida por R$ 50 mil, com capitalização de partida de R$ 720 milhões, valor este que deve ser investido pela Equatorial na distribuidora de energia do Estado.

A venda garantia também a redução de 8,52% na tarifa, mais o pagamento de R$ 95 milhões para a União. Vale destacar que a redução tarifária era o principal critério estabelecido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que considerou vencedora a empresa que ofertasse o maior desconto na conta repassada ao consumidor.

A empresa

A Equatorial Energia é uma holding de atua no setor elétrico brasileiro nos segmentos de distribuição, transmissão, geração de energia através de termoelétrica, e comercialização. A empresa é proprietária da Companhia Elétrica do Maranhão (CEMAR) e da Companhia Elétrica do Pará (CELPA).

Sem estrutura, agências dos Correios no interior do PI acumulam encomendas

Entre as deficiências, foram constatadas paredes com cupim e estantes velhas e enferrujadas. Correios fechará uma agência no Estado.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí (Sintect-PI) encontrou uma série de irregularidades e problemas na estrutura físicas de agências do interior do Piauí durante vistoria realizada no começo deste mês de outubro. Na agência de Luzilândia, por exemplo, foram encontradas paredes cobertas por cupim e estantes para armazenamento de correspondências cobertas de ferrugem e quebradas.

Já na agência de Castelo do Piauí, foi constatado acúmulo de encomendas postais (cartas). Segundo a entidade, isto acontece devido ao baixo efetivo de trabalhadores que fazem entrega na cidade e região. E falando em trabalhadores, o presidente do Sindicato, Edilson Rodrigues Santos, informou que os profissionais estão trabalhando em algumas agências do interior sem os equipamentos básicos de segurança.

“São botas rasgadas, falta material de proteção contra o sol, faltam veículos para agilizar as entregas. Tudo isso atrasa o nosso trabalho e resulta em reclamações por parte dos usuários e no acúmulo de encomendas nos centros de distribuição”, pontua Edilson. O Sintect-PI já notificou as superintendências estadual e regional da EBCT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), mas disse que até o momento não recebeu nenhum retorno quanto às reclamações feitas.


Em todo o Estado, a EBCT emprega cerca de 1.420 trabalhadores, destes quais pelo menos 600 são carteiros e o restante exerce trabalho administrativo, recebendo e ordenando material nos centros de tratamento e distribuição de encomendas. Os profissionais possuem uma jornada diária de oito horas: cinco horas pela manhã, atuando na entrega das encomendas, e três à tarde no trabalho administrativo.

Agência será fechada

Ainda ontem (16), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) anunciou o fechamento de 41 agências em 15 estados do país, incluindo uma agência localizada em Floriano, a 249 Km de Teresina. A estatal informou que as unidades que serão desativadas estão em imóveis alugados, localizadas muito próximas a outras agências e não geram lucros.

Atualmente, Floriano conta com duas agências dos Correios, sendo que uma atende a cidade e a outra as comunidades vizinhas. Ao todo, 13 profissionais trabalham nas duas agências e os cinco que atuam na que será fechada serão realocados em outros locais. O Sintect-PI informou que a EBCT está propondo mudança de função aos profissionais realocados e que está orientando os trabalhadores a não aceitarem isso.

Procurado, os Correios se pronunciaram somente a respeito do fechamento das agências. A reportagem ainda aguarda retorno da empresa a respeito das denúncias feitas pelo Sintect-PI.

Confira a nota da EBCT na íntegra

A partir de hoje (16/10), serão encerradas as atividades da agência de correio AC Irapua, situada no Espaço Cidadania Floriano (Av. Dr. José Ribamar Pacheco, 268 – Bairro Cancela). Como alternativa de atendimento, os clientes podem se dirigir à agência AC Floriano no endereço Av. Getúlio Vargas, 51, Centro, localizada a menos de 2km da que está sendo desativada.

A unidade atende de segunda a sexta-feira, das 08h às 16h. Para conferir todas as agências da cidade, clique aqui.

O encerramento das atividades da agência AC Irapua faz parte do processo de remodelagem da rede de atendimento dos Correios, que prevê a substituição gradativa de unidades convencionais por modelos diferenciados e mais adequados às necessidades dos clientes. Haverá também ampliação dos pontos de atendimento, dos atuais 12 mil para 15 mil, em todo o país, até 2021, melhorando os serviços para a população.

Conciliação é uma saída para desafogar poder judiciário no Piauí

Em 2017, apenas na Semana Nacional de Conciliação, foram feitos 1.166 acordos

Buscar mecanismos de resolução de conflitos que não passem pela esfera judicial é uma opção que tem sido incentivada por entidades e profissionais do Direito. Em 2017, apenas na Semana Nacional de Conciliação, foram 5.037 audiências marcadas no Piauí, das quais 3.223 foram realizadas e 1.166 resultaram em acordo, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

A conciliação é feita, em geral, nas áreas de família, consumidor e cível. De acordo com a mediadora judicial Joana Moraes Souza, um dos grandes problemas do poder judiciário hoje é a quantidade de processos em tramitação. Conhecido como judicialização, é esse cenário que leva ao acúmulo de ações nos tribunais de Justiça pelo país, as quais demoram a ser solucionadas. Isto leva ao desgaste das partes envolvidas e muitos gastos.

“A conciliação veio justamente para tentar contribuir e desafogar o judiciário. É possível resolver vários conflitos através da mediação, evitando que um conflito seja levado ao judiciário. Por exemplo, um divórcio consensual pode ser feito rapidamente em 40 minutos pela mediação”, esclarece.

A mediadora judicial lamenta que ainda faltem informações à população a respeito desse instrumento de resolução de conflitos. Para ela, essa desinformação tem raízes culturais. Ações como divórcio, pensão, cobrança e indenização podem ser resolvidas pela mediação.


Joana Moraes Souza explica quais casos são atendidos através da conciliação. (Foto: Elias Fontenele/O DIA)


“Muitas vezes, as pessoas optam pela judicialização porque não conhecem outra forma de resolver a questão. O Brasil tem a cultura da judicialização e a cultura da mediação e da conciliação ainda precisa ser amadurecida no povo brasileiro, sobretudo no povo piauiense. Muitas pessoas ainda não têm conhecimento que podem resolver os seus conflitos pela mediação e conciliação”, assinala.

Outro problema do Judiciário, segundo Joana Moraes Souza, é a demora no encaminhamento dos processos. “Você ingressa com uma ação judicial e a sua audiência de conciliação, às vezes, demora um ano pra acontecer. (...) [Com a mediação] reduz o desgaste, o custo emocional e o custo material”, destaca.

Semana Nacional de Conciliação de 2018

Este ano, a Semana Nacional de Conciliação acontece entre os dias 5 e 9 de novembro nos Tribunais Estaduais, Federais e do Trabalho, em todo o país. Criado pelo CNJ em 2006, o evento ocorre para promover a cultura do diálogo entre as partes de um conflito.

A mediadora Joana Moraes Souza explica que o Conselho Nacional de Justiça instituiu essa semana para que diversos tipos de conflitos pudessem ser resolvidos. “É uma forma que as ações judiciais não tivessem que prosseguir. [A ideia] é fazer acordos, a conciliação, antes mesmo de se ingressar judicialmente”, explica. 

A conciliação é orientada pela Resolução nº 125/2010 do CNJ, que instituiu a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário.

Onde procurar a mediação

Em Teresina, a mediação pode ser realizada existem vários Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs). 

  • CEJUSC I – Fórum Central Cível e Criminal

5º andar na Praça Des. Edgard Nogueira, s/n, Centro Cívico. 

E-mail: [email protected] 

Telefone (86) 3223-1019

  • CEJUSC II – Centro

Rua Coelho Rodrigues, 954 – 2º andar, Praça da Bandeira. 

E-mail: [email protected]

Telefone: (86) 3222-2156

  • CEJUSC III – Uninovafapi

Rua Vitorino Orthiges Fernandes, 6123, Uruguai.

E-mail: [email protected] 

Telefone: (86) 2106-0700 – Ramal 656

  • CEJUSC IV – Facid

Rua Vereador Joel Loureiro, 6918 – Pedra Mole.

E-mail: [email protected]

Telefone: (86) 4020-4900

  • CEJUSC V – Cesvale

Riverside Shopping – Av. Ininga, 1201 – Jóquei.

E-mail: [email protected]

Telefone: (86) 3230-1315

  • CEJUSC VI – Estácio

Localização: Av. dos Expedicionários, 790 – Bairro São João

Telefone: (86) 4009-4320

  • CEJUSC VII – Fatepi

Rua 1º de maio, 1929 – Bairro Primavera.

E-mail: [email protected] 

Telefone: (86) 2107-2226

16 de outubro de 2018

Segunda quinzena de outubro será marcada por chuvas no Piauí

De acordo com o climatologista, durante este mês a temperatura continuará elevada, mas com umidade, o que faz com que a sensação térmica também esteja elevada.

O B-R-O-BRó, que compreende os meses de setembro a dezembro, é conhecido por ser o período mais quente do ano. A previsão meteorológica aponta que na segunda quinzena de outubro haverá indícios de chuvas no Piauí, principalmente na região Sul do Estado. 

O climatologista, Werton Costa, explica a garota que caiu esta semana em Teresina e em outros municípios do interior do Estado são os inícios da pré-estação, que antecedem o período chuvoso. “Estamos no meio do B-R-O-BRó. Isso não representa o período chuvoso tradicional, pois este só tem inicio lá para o começo de dezembro. Por enquanto são apenas chuvas em pequenas quantidades. Que é normal para o mês de outubro”, conta. 

De acordo com o climatologista, durante este mês a temperatura continuará elevada, mas com umidade, o que faz com que a sensação térmica também esteja elevada. “É por isso que o teresinense está reclamando tanto do calor. Não é só a quantidade de radiação, de sol disponível. É por que essa radiação combinada com uma umidade maior provoca essa característica desagradável do calor”, alerta. 

As principais indicações para este período do B-R-O-BRó é que a população se mantenha hidratada e use proteção solar adequada para cada tipo de pele.

Ministério da Integração reconhece situação de emergência em Simões

Outros 43 municípios do Estado estão com reconhecimentos de emergência vigentes. Destes, 40 devido tem como motivo a seca.

O Ministério da Integração Nacional reconheceu na última segunda-feira (15), por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, a situação de emergência do município de Simões por conta do longo período de seca e estiagem na cidade. A medida permite apoio federal para ações de socorro e assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas públicas atingidas.

No Piauí, outros 43 municípios estão com reconhecimentos de emergência vigentes. Destes, 40 devido à seca, que se dá por um longo período quando a evapotranspiração ultrapassa a precipitação de chuvas; e outros três à estiagem, que é o fenômeno que ocorre num intervalo de tempo, mas não é permanente. 


Foto: Arquivo O Dia

Os municípios são: Acauã, Alagoinha do Piauí, Alegrete, Anísio de Abreu, Assunção do Piauí, Avelino Lopes, Belém do Piauí, Betânia do Piauí, Bonfim do Piauí, Caldeirão Grande, Campo Alegre do Fidalgo, Campo Grande, Capitão Gervásio Oliveira, Caracol, Curimatá, Curral Novo, Dom Inocêncio, Fartura, Fronteiras, Guaribas, Jacobina, Jaicós, Jurema, Lagoa do Barro, Massapê, Monsenhor Hipólito, Morro Cabeça no Tempo, Nova santa Rita, Padre Marcos, Patos, Paulistana, Pio IX, Santana, São Braz, São Francisco de Assis, São Julião, São Lourenço, São Raimundo Nonato, Simões e Várzea Branca.

De acordo com Ministério, as prefeituras de localidades atingidas por desastres naturais podem solicitar apoio emergencial para ações de assistência à população em diversos órgãos do Governo Federal. O órgão federal pode, por exemplo, destinar recursos da União para iniciativas como o abastecimento de água potável pela Operação Carro-Pipa Federal e Estadual, implantação de adutoras de engate rápido, dentre outras. 

14 de outubro de 2018

No mês mais quente do B-R-O-Bró, PI registra 82 queimadas por dia

Somente nas duas primeiras semanas de outubro, o Estado já está contabilizando 1.160 focos de incêndio em vegetação. PI é o segundo do país em queimadas.

Considerado o mês mais quente do B-R-O-Bró, outubro já contabiliza números preocupantes no que diz respeito aos focos de incêndio e queimadas em vegetação no Piauí: somente nas duas primeiras semanas do mês, foram 1.160 ocorrências, uma média de 82 por dia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No relatório deste domingo (14), o Piauí aparece como o segundo estado brasileiro em número de focos de incêndio em área verde do Brasil, ficando atrás somente do Pará, que em outubro, já teve 1.574 registros. No acumulado do ano, o Piauí figura em terceiro lugar em sexto lugar no país, com um total de 8.030 focos de incêndio em vegetação.

Em um comparativo da situação nos últimos cinco anos no Estado, os dados do Inpe mostram que o número de focos de queimada no Piauí aumentou 54% em relação ano passado, quando foram contabilizadas 5.231 ocorrências. Só nos últimos cinco dias, foram 15 situações de incêndio em área verde atendidas pelo Corpo de Bombeiros em todo o Estado.


Foto: Jailson Soares/O Dia

Mas, apesar de preocupante, a situação do Piauí ainda é considerada controlada, se comparada com a do Estado do Mato Grosso, por exemplo, que apresenta um cenário crítico, tendo registrado mais de 16 mil focos de incêndio em vegetação ao longo de 2018.

Além do Estado como um todo, uma região em especial tem chamado a atenção do Corpo de Bombeiros e do poder público no tocante à quantidade de queimadas este ano: é o município de Sebastião Leal, a 406 Km de Teresina. Nesta cidade, o sistema de monitoramento em tempo real do Inpe já contabilizou 59 pontos de fogo em vegetação só neste mês de outubro. O número já representa quase a metade do total de ocorrências registradas em agosto inteiro (126).

A frequência das queimadas no município o coloca entre as 10 cidade brasileiras com mais focos acumulados ao longo deste mês de outubro, ao lado de locais como Altamira, no Pará; e Cotegipe, da Bahia.


Foto: Jailson Soares/O Dia

O Corpo de Bombeiros do Piauí alerta para os riscos de incêndio, não só em áreas de vegetação, como também em áreas residenciais durante este período do ano. A corporação pede que as pessoas evitem jogar lixo em locais inapropriados, como terrenos baldios, por exemplo, e que evitem, também, fazer queima para limpar área de plantio.

“A tendência é que estes números aumentem a cada ano, porque há também uma tendência do aumento gradual da temperatura com o passar do tempo. Então o que podemos fazer é ter a consciências de que uma simples fagulha, com a baixa umidade e a vegetação seca, por assumir proporções incontroláveis”, avalia a major Nájra Nunes, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Piauí. 

Capitão da Polícia Militar morre afogado em Luís Correia

O capitão Antônio de Oliveira Soares era pai do major Mayron Moura, que foi assassinado durante um assalto em Teresina em março do ano passado.

Morreu neste sábado (13), vítima de afogamento na cidade de Luís Correia, o capitão da Polícia Militar Antônio de Oliveira Soares. O PM era pai do major Mayron Moura, ex-comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar de Teresina que foi assassinado no dia 21 de março do ano passado durante uma tentativa de assalto. Ele também era pai do tenente-coronel Iran Moura, ex-comandante da Ciptran e que hoje está à frente do 17º BPM da Capital.

De acordo com a Polícia Militar, o capitão Soares passava férias com a família no litoral. Ele estava tomando banho na praia do Arrombado quando aconteceu o acidente. O PM ainda chegou a ser socorrido pelos familiares, quando perceberam que ele estava se afogando, mas não resistiu e acabou vindo a óbito ainda no local.

O corpo do capitão Soares foi encaminhado para o IML de Parnaíba e, de lá, transferido para o município de Valença, onde ocorre o velório e posterior sepultamento. O Grupamento de Polícia Militar da cidade lamentou o ocorrido e disse que o capitão Soares “deixa um legado de disciplina, honradez e compromisso com a instituição PMPI e sociedade piauiense”.

Capitão da PM, Antônio Soares já havia sido comandante da 2ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia de Picos. Em nota, o comandante-geral da PM-PI, coronel Lindomar Castilho, expressou suas condolências com a família.

Veja a nota na íntegra:

O Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí externa o mais profundo pesar da Corporação, pelo falecimento do CAP PM RR Antônio de Oliveira SOARES, pai do TC Iran e Maj Mayron, no município de Luís Correia, por motivo de afogamento, neste sábado (13).

A Polícia Militar do Piauí se solidariza com a família e amigos, diante deste prematuro falecimento de nosso irmão, rogando que a misericórdia de Deus amenize a dor decorrente de tão significativa e irreparável perda.

Teresina, 13 de outubro de 2018.

Coronel Lindomar Castilho Melo - Comandante Geral da PMPI

O velório e sepultamento ocorrerão em Valença/PI, no domingo (14).

OAB precisa recuperar prestígio entre a classe e com a sociedade, diz Geórgia

Em entrevista, a advogada Geórgia Nunes, que é pré-candidata à presidência da OAB-PI, fez críticas à atua gestão e falou da necessidade da Ordem ser mais atuante.

Com críticas a atual gestão da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), a pré-candidata à presidência da instituição, a advogada Geórgia Nunes, falou ao Jornal O Dia sobre a necessidade de que a entidade recupere seu prestígio não apenas entre a própria classe, para que ela volte a ter “amor à profissão”, mas também com a sociedade civil, passando a ser mais atuante em assuntos de interesse social. Fora isso, ela cita medidas prioritárias em caso de vitória no pleito, como a ajuste financeiro da Ordem e participação feminina mais igualitária dentro dos quadros da OAB-PI

Como a senhora avalia atualmente a gestão da seccional piauiense da Ordem dos Advogados do Brasil? A senhora entende que a classe de advogados tem tido suas demandas atendidas pela atual gestão?

Nós tivemos há três anos o lançamento de um movimento que se dizia independente e prometia mudar a realidade da OAB/PI. Infelizmente, a mudança que nós vimos foi pra pior. Foi uma OAB calada diante das principais demandas da advocacia, omissa em relação as principais causas sociais e estatais tanto no Piauí quanto no Brasil. E uma OAB que não responde as necessidades da classe, em especial deixando de responder as violações corriqueiras e constantes das prerrogativas dos advogados. Além disso, nós vimos ao longo do tempo, um distanciamento muito grande da instituição em relação ao poder judiciário, legislativo, a fiscalização da administração pública, todos esses papeis relevantes que a OAB costumava realizar e que infelizmente deixou de atender nos últimos dois anos e meio. 


Advogada Geórgia Nunes, pré-candidata à presidência da OAB-PI (Foto: Jailson Soares/O Dia)

A senhora já ocupou cargos importantes na instituição em outras gestões anteriores. Agora, é pré-candidata à presidência do órgão. A senhora teme alguma comparação da sua gestão com a atual?

Pelo contrário. O que nós esperamos é que o advogado e a advogada faça uma comparação e uma reflexão. A respeito da realidade que a OAB tinha de credibilidade, de confiança, de altivez, de comunicação e diálogo, uma participação ativa em todas as causas. A OAB/PI sempre era chamada a se manifestar. Infelizmente isso deixou de acontecer. Queremos apresentar a advocacia este comparativo do respeito que a seccional piauiense já teve, tanto a nível local, quanto nacional. Inclusive compondo a presidência nacional da OAB, a secretária-geral do Conselho Federal da OAB, indicando representante para o Conselho Nacional de Justiça, indicando advogado para integrar lista tríplice do Superior Tribunal de Justiça, conseguir indicar e ter aceito o nome de um advogado para integrar o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, inclusive hoje é vice-presidente. Mostra a capacidade e a competência do advogado piauiense, mas infelizmente esse advogado deixou de ocupar estes espaços nacionais, deixou de representar e ser representado em nível nacional, o que nós pretendemos é que isso volte a acontecer. E que principalmente o advogado do interior recorde a situação que ele tinha no exercício de sua atividade quando da gestão que nós fizemos parte. Temos muito orgulho das mais de 100 salas que nós entregamos, das três sedes de subseções que nós entregamos, e da manutenção das nossas salas e  das defesas das prerrogativas. É muito triste ver hoje, e essa é uma matéria que me chamou muita atenção, que é a extinção e a desagregação das comarcas, que prejudicou demasiadamente a prestação dos serviços e também da atividade profissional do advogado que atua no interior. Isso foi feito sem ouvir a classe, sem nenhuma discussão da OAB em relação a categoria. Inclusive o judiciário teve a aprovação da diretoria em relação ao ato, hoje nós estamos vendo já os reflexos negativos dessa agregação. Diversos colegas nos reportam as dificuldades por conta do distanciamento dos fóruns, das comarcas, da distâncias em que as audiências são marcadas. Tivemos inclusive testemunhos de aumento da criminalidade nestes locais, que deixaram de contar com juízes e promotores nessas cidades. Temos é que lutar por mais estrutura do poder judiciário. Foi isso que fizemos quando o então presidente da OAB, William Guimarães, batalhou junto com nossa diretoria no poder legislativo junto com nossa diretoria para aumentar o orçamento do poder judiciário. Todas Essas ações de diálogo e conversa que levaram ao êxito, infelizmente foram esquecidos, deixados de lado. E a OAB/PI gira hoje em torno do seu próprio umbigo e de interesses pessoais. Nós precisamos resgatar nossa instituição. A situação de respeito, de confiança com a sociedade, de credibilidade, porque a OAB/ PI não é uma mera instituição de classe, ela é a porta-voz do cidadão, e precisa representar este papel constitucional.


"A mudança que nós vimos foi pra pior. Uma OAB calada diante das principais demandas da advocacia"


Caso a senhora seja eleita presidente da instituição, qual a marca que a senhora deseja emplacar na gestão? A marca pela qual quer ser lembrada?

O mote da nossa campanha diz muito sobre nossos propósitos. O que nós queremos é que o advogado e advogada volte a ter orgulho e amor pela sua profissão. Que ele volte a ser respeitado, deixe de lado a ideia de que o advogado é meramente concurseiro e que concurso é a única saída para os bacharéis. Queremos que os recém formados, jovens advogados não se amedrontem com a realidade do mercado de trabalho. Pelo contrário, que eles sejam instigados, desafiados e se sintam orgulhosos pelo exercício da profissão. E pra isso nós precisamos de uma OAB forte e que seja respeitada pelas instituições e que todos saibam que a violação das prerrogativas de um, é a violação a própria OAB e que a OAB responderá a altura a cada vez que a instituição for desrespeitada no balcão de secretaria ou do judiciário, Ministério Público ou qualquer órgão estatal. Estaremos ali para assegurar a defesa dos seus direitos. Os direitos não são dos advogados, são do cidadão que eles representam.

A senhora é uma das responsáveis pelo lançamento do Iguala OAB, movimenta que tenta alavancar a participação feminina nos espaços da instituição. Como essa equiparação entre homens e mulheres na composição dos espaços ajuda na execução de ações que tornem a  OAB -PI uma instituição mais eficiente?

O nosso movimento é plural, igualitário, horizontal. Nós temos ouvido cada advogado e cada advogada para construir juntos os caminhos que queremos trilhar na OAB/PI nos próximos anos. Isso passa, obrigatoriamente, pela participação igualitária de homens e mulheres. Nós não podemos ignorar que as mulheres são responsáveis por metade da nossa entidade, então elas não podem ser apenas contribuintes da anuidade, elas tem que ser responsáveis também pelas políticas executadas na nossa casa. Para isso que nós lançamos ainda em março deste ano o movimento Iguala OAB, que foi lançado aqui no Piauí, mas foi muito bem recebido e replicado em diversas seccionais brasileiras. Esse movimento pretendia que nós continuamos defendendo, que já está sendo adotado em várias seccionais e inclusive abraçados por alguns dos demais pré-candidatos. Que é a participação igual de homens e mulheres nas chapas. Esse é uma proposta nossa, que é um dos primeiros lemas do movimento Amor pela Causa, que é encabeçado por uma mulher. Então não poderia ser diferente.


"Diversos colegas reportam as dificuldades por conta do distanciamento dos fóruns


Sabemos que a OAB-PI é uma instituição histórica, que em momentos importantes no país desempenhou papel de protagonismo nas discussões? No entanto, atualmente todas as instituições do país sofrem certa falta de credibilidade. E a OAB, é uma delas. Como a senhora entende que a instituição pode resgatar um papel mais ativo não só no sentido de representar a classe de advogados, como ter mais força para agir na sociedade?

Nós vivemos uma verdadeira crise da democracia. As instituições estão em xeque, em todos os momentos de crise em que as instituições foram derrubadas, silenciadas, a OAB não quedou-se inerte. Ela foi a voz do cidadão, infelizmente, a OAB foi uma das primeiras a se calar diante dos problemas atuais que enfrentamos na realidade. E é enfrentando essa voz, resgatando essa independência, que podemos contribuir para tirar o nosso país e o estado dessa situação crítica. É dialogando com o Judiciário, Legislativo, com todas as instituições. Mas dialogando sem nunca perder a palavra firme e a independência.

Quais as medidas que a senhora entende que devem ser prioritárias para a próxima gestão da OAB? Aquelas que devem ser as primeiras medidas, nos primeiros meses da gestão?

Infelizmente nós estamos numa situação de insolvência na OAB/PI e essa insolvência foi declarada em auditoria pelo Conselho Federal da OAB. Então a medida mais urgente a meu ver é arrumar a casa. Precisamos voltar a uma gestão eficiente, austera, resolver o problema das fianças da nossa instituição e isso passa por transparência, que foi negada na atuação gestão, que fez necessário o ajuizamento de ação na Justiça Federal para obtenção de documentos com informações contábeis, e nós precisamos principalmente ter controle nas contas. Isso será feito como uma das primeiras medidas, para que a gente possa retomar o nível de investimentos que tínhamos em favor da classe. Isso é fundamental, é uma das primeiras medidas que vamos adotar. Resgatar a situação financeira que tínhamos na época da minha gestão financeira. Onde tive todas as minhas contas aprovadas, tivemos diversas obras em nossa entidade e nunca tivemos uma situação financeira tão complicada. Vamos retomar a situação financeira e realizar os investimentos que é preciso tanto no interior, quanto na capital. Os advogados precisam da OAB também na prestação dos serviços. Esses são os primeiros pontos. O segundo ponto é o resgate do respeito, principalmente do jovem advogado e do mais experiente, em relação a instituição. Para que ele se sinta protegido e representado pela instituição. Para que ele possa falar onde ele  esteja exercendo a profissão, que ele tenha orgulho e amor.

13 de outubro de 2018

Espetacularização da violência gera sensação de insegurança

Pesquisadores revelam que a sensação de segurança não está relacionada apenas com a ocorrência ou não de crimes, mas de múltiplos fatores

Ana Leal estava dobrando a última esquina que antecede sua casa, por volta de 13h de um dia de semana, quando foi surpreendida por uma dupla que, munida de uma arma de fogo e em uma moto, anunciou o assalto com a ordem: - passa tudo! Àquela altura, o “tudo” de Ana era a mochila com os livros escolares e seu celular, relativamente novo, que ganhou da mãe no ano anterior por ter sido vítima de outro assalto. Naquele dia, a jovem chegaria em casa, pela segunda vez, sem nenhum dos objetos com os quais saiu, mas carregada de uma sensação: a de que a insegurança era constante em seu cotidiano.

O relato faz parte da vivência de uma jovem da zona Sul de Teresina, mas facilmente pode rememorar experiências de centenas de outros moradores da Capital do Piauí. Segundo dados da Polícia Civil, já foram recuperados cerca de mil celulares roubados este ano na cidade, mas, por mês, são registradas cerca de 500 novas ocorrências deste tipo em Teresina. Um cenário que certamente contribui na hora de fazer a população se sentir segura ou não dentro da cidade.


Teresinenses relatam medo de saírem de casa e voltarem sem seus pertences por conta dos frequentes assaltos (Foto: Jailson Soares/ODIA)

No artigo “Percepções sobre a sensação de segurança entre os brasileiros”, os pesquisadores da área de sociologia e ciência política, Gabriela Ribeiro, Erni José, Felipe Mattos e Ednaldo Aparecido, mostram as influências que pesam sobre a sensação de segurança no país e mostram que ela não está relacionada apenas com a ocorrência ou não de crimes, mas de múltiplos fatores.

São apontados como aspectos para compreender os níveis do sentimento de segurança, tais como: o crescimento da criminalidade; o fenômeno da urbanização; a influência midiática que ressalta a espetacularização da violência; fatores culturais, como a religião; atributos dos próprios indivíduos, como gênero, renda e idade; entre outras características sociodemográficas.

“No Brasil, o sentimento de insegurança é bastante alto [...] Seria de se esperar que pessoas residentes em regiões que possuem altas taxas de criminalidade e violência apresentassem maiores níveis de sentimento de insegurança, entretanto, as pesquisas revelam que esta relação não ocorre de forma tão automática, pois o sentimento de insegurança não está ligado apenas às condições concretas, como, por exemplo, o percentual de crimes, o número de assaltos, arrombamentos, etc., mas também às questões subjetivas, como influência da mídia, dos vizinhos, percepção dos riscos, ambiente geográfico, etc”, aponta a pesquisa.

Segundo uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup divulgada este ano, a 2018 Global Law and Order, o Brasil é o quarto país no mundo em que as pessoas se sentem mais inseguras, entre 142 nações.

A percepção negativa se acentuou nos últimos dois anos já que, em 2015, o Brasil nem sequer estava no ranking dos dez países em que há pior sensação de segurança. Em 2016, o país foi o sétimo do ranking e, ano passado, chegou a quarto país de maior insegurança – apenas 31% dos entrevistados disseram se sentir seguros, mesmo percentual da África do Sul.

Toda essa conjuntura faz as pessoas mudarem a própria rotina de vida. Atualmente, seis meses depois do assalto, Ana evita andar com o celular quando sai de casa e, quando está com posse do aparelho, anda sempre em alerta, como descreve. “É que parece que toda hora você pode ser assaltada, não dá mais para confiar em lugar nenhum”, relata. Para a jovem, a sensação de insegurança é perene. “Eu não acho que a gente consiga andar despreocupada”, relata.

Outras pesquisas

Um relatório publicado pelo IBGE em 2010 mostra que, à medida que a população se afastava do domicílio, a sensação de segurança diminuía. A estimativa produzida revelou que a maioria dos brasileiros (78,6%) se sentia segura no domicílio onde residia, contingente que se reduz para 67,1% quando o contexto passou a ser o bairro e para 52,8% no que diz respeito à cidade (PNAD, 2010). A comparação entre as grandes regiões revelou que o menor percentual de seguros estava no Norte/Nordeste (71,6% no domicílio, 59,8% no bairro e 48,2% no município) e o maior no Sul/Sudeste (81,9%, 72,6% e 60,5%, respectivamente).

Redes sociais contribuem para sentimento de insegurança 

Como agente de segurança pública, o secretário estadual de segurança, coronel Rubens Pereira, reforça os fatores citados na pesquisa “Percepções sobre a sensação de segurança entre os brasileiros”. Para ele, um dos fatores que envolvem diretamente o nível da sensação de segurança é identificado como “espetacularização da violência”.

“A sensação de insegurança ainda permeia com tanta frequência na sociedade porque é tudo muito rápido. As redes sociais, os meios de comunicação estão muito atuantes nesse sentido de divulgar os crimes que acontecem e tudo chega com muita facilidade. É por isso que as pessoas também estão constantemente alarmadas”, relata.

O secretário afirma que a polícia está agindo no Estado para garantir uma atuação mais próxima da comunidade. “Fazemos isso para que os agentes discutam e que possam ver a polícia com um diálogo permanente com a sociedade. À medida que a polícia se aproxima com maior periodicidade da comunidade, ela se sente mais segura”, confirma. 

“Traficantes e receptadores estão dando suporte aos que furtam e roubam”, diz secretário de segurança 

No cotidiano das pessoas é mais comum que alguém conheça diretamente quem já foi vítima de roubos ou furtos do que de assassinatos e outras formas de violência mais severas. Essa visualização geral mostra que, caso se consiga controlar a incidências dessas primeiras práticas, o nível de segurança se torna muito mais presente na sociedade. E esse pensamento faz parte de uma recente medida de ação das polícias militar e civil do Estado do Piauí, de acordo com o secretário estadual de segurança, coronel Rubens Pereira, a chamada “Operação Piauí Seguro”.

Coronel Rubens Pereira detalha ações da Operação Piauí Seguro (Foto: Arquivo O DIA)

“Encerramos o primeiro semestre e avaliamos, no início de agosto, a situação da segurança pública nos eventos furtos e roubos, que era realmente muito presente. A Capital apresenta alguns distritos que demonstram maior preocupação da segurança em relação a esses crimes e, por isso, no início do semestre, as polícias civil e militar, para diminuir furtos e roubos, principalmente furtos de veículos que nós verificamos que estavam acontecendo com muita incidência, desencadearam a Operação Piauí Seguro, que tem como alvo traficantes e receptadores, que estão dando suporte aos que furtam e roubam”, esclarece o secretário.

Com a medida, que envolve o cumprimento de mandatos, operações de policiamento constante, realizações de blitzen e barreiras policiais, o gestor espera que, até o fim do ano, os números de crimes desse gênero reduzam em Teresina.

O coronel destaca ainda que o foco da atuação da repressão se dá na área do tráfico de drogas. Segundo ele, este tipo de atuação favorece com que exista uma rede de furtos e roubos articulada dentro da sociedade. Recentemente, a ação desarticulou uma quadrilha envolvida na venda de drogas e receptação de itens roubados.       

Falta de apoio dificulta atuação da comunidade no combate à violência 

Os conselhos comunitários de segurança pública foram criados em Teresina com a intenção de reforçar a segurança dos bairros da Capital de uma forma em que não só a polícia, mas a própria população intervisse para isso. No entanto, por falta de apoio para a realização de projetos e ações, as instituições relatam pouca possibilidade de intervenção na realidade da segurança pública da cidade. Na zona Norte, o primeiro conselho a ser criado viu projetos deixarem de existir e ações serem desarticuladas por falta de incentivo.

Teresinha Gonçalves lembra que conselho da zona Norte funcionou até 2012 oferecendo atividades para os jovens da região (Foto: Jailson Soares/ODIA)

Teresinha Gonçalves da Silva é presidente do conselho comunitário da zona norte de Teresina, localizado na Vila São Francisco e fundado em 2002, para ela, que está à frente da organização desde sua criação, a segurança pública é uma área que não depende apenas das polícias.

“Desde 2002 que esse conselho foi criado, ele é o mais antigo do Piauí e, à época, todas as entidades da zona Norte foram chamadas a discutir segurança púbica através do 9º batalhão. Então formamos uma frente com a participação de associação de moradores, grupos de mães, igreja, jovens. Todos os entes que estão envolvidos na segurança, porque ela não é apenas uma questão de polícia, mas de comunidade”, destaca.

O envolvimento oportunizado pela reunião de pessoas da sociedade civil e organizada oportunizou a criação de projetos como o pelotão mirim, que acontecia diretamente organizado através dos conselhos. Teresinha destaca que na zona Norte existiam tutores, que oportunizaram às crianças diferentes saberes relacionados a práticas esportivas, dança e cultura.

“Os instrutores, que eram os responsáveis pelas atividades de dança, esporte, de música, eram os agentes comunitários de segurança pública da sua comunidade. Por eles, nós tínhamos a informação das comunidades e, no planejamento, discutíamos tudo também com a presença das lideranças. Assim, nós sabíamos como estava a segurança daquele local porque eles conversavam com a comunidade, sabiam onde tinha a boca de fumo, sabia do pai que usava droga e machucava a família e assim a gente já tentava resolver o problema”, lembra Teresina.

Dessa forma, uma rede se criava entre polícia, líderes locais e a comunidade em geral. Segundo a presidente, o conselho de segurança pública existiu dessa forma até 2012, quando, em razão da falta de apoio dos entes ligados à segurança do Estado, parou de executar tais ações. “Depois ficamos inviabilizados de manter porque nossos parceiros, que era a Polícia Militar, a Secretaria de Segurança, instalou seus pelotões dentro dos próprios batalhões de polícia e ficamos inviáveis de continuar”, destaca.

Mas Teresinha afirma que há novos projetos sendo formatados e que, após o período eleitoral, encampará a busca por apoio dentro dos órgãos estaduais e municipais. “Temos o projeto Jovens Unidos pela Paz, que é para abarcar cerca de 100 jovens, mas precisamos do coordenador, precisamos de lanche, ter apoio para o esporte e uma série de incentivos que vamos atrás de conseguir. É só assim que se muda a realidade da segurança, envolvendo a comunidade e todos os entes que fazem parte dela”, finaliza.


O primeiro conselho comunitário a ser criado viu projetos deixarem de existir e ações serem desarticuladas por falta de incentivo. Foto: Jailson Soares/ODIA

Vítima de roubo relata falta de solidariedade das pessoas

Uma prova de que a segurança só acontece quando a sociedade se articula em defesa de si é o relato compartilhado pela árbitra de futebol Eliane Gonçalves. Ela foi alvo de um assalto no início do ano e conta que, após ter a bicicleta levada, demorou a encontrar alguém que pudesse ajudá -la no momento.

“Bate um desespero, a gente pede um socorro, as pessoas passam, filmam, mas ninguém tem coragem de ajudar. Dá tristeza de adquiri um bem e ser levado de uma hora pra outra, mas também de vê que ninguém se importa mais para ninguém”, considera Eliane que teve o bem roubado enquanto pedalava por Teresina.

Ela conta que foi abordada por dois rapazes na proximidade da Ponte Estaiada em Teresina que, na posse de uma arma branca, pediram a bicicleta que ela treinava, orçada em R$2.700. O crime aconteceu em fevereiro e ela ainda não adquiriu outra bicicleta. “A gente fica com medo, mas eu pretendo comprar outra até o fim do ano e voltar a treinar porque não dá para parar de viver”, afirma. 

Eliane faz parte do grupo de pessoas que mesmo diante da criminalidade prefere tentar continuar a levar a vida de forma normal. 

12 de outubro de 2018

Governo estima receita de mais de R$ 13 bilhões em 2019

A proposição, que já foi lida em sessão plenária, deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda este mês.

A Assembleia Legislativa do Estado (Alepi) recebeu esta semana o Projeto de Lei do Orçamento Geral do Estado (PLOE) para 2019, que foi encaminhado ao Poder pelo governador Wellington Dias. A proposição, que já foi lida em sessão plenária, deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda este mês. O projeto prevê uma receita geral de R$ 13.404.945.526,00 no próximo ano.

Foto: Arquivo/ODIA

De acordo com o PLOE/2019, as receitas correntes, compostas pelas taxas, impostos e transferências federais, totalizarão R$ 11,2 bilhões, enquanto as receitas correntes líquidas devem somar R$ 10,9 bilhões, após as deduções das contribuições do Estado ao Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) e transferências constitucionais aos municípios. As operações de crédito previstas correspondem a R$ 1,001 bilhão.

Já a despesa geral prevista no Projeto de Lei Orçamentária totaliza R$ 10,9 bilhões, entre elas as despesas programadas com os poderes. De acordo com o texto enviado, a Alepi custará no próximo ano cerca de R$ 352 milhões; o Tribunal de Justiça do Estado, R$ 611 milhões; o Ministério Público Estadual, R$ 207,4 milhões; Tribunal de Contas do Estado, R$ 121,9 bilhões e Defensoria Pública Estadual, R$ 83,8 milhões.

“Significa dizer que para o exercício de 2019 o Estado deverá direcionar todos os esforços necessários para a contenção das despesas correntes e concentrarmos as nossas energias em investimentos e na prestação de serviços de qualidade”, diz o Projeto enviado à Assembleia.

O texto será apreciado e deve ser aprovado até dezembro. Os deputados só poderão entrar em recesso parlamentar após a aprovação em plenário do Projeto.  

Menina assume prefeitura de Teresina na próxima segunda-feira (15)

A posse será durante apresentação do Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres

Na próxima segunda-feira (15) será apresentado ao prefeito de Teresina, Firmino Filho, uma revisão do Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres. Será às 11h, no Salão Nobre do Palácio da Cidade. O objetivo é promover um espaço de discussão com representantes dos órgãos da gestão municipal para revisão e aprimoramento do Plano.

O I Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres foi elaborado no ano de 2015, em consonância com as diretrizes do Plano Nacional de Políticas para Mulheres 2004 e contou com a participação de instituições governamentais e da sociedade civil. O Plano propõe políticas públicas para as mulheres no município de Teresina, atendendo às deliberações das Conferências Municipais realizadas anteriormente.

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), realizou o primeiro Diagnóstico Municipal sobre a Situação de Violência contra a Mulher no município de Teresina, coordenado pela Professora Dra. Wânia Pasinato. Durante a realização do diagnóstico, Pasinato também teve a atribuição de revisar o Plano para a qualificação e aprimoramento desse importante instrumento de gestão, conforme as recomendações apontadas no relatório final do diagnóstico.

“A gestão municipal expressa o reconhecimento sobre a necessidade de construir uma política pública que proporcione melhores condições de acesso aos direitos das mulheres teresinenses, priorizando as demandas da população a partir dos dados elencados no diagnóstico”, afirmou a Secretária da Mulher, Macilane Gomes.

O Plano é uma importante ferramenta de gestão, a fim de que as ações sejam executadas de forma planejada sobre a realidade que se deseja interferir, bem como possam ser avaliadas a partir de indicadores sensíveis a gênero no processo de planejamento, monitoramento e avaliação das políticas públicas municipais, a fim de garantir a consolidação da igualdade de gênero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres, contribuindo para o exercício pleno da cidadania da mulher teresinense.

Meninas Ocupam

Ainda durante a manhã do dia 15, uma menina ocupará a cadeira do prefeito Firmino Filho. A ação faz parte do projeto Meninas Ocupam, da ONG Plan International em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres. A menina acompanhará o prefeito em todas as suas atividades durante o dia, com o objetivo de aprender que todas as meninas podem exercer cargos de liderança.

Ao todo, 15 meninas participarão do projeto durante o mês de outubro, ocupando cargos de poder na rede de enfrentamento à violência, como da Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça e SMPM.

Justiça condena ex-prefeito por omitir informações à Previdência Social

Ex-gestor de Capitão de Campos não declarou, segundo o MPF, dados sobre contribuições previdenciárias nas guias de recolhimento do FGTS

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Capitão de Campos por prática de improbidade administrativa cometida durante o mandato. Segundo o MPF, que requereu a ação, Raimundo Ferreira omitiu fatos geradores de contribuições previdenciárias nas guias de recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e informações à Previdência Social – GFIP.

De acordo com a ação, assinada pelo procurador da República Kelston Pinheiro Lages, ex-prefeito não informou dados sobre as remunerações pagas aos seus segurados nas competências apresentadas entre 01/2007 a 12/2008. 

Para o MPF, o ex-prefeito praticou atos ímprobos que implicaram lesão ao erário, ao suprimir a arrecadação de tributos devidos ao INSS, gerando, portanto, perda patrimonial ao município de Capitão de Campos. Segundo a Justiça, a prática ilegal é uma conduta prevista no art. 11, inciso I, da Lei Nº 8.429/1992. 

O juiz da 3ª Vara Federal condenou o ex-prefeito Raimundo Ferreira Santiago às penas previstas no art. 12, inciso III, da Lei 8.429/1992, em razão da prática de atos de improbidade, catalogados no art. 11, inciso I, ao pagamento de multa no valor de R$ 30 mil e suspensão dos direitos políticos por cinco anos. A multa será revertida em favor da União.

O PortalODIA.com não conseguiu contato com o ex-prefeito Raimundo Ferreira. O ex-gestor pode entrar com recurso contra a decisão. 

11 de outubro de 2018

Sinpolpi denuncia falta de combustível em viaturas da Polícia Civil

O presidente do sindicato dos policiais civis conta que uma viatura do IML não pode recolher um corpo por conta da falta de gasolina.

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piauí (Sinpolpi) emitiu um comunicado para a imprensa informando que as viaturas da Polícia Civil do Estado estão sendo prejudicadas com a falta de combustível, o que pode dificultar o trabalho dos agentes de segurança. 

O presidente do sindicato, Constantino Junior, relata que durante a manhã desta quinta-feira (11) uma viatura do Instituto Médico Legal (IML) foi acionada para recolher um corpo, mas não conseguiu chegar ao destino por conta da falta de combustível no tanque.  “As viaturas da polícia estão todas sem gasolina. Hoje mesmo um carro do IML deixou de recolher um corpo pois não tinha combustível para o deslocamento”, comenta. 

Foto: Arquivo/O DIA

No entanto, a Secretária de Segurança Pública do Estado desmentiu o ocorrido e informou através de nota que a direção do Instituto Médico Legal desconhece a falha e ressalta que a única situação extraordinária existente foi que um veículo retornando de Picos precisou ser reabastecimento em Demerval Lobão. 

A nota informa ainda que o plantonista médico também não relatou nenhum problema quanto aos atendimentos e explica que não existe déficit de combustível ou outras irregularidades. A secretária reitera que nenhuma das viaturas, tanto da Polícia Civil, tanto da Polícia Militar, apresentaram falta de combustível.  

Confira a nota da Secretaria de Segurança Pública na íntegra 

A Direção do Instituto Médico Legal desconhece qualquer problema relacionado a falta de combustível em viaturas, de forma especial na noite de ontem. Ressalta que a única situação extraordinária foi de um veículo retornando de Picos precisou ser reabastecimento em Demerval Lobão, o que não é comum porque a viagem é feita normalmente com o tanque cheio. O setor competente tomou as providências necessárias e não houve obstáculo no restante da viagem. Quanto a qualquer outra ocorrência elas foram atendidas normalmente. Além disso o plantonista médico também não relatou nenhum problema, tendo o plantão transcorrido normalmente. A diretoria informa ainda que não há déficit de combustível e eventual irregularidade quanto a condutas funcionais serão apuradas.

Polícia Federal vai apurar ameaças homofóbicas na Universidade Federal

Inscrições com ameaças homofóbicas foram encontradas nos banheiros do Centro de Ciências Agrônomas. Ufpi pede que vítimas denunciem abusos.

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) acionou a Polícia Federal para apurar casos de ameaças homofóbicas escritas dentro de banheiros do Centro de Ciências Agrônomas do campus Ministro Petrônio Portela, em Teresina. A imagem, com a inscrição “Vamos matar viado” (sic.), gravada em um vaso sanitário, circula pelas redes sociais.

Por meio de um comunicado, a Superintendência de Comunicação da Ufpi informou que a instituição não compactua nem aceita nenhuma atitude criminosa, preconceituosa, misógina, homofóbica e racista praticada dentro de suas dependências. A direção do Centro de Ciências Agrônomas já contactou a PF e, juntamente com a polícia, está apurando o caso.


Imagem: Reprodução/Instagram

Além das ameaças gravadas nas paredes, outro caso envolvendo o nome da Universidade Federal chamou a atenção nos últimos dias nas redes sociais. Uma estudante, que não teve o nome divulgado, publicou em seu Instagram imagens de uma conversa na qual sofre ameaças de uma segunda pessoa. No print é possível identificar as frases “Aceita que dói menos, vai pra Venezuela. Quando eu tiver de porte de arma e ti encontrar na Ufpi, toma cuidado. Ninguém vai sentir sua falta preta burra” (sic). A jovem rebate com “Você tá louco? Sabia que ameaça é crime?”

Sobre este caso em específico, a Superintendência de Comunicação da Ufpi disse que se trata de uma estudante de Ciências Sociais, que ela fez Boletim de Ocorrência, mas que a Universidade mesmo não recebeu nenhuma notificação oficial. A Ufpi pede que as pessoas que se sentirem e forem ofendidas, machucadas ou sofrer qualquer violência, seja física ou verbal, que denuncie, formalize a ocorrência e procure a ouvidoria da instituição. “A Ufpi só pode agir com denúncias formalizadas, em que as pessoas não fiquem anônimas, para que a instituição possa atuar junto ao órgãos competentes”, finaliza o comunicado.

Juntos, candidatos eleitos acumulam patrimônio de quase R$ 77 milhões

Segundo dados do TSE, 19 candidatos eleitos nestas eleições possuem um patrimônio superior a um milhão de reais.

No último domingo os eleitores piauienses escolheram seus representantes na Assembleia Legislativa (Alepi) e na Câmara Federal, além do chefe do Executivo estadual. Se considerarmos o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral pelos 43 candidatos eleitos, temos um montante de R$ 76.708.702,10, uma média aproximada de R$ 1,7 milhão por cadeira.

Na distribuição por cargo, os 30 deputados eleitos para a Alepi reúnem uma riqueza estimada em quase R$ 40 milhões, enquanto que os parlamentares federais somam R$ 17,7 milhões. Os dois senadores escolhidos pelo eleitorado acumulam cerca de R$ 27,2 milhões, enquanto que o governador Wellington Dias (PT) declarou um patrimônio de apenas R$ 716 mil.

Foto: Reprodução

Para se ter uma ideia, o valor movimentado durante toda a campanha no Piauí por candidatos eleitos e não eleitos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi de pouco mais de R$ 71 milhões, ou seja, inferior ao patrimônio dos representantes eleitos no pleito do último domingo (7). Se levarmos em conta o total de despesas contratadas nesse período a diferença é ainda maior, já que o valor registrado pelo TSE foi de aproximadamente R$ 48,5 milhões.

Dentre todos, somente o senador Ciro Nogueira (PP), reeleito com mais de 29% dos votos válidos, detém um patrimônio de R$ 23,3 milhões. Depois dele aparece Átila Lira (PSB), que vai para seu oitavo mandato como deputado federal, com um total de bens avaliados em R$ 8,8 milhões, seguido do senador eleito, Marcelo Castro (MDB), que declarou R$ 3,9 milhões em posses. 

Milionários se concentram na Alepi

Segundo dados do TSE, 19 candidatos eleitos nestas eleições possuem um patrimônio superior a um milhão de reais, destes, 13 ocuparão cadeiras na Assembleia. O órgão só perde, proporcionalmente, para os representantes piauienses no Senado Federal, já que os dois candidatos eleitos declararam patrimônios milionários. 

10 de outubro de 2018

Sem infraestrutura, alunos da Uespi denunciam más condições de biblioteca

Com prédio em reforma, espaço não contém todo o acervo da instituição nem os computadores necessários para pesquisas

Estudantes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) denunciam a precarização da biblioteca da instituição. De acordo com os alunos, o local de estudos foi realocado devido a uma reforma no prédio. Contudo, as más condições do novo espaço e a falta de livros e computadores dificultam a vida dos universitários.

Atualmente, a biblioteca da Uespi funciona no antigo ‘Auditório Central’. No local, há quatro computadores para pesquisa e seis mesas de estudo. As prateleiras com os livros foram distribuídas pela sala, o que resultou em um espaço apertado, como relata o graduando em Física, Carlos Alberto, que utilizava o espaço da Uespi para estudar fora do período de aula e, no momento, tem que se deslocar para outro local. 

Foto: Geici Mello/O DIA

“O problema não é a reforma do prédio em si, mas a falta de preocupação com os estudantes. O lugar onde funciona a biblioteca é pequeno, não tem espaço para todos. Como não tenho como estudar em casa, eu estou vindo para Ufpi (Universidade Federal do Piauí) e depois volto para a Uespi para assistir aula. É complicado”, conta.

Quem também enfrenta o mesmo problema é o estudante de Ciências Contábeis, Naydson Silva. O aluno conta que há livros que são cativos e, por isso, não podem sair de dentro da biblioteca, mas, nem sempre existe espaço para o estudo. “Estou no meio da produção do meu trabalho de conclusão de curso (TCC), têm alguns livros que são essenciais, mas que, infelizmente, só possuem um exemplar aqui, ou seja, eles não podem sair daqui de dentro. Aí nesses casos, a gente se vira como pode, pois, nem sempre há espaço para estudar aqui”, comenta.

Contraponto

Em contato com a reportagem do Jornal O DIA, a Uespi esclareceu que a reforma no prédio principal visa melhorar o atendimento e oferecer comodidade à população que precisa usar os serviços ofertados pela biblioteca, que compreendem o acervo bibliográfico, o espaço de estudo e o serviço de empréstimos de livros (devolução, renovação e reserva) e consulta nos computadores.

A Uespi reforçou ainda que as obras estão dentro do prazo e que a previsão de término é para abril de 2019.

09 de outubro de 2018

MP investiga danos causados por plantações de eucaliptos no PI

Segundo o MP, as empresas estariam com as licenças ambientais vencidas e descumprindo a exigência de reservas legais em áreas de produção agrícola.

A Promotoria de Justiça de Jerumenha instaurou nesta terça-feira (9) um inquérito civil público para investigar a ocorrência de danos ambientais causados por empreendimentos que cultivam eucalipto no município de Jerumenha, localizado a 313 km de Teresina. Segundo o Ministério Público do Piauí, as empresas estariam com as licenças ambientais vencidas e descumprindo a exigência de reservas legais em áreas de produção agrícola.

O promotor de Justiça Márcio Carcará, autor do inquérito civil público, afirma que a plantação de eucalipto, matéria-prima para a produção de papel e derivados, causa acentuados danos ao meio ambiente. Assim o plantio deve atender rigorosamente aos parâmetros das leis ambientais.

MP investiga danos causados por plantações de eucaliptos no PI. (Foto: Reprodução)

“A monocultura de eucalipto gera efeitos deletérios sobre o solo (empobrecimento e erosão), a água (impacto sobre a umidade do solo, os aquíferos e lençóis freáticos) e a baixa biodiversidade observada com prejuízos inexoráveis para a localidade onde são cultivados em monoculturas. Daí a necessidade de medidas capazes de suavizar os possíveis efeitos danosos das plantações, com a correta aplicação de técnicas de manejo e a manutenção de corredores biológicos, fundamentais para a redução dos impactos sobre a água, o solo e a biodiversidade”, afirma o promotor.

O membro do Ministério Público do Piauí determinou o envio de ofício à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMAR), no prazo de 20 dias, solicitando informações sobre a existência ou não de licença ambiental nos empreendimentos mencionados na denúncia recebida na Promotoria de Jerumenha. À Coordenadoria de Perícias Técnicas e Pareceres, o promotor de Justiça solicitou a realização de perícias com a finalidade de identificar possível dano ambiental na região.

Mecânico tem quase 100% do corpo queimando e está em estado grave

O homem está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HUT. Outras duas pessoas ficaram feridas, mas já foram liberados.

Um mecânico teve mais de 90% do corpo queimado após a explosão de um carro dentro da oficina mecânica onde trabalhava em Piripiri. O homem foi identificado como Francisco Correia de 49 anos. Ele é o proprietário do estabelecimento e na hora do acidente, estava na companhia de dois clientes. O caso ocorreu no final da manhã desta segunda-feira (09).

De acordo com o tenente-coronel Elisvaldo Viana, Francisco trabalhava soldando peças sob o carro. “Ele estava embaixo do carro com um equipamento de solda e próximo dele tinha um galão de combustível. A suspeita é de que uma faísca tenha saído do equipamento e atingido o combustível, causando o início do fogo”, explica.

Foto: Reprodução/Piripiri Repórter

O veículo entrou em chamas e o mecânico não conseguiu se salvar a tempo, tendo mais de 90% do corpo atingido pelo fogo. Ele foi socorrido por populares e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT). De acordo com o HUT, o mecânico chegou as dependências do local em estado grave com queimaduras de 2ª e 3ª graus. Até o inicio da manhã desta terça-feira (09), o homem continuava em estado grave e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sedado e entubado.

Os outros dois ocupantes da oficina também saíram feridos e foram encaminhados ao Hospital Regional de Piripiri, mas já foram liberados. De acordo com a PM, o fogo foi controlado e não causou danos à estrutura da oficina mecânica. 

Confira abaixo o boletim médico divulgado pelo HUT:

O paciente Francisco do Nascimento Correia, 49 anos, deu entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), ontem, 08 de outubro, às 15h17, com mais de 90% do corpo queimado e queimaduras de 2° e 3° grau. Ele está internado na UTI, sedado e entubado. Seu quadro clínico é considerado gravíssimo e no momento se encontra instável.


08 de outubro de 2018

Com quatro acidentes graves, PRF avalia ‘Op. Eleições’ como moderada

Ao todo foram registrados 10 acidentes de trânsito, uma pessoa veio a óbito e outras 15 ficaram feridas. Além disso, a PRF flagrou dois crimes eleitorais.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço oficial da Operação Eleições, iniciada na sexta-feira (05) e finalizada a meia noite desta segunda-feira (08). De acordo com a PRF, cerca de 564 veículos foram fiscalizados durante os três dias de operação.  Durante esse período, foram contabilizados 10 acidentes, sendo quatro deles de alta gravidade. 

Em um desses acidentes, um motociclista colidiu frontalmente com um ônibus.  A vítima foi identificada apenas pelas iniciais A.T.N.S, de 23 anos. Segundo a PRF, o homem estava pilotando na contramão da via, quando se chocou com o ônibus. Ele acabou falecendo ainda no local do acidente. 

Outro acidente também ocorreu na BR-230, na altura do município de Oeiras, nas primeiras horas da manhã do domingo (07). De acordo com a PRF, dois carros colidiram frontalmente. O trecho do acidente foi interditado parcialmente. As quatro pessoas que estavam envolvidas no acidente foram encaminhas para hospital em Oeiras. 

Foto: Elias Fontinele/O Dia

Ao total, cerca de 15 pessoas se feriram em acidentes de trânsito nas rodovias federais que cortam o estado. Além disso, cerca de 113 pessoas foram autuadas por pilotarem motocicletas sem capacete e duas foram detidas após serem pegas pelo teste de alcoolemia. Quatro veículos foram apreendidos por irregularidades e dois veículos roubados foram recuperados e encaminhados à Justiça. 

A PRF interceptou ainda um veículo que transportava cerca de R$ 100 mil reais para o interior do Piauí . O dinheiro estava sendo transportado por um jovem de 25 anos que viajava como passageiro em um taxi. A apreensão ocorreu no Km 333 da BR-343, na noite desta sexta-feira (05), em Teresina.  De acordo com a PRF, o veículo seguia com destino à cidade de Piripiri. O acusado se apresentou como proprietário do dinheiro e informou que a quantia correspondia ao pagamento de uma transação comercial, no entanto, ele não conseguiu comprovar a origem. A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal. 

Outra ocorrência registrada com crimes eleitorais ocorreu na noite de sábado (06) em Piripiri. Um carro, modelo Honda Civic foi flagrado portando um cartaz eleitoral do, até então, candidato a deputado estadual Francisco das Chagas Limma apresentando Lula como candidato a presidente. Além disso, foram encontrados cerca de 271 santinhos na mesma situação. Diante disto, o motorista foi conduzido para delegacia para realização dos procedimentos cabíveis. 

O superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Wellendal Tenório, acredita que a situação se manteve moderada. “No quesito eleitoral, foi uma eleição movimentada. Nós tivemos algumas ocorrências relevantes, uma com repercussão nacional. Mas avaliando no quesito rodoviário, durante a operação, levando em conta o número de veículos em circulação, podemos afirmar que tivemos uma operação moderada”, finaliza.

Gestão estadual enfrentará novos e velhos desafios durante mandato

Em conversa com especialista de três diferentes áreas, O Dia constata desafios e traça perspectiva para os anos que virão

O resultado das urnas do domingo (7) deu a vitória a Welligton Dias (PT), que com cerca de 0355% dos votos válidos, comandará o executivo estadual pela quarta vez. O novo mandato irá exigir gerência de novos e velhos problemas durante os próximos quatro anos. Nesta matéria, em conversa com especialista de três diferentes áreas, O Dia constata desafios e traça perspectiva para os anos que virão.

Sendo o governador a figura que implementa, executa e administra políticas públicas voltadas para o bem-estar da população, na nova gestão, o representante estadual terá de administrar os percalços ainda tão presentes na segurança pública, envolvendo o controle das Polícias Civil e Militar. Também cabe ao cargo, construir e administrar os presídios públicos de todo o estado.

As rodovias estaduais são outra responsabilidade que ficam nas mãos do governador. É da gestão estadual o compromisso de cuidar da infraestrutura das mesmas, bem como de portos, aeroportos e sistemas metroviários.

A educação é uma área que também compete à função, principalmente no que diz respeito ao Ensino Médio e a segunda parte do ensino fundamental. O abastecimento de água e projetos de moradia populares também ficam a cargo dos estados e, consequentemente, do governador. Um emaranhado de responsabilidades e possibilidades levarão o Estado a enfrentar e superar os percalços ou ampliar ainda mais o fosse da resolutividade de problemas.


José Gayoso e Almendra traça perspectivas para os desafios na educação. Foto: Divulgação.

Educação de qualidade precisa focar na formação de corpo docente

É claro que a construção de escolas e estruturação de novas unidades faz parte de ações fundamentais para o reforço da educação pública no Piauí, mas essa estratégia não pode acontecer de forma isolada. É isso que ressalta o diretor do Instituto Qualidade no Ensino, o IQE, José Horácio Gayoso e Almendra, ao traçar perspectivas para os desafios da educação piauiense nos próximos anos.

“O diagnóstico que pode ser feito na Rede Estadual, que é de responsabilidade do Estado, não é diferente dos últimos anos que o Piauí tem enfrentado. Recentemente, foram divulgados os números do IDEB e, no Estado foi atestado proficiência estagnada, que não teve a evolução como deveria”, considera José Almendra.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2017 mostra que o Estado não conseguiu alcançar as metas estipuladas pelo governo federal para o Ensino Médio. A meta estipulada para o ano de 2017 no Piauí era de 4,3, mas o Estado chegou apenas aos 3,6 pontos. O Ensino Médio do Piauí também está 0,4 pontos abaixo da média do Ideb nacional, um apanhado do ensino em todas as escolas públicas no país, que é de 3,8.

“Tão importante quanto investimento em infraestrutura seria o investimento na capacitação dos professores, um programa estruturado na capacitação dos diretores de escola. A exemplo do que acontece com a rede municipal de Teresina, o Estado precisa caminhar e capacitar seus gestores de escola para que eles tenham ferramenta para fazer com que o projeto educacional seja implementado através do coordenador pedagógico e dos diversos professores”, ressalta José.

Para o especialista, é necessário que seja investida na capacitação docente não só de forma pontual, mas pensando de forma continuada e estratégica. “Isso não se pode ser objeto de propaganda, mas tem que ser objeto de substância. Hoje, o cenário do Piauí, a grande maioria dos professores tem acúmulo de funções por questões orçamentárias”, afirma Almendra.

O profissional cita o exemplo do município de Cocal dos Alves que, ao investir na capacitação continuada do corpo docente, foi o único a atingir o índice do Ideb no Estado.

05 de outubro de 2018

Casos de dengue no Piauí reduzem 66,7% em relação ao ano passado

Boletim epidemiológico da Sesapi mostra que as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, no geral, registraram redução em suas notificações em 2018.

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) divulgou nesta sexta-feira (05) boletim atualizado a respeito das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti no Estado. Em dados gerais, os casos de dengue, febre Chikungunya e zika reduziram consideravelmente em relação a 2017.

De acordo com o boletim, a redução nos registros de dengue chegou a 66,7% este ano. Foram registrados 5.020 casos no ano passado, enquanto que em 2018, esse número não passou de 1.672. Apesar disso, a dengue ainda é considerada a doença transmitida pelo mosquito que contabiliza o maior número de notificações no Piauí.


Lavas do mosquito da dengue (Foto: Folhapress)

Em segundo lugar, mas também com redução considerável, aparece a febre Chikungunya, que contabilizou 526 casos este anos. O número é 91,5% menor que o registrado no mesmo período de 2017. Teresina foi o município mais afetado, com 335 casos notificados pela Sesapi.

Já com relação à zika, foram notificados somente 25 casos em 2018, enquanto que em 2017, esse número era mais que o dobro: 86 casos prováveis.

O técnico em epidemiologia da Sesapi, Ocimar Alencar, explica a importância que pequenas atitudes adotadas no dia a dia têm para prevenir a transmissão de doenças pelo Aedes aegypti. “O mosquito gosta de água parada, seja limpa ou suja, por isso todo cuidado é pouco para não deixar água parada em casa. O pneu esquecido no quintal, o vaso de planta na varanda, ou até mesmo a calha de escorrimento de água no telhado podem ser locais propícios para a proliferação do mosquito”, pontua o representante da Sesapi.

Tropas federais embarcam para o interior para atuar na segurança das eleições

Ao todo, o Estado receberá 1.500 homens das Forças Armadas, que atuarão sob o comando dos juízes eleitorais de 39 zonas.

As forças Armadas Brasileiras se preparam para Operação Eleições 2018. Nesta sexta-feira (05), foi realizada a formatura da tropa do Exército Brasileiro  e o embarque dos que atuarão na segurança do processo eleitoral em todo o Estado, juntamente como a Polícia Civil, Militar e Rodoviária. 

O coordenador da operação no Piauí, o Coronel Cordeiro, Chefe do Estado Maior, esteve presente no evento e explicou um pouco sobre o processo. “Nossa principal missão é garantir o voto e a apuração do mesmo. Aqui no Piauí fomos designados a estar atuando em 134 municípios junto aos juízes eleitorais”, disse. 


 Coronel Cordeiro, Chefe do Estado Maior e coordenador da operação no Piauí. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

De acordo com o Major Berti, um ponto que requer atenção na operação é o deslocamento das tropas. “Há um perigo natural nas estradas, as vezes a pressa pode ocasionar acidentes, então estamos tomando bastante cuidado na ida aos municípios e teremos também na volta. Não havendo nenhum problema retornaremos na segunda”, conta.

Ao todo, o Estado receberá 1.500 homens das Forças Armadas, que atuarão sob o comando dos juízes eleitorais de 39 zonas. Foram destacados reforços de quatro batalhões no Estado: 2ª BEC de Teresina, 25º BC de Teresina, 3º BEC de Picos e 4º BEC de Barreiras.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) as tropas deverão atuar somente nos municípios para onde foram direcionadas e que a votação pode ser impugnada em cidades onde os militares atuarem sem autorização.


Tropas embarcam hoje pela manhã. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

Família morre carbonizada após colisão traseira na BR 316

O acidente envolveu dois veículos de passeio e um caminhão. O carro em que a família estava entrou em combustão e as vítimas não conseguiram se salvar a tempo.

Três pessoas de uma mesma família morreram carbonizadas após um acidente de trânsito envolvendo dois carros de passeio e um caminhão. O acidente ocorreu na noite desta quinta-feira (04), no Km 37 da BR-316, próximo ao município de Lagoa do Piauí, região Centro/Sul do Estado, a cerca de 50 Km de Teresina. As vítimas foram identificadas como José Araújo, a sua filha Isabella Araújo e uma criança de aproximadamente um ano de idade. 

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os três veículos vinham na mesma direção da via, no sentido Sul do Piauí para Teresina, quando ouve uma colisão traseira. A polícia não sabe ao certo a dinâmica do acidente, mas suspeita que a picape modelo Chevrolet S10 teria se chocado contra a traseira de um Toyota Etios e, com o impacto, este teria atingido a traseira de um caminhão carreta. 

Foto: Divulgação/PRF

O Superintendente da PRF no Piauí, Wellendal Tenório, explica que provavelmente o Toyota Etios, onde se encontrava a família, teria sido atingido justamente na região do tanque de combustível, o que pode ter iniciado a combustão do veículo. “As colisões geralmente produzem fagulhas e nesse caso, associando ao combustível, o resultado é a combustão. Junto a isso, também contribui o fato de que dentro de um veículo nós temos muitos componentes inflamáveis, como estofagem e a parte elétrica, o que facilita bastante a combustão. Por isso o carro pegou fogo tão rapidamente”, esclarece. 

 

Pai, filha e neta acabam falecendo após combustão de veículo na BR-316. (Foto: Reprodução)

O motorista da picape não teve ferimentos graves e o motorista do caminhão se evadiu do local do acidente. Já as três vítimas fatais não conseguiram ser resgatadas por conta da quantidade de fogo dentro do veículo e acabaram vindo a óbito. Equipes da Polícia Rodoviária estiveram no local para controlar o trânsito e isolar a área do acidente. A perícia ainda está sendo realizada. 

Na mesma noite, um pouco após a colisão, ocorreu outro acidente na BR-316, próximo a Lagoa do Piauí. Um Volvo de placa do Ceará se chocou contra um animal que atravessava a pista e capotou. No entanto, a motorista do veículo não teve ferimentos graves. 

O superintendente Wellendal comenta que dirigir em uma rodovia federal em horários de grande intensidade de trânsito já configura um fator de risco para acidentes. “Se, além disso, você adiciona uma ultrapassagem indevida, excesso de velocidade, manipular um celular e perder atenção da via por determinado instante, agrava ainda mais o risco que já é grade. Por isso as pessoas devem ter a atenção redobrada ao dirigir em uma rodovia”, finaliza.





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