• Banner Cultura Governo do PI
  • Obras no Litoral Cultura
  • Clínica Shirley Holanda
  • SOS Unimed
  • Novo app Jornal O Dia

Após um ano e meio, CRM libera funcionamento da Evangelina Rosa

A maternidade sofreu uma série de interdições éticas desde junho do ano passado, por falta de estrutura e de condições de operações. Sesapi elaborou plano emergencial.

05/11/2019 08:16h - Atualizado em 06/11/2019 11:53h

O Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) foi desinterditada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) após passar mais de um ano funcionando aquém de sua capacidade devido a problemas em suas instalações. A desinterdição foi feita na noite de ontem (04) após a vistoria do CRM constatar que todos os itens exigidos para sua liberação estavam sendo cumpridos.



Leia mais:

MDER: após mortes por infecção, CRM aprova indicativo de interdição ética 

CRM prorroga interdição da Evangelina Rosa por mais 60 dias 


Desde junho do ano passado passado que a MDER vem sofrendo uma série de interdições éticas devido à falta de estrutura para o atendimento humanizado das pacientes. Dentre os problemas detectados pelos órgãos de fiscalização estavam superlotação, estrutura física precária, falta de insumos e medicamentos e deficiência que não permitiam aos profissionais desempenharem suas atividades a contento.

Só este ao, a maternidade já havia sofrido interdição ética por duas vezes: uma em julho, pelo prazo de 30 dias, e uma em agosto, quando o CRM decidiu prorrogar a interdição ética devido ao não cumprimento pela direção da unidade das medidas de adequação determinadas anteriormente. Na vistoria feita naquele mês, o Conselho constatou problemas como descolamento do piso, vazamentos em uma das enfermarias, infiltrações e ausência de leitos disponíveis às parturientes.


Foto: O Dia

Estas deficiências, segundo a presidência do CRM, foram sanadas, o que permitiu a dsesinterdição da maternidade. Em conversa com o Portal O Dia, a dra. Ana Cláudia da Costa Araújo, conselheira do CRM, comentou a situação encontrada na unidade durante a vistoria.

De acordo com ele, as solicitações feitas quando da primeira interdição ética foram atendidas. "O laboratório foi reformado, o que, a princípio, resolverá o problema da entrega de exames, foram contratados mais cinco obstetras e dois neonatologistas, serão construídos ainda cinco leitos de unidade intermediária e mais leitos também na UTI materna", explicou Ana Cláudia.

Na noite de ontem (05) a presidência do Conselho se reuniu com o secretário de Saúde, Florentino Neto, e com o diretor da maternidade, o médico Francisco Macedo para tratar da liberação da unidade. Segundo Florentino, a MDER está operando com regularidade no abastecimento e com fluxo financeira restabelecido. A Sesapi coloca em prática, ainda, um plano emergencial para conseguir cumprir de vez todas as adequações solicitadas pelo CRM.

Este plano emergencial inclui reformas nas unidades de terapia intensiva com mais ampliação de leitos e vagas, e deve ser concluído em 15 dias.


Foto: O Dia

Com a desinterdição ética da Evangelina Rosa, o CRM focará agora na redução da superlotação da unidade. É que todos os dias, a maternidade apresenta todos as suas vagas ocupadas em 100% e isso se deve, segundo o Conselho, ao encaminhamento de pacientes de baixa e média complexidade do interior para a Capital. 

A situação deve ser sanada com a melhoria nestes hospitais da rede estadual, o que acarretará a redução na demanda da MDER. É o que explica a conselheira Ana Cláudia Costa: "O problema realmente é a falta de estrutura no interior e o governo tem que melhorar o restante dos hospitais da rede. A Evangelina Rosa deve atender somente casos de alta complexidade, mas como nas demais unidades faltam obstetras e pediatras, ela acaba recebendo todo paciente que vem encaminhado".

O CRM disse que pretende cobrar do poder público essas melhorias nas demais unidades que compõem a rede de atendimento materno e neonatal do Estado. O Conselho também deve voltar a fazer novas vistorias na Evangelina Rosa ao final deste mês, quando encerra o prazo de 60 dias dado pela Justiça Federal para que a maternidade se adeque minimamento às condições de atendimento.

Por: Maria Clara Estrêla

Deixe seu comentário