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Burocracia ambiental prejudica desenvolvimento, diz especialista

Deocleciano Guedes Ferreira nomeia investidores que preferiram apostar em estados vizinhos como Ceará e Maranhão devido à burocracia no Piauí

18/11/2019 15:15h - Atualizado em 19/11/2019 07:14h

A demora na emissão de licenciamento ambiental tem prejudicado o desenvolvimento do Piauí, defende o professor aposentado da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Deocleciano Guedes Ferreira. Especialista em matemática aplicada as ciências ambientais e com experiência em licenciamento em vários estados do Brasil, ele nomeia investidores que preferiram apostar em estados vizinhos como Ceará e Maranhão devido à burocracia no Piauí. 


“Tem três usinas solares que estavam dispostas a se instalar aqui, mas mudaram para o Ceará porque acharam que a agilidade da Secretaria (de Meio Ambiente) do Ceará é muito maior que a do Piauí. A Suzano é um exemplo claro de ter se instalado no Maranhão porque aqui a burocracia foi imensa. Tem pessoas que adquiriram áreas para plantio e deixaram estagnadas até quando se resolver essa questão e adquiriam outras áreas no Maranhão”, afirma. 

Deocleciano Guedes critica a falta de estrutura do Piauí para atrair investidores (Foto: Elias Fontinele/ O DIA)

Deocleciano Guedes elogia a qualidade dos técnicos responsáveis pelas vistorias, mas afirma que a baixa quantidade desses servidores e a falta de estrutura necessária para viagens dos técnicos ao interior do Piauí são parte dos motivos que criam a burocracia para emissão dos documentos. 

“O que necessita é que a Secretaria de Meio Ambiente do Piauí seja mais ágil na análise dos processos. Não é deixar de ser exigente no que a lei pede que seja exigente. Mas é que tenha mais agilidade. A secretaria tem um quadro de servidores muito pequeno para atender a quantidade de demandas”, pontua. 

“Um processo é analisado por um técnico, mas depois quando tem que ser assinado por A ou B, vai e volta e isso não deixa o processo transcorrer normalmente. Você entra e não sabe quando vai sair o processo”, acrescenta. 

Falta de estrutura 

A falta de estrutura no estado é outro motivo apontado por Deocleciano Guedes para afastar investidores. Ele cita a demora das obras da duplicação das BR's 343 e 316, em Teresina, e a conclusão da rodovia Transcerrados, no Sul do Piauí. A necessidade do Porto do Luís Correia e de abastecimento de energia de qualidade também são citadas como necessárias para que a imagem do estado seja melhor avaliada pelos investidores. 

Por: Otávio Neto

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