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Com rios transbordando, governo envia reforços dos Bombeiros para o Norte

Os municípios de Barras, Esperantina e Batalha encontram-se em situação de aleta por conta da cheia. Centenas de famílias estão desabrigadas.

23/03/2020 12:23h - Atualizado em 23/03/2020 13:02h

A situação é de preocupação e alerta na região Norte do Piauí com a cheia dos principais rios que cortam a região. E como a previsão é de mais chuva para este mês de março, o Governo do Estado determinou o envie de reforço do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual aos municípios mais afetados, como Barras, Batalha e Esperantina, que já possuem centenas de famílias desabrigadas.

Pelo monitoramento do Serviço Geológico Nacional, o rio Longá, em Esperantina, já se encontra com 8,71 metros de profundidade, o que significa que ele está 1,31 metros acima de sua cotação de inundação, que é de 7,40 metros. Já o rio Marataoan, em Barras, encontra-se atualmente com um nível de 5,55 metros, ou seja, 1,1,35 metros acima de sua cota de transbordamento. 


Os rio Longá e Marataoan encontram-se muito acima de sua cota de inundação e já transbordam - Foto: O Dia

O secretário estadual de Defesa Civil, Geraldo Magela, explica que as chuvas desse final de semana contribuíram significativamente para o aumento das águas dos dois rios e que por isso houve uma ampliação da área de risco de alagamento, o que levou o poder público a retirar mais famílias de suas casas.

“O rio Marataoan e o rio Longá já se encontram muito acima da cota de inundação, o que afeta várias famílias que estão desabrigadas, desalojadas e/ou isoladas por conta das cheias. A Defesa Civil Estadual já mandou para essas famílias kits de ajuda humanitária e o governador determinou também que os bombeiros mandassem reforço para atuar com as equipes do município e retirar essas famílias de locais de risco”, explica.


A Defesa Civil Estadual solicitou também que as Defesas Civis Municipais levassem estas famílias para locais isolados e que não as colocassem dividindo o mesmo alojamento para evitar ao máximo a aglomeração de pessoas e a transmissão de doenças, sobretudo o Covid-19.

Por: Maria Clara Estrêla

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