Comércio varejista e setor de serviços registram queda no Piauí, de acordo com o IBGE

Em novembro as vendas no varejo registraram o índice negativo de -3,0% e o volume de serviços, comparado a novembro de 2020, retrocedeu -0,3%

14/01/2022 09:50h - Atualizado em 14/01/2022 10:02h

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Em novembro de 2021 dois dos principais indicadores econômicos do Piauí foram negativos,  as  vendas no varejo  registraram o índice  negativo de -3,0%  e o  volume de serviços, comparado a novembro de 2020,retrocedeu -0,3%. Os dados são da  Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada na última quinta (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os índices são impactados fortemente pela crise econômica enfrentada no país, com a alta da inflação e a lenta recuperação do setor empregatício. Veja aqui o balanço completo do setor de serviços  e do comércio varejista 

Os números negativos do estado contrastam com o avanço nacional, entre outubro e novembro do último ano o varejo brasileiro cresceu 0,6% e o setor de serviços 2,4%. Na área dos serviços a taxa é positiva após dois meses negativos, recuperando a perda acumulada de 2,2%. Com o resultado de novembro, o setor ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, registrado em fevereiro de 2020, mas está 7,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014.

Quanto ao volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6%, na série com ajuste sazonal, após variar 0,2% em outubro. A média móvel trimestral, variou -0,1% no trimestre encerrado em novembro, depois do recuo de 1,6% no trimestre até outubro. Na série sem ajuste, o comércio varejista teve queda de 4,2% frente a novembro de 2020, quarta taxa negativa consecutiva. No acumulado no ano, o varejo aumentou 1,9%. Já o acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 2,6% em outubro para 1,9% em novembro, sinaliza redução no ritmo das vendas.

FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Setores que mais cresceram

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, a recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015. “Das últimas 18 informações divulgadas, na comparação mês contra mês anterior, 15 foram positivas e 3 foram negativas: março, devido à segunda onda de covid-19, e setembro e outubro, por conta de aumentos de preços em telecomunicações e passagens aéreas”, disse, em nota, o pesquisador.

Segundo o IBGE, quatro das cinco atividades pesquisadas avançaram no mês de novembro, com destaque para serviços de informação e comunicação (5,4%), que recuperaram a perda de 2,9% verificada nos dois meses anteriores. Com isso, a atividade se coloca num patamar 13,7% acima de fevereiro de 2020.

O setor de tecnologia da informação cresceu 10,7% de outubro para novembro, maior taxa desde janeiro de 2018 (11,8%), ficando 47,4% acima do patamar pré-pandemia. “Depois do período mais agudo da pandemia, a partir de junho de 2020, o setor mostrou rápida recuperação, acelerando o ritmo de crescimento das receitas. Essas informações positivas são em boa parte explicadas pelo dinamismo das empresas do setor de Tecnologia da Informação, que fornecem serviços para outras empresas”, afirmou o gerente da pesquisa.

Cinco das oito atividades varejistas tiveram taxas negativas

Houve alta de 0,6% no volume de vendas do varejo, em novembro, na série com ajuste sazonal, mas cinco das oito atividades tiveram taxas negativas: móveis e eletrodomésticos (-2,3%), tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), combustíveis e lubrificantes (-1,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,1%).

Por outro lado, houve crescimento em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%).

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