Bebê recebe nome de Kaio Evangelino em homenagem a profissionais de maternidade; entenda

O bebê nasceu com atresia esofágica e passou por cirurgia nos primeiros dias de vida

14/10/2021 10:53h - Atualizado em 14/10/2021 11:13h

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Mônica Miranda que é técnica em enfermagem e trabalha como socorrista do SAMU no município de Coronel José Dias, teve uma gestação com alguns problemas, onde não se alimentava bem e dormia pouco, mas teve um pré-natal acompanhado onde recebia as informações que estava tudo bem com a criança. Mas, para a surpresa, seu filho nasceu com problema de Atresia Esofágica.

Atresia esofágica é um defeito congênito no qual o esôfago se estreita ou tem uma extremidade fechada, ou seja, não tem saída. Ele não se conecta com o estômago, como normalmente deveria. A maioria dos recém-nascidos com atresia esofágica apresentam também uma conexão anormal entre o esôfago e a traqueia denominada fístula traqueoesofágica.

Dessa forma, o pequeno Kaio, que nasceu de parto cesariano, no município de São Raimundo, não conseguia se alimentar, e precisou passar por um procedimento cirúrgico após dois dias de nascido. A cirurgia foi uma ligação do esôfago para o estômago para que ele pudesse vir a se alimentar. No Piauí, em média, por mês,uma criança nasce com esse defeito congênito.

Mônica Miranda conta emocionada, que foi um susto muito grande quando recebeu a notícia. “Meu filho ficou quase um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), se alimentando pela nutrição parenteral, onde o alimento é administrado por via intravenosa, ou seja, pela veia. Recebi a notícia do problema do meu filho logo após seu nascimento", conta.

Fotos: Ascom/Sesapi


"O pediatra me informou que teria que transferir
meu filho para Teresina, onde ele teria que realizar a cirurgia
o quanto antes. Foram dias de preocupações e angústia.
Meu filho tão pequeno já teria que se submeter
a uma cirurgia”, diz mãe.


A mãe relata ainda que mesmo com a realização da cirurgia e depois de algum tempo de internação na UTI, o organismo rejeitou o alimento, após os médicos decidirem iniciar a dieta alimentar. “Foi um momento muito sofrido, foi um processo bem difícil. Foi um baque, onde eu me programei para ir ao hospital passar três dias e sem esperar, tive que ir para outra cidade, por um tempo indeterminado”, pontua.

Por conta das preocupações, Mônica teve um processo inflamatório após o parto. “Fiquei firme e forte. Mas o que me chamou mais atenção e me deu muita força foi o cuidado da equipe médica e de enfermagem da Maternidade Dona Evangelina Rosa. Um cuidado especial com todas as mães, orientando e acalentando. Estou saindo da Evangelina Rosa transformada, não sei explicar com palavras a profunda gratidão. Quero me espelhar nesses profissionais para que eu me torne uma profissional de saúde como a equipe da Evangelina Rosa”, diz.

Após a melhora do pequeno Kaio, o bebê foi transferido para a enfermaria Canguru. Lá Mônica Miranda pode acompanhar de perto o filho e pegá-lo no colo pela primeira vez, após um mês de seu nascimento.

“Saio da Maternidade Evangelina Rosa
grata por tudo que fizeram, e a forma que encontrei
para mostrar minha gratidão foi colocar o nome do meu filho de
Kaio Evangelino”, finaliza a mãe.

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